03/09/2009 - 14:56
Olha que bacana a revista Super Interessante preparou: uma imagem com charges de nada menos que 95 (!!!) personagens já vistos em LOST, incluindo os regulares, participações especiais e até os mortos. No site da revista também está disponível um joguinho para acertar em quem já morreu e salvar os outros.

E aí, vocês conseguem identificar TODOS eles? (Clique na imagem para ampliar).
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: abc, axn, jogo, leitor
30/06/2009 - 00:01
Alerta: Matéria republicada a pedido dos espectadores que acompanham LOST pelo canal AXN. Contém spoilers sobre o final da 5ª temporada da série.
“O que aconteceu, aconteceu”; “estar morto é estar morto”; “o que está feito, está feito”; “a pedra branca representa a luz e a preta a escuridão”. Assim como Benjamin Linus, passamos muito tempo ouvindo falar de Jacob, recebendo listas com nomes e orientações sem jamais vê-lo. E é por conta de toda esta aura de mistério criada em torno desta entidade, me surpreendi horrores com a primeira cena do último episódio desta temporada de LOST, onde encontramos um ser simples, de carne e osso, trabalhando no seu tear aos poucos como se tivesse todo o tempo do mundo e, logo em seguida, pescando para alimentar-se enquanto avistava a chegada do Black Rock até a ilha. A partir daí, The Incident começou com seus inúmeros atos, fechando algumas histórias de forma definitiva e satisfatória e outras, nem tanto. Temos muito assunto a tratar, não é mesmo?

Jacob e Seu Antagonista: A enigmática conversa entre o nosso amigo de branco com a figura desconhecida de negro evidenciou que desde os primórdios da ilha aqueles seres passam a sua existência tentando provar que o outro está errado. Enquanto Jacob acredita que o ser-humano é capaz de mudar e que as inúmeras tentativas constituem o progresso, o “anti-Jacob” é mais fatalístico e afirma que o ciclo sempre terá o mesmo fim: “eles chegam, lutam, destroem e se corrompem”. E com a maior cordialidade do mundo, o “amigo” de Jacob afirma que um dia irá encontrar uma brecha no ciclo e irá matá-lo. Ora, o que o impede de pegar a peixeira e acabar com tudo ali mesmo? Obviamente estamos falando de algo muito maior que, por exemplo, a rixa entre Charled Widmore e Ben Linus. Especula-se que eles sejam uma representação bíblica de Jacó e Esaú: dois irmãos que possuem crenças distintas, sendo que um deles – o que acredita na bondade do homem – é favorecido por sua mãe. Seria a ilha o maior tabuleiro de gamão do mundo?

Jacob e os Sobreviventes do Vôo 815: Mais uma vez a “teoria do recrutamento” apareceu – uma das mais antigas da série e que afirma que os passageiros do vôo 815 não estão ali por acaso – só que agora tomando proporções ainda maiores (como, aliás, aconteceu em todo episódio): antes mesmo dos Outros aparentemente conspirarem para que aquelas pessoas estivessem a bordo do avião da Oceanic, Jacob prestou uma inusitada visita a vários deles, algumas delas em momentos que não foram de extrema importância para colocá-los na aeronave, mas que de certa forma colaboraram (em maior ou menor escala) para que eles um dia chegassem onde chegaram. Mais importante ainda foi perceber, como apontou o astuto Davi Garcia do blog Dude We Are Lost!, que Jacob fez questão de tocar em todos eles. Essa, parece clara, é a forma com que ele “leva” as pessoas até a ilha, na tentativa de provar a sua tese.

A Iniciativa Dharma: A presença da organização financiada por Alvar Hanso e idealizada pelos DeGroots seria o ápice da corrupção mencionada pelo algoz de Jacob? Me parece que sim. Aliás, a ciência avançada, os perigosos armamentos e todos aqueles recursos utilizados para explorar o local de forma nunca antes imaginada pelos Outros, acabaram tornando-os hostis, e no fim foram obrigados a viver sobre uma silente e interminável trégua para sobreviverem. A obstinação em extrair daquele abençoado local o máximo a ponto de tornar-se o “Thomas Edison” do magnetismo, fez com que Radzinski deixasse de lado a razão, comprometendo a segurança de seus companheiros. Nesse sentido, ponto para o “anti-Jacob”, que já antecipava este resultado sem precisar levar ninguém para lá.

O Grupo de Ilana: De todas as “partes” que chegaram na ilha, o grupo liderado por Ilana (mais “bonzinhos”), e que recebeu pouco destaque nesta temporada, até agora é o que parece mais sensato e ciente do que está acontecendo naquele local, já que a moça recebeu do próprio Jacob um pedido de ajuda. Foram eles, também, que trouxeram os novos questionamentos da série, ao introduzirem conceitos como um possível “candidato”, pois Frank Lapidus não é um dos que sabe a resposta da pergunta “o que descansa na sobra da estátua?”. A resposta disso, como veríamos mais à frente, é “aquele que salvará a todos”, em latim. E por falar em mistérios, aquela cena na cabana foi bastante curiosa, considerando o que já vimos. Afinal, aquela seria uma espécie de “prisão”?

Reencarnação? Esta era a palavra que estava escrita na forma de anagrama na van que transportava o caixão com Locke por Los Angeles até ele retornar à ilha. Mas ninguém reencarnou no corpo de Locke, pois vimos ele morto na caixa trazida por Ilana para provar que o ser que anda por aí vestido como o velho jamais pode ser ele, o que nos remete à tal brecha que o “anti-Jacob” conseguiu. “Você não tem ideia do que eu passei para chegar até aqui”, disse. Locke já era e apenas a sua forma fora assumida, assim como aparentemente aconteceu com Christian Sheppard. Estar morto é estar morto. Ninguém ressuscitou ou reencarnou. Na minha opinião, primeiro o “anti-Jacob” se apoderou da forma do pai de Jack para fazer com que Locke saísse da ilha e voltasse morto, como de fato aconteceu (lembram-se da cena na roda?). Do lado de fora, o sujeito ainda teve a ajuda da mãe de Faraday, que da mesma forma conspirou para que os Oceanic 6 voltassem para desencadear todos os eventos que levaram ao homicídio do “bom filho da ilha”.

Benjamin Linus: Quem diria que o mestre da manipulação seria manipulado de forma tão caprichadamente maquiavélica? Todos naquela ilha são peças de gamão no grande jogo conduzido por não apenas um, mas dois homens por trás da cortina. O “novo Locke” soube usar muito bem o fato de Linus ter sido o mandatário desprezado de Jacob desde que foi “convertido” no templo. Ele mentiu, matou e se sacrificou muito pela ilha a troco de quê? Não sabemos. Quem garante que ter contato constante com Jacob é algo “bom”? Assim como muitos ali, o desespero de fazer com que sua existência tenha um significado maior do que realmente é acaba levando as pessoas a tomarem medidas extremas, deixando a razão subverter-se à emoção e à inevitabilidade do destino em vez do pragmatismo e do livre arbítrio. E outra, quem garante também que as ordens estavam vindo mesmo de Jacob e nao da outra entidade? Poderia o “outro” estar se passando por Jacob e este estivesse preso na cabana? Lembram quando uma voz pediu ajuda na cabana?

O Quadrilátero Amoroso e o Incidente: Da mesma forma, quem garante que ao levar a ogiva Jughead para o local da Cisne, Jack não estaria provocando exatamente o incidente que fora por todos antecipado, conforme bem apontou Miles? Se o que aconteceu, aconteceu e o destino tem uma forma de corrigir tudo, não seria Jack um mero condutor? Com isso retorno à segunda temporada, quando os então desconhecidos Outros apresentaram a tal lista de Jacob que continha exatamente os nomes de algumas das pessoas que estariam diretamente envolvidas na consecução do evento: Jack, Sawyer e Kate, que na ilha Hydra iniciariam o quadrilátero amoroso com Juliet. Apesar destas cenas que antecederam o incidente terem sido o ponto fraco do episódio, a presença daqueles quatro ali foi fundamental para que o resultado final fosse atingido. O fim, então, justificou os meios.

Este, certamente não foi o episódio que todos nós esperávamos. Algumas surpresas foram muito boas, indiscutivelmente, mas outros fatos apresentados necessariamente levaram à série para um caminho mais etéreo e menos empírico. Contudo, LOST esteve mais fiel à sua premissa neste final de temporada do que em todos os outros. Todas as temporadas acabaram da mesma forma, nos deixando completamente perdidos. O problema é que o final da 3ª temporada introduziu o inédito conceito dos flash fowards e desde então sempre esperamos algo bombástico do tipo. The Incident foi lotado de repetições poéticas, desde o movimento de câmera que revelou o corpo sem vida de Locke (bem lembrado por Pablo Villaça), passando pelas varias vezes em que a velha Kombi Dharma salvou o dia, até o início do incidente que imediatamente remeteu ao mesmo acontecimento na escotilha Cisne já construída, três décadas mais tarde.

As cenas na sombra da estátua revelaram boa parte do tom que a série adotará a partir de agora até o seu final, com a indicação da tão falada “guerra” que está por vir. Afinal, quem está chegando? Quem são os bonzinhos? O final em branco (literalmente) foi desesperador e, por isso, não deverá agradar a maioria. Na hora que acabou eu simplesmente detestei, mas só na hora. E aí? Eles foram para o futuro? Morreram como Alpert falou? Será que tudo será anulado assim como Faraday previu e os sobreviventes do vôo 815 acordarão em plena aeronave no aeroporto de Los Angeles como se tudo não tivesse passado de um sonho? A 5ª temporada contou uma história completa, enriqueceu ainda mais esta primorosa trama e definitivamente pôs fim à viagem no tempo. Só não sabemos como e vai demorar muito tempo para retornarmos e descobrirmos o que vai acontecer. Este foi o único e grande problema de The Incident. Um clarão que vai demorar pra se apagar.
Cotação Bruno Carvalho: 




Comentários dos episódios “5×16: The Incident (Part 1)” e 5×17: The Incident (Part 2)” . Matéria originalmente publicada em 18/05/2009.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
13/05/2009 - 00:01
Semanalmente recebo e-mails com perguntas de leitores e leio em fóruns e orkuts da vida dúvidas sobre diversos aspectos de LOST. Muitas destes questionamentos ou declarações são inverdades propagadas pelos “intrigas da oposição” ou até conceitos que foram deturpados ao longo das temporadas e que são publicados, retuitados e propagados pela Internet indiscriminadamente. Por isso, aproveitando que hoje é o grande dia da exibição dos últimos episódios da 5ª temporada do drama, abri um espaço para um LiGado em Série Responde com o intuito de desmistificar alguns pontos da parte técnica e criativa da série. Não abordarei aqui nada sobre a trama, sendo este um texto livre de spoilers.

Eis aqui algumas frases e/ou perguntas que recebo, escuto ou leio por aí e a versão oficial sobre elas:
“J.J. Abrams ainda escreve LOST? Como ele arruma tempo no meio de tantos projetos?” O showrunner J.J. Abrams criou LOST junto a Damon Lindelof, Jeffrey Lieber e Lloyd Brown, roteirizou e dirigiu o episódio piloto da série. Depois de “encomendado” pelo canal ABC, Abrams continuou apenas como produtor executivo envolvido em diversos aspectos do show, mas não é roteirista. LOST é escrito por uma grande equipe com cerca de 30 roteiristas, encabeçada por Carlton Cuse e Damon Lindelof (apelidados em conjunto de “Darlton”), que também são produtores. Por isso, J.J. pode se dedicar a outros projetos como Fringe e o recente blockbuster Star Trek, sem perder de vista de sua mais ilustre criação.
“É pura mentira que LOST está escrita do início ao fim, já que, por exemplo, a personagem Benjamin Linus inicialmente entraria para uma ponta e acabou ficando por temporadas.” Verdade. Mas em nenhum momento os produtores ou roteiristas afirmaram que LOST estaria escrita do início ao fim como muitos fãs xiitas defendem, até porque esta é uma obra aberta (ao contrário de uma mini-série), que sofre alterações ao longo das temporadas, seja por questões criativas ou por fatores externos ao controle da produção. Um exemplo disso foi a greve dos roteiristas e problemas de renovação contratual com alguns atores.
“Carlton Cuse e Damon Lindelof não sabem de nada e enrolarão o espectador até o fim”. Essa é uma falácia, pois mesmo que a série não esteja totalmente roteirizada, há sim um plano diretriz que as temporadas seguem e se interligam. Várias provas disso já foram apresentadas em diversos episódios. “Dalrton” revelou que eles têm um norte sobre quais são os mistérios que vão propor e revelar a cada temporada, bem como quais serão os temas centrais abordados em cada uma delas. Como ter certeza disso? Assistindo e tendo fé em Jacob!
“LOST vai ser infinitamente renovada por várias temporadas, pois é um caça-níquel”. No final da segunda temporada, os produtores perceberam a insatisfação do público sobre o aparente estado de estagnação da trama (afinal, não sabiam a quota de mistérios que podiam revelar), já que o destino do show depende da vontade do canal em continuar encomendando temporadas ou não. Por isso, eles propuseram um acordo para pôr um fim nestas preocupações, de forma a agradar tanto os executivos da Disney/ABC, quanto o público. Assim, nasceu um contrato em que a série seria confirmada até a 6ª temporada e depois derradeiramente cancelada, sem chances de voltar, permitindo maior controle criativo dos escritores.
“É preciso acompanhar jogos de realidade alternativa e assistir vídeos secretos na Internet e em celulares pra entender LOST”. Esta é mais uma informação deturpada. De acordo com a produção, a história oficial do drama dos sobreviventes é aquela exibida na televisão e ponto. Contudo, como forma de instigar (ou confundir ainda mais) os fãs, foram lançados em outras mídias vários tipos de conteúdos que remetem à mitologia da série, mas que não são fundamentais ou indispensáveis para compreendê-la. Assim, joga o jogo e assiste os webisódios e vídeos secretos quem quer imegir e interagir mais com o show.
“LOST vai acabar com um filme no cinema”. Desde o estouro da série este é um assunto que vem e vai a todo tempo na mídia, mas recentemente Damon Lindelof concedeu uma entrevista ao The Hollywood Reporter afirmando veementemente que não há nenhum interesse criativo em encerrar a história num longa-metragem para o cinema ou TV: “Para nós, a série sempre foi sobre aquele grupo de pessoas, e quando chegarmos ao final da 6ª temporada, todos os personagens terão suas histórias concluídas. Seria um grande erro deixar mistérios em aberto obrigando o público a ter que gastar mais dinheiro para ver como a história acabaria.” É claro que há a possibilidade dos detentores dos direitos comerciais da série (Disney/ABC) lançarem mais produtos, filmes e DVDs na tentativa de capitalizar sobre este estrondoso sucesso, mas Lindelof garantiu que a trama realmente acabará por volta de Maio de 2010, com todos os pingos nos “is”.
“No final vamos descobrir que tudo não se passou de um sonho de Hurley chapadão ou de um Jack bêbado no sofá junto ao seu pai Christian Shepard”. Falso! LOST não terá um final no estilo tudo foi um sonho, uma viagem ou se passou em uma realidade alternativa, garantiu “Dalton”. Quanto a isso, não se preocupem!
Eu sei que muitos de vocês estão carecas como Locke de saber alguns dos fatos acima, mas não custa nada colocar tudo a limpo para os que deixaram de assistir esta incrível história por conta de rumores ou por falta de informação possam tirar suas próprias conclusões. Se você gosta da série e parou de assistir por algum destes motivos, fica a dica do blog para que retome-a e garanto que a grande maioria não vai se arrepender. Compre os DVDs, alugue ou peça emprestado. Aos que continuam firme e forte, preparem o traje de gala porque a final de hoje à noite promete! Estão animados?
As referências para embasar este artigo foram encontradas em importantes e idôneas publicações como o TV Guide, Lost in Lost, Dude! We Are Lost e LostPedia.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST, LiGado em Série Responde
Tags: abc, axn, brasil, duvida, leitor, usa
14/04/2009 - 00:01

Heroes “3×22: Turn and Face the Strange”: Em mais uma semana Heroes continua medíocre. A trama boba em que Hiro e Ando se meteram com o filho de Matt Parkman deixa cristalino o quanto o roteiro de Tim Kring é vazio e sem foco. As caretas de Ando, as interlocuções de Hiro e a resolução do casinho beiraram o improviso, de tão mal escritos. Nem o novo poder de Sylar foi usado à sua capacidade, pois a todo o momento em que ele estava transformado em uma pessoa, foi possível perceber e até mesmo antever o que sairia dali. Desnecessária também a inclusão de mais uma história, desta vez envolvendo o lado “sentimental” de Denko, que só prestou pra postergar ainda mais o nada que virou a série. Heroes tem sim uma história, mas que só é contada no início e fim de cada capítulo ou volume. O recheio é pura enrolação. Faltando três capítulos para o fim, um tal “cemitério” no meio do nada foi revelado. A pergunta que fica sobre esse novo mistério é: quem se importa?
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 06/04/2009 na NBC americana.
Trust Me “1×12: You Got Chocolate in my Peanut Butter / 1×13: The More Things Change”: Acabou, e da pior maneira possível. Trust Me despediu-se da TV sem um final digno, já que foi sumariamente cancelada pelo canal americano TNT. Segundo os executivos, a série não era “acessível ao público”. Ora, colocar uma produção tão caprichada e seleta como esta no horário do blockbuster American Idol denota, no mínimo, a estupidez dos programadores e o descaso com que o drama foi tratado desde o início. Enfim, nos episódios finais Mason, Conner e Tony Mink conseguiram dar a volta por cima na agência, resgatando de seu rival uma conta da qual não davam atenção – a Buick – e cobrindo o déficit deixado pela saída da Arc Mobile. Conectando muito bem o episódio anterior sobre o passado de Tony com Denise com os acontecimentos deste Series Finale em que foi oferecido à Mason o cargo do amigo, Trust Me encerrou-se de forma real, com um cliffhanger interessantíssimo para a ótima história que vinha sendo desenvolvida. Infelizmente não saberemos como a dupla de publicitários superará o desafio de ser liderada pelo pretensioso e arrogante Culligan. Tom Cavanagh e Erick McCormick estavam confortáveis e em perfeita sintonia em seus papéis, numa série descompromissada e pouco dispendiosa (pois, inclusive, era muito bem patrocinada). Grande vacilo da TNT não ter segurado a onda deste promissor drama.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódios exibidos em 07/04/2009 na TNT americana.

Fringe “1×15: Inner Child”: Sem revelar uma gota sequer de seus segredos, Fringe voltou de forma arrasadora com um episódio redondo, curiosíssimo e com uma história cativante. Desta vez o padrão se manifestou em uma criança que foi descoberta nos escombros lacrados há décadas de um prédio a ser demolido. Com uma aparência que lembrou inicialmente um ET (pois estava branco, magro e com os olhos arregalados), o menino foi levado aos cuidados da divisão especial do FBI, onde desenvolveu uma conexão quase imediata com Olivia Dunham e com o caso que ela estava investigando (às vezes eu fiquei com muito medo da reação do garoto, pois esperava a todo tempo algo animalesco). Funcionando como uma espécie de conduíte emocional, ficou claro que o menino fazia parte de um experimento que pode, inclusive, ter a ver com o Observador (notem a semelhança física dos dois). Como eu disse, Fringe não precisou responder nenhuma pergunta para trazer um dos melhores capítulos de sua temporada, graças ao alto nível do roteiro que foi brilhantemente crescendo com a condução do talentoso diretor Frederick Toyle dentro da forte e característica aura de mistério da série. Se você não segue Fringe, comece imediatamente porque vale a pena.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 07/04/2009 na FOX americana.
Dirty Sexy Money “2×10: The Facts”: Agora eu entendi porque o canal ABC simplesmente engavetou Dirty Sexy Money até o verão americano. O episódio The Facts, exibido antes no Brasil, foi uma incompreensível sucessão de absurdos, que culminou num dos piores anti-clímaxes já vistos em uma série. A grande “idéia” dos roteiristas foi a de colocar uma repórter batendo na casa dos Darling fazendo perguntas indiscretas ao motorista que cuidava da casa sozinho enquanto a família havia saído da cidade para o feriado. Claramente mostrando que o sujeito estava mentindo desde o primeiro segundo, o episódio continuou com a “brincadeira” como se o público fosse tão ou mais estúpido que a inexperiente repórter que acreditava em tudo que ouvia. No fim, ao conseguir um escândalo sobre o livro de Patrick Darling que mancharia a integridade do político, o chofer pediu que o caso fosse abafado em troca de virar fonte para fofocas ainda maiores. Que contradição, não? Ora, se ele fez de tudo para abafar algo menor, como ele se escoaria segredos mais sórdidos? Pra piorar, no final a série ainda foi capaz de apresentar uma óbvia montagem “evidenciando” para nós que tudo aquilo que fora dito nos últimos 40 minutos não passava de uma mentira! Sinceramente, Dirty Sexy Money trouxe não só o pior episódio de sua série, como de toda a temporada de séries 2008/2009.
Cotação Bruno Carvalho: 
Episódio exibido em 07/04/2009 no AXN.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dirty Sexy Money, Fringe, Heroes, Trust Me
Tags: axn, brasil, fox, nbc, resenha, semana, tnt, usa
01/07/2008 - 06:53
É um pouco chato bater nesta tecla, mas há 4 anos LOST é uma série de mistérios e perguntas que geralmente tem algumas de suas respostas entregues nos finais de temporada. Por isso, após mais um incrível ano, era perfeitamente aceitável que todos nós estivéssemos ávidos por algumas migalhas de informações sobre a natureza da ilha, seus habitantes originais e sua curiosa mitologia. Sob esse prisma, exclusivamente, não posso ignorar que o final deixou muito, mas muito a desejar. Os produtores falam demais, muito hype é gerado em convenções, fóruns e afins e pouca coisa é efetivamente materializada. Parte desta sensação negativa que impera em quem terminou de assistir um ótimo episódio (olha que ironia) é culpa dos recém introduzidos flashfowards, que muitas vezes fazem com que certos acontecimentos pudessem ser facilmente inferidos ou esperados por todos nós, afastando completamente o elemento surpresa. Dito isso, reconheço que toda a seqüência de acontecimentos desencadeada já no início foi de tirar o fôlego, desde a impressionante luta de Sayid com Keamy, até a complicada jornada dos Oceanic 6 para fora da ilha, que envolveu o barco de Penny e encerrou de forma singela o importante arco de Desmond com sua amada.

Mas tomara que história do casal que começou bem antes da queda do vôo 815 (e a causou) tome novos rumos, já que o sobrenome Widmore ainda deve dar muito o que falar nos próximos 2 anos que temos pela frente. Na ilha como nós a conhecíamos uma importante mudança de poder ocorreu e a ascensão de John Locke em detrimento de Benjamin Linus, embora anunciada, não deixou de ser marcante. Foi curioso perceber também que a partir daquele momento em que Ben girou a “alavanca” da ilha ele acabou indo parar fora dela no deserto onde futuramente iria encontrar Sayid para iniciar uma nova e sombria empreitada. Mesmo com um episódio lotado de histórias que se convergeram, muita coisa ainda ficou pendente, como a situação de Claire, a missão especial de Sun e a promessa de que veríamos o Dr. Marvin Candle (ou Edgar Halliwax) na ilha e um flashback com o piloto original do avião, denotando certa falta de competência dos produtores em amarrar as pontas que eles deixaram soltas.

Contudo, vários elementos característicos de um final de temporada foram mantidos: a fumaça negra no horizonte (aqui representada pela explosão do cargueiro), um evento geológico inexplicável e algumas referências históricas como a de Hurley sobre o Sr. Eko. De volta ao futuro, a principal revelação de There’s No Place Like Home foi mesmo a do morto do caixão, John Locke. Isso sim foi chocante, já que a sua última aparição vivo demonstrava que um novo e promissor caminho estava à sua frente. Foi igualmente impactante saber também que após a saída dos Oceanic 6, coisas horríveis aconteceram na ilha, mesmo depois da destruição do cargueiro e da morte de Keamy e seu grupo de mercenários. Ainda é cedo para avaliar tudo que vimos (principalmente a controversa cena do desaparecimento da ínsula), mas reitero que este não foi um final que fez jus à 4ª temporada, apesar dos episódios em si terem sido ótimos. Felizmente o chamado de Jack deverá se concretizar e daqui a 8 longos meses estaremos todos (necessariamente) de volta à ilha. É bom mesmo que Benjamin Linus tenha um ótimo plano na manga.

Cotação Bruno Carvalho: 



Episódios “4×13: There’s No Place Like Home, Part II” e “4×14: There’s No Place Like Home, Part III” exibidos em 30/06/2008 no AXN.
Repercutindo os Episódios:
O Crescimento de Walt: Finalmente foi explicado o mistério envolvendo a previsão dos produtores sobre o crescimento de Walt na série. Depois de muita especulação se ele seria especial, se viajou no tempo etc. a resposta veio de forma simples: ele apenas será visto nos flashfowards, que acontecem 3 anos após o acidente, justificando a aparência de velho dele.
O “Searcher”: Revelado também a natureza da missão de Penelope Widmore e seu grupo de “portugueses”: ela buscava sinais de Desmond através do navio “Searcher”, que aparentemente nada tem a ver com a missão que seu pai Charles Widmore encomendou.
Nascida na Ilha: Como Miles insinuou, esta não foi a primeira vez que Charlotte Lewis pisou na ilha. Ao que tudo indica, ela é nativa do local e passou anos buscando o retorno. Provavelmente sua mãe fazia parte da Iniciativa Dharma e engravidou fora da ilha, da mesma forma que aconteceu com Claire.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, finale, resenha
26/06/2008 - 08:07
O AXN exibiu esta semana o episódio de CSI intitulado Two and a Half Deaths, que foi escrito por Chuck Lorre e Lee Arohnsohn, costumeiramente responsáveis pela comédia Two and a Half Men. Porém, ao invés de se limitarem a incluir alguns elementos do gênero no episódio, como fizeram os roteiristas do drama de Gil Grissom na comédia dos Harper, aqui a experiência foi elevada a um nível superior. A história se iniciou com a morte de Annabelle (interpretada pela ótima Katey Sagal, de Married… With Children), uma egocêntrica estrela de sitcom e mais uma morte (e meia) que aconteceu depois. Mas a trama em si foi apenas uma desculpa para que Lorre e Arohsohn brincassem de forma ilimitada com o show business e até mesmo com as próprias produções, tanto na cena em que um produtor de TV diz “ei, pessoas bonitas trabalhando com perícia criminal? Temos uma boa série aí“, quanto na óbvia (mas ótima) piada com Angus T. Jones (o Jake) fumando um charuto ao lado de Charlie Sheen e Jon Cryer na frente de um trailer do estúdio.

Mas a metalinguagem não ficou somente nas piadas. Todo o episódio trouxe ótimos momentos onde foram abordados diversos temas e assuntos recorrente à indústria TV: falaram de fall season, temporadas, casting, jump the shark (quando uma série se perde), roteirização in loco, produção executiva, extras, stand ins, captação de imagens em fullscreen e HDTV (foto) e até mesmo uma engraçadíssima menção ao Emmy que William Petersen nunca recebeu pelo seu ótimo desempenho na série. A conclusão não foi das melhores, mas como eu disse, a história do crime e tudo mais foi apenas coadjuvante desta intrigante aula sobre TV que vimos. Esta idéia de trocar roteiristas, diretores e atores é sempre bem vinda e lembro que desde quando a Phoebe de Friends se encontrava com sua irmã Ursula de Mad About You sou fascinado por crossovers. Isso deveria ocorrer mais em Hollywood, para dar uma alavancada em algumas séries. De quais outros crossovers legis vocês se lembram?
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): CSI, Two and a Half Men
Tags: axn, brasil, resenha
25/06/2008 - 08:16
LOST é hoje uma série que aprendeu a explorar seus méritos narrativos à máxima capacidade, especialmente quando está se aproximando de um final de temporada. Em mais um episódio épico, vimos os caminhos e destinos se convergerem neste “início de fim”. O que importou na primeira parte de There’s no Place Like Home foi a ponte que começou a ser montada para os bombásticos acontecimentos do final, trilhando possibilidades imprevisíveis. Como é bom ser ignorante assistindo LOST, sem ter a mínima idéia da forma que as coisas irão tomar. O episódio já começou com uma cena que nós somente poderíamos esperar ver no final de toda a série: a coletiva de imprensa dos sobreviventes do vôo 815.

Mas no lugar de alegria e festa, o evento foi marcado pela angustia de seis pessoas que não podem revelar o que aconteceu de forma alguma, porque a história ainda não acabou. Pra mim o flashfoward mais significativo foi o de Sun, que finalmente encontrou sua redenção ao enfrentar o seu pai pela primeira vez na vida. Ironicamente, a despeito de tudo que ela passou, a coreana somente conseguiu o respeito do velho comprando participação acionária nas indústrias Paik com a própria indenização que recebeu. Jack descobriu sobre o seu parentesco com Claire e Aaron intempestivamente (pois ao que tudo indica a loira deve mesmo ter morrido), Sayid reencontrou-se com Nadia (embora sabemos que isso não ficará assim por muito tempo) e Hurley se viu novamente assombrado pelos números malditos.

Na ilha e em seus arredores uma seqüência de encontros e desencontros continuou a ligar os pontos entre o presente e o futuro dos grupos, que muitas vezes têm interesses divergentes. A Orquídea é o destino da vez, uma estação que já sabemos estar ligada a experimentos com tempo e espaço. Cheio de referências à mitologia de toda a série (em especial o “live together, die alone”), o episódio teve seu ponto alto com o retorno dos Outros, que pareciam estar apenas aguardando a inevitável hora de agir com aquele clássico cerco a Kate e Sayid. E mais uma vez é a astúcia e a genialidade de Benjamin Linus (novamente se deixando capturar) que poderá salvar o dia nesta inimaginável jornada, já que ele sempre tem um plano B (só Locke não aprendeu isso até agora). LOST está em seu melhor momento de todos os tempos e, nas palavras de Jack, “nós temos que voltar”! Começo a ficar deprimido porque estamos tão próximos do final, e me refiro ao derradeiro encerramento de daqui a dois anos!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio “4×12: There’s No Place Like Home, Pt. 1″ exibido em 23/06/2008 no AXN.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
21/06/2008 - 12:32
É sempre assim: depois de um episódio mediano, LOST traz uma seqüência de acontecimentos de tirar o fôlego, que muitas vezes nos fazem repensar todos os conceitos da série. Neste mais recente, Cabin Fever, a antiqüíssima Teoria do Recrutamento foi contundentemente confirmada. A ilha, através de seus diversos mandatários, queria aqueles passageiros do vôo 815 ali para a importante missão de salvar o lugar. O líder não poderia deixar de ser outro: John Locke, que desde o seu nascimento vimos que possui uma ligação íntima com a misteriosa ínsula. Richard Alpert também está de volta com uma aparição absolutamente surpreendente, junto com Matthew Abbadon, o suposto porta-voz da Oceanic Air.

No cargueiro, a morte de Michael foi novamente requisitada, mas impedida pelas circunstâncias sobrenaturais, pois ele ainda tem um importante trabalho a fazer antes de partir dessa pra melhor, como ele tanto quer. Mas o fato mais curioso, claro, foi o acontecimento que culminou na morte do médico da embarcação, cujo corpo havia aparecido pelo menos um dia antes na praia. Ora, então quer dizer que a ilha está adiantada do tempo real? Mas e o atraso de 31 minutos medido pelo experimento de Daniel Faraday em The Economist? Impossível saber, mas é factível deduzir que esta diferença de tempo não é constante como a equação “Penny está para Desmond”, por exemplo. Eu ainda me pergunto como LOST consegue ficar cada vez melhor à medida que apresenta ainda mais mistérios e enigmas (o único problema é quando adiam demais para respondê-los).

Apesar do “golpe militar” de Keamy e da sinistra aparição do matemático Horace (que levou Ben à Iniciativa Dharma), foi John Locke que roubou todas a cena neste episódio. Claramente despreparado para atender aos primeiros chamados da ilha, ele foi submetido aos mais cruéis testes da vida que enfim tornaram sua redenção iminente no papel de Novo Líder. E como tal, apos o inusitado encontro com Christian Sheppard e sua filha Claire (estaria ela morta?) na cabana de Jacob, ele já sabe o que fazer: precisa mover a ilha de lugar! Como ele fará isso, se fisicamente ou metaforicamente, eu não sei. Quem sabe os aparentemente imortais (ou viajantes do tempo) apareçam para ajudar neste serviço. O fato é que a estrela principal desta inigualável 4ª temporada está sob os pés dos sobreviventes do vôo Oceanic desde sempre: a ilha; e é preciso salvá-la desesperadamente. Nós precisávamos de um episódio inspirador como este!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio “4×11: Cabin Fever” exibido em 16/06/2008 no AXN.
Repercutindo o Episódio
- Imortal ou Viajante do Tempo? Muito tem sido discutido sobre a natureza de Richard Alpert. Afinal, ele realmente não envelhece? Discordo. Com as insinuações da 4a temporada sobre as discrepâncias de tempo, bem como aquela recente viagem de Ben à Tunísia, em que ele não sabia quando estava, tenho tendência a acreditar que ele seja um viajante do tempo, ao invés de “imortal”. Na lógica da série, esta segunda hipótese é muito mais provável e plausível. O que vocês acham?
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
18/06/2008 - 00:00
Eu detesto ter que fazer isso, mas não tem outro jeito: Something Nice Back Home não só foi um episódio lento, arrastado e às vezes até desnecessário, como já detém o título de “o pior desta temporada”. Faltando apenas 3 capítulos para o final, os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof não podiam ter dado esse presente de grego aos fãs da série, com mais fillers e poucas revelações. De fato, os únicos momentos interessantes foram os iniciais, quando descobrimos que no futuro Jack e Kate chegam a morar juntos por um tempo, permitindo que o quebra-cabeça da cronologia dos flashfowards fique um pouco mais completo. Mas tirando isso, como um espectador não tão obcecado por destrinchar cada frame da série como muitos por aí, não consegui tirar mais nada de proveitoso do episódio.

Essa constante indefinição sobre a natureza das “aparições” de mortos já extrapolou os limites do aceitável e até mesmo a anunciada visita de Christian Shepard à Jack mal chegou a acontecer e foi interrompida. Na ilha, o comportamento errático dos sobreviventes também traz uma sensação de que a história está estagnada, tirando um ou outro evento esparso como Jin exigindo de Charlotte que ela leve Sun no helicóptero (sabemos que ela vai levar) ou a sensitividade de Miles, confirmando que uma das melhores personagens da série, Danielle Russeau, foi mesmo morta e já está enterrada. O lance da operação de Jack e a montagem do mini-hospital de Juliet deu vontade de rir e o gran-finale com Claire desaparecendo foi um tremendo anti-clímax. Eles vão jogar essa carta de novo, revisitando acontecimentos da primeira temporada?

É claro que podemos citar algumas nuances, como o fato de Jack estar com apendicite num lugar onde não se fica doente (a ilha quer que ele fique, ó!) ou o recado do falecido Charlie de que Aaron não deve ser criado por seu tio, mas isso realmente se perdeu no meio de tanta enrolação. Eu sei que LOST é uma série que tem muitos créditos conosco, mas é bom eles não continuarem abusando.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio “4×10: Something Nice Back Home” exibido em 09/06/2008. Matéria originalmente publicada em 01/05/2008e republicada para leitores que acompanham pela TV, devido aos problemas de acesso no Arquivo Mensal do blog.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
07/06/2008 - 04:49
Toda vez que os produtores e roteiristas de LOST querem nos surpreender, eles não o fazem dando respostas para os mistérios da ilha: eles mudam as perguntas que tínhamos. Essa foi a premissa básica de The Shape of Things to Come, o episódio que trouxe mais um importante marco desta incrível jornada e que representou o prólogo do restante da série. Logo de cara tivemos uma emocionante batalha na vila dos Outros (se é que eles ainda detêm este título), onde Ben foi o maior perdedor, pois tivemos que testemunhar junto com o líder a brutal morte de sua filha. Mas mais triste do que isso foi constatar que as últimas palavras que a moça ouviu foram “mate-a, ela não significa nada pra mim” da boca de seu próprio pai. Outra grande surpresa foi a inesperada aparição do monstro de fumaça (a mais impressionante de todas até hoje), claramente “invocado” como Hurley bem descreveu. É impressionante como que Ben sempre tem uma carta na manga, que geralmente é a que menos esperamos. Será que é ele quem arquiteta todas as outras ações de nosso amigo esfumaçado? Medo…

Na praia, a rede de mentiras do pessoal do cargueiro começou a se enfraquecer diante de Jack, Kate e dos demais sobreviventes, tendo em vista as freqüentes contradições de Faraday e Charlotte. Ao que tudo indica, eventualmente eles precisarão ceder e entregar todo o plano e esclarecer qual é a desse “quando” que traz à costa o cadáver de alguém que dizem estar vivo. Não bastassem os acontecimentos na ilha terem sido literalmente bombásticos, o flashfoward de Linus foi arrebatador. Descobrimos como Sayid se tornou o assassino que vimos em The Economist e as misteriosas viagens de Ben para fora da ilha. Se ele fretou um avião para chegar até a Síria, por que acordou no meio do deserto do Saara usando uma roupa Dharma e depois perguntou em qual ano estava? Será que tem alguma coisa a ver com a estação Orquídea e os experimentos de tempo e espaço? Prefiro pensar que não, pois essa idéia não me atrai neste ótimo momento da série. A cena que vai dar o que falar, claro, foi a do encontro entre os dois “comandantes” desta guerra, que trouxe o verdadeiro significado do “rumo que a história tomará”, preconizado no título do episódio.

Ao que tudo indica, a grande batalha entre Ben e Widmore está apenas começando, agora que as coisas atingiram níveis bastante pessoais. O diálogo entre os dois também se mostrou deveras interessante: mais um conflito de interesses foi apresentado e este inevitavelmente envolverá Desmond na jogada. O escocês, que é o pivô de praticamente todos os acontecimentos de LOST por causa de Penny e seu pai, poderá então ter uma influência decisiva no fim das contas. Que ironia, não? Ah, e a grande revelação de que Charles (em 2005/2006) não sabe onde está a ilha, indica que provavelmente grande parte da equipe do cargueiro vai morrer ou, no mínimo, não conseguirá deixar o local. Mas o que martelou a minha cabeça durante todo o episódio foi uma aparentemente inocente frase que Hugo soltou lá no início, enquanto curiosamente jogava “War” com Sawyer e Locke: “a Austrália é a chave para todo o jogo“. Um jogo que acaba de ter suas regras profundamente alteradas, diga-se de passagem. Que episódio sensacional!
Cotação Bruno Carvalho:




Episódio “4×09: The Shape of Things to Come” exibido em 02/06/2008 no AXN.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
07/08/2007 - 00:01
Cotação LiGado em Série:





Esta noite vimos uma das mais surpreendentes seqüências de acontecimentos já exibidas em uma série de televisão. Não “apenas” isto. Through the Looking Glass fechou com chave de ouro esta incrível 3ª temporada, e LOST definitivamente se estabeleceu como o melhor drama atualmente em exibição (e com certeza manterá esta marca por vários anos). O extraordinário e complexo episódio mais uma vez reinventou toda a mitologia da série e até mesmo a estrutura narrativa que era utilizada desde a 1ª temporada. Sim, porque desta vez a ilha se tornou um “flashback do futuro”. Um telefone celular, algumas televisões de plasma, a funerária chamada Hoffs/Drawlar (anagrama para flashfoward) e um semblante cansado e desiludido: pequenas dicas de que Jack já estava mesmo fora da ilha, enquanto todo mundo achava que estava vendo mais um corte de seu passado. Mas quais foram as escolhas que fizeram o bom doutor se tornar uma pessoa tão amargurada, deprimida e suicida? A que preço ele deixou a ilha e por que somente “agora” percebeu o quanto aquele lugar é especial? Será que é porque apenas damos valor ao que perdemos? Seria esta a máxima da série? Pelo menos é até agora.

Afinal, o que mais explicaria o fato de que ele passou a viajar pelo mundo com seu golden ticket da Oceanic Air em busca de um novo acidente, de uma nova emoção? São lacunas demais que precisam ser preenchidas. Porém, restou claro que a necessidade de Jack em consertar os outros, na verdade é a necessidade de ele se consertar, de se redimir pelos erros e escolhas do passado: “limpe sua própria bagunça”, como disse o determinado Locke, um sujeito que já havia perdido tudo na vida e que percorre um caminho diametralmente inverso ao do médico após ter conhecido a ilha. Há muito mais em Through the Looking Glass do que a ação e tensão de tirar o fôlego quando Jin, Sayid e Bernard estavam sob a mira de Tom; do que a emoção pelo breve encontro de Desmond e sua amada, ainda que separados por uma conexão de vídeo ou até mais do que ver mãe e filha se reencontrando após 16 anos. O episódio foi sobre redenção, mistério e muita emoção: a cena de Charlie e seu comovente sacrifício, mesmo que em detrimento à dor do “brotha” entrará para a recente história da TV. O final desta temporada de LOST inevitavelmente nos fez revisitar as nossas próprias escolhas, os nossos próprios flashbacks. Quando Jack grita para Kate com tanta veemência que ele precisa voltar à ilha, ele está pedindo uma nova chance para se encontrar. Precisamos todos voltar.

Repercutindo o Episódio:
- A Volta de Walt: Que cena impactante que fehcou a primeira parte do episódio, não? Afinal, Walt foi uma visão ou ele realmente está de volta à ilha? Acredito mais na segunda hipótese e que aquilo é alguma manifestação do próprio “Jacob”, como se fosse uma forcinha para Locke continuar seguindo seu caminho.
- Reações de Ben: Mais uma sutil explicação para eventos que vimos no começo da temporada – Ben trancou Karl naquele quarto “à la Laranja Mecânica” no episódio “I Do” apenas pra impedí-lo de dormir com sua filha: “eu exagerei”, disse o articulador. Mas, qual seria a relação dele com Russeau? Parece que ele a conhece muito bem.
- The Looking Glass: Outro mistério resolvido – não foi a explosão da escotilha cisne que deixou a ilha sem comunicação. O próprio Ben mantinha todos sem contato com o mundo exterior e o fato do céu ter ficado roxo foi a desculpa perfeita que ele precisava para manter seus “subalternos” alienados.
- E Penelope? Fiquei muito curioso com o fato de que Penelope Widmore não conhecia Naomi e o CHarlie até avisou – “não é o barco de Penny”. Por que então Namoi tinha uma foto de Desmond e o chamou pelo nome em “Catch-22″? Que expedição é essa que busca a ilha? O que Penelope está fazendo para encontrar o “brotha”? Os produtores disseram que Os Outros serão “fichinha” perto desse pessoal do barco. Sinistro…
- As Escolhas de Jack: Será que o doutor deixou pessoas para trás na ilha? Por que sua obsessão em voltar? Notaram a quantidade de mapas em sua casa, logo antes da cena final? Eu me pergunto se o que vimos necessariamente seria um acontecimento posterior ao “fim da série”. É bem possível que vimos algo no meio e pode ser que eles saiam e voltem – a data do recorte de jornal de Jack marca 5 de Abril de 2007. Teremos uma longa espera até Fevereiro de 2008…
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
23/07/2007 - 21:48
Cotação LiGado em Série:



Se Charlie se precisava redimir de alguma forma com aqueles que não gostavam muito de sua pessoa, ele o fez neste magnífico episódio intitulado Greatest Hits, onde conhecemos os 5 maiores momentos da vida do cantor, desde sua infância até quando ele conheceu Claire já na ilha (o que não deixa de ser irônico e comovente). Aliás, a comoção tomou mesmo conta deste episódio, mas sem deixar de lado a tensão e a antecipação pelos literalmente bombásticos acontecimentos que estão por vir, graças à Russeau e suas “conexões”. O plano de Jack, apesar de conter falhas, é a melhor opção na atual conjuntura e não podemos negar que agora quase todas as cartas já estão na mesa. Se ao final da segunda temporada ficamos nos perguntando quem eram os Outros e o que eles queriam com os sobreviventes, agora a polaridade de interesses na ilha está estabelecida (com Locke no meio disso tudo) e a evolução da trama até este ponto é evidente. Mesmo assim, em LOST tudo muda nos episódios finais e iniciais de temporadas este é o momento adequado para tal constatação, já que estamos na iminência de um season finale que promete balançar todas as estruturas da série (mais uma vez).

Estou satisfeito com os rumos que a série está tomando e acho que estão no caminho certo. O destaque do episódio foi a crença de Charlie nas visões de Desmond e sua determinação em querer concretizá-las a todo e qualquer custo, inclusive o de sua vida. Mas até que ponto o que Desmond vê é o que de fato vai acontecer? Isso muito me estranha já que o “brotha” é o único que pode ser responsável por fazer tal evento tornar-se real. Se ele não tivesse tocado no assunto da escotilha “Espelho” o Charlie teria nadado até lá? Me divido quando o assunto é a (im) parcialidade do escocês com relação às suas visões. Voltando a Charlie, mesmo que toda sua jornada submarina tenha sido construída de forma a acreditarmos que ele iria morrer, começo a temer por sua vida (sim, temer mesmo) depois daquele inusitado encontro com os outros Outros. Greatest Hits preparou de forma clara e satisfatória todos os eventos que veremos no season finale de dois episódios que se iniciam na semana que vem, com direito a mais um flashback de Jack.

Resenha do episódio “3×21: Greatest Hits”, exibido em 23/07/2007, 21h.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
16/07/2007 - 21:44
Cotação LiGado em Série:




Eu também espero que Jacob me ajude a entender o que eu acabei de ver. Que Ben é um mentiroso já não era mais nenhuma novidade. Mas um genocida? Isso ninguém poderia esperar. O homem por trás da cortina, que arquitetou toda a purgação contra a Iniciativa Dharma é “apenas” o filho do faxineiro Roger (sim, aquele da Kombi). A anatomia de um dos maiores vilões já vistos em uma série começou com seu nascimento (fora da ilha) e foi até a mais sombria de todas as cenas que já presenciamos em LOST: uma trincheira lotada de corpos que não deixa nada a desejar àquelas que são características dos mais detalhistas documentários sobre o holocausto. A vida que se perde para dar lugar a uma nova, outro recorrente tema da série, parece ser justamente a principal amargura e motivação dos cruéis atos do menino-homem Ben Linus: seu nascimento matou sua mãe e por conta disso a data de seu aniversário é um dia de lembrar a morte, algo que ninguém gosta de fazer, nem mesmo o pai do assustado garoto. E este provavelmente foi o episódio que levantou o maior número de questões pertinentes à mitologia da ilha e da maioria dos acontecimentos que presenciamos nas últimas três temporadas.

Quem é Jacob, afinal? Seria Benjamin um teatral Norman Bates da ilha? Ou realmente tinha alguma força se manifestando naquela cabana? E o que é Richard Alpert? Um nativo que envelheceu pouco? Quem são e o que querem os tais hostis? Eu poderia passar horas formulando perguntas e dias tentando responder apenas as primeiras. Tudo agora tem um novo sentido, uma nova perspectiva: desde os fatos mais grandiosos como o acidente do Vôo 815 e o monstro de fumaça até pequenos detalhes como as declarações de Mikhail de que ele é o último membro vivo da Iniciativa e as periódicas entregas de suprimento. Confesso que são variáveis demais para processar em tão pouco tempo pela minha atônita mente. Muitas coisas vêm à minha cabeça: eu me lembro de Juliet trocando de lado, Alpert fora da ilha recrutando-a, Naomi caindo do céu e trazendo a ajuda que todos querem e que pode ferir profundamente o objetivo maior de Linus. Penso também em Locke e no maior cliffhanger que a série já trouxe até o momento. Jack está longe e com outros problemas pra lidar e até Jacob supostamente está pedindo ajuda. E por falar nele, veja essa estranha imagem que foi capturada no calor da agitação no lado inexplorado da ilha:
Pois é, se você assistir à cena novamente com bastante atenção conseguirá vê-lo de relance. Por fim, foi interessante acompanhar os primórdios da Iniciativa Dharma e toda a estrutura que estava pronta para tentar alterar as variáveis da equação de Valenzetti (a fórmula que prevê o fim do mundo), como descobrimos no jogo de realidade alternativa LOST Experience. Será que Ben quer dar seguimento à pesquisa a qualquer custo ou seus objetivos mudaram? Talvez descobriremos nas próximas semanas (ou temporadas).
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
10/07/2007 - 15:20
Cotação LiGado em Série:



Nada mal para este episódio de transição, não? The Brig nos antecipou eventos cataclísmicos com a (surpreendente) conclusão de duas histórias que há muito tempo estavam pendentes na ilha e que tinham o seu desfecho personificado num único homem: Anthony Cooper. Pois é, quem diria que o vigarista do pai de Locke foi o mesmo homem que matou a família de James Ford e o fez passar sua vida inteira atrás de vingança? Coincidência? Aliás, soubemos pela pára-quedista Naomi e pelo próprio Anthony que os destroços inteiros do vôo 815 foram encontrados no pacífico-sul e todos a bordo estariam mortos. Mas todos quem? Quem garante que foram os mesmos destroços? No mínimo já nos resta certo deduzir que o acidente está sendo acobertado de alguma forma. Ou ele foi forjado para os que estão na ilha ou para o mundo “exterior”. Essa segunda hipótese parece ser a mais lógica, principalmente se considerarmos o que vimos no dia da queda e o fato de que ninguém mais parece ter continuado a procurá-los. O episódio também resolveu brincar com a mitologia da série através das interlocuções de Cooper afirmando que estava no inferno.

Mas o que mais me chamou a atenção foi a constatação de Ben e dos Outros que Locke é “especial” e que foi ele próprio trouxe seu pai até a ilha. Esse foi o maior questionamento trazido pelo episódio, na minha opinião. Acredito que a série estava prestes a entregar um de seus maiores mistérios: a verdadeira natureza da ilha e percebi também que a missão dos Outros lá não está nem perto do fim. Ao meu ver, Ben é o maior preocupado em criar um gigantesco teatro para manter seus subordinados esperançosos e dispostos a permanecer no local. Digo mais, se existe mesmo um “homem por trás da cortina” (será o título do próximo episódio), foi esse tal homem quem arquitetou essa queda e pôs todas aquelas pessoas que estão intimamente ligadas lá para criar um convincente espetáculo com fantoches da “vida real”. O último, e não menos interessante fato que este surpreendente episódio nos confirmou foi que Naomi não estava buscando por sobreviventes do vôo (ninguém mais está) e sim por Desmond (que chegou na ilha de barco). Interrogações. São milhares delas, mas que serão diminuídas na próxima semana com o vigésimo e antepenúltimo episódio da 3ª temporada, centrado em Ben, na Ilha e na Iniciativa Dharma! Emoções à vista…
Ah, e já que estamos entrando na reta final, o que vocês estão achando da 3ª temporada de LOST?
Resenha do episódio “3×19: The Brig”, exibido em 09/07/2007, 21h.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
02/07/2007 - 21:40
Cotação LiGado em Série:




O 18º episódio da 3ª temporada de LOST foi surpreendente e intimista. DOC revelou a data de concepção do bebê de Sun, que está diretamente ligada com seu destino: Jin e ela conceberam a criança semanas depois de caírem na ilha e isso é um grande problema, já que nenhuma mulher conseguiu sobreviver após o segundo trimestre de gestação lá. Aliás, toda a excursão até a escotilha médica foi interessante e reveladora, já que existem passagens secretas e o quarto onde Claire se hospedou no episódio Maternity Leave era utilizado para levar as gestantes para morrer. E é exatamente o poder de cura da ilha que mata essas mulheres, conforme descobrimos em One of Us.

Bastante curioso também o fato de que Naomi, a estranha mulher que caiu na ilha, conversou em espanhol, italiano, português e até em mandarim. Ah, e a grande surpresa do episódio foi a volta de Bakunin. O ex-combatente soviético enganou todo mundo com aquela “morte sônica” e por sorte ele tinha conhecimentos médicos para ajudar a salvar moça. No flashback a história de Jin e sua relação conturbada com o pai foi comovente. Sun, por sua vez, mostrou que pode ser fria e assustadora ao ameaçar a verdadeira mãe de seu marido (mas não forte o suficiente para abrir mão de seu status e deixar que o segredo familiar de Jin fosse exposto). Mas são sempre os minutos finais de LOST que nos tiram o sono durante várias semanas.

Por que Juliet deverá colher amostras de Kate? Estaria ela grávida? Teria o envolvimento sexual entre a sardenta e Sawyer sido planejado por Ben para forçar uma concepção na ilha? Aposto que sim. Se confirmado, este é mais um fato que muda completamente nossa visão sobre acontecimentos passados, principalmente sobre o criticado arco inicial desta temporada. E por falar nisso, nada que já aconteceu até hoje mudaria tanto a história como a declaração da pára-quedista (caso fosse mesmo verdade): o vôo 815 já foi encontrado e todos os passageiros estavam mortos. Acredito que esta foi a versão divulgada na mídia para justificar o motivo de nunca terem encontrado os destroços. Tudo pode ter sido ensaiado. Será? Fique liGado, porque na próxima semana The Brig promete ser um dos mais reveladores episódios até hoje e descobriremos o paradeiro de Johnatan Locke.
Resenha do episódio “D.O.C.” exibido em 02/07/2007 às 21h.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
25/06/2007 - 21:49
Cotação LiGado em Série:


O 17º episódio desta temporada vai causar uma divisão de opiniões. Tenho certeza de que muitos vão achá-lo bom, mas aqueles que “caçam” spoilers da série por todo canto não vão gostar. É claro, pois o episódio inteiro se baseou na esperança de que a paraquedista que caiu na ilha era Penny, a namorada de Desmond, e isso deveria algo que descobriríamos junto com o “brotha”. Por isso, tente evitar saber informações sobre os próximos 5 episódios de LOST que marcarão a reta final desta temporada. Se você evitou o deste, fez bem. Bom, falando do episódio, eu achei bastante tortuosa a lógica de Desmond ao conduzir toda aquela expedição ao local da queda do helicóptero, principalmente por ter levado Charlie, que ele saberia que seria morto pela armadilha de Russeau.

Aliás, a cena de como seria a morte do músico foi súbita e chocante, não? Eu que não sou tão fã assim de Charlie temi por sua vida. É claro que o escocês pensou que os fatos precisavam acontecer daquela forma para ele encontrar com sua amada, mas ainda assim foi estranho. O flashback também fez parte desta “expectativa” por Penny criada durante todo o episódio e nele apenas descobrimos que bem antes de conhecer Penelope, Desmond havia praticamente deixado uma noiva no altar para se juntar a um monastério. Ele sempre esperou por “algo maior”. E foi logo após ser expulso da congregação (afinal, bebia todo o estoque de vinho) que ele finalmente conheceu a Srta. Widmore.

Na praia, a dinâmica de um quadrado amoroso está oficialmente formada, com direito a intrigas e fofocas. Nas arestas: Kate, Sawyer, Jack e Juliet. Mas algo me diz que não vão ficar nesta por muito tempo, pois parece que muita coisa deve acontecer nos próximos “dias” (Ben deu uma semana pra Juliet fazer o que tem pra fazer). Catch-22, como eu disse, teria sido mais tenso se não estivéssemos abarrotados de informações externas. Não foi ruim e nem excelente, foi bom. Infelizmente não tão bom quanto os outros episódios de Desmond, como estávamos acostumados. Porém, a nova integrante da ilha e sua chegada triunfal valeram a longa semana de espera. E por falar nisso, no próximo episódio intitulado DOC, faremos uma visita ao passado de Jin e Sun.
Resenha do episódio “3×17: Catch-22″ exibido no AXN em 25/06/2007 às 21h.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
18/06/2007 - 21:50
Cotação LiGado em Série:




Alguém mais ainda está boquiaberto até agora ou sou só eu? Se o problema antes era a aparente falta de informações, tente lidar agora com o turbilhão de grandes fatos, revelações e respostas que nos foram apresentadas em “One of Us”. Pela primeira vez, tivemos um flashback quase inteiro na ilha antes da queda do vôo 815 e isso finalmente nos permitiu a começar desenhar as hipóteses do que realmente acontece ali. Após o sucedido tratamento de fertilidade que Juliet realizou em sua irmã com câncer terminal ela aceitou o convite de Richard e Ethan para se juntar à Mittelos Bioscience. Curioso lembrar que Richard foi recentemente visto na ilha em “The Man From Tallahassee” ao lado de Ben. Pois bem, o fato é que essa misteriosa empresa serviu mesmo de fachada para levar Juliet à ilha para realizar um importante trabalho: ajudar a curar uma misteriosa doença que impede que as mulheres dêem a luz lá. E foi com um maravilhado espanto que a loira se viu em um local tão exótico após sair de um submarino. Um local onde ela veria “ coisas inimagináveis; onde o tempo voa“.

Na praia, ninguém ficou feliz com a nova “integrante” do grupo, especialmente Sawyer e Sayid. Segregada, a loira só pôde contar com a proteção de Jack até que Claire começou a passar mal e ela trouxe a solução. E resta na mãe de Aaron a chave para a primeira grande resposta apresentada pelo episódio: a verdade sobre o seqüestro dela na primeira temporada. Juliet revelou que Ethan estava secretamente conduzindo um experimento com a grávida sobrevivente, usando-a como paciente-controle. Porém, depois que Hurley descobriu o manifesto de vôo, o “cirurgião do mal” (até então) precisou improvisar e a seqüestrou, fechando várias questões levantadas nas duas primeiras temporadas, inclusive a incursão de Claire na escotilha médica. Mas, ao mesmo tempo em que tenho a tendência a acreditar na premissa de que os Outros na verdade são os bonzinhos da história (algo que Michael Emerson – Ben – repete incansavelmente na mídia), também fico com pé atrás, porque ele já mostrou ser um grande manipulador e seu “bando” aparece reiteradas vezes mentindo para atingir seus objetivos (as declarações do ator também podem ser um grande “viral”, enganando o público). É interessante e irônico constatar que os sobreviventes são pessoas que, em sua maioria, cometeram crimes e atos moralmente questionáveis durante a vida, mas que na ilha praticam gestos de nobreza, ao contrário dos Outros, que se dizem essencialmente bons, mas que são capazes de arquitetar maléficos planos.

Afinal, Juliet provou que fará o que for preciso para ver sua irmã, o que nos leva a mais uma grande e aguardada revelação: a natureza do acidente do vôo 815. Ficou claro que a queda não era esperada pelos habitantes da ilha, mas ao mesmo tempo foi intrinsecamente sugerido que existe alguém controlando tudo e de fora dela: Jacob. Na conversa com Juliet, Ben prometeu que este sujeito garantiria a saúde da irmã caso ela permanecesse conduzindo o experimento na ilha. Poderia o tal Jacob ter “providenciado” o acidente, como uma espécie de salvação encomendada? Seria essa a lista de nomes das pessoas úteis ao projeto e selecionadas para estarem no avião? Pode ser que sim e não, já que vimos Ben solicitando à Mikhail todas as informações referentes ao acidente, inclusive detalhes de todos, através da estação Chama (que nosso amigo Locke fez o favor de destruir). Aliás, aquele suposto uplink ao vivo mostrando a irmã de Juliet bem e com seu filho Julian em um parque me pareceu bastante suspeito. Embora pareça legítimo, ele poderia ter sido gravado, já que existe a possibilidade do tempo na ilha ser “alterado”.

Informações demais: foi isso que este incrível e extraordinário episódio nos trouxe e vai levar tempo para assimilar tudo. Fique LiGado porque Na Próxima Semana: o “brotha” novamente vai dar as caras com direito a mais um chocante, inédito e bombástico acontecimento.
Resenha do episódio “3×16: One of Us” exibido pelo AXN em 18/06/2007 às 21h.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
11/06/2007 - 21:49
Cotação LiGado em Série:



No começo do episódio eu achei que veríamos uma bomba ao estilo de “A Stranger in a Strange Land” (que era um episódio filler). Mas não. O flashback de Kate mostrou a tentativa da sardenta em localizar e tentar se redimir com sua mãe, após o crime cometido contra Wayne. Apesar da história da fugitiva não ter avançado, foi o encontro desta com Cassidy, a mulher enganada por Sawyer, que mereceu o destaque. Mais uma vez os passados cruzados tão característicos da série.
Na ilha Kate aguardava na casa de Tom e teve uma curiosa conversa com Locke. Ele disse que tentou convencer os Outros de que ela era uma boa pessoa, mas eles contaram quem ela realmente é. Então, John se despediu e partiu junto com todos na Vila, com a exceção de Juliet, Jack, Sayid e Kate, que foram deixados para trás desacordados por bombas de gás. A sardenta acordou algemada com Juliet no meio da mata e as duas iniciaram uma intensa jornada de volta ao alojamento. Antes disso, o monstro de fumaça resolveu dar as caras enquanto as duas brigavam (por Jack, indiretamente).

Cada vez mais fica claro de que os tais Outros não têm total controle da ilha e isso ficou quase transparente quando constatamos que a tal cerca sônica na verdade é um escudo para defender a Vila do esfumaçado “habitante”. Apesar de Juliet saber da existência da “manifestação” na floresta (tanto que ela programou a cerca), ela parecia não ter certeza do que é de verdade. Também testemunhamos mais uma vez que a mentira e os Outros andam juntos quando descobrimos que a idéia da algema foi um plano de Ben para que Juliet ficasse na mesma situação e ganhasse a empatia da nova “amiga”.
De volta à vila as duas se encontraram com Jack e Sayid e os quatro partiram rumo à praia e uma nova fase desta incrível história está por vir. Enquanto muitos (inclusive eu) achavam que o novo líder dos Outros seria Jack, é Locke agora é o mais promissor ocupante deste cargo e essa, se confirmada, será a maior mudança estrutural que a série já teve. Foi o que eu falei no post de “The Man From Tallahassee”: Locke quer ficar e manter a integridade da ilha e Jack quer sair a qualquer custo. Um conflito de interesses claro que pode levar a uma segunda purgação. É essa a minha aposta para o final de temporada. Fique liGado na próxima semana porque Jack estará de volta à praia e conheceremos um pouco mais do interessantíssimo passado de Juliet.
Resenha do episódio “3×15: Left Behind” exibido pelo AXN em 11/06/2007 às 21h.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
04/06/2007 - 20:50
Cotação LiGado em Série:



Apesar de fugir completamente da storyline que estava sendo desenvolvida, Exposé foi um episódio icônico, que nos levou de volta à várias situações passadas na ilha e fora dela, através dos olhos de Nikki e Paulo. E é isso que esta terceira temporada está fazendo: contando histórias paralelas que necessariamente se colidirão em muito breve (podem anotar isso). Pois bem, descobrimos que o casal “figurante” seguia a mesma linha de Sawyer e Anthony Cooper (o pai de Locke), aplicando golpes. Nikki e Paulo armaram para um importante produtor de TV australiano e roubaram 8 milhões de dólares em diamantes. Na ilha, sempre viveram às margens do grupo que nós conhecemos, inclusive interagindo esporadicamente com Boone, Shannon, Arzt e até mesmo com Ethan. Da mesma forma que ocorreu em The Other 48 Days, a história revelou importantes acontecimentos que não foram mostrados anteriormente, até mesmo um curioso diálogo entre Ben e Juliet, presenciado por Paulo enquanto escondia as pedras roubadas no banheiro da escotilha de observação: “farei com que Jack queira fazer a cirurgia, como faço com todo mundo nesta ilha”, disse o potencial líder dos Outros.

Aliás, a dupla soube guardar os segredos da ilha muito bem. Afinal, eles parecem ter sidos os primeiros sobreviventes a descobrir o avião de Eko e a já mencionada escotilha do episódio “?”. Por isso, na cena de The Cost of Living, jamais poderíamos imaginar que Paulo estava, na verdade, reavendo os diamantes que havia previamente ocultado. E foram as tais pedras, que não têm valor algum naquela ilha, que levaram à horrenda morte do casal. Picados por uma venenosa aranha, eles ficaram 8 horas paralisados e, quando começaram a acordar, já estavam praticamente enterrados vivos. Porém, algo infinitamente mais curioso aconteceu no momento que precedeu a picada de Nikki: foi possível ouvir o barulho do monstro de fumaça e, no mesmo instante, várias aranhas da mesma espécie surgiram da terra. Será que Jin estava certo? Foi mesmo o mostro que os matou? Será que estão mesmo mortos? Bom, Locke disse que nada na ilha fica enterrado por muito tempo… Mais um ótimo e curioso episódio de LOST, que está evoluindo de forma sistematicamente brilhante nesta temporada, até mesmo ao “reinventar” o passado. Mais uma prova de que a história é bem amarrada. Na Próxima Semana: Left Behind contará mais uma parte do passado de Kate Austen. Fique LiGado!

- Metalinguagem: Ao longo de todo o episódio, pude perceber a série falando dela mesmo. Desde a parte do discurso de Jack logo quando chegaram à ilha que acabou virando nomes de episódios futuros (”Live Toghether, Die Alone” e “Every Man For Himself”) até Nikki como “extra” na série Exposé dizendo que o personagem deveria morrer, já que ela era apenas uma atriz convidada. Interessante.
- Santoro O ator mostrou uma atuação controlada e construiu bem seu personagem misterioso, introspectivo, com direito a uma redenção no final, quando ele admitiu que pegou as pedras com medo de Nikki abandoná-lo. Apesar de apagados, os acontecimentos deste episódio foram macabros, em um nível que a série ainda não havia atingido.
- Esposé Dica do Davi Garcia do Dude We Are Lost!. No início e “The Man From Tallahassee”, Locke assistia a um episódio da série “Exposé” com o tal personagem Cobra que foi mencionado por Hurley. Encontraram mais referências? O pessoal do Séries Etc. encontrou. Em “Flashes Before Your Eyes”, o episódio centrado em Desmond, o logotipo da série de Nikki também consta em uma das placas do futebol junto com as outras marcas já famosas em LOST, como barras Apollo, Hanso Foundation e a Mr. Clunks.
- Conseqüências Carlos Alexandre Monteiro bem observa: “o silêncio de Paulo não só possibilitou a perfeita execução do plano original de Ben – que, agora sabemos, deixou-se ser capturado – como, em linhas mais claras, selou o seqüestro de Jack, Kate, Sawyer e Hurley, a traição de Michael (…) e a morte de Libby e Ana Lucia. Sob esse ângulo, Paulo ganha contornos de cúmplice dos trágicos e fabulosos eventos do fim da segunda temporada (…)“.
- Morreram? Existe alguma chance de não terem morrido? Será que vão voltar no próximo episódio? Passe o mouse para saber: Sim, Paulo e Nikki partiram dessa pra pior, já que foram de fato enterrados vivos. Bem macabro, não?
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST
Tags: axn, brasil, resenha
Voltar ao topo