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05/08/2010 - 00:01

LOST: Uma Cena de ‘The New Man in Charge’

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O box de DVD/Blu-Ray  da 6ª e ultima temporada de LOST trará um curioso extra que revelará o que aconteceu após Hurley e Benjamin Linus terem “assumido” o comando da ilha quando da morte de Jack. No epílogo de 12 minutos, que acabou não sendo exibido junto ao final da série, os produtores pretendiam preencher o vazio de informações e, de quebra, abordar alguns dos “mistérios” nunca revelados. Enquanto o box não chega, o site Acess Hollywood divulgou uma cena em que uma equipe de funcionários da Iniciativa Dharma trabalham carregando os paletes com suprimentos que eram despejados na ilha de tempos em tempos:

Ainda que este seja um “enigma” bobo, muitos questionaram os motivos da descarga de suprimentos mesmo após o fim da Iniciativa. Assim, na cena acima é possível perceber que aqueles sujeitos trabalhavam num esquema similar ao de Desmond Hume e Kevin Inman, subordinados e presos à causa patrocinada pela Hanso Foundation. É aí então que o “novo homem no comando”, Hurley, enviou o seu número 2 Ben para livrá-los do encargo. Este extra promete um belo e bem-vindo retorno à ilha e aos mistérios de LOST, ainda que por apenas 12 minutos. O box com a 6ª temporada será lançando no dia 24 de Agosto nos EUA, ainda sem previsão para aterrisar no Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , ,
07/07/2010 - 08:01

Preview: Body of Proof

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Os americanos simplesmente não se cansam de dramas procedimentais forenses. A cada ano uma enxurrada deles invadem a telinha e a partir do próximo Fall Season o Dr. Gregory House não será o único médico ranzinza e genioso da televisão. A nova série da ABC americana, Body of Proof, trará Dana Delany (Desperate Housewives) como a Dra. Megan Hunt, uma brilhante neurocirurgiã que tem sua promissora carreira arruinada por um terrível acidente de carro. Comprometida pela tragédia, ela acaba aceitando um trabalho na Filadélfia como médica legista, pois dessa forma ela “não pode matar quem já morreu”. Com a máxima “o cadáver é a maior evidência de um crime”, ela passa a ajudar a polícia a resolver homicídios analisando os corpos das vítimas. A personagem de Delany possui um temperamento forte, escondendo certa vulnerabilidade e tristeza. Além de ser forçada a mudar de carreira, ela ainda precisa lidar com uma filha que vive sob a custódia do pai. Estão também no elenco de Body of Proof os atores Jeri Ryan (Boston Public) e Sonja Sohn (The Wire). A série será exibida nas sextas-feiras na ABC, concorrendo com Medium da CBS. Será que pega? Assista o trailer:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Body of Proof Tags: , , ,
01/07/2010 - 00:01

Preview: No Ordinary Family

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Heroes fez escola, quem diria. Bem, de certa forma… No melhor estilo da animação da Pixar Os Incríveis, Julie Benz (Dexter) e Michael Chiklis (The Shield) protagonizam uma série promissora para 0 Fall Season no canal ABC. Casados há 16 anos, Jim e Stephanie estão presos na mesma rotina, tentando balancear a vida pessoal com o trabalho. Para reunir a família, Jim propõe um viagem ao Brasil, mas tudo muda quando uma tempestade atinge o pequeno avião e todos caem no Rio Amazonas (!). Ao retornar para casa, a vida dos Powell passa de ordinária para extraordinária, pois após o acidente eles misteriosamente desenvolvem super poderes! Sim, isso mesmo! A princípio também torci o nariz para a ideia, ainda mais após o recente cancelamento do drama de Tim Kring com mesma temática. Mas este pode ser um bom exemplo de como o texto e a execução (que parece que irá adotar o tom mockumentary de Modern Family) conseguem superar uma premissa batida, ainda mais considerando os nomes envolvidos. As novas habilidades da família refletem os desejos de cada um, desde querer ser indestrutível para proteger as pessoas a sua volta, conseguir correr para fazer tudo em tempo até possuir uma inteligência super avançada. Os poderes dão uma nova perspectiva para os Powell, que agora devem se unir para descobrir como lidar com eles. Também estão no elenco Autumn Reeser (The OC, Entourage), Romany Malco (Weeds) e Kay Panabaker (CSI). Tate Donovan (Damages) e Christina Chang (CSI: Miami) participam do episódio piloto, mas suas personagens não farão parte do elenco fixo. Veja o trailer legendado de No Ordinary Family

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): No Ordinary Family Tags: , , , ,
16/06/2010 - 00:01

Season Pass: Brothers & Sisters, 4ª Temporada

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Alerta de Spoiler - Brasil
No início deste ano questionei o que estava acontecendo com Brothers & Sisters, pois o drama que geralmente se mostrou acima da média estava se esgotando. Infelizmente, ao final da 4ª temporada isso se confirmou. Mesmo contando com um elenco de primeira e personagens bem construídas, a história simplesmente começou a ficar mais e mais arrastada a cada episódio, a ponto de temas se tornarem recorrentes e repetidos, como foi o caso da barriga de aluguel de Kevin e Scotty e dos problemas na Ojai Foods. Aliás, o mistério sobre o tal Narrow Lake foi excessivamente postergado pelo roteiro até chegar num desfecho desinteressante e nada inventivo. A temporada passou e não tomou forma, pois a cada hora um pequeno caso tomava conta das atenções, mas tão rapidamente se apagava para dar lugar a outro. Exemplo disso foram os problemas com o visto de Luke, o draminha água-com-açúcar do casal Rebecca e Justin e a tal campanha de Kitty, que tenho certeza que não convenceu  ou motivou ninguém. Até o ator Rob Lowe percebeu que Brothers & Sisters precisa urgentemente caminhar para um desfecho, pois simplesmente abandonou o barco para se dedicar a papeis menos densos (ele entrou para o elenco de Parks and Recreation e fará uma ponta em Californication). É certo que a morte de Robert e o acidente de carro renderão mais alguns dramas para a Família Walker, mas lembremos que a premissa da série já está pra lá de ultrapassada e a produção claramente segue em sobrevida.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Brothers & Sisters Tags: , , , , ,
09/06/2010 - 00:01

FlashForward: Sem Futuro

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FlashForward (1×19 – 1×22): Cancelada, FlashForward chega ao seu fim com um case perfeito de ingenuidade dos executivos de um grande canal de televisão. A série foi concebida, encomendada e vendida pela ABC americana para ser o novo LOST e, para tanto, eles seguiram à risca a cartilha que levou o drama dos sobreviventes do voo Oceanic 815 ao sucesso: criaram um roteiro complexo, introduziram muitos mistérios, planejaram o desenvolvimento da temporada através dos “pontos chave” (o que hoje é chamado no meio de “bíblia de produção”, que é uma espécie de manual para os roteiristas) e investiram milhões de dólares no episódio piloto e numa estrondosa campanha de divulgação. Contudo, em meio a toda esta agitação, eles esqueceram de acrescentar na fórmula o que é fundamental: competência. Assim, desde o seu capítulo inaugural, FlashForward foi sistematicamente perdendo espectadores em virtude da inépcia dos produtores, roteiristas e diretores em conduzirem a série com propriedade. E talvez tudo isso até teria funcionado se não fossem as expectativas jogadas lá em cima antes da estreia, pois da segunda metade da temporada o seu fim foi até possível perceber os avanços na trama e a resolução de alguns dos questionamentos principais, como a evidenciação do que causou o blecaute global e das interessantes teorias sobre linhas do tempo e visões. No fim das contas, o capítulo que narrou os acontecimentos no dia “D” trouxe até bons elementos, como a consecução dos flashforwards de formas inusitadas e um cliffhanger aceitável, mas que nunca será concluído. Contudo, a inexpressividade do protagonista Mark e de Olivia, a canastrice de Simon Campos e a irrelevância do físico Lloyd (fora as demais personagens secundárias) não farão a menor falta em nossa TV. Que tudo isso, pelo menos, tenha servido de lição sobre como não criar, produzir e vender uma série de televisão.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): FlashForward Tags: , , ,
08/06/2010 - 00:01

V

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V (1×10: Hearts and Minds; 1×11: Fruition; 1×12: Red Sky): Não adianta gritar, Anna. V deixará a nossa cobertura simplesmente porque é uma série ruim demais. O drama chegou em 2009 aparentemente trazendo consigo uma proposta arrojada para a TV aberta americana e prometia utilizar o tema da invasão extraterrestre dos lagartos disfarçados para discutir assuntos como a massificação da opinião pública através da mídia (representada pelas naves com telões que traziam mensagens de paz), além de temas políticos e religiosos pertinentes no mundo globalizado. Mas a 1ª temporada passou e não vimos nada disso. Aliás, não vimos quase nada, pois do episódio piloto para este último Red Sky a série praticamente ficou inerte e se recusou a avançar. A ameaça trazida pelos ETs ficou só na ameaça mesmo, assim como a tal resistência da Quinta Coluna. Foram quase doze horas inteiras de diálogos vazios, efeitos especiais vergonhosos e muita, mas muita enrolação. Cadê o plano para aniquilar humanos através da vacina milagrosa? E a tal energia azul, como foi empregada na agenda de dominação alienígena? Ora, o roteiro desta série simplesmente não arrisca e em nenhum momento é possível vislumbrar um tom de real perigo trazido pelos visitantes à raça humana. Isso sem contar nas diversas inconsistências do texto, como o fato dos visitantes possuírem a tecnologia mais avançada do universo e, por algum motivo, serem incapazes de utilizá-la para a segurança interna de suas próprias naves. V, a cada episódio, foi piorando e se esgotando, resultando num péssimo exemplar da ficção científica atual. Era melhor terem deixado a clássica série quieta, pois mesmo sem toda essa pompa e recursos modernos, ela ao menos funcionava em plenos anos 80.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): V Tags: , , , , , ,
25/05/2010 - 00:01

Grey’s Anatomy: O Horror

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Grey’s Anatomy (6×23: Sanctuary; 6×24: Death and All His Friends): Eu não estava preparado. Você não estava preparado. Ninguém estava. Intenso, desesperador, aterrorizante: os mesmos adjetivos que podem ser utilizados para descrever o season finale de Grey’s Anatomy também servem para falar de Gary Clark. O que alguém que não tem mais nada a perder é capaz de fazer? O sujeito que perdeu a mulher da sua vida nos domínios do Seattle Grace/Mercy West Hospital não entrou lá apenas por vingança. Dilacerado ante a irreversibilidade da decisão de Derek Shepherd em pôr fim à existência de sua amada, o atirador quis buscar sua versão de justiça a qualquer custo, colocando fim também à existência de todos que cruzavam a sua frente. Shonda Rhimes criou uma situação impensável em que absolutamente ninguém estava a salvo. A cada encontro do Sr. Clark com os cirurgiões que se tornaram partes de nossas vidas ao longo dos últimos 6 anos, nós espectadores também tomávamos um tiro. Foram duas horas em que era impossível não se sentir desconfortável e indignado com o que estávamos vendo.

Reed, Karev, Charles e Shepherd certamente não foram as únicas vítimas desta tragédia, independente de terem sobrevivido ou não. Direta ou indiretamente, todos ali (e aqui) foram afetados por aquele infeliz. Médicos perderam amigos, companheiros. Bailey perdeu sua estabilidade. Meredith perdeu seu filho. Justo agora que ela estava em paz com seu destino e com suas decisões. Foi tudo devastado. E se em Sanctuary nós tivemos um vilão e em Death and All His Friends Cristina Yang surgiu como a heroína. Mesmo sem ser capaz de remediar o que ocorreu, a Dra. Yang conseguiu resgatar a última gota de esperança naquelas instantes com Derek na mesa de cirurgia. Ela voou solo como nunca antes, sem Burke, Han ou Teddy. Ela devolveu os sonhos ao McDreamy e sua intérprete, Sandrah Oh, se superou mais uma vez. Foi inigualável, foi insuperável e a partir de agora será impossível falar de Grey’s Anatomy sem falar do arrebatador final desta excepcional temporada. Shonda Rhimes acabou de conquistar seu lugar definitivo na mesa em que sentam os maiores mestres da televisão.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy Tags: , , , , , , ,
24/05/2010 - 02:01

The End

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Alerta de Spoiler - Brasil
(LOST “6×17; 6×18: The End, Parts 1 and 2″) Eu comecei incrédulo o último episódio de LOST, confesso. O turbilhão de informações, histórias, retornos e caminhos cruzados na jornada final para impedir que o Homem de Preto destruísse a ilha não me deixaram conectar de início com a essência da série. Mas isso foi de propósito. Afinal, não era essa a história que Carlton Cuse, Damon Lindelof e toda a equipe que escreveu uma das maiores sagas da televisão mundial quis contar. Claro, tivemos os momentos apoteóticos com Desmond, “Locke” e Jack no coração da ilha; os retornos de Boone, Shannon, Juliet, Rose, Bernard e Vincent; a libertação de Richard Alpert de seu encargo eterno; a auto condenação de Ben pelos seus erros e muito mais. A primeira parte foi vibrante e intensa a cada tiro e soco, mas à medida que o episódio avançava as iterações, aliterações, mistérios e mitologias foram tomando conta da tela. E assim, os borrifos de sangue foram se transformando em toques; os gritos em abraços e as palavras de desespero em momentos de conforto enquanto os eternos sobreviventes do voo 815 se reencontravam na outra realidade.

E como nós não percebemos pra onde tudo caminhava? Esperávamos o quê? Que um vídeo de orientação da Dharma Initiative aparecesse para nos guiar? Não. Precisávamos ser guiados pela emoção, pois no fim das contas estamos todos indo para um outro lugar, queiramos ou não. E foi esta a história que LOST contou nos últimos seis anos de nossas vidas: a jornada de pessoas que nasceram, viveram e morreram. Jack, Kate, Sawyer, Juliet, Jin, Sun, Hurley, Libby, Desmond, Penny e tantos outros foram levados à ilha para cumprir uma missão. E cumpriram. E uma a uma, sistematicamente, foram morrendo desde o início da série, como uma contagem regressiva que recusamos enxergar. E por quê? Por que todos morrem, inevitavelmente. E no fim não mais importaram os números, as teorias, os mistérios ou mitos. A realidade paralela foi apenas um ponto de encontro daqueles que a todo custo viveram juntos e não queriam morrer sozinhos, a “antessala” do paraíso para os que precisam dar um nome a tudo. Mas o maior feito deste final foi o de criar algo atemporal, completo e ainda assim aberto para (milhões de) interpretações. E falando em uma antessala, um dos poucos detalhes deste final que citarei é o local onde o caixão de Christian Shephard estava, com as diversas representações físicas de várias religiões.

Existem mais informações nos minutos, segundos e milésimos finais de LOST do que muitos conseguirão imaginar. A cena final, então, é ao mesmo tempo fantástica, enigmática e triste. Jack acordou naquele bambuzal confuso e pronto para uma grande aventura e no mesmo local seus olhos cheios de dor e conhecimento se fecharam. Com isso, a série e sua intenção permanecerão, invariavelmente, incompreendidas. O que foi real, irreal, imaginário ou não, no fim das contas, caberá a cada um. A ilha é um teste? O purgatório? Uns chamam de final aberto por não esgotar tudo como se fosse um drama investigativo. Eu chamo de final ideal, digno das melhores obras de ficção. Aqueles que não acabam quando realmente chegam ao fim, pois o que realmente importa é a jornada. Não foi um final fácil ou óbvio. Foi um final corajoso que fez jus aos seis anos da série. Afinal, estamos todos indo para algum lugar, não? Sim? Não? Vejo vocês em uma outra vida, brothas!

Que jornada. Que jornada.

A cobertura completa do final de LOST continuará no Twitter!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , , , ,
21/05/2010 - 12:01

Grey’s Anatomy: Hook, Line and Sinner, How Insensitive e Shiny Happy People

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Grey’s Anatomy (6×20: Hook, Line and Sinner; 6×21: How Insensitive; 6×22: Shiny Happy People): Após uma pequena pausa, Grey’s Anatomy retorna mostrando que a boa fase da série continua e com fôlego para muito mais. Definitivamente a 6ª temporada já figura entre as melhores da série. Em Hook, Line and Sinner acompanhamos os conflitos internos do agora vovô Mark Sloan e as contendas externas entre os casais Owen/Cristina e Arizona/Torres. Mas o destaque do capítulo acabou ficando com Derek Shepherd, que enfrenta desafios cada vez maiores no cargo de “chief” e é obrigado a tomar controversas decisões, como a efetivação da Dra. Teddy apenas porque o especialista recusou o cargo. A série claramente está preparando este arco e, pelo que vimos em How Insensitive, começo a achar que o neurocirurgião vai sucumbir à pressão, ainda mais após ter que enfrentar o viúvo da paciente cujos aparelhos que a mantinham viva foram desligados sob sua ordem. No lugar da calma sala de operações, o médico agora precisa encarar tensas audiências e reuniões para resolver os rotineiros problemas legais e administrativos do Seattle Grace/Mercy West Hospital. Ah, e por falar em questões jurídicas, foi irônico o retorno da Dra. Isobel Stevens como uma mera linha na peticão de divórcio enviada a Karev, para logo depois ele “assumir” a pequena Grey de vez. Uma forma elegante que Shonda Rhimes escolheu pra dizer à Katherine Heigl: “seu contrato foi rescindido como queria e a série seguirá muito bem sem você”. Coroando o excelente episódio tivemos o caso das complicações do paciente com obesidade mórbida e as interessantes lições de sensibilidade, tolerância e compaixão que o drama apresentou. Por fim, Shiny Happy People continuou com o excelente ritmo, ainda mais quando focou suas atenções em Miranda Bailey e acrescentou um decidido Marc Sloane na recém-formada equiação Karev x Lexie. Grey’s Anatomy está excepcional!
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy Tags: , , ,
18/05/2010 - 21:01

Fall Season 2010: O Upfront da ABC

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A ABC nadou de braçadas nos últimos anos com grandes sucessos dramáticos em seu lineup sem, contudo, ter um núcleo sólido com séries cômicas. Esta situação mudou na temporada 2009/2010 com o bloco Comedy Wednesday, que emplacou. O desafio, então, era desesperadamente ter uma substituta para LOST, cujo cancelamento já havia sido anunciado há 3 temporadas. Não conseguiram. Lançaram FlashForward como a última bolacha do pacote, mas o alto custo combinado com o fraco roteiro culminaram na baixa audiência e seu cancelamento precoce. Este, aliás, já se tornou um case famoso de como “não anunciar” uma série, de tão desastroso foi o resultado. A emissora aparentemente não aprendeu com o erro e lançou Happy Town tentando vendê-la como a nova Twin Peaks pra então retirá-la do ar após 3 episódios exibidos. Esta, claro, é mais uma que segue cancelada. Com um pacote de 10 novas séries, a ABC agora decidiu atirar pra todos os lados e gêneros pra ver o que vai colar na grade:

A ABC mantém Grey’s Anatomy (7ª temporada), Private Practice (4ª temporada), Desperate Housewives (7ª temporada), Brothers & Sisters (5ª temporada), Castle (3ª temporada), Modern Family (2ª temporada), The Middle (2ª temporada), Cougar Town (2ª temporada), V (2ª temporada) e os realities Dancing With the Stars e Extreme Makeover: Home Edition.

Não voltam mais as séries LOST (6ª temporada), FlashForward (1ª temporada), Ugly Betty (4ª temporada), Scrubs (9ª temporada), Happy Town (1ª temporada), Better Off Ted (2ª temporada), Romantically Challenged (1ª temporada), The Forgotten (1ª temporada), Hank (1ª temporada), Eastwick (1ª temporada) e The Deep End (1ª temporada).

Off the Map: Shonda Rhimes (Grey’s Anatomy, Private Practice) ataca com mais um drama médico para a ABC, desta vez sobre médicos além-fronteiras e as dificuldades de praticar a profissão com recursos limitados em condições adversas. Terá Betsy Beers (Grey’s Anatomy) como showrunner e a previsão de estreia é para o mid season (2011). (detalhes)

No Ordinary Family: Já anunciada pela imprensa como “Heroes encontra Modern Family“, esta é a principal nova série da ABC, sobre uma família de pessoas normais que, após sofrer um acidente de avião durante uma viagem para o Brasil, adquire super-poderes. Bem original, não? O protagonista é Michael Chiklis (The Shield) e no elenco também estão Julie Benz (Dexter), Tate Donovan (Damages) e Autumn Reeser (The OC). (detalhes)

Mr. Sunshine: A comédia de mid season que marcará a volta de Matthew Perry à TV após o cancelamento de Studio 60, sobre um egoísta dirigente de uma arena esportiva em crise de meia-idade. Tem Allison Janney (The West Wing, LOST) e Andrea Anders (Joey, Better Off Ted) no elenco. (detalhes)

Happy Endings: Esta é a série que está presente nos lineups de todas as emissoras até agora: comédia sobre amigos, romances e dificuldades nos relacionamentos. O diferencial desta é a presença de Elisha Cuthbert (24) no elenco, com estreia para o mid season. (detalhes)

Better Together: Um pai solteiro vivendo com duas filhas: a mais velha responsável e centrada e a mais jovem grávida de um rapaz que acabou de conhecer. Terá JoAnna Garcia (Privileged, Gossip Girl) novamente tentando a sorte. (detalhes)

The Whole Truth: Depois do fim de Boston Legal e The Deep End, este é o novo drama jurídico da ABC que abordará os casos através da perspectiva da defesa e da acusação, de forma que o público fique o tempo todo questionando qual parte irá vencer. (detalhes)

My Generation: Provavelmente uma das poucas propostas originais da nova temporada, este drama contará a história de  estudantes que tiveram suas vidas documentadas no ano 2000 para então, 10 anos mais tarde, retornarem diante as câmeras. Qual será o rumo que suas vidas tomara? (detalhes)

Detroit 1-8-7: O formato pseudo-documentário, já largamente utilizado nas comédias, será empregado agora para contar a história desta série dramática estrelada por Michael Imperiolli (The Sopranos) que percorrerá policiais em ação na perigosa cidade de Detroit. (detalhes)

Body of Proof: Animados para mais uma série investigativa? Podem se preparar, pois o foco desta serão as descobertas de uma ex-neurocirurgiã e agora legista nos corpos das vítimas de crimes hediondos. A estrela é Dana Delany (Desperate Housewives). (detalhes)

Leia Mais Sobre os Upfronts dos canais e sinopses das novas séries da temporada 2010/2011:

- Fall Season 2010: O Upfront da NBC
- Fall Season 2010: O Upfront da FOX
- Fall Season 2010: O Upfront da ABC
- Fall Season 2010: O Upfront da CBS
- Fall Season 2010: O Upfront da CW
- Fall Season 2010: Renovações e Cancelamentos [lista completa]

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Better Together, Body of Proof, Cancelamentos, Detroit 1-8-7, Fall Season, Happy Endings, Mid Season, Mr. Sunshine, My Generation, No Ordinary Family, Off the Map, The Whole Truth Tags: , , ,
13/05/2010 - 00:01

Across the Sea

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Alerta de Spoiler - Brasil
(LOST “6×15: Actoss the Sea”) A mãe de Jacob e de seu irmão, que segue sem nome, chegou na ilha como qualquer outra pessoa: por acaso. Recém-nascidos, os futuros rivais foram criados por uma misteriosa mulher que, em data indefinida, tinha o encargo de proteger algo muito importante do mal constante existente no mundo. Quem é essa mulher? De onde ela veio? Que poderes ela tem? O que raios está acontecendo? Não sei, mas segundo ela a resposta de uma pergunta somente levará a outra pergunta, o que indica que este processo de sucessão provavelmente ocorre há milhares de anos. Criticado, odiado, adorado ou incompreendido, Across the Sea inquestionavelmente traz consigo a coragem de LOST em contar sua história através de um capítulo tão rico e carregado de simbolismos, mas pecante em revelar o que grande parte do público esperaria a pouco mais de 10 dias para o final. E em vez de pensar no pouco tempo que falta, que tal considerarmos o que já vimos nos últimos 6 anos para tentar entender a importância e a relevância deste capítulo na mitologia da série? Jacob e seu irmão representam os arquétipos de algo muito mais grandioso e obscuro do que meros habitantes de uma ínsula. É notório como os gêmeos bivitelinos foram crescendo de forma diametralmente oposta até se tornarem eternos rivais ideológicos, confinados numa existência indefinida e ligados apenas pelo vínculo forçado, mas invariavelmente real, com a mãe adotiva. E essa conturbada relação culminou nas diversas tragédias que moldaram as vontades, medos, escolhas e ações de dois seres imperfeitos por natureza, mas igualmente especiais. E novamente o acaso aparece para dar forma ao que chamamos de “bem e mal”, cada mais vez estabelecidos como dependentes um do outro.

Afinal, existiria o mal sem o bem e vice-versa? A conduta exigida seria a mesma se as circunstâncias fossem diferentes? De forma extremamente poética, Across the Sea nos apresentou à ideia da “essência de tudo” através da caverna iluminada, num exercício brilhantemente executado na tentativa de entender a origem metafísica do mundo. Mas o que isso tem a ver com o voo 815, com os sobreviventes, a Iniciativa Dharma, as viagens no tempo e cada pequeno problema, caso ou situação ocorridos na ilha? Ora é exatamente o equilíbrio obrigatoriamente existente entre Jacob e o Homem de Preto o causador e catalisador de tudo: do momento em que um irmão mata a manipuladora mãe até que esta é vingada. O que aconteceu aconteceu. Este antepenúltimo capítulo abriu nossos olhos para enxergarmos, de uma vez por todas, que o ser que temos como “malvado”, capaz de arquitetar a morte de seu irmão e dos candidatos deste, apenas age seguindo a sua convicção, sua força própria. Jacob também matou, mentiu, manipulou e o fez de acordo com sua fé inerente – ambos fieis motivados por aquilo que cresceram condicionados a ser. Mas e se, por exemplo, uma bomba H mudasse as variáveis da complicada equação da vida? Seriam as escolhas diferentes? O que é estabelecido como “bem” poderia eventualmente ser visto como “mal”? Essa história, meus caros, não é nova para nós, ainda mais depois que conhecemos os flashsideways nesta temporada. Quem não gostaria de uma segunda chance, ainda que na prática ela fosse impossível? No mundo das ideias tudo é praticável, lícito e viável. Em Across the Sea os círculos começaram a se fechar; “Adão e Eva” já não têm mais este nome e nossa percepção sobre este inigualável universo criado foi necessariamente abalada (você percebeu?). É hora de curtir, com novos olhos, a jornada que nos aguarda para o fim desta magnífica história.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , , , ,
09/05/2010 - 16:01

LOST: O Trailer de “6×15: Across the Sea”

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Depois do episódio desta terça nos EUA teremos apenas mais um antes do Series Finale do dia 23/05! Across the Sea promete ser mais um daqueles arrebatadores capítulos de LOST e contará, pela primeira vez, a história de duas figuras indispensáveis na ilha: Jacob e o Homem de Preto. Não tem mais volta! Faltam apenas de 2 semanas para acabar! Confira o trailer:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , , ,
03/05/2010 - 18:01

LOST: O Trailer de “6×14: The Candidate”

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Faltam apenas TRÊS episódios até o series finale de LOST, que será exibido no domingo dia 23/05 nos EUA e em grande parte do mundo. Amanhã na TV americana a série retorna com “6×14: The Candidate”, centrado em Jack e Locke, e a boa notícia por aqui é que o AXN anunciou que vai apressar a exibição, trazendo o antepenúltimo “6×16: What They Died For” no dia 23/05 (21h) para então exibir “6×17; 6×18: The End, Parts 1 e 2″ em 25/05 (22h), com apenas dois dias de diferença da transmissão original! Confira o trailer de The Candidate:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , ,
21/04/2010 - 00:01

The Last Recruit

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Alerta de Spoiler - Brasil
(LOST “6×13: The Last Recruit”) Não há outra forma de começar a falar de The Last Recruit sem dizer que o episódio foi absolutamente sensacional! Temos que aplaudir de pé os roteiristas e produtores que souberam construir a temporada da forma que era necessário, ainda que sabendo as duras críticas que enfrentariam, para que este momento chegasse. As peças que vêm encaixando há anos nunca estiveram tão afiadas e com um simples “aí vamos nós” proferido pelo Homem de Preto, a verdadeira guerra na Ilha teve seu triste e inevitável início. Isso sem contar na disposição das “peças” no tabuleiro que foi completamente remexido. Os flash-sideways brilhantemente se alinharam aos acontecimentos na ilha com uma precisão tão cirúrgica e impecável quanto o bisturi de Jack. Em The Last Recruit a narrativa foi a maior protagonista, mostrando como os destinos dos heróis e vilões desta história (que muitas vezes se confundem numa mesma pessoa) foram se cruzando. Foi maravilhoso, por exemplo, a reação de Sun na maca enquanto viu o desacordado Locke bem ao seu lado ou quando Desmond cuidadosamente direcionou Claire para o escritório que cuidava da sucessão dos bens Christian Sheppard, revelando o segredo do pai.

Foi uma sequência eventos que carregaram um importante significado nas realidades daquelas pessoas e que impactaram acontecimentos desde o início da série, do encontro de Sayid com Desmond no poço – este sim verdadeiramente capaz de fazê-lo rever Nadia – até o reencontro forçado pelo brotha entre Jack e Locke, que agora alternam a posição de “homem de ciência” e “homem de fé”. Mas o momento mais surpreendente deste movimentado e ágil capítulo foi a decisão de Jack em abandonar o barco de Sawyer numa magnífica aliteração dramática com os eventos do final da 4ª temporada, quando foi eterno golpista quem pulou no mar em prol daquilo que acreditava. E de forma surpreendente, ainda que temporária e estratégica, o bom doutor é o último recruta do Homem de Preto, pelo menos enquanto as bombas de Charles Widmore literalmente caem do ceu. LOST provou mais uma vez (como se precisasse) que é uma série que jamais se perdeu e que os eventuais tropeços em sua trajetória serviram para um incomensurável crescimento. The Last Recruit trouxe a grande traição de Widmore, a explicação definitiva sobre os fantasmas da ilha (como Christian Sheppard), a esperada reunião de Jin e Sun e finalmente abriu alas para o início histórico do fim de um dos maiores e mais bem contados dramas do nosso tempo.
Cotação Bruno Carvalho:

LOST terá uma pausa de 1 semana nos EUA, retornando com inéditos em 04/05 para os últimos 3 capítulos até o Series Finale em 23/05.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , ,
20/04/2010 - 06:01

LOST: O Trailer de “6×13: The Last Recruit”

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Faltam apenas QUATRO episódios até o series finale de LOST! O episódio de hoje nos EUA The Last Recruit promete a grande reunião dos sobreviventes preparando o terreno para o imprevisível e aguardadíssimo final. Vocês estão preparados? Eu não! E quem será o tal “ultimo recruta”? Eu tenho a teoria de que o episódio falará mais do papel de Frank Lapidus na trama, mas é só um chute. Confira o trailer:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , , , ,
14/04/2010 - 00:01

Everybody Loves Hugo

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Alerta de Spoiler - Brasil
(LOST “6×12: Everybody Loves Hugo”) A regra de LOST geralmente não falha: após um estrondoso episódio como Happily Ever After, a série emenda um filler que desaponta muita gente. Mas que dessa vez não foi assim. Everybody Loves Hugo trouxe uma pedrada atrás da outra, levando a temporada para um caminho completamente inesperado, a começar pela súbita morte de Ilana no melhor estilo Dr. Arzt e a explosão do Black Rock (confesso que adorei o fato da série não mais ter que “voltar” naquele navio). Michael ressurgiu guiando Hugo para um caminho duvidoso e junto veio ainda a explicação sobre os susurros na floresta: almas penadas que estão presas à ilha. Tenso. Mas o capítulo não parou aí, com um turbilhão de informações da outra realidade, desde a aparição de Pierre Chang na homenagem ao milionário Hugo até mais uma indicação de conexão entre os mundos através da suposta loucura de Libby.

Contudo, foi o destemido Desmond o protagonista dos momentos mais bombásticos de toda a temporada! Primeiro, ao ser jogado no fundo de um velho poço pelo Homem de Preto, nitidamente incomodado pela convicção do escocês de que não existe uma ameaça séria. Depois, ao atropelar John Locke numa espécie de “compensação” carmática entre realidades. Estaria Desmond equilibrando a balança? Mas como, se o pacato professor substituto Locke não é o Homem de Preto ali? Duvidoso, porém Desmond é o único que parece saber muito bem o que está fazendo, inclusive ao se deixar ser jogado naquele buraco “magnetizado” e ao sair como Jacob dando um necessário empurrãozinho em seus ex-companheiros de ilha. “Experiência”. Notável, ainda, a nova filosofia de Jack, assumindo sua humildade perante o caos. Conforme eu disse, Everybody Loves Hugo deu uma virada chocante na história, culminando naquele enigmático encontro nos instantes finais. Embora o capítulo tenha sido sim um filler, este foi indispensável para o avanço da trama. Estamos novamnente perdidos na deliciosa imprevisibilidade de LOST!
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , , , , , ,
12/04/2010 - 19:01

LOST: O Trailer de “6×12: Everybody Loves Hugo”

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11 episódios já foram e faltam apenas 5 capítulos até o final duplo que será exibido no dia 23 de Maio, num mega evento com 5 horas de duração na ABC americana (dois especiais, dois episódios e o Jimmy Kimmel Live com produtores e elenco). Em “Everybody Loves Hugo“, que será exibido nesta terça nos EUA, é a vez de Hurley tomar o centro da narrativa e, considerando que ele tem uma conexão direta com Jacob, é de se esperar mais um capítulo revelador! Confira o promo oficial:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , , , ,
08/04/2010 - 00:01

Happily Ever After

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Alerta de Spoiler - Brasil
(LOST “6×11: Happily Ever After”) Entre constantes e variáveis, este incrível Happily Ever After trouxe a certeza de que Desmond Hume é uma das peças mais fundamentais de toda a narrativa de LOST, num capítulo que foi vital para esta derradeira 6ª temporada e para toda a série. E foi através do maior flash-sideway até agora que o episódio trouxe a tão esperada revelação sobre este contestável recurso narrativo que a maioria até então não aceitava (inclusive eu). O brotha é mesmo especial, pois sua mente é capaz de quebrar a dicotomia tempo/espaço, seja “viajando” para o passado, para o futuro ou, como vimos agora, entre as realidades. Realidades alternativas? Não, paralelas. Mergulhando intensamente na mitologia da série e trazendo figuras importantíssimas como George Minkowski, Charles Widmore, Daniel Faraday e, é claro, a sempre enigmática Eloise Hawking, Happily Ever After trouxe o “link” definitivo e o tão esperado o game changer da temporada como os produtores haviam prometido.

A confirmação de que a Mrs. Hawking detém o conhecimento sobre a existência destas realidades foi impactante. Charlie Pace, em sua quase-morte, foi o primeiro a perceber isso e a mãe de Faraday sabia muito bem deste fato. Aliás, todos os momentos naquela festa foram emblemáticos e decisivos, incluindo as divagações físicas e metafísicas do então músico sobre a bomba que ele explodiu para causar este significante impacto, esta imensa mudança na vida dessas pessoas. Desmond, então, guiado pela ideia de seu amor por Penny e ciente desta peculiar situação, acabou se tornando o maior instrumento conector entre estes mundos – o que o fortalece ainda mais como uma das personagens mais intrigantes da série – capaz de iluminar o caminho dos que estão perdidos no meio da briga entre Jacob e o Homem de Preto na ilha. E digo mais: Happily Ever After é mais uma prova incontestável de que tudo em LOST é necessariamente interligado e que a história foi bem pensada, seja em seus aspectos científicos (o magnetismo, a mecânica quântica etc.) e etéreos (vis-à-vis o amor que rompe fronteiras inimagináveis e a fé). Com este episódio, a temporada se definiu e a série inequivocamente caminha para um apoteótico desfecho. O que aconteceu, aconteceu.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , , , , ,
06/04/2010 - 09:01

LOST: O Trailer de “6×11: Happily Ever After”

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O brotha é o destaque desta noite do episódio inédito de LOST nos EUA que tem o curioso título de Happily Ever After (Felizes Para Sempre). Este capítulo foi escrito por Carlton Cuse e Damon Lindelof, com direção de Jack Bender. Historicamente, uma trinca imbatível. Confira o trailer:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , , , , ,
05/04/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
Fringe (FOX)Fringe (2×16: Peter): Emocionante, reveladora e memorável essa volta de Fringe, com um dos melhores episódios de toda a série. Peter já começou com a abertura especial “feita” em 1985, data do incrível flashback que contou a história do amor incondicional de Walter, um pai que fez absolutamente o impossível para salvar seu filho a qualquer custo. E mais do que um mero filler, o capítulo serviu para mergulhar o espectador mais ainda na densa mitologia da série, com mais detalhes sobre a outra dimensão, além daquele interessantíssimo momento envolvendo o modus operandi dos Observadores (que haviam acabado de assistir De Volta Para o Futuro estrelado por Eric Stoltz)! E fora estes geniais easter eggs, incluindo o celular V3 em plena década de 80, Peter denotou a meticulosidade desta produção com um roteiro impecável que, através de pontuais acontecimentos do passado, explicou boa parte do presente da série (vide o braço de Nina Sharp e o fato de Peter não se sentir tão ligado ao pai, por exemplo). Isso sem contar nos aspectos técnicos, desde o capricho do design gráfico dos caracteres até o admirável trabalho de maquiagem, especialmente com Walter, Walternate e Sharp. A temporada segue impecável
Cotação Bruno Carvalho:

b2424 (8×14: Day 8 5:00 AM – 6:00 AM): Demorou, mas 24 voltou a ser 24. A trama se estabilizou, centrando em Jack, e os vilões agora estão bem definidos, diferentemente de antes. Mais do mesmo? Sem dúvida alguma. Quantas vezes já tivemos um ato de traição interna na administração presidencial? Quantos agentes duplos já passaram pela CTU? Inúmeros. Mas era exatamente isso que estava faltando nesta morna última temporada da série. A 10 horas do fim do dia, as coisas começaram a engrenar com a ameaça radiológica finalmente concretizada. Poxa, eles ficaram 14 horas com as bombas pra lá e pra cá! Mas cadê aqueles momentos de tirar o fôlego como era comum nas temporadas iniciais? Pelo menos agora a temporada segue num caminho menos tortuoso.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×10: Tell Me I’m Not Racist): Aos poucos a situação de Tom Shayes vai ficando mais e mais complicada e, em Tell Me I’m Not Racist, Patty percebeu a agitação de seu sócio, que precisa urgentemente recuperar a grana que perdeu no investimento com Tobin. E com o Hewes, Shayes & Associates ameaçado de ser afastado do caso, Tom sabe que suas chances caem vertigiosamente. Contudo, este episódio novamente me deixou com a sensação de que mais coisas estão acontecendo em Damages do que deveriam, seja pelos sonhos de Patty, os problemas familiares de Ellen com a irmã e a misteriosa e suposta babá e até mesmo com caso de extorsão dos Winstone (e cadê Frobisher?). Ainda assim, recheada de atuações primorosas e com um texto sempre muito bem construído, a temporada jamais trouxe sinais de desgaste. A apenas dois episódios do final, é impossível prever o que está pra acontecer.
Cotação Bruno Carvalho:

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×19: Sympathy for the Parents): Depois de discutir um tema pesado – o suicídio assistido – Grey’s Anatomy voltou a abordar em um dos casos médicos o “direito à morte”. Por que será que o assunto está tão recorrente? Em Sympathy for the Parents, uma paciente assinou uma declaração dizendo que não queria ser mantida viva por aparelhos e, com o marido contra, o Seattle Grace ficou na complicada posição de ser obrigado a seguir a vontade da declarante de acordo com a Lei. Ainda que indiretamente, o episódio também abordou a complicada relação entre pais e filhos através de Aaron Karev, irmão de Alex, que revelou um pouco mais sobre o passado do sempre ríspido cirurgião. Ter filhos? Não ter? Como criá-los? Parece que Shonda Rhimes está aos poucos preparando o terreno para que a baby fever invada o hospital na próxima temporada. Será que teremos um McBaby a caminho, além do netinho de Mark?
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×14: Better Angels): Apesar de continuar perdendo muito tempo com situações desinteressantes e inúteis, FlashForward finalmente conseguiu trazer um episódio aceitável. Mesmo não estando nem um pouco empolgado com o rumo que a temporada vai levar até seu cancelamento, Better Angels soube avançar na história conectando alguns elementos que estavam soltos, como o flashforward da filha de Mark, bem como deu um rosto ao tão falado D. Gibbons. É uma pena, porém, que algumas revelações nos são dadas da forma menos inventiva possível e sem o menor mistério. O experimento na Somália era exatamente o que poderíamos esperar e pronto. Agora, uma coisa eu não consegui entender: todos os africanos naquela sala foram mortos nus? Por que nenhum dos esqueletos tinha roupa? Como o local estava limpo daquela forma? Bem, quando a série não emplaca, fica difícil relevar detalhes como este, por menores que sejam. Eu, confesso, estou assistindo FlashForward por pura inércia.
Cotação Bruno Carvalho:

bbigloveBig Love (4×05 – 4×09): Quando estava assistindo ao 6º episódio da temporada de Big Love e descobri que só iria até o 9º, comecei a ficar preocupado pela quantidade de tramas e subtramas que estavam sendo apresentadas e o pouquíssimo tempo para desenvolvimento ou resolução. Vejamos: tínhamos os problemas no cassino indígena, a demissão de Don, a reaparição de Anna grávida, o casamento de Margene com o noivo de Anna pelo green card, a infertilidade de Nikki, os questionamentos da fé de Barb, o tráfico de animais silvestres por Louis e Frank, as ameaças de J.J., o suicidio do amante de Albie e, é claro, o desgastante processo de eleição de Bill como congressista estadual. Como o polígamo iria lidar com todas estas situações até o final? Eis meu engano: criador e colecionador nato de problemas, o mórmon dos subúrbios de Salt Lake City já não se preocupa mais como sair de enrascadas. Ele prefere agora criar um clima ainda mais insustentável, de forma que suas antigas preocupações desapareçam. E assim ele o fez, utilizando sua candidatura e eleição como palanque expor para ao mundo seu peculiar e controverso estilo de vida. A temporada, então, terminou com o maior cliffhanger de toda a série numa cena antes inimaginável. Por quatro anos eles esconderam a verdade do mundo e agora chegou a hora de encará-la de frente. Por essa definitivamente eu não esperava. Big Love é um drama obrigatório no calendário de um bom sériemaníaco e é uma pena que só veremos a continuação daquele momento em 2011.
Cotação Bruno Carvalho:

V (1×05: Welcome to the War): Os quatro primeiros episódio de V, exibidos no ano passado serviram para apresentar esta nova versão da série e após este longo hiato, era de se esperar que o quinto capítulo viesse com tudo, ainda mais com esse título “Bem-Vindo à Guerra”. Pois é, vã esperança. O drama alienígena decepcionou muito em seu retorno, basicamente porque a série reiteradamente falha em utilizar sua trama para realizar uma discussão social e política relevante (vide Battlestar Galactica e a V original). O texto é raso, com diálogos vazios e cenas que parecem ter saído de uma produção amadora. Ora, o que foi Anna naquela sauna com um homem nu criando seu “exército”? Ah, faça-me o favor! A limitação técnica (com um excesso de pós-produção de segunda linha) e criativa da série atingiu níveis preocupantes, sem contar no elenco sem sintonia que me deixa o tempo todo lamentando o desperdício de uma talentosa atriz como Elizabeth Mitchell a cada cena. Voltem com ela pra ilha! No desespero de restabelecer seu núcleo de ficção em busca do “novo LOST“, o canal ABC cometeu mais um atentado ao gênero (o outro é FlashForward, claro). V, desse jeito, não vai durar.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, Big Love, Damages, FlashForward, Fringe, Greys Anatomy, V Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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