A arte de construir uma boa história ao longo do tempo, investindo na construção de sólidos arcos episódicos é algo cada vez mais raro entre os roteiristas de hoje em dia. O que impera atualmente é o imediatismo de se criar uma boa premissa sem se preocuparem como irão desenvolvê-la dois ou três semanas à frente. Continuando na contra-mão desta corrente está Shonda Rhimes com Grey’s Anatomy, pois ela provou, mais uma vez, que sabe muito bem o que está fazendo ao conduzir sua criação. Há vários episódios venho constatando e evidenciando que o Chief Richard tornou-se completamente inepto no desempenho de suas funções no hospital, seja ao lidar com a fusão ou a tomar decisões completamente equivocadas com seu staff. Mas eis que New History chega trazendo uma triste verdade sobre o comandante do Seattle Grace que sempre esteve presente e ninguém nunca notou ou sequer se preocupou a notar. Esgotado pela dura rotina de cirurgias e decisões administrativas, o Chief recorreu à bebida e nela foi se perdendo aos poucos.
Alcoólatra verdadeiramente anônimo sabe-se lá desde quando, fato é que ele mesmo percebeu que algo precisa mudar depois que errou feio em um procedimento provavelmente realizado sob influência. E quem diria que nem sua esposa nem as pessoas mais próximas faziam a menor ideia do que se passava com o sujeito. Quem secretamente lidava com tudo era Joe, o dono do bar! O episódio ainda deixou de lado a intensidade “médica” que vimos nas últimas semanas e retomou as histórias pendentes, como a do afastamento de Izzie, e inicou um promissor novo caso com a chegada da nova especialista cardiológica. Tudo bem que os motivos do afastamento da loira podem não ter convencido muita gente, e certamente não convenceu Karev, mas o que não falta é tempo para que esta trama se desenvolva. Bom também que Miranda Bailey retornou à posição de destaque que sempre mereceu, com bastante tempo em tela dedicado à esta excelente personagem. Semana após semana Grey’s Anatomy destila sensibilidade, se mantendo como um dos poucos dramas que realmente dá gosto de ver e de vibrar quando um novo capítulo chega.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “6×09: New History” exibido em 12/11/2009 na ABC americana.
V tem início em uma tranquila manhã quando, logo de cara, a raça humana assiste de camarote a chegada de imensas naves extraterrestres que imediatamente cobrem o skyline das principais cidades do mundo. De Londres a Nova York; de Moscou ao Rio de Janeiro, as pessoas testemunham hipnotizadas a História mudando diante de seus próprios olhos. “Não se assustem, não queremos o mal“, diz a visitante Anna num imenso telão que se abre. A embaixadora da raça que acreditava ser a única do universo apenas está em busca de água e minerais abundantes na Terra para prosseguirem sua jornada e, em troca, oferecerão as maravilhas tecnológicas que possuem em diversas áreas. E é com um mix de emoções e reações que a notícia é recebida em todo o globo. “Somos todos criaturas de Deus“, divulga o Vaticano; “todos vocês são atraentes, ressalta um membro da imprensa; governos de todo o mundo se beneficiam com o boom econômico nas cidades hospedeiras das naves e com os centros de cura de doenças criados. É um cenário indubitavelmente interessante e inédito!
Mas a ficção científica de V é apenas a porta de entrada para discussões de todos os tipos que o piloto inicia. Apesar do episódio ser bastante atropelado em seus acontecimentos, questões de ordem religiosa, política e moral são ventiladas enquanto um seleto grupo de pessoas começa a descobrir que tudo não é tão bonito assim como os Visitantes aparentam ser. Aprofundando uma investigação que vem ocorrendo há algumas semanas, a agente do FBI Erica Evans (Elizabeth Mitchel, de LOST) descobre um assustador fato sobre o “fenômeno novo”: os ETs já estão infiltrados no planeta há anos e tudo não passa de uma elaborada trama de dominação mundial com o consequente extermínio dos seres humanos através da manipulação e ascenção em diversas áreas como a política, a igreja, as forças armadas e a economia. Adotando um discurso simplório, que prega a paz e a felicidade eterna, eles buscam a devoção universal. São, na verdade, répteis disfarçados de gente ou, se preferirem, “Cylons biológicos”. E ao mesmo tempo em que toda essa enorme carga de informações é lançada, ainda descobrimos que existe uma facção de visitantes que é contra este plano e que secretamente luta pelo convívio mútuo das raças.
V traz uma proposta arrojada, complexa e estabelece sua premissa de forma muito bem sucedida, algo que séries-catástrofe como FlashForward e Jericho, por exemplo, não conseguiram. O nível de suspense é alto e, como apontei antes, o roteiro não se limita apenas à ficção, criando uma atmosfera rica e a sensação de que realmente se trata de algo global. O drama promete ser denso e carregado com um subtexto atual e que faz uma bela crítica de nossa sociedade “moderna”. Vamos continuar conferindo bem de perto. Destaco a performance da brasileira Morena Baccarin no papel da “ET mor” e os caprichados efeitos visuais, já que grande parte da série é filmada em chroma-key como eu pude conferir pessoalmente nos imponentes sets da produção em Hollywood. Infelizmente, por problemas de logística nas filmagens, nós veremos apenas quatro episódios este ano e o restante deve vir só lá para Março de 2010. De qualquer forma, pelo piloto, tenho esperanças de que a espera vai valer a pena.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “1×01: Pilot” exibido em 03/11/2009 na ABC americana.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s):vTags:abc, resenha, usa
Uau, que nível está esta temporada, hein? Em mais um episódio atípico de Grey’s Anatomy, a equipe de cirurgiões do Seattle Grace se uniu para ajudar Derek – que também fez as vezes de narrador – a salvar a vida de um funcionário do hospital com um tumor inoperável na coluna. Descobrimos que a visão que Sheppard tem de seu trabalho diferencia muito dos demais. Enquanto para a turba que fica de plantão no beco das ambulâncias o que vale é a adrenalina e a agitação em cortar uma pessoa e salvar sua vida, para o experiente neurocirurgião é a calmaria de seus procedimentos. Sua obra, de fato, é realmente distinta da obra dos outros médicos. A precisão é milimétrica, a concentração é impecável e a execução é praticamente matemática. O teste da nota de um dólar mostrou que essa especialidade não é pra todos. Ora, nem a sempre brilhante e imbatível Yang conseguiu passar numa tarefa aparentemente simples: pintar o nariz de George Washington com uma caneta vermelha apenas usando como guia a visão de um microscópio.
E enquanto o pobre homem passava horas aberto à mercê de uma decisão médica que poderia mudar o rumo de sua vida tanto para melhor quanto para pior, o trabalho de todos era o de isolar aquela sala de operações do resto do mundo, até mesmo das necessidades mais básicas do ser humano. Ora, quer algo mais icônico do que um profissional ter que usar fraldas para fazer o próprio trabalho? É óbvio que ninguém quer isso, como Christina bem apontou, mas o almejado ali era a obrigação de ter que submeter a este ridículo devida a importância e a relevância de sua expertise. O “McDreamy” precisou se anular para atingir aquele resultado ao ponto de raciocinar como uma máquina médica capaz de tomar a melhor decisão no momento certo. O episódio encerrou com a intransigência do Chief do hospital com a maior estrela daquele estabelecimento e a parcimônia deste, que aprendeu uma importante lição nas últimas dezenas de horas: dê uma chance à paz.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “6×07: Give Peace a Chance” exibido em 29/10/2009 na ABC americana.
Para a série que se tornou um fenômeno televisivo, este é o início do fim! A temporada final de LOST chega em 2010! Seguindo o pedido dos roteiristas, o canal ABC soltou hoje o primeiro promo da última temporada do drama sem trazer nenhum spoiler ou imagem da 6ª temporada! Eles apenas vão instigar muuuuito a nossa curiosidade e vontade para que Janeiro chegue logo! Está aí, então o primeiro último promo de LOST!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s):LOSTTags:abc, promo, usa
Que 2012 que nada! O fim do mundo para os fãs de LOST será em 2010 mesmo, ano em que a série inevitavelmente chegará ao fim. Hoje foi oficialmente divulgado o primeiro pôster da 6ª e última temporada da série. Para esta reta final, os produtores pediram ao canal ABC que nenhum trailer ou foto com imagens inéditas da série seja divulgado. Por isso, todo o material promocional não terá, em princípio, nada de concreto sobre o que está por vir. Esta política será adotada aqui no blog e não postaremos nenhum spoiler de nenhum episódio enquanto ele não for exibido nos EUA, pois grande parte da magia da série está justamente em nossa “ignorância” dos fatos. Comecem a despedir da ilha, galera!
Detalhe curioso: “Locke” é o único que está de costas na imagem!
Esta noite não vai ter tour, nem compras, nem cabine de filme. Meu programa aqui em Los Angeles será dentro do quarto de hotel para assistir o evento de duas horas mais esperado por fãs de todo o mundo! Grey’s Anatomy retorna depois de um estrondoso e bombástico final de temporada. Estão preparados? Eu estou e não perco por nada! Confira o emocionante promo abaixo! Estou contando os minutos!
Por 2 minutos e 17 segundos, o mundo inteiro sofrerá um black out mental e todo mundo verá um flash de seu próprio futuro. Esta é a premissa “básica” de FlashForward, a série mais aguardada da próxima temporada. Confira um vídeo com dois minutos completos do episódio piloto:
Olha que bacana a revista Super Interessante preparou: uma imagem com charges de nada menos que 95 (!!!) personagens já vistos em LOST, incluindo os regulares, participações especiais e até os mortos. No site da revista também está disponível um joguinho para acertar em quem já morreu e salvar os outros.
E aí, vocês conseguem identificar TODOS eles? (Clique na imagem para ampliar).
Desde pequeno o grupo Jackson Five liderado por Michael Jackson brilhava nos palcos do The Ed Sullivan Show nas noites dominicais da CBS com performances e coreografias impecáveis. Mais tarde, já em carreira solo, o rei do pop foi um dos primeiros a investir pesado em um formato até então pouco considerado pelo mercado fonográfico: o vídeoclipe. De fato, antes mesmo da invasão de profissionais do cinema na TV como vemos hoje, Michael já buscava para os seus vídeos grandes diretores da telona como John Landis (Lobisomem Americano em Londres), Martin Scorsese (Taxi Driver), John Singleton (Os Donos da Rua) em produções com orçamentos inimagináveis para a época. Além disso, graças a uma parceria com a Pepsi, o astro recebeu fundos ilimitados para contar suas histórias em verdadeiros curtas musicais que eram antecipadíssimos, como foi o caso do clipe de Black or White, que teve estreia mundial (lembro até hoje de Glória Maria anunciando no Fantástico). Ele também fez diversas aparições memoráveis na TV: na festa de 25 anos da gravadora Motown cantando e dançando Billie Jean (1983); na campanha USA for Africa com o single We Are the World (1985); no intervalo do Super Bowl com a mega apresentação de Heal the Word (1993) e depois em infames momentos como o do documentário de Martin Bashir, Living With Michael Jackson, e no infeliz caso do bebê na sacada, ambos na década de 2000. O que poucos sabem é que Michael Jackson já foi protagonista de uma série de TV. Todos os principais fatos sociais eram e são traduzidos nas produções serializadas que nós tanto gostamos: do estabelecimento do american way of life até a recente ameaça terrorista, moda, comportamento, política e música viram premissas centrais. Isso não foi diferente com o estrondoso sucesso que os Jackson Five tiveram na década de 70, tanto que o canal ABC produziu um desenho com que mesclava aventuras fictícias da banda com fatos reais e clipes. Confira um trecho do pouco conhecido The Jackson 5ive:
The Jackson 5ive foi originalmente exibida entre 1971 e 1973 nos sábados de manhã nos EUA e depois reprisada uma década mais tarde, em 1985, no auge da carreira do cantor. Por questões de conflito de agenda (o desenho era produzido em um estúdio londrino), as vozes dos integrantes do grupo não eram utilizadas – tão somente as músicas. De qualquer forma, fica aqui registrado que além de cantor, dançarino, protagonista de cinema, Michael Jackson também teve sua própria série de TV. Perdemos um dos maiores entertainers da História. Confira vários vídeos do programa no YouTube e relembre (ou conheça) os sucessos que marcaram gerações.
Há alguns anos o canal ABC americano vem tentando (ainda sem sucesso) repetir o sucesso estrondoso de LOST. Aliás, vários canais tentam este feito e muitos estão considerando que Flash Forward vai conseguir. Se depender da premissa, o novo drama estrelado por Joseph Fiennes e criado por Bannon Braga e David Goyer (Treshold) já tem a minha atenção: em um dia normal, durante 2 minutos e 17 segundos, todos os habitantes da terra desmaiam e enxergam o que parecem ser flashes de seis meses no futuro. Além disso, a série promete estrear com uma primeira temporada já inteiramente planejada, com enfoque não apenas nas causas científicas do tal fenômeno, mas também em diversas questões psicológicas, éticas e morais. Confira abaixo o trailer legendado de Flash Forward, que chegará na TV americana no dia 24 de Setembro deste ano:
Ontem um promo viral do canal ABC rodou a Internet com imagens de integrantes de quatro séries jogando totó num quintal: Courteney Cox (Jules da inédita Cougar Town), Patrick Dempsey (Dr. Sheppard de Grey’s Anatomy), Ed O’Neil (Jay da nova Modern Family) e… Dominic Monagham (o Charlie de LOST)! Confira:
Na curiosa cena, Dempsey provoca Monagham: “você está morto” (no jogo) e ele retruca: “eu estava”. A partir daí todo mundo começou a perguntar: será que Charlie vai voltar para LOST na última temporada e vivo? Seria esse um indicativo do rumo que o drama vai levar? Isso era o que a ABC queria que todo mundo pensasse. Mas o sagaz Michael Ausiello do EW descobriu que não é nada disso. Dominic Monagham entrará como regular em uma das séries do canal no próximo fall season, mas ele prometeu não contar qual porque a surpresa será grande! Aliás, ele enfatizou neste ponto. Mas em qual série será? Brothers & Sisters, Grey’s Anatomy, Desperate Housewives, Scrubs, Castle? Quem sabe Dancing With the Stars? Em qual programa da ABC vocês querem vê-lo?
Os episódios finais de Grey’s Anatomy fecharam com chave de ouro uma de suas melhores temporadas e, principalmente, de forma coerente com o caminho percorrido pela trama nos últimos meses. Desta vez a crônica de Meredith foi sobre a incerteza e dos fatos inesperados da vida como, por exemplo, os companheiros de trabalho que acabam virando seus melhores amigos ou a one night stand com uma pessoa desconhecida que vem a se tornar o grande amor de sua vida. Este 5º ano no Seattle Grace definitivamente assentou e acertou os rumos e escolhas que aquelas personagens fizeram ao longo desta jornada. Mas a nossa existência não é marcada apenas pelo livre arbítrio e a execução de vontades: temos que adicionar à complexa equação os eventos que inevitavelmente chegam através da causalidade, seja ela provocada por alguém ou derivada de um fenômeno.
Todos nós, de uma forma ou outra, podemos ser vítimas de uma fatalidade. No caso de Izzie, a tragédia estava anunciada e precisava ser contida. No caso de George, ela foi súbita e precisava ser remediada. Em ambos os casos, nem toda a técnica, conhecimento e expertise do mundo foram suficientes para evitar o inevitável. Se para nós já foi um choque constatar a decisão de O’Maley em aliar-se ao exército em Here’s to the Future, vê-lo deitado e desfigurado após salvar a vida de uma desconhecida em Now or Never foi doloroso. E mesmo sabendo que o prognóstico de Izzie não era nada bom, agarramos até o último suspiro na esperança que a cirurgia de Sheppard fosse um sucesso. Grey’s Anatomy gritou com a revolta e o desespero de Alex, chorou através de Bailey e do fim de seu casamento, mas também deixou portas abertas com o início de uma nova fase para Callie, Hunt, Yang, Mark e para a jovem Grey. Foram duas horas emocionantes e intensas, como só Shonda Rhimes sabe escrever.
Cotação Bruno Carvalho: Episódios “5×23: Here’s to the Future” e “5×24: Now or Never” exibidos em 14/05/2009 na ABC americana.
Acabou agora há pouco nos EUA a 8ª temporada de American Idol com o resultado da batalha final entre Adam Lambert e Kris Allen, direto do Nokia Theatre em Los Angeles. Foram mais de 100 milhões de votos e é claro que de qualquer forma aquela máxima de que não é possível agradar a todos é sempre aplicável. Os comentários completos sobre a última semana de apresentação serão postados na segunda, como de costume, após a exibição do Sony no Brasil. Mas, para aqueles que estão ávidos para conhecer o rosto do novo ídolo pop da música, clique nesse link por sua conta e risco e deixe abaixo seu comentário. Clicou? E aí, gostou do resultado ou não? Achou justo?
24 “7×21: Day 7: 04:00am – 05:00am”: Nesta temporada de 24, como acontece em várias, raramente os episódios destoam muito um do outro, graças à narrativa fluida em tempo real. Mas na vigésima primeira hora a série deu um forte sinal de desgaste com Tony Almeida comandando uma farsa contra um muçulmano inocente, talvez mais porque o ator Carlos Bernard não consegue convencer tanto assim como vilão (e ainda acredito que ele não seja) do que pela trama em si. Fica cada vez mais latente, também, a sensação de que já vimos tudo aquilo que aconteceu e, pelo avançar da hora, não está mais legal. A indefinição do estado de saúde de Jack incomoda e o clima de tensão que deveria estar nas alturas, desaponta. A hora passou e foi um danado de um filler. Essa temporada empolgou tanto no início que parece que nem os próprios roteiristas estão dando conta de se superar. Tomara que os próximos provem o contrário. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 04/05/2009 na FOX americana.
Gossip Girl “2×23: The Wrath of Con”: Só eu que achei este episódio de Gossip Girl uma “tremenda confusão”? Então quer dizer que Gabriel não foi o arquiteto do plano, e sim Poppy, mas mesmo assim os dois continuam andando livremente pelo Upper East Side de NY como se nada tivesse acontecido? E o que foi aquilo de Lilly mandando prender a própria filha para “protegê-la de um escândalo”? Eu hein! Se ela iria pegar a bandida, como a reputação da jovem socialite ficaria manchada? Pra piorar, o incoerente Rufus novamente deixou seu orgulho falar mais alto e deixou de fazer o pedido de casamento, tudo por causa de uma bobagem. Aliás, a história destes dois, que será mostrada em um flashback no próximo episódio, tem que ser muito boa (até mesmo se virar o tal spin-off), pra poder explicar o porque de tanta mágoa e instabilidade entre os dois. Poxa, Lilly tem fundos ilimitados! Custava tanto assim pro cara deixar que a mulher que ama ajude a pagar a faculdade de seus filhos? Enfim, o bom ritmo de Gossip Girl foi quebrado com estas inconsistências no roteiro que atrapalham. Vamos ver no que vai dar… Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 04/05/2009 na CW americana.
Fringe “1×19: The Road Not Taken”: Foi através da espetacular montagem inicial com os vários casos desta temporada que Fringe iniciou o seu penúltimo e decisivo episódio, assumindo e explicitando ao FBI o manifesto do movimento ZFT como a causa do Padrão. Ainda sem nem mostrar a cara de William Bell, a série estabeleceu esta figura como uma das mais misteriosas desta atual leva de produções e fico sem saber o que esperar a partir deste momento. Outro fator extremamente positivo é o destaque central da trama ser uma mulher – Olivia Dunham – na contramão de grandes dramas onde uma figura masculina é apontada como o “the one“. Ela é a escolhida aqui, sem dúvida alguma, notadamente agora que está enxergando além da capacidade humana normal, como explicou o Dr. Bishop: ao tomar um novo rumo, os dejá vús de realidades alternativas se tornaram cada vez mais frequentes e ela passou a vivenciar os incidentes de maneira única, como se realmente tivesse poderes. Ah, e se antes tínhamos plena certeza de que a Massive Dynamics estava envolvida em toda esta tramóia, o atentado contra Nina Sharp deu a entender que estamos falando de algo ainda maior e incompreensível. A guerra está prestes a começar e eu nem sei quais são os lados! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 05/05/2009 na FOX americana.
Grey’s Anatomy “5×22: What a Difference a Day Makes”: Pra quem está no limite da vida, realmente um dia faz toda a diferença, especialmente se este é o dia do seu casamento. Mas ao contrário do que todos nós poderíamos esperar, a cerimônia do 100º episódio de Grey’s Anatomy não foi para Meredith e Derek, e sim para Izzie e Alex. Toda a jornada da loira está sendo apresentada de forma fenomenal, permitindo que os espectadores se despeçam dela um pouquinho a cada episódio e a cada fio de cabelo que inevitavelmente começará a cair. Imagino que tudo realmente esteja caminhando para isso, pois não faria nenhum sentido mergulharmos numa intensidade dramática tão forte para depois ela seguir vivinha e feliz da silva. Ainda que casada com Alex, é com Denny Duquette que ela deverá se encontrar em breve. A marca de cem episódios hoje é comemorada por toda a série que consegue atingí-la, pois está cada vez mais difícil fazer televisão, ainda mais do nível de Grey’s Anatomy. Parabéns à Shonda e a todo o elenco e equipe por fazerem um dos melhores dramas da atualidade! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 07/05/2009 na ABC americana.
Prison Break “4×20: Cowboys and Indians”: Passamos tanto tempo vendo séries com personagens pluridimensionais, que às vezes esquecemos que é possível que as coisas sejam apenas o “preto no branco” e que Christina Scofield pode simplesmente ser uma pessoa má e mesquinha, capaz de fazer o que fez com o próprio filho (ainda que adotivo). Isso não diminui em nada a força dramática da série que retornou ao jogo de gato e rato, com Michael e Lincoln juntos e novamente cercado por tudo e por todos, no meio de um complicadíssimo jogo de poder. Esse, inclusive, sempre foi o grande mérito da série, trazendo ação inteligente e de perder o fôlego. Cowboys and Indians, ainda assim, foi além. Superado o incidente internacional, a armação e com Scylla nas mãos, Scofield foi colocado na situação mais impossível da série até agora, sendo obrigado a escolher entre duas pessoas que ama incondicionalmente, sem tempo para bolar algum plano para sair dessa. Prison Break voltou a brilhar! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 08/05/2009 na FOX americana.
“O que aconteceu, aconteceu”; “estar morto é estar morto”; “o que está feito, está feito”; “a pedra branca representa a luz e a preta a escuridão”. Assim como Benjamin Linus, passamos muito tempo ouvindo falar de Jacob, recebendo listas com nomes e orientações sem jamais vê-lo. E é por conta de toda esta aura de mistério criada em torno desta entidade, me surpreendi horrores com a primeira cena do último episódio desta temporada de LOST, onde encontramos um ser simples, de carne e osso, trabalhando no seu tear aos poucos como se tivesse todo o tempo do mundo e, logo em seguida, pescando para alimentar-se enquanto avistava a chegada do Black Rock até a ilha. A partir daí, The Incident começou com seus inúmeros atos, fechando algumas histórias de forma definitiva e satisfatória e outras, nem tanto. Temos muito assunto a tratar, não é mesmo?
Jacob e Seu Antagonista: A enigmática conversa entre o nosso amigo de branco com a figura desconhecida de negro evidenciou que desde os primórdios da ilha aqueles seres passam a sua existência tentando provar que o outro está errado. Enquanto Jacob acredita que o ser-humano é capaz de mudar e que as inúmeras tentativas constituem o progresso, o “anti-Jacob” é mais fatalístico e afirma que o ciclo sempre terá o mesmo fim: “eles chegam, lutam, destroem e se corrompem”. E com a maior cordialidade do mundo, o “amigo” de Jacob afirma que um dia irá encontrar uma brecha no ciclo e irá matá-lo. Ora, o que o impede de pegar a peixeira e acabar com tudo ali mesmo? Obviamente estamos falando de algo muito maior que, por exemplo, a rixa entre Charled Widmore e Ben Linus. Especula-se que eles sejam uma representação bíblica de Jacó e Esaú: dois irmãos que possuem crenças distintas, sendo que um deles – o que acredita na bondade do homem – é favorecido por sua mãe. Seria a ilha o maior tabuleiro de gamão do mundo?
Jacob e os Sobreviventes do Vôo 815: Mais uma vez a “teoria do recrutamento” apareceu – uma das mais antigas da série e que afirma que os passageiros do vôo 815 não estão ali por acaso – só que agora tomando proporções ainda maiores (como, aliás, aconteceu em todo episódio): antes mesmo dos Outros aparentemente conspirarem para que aquelas pessoas estivessem a bordo do avião da Oceanic, Jacob prestou uma inusitada visita a vários deles, algumas delas em momentos que não foram de extrema importância para colocá-los na aeronave, mas que de certa forma colaboraram (em maior ou menor escala) para que eles um dia chegassem onde chegaram. Mais importante ainda foi perceber, como apontou o astuto Davi Garcia do blog Dude We Are Lost!, que Jacob fez questão de tocar em todos eles. Essa, parece clara, é a forma com que ele “leva” as pessoas até a ilha, na tentativa de provar a sua tese.
A Iniciativa Dharma: A presença da organização financiada por Alvar Hanso e idealizada pelos DeGroots seria o ápice da corrupção mencionada pelo algoz de Jacob? Me parece que sim. Aliás, a ciência avançada, os perigosos armamentos e todos aqueles recursos utilizados para explorar o local de forma nunca antes imaginada pelos Outros, acabaram tornando-os hostis, e no fim foram obrigados a viver sobre uma silente e interminável trégua para sobreviverem. A obstinação em extrair daquele abençoado local o máximo a ponto de tornar-se o “Thomas Edison” do magnetismo, fez com que Radzinski deixasse de lado a razão, comprometendo a segurança de seus companheiros. Nesse sentido, ponto para o “anti-Jacob”, que já antecipava este resultado sem precisar levar ninguém para lá.
O Grupo de Ilana: De todas as “partes” que chegaram na ilha, o grupo liderado por Ilana (mais “bonzinhos”), e que recebeu pouco destaque nesta temporada, até agora é o que parece mais sensato e ciente do que está acontecendo naquele local, já que a moça recebeu do próprio Jacob um pedido de ajuda. Foram eles, também, que trouxeram os novos questionamentos da série, ao introduzirem conceitos como um possível “candidato”, pois Frank Lapidus não é um dos que sabe a resposta da pergunta “o que descansa na sobra da estátua?”. A resposta disso, como veríamos mais à frente, é “aquele que salvará a todos”, em latim. E por falar em mistérios, aquela cena na cabana foi bastante curiosa, considerando o que já vimos. Afinal, aquela seria uma espécie de “prisão”?
Reencarnação? Esta era a palavra que estava escrita na forma de anagrama na van que transportava o caixão com Locke por Los Angeles até ele retornar à ilha. Mas ninguém reencarnou no corpo de Locke, pois vimos ele morto na caixa trazida por Ilana para provar que o ser que anda por aí vestido como o velho jamais pode ser ele, o que nos remete à tal brecha que o “anti-Jacob” conseguiu. “Você não tem ideia do que eu passei para chegar até aqui”, disse. Locke já era e apenas a sua forma fora assumida, assim como aparentemente aconteceu com Christian Sheppard. Estar morto é estar morto. Ninguém ressuscitou ou reencarnou. Na minha opinião, primeiro o “anti-Jacob” se apoderou da forma do pai de Jack para fazer com que Locke saísse da ilha e voltasse morto, como de fato aconteceu (lembram-se da cena na roda?). Do lado de fora, o sujeito ainda teve a ajuda da mãe de Faraday, que da mesma forma conspirou para que os Oceanic 6 voltassem para desencadear todos os eventos que levaram ao homicídio do “bom filho da ilha”.
Benjamin Linus: Quem diria que o mestre da manipulação seria manipulado de forma tão caprichadamente maquiavélica? Todos naquela ilha são peças de gamão no grande jogo conduzido por não apenas um, mas dois homens por trás da cortina. O “novo Locke” soube usar muito bem o fato de Linus ter sido o mandatário desprezado de Jacob desde que foi “convertido” no templo. Ele mentiu, matou e se sacrificou muito pela ilha a troco de quê? Não sabemos. Quem garante que ter contato constante com Jacob é algo “bom”? Assim como muitos ali, o desespero de fazer com que sua existência tenha um significado maior do que realmente é acaba levando as pessoas a tomarem medidas extremas, deixando a razão subverter-se à emoção e à inevitabilidade do destino em vez do pragmatismo e do livre arbítrio. E outra, quem garante também que as ordens estavam vindo mesmo de Jacob e nao da outra entidade? Poderia o “outro” estar se passando por Jacob e este estivesse preso na cabana? Lembram quando uma voz pediu ajuda na cabana?
O Quadrilátero Amoroso e o Incidente:Da mesma forma, quem garante que ao levar a ogiva Jughead para o local da Cisne, Jack não estaria provocando exatamente o incidente que fora por todos antecipado, conforme bem apontou Miles? Se o que aconteceu, aconteceu e o destino tem uma forma de corrigir tudo, não seria Jack um mero condutor? Com isso retorno à segunda temporada, quando os então desconhecidos Outros apresentaram a tal lista de Jacob que continha exatamente os nomes de algumas das pessoas que estariam diretamente envolvidas na consecução do evento: Jack, Sawyer e Kate, que na ilha Hydra iniciariam o quadrilátero amoroso com Juliet. Apesar destas cenas que antecederam o incidente terem sido o ponto fraco do episódio, a presença daqueles quatro ali foi fundamental para que o resultado final fosse atingido. O fim, então, justificou os meios.
Este, certamente não foi o episódio que todos nós esperávamos. Algumas surpresas foram muito boas, indiscutivelmente, mas outros fatos apresentados necessariamente levaram à série para um caminho mais etéreo e menos empírico. Contudo, LOST esteve mais fiel à sua premissa neste final de temporada do que em todos os outros. Todas as temporadas acabaram da mesma forma, nos deixando completamente perdidos. O problema é que o final da 3ª temporada introduziu o inédito conceito dos flash fowards e desde então sempre esperamos algo bombástico do tipo. The Incident foi lotado de repetições poéticas, desde o movimento de câmera que revelou o corpo sem vida de Locke (bem lembrado por Pablo Villaça), passando pelas varias vezes em que a velha Kombi Dharma salvou o dia, até o início do incidente que imediatamente remeteu ao mesmo acontecimento na escotilha Cisne já construída, três décadas mais tarde.
As cenas na sombra da estátua revelaram boa parte do tom que a série adotará a partir de agora até o seu final, com a indicação da tão falada “guerra” que está por vir. Afinal, quem está chegando? Quem são os bonzinhos? O final em branco (literalmente) foi desesperador e, por isso, não deverá agradar a maioria. Na hora que acabou eu simplesmente detestei, mas só na hora. E aí? Eles foram para o futuro? Morreram como Alpert falou? Será que tudo será anulado assim como Faraday previu e os sobreviventes do vôo 815 acordarão em plena aeronave no aeroporto de Los Angeles como se tudo não tivesse passado de um sonho? A 5ª temporada contou uma história completa, enriqueceu ainda mais esta primorosa trama e definitivamente pôs fim à viagem no tempo. Só não sabemos como e vai demorar muito tempo para retornarmos e descobrirmos o que vai acontecer. Este foi o único e grande problema de The Incident. Um clarão que vai demorar pra se apagar.
Cotação Bruno Carvalho: Episódios “5×16: The Incident (Part 1)” e 5×17: The Incident (Part 2)” exibidos em 13/05/2009 na ABC americana.
O episódio final da 5ª temporada de LOST intitulado The Incident foi exibido há alguns minutos na TV americana. Geralmente, à essa hora, a matéria com os comentários, fotos e repercussões já estaria no ar, mas considerando tudo que foi exibido, é preciso assistir mais uma vez e com calma, refletir, analisar e então formar uma opinião e elaborar algo mais completo. Sinceramente não sei o que pensar sobre aquele final (calma, não soltarei spoilers sem avisar), principalmente considerando que a próxima temporada será a última e começará somente em 2010, daqui a mais de 7 meses. Isso, confesso, me deixou atordoado. Mais tarde falarei do final de Dollhouse (que foi muito bom, diga-se) e amanhã na segunda discutiremos aqui tudo que aconteceu (ou não) em The Incident. Gostaria de aproveitar a oportunidade e fazer uma espécie de termômetro aqui entre os que já assistiram: o que acharam do final? Correspondeu às expectativas? Superou?
Semanalmente recebo e-mails com perguntas de leitores e leio em fóruns e orkuts da vida dúvidas sobre diversos aspectos de LOST. Muitas destes questionamentos ou declarações são inverdades propagadas pelos “intrigas da oposição” ou até conceitos que foram deturpados ao longo das temporadas e que são publicados, retuitados e propagados pela Internet indiscriminadamente. Por isso, aproveitando que hoje é o grande dia da exibição dos últimos episódios da 5ª temporada do drama, abri um espaço para um LiGado em Série Responde com o intuito de desmistificar alguns pontos da parte técnica e criativa da série. Não abordarei aqui nada sobre a trama, sendo este um texto livre de spoilers.
Eis aqui algumas frases e/ou perguntas que recebo, escuto ou leio por aí e a versão oficial sobre elas:
“J.J. Abrams ainda escreve LOST? Como ele arruma tempo no meio de tantos projetos?” O showrunner J.J. Abrams criou LOST junto a Damon Lindelof, Jeffrey Lieber e Lloyd Brown, roteirizou e dirigiu o episódio piloto da série. Depois de “encomendado” pelo canal ABC, Abrams continuou apenas como produtor executivo envolvido em diversos aspectos do show, mas não é roteirista. LOST é escrito por uma grande equipe com cerca de 30 roteiristas, encabeçada por Carlton Cuse e Damon Lindelof (apelidados em conjunto de “Darlton”), que também são produtores. Por isso, J.J. pode se dedicar a outros projetos como Fringe e o recente blockbusterStar Trek, sem perder de vista de sua mais ilustre criação.
“É pura mentira que LOST está escrita do início ao fim, já que, por exemplo, a personagem Benjamin Linus inicialmente entraria para uma ponta e acabou ficando por temporadas.” Verdade. Mas em nenhum momento os produtores ou roteiristas afirmaram que LOST estaria escrita do início ao fim como muitos fãs xiitas defendem, até porque esta é uma obra aberta (ao contrário de uma mini-série), que sofre alterações ao longo das temporadas, seja por questões criativas ou por fatores externos ao controle da produção. Um exemplo disso foi a greve dos roteiristas e problemas de renovação contratual com alguns atores.
“Carlton Cuse e Damon Lindelof não sabem de nada e enrolarão o espectador até o fim”. Essa é uma falácia, pois mesmo que a série não esteja totalmente roteirizada, há sim um plano diretriz que as temporadas seguem e se interligam. Várias provas disso já foram apresentadas em diversos episódios. “Dalrton” revelou que eles têm um norte sobre quais são os mistérios que vão propor e revelar a cada temporada, bem como quais serão os temas centrais abordados em cada uma delas. Como ter certeza disso? Assistindo e tendo fé em Jacob!
“LOST vai ser infinitamente renovada por várias temporadas, pois é um caça-níquel”. No final da segunda temporada, os produtores perceberam a insatisfação do público sobre o aparente estado de estagnação da trama (afinal, não sabiam a quota de mistérios que podiam revelar), já que o destino do show depende da vontade do canal em continuar encomendando temporadas ou não. Por isso, eles propuseram um acordo para pôr um fim nestas preocupações, de forma a agradar tanto os executivos da Disney/ABC, quanto o público. Assim, nasceu um contrato em que a série seria confirmada até a 6ª temporada e depois derradeiramente cancelada, sem chances de voltar, permitindo maior controle criativo dos escritores.
“É preciso acompanhar jogos de realidade alternativa e assistir vídeos secretos na Internet e em celulares pra entender LOST”. Esta é mais uma informação deturpada. De acordo com a produção, a história oficial do drama dos sobreviventes é aquela exibida na televisão e ponto. Contudo, como forma de instigar (ou confundir ainda mais) os fãs, foram lançados em outras mídias vários tipos de conteúdos que remetem à mitologia da série, mas que não são fundamentais ou indispensáveis para compreendê-la. Assim, joga o jogo e assiste os webisódios e vídeos secretos quem quer imegir e interagir mais com o show.
“LOST vai acabar com um filme no cinema”. Desde o estouro da série este é um assunto que vem e vai a todo tempo na mídia, mas recentemente Damon Lindelof concedeu uma entrevista ao The Hollywood Reporter afirmando veementemente que não há nenhum interesse criativo em encerrar a história num longa-metragem para o cinema ou TV: “Para nós, a série sempre foi sobre aquele grupo de pessoas, e quando chegarmos ao final da 6ª temporada, todos os personagens terão suas histórias concluídas. Seria um grande erro deixar mistérios em aberto obrigando o público a ter que gastar mais dinheiro para ver como a história acabaria.” É claro que há a possibilidade dos detentores dos direitos comerciais da série (Disney/ABC) lançarem mais produtos, filmes e DVDs na tentativa de capitalizar sobre este estrondoso sucesso, mas Lindelof garantiu que a trama realmente acabará por volta de Maio de 2010, com todos os pingos nos “is”.
“No final vamos descobrir que tudo não se passou de um sonho de Hurley chapadão ou de um Jack bêbado no sofá junto ao seu pai Christian Shepard”. Falso! LOST não terá um final no estilo tudo foi um sonho, uma viagem ou se passou em uma realidade alternativa, garantiu “Dalton”. Quanto a isso, não se preocupem!
Eu sei que muitos de vocês estão carecas como Locke de saber alguns dos fatos acima, mas não custa nada colocar tudo a limpo para os que deixaram de assistir esta incrível história por conta de rumores ou por falta de informação possam tirar suas próprias conclusões. Se você gosta da série e parou de assistir por algum destes motivos, fica a dica do blog para que retome-a e garanto que a grande maioria não vai se arrepender. Compre os DVDs, alugue ou peça emprestado. Aos que continuam firme e forte, preparem o traje de gala porque a final de hoje à noite promete! Estão animados?
As referências para embasar este artigo foram encontradas em importantes e idôneas publicações como o TV Guide, Lost in Lost, Dude! We Are Lost e LostPedia.
Está chegando a hora! Na próxima quarta o mundo inteiro poderá testemunhar as duas horas que encerrarão a 5ª e penúltima temporada de LOST! Nas palavras do ator Michael Emmerson durante uma entrevista, ele disse ao repórter que depois de assistirmos aos episódios, “os fãs terão vontade de comer suas próprias almas”! Será que é bom ele levantar a bola da série tão alto assim? Qual será a grande surpresa deste season finale? Veja o trailer oficial de The Incident, Parts 1 & 2 aqui:
E aí, qual é a sua teoria? O que você acha que Carlton Cuse e Damon Lindelof prepararam para nos deixar sem rumo?
Apesar de bem claro e direto, o título deste episódio - Follow the Leader (Siga o Líder) – é bastante curioso, pois em nenhum momento ficou claro qual é o líder que deve ser seguido. Separados por três décadas, Jack e Locke seguem caminhos motivados por algo etéreo ou intocável, podendo comprometer e decidir o destino de várias respostas. O sempre inconformado doutor decidiu acreditar piamente no legado deixado por Daniel Faraday e na (pra ele) lógica explicação de que explodir uma bomba de hidrogênio é a solução para tudo. Não estaria sendo Jack um tremendo egoísta? Esgotado, vazio e desesperado por fazer de sua vida algo maior, não poderia estar ele conduzindo um genocídio em massa equivalente ao de Benjamin Linus? Afinal, o sempre jovem Richard Alpert disse que testemunhou a morte de todos eles…
Em contrapartida, trinta anos no futuro está John Locke totalmente cego pela noção de que ele já se tornou uma figura necessária à ilha, sem convencer muito Linus e Alpert, que certamente sabem mais do que falam. E se Jacob for uma grande farsa utilizada pelos hostis? Poderia Locke ter se tornado um cético e estar brincando de “messias” para provar que tudo aquilo sobre o homem por trás da cortina é uma grande balela? Eu acredito nesta hipótese, por isso ele chamou tantas testemunhas para seguí-lo e estava muito irônico. Na Dharma, quem diria, Sawyer resolveu jogar a toalha de vez para viver com Juliet, mas parece que “a ilha” tem outros planos pra ele, já que a tentação Kate sempre aparecem em hora inoportuna, justo quando ele estava prestes a se tornar um homem livre. Para contrastar com tanto mistério, foi divertidíssima a rápida participação de Hurley confirmando para Dr. Chang que eles realmente vieram do futuro, justamente por não saber quem era o presidente dos EUA naquela época.
Follow the Leader marcou mais um daqueles necessários e ótimos fillers pré-final de temporada, sem enrolar o público, porque o episódio se encaixou perfeitamente com muitos fatos isolados apresentados ao longo deste 5º ano, como a aparição de Alpert logo depois que Locke tomou um tiro (quantas vezes será que isso já aconteceu ao longo de 5 temporadas?), a presença da bomba Jughead e os diversos “milestones” mostrados ao longo da linha temporal da série. Porém, faltaram ainda detalhes do 3º grupo que está na segunda ilha, liderado pelos misteriosos Brame Ilana. De qualquer forma, com o que já nos foi mostrado, é possível inferir que foi este grupo de mercenários que perseguia a canoa com os lostsies em The Little Prince. Confesso que este foi um dos capítulos que mais me deixou tenso até agora, principalmente por causa das cenas nos túneis subterrâneos – território praticamente inexplorado por nós. É imprevisível o que virá no final de temporada de LOST e já estou contando os minutos até a próxima quarta!
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “5×15: Follow the Leader” exibido em 06/05/2009 na ABC americana.
é comentarista de TV, tradutor, advogado e fã incondicional de séries desde que foi fisgado por Friends em 1994. Hoje assistir aos melhores dramas e comédias da TV tornou-se um compromisso sério e diário. Fique liGado nas notícias, resenhas e novidades mais quentes do mundo das séries e participe com seus comentários! Não perca um só post!