United States Of Tara | LiGado em Série, com Bruno Carvalho
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Arquivo da Categoria United States of Tara

10/05/2010 - 00:01

Episódios e Cotações

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Alerta de Spoiler - Brasil
FlashForward (1×17: The Garden of Forking Paths; 1×18: Goodbye Yellow Brick Road): Antes tarde do que nunca, FlashForward apresentou uma melhora brutal nestes dois episódios em epígrafe, comparados com o desenvolvimento da trama nas últimas semanas. Em The Garden of Forking Paths realmente tivemos avanços, com os acontecimentos do trágico dia 15 de Março, data anunciada como a da morte de Demitri. E pela primeira vez explicando de forma mais clara como os flashforwards funcionam (são projeções do futuro que podem variar), o capítulo encerrou o arco de Dyson Frost e trouxe um tom imediatista à série, com a luta de Mark contra o tempo e a descoberta da tal “data final” de 12 de Dezembro de 2016. Já Goodbye Yellow Brick Road, apesar de menos intenso, também conseguiu ser satisfatório com flashbacks que realmente acrescentaram algo, revelando o papel de agente tripla de Janis – algo que eu (e aposto que a maioria) não esperava. O drama precisa continuar assim, mais focado e gastando menos tempo com subtramas desnecessárias como vinha acontecendo.

V (1×08: We Can’t Win; 1×09: Hertic’s Fork): Considerando estes dois últimos episódios em especial (fora o restante), não consigo mais enxergar futuro em V. Com 9 episódios exibidos o drama continua tão estacionado quanto as 29 naves de Anna ao redor do mundo. A série simplesmente se recusa a avançar, apresentando traminhas menores e em nenhum momento fica possível vislumbrar uma verdadeira resistência global da tal “Quinta Coluna” contra os visitantes. Tudo é muito pontual e local, como se apenas a turminha de Elizabeth Mitchell (que, não canso dizer, está desperdiçada nesta série) estivesse “por dentro” da agenda dos extraterrestres. Com relação aos efeitos, eles conseguem piorar a cada capítulo e somente aquela demonstração da “energia azul” foi de causar vergonha alheia, num espetáculo negativo a parte. Eu ficaria muito surpreso se a série ganhar uma nova temporada.
Half Star

Happy Town (1×01: In This Home on Ice; 1×02: I Came to Haplin for the Waters): Uma série de suspense que não assusta ou intriga é o mesmo que uma comédia que não faz rir ou um drama que não comove. Esta é Happy Town, a nova intenção da ABC americana no segmento (eu ia dizer “aposta”, mas seria exagerar). A historia é a mais pedestre possível, a de uma cidadezinha do interior americano que vive às sombras de terríveis crimes do passado, conduzidos por um tal de Magic Man, o assassino que fazia pessoas desaparecerem. A execução, então, é tão rasteira quanto sua premissa e chega entupida de clichês. Isso sem contar nas atuações, em especial a constrangedora performance de M.C. Galney (o Tom “Zeke” de LOST). Eu não perderei (mais) tempo com Happy Town, pois acredito que é impossível escapar do cancelamento. O 2º capítulo (que eu não consegui terminar de tão ruim), fez a imprensa americana apelidar a série de “Crappy Town”. Não dá.

House (6×17: Knight Fall; 6×18: Open and Shut; 6×19: The Choice): Aquele episódio de House com os cavaleiros conseguiu ser um dos piores e mais bobos de toda a série, reforçando que esta 6ª temporada está realmente inconsistente. Onde estão as reviravoltas, os casos geniais, as sacadas brilhantes do roteiro que foi sempre afiado? House já foi melhor. Open and Shut, além de trazer Sarah Wayne Callies (Prison Break) totalmente desconfortável interpretando uma mulher com um “casamento aberto”, foi um capítulo vazio e sem rumo. E principalmente por estarmos bem avançados na temporada, não consegui compreender ainda qual vai ser o arco final. Nem mesmo a participação de Cynthia Watros (LOST) conseguiu dar uma renovada no marasmo que a série entrou. Não estou mais conseguindo levar House (o drama e a personagem) à sério, ainda mais depois do pálido The Choice, que apenas em seus instantes finais deu a entender que vai começar a trabalhar o arco final. Definitivamente está faltando algo aí e espero que a série consiga virar o jogo até o final da temporada – que, inclusive, será a menor de todas até hoje (com apenas 21 episódios).
Half Star

Episódios Recém Assistidos e Cotações:

30 Rock (4×19: Argus): Half Star
30 Rock (4×20: The Moms):  Half Star
The Office (6×22: Body Language): Half Star
The Office (6×23: The Cover-Up):
How I Met Your Mother (5×21: Twin Beds): Half Star
The Big Bang Theory (3×20: The Spaghetti Catalyst):

Entre as citadas sitcoms, The Office e The Big Bang Theory seguem praticamente imbatíveis, enquanto 30 Rock e How I Met Your Mother continuam com sinais de desgaste. Ora, a comédia de Tina Fey era constantemente genial nas primeiras temporadas, mas agora os esforços para fazer graça (em sua maioria) soam auto-indulgentes, com boas tiradas (como aquela da mãe de Liz ter trabalhado como secretária na Sterling Cooper, agência de Mad Men) aparecendo com pouca frequência Já Mother está perdendo o seu brilho. Barney cada vez menos “legendary” e nenhum sinal ou referência sobre a esposa de Ted em plena reta final da temporada.

E outra: as melhores sitcoms da atualidade, quem diria, são Parks and Recreation e Community: duas séries que começaram tímidas, mas que estão dando um verdadeiro banho nas veteranas. Esta última, inclusive, atingiu o status de obra-prima com o último capítulo exibido (1×23: Modern Warfare), como bem lembrou o crítico e colega Pablo Villaça no Twitter. Já estou preparando o Season Pass delas e acho que é hora de dar mais espaço a elas aqui no blog a partir da próxima temporada.

Nurse Jackie (2×06: Bleeding):
Nurse Jackie (2×07: Silly String): Half Star
United States of Tara (2×06: Torando!):
United States of Tara (2×07: Dep. of Fucked Up Family Services):

Outra produção que apresentou uma constante melhora foi United States of Tara, que agora segue praticamente empatada com sua companheira de Showtime, Nurse Jackie. Estas, claro, são comédias (em sentido mais amplo) que certamente marcarão presença na próxima leva de premiações de Hollywood, ambas com destaque para as excelentes atuações de suas protagonistas Edie Falco e Toni Collette.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, FlashForward, Glee, Happy Town, House, How I Met Your Mother, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara, V Tags: , ,
25/04/2010 - 11:01

Episódios e Cotações

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Alerta de Spoiler - Brasil
FlashForward (1×15: Queen Sacrifice; 1×16: Let No Man Put Asunder): É inexplicável o tempo que FlashForward gasta com subtramas completamente desinteressantes como a da japonesa que vai ser mecânica no episódio Queen Sacrifice e essa eterna indefinição se ou como Mark vai matar Demitri. Os roteiristas utilizam várias táticas de enrolação e quando parece que a série avança, revelando a tal espiã dentro do FBI, vem outro episódio como o fraco Let no Man Put Asunder e regride tudo. É difícil se envolver com FlashForward.
Half Star

V (1×06: Pound of Flesh; 1×07: John May): V é uma série que consegue piorar substancialmente a cada episódio e eu constantemente me surpreendo com a qualidade cada vez mais rasteira dos efeitos especiais. Caso a condução da trama fosse competente a ponto de fazer o espectador se importar com Erica e seu pequeno timinho contra os “visitantes”, era até mesmo possível relevar este aspecto, mas não. Às vezes percebo que falta identidade em V. A série ora é trash, mas não assume, ora quer apresentar uma discussão político/social mais rebuscada, mas não consegue. Sinceramente, torço para que seja cancelada logo.

House (6×16: Lockdown): Eu gosto muito dos episódios de House que saem do esquema “caso da semana” e exploram um pouco mais da vida dos médicos do Princeton-Plainsboro. Dirigido pelo próprio Hugh Laurie, o capítulo foi interessante e permitiu, através do confinamento forçado no hospital, o desenvolvimento de algumas histórias pessoais que estavam estagnadas. É fato que Lockdown teve um sensível problema de ritmo (notavelmente nas maçantes cenas com Foreman e Taub), mas que no geral conseguiu destoar positivamente do baixo nível desta morna 6ª temporada.
Half Star

Editorial: Encerrei por ora A Semana em Série no blog. Vários leitores reclamavam do pouco destaque conferido a algumas séries e agora as resenhas dos episódios serão postadas de forma isolada e ao longo da semana, como fiz com Treme, LOST, Fringe, Glee, 24 e The Good Wife. Acredito que desta forma a cobertura ficará menos engessada, permitindo também que outras produções tenham eventualmente mais espaço, seja nestas considerações ou abaixo nas cotações, que indicarão com estrelas o andamento dos episódios de várias séries que assisti recentemente. Ao final da atual temporada falarei, é claro, de forma detalhada sobre estes e outros dramas e comédias nos posts do Season Pass.

Episódios Recém Assistidos e Cotações:

30 Rock (4×15: Don Geiss, America and Hope):
30 Rock (4×16: Floyd):
30 Rock (4×17: Lee Marvin vs. Derek Jeter):
30 Rock (4×18:Khonani):

Este definitivamente não é o ano mais forte de 30 Rock. Tina Fey e equipe andam dando umas deslizadas, criando algumas piadas que simplesmente não funcionam e a trama – já com a temporada bem avançada – não se define direito. É claro que os momentos geniais como a abordagem do caso Conan O’Brien x Jay Leno na NBC utilizando faxineiros ainda ocorrem, mas estão menos recorrentes.

The Office (6×18: St. Patrick’s Day): Half Star
The Office (6×19: New Leads):
The Office (6×20: Happy Hour):
The Office (6×21: Secretary’s Day): Half Star

Ao contrário de outras séries de comédia que começam a perder o fôlego à medida que avançam, The Office só consegue se amadurecer e ficar cada vez melhor. Depois de conferir um bom destaque ao casal Jim e Pam com o casamento e o bebê, a temporada segue num bom ritmo, agora focando no casal Andy e Erin e nas personagens menores. A temporada continua excelente!

How I Met Your Mother (5×17: Of Course):
How I Met Your Mother (5×18: Say Cheese): Half Star
How I Met Your Mother (5×19: Zoo or False): Half Star
How I Met Your Mother (5×20: Home Wreckers): Half Star

É uma pena que How I Met Your Mother esteja tão inconstante. Episódios bobíssimos como este Zoo or False não fazem jus ao que a comédia já construiu até hoje. Isso sem contar que, salvo por esse último Home Wreckers, a série mais uma fez finge esquecer sua trama principal, o que no final das contas acaba sendo um pouco frustrante.

The Big Bang  Theory (3×17: The Precious Fragmentation):
The Big Bang Theory (3×18: The Pants Alternative):
The Big Bang Theory (3×19: The Wheaton Recurrence): Half Star

A comédia dos nerds continua em seu melhor momento e finalmente deram um jeito de separar o insosso casal Leonard e Penny. Sheldon segue imbatível e as referências culturais, como naquele divertido episódio do Senhor dos Aneis, estão cada vez melhores.

Nurse Jackie (2×01: Comfort Food):
Nurse Jackie (2×02: Twitter):
Nurse Jackie (2×03: Candyland):
Nurse Jackie (2×04: Apple Bong):
Nurse Jackie (2×05: Caregiver):  Half Star

A 2ª temporada de Nurse Jackie já chegou mostrando a que veio, revirando a vida de Jackie Peyton de cabeça pra baixo com seus problemas familiares que somente se intensificam e a constante ameaça de seus segredos – o vício em medicamentos e o amante – virem à tona. Mas, claro, ela continua sendo a santa salvadora que age de forma às vezes controversa, mas louvável, em seu dia a dia no All Saints Hospital.

United States of Tara (2×01: Yes): Half Star
United States of Tara (2×02:  Trouble Junction):
United States of Tara (2×03: The Truth Hurts):
United States of Tara (2×04: You Becoming You):
United States of Tara (2×05: Doin’ Time):

No 2º ano de United States of Tara eu ainda acho que Diablo Cody não sabe muito bem o que fazer com a protagonista, introduzindo novos alters sem resolver bem a questão dos antigos. As melhoras substanciais vieram nos episódios mais recentes e com esta “nova” forma de Tara interagir com as outras personalidades, que começaram a aparecer de forma simultânea e consciente com a principal.

Treme (1×02: Meet De Boys on the Battlefront): Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, FlashForward, House, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Office, Treme, United States of Tara, V Tags: , ,
26/03/2010 - 00:01

Renovações e Cancelamentos de Séries: As Chances

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Esta semana a publicação Entertainment Weekly atualizou a lista com as probabilidades de cancelamento e renovação das produções atuais. As séries americanas, em sua maioria, são produzidas por companhias e estúdios sob encomenda dos canais de televisão que as custeiam. Assim, vários fatores, mormente econômicos, influenciam nas decisões sobre a continuação ou não de determinada atração. Todo ano, por volta do mês de Maio, os canais abertos de lá realizam o chamado Upfront, que é o anúncio oficial do lineup das próximas temporadas para a imprensa e anunciantes, com destaque especial o Fall Season, período no outono americano onde se concentram as maiores estreias. Confira o sumário das chances de cada uma, além da lista das que já sabemos que estão renovadas ou canceladas para a próxima temporada:

Séries Oficialmente Renovadas: Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Amazing Race, The Big Bang Theory, The Good Wife, How I Met Your Mother, NCIS: Los Angeles, Survivor, Two and a Half Men, American Dad, Bones, The Cleveland Show, Family Guy, Glee, Fringe, The Simpsons, 30 Rock, Community, Friday Night Lights, Law & Order, The Office, Parks and Recreation, 90210, America’s Next Top Model, Gossip Girl, Smallville, Supernatural, The Vampire Diaries, The Apprentice, Undercover Boss. [atualizado 30/03] Castle.

Séries Com Boas ou Grandes Chances de Renovação: Com boas chances temos CSI: NY, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Lie to Me, Celebrity Apprentice e, com grandes chances, temos Brothers & Sisters, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy, Private Practice, Criminal Minds, CSI, CSI: Miami, The Mentalist, NCIS, American Idol, House, Law & Order: SVU.

Séries com 50% de Chances de Renovação: Accidentally on Purpose, Medium, The New Adventures of Old Christine, Rules of Engagement, Human Target, Chuck, Heroes, Mercy, Life UneXpected, One Tree Hill.

Séries em Risco de Cancelamento ou Praticamente Canceladas: Better Off Ted, FlashForward, The Forgotten, Cold Case, Numb3rs, Brothers, Trauma, Melrose Place e V. Na TV paga: Damages.

Séries Oficialmente Canceladas: Hank, Ugly Betty, LOST, Three Rivers, Dollhouse, Past Life, ‘Til Death, Scrubs, The Deep End, Raising the Bar, 24 Horas. Na TV paga: Saving Grace, Nip/Tuck, Monk.

Vale lembrar que as séries de TV a cabo Californication, Dexter, Nurse Jackie, United States of Tara, Weeds, Big Love, Bored to Death, Entourage, Hung, In Treatment, The Ricky Gervais Show, True Blood, Mad Men, Breaking Bad, Sons of Anarchy, Burn Notice, Royal Pains, The Closer, Men of a Certain Age, Spartacus: Blood and Sand, Party Down, Greek, Secret Life of the American Teenager, Secret Diary of a Call Girl, White Collar e HawtoRNe já estão com novas temporadas garantidas e/ou prontas para estrear nos próximos meses nos EUA! O status de outras produções não mencionadas acima não foram publicados pois não existem informações contundentes e/ou oficiais a respeito.

Nota explicativa: em termos técnicos, uma série é considerada “cancelada” quando sua produção é suspensa definitivamente, independente do motivo, seja por encerramento planejado pelos showrunners ou por imposição do canal. Algumas séries canceladas podem ser “salvas” por um canal rival, mas isso é raro de ocorrer.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, Accidentally on Purpose, American Dad, American Idol, Better Off Ted, Big Love, Bones, Bored to Death, Breaking Bad, Brothers, Brothers & Sisters, Burn Notice, CSI, CSI:Miami, CSI:NY, Californication, Canais, Cancelamentos, Castle, Chuck, Cold Case, Community, Cougar Town, Damages, Desperate Housewives, Dexter, Dollhouse, Entourage, Fall Season, Family Guy, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, Hank, HawtoRNe, Heroes, House, How I Met Your Mother, Human Target, Hung, In Treatment, LOST, Law & Order: SVU, LiGado em Série Responde, Lie to Me, Life UneXpected, Mad Men, Medium, Melrose Place, Men of a Certain Age, Mercy, Mid Season, Modern Family, NCIS, NCIS: Los Angeles, Notícias, Numb3rs, Nurse Jackie, Old Christine, Parks and Recreation, Party Down, Past Life, Private Practice, Raising the Bar, Reality TV, Royal Pains, Rules of Engagement, Scrubs, Secret Diary of a Call Girl, Smallville, Sons of Anarchy, Spartacus: Blood and Sand, Supernatural, Survivor, The Amazing Race, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Cleveland Show, The Closer, The Deep End, The Forgotten, The Good Wife, The Mentalist, The Middle, The Office, The Simpsons, The Vampire Diaries, Three Rivers, Trauma, True Blood, Two and a Half Men, Ugly Betty, Undercover Boss, United States of Tara, V, Weeds, White Collar Tags: , , , , , ,
08/04/2009 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Trust Me “1×10: Thanks, I Needed That / 1×11: Norming”: É uma pena que o canal TNT está correndo com a exibição da série para acabar logo com a temporada, que encerrou-se ontem à noite nos EUA. Trust Me certamente não merecia todo este descaso da emissora e do público. O caso da propaganda da cerveja em Thanks, I Needed That trouxe à tona o passado de Tony com a diretora da RGM Denise e o porque dela sempre sabotar o time de Mason. A rivalidade, os conflitos e as emoções deste estressante emprego foram, contudo, evidenciadas no episódio subsequente, Norming, que encerrou-se com o melhor clffhanger da temporada e o anúncio da possível separação da dupla Conner e Mason. De qualquer forma, Trust Me é muito mais que um drama sobre uma agência de publicidade, assim como ocorre com Mad Men. Apesar de terem focos diametralmente opostos, essas produções se destacam pelo texto caprichado, ágil e sempre contemporâneo. Infelizmente o cancelamento é quase inevitável. Não sei porque, mas Trust Me sempre me lembra de Studio 60, outra série excelente que foi duramente injustiçada por conta de baixa audiência. Não há como querer colocar uma série estreante pra competir com American Idol num canal a cabo e esperar que tudo dê certo. Se for mesmo cancelada, os culpados serão os programadores da TNT que conseguiram por uma das melhores novidades do Mid Season no pior timeslot possível.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 31/03/2009 na TNT americana.

United States of Tara “1×11: Snow / 1×12: Miracle”: O que aconteceu de relevante no 11º episódio de Tara, além do fato dela ter sido internada em uma clínica para um tratamento? Nada! Buck apareceu na instituição, causou um burburinho e só! O grande breakthrough de toda a série até agora somente veio quando a perturbada moça resolveu procurar pelo suposto responsável por seu transtorno mental. No final das contas, a resposta não foi encontrada, já que descobrimos que Tara já sofria de múltipla personalidade antes mesmo do tal estupro, e a temporada encerrou-se como a maioria dos episódios: de forma lacônica, inconclusiva e com uma montagem ou musiquinha no final para dar um clima “indie” à la Juno. Toda história foi apresentada, desenvolvida e encerrada de forma incompleta. Há quem adore as lacunas em United States of Tara ou o fato da série ser, no mínimo, agradável. Infelizmente nada disso segurará esta produção por muito tempo, a menos que Steven Spielberg continue bancando a inexperiência de Diablo Cody por mais temporadas além da próxima, que já está garantida.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 29/03/2009 e 05/04/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×21: Into Asylum”: Não, não dá pra elogiar muito Heroes, porque sempre tem um capítulo à frente para deletar tudo de bom que foi feito pelo anterior. Desperdiçando muito tempo de tela, o episódio da semana mais uma vez foi praticamente sobre o nada, começando por aquele asilo idiota de Nathan Petrelli e Claire no México. Os dois voaram pra lá, arrumaram uns trocados, discutiram a relação pai-filha e retornaram do mesmo jeito! O mesmo pode ser dito daquelas cenas entre Peter e Angela na igreja, que foram de dar sono de tão repetitivas e desnecessárias. Se não fosse pela inusitada parceria entre Sylar e Denko, Into Asylum mereceria a nota mínima da semana, mas o caso desenvolvido nesta trama paralela não só foi interessante, como se tornou um dos melhores da temporada (o que, repito, não é algo muito difícil de atingir). Muito me espanta ler no início o nome de Bryan Fuller como “Consultant Producer“, já que sua atuação na série claramente está limitada às patacoadas de Tim Kring. A 3ª temporada novamente voltou a desestabilizar-se, como era previsível esperar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 30/03/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×19: Murtaugh”: Eu pensei que How I Met Your Mother subitamente havia recuperado a sua genialidade com a tal lista “Murtaugh“, baseada no personagem de Danny Glover da clássica série Máquina Mortífera, que sempre dizia estar velho demais pra fazer aquelas coisas. Assim, nasceu a aposta entre Ted e Barney, que rapidamente foi substituída pelo excesso de absurdos quando o “desafio” foi elevado, fazendo com que Ted tivesse que viver igual um velho. Tivemos também aquela historinha igualmente sem graça de Lilly e Marshall na escola, que foi o ponto mais baixo da temporada! Cadê a How I Met Your Mother que conhecemos? Quem está escrevendo a série agora, uma criança de 8 anos? The Big Bang Theory “2×19: The Dead Hooker Juxtaposition”: Chuck Lorre e Bill Prady vieram com mais uma sacada genial com a nova vizinha de cima do apartamento dos geeks, evidenciando que Penny é tão emocionalmente dependente daquele grupo como o contrário. A grande piada, contudo, foi a de Wollowitz e sua dificuldade em sair de casa, mesmo sendo praticamente expulso por sua mãe (que nunca aparece!). TBBT dominou a noite de segunda-feira com seu texto sempre afiado, adulto e contemporâneo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory Half Star
Episódios exibidos em 30/03/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Heroes, The Big Bang Theory, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , ,
01/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I (Sem Mentiras!)

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×10: Sacrament (Season Finale)”: Que incrível final, não? Big Love definitivamente sacramentou (perdão pelo trocadilho) o alto nível dessa série, alinhando perfeitamente o roteiro, a edição, a trilha imediatista e as impecáveis atuações de todo o elenco. No topo da lista está a morte de Roman pelas mãos vingativas de Joey, mas o destaque foi mesmo a sordidez de Albie e Nikki, com um dos diálogos mais perturbadores da série enquanto discutiam formas de explodir os próprios pais. Pra minha surpresa, o que parecia ser apenas uma idealização, acabou sendo levado à cabo pelo filho do profeta, ainda que sem sucesso. O sequestro chegou ao fim, os Green escaparam novamente e a volúvel Nikki retornou à casa com sua primeira filha, hoje com 14 anos (o pai era quem, Zelko Ivanek, o especialista em ser coadjuvante). Foi positiva, também, a plot com Margene e seu negócio que rendeu bons frutos, depois de ser subestimada pelo marido. Quero muito ver o desenrolar disso na próxima temporada que, claro, já está garantida pela HBO. A cena final com a comunhão de Bill Henricksson foi marcante, evidenciando o quão perdido o sujeito está. Já é certo dizer que esta é a melhor temporada de Big Love, que avança significativamente a cada episódio, surpreendendo e indo sempre além da sua premissa. Prestem mais atenção a esta série e quem nunca viu ou parou de ver, reafirmo, comecem ou retomem. #ficadica
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/02/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×10: Betrayal”: Eu concordo com todos os comentários que afirmaram que esta série não me “pegou”. Inevitavelmente o gosto influencia na análise de determinadas produções, pois a opinião é parcial e nunca foi meu propósito comentar séries com isenção. Foi gerada muita expectativa com United States of Tara e isso fatalmente foi um erro ao meu ver. Em quase uma temporada, Diablo Cody provou que não sabe segurar o espectador, já que seu texto muitas vezes é vazio e sem propósito, que nem de longe lembra o seu trabalho anterior (Juno), este sim digno de prêmios. O único trunfo desta produção é mesmo a interpretação quádrupla de Toni Collete, que cada vez mais foi se adaptando aos papéis, atingindo ótimos momentos (muitos deles que não dependem do texto). Infelizmente (ou felizmente, não sei), somente agora depois de 10 episódios é que a série deu uma boa guinada com a tal “traição” da mãe com o pretendente do filho, enquanto esta estava agindo como a adolescente de 17 anos T. O final fechou muito bem o mediano episódio com aquele incêndio provocado pelo garoto na cabana da “guria”.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/03/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×20: Cold Snap”: Faltando poucos episódios para o fim, Heroes entrou em uma bem-vinda curva ascendente, mesmo com um episódio que não podemos considerar “fantástico”. Acho que nunca mais poderemos falar isso da série sem se preocupar se o que está por vir será uma nova bomba. Afinal, apesar de Bryan Fuller ter voltado, as mãos de Tim Kring continuam no teclado. Mas Cold Snap foi bom, trouxe a inesperada revelação de que Micah é o Rebel, o que é totalmente coerente com os poderes que o garoto tem (coerência em Heroes? Raridade). As cenas de ação também voltaram a empolgar. Aquele auto-congelamento/suicídio (?) de Tracy no estacionamento ficou bem “Matrix”, mas foi legal. Eu só não valido o que Hiro se tornou na série: um grande bocó. Ficou claro também que “retiraram” (de forma porca) o poder dele de viajar como bem quer, assim como fizeram com Peter Petrelli, que agora tem habilidades limitadas (uma de cada vez). Vítima de seu próprio roteiro, Tim Kring está rebolando pra dar conta de terminar esse volume num nível aceitável, e até que está conseguindo. Só espero que ele não deixe a peteca cair nos próximos, pra justificar a renovação para a 4ª temporada.
Cotação Bruno Carvalho: (por muito pouco seriam quatro)
Episódio exibido em 23/03/2009 na NBC americana.

24 “7×15: Day 7: 10:00pm – 11:00pm”: É muito aliviante este momento em 24 em que as autoridades (in) competentes começam a tomar ciência da grave situação que se formou ao longo do dia, finalmente crendo em Bauer. Repleta de tiroteios e ação, esta hora focou no estabelecimento do problema que tomará conta da madrugada: a ameaça doméstica e biológica conduzida pelo Sr. Hodges (Jon Voight como um vilão que realmente põe medo por sua frieza), que possui uma agenda pessoal para aumentar a sub-contratação de mão-de-obra militar – a especialidade de sua empresa. Enfraquecida, porém, está a situação na Casa Branca com o desinteressante draminha entre a filha da presidente e o chefe de gabinete, que foi obrigado a se demitir. Funcionando como uma boa ponte entre o dia e a noite, a hora chegou ao fim com mais um de seus tensos cliffhangers, já que o nosso herói foi exposto aos agentes nocivos da arma. Ainda faltam 9 horas para o fim deste dia… Força, Jack!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×19: The Grandfather”: Nate nunca foi um personagem digno de merecer um episódio de destaque, tanto pela limitação do ator quanto por sua inexpressiva passagem dramática ao longo destas quase duas temporadas. Mais eis que do nada, como uma Fênix, o romance dele com Blair emergiu das cinzas em mais um final “OMFG” já característico na série. Gossip Girl é mestre em rearranjar as mesmas peças de seu tabuleiro, conforme já mencionei em diversas resenhas, mas por essa acho que ninguém esperava. Isso já afetou diretamente Chuck e indiretamente atingirá todos os Upper East Siders, o que certamente trará muito material para a misteriosa blogueira. O que o drama precisa deixar de lado, contudo, são os casos dos adultos que de longe são os mais desinteressantes, perdendo, inclusive, para as traminhas bobas de Vanessa (alguém gosta dela?). O episódio foi um filler, claro, mas dos bons. Esta temporada terá 24 episódios, ou seja, ainda tem muita coisa pra acontecer.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na CW americana.

Amanhã tem LOST e sexta tem mais episódios comentados em sequência! Obrigado por sua visita e (espero) seu comentário!

Ah, nosso 1º de Abril será no Twitter! Siga para rir durante todo o dia com notícias, digamos, improváveis!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Big Love, Enquete, Gossip Girl, Heroes, United States of Tara Tags: , , , ,
27/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×09: Outer Darkness”: A fé de Bill Henrickson está sendo fortemente testada, na a família, nos negócios, nas relações interpessoais e a casa literalmente caiu para o sujeito que, como já disse aqui, é um mestre em postergar problemas. Mas Outer Darkness foi além da trama e mergulhou de cabeça nas entranhas da Igreja Mórmon, com uma cena que ocorre dentro de um dos rituais fechados da instituição (aquele que Barb infiltrou), o que incomodou muito os fervorosos Santos dos Últimos Dias, que chegaram até a exigir uma retratação do canal HBO. A série já havia forçado a barra cutucando alguma das controversas crenças mormonistas, como o fato deles terem que usar uma espécie de “roupa íntima” especial chamada Garmet. Detalhes à parte, o estranho conluio de Bill com Roman só evidencia o tamanho de seu desespero, revelando que as amarras dele com seu povo dificilmente serão rompidas. Funcionando como um bom filler, este episódio preparou o terreno para a reta final da série que, conforme prometeram, será bombástica.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/02/2009 na HBO americana.

bstatestaraUnited States of Tara “1×09: Possibility”: Quisera eu que United States of Tara ficasse somente em sua premissa e com aquela linda abertura, porque faltando apenas três episódios para o final de temporada a comédia de Diablo Cody ainda não consegue empolgar. Este nono episódio melhorou a ponto de não deixar a série insuportável, mas há um longo caminho pela frente até ela tornar-se merecedora de nadar no mar das grandes produções. Não se enganem com a montagem final com musiquinha e tudo mais, porque todo o capítulo se baseou inteiramente no romance adolescente homossexual de Marshall, quando o cerne de tudo deveria ser as disfunções de Tara e o reflexo dela na vida de sua família. Às vezes parece que criaram incongruentes núcleos dramáticos dentro  e, pelo que vimos até agora, não acho que seja proposital, denotando falta de controle da roteirista. Enfim, Diablo Cody, espero que me prove errado até o 12º episódio…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/03/2009 no Showtime americano.

btrustmeTrust Me “1×08: What’s the Rush / 1×09: Odd Man Out”: Ironicamente estes foram episódios sobre a quebra de confiança nas relações de Mason e Conner, a despeito do título da série. Apesar de eu ainda não entender bem a estrutura organizacional daquela agência (afinal, quem manda em quem?), o drama continuou a explorar bons momentos e conflitos quando descobrimos mais sobre o passado dos dois publicitários e o que eles passaram para chegar onde hoje estão. Sem querer martirizá-los ou mostrá-los sempre como os camaradas cool do lugar, a série foi feliz em ressaltar os defeitos de cada um permitindo que o público julgue-os não por suas ações ou omissões, mas sim pelo que eles fazem para contornar os obstáculos que muitas vezes criaram. Foi assim com Mason e sua filha e Connor e seu ex-parceiro de trabalho. Embora saindo sem empolgar muito, os capítulos marcaram o momento de transição na trama para o final de temporada que chegará em breve. É uma pena que a temporada é tão curta.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódios exibidos em 17/03/2009 na TNT americana.

Dollhouse “1×06: Man on the Street”: Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse , que já era boa, ficou muito boa de uma hora pra outra com aquele inesperado encontro entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão”. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências contundentes sobre a Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que ele, tomei um susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma de suas bonecas. Na verdade, Paul está vivendo uma mentira tão grande, sendo manipulado por eles da forma que bem entendem, que ele é praticamente um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), mas isso não comprometeu muito este revelador episódio.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 20/03/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×15: The Bubble”: Bom episódio de 30 Rock com o tema específico da “bolha”, mostrando (em um nível cômico absurdamente hilário) como a sociedade tende a favorecer os mais bonitos, dando continuação, ainda, à ótima participação de Jon Hamm (Mad Men). Divertido também foi o caso da renovação de contrato de Tracy e mais uma vez Kenneth salvou o dia, já que o astro não consegue viver sem o seu servente: “eu tenho que ir na casa do Sr. Jordan segurar sua mão enquanto ele assiste LOST“. Genial! The Office “5×18: New Boss”: Uau! Que episódio tenso e que cliffhanger foi aquele? A chegada do novo coordenador da região abalou as estruturas da Dunder Mufflin Scranton e sobrou até pro Jim, que não conseguiu dar uma dentro o dia inteiro. Afinal, ele começou com o pé esquerdo chegando fantasiado de smoking só para importunar Dwight. É óbvio que essa demissão de Michael não vai muito pra frente, mas o final me deixou mais tenso do que o de 24. E se o gerente regional que está na empresa há 15 anos é estúpido e faz as coisas do seu jeito, o novo chefe foi igualmente irracional impondo métodos e políticas sem o mínimo de sensibilidade. Enfim, poucas vezes tivemos um capítulo tão dramático assim, e foi muito bom!
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 19/03/2009 na NBC americana.

Considerações sobre algumas estreias que não vão entrar em nossa cobertura de forma alguma:

Better Off Ted “1×01 Pilot”: : Esta nova série  da ABC estrelada por Jay Harrington (Private Practice) e Portia de Rossi (Arrested Development) mostra o quanto o canal só vem piorando no quesito comédia, desde o fiasco  triplo Cavemen/Carpoolers/Miss Guided da temporada 2007/2008. A história é centrada no executivo de uma empresa “especializada” em desenvolver produtos de todo e qualquer gênero, de preferência os mais absurdos e maléficos possíveis, e seus “desafios” no dia a dia com a chefe inescrupulosa e exigente. Com um roteiro absurdamente mal escrito e lotado de “piadas” que não funcionam, Better Off Ted só é bem sucedida em criar um humor besta, datado e extremamente caricato, que deveria envergonhar os envolvidos nesta produção, até mesmo os contra-regras (juro que em determinados momentos me lembrei de Zorra Total). ABC deveria ser judicialmente compelida a parar de produzir comédias. Tenho convicção de que esta atrocidade será logo cancelada. Podem apostar e não percam tempo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/03/2009 na ABC americana.

Kings “1×01/1×02″: Goliath: Depois de finalmente terminar de ver este piloto estendido com muito custo, concluí que este pomposo drama da NBC não só é previsível (um plebeu que deve virar rei, oh) e pretensioso demais para ir longe num canal aberto, como também não serve nem como uma obra de crítica política e social (como foi Battlestar Galactica) de tão escancarada que é em seus objetivos (vide as cenas no tal parlamento de vidro). A produção é até caprichada, tem cara de ser despendiosa, mas por isso mesmo não vejo muito futuro nesta monarquia moderna e lúdica concebida por co-produtores de Heroes e Smallville. Estes foram alguns dos episódios mais enjoativos que assisti há um bom tempo, mesmo depois de ter visto estas duas comédias que comentei aí em cima. Como estamos em época de crise, não recomendo a devoção (com o perdão do trocadilho) a este drama antes de saber se ele realmente estará garantido por, pelo menos, o reinado de uma temporada completa.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/03/2009 na NBC americana.

Aff, que Mid Season fraco!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Better Off Ted, Big Love, Dollhouse, Kings, The Office, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , , , ,
21/03/2009 - 01:20

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×08: Rough Edges”: Se você parou de assistir Big Love por qualquer motivo, ou nunca assistiu, volte ou comece (e pare de ler, porque tem spoiler). Esta 3ª temporada segue de forma irrepreensível e em mais um episódio com chocantes acontecimentos, notadamente com relação à exposição da traição de Nikki com seu ex-chefe. Me admira, contudo, a passividade com que Bill tratou a questão, da mesma forma que ele lidou com a gravidez e aborto da filha. Agora, será que ele está agindo assim porque é o “herói” da série (o que denotaria covardia dos roteiristas) ou porque ele realmente está passando por um momento de contestação de suas crenças? Eu aposto nesta segunda hipótese, pois é notório que Bill tem uma mania de postergar seus problemas até que eles se tornam algo insuportável para toda a sua família. Logo ele deve dar o grito. Sinto, contudo, que as histórias de Barb e Margene andam muito paradas, o que é negativo, já que com toda as atenções voltadas para as polêmicas da venda da carta Mórmon e a aquisição do cassino, vamos ficando cada vez mais afastados do dia a dia da família plural que, pra mim, já é suficientemente interessante.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 08/03/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×08: Abundance”: Só continuo assistindo e comentando United States of Tara por pura inércia e porque a temporada é curta. Diablo Cody prometeu, chegou com Tara e seus alters, não estabeleceu bem a que propósito tudo veio, gerou hype e até agora a série segue em um ritmo que não fede nem cheira. Alice apareceu, Marshall continuou com sua quedinha pelo amigo, teve um previsível encontro com o pai do garoto e pacatamente mais um episódio se encerrou de forma lacônica, como todos. O “nome na porta” de Steven Spielberg como produtor executivo já nem soa tão pomposo, porque recordo-me que ele também esteve por trás de Indiana Jones IV, Transformers, Homens de Preto II e A Lenda do Zorro. Vamos ver se e quando esta “comédia” irá emplacar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/03/2009 no Showtime americano.

24 “7×13: Day 7: 8:00pm – 9:00pm”: O relógio mudo, o sacrifício de Bill, a tomada da Casa Branca por Juma e a dura restituição do poder fizeram com que esta fosse uma das horas mais emocionalmente desgastantes de toda a série, ainda que eu não seja tão fã do patriotismo republicano que muitas vezes impera no drama. Bastou ver os rostos esgotados e cansados de Jack, Taylor, Pierce e equipe para despertar nossa empatia com toda aquela aura de derrota que foi cuidadosamente criada num dos locais mais protegidos do mundo. Abro parêntesis aqui para elogiar a correta direção de arte, que recriou muito bem a edificação com base em fotografias e vídeos da verdadeira, fazendo com que a experiência fosse ainda mais enriquecedora. Efeitos, cenografia e atuação de qualidade (seja de qualquer época ou contexto) é aquela que você não questiona e às vezes até faz você esquecer que está vendo um mero programa de TV. Este episódio me fez esquecer isso diversas vezes e este é um mérito que poucas produções hoje conseguem. 24 traz momentos absurdos que são tratados de forma real por um roteiro sempre sensato. Já são 9 da noite, Bauer está sozinho novamente e caçado pela polícia e o drama segue imprevisivelmente delirante!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×17: I Will Follow You Into the Dark”: Intenso, emocionante e promissor. É assim que foi a volta de Grey’s Anatomy para esta reta final, explorando muito bem todo o potencial dramático que esta produção sempre teve, mas que às vezes ficou ofuscado (alô, 4ª temporada). Quase no centro das atenções ficou Izzie e sua árdua aceitação de que a paciente X – que é ela – não tem muito tempo de vida, levando-a apreciar as pequenas coisas que corriqueiramente todos nós ignoramos. Mas este foi o episódio de Sheppard, que estourou no trabalho depois de tantos anos acumulando as inevitáveis perdas que sua especialidade médica traz. O estresse, o esgotamento e o erro foram os catalisadores de sua versão dark e imprevisível que nos foi apresentada naquele final. Eu acredito que, no fim das contas, ele não jogará a toalha como fez com o anel de noivado de Grey, mas a cena em si já valeu. Foi uma interessante e inesperada mudança na personagem. Shonda Rhimes está caprichando este ano…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/03/2009 na ABC americana.

Battlestar Galactica “4×19: Daybreak, Part I”: Eu adoro Battlestar Galactica, todos sabem, considero uma das melhores séries recentemente produzidas (que os Deuses do SyFy a tenham), mas este episódio foi aquém do que o mais otimista dos fãs poderia esperar (estou certo, Cavalca?). Começou muito bem, com os curiosos flashbacks em Caprica City, mas depois de ver Laura Roslin de pijama numa fonte de praça ou Baltar pra cima e pra baixo com a Número 6, notei que eles estavam ali pra preencher tempo, como uma tradicional novela brasileira faz, deixando tudo para o derradeiro capítulo. Até mesmo na nave a narrativa foi arrastada, cheia de pausas e simbolismos para no fim chegarmos ao maior anti-clímax de toda a temporada. Eu tenho certeza de que a segunda parte será estrondosa (ainda não vi, está passando neste momento em que escrevo esta resenha), mas por enquanto este primeiro Daybreak só serviu como um longo e cansativo prólogo do fim, sem acrescentar muito à tudo que já foi muito bem dito e feito. Fraking sorry, fans!
Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 13/03/2009 no SyFy.

Dollhouse “1×05: True Believer”: Eu estou realmente surpreso com o bom desenvolvimento de Dollhouse, a cada semana trazendo um caso curioso e diferente, porém sem desamarrar os nós que vão desconstruindo a personalidade robótica de Echo. Talvez eu esteja achando isso porque Joss Whedon pediu para não criarmos expectativas com seu drama, mas até agora nada foi decepcionante ou sem coesão com o que foi proposto no piloto. Pelo contrário, em True Believer, vimos a Casa de Bonecos ajudando uma agência federal anti-armas como uma “contratada independente”, levando Echo diretamente para dentro de uma comunidade religiosa fechadíssima, que me lembrou inclusive a “compound” de Big Love, repleto de ação, tensão e com ótimas atuações de todo o elenco. Recentemente o criador veio a público dizendo que nem chegamos na melhor parte ainda. Que bom!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/03/2009 na FOX americana.

b30office 30 Rock “3×14: The Funcooker”: Eu geralmente não gosto de Tracy Jordan e Jenna, mas neste episódio eles foram excepcionalmente hilários, com as propagandas que o astro do TGS comprou na TV e a determinação da atriz em permanecer acordada para lidar com os trabalhos na TV e cinema. Sinto falta de mais aparições do Dr. Leo Spaceman, que são sempre brilhantes. Em contrapartida, as histórias paralelas de Liz e Donaghy foram desanimadoras (especialmente a de Liz no tribunal). Não foi dos melhores, nem dos piores. The Office “5×17: Golden Ticket”: Embora tenha sido possível antever o twist do final do episódio, a história da promoção Willy Wonka que Michael “bolou” foi uma das melhores desta temporada! Quando ele percebeu o estrago, – já que apenas um cliente recebeu todos os tíquetes dourados que davam milhares de dólares em descontos – impensadamente colocou toda a culpa em Dwight para depois assumir o crédito ao descobrir que o resultado havia sido positivo. Genial, também, foi a obstinação de Dwight em manter a história como uma justa punição ao seu superior, com a ajuda de Jim. The Office rotineiramente eleva o próprio nível, graças também às excelentes atuações de Steve Carell e Rainn Wilson.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office Half Star
Episódios exibidos em 12/03/2009 na NBC americana.

É isso! Demorou, mas chegou. Não falei de Kings (nova série da NBC) porque simplesmente não consegui chegar ao final do piloto até agora. Tirem suas conclusões daí. Bom final de semana para todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Dollhouse, Greys Anatomy, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , , ,
14/03/2009 - 17:17

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
United States of Tara “1×07: Alterations”: Eu acho que tem alguma coisa muito errada comigo ou com esta série, pois até hoje não consegui entender o hype em torno de United States of Tara. Alterations foi mais um episódio arrastadíssimo, focado em tramas paralelas que não têm muita importância (como a cirurgia da irmã de Tara) e quando chegou na hora de falar do tema do episódio, o novo alter animalístico que surgiu, tudo simplesmente acabou e só ficou uma lacônica insinuação (aliás, todos os episódios terminam assim: “do nada”). Me aparenta falha e preguiçosa também a busca do marido pelo passado de sua mulher. Enfim, Diablo Cody criou uma série com uma premissa ótima, mas até agora não soube desenvolver bem nem um décimo de todo o potencial da comédia.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/03/2009 no Showtime americano.

Trust Me “1×06: Promises, Promises”: Trust Me veio com um episódio fraco, que serviu apenas para mostrar que o casamento de Mason é constantemente prejudicado por sua preocupação com o que ocorre na agência, algo que já foi muito bem estabelecido nos capítulos anteriores sem precisar ser tão escancarado. No início da série eu até achei que veríamos um pouco mais do “resultado final” de tanto trabalho que o pessoal tem e o que acontece quando as idéias são aceitas ou rejeitadas pelos clientes (o que falta em Mad Men, às vezes), mas até agora isso só aconteceu mesmo com pitch daquela campanha da Arc Mobile. Chegando na metade de sua temporada, Trust Me precisa emplacar logo alguma storyline interessante, para sair do lugar-comum. Continuo gostando da série, mas precisam agitar as coisas um pouco mais.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/03/2009 na TNT americana.

Dollhouse “1×04: Gray Hour”: Dollhouse não é nem a melhor, nem a pior série que eu ou vocês já vimos, mas até agora posso dizer que é uma das melhores novas estreias deste morno Mid Season. Joss Whedon não prometeu nada que não cumpriu até agora, contando uma interessante história, que vai rapidamente se desenvolvendo. Neste 4º episódio, aconteceu o impensável para os administradores da Dollhouse, já que a personalidade ativa de Echo foi literalmente desligada no meio de um perigoso assalto à um cofre. Não podemos reclamar também de Eliza Dushku, que está fazendo um ótimo trabalho, tendo que interpretar tantos papéis de forma convincente. Embora este capítulo tenha sido mais “caso da semana” do que os anteriores, ele foi repleto de tensão e reafirmou as características peculiares deste drama, que continua muito interessante. Falta, contudo, que o agente Paul consiga avançar em sua investigação, fazendo com que a série receba um tom mais imediatista. Um bom episódio, inegavelmente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 06/03/2009 na FOX americana.

b30office 30 Rock “3×13: Goodbye, My Friend”: A obsessão de Liz Lemon em adotar uma criança vai indo cada vez mais longe e desta vez ela resolveu empregar uma mulher grávida que pensava em dar o bebê pra adoção no TGS, paparicando-a e evitando que ela se reconcilie com o ex-namorado. O mais legal, contudo, seria se ela realmente levasse esta história aos finalmentes. Mas o melhor mesmo do episódio, que prova o quão criativos são os roteiristas desta comédia, foi história de Jack e Frank com seus “daddy issues“, que teve um desfecho totalmente inusitado. Donaghy queria bancar os estudos do roteirista na faculdade de Direito, sem saber que sua família fazia parte da máfia e tudo que a mãe dele queria era que ele não se tornasse um advogado! Excelente! The Office “5×16: Blood Drive”: Apesar de soar óbvio, raso e estúpido, Michael Scott é uma das personagens mais bem construídas que eu já vi em uma comédia em todas as cenas iniciais de The Office ele dá um verdadeiro show. Pam simplesmente não queria que o escritório recebesse o sistema telefônico que “basicamente faz 95% do meu trabalho” e conseguiu, com Jim, manipulá-lo direitinho para que ele simplesmente ignorasse o vendedor em prol de uma piada. O restante do episódio, com toda aquela comoção contra o dia dos namorados fez jus ao início, terminando na estupenda cena com Creed saindo de fininho com uma bolsa de sangue do vagão de doação. Queria saber, contudo, quando Holly voltará, porque Michael está mesmo precisando de uma namorada!
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock:
The Office:
Episódios exibidos em 05/03/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, Notícias, The Office, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , ,
03/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
United States of Tara “1×06: Transition”: A chegada dos pais de Tara para o aniversário da tia Charmaine deu uma boa mexida nas coisas, o que era justamente o que a série estava precisando. Os primeiros conflitos já começaram quando os avós exigiram que os filhos de Tara se mudassem com eles, já que a condição médica da mãe impedia uma educação apropriada (não deixa de ser verdade). A “grande” festa de aniversário também evidenciou a solidão de Charmaine e seus fracassos amorosos e cirúrgicos, numa constrangedora cena que lembrou ótimos momentos de séries de humor negro, como The Office. A grande revelação, contudo, ficou para o final, quando aparentemente testemunhamos a existência de mais uma personalidade em Tara, que parece ser um estranho animal, estilo Gollum, tendo em vista o que ela fez com o próprio pai. Transition trouxe fôlego para a comédia que estava num ritmo bem caído e fica a esperança de que a série engrene de vez.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/02/2009 no Showtime americano.

24 “7×10: Day 7: 5:00pm – 6:00pm”: Gente, não estamos nem na metade da temporada de 24 e a série está simplesmente magnífica, muitas vezes tornando-se o highlight da semana! Em mais uma hora redonda e completamente tensa, Jack e Rene conseguiram com muito custo capturar Dubaku e acabaram descobrindo a lista dos funcionários públicos corrompidos pelo regime de Juma, que incluía, por óbvio, os nomes dos analistas do FBI Sean Hillinger e Erica, e esta acabou sendo vítima deste último, numa frustrada tentativa de fuga. Nada disso, porém, teria sido possível sem a ajuda de Chloe O’Brien, minha personagem favorita no show depois de Jack. Eu apenas tenho uma crítica com relação a este episódio, que foi a súbita aparição de Tony Almeida no final, trazendo à tona mais um problema que ele descobriu sozinho. Agora que as ameaças mais sérias deste “primeiro ato” foram contidas, isso soou bastante forçado. Poderiam ter trazido o problema mais orgânica, reconheço. Vamos ver o que a décima primeira hora e a décima segunda nos trará, pois já são 6 da tarde e anoitece em D.C. (sim, ontem passaram dois episódios seguidos na TV americana).
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/02/2009 na FOX americana.

Heroes “3×17: Cold Wars”: Acho que ninguém mais questiona que Heroes virou uma bagunça. Em uma das reviews que passei o olho (acredito que do TV Guide), vi o autor chamando Mohinder, Parkman e Peter de “Os Três Patetas“. As trapalhadas destes sujeitos e as constantes idas e vindas do episódio somente denotam que o roteiro está completamente perdido e que o episódio termina muitas vezes retrocedendo a história da série. As cenas de “flashback” na cabeça do Sr. Bennet foram absolutamente desnecessárias e gastaram um enorme tempo em tela, e essa batida trama de que ele é “do bem” poderia muito bem ter sido explicada numa questão de segundos com uma rápida montagem. O final, no antigo apartamento de Isaac Mendez mostrando mais uma bomba (agora em Washington, oooh), apenas conseguiu tornar tudo ainda mais patético. Eu torço, com todas minhas forças, que Heroes não receba uma 4ª temporada com os mesmos showrunners. A próxima bomba deveria cair é na atual sala dos roteiristas desta série.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/02/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×03: Stage Fright”: Eu achei a primeira parte deste novo capítulo de Dollhouse bem previsível e óbvia, com a diva que se sentia “presa” e emocionalmente esgotada como se vivesse de fato na “Casa das Bonecas”. Ao invés de apenas sugerir isso, o roteiro resolveu escancarar esta situação, tornando-a artificial e desinteressante, o que certamente comprometeu as reviravoltas da segunda metade. Designada como uma backing vocal que protegeria a cantora de R&B de sérias ameaças de morte, Echo acabou descobrindo que a suposta vítima era tão ou mais problemática que seu perseguidor, já que literalmente coordenou com este o seu ataque. Não menos impressionante foi a capacidade de Echo de improvisar e abandonar sua missão de forma a atingir o objetivo esperado: proteger a vida da cliente. Ainda por fora de tudo, o agente Paul seguiu numa desastrosa busca por respostas, graças à dica dada por sua fonte que é mais um ativo que trabalha para a poderosa organização. Com apenas três episódios no ar, Dollhouse mostrou a evolução de seu roteiro, especialmente na somatização que mencionei anteriormente das experiências à personalidade de Echo, que também cresce e aos poucos vai se libertando do programa que a mantém silente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 27/02/2009 na FOX americana.

12 Semifinalistas (Grupo 2) e Resultados: Esta inovadora forma de selecionar candidatos para o Top 12 do programa (escolhendo os 3 melhores ao invés de eliminar os 3 piores) pode causar sensíveis impactos na atração à médio prazo. Antes um candidato que não teve uma semana boa tinha a chance de voltar no programa seguinte e surpreender o público e os juízes. Mas com o número limitado de vagas tivemos que presenciar a saída da ótima Jasmine Murray (que cantou Love Song), Jesse Langseth (com uma boa versão de Bette Davis Eyes) e minha favorita Megan Joy Cokrey (cantando Put Your Records On). Eu concordo com a seleção de Adam Lambert, Kris Allen e da jovem Alison Irahetta, mas faltaram vagas pra mais talentos esta semana. Sofríveis, contudo, foram as performances de Matt Giraud, que literalmente perdeu a voz ao tentar cantar Viva La Vida do Coldplay e do igualmente esquecível Kai Kalama (o Sayid de Idol). Boa parte das apresentações mostraram o desleixo dos juízes, que deixaram passar de fase coisas como Nick/Norman, que poderia muito bem ter sido o Sanjaya desta temporada, se não fosse tão irritante. Agora é só esperar que a repescagem traga de volta alguns dos bons candidatos que foram injustiçados pelo novo formato. Ah, e o momento constrangedor da noite foi Kara DioGuardi falando mal de Kris, para depois ser esmagada pela opinião dos outros. Por isso que a partir daí ela passou a fazer comentários mais genéricos quando era a primeira a opinar. Concordo com Paula Abdul: quatro juízes tiram o equilíbrio da atração. Kara é desnecessária.
Episódios exibidos nos dias 25/02/2009 e 26/02/2009 na FOX americana e em 28/02 e 29/02 no Sony.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, American Idol, Dollhouse, Heroes, United States of Tara Tags: , , , ,
27/02/2009 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
United States of Tara “1×05: Revolution”: No quesito evolução, United States of Tara merece uma nota muito baixa. A promissora trama que vimos no episódio piloto vem se arrastando há semanas e pouca coisa pode ser dita ou salva de cada capítulo. Neste pretensiosamente intitulado Revolution, nada mudou. Os desinteressantes filhos deram uma festa em casa e T apareceu mais uma vez causando problemas familiares. Quanta novidade. Até agora, o que mais me surpreendeu foram os nomes envolvidos nesta série, especialmente o de Steven Spielberg como produtor executivo. United States of Tara, por enquanto, é fraca como comédia e insossa como drama. Darei mais uma chance para que engrene, e só.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/02/2009 no Showtime americano.

Trust Me “1×04: Au Courant”: Mason é um sujeito solitário e, ao ser pressionado por seu cliente que possui uma descolada grife de roupas, acaba indo fazer pesquisa de tendências com sua filha nerd – a única exemplar do público-alvo que ele conhece de antemão. Este episódio extrapolou as paredes da agência, atingindo em cheio a realidade da família do publicitário, que se revelou vazia e deprimente como uma página de Facebook sem amigos. E foi na desastrada tentativa de estar “por dentro das últimas”, Mason pega o pitch de Conner (que teria salvado a campanha) e promete algo inalcançável: uma série de webisódios dirigidos por Spike Jonze, de Quero Ser John Malkovich. Claro que toda a história dos dois voando atrás do sujeito foi divertida e interessante, mas Au Courant conseguiu ser mais denso que isso, seja ao mostrar a reação dos amigos face um novo fracasso (que antes seria atribuído a um superior) ou ao retratar o crescimento que toda esta experiência acabou trazendo para dentro de suas vidas. Trust Me continua em um excelente ritmo, revelando-se a melhor surpresa deste Fall Season.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/02/2009 na TNT americana.

Damages “2×07: New York Sucks”: Quem está boquiaberto (de novo) com Damages levante a mão. New York Sucks contou a história da dedicação do Tio Pete, que sacrificou-se pelos obscuros segredos de Patty Hewes, deixando sua moribunda mulher e um incontável número de perguntas para o FBI. Os fragmentos da série vão se juntando, apesar de ainda vermos cenas esparsas que só farão sentido mais tarde, como a das missões do capanga de Krullik e as várias pistas que às vezes são encontradas e às vezes ignoradas, fazendo com que a série esteja constantemente “pisando em ovos”, sem nos permitir saber o que esperar no próximo frame. Também não conhecemos o nível de envolvimento de Patty e seus objetivos em toda essa história, ainda mais agora com essa parceria pública com Frobisher. Alguém duvida que vão apagar o cara logo? Eu não. Ah, e por falar em perigo, Ellen segue cada vez mais negligente, como se ela estivesse num constante estado de “inocência”, destoando muito da que vemos 4 meses à frente. Mas, quem sabe, ela aprendeu com sua “mentora” e está dissimulando muito bem. Damages está “bizarramente intrigante” a cada episódio.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/02/2009 no FX americano.

Battlestar Galactica / Trust Me

Grey’s Anatomy “5×16: An Honest Mistake”: O final do crossover entre Grey’s Anatomy e Private Practice veio com o esgotamento físico e mental de Derek Sheppard, que foi a estrela absoluta nestes episódios. Aliás, o capítulo da série de Addison (“2×16: The Ex-Life”) foi praticamente uma continuação do anterior de Grey’s, mostrando as complicações que o irmão da obstetra sofreu no pós-cirúrgico. Mas este An Honest Mistake fechou com chave de ouro o arco, com várias definições nas vidas dos cirurgiões do Seattle Grace. Descobrimos que Izzie está mesmo doente e ela utilizará os internos para saber o que tem, enquanto Bailey e o Chief desentenderam-se seriamente por conta das expectativas criadas de cada lado. Mas a apoteose do episódio ocorreu no meio do hospital com aquela intensa briga entre Derek e Mark, “resolvendo” o que estava pendente entre os dois por muito tempo. A tensão nas cenas cirúrgicas também foi elevada a um outro nível, com as discussões e divergências sobre o tratamento de pacientes, tanto no caso da mulher grávida, quanto nos erros da veterana Dra. Campbell (Faye Dunway). Shonda Rhimes trouxe um episódio com necessários conflitos que inevitavelmente trarão o crescimento das personagens e de toda a história. A série encontra-se em um de seus melhores momentos desde a aclamada 2ª temporada, mas é certo que precisamos de Addison de volta.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/02/2009 na ABC americana.

Battlestar Galactica “4×16: Deadlock”: Esta reta final de Battlestar Galactica está impecável, não? Esta saga vem trazendo uma boa quantidade de respostas, provando que o cancelamento planejado de séries só traz benefícios para os espectadores. A chegada de Ellen complicou ainda mais as coisas, com a possibilidade de segregação dos Cylons humanóides da frota, o que seria muito prejudicial para Adama no atual e precário estado de conservação da astronave Galactica. A volta de Gaius também trouxe à tona o problema que milhares de pessoas sofrem com o racionamento de comida, cada vez mais escassa. Sem poder “saltar” com os drives FTLs que ainda estão sob reparo, a busca por abrigo e suprimentos fica cada vez mais complicada e urgente. Certo é que com as duas raças à beira da extinção, como vimos naquela interessantíssima e simbólica cena final com as fotos de Cylons mortos, o clima de indefinição que paira no ar dá o tom emergencial destes 4 últimos capítulos que faltam. Vai ser uma viagem e tanto!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/02/2009 no Sci-Fi americano.

Por esta semana é só! Aguardo os seus comentários sobre as séries e episódios que assistiu!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Damages, Greys Anatomy, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , , , ,
17/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
United States of Tara “1×04: Inspiration”: Ironicamente, ainda falta inspiração para United States of Tara neste episódio chamado “Inspiration”. A série continua lenta, sem foco e com tramas desmotivantes, como a dos problemas sexuais entre Tara e seu marido e a da filha Kate e o potencial romance com seu chefe do restaurante. A “dramédia” ainda peca por repetir temáticas, quando já foi claramente explicitado pra nós que os “alters” da pintora têm a constante vocação para atrapalhar sua vida, o que não precisa sempre ficar para o “cliffhanger” do episódio, se é que podemos chamar aquelas cenas avulsas de cada final (alô, Juno) disso. Muita coisa boa precisa estar preparada para essa série ganhar a encomenda de uma nova temporada antes mesmo da metade da primeira. Torço pra que isso aconteça, porque este ritmo está deveras cansativo e raramente interessante cada vez mais.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/02/2009 no Showtime americano.

Trust Me “1×03: But Wait, There’s More”: Com apenas três episódios exibidos, Trust Me já me cativou. Roteiro bom e ágil e com uma química cada vez melhor não só com os dois protagonistas, como já mencionei, mas também com os coadjuvantes, incluindo a ótima atriz Sarah Clarke (a Nina Meyers de 24, quase irreconhecível). É bom também que a série não fica acomodada e logo cedo já mostrou um bom conflito com os concorrentes de Mason e Conner tentando roubar a recém-chegada Sarah da agência. Muito boa também a participação de Monica Potter, que demonstra bem o desconforto de sua personagem, bem agora que ela foi indicada como a “estrela” da agência, cuja chefe só quer saber de que seus empregados faturem grandes prêmios. Trust Me é uma série simpática e agradabilíssima de assistir, mas precisa tomar um cuidado melhor com a edição, pra não alongar demais determinadas cenas. Apesar disso, esse é mais um acerto do canal TNT americano, que vem colecionando bons títulos televisivos.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/02/2009 na HBO americana.

Damages “2×06: A Pretty Girl in a Leotard”: O episódio anterior de Damages nos trouxe muitas revelações, mas em contrapartida este chegou carregado de questionamentos e retomando muitas histórias da temporada passada que não estão mais frescas em nossa memória, como o caso da cunhada de Ellen que foi seguida por aquele policial corrupto. Finalmente vimos aqui também o aguardado retorno de Frobisher em um bizarríssimo conluio com Patty contra a UNR, já que ele é um dos grandes acionistas da empresa. Reconheço, contudo, que os flashfowards desta temporada ainda não atingiram o nível dramático da primeira, que teve a morte do noivo, Patty chorando na praia etc. Por mais que vimos o detetive mau invadindo o apartamento de Ellen, sabemos que ela não deverá morrer ali e daquela forma, fazendo com que a cena tenha apenas um choque inicial que não perdura ao refletirmos. Mas como todo bom caso jurídico, Damages vai se construindo aos poucos, com uma evidência coletada aqui e um depoimento ali, até que tudo chegue a um veredicto. As peças estão no tabuleiro, mas ainda não formam uma imagem clara. Ainda assim, eu duvido que a temporada vá decepcionar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/02/2009 no FX americano.

Grey\'s Anatomy / Private Practice Crossover

Grey’s Anatomy “5×15: Before and After”: Este excelente crossover entre Grey’s Anatomy e Private Practice serviu pra mostrar que o lugar de Addison sempre foi no Seattle Grace e não em um clinicazinha de Los Angeles. O pedido de casamento à Meredith precisou ser prorrogado prorrogado enquanto Sheppard se tornou a estrela do dia salvando o irmão de sua ex que possuía diversos parasitas no cérebro (mas já vimos que ele não permanecerá o herói por muito tempo). O jogo também virou para o romance entre Hunt e Christina com a chegada da mulher que vimos no episódio anterior. Acontece que ela era a noiva do médico e ele terminou com ela com um e-mail de suas linhas antes de partir pra guerra e retornou sem avisar! Mas de todas as histórias, a que mais empolgou foi o jogo que Izzie criou, enquanto sua condição médica cada vez foi ficando ainda mais evidente para Alex.  Certamente esse vai ser o grande “caso” da temporada,  culminando na já antecipada saída da atriz Katherine Heigl. Já Sadie, quem diria, entrou e deverá sair sem fazer nada, inclusive “medicamente” falando, pois ela colou pra chegar onde está. Foi um episódio equilibrado, com muita química entre os elencos de Greys e Private, o que me faz pensar por que Shonda Rhimes divide seu tempo e sua criatividade entre duas séries, enquanto poderia fazer muito dedicando tudo em uma só. Grey’s Anatomy, é claro.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/02/2009 na ABC americana.

The Office “5×14: Lecture Circuit (Part 2)”: A segunda parte de Lecture Circuit veio com um grande anti clímax, já que no final de tudo Michael não conseguiu reencontrar Holly, depois de se passar por um completo idiota (nenhuma novidade aí) na filial dela. Eu só quero ver quando o resultado destas palestras chegar à matriz… No escritório, para uma grande surpresa minha, Dwight e Jim deixaram suas diferenças de lado (ou quase isso) para planejar o aniversário de Kelly Kapoor. Mas nada disso conseguiu superar uma das melhores cenas de toda a história da série, quando vimos junto com o pessoal da Dunder Mufflin pela webcam a bizarra relação que Angela mantem com seus gatos, chegando ao cúmulo de agir como um, lambendo e cuspindo bolas de pelo. Só achei uma pena que esse episódio acabou meio do nada, sem trazer uma conclusão satisfatória para este pequeno arco. Resta saber se o que Pam falou para Michael era verdade ou não…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×10: Valentine’s Day”: Em apenas um episódio, 30 Rock conseguiu arrumar uma potencial briga com a Igreja Católica, com associações de deficientes visuais e com uma cadeia de restaurantes multinacional por um product placement não solicitado. O roteiro de Jack Burditt e Tina Fey para este dia dos namorados foi afiado e impecável, e uma das cenas que mais me fez rir na série foi o encontro de Lemon com o Dr. Barret, que envolveu seios à mostra, comida queimada, uma filha problemática, Liz fazendo “nº 2″ no banheiro e a morte da mãe do médico, que mais tarde descobrimos ser a avó dele, já que a “irmã” na verdade é a mãe. Puro nonsense! A participação de Jon Hamm foi uma das melhores até hoje e tomara que este arco ainda dure muito. O mesmo pode ser dito sobre Salma Hayek e seu caliente romance com Donaghy, que também rendem ótimos momentos (Jack rezando com o celular na mão tentando segurar a reserva no restaurante, por exemplo). Por fim, chegamos à paixão de Kenneth pela moça cega, que o deixou mudo como o Raj de The Big Bang Theory, e fez com que Tracy passasse todo o episódio cortejando-a por ele e simulando encontros. Foi cruel, mas, confesso, hilário. Este certamente foi o melhor episódio da temporada até agora!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/02/2009 na NBC americana.

Por hoje é só! Agora é hora de você comentar sobre os episódios da semana! Seja os que estão aqui ou os que você conferiu! Survivor: Tocantins, alguém? Eu achei bleh demais…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Greys Anatomy, The Office, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , , ,
09/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×03: Prom Queen”: Por ser filha de Roman Grant, nunca imaginaria que Nikki passou por tantas dificuldades em sua juventude, antes de casar-se com Bill. Aliás, que ser asqueroso este velho que permitiu que sua filha entrasse para uma espécie de “book” de esposas, prontas para serem escolhidas pelos seus “donos”. E que timing em que a mãe de Margene foi morrer, não? Apesar da forma curiosa como ela processou o fato, isso foi relegado à segundo plano, já que a pilha de problemas de Bill não para de crescer: a irmã de Barb está no comitê anti jogatina do município, sua futura 4ª esposa está saindo por aí com o ex e, sem saber, sua mãe provavelmente o deixou orfão de seu pai, numa das sequencias mais bizarras de toda a série. Ah, e eu já ia me esquecendo que a filha mais velha (e solteira) está grávida – algo que deve ser um pecado mais que mortal pra essa gente. Mas o que mais me impressiona é a submissão destas mulheres aos dogmas desta facção “religiosa” e a mais decadente de todas é a jovem e controversa Rhonda, que acabou voltando para os braços do poderoso Profeta. “And the plot thickens…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×03: Work”: Bom, então parece que esta série vai seguir um ritmo devagar, quase parando, pois foi isso que vimos no terceiro episódio de United States of Tara. Até o momento, Diablo Cody apenas conseguiu nos vender o drama de uma família desunida que aparentemente gosta de ser bizarra, colocando todas as suas fichas na protagonista com múltiplas personalidades, como se isso bastasse. As demais personagens não cativam, impedindo uma boa identificação do público: desde a filha emo que vive provocando o irmão gay até o pai de família que adora ser a vítima da conturbada relação que ele mantém. Fora isso, o único atrativo deste episódio foi a pequenina “reviravolta” no final, quando a vida sexual do casal voltaria à ativa caso Buck não tivesse aparecido. Ok, eles têm problemas quando Tara vira um de seus “alters”, sabemos disso. O texto, até o momento, me parece preguiçoso, já que eles têm um material e uma premissa tão boa. Diablo Cody tem um currículo pequeno e muita expectativa ao seu redor, graças à explosão de Juno e a parceria com Spielberg. Tomara que ela saiba lidar bem com isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 no Showtime americano.

The Office “5×13: Stress Relief”: Eles conseguiram se superar de novo! Também pudera, com um episódio pós-Super Bowl, era certo que coisa boa viria. Dwight resolveu criar uma simulação de segurança contra incêndio na filial (passando dos limites, é claro) e criou uma contenda generalizada, um infarto em Stanley e uma das cenas mais hilárias de todos os tempos da série. Apesar disso, ele não aceitou a culpa na reunião com a matriz e chegou ao cúmulo de dizer que o responsável pelo ataque do colega “foi o próprio coração dele”. Dright Schrute é impagável. Ainda assim, o episódio estendido trouxe uma pancada de momentos embaraçosos, já que Michael resolveu organizar uma espécie de reunião para aliviar o estresse que ele descobriu que causa em seus funcionários. The Office, além de apresentar um dos melhores textos na TV, possui um elenco unido e em perfeita sincronia, desde o seu protagonista até os coadjuvantes lá da contabilidade. Eu só não gostei da participação inútil de Cloris Leachman, Jessica Alba e Jack Black, que funcionou apenas como uma “piada interna” com as aborrecidas cenas daquele filme. Seria melhor se eles tivessem participado ativamente do episódio.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 na NBC americana.

coment936

Heroes “3×14: A Clear and Present Danger”: Embora ainda sem fazer nenhum sentido, essa “revolta” de Nathan Petrelli contra a sua própria “raça” foi a melhor coisa que aconteceu nesta temporada de Heroes, com o início do Volume IV. Não que isso seja um grande feito, porque a série estava sem luz e em um constante declínio. Mas trazendo de fato um perigo real e imediato, este pode ser considerado o primeiro episódio realmente bom do 3º ano. Ainda assim, algumas coisas não convencem, como essa súbita vontade de Peter Petrelli em ter seus poderes pra “salvar” vidas. Ora, como paramédico, tenho certeza que ele já salvou mais vidas do que em sua carreira como herói, porque ele raramente agia diretamente para salvar pessoas. Ao invés disso, todos os ditos “heróis” passavam o tempo todo resolvendo os problemas que eles ou seus antecessores criaram, causando ainda mais alarte e destruição. Seria muito bom ver as habilidades de cada um sendo usadas para o bem imediato, como Parkman resolvendo crimes com sua leitura mental ou a Daphne impedindo assaltos, por exemplo. De fato, o que salvou o episódio foi aquele final bem Con-Air, que vai mesmo dar início à fuga dos “especiais”. Vamos só ver até onde eles vão chegar com isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.

Chuck “2×12: Chuck Versus the Third Dimension”: Chuck deixa a nossa cobertura semanal e vai para o Season Pass, depois de um episódio fraquíssimo e que destoou completamente do bom ritmo adotado pelo início desta temporada. Em segunda ou em terceira dimensão, a superficialidade da trama cansou e não dá pra ficar semana por semana discutindo as “coisinhas engraçadinhas” que aconteccem na Buy More ou as missões sem perigo que os agentes se metem. Ao invés disso, a série se rendeu ao merchan barato, com esse ridículo lance do 3D e uma embaraçosa participação de Dominic Monagham (LOST). Eu gosto das personagens, mas não do que a série virou, por isso falaremos mais de Chuck em uma versão global de nossos comentários quando a temporada se encerrar. Apenas cinco minutos de LOST, 24 ou até mesmo de 30 Rock rendem mais assunto que uma hora inteira de como essa que vimos. Sorry, guys.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×14: The Possimpible”: Muito bom o vídeo currículo de Barney, mas achei boba essa traminha de Robin ser deportada, quando sabemos que isso é algo que não vai acontecer. Melhor se explorassem mais o amor de Barney por ela. Quanto a Ted e os outros, foi divertidinho aquele lance do “let go“, criando mais uma crônica atemporal sobre nossas atividades “curriculares”. The Big Bang Theory “2×14: The Financial Permeability”: Interessante conhecer um novo lado de Sheldon que é completamente “non-freak”: o seu desgarramento com dinheiro. Isso, por outro lado, denotou o quão Penny e ele são extremos opostos em tudo, já que ela simplesmente é neurótica com grana. A história paralela com Leonard cobrando a dívida do ex de Penny só serviu pra mostrar que o foco desta série deve sempre ficar em Sheldon.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother:
The Big Bang Theory
:
Episódios exibidos em 02/02/2009 na CBS americana.

American Idol Hollywood Week: Chegamos em uma das melhores fases do programa, a Hollywood Week, que foi completamente destroçada pela edição deste ano em prol da expectativa de draminhas baratos. Ao invés de vermos mais apresentações boas e ruins no pomposo Kodak Theory, o programa resolveu mostrar mais os resultados e as ceninhas de bastidores do que realmente aconteceu no palco. Isso ficou ainda mais evidente no segundo episódio da semana com as apresentações em grupo que quase não foram mostradas. No lugar, passamos quase metade do capítulo testemunhando uma interminável briguinha de “drama queens“. Eu até entendo que eles querem “segurar” um pouco mais o que será mostrado, pois este ano ao invés do Top 24, teremos Top 36! Pois é, e eu achava que a superxposição de Idol não poderia mais aumentar… Enfim, a melhor semana de toda a atração, conhecida como “Hell Week” ficou só na promessa. American Idol quer ser, nesta primeira parte, mais uma novela do que um reality show sobre música. Que pena.
Episódios exibidos nos dias 03/02/2009 e 04/02/2009 na FOX americana.

Amanhã teremos mais comentários, incluindo Damages, Lie to Me, Fringe, Grey’s Anatomy, Trust Me, mais um The Office, 30 Rock e Battlestar Galactica!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Big Love, Chuck, Dexter, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , ,
04/02/2009 - 03:26

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
United States of Tara “1×02: Aftermath”: Spielberg que me perdoe, mas não consegui entrar no hype de United States of Tara neste segundo episódio. O texto irregular de Diablo Cody não segurou a peteca do ótimo piloto, parte por culpa de subtramas bobas que não foram bem exploradas, como a dos problemas de Marshall com o professor na escola e a da revolta da filha. Eu também não gostei do extenso tempo em tela que a alter-ego Alice ganhou, e considero-a a mais desinteressante das personalidades (com base neste episódio, pelo menos). Tudo bem que ela é uma típica dona de casa dos anos 50, mas tudo aquilo de lavar a boca da filha com sabão foi um pouco over. A própria Tara foi relegada à segundo plano logo de cara, sem que pudessemos descobrir um pouco mais sobre a “original” pra depois gradativamente ir passando para as “versões”. Muitos vão discordar, eu sei, mas achei o episódio em si muito desequilibrado pra ser o segundo de uma promissora série. Pelo menos ficou estabelecido que a família aceita a mãe dessa forma, mas nem sempre isso é divertido. Vamos ver o que vem pela frente…
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 25/01/2009 no Showtime americano.

Fringe “1×12: The No-Brainer”: Chegamos à metade da temporada de Fringe, e após vários episódios que estabeleceram muito bem a série como um drama de mistérios sobre a ciência marginal, pouco pode ser dito sobre a evolução da trama principal em si, o que é cada vez mais desgastante para o espectador. Sim, o caso do software que faz o cérebro das pessoas derreterem é muito interessante e sabemos que Olivia é extremamente capaz e inteligente a ponto de rapidamente descobrir a ligação entre um homicídio e outro. Mas Fringe nos prometeu mais desde o seu piloto e não vem cumprindo. O tal “padrão” existe e sempre quando alguém começa a chegar perto da verdade, algo muito conveniente acontece, como foi desta vez com o suicídio do programador. Eu ja disse aqui que a série sempre arranha a superfície, coloca o doce na frente da criança e depois toma. De tecnicamente impecável, Fringe cada vez mais se torna dramaticamente esquecível, pois se o próximo episódio não for exibido, duvido que muita gente vai se importar. Eu queria muito que essa série estourasse logo, parasse de enrolar e mostrasse de vez a que veio.
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 27/01/2009 na FOX americana.

Fringe, BSG, Idol

Battlestar Galactica “4×13: The Oath”: Fraking Gods! Provavelmente The Oath já entrou pra lista dos mais memoráveis episódios de Battlestar Galactica, com a revolução civil que colocou toda a frota em um purgatório estatal. Não há mais o regime militar e muito menos uma democracia em jogo. No lugar, o destino dos últimos 39.643 seres-humanos estão nas mãos de dois loucos que buscam uma vingança pessoal contra a admnistração Roslin/Adama. Estes últimos, sem um objetivo fixo a seguir (como encontrar a Terra ou sobreviver), precisam da aliança com os Cylons rebeldes pra frota sobreviver a mais uma perigrinação pelo universo. Mas as coisas vão se encaixando, Kara e Baltar cumprem importantes papéis e de uma forma ou de outra, resta a esperança de que as profecias vão se concretizar. Este foi um episódio com roteiro e direção impecáveis, graças a Mark Verheiden e John Dahl, respectivamente, que são mais do que escolados em Galactica. A transcrição do motim passo a passo nos intervalos de tempo foi absolutamente estupenda e o final simplesmente trouxe um dos melhores cliffhangers de toda a série, com Adama e Tight, humano e Cylon, presos em uma sala que pode ter  explodido. Como aguentar até a próxima sexta? Que os Deuses estejam com eles!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 30/01/2009 no Sci-Fi americano.

Auditions em American Idol: A 8ª temporada está divertida? Está. Mas não vou perder tempo aqui pormenorizando os detalhes dos testes de San Francisco, Louisville, Jacksonville, Salt Lake City e o compacto Nova York e Porto Rico. Sempre temos alguns cantores muito bons, outros bons que não passam, os muito ruins e alguns que são ruins, mas passam (geralmente depois de implorarem). Aí a edição fica o programa inteiro fazendo mistério de um participante que tem “uma comovente história” (como se 99,99% das pessoas no mundo não tivessem histórias tristes pra contar) com um suspense se a pessoa cantou bem ou não. Ora, é claro que cantou, pois do contrário não teria porque eles serem tão cruéis. Em determinado momento de uma das cidades, Kara dioGuardi, que está menos irritante que no início, perguntou por que o candidato gostava do programa. O rapaz tímido e que cantou muito mal soltou um inusitado: “O Simon mantém o programa interessante”. E é exatamente isso o porque de eu continuar assistindo. Randy é um mosca morta, Paula tem certo carisma, mas sua opinião não importa e no fim está todo mundo antenado pra ver o que o inglês vai falar. Estou achando ele até muito bonzinho ultimamente, provavelmente deixando cantores medianos passarem de fase pra dar material pra Semana Hollywood, que é quando a competição realmente esquenta. Vamos ver se esse ano inova ou se será o “mais do mesmo de sempre”. Ah, e um puxão de orelha no Sony, que mudou a programação sem avisar, colocando um episódio a mais no meio da reprise programada de Ghost Whisperer. Muito feio…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódios exibidos entre 20/01/2009 e 30/01/2009 na FOX americana.

Fique liGado, pois de hoje pra amanhã postarei os comentários de The Little Prince, o 4º episódio da temporada de LOST! Na sexta, claro, falaremos de mais uma hora de 24! Gostaria de ler os seus comentários sobre estes e outros episódios da semana! O que estão achando do Mid Season?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, American Idol, Battlestar Galactica, Fringe, United States of Tara Tags: , , ,
27/01/2009 - 02:14

A Semana em Série: 18/01 a 24/01

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Alerta de Spoiler - Brasil
Estou finalmente em dia com a exibição dos episódios da semana e espero que curtam os comentários das antigas e das novas produções:

Big Love “3×01: Block Party”: Depois de uma morna 2ª temporada, parece que Big Love decidiu voltar com tudo! Bill Henrickson é um ser tão peculiar e complexo, que às vezes faz Dexter Morgan (Dexter) ou David Fisher (Six Feet Under) parecerem sujeitos normais. Eu nunca canso de apontar a facilidade com que ele adora colecionar problemas, mas Bill parece se superar a cada temporada que passa. É muito conveniente pra ele acreditar nos dogmas de sua religião, acolhendo o que quer (ter várias mulheres) e simplesmente virando as costas para o que não o interessa (entrar em certos ramos de trabalho).  No meio disso tudo, Barb, Margene e Nikki sofrem, especialmente esta última, que teve sua identidade exposta em todo o bairro por causa da prisão de seu pai Roman Grant e agora vive sendo ridicularizada pela vizinhança e espionando no escritório que cuida do caso do velho. Já Barb, coitada, aceitou “namorar” uma 4ª esposa, pois ela acredita que ao questionar os peculiares ensinamentos dos dissidentes da igreja Mórmon de Utah, sua doença voltou. Para estas pessoas (e isso não é ficção), o tamanho da família plural dita a quantidade de “felicidade” no reino eterno. Coitado também de Alby Grant, então. O novo “profeta” foi pego com as calças abaixadas solicitando sexo em um banheiro masculino nos arredores da UEB. Eu só quero saber quanto tempo mais os segredos desta gente, que envolve cárcere privado, pedofilia  e agressão doméstica, continuarão indenes. Esta promete ser uma ótima temporada!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×01: Pilot”: Quando comecei a ver o piloto de United States of Tara, minha primeira reação foi a de não entender por que tanta gente estava falando bem desta criação de Diablo Cody (Juno), que tem produção executiva de Steven Spielberg. Ora, a história de uma mãe de família que sofre do distúrbio de múltipla personalidade é até interessante, mas nos minutos iniciais desta comédia o tom extremo e caricato que chegou a tomar conta da tela realmente me incomodou. Mas é logo após conhecermos Tara e uma de suas personalidades, a jovem “T”, somos gradativamente inseridos no universo peculiar de uma família que não apenas aceita conviver com uma pessoa neste estado, como de fato até se acostumou em serem diferentes (pessoas acostumam-se com tudo). Basta ver no final quando o marido e a filha constataram o quão estranho o fato de Buck, o mais divertido dos alter-egos, ser canhoto. Foi como se isso fosse a parte mais bizarra de toda essa história. O destaque, claro, vai para a atuação de Toni Collete, que está surpreendente e irreconhecível em seus vários papéis. E olha que ainda nem conhecemos Alice, a dona-de-casa dos anos 50, que deve aparecer no próximo capítulo. United States of Tara pode não ser genial ou brilhante por enquanto, mas é deveras divertida e interessante. Mais um ponto para o canal Showtime!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 no Showtime americano.

Gossip Girl “2×16: You’ve Got Yale!”: Às vezes eu quase perco a fé em Gossip Girl. Eu sinceramente não aguento mais esse draminha de séries teen sobre quem entrou em qual faculdade, quais casais vão se separar e por aí vai. Desde Dawson’s Creek, OC etc., essa conversinha nunca acaba. Com Gossip Girl eu achei que seria diferente, já que havia a indicação de que todos iriam pra Yale e de lá a série continuaria numa boa. Não, os roteiristas têm que criar dúvidas e esse vai e volta de admissões, reitores e cia. que só eles entendem. Eu disse “quase” perco a fé, porque o episódio no final traz várias reviravoltas, como Chuck sendo adotado por Lilly, Blair declarando uma guerra fria à nova professorinha ninfeta e Jack Bass perdendo a linha e partindo para o estupro após perder o controle acionário das Indústrias Bass (aliás, indústria de quê, hein?). Os bons elementos da trama estão aí, eles só precisam reorganizá-los e fugirem dos clichês, o que geralmente constumam fazer. Continuarei dando chace aos Upper East Siders, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CW americana.

How I Met Your Mother “4×13: Three Days of Snow”: Ah, que delicioso episódio de Mother! Three Days of Snow funcionou justamente como a crônica que mencionei na resenha anterior, brincando de forma genial com sua narrativa, como em seus tempos de glória na 2ª temporada. Todas as histórias foram singelas, com piadas orgânicas à trama, especialmente o caso das tradições de Marshall e Lilly, culminando naquele apoteótico momento no aeroporto. Foi um episódio redondinho, cheio de excelentes momentos e atuações. Não precisou de mais nada, nem de guarda-chuva, nem de cabra e nem da tal mãe.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×13: The Friendship Algorithim”: Com Sheldon de volta ao centro das atenções, fico cada vez mais surpreso como que todas as relações sociais para ele são um mero experimento científico do qual ele está sempre conduzindo. Ao sentir a necessidade de arrumar um amigo apenas com o objetivo de ter acesso aos recursos de um departamento na faculdade, o geek elevou a sua incapacidade de ser e apresentar-se de forma normal, inclusive ao travar uma inocente conversa com uma menininha na biblioteca, conversa esta que poderia facilmente acabar em um tribunal caso Leonard não tivesse intervido. Em suma, Sheldon é sim uma criança muito inteligente que desenvolveu apenas a parte de seu cérebro reservada ao conhecimento empírico, mas é assim que ele faz desta uma das melhores sitcoms da TV. The Big Bang Theory precisa urgentemente ser mais reconhecida de tão boa que é. Ou pelo menos Jim Parsons.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

Fringe “1×11: Bound”: Uau! Que retorno foi esse, não? Olivia surpreendeu logo nos minutos iniciais, escapando de seu cárcere em uma cena eletrizante e mais uma caso bizarríssimo foi alvo das investigações de Walter e Peter (a criação de organismos unicelulares gigantes dentro do corpo de pessoas). Mas o melhor deste episódio foi, é claro, o confronto de Dunham om Mitchell e Samantha Loeb, que não apenas fazem parte da conspiração, como também estavam infiltrados bem debaixo do nariz do FBI. Pra complicar, o departamento Fringe Science está sendo investigado pela corregedoria (um pouco de clichê aí, mas tudo bem) e todo o capítulo seguiu no já característico clima de mistério, intrigas e insinuações. Pena que Fringe é sempre aquela série promissora que não acontece, pois até agora não podemos falar com orgulho de determinado episódio, como um The Constant de LOST, por exemplo. É só isso que está faltando pra essa série estourar e vez.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/01/2009 na FOX americana.

Damages “2×03: I Knew Your Pig”: Eu tenho a leve impressão que Damages jogou cartas demais na mesa neste início de temporada, mas não sei até que ponto isso é proposital. Estamos com um excesso de tramas paralelas que (i) confundem o espectador e; (ii) ainda não estão ligadas. Isso, à longo prazo, pode até ser solucionado com brilhantismo, mas os roteiristas precisam jogar algo mais contundente pra nós além do fato de Danny Purcell ser pai do filho de Patty e pequenas coisinhas aqui e ali. Sim, os dois têm uma história e isso já foi muito bem estabelecido desde o início, mas e daí? Damages perde sim alguns pontos por não encaixar bem suas histórias secundárias e nos deixar totalmente no vácuo das artimanhas que só Patty Hewes sabe que está fazendo. Eu fico vidrado em cada frame de Damages, mas este início de temporada está pra lá de confuso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 no FX americano.

Lie to Me “1×01: Pilot”: Eu simplesmente adorei os primeiros minutos de Lie to Me, em que o Dr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dá uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase 100% dos casos, se uma pessoa está mentindo,  com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polígrafos humanos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist, certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI) e Brenda Leigh Johnson (The Closer) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes também adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no início. A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem. Este é um desafio que irei acompanhar a partir de agora e vamos ver até onde vão.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×13: Stairway to Heaven”: Meus comentários sobre este episódios serão breves, pois ele traz a conclusão do caso que vínhamos acompanhando nas últimas resenhas. Que bom que Shonda Rhimes não rendeu-se ao sentimentalismo barato, evitando que os órgãos do serial killer fossem para o menininho e que, ao final, Grey foi lá testemunhar a execução do criminoso. Foi tudo muito bom, a cena final com Sheppard e Christina foi legal e tudo mais, mas é sério que eles precisavam daquela história do pênis quebrado de Mark Sloane? Sério mesmo? Poxa, Grey’s Anatomy estava indo tão bem sem essas bobagens e isso só serviu pra que o campeão de buscas no Google na semana fosse a expressão “broken penis”, com homens de todo o mundo morrendo de medo de que isso aconteça com eles. Pois é, eu pesquisei. 1) o pênis não é um osso. 2) A fratura peniana acontece no corpo cavernoso e é raro de acontecer. 3) Podemos seguir adiante, por favor, Shonda? Quem sabe com um final para o romance fantasma de Izzie e Denny que certamente já durou bastante tempo. Quero saber logo qual doença que ela tem pra eu pesquisar no Google se realmente é possível ela beijar e tocar um ente querido falecido na porta de um hospital.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na ABC americana.

The Office “5×12: Prince Family Paper”: Todo episódio de The Office que começa com uma das “pegadinhas” de Jim com Dwight já eleva o nível logo de cara (e essa foi uma das mais elaboradas de todas), mas ao contrário do capítulo anterior, o que veio em seguida não decepcionou. Na verdade, até surpreendeu. Enquanto Michael e Dwight saíram numa missão de espionagem empresarial, a ociosa filial de Scranton passou todo o episódio num inusitado jogo chamado: “Hillary Swank É Gostosa ou Não?”. Eu queria saber qual é o processo criativo dos roteiristas para atingirem algo tão brilhante e específico. Contadores e vendedores de papel travaram uma interminável discussão que envolveu até mesmo a utilização dos recursos do escritório para chegarem num veredicto. Já na Prince Family Paper, tivemos mais uma demonstração de que, apesar de estúpido, Michael tem um coração puro e(e que Dwight é o bronco de sempre). Provavelmente este foi melhor episódio da temporada! E afinal, a Menina de Ouro é gostosa ou não? Quero a opinião de vocês!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×09: Retreat to Move Foward”: 30 Rock segue num ritmo de altos e baixos nesta temporada, conseguindo arrancar enormes gargalhadas esparsas em episódios como esse, mas deixando um vazio entre elas. Eu já mencionei aqui que a trama anda muito desconexa e ao invés da piada funcionar dentro de um contexto, muitas vezes as “punchlines” entram sem tom, como se Tina Fey estivesse escrevendo um quadro para o Saturday Night Live. Muitas vezes, inclusive, eles passam tempo demais desenvolvendo uma esquete, que no final não tem uma conclusão satisfatória, como aconteceu com o caso da diabetes de Tracy. Gastaram preciosos minutos com uma embaraçosa atuação de Jack McBryer e os já cansativos exageros de Jane Krakowski, pra entregarem um final à lá Chaves. Desculpe Tina, mas dessa vez não deu de novo pra entrar no hype.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×12: A Disquiet Follows My Soul”: É justo que uma população inteira esteja constantemente à mercê de um governo militar e totalitarista? Este retorno de Battlestar Galactica, além de quebrar importantes paradigmas, inevitavelmente nos faz pensar: e se Adama e sua cúpula estiverem errados? Onde está a Justiça nisso tudo? Se um estado de exceção perdura por um período de tempo excessivamente longo, tornando a convivência diária insuportável, uma reorganização de poderes e responsabilidade é sim bem vinda e necess[aria. Por isso, eu não culpo as atitudes de Felix Gaeta e dos vários rebeldes que estão prestes a iniciar uma revolução na frota, numa aliança com Tom Zarek. Se não foi dada a palavra a estas pessoas (ou elas não foram levadas à sério), infelizmente não há outro jeito de conseguir atenção, senão com violência e rebeldia. A história nos mostra isso de forma incontestável. Nosso mundo foi feito assim e parece que o deles também será. Isso infelizmente acontece numa época em que o bebê híbrido some para dar lugar ao fruto cilônico que pode perpetuar a raça máquinas sem a nave da Ressurreição. O jogo está virando, crenças foram abandonadas e nos corredores de Galactica é possível trombar com Laura Roslin correndo contra o tempo que ficou alienada a uma vã profecia. É hora de reconstruírem a história e faltam só 8 episódios! Que série maravilhosa!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da incrível estreia de LOST, fazemos a cobertura toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição do episódio nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série, que é a penúltima!

Certamente notaram a ausência dos comentários sobre a 5ª hora de 24 aqui. Mas eu explico: a cada temporada, eu escolho algumas séries para seguir fora da Semana em Série, de forma que ela receba mais destaque. Assim, separarei um dia só pra falar das aventuras de Jack Bauer, assim como já faço com LOST! Ainda esta semana eu solto as minhas impressões sobre “7×05: 12:00pm-13:00pm“. E vocês, o que acharam dos episódios da semana passada e das estreias de United States of Tara e Lie to Me? Aguardo a opinião de todos os leitores, inclusive os que passam aqui diariamente e não comentam, ok?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Big Love, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Lie to Me, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , , , , , ,
15/12/2008 - 00:01

Prepare-se Para o Mid Season 2009!

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Janeiro está chegando e, conforme pedidos, preparei um pequeno guia das principais séries do Mid Season! Vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma das novidades, alguns retornos aguardados as respectivas datas:

scrubsScrubs (6 de Janeiro, ABC): Cancelada pelo canal NBC, a comédia retorna após um longo período fora do ar agora que foi resgatada pela concorrente ABC. A 8ª temporada da sitcom médica é a última que terá o ator Zach Braff como regular e veremos a participação de Courteney Cox (Friends, Dirt) no papel da nova chefe do hospital Sacred Heart. No Brasil a série não tem previsão de estreia.

DamagesDamages (7 de Janeiro, FX): Depois de ganhar o Globo de Ouro e o Emmy de Melhor Atriz por sua incrível atuação, Glenn Close está de volta como Patty Hewes para a aguardadíssima segunda temporada de Damages. O drama de mistério que tem como foco as tramóias e crimes que acontecem nos bastidores de um importante escritório de advocacia estreou em 2007 com excelentes críticas e não foi exibido este ano por causa da greve dos roteiristas. A primeira temporada teve 13 episódios (já em DVD) e é um must see dos leitores do LiGado em Série. O canal AXN ainda não sinalizou quando a série estreará por aqui.

Bauer24 (11 de Janeiro, FOX): Após enfrentar a milícia de Sangala nos confins da Áfrca, Jack Bauer deixa seu exílio e retorna aos EUA para responder por seus crimes e, mais uma vez, precisará salvar o país de graves ameaças que envolvem corrupção nos bastidores do alto escalão do executivo norte-americano, agora comandado por uma mulher. O 7º dia ainda está sem previsão de estreia na FOX Brasil (como já é de costume), mas o telefilme Redemption chega para locação nacional no dia 7 de Janeiro.

IdolAmerican Idol (13 de Janeiro, FOX): Dispensando qualquer tipo de apresentação, o fenômeno mundial retorna nos EUA e no Brasil em Janeiro com aquela overdose de episódios que massacram a concorrência nos vários dias e horários em que é exibida. Na 7ª temporada a novidade é a inclusão de uma nova juíza, Kari DioGuardi, produtora musical e letrista, fazendo com que o show siga o formato do original Pop Idol. Nas fases iniciais (que são as melhores), o programa exibirá os testes gravados desde Agosto deste ano em várias cidades americanas.  Porém, a produção revelou que este ano diminuirão a quantidade de episódios de auditions ruins e aumentarão a Hollywood Week, pois eles querem mais qualidade sonora. Outra mudança é que provavelmente teremos 36 finalistas ao invés de 24 e este ano não teremos o especial Idol Gives Back em função da crise mundial. O Sony exibirá American Idol começando em 17 de Janeiro, apenas 4 dias após a estreia americana.

Lie to MeLie to Me (14 de Janeiro, FOX): Estreando como protagonista de uma série de TV, o ator inglês Tim Roth é em Lie to Me um consultor que especializou-se em descobrir as mentiras que o ser humano conta (3 para cada 10 minutos de conversa, em média). Descrito como um polígrafo humano, Cal Lightman prestará seus importantes serviços à polícia investigativa na série, que é baseada em grandes estudos sobre o comportamento humano. O drama tem produção executiva de Brian Gazer, de 24.

AdamaBattlestar Galactica (16 de Janeiro, Sci-Fi): Liderada pelo comandante Adama, a nave Battlestar Galactica finalmente descobriu a terra no final do 10º episódio da 4ª temporada, que continuará neste Mid Season para um encore de mais 10 episódios em sequencia, que serão os últimos da série. No Brasil, infelizmente, a TNT simplesmente parou de exibir o drama espacial ao final da 3ª temporada e o drama espacial está sem emissora em terras nacionais, apesar de termos aqui o Sci-Fi Channel. Enquanto não estreia, o site do canal americano está lançando mini-episódios exclusivos para a Internet, contando algumas histórias paralelas.

Big LoveBig Love (18 de Janeiro, HBO): Bill Henrickson e suas três esposas Barb, Nikki e Margene estão chegando na HBO americana para mais uma sórdida temporada! Big Love é um interessantíssimo drama sobre o mundo da poligamia da forma concebida pelos dogmas da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, cujas dissidentes fundamentalistas ainda  são proeminentes no estado americano de Utah nos dias de hoje. Morando em três casas conjuntas, Bill enfrenta o desafio diário de esconder (e manter) este complicado estilo de vida, enquanto tenta desligar-se das amarras de suas origens na comunidade em que foi criado. Big Love deve estrear a partir de meados de 2009 na HBO Brasileira.

United States of TaraThe United States of Tara (18 de Janeiro, HBO Showtime): Com produção de Steven Spielberg e roteiro de Diablo Cody, do premiado filme Juno, chega em Janeiro na HBO americana o drama The United States of Tara. A série contará a história de ma mãe que sofre de distúrbios de personalidade e que luta para criar uma família desunida e problemática. A protagonista é interpretada pela talentosa atriz Toni Collete e a primeira temporada terá 13 episódios. Embora sem previsão de estreia no Brasil, é comum que as produções serializadas exibidas na HBO americana eventualmente pintem por aqui.

New Dharma LogoLOST (21 de Janeiro, ABC): Provavelmente a estreia mais aguardada do ano, LOST chega no final de Janeiro nos EUA para a sua 5ª e penúltima temporada, que deverá ser centrada na saga de retorno dos Oceanic 6 à ilha, com a promessa de responder alguns mistérios e criar outros. Recentemente os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof divulgaram a imagem de mais um logotipo da Iniciativa Dharma! LOST deve estrear ainda no primeiro semestre de 2009 aqui no Brasil pelo AXN.

Burn NoticeBurn Notice (22 de Janeiro, USA): Uma das séries novas que tardiamente descobri este ano foi a divertida Burn Notice. Contando a história do espião Michael Weston que foi sumariamente e inadvertidamente despedido pelo governo, o drama se passa na ensolarada Miami e traz a busca do sujeito pela verdade sobre quem armou pra ele, enquanto resolve pequenos casos como freelancer. A série tem um clima muito agradável, remetendo aos bons filmes de espionagem, e tem a consultoria de espiões de verdade! Interrompida pela greve, Burn Notice retornará para o restante da 2ª temporada no mês que vem, sem previsão de estreia na FOX brasileira, que atualmente exibe a primeira parte.

DollhouseDollhouse (13 de Fevereiro, FOX): Aguardada pelos milhares fãs de Joss Wheddon (Buffy, Angel, Firefly), Dollhouse contará a história de Echo (Eliza Dushku), uma jovem que faz parte de uma secreta organização que distribui perigosas e ilegais missões à mulheres para depois  “deletarem” suas memórias, deixando-as “zeradas” para novos “trabalhos”. É claro que eventualmente as memórias de Echo sobre suas escusas ações começarão a emergir e ela deverá questionar os interesses deste projeto e lutar para encerrá-lo. Infelizmente a FOX americana programou a série para as noites de sexta nos EUA (um péssimo timeslot), mas Wheddon concordou com a decisão e disse que se dependesse dele colocaria a série no mesmo horário. Ele ainda pediu para os fãs “diminuírem as expectativas” com o show e para terem “paciência com a história“, especialmente nos primeiros capítulos… Ish!

TrumpThe Celebrity Apprentice (1º de Março, NBC): Donald Trump estreará a 8ª temporada de seu reality-show (a 2ª com famosos) em Março. Bom, mesmo com a fórmula desgastada, o canal decidiu dar a luz verde ao programa, já que os custos de produção não são altos e a nova estratégia será a de exibir duas horas direto toda semana. Exatamente: o programa agora terá duas horas todo domingo à noite, conforme confirmou o executivo Mark Burnett. A nova temporada deverá ter “celebridades” como Dennis Rodman, Joan e Melissa Rivers, além de Khloe Kardashian.

CastleCastle (9 de Março, ABC): Com uma das premissas mais interessantes do Mid Season, ao meu ver, Castle terá como protagonista o inquieto escritor de romances policiais Rick Castle, que começará a trabalhar com a polícia, já que aparentemente os crimes sobre os quais ele escreve estão sendo executados na vida real. Com uma personalidade forte, ele aproveitará a experiência para fazer laboratório para sua próxima obra, pois está sofrendo de bloqueio de escritor. Sua inspiração será a metódica detetive da polícia de NY Kate Beckett. Castle tem como inspiração a série Moonlighting, estrelada por Bruce Willis na década de 80 e será mais um drama romântico leve do que uma série investigativa propriamente dita.

Kings NBCKings (19 de Março, NBC): Desde que anunciada pela NBC no lineup da programação year long em meados de 2008, a série King vem despertando o interesse do público por causa de sua curiosa premissa: centrada numa metrópole moderna, o drama vai usar a monarquia para recontar a bíblica história de Davi e Golias. O canal vem tratando a série com muita confidencialidade, soltando pouquíssimas informações e criando um enorme buzz em torno da produção. A estreia terá 2 horas de duração e alguns detalhes podem ser encontrados no site oficial da atração.

Estas são as principais estreias, mas a lista completa, incluindo todos os retornos você encontra aqui. Faremos uma cobertura da maioria destas novidades do Mid Season na Semana em Série, à exceção de LOST, que terá cobertura dedicada e imediata! E aí, qual é a produção que você espera ansiosamente?

Excepcionalmente esta semana, a cobertura Semana em Série começará na quarta.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, American Idol, Battlestar Galactica, Big Love, Burn Notice, Castle, Damages, Dollhouse, Kings, LOST, Lie to Me, Mid Season, Scrubs, The Apprentice, United States of Tara Tags: , ,
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