Arquivo da Categoria Trust Me
14/04/2009 - 00:01

Heroes “3×22: Turn and Face the Strange”: Em mais uma semana Heroes continua medíocre. A trama boba em que Hiro e Ando se meteram com o filho de Matt Parkman deixa cristalino o quanto o roteiro de Tim Kring é vazio e sem foco. As caretas de Ando, as interlocuções de Hiro e a resolução do casinho beiraram o improviso, de tão mal escritos. Nem o novo poder de Sylar foi usado à sua capacidade, pois a todo o momento em que ele estava transformado em uma pessoa, foi possível perceber e até mesmo antever o que sairia dali. Desnecessária também a inclusão de mais uma história, desta vez envolvendo o lado “sentimental” de Denko, que só prestou pra postergar ainda mais o nada que virou a série. Heroes tem sim uma história, mas que só é contada no início e fim de cada capítulo ou volume. O recheio é pura enrolação. Faltando três capítulos para o fim, um tal “cemitério” no meio do nada foi revelado. A pergunta que fica sobre esse novo mistério é: quem se importa?
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 06/04/2009 na NBC americana.
Trust Me “1×12: You Got Chocolate in my Peanut Butter / 1×13: The More Things Change”: Acabou, e da pior maneira possível. Trust Me despediu-se da TV sem um final digno, já que foi sumariamente cancelada pelo canal americano TNT. Segundo os executivos, a série não era “acessível ao público”. Ora, colocar uma produção tão caprichada e seleta como esta no horário do blockbuster American Idol denota, no mínimo, a estupidez dos programadores e o descaso com que o drama foi tratado desde o início. Enfim, nos episódios finais Mason, Conner e Tony Mink conseguiram dar a volta por cima na agência, resgatando de seu rival uma conta da qual não davam atenção – a Buick – e cobrindo o déficit deixado pela saída da Arc Mobile. Conectando muito bem o episódio anterior sobre o passado de Tony com Denise com os acontecimentos deste Series Finale em que foi oferecido à Mason o cargo do amigo, Trust Me encerrou-se de forma real, com um cliffhanger interessantíssimo para a ótima história que vinha sendo desenvolvida. Infelizmente não saberemos como a dupla de publicitários superará o desafio de ser liderada pelo pretensioso e arrogante Culligan. Tom Cavanagh e Erick McCormick estavam confortáveis e em perfeita sintonia em seus papéis, numa série descompromissada e pouco dispendiosa (pois, inclusive, era muito bem patrocinada). Grande vacilo da TNT não ter segurado a onda deste promissor drama.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódios exibidos em 07/04/2009 na TNT americana.

Fringe “1×15: Inner Child”: Sem revelar uma gota sequer de seus segredos, Fringe voltou de forma arrasadora com um episódio redondo, curiosíssimo e com uma história cativante. Desta vez o padrão se manifestou em uma criança que foi descoberta nos escombros lacrados há décadas de um prédio a ser demolido. Com uma aparência que lembrou inicialmente um ET (pois estava branco, magro e com os olhos arregalados), o menino foi levado aos cuidados da divisão especial do FBI, onde desenvolveu uma conexão quase imediata com Olivia Dunham e com o caso que ela estava investigando (às vezes eu fiquei com muito medo da reação do garoto, pois esperava a todo tempo algo animalesco). Funcionando como uma espécie de conduíte emocional, ficou claro que o menino fazia parte de um experimento que pode, inclusive, ter a ver com o Observador (notem a semelhança física dos dois). Como eu disse, Fringe não precisou responder nenhuma pergunta para trazer um dos melhores capítulos de sua temporada, graças ao alto nível do roteiro que foi brilhantemente crescendo com a condução do talentoso diretor Frederick Toyle dentro da forte e característica aura de mistério da série. Se você não segue Fringe, comece imediatamente porque vale a pena.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 07/04/2009 na FOX americana.
Dirty Sexy Money “2×10: The Facts”: Agora eu entendi porque o canal ABC simplesmente engavetou Dirty Sexy Money até o verão americano. O episódio The Facts, exibido antes no Brasil, foi uma incompreensível sucessão de absurdos, que culminou num dos piores anti-clímaxes já vistos em uma série. A grande “idéia” dos roteiristas foi a de colocar uma repórter batendo na casa dos Darling fazendo perguntas indiscretas ao motorista que cuidava da casa sozinho enquanto a família havia saído da cidade para o feriado. Claramente mostrando que o sujeito estava mentindo desde o primeiro segundo, o episódio continuou com a “brincadeira” como se o público fosse tão ou mais estúpido que a inexperiente repórter que acreditava em tudo que ouvia. No fim, ao conseguir um escândalo sobre o livro de Patrick Darling que mancharia a integridade do político, o chofer pediu que o caso fosse abafado em troca de virar fonte para fofocas ainda maiores. Que contradição, não? Ora, se ele fez de tudo para abafar algo menor, como ele se escoaria segredos mais sórdidos? Pra piorar, no final a série ainda foi capaz de apresentar uma óbvia montagem “evidenciando” para nós que tudo aquilo que fora dito nos últimos 40 minutos não passava de uma mentira! Sinceramente, Dirty Sexy Money trouxe não só o pior episódio de sua série, como de toda a temporada de séries 2008/2009.
Cotação Bruno Carvalho: 
Episódio exibido em 07/04/2009 no AXN.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dirty Sexy Money, Fringe, Heroes, Trust Me
Tags: axn, brasil, fox, nbc, resenha, semana, tnt, usa
08/04/2009 - 06:01

Trust Me “1×10: Thanks, I Needed That / 1×11: Norming”: É uma pena que o canal TNT está correndo com a exibição da série para acabar logo com a temporada, que encerrou-se ontem à noite nos EUA. Trust Me certamente não merecia todo este descaso da emissora e do público. O caso da propaganda da cerveja em Thanks, I Needed That trouxe à tona o passado de Tony com a diretora da RGM Denise e o porque dela sempre sabotar o time de Mason. A rivalidade, os conflitos e as emoções deste estressante emprego foram, contudo, evidenciadas no episódio subsequente, Norming, que encerrou-se com o melhor clffhanger da temporada e o anúncio da possível separação da dupla Conner e Mason. De qualquer forma, Trust Me é muito mais que um drama sobre uma agência de publicidade, assim como ocorre com Mad Men. Apesar de terem focos diametralmente opostos, essas produções se destacam pelo texto caprichado, ágil e sempre contemporâneo. Infelizmente o cancelamento é quase inevitável. Não sei porque, mas Trust Me sempre me lembra de Studio 60, outra série excelente que foi duramente injustiçada por conta de baixa audiência. Não há como querer colocar uma série estreante pra competir com American Idol num canal a cabo e esperar que tudo dê certo. Se for mesmo cancelada, os culpados serão os programadores da TNT que conseguiram por uma das melhores novidades do Mid Season no pior timeslot possível.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódios exibidos em 31/03/2009 na TNT americana.
United States of Tara “1×11: Snow / 1×12: Miracle”: O que aconteceu de relevante no 11º episódio de Tara, além do fato dela ter sido internada em uma clínica para um tratamento? Nada! Buck apareceu na instituição, causou um burburinho e só! O grande breakthrough de toda a série até agora somente veio quando a perturbada moça resolveu procurar pelo suposto responsável por seu transtorno mental. No final das contas, a resposta não foi encontrada, já que descobrimos que Tara já sofria de múltipla personalidade antes mesmo do tal estupro, e a temporada encerrou-se como a maioria dos episódios: de forma lacônica, inconclusiva e com uma montagem ou musiquinha no final para dar um clima “indie” à la Juno. Toda história foi apresentada, desenvolvida e encerrada de forma incompleta. Há quem adore as lacunas em United States of Tara ou o fato da série ser, no mínimo, agradável. Infelizmente nada disso segurará esta produção por muito tempo, a menos que Steven Spielberg continue bancando a inexperiência de Diablo Cody por mais temporadas além da próxima, que já está garantida.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódios exibidos em 29/03/2009 e 05/04/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×21: Into Asylum”: Não, não dá pra elogiar muito Heroes, porque sempre tem um capítulo à frente para deletar tudo de bom que foi feito pelo anterior. Desperdiçando muito tempo de tela, o episódio da semana mais uma vez foi praticamente sobre o nada, começando por aquele asilo idiota de Nathan Petrelli e Claire no México. Os dois voaram pra lá, arrumaram uns trocados, discutiram a relação pai-filha e retornaram do mesmo jeito! O mesmo pode ser dito daquelas cenas entre Peter e Angela na igreja, que foram de dar sono de tão repetitivas e desnecessárias. Se não fosse pela inusitada parceria entre Sylar e Denko, Into Asylum mereceria a nota mínima da semana, mas o caso desenvolvido nesta trama paralela não só foi interessante, como se tornou um dos melhores da temporada (o que, repito, não é algo muito difícil de atingir). Muito me espanta ler no início o nome de Bryan Fuller como “Consultant Producer“, já que sua atuação na série claramente está limitada às patacoadas de Tim Kring. A 3ª temporada novamente voltou a desestabilizar-se, como era previsível esperar.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 30/03/2009 na NBC americana.
How I Met Your Mother “4×19: Murtaugh”: Eu pensei que How I Met Your Mother subitamente havia recuperado a sua genialidade com a tal lista “Murtaugh“, baseada no personagem de Danny Glover da clássica série Máquina Mortífera, que sempre dizia estar velho demais pra fazer aquelas coisas. Assim, nasceu a aposta entre Ted e Barney, que rapidamente foi substituída pelo excesso de absurdos quando o “desafio” foi elevado, fazendo com que Ted tivesse que viver igual um velho. Tivemos também aquela historinha igualmente sem graça de Lilly e Marshall na escola, que foi o ponto mais baixo da temporada! Cadê a How I Met Your Mother que conhecemos? Quem está escrevendo a série agora, uma criança de 8 anos? The Big Bang Theory “2×19: The Dead Hooker Juxtaposition”: Chuck Lorre e Bill Prady vieram com mais uma sacada genial com a nova vizinha de cima do apartamento dos geeks, evidenciando que Penny é tão emocionalmente dependente daquele grupo como o contrário. A grande piada, contudo, foi a de Wollowitz e sua dificuldade em sair de casa, mesmo sendo praticamente expulso por sua mãe (que nunca aparece!). TBBT dominou a noite de segunda-feira com seu texto sempre afiado, adulto e contemporâneo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother 

The Big Bang Theory 




Episódios exibidos em 30/03/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Heroes, The Big Bang Theory, Trust Me, United States of Tara
Tags: cbs, nbc, resenha, semana, showtime, tnt, usa
27/03/2009 - 00:01

Big Love “3×09: Outer Darkness”: A fé de Bill Henrickson está sendo fortemente testada, na a família, nos negócios, nas relações interpessoais e a casa literalmente caiu para o sujeito que, como já disse aqui, é um mestre em postergar problemas. Mas Outer Darkness foi além da trama e mergulhou de cabeça nas entranhas da Igreja Mórmon, com uma cena que ocorre dentro de um dos rituais fechados da instituição (aquele que Barb infiltrou), o que incomodou muito os fervorosos Santos dos Últimos Dias, que chegaram até a exigir uma retratação do canal HBO. A série já havia forçado a barra cutucando alguma das controversas crenças mormonistas, como o fato deles terem que usar uma espécie de “roupa íntima” especial chamada Garmet. Detalhes à parte, o estranho conluio de Bill com Roman só evidencia o tamanho de seu desespero, revelando que as amarras dele com seu povo dificilmente serão rompidas. Funcionando como um bom filler, este episódio preparou o terreno para a reta final da série que, conforme prometeram, será bombástica.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 15/02/2009 na HBO americana.
United States of Tara “1×09: Possibility”: Quisera eu que United States of Tara ficasse somente em sua premissa e com aquela linda abertura, porque faltando apenas três episódios para o final de temporada a comédia de Diablo Cody ainda não consegue empolgar. Este nono episódio melhorou a ponto de não deixar a série insuportável, mas há um longo caminho pela frente até ela tornar-se merecedora de nadar no mar das grandes produções. Não se enganem com a montagem final com musiquinha e tudo mais, porque todo o capítulo se baseou inteiramente no romance adolescente homossexual de Marshall, quando o cerne de tudo deveria ser as disfunções de Tara e o reflexo dela na vida de sua família. Às vezes parece que criaram incongruentes núcleos dramáticos dentro e, pelo que vimos até agora, não acho que seja proposital, denotando falta de controle da roteirista. Enfim, Diablo Cody, espero que me prove errado até o 12º episódio…
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 15/03/2009 no Showtime americano.
Trust Me “1×08: What’s the Rush / 1×09: Odd Man Out”: Ironicamente estes foram episódios sobre a quebra de confiança nas relações de Mason e Conner, a despeito do título da série. Apesar de eu ainda não entender bem a estrutura organizacional daquela agência (afinal, quem manda em quem?), o drama continuou a explorar bons momentos e conflitos quando descobrimos mais sobre o passado dos dois publicitários e o que eles passaram para chegar onde hoje estão. Sem querer martirizá-los ou mostrá-los sempre como os camaradas cool do lugar, a série foi feliz em ressaltar os defeitos de cada um permitindo que o público julgue-os não por suas ações ou omissões, mas sim pelo que eles fazem para contornar os obstáculos que muitas vezes criaram. Foi assim com Mason e sua filha e Connor e seu ex-parceiro de trabalho. Embora saindo sem empolgar muito, os capítulos marcaram o momento de transição na trama para o final de temporada que chegará em breve. É uma pena que a temporada é tão curta.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódios exibidos em 17/03/2009 na TNT americana.
Dollhouse “1×06: Man on the Street”: Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse , que já era boa, ficou muito boa de uma hora pra outra com aquele inesperado encontro entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão”. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências contundentes sobre a Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que ele, tomei um susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma de suas bonecas. Na verdade, Paul está vivendo uma mentira tão grande, sendo manipulado por eles da forma que bem entendem, que ele é praticamente um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), mas isso não comprometeu muito este revelador episódio.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 20/03/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×15: The Bubble”: Bom episódio de 30 Rock com o tema específico da “bolha”, mostrando (em um nível cômico absurdamente hilário) como a sociedade tende a favorecer os mais bonitos, dando continuação, ainda, à ótima participação de Jon Hamm (Mad Men). Divertido também foi o caso da renovação de contrato de Tracy e mais uma vez Kenneth salvou o dia, já que o astro não consegue viver sem o seu servente: “eu tenho que ir na casa do Sr. Jordan segurar sua mão enquanto ele assiste LOST“. Genial! The Office “5×18: New Boss”: Uau! Que episódio tenso e que cliffhanger foi aquele? A chegada do novo coordenador da região abalou as estruturas da Dunder Mufflin Scranton e sobrou até pro Jim, que não conseguiu dar uma dentro o dia inteiro. Afinal, ele começou com o pé esquerdo chegando fantasiado de smoking só para importunar Dwight. É óbvio que essa demissão de Michael não vai muito pra frente, mas o final me deixou mais tenso do que o de 24. E se o gerente regional que está na empresa há 15 anos é estúpido e faz as coisas do seu jeito, o novo chefe foi igualmente irracional impondo métodos e políticas sem o mínimo de sensibilidade. Enfim, poucas vezes tivemos um capítulo tão dramático assim, e foi muito bom!
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock 



The Office 




Episódios exibidos em 19/03/2009 na NBC americana.
Considerações sobre algumas estreias que não vão entrar em nossa cobertura de forma alguma:
Better Off Ted “1×01 Pilot”: : Esta nova série da ABC estrelada por Jay Harrington (Private Practice) e Portia de Rossi (Arrested Development) mostra o quanto o canal só vem piorando no quesito comédia, desde o fiasco triplo Cavemen/Carpoolers/Miss Guided da temporada 2007/2008. A história é centrada no executivo de uma empresa “especializada” em desenvolver produtos de todo e qualquer gênero, de preferência os mais absurdos e maléficos possíveis, e seus “desafios” no dia a dia com a chefe inescrupulosa e exigente. Com um roteiro absurdamente mal escrito e lotado de “piadas” que não funcionam, Better Off Ted só é bem sucedida em criar um humor besta, datado e extremamente caricato, que deveria envergonhar os envolvidos nesta produção, até mesmo os contra-regras (juro que em determinados momentos me lembrei de Zorra Total). ABC deveria ser judicialmente compelida a parar de produzir comédias. Tenho convicção de que esta atrocidade será logo cancelada. Podem apostar e não percam tempo.
Cotação Bruno Carvalho: 
Episódio exibido em 18/03/2009 na ABC americana.
Party Down “1×01: Willow Canyon Homeowner’s Annual: Não entendo por que Rob Thomas foi aventurar-se nesta comédia pouco inspirada num canal a cabo mal difundido nos EUA chamado Starz. Party Down poderia ser descrita como um The Office sobre buffets de festa, mas as semelhanças com a comédia da NBC ficariam só na intenção. Apesar de longa, aborrecida e até deprimente demais em alguns momentos, o principal problema desta série é que ela chega e vai embora sem despertar o mínimo de interesse no público ou empatia de nós por suas personagens (nem comento a ridícula atuação da usualmente talentosa Constance Carmell). No fim das contas, ela é simplesmente esquecível, não servindo nem como um passatempo descompromissado, pois temos séries melhores até pra isso.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 20/03/2009 na Starz americana.
Kings “1×01/1×02″: Goliath: Depois de finalmente terminar de ver este piloto estendido com muito custo, concluí que este pomposo drama da NBC não só é previsível (um plebeu que deve virar rei, oh) e pretensioso demais para ir longe num canal aberto, como também não serve nem como uma obra de crítica política e social (como foi Battlestar Galactica) de tão escancarada que é em seus objetivos (vide as cenas no tal parlamento de vidro). A produção é até caprichada, tem cara de ser despendiosa, mas por isso mesmo não vejo muito futuro nesta monarquia moderna e lúdica concebida por co-produtores de Heroes e Smallville. Estes foram alguns dos episódios mais enjoativos que assisti há um bom tempo, mesmo depois de ter visto estas duas comédias que comentei aí em cima. Como estamos em época de crise, não recomendo a devoção (com o perdão do trocadilho) a este drama antes de saber se ele realmente estará garantido por, pelo menos, o reinado de uma temporada completa.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 15/03/2009 na NBC americana.
Aff, que Mid Season fraco!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Better Off Ted, Big Love, Dollhouse, Kings, Party Down, The Office, Trust Me, United States of Tara
Tags: abc, fox, hbo, nbc, resenha, semana, showtime, tnt, usa
17/03/2009 - 00:01

Castle “1×01: Flowers For Your Grave”: Que tal juntar um monte de clichês sobre dramas forenses, policiais femininas amarguradas com um passado obscuro, literatura e um protagonista canastrão e cheio de si numa série abarrotada de metalinguagem? Temos aí a receita de Castle, novo draminha água-com-açúcar e com comédia da ABC americana que traz Nathan Fillion (Firefly, Drive) no papel de um escritor de romances policiais dark cujas histórias estão sendo executadas por um serial killer na vida real. Mas ao invés de continuar essa premissa nada original, porém interessante, o episódio piloto já traz a resolução do tal caso e no fim fica a deixa de que o escritor bam-bam-bam que não tem limites ou pudores vai trabalhar com a detetive bonita, sexy, mas (f)rígida, apenas porque ele pediu isso para seu amigo e prefeito de NY. Só de pensar no que deve vir pela frente dá preguiça, não? Eu aposto com vocês que esta será mais uma produção que será cancelada antes do fim e nem Season Pass dela precisarei fazer, quanto mais comentá-la semanalmente neste espaço. Rua!
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 09/03/2009 na ABC americana.
Heroes “3×19: Shades of Gray”: Será que Bryan Fuller (Pushing Daisies) já começou a por a mão na massa em Heroes? É o que parece, pois é a segunda semana consecutiva que o drama dos heróis apresenta um episódio, digamos, satisfatório. É claro que o agente Danko gastou um tempo absurdo para perceber o que era óbvio após ouvir os gritos de Tracy (cof cof, Nathan pode voar, cof cof), mas nem tudo poderia ser perfeito. Já bastou, contudo, a determinação de Claire em ajudar os foragidos, a resolução (finally!) de Sylar com relação ao seu passado, permitindo que o vilão (?) avance na trama e até mesmo a aliviante participação ativa de Angela Petrelli no meio de toda a bagunça criada por seus filhos. Por óbvio, Heroes precisa mostrar muito mais para merecer retomar a atenção do grande público que a abandonou e espero muito que isso se torne uma realidade na confirmada 4ª temporada. Valeu o esforço, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 09/03/2009 na NBC americana.
Trust Me “1×07: Damage Control”: Agora sim, Trust Me emplacou de vez, trazendo um inusitado, mas bem-vindo flashback do caso relâmpago entre Mason e Sarah há anos, justamente quando seu casamento vive uma sensível crise! Além dele ter ajudado a publicitária com a campanha Dove, bem como escolhendo o trabalho dela para ser o único apresentado ao cliente, McGuire vive em um constante estado de tensão em casa, sem saber lidar com os anseios de sua mulher e só isso já é o prelúdio de coisa boa (leia-se “traição” e “relacionamento no trabalho”). Este foi um episódio redondinho, que focou bem em diversas situações, incluindo na parte técnica da série, notadamente com relação ao processo criativo de uma campanha publicitária, como mencionei que estava faltando no episódio anterior. Adicione isto aos conflitos com Conner e temos a fórmula perfeita para esta reta final da temporada! Trust Me se confirma como uma das surpresas mais agradáveis deste Mid Season. Eu confiei!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 09/03/2009 na TNT americana.

Damages “2×10: Uh Oh, Out Com The Skeletons”: Eu vou desconsiderar que faltando apenas três capítulos para o fim da temporada, Damages continua com uma sequência de cenas esparsas que não fazem muito sentido, e vou passar a falar logo daquele final de fazer cair o queixo de qualquer um (à primeira vista). Ora, com base em tudo que já vimos daquele momento, temos subsídios suficientes pra dizer que Patty saiu dali baleada por Ellen? Claro que não. Primeiro porque se Ellen fosse atirar em sua chefe, depois de muita prática de tiro à distância, ela o faria pra matar. Segundo porque em nenhum momento (pelo menos até agora) vimos Patty realmente ferida. O tiro é dado, a cena é cortada e depois ela apareceu saindo de lá com sangue na mão e extremamente abalada, sangue esse que poderia muito bem ter sido projetado de outro corpo (valeu 8 anos de CSI!). No resumo da ópera, eu acho que a vítima foi outra e só nos resta saber quem. Em termos de edição, eu daria uma nota baixa para o episódio, mas realmente a cena final salvou tudo. Damages parece estar aprendendo com Battlestar Galactica (ou com novelas brasileiras), deixando tudo para ser resolvido no último capítulo. Pena. Na primeira temporada eles foram capazes de muito mais.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 11/03/2009 no FX americano.
How I Met Your Mother “4×16: Sorry, Bro”: Esta é exatamente o tipo de comédia que precisa se preocupar muito pra não ficar indulgente com sua peculiar forma de contar histórias, indo e voltando no tempo em narrativas que nem sempre são reais. Em Sorry, Bro foi possível antever grande parte das piadas, justo porque a série adora trilhar certos caminhos, como a da história de Ted com sua ex (a linda Laura Prepon de That ’70s Show), que ficará para um arco episódico. Só me interessará se ela for a “mãe”, o que não acredito ser o caso. Já passou da hora de enrolarem tanto para mostrar como Ted conheceu sua mulher. Deveriam marcar data pra acabar, que nem LOST fez. The Big Bang Theory “2×17: The Terminator Decoupling”: A bem da verdade é que esse episódio de The Big Bang Theory parece ter sido escrito às pressas com a notícia de que Summer Glau (Firefly, The Sarah Connor Chronicles) iria fazer uma participação na série geek (ambas da Warner). Ora, com o universo de piadas sobre o fato dela interpretar uma andróide na mitologia do Exterminador do Futuro, o que vimos foi apenas uma tentativa de criar humor diante de situações constrangedoras e das bem ralinhas. Robótica (perdoe o trocadilho) também foi a atuação da menina, pois só conheço o trabalho dela como a exterminadora Cameron e juro que ela interpretou o mesmo papel. Ou ela é bastante limitada ou o diretor e os roteiristas foram extremamente falhos, não aproveitando o potencial da situação que tinham em mãos. Episódio bobo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother 


The Big Bang Theory 


Episódios exibidos em 09/03/2009 na CBS americana.
Passa aqui todo dia e nunca comenta? Tire um tempo, dê um alô e troque uma ideias sobre suas opiniões dos episódios da semana! Sabemos que existe uma falha pra quem tenta usar o Internet Explorer, mas a dica é só usar o Firefox ou então mandar pra mim no Twitter, que eu lanço aqui! O importante é não deixar passar em branco!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Castle, Damages, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, Trust Me
Tags: abc, cbs, fx, nbc, resenha, semana, tnt, usa
14/03/2009 - 17:17

United States of Tara “1×07: Alterations”: Eu acho que tem alguma coisa muito errada comigo ou com esta série, pois até hoje não consegui entender o hype em torno de United States of Tara. Alterations foi mais um episódio arrastadíssimo, focado em tramas paralelas que não têm muita importância (como a cirurgia da irmã de Tara) e quando chegou na hora de falar do tema do episódio, o novo alter animalístico que surgiu, tudo simplesmente acabou e só ficou uma lacônica insinuação (aliás, todos os episódios terminam assim: “do nada”). Me aparenta falha e preguiçosa também a busca do marido pelo passado de sua mulher. Enfim, Diablo Cody criou uma série com uma premissa ótima, mas até agora não soube desenvolver bem nem um décimo de todo o potencial da comédia.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 01/03/2009 no Showtime americano.
Trust Me “1×06: Promises, Promises”: Trust Me veio com um episódio fraco, que serviu apenas para mostrar que o casamento de Mason é constantemente prejudicado por sua preocupação com o que ocorre na agência, algo que já foi muito bem estabelecido nos capítulos anteriores sem precisar ser tão escancarado. No início da série eu até achei que veríamos um pouco mais do “resultado final” de tanto trabalho que o pessoal tem e o que acontece quando as idéias são aceitas ou rejeitadas pelos clientes (o que falta em Mad Men, às vezes), mas até agora isso só aconteceu mesmo com pitch daquela campanha da Arc Mobile. Chegando na metade de sua temporada, Trust Me precisa emplacar logo alguma storyline interessante, para sair do lugar-comum. Continuo gostando da série, mas precisam agitar as coisas um pouco mais.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 02/03/2009 na TNT americana.
Dollhouse “1×04: Gray Hour”: Dollhouse não é nem a melhor, nem a pior série que eu ou vocês já vimos, mas até agora posso dizer que é uma das melhores novas estreias deste morno Mid Season. Joss Whedon não prometeu nada que não cumpriu até agora, contando uma interessante história, que vai rapidamente se desenvolvendo. Neste 4º episódio, aconteceu o impensável para os administradores da Dollhouse, já que a personalidade ativa de Echo foi literalmente desligada no meio de um perigoso assalto à um cofre. Não podemos reclamar também de Eliza Dushku, que está fazendo um ótimo trabalho, tendo que interpretar tantos papéis de forma convincente. Embora este capítulo tenha sido mais “caso da semana” do que os anteriores, ele foi repleto de tensão e reafirmou as características peculiares deste drama, que continua muito interessante. Falta, contudo, que o agente Paul consiga avançar em sua investigação, fazendo com que a série receba um tom mais imediatista. Um bom episódio, inegavelmente.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 06/03/2009 na FOX americana.
30 Rock “3×13: Goodbye, My Friend”: A obsessão de Liz Lemon em adotar uma criança vai indo cada vez mais longe e desta vez ela resolveu empregar uma mulher grávida que pensava em dar o bebê pra adoção no TGS, paparicando-a e evitando que ela se reconcilie com o ex-namorado. O mais legal, contudo, seria se ela realmente levasse esta história aos finalmentes. Mas o melhor mesmo do episódio, que prova o quão criativos são os roteiristas desta comédia, foi história de Jack e Frank com seus “daddy issues“, que teve um desfecho totalmente inusitado. Donaghy queria bancar os estudos do roteirista na faculdade de Direito, sem saber que sua família fazia parte da máfia e tudo que a mãe dele queria era que ele não se tornasse um advogado! Excelente! The Office “5×16: Blood Drive”: Apesar de soar óbvio, raso e estúpido, Michael Scott é uma das personagens mais bem construídas que eu já vi em uma comédia em todas as cenas iniciais de The Office ele dá um verdadeiro show. Pam simplesmente não queria que o escritório recebesse o sistema telefônico que “basicamente faz 95% do meu trabalho” e conseguiu, com Jim, manipulá-lo direitinho para que ele simplesmente ignorasse o vendedor em prol de uma piada. O restante do episódio, com toda aquela comoção contra o dia dos namorados fez jus ao início, terminando na estupenda cena com Creed saindo de fininho com uma bolsa de sangue do vagão de doação. Queria saber, contudo, quando Holly voltará, porque Michael está mesmo precisando de uma namorada!
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock: 




The Office: 



Episódios exibidos em 05/03/2009 na NBC americana.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, Notícias, The Office, Trust Me, United States of Tara
Tags: fox, nbc, resenha, semana, showtime, tnt, usa
04/03/2009 - 00:01

Ontem no nosso primeiro “Leitores Decidem Pelo Twitter” vocês escolheram que hoje seria dia da 2ª parte da Semana em Série. Assim, a matéria com o Season Pass de Brothers & Sisters fica pra sexta. Vamos lá:
Trust Me “1×05: Way Beyond the Call”: Parece que com a morte de Stu, a RGM está cada vez mais sucumbindo bem diante dos narizes de Mason e Conner, que frequentemente agem com o coração ao invés de pensarem como um frio e escolado publicitário. Também temos, em contrapartida, a escolha da agência em promover um “de dentro” ao invés de contratarem um substituto com a mesma expertise, o que certamente traz uma economia a curto prazo, mas pode trazer problemas mediatos (”trust me”, I know that). Este foi mais um episódio bom de assistir, com a insubordinação dos jovens talentos e a determinação deles em gravar o comercial da companhia telefônica. Por outro lado, aquela ceninha de fúria do administrador Tony destoou de forma negativa da storyline principal, comprometendo a integridade do episódio, que terminou sem foco. Eu gosto muito de Sarah também, mas o desespero amoroso dela e seus conflitos não soam muito convincentes às vezes (talvez em parte pela beleza de Monica Potter, que acaba se tornando um problema de casting). Fora isso, Trust Me continua promissora e fica a expectativa em ver os rumos que a agência tomará com os dois imprevisíveis sujeitos que agora a comandam.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 23/02/2009 na TNT americana.
Damages “2×08: They Had to Tweeze That Out of My Kidney”: Após notar que já se passaram oito episódios da 2ª temporada de Damages, eu comecei a ficar um pouco preocupado com o ritmo da série, já que estamos mais próximos do final. Essa parece ter sido a semana dos episódios arrastados em várias produções boas, pois em vários momentos eu me perguntava onde é que tudo isso estava indo. Não nos importamos com Frobisher o suficiente a ponto de temermos pela vida dele com a ameaça daqueles policiais e muito menos com o destino do Tio Pete, que agora finalmente partiu dessa pra outra. Aliás, aquela rápida sugestão de que Patty Hewes poderia ter tido algo a ver com isso (na hora que Ellen ligou) foi muito “Prison Break” pro meu gosto. Mas é aí que a cena final chega e, mais uma vez, Damages simplesmente cala a minha boca, quando vemos que Patty é quem realmente estará na mira de Ellen no futuro. Foi o momento mais “OMFG” da semana, nas palavras da sumida Blair Waldorf (que também adora esta série). Mal consigo esperar pelo episódio de hoje à noite…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 25/02/2009 no FX americano.

30 Rock “3×12: Larry King”: Ah, Tina Fey e sua equipe são capazes de escrever coisas que até Deus duvida, como essa hilária participação de Tracy Jordan no sisudo programa Larry King Live, que acabou trazendo o caos financeiro à cidade de Nova York. Não apenas isso, o caso romântico de Jack com Elisa continuou bombando e Liz precisou da ajuda de Kenneth para achar o celular que esqueceu no taxi, já que ela foi chantageada pelo motorista. A resolução de todo esse conflito foi mais uma vez impecável e vale destacar a brilhante atuação de Jack McBryer, que merece mais reconhecimento nas premiações do gênero. 30 Rock segue numa constante que combina um excelente roteiro, com participações memoráveis de grandes personalidades. Esta é uma série que deveria ser eterna como Saturday Night Live.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 26/02/2009 na NBC americana.
Battlestar Galactica “4×17: Someone to Watch Over Me”: Estou muito surpreso com este episódio de Battlestar Galactica e no mau sentido. A série vinha num ritmo impecável que foi quebrado por este morno capítulo, faltando tão pouco tempo para o derradeiro final de toda a série. Apesar de alguns fortes acontecimentos, como Chief trocando Boomer na prisão por uma outra nº 8 e a fuga desta com Hera, danificando Galactica, o restante da narrativa foi arrastada e morna. Someone to Watch Over Me começou bem, mostrando a incansável luta diária de Kara e o esgotamento de recursos, mas a série logo se rendeu a intermináveis momentos como o daquela composição no piano e o excesso de “visões” do passado ou de realidades alternativas, que enfraqueceram a história especialmente no final quando Chief visita o quarto de sua filha e encontra-o vazio. Mas o pior de tudo é que este capítulo foi embora sem trazer alguma perspectiva ou uma incontrolável vontade de ver o episódio seguinte, o que é raro na série. Enfim, foi um deslize lamentável nesta altura do campeonato.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 27/02/2009 no Sci-Fi americano.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Battlestar Galactica, Damages, Trust Me
Tags: episodios, resenha, semana, temporada, usa
27/02/2009 - 06:01

United States of Tara “1×05: Revolution”: No quesito evolução, United States of Tara merece uma nota muito baixa. A promissora trama que vimos no episódio piloto vem se arrastando há semanas e pouca coisa pode ser dita ou salva de cada capítulo. Neste pretensiosamente intitulado Revolution, nada mudou. Os desinteressantes filhos deram uma festa em casa e T apareceu mais uma vez causando problemas familiares. Quanta novidade. Até agora, o que mais me surpreendeu foram os nomes envolvidos nesta série, especialmente o de Steven Spielberg como produtor executivo. United States of Tara, por enquanto, é fraca como comédia e insossa como drama. Darei mais uma chance para que engrene, e só.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 15/02/2009 no Showtime americano.
Trust Me “1×04: Au Courant”: Mason é um sujeito solitário e, ao ser pressionado por seu cliente que possui uma descolada grife de roupas, acaba indo fazer pesquisa de tendências com sua filha nerd – a única exemplar do público-alvo que ele conhece de antemão. Este episódio extrapolou as paredes da agência, atingindo em cheio a realidade da família do publicitário, que se revelou vazia e deprimente como uma página de Facebook sem amigos. E foi na desastrada tentativa de estar “por dentro das últimas”, Mason pega o pitch de Conner (que teria salvado a campanha) e promete algo inalcançável: uma série de webisódios dirigidos por Spike Jonze, de Quero Ser John Malkovich. Claro que toda a história dos dois voando atrás do sujeito foi divertida e interessante, mas Au Courant conseguiu ser mais denso que isso, seja ao mostrar a reação dos amigos face um novo fracasso (que antes seria atribuído a um superior) ou ao retratar o crescimento que toda esta experiência acabou trazendo para dentro de suas vidas. Trust Me continua em um excelente ritmo, revelando-se a melhor surpresa deste Fall Season.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 16/02/2009 na TNT americana.
Damages “2×07: New York Sucks”: Quem está boquiaberto (de novo) com Damages levante a mão. New York Sucks contou a história da dedicação do Tio Pete, que sacrificou-se pelos obscuros segredos de Patty Hewes, deixando sua moribunda mulher e um incontável número de perguntas para o FBI. Os fragmentos da série vão se juntando, apesar de ainda vermos cenas esparsas que só farão sentido mais tarde, como a das missões do capanga de Krullik e as várias pistas que às vezes são encontradas e às vezes ignoradas, fazendo com que a série esteja constantemente “pisando em ovos”, sem nos permitir saber o que esperar no próximo frame. Também não conhecemos o nível de envolvimento de Patty e seus objetivos em toda essa história, ainda mais agora com essa parceria pública com Frobisher. Alguém duvida que vão apagar o cara logo? Eu não. Ah, e por falar em perigo, Ellen segue cada vez mais negligente, como se ela estivesse num constante estado de “inocência”, destoando muito da que vemos 4 meses à frente. Mas, quem sabe, ela aprendeu com sua “mentora” e está dissimulando muito bem. Damages está “bizarramente intrigante” a cada episódio.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 18/02/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×16: An Honest Mistake”: O final do crossover entre Grey’s Anatomy e Private Practice veio com o esgotamento físico e mental de Derek Sheppard, que foi a estrela absoluta nestes episódios. Aliás, o capítulo da série de Addison (”2×16: The Ex-Life”) foi praticamente uma continuação do anterior de Grey’s, mostrando as complicações que o irmão da obstetra sofreu no pós-cirúrgico. Mas este An Honest Mistake fechou com chave de ouro o arco, com várias definições nas vidas dos cirurgiões do Seattle Grace. Descobrimos que Izzie está mesmo doente e ela utilizará os internos para saber o que tem, enquanto Bailey e o Chief desentenderam-se seriamente por conta das expectativas criadas de cada lado. Mas a apoteose do episódio ocorreu no meio do hospital com aquela intensa briga entre Derek e Mark, “resolvendo” o que estava pendente entre os dois por muito tempo. A tensão nas cenas cirúrgicas também foi elevada a um outro nível, com as discussões e divergências sobre o tratamento de pacientes, tanto no caso da mulher grávida, quanto nos erros da veterana Dra. Campbell (Faye Dunway). Shonda Rhimes trouxe um episódio com necessários conflitos que inevitavelmente trarão o crescimento das personagens e de toda a história. A série encontra-se em um de seus melhores momentos desde a aclamada 2ª temporada, mas é certo que precisamos de Addison de volta.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 19/02/2009 na ABC americana.
Battlestar Galactica “4×16: Deadlock”: Esta reta final de Battlestar Galactica está impecável, não? Esta saga vem trazendo uma boa quantidade de respostas, provando que o cancelamento planejado de séries só traz benefícios para os espectadores. A chegada de Ellen complicou ainda mais as coisas, com a possibilidade de segregação dos Cylons humanóides da frota, o que seria muito prejudicial para Adama no atual e precário estado de conservação da astronave Galactica. A volta de Gaius também trouxe à tona o problema que milhares de pessoas sofrem com o racionamento de comida, cada vez mais escassa. Sem poder “saltar” com os drives FTLs que ainda estão sob reparo, a busca por abrigo e suprimentos fica cada vez mais complicada e urgente. Certo é que com as duas raças à beira da extinção, como vimos naquela interessantíssima e simbólica cena final com as fotos de Cylons mortos, o clima de indefinição que paira no ar dá o tom emergencial destes 4 últimos capítulos que faltam. Vai ser uma viagem e tanto!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 20/02/2009 no Sci-Fi americano.
Por esta semana é só! Aguardo os seus comentários sobre as séries e episódios que assistiu!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Damages, Greys Anatomy, Trust Me, United States of Tara
Tags: abc, episodios, fx, resenha, sci-fi, showtime, temporada, tnt, usa
17/02/2009 - 00:01

United States of Tara “1×04: Inspiration”: Ironicamente, ainda falta inspiração para United States of Tara neste episódio chamado “Inspiration”. A série continua lenta, sem foco e com tramas desmotivantes, como a dos problemas sexuais entre Tara e seu marido e a da filha Kate e o potencial romance com seu chefe do restaurante. A “dramédia” ainda peca por repetir temáticas, quando já foi claramente explicitado pra nós que os “alters” da pintora têm a constante vocação para atrapalhar sua vida, o que não precisa sempre ficar para o “cliffhanger” do episódio, se é que podemos chamar aquelas cenas avulsas de cada final (alô, Juno) disso. Muita coisa boa precisa estar preparada para essa série ganhar a encomenda de uma nova temporada antes mesmo da metade da primeira. Torço pra que isso aconteça, porque este ritmo está deveras cansativo e raramente interessante cada vez mais.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 09/02/2009 no Showtime americano.
Trust Me “1×03: But Wait, There’s More”: Com apenas três episódios exibidos, Trust Me já me cativou. Roteiro bom e ágil e com uma química cada vez melhor não só com os dois protagonistas, como já mencionei, mas também com os coadjuvantes, incluindo a ótima atriz Sarah Clarke (a Nina Meyers de 24, quase irreconhecível). É bom também que a série não fica acomodada e logo cedo já mostrou um bom conflito com os concorrentes de Mason e Conner tentando roubar a recém-chegada Sarah da agência. Muito boa também a participação de Monica Potter, que demonstra bem o desconforto de sua personagem, bem agora que ela foi indicada como a “estrela” da agência, cuja chefe só quer saber de que seus empregados faturem grandes prêmios. Trust Me é uma série simpática e agradabilíssima de assistir, mas precisa tomar um cuidado melhor com a edição, pra não alongar demais determinadas cenas. Apesar disso, esse é mais um acerto do canal TNT americano, que vem colecionando bons títulos televisivos.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 09/02/2009 na HBO americana.
Damages “2×06: A Pretty Girl in a Leotard”: O episódio anterior de Damages nos trouxe muitas revelações, mas em contrapartida este chegou carregado de questionamentos e retomando muitas histórias da temporada passada que não estão mais frescas em nossa memória, como o caso da cunhada de Ellen que foi seguida por aquele policial corrupto. Finalmente vimos aqui também o aguardado retorno de Frobisher em um bizarríssimo conluio com Patty contra a UNR, já que ele é um dos grandes acionistas da empresa. Reconheço, contudo, que os flashfowards desta temporada ainda não atingiram o nível dramático da primeira, que teve a morte do noivo, Patty chorando na praia etc. Por mais que vimos o detetive mau invadindo o apartamento de Ellen, sabemos que ela não deverá morrer ali e daquela forma, fazendo com que a cena tenha apenas um choque inicial que não perdura ao refletirmos. Mas como todo bom caso jurídico, Damages vai se construindo aos poucos, com uma evidência coletada aqui e um depoimento ali, até que tudo chegue a um veredicto. As peças estão no tabuleiro, mas ainda não formam uma imagem clara. Ainda assim, eu duvido que a temporada vá decepcionar.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 11/02/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×15: Before and After”: Este excelente crossover entre Grey’s Anatomy e Private Practice serviu pra mostrar que o lugar de Addison sempre foi no Seattle Grace e não em um clinicazinha de Los Angeles. O pedido de casamento à Meredith precisou ser prorrogado prorrogado enquanto Sheppard se tornou a estrela do dia salvando o irmão de sua ex que possuía diversos parasitas no cérebro (mas já vimos que ele não permanecerá o herói por muito tempo). O jogo também virou para o romance entre Hunt e Christina com a chegada da mulher que vimos no episódio anterior. Acontece que ela era a noiva do médico e ele terminou com ela com um e-mail de suas linhas antes de partir pra guerra e retornou sem avisar! Mas de todas as histórias, a que mais empolgou foi o jogo que Izzie criou, enquanto sua condição médica cada vez foi ficando ainda mais evidente para Alex. Certamente esse vai ser o grande “caso” da temporada, culminando na já antecipada saída da atriz Katherine Heigl. Já Sadie, quem diria, entrou e deverá sair sem fazer nada, inclusive “medicamente” falando, pois ela colou pra chegar onde está. Foi um episódio equilibrado, com muita química entre os elencos de Greys e Private, o que me faz pensar por que Shonda Rhimes divide seu tempo e sua criatividade entre duas séries, enquanto poderia fazer muito dedicando tudo em uma só. Grey’s Anatomy, é claro.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 12/02/2009 na ABC americana.
The Office “5×14: Lecture Circuit (Part 2)”: A segunda parte de Lecture Circuit veio com um grande anti clímax, já que no final de tudo Michael não conseguiu reencontrar Holly, depois de se passar por um completo idiota (nenhuma novidade aí) na filial dela. Eu só quero ver quando o resultado destas palestras chegar à matriz… No escritório, para uma grande surpresa minha, Dwight e Jim deixaram suas diferenças de lado (ou quase isso) para planejar o aniversário de Kelly Kapoor. Mas nada disso conseguiu superar uma das melhores cenas de toda a história da série, quando vimos junto com o pessoal da Dunder Mufflin pela webcam a bizarra relação que Angela mantem com seus gatos, chegando ao cúmulo de agir como um, lambendo e cuspindo bolas de pelo. Só achei uma pena que esse episódio acabou meio do nada, sem trazer uma conclusão satisfatória para este pequeno arco. Resta saber se o que Pam falou para Michael era verdade ou não…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.
30 Rock “3×10: Valentine’s Day”: Em apenas um episódio, 30 Rock conseguiu arrumar uma potencial briga com a Igreja Católica, com associações de deficientes visuais e com uma cadeia de restaurantes multinacional por um product placement não solicitado. O roteiro de Jack Burditt e Tina Fey para este dia dos namorados foi afiado e impecável, e uma das cenas que mais me fez rir na série foi o encontro de Lemon com o Dr. Barret, que envolveu seios à mostra, comida queimada, uma filha problemática, Liz fazendo “nº 2″ no banheiro e a morte da mãe do médico, que mais tarde descobrimos ser a avó dele, já que a “irmã” na verdade é a mãe. Puro nonsense! A participação de Jon Hamm foi uma das melhores até hoje e tomara que este arco ainda dure muito. O mesmo pode ser dito sobre Salma Hayek e seu caliente romance com Donaghy, que também rendem ótimos momentos (Jack rezando com o celular na mão tentando segurar a reserva no restaurante, por exemplo). Por fim, chegamos à paixão de Kenneth pela moça cega, que o deixou mudo como o Raj de The Big Bang Theory, e fez com que Tracy passasse todo o episódio cortejando-a por ele e simulando encontros. Foi cruel, mas, confesso, hilário. Este certamente foi o melhor episódio da temporada até agora!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 12/02/2009 na NBC americana.
Por hoje é só! Agora é hora de você comentar sobre os episódios da semana! Seja os que estão aqui ou os que você conferiu! Survivor: Tocantins, alguém? Eu achei bleh demais…
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Greys Anatomy, The Office, Trust Me, United States of Tara
Tags: abc, fx, nbc, resenha, semana, showtime, tnt, usa
11/02/2009 - 08:10

Trust Me “1×02: All Hell the Victors”: Acho que já temos aí um forte candidato ao hit do Mid Season. Em seu segundo episódio Trust Me não decepcionou, trouxe um texto ágil, inteligente e cheio de reviravoltas e ajustou de vez a química entre Erick McCormack (Mason) e Thomas Cavanagh (Conner). Recém ocupando o cargo de comandantes de uma agência, os dois sem querer venderam uma brilhante idéia pra um cliente, e logo depois descobriram que a campanha já pertencia a um outro escritor. Mas no contrata ou não contrata o sujeito, os dois acabaram sabotando o próprio teste com consumidores que pagaram, o que foi uma sacada genial. Trust Me é divertida, mas séria o suficiente para não sair do foco, que são as dificuldades que dois jovens talentos com pouco know-how terão que enfrentar no mar de tubarões. Certamente este foi um ótimo começo!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 02/02/2009 na TNT americana.
Gossip Girl “2×17: Carnal Knowledge”: A primeira metade deste episódio de Gossip Girl foi sem graça e enfadonha, graças à boba guerrinha que Blair resolveu armar contra Rachel, a professora ninfeta, que de início não surtiu nenhum efeito. Mas o draminha do confisco de celulares e os rumores no blog da Gossip Girl logo deram lugar à um jogo muito interessante, que envolveu o ciúme de Serena, uma foto comprometedora e uma reunião de pais na escola Constance Billard. Foi lá que o “inocente” encontro de Dan com a professorinha causou a expulsão desta, sem querer confirmando a mentira que Blair criou. Ah, e foi esta a dona da melhor referência da semana: “É isso que eu chamo de prova excludente. Eu adoro Damages“. Enquanto isso, não consegui entender qual é a da trama De Olhos Bem Fechados que Chuck entrou, que só não foi mais ridícula porque a própria série admitiu semelhanças com o filme de Kubrick. Mas eu já estava pronto pra criticar o vai e vem de Serena e Dan quando aquela cena final totalmente inesperada nesta altura do jogo veio e arrebatou Dan e nós espectadores! A Gossip Girl vai ter um bom trabalho daqui pra frente. Pena que a série só volta no dia 9 de Março…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 02/02/2009 na CW americana.
Fringe “1×13: The Transformation”: Está aí a prova de que Fringe não precisa nos encher de respostas para ter um episódio satisfatório. Aliás, The Transformation foi exatamente o tipo de capítulo que estava faltando pra série deslachar, com uma trama amarrada à suas origens e trazendo resoluções importantes, como foi o caso entre Olivia Dunham e o falecido John Scott. É admirável a forma que os roteiristas conseguiram de trazer o ator Mark Valley de volta (ele é fixo na série) sem utilizar flashbacks ou pulos no tempo. Scott morreu no primeiro episódio e cada vez mais mostra-se fundamental à trama. Outra “ressureição” foi a da Massive Dynamic, sempre levantando dúvidas sobre o caráter de sua controller e o envolvimento da organização no padrão. Agora, vamos ao melhor deste episódio, que foi a impressionante transformação vista no início. Ainda que lidando com o absurdo e o fantástico, Fringe sabe ser uma série contida, revelando apenas o necessário para instigar o espectador, ao contrário do que acontece com séries tipo Supernatural. Sem dúvida alguma vale a pena voltar às atenções para este novo drama de J.J. Abrams.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 03/02/2009 na FOX americana.
Damages “2×05: I Agree, It Wasn’t Funny”: Muitas revelações neste episódio de Damages, e quem diria que foi o Tio Pete foi mesmo o mandante executor do atentado encomendado por Patty contra Ellen Parsons (corrigido, Croitor)! O cara certamente nunca confiou na moça e agora ele tem ainda mais motivos para vigiá-la de perto. Mas o que vemos nem sempre é o que parece e quem está seguindo a heroína não é necessariamente o pessoal do Hewes & Associados. Aposto que o contato do futuro namoradinho da moça é Frobisher. Em momentâneos flahes, ficou subentendido também o que realmente aconteceu na casa dos Purcell, que até agora assumiu o lugar de Patty Hewes no quesito “surpresa”. Mas eu ainda tenho uma pulga atrás da orelha com estes dois e ainda acho que eles podem estar trabalhando juntos em algo maior, como apontei na resenha anterior. No final, tivemos uma overdose de informações, como o marido infiel de Patty, a descoberta de Hewes que Ellen anda falando com os federais (ela dá muito na cara) e por fim aquele mini flash alguma coisa com Wes que foi extremo! Damages entrega mais um episódio denso e recheado de boas atuações deste primoroso elenco. Ah, sim, e continua totalmente imprevisível. Em quem, afinal, Ellen atira daqui 5 meses?
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 03/02/2009 no FX americano.
Lie to Me “1×03: A Perfect Score”: Lie to Me é uma série que transborda tecnicidade. O trabalho de pesquisa e de consultoria eficaz quanto os resultados atingidos pelo Lightman Group. Em contrapartida, falta emoção ao drama e este é o ponto mais fraco desta série. Por mais especializado que seja, um bom seriado investigativo tem que despertar a empatia dos telespectadores com os casos mostrados e, pela terceira vez, não foi isso que vimos. Eu sinceramente não estava nem aí pro caso da filha da juíza ou muito menos pelo avião que o piloto da NASA destruiu. Lie to Me abusa em métodos e procedimentos, mas deixa de explorar e estimular os instintos primais dos seres humanos em busca das clássicas expressões faciais e trejeitos, ao contrário como ótimas séries do gênero o fazem (CSI, Bones, The Closer). Até mesmo a relação do Dr. Cal com sua filha é mecânica e, embora isso seja intencional, não quer dizer que é interessante. É o fim da linha para Lie to Me em nossa cobertura semanal e, se a série melhorar, falarei mais dela em um Season Pass. É uma pena, pois eu apostava todas as minhas fichas nesta aqui para o Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 04/02/2009 na FOX americana.
Grey’s Anatomy “5×14: Beat Your Heart Out”: Isso sim é Grey’s Anatomy! Romance, emoção! Que episódio empolgante, que tirou a série da inércia de forma categórica! As faíscas voltaram no Seattle Grace e está tudo perfeitamente se encaixando. Sensacionais as cenas de sedução entre Yang e Hunt, que foram interrompidas por uma misteriosa mulher que fez o ex-militar grandalhão chorar igual uma criança e isso com certeza promete! Ah, e ainda teve Bailey finalmente encontrando sua verdadeira vocação, Izzie procurando saber o que tem de errado em sua cabeça, Sloane pensando em ficar mais “quieto” e, é claro, o iminente pedido de casamento de Derek à Meredith. Era certo que isso não seria entregue de bandeja desta forma, já que Addison ligou lá de Private Practice com algum tipo de emergência. Eu não curto “a outra série”, mas o crossover parece que será interessante. Se você não quer saber do que se trata, pare de ler aqui. Bom, em Private Practice descobrimos que o irmão de Addison, que também é neurologista, está com parasitas no cérebro e precisa urgentemente de uma operação. Ele está sendo levado para Seattle e, é claro, o pedido de casamento terá que ser adiado. Vamos ver o que vai acontecer. Que bom que Grey’s Anatomy voltou com tudo!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 05/02/2009 na ABC americana.
30 Rock “3×10: Generalissimo”: Impecável este episódio de 30 Rock, onde todas as tramas avulsas dos episódios anteriores concentraram-se numa sequencia de excelentes piadas, a começar pela repulsa que a avó de Elisa sentia por Jack Donaghy por este lembrar muito o vilão de uma telenovela mexicana. Em mais um show de atuação (que certamente o concederá mais prêmios), Alec Baldwin interpretou com maestria o maldoso Generalíssimo da novela, que no fim acabou ajudando Jack a conquistar a adoração da avó, pois ele havia adquirido os direitos sobre a atração. Enquanto isso Lemon ficou conhecendo o seu vizinho, interpretado por ninguém menos que Jon Hamm de Mad Men, no que será um promissor arco episódico. Com quotes como “Ahora con mas semen de toro!”, numa divertida propaganda do petisco mexicano favorito dos escritores, 30 Rock voltou ao seu melhor momento, finalmente fazendo valer todos os prêmios que recebeu.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.
The Office “5×14: Lecture Circuit (Part 1)”: Em menos de uma semana, dois episódios excelentes de The Office! Os caras não estão mesmo pra brincadeira. Enquanto Stress Relief foi para o lado do nonsense total, este Lecture Circuit teve uma approach mais pessoal com relação à Michael e seu desejo de reencontrar Holly. Pam também esteve ótima em sua visita à Karen e na filial Andy conseguiu roubar a cena com o seu “chame” pra cima da nova cliente de Stanley. Das palestras loucas de Michael à ótima deixa final, este foi mais um score da turma de Scranton!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.
Battlestar Galactica “4×14: Blood on the Scales”: Se por um lado a dita revolução de Tom Zarek e Felix Gaeta começou orquestrada e rapidamente atingiu o seu objetivo (derrubar o atual regime na frota), quando estes chegaram ao “poder” a situação foi, no mínimo, desastrosa. Gaeta não tem a experiência e a frieza de Adama para tomar decisões frias e rápidas e Zarek não tem a moral e a diplomacia de Roslim para lidar com inimigos, o que resultou na triste e impactante chacina de todos os representantes da frota. Não poderia ficar deste jeito. Secretamente as ações de Lee e Kara consubstanciaram para impedir a execução de Tight e Adama (mas com uma dispensável sequencia de sonho de Baltar indicando o contrário apenas para fins promocionais) e a firmeza de Roslin, agora governando diretamente da nave Cylon, foi essencial para impedir uma crise ainda maior. O reencontro dos dois foi emocionante, o cliffhanger impecável e este final de Battlestar Galactica segue como o fenomenal acontecimento televisivo que sempre foi, mas agora em grandiosíssimo estilo. Faltam só 6 agora.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 06/02/2009 no Sci-Fi americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Battlestar Galactica, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, Lie to Me, The Office, Trust Me
Tags: resenha, semana, temporada, usa
02/02/2009 - 01:25

Já é segunda, por isso chegou a hora de postar a primeira parte dos comentários dos episódios exibidos na semana passada, entre os dias 25/01 a 31/01. Como esta foi a semana que antecipou o Super Bowl norte-americano, algumas séries não tiveram episódios exibidos, por conta da programação de especiais relacionados ao evento. Mesmo assim, vamos lá!
Big Love “3×02: Empire”: A ordenação religiosa que os Henricksson seguem, uma vertente não oficialmente reconhecida descendente do Mormonismo original, prega que a poligamia masculina é o único meio de atingir a divindade eterna e as mulheres que se recusarem à prática pluralista não seriam aceitas no céu. Além disso, existe a obrigação destas mulheres estarem constantemente “gerando” filhos, pois a sustentação de toda e qualquer religião é, por óbvio, o maior número de fiéis possível. Quanto mais crianças criados no meio desta “cultura”, mais adeptos e seguidores a Igreja terá. Por isso, os ensinamentos de Joseph Smith Jr. ainda são praticados por muitos grupos e comunidades fechadas no interior dos EUA, uma delas, a fictícia UEB, da qual Bill não mais faz parte. É aí que residem todos os contrastes de Big Love. Enquanto um pai moderno que diversifica os seus negócios, trabalha e mora em casa de luxo, Bill passariam como um provedor normal para sua família. Mas aí entra a parte religiosa onde, por exemplo, o marido e suas três mulheres saem para “namorar” com uma quarta pretendente a fim de tomá-la para dentro de casa e continuar com a indústria de fazer mórmons ortodoxos e mais problemas. Mesmo pacato, Bill é um destes fundamentalistas que acredita piamente nos ensinamentos de um profeta que diz ter visto anjos carregando placas douradas com os tais ensinamentos, por volta do ano 1800. Eu, se fosse aquele nativo americano, não construiria um cassino com esse sujeito, em plena caça à poligamia no Estado de Utah. É mais seguro investir com o Sr. Trump. Pelo menos esse “só” idolatra dinheiro. A trama segue mais densa do que nunca e a série definitivamente reergueu-se de sua morna 2ª temporada.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 25/01/2009 na HBO americana.
Trust Me “1×01: Before and After”: Trust Me é até uma série que inicialmente poderia ser classificada como uma tentativa de “filar” o sucesso de Mad Men, pois se passa justamente em uma agência de publicidade e traz, logo de cara, algumas situações semelhantes (como a captação de clientes e o desenvolvilento de campanhas). Mas a série, que marca a volta de Erick McCormack (Will and Grace) e Tom Cavanagh (Ed, Scrubs) à TV, começa com um texto atrapalhado, sem objetivo e com atuações ligeiramente inseguras de astros tão escolados. Mas à medida que o piloto avança, esse drama meio engraçadinho vai encontrando o seu ritmo, logo após a morte do dono da tal agência (numa divertida ponta do Jason O’Mara da Life on Mars americana). É aí que os dois amigos Conner e Mason enfrentam os conflitos e desafios para preencherem um cargo tão importante, ainda que apenas um deles foi oficialmente indicado para substituí-lo. Mas o grande “it” de Trust Me, pra mim, será ver o processo criativo destes dois inseguros profissionais da publicidade e as mirabolantes campanhas que eles criarão, o que não acontece muito em Mad Men, como sabemos, já que o enfoque do drama de Matt Weiner é outro. Essa também tem tudo pra ser um hit, já que ao final do episódio os protagonistas estão mais à vontade no papel e com uma boa química. A direção e consistente e o roteiro, da metade em diante, não decepcionou. Vale a pena dar uma chance.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 26/01/2009 na TNT americana.

Damages “2×04: Hey! Mr. Pibb”: Aconteceu! Damages trouxe o episódio que certamente deixou todo mundo boquiaberto com a quantidade de reviravoltas e surpresas que desfilaram em nossa tela. Pra começar, tivemos mais um pedaço daquela cena de Ellen no futuro, desta vez mostrando que ela saiu com uma mala de dinheiro! Mas neste quarto episódio todas as atenções estavam em Daniel Purcell. O cara muda de culpado pra inocente a todo o instante, e é praticamente impossível saber em quem confiar. Se por um lado o final deu a entender que ele está mesmo nas mãos da Ultima National Resources (UNR, daqui pra frente), também é bem possível que ele entrou nesse jogo junto com Patty e os dois estão tramando algo muito maior. Afinal, não teria porque o pai do filho da sócia majoritária do Hewes & Associados aprontar aquele papelão em plena audiência, corroborando a tese da defesa. Aí tem coisa, ainda mais depois daquela cena com ele jogando a amostra de água fora (seria a verdadeira?) e prestes a receber um enorme pagamento (o que, no futuro, pode virar uma prova judicial). A única variável que não consegue sustentar esta teoria é o envolvimento dele na morte da mulher. Precisamos de mais sobre o que aconteceu aquela noite. Estou perplexo com este episódio e a série, mais uma vez, conseguiu tornar-se absolutamente imprevisível.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 28/01/2009 no FX americano.
Lie to Me “1×02: Moral Waiver”: Acho que nunca vamos nos cansar quando do Dr. Lightman e sua equipe pegam alguém na mentira, principalmente numa situação inesperada como naquela conversa no início do episódio sobre os gastos do chefe do Departamento de Defesa com o polígrafo manual. É igual ver Grissom resolvendo um crime. Ele o faz há anos e ninguém queria que ele fosse embora de CSI. Além disso, a série foi muito feliz ao abordar logo de cara as limitações das máquinas que detectam mentira e como elas podem ser facilmente burladas, tornando o trabalho dos especialistas neste ramo ainda mais indispensável. Mas nem tudo foram flores no segundo capítulo, porque os roteiristas conseguiram juntar duas das histórias mais chatas vistas em uma série de investigação: a do suposto estupro no exército e a do jogador de basquete com artrite. Fora que os “investigados” recebem os consultores como se fosse a coisa mais normal do mundo: “Ah, vocês são os caras da mentira, legal”. Lie to Me é outra série tecnicamente impecável, desde sua instigante abertura até o momento em que comparam as expressões faciais e gestos dos mentirosos com a de pessoas famosas em situações semelhantes, denotando que tudo isso que vimos tem uma base científica e pode ser explicado pelo episódio (ao contrário de The Mentalist, por exemplo). Eu só uma pena ver todo esse potencial desperdiçado em tramas fracas (e o que o ótimo David Anders de Alias e Heroes estava fazendo numa ponta mínima?). Lie to Me não podia começar deslizando assim, especialmente com uma montagem totalmente ineficiente, que bagunça a mente do espectador e impede sua identificação com as personagens.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 28/01/2009 na FOX americana.
Amanhã falaremos de mais séries, incluindo United States of Tara e o explosivo episódio de Battlestar Galactica! Agora eu aguardo o seu comentários! Se não conseguir acessar a página de comentários, envie-os para ligadoemserie@ig.com.br, que serão publicados aqui!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Big Love, Damages, Lie to Me, Trust Me
Tags: fox, fx, hbo, resenha, semana, tnt, usa
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