A Semana em Série, Parte I
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Heroes “3×22: Turn and Face the Strange”: Em mais uma semana Heroes continua medíocre. A trama boba em que Hiro e Ando se meteram com o filho de Matt Parkman deixa cristalino o quanto o roteiro de Tim Kring é vazio e sem foco. As caretas de Ando, as interlocuções de Hiro e a resolução do casinho beiraram o improviso, de tão mal escritos. Nem o novo poder de Sylar foi usado à sua capacidade, pois a todo o momento em que ele estava transformado em uma pessoa, foi possível perceber e até mesmo antever o que sairia dali. Desnecessária também a inclusão de mais uma história, desta vez envolvendo o lado “sentimental” de Denko, que só prestou pra postergar ainda mais o nada que virou a série. Heroes tem sim uma história, mas que só é contada no início e fim de cada capítulo ou volume. O recheio é pura enrolação. Faltando três capítulos para o fim, um tal “cemitério” no meio do nada foi revelado. A pergunta que fica sobre esse novo mistério é: quem se importa?
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 06/04/2009 na NBC americana.
Trust Me “1×12: You Got Chocolate in my Peanut Butter / 1×13: The More Things Change”: Acabou, e da pior maneira possível. Trust Me despediu-se da TV sem um final digno, já que foi sumariamente cancelada pelo canal americano TNT. Segundo os executivos, a série não era “acessível ao público”. Ora, colocar uma produção tão caprichada e seleta como esta no horário do blockbuster American Idol denota, no mínimo, a estupidez dos programadores e o descaso com que o drama foi tratado desde o início. Enfim, nos episódios finais Mason, Conner e Tony Mink conseguiram dar a volta por cima na agência, resgatando de seu rival uma conta da qual não davam atenção – a Buick – e cobrindo o déficit deixado pela saída da Arc Mobile. Conectando muito bem o episódio anterior sobre o passado de Tony com Denise com os acontecimentos deste Series Finale em que foi oferecido à Mason o cargo do amigo, Trust Me encerrou-se de forma real, com um cliffhanger interessantíssimo para a ótima história que vinha sendo desenvolvida. Infelizmente não saberemos como a dupla de publicitários superará o desafio de ser liderada pelo pretensioso e arrogante Culligan. Tom Cavanagh e Erick McCormick estavam confortáveis e em perfeita sintonia em seus papéis, numa série descompromissada e pouco dispendiosa (pois, inclusive, era muito bem patrocinada). Grande vacilo da TNT não ter segurado a onda deste promissor drama.
Cotação Bruno Carvalho: 



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Episódios exibidos em 07/04/2009 na TNT americana.

Fringe “1×15: Inner Child”: Sem revelar uma gota sequer de seus segredos, Fringe voltou de forma arrasadora com um episódio redondo, curiosíssimo e com uma história cativante. Desta vez o padrão se manifestou em uma criança que foi descoberta nos escombros lacrados há décadas de um prédio a ser demolido. Com uma aparência que lembrou inicialmente um ET (pois estava branco, magro e com os olhos arregalados), o menino foi levado aos cuidados da divisão especial do FBI, onde desenvolveu uma conexão quase imediata com Olivia Dunham e com o caso que ela estava investigando (às vezes eu fiquei com muito medo da reação do garoto, pois esperava a todo tempo algo animalesco). Funcionando como uma espécie de conduíte emocional, ficou claro que o menino fazia parte de um experimento que pode, inclusive, ter a ver com o Observador (notem a semelhança física dos dois). Como eu disse, Fringe não precisou responder nenhuma pergunta para trazer um dos melhores capítulos de sua temporada, graças ao alto nível do roteiro que foi brilhantemente crescendo com a condução do talentoso diretor Frederick Toyle dentro da forte e característica aura de mistério da série. Se você não segue Fringe, comece imediatamente porque vale a pena.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 07/04/2009 na FOX americana.
Dirty Sexy Money “2×10: The Facts”: Agora eu entendi porque o canal ABC simplesmente engavetou Dirty Sexy Money até o verão americano. O episódio The Facts, exibido antes no Brasil, foi uma incompreensível sucessão de absurdos, que culminou num dos piores anti-clímaxes já vistos em uma série. A grande “idéia” dos roteiristas foi a de colocar uma repórter batendo na casa dos Darling fazendo perguntas indiscretas ao motorista que cuidava da casa sozinho enquanto a família havia saído da cidade para o feriado. Claramente mostrando que o sujeito estava mentindo desde o primeiro segundo, o episódio continuou com a “brincadeira” como se o público fosse tão ou mais estúpido que a inexperiente repórter que acreditava em tudo que ouvia. No fim, ao conseguir um escândalo sobre o livro de Patrick Darling que mancharia a integridade do político, o chofer pediu que o caso fosse abafado em troca de virar fonte para fofocas ainda maiores. Que contradição, não? Ora, se ele fez de tudo para abafar algo menor, como ele se escoaria segredos mais sórdidos? Pra piorar, no final a série ainda foi capaz de apresentar uma óbvia montagem “evidenciando” para nós que tudo aquilo que fora dito nos últimos 40 minutos não passava de uma mentira! Sinceramente, Dirty Sexy Money trouxe não só o pior episódio de sua série, como de toda a temporada de séries 2008/2009.
Cotação Bruno Carvalho: 
Episódio exibido em 07/04/2009 no AXN.



How I Met Your Mother “4×19: Murtaugh”: Eu pensei que How I Met Your Mother subitamente havia recuperado a sua genialidade com a tal lista “Murtaugh“, baseada no personagem de Danny Glover da clássica série Máquina Mortífera, que sempre dizia estar velho demais pra fazer aquelas coisas. Assim, nasceu a aposta entre Ted e Barney, que rapidamente foi substituída pelo excesso de absurdos quando o “desafio” foi elevado, fazendo com que Ted tivesse que viver igual um velho. Tivemos também aquela historinha igualmente sem graça de Lilly e Marshall na escola, que foi o ponto mais baixo da temporada! Cadê a How I Met Your Mother que conhecemos? Quem está escrevendo a série agora, uma criança de 8 anos? The Big Bang Theory “2×19: The Dead Hooker Juxtaposition”: Chuck Lorre e Bill Prady vieram com mais uma sacada genial com a nova vizinha de cima do apartamento dos geeks, evidenciando que Penny é tão emocionalmente dependente daquele grupo como o contrário. A grande piada, contudo, foi a de Wollowitz e sua dificuldade em sair de casa, mesmo sendo praticamente expulso por sua mãe (que nunca aparece!). TBBT dominou a noite de segunda-feira com seu texto sempre afiado, adulto e contemporâneo.
Big Love “3×09: Outer Darkness”: A fé de Bill Henrickson está sendo fortemente testada, na a família, nos negócios, nas relações interpessoais e a casa literalmente caiu para o sujeito que, como já disse aqui, é um mestre em postergar problemas. Mas Outer Darkness foi além da trama e mergulhou de cabeça nas entranhas da Igreja Mórmon, com uma cena que ocorre dentro de um dos rituais fechados da instituição (aquele que Barb infiltrou), o que incomodou muito os fervorosos Santos dos Últimos Dias, que chegaram até a exigir uma retratação do canal HBO. A série já havia forçado a barra cutucando alguma das controversas crenças mormonistas, como o fato deles terem que usar uma espécie de “roupa íntima” especial chamada Garmet. Detalhes à parte, o estranho conluio de Bill com Roman só evidencia o tamanho de seu desespero, revelando que as amarras dele com seu povo dificilmente serão rompidas. Funcionando como um bom filler, este episódio preparou o terreno para a reta final da série que, conforme prometeram, será bombástica.
United States of Tara “1×09: Possibility”: Quisera eu que United States of Tara ficasse somente em sua premissa e com aquela linda abertura, porque faltando apenas três episódios para o final de temporada a comédia de Diablo Cody ainda não consegue empolgar. Este nono episódio melhorou a ponto de não deixar a série insuportável, mas há um longo caminho pela frente até ela tornar-se merecedora de nadar no mar das grandes produções. Não se enganem com a montagem final com musiquinha e tudo mais, porque todo o capítulo se baseou inteiramente no romance adolescente homossexual de Marshall, quando o cerne de tudo deveria ser as disfunções de Tara e o reflexo dela na vida de sua família. Às vezes parece que criaram incongruentes núcleos dramáticos dentro e, pelo que vimos até agora, não acho que seja proposital, denotando falta de controle da roteirista. Enfim, Diablo Cody, espero que me prove errado até o 12º episódio…
Trust Me “1×08: What’s the Rush / 1×09: Odd Man Out”: Ironicamente estes foram episódios sobre a quebra de confiança nas relações de Mason e Conner, a despeito do título da série. Apesar de eu ainda não entender bem a estrutura organizacional daquela agência (afinal, quem manda em quem?), o drama continuou a explorar bons momentos e conflitos quando descobrimos mais sobre o passado dos dois publicitários e o que eles passaram para chegar onde hoje estão. Sem querer martirizá-los ou mostrá-los sempre como os camaradas cool do lugar, a série foi feliz em ressaltar os defeitos de cada um permitindo que o público julgue-os não por suas ações ou omissões, mas sim pelo que eles fazem para contornar os obstáculos que muitas vezes criaram. Foi assim com Mason e sua filha e Connor e seu ex-parceiro de trabalho. Embora saindo sem empolgar muito, os capítulos marcaram o momento de transição na trama para o final de temporada que chegará em breve. É uma pena que a temporada é tão curta.
Dollhouse “1×06: Man on the Street”: Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse , que já era boa, ficou muito boa de uma hora pra outra com aquele inesperado encontro entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão”. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências contundentes sobre a Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que ele, tomei um susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma de suas bonecas. Na verdade, Paul está vivendo uma mentira tão grande, sendo manipulado por eles da forma que bem entendem, que ele é praticamente um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), mas isso não comprometeu muito este revelador episódio.
30 Rock “3×15: The Bubble”: Bom episódio de 30 Rock com o tema específico da “bolha”, mostrando (em um nível cômico absurdamente hilário) como a sociedade tende a favorecer os mais bonitos, dando continuação, ainda, à ótima participação de Jon Hamm (Mad Men). Divertido também foi o caso da renovação de contrato de Tracy e mais uma vez Kenneth salvou o dia, já que o astro não consegue viver sem o seu servente: “eu tenho que ir na casa do Sr. Jordan segurar sua mão enquanto ele assiste LOST“. Genial! The Office “5×18: New Boss”: Uau! Que episódio tenso e que cliffhanger foi aquele? A chegada do novo coordenador da região abalou as estruturas da Dunder Mufflin Scranton e sobrou até pro Jim, que não conseguiu dar uma dentro o dia inteiro. Afinal, ele começou com o pé esquerdo chegando fantasiado de smoking só para importunar Dwight. É óbvio que essa demissão de Michael não vai muito pra frente, mas o final me deixou mais tenso do que o de 24. E se o gerente regional que está na empresa há 15 anos é estúpido e faz as coisas do seu jeito, o novo chefe foi igualmente irracional impondo métodos e políticas sem o mínimo de sensibilidade. Enfim, poucas vezes tivemos um capítulo tão dramático assim, e foi muito bom!
Better Off Ted “1×01 Pilot”: : Esta nova série da ABC estrelada por Jay Harrington (Private Practice) e Portia de Rossi (Arrested Development) mostra o quanto o canal só vem piorando no quesito comédia, desde o fiasco triplo Cavemen/Carpoolers/Miss Guided da temporada 2007/2008. A história é centrada no executivo de uma empresa “especializada” em desenvolver produtos de todo e qualquer gênero, de preferência os mais absurdos e maléficos possíveis, e seus “desafios” no dia a dia com a chefe inescrupulosa e exigente. Com um roteiro absurdamente mal escrito e lotado de “piadas” que não funcionam, Better Off Ted só é bem sucedida em criar um humor besta, datado e extremamente caricato, que deveria envergonhar os envolvidos nesta produção, até mesmo os contra-regras (juro que em determinados momentos me lembrei de Zorra Total). ABC deveria ser judicialmente compelida a parar de produzir comédias. Tenho convicção de que esta atrocidade será logo cancelada. Podem apostar e não percam tempo.
Kings “1×01/1×02″: Goliath: Depois de finalmente terminar de ver este piloto estendido com muito custo, concluí que este pomposo drama da NBC não só é previsível (um plebeu que deve virar rei, oh) e pretensioso demais para ir longe num canal aberto, como também não serve nem como uma obra de crítica política e social (como foi Battlestar Galactica) de tão escancarada que é em seus objetivos (vide as cenas no tal parlamento de vidro). A produção é até caprichada, tem cara de ser despendiosa, mas por isso mesmo não vejo muito futuro nesta monarquia moderna e lúdica concebida por co-produtores de Heroes e Smallville. Estes foram alguns dos episódios mais enjoativos que assisti há um bom tempo, mesmo depois de ter visto estas duas comédias que comentei aí em cima. Como estamos em época de crise, não recomendo a devoção (com o perdão do trocadilho) a este drama antes de saber se ele realmente estará garantido por, pelo menos, o reinado de uma temporada completa.
Castle “1×01: Flowers For Your Grave”: Que tal juntar um monte de clichês sobre dramas forenses, policiais femininas amarguradas com um passado obscuro, literatura e um protagonista canastrão e cheio de si numa série abarrotada de metalinguagem? Temos aí a receita de Castle, novo draminha água-com-açúcar e com comédia da ABC americana que traz Nathan Fillion (Firefly, Drive) no papel de um escritor de romances policiais dark cujas histórias estão sendo executadas por um serial killer na vida real. Mas ao invés de continuar essa premissa nada original, porém interessante, o episódio piloto já traz a resolução do tal caso e no fim fica a deixa de que o escritor bam-bam-bam que não tem limites ou pudores vai trabalhar com a detetive bonita, sexy, mas (f)rígida, apenas porque ele pediu isso para seu amigo e prefeito de NY. Só de pensar no que deve vir pela frente dá preguiça, não? Eu aposto com vocês que esta será mais uma produção que será cancelada antes do fim e nem Season Pass dela precisarei fazer, quanto mais comentá-la semanalmente neste espaço. Rua!
Damages “2×10: Uh Oh, Out Com The Skeletons”: Eu vou desconsiderar que faltando apenas três capítulos para o fim da temporada, Damages continua com uma sequência de cenas esparsas que não fazem muito sentido, e vou passar a falar logo daquele final de fazer cair o queixo de qualquer um (à primeira vista). Ora, com base em tudo que já vimos daquele momento, temos subsídios suficientes pra dizer que Patty saiu dali baleada por Ellen? Claro que não. Primeiro porque se Ellen fosse atirar em sua chefe, depois de muita prática de tiro à distância, ela o faria pra matar. Segundo porque em nenhum momento (pelo menos até agora) vimos Patty realmente ferida. O tiro é dado, a cena é cortada e depois ela apareceu saindo de lá com sangue na mão e extremamente abalada, sangue esse que poderia muito bem ter sido projetado de outro corpo (valeu 8 anos de CSI!). No resumo da ópera, eu acho que a vítima foi outra e só nos resta saber quem. Em termos de edição, eu daria uma nota baixa para o episódio, mas realmente a cena final salvou tudo. Damages parece estar aprendendo com Battlestar Galactica (ou com novelas brasileiras), deixando tudo para ser resolvido no último capítulo. Pena. Na primeira temporada eles foram capazes de muito mais.

30 Rock “3×12: Larry King”: Ah, Tina Fey e sua equipe são capazes de escrever coisas que até Deus duvida, como essa hilária participação de Tracy Jordan no sisudo programa Larry King Live, que acabou trazendo o caos financeiro à cidade de Nova York. Não apenas isso, o caso romântico de Jack com Elisa continuou bombando e Liz precisou da ajuda de Kenneth para achar o celular que esqueceu no taxi, já que ela foi chantageada pelo motorista. A resolução de todo esse conflito foi mais uma vez impecável e vale destacar a brilhante atuação de Jack McBryer, que merece mais reconhecimento nas premiações do gênero. 30 Rock segue numa constante que combina um excelente roteiro, com participações memoráveis de grandes personalidades. Esta é uma série que deveria ser eterna como Saturday Night Live.
Battlestar Galactica “4×17: Someone to Watch Over Me”: Estou muito surpreso com este episódio de Battlestar Galactica e no mau sentido. A série vinha num ritmo impecável que foi quebrado por este morno capítulo, faltando tão pouco tempo para o derradeiro final de toda a série. Apesar de alguns fortes acontecimentos, como Chief trocando Boomer na prisão por uma outra nº 8 e a fuga desta com Hera, danificando Galactica, o restante da narrativa foi arrastada e morna. Someone to Watch Over Me começou bem, mostrando a incansável luta diária de Kara e o esgotamento de recursos, mas a série logo se rendeu a intermináveis momentos como o daquela composição no piano e o excesso de “visões” do passado ou de realidades alternativas, que enfraqueceram a história especialmente no final quando Chief visita o quarto de sua filha e encontra-o vazio. Mas o pior de tudo é que este capítulo foi embora sem trazer alguma perspectiva ou uma incontrolável vontade de ver o episódio seguinte, o que é raro na série. Enfim, foi um deslize lamentável nesta altura do campeonato.
Grey’s Anatomy “5×16: An Honest Mistake”: O final do crossover entre Grey’s Anatomy e Private Practice veio com o esgotamento físico e mental de Derek Sheppard, que foi a estrela absoluta nestes episódios. Aliás, o capítulo da série de Addison (“2×16: The Ex-Life”) foi praticamente uma continuação do anterior de Grey’s, mostrando as complicações que o irmão da obstetra sofreu no pós-cirúrgico. Mas este An Honest Mistake fechou com chave de ouro o arco, com várias definições nas vidas dos cirurgiões do Seattle Grace. Descobrimos que Izzie está mesmo doente e ela utilizará os internos para saber o que tem, enquanto Bailey e o Chief desentenderam-se seriamente por conta das expectativas criadas de cada lado. Mas a apoteose do episódio ocorreu no meio do hospital com aquela intensa briga entre Derek e Mark, “resolvendo” o que estava pendente entre os dois por muito tempo. A tensão nas cenas cirúrgicas também foi elevada a um outro nível, com as discussões e divergências sobre o tratamento de pacientes, tanto no caso da mulher grávida, quanto nos erros da veterana Dra. Campbell (Faye Dunway). Shonda Rhimes trouxe um episódio com necessários conflitos que inevitavelmente trarão o crescimento das personagens e de toda a história. A série encontra-se em um de seus melhores momentos desde a aclamada 2ª temporada, mas é certo que precisamos de Addison de volta.
The Office “5×14: Lecture Circuit (Part 2)”: A segunda parte de Lecture Circuit veio com um grande anti clímax, já que no final de tudo Michael não conseguiu reencontrar Holly, depois de se passar por um completo idiota (nenhuma novidade aí) na filial dela. Eu só quero ver quando o resultado destas palestras chegar à matriz… No escritório, para uma grande surpresa minha, Dwight e Jim deixaram suas diferenças de lado (ou quase isso) para planejar o aniversário de Kelly Kapoor. Mas nada disso conseguiu superar uma das melhores cenas de toda a história da série, quando vimos junto com o pessoal da Dunder Mufflin pela webcam a bizarra relação que Angela mantem com seus gatos, chegando ao cúmulo de agir como um, lambendo e cuspindo bolas de pelo. Só achei uma pena que esse episódio acabou meio do nada, sem trazer uma conclusão satisfatória para este pequeno arco. Resta saber se o que Pam falou para Michael era verdade ou não…
Gossip Girl “2×17: Carnal Knowledge”: A primeira metade deste episódio de Gossip Girl foi sem graça e enfadonha, graças à boba guerrinha que Blair resolveu armar contra Rachel, a professora ninfeta, que de início não surtiu nenhum efeito. Mas o draminha do confisco de celulares e os rumores no blog da Gossip Girl logo deram lugar à um jogo muito interessante, que envolveu o ciúme de Serena, uma foto comprometedora e uma reunião de pais na escola Constance Billard. Foi lá que o “inocente” encontro de Dan com a professorinha causou a expulsão desta, sem querer confirmando a mentira que Blair criou. Ah, e foi esta a dona da melhor referência da semana: “É isso que eu chamo de prova excludente. Eu adoro Damages“. Enquanto isso, não consegui entender qual é a da trama De Olhos Bem Fechados que Chuck entrou, que só não foi mais ridícula porque a própria série admitiu semelhanças com o filme de Kubrick. Mas eu já estava pronto pra criticar o vai e vem de Serena e Dan quando aquela cena final totalmente inesperada nesta altura do jogo veio e arrebatou Dan e nós espectadores! A Gossip Girl vai ter um bom trabalho daqui pra frente. Pena que a série só volta no dia 9 de Março…
Lie to Me “1×03: A Perfect Score”: Lie to Me é uma série que transborda tecnicidade. O trabalho de pesquisa e de consultoria eficaz quanto os resultados atingidos pelo Lightman Group. Em contrapartida, falta emoção ao drama e este é o ponto mais fraco desta série. Por mais especializado que seja, um bom seriado investigativo tem que despertar a empatia dos telespectadores com os casos mostrados e, pela terceira vez, não foi isso que vimos. Eu sinceramente não estava nem aí pro caso da filha da juíza ou muito menos pelo avião que o piloto da NASA destruiu. Lie to Me abusa em métodos e procedimentos, mas deixa de explorar e estimular os instintos primais dos seres humanos em busca das clássicas expressões faciais e trejeitos, ao contrário como ótimas séries do gênero o fazem (CSI, Bones, The Closer). Até mesmo a relação do Dr. Cal com sua filha é mecânica e, embora isso seja intencional, não quer dizer que é interessante. É o fim da linha para Lie to Me em nossa cobertura semanal e, se a série melhorar, falarei mais dela em um Season Pass. É uma pena, pois eu apostava todas as minhas fichas nesta aqui para o Mid Season.

