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Arquivo da Categoria True Blood

28/09/2009 - 00:01

Alan Ball em Entrevista Imperdível Sobre True Blood!

comment1140A saga de Sookie Stackhouse e Bill Compton não acabou, é claro, já que a HBO não seria maluca de não renovar True Blood para mais uma temporada! Se você ainda não leu, acesse os nossos comentários sobre o final da 2ª temporada que foi simplesmente ARREBATADOR! Por isso, no meio de todo esse hype (merecido e justificado) em torno da série, o criador do melhor drama vampiresco já visto na telinha, Alan Ball (que por sinal é o criador da melhor série de todos os tempos, Six Feet Under) respondeu algumas questões dos fãs e do site TV Squad. Além de revelar alguns detalhes sobre a nova temporada, Ball demonstrou muita lucidez ao falar sobre sua criação e definitivamente provou porque ele está na “Categoria A” de showrunners atuais. A tradução foi gentilmente cedida pelo blog especializado em True Blood, o excelente Fangtasia Brasil, e o texto contém ligeiros spoilers, mas nada comprometedor. Apenas deixe para ler depois caso você ainda não terminou de assistir a 2ª temporada, ok?

Leia a entrevista completa após o jump:

Leia mais »

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , , ,
23/09/2009 - 22:45

Uma Passadinha no Merlotte’s

Hoje no programa InFilm conhecemos o set do bar Merlotte’s visto em True Blood, que fica localizado nos estúdios da Warner Bros. em Hollywood. A locação fica totalmente “despida” (como eles chamam aqui) e somente é preparada com o cartaz do bar e as plantas na época das gravações. Apenas as externas são gravadas aqui, pois as internas são realizadas em um sound stage na parte da frente da Warner. A visita não fazia originalmente parte do tour da Warner, mas a jornalista Ana Maria Bahiana deu um jeitinho e o guia passou por lá e permitiu que saíssemos dos carrinhos para tirar fotos. Awesome!

comment1148

Conforme já disse aqui antes, quando eu retornar contarei com calma como foram todas as experiências, incluindo as visitas que fiz nas gravações de The New Adventures of Old Christine, do Tonight Show com Conan O’Brien e do imenso set de Two and a Half Men!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LiGado em Série em Hollywood, True Blood Tags: , , ,
22/09/2009 - 13:08

True Blood: O Final Que Ninguém Esperava

Alerta de Spoiler - Brasil
Todo o contexto necessário para compreender e aceitar o final desta ascendente temporada de True Blood estava no diálogo da Rainha Anne com Bill sobre a natureza da mênade MaryAnn. Foi tão-somente quando a milenar vampira descreveu o quão patético e simplório aquele ser é, que o véu que de certa forma cobria a maneira que os cidadãos de Bon Temps “acordados” a enxergavam caiu. Destruí-la sempre foi algo fácil e factível, bastava saber como, e isso somente ocorreu com o retorno de Bill. E ele, de fato, retornou à cidade sabendo o que era preciso fazer: dar exatamente o que ela queria – o esperado encontro com o “belzebu”. E foi com a junção das diversas naturezas (a de Sam, Andy, Sookie e Bill) que a fera foi finalmente ferida.

comment1144

Por isso é com muita surpresa que li por aí comentários de espectadores e colunistas que criticaram justamente o aspecto da série que eu demorei para encarar como positivo. True Blood não é linear, correta ou necessariamente coesa. No episódio piloto eu apontei isso com grande ênfase, justamente porque se tratava de algo novo, de um contexto do qual não estávamos inseridos e que era bem diferente de Six Feet Under (obra pregressa de Alan Ball que pautava justamente no realismo). Esse foi o final necessário para a história de MaryAnn e a ascensão de uma nova trama que, pelo apresentado, será focada no questionamento da natureza daqueles habitantes: vampiros bons, maus, transformers, mênades ou garçonetes possuídas por um demônio qualquer…

True Blood precisa ser encarada como uma válvula de escape do ordinário e o “V” somente fará o devido efeito quando você se libertar destes conceitos que funcionam muito bem em outras produções, mas não nesta. A temporada, como mencionei, foi absurdamente crescente e acho que por isso qualquer final seria, de certa forma, decepcionante (justamente por ser um final). Era imperiosa a necessidade de encerrar completamente esta história para começar uma nova e o drama nos deixou literalmente viciados. Sim, concordo que eles poderiam ter feito toda a cena da derrota de MaryAnn por Sam e Bill de forma mais orgânica e não tão abrupta. Ela merecia. O final, como sempre, me deixou com aquele gosto de “quero mais” como poucas séries fazem hoje em dia. Resumindo: eu adorei.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×12: Beyond Here Lies Nothin” exibido em 13/09/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
13/09/2009 - 04:01

Preparação Psicológica

comment1133Estou “pouco” ansioso. E vocês?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , , , , ,
10/09/2009 - 00:01

True Blood: Inquietude

Alerta de Spoiler - Brasil
Com o incrível ritmo que esta 2ª temporada de True Blood adotou, eu achava que seria cada vez mais difícil para a série se superar nesta reta final, depois de tudo que já vimos. Mais eis que Alan Ball estava com uma inesperada carta na manga: a atriz Evan Rachel Wood, que não apenas chegou de supetão como a Rainha Shopie-Anne Leclerq (e que rainha!), mas também é sagaz, desbocada e uma persona interessantíssima. Além disso, ela trouxe uma luz sobre MaryAnn, a mênade. Segundo a sábia vampira que não mais curte sexo com homens desde o governo Eisenhower, a dionisíaca que está aterrorizando Bon Temps é mesmo uma adoradora do Diabo endoidecida e completamente cega por sua fé em promover rituais que a trarão mais perto de seu “Deus”. Podemos dizer que ela espera o retorno do todo poderoso da mesma forma que muita gente por aí… “Deus é uma criação humana, assim como o dinheiro e a moral”, contrapôs Sophie-Ann. Ouch!

A imortalidade, curiosamente, é o grande dilema deste bizarro ser que não consegue nem raciocinar direito de tão ávida pelo sangue derramado de outrem. Seu objetivo mor em vida é justamente o de buscar a morte que nunca vem, através de um sacrifício final – o de Sam Merlote – ao seu adorado. Segundo a mitologia grega, é esta incerteza que provoca nas mênades aquele contagiante estado de êxtase, violência, luxúria e flagelação que tomou conta de toda a cidade e inclusive do nosso querido Lafayette. Mas mesmo quando parece que todas as cartas estão na mesa e que tudo está pronto para o confronto final (que certamente envolverá Sookie e seu poder de “luz”), surge do nada um ninho com um ovo gigante dentro para nos deixar completamente perdidos. Eu já vi muitas séries com cliffhangers matadores (LOST, Dexter…), mas acho que nunca em um nível tão complexo e elevado quanto os de True Blood. O êxtase de MaryAnn me contagiou e eu estou louco para o episódio final!

Ah, e mesmo com toda essa seriedade e temas fortes, True Blood ainda consegue nos apresentar frases como “Será que Sam se transforma num cachorro e faz sexo com uma cachorra fêmea? (…) Não é bestial se não há nenhum humano envolvido”. (Jason Stackhouse) Impagável!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×11: Frenzy” exibido em 30/08/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
31/08/2009 - 00:01

True Blood: Caótico

Alerta de Spoiler - Brasil
O caos tomou conta de Bon Temps e a cidade virou o inferinho particular da sacertode do Diabo. Poucas vezes numa série de TV nós vemos a ascenção de um vilão tão forte como aconteceu com MaryAnn. Ela chegou sorrateiramente ao final da 1ª temporada como quem queria apenas “ajudar” e aos poucos foi criando um dos maiores pandemônios que já presenciamos na telinha. O exército de “loucos pelo sangue de Sam” não fez feito perante os seres macabros dos melhores filmes de zumbis do gênero, numa atmosfera assustadora e, é claro, imprevisível. O bar Merlotte’s ainda foi o palco de uma das melhores (senão a melhor) cena que já vimos na série até agora: Jason Stackhouse em cima da picape bancando o “falso Demo” com a ajuda do bêbado detetive Andy. Eu fiquei assistindo aquilo pasmo e me perguntando: “como é que as coisas chegaram a esse ponto?”. Alan Ball conseguiu de novo!

Mas no meio de toda aquelas oferendas satânicas, as dúvidas sobre os motivos que MaryAnn quer Sam Merlotte a qualquer custo permanecem. Podem até querer dizer que ela precisa “oferecer” alguém da espécie dele para o “Deus” dela, mas temos que lembrar que ela também tinha a garçonete Daphne em seu clã. Por que Sam é tão importante assim? Espero que a resposta venha logo para dar um sentido ainda maior a este brilhante episódio que assistimos. Pena, mais uma vez, que Bill e Sookie foram novamente “elenco de apoio” com a longa intervenção com Tara e aquela implicação extremamente óbvia de que a vidente deverá ser a única “arma” capaz de deter a toda poderosa bruxa (a não ser que Bill traga alguém mais poderoso que Godric daquela mansão…). Ainda assim, esta 2ª temporada de True Blood está conseguindo superar todas as expectativas que já eram altas. E olha que eu odiei esta série no início… A cada episódio estou pagando língua feio!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×10: A New World in my View” exibido em 23/08/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
26/08/2009 - 00:01

True Blood: Precoce Elevação

Alerta de Spoiler - Brasil
Godric falhou. Seus conceitos que pregavam a tolerância para a convivência mútua das espécies era avançado demais para seres que conseguem ser tão rasteiros. Talvez ele tenha se purificado tanto ao longo dos milênios que perdeu completamente a maldade e foi ingênuo a ponto de acreditar que o seu plano iria dar certo. Não deu. Por isso mesmo ele preferiu se exilar completamente deste mundo que não o merece, deixando humanos e vampiros se digladiarem até o fim dos tempos. I Will Rise Up pôs fim à esperança de paz e parece mesmo que o caos vai imperar, ainda mais com a presença de Maryann, um demônio que se diverte servindo “deliciosos” guisados canibais. Mas além de estabelecer o clima dark que irá imperar, o episódio foi mais além mexendo com a estrutura principal da série fundada no romance Sookie e Bill. Se antes o velho vampiro Compton tinha uma forte ligação com a telepata, este laço acaba de se transformar num triângulo amoroso e sangrento depois daquela artimanha de Eric. Eu simplesmente adorei esta reviravolta, porque não é de hoje que o casal de protagonista não mais empolgava. Em Bon Temps estou cada vez mais impressionado com a situação que vem se formando ao redor de Sam com a busca implacável de Maryann. Afinal, o que raios essa moça quer com o nosso amigo shapeshifter? Por que Sam não some de vez daquele lugar, já que sua própria existência e seu maior segredo seguem ameaçados? Poxa, aquela cena no Merlotte’s foi dignamente assustadora! Enfim, com a cessação do “auto de Godric” e sua ascenção aos céus esse bizarro mundo ficou literalmente a Deus dará! True Blood chegou num ponto em que o próximo segundo em tela tornou-se imprevisível. Fang-tástico!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×09: I Will Rise Up” exibido em 16/08/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
17/08/2009 - 00:01

True Blood: Prestes a Estourar

Alerta de Spoiler - Brasil
Sem absolutamente nenhuma ressalva, posso dizer com certeza que este foi o melhor episódio de True Blood. Timebomb foi espetacular, imprevisível, intenso e deveras animador para quem, como eu, esperava tão-somente um banho de sangue no desenrolar da guerra entre humanos e vampiros. Como de costume, a narrativa foi retomada do instante em que fora interrompida, com o alívio do tiro de paintball de Sarah Newlin em Jason e aquele divertido mal entendido sobre o que levou o rapaz a fugir. Eu não imaginava que o ex-combatente do Sol era tão ligado à sua irmã a ponto de abandonar Sarah daquela forma sem nem pestanejar. O trancamento veio e ninguém contava que a intervenção do milenar Godric afetaria tanto o rumo desta história. Seu discurso na igreja foi absolutamente brilhante (embora estarrecedor para os vampiros sedentos): “matar todo mundo não provaria absolutamente nada” e não traria a mudança que as duas raças precisam para coexistirem na Terra.

Seres menos avançados como Steve Newlin certamente não enxergam assim, pois está praticamente cego pelo desejo de vingar os pais (que foram mortos por vampiros na 1ª temporada), deixando claro que o único caminho que pretende seguir é o da destruição total. Quem diria que o verdadeiro “Cristão” estava do lado “errado”, já que a sabedoria de Godric não só foi a que prevaleceu, como também a que salvou o dia. Eu apenas imagino que não serão todos os noturnos que aceitarão esta aparente subversão de forma tão fácil como Bill Compton e não podemos esquecer que Godric é o xerife só naquele ninho. Funcionando não apenas como um drama vampiresco, Timebomb mergulhou também nas raízes do fundamentalismo e da intolerância religiosa, trazendo em seu fim o seu maior cliffhanger até hoje. True Blood nunca esteve tão fantástica e imperdível como agora!

P.S.: Ainda não sei o que achar daquela “agradável” cena do cozido de coração. No próximo episódio verei o desenrolar dessa história e comentarei.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×08: Timebomb” exibido em 09/08/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
10/08/2009 - 00:01

True Blood: Liberte-Me

Alerta de Spoiler - Brasil
Algo extremamente positivo na estrutura narrativa de True Blood é o fato dos episódios serem sempre diretamente ligados uns aos outros, com os cliffhangers sendo continuados do instante em que foram interrompidos. Por isso, este novo episódio já abriu com o ritual “candomblé” de Maryann (com direito até a berimbau) e ainda bem que o bêbado Andy pôs o fim na farra, indiretamente salvando Sam do terrível sacrifício. Quer dizer então que Maryann é o Satanás em pessoa? Justo quando achei que a série não poderia ficar mais bizarra, ela fica mais interessante! Já no “núcleo” Sociedade do Sol, enquanto Sookie continuava presa, tivemos que testemunhar um novo e aborrecido flashback de Bill e sua criadora e confesso que esta historinha do vampiro boa-praça está começando a ficar batida demais. Não precisamos de uma volta no tempo para estabelecer a índole do herói da série. Isso inevitavelmente toma um precioso tempo em tela e compromete a dinâmica do episódio.

Mas pra compensar, Alan Ball continua nos presenteando com duas tramas românticas que seguem num ótimo ritmo: Barry Hoyt com Jessica e Jason com Sarah. São dois casais totalmente inusitados cujas histórias são imprevisíveis e empolgantes, porque torcemos por eles. Eu não consigo vibrar tanto assim por Sookie e Bill, e vocês? Além disso, apesar de revelado o traidor Hugo e da aparição do poderoso Godric no porão da igreja, foi aquele inexplicável tiro de Sarah que certamente deixou todo mundo de cabelo em pé até o próximo. Release Me foi um filler (muito bom, contudo), já que as atenções de True Blood agora estarão todas concentradas no “Lock Up” na Sociedade do Sol e na iminente guerra entre humanos e vampiros que deve se iniciar no próximo episódio. E aí, de qual lado você vai ficar? Eu quero ver Eric e Godric espremerem Steve Newlin até ele virar suco de vampiro!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×07: Release Me” exibido em 02/08/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
04/08/2009 - 00:01

True Blood: Vibrações

Alerta de Spoiler - Brasil
Que episódio foi esse, gente? Hard-Hearted Hannag foi intenso e emocionante! A primeira cena já merece nossa atenção: no lobby do hotel vimos Eric pagando para alimentar-se de uma espécie de “prostituta sanguínea” e o mais curioso foi constatar que para o milenar vampiro a satisfação não vem quando a garota finge um prazer sexual ao ser mordida, mas sim ao gritar desesperadamente por socorro como se estivesse mesmo sendo atacada. E com esse relance do poderoso vampiro contrariando seus mais primais instintos em prol de uma convivência harmônica com os humanos, me pergunto até quando isso vai durar? Alan Ball está cuidadosamente criando uma situação sem ponto de volta que só pode mesmo se desenrolar em uma guerra: os vampiros estão quietos em seu canto (na medida do possível), bebendo o sintético suco engarrafado enquanto os humanos fundamentalistas, liderados pelo inescrupuloso Steve Newlin, planejam cutucar as onças com seu exército e sua cerimônia pública que instigará o ódio contra a raça noturna. Ora, nós vimos muito bem o que o mais bem intencionado vampiro pode cometer com aquele sangrento flashback de Bill Compton nas longínquas décadas que antecederam a criação de Tru:Blood pelos japoneses, certo?

Se não bastasse isso, Sookie virou prisioneira em sua missão de encontrar Godric (quem acha que ele é quem será tostado pelo glorioso Sol?) e uma segunda facção de iluminados engatinha dentro da própria Igreja com a união de Sarah Newlin e Jason Stackhouse. Seria ele o verdadeiro salvador no final das contas? Em Bon Temps a situação não está menos complexa com a revelação sobre Maryann e sua aliança com Daphne para “capturar” Sam. Pelo que vimos, então, ela não se transforma totalmente na besta que vimos há alguns episódios, pois aparentemente ela usa uma máscara. Só não entendi muito bem ainda qual é o objetivo desse ritual todo dela e porque o pobre Sam terá que ser sacrificado. Este, ao meu ver, foi o melhor cliffhanger da série até agora e True Blood alcançou com este episódio um nível dramático nunca antes visto! Estou realmente intrigado com esta história como há um bom tempo eu não ficava! E vocês?

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×06: Hard-Hearted Hannah” exibido em 26/07/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
30/07/2009 - 00:01

True Blood: Transformações

Alerta de Spoiler - Brasil
Este está sendo o ano das revelações bombásticas em True Blood e olha que a temporada mal começou! Como assim Daphne, a nova garçonete do Merlotte’s, também é uma shapeshifter? Uma chocante cena pra abrir o episódio logo de cara, o que as outras séries geralmente deixam pra mostrar no cliffhanger. A história de Sam que já era interessante acabou de ficar mais curiosa ainda com esse envolvimento amoroso dos dois da “mesma espécie”. Só espero que eles nos poupem de uma cena de amor com os dois transformados, não é mesmo? Quem também encontrou outro de seu tipo foi Sookie, mas continuo achando que a saga dela com Bill na cidade está maçante. É a pior das tramas, de longe. Na Sociedade do Sol não me surpreendeu nada que a Igreja está preparando soldados para uma verdadeira guerra santa contra os vampiros, recrutando Jason com a desculpa de que o tal exército de iluminados é para “defesa”. Aham, fingiremos acreditar no rapaz. Poxa, a imagem do irmão de Sookie segurando um lança mísseis no porão da igreja lotado de armas e dizendo “amém” deu o tom de como essa temporada vai ser promissora. Confesso que este não foi um dos melhores episódios (mas sem exagerar, né Claudinha?), pois a narrativa adotou um ritmo mais lento do que o normal, principalmente em sua segunda metade com aquele desnecessário flashback sobre como Eric se tornou um vampiro milenar. Já vimos esta série produzir coisas melhores do que aquilo. Mas pra mim isso tudo é a preparação para algo maior e só aquele momento da esposa do pastor na banheira com Jason já valeu. É claro também que não podemos esquecer do cliffhanger que trouxe a “criadora” de Bill chegando com as presas afiadas! Ouch! True Blood consegue sim ser excessivamente trash e cafona em determinados momentos, mas acho que essa é a intenção.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “2×05: Never Let Me Go” exibido em 19/07/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
26/07/2009 - 02:09

True Blood na Comic-Con 2009

O vídeo abaixo foi exibido há apenas algumas horas no painel da série True Blood na Comic-Con em San Diego e traz um intenso preview dos rumos que esta 2ª temporada vai tomar. Assista por sua conta e risco, pois as imagens contêm muitos spoilers!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: ,
20/07/2009 - 01:01

True Blood: Más Vibrações

Alerta de Spoiler - Brasil
Uau! Este agitado episódio de True Blood deixou claro que a série não está para brincadeiras, não só avançando significativamente na trama, como também levantando questões interessantíssimas e que enriqueceram ainda mais esta surpreendente série. O ponto mais alto e genial desta temporada, pra mim, continua sendo o enquadramento religioso do vampirismo, intensificado ainda mais com a suscitação de que Jesus Cristo seria um vampiro, já que ele ressuscitou dos mortos e até hoje a igreja oferece o sangue do filho de Deus na eucaristia. Ora, como Lafayette bem constatou, o sangue de um vampiro tem poder! Mas a história toma uma dimensão ainda maior quando o drama evidencia a crítica severa às “igrejas” que usam o sagrado para atingir objetivos mundanos e pra lá de escusos. Ora, ou você não percebeu a imagem abaixo como destaque do pay-per-view de “Seu Primeiro Fangbang” não assemelha-se muito ao líder máximo da Igreja Luz do Dia? Será que Steve Newlin teve um passado sombrio nas mãos dos não-mortos? Tal fato, ainda que em mera especulação, explicaria muito bem o ódio que o sujeito nutre pelos seres da noite e sua motivação para construir o tal “Exército da Luz” e sequestrar um de seus líderes. Agora, o que eu realmente me pergunto é se o cara não está usando sua mulher (se for mulher dele mesmo) para atrair Jason Stackhouse, que é bem susceptível à sedução… Em Bon Temps o assunto foi um só: MaryAnn e suas festas e a maior revelação até o momento: ela é a besta que atacou Sookie e a garçonete. Pelo que deu para perceber, ela incita as orgias para criar o clima perfeito de sua mutação, mas ainda persiste a dúvida sobre qual é o objetivo da criatura. True Blood trouxe mais um episódio irrepreensível em todos os sentidos e terminou com um excelente cliffhanger no hotel onde Sookie e Bill estão hospedados. Aliás, que style toda a estrutura envolvida para “servir” e acomodar vampiros em suas viagens, não? A besta revelada, a busca pelo vampiro desaparecido a caminho e o surgimento de um novo telepata: mal posso esperar pelo próximo!

Ouch!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×04: Shake and Fingerpop” exibido em 12/07/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
06/07/2009 - 00:01

True Blood: Arranhões

Alerta de Spoiler - Brasil
Eu tinha certeza de que esta segunda temporada de True Blood iria engrenar de vez e isso aconteceu em mais um episódio riquíssimo e que mergulhou de cabeça no peculiar folclore da série. Era óbvio que Bill não mataria a família de Jessica como o final do capítulo anterior deu a entender, porque apesar de ter instintos animais como todo vampiro, ele os canaliza para o bem ao melhor estilo Dexter Morgan. Curioso, contudo, foi perceber que os dentuços de Fangtasia acabaram não transformando Lafayette em vampiro (o que seria demais, admitam) e gostaria de saber o porque disso já que essa parecia ser a intenção. Mas o grande acontecimento de Scratches foi aquela horripilante aparição de um ser bestial que atacou Sookie. Ora, será que a fera não pode ter algo a ver com a morte de Mrs. Jannette? Lembram-se da expressão de terror que marcou sua face até a morte? Duvido que um reles vampiro seria capaz daquilo tudo. Por falar nisso, Jason continua sendo de longe a personagem mais ambígua desta história.

Quando pensamos que o sujeito teve seu cérebro lavado pelas crenças da Sociedade do Sol, ele aparece com uma lucidez inquietante bem no meio da reunião em grupo: seres humanos são capazes de crueldades ainda maiores que os sanguinários vampiros que eles combatem e nem sempre a realidade é simplória e dualística como eles pensam e pregam. Como muito bem lembrou Sam na primeira temporada, existe muita coisa a ser descoberta neste mundo estranho de True Blood… Outro fator positivo do episódio foi a desconfiança de Tara, ainda que tardia, sobre o mundinho de orgias e festividades na casa de MaryAnn. O problema é que essa história anda evoluindo pouco ao meu ver (ela vem desde a temporada passada), sem explicar os propósitos daquela mulher e o que são aquelas pessoas com olhos negros durante as “comemorações”. Avanço significativo, por outro lado, veio no núcleo “principal” com os desdobramentos do ataque à Sookie e com ela negociando o passe de Lafayette com o poderoso Eric e o curioso caso romântico da vampira Jessica. O capítulo fechou incrivelmente bem com a cena de Sam no lago e a revelação (apenas para nós) de que o monstro chifrudo não é tão novo assim na região…

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “2×03: Scratches” exibido em 28/06/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
29/06/2009 - 00:27

True Blood: E a Festa Continua…

Alerta de Spoiler - Brasil
Como eu disse na semana passada, há uma trama latente e interessantíssima nesta temporada de True Blood, que será o desenrolar da rivalidade entre a Sociedade do Sol e a Aliança dos Vampiros: duas organizações políticas, fundamentalistas (especialmente a primeira que também é religiosa) e muito bem estruturadas. Infelizmente este segundo episódio só deixou o gostinho (de sangue?) na boca, porque muita coisa ficou só na promessa. O cerne deste arco parece ser a iminente e intrigante batalha entre Lafayette, breve vampiro, e o “lobotomizado” Jason Stackhouse que está cada vez mais íntimo dos dirigentes da tal sociedade iluminada. Aliás, é certo que rolou um clima entre o bonitão e a loirinha gospel esposa do pastor e essa vai ser outra situação deveras promissora. Keep This Party Going ainda alfinetou grupos religiosos com aquela espécie de Hillary Duff evangélica, com uma música de louvor e fortíssimo apelo sexual (a letra é impagável!).

Em contrapartida, os acontecimentos no “núcleo” Merlotte’s continuaram aborrecidos, principalmente porque os objetivos da obscura MaryAnn não são revelados, inclusive o seu esquisito poder de “influenciar” as pessoas depois de acabar com o estoque de comida do bar. O que essa moça quer, afinal? Qual é o propósito dela na trama? Enquanto isso ficar indefinido torna difícil para o espectador investir nesta história. Agora, nem sei o que dizer direito sobre a bobinha storyline de Bill e Sookie, que definitivamente entraram para o elenco de apoio. Tudo bem que vai ter aquele caso do tal desaparecimento do vampiro chamado Godric, mas não coloco muita fé nisso. Um dos problemas de se estabelecer um casal desde o piloto é que as intriguinhas, brigas e confusões soam previsíveis como foi o caso do entrave da vampira teen com seus pais que acabou criando aquele cliffhanger insosso. Mesmo com este “meio-filler“, pelo que vimos até agora a temporada vai ser das boas e não deve deixar nada à desejar ao ano de estreia de True Blood. Preparem os anéis de prata!

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “2×02: Keep This Party Going” exibido em 21/06/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
22/06/2009 - 00:01

True Blood: Nada Além do Sangue

Alerta de Spoiler - Brasil
Em vez de esgotar completamente sua narrativa, como é comum em várias séries da TV paga americana, True Blood simplesmente continuou adicionando mistérios elementos à sua rica mistura ainda no final da primeira temporada com a chegada da personagem MaryAnn, as revelações sobre a natureza de Sam e com o encargo que Bill tem de criar uma nova vampira. Isso é coerente com a estrutura do animalesco drama criado por Alan Ball, já que um novo episódio sempre procede o anterior justo do ponto em que este encerrou. Assim, não foi com surpresa, mas com grande satisfação, que a 2ª temporada se iniciou exatamente com o cliffhanger da pessoa morta no carro do xerife, deixando claro que os acontecimentos bizarros que assolam Bon Temps não vão parar tão cedo. Logo de cara este primeiro encontro de 2009 confirmou o que metade do ano anterior deixou transparecer: embora Sookie e Bill sejam os protagonistas (inclusive das tórridas cenas de sexo), são as histórias de Tara, Jason e Lafayette as mais promissoras. O mistério da vez é a morte da Sra. Janette em circunstâncias pra lá de sinistras, embora seja cedo pra apontar algum suspeito. Acho precoce dizer que MaryAnn deva ter algo a ver com aquilo somente pela forma que ela conversou com a mãe de Tara.

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Desenvolvendo-se de forma paralela, está o destino de Lafayette que foi parar na masmorra do vampiro do Fangtasia (com direito ao selo “momento gore total ” do episódio), mas o foco ficou mesmo com o passado de Sam e suas peripécias de shapeshifter e a promissora jornada do convertido Jason na tal Sociedade da Luz – uma igreja fundamentalista que veementemente condena o “vampirismo” e a inevitável guerra política com a Aliança Americana dos Vampiros. Pelo que vimos naquele rápido debate televisivo, esta já existente rivalidade deve sair do pano de fundo para assumir um grande papel nesta temporada – o mesmo que a série já vinha preparando desde o início. O retorno de True Blood colocou na mesa todas as cartas que indicam que esta será uma temporada ainda mais interessante e intensa do que a primeira, só que sem virá-las ainda. O roteiro continua dosando muito bem as histórias, que por enquanto parecem distantes e isoladas, mas sabemos que isso vai ficar só na aparência. Alan Ball já provou a que veio com esta série e ele tem crédito demais na praça agora para sequer duvidarmos disso. Estamos embarcados em um trem que não parou um só instante e que agora desembarca num território desconhecido, inquieto e viciante. Eu já estou com a minha passagem!

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “2×01: Nothing But the Blood” exibido em 14/06/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
20/01/2009 - 00:01

Uma Releitura do Piloto de ‘True Blood’

Estreou no último domingo o controverso e polêmico drama da HBO, True Blood, que conta a história de Sookie Stackhouse, uma garçonete vidente que lê pensamentos, que vive em uma sociedade no interior dos EUA que passou a conviver pacificamente com vampiros, agora que os japoneses inventaram uma espécie de sangue sintético. Hoje, ao ler o que eu escrevi sobre o episódio piloto da série, quase tive vontade de me bater. Confesso, me bati. Depois de acompanhar toda a primeira temporada (e evitarei spoilers aqui para os que começaram agora), achei inconcebível algumas coisas que disse, como: “durante uma hora inteira, uma incompreensível e inexplicável sequencia de acontecimentos tomou conta da tela” e “não sei como grandes nomes como Alan Ball estão envolvidos em algo tão… insosso”. True Blood não é uma série fácil de digerir como o composto químico que simula o sangue humano. É preciso ter paciência, porque todos os elementos de uma excelente série estão ali latentes, embora eu não tenha conseguido enxergá-los de início.

True Blood

As tramas paralelas, que no início condenei, depois se tornaram um show à parte, muitas vezes sobrepondo o romance entre Bill e Sookie, como a de Tara e sua mãe, os trambiques de Lafayette e as peculiaridades de Sam. Um dos problemas do piloto é a falta de contextualização das situações, que muitas vezes parecem ser totalmente arbitrárias, excessiva e gratuitamente trash. Mas, pra cada cena desse inusitado drama, existe uma explicação que inevitavelmente virá. Aos poucos somos gradativamente inseridos neste inigualável universo até que você fique tão vidrado e viciado como se tivesse tomado a droga “V” (calma, em breve saberá do que se trata). Se você curtiu True Blood, ótimo, pois a série só melhora daí pra frente. Se não, faça como eu e dê mais uma chance. No final, tenho certeza de que se apaixonará por esta série que hoje considero um dos melhores dramas vampirescos já produzidos. True Blood segue com inéditos todo domingo às 22h na HBO, com reprises toda quinta (aproveite a próxima para rever o piloto). Confira também em seu guia os horários alternativos da HBO Plus, HBO*e e HBO Plus*e. O importante é não perder!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , , ,
02/12/2008 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler US
True Blood “1×12: You’ll Be the Death of Me (Season Finale)”: Se eu organizasse um gráfico desta primeira temporada de True Blood, a linha indicando o crescimento e amadurecimento do roteiro se iniciaria no zero com uma constante ascensão até chegar neste último You’ll Be the Death of Me, o season finale que encerrou de forma categórica o mistério dos crimes em Bon Temps, fechando importantes ciclos nas histórias, mas ainda trazendo importantes cliffhangers para o próximo ano. O principal deles, ao meu ver, é o de Sam, sua natureza de shapeshifter e os motivos que o fizeram fugir. Mas também temos a transformação de Jason, o ataque a Lafayette (que parece ter sido Bill, já que ele diz para Sookie que “se alimentou”), o corpo no carro do policial Andy e, é claro, quem e o que é a tal Maryanne e o que ela quer com Tara. Alan Ball criou a série que considero a melhor de todos os tempos, Six Feet Under, e foi graças ao crédito que ele obteve com a HBO (e com o público) que permitiram que ele adaptasse esta inusitada e fantástica história de Charlene Harris para a tela. Em Janeiro True Blood estreia na TV paga brasileira e, se você ainda não viu, veja. Posso dizer com certeza que a melhor série de vampiros feita já é esta.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/11/2008 na HBO americana.

Chuck “2×08: Chuck Versus the Gravitron”: O excelente arco envolvendo Jill acabou depois que Chuck foi reiteradamente enganado pela agente Fulcrum, que busca pelo computador Intersect. Se antes eu reclamava que a série não possuía um endgame isso acabou de vez agora que esta maligna organização vai ficando cada vez mais envidenciada. Apesar deste ser um episódio de thanksgiving (dos quais eu odeio pelo excesso de clichês), a história soube nos prender bem com as dúvidas sobre as verdadeiras intenções de Jill (como é fácil ser enganado pela bela Jordana Brewster) e, ao final, com Chuck colocando sua missão à frente de tudo prendendo-a e assumindo cada vez mais o seu papel de espião. Isso sem contar que o romance do geek com Sarah pode voltar a esquentar, a não ser que voltem com Bryce Larkin novamente, como o roteiro sugeriu. A temporada segue com um saldo mais que positivo!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/11/2008 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×09: The Naked Man!”: Eu não estou entendendo por que Mother vem utilizando um excesso de elementos fantasiosos na história, coisa que nunca foi necessária para que esta comédia brilhasse. Eu fiquei pasmo com aquela sequencia em que Ted conta as coisas absurdas que viu acontecerem em seu apartamento antes de encontrar o “Homem Pelado”. Seria até interessante, como disse na resenha anterior, se isso ficasse claro como sendo uma liberdade poética do Ted do futuro ao contar a história, mas não dão este indício. Pra mim esta é uma mancha neste promissor episódio que teve como protagonista o super-herói da noite, o “Naked Man”. Pena que funciona só 2/3 das vezes… Alguém aí já tentou?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/11/2008 na CBS americana.

True Blood, How I Met Your Mother, Chuck

The Big Bang Theory “2×09: The White Aspargus Triangulation”: Sheldon como sempre foi o responsável pelos momentos mais engraçados de The Big Bang Theory e somente aquele diálogo inicial com Penny já foi digno de um Emmy de comédia! Não importa quando as intenções dele são boas ou ruins: ele sempre consegue atormentar todos à sua volta. Desta vez, foi ao constantemente tentar salvar o relacionamento de Leonard (que não precisava ser salvo) que ele conseguiu tirar o amigo do sério e evidenciar a, digamos, baixa masculinidade do cientista utilizando apenas uma lata de aspargos! Eu só acho uma pena constatar que se tirarem a personagem Sheldon, a série não se sustenta. Tomara que eles nunca pensem nisso!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/11/2008 na CBS americana.

Two and a Half Men “6×09: The Mooch at the Boo”: Uma boa idéia para dar um gás nesta fraca temporada de Two and a Half Men é continuar trazendo convidados especiais, porque a participação de Michael Clarke Duncan como o vizinho brutamontes de Charlie foi ótima e aquela cena do celular (apesar de absurda) foi uma das melhores de toda a série! Claro que a história em si, de Jake com a filha do sujeito, não é nada original, mas considerando o que tivemos até agora neste ano, o episódio saiu no lucro. A comédia precisa parar de ficar acomodada no trivial e inovar (a volta de Evellyn também foi boa, embora curta).
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/11/2008 na CBS americana.

Gary Unmaried “1×09: Gary Gives Thanks”: Thanksgiving pra cá, thanksgiving pra lá, mas pelo menos Gary Unmaried teve mais um episódio divertido. Foi legal que a série deu oportunidade aos comediantes mais velhos, mas estou sentindo que a comédia vem deixando muito pouco a que repercutir a cada semana, pois suas piadas sempre esgotam-se em si e a trama não evolui muito. Assim, acredito que seja mais proveitoso comentar a temporada de uma vez no Season Pass ao final, o que acham?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 26/11/2008 na CBS americana.

Esta foi uma semana com poucos episódios em vrtude do feriado americano, mas isso é bom pois nos dá oportunidade de avançar com outras produções. Eu já estou no final da 3ª temporada de House, na correria para assitir logo a 4ª e chegar junto com vocês na 5ª. Querem Season Passes de House, enquanto isso?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Chuck, Gary Unmaried, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, True Blood, Two and a Half Men Tags: , , , , ,
26/11/2008 - 08:14

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
True Blood “1×11: To Love is to Bury”: Tivemos dois episódios – um bom e outro ruim – dentro deste penúltimo capítulo. O ruim veio com a aborrecida subtrama de Bill com a sua mais nova cria, algo que seria até interessante de ver no início da temporada, pois contextualizaria ainda mais os procedimentos de “transformação” de humano em morto-vivo. Porém, no avançar da temporada, isso não funcionou, já que a série tem vários outros assuntos pendentes mais interessantes para serem tratados. Felizmente a parte boa de True Blood prevaleceu com a retomada do mistério do assassino de Bon Temps, que desta vez atacou a garçonete Amy. Contudo, permaneceu o mistério se o perseguidor de Sookie é o mesmo responsável pelas outras mortes como o ótimo cliffhanger indicou? Como sempre disse, True Blood atinge o seu ápice quando vira uma série de mistério e agora só falta mais um episódio para descobrirmos a verdade!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/11/2008 na HBO americana.

Heroes “3×09: It’s Coming”: Mais uma vez está aí a prova de que quando Tim Kring esforça-se um pouquinho mais consegue entregar um episódio acima da média. It’s Coming conseguiu ser consideravelmente melhor que o superestimado Villains da semana passada, reorganizando a polaridade “bem x mal” com a luta entre Angela e Arthur Petrelli. Mas a série já deu indícios de que não necessariamente quem temos como vilões são os que agem com interesses escusos e, por isso, me pergunto se não é Angela Petrelli quem devemos colocar no lado do “mal”, já que a todo tempo Arthur fala em salvar o mundo. Isso seria muito interessante se acontecesse, com os heróis descobrindo que estão lutando do lado errado. O episódio foi tenso, bem amarrado e trouxe ótimos momentos como os de Sylar e Elle e os embates entre Claire, Peter e os supostos “vilões”. Até mesmo o clássico ditado “Salve a cheerleader, salve o mundo” ganhou a importância que a primeira temporada não soube dar, agora que sabemos o que o sangue da garota traz. Apenas achei desnecessário Hiro voltando aos 10 anos de idade, se tornando ainda mais infantilizado do que já estava. Não consigo entender porque o melhor personagem da série é o único que segue marginalizado desde a temporada passada…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/11/2008 na NBC americana.

Chuck “2×07: Chuck Versus the Fat Lady”: Uau! Se antes comentei da falta de arcos episódios em Chuck, agora não posso mais reclamar! Em Chuck Versus the Fat Lady tivemos um dos melhores cliffhangers da série agora que descobrimos a verdadeira identidade de Jill, que foi apontada pela lista negra de seu chefe. Mas a pergunta que fica é: se ela sabia que eventualmente seria marcada, porque ajudou a recuperar o artefato na ópera? Tomara que a série não coma esta mosca, pois este foi mais um episódio divertidíssimo, principalmente com as sempre tensas interações de Chuck com Casey e também com a ameaça ao disfarce do espião geek na loja Buy More, graças ao irritante novo gerente que resolveu fiscalizar as saídas do herói (uma ótima troca, by the way, porque o chefe antigo era inexpressivo neste quesito). Esta série começou de forma bastante descompromissada e morna e se você parou de acompanhá-la, sugiro que retome os episódios. É diversão garantida!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/11/2008 na NBC americana.

Gossip Girl “2×11: The Magnificent Archibalds”: É uma pena quando uma série promissora como Gossip Girl dedica um episódio inteiro ao politicamente correto e ao sentimentalismo bobo, com o desfecho piegas do caso Archibald. Além disso, a história de Jenny Humphrey também teve um final semelhante, que inclusive previ há algumas resenhas: ela retornando de cabeça baixa para os braços do papai e os problemas ficaram pra trás, inclusive a tentativa de emancipação da jovem. Tudo bem, este foi o aguardado episódio de Ação de Graças, o feriado em que os americanos gostam de bancar os bons samaritanos e é quando tudo sempre dá certo. Até mesmo as escusas ações de Bart Bass, que possuía um dossiê de cada membro da família VanDer Woodsen, ficaram em segundo plano e sem uma repercussão à altura. Eu até diria que aquele furto da carta de Nate por Vanessa foi a melhor coisa do episódio, mas a inexpressividade da personagem me impede de fazer isso. Enfim, este foi certamente o capítulo mais fraco da temporada que até agora seguia de forma impecável.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/11/2008 na CW americana.

Fringe “1×08: The Equation”: O ritmo tenso e o clima de mistério de Fringe me conquistou a despeito do aparente estado de estagnação da trama, já que os diversos (e sempre interessantes) casos isolados ainda trazem pouca conexão entre si. Apesar de todos os acontecimentos estarem ligados ao evento chamado de “Padrão”, reconheço que por enquanto não foi estabelecido nenhum forte elo entre, por exemplo, o caso do garoto gênio da música sequestrado neste episódio com o sujeito que tinha aquele parasita no coração no capítulo anterior e que estava infiltrado no FBI. Também faz tempo que não vemos uma participação mais ativa do Observador, mas acredito (e espero) que tudo isso seja proposital. Enquanto as respostas não vêm, Joshua Jackson e John Noble continuam dando um show à parte com Peter e Walter Bishop, respectivamemte, dois tipos excêntricos que trazem uma das melhores combinações de personagens dos últimos tempos. Essa interessante parceria têm seus melhores momentos quando eles lidam com os curiosos e controversos casos da ciência marginal conferindo credibilidade aos absurdos trazidos à nossa tela. Eu confio em J.J. Abrams na promessa de que as tramas vão se unir à medida que os personagens forem amadurecendo, em especial a sempre intensa Olivia Dunham. Vale a pena prestar mais atenção em Fringe.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/11/2008 na FOX americana.

Friday Night Lights “3×08: New York, New York”: Enfim terminou em grande estilo a saga de Jason Street em Friday Night Lights. A triste história do quarterback que ficou paraplégico começou em Dillon e teve seu desfecho na caital do Mundo, quando o perseverante jovem conseguiu o emprego de seus sonhos (considerando as suas limitações) e, de quebra, ainda recuperou o apoio de sua recém formada família e a cena final com Tim Riggins assistindo a conquista do amigo foi comovente. Mas é em Dillon que as coisas estão esquentando agora que Matt Saracen mudou de posição no time e tem tudo para fazer uma dobradinha de sucesso com o seu ex-rival J.D. McCoy. Eu reitero a minha vontade de ver os dois trabalhando lado a lado, pois a combinação tem tudo para ser positiva para o time e para a série. Com relação à família Taylor, os desejo de Tami para mudarem para uma casa maior foram indefinidamente postergados pela justa cautela de Eric, que sempre mantém os pés de todos à sua volta no chão. À exceção da conclusão da história de Street, o episódio não trouxe nada de mais, mas em Friday Night Lights não precisamos disso. A série é extremamente competente e brilhante lidando apenas com o trivial.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/11/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.

Amanhã continuamos a nossa cobertura semanal com Grey’s Anatomy, Dexter, Entourage, Dirty Sexy Money, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, The Office, 30 Rock e Gary Unmaried! Se ainda assim faltam comentários dos episódios que assistiu, deixe aqui nos comentários a sua resenha. Prometo em breve retomar a cobertura de House (estou quase na metade da 3ª temporada, mas já já chego junto de vocês)!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Chuck, Friday Night Lights, Fringe, Gossip Girl, Heroes, True Blood Tags: , , , , , , ,
18/11/2008 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - USA
True Blood “1×10: I Don’t Wanna Know”: Que lobisomem que nada. Sam é um shapeshifter, como ele mesmo definiu! A cada episódio True Blood cria e quebra paradigmas deixando o espectador sem a menor idéia do que está acontecendo. Após ser a protagonista de uma intensa cena de exorcismo, Tara descobriu que a tal curandeira da floresta é apenas uma golpista atendente de farmácia com muitas contas pra pagar. Ora, mas e o sangue que apareceu naquela faca que eu vi? Como já dizia Sam, existem mais coisas entre o céu e a terra… Ah, e eu não entendi porque Sookie ficou tão alarmada por ele não ter contado sobre sua verdadeira natureza, enquanto ela esconde seu dom sobrenatural de ler mentes. Aliás, nesta série já fomos apresentados a uma vidente, um shapeshifter, demônios interiores e muitos vampiros que têm até um sistema penal próprio! Será que tem alguém normal nesta série? Se tem, certamente Amy não é uma delas, pois a “exterminadora” de vampiros deixaria até Buffy com inveja. Já Bill foi julgado e condenado a criar uma vampira para compensar a morte no bar Fangtasia. Ah, e viram quem era o “juiz”? Zeljko Ivanek, o portador do Emmy 2008 de melhor ator coadjuvante. Cool! Sinceramente não sei o que esperar do próximo True Blood e isso é algo muito bom!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/11/2008 na HBO americana.

Gossip Girl “2×10: Bonfire of the Vanity”: Depois deste episódioe não tem jeito, preciso admitir: acho que Gossip Girl não vai ter um só episódio ruim nesta temporada! O clima já começou explosivo com a briga entre a estonteante Agnes e a pobre Jenny, mas será que essa de emancipação vai pra frente? Tomara que sim! Enquanto isso, o destaque aqui voltou a ser dela, Blair Waldorf, que desta vez se ocupou em atrapalhar a vida de seu “novo” e inusitado padrasto. É impressionante o talento da atriz Leighton Meester, que consegue facilmente alternar entre a comédia leve e o drama intenso, algo que sua colega Blake Lively, a Serena, luta para vislumbrar. Já os caminhos de Dan e Chuck novamente voltaram a se cruzar agora que ele descobriu um importante segredo de Bart Bass, só que o certinho e altruísta garoto dispensou a chance de publicar o artigo de sua carreira para não destruir a poderosa família. Ao invés disso, ele lançou o texto sobre a morte da mãe de Chuck, culminando num dos mais singelos momentos da temporada: o distante, mas emocionado diálogo entre patriarca e primogênito. Gossip Girl está explorando muito bem todo o seu potencial e olha que ainda nem estamos na metade da temporada!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 03/11/2008 na CW americana.

Friday Night Lights “3×07: Keeping Up the Appearances”: Friday Night Lights é potencialmente a melhor série teen já feita (sorry, Veronica Mars), pois ela quer ser uma produção de “gente grande” e consegue. Dito isso, cumpre dizer que gente grande também erra e acho que eles superdosaram o retorno de Jason Street, já que toda a história dele não está nada interessante. Sim, eu sei que ele vai embora logo da série, mas acho que é justamente por causa desta “parada” para contar o último caso do ex-quarterback que a história como um todo não avança. Ora, cadê o conflito McCoy x Saracen? Cadê Saracen, que quase não apareceu no episódio? Por sorte temos Landry para salvar o dia indo todo serelepe contar para Tyra que estava namorando após dar apenas um beijo numa menina que nem de homem gosta! Pra piorar, depois de beijá-lo a garota ainda teve certeza de sua opção! sexual Coitado! Bom, tirando alguns encalços que não comprometeram o outcome da temporada, estamos agora nas playoffs e é hora do time seguir rumo ao estadual! Go, Panthers!!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/11/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.

Boston Legal “5×07: Mad Cows”: Estou uma semana atrasado com a série, mas em breve regularizo a situação. Às vésperas da eleição americana, Boston Legal vestiu a camisa democrata e declarou o seu voto à Barack Obama com uma das cenas mais memoráveis de toda a história da série: Alan e Denny, com visões políticas diametralmente opostas, travaram um colorido duelo de paint ball no meio do escritório enquanto “discutiam” sobre quem deveria ser o presidente eleito. Alan é sempre a voz da razão, mas é Denny, o repúblicano mais fervoroso da TV, quem é o responsável por fazer a maior campanha aos azuis com o seu fundamentalismo absurdo e caricato da “américa dos patriarcas”. Isso fora o caso das vacas loucas (com o retorno de Julie Bowen) que foi um show à parte… David E. Kelly decidiu que esta será a última e melhor temporada da série, agora que não têm mais nada a perder com “falta de patriotismo” ou falso moralismo! Precisamos urgentemente de mais séries assim, agora que o Crane, Poole & Schmidt está prestes a fechar as portas!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 03/11/2008 na ABC americana.

Na semana passada não tivemos inéditos de Dirty Sexy Money e amanhã excepcionalmente falaremos das comédias! Aproveite o espaço e deixe o seu comentário sobre os episódios que assistiu!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Boston Legal, Friday Night Lights, Gossip Girl, True Blood Tags: , , , ,
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