Renovações e Cancelamentos de Séries: As Chances
Esta semana a publicação Entertainment Weekly atualizou a lista com as probabilidades de cancelamento e renovação das produções atuais. As séries americanas, em sua maioria, são produzidas por companhias e estúdios sob encomenda dos canais de televisão que as custeiam. Assim, vários fatores, mormente econômicos, influenciam nas decisões sobre a continuação ou não de determinada atração. Todo ano, por volta do mês de Maio, os canais abertos de lá realizam o chamado Upfront, que é o anúncio oficial do lineup das próximas temporadas para a imprensa e anunciantes, com destaque especial o Fall Season, período no outono americano onde se concentram as maiores estreias. Confira o sumário das chances de cada uma, além da lista das que já sabemos que estão renovadas ou canceladas para a próxima temporada:

Séries Oficialmente Renovadas: Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Amazing Race, The Big Bang Theory, The Good Wife, How I Met Your Mother, NCIS: Los Angeles, Survivor, Two and a Half Men, American Dad, Bones, The Cleveland Show, Family Guy, Glee, Fringe, The Simpsons, 30 Rock, Community, Friday Night Lights, Law & Order, The Office, Parks and Recreation, 90210, America’s Next Top Model, Gossip Girl, Smallville, Supernatural, The Vampire Diaries, The Apprentice, Undercover Boss. [atualizado 30/03] Castle.
Séries Com Boas ou Grandes Chances de Renovação: Com boas chances temos CSI: NY, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Lie to Me, Celebrity Apprentice e, com grandes chances, temos Brothers & Sisters, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy, Private Practice, Criminal Minds, CSI, CSI: Miami, The Mentalist, NCIS, American Idol, House, Law & Order: SVU.
Séries com 50% de Chances de Renovação: Accidentally on Purpose, Medium, The New Adventures of Old Christine, Rules of Engagement, Human Target, Chuck, Heroes, Mercy, Life UneXpected, One Tree Hill.
Séries em Risco de Cancelamento ou Praticamente Canceladas: Better Off Ted, FlashForward, The Forgotten, Cold Case, Numb3rs, Brothers, Trauma, Melrose Place e V. Na TV paga: Damages.
Séries Oficialmente Canceladas: Hank, Ugly Betty, LOST, Three Rivers, Dollhouse, Past Life, ‘Til Death, Scrubs, The Deep End, Raising the Bar, 24 Horas. Na TV paga: Saving Grace, Nip/Tuck, Monk.
Vale lembrar que as séries de TV a cabo Californication, Dexter, Nurse Jackie, United States of Tara, Weeds, Big Love, Bored to Death, Entourage, Hung, In Treatment, The Ricky Gervais Show, True Blood, Mad Men, Breaking Bad, Sons of Anarchy, Burn Notice, Royal Pains, The Closer, Men of a Certain Age, Spartacus: Blood and Sand, Party Down, Greek, Secret Life of the American Teenager, Secret Diary of a Call Girl, White Collar e HawtoRNe já estão com novas temporadas garantidas e/ou prontas para estrear nos próximos meses nos EUA! O status de outras produções não mencionadas acima não foram publicados pois não existem informações contundentes e/ou oficiais a respeito.
Nota explicativa: em termos técnicos, uma série é considerada “cancelada” quando sua produção é suspensa definitivamente, independente do motivo, seja por encerramento planejado pelos showrunners ou por imposição do canal. Algumas séries canceladas podem ser “salvas” por um canal rival, mas isso é raro de ocorrer.




Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?

True Blood “1×04: Escape From Dragon House”: Tomara que True Blood siga nesta linha de drama de mistério, pois foi ao desvincular-se do trash barato e gratuito que a série encontrou o seu ponto de equilíbrio e tornou-se verdadeiramente promissora. Jason, o irmão de Sookie, figurou como o principal suspeito na morte da garçonete Dawn e passou por maus bocados ao tomar toda a ampola da droga “V”, mesmo alertado por Lafayette para não tomar mais que duas gotas. O foco do episódio, contudo, foi a curiosa investigação da vidente no bar de vampiros (os poderes dela tornam o trabalho um pouco mais fácil), com direito à uma clichê apresentação do “vampiro chefão Eric”. Os diálogos seguiram parcialmente inspirados e o cliffhanger com o bartender Sam cheirando a cama da morta foi bastante sórdido. Sinceramente não sei o que esperar dos próximos episódios de True Blood, e isso não é algo negativo, pois agora realmente espero pelo próximo. Os vampiros caipiras de Alan Ball finalmente me conquistaram.

Worst Week”1×02: The Bird”: Gente, não dá. É certo que a premissa de Worst Week é baseada na comédia física de gags, mas não por isso ela precisa ser boba, óbvia e mal roteirizada. Se já no segundo episódio o máximo que eles conseguem fazer são sucessivas piadas envolvendo crueldade com animais, esta série não ganhará nossa atenção semanal. O protagonista está claramente desconfortável no papel e as situações são artificiais demais para se sustentarem por uma temporada inteira. Não consigo imaginar 22 episódios disso. Tchau!
90210 “1×06: Model Behavior”: Chegamos ao ponto mais crítico de nossa cobertura. Afinal, 90210 merece continuar neste espaço? Vou deixar a bola com vocês, porque se depender de mim e deste insuportável Model Behavior, ela sai. Desde a ótima estréia, o drama vem caindo vertiginosamente em qualidade, rendendo-se ao puritanismo e ao politicamente correto. Basta ver que o que virou a personagem Naomi, que atualmente está envolvida numa traminha idiota com a separação de seus pais. Não dá pra entender também o que as personagens da série antiga estão fazendo nesta fraca “versão”. A cafonice de Annie também passou dos limites e começou a incomodar. A série parece que segue sem propósito e sem identidade, como se apenas ter o titulo “90210″ e mais nenhum atrativo bastasse. Querem mais uma chance ou é rua de vez?
The Mentalist “1×02: Red Hair and Silver Tape”: Este é o grande azarão da temporada! Num mercado saturado por séries de investigação, The Mentalist encontrou o seu espaço com apenas dois episódios exibidos e audiência considerável. Por isso o canal CBS encomendou mais 6 episódios do drama, mas não garantiu a temporada completa. Sábia decisão, eis porque: a maior parte do sucesso atribuo à persona cativante e misteriosa do mentalista, que rouba todas as cenas e desperta um interesse mórbido no oculto, mesmo sabendo que seus métodos de investigação são totalmente empíricos. Mas The Mentalist está longe de ser uma série genial, especialmente como drama forense. O episódio foi esquemático como as principais produções do gênero, fazendo o espectador considerar as hipóteses que a série quer, para depois apresentar uma resolução inesperada e, “oh”, surpreendente. Eventualmente isso se torna cansativo, pois não traz nada de novo.
Fringe “1×04: The Arrival”: Fringe prestpou neste mais recente episódio uma bela homenagem à The X-Files, brincando com as sugestões de vida extraterrestre naquela floresta que inevitavelmente remete ao piloto do clássico de Chris Carter. A cena inicial foi a melhor e mais curiosa até hoje e nos apresentou ao Observador, um dos tipos mais esquisitos já vistos em uma série de J.J. Abrams. Esqueça Matthew Abbadon ou Richard Alpert, porque o careca sem sobrancelhas é assustadoramente bizarro e deve ser o elo entre todos os acontecimentos do Padrão. Sem saber se ele é o responsável ou não pelas manifestações, a equipe de Olivia Dunham recuperou um misterioso artefato, carinhosamente batizado por Peter de “supositório gigante”. Mas Fringe precisa tomar muito cuidado para não segurar demais informações, o que pode inevitavelmente afastar espectadores pela falta de resoluções satisfatórias. Ainda assim, este episódio foi uma boa surpresa, por ter apresentado uma narrativa diferenciada dos anteriores, rendendo ótimos momentos com diálogos inspiradíssimos entre Peter e Walter Bishop.
Gary, Unmaried “1×02: Gary Gets Bondaries”: Alguns momentos em Gary, Unmaried são inspiradíssimos, como na cena do piloto em que Gary confunde uma foto de Che Guevara com a do “carinha de Entourage“. Este segundo episódio foi superior ao primeiro e a comédia não é de se jogar fora, pois seu texto está acima da média das produções estilo “pai de família”. Contudo, a sitcom empalidece quando seu protagonista começa a fazer graça o tempo todo, principalmente quando fala sozinho, soando artificial.
True Blood “1×03: Mine”: Pronto, True Blood ficou suficientemente interessante a ponto que a gente consiga assistir até o final, mas ainda está longe de fazer a gente querer assistir o próximo. Foi até possível pescar os geniais textos de Alan Ball no meio de tanta morosidade e enrolação. É claro que é da natureza da cidade ter esse estilo de vida mais “lento” com um excesso de conversa fiada, mas não por isso a maior parte dos 50 longos minutos de exibição precisam ser tomados com isso. Se na resenha da semana passada reclamei das tramas paralelas, neste episódio Mine foram justamente às histórias que não envolvem a bela e paranormal Sookie e o vampiro Bill as que chamaram a atenção. O destaque foi pro dono do bar Sam com a garçonete Tara e as contínuas peripécias do ninfomaníaco Eric (sim, estou qualificando todo mundo porque é difícil lembrar de tantos personagens pouco expressivos). Pena que True Blood oscila o tempo todo entre momentos bons com cenas gratuitamente trash colocadas ali com o objetivo inicial de chocar, sem às vezes servirem à trama. A série vai ficando melhor contextualizada, mas, como eu disse acima, falta muito para empolgar.

Worst Week”1×01: Pilot”: Imaginem se o filme Entrando Numa Fria virasse uma série de TV. Bom, não precisa mais. Worst Week parte da mesma premissa que o longa estrelado por Ben Stiller: um sujeito nervoso e desastrado que passará uma semana dos infernos visitando os pais de sua namorada. Ele ainda terá a difícil missão de contar que ela está grávida e que os dois vão se casar. Nada de tramas complicadas, piadas elaboradas, ironia etc. A lei aqui é a comédia física e muitas vezes totalmente pastelão (o que nem sempre é ruim). Alternando entre gags hilárias (a da funerária, por exemplo) com outras nem tanto de tão óbvias (a do quadro), este remake da série inglesa homônima parece não ter emplacado em solo americano, apesar de simpático. Mesmo assim, não depositem esperanças em uma confirmação de temporada enquanto ela não conquistar mais espaço. É um bom passatempo, mas só.
90210 “1×05: Wide Awake and Dreaming”: Este foi mais um episódio fraco de 90210. O roteiro de Wide Awake and Dreaming foi artificial e piegas ao extremo, principalmente quando tocou nos assuntos sexo e drogas. Ao contrário do que acontece com Gossip Girl, os roteiristas deste drama parecem não saber escrever uma série adolescente contemporânea. Aliás, parecem não saber escrever e ponto. Só isso para explicar aquela incoerente trama envolvendo a família Clark: primeiro a mãe sabe do caso do marido e não faz nada, depois descobre que a amante vai morar na casa de praia e confronta o sujeito, mas ainda assim os dois fazem amor e no final ela decide “que vai se respeitar”? Por que ela tolerava o affair a princípio, então? No núcleo “escola” aquele lance da peça foi insuportável e só não foi pior que a festinha que aconteceu depois, com direito a Annie pegando uma camisinha pra lá de vencida da carteira do irmão para logo em seguida deixá-la no chão por “vergonha” de Ethan. Mais incoerências… Até parece que ela já sabia que iria ser vítima da bobinha armação de Adrianna. Se 90210 continuar deste jeito, será mais uma série cancelada de nossa cobertura semanal.
The Mentalist”1×01: Pilot”: O mentalismo nada mais é do que uma técnica cênica que utiliza hipnose, lógica e muita observação para atingir um certo objetivo. Muitas vezes tais habilidades são utilizadas para persuadir e distrair pessoas a acreditarem que o dominador desta arte é um clarividente ou exerce algum tipo de controle mental. Criss Angel, por exemplo, é um mágico que introduz o mentalismo em seus truques, conseguindo resultados positivos e impressionantes. Por isso me surpreendi quando vi que o protagonista do novo drama investigativo da CBS seria, de fato, um mentalista. O detetive, que trabalhava como aqueles videntes de televisão que dizem conversar com espíritos, utiliza a observação como principal ferramenta de trabalho, descobrindo pistas que passariam despercebidas até por Gil Grissom. Mas Simon Baker também tem um passado negro, pois sua família foi brutalmente morta por um assassino serial. O piloto foi muito bom, teve a participação de Zeljko Ivanek, mas não consigo imaginar essa série durando muito, pois parece seguir um ritmo episódico e já saturado (igual acontece com a fraquinha Life). De qualquer forma, conferirei os próximos pra dar um veredicto mais apurado.
Fringe “1×03: The Ghost Network”: Fringe avança de forma sólida em nossa cobertura, trazendo mais um ótimo episódio. Eu estou achando geniais os conceitos introduzidos a cada capítulo, como este da “rede fantasma” que utilizava pessoas como receptores de informação, o que levou a um sujeito acreditar que estava conversando com Deus enquanto na verdade era o objeto residual de uma experiência conduzida pelo Dr. Bishop nos anos 70. O novo drama de J.J. Abrams segue intenso, mas menos compromissado do que LOST ou Alias, pois seus capítulos funcionam como arcos completos em si. Por isso, para aqueles que adoram séries estilo “caso da semana”, esta é uma excelente pedida. O clima de mistério também paira no ar. Afinal, a Massive Dynamic em certos momentos parece estar mesmo por trás de tudo de bizarro que anda acontecendo, mas em outros fica a dúvida se uma empresa tão importante estaria mesmo por trás de acontecimentos tão sórdidos, como homicídio em massa. Será que não pode ser uma facção maligna da empresa que se desgarrou? Estou gostando cada vez mais,de Walter e Peter Bishop, que vêm roubando todas as cenas. Finalmente a direção esquemática cessou e Fringe parece ter encontrado o seu ritmo. Tomara que garantam a temporada completa logo!
Knight Rider “1×01: A Knight in Shining Armor”: Eu ainda acho que esta versão de Knight Rider é algum tipo de pegadinha do canal americano NBC. Ora, só pode! Quem teve o desprazer de assistir esse remake deve ter ficado estupefato ao constatar o excesso de “papagaiadas” que tomou conta deste drama. A história de um carro inteligente já não é algo tão atraente assim, mas conseguiram estragar ainda mais uma idéia ruim. Eu simplesmente não consegui acreditar que em 2008 estava assistindo a “efeitos especiais” do nível apresentado. Sério. Eu já vi trabalhos melhores em filmes dos anos 80! Não vou nem gastar espaço aqui tentando descrever a trama, pois ela inexiste. Em resumo, posso dizer que Knight Rider apresenta uma seqüência frenéticamente ruim de “ações” interpretadas por atores de 5ª categoria num universo absurdo. Tudo é exagerado, brega e todas as peripércias de KITT soam implausíveis (até mesmo as que poderiam ser factivelmente realizadas hoje em dia). Cancelada da nossa cobertura e certamente será cancelada na TV. Esta foi a pior estréia dramática do ano. Não percam tempo.
Gary, Unmaried “1×01: Pilot”: Esta nova sitcom da CBS não é ruim, mas você certamente já está cansado de séries assim. Gary, Unmaried é uma produção simples, barata e que imita todas aquelas outras séries de “pais de família” tipo According to Jim, My Wife and Kids, Old Christine e The King of Queens. Tem pai construtor? Tem. Tem divorcio recente? Tem. Tem filhos inexpressivos? Tem também. Então o que esta comédia traz de inovadora? Nada, até o protagonista engraçadinho parece uma mistura de Jim Belushi com Michael Kyle e pitadas loser de Christine Campble. Como eu disse, nao é ruim, mas também não é boa. É mais uma sitcom esquecível que deveria ser exibida sábado à tarde e não em um primetime. Não aposto em confirmação. Deve ser cancelada em breve e por falta de audiência. Season Pass nela.
