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Arquivo da Categoria The Big Bang Theory

19/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bmotherHow I Met Your Mother (5×06: Bagpipes; 5×07: The Rough Patch): Estes últimos dois episódios de How I Met Your Mother desenvolveram e encerraram muito bem o arco do romance entre Robin e Barney sem deixar que a coisa ficasse desgastada, como acontece com muitas séries. Trazendo à tona os problemas em Bagpipes, a comédia rapidamente pulou para o inevitável término do relacionamento do casal que tenta, mas não consegue ser cool quando está junto. E foi no excelente The Rough Patch que vimos o calvário dos dois para perceber o quanto faziam mal um ao outro, mas sem perder o bom humor de costume, já que Barney engordou horrores (exageradamente sob o ponto de vista do Ted futuro, claro) e Robin virou uma baranga totalmente sem noção. Eu já disse várias vezes e repito que How I Met Your Mother sempre se sobressai quando faz uma crônica inteligente sobre os diversos aspectos da vida. Show!
Cotação Bruno Carvalho:

bteoryThe Big Bang Theory (3×06: The Cornhusker Vortex; 3×07: The Guitarrist Amplification): Eu continuo achando que explorar o “relacionamento” entre Leonard e Penny no fim não faz bem pra The Big Bang Theory, justamente porque os dois juntos não convencem por nada. Assim, depois de cada episódio, seja quando a moça convida toda a galera pra ver futebol ou quando um amigo guitarrista está pra dividir apartamento com ela, a suposta ameaça que isso traria a Leonard não atinge o objetivo proposto (fora a química quase negativa dos intépretes John Galecki e Kaley Cuoco). Eu não me importo com o que vai ocorrer com eles e exatamente por isso acho que a comédia deveria focar mais no universo geek dos protagonistas do que em um romance desinteressante. A nota alta (costume nesta série), por enquanto, fica pra próxima.
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×07: Unorthodox): A ideia de uma justiça mais “flexível” e mutável é característica do common law adotado pelos EUA, onde não apenas a legislação é fonte do Direito, mas também as decisões de tribunais chamadas de precedentes. No Brasil não temos isso enraizado desta forma e por isso algumas situações em The Good Wife podem parecer forçadas, mas não são. E foi em um caso bastante inortodoxo que Alicia precisou desmascarar uma farsa que visava extorquir judeus ortodoxos. Estes, por obedecerem o shabath (período semanal em que os fieis estão proibidos de realizar qualquer tipo trabalho), supostamente causaram danos físicos a uma senhora por se absterem de consertar um fio que passava em sua propriedade. Nasceu aí uma interessante discussão jurídica sobre qual seria a lei prevalescente: o princípio constitucional de liberdade ao credo ou o dever de indenizar pelo ato culposo de acordo com a Lei civil. Apesar de muito bem conduzido como o anterior, o episódio pecou em seu ato final por evitar o debate, vertendo o caso mais uma vez para o lado “investigativo”. É aí que The Good Wife perde parte de seu charme, como se seus autores desistissem de concluir qual seria o caminho adotado para resolver a questão no tribunal. Fora isso, o drama segue intrigante, ainda mais agora que o filho da boa esposa retomou a busca por verdades envolvendo a prisão do pai. Tem uma boa história aí…
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×08: Playing Cards With Coyote): Ótimo! Genial! Espetacular! Eu simplesmente adorei a ideia que os produtores de FlashForward tiveram de fazer o pior episódio da série até agora. Ora, isso significa que, uma vez no fundo do poço, eles só tendem a subir e melhorar, (ou não?)! Começando com mais um “clipe musical” totalmente inadequado, Playing Cards With Coyote chegou ao cúmulo de mostrar uma cena onde os supostos responsáveis pelo apagão de todo o planeta decidem através de um jogo de cartas se vão ou não contar a verdade para o público (isso na frente dos outros jogadores e funcionários). Eu não sei o que ficou mais ridículo, se foi o canastrão Simon propondo a decisão do impasse no melhor estilo Cassino Royale ou se foi o até então coerente Lloyd aceitando o esdrúxulo “desafio”. Francamente não sei o que esperar mais de uma série que prometeu tanto e conseguiu fazer de tudo até agora, exceto cumprir o prometido: ser um bom drama de mistério. As histórias paralelas, então, como a da filha de Aaron que não morreu e a introdução de novos rostos a cada finale tornam essa bagunça cada vez mais maçante. Como eu falei, isso é bom, pois não vejo no meu flashforward como isso pode piorar. Do contrário, o futuro da série será tão inevitável quanto o daqueles que em 2010 não viram nada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Ah, sim. Gossip Girl e Brothers & Sisters deixam nossa cobertura semanal e passam para o Season Pass. A primeira porque simplesmente desandou muito nos últimos capítulos e a segunda, apesar de eu gostar muito, anda rendendo pouco assunto para repercutir (ou querem que eu discorra sobre a ceninha “Laços de Família” de Kitty Walker e seu câncer?). Aí podem perguntar:  ”mas FlashForward sempre recebe críticas negativas e continua, qual o critério?” Ora, o critério é subjetivo e julgo que mesmo ruim, o drama do apagão rende muito mais assunto (ainda que negativo), de forma que as resenhas não soam vazias. De qualquer forma, continuarei acompanhando todas as séries que “cancelo” aqui e mais pra frente falamos delas quando as pausas começarem, ok? Aguardo o seu comentário e amanhã tem a segunda parte!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Brothers & Sisters, FlashForward, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
28/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×04: From France With Love): Kitty com câncer. Kitty com câncer. Kitty com câncer e, ah, a Sarah voltou de viagem depois de ter um caso com um Francês porque… Kitty está com câncer. Ela mentiu sobre o motivo da volta antecipada porque Kitty está com câncer. Justin decidiu que vai ser um oncologista e foi tentar um estágio na área porque Kitty está com câncer. Nora Walker está mais neurada do que nunca porque Kitty está com câncer. Se isso é chato na resenha, imagina durante um episódio inteiro? Esse acontecimento virou o centro da série e soa como um ato desesperado dos roteiristas para tentar reerguer o drama que passou por uma severa crise criativa na 3ª temporada. Depois que a poeira da morte de William Walker baixou e que os “podres” que ele havia escondido no armário por anos vieram a público, faltam elementos para que a série volte a surpreender. Aí apelaram para essa doença e o drama segue sem perspectivas, sem cliffhangers e tremendamente água-com-açúcar. Sabemos que ela não vai morrer, então tudo fica parecendo procrastinação! Pena, pois é um excelente elenco desperdiçado.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×05: The Creepy Candy Coating Corollary): A divisão das personagens de The Big Bang Theory em “núcleos” está fazendo bem à comédia, pois quando todos estão juntos fica mais evidente o disparate entre a atuação de Jim Parsons com os demais. E se sozinhos Leonard e Penny não funcionam, bastou adicionar o fator Hollowitz como a “vela” da relação para que as situações fiquem divertidíssimas. Aquela cena no café-da-manhã com as interrupções inconvenientes do nerd carente foi demais! Mas é claro que no final das contas é Sheldon que sempre rouba a cena e, mais uma vez, o sujeito foi passado pra trás, só que desta vez pelo seu ídolo trekker, Will Wheaton! The Big Bang Theory continua explorando como nenhuma outra série o vasto universo da cultura pop.
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×05: Dual Citizenship): Um dos pontos positivos de How I Met Your Mother às vezes vira um problema: eles pegam uma piada e vão até o fim com ela. Isso é bom quando a história funciona, mas nos dois casos apresentados em Dual Citizenship, o resultado deixou a desejar. Pra começar, a ideia da viagem de Ted e Marshall à antiga pizzaria trash que gostavam foi até boa, mas no segundo bloco a piada já estava esgotada e previsível (especialmente quando envolvia Lilly). A mesma coisa aconteceu com Barney e Robin no caso da moça perder a noção de cidadania e ficar numa espécie de “limbo” civil, pois não sentia vínculos nem com EUA e nem com Canadá. Apesar de realizar uma leve crítica à “América” quando Barney aponta as diferenças entre os países (o sistema de saúde e a criminalidade, por exemplo), o episódio como um todo esmaece perante os primeiros desta temporada, que focaram mais na turma.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1170

bhouseHouse (6×05: Brave Heart): Uau! Já estamos no 5º episódio e os eventos de The Tyrant continuam repercutindo no hospital. Dá pra ver que Chase está no limite, vivendo um imenso conflito interno por ter matado o ditador africano. O que na hora pareceu a decisão mais certa no calor do momento, agora se tornou uma esgotante batalha moral consigo mesmo e com as pessoas que nele confiam, incluindo sua mulher e seus colegas de trabalho. E o pior de tudo é que ainda que ele tente confessar o que fez, acaba falhando porque o peso da notícia vai deixar enormes feridas. O caso da semana também foi excelente, começando pela perseguição de um bandido mestre em “parkour e revelando a displicência de um policial que achava que sua vida estava no fim por conta de uma doença incurável. E mesmo com a cabeça “cheia”, House, é claro, conseguiu dar um jeito. Eu apenas não entendi o propósito das vozes que o bom doutor anda ouvindo no quarto de Amber. Era mesmo só o Wilson “conversando” com ela? De qualquer forma, tenho certeza que mais alguma coisa interessante a série está preparando para nós… Mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgossipGossip Girl (3×06: Enough About Eve): Olha de uns tempos pra cá estou achando Gossip Girl uma tremenda baboseira. Às vezes sempre foi (sei que muitos vão concordar com isso), mas o fato é que antes a trama era, na maioria das vezes, coerente e entretia. Agora me parece que nesta nova temporada as personagens estão mais voláteis e de uma forma que não soa mais crível. Basta ver o comportamento de Blair e sua constante mudança de prioridades e a bagunça que a repugnante Vanessa aprontou apenas para discursar num brinde de um evento. Não li os livros e não sei se ela é assim na história original, mas na TV isso não está funcionando. Gossip Girl está “inho” demais. Dan e Olivia num romancinho, Chuck e Blair com uma briguinha, Serena e Carter com uma intriguinha e Nate continua avulso com seus probleminhas de família aristocrata que ninguém dá a mínima… Enough About Eve terminou com Blair e Vanessa juntas, depois de todo o mal que uma fez para a outra em poucos instantes. Eu não aguento mais muito tempo desse lero lero não… Andei assistindo 90210 e, apesar de não ser nenhum primor da TV, está com uma história bem mais concisa e sólida do que esta. Quem sabe é hora de trocar…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×05: Crash): Estou começando a achar que The Good Wife levará o troféu “fogo de palha” desta temporada. Poxa, este é o terceiro episódio seguido em que o drama está num verdadeiro marasmo. O caso do marido de Alicia não evolui em nada e os julgamentos da semana não apresentam, por exemplo, o nível de relevância de discussão social como acontecia com Boston Legal. Ou seja, há semanas The Good Wife não se estabelece como um bom drama familiar e nem como uma série de interessantes casos jurídicos. O dessa semana, por exemplo, sobre as esposas dos funcionários de uma companhia ferroviária, foi arrastado enquanto a burocracia do escritório de Alicia tomava conta: desde abordar o aborrecido processo de contratar uma nova assistente até aventurar-se por intriguinhas envolvendo a saída de um sócio que nunca sequer deu as caras na série. E aí, o que sobra? Tirando a sempre competente interpretação de Julianna Marguiles, este episódio deixou apenas a expectativa de que este drama resgate o seu promissor início e engrene de uma vez.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

To meio ríspido, eu sei. Mas they had it coming. Ainda esta semana comentários de Dexter, Californication, FlashForward, Glee, 30 Rock, The Office e Grey’s Anatomy!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Brothers & Sisters, Gossip Girl, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
19/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×03: Almost Normal): A doença de Kitty, ao meu ver, veio num momento onde o foco deveria ser (qualquer) outro. Ora, na temporada anterior mesmo a família Walker lidou com o problema de saúde de Robert e tudo isso que estão (re) vivendo com a sua esposa parece um imenso dèja vu. O mesmo posso dizer com relação à Kevin e Scotty com a questão do bebê (barriga-de-aluguel ou adoção), assunto abordado também na temporada passada e até batido. Às vezes Brothers & Sisters me lembra um pouco a finada Party of Five, onde sempre alguma grande tragédia familiar estava acontecendo. Poxa, nós sabemos que esta série não precisa disso e a prova está nas ótimas tramas envolvendo o antigo rival de William que apareceu para complicar as coisas na Ojai ou até mesmo a incursão de Justin na faculdade de medicina. A temporada ainda não decolou e os sinais de desgaste vão ficando mais evidentes…
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×04: The Sexless Innkeeper): É sempre imprevisível a forma que How I Met Your Mother vai contar uma história. Entre sonhos, flashbacks e flashforwards, a variada estrutura narrativa que esta sitcom segue a difere de todas as outras produções do gênero. Desta vez eles voltaram séculos no tempo para contar o caso da “pousada do assexuado”, já que Ted caíra no velho golpe da mulher utilizá-lo apenas para passar a noite em seu apartamento, sem sexo! Os casais também deram um show à parte com toda aquela celeuma envolvendo o “encontro”, mas confesso que no final a ótima piada começou a esgotar, pois passaram do ponto. De qualquer forma, a cançao “All By Ourselves” foi demais!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×04: The Pirate Solution): Poxa, somente aquela cena que mostrou Sheldon e Raj trabalhando até a “exaustão” ao som de Eye of the Tiger já valeu por todo este ótimo episódio de The Big Bang Theory! The Pirate Solution trouxe exatamente o que a série precisa: uma agitada nas coisas. Apesar de sempre bons, eles estavam meio acomodados e deixando tudo nas costas de Jim Parsons. Com a estadia de Raj nos EUA ameaçada, a solução mais brilhante que eles encontraram foi colocar o nerd para trabalhar com o encrenqueiro mor, o que rendeu situações hilárias: “você trabalha PARA mim“! Isso além de ajudar a derrubar o “mito” Sheldon, porque não há nada melhor do que mostrar o cara errado e dando (ao menos um pouco) o braço à torcer. Longa vida aos reis da ciência!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgoodwifeThe Good Wife (1×03: You Can’t Go Home Again, 1×04: Fixed): Poxa, The Good Wife estava indo relativamente bem até que estes dois episódios apareceram para quebrar completamente o ritmo. Primeiro porque o roteiro simplesmente ignorou a investigação que os filhos de Alicia estavam conduzindo com relação à foto incriminadora do pai. Isso é estranho, porque ao mesmo tempo em que sugerem que ele pode ter sido vítima de uma armação, estes episódios praticamente confirmaram o envolvimento dele em todas as acusações que estão sendo feitas. Tudo bem que o drama está apenas começando, mas seria bom que uma estrutura lógica fosse seguida. O destaque continua na forma como Alicia vive esta delicada situação e como ela acaba utilizando esta experiência negativa em sua vida para ajudar os outros. Gostei muito do caso envolvendo a manipulação do júri que, no final das contas, foi providenciada pela própria parte que a moça defendia (legal também a participação do “Andy” de True Blood como o advogado de defesa da empresa farmacêutica). The Good Wife ainda precisa, contudo, encontrar o seu caminho e seguí-lo com convicção. A falta de um objetivo maior pode comprometer esta promissora série.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1165

bgleeGlee (1×07: Throwdown): Sue Sylvester carregou grande parte deste episódio de Glee (e boa parte da série até agora), o que não é nada reprovável, já que Jane Lynch é uma atriz excelente e que vem me surpreendendo a cada aparição na TV (ela também fez Party Down e está frequentemente em Two and a Half Men). A incontrolável rixa que ela tem com o grupo Glee é, de longe, a parte mais interessante desta comédia musical que vem demonstrando ter uma boa dose de humor negro. Simplesmente adorei os momentos politicamente incorretos, principalmente quando colocaram a “minoria” para cantar sob o comando da loira: “eu gosto tanto de minorias que estou pensando em me mudar para Califórnia para me tornar uma“. Pena que ela abandonou o cargo de co-treinadora tão cedo: “é coisa de frutinha. Eu não aguento ver estes jovens emocionados, a não ser se for por exaustão física”. Brilhante! Foi bacana também ver a galera cantando de verdade em cena (sem dublagem e auto-tune), numa jam session bem agradável e real. Um bom episódio, inquestionavelmente!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×03: 137 Sekunden, 1×04: Black Swan): Decepcionantes. Esta palavra resume muito bem o meu sentimento com relação aos dois últimos episódios de FlashForward exibidos na TV americana. Ora, pra uma série que se vende como o próximo grande fenômeno pós-LOST, seu desempenho está muito aquém do ideal. 137 Sekunden foi até construído de forma interessante, crescendo até o momento em que Mark interroga o nazista e ele dá aquela revelação sobre os pássaros e a descoberta de um incidente anterior na Somália emerge. Eis aí que Black Swan chegou como um tremendo anti-clímax, contando uma historinha totalmente desinteressante sobre o garoto com hipocortisolismo e ignorando os fatos do capítulo anterior. Isso sem contar no retorno daquela moça presa (num interrogatório que não levou a lugar algum) e na insistência com o caso de Olivia com sua visão futura (como bem disse a colunista Claudia Croitor: quantas vezes vão mostrar aquela cena dela chamando o futuro companheiro?). Para temermos pelo casal de protagonistas, a série precisa, primeiro, fazer com que nos importemos com eles. Objetivo falho até o momento e não sei nem o que dizer do final com o “Charlie” ligando para o sujeito, que chegou a dar vergonha alheia tamanha a artificialidade da frase que ele diz. Os episódios de FlashForward até agora são vazios e parece que o drama quer se sustentar apenas nos cliffhangers (que vá lá, foram bons). Alerta Jericho.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×01: Season 4): Foi muito válida a comemoração que os roteiristas de 30 Rock fizeram no início deste episódio, convidando todos para a 4ª temporada de uma série que disseram que não iria durar por conta da baixa audiência. Tina Fey e sua equipe superaram todos os obstáculos para chegar até aqui abocanhando, de quebra, vários e merecidos prêmios. Nesta premiére eles já começaram elevando o nível quando Kenneth resolveu mobilizar os pages para uma greve contra o canal por causa da ganância de seu CEO Jack Donaghy. Enquanto isso Liz e Pete iniciaram o árduo trabalho de contratar mais um ator para o show (o que deixa os outros, especialmente Jenna, descontrolados), mas o grande destaque deste episódio foi Tracy e sua obstinação de “reaproximar” das classes mais baixas, que rendeu os melhores momentos. A grande sacada, contudo, envolveu o fim da greve declarado por Kenneth pelos motivos errados – ele apenas queria que seu chefe escrevesse que era um grande mentiroso em um pedaço de papel. Gênio! Já o número musical final com Jenna foi um espetáculo à parte. Como é bom voltar ao Rockefeller Plaza, nº 30!
Cotação Bruno Carvalho:

Calma que não acabou! Esta semana ainda tem mais uma leva de comentários, com Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, House, Grey’s Anatomy e o melhor The Office de todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Brothers & Sisters, FlashForward, Glee, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
08/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
É evidente que Hollywood passa por uma profunda crise criativa nesta década. Basta olhar na quantidade de séries que são canceladas da noite pro dia, seja porque são muito ruins ou porque são medianas a ponto de se tornarem dispensáveis pela audiência. Retomando a Semana em Série, realizaremos aqui no blog uma análise das principais estreias da temporada no primeiro Semáforo! É isso mesmo: considerando o volume de séries para acompanharmos neste início, indicarei através de sinais (e não de estrelas) se tal produção merece ou não ser assistida (e repercutida), de acordo com os critérios do blog. Uma série que recebe o sinal vermelho logo de cara sairá da nossa cobertura e não voltará tão cedo (a não ser que melhore muito, mas muito mesmo, ou que extrema pressão popular exija seu retorno). Já um drama ou comédia com o sinal amarelo vai, inicialmente, ficar fora dos comentários semanais para uma análise com mais atenção e possível reclassificação para o sinal verde, onde será regular e sistematicamente comentada no blog, seja na Semana em Série ou no nosso Season Pass. Vamos lá?

comment1160

bcougarCougar Town (1×01: Pilot, 1×02, Into the Great Wide Open): A nova comédia da ABC estrelada pela ex-Friends e ex-Dirt Courteney Cox soa como uma tentativa desesperada de fazer humor. E um humor besta, sem qualquer tipo de refinamento, digno dos piores pastelões. Jules é uma mãe quarentona que, após o divórcio com o loser que a engravidou quando jovem, resolve correr atrás dos anos de farra que perdeu. Forçada ao extremo, a atuação de Cox é lamentável e o roteiro é simplório, limitando-se a colocá-la em situações constrangedoras (e gags físicas ridículas) com o único objetivo de arrancar riso do espectador de passagem. Temos também um elenco de coadjuvantes insosso que torna o resultado ainda mais desprazerosso de se assistir. Ora, o que foi o final do segundo episódio com a brincadeirinha do “susto” ou as fotografias das “aventuras” bêbadas de Jules? Se você rever a cena verá que muitas imagens simplesmente não fazem o menor sentido e só foram colocadas ali para fazer graça, sem o menor nexo com a história. Vergonha alheia total. Em apenas dois episódios Cougar Town mostrou que não tem conteúdo nem pra ser uma comédia descompromissada e divertida. Torço e espero por um cancelamento precoce.

bhankHank (1×01: Pilot): A premissa de Hank – pai desastrado e desatento que se envolve num escândalo financeiro e é obrigado a viver com a família na “classe média” – e sua execução porca, colocam mais uma mancha na carreira de Kelsey Grammer, que mal se recuperou de sua última bomba, a horrenda Back to You. Essa nova sitcom da ABC (alguém poderia proibir o canal de produzí-las?) é totalmente instantânea e pré-fabricada: o roteiro é raso, os cenários parecem terem sido reaproveitados de uma comédia cancelada qualquer de “família americana” e, pior de tudo, a série simplesmente não é engraçada. Todas as piadas são as mesmíssmas que já cansamos de ouvir em produções similares e, além de não ser nada inovadora, Hank evidencia a cada take o desconforto de Grammer no papel, bem como uma preguiça descomunal em compor uma personagem, pois ele se rende ao “básico” da atuação com suas caras e bocas. É deprimente ver o que o Frasier se tornou…

bpurposeAccidentally on Purpose (1×01: Pilot, 1×02: Memento, 1×03: One Night Stand): Apesar de simpática, Jenna Elfman já provou que é uma atriz limitada a uma personagem só: a mesma mulher descolada, desbocada e meio doidinha que fez algum sucesso no início da extinta Dharma & Gregg. A série traz uma premissa interessante, sobre uma mulher que engravida “sem querer, querendo” de um jovem sem futuro, mas o texto imediatamente esbarra em todos os clichês do gênero e no final sai mal apesar de conseguir arrancar uma risada aqui e outra ali. Falta, contudo, mais personagens carismáticos para a série emplacar, além de um roteiro mais ágil, contemporâneo e menos carregado de piadas óbvias de sexo. Essa de roomates que vivem brigando é tão velha como Tony Danza. A CBS conseguiu estabelecer-se bem com as sitcoms Two and a Half Men, How I Met Your Mother e The Big Bang Theory. Perto delas, Accidentaly on Purpose é mesmo um verdadeiro desastre proposital só pra compor a meia hora que faltava para inteirar o bloco.

bmiddleThe Middle (1×01: Pilot): Por mais “divertidinha” que pareça, The Middle por enquanto nada mais é que uma versão mais adulta de Malcom in the Middle, só que desta vez contada sob o olhar dos pais e não do filho do meio. Poxa, é com mais uma produção single-camera sobre uma família de classe média-baixa americana que a ABC quer reerguer seu núcleo de comédia? Fora as corretas atuações de Patricia Heaton e Neil Flynn, no fim das contas a série traz a sensação de “mais do mesmo”: tem o filho menor esquisito, a pré-adolescente que não se adapta e o marmanjo rebelde que no fundo está em busca de atenção. O roteiro é razoável, a produção é caprichada e a trilha-sonora acerta em diversos momentos, mas no final a sensação de vazio após ter assistido o piloto permanece e você acaba não conseguindo distinguir esta de outras séries como Aliens in America, According to Jim, ‘Til Death e por aí vai. Se conseguir melhorar nos próximos, vai pro Season Pass.

bmodernModern Family (1×01: Pilot, 1×02: The Bicycle Thief): Ah, como é bom ser positivamente surpreendido por uma nova série que você não dava nada. Pelos promos, Modern Family parecia querer ser uma versão familiar de The Office, mas em vez de restringir-se à cópia do estilo de câmera e das situações nonsense que ocorrem na filial da Dunder Mufflin, esta comédia soube ser autêntica e com um humor muito bem dosado, que não é carregado no “white trash” deprimente e, o mais importante, não trata o espectador como uma planta. Contando a história de três famílias modernas que, logo no final do primeiro episódio descobrirmos ser a mesma, a trama circunda com muito cuidado e leveza por alguns estereótipos clássicos como o do pai que quer ser “amigão” dos filhos, o vovô que casa com uma mulher mais nova (numa triunfal volta do eterno Ed O’Neil, o Al Bundy de Married… With Children) e até mesmo um divertido casal de homossexuais que resolve adotar um filho ao melhor estilo Brangelina. Este é o bom exemplo de criação, interpretação e produção que as outras comédias do canal ABC deveriam seguir. É possível fazer comédia sem se expor ao ridículo. [Season Pass]

bheroesHeroes (4×01: Orientation, 4×02: Jump, Push, Fall, 4×03: Ink): Eu já perdi a conta de quantas vezes eu já comecei uma resenha de Heroes dizendo que “eu já perdi a conta de quantas vezes o drama de Tim Kring deu inúmeras e desnecessárias voltas”. Sinceramente, não sei mais o que esperar de um novo volume onde novos personagens são aprensentados enquanto a história permanece estagnada no marasmo criativo dos roteiristas desta série. Depois de dois episódios que beiraram o insuportável de tão mal conduzidos e uma terceira parte igualmente aborrecida e nada esclarecedora, Heroes despede-se de nossa cobertura semanal, pois não dá mais pra ficar repercutindo cada vez que Hiro perde e retoma seu poder, ou cada vez que Sylar é destruído e retorna e, pior ainda, cada instante em que Noah Bennet vira a casaca para atender ao imediatismo de um roteiro incrivelmente furado, cansativo e sem fim. Será que terá um fim? Quantos reboots precisaremos testemunhar para nos dar conta que Tim Kring não tem talento? Chega. Chegou na 4a temporada já! Heroes foi longe demais só na promessa eterna. Quando finalmente isso acabar eu assisto tudo e digo aqui como terminará, mas por enquanto não dá mais. Acabou a paciência há muito tempo e agora acabou a boa vontade.

bmelroseplaceMelrose Place (1×02: Nightingale, 1×03: Grand, 1×04: Vine): Depois de quatro episódios, deu pra ver que Melrose Place foi uma série construída para tentar ser hit, com todos os elementos que um drama “ousado” precisa: um galã misterioso, uma falsa santa, uma desconhecida piradinha, um casal certinho e uma loira maravilhosa pra botar fogo em um condomínio californiano onde todos moram. Infelizmente até agora essa mistura não conseguiu dar liga. O texto não é tão ruim (já vimos muitas coisa pior, vai), mas também não podemos dizer que no fim de um episódio estamos loucos pelo próximo. A um porque a história da morte da tal Susan Sidney não empolga a ponto de querermos saber quem foi que a matou, já que ela não desperta a menor empatia de ninguém. A dois porque muito pouca coisa acontece numa série que deveria, no mínimo, ser mais agitada pelo elenco que tem. A CW muitas vezes parece que é o canal dos remakes apenas por ser, como se viabilizá-los fosse o objetivo final. Melrose Place precisa desenvolver e muito para ganhar um espaço fixo aqui. Quem sabe mais pra frente ela faça companhia a 90210 em nosso Season Pass

bfringeFringe (2×01: A New Day in the Old Town, 2×02: Night of Desirable Objects, 2×03: Fracture): Dificilmente uma série atual consegue iniciar uma segunda temporada de forma tão promissora quanto aconteceu com Fringe, ainda mais considerando o nível do finale, que deixou todo mundo boquiaberto. Digo mais: os eventos do padrão, sejam os provocados (o homem que troca de face) ou espontâneos (o garoto-escorpião) estão mais interessantes e aterrorizantes do que nunca e a química já estabelecida entre o elenco principal é invejável. A história também evoluiu consideravelmente, agora que objetivos maiores foram traçados, incluindo a inesperada morte de Charlie e a usurpação de sua imagem por aquele misterioso “ser”. Embora ainda desconhecidos, os responsáveis por toda esta conspiração estão tomando forma e, de maneira muito acertada, o roteiro permitiu que as bombásticas revelações da temporada anterior fossem bem aproveitadas com a súbita amnésia de Olivia, que terá que processar junto com o público o que aquele encontro com William Bell significou. Lembremos também que o Peter original também morreu pequeno e que este que vemos é a sua versão alternativa, o que é fundamental para compreendermos até o jeito sempre admirado que Walter sempre o olha. Outro fator positivo desta temporada foi a de estabelecer uma ameaça séria à divisão Fringe Science, que terá que lutar para manter-se “aberta” (leia-se, conseguir provas mais contundentes das manifestações do padrão e da séria ameaça que é iminente sobre o mundo). Por fim, registro aquela interessante, mas igualmente assombrosa forma de comunicação do soldado com uma provável realidade alternativa e a terrível indicação de que o tal Observador não está aqui somente para observar… Fringe consegue me assustar como poucos filmes de terror.

btraumaTrauma (1×01: Pilot): A NBC adora tentar reviver o passado e a aposta da vez é com Trauma. O drama emergencial é focado numa equipe de resgate de São Francisco, con direito a um piloto cheio de acidentes elaborados e de grande porte, além de muitos efeitos especiais que são apenas corretos para a TV. Mas a despeito de toda esta produção, o que falta na série são personagens cujo público possa se identificar. Sem apresentar ou aprofundar em qualquer aspecto da vida destes socorristas, a série já mergulha no “trabalho”, impedindo uma conexão inicial e necessária para manter o espectador interessado. Tem ação e muita movimentação, mas falta conteúdo até para repercutir. O impacto de Trauma, por enquanto, é apenas visual e lá para o terceiro resgate já cansou.

bmotherHow I Met Your Mother (5×01: Definitions, 5×02: Double Date, 5×03: Robin 101): Que bom que este 5o ano de How I Met Your Mother voltou mais divertido e dando uma importância menor ao sentimentalismo barato como estava acontecendo na metade final da temporada anterior. O relacionamento entre Barney e Robin deu uma boa guinada na história e virou o cerne deste início, tanto que os três primeiros episódios foram basicamente sobre eles, desde a estreia com a indefinição do casal sobre o seu “status” até culminar no excelente Robin 101 (um dos melhores de toda a série) em que Ted vira o professor particular de Barney e o assunto é a canadense, seus trejeitos, suas manias e esquisitisses. Me lembrou muito os clássicos episódios de Friends em que a história é totalmente sustentada no universo rico das personagens. Ponto positivíssimo para a comédia. Que bom que eles deram a volta por cima!

bteoryThe Big Bang Theory (3×01: The Electric Can Opener Fluctuation, 3×02: The Jiminy Conjecture, 3×03: The Gotholowitz Deviation): Perto de Jim Parsons o restante do elenco de The Big Bang Theory imediatamente esmaece e os mais prejudicados são John Galecki (Leonard) e Kunal Nayyar (Raj). Digo isso porque o casal Penny/Leonard formado não consegue convencer por nada e eles acabam deixando algumas cenas bastante mornas. Aliás, sem as personagens Sheldon e Howard, a comédia não poderia sequer existir, pois basta um murmuro do nerd mor ou uma entrada em cena do desajeitado galanteador (vestido de gótico) para a plateia cair no riso. O mesmo não pode ser dito, por exemplo, da já batida timidez do indiano quando sóbrio em frente de mulheres. Este início, contudo, conseguiu ficar fácil no saldo positivo, pois o roteiro é quase sempre impecável. Destaco o experimento que o sempre sagaz Sheldon Cooper realizou em Penny, educando-a como um cachorrinho em seu apartamento, que já é um dos melhores momentos desta comédia.

Calma que ainda não acabou! Nesta segunda terça faremos mais uma rodada do Semáforo com comentários de (e já adianto as cores): Grey’s Anatomy, Gossip Girl, Brothers & Sisters, Californication, The Good WifeDexter, Bored to Death, House, Glee, Eastwick, The Office, Community, FlashForward, Dollhouse e Mercy!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Accidentally on Purpose, Cougar Town, Fringe, Hank, Heroes, How I Met Your Mother, Melrose Place, Modern Family, The Big Bang Theory, The Middle, Trauma Tags: , ,
12/06/2009 - 06:01

The Big Bang Theory: O Ártico é dos Nerds!

Alerta de Spoiler - Brasil
Irreprovável. Essa palavra resume muito bem a 2ª temporada de The Big Bang Theory, uma comédia que começou quieta, cresceu muito em seu ano de estreia e se manteve em uma constante alta desde então. O sucesso da série é a inevitável consequência da perfeita combinação de um texto caprichado e inteligente com atores competentes. Eu já até mencionei isso antes, mas fato é que apenas um suspiro de Sheldon é capaz de fazer uma plateia inteira rir de tão bem composto é a personagem, como aconteceu no início deste finale. O episódio (que poderia ter sido duplo) focou-se na mudança dos geeks para um projeto de campo no pólo norte por três meses, incluindo uma série de testes e preparativos dos peculiares cientistas que envolveu até uma hilariante visita à geladeira da lanchonete de Penny. Muito bom também que o capítulo balanceou o foco que geralmente fica em Sheldon trazendo à tona a latente química amorosa entre a vizinha loira e Leonard – algo que precisa ser a main plot da próxima temporada. Mas o mais incrível do singelo final pra mim foi ver que mesmo tendo eles mudado completamente de abientação, de Los Angeles para o Ártico, a complexa e divertida dinâmica desse peculiar grupo se manteve, tendo sido apenas “adaptada”. Tudo ficou muito coeso, seja com Howard e seu impecável timing para tudo que é inapropriado (ele mexendo com o arpão no acampamento) ou com Sheldon e sua irritante sistemática com tudo, especialmente com a forma que sua comida tem que ser preparada. The Big Bang Theory definitivamente provou porque merece ficar no ar e tomara que seus vários méritos comecem a ser reconhecidos na próxima temporada de premiações. Será que Jim Parsons sai com um Emmy este ano? Eu gostaria de ver isso acontecendo.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Big Bang Theory Tags: , ,
22/05/2009 - 00:01

Upfront 2009/2010: Séries Canceladas e Renovadas

Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?


Oficialmente Renovadas: Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.


Oficialmente Renovadas: Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas),  The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.


Oficialmente Renovadas: 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.


Oficialmente Renovadas: 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas: Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.


Oficialmente Renovadas: 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.

A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation).
E aí, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider!).

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, American Idol, Better Off Ted, Boston Legal, Brothers & Sisters, CSI, Canais, Castle, Chuck, Desperate Housewives, Dirty Sexy Money, Do Not Disturb, Dollhouse, Eli Stone, Fall Season, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Gossip Girl, Greys Anatomy, Harpers Island, Heroes, House, How I Met Your Mother, In the Motherhood, Kath & Kim, Kings, Knight Rider, LOST, Lie to Me, Life on Mars, Lipstick Jungle, My Own Worst Enemy, Old Christine, Parks and Recreation, Prison Break, Private Practice, Privileged, Pushing Daisies, Reaper, Samantha Who?, Sarah Connor Chronicles, Scrubs, Southland, Supernatural, Surviving Suburbia, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Mentalist, The Office, The Unusuals, Two and a Half Men, Ugly Betty, Worst Week Tags: ,
12/05/2009 - 00:01

Sitcoms em Série Duplo!

Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×21: The Three Days Rule / 4×22: Right Place Right Time”: Que bom que How I Met Your Mother voltou a empolgar, numa sequência de episódios que começou divertida e terminou de forma surpreendente! Em Three Days Rule, Barney foi o destaque com seus conceitos malucos que eventualmente dão certo, ainda mais depois de comparar os três dias que o homem deve esperar para ligar para uma mulher depois de sair com ela à ressurreição de Cristo, conforme narrada na Bíblia. Porém, foi constrangedora aquela participação de Kevin Richardson (The Knights of Prosperity), que foi batida, exagerada e mal aproveitada. Mas a grande surpresa da temporada (e de toda a série) veio no episódio seguinte, Right Place Right Time, onde a história de como Ted encontrou a mãe de seus filhos foi explorada de forma sem precedentes, com várias idas e vindas até chegar no momento em que encontramos… Stella? Pois é, mesmo depois de uma brilhante narrativa, não poderíamos esperar que eles iriam entregar tudo de bandeja, né? É claro que Stella não é a mãe (Ted já afirmou isso antes), mas certamente ela é o caminho para se chegar à mulher misteriosa. Tomara que esta revelação venha ainda nesta temporada, pois a série já está no ponto em que deveria terminar, mesmo rendendo bons momentos. É melhor acabar por cima e com chave de ouro.
Cotação Bruno Carvalho
: 4×21: Half Star4×22: Half Star
Episódios exibidos em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×21: The Vegas Renormalization / 2×22: The Classified Materials Turbulence”: Por estar confirmada por mais duas temporadas, a pressão sobre os roteiristas de The Big Bang Theory é menor, mas ainda assim eles continuam apresentando toda semana situações hilárias que aprofundam no universo geek destes quatro amigos (e Penny). Depois que Leslie deu o fora em Howard, os amigos seguiram para Las Vegas em vez de ficarem brincando do joguinho “Adivinhe a Personagem” (já que Sheldon é sempre Spock), e lá acabaram encontrando um “espécime” até então intocado pelos não tão jovem nerds: uma prostituta (interpretada pela ótima Jodo Lyn de Prison Break). Embora esta storyline não ter sido tão bem explorada como deveria, foi em Los Angeles onde o episódio trouxe seus melhores momentos, com Sheldon sendo obrigado a passar a noite na casa de Penny após ser trancado para fora de casa. Eu não gosto tanto assim da infantilização da personagem (que inevitavelmente o torna mais fraco), mas apenas aquela tirada no final valeu a pena. Já no The Classified Materials Turbulence, o humor continuou em alta e com muitas piadinhas escatológicas.  No final isso foi um pouco cansativo, a despeito da história ter girado em torno da privada espacial que Wolowitz construiu. Mesmo assim, foram duas ótimas semanas da comédia.
Cotação Bruno Carvalho: 2×21: - 2×22: Half Star
Episódios exibido em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Office “5×24: Casual Friday / 5×25: Cafe Disco”: Depois de vários episódios centrados no “elenco principal”, The Office acertadamente dedicou praticamente todo o Casual Friday nos coadjuvantes, que são divertidos e bastante talentosos. Aliás, esta foi a prova de que eles deveriam sim focar mais nos “outros” (principalmente no pessoal do galpão). Cada personagem ali é extremamente bem construída, a despeito do tempo em tela: seja a inocência de Kevin, a falta de noção de Angela, os comentários assustadores de Creed ou a irreverência de Andy. Todos fazem um excelente trabalho e a guerrinha entre os vendedores foi demais, com Michael “virando a casaca” a todo momento. Mas foi em Cafe Disco que a comédia largou de vez o arco episódico da mudança estrutural na Dunder Mufflin e apresentou um capítulo extremamente hilário do início ao fim, quando Michael decidiu transformar a sede da antiga Michael Scott Paper Company num lounge com café expresso grátis onde os funcionários puderam, enfim, relaxar (até o pezinho de Angela balançou). Como eu queria ter um chefe assim!
Cotação Bruno Carvalho: 5×24: Half Star5×25: Half Star
Episódios exibidos em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×20: The Natural Order / 3×21: Mamma Mia”: O colega da Sociedade de Blogs Juliano Cavalca disse em seu Twitter que vai ser difícil tirarem o 3º Emmy seguido de 30 Rock e eu concordo plenamente com ele. Apesar de termos boas comédias por aí, por mais uma temporada esta série está se superando com  um texto impecável e ótimas atuações. A guerrinha entre Liz e Tracy sobre as responsabilidades de cada um foi impagável! Melhor ainda foi o arco de Jack com sua mãe que começou no The Natural Order e a descoberta sobre a identidade de seu verdadeiro pai em Mamma Mia, que além da agradável participação do mestre Alan Alda, ainda deixou para o final o melhor e mais inesperado cliffhanger da semana! O genitor de Jack precisa de um rim! Será que o egoísta CEO vai atender o pedido de seu “novo” pai ou ele vai tramar algo para fugir dessa? Quero muito ver como isso vai se desenrolar no Season Finale desta semana que tem o sugestivo título Kidney, Now! (Rim, Agora)!
Cotação Bruno Carvalho: 3×20: Half Star - 3×21:
Episódio exibido em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

Foram duas ótimas semanas para as comédias, in deed!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , , ,
27/04/2009 - 00:01

Sitcoms em Série!

Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×20: Mosbious Designs”: How I Met Your Mother deixou de lado a infantilidade em seu roteiro, trazendo um episódio simpático que focou nas difíceis mudanças na vida de Ted Mosby, o que não acontecia há um bom tempo. Já a storyline de Barney e Marshall no GNB foi continuamente divertida, com todos aqueles estereótipos de colegas de trabalho aumentados. Falta, ainda, que a série engrene num arco que traga a premissa desse show de volta, pois o futuro da série é indefinido. Eles precisam caminhar numa mesma direção, para não deixar o público na mão caso um novo ano não se confirme.
Cotação Bruno Carvalho
: Half Star
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×19: The Hofstadter Isotope”: Sheldon já atingiu um nível peculiarmente cômico tão grande que apenas um suspiro da personagem, como aconteceu nos primeiros segundos do episódio, já é suficiente para fazer uma platéia inteira rir (e nós também), sem nem sabermos qual é o motivo – embora tenhamos certeza de que é algo fútil e que só incomoda ele. E sim, o fato de estarem comendo comida tailandesa numa quinta que tradicionalmente é dia de pizza, afeta-o severamente, mesmo tendo todos criado a regra de que na terceira quinta-feira de cada mês é o dia em que “tudo” pode acontecer. E também é sem nenhuma surpresa que no dia marcado para que qualquer coisa fora do comum aconteça, eles se rendam às constâncias de sempre, o que fortalece ainda mais este grupo de personalidades únicas que adoramos acompanhar. Adicione a talentosa Kaley Cuoco à esta mistura e está explicado porque o canal CBS encomendou duas temporadas completas desta comédia, de uma vez!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

coment1008

30 Rock “3×18: Jackie Jorm-Jomp”: Com a suspensão de Lemon de seu trabalho por causa do assédio sexual ao consultor da NBC, ela acabou descobrindo o novo mundo das dondocas que gastam o dia com futilidades – que a comédia retratou com um plano-sequência brilhante -, mas que no final das contas precisam pagar um alto preço por isso. Em contrapartida, na emissora tivemos mais uma forçada e sem graça situação envolvendo Jenna (que considero a mais desinteressante). O que me surpreendeu, contudo, foi a atuação contida de Tracy Morgan (que também não sou muito fã), mas que esteve no ponto adequado, notadamente nas cenas da “homenagem póstuma” à colega. Mais um bom episódio, apesar de tudo, como de costume.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×22: Heavy Competition”: Cada montagem inicial de The Office é brilhantemente desenhada para se tornar algo isolado e atemporal, e elas deveriam um dia serem compiladas e exibidas em sequência, de tão engraçadas! Essa última mostrando como os funcionários da Michael Scott Paper Company passam o dia aperfeiçoando a arte de jogar salgadinhos uns nos outros, foi demais! E, como eu disse na resenha anterior, eu acredito em Michael, queria ele como chefe, e vai ser lindo se até o fim desta temporada conseguirmos ver ele dando a volta por cima, à la Jerry McGuire! Esta é uma das melhores storylines que a série já teve.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , ,
08/04/2009 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
Trust Me “1×10: Thanks, I Needed That / 1×11: Norming”: É uma pena que o canal TNT está correndo com a exibição da série para acabar logo com a temporada, que encerrou-se ontem à noite nos EUA. Trust Me certamente não merecia todo este descaso da emissora e do público. O caso da propaganda da cerveja em Thanks, I Needed That trouxe à tona o passado de Tony com a diretora da RGM Denise e o porque dela sempre sabotar o time de Mason. A rivalidade, os conflitos e as emoções deste estressante emprego foram, contudo, evidenciadas no episódio subsequente, Norming, que encerrou-se com o melhor clffhanger da temporada e o anúncio da possível separação da dupla Conner e Mason. De qualquer forma, Trust Me é muito mais que um drama sobre uma agência de publicidade, assim como ocorre com Mad Men. Apesar de terem focos diametralmente opostos, essas produções se destacam pelo texto caprichado, ágil e sempre contemporâneo. Infelizmente o cancelamento é quase inevitável. Não sei porque, mas Trust Me sempre me lembra de Studio 60, outra série excelente que foi duramente injustiçada por conta de baixa audiência. Não há como querer colocar uma série estreante pra competir com American Idol num canal a cabo e esperar que tudo dê certo. Se for mesmo cancelada, os culpados serão os programadores da TNT que conseguiram por uma das melhores novidades do Mid Season no pior timeslot possível.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 31/03/2009 na TNT americana.

United States of Tara “1×11: Snow / 1×12: Miracle”: O que aconteceu de relevante no 11º episódio de Tara, além do fato dela ter sido internada em uma clínica para um tratamento? Nada! Buck apareceu na instituição, causou um burburinho e só! O grande breakthrough de toda a série até agora somente veio quando a perturbada moça resolveu procurar pelo suposto responsável por seu transtorno mental. No final das contas, a resposta não foi encontrada, já que descobrimos que Tara já sofria de múltipla personalidade antes mesmo do tal estupro, e a temporada encerrou-se como a maioria dos episódios: de forma lacônica, inconclusiva e com uma montagem ou musiquinha no final para dar um clima “indie” à la Juno. Toda história foi apresentada, desenvolvida e encerrada de forma incompleta. Há quem adore as lacunas em United States of Tara ou o fato da série ser, no mínimo, agradável. Infelizmente nada disso segurará esta produção por muito tempo, a menos que Steven Spielberg continue bancando a inexperiência de Diablo Cody por mais temporadas além da próxima, que já está garantida.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 29/03/2009 e 05/04/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×21: Into Asylum”: Não, não dá pra elogiar muito Heroes, porque sempre tem um capítulo à frente para deletar tudo de bom que foi feito pelo anterior. Desperdiçando muito tempo de tela, o episódio da semana mais uma vez foi praticamente sobre o nada, começando por aquele asilo idiota de Nathan Petrelli e Claire no México. Os dois voaram pra lá, arrumaram uns trocados, discutiram a relação pai-filha e retornaram do mesmo jeito! O mesmo pode ser dito daquelas cenas entre Peter e Angela na igreja, que foram de dar sono de tão repetitivas e desnecessárias. Se não fosse pela inusitada parceria entre Sylar e Denko, Into Asylum mereceria a nota mínima da semana, mas o caso desenvolvido nesta trama paralela não só foi interessante, como se tornou um dos melhores da temporada (o que, repito, não é algo muito difícil de atingir). Muito me espanta ler no início o nome de Bryan Fuller como “Consultant Producer“, já que sua atuação na série claramente está limitada às patacoadas de Tim Kring. A 3ª temporada novamente voltou a desestabilizar-se, como era previsível esperar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 30/03/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×19: Murtaugh”: Eu pensei que How I Met Your Mother subitamente havia recuperado a sua genialidade com a tal lista “Murtaugh“, baseada no personagem de Danny Glover da clássica série Máquina Mortífera, que sempre dizia estar velho demais pra fazer aquelas coisas. Assim, nasceu a aposta entre Ted e Barney, que rapidamente foi substituída pelo excesso de absurdos quando o “desafio” foi elevado, fazendo com que Ted tivesse que viver igual um velho. Tivemos também aquela historinha igualmente sem graça de Lilly e Marshall na escola, que foi o ponto mais baixo da temporada! Cadê a How I Met Your Mother que conhecemos? Quem está escrevendo a série agora, uma criança de 8 anos? The Big Bang Theory “2×19: The Dead Hooker Juxtaposition”: Chuck Lorre e Bill Prady vieram com mais uma sacada genial com a nova vizinha de cima do apartamento dos geeks, evidenciando que Penny é tão emocionalmente dependente daquele grupo como o contrário. A grande piada, contudo, foi a de Wollowitz e sua dificuldade em sair de casa, mesmo sendo praticamente expulso por sua mãe (que nunca aparece!). TBBT dominou a noite de segunda-feira com seu texto sempre afiado, adulto e contemporâneo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory Half Star
Episódios exibidos em 30/03/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Heroes, The Big Bang Theory, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , ,
25/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×14: Day 7: 9:00pm – 10:00pm”:A temporada já estava caminhando muito bem e agora que Jack Bauer está sendo implacavelmente caçado por todos os lados deste jogo, a coisa só tende a melhorar. Os roteiristas criaram uma situação praticamente impossível dele sair, pois o timing do FBI está sempre atrasado e mais nosso herói segue praticamente sozinho no meio dessa luta, sem Bill ou Chloe para ajudá-lo. Discordo de quem disse que a hora deu uma “respirada” na série, pois é agora que a situação ficou verdadeiramente alarmante. Em alguns momentos 24 me lembrou até mesmo os bons momentos em que Lincoln Burrows e Michael Scofield eram caçados em Prison Break, com intermináveis cenas de ação e tensão. Eu pulei quando vi Jack naquele trator revirando o trailer de cabeça pra baixo com seu caçador dentro e mesmo que eu queria este momento postergado (afinal, ele encontrou um inimigo à sua altura), vibrei com a vitória do “lado bom”. Sem esquecer do texto, 24 ainda nos presenteou com ótimos diálogos sobre arrependimento na casa do Senador Myers. Ah, e com relação à ajuda dele e do governo, ninguém achou que isso seria tão fácil assim, não? São 10 da noite! Como o tempo voa!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/03/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×18: The Age of Dissonance”: Eu confesso a vocês que desde o início desta série eu procuro motivos para abandoná-la, por causa de sua temática adolescente e, às vezes, frívola. Mas acontece que os Upper East Siders conquistaram o seu espaço no blog e hoje eu anseio por cada novo episódio. Ainda assim, eu não imaginaria que The Age of Dissonance teria uma narrativa tão rica, bem construída e desenvolvida. Centrada numa peça escolar baseada no livro (e filme) A Época da Inocência, os jovens talentos deram um belo show tanto em cima quanto em baixo do tablado. Da mesma forma que ocorrem na clássica história, os acontecimentos nesta sociedade estão restritos à seleta elite e é curioso notar que com poucos “agentes externos” e utilizando basicamente o “rearranjo de peças”, Gossip Girl atinge momentos que seriam twittados como “WTF” nos blackberries dos adolescentes. Eu já não me preocupo tanto mais com as histórias Serena (e o crush com o professor gay), Dan (e a professorinha) e Nate com Vanessa (inexpressivos, eles se merecem), porque neste drama quem reina são Chuck e Blair. Um casal problemático, inusitado e que provavelmente nunca vai emplacar. Ambos fazem um do outro seu céu e inferno ao mesmo tempo, e é por isso que com eles a tragédia sempre irá imperar. Estavam faltando em nossa tela!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/03/2009 na CW americana.

Damages “2×11: London, of Course”: Pronto. Agora Damages ficou realmente séria e não dá pra piscar o olho enquanto assistimos para não perder nenhum detalhe sequer. O fato de Ellen atirar em Patty vinha sendo sugerido nos últimos capítulos, mas agora parece que é exatamente isso que aconteceu. Ou não? Eu não consigo me conformar com aquela cena de jeito algum e acho que existe ainda um fator desconhecido que pode indicar, inclusive, que tudo aquilo não passou de uma tramóia entre a dona do Hewes & Associados e sua “mais exemplar” funcionária (quem sabe sem as aspas?). Em um mês muita coisa pode acontecer, e quem nos garante que não é Ellen que está “brincando” com a polícia? No fim das contas, sejamos práticos: Patty não pode morrer, simplesmente porque Damages esta série não seria nada sem sua protagonista. O restante do episódio, que mostrou os desenrolares do caso da UNR, a virada de lado da advogada de Walter e tudo mais, foram bastidores comparado ao que está por vir. Só saberemos mesmo daqui a duas semanas…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/03/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×18: Stand By Me”: Incrível o trabalho de maquiagem realizado neste episódio de Grey’s Anatomy, que apresentou o chocante e comovente caso do “homem sem face”, uma das coisas mais angustiantes que vi nesta temporada de séries. Mas deixando de lado o caso, que teve um desfecho feliz nas mãos de Marc Sloane (lembrando muito o filme A Outra Face), Stand By Me continuou dividindo suas principais atenções entre Izzie e Sheppard, curiosamente interpretados por dois atores que publicamente se dizem insatisfeitos com o destino de suas personagens no drama. Coincidência ou não, fato é que a reclamação funcionou e as storylines de ambos estão igualmente impecáveis. Enquanto Derek foi desconstruído e recondicionado a ser o médico que o hospital precisa, Stevens precisou abandonar o posto para tornar-se a paciente, ainda que às custas de eventuais risadas e piadas dos cruéis cirurgiões. Apesar da vontade racional que ela tinha em não obter tratamento para seu câncer – pois as chances de vida são de apenas 5% -  no final prevaleceu a emoção de sua amiga Yang, contando a todos o seu segredo e ajudando a salvá-la. É certo que já estamos em um grande arco episódico, que trará um final de temporada arrebatador como nos velhos tempos. Excelente trabalho, Shonda!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/03/2009 na ABC americana.

How I Met Your Mother “4×17: The Front Porch”: Sim, How I Met Your Mother ficou indulgente com sua estrutura narrativa, utilizado-a muitas vezes porque podem (preguiça de roteirista) e não porque servem à história como deveriam. Se à esta altura do campeonato cutucar o longínquo e aborrecido romance de Ted e Robin é o melhor que podem fazer (se pelo menos fossem um Ross e Rachel da vida), é sinal que HIMYM deve mesmo começar a preparar-se para o fim. As cenas na tal “varanda do futuro” foram aborrecidas e nada inspiradas. Afinal, só queremos saber como ele conheceu a mãe de seus filhos! The Big Bang Theory “2×18: Em contrapartida à colega de emissora, The Big Bang Theory mostrou porque foi renovada por duas temporadas de uma vez, algo que é raríssimo na TV aberta americana. O talento cômico de Chuck Lorre e Bill Prady junto ao excelente e afiado elenco fazem semanalmente um score em nossa tela. O bom é que esta comédia não precisa de grandes acontecimentos para “acontecer”. Uma simples produção de presilhas para cabelo por Penny foi capaz de virar uma enorme celeuma quando os geeks vizinhos tomam parte. Renovação dupla merecidíssima!
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother Half Star
The Big Bang Theory
Episódios exibidos em 16/03/2009 na CBS americana.

Amanhã tem LOST e na sexta volto falando de Trust Me, United States of Tara, Dollhouse, Big Love, 30 Rock, The Office (que teve o melhor cliffhanger da semana!), Party Down, Better off Ted e Kings (se eu conseguir terminar de ver o aborrecido piloto). Obrigado a todos pela companhia diária aqui e no Twitter e  também pelos ótimos comentários abaixo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Damages, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
17/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Castle “1×01: Flowers For Your Grave”: Que tal juntar um monte de clichês sobre dramas forenses, policiais femininas amarguradas com um passado obscuro, literatura e um protagonista canastrão e cheio de si numa série abarrotada de metalinguagem? Temos aí a receita de Castle, novo draminha água-com-açúcar e com comédia da ABC americana que traz Nathan Fillion (Firefly, Drive) no papel de um escritor de romances policiais dark cujas histórias estão sendo executadas por um serial killer na vida real. Mas ao invés de continuar essa premissa nada original, porém interessante, o episódio piloto já traz a resolução do tal caso e no fim fica a deixa de que o escritor bam-bam-bam que não tem limites ou pudores vai trabalhar com a detetive bonita, sexy, mas (f)rígida, apenas porque ele pediu isso para seu amigo e prefeito de NY. Só de pensar no que deve vir pela frente dá preguiça, não? Eu aposto com vocês que esta será mais uma produção que será cancelada antes do fim e nem Season Pass dela precisarei fazer, quanto mais comentá-la semanalmente neste espaço. Rua!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na ABC americana.

Heroes “3×19: Shades of Gray”: Será que Bryan Fuller (Pushing Daisies) já começou a por a mão na massa em Heroes? É o que parece, pois é a segunda semana consecutiva que o drama dos heróis apresenta um episódio, digamos, satisfatório. É claro que o agente Danko gastou um tempo absurdo para perceber o que era óbvio após ouvir os gritos de Tracy (cof cof, Nathan pode voar, cof cof), mas nem tudo poderia ser perfeito. Já bastou, contudo, a determinação de Claire em ajudar os foragidos, a resolução (finally!) de Sylar com relação ao seu passado, permitindo que o vilão (?) avance na trama e até mesmo a aliviante participação ativa de Angela Petrelli no meio de toda a bagunça criada por seus filhos. Por óbvio, Heroes precisa mostrar muito mais para merecer retomar a atenção do grande público que a abandonou e espero muito que isso se torne uma realidade na confirmada 4ª temporada. Valeu o esforço, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na NBC americana.

Trust Me “1×07: Damage Control”: Agora sim, Trust Me emplacou de vez, trazendo um inusitado, mas bem-vindo flashback do caso relâmpago entre Mason e Sarah há anos, justamente quando seu casamento vive uma sensível crise! Além dele ter ajudado a publicitária com a campanha Dove, bem como escolhendo o trabalho dela para ser o único apresentado ao cliente, McGuire vive em um constante estado de tensão em casa, sem saber lidar com os anseios de sua mulher e só isso já é o prelúdio de coisa boa (leia-se “traição” e “relacionamento no trabalho”). Este foi um episódio redondinho, que focou bem em diversas situações, incluindo na parte técnica da série, notadamente com relação ao processo criativo de uma campanha publicitária, como mencionei que estava faltando no episódio anterior. Adicione isto aos conflitos com Conner e temos a fórmula perfeita para esta reta final da temporada! Trust Me se confirma como uma das surpresas mais agradáveis deste Mid Season. Eu confiei!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na TNT americana.

Damages “2×10: Uh Oh, Out Com The Skeletons”: Eu vou desconsiderar que faltando apenas três capítulos para o fim da temporada, Damages continua com uma sequência de cenas esparsas que não fazem muito sentido, e vou passar a falar logo daquele final de fazer cair o queixo de qualquer um (à primeira vista). Ora, com base em tudo que já vimos daquele momento, temos subsídios suficientes pra dizer que Patty saiu dali baleada por Ellen? Claro que não. Primeiro porque se Ellen fosse atirar em sua chefe, depois de muita prática de tiro à distância, ela o faria pra matar. Segundo porque em nenhum momento (pelo menos até agora) vimos Patty realmente ferida. O tiro é dado, a cena é cortada e depois ela apareceu saindo de lá com sangue na mão e extremamente abalada, sangue esse que poderia muito bem ter sido projetado de outro corpo (valeu 8 anos de CSI!). No resumo da ópera, eu acho que a vítima foi outra e só nos resta saber quem. Em termos de edição, eu daria uma nota baixa para o episódio, mas realmente a cena final salvou tudo. Damages parece estar aprendendo com Battlestar Galactica (ou com novelas brasileiras), deixando tudo para ser resolvido no último capítulo. Pena. Na primeira temporada eles foram capazes de muito mais.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/03/2009 no FX americano.

How I Met Your Mother “4×16: Sorry, Bro”: Esta é exatamente o tipo de comédia que precisa se preocupar muito pra não ficar indulgente com sua peculiar forma de contar histórias, indo e voltando no tempo em narrativas que nem sempre são reais. Em Sorry, Bro foi possível antever grande parte das piadas, justo porque a série adora trilhar certos caminhos, como a da história de Ted com sua ex (a linda Laura Prepon de That ’70s Show), que ficará para um arco episódico. Só me interessará se ela for a “mãe”, o que não acredito ser o caso. Já passou da hora de enrolarem tanto para mostrar como Ted conheceu sua mulher. Deveriam marcar data pra acabar, que nem LOST fez. The Big Bang Theory “2×17: The Terminator Decoupling”: A bem da verdade é que esse episódio de The Big Bang Theory parece ter sido escrito às pressas com a notícia de que Summer Glau (Firefly, The Sarah Connor Chronicles) iria fazer uma participação na série geek (ambas da Warner). Ora, com o universo de piadas sobre o fato dela interpretar uma andróide na mitologia do Exterminador do Futuro, o que vimos foi apenas uma tentativa de criar humor diante de situações constrangedoras e das bem ralinhas. Robótica (perdoe o trocadilho) também foi a atuação da menina, pois só conheço o trabalho dela como a exterminadora Cameron e juro que ela interpretou o mesmo papel. Ou ela é bastante limitada ou o diretor e os roteiristas foram extremamente falhos, não aproveitando o potencial da situação que tinham em mãos. Episódio bobo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory
Episódios exibidos em 09/03/2009 na CBS americana.

Passa aqui todo dia e nunca comenta? Tire um tempo, dê um alô e troque uma ideias sobre suas opiniões dos episódios da semana! Sabemos que existe uma falha pra quem tenta usar o Internet Explorer, mas a dica é só usar o Firefox ou então mandar pra mim no Twitter, que eu lanço aqui! O importante é não deixar passar em branco!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Castle, Damages, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, Trust Me Tags: , , , , , , ,
12/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×07: Fight or Flight”: Big Love é hoje uma das produções mais corajosas, por cutucar com força igreja Mórmon norte-americana, e não apenas a vertente fundamentalista. Continuando no bom ritmo que a série está seguindo, Fight or Flight trouxe à tona a revelação de um documento histórico dos Santos dos Últimos Dias que seria a prova definitiva de que a ordenação nunca quis ter banido o casamento plural na realidade, o que seria um escândalo internacional. Me espanta, contudo, a mesquinharia de Albie Grant, que simplesmente vendeu o papel por verdadeiros trocados (deve ter uma explicação, claro). Mas o fato mais bombástico deste episódio (até mais que o evento final) ocorreu na família Henricksson, com o já esperado, mas não menos intrigante, envolvimento de Nikki com seu chefe. Ela não apenas está indo contra seu marido Bill, pois ela acha que este não a deseja mais, como também contra seu próprio pai, já que o sujeito que ela publicamente beijou foi o promotor de todo o caso contra o Profeta. O casamento interrompido por Roman e sua nova aliança trouxe aquele final chocante, mas não tanto quanto o que deve acontecer diariamente nos domínios daquela perversa “comunidade”.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/03/2009 na HBO americana.

Heroes “3×18: Exposed”: Finalmente Heroes apresentou um episódio que não beirou o desastroso, porém não podemos dizer que a série se recuperou de sua má fase. Exposed trouxe alguns avanços na história, coisa que raramente acontecia neste 4º volume. A melhor delas diz respeito ao Building 26, a agência secreta do governo que persegue os especiais, notadamente com relação ao seu comandante Danko interpretado pelo ótimo Zeljko Ivanek, que já se especializou em interpretar tipos temporariamente marcantes em diversas séries. Paralelamente a tudo isso, Sylar seguiu em sua missão de encontrar o pai, parando em um diner onde obteve uma importante revelação de seu passado, tornando-o ainda mais complexo e interessante. Ah, e invasão que Matt e Peter conduziram em D.C. também foi legal, embora fazendo com que os “mocinhos” perdessem mais um de seus patetas. O cliffhanger com Matt e os explosivos, embora ineficiente, mostrou que a história não vai mais ficar estagnada. Só me pergunto o quanto as pinturas que ele faz tornam-se reais porque ele as pintou e não porque “estava escrito”. Acredito que os próximos episódios terão a “mãozinha” de Bryan Fuller, o que será positivo para Heroes. Já que a serie está garantida por mais uma temporada, pelo menos que ela seja conduzida (ainda que através de colaboração) por um showrunner mais competente que Tim Kring.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/03/2009 na NBC americana.

Damages “2×09: You Got Your Prom Date Pregnant”: Potencialmente, esta  temporada de Damages tinha tudo para superar a primeira com a promessa de uma verdadeira guerra entre Ellen e Patty. Mas o que estamos vendo semana a semana, embora ser uma produção sempre interessante, é algo aquém ao que já vimos. É preciso admitir que Damages ficou um pouco indulgente, com um excesso de subtramas que estão demorando demais para se conectarem, trazendo um suspense vazio e, muitas vezes, falho. Depois do excelente cliffhanger da semana passada, que mostrou Patty na mira da arma de Ellen, este episódio foi moroso e com um desfecho insatisfatório, pois sabemos que o policial corrupto já estava atrás de Parsons desde outros carnavais. Poucas cenas, aliás, puderam ser salvas, como a de Tom observando a tramóia com o GPS do veículo e, num flashfoward, ele totalmente transtornado pela aparente demissão sem justa causa da Hewes & Associates. O mistério isoladamente é insustentável em uma produção que já nos mostrou ser capaz de muito mais.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 04/03/2009 no FX americano.

Battlestar Galactica “4×18: Islanded In a Stream of Stars”: Seria esse mesmo um bom episódio de Battlestar Galactica se não estivéssemos a apenas dois capítulos do final de toda a série? Eu elogiei há algumas semanas que o drama foi se tornando cada vez mais simbólico com o passar dos tempos, deixando de ser uma mera fantasia de guerra espacial. Porém, ultimamente eles andaram abusando na dose de enigmas, profecias e mitologias. Islanded In a Stream of Stars gastou muito tempo com “o nada”, apenas despertando ainda mais dúvidas sobre o que realmente aconteceu com Kara e relutou demais (junto com Adama) para tomar a decisão final de abandonar a velha nave de combate. Visões, projeções de Cylons e tudo aquilo que aconteceu com Sam, Boomer e Hera seriam muito bem-vindos há alguns episódios ou temporadas atrás, mas não faltando horas para todo o fim! Restou claro que o melhor vai ter que ser condensado nos dois últimos e derradeiros episódios de Battlestar Galactica, o que, por si só, já é uma pena.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 06/03/2009 no Sci-Fi americano.

How I Met Your Mother “4×15: The Stinsons”: Uau! The Stinsons conseguiu ser um dos episódios mais “nonsense” de How I Met Your Mother, ever! Logo de cara ficou a surpresa de que Barney tinha uma família secreta, mulher e filhos e, mais tarde, o impacto foi ainda maior quando descobrimos que eles eram atores contratados para encenar que o mulherengo estava bem encaminhado para sua própria mãe (a sempre ótima Frances Conroy, de Six Feet Under). A turma esteve bem afiada esta semana. The Big Bang Theory “2×16: The Cushion Saturation”: Chuck Lorre e Bill Prady trouxeram apenas um capítulo satisfatório que mais uma vez explorou as neuroses de Sheldon para criar divertidos momentos. Curiosamente, o destaque do episódio desta vez ficou com Wolowitz e seu “pega” com Leslie Winkle, rendendo as melhores tiradas, especialmente as vindas de Penny. Apesar de sempre agradável, acho que está na hora de The Big Bang Theory engajar em algum arco episódico, para evitar a repetição.

Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory Half Star
Episódios exibidos em 02/03/2009 na CBS americana.

Amanhã Sábado tem mais! Amanhã tem uma surpresa para os que lotam minha caixa de e-mails com pedidos.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , ,
16/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I e a Estreia de ‘Dollhouse’!

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×04: On Trial”: Enfim chegou o tão esperado dia do julgamento de Roman Grant e a expectativa de toda a Salt Lake City que o “profeta” seja condenado pelos crimes de cárcere privado, estupro e tráfico de menores e poligamia, é claro. Mas é exatamente por isso que os mórmons fundamentalistas se organizam em comunidades fechadas: para controlar o seu rebanho. Até mesmo Nikki, que tem uma conturbadíssima relação com o pai, estava trabalhando no escritório responsável pelo caso contra Roman, bem debaixo do nariz de seu esposo, e ela foi uma peça fundamental em toda a tramóia que foi armada para libertar o líder comunitário. Bill tem que aprender com o pessoal da Juniper Creek sobre como agir na surdina, porque aquela atitude de tentar destronar Grant através do confuso Albie foi tão infantil quanto inútil. Em mais um excelente episódio, o ator Harry Dean Stanton roubou a cena, cada vez mais à vontade no controverso papel  do “polígamo mor” que interpreta (a cena dele cantando na prisão foi de arrepiar!). Ah, e fora de toda esta confusão, vimos a “família” Henricksson propondo casamento à Ana. Isso significa, segundo o dogma polígamo, que ao atingir quatro esposas, Bill terá que chegar a sete para atingir uma graça divina ainda maior. Sim, sete.
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 08/02/2009 na HBO americana.

Heroes “3×15: Trust and Blood”: Eu juro que só continuo assistindo e cobrindo Heroes porque comecei e porque já estamos na 3ª temporada. É uma questão de honra ver o que Tim Kring vai aprontar a cada semana e quando ele vai finalmente desistir de tentar entregar algo que não consegue. Mesmo reiniciando a trama de forma promissora no volume “Fugitives”, conforme apontei semana passada, este segundo capítulo já mostrou que o roteiro está em frangalhos (Brian Fuller ainda não se juntou à série nesta altura). Ah, e vou abrir um parênteses aqui pra ressaltar algo que não faz o menor sentido, ainda considerando que esta é uma série “em quadrinhos”: quando Daphne corre e “leva” alguém, a pessoa do nada consegue andar na mesma velocidade que ela, o que é um absurdo total, já que apenas Peter e Sylar têm esta habilidade de assimilar poderes dos outros. Ainda bem que ela se foi, mas ao mesmo tempo que a série tenta se “enxugar” do excesso de personagens, um novo é apresentado (o garoto de Aliens in America), sem o menor propósito dramático. Heroes continua incoerente. Matt Parkam desenha o futuro, mas não consegue impedí-lo. Os poderes de Peter foram removidos, mas do nada ele passou a absorver uma habilidade de cada vez, algo que é evidente ter sido uma atitude de desespero de Kring, para impedir que sey “herói” seja invencível. Trust and Blood foi um episódio fraco, que encheu linguiça e que não conseguiu justificar as atitudes de Nathan Petrelli de maneira convincente. Está muito cansativo, mas como eu disse no início, continuar agora é uma questão de honra.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/02/2009 na NBC americana.

The Big Bang Theory “2×15: The Maternal Capacitance”: É notável a boa forma de The Big Bang Theory nesta segunda temporada, ainda mais depois deste incrível The Maternal Capacitance, onde ficamos conhecendo a mãe de Leonard que é uma espécie de Sheldon 5.0! Dizem que as manias das pessoas só pioram com o tempo e a química perfeita estabelecida entre Sheldon e Beverly mostrou que ele trilhará os mesmos caminhos, tornando-se um sujeito robotizado e extremamente incapaz de manter um relacionamento normal. O que não decepcionou esta semana foi o restante do elenco, que conseguiu ficar à altura do “protagonista” com as subtramas de Leonard e Penny (ambos com problemas com seus genitores) e a bizarra relação que a mãe de Sheldon identificou em Raj e Wollowitz, que está presente em toda essa turma. Não é à toa que este episódio marcou mais um recorde de audiência da série. Geeks rocks!
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 09/02/2009 na CBS americana.

Fringe “1×14: Ability”: Eu não disse na resenha anterior que valia a pena voltar as atenções para Fringe? No último episódio antes de um longo hiatus, retomaram o caso do Sr. Jones, o sujeito que se teletransportou de uma prisão na Alemanha para Boston com o único objetivo de recrutar Olivia para um exército de especiais, obrigando-a a realizar testes, sob pena da morte de milhares. Mas naquela cena em que ela desarma a bomba apenas olhando para um quadro de luzes, será que não foi Peter quem realmente o fez? Penso nesta hipótese, pois ele divide DNA com a conturbada, mas brilhante mente de Walter, que descobrimos implicitamente ser o autor de um manuscrito que é a bíblia da ciência marginal e é o que motiva os responsáveis pelo Padrão a movimentarem-se em prol de uma inevitável guerra com o mundo. Não é à toa que o velho sempre teve a chave para desvendar os mistérios apresentados. Fringe retorna somente no dia 7 de Abril, mas a série finalmente nos deixou ansiosos para os novos capítulos que prometem responder muitas perguntas e espero que uma delas seja sobre o Observador, que sempre aparece em algum frame de cada capítulo. Uma guerra entre a ciência e natureza será imperdível!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 10/02/2009 na FOX americana.

Dollhouse “1×01: Ghost”: Episódios pilotos de séries são geralmente esquemáticos, permitindo que o espectador compreenda um pouco sobre o universo que está sendo apresentado na nova produção. Mas isso não é 100% aplicável a Dollhouse. Joss Whedon estava certo em pedir que os fãs diminuíssem a expectativa pela série, pois ele criou uma verdadeira bagunça, influenciada por diversas produções que vão de Alias à Matrix, passando por A Ilha, 1984 e, por coincidência (acredito), a fracassada My Own Worst Enemy. Não que este novo drama não seja interessante, pelo contrário, mas muita coisa foi apresentada de forma rápida, impedindo uma correta assimilação do que estávamos assistindo. À princípio, o projeto Dollhouse se mostra como uma secreta organização que recruta garotas perdidas, como a estonteante Echo (Eliza Dushku) para se tornarem prostitutas de luxo programadas para satisfazerem ao máximo os seus clientes. Vivendo em uma prisão de luxo, elas são submetidas a uma lavagem cerebral após cada missão, mas recebem, em contrapartida, proteção e toda estrutura material para continuarem neste ramo. Porém, o piloto avança e esta primeira impressão é subitamente modificada, quando vemos Echo sendo escalada para uma missão que envolve intermediar uma transação de resgate no sequestro de uma garotinha. Isso só é possível porque um programador implantou em seu cérebro tais expertises, minutos antes dela entrar em ação. Do lado de fora da “casa”, um policial chamado Paul (Tamon Penikhet) luta para descobrir a verdade sobre este projeto (tornando-se o maior clichê até agora). Como eu disse, Whedon apronta uma bagunça que pode vir a ser difícil de limpar, criando uma série ainda sem identidade própria, como os fragmentos de personalidades que são implantados nas próprias “bonecas”. Só resta saber se esta mistura dará certo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/02/2009 na FOX americana.

Battlestar Galactica “4×15: No Exit”: Se você está atordoado com o excesso de informações que este episódio trouxe, eu não o culpo. Com cinco partes faltantes para o final de toda a saga de Galactica, a série literalmente nos contou, através das recém chegadas memórias de Sam, tudo aquilo que já cogitamos perguntar sobre a história. Em resumo, a verdade é que a 13ª tribo de Kobol era constituída de Cylons humanóides que os próprios humanos criaram e estes foram colonizar a Terra milhares de anos atrás. Contudo, quando esta tribo criou robôs serventes, estes rebelaram-se e os Últimos Cinco desenvolveram a tecnologia de ressurreição e voltaram para as 12 colônias com o intuito de alertá-los sobre os perigos de fazerem o mesmo. Como os drives FTL não haviam sido desenvolvidos, a viagem demorou mlhares de anos, os Últimos Cinco chegaram no meio da Guerra e precisaram barganhar com os Cylons híbridos utilizando a tecnologia de ressurreição e criação de humanóides  em troca de paz e acabaram sendo alienados em Caprica com falsas memórias. Ufa! Ainda precisamos de tempo para processar tudo isso, justo agora que vimos o péssimo estado de conservação de Galactica, que está pronta para ser invadida pela tecnologia do inimigo para sobreviver à sucumbência de seu metal ao tempo. Quem diria que apenas algumas lembranças de um Cylon ferido mudariam a perspectiva de toda a série, mas me pergunto se tudo isso não poderia ter sido nos apresentado de forma mais orgânica. Tomara que os próximos episódios dosem melhor a quantidade de informações, do contrário meu cérebro irá literalmente fritar, mesmo eu não sendo um Cylon. A reta final de Battlestar Galactica está imperdível e se você está atrasado, corra logo porque está perdendo uma incrível aventura!
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 13/02/2009 no Sci-Fi americano.

Amanhã a nossa cobertura continua com United States of Tara, The Office, 30 Rock, Damages, Trust Me e Grey’s Anatomy! Falarei das horas pendentes de 24 na quarta! Fique liGado e deixe seu comentários sobre os capítulos da semana? O que acharam da estreia de Dollhouse?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Dollhouse, Fringe, Heroes, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
09/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×03: Prom Queen”: Por ser filha de Roman Grant, nunca imaginaria que Nikki passou por tantas dificuldades em sua juventude, antes de casar-se com Bill. Aliás, que ser asqueroso este velho que permitiu que sua filha entrasse para uma espécie de “book” de esposas, prontas para serem escolhidas pelos seus “donos”. E que timing em que a mãe de Margene foi morrer, não? Apesar da forma curiosa como ela processou o fato, isso foi relegado à segundo plano, já que a pilha de problemas de Bill não para de crescer: a irmã de Barb está no comitê anti jogatina do município, sua futura 4ª esposa está saindo por aí com o ex e, sem saber, sua mãe provavelmente o deixou orfão de seu pai, numa das sequencias mais bizarras de toda a série. Ah, e eu já ia me esquecendo que a filha mais velha (e solteira) está grávida – algo que deve ser um pecado mais que mortal pra essa gente. Mas o que mais me impressiona é a submissão destas mulheres aos dogmas desta facção “religiosa” e a mais decadente de todas é a jovem e controversa Rhonda, que acabou voltando para os braços do poderoso Profeta. “And the plot thickens…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×03: Work”: Bom, então parece que esta série vai seguir um ritmo devagar, quase parando, pois foi isso que vimos no terceiro episódio de United States of Tara. Até o momento, Diablo Cody apenas conseguiu nos vender o drama de uma família desunida que aparentemente gosta de ser bizarra, colocando todas as suas fichas na protagonista com múltiplas personalidades, como se isso bastasse. As demais personagens não cativam, impedindo uma boa identificação do público: desde a filha emo que vive provocando o irmão gay até o pai de família que adora ser a vítima da conturbada relação que ele mantém. Fora isso, o único atrativo deste episódio foi a pequenina “reviravolta” no final, quando a vida sexual do casal voltaria à ativa caso Buck não tivesse aparecido. Ok, eles têm problemas quando Tara vira um de seus “alters”, sabemos disso. O texto, até o momento, me parece preguiçoso, já que eles têm um material e uma premissa tão boa. Diablo Cody tem um currículo pequeno e muita expectativa ao seu redor, graças à explosão de Juno e a parceria com Spielberg. Tomara que ela saiba lidar bem com isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 no Showtime americano.

The Office “5×13: Stress Relief”: Eles conseguiram se superar de novo! Também pudera, com um episódio pós-Super Bowl, era certo que coisa boa viria. Dwight resolveu criar uma simulação de segurança contra incêndio na filial (passando dos limites, é claro) e criou uma contenda generalizada, um infarto em Stanley e uma das cenas mais hilárias de todos os tempos da série. Apesar disso, ele não aceitou a culpa na reunião com a matriz e chegou ao cúmulo de dizer que o responsável pelo ataque do colega “foi o próprio coração dele”. Dright Schrute é impagável. Ainda assim, o episódio estendido trouxe uma pancada de momentos embaraçosos, já que Michael resolveu organizar uma espécie de reunião para aliviar o estresse que ele descobriu que causa em seus funcionários. The Office, além de apresentar um dos melhores textos na TV, possui um elenco unido e em perfeita sincronia, desde o seu protagonista até os coadjuvantes lá da contabilidade. Eu só não gostei da participação inútil de Cloris Leachman, Jessica Alba e Jack Black, que funcionou apenas como uma “piada interna” com as aborrecidas cenas daquele filme. Seria melhor se eles tivessem participado ativamente do episódio.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 na NBC americana.

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Heroes “3×14: A Clear and Present Danger”: Embora ainda sem fazer nenhum sentido, essa “revolta” de Nathan Petrelli contra a sua própria “raça” foi a melhor coisa que aconteceu nesta temporada de Heroes, com o início do Volume IV. Não que isso seja um grande feito, porque a série estava sem luz e em um constante declínio. Mas trazendo de fato um perigo real e imediato, este pode ser considerado o primeiro episódio realmente bom do 3º ano. Ainda assim, algumas coisas não convencem, como essa súbita vontade de Peter Petrelli em ter seus poderes pra “salvar” vidas. Ora, como paramédico, tenho certeza que ele já salvou mais vidas do que em sua carreira como herói, porque ele raramente agia diretamente para salvar pessoas. Ao invés disso, todos os ditos “heróis” passavam o tempo todo resolvendo os problemas que eles ou seus antecessores criaram, causando ainda mais alarte e destruição. Seria muito bom ver as habilidades de cada um sendo usadas para o bem imediato, como Parkman resolvendo crimes com sua leitura mental ou a Daphne impedindo assaltos, por exemplo. De fato, o que salvou o episódio foi aquele final bem Con-Air, que vai mesmo dar início à fuga dos “especiais”. Vamos só ver até onde eles vão chegar com isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.

Chuck “2×12: Chuck Versus the Third Dimension”: Chuck deixa a nossa cobertura semanal e vai para o Season Pass, depois de um episódio fraquíssimo e que destoou completamente do bom ritmo adotado pelo início desta temporada. Em segunda ou em terceira dimensão, a superficialidade da trama cansou e não dá pra ficar semana por semana discutindo as “coisinhas engraçadinhas” que aconteccem na Buy More ou as missões sem perigo que os agentes se metem. Ao invés disso, a série se rendeu ao merchan barato, com esse ridículo lance do 3D e uma embaraçosa participação de Dominic Monagham (LOST). Eu gosto das personagens, mas não do que a série virou, por isso falaremos mais de Chuck em uma versão global de nossos comentários quando a temporada se encerrar. Apenas cinco minutos de LOST, 24 ou até mesmo de 30 Rock rendem mais assunto que uma hora inteira de como essa que vimos. Sorry, guys.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×14: The Possimpible”: Muito bom o vídeo currículo de Barney, mas achei boba essa traminha de Robin ser deportada, quando sabemos que isso é algo que não vai acontecer. Melhor se explorassem mais o amor de Barney por ela. Quanto a Ted e os outros, foi divertidinho aquele lance do “let go“, criando mais uma crônica atemporal sobre nossas atividades “curriculares”. The Big Bang Theory “2×14: The Financial Permeability”: Interessante conhecer um novo lado de Sheldon que é completamente “non-freak”: o seu desgarramento com dinheiro. Isso, por outro lado, denotou o quão Penny e ele são extremos opostos em tudo, já que ela simplesmente é neurótica com grana. A história paralela com Leonard cobrando a dívida do ex de Penny só serviu pra mostrar que o foco desta série deve sempre ficar em Sheldon.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother:
The Big Bang Theory
:
Episódios exibidos em 02/02/2009 na CBS americana.

American Idol Hollywood Week: Chegamos em uma das melhores fases do programa, a Hollywood Week, que foi completamente destroçada pela edição deste ano em prol da expectativa de draminhas baratos. Ao invés de vermos mais apresentações boas e ruins no pomposo Kodak Theory, o programa resolveu mostrar mais os resultados e as ceninhas de bastidores do que realmente aconteceu no palco. Isso ficou ainda mais evidente no segundo episódio da semana com as apresentações em grupo que quase não foram mostradas. No lugar, passamos quase metade do capítulo testemunhando uma interminável briguinha de “drama queens“. Eu até entendo que eles querem “segurar” um pouco mais o que será mostrado, pois este ano ao invés do Top 24, teremos Top 36! Pois é, e eu achava que a superxposição de Idol não poderia mais aumentar… Enfim, a melhor semana de toda a atração, conhecida como “Hell Week” ficou só na promessa. American Idol quer ser, nesta primeira parte, mais uma novela do que um reality show sobre música. Que pena.
Episódios exibidos nos dias 03/02/2009 e 04/02/2009 na FOX americana.

Amanhã teremos mais comentários, incluindo Damages, Lie to Me, Fringe, Grey’s Anatomy, Trust Me, mais um The Office, 30 Rock e Battlestar Galactica!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Big Love, Chuck, Dexter, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , ,
27/01/2009 - 02:14

A Semana em Série: 18/01 a 24/01

Alerta de Spoiler - Brasil
Estou finalmente em dia com a exibição dos episódios da semana e espero que curtam os comentários das antigas e das novas produções:

Big Love “3×01: Block Party”: Depois de uma morna 2ª temporada, parece que Big Love decidiu voltar com tudo! Bill Henrickson é um ser tão peculiar e complexo, que às vezes faz Dexter Morgan (Dexter) ou David Fisher (Six Feet Under) parecerem sujeitos normais. Eu nunca canso de apontar a facilidade com que ele adora colecionar problemas, mas Bill parece se superar a cada temporada que passa. É muito conveniente pra ele acreditar nos dogmas de sua religião, acolhendo o que quer (ter várias mulheres) e simplesmente virando as costas para o que não o interessa (entrar em certos ramos de trabalho).  No meio disso tudo, Barb, Margene e Nikki sofrem, especialmente esta última, que teve sua identidade exposta em todo o bairro por causa da prisão de seu pai Roman Grant e agora vive sendo ridicularizada pela vizinhança e espionando no escritório que cuida do caso do velho. Já Barb, coitada, aceitou “namorar” uma 4ª esposa, pois ela acredita que ao questionar os peculiares ensinamentos dos dissidentes da igreja Mórmon de Utah, sua doença voltou. Para estas pessoas (e isso não é ficção), o tamanho da família plural dita a quantidade de “felicidade” no reino eterno. Coitado também de Alby Grant, então. O novo “profeta” foi pego com as calças abaixadas solicitando sexo em um banheiro masculino nos arredores da UEB. Eu só quero saber quanto tempo mais os segredos desta gente, que envolve cárcere privado, pedofilia  e agressão doméstica, continuarão indenes. Esta promete ser uma ótima temporada!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×01: Pilot”: Quando comecei a ver o piloto de United States of Tara, minha primeira reação foi a de não entender por que tanta gente estava falando bem desta criação de Diablo Cody (Juno), que tem produção executiva de Steven Spielberg. Ora, a história de uma mãe de família que sofre do distúrbio de múltipla personalidade é até interessante, mas nos minutos iniciais desta comédia o tom extremo e caricato que chegou a tomar conta da tela realmente me incomodou. Mas é logo após conhecermos Tara e uma de suas personalidades, a jovem “T”, somos gradativamente inseridos no universo peculiar de uma família que não apenas aceita conviver com uma pessoa neste estado, como de fato até se acostumou em serem diferentes (pessoas acostumam-se com tudo). Basta ver no final quando o marido e a filha constataram o quão estranho o fato de Buck, o mais divertido dos alter-egos, ser canhoto. Foi como se isso fosse a parte mais bizarra de toda essa história. O destaque, claro, vai para a atuação de Toni Collete, que está surpreendente e irreconhecível em seus vários papéis. E olha que ainda nem conhecemos Alice, a dona-de-casa dos anos 50, que deve aparecer no próximo capítulo. United States of Tara pode não ser genial ou brilhante por enquanto, mas é deveras divertida e interessante. Mais um ponto para o canal Showtime!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 no Showtime americano.

Gossip Girl “2×16: You’ve Got Yale!”: Às vezes eu quase perco a fé em Gossip Girl. Eu sinceramente não aguento mais esse draminha de séries teen sobre quem entrou em qual faculdade, quais casais vão se separar e por aí vai. Desde Dawson’s Creek, OC etc., essa conversinha nunca acaba. Com Gossip Girl eu achei que seria diferente, já que havia a indicação de que todos iriam pra Yale e de lá a série continuaria numa boa. Não, os roteiristas têm que criar dúvidas e esse vai e volta de admissões, reitores e cia. que só eles entendem. Eu disse “quase” perco a fé, porque o episódio no final traz várias reviravoltas, como Chuck sendo adotado por Lilly, Blair declarando uma guerra fria à nova professorinha ninfeta e Jack Bass perdendo a linha e partindo para o estupro após perder o controle acionário das Indústrias Bass (aliás, indústria de quê, hein?). Os bons elementos da trama estão aí, eles só precisam reorganizá-los e fugirem dos clichês, o que geralmente constumam fazer. Continuarei dando chace aos Upper East Siders, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CW americana.

How I Met Your Mother “4×13: Three Days of Snow”: Ah, que delicioso episódio de Mother! Three Days of Snow funcionou justamente como a crônica que mencionei na resenha anterior, brincando de forma genial com sua narrativa, como em seus tempos de glória na 2ª temporada. Todas as histórias foram singelas, com piadas orgânicas à trama, especialmente o caso das tradições de Marshall e Lilly, culminando naquele apoteótico momento no aeroporto. Foi um episódio redondinho, cheio de excelentes momentos e atuações. Não precisou de mais nada, nem de guarda-chuva, nem de cabra e nem da tal mãe.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×13: The Friendship Algorithim”: Com Sheldon de volta ao centro das atenções, fico cada vez mais surpreso como que todas as relações sociais para ele são um mero experimento científico do qual ele está sempre conduzindo. Ao sentir a necessidade de arrumar um amigo apenas com o objetivo de ter acesso aos recursos de um departamento na faculdade, o geek elevou a sua incapacidade de ser e apresentar-se de forma normal, inclusive ao travar uma inocente conversa com uma menininha na biblioteca, conversa esta que poderia facilmente acabar em um tribunal caso Leonard não tivesse intervido. Em suma, Sheldon é sim uma criança muito inteligente que desenvolveu apenas a parte de seu cérebro reservada ao conhecimento empírico, mas é assim que ele faz desta uma das melhores sitcoms da TV. The Big Bang Theory precisa urgentemente ser mais reconhecida de tão boa que é. Ou pelo menos Jim Parsons.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

Fringe “1×11: Bound”: Uau! Que retorno foi esse, não? Olivia surpreendeu logo nos minutos iniciais, escapando de seu cárcere em uma cena eletrizante e mais uma caso bizarríssimo foi alvo das investigações de Walter e Peter (a criação de organismos unicelulares gigantes dentro do corpo de pessoas). Mas o melhor deste episódio foi, é claro, o confronto de Dunham om Mitchell e Samantha Loeb, que não apenas fazem parte da conspiração, como também estavam infiltrados bem debaixo do nariz do FBI. Pra complicar, o departamento Fringe Science está sendo investigado pela corregedoria (um pouco de clichê aí, mas tudo bem) e todo o capítulo seguiu no já característico clima de mistério, intrigas e insinuações. Pena que Fringe é sempre aquela série promissora que não acontece, pois até agora não podemos falar com orgulho de determinado episódio, como um The Constant de LOST, por exemplo. É só isso que está faltando pra essa série estourar e vez.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/01/2009 na FOX americana.

Damages “2×03: I Knew Your Pig”: Eu tenho a leve impressão que Damages jogou cartas demais na mesa neste início de temporada, mas não sei até que ponto isso é proposital. Estamos com um excesso de tramas paralelas que (i) confundem o espectador e; (ii) ainda não estão ligadas. Isso, à longo prazo, pode até ser solucionado com brilhantismo, mas os roteiristas precisam jogar algo mais contundente pra nós além do fato de Danny Purcell ser pai do filho de Patty e pequenas coisinhas aqui e ali. Sim, os dois têm uma história e isso já foi muito bem estabelecido desde o início, mas e daí? Damages perde sim alguns pontos por não encaixar bem suas histórias secundárias e nos deixar totalmente no vácuo das artimanhas que só Patty Hewes sabe que está fazendo. Eu fico vidrado em cada frame de Damages, mas este início de temporada está pra lá de confuso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 no FX americano.

Lie to Me “1×01: Pilot”: Eu simplesmente adorei os primeiros minutos de Lie to Me, em que o Dr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dá uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase 100% dos casos, se uma pessoa está mentindo,  com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polígrafos humanos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist, certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI) e Brenda Leigh Johnson (The Closer) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes também adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no início. A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem. Este é um desafio que irei acompanhar a partir de agora e vamos ver até onde vão.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×13: Stairway to Heaven”: Meus comentários sobre este episódios serão breves, pois ele traz a conclusão do caso que vínhamos acompanhando nas últimas resenhas. Que bom que Shonda Rhimes não rendeu-se ao sentimentalismo barato, evitando que os órgãos do serial killer fossem para o menininho e que, ao final, Grey foi lá testemunhar a execução do criminoso. Foi tudo muito bom, a cena final com Sheppard e Christina foi legal e tudo mais, mas é sério que eles precisavam daquela história do pênis quebrado de Mark Sloane? Sério mesmo? Poxa, Grey’s Anatomy estava indo tão bem sem essas bobagens e isso só serviu pra que o campeão de buscas no Google na semana fosse a expressão “broken penis”, com homens de todo o mundo morrendo de medo de que isso aconteça com eles. Pois é, eu pesquisei. 1) o pênis não é um osso. 2) A fratura peniana acontece no corpo cavernoso e é raro de acontecer. 3) Podemos seguir adiante, por favor, Shonda? Quem sabe com um final para o romance fantasma de Izzie e Denny que certamente já durou bastante tempo. Quero saber logo qual doença que ela tem pra eu pesquisar no Google se realmente é possível ela beijar e tocar um ente querido falecido na porta de um hospital.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na ABC americana.

The Office “5×12: Prince Family Paper”: Todo episódio de The Office que começa com uma das “pegadinhas” de Jim com Dwight já eleva o nível logo de cara (e essa foi uma das mais elaboradas de todas), mas ao contrário do capítulo anterior, o que veio em seguida não decepcionou. Na verdade, até surpreendeu. Enquanto Michael e Dwight saíram numa missão de espionagem empresarial, a ociosa filial de Scranton passou todo o episódio num inusitado jogo chamado: “Hillary Swank É Gostosa ou Não?”. Eu queria saber qual é o processo criativo dos roteiristas para atingirem algo tão brilhante e específico. Contadores e vendedores de papel travaram uma interminável discussão que envolveu até mesmo a utilização dos recursos do escritório para chegarem num veredicto. Já na Prince Family Paper, tivemos mais uma demonstração de que, apesar de estúpido, Michael tem um coração puro e(e que Dwight é o bronco de sempre). Provavelmente este foi melhor episódio da temporada! E afinal, a Menina de Ouro é gostosa ou não? Quero a opinião de vocês!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×09: Retreat to Move Foward”: 30 Rock segue num ritmo de altos e baixos nesta temporada, conseguindo arrancar enormes gargalhadas esparsas em episódios como esse, mas deixando um vazio entre elas. Eu já mencionei aqui que a trama anda muito desconexa e ao invés da piada funcionar dentro de um contexto, muitas vezes as “punchlines” entram sem tom, como se Tina Fey estivesse escrevendo um quadro para o Saturday Night Live. Muitas vezes, inclusive, eles passam tempo demais desenvolvendo uma esquete, que no final não tem uma conclusão satisfatória, como aconteceu com o caso da diabetes de Tracy. Gastaram preciosos minutos com uma embaraçosa atuação de Jack McBryer e os já cansativos exageros de Jane Krakowski, pra entregarem um final à lá Chaves. Desculpe Tina, mas dessa vez não deu de novo pra entrar no hype.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×12: A Disquiet Follows My Soul”: É justo que uma população inteira esteja constantemente à mercê de um governo militar e totalitarista? Este retorno de Battlestar Galactica, além de quebrar importantes paradigmas, inevitavelmente nos faz pensar: e se Adama e sua cúpula estiverem errados? Onde está a Justiça nisso tudo? Se um estado de exceção perdura por um período de tempo excessivamente longo, tornando a convivência diária insuportável, uma reorganização de poderes e responsabilidade é sim bem vinda e necess[aria. Por isso, eu não culpo as atitudes de Felix Gaeta e dos vários rebeldes que estão prestes a iniciar uma revolução na frota, numa aliança com Tom Zarek. Se não foi dada a palavra a estas pessoas (ou elas não foram levadas à sério), infelizmente não há outro jeito de conseguir atenção, senão com violência e rebeldia. A história nos mostra isso de forma incontestável. Nosso mundo foi feito assim e parece que o deles também será. Isso infelizmente acontece numa época em que o bebê híbrido some para dar lugar ao fruto cilônico que pode perpetuar a raça máquinas sem a nave da Ressurreição. O jogo está virando, crenças foram abandonadas e nos corredores de Galactica é possível trombar com Laura Roslin correndo contra o tempo que ficou alienada a uma vã profecia. É hora de reconstruírem a história e faltam só 8 episódios! Que série maravilhosa!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da incrível estreia de LOST, fazemos a cobertura toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição do episódio nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série, que é a penúltima!

Certamente notaram a ausência dos comentários sobre a 5ª hora de 24 aqui. Mas eu explico: a cada temporada, eu escolho algumas séries para seguir fora da Semana em Série, de forma que ela receba mais destaque. Assim, separarei um dia só pra falar das aventuras de Jack Bauer, assim como já faço com LOST! Ainda esta semana eu solto as minhas impressões sobre “7×05: 12:00pm-13:00pm“. E vocês, o que acharam dos episódios da semana passada e das estreias de United States of Tara e Lie to Me? Aguardo a opinião de todos os leitores, inclusive os que passam aqui diariamente e não comentam, ok?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Big Love, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Lie to Me, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , , , , , ,
26/01/2009 - 03:17

A Semana em Série: 11/01 a 17/01

Alerta de Spoiler - Brasil
Finalmente regularizados os posts da Semana em Série, conforme prometido! Hoje lanço os pendentes e amanhã sai uma fornada nova com os comentários dos episódios da semana passada. Shall we?

Gossip Girl “2×15: Gone With the Will”: Com todas as fichas ainda em Chuck Bass, a série perde muito do seu potencial dramático, já que o garoto em si não é lá tão interessante. Mas á a boa adição de Desmond Harrington (de Dexter) como Jack Bass, conseguiu agitar a família, com a mega armação que o tio e guardião do garoto-problema fez perante a Diretoria da Bass Industries. Apesar de saber que nada é perene no Upper East Side de Manhattan, Chuck caiu como um pato no esquema e mereceu este “wake-up call” da vida. Ah, e já notaram como que irritante da Vanessa é sempre sem querer o pivô das principais intrigas e confusões? Dessa vez ela abriu demais o bico (ou o blackberry) e complicou a situação dos Van der Woodsen/Humphrey, que têm um denominador em comum (um meio-irmão pra todo mundo) e que em breve deverá fazer sua aparição à lá 90210. Agora, nada é mais bobo que aquela irmandade das meninas más que chega a provocar ânsia de vômito de tão fútil e superficial. Se bem que este é um dos efeitos colaterais de acompanhar uma série sobre os adolescentes socialites de NY, não é? Mas só de ver Blair linda daquele jeito esperando pelo inconsequente do Chuck já valeu a pena. Veremos como isso irá se desenrolar…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/01/2009 na CW americana.

How I Met Your Mother “4×12: Benefits”: Ao contrário de muitas sitcoms que  ficam estagnadas e clamam por arcos episódicos, How I Met Your Mother é um dos poucos exemplares do gênero que atinge os seus melhores momentos quando organiza o seu texto em forma de crônicas isoladas. Ainda que a química entre Josh Radnor (Ted) e Colbie Smulders (Robin) seja quase negativa, a idéia dos prós e contras dos “amigos com benefícios” foi muito bem pensada e é essa a linha que a série precisa seguir: criando histórias paralelas que nunca mais vão ser retomadas, How I Met Your Mother torna-se atemporal, como muitas vezes ocorria com Friends nos seus anos de glória. Ponto pra essa galera!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/01/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×12: The Killer Robot Instability”: Numa simples “regra de 3″, podemos dizer que Jack Bauer está para 24 assim como Sheldon está para The Big Bang Theory. Este episódio trouxe a teoria incontestável de que bastam os holofotes rapidamente focarem em outra personagem que a fórmula fica parcialmente insustentável. Todos eles, Wollowitz, Raj, Leonard e Penny têm apenas uma função nesta comédia: servirem de escada para o sempre brilhante  Sheldon de Jim Parsons. Não sei como esse rapaz ainda não foi indicado (e venceu) todas as premiações do ramo, pois sua atuação muitas vezes supera a de Alec Baldwin ou Steve Carell, por exemplo. O caso do robô e da crise de consciência de Howard foram bobos e só no final, quando descobrimos que ele continua um ser incorrigível, é que todo o episódio valeu a pena. As cenas dele com Penny soaram forçadas (até mesmo para uma sitcom) e sabemos que Chuck Lorre e Bill Prady ultimamente vêm entregando coisas muito melhores. Tomara que não percam o ritmo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/01/2009 na CBS americana.

Friday Night Lights “3×13: Tomorrow Blues”: Acabou, e da melhor maneira possível. Antes de entrar naquele incansável drama de escolha de universidades e separação de elenco, Friday Night Lights encerrou grande parte de sua história de forma definitiva e digna, deixando espaço para uma continuação apenas caso esta venha a acontecer. Após o fim do campeonato, o foco deixou o coletivo e fixou-se nas personagens que individualmente conduzem este ótimo drama nos dias da semana que não têm jogos.  Testemunhamos a redenção de Tyra e sua reconciliação final com Landry (o que, de certa forma, foi a redenção dele também). Vimos Matt Saracen abandonar um efêmero sonho em prol de sua família e por fim o destino de Lyla e dos Riggs foi selado como deveria. Nem tudo ficou tão bem, já que com a cidade dividida, o dinheiro e o poder dos McCoy conseguiram afastar o treinador Eric dos Panthers, depois de ter dado sua alma por aquele time. Independente do que aconteça, a nova casa dos Taylor será o East Dillon Lions e este é um desafio que precisará ser aceito. Friday Night Lights é talvez a série mais grandiosa em pequenos momentos atualmente em exibição, e tomara (mesmo) que eles consigam ficar pra mais um ano. Eu vou adorar ver os Lions de Taylor acabar com a raça dos novos Panthers de McCoy.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/01/2009 no canal The 101 da DirecTV americana.

Damages “2×02: Burn It, Shred It, I Don’t Care”: Que ingenuidade a minha achar que um fato ou uma “verdade” apresentada em Damages é definitiva, como a de Daniel Purcell e a morte de sua esposa. Depois de mais de um ano parece que eu me esqueci que todo mundo tem seus segredos sórdidos, prontos para serem liberados em surpreendentes flashes. Patty Hewes convenientemente senta-se no posto de vítima da história, enquanto nós ficamos no meio de toda essa complicada conspiração que mal começou a ser ventilada. A ordem agora, ao meu ver, é a de não confiar em ninguém, ao invés de tentar entender o que está acontecendo: desde aquela “vibe” meio Erin Brockovich no interior até as conversas de Purcell com Claire Maddox (Marcia Gay Harden). Isso sem contar que Ellen está dando muita bandeira por aí com o pessoal do FBI. Lembrarei o tempo todo de não confiar nem neles também… Damages amadureceu e, por enquanto, é o que basta saber. Confesso que estou perdido no meio de tantos nomes e fatos, mas esta aparenta ser a intenção.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/01/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×12: Sympathy for the Devil”: Shonda Rhimes sabe conduzir temas complicados com a devida sensibilidade, sem apelar para o óbvio e para os clichês. Grey’s Anatomy entrou em um importante arco com o serial killer no corredor da morte que detém a chance de salvar um garoto moribundo, colocando esta delicada situação bem no meio do relacionamento entre Derek e Meredith de forma subliminar. Contudo, não podemos dizer que a visita da mãe de Sheppard veio no melhor momento, pois além do casting inadequado, a personagem entrou e saiu sem acrescentar nada à história. Não acho também que o romance entre Christina e Hunt está empolgando (pelo contrário), mas, em contrapartida, o criticado “caso fantasma” de Izzie com Denny vai ficando cada vez mais interessante, pelo mistério que está sendo construído em torno do problema que ela tem. Os diálogos que ela trava com seu ex-amante podem muito bem ser interpretados como um conflito pessoal, claramente ligado a um mal em sua mente. No geral, esta segunda parte da 5ª temporada já está mais satisfatória que praticamente todo o 4º ano (o que não é muito difícil, convenhamos). Mesmo assim, a série segue num bom ritmo e a continuação deste arco promete. Será que o assassino doará seus órgãos ao garoto? Saberemos no próximo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/01/2009 na ABC americana.

30 Rock “3×08: Flu Shot”: Agora sim 30 Rock voltou a merecer seus “200″ Emmys e Globos de Ouro! Que bom que Salma Hayek ficou pra mais um episódio, continuando o caso que iniciou com Donaghy. Mas graças à falta de tempo dela, todos os programas e passeios precisaram ser feitos na companhia de um velho senil que ela tomava conta: de uma passeio no parque até um jantar de gala no Rainbow Room. Mais nonsense e hilário, impossível. Tina Fey (e sua equipe) ainda conseguiram se superar com a história da falta de vacina contra pneumonia, que deixou todos na NBC como zumbis. Aliás, as aparições do Dr. Leo Spaceman são raras, mas sempre fenomenais. Se continuar assim, não vai ter pra ninguém no próximo Emmy. De novo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/01/2009 na NBC americana.

The Office “5×11: The Duel”: The Office especializou-se em criar cenas de abertura absolutamente fantásticas, como esta em que os integrantes da filial testavam suas “velocidades” no radar que Angela mandou instalar na porta do Scranton Business Center. Infelizmente o restante do episódio, como está ficando comum nesta temporada, não ficou à altura de sua cena inicial. Apesar de promissor, o duelo entre Dwight e Andy foi desanimador, ainda que rendendo algumas risadas aqui e ali. Outro caso que ficou no ar foi o resultado positivo de Michael durante a crise financeira, pois como Wallace bem disse, “alguma coisa certo ele fez”. O episódio, contudo, foi embora e não disse como ele conseguiu isso. Adoro The Office e a série é, no mínimo, sempre agradável. Mas devemos reconhecer que a temporada está sem um foco, empalidecendo-se perante as anteriores.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/01/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×11: Sometimes a Great Notion”: É notória a evolução de Battlestar Galactica como série ao longo de suas poucas temporadas. Um drama que foi sempre brilhante apesar de suas limitações, aprendeu a crescer com elas e hoje tornou-se uma obra prima da televisão. As guerras, que antes eram travadas entre naves com Cylons de um lado e humanos do outro, hoje são executadas até mesmo em pequenos quartos da estação Galactica, muitas vezes com seres de ambas espécies em lados comuns (ou opostos). Sim, descobriram a Terra, mas um planeta totalmente inabitável de onde partiram a 13ª tribo (só que de Cylons), revirando as crenças mais profundas de Laura Roslin e colocando dúvidas em todas as mentes do alto escalão da tripulcação. Eu até me incomodaria com a incontável quantidade de perguntas levantadas por este episódio, mas sabendo que a série está quase em seu derradeiro final, alegro-me de pensar que os próximos nove capítulos inevitavelmente trarão uma jornada incrível rumo a algo inesperado. Então os cinco cylons finais eram terráqueos, mas seriam mesmo cinco? Se Ellen renascerá ao lado de Tight, como o corpo de Starbuck estava lá? Como Starbuck está viva? Intenso. Dramático. Formidável. Por enquanto é só isso que consigo pensar deste retorno. Especialistas em Galactica, me ajudem! Estou mais perdido que Tim Kring escrevendo sobre viagem no tempo!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da estreia de LOST, fazemos toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série!

Ufa! Amanhã trarei aqui os comentários dos dramas e comédias da semana passada, incluindo a 5ª hora de 24 e as estreias de Lie to Me, United States of Tara e o retorno de Big Love! Fique liGado!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Battlestar Galactica, Damages, Friday Night Lights, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , , , , ,
22/12/2008 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Dexter “3×12: Do You Take Dexter Morgan?”: Eu não entendo onde esteve toda essa “controvérsia” no season finale de Dexter, conforme muita gente anda discutindo em blogs e fóruns por aí. Esperavam ver a morte do personagem principal ou sua exposição como psicopata, era isso? Pois se for, esta é uma esperança muito ingênua, já que sabemos que a série terá, no mínimo, mais duas temporadas e a ocorrência de qualquer destes fatores é decisiva para o fim da trama. Vimos aqui um episódio fenomenal, que encerrou de forma categórica a história desta temporada, que foi a da aceitação de uma vida normal por parte de Dexter, com mulher e um filho à caminho. O dito “final feliz Manoel Carlos” com casamento e tudo funcionou de forma orgânica à trama. Não houve muito combate físico entre Dexter e o Skinner, mas sim um confronto emocional entre dois serial killers, sendo que o vencedor foi quem soube agir com a frieza e controle que sempre demonstrou, desestruturando o seu adversário antes do bote final. Além disso, apenas o ato de clemência (e manipulação) que Dexter teve com o “animal ferido” Ramon mereceu por si só o destaque absoluto do episódio. Outros queridos nossos, LaGuerta, Batista, Deb, todos eles encerraram importantes ciclos e a série fecha o ano de forma espetacular. Aquela mancha de sangue no vestido branco de Rita foi o sinal de que tem muito mais por vir. Dexter deve retornar agora somente a partir de meados de 2009, sem previsão de estreia no FX.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/12/2008 no Showtime americano.

How I Met Your Mother “4×11: Little Minesota”: Foi um episódio divertidinho, engraçadinho, legalzinho, mas… bobinho! How I Met Your Mother está “inho” demais e fechou essa metade de temporada bem abaixo da média do que eles costumam entregar. As histórias estão muito esparsas, envolvendo “núcleos” de um elenco que funciona melhor junto. Não entendi essa de Marshall e Robin no bar Minesota de um lado e Ted, Lilly e Barney de outro naquela chatíssima história com a tal irmã. É uma pena ver uma série que começou bem e desenvolveu-se por três temporadas com tanto potencial desperdiçar essa quantidade de episódios com assuntos bobos e textos pouco inspirados.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/12/2008 na CBS americana.

Dexter

Heroes “3×13: Dual”: Se Tim Kring fosse um aluno numa escola onde eu desse aula, ele estaria neste exato momento sentado na sala esperando uma bronca, porque é isso que ele merece após este inconsistente e desanimador Volume 3 “Villains“. Ora, se a série até hoje não conseguiu estabelecer-se bem contando uma história de heróis que não salvam ninguém, seria bom demais para ser verdade se em 13 episódios o roteirista conseguisse contar a saga daqueles que viraram vilões. O que passou em nossa tela foi uma verdadeira bagunça com Sylar perseguindo aquele pessoal na Primatech enquanto Nathan assumia o posto de comando deixado pelo seu pai enquanto Peter e outros vilões que, de uma hora pra outra viraram heróis, destruíam a Pinehearst. Com isso, a única forma que arrumaram para dar uma “zerada” nesta história toda foi a de simplesmente terminar o volume de novo com a “morte” de Sylar (mesmo sabendo que ele não morreu) e iniciar a 4ª parte de forma blazé indicando uma “perseguição” aos especiais. Então Nathan não conseguiu criar um exército de “super-heróis” e, como retaliação, vai perseguir os que hoje existem? Que lógica George Bush é essa? O maior vilão de Heroes chama-se Tim Kring, que agora vai precisar fazer aulas de recuperação com seu coleguinha “mais inteligente” Bryan Fuller. Por enquanto a nota é baixa.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/12/2008 na NBC americana.

The Big Bang Theory “2×11: The Bath Item Gift Hypothesis”: The Big Bang Theory registrou novamente a maior audiência da história da série e não foi por acaso: The Bath Item Gift Hypothesis foi um episódio interiramente hilário, que prova porque esta está sendo considerada uma das melhores sitcoms da temporada. Todas as “teorias” sociais de Sheldon são interessantíssimas, mas com esta do Natal ele se superou. O geek odeia receber presentes, pois isso cria uma “obrigação” moral de presentear o colega com um item da mesma qualidade e preço, só que ele nunca poderia prever que Penny o traria o maior de todos os presentes: um guardanapo usado e autografado por Leonard Nimoy, o eterno Spock de Star Trek! Só isso já rendeu a melhor piada da temporada, agora que ele tem nas mãos o poder de criar pequenos Leonard Nimoys a partir do DNA do ator! O texto de The Big Bang Theory é tão brilhante quanto o intelecto de seus protagonistas!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/12/2008 na CBS americana.

Amanhã tem Two and a Half Men, Friday Night Lights, Dirty Sexy Money, Chuck e Prison Break! Este ano não teremos mais episódios inéditos de The Office, 30 Rock, Gossip Girl, Fringe e Grey’s Anatomy, que retornam a partir de Janeiro.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dexter, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , ,
17/12/2008 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
Dexter “3×11: I Had a Dream”: O penúltimo episódio desta agitada temporada de Dexter já começou com a surpresa sobre o sequestro do nosso herói, que na verdade estava sendo levado para sua despedida de solteiro. Mesmo assim, sua “estadia” no porta-malas trouxe uma das reflexões mais interessantes já vistas na série, com Dexter aceitando o seu destino (até então ser esfolado pelo Skinner) de forma natural, como se morrer pelas mãos de um serial killer como ele fosse o certo, em sua concepção de justiça. Na festa, um velado discurso de Miguel publicamente provocou o seu rival, embora ninguém mais soubesse do que ele realmente estava falando e é exatamente com relação à Prado que temos mais um ponto de discórdia entre os fãs da série. Ele deveria mesmo ter morrido? Foi clichê Dexter matá-lo? Ora, sim e não. Nos últimos episódios o póprio protagonista vem questionando esse inevitável destino do amigo, mas diante das novas circunstâncias, com o promotor pronto para matar novamente uma pessoa inocente isso era inafastável. Porém, enquanto muitos imaginavam que o final da temporada seria esse que vimos, agora é que temos muito chão pela frente e nem sei como farão para colocar tudo no próximo e último episódio. O que Dexter fez para tirar LaGuerta de casa? Por que ele não levou sua “presa” para ser executada em outro local? Estas perguntas serão até simples de responder perto da dúvida que pairará por toda Miami, que acordará sem seu enérgico e passional promotor. Mais uma vez, Dexter se torna imprevisível após uma invejável sequencia de episódios. Que venha o season finale!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 07/12/2008 no Showtime americano.

Chuck “2×10: Chuck Versus the DeLorean”: Chuck está cada vez mais legal e essa da série sempre colocar casos envolvendo o passado dos personagens é uma jogada muito sábia. Eu notei que o roteiro é bem orgânico, já que há vários episódios atrás descobrimos que Sarah era filha de um golpista para, semanas depois, sermos apresentados ao velho trambiqueiro. Espero em breve ver o pai de Chuck e qual a ligação dele com algum alvo do Intersect. Neste ótimo Chuck Versus the Delorean, os espiões ajudaram o pai de Sarah num elaborado golpe cuja vítima era um perigoso bandido procurado do governo. Mas no final das contas, quem salvou o dia foi o DeLorean de Morgan que somente andava a pouco mais de 40km/h. As referências pop continuaram e, além da clássica homenagem à De Volta Para o Futuro (eles poderiam ter brincado mais com o carro, não), apareceu também no final uma réplica do General Lee, o veículo dos Dukes of Hazzard! Chuck vem dando um show nesta temporada, com episódios sempre deliciosos de assistir e ainda bem que não estamos nem na metade!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/12/2008 na NBC americana.

Two and a Half Men “6×10: He Smelled the Ham, He Got Excited”: Felizmente o retorno da atriz Holland Taylor foi a coisa mais positiva desta temporada, pois a dinâmica de Charlie e Alan com sua mãe Evellyn é sempre uma caixinha de surpresas. O roteiro fica mais ácido quando ela está em cena, já que ela retrata muito bem a figura da “megera”, despertando os sentimentos mais controversos que um filho pode ter com relação à sua própria mãe. Jake também esteve inspiradíssimo com a história do carro e com a descoberta de sua vocação culinária, depois de praticamente fazer uma faculdade assistindo o Food Channel e suas várias mídias. Tomara que explorem mais isso!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/12/2008 na CBS americana.

Prison Break “4×14: Just Business”: Além de ter 22 episódios nesta temporada, Prison Break pode ganhar duas horas adicionais do canal FOX, num possível telefilme. Essa notícia é boa e ruim ao mesmo tempo, já que embora esta “prorrogação” signifique que o canal quer que a série vá embora com um final digno (e é isso que se imagina que aconteça), o fato denota que a temporada não foi planejada para dar um desfecho conclusivo à trama. Eu sinceramente não sei o que pensar dos fatos que vimos neste Just Business. Mesmo com ação de tirar o fôlego, ver Michael e Burrows capturados pela Companhia me deu uma preguiça enorme, pois mais uma vez estamos de volta a um marco zero na trama, agora que Self e Gretchen estão com Scylla completo e pronto para uma nova venda. Prison Break continua boa em diversos quesitos, não discordo, mas está cada vez mais desgastante de ver, porque toda hora temos a sensação de que tudo vai ser resolvido para, segundos mais tarde, nos frustrarmos novamente. Entendo que isso é o que aconteceu com Mahone, Sucre, Sarah e com os irmãos, mas não precisava acontecer tanto com a gente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/12/2008 na FOX americana.

How I Met Your Mother “4×10: The Fight”: Vocês estão curtindo esta temporada de Mother? Eu não. A comédia já deu mais do que o suficiente de indícios que está desgastada, com piadas longas e que não funcionam, como esse lance da briga do barman em mais um mediano episódio. Os roteiristas parecem menos sagazes do que o de costume e sequer se ouve o Ted do futuro falando a palavra “mãe”, ainda que para aguçar a nossa curiosidade. De uma inspirada e sempre contagiante comédia, How I Met Your Mother está virando simplesmene uma… comédia. Nem Barney está mais salvando o dia.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/12/2008 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×10: The Vartabedian Conundrum”: Eu não paro de me surpreender com o talento de Jim Parsons e seu magnífico Sheldon, que desta vez trouxe à tona a existtência de um contrato de convivência no apartamento, com cláusulas absurdas do tipo: “se Leonard ganhar super poderes, eu poderei ser seu fiel ajudante”. Passei mal de rir! Ah, e recentemente o ator declarou não saber nada sobre esse universo dos quadrinhos que sua personagem tanto cultua e em nenhum momento eu cogitaria tal possibilidade, tamanha a credibilidade que ele nos passa quando está caracterizado. Leonard também esteve excelente neste episódio, com os desafios de manter o seu relacionamento com a Dra. Stephanie e o turnpoint dela sendo totalmente carente e emocionalmente dependente mostrou que o roteiro é capaz de fugir dos clichês sobre nerds, ainda que estes também sejam sempre ótimos.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/12/2008 na CBS americana.

Amanhã continuamos com Gossip Girl, Friday Night Lights, Dirty Sexy Money, 30 Rock, The Office e Heroes! Na semana passada não tivemos inéditos de Grey’s Anatomy e Fringe! Quais séries vocês acompanharam na semana passada? Deixe abaixo os seus comentários!

* Notas do Editor.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Chuck, Dexter, How I Met Your Mother, Prison Break, The Big Bang Theory, Two and a Half Men Tags: , , , , , , ,
02/12/2008 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler US
True Blood “1×12: You’ll Be the Death of Me (Season Finale)”: Se eu organizasse um gráfico desta primeira temporada de True Blood, a linha indicando o crescimento e amadurecimento do roteiro se iniciaria no zero com uma constante ascensão até chegar neste último You’ll Be the Death of Me, o season finale que encerrou de forma categórica o mistério dos crimes em Bon Temps, fechando importantes ciclos nas histórias, mas ainda trazendo importantes cliffhangers para o próximo ano. O principal deles, ao meu ver, é o de Sam, sua natureza de shapeshifter e os motivos que o fizeram fugir. Mas também temos a transformação de Jason, o ataque a Lafayette (que parece ter sido Bill, já que ele diz para Sookie que “se alimentou”), o corpo no carro do policial Andy e, é claro, quem e o que é a tal Maryanne e o que ela quer com Tara. Alan Ball criou a série que considero a melhor de todos os tempos, Six Feet Under, e foi graças ao crédito que ele obteve com a HBO (e com o público) que permitiram que ele adaptasse esta inusitada e fantástica história de Charlene Harris para a tela. Em Janeiro True Blood estreia na TV paga brasileira e, se você ainda não viu, veja. Posso dizer com certeza que a melhor série de vampiros feita já é esta.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/11/2008 na HBO americana.

Chuck “2×08: Chuck Versus the Gravitron”: O excelente arco envolvendo Jill acabou depois que Chuck foi reiteradamente enganado pela agente Fulcrum, que busca pelo computador Intersect. Se antes eu reclamava que a série não possuía um endgame isso acabou de vez agora que esta maligna organização vai ficando cada vez mais envidenciada. Apesar deste ser um episódio de thanksgiving (dos quais eu odeio pelo excesso de clichês), a história soube nos prender bem com as dúvidas sobre as verdadeiras intenções de Jill (como é fácil ser enganado pela bela Jordana Brewster) e, ao final, com Chuck colocando sua missão à frente de tudo prendendo-a e assumindo cada vez mais o seu papel de espião. Isso sem contar que o romance do geek com Sarah pode voltar a esquentar, a não ser que voltem com Bryce Larkin novamente, como o roteiro sugeriu. A temporada segue com um saldo mais que positivo!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/11/2008 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×09: The Naked Man!”: Eu não estou entendendo por que Mother vem utilizando um excesso de elementos fantasiosos na história, coisa que nunca foi necessária para que esta comédia brilhasse. Eu fiquei pasmo com aquela sequencia em que Ted conta as coisas absurdas que viu acontecerem em seu apartamento antes de encontrar o “Homem Pelado”. Seria até interessante, como disse na resenha anterior, se isso ficasse claro como sendo uma liberdade poética do Ted do futuro ao contar a história, mas não dão este indício. Pra mim esta é uma mancha neste promissor episódio que teve como protagonista o super-herói da noite, o “Naked Man”. Pena que funciona só 2/3 das vezes… Alguém aí já tentou?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/11/2008 na CBS americana.

True Blood, How I Met Your Mother, Chuck

The Big Bang Theory “2×09: The White Aspargus Triangulation”: Sheldon como sempre foi o responsável pelos momentos mais engraçados de The Big Bang Theory e somente aquele diálogo inicial com Penny já foi digno de um Emmy de comédia! Não importa quando as intenções dele são boas ou ruins: ele sempre consegue atormentar todos à sua volta. Desta vez, foi ao constantemente tentar salvar o relacionamento de Leonard (que não precisava ser salvo) que ele conseguiu tirar o amigo do sério e evidenciar a, digamos, baixa masculinidade do cientista utilizando apenas uma lata de aspargos! Eu só acho uma pena constatar que se tirarem a personagem Sheldon, a série não se sustenta. Tomara que eles nunca pensem nisso!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/11/2008 na CBS americana.

Two and a Half Men “6×09: The Mooch at the Boo”: Uma boa idéia para dar um gás nesta fraca temporada de Two and a Half Men é continuar trazendo convidados especiais, porque a participação de Michael Clarke Duncan como o vizinho brutamontes de Charlie foi ótima e aquela cena do celular (apesar de absurda) foi uma das melhores de toda a série! Claro que a história em si, de Jake com a filha do sujeito, não é nada original, mas considerando o que tivemos até agora neste ano, o episódio saiu no lucro. A comédia precisa parar de ficar acomodada no trivial e inovar (a volta de Evellyn também foi boa, embora curta).
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/11/2008 na CBS americana.

Gary Unmaried “1×09: Gary Gives Thanks”: Thanksgiving pra cá, thanksgiving pra lá, mas pelo menos Gary Unmaried teve mais um episódio divertido. Foi legal que a série deu oportunidade aos comediantes mais velhos, mas estou sentindo que a comédia vem deixando muito pouco a que repercutir a cada semana, pois suas piadas sempre esgotam-se em si e a trama não evolui muito. Assim, acredito que seja mais proveitoso comentar a temporada de uma vez no Season Pass ao final, o que acham?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 26/11/2008 na CBS americana.

Esta foi uma semana com poucos episódios em vrtude do feriado americano, mas isso é bom pois nos dá oportunidade de avançar com outras produções. Eu já estou no final da 3ª temporada de House, na correria para assitir logo a 4ª e chegar junto com vocês na 5ª. Querem Season Passes de House, enquanto isso?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Chuck, Gary Unmaried, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, True Blood, Two and a Half Men Tags: , , , , ,
27/11/2008 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
Dexter “3×08: The Damage a Man Can Do”: Após este magnífico episódio em que Miguel Prado não só aprendeu mais preceitos do Código de Harry, como ainda executou com veemência o difícil encargo de ser um justiceiro, me pergunto se o que vimos até agora foi de fato a construção de um novo serial killer. Ora, e quem nos garante que Miguel era um santo até o conhecermos? Qual é a história completa de Prado? Não sabemos e nem Dexter. Por isso, foi com arrepios que assisti àquela última cena, e caso o promotor execute a advogada, a série enfrentará o grave dilema em antecipar o óbvio: eventualmente Dexter precisará dar fim seu mais novo e melhor amigo, algo que tínhamos apenas como uma remota hipótese até o momento. Se consumado o crime, os roteiristas precisarão rebolar para nos surpreender. Há também a possibilidade de Miguel ter outro tipo de interesse ao visitar a moça, o que aí sim seria muito interessante. Enquanto isso, o caso do Skinner que começou com a impensada morte de Freebo, vai tomando proporções cada vez maiores com o efeito borboleta, que agora já prefiro chamar de bola de neve. Resta saber em cima de quem essa avalanche vai cair. (P.S.: Foi na gravação deste episódio que o ator Jimmy Smits quase acertou o figurante).
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/11/2008 no Showtime americano.

Entourage “5×11: Play’n With Fire”: Aconteceu! A ignorância do diretor Werner, a petulância de Vinny Chase e o infladíssimo ego de Ari Gold conseguiram acabar com a multimilionária produção de Smokejumpers, sumariamente engavetada pelo estúdio. Agora, além de ir embora com uma mão na frente e outra atrás, Vinny fica com uma enorme mancha em seu currículo: a de ter causado o cancelamento de um longa. De todos ali, apenas Turtle se deu bem com a volta de Jamie-Lynn Sygler (aka Meadow Soprano) e faltando apenas um episódio para o final da temporada, não sei se Eric ou até mesmo Ari conseguem um trabalho digno para seu querido cliente após mais este fiasco. Quem sabe ele precisará novamente começar do zero, em busca de um novo Queens Boulevard. Independente do que aconteça, esta tem sido uma das melhores temporadas de Entourage.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/11/2008 na HBO americana.

Prison Break “4×11: Quiet Riot”: OK, se o objetivo de Prison Break agora é causar ataques cardíacos em massa, acho que estão próximos de atingirem a meta. Quiet Riot foi absurdamente tenso com aquela invasão da estrutura que confina Scylla, em cenas que fizeram jus aos grandes filmes de roubo estilo 11 Homens e Um Segredo, A Cartada Final etc. O brilhante e atormentado cérebro do mestre engenheiro Michael Scofield desenhou a construção de uma ponte suspensa bem debaixo do nariz da Companhia! Mas aí é que vem o catch do episódio: por que transpor todos aqueles obstáculos para no final por tudo a perder ativando o alarme? Ora, é óbvio que ele tem um plano em mente, já que o sexto cartão está com o general. Ele precisa do velho naquela sala a qualquer custo, mas tenho certeza que Michael tem uma carta na manga (lembrem do pacote que Scofield recebe de Self no início do episódio). Episódio incrível!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/11/2008 na FOX americana.

Dirty Sexy Money “2×06: The Injured Party”: Está aí a prova incontestável de que Dirty Sexy Money merecia ser renovada, pois a série consecutivamente vem entregando episódios excelentes. Tivemos finalmente a ascensão de Simon Elder como o maior vilão do drama, deixando cristalino o seu desejo de derrubar os Darling a qualquer custo. Eu digo “maior”, porque nesta série todos também são vilões, inclusive Nick. Ou vai dizer que ele não foi o causador de toda aquela cena no jantar da família, que destruiu seu casamento? Na residência dos Darling as coisas também nunca passam despercebidas. Eles não precisam da tecnologia de espionagem de Elder, pois sempre tem alguém escutando atrás da porta: primeiro Tripp flagrando Nick com a vítima da batida (ok, ficou bem “novela mexicana” a mulher se mudando pra lá) e depois Letitia ouvindo a revelação de seu marido de que poderia ter se casado com a mulher errada. Resta saber agora como tudo vai acabar, se é que deu tempo de planejarem um final com a resposta da pergunta: “quem matou Dutch George”? Se é que ele está mesmo morto…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/11/2008 na ABC americana.

Grey’s Anatomy “5×09: In the Midnight Hour”: Eu simplesmente adoro episódios de séries que se passam no interím de uma noite com este The Midnight Hour não foi diferente. Foi no plantão noturno do Seattle Grace que os inconsequentes internos passaram dos limites com as “práticas reais” e realizaram uma apendicectomia na sádica Sadie (hmm, coincidência esse nome?) que deu tudo errado. O desafio da semana foi curar um pai sonâmbulo que acabou machucando Torres em um de seus ataques e o ritmo do episódio foi bem intenso, desde a decisão do Chief em transferir a responsabilidade da repressão aos internos para os novos residentes (e estes a aceitaram com propriedade) até a crise profissional de Bailey, que vê com urgência a necessidade de encontrar uma área mais específica de atuação. Mas após o ótimo desenvolvilento destes casos, chegamos no ponto crítico do capítulo, que é a continuação do caso de Izzie com o seu noivo falecido Denny Duquette. Sem trazer indícios mais claros de que o que ela está sofrendo é patológico (parece que a criadora da série até excluiu a possibilidade de um tumor), essa storyline seguirá de forma absurda se a moça não aparecer, no mínimo, com uma esquizofrenia. Se não for isso, espero sinceramente ser surpreendido por Shonda Rhimes nos próximos capítulos.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/11/2008 na ABC americana..

Dexter, Grey\'s Anatomy, Entourage

How I Met Your Mother “4×08: Woooo!”: Este seria o melhor episódio da temporada, não fosse por aquela boba trama envolvendo os designers europeus, tornando a série infantil e excessivamente lúdica. Teria sido mais prudente se todo aquele exagero ficasse explícito como uma licença poética do Ted do futuro ao contar a história para seus filhos, mas não foi isso que aconteceu. Por outro lado, Mother acertou com o caso das “woooo girls”, revelando o verdadeiro motivo por trás das comemorações frívolas das garotas festeiras (e Ted). Novamente: cadê referências da “mãe”? É o que está fazendo falta… Tomara que a série saiba usar as grávidas na vida real Alyson Hannigan (Lilly) e Colbie Smulders (Robin) em prol da trama.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/11/2008 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×08: The Lizzard-Spock Expansion”: É legal quando outros personages que não Sheldon recebam foco maior no episódio e desta vez foi a vez de Wolowitz aprontar, atraindo uma de suas “presas” à uma área restrita do laboratório com a promessa de deixá-la dirigir um carro em Marte! A relação do geek com a mãe e os diversos infortúnios amorosos são divertidíssimos, pois ele raramente reconhece quando está sendo inconveniente ou deselegante. Mas pra mim o ponto alto deste episódio (que esteve um pouco abaixo da média desta temporada) foi a reinvenção do famoso jogo Jo-Ken-Po (Pedra-Papel-Tesoura), com o acréscimo de Spock e o lagarto

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/11/2008 na CBS americana.

Two and a Half Men “6×08: Pinocchio’s Mouth”: Grande novidade um episódio de Two and a Half Men centrado no medo de comprometimento e intimidade amorosa de Charlie Haper. Me conte algo novo. Pior que isso é a falta de comprometimento dos roteiristas com esta temporada, que segue inócua até o momento. Este foi mais um episódio que nada acrescentou à trama geral e penso seriamente em interromper a cobertura da comédia dos Harper por aqui, já que a cada capítulo resta cada vez menos assunto para repercutir.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/11/2008 na CBS americana.

Gary Unmaried “1×08: Gary & Allison Brooks”: Esta foi mais uma série de comédia que teve um episódio caído essa semana por conta do texto pouco inspirado. Parece que a idéia de colocar Gary e sua ex sob o mesmo teto por mais tempo tem um efeito negativo, já que impede o humor rápido, fazendo a comédia rapidamente render-se ao sentimentalistmo barato. Apesar de Gary Unmaried ser uma comédia sobre relacionamentos, estava mais divertido antes com todas as alfinetadas, principalmente quando o protagonista está em seu “ninho”.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/11/2008 na CBS americana.

30 Rock “3×04: Gavin Volure”: A audiência de 30 Rock despencou neste episódio por um motivo: apesar de Steve Martin ser geralmente ótimo, sua participação na série foi esquisita, nada orgânica e dispensável. Pareceu que o roteiro foi escrito de última hora, pois até mesmo as sempre ótimas sacadas do texto de Tina Fey estavam ausentes aqui. Por sorte tivemos Tracy com a paranóia de seus filhos, as várias incursões do “boneco sexual japonês” e a ingenuidade contagiante de Kenneth, que sempre coloca a emissora na frente de tudo. Tomara que melhorem para o próximo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/11/2008 na NBC americana.

The Office “5×08: Frame Toby”: Uma das coisas que eu mais gostava em The Office era o sentimento de ódio gratuito e doentio que Michael sentia por Toby e a volta do sempre deprimido representante do RH na filial Scranton foi em grande estilo! Michael começou com um grito e depois resolveu enquadrá-lo de forma totalmente impensada no crime de posse de drogas! Ah, isso sem contar na “compra” que ele fez, dando 500 dólares (!!!) por um saco de tempero para os carregadores de Bob Vance (da Vance Refrigerations)! Parece que a fama de bitolado do gerente da Dunder Mufflin já correu todo o Scranton Business Park. No fim, vimos o que sempre soubemos: no fundo ele é uma boa pessoa. O momento que fiquei mais tenso no episódio foi após a revelação de Jim para Pam sobre a aquisição da casa e, por pouco, achei que ela não iria aceitar o presente. Agora é só arrumar um jeito de arrancar aquele quadro de palhaço da parede! Não podemos dizer que esta está sendo a melhor temporada de The Office, mas eles sempre conseguem entregar um bom episódio para nós.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/11/2008 na NBC americana.

Comentários de Boston Legal farei em sequencia, num post especial mais pra frente. Vocês têm acompanhado 90210 ou alguma outra série cancelada de nossa cobertura e acha que precisamos retomar?  O que estão achando deste fall season como um todo? Dê sua opinião!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Dexter, Dirty Sexy Money, Entourage, Gary Unmaried, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Prison Break, The Big Bang Theory, The Office, Two and a Half Men Tags: , , , , , , , , ,
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