The Big Bang Theory | LiGado em Série, com Bruno Carvalho
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Arquivo da Categoria The Big Bang Theory

13/07/2010 - 00:01

Jim Parsons Fala de Emmy e The Big Bang Theory

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O indicado ao Emmy 2010 como melhor ator em série cômica, Jim Parsons, disse vai comemorar sua 2ª indicação com muito… Sorvete! O intérprete de Sheldon Cooper em The Big Bang Theory ficou super animado com a notícia e vai celebrar do mesmo jeito do ano passado: “Eu sei que parece chato, mas eu não como muito sorvete e acho que deveria comer mais. É um bom dia para sorvete“. Parsons está negociando seu contrato para a 4ª temporada da série, mas revelou que não vai usar a indicação para barganhar seu salário. Ele diz estar ansioso para voltar ao trabalho e que “nada poderia fazê-lo deixar de interpretar Sheldon novamente”. Embora a felicidade seja grande, o ator confessou estar chateado pela série não ter sido indicada. “Nós somos um grupo muito forte – não só os atores, mas também os roteristas; ano que vem, talvez“. Parsons concorre com Alec Baldwin (30 Rock), Steve Carell (The Office), Larry David (Curb Your Enthusiasm), Tony Shalhoub (Monk) e Mattew Morrison (Glee). Seu vídeo de submissão à Academia foi o monologo do episódio “The Pants Alternative“, no qual Sheldon está bêbado e acaba abaixando suas calças na frente de todos os convidados durante um discurso. Ele afirma que não pretende fazer o mesmo na entrega do Emmy.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Emmy, Notícias, The Big Bang Theory Tags: , , , ,
10/05/2010 - 00:01

Episódios e Cotações

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Alerta de Spoiler - Brasil
FlashForward (1×17: The Garden of Forking Paths; 1×18: Goodbye Yellow Brick Road): Antes tarde do que nunca, FlashForward apresentou uma melhora brutal nestes dois episódios em epígrafe, comparados com o desenvolvimento da trama nas últimas semanas. Em The Garden of Forking Paths realmente tivemos avanços, com os acontecimentos do trágico dia 15 de Março, data anunciada como a da morte de Demitri. E pela primeira vez explicando de forma mais clara como os flashforwards funcionam (são projeções do futuro que podem variar), o capítulo encerrou o arco de Dyson Frost e trouxe um tom imediatista à série, com a luta de Mark contra o tempo e a descoberta da tal “data final” de 12 de Dezembro de 2016. Já Goodbye Yellow Brick Road, apesar de menos intenso, também conseguiu ser satisfatório com flashbacks que realmente acrescentaram algo, revelando o papel de agente tripla de Janis – algo que eu (e aposto que a maioria) não esperava. O drama precisa continuar assim, mais focado e gastando menos tempo com subtramas desnecessárias como vinha acontecendo.

V (1×08: We Can’t Win; 1×09: Hertic’s Fork): Considerando estes dois últimos episódios em especial (fora o restante), não consigo mais enxergar futuro em V. Com 9 episódios exibidos o drama continua tão estacionado quanto as 29 naves de Anna ao redor do mundo. A série simplesmente se recusa a avançar, apresentando traminhas menores e em nenhum momento fica possível vislumbrar uma verdadeira resistência global da tal “Quinta Coluna” contra os visitantes. Tudo é muito pontual e local, como se apenas a turminha de Elizabeth Mitchell (que, não canso dizer, está desperdiçada nesta série) estivesse “por dentro” da agenda dos extraterrestres. Com relação aos efeitos, eles conseguem piorar a cada capítulo e somente aquela demonstração da “energia azul” foi de causar vergonha alheia, num espetáculo negativo a parte. Eu ficaria muito surpreso se a série ganhar uma nova temporada.
Half Star

Happy Town (1×01: In This Home on Ice; 1×02: I Came to Haplin for the Waters): Uma série de suspense que não assusta ou intriga é o mesmo que uma comédia que não faz rir ou um drama que não comove. Esta é Happy Town, a nova intenção da ABC americana no segmento (eu ia dizer “aposta”, mas seria exagerar). A historia é a mais pedestre possível, a de uma cidadezinha do interior americano que vive às sombras de terríveis crimes do passado, conduzidos por um tal de Magic Man, o assassino que fazia pessoas desaparecerem. A execução, então, é tão rasteira quanto sua premissa e chega entupida de clichês. Isso sem contar nas atuações, em especial a constrangedora performance de M.C. Galney (o Tom “Zeke” de LOST). Eu não perderei (mais) tempo com Happy Town, pois acredito que é impossível escapar do cancelamento. O 2º capítulo (que eu não consegui terminar de tão ruim), fez a imprensa americana apelidar a série de “Crappy Town”. Não dá.

House (6×17: Knight Fall; 6×18: Open and Shut; 6×19: The Choice): Aquele episódio de House com os cavaleiros conseguiu ser um dos piores e mais bobos de toda a série, reforçando que esta 6ª temporada está realmente inconsistente. Onde estão as reviravoltas, os casos geniais, as sacadas brilhantes do roteiro que foi sempre afiado? House já foi melhor. Open and Shut, além de trazer Sarah Wayne Callies (Prison Break) totalmente desconfortável interpretando uma mulher com um “casamento aberto”, foi um capítulo vazio e sem rumo. E principalmente por estarmos bem avançados na temporada, não consegui compreender ainda qual vai ser o arco final. Nem mesmo a participação de Cynthia Watros (LOST) conseguiu dar uma renovada no marasmo que a série entrou. Não estou mais conseguindo levar House (o drama e a personagem) à sério, ainda mais depois do pálido The Choice, que apenas em seus instantes finais deu a entender que vai começar a trabalhar o arco final. Definitivamente está faltando algo aí e espero que a série consiga virar o jogo até o final da temporada – que, inclusive, será a menor de todas até hoje (com apenas 21 episódios).
Half Star

Episódios Recém Assistidos e Cotações:

30 Rock (4×19: Argus): Half Star
30 Rock (4×20: The Moms):  Half Star
The Office (6×22: Body Language): Half Star
The Office (6×23: The Cover-Up):
How I Met Your Mother (5×21: Twin Beds): Half Star
The Big Bang Theory (3×20: The Spaghetti Catalyst):

Entre as citadas sitcoms, The Office e The Big Bang Theory seguem praticamente imbatíveis, enquanto 30 Rock e How I Met Your Mother continuam com sinais de desgaste. Ora, a comédia de Tina Fey era constantemente genial nas primeiras temporadas, mas agora os esforços para fazer graça (em sua maioria) soam auto-indulgentes, com boas tiradas (como aquela da mãe de Liz ter trabalhado como secretária na Sterling Cooper, agência de Mad Men) aparecendo com pouca frequência Já Mother está perdendo o seu brilho. Barney cada vez menos “legendary” e nenhum sinal ou referência sobre a esposa de Ted em plena reta final da temporada.

E outra: as melhores sitcoms da atualidade, quem diria, são Parks and Recreation e Community: duas séries que começaram tímidas, mas que estão dando um verdadeiro banho nas veteranas. Esta última, inclusive, atingiu o status de obra-prima com o último capítulo exibido (1×23: Modern Warfare), como bem lembrou o crítico e colega Pablo Villaça no Twitter. Já estou preparando o Season Pass delas e acho que é hora de dar mais espaço a elas aqui no blog a partir da próxima temporada.

Nurse Jackie (2×06: Bleeding):
Nurse Jackie (2×07: Silly String): Half Star
United States of Tara (2×06: Torando!):
United States of Tara (2×07: Dep. of Fucked Up Family Services):

Outra produção que apresentou uma constante melhora foi United States of Tara, que agora segue praticamente empatada com sua companheira de Showtime, Nurse Jackie. Estas, claro, são comédias (em sentido mais amplo) que certamente marcarão presença na próxima leva de premiações de Hollywood, ambas com destaque para as excelentes atuações de suas protagonistas Edie Falco e Toni Collette.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, FlashForward, Glee, Happy Town, House, How I Met Your Mother, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara, V Tags: , ,
25/04/2010 - 11:01

Episódios e Cotações

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Alerta de Spoiler - Brasil
FlashForward (1×15: Queen Sacrifice; 1×16: Let No Man Put Asunder): É inexplicável o tempo que FlashForward gasta com subtramas completamente desinteressantes como a da japonesa que vai ser mecânica no episódio Queen Sacrifice e essa eterna indefinição se ou como Mark vai matar Demitri. Os roteiristas utilizam várias táticas de enrolação e quando parece que a série avança, revelando a tal espiã dentro do FBI, vem outro episódio como o fraco Let no Man Put Asunder e regride tudo. É difícil se envolver com FlashForward.
Half Star

V (1×06: Pound of Flesh; 1×07: John May): V é uma série que consegue piorar substancialmente a cada episódio e eu constantemente me surpreendo com a qualidade cada vez mais rasteira dos efeitos especiais. Caso a condução da trama fosse competente a ponto de fazer o espectador se importar com Erica e seu pequeno timinho contra os “visitantes”, era até mesmo possível relevar este aspecto, mas não. Às vezes percebo que falta identidade em V. A série ora é trash, mas não assume, ora quer apresentar uma discussão político/social mais rebuscada, mas não consegue. Sinceramente, torço para que seja cancelada logo.

House (6×16: Lockdown): Eu gosto muito dos episódios de House que saem do esquema “caso da semana” e exploram um pouco mais da vida dos médicos do Princeton-Plainsboro. Dirigido pelo próprio Hugh Laurie, o capítulo foi interessante e permitiu, através do confinamento forçado no hospital, o desenvolvimento de algumas histórias pessoais que estavam estagnadas. É fato que Lockdown teve um sensível problema de ritmo (notavelmente nas maçantes cenas com Foreman e Taub), mas que no geral conseguiu destoar positivamente do baixo nível desta morna 6ª temporada.
Half Star

Editorial: Encerrei por ora A Semana em Série no blog. Vários leitores reclamavam do pouco destaque conferido a algumas séries e agora as resenhas dos episódios serão postadas de forma isolada e ao longo da semana, como fiz com Treme, LOST, Fringe, Glee, 24 e The Good Wife. Acredito que desta forma a cobertura ficará menos engessada, permitindo também que outras produções tenham eventualmente mais espaço, seja nestas considerações ou abaixo nas cotações, que indicarão com estrelas o andamento dos episódios de várias séries que assisti recentemente. Ao final da atual temporada falarei, é claro, de forma detalhada sobre estes e outros dramas e comédias nos posts do Season Pass.

Episódios Recém Assistidos e Cotações:

30 Rock (4×15: Don Geiss, America and Hope):
30 Rock (4×16: Floyd):
30 Rock (4×17: Lee Marvin vs. Derek Jeter):
30 Rock (4×18:Khonani):

Este definitivamente não é o ano mais forte de 30 Rock. Tina Fey e equipe andam dando umas deslizadas, criando algumas piadas que simplesmente não funcionam e a trama – já com a temporada bem avançada – não se define direito. É claro que os momentos geniais como a abordagem do caso Conan O’Brien x Jay Leno na NBC utilizando faxineiros ainda ocorrem, mas estão menos recorrentes.

The Office (6×18: St. Patrick’s Day): Half Star
The Office (6×19: New Leads):
The Office (6×20: Happy Hour):
The Office (6×21: Secretary’s Day): Half Star

Ao contrário de outras séries de comédia que começam a perder o fôlego à medida que avançam, The Office só consegue se amadurecer e ficar cada vez melhor. Depois de conferir um bom destaque ao casal Jim e Pam com o casamento e o bebê, a temporada segue num bom ritmo, agora focando no casal Andy e Erin e nas personagens menores. A temporada continua excelente!

How I Met Your Mother (5×17: Of Course):
How I Met Your Mother (5×18: Say Cheese): Half Star
How I Met Your Mother (5×19: Zoo or False): Half Star
How I Met Your Mother (5×20: Home Wreckers): Half Star

É uma pena que How I Met Your Mother esteja tão inconstante. Episódios bobíssimos como este Zoo or False não fazem jus ao que a comédia já construiu até hoje. Isso sem contar que, salvo por esse último Home Wreckers, a série mais uma fez finge esquecer sua trama principal, o que no final das contas acaba sendo um pouco frustrante.

The Big Bang  Theory (3×17: The Precious Fragmentation):
The Big Bang Theory (3×18: The Pants Alternative):
The Big Bang Theory (3×19: The Wheaton Recurrence): Half Star

A comédia dos nerds continua em seu melhor momento e finalmente deram um jeito de separar o insosso casal Leonard e Penny. Sheldon segue imbatível e as referências culturais, como naquele divertido episódio do Senhor dos Aneis, estão cada vez melhores.

Nurse Jackie (2×01: Comfort Food):
Nurse Jackie (2×02: Twitter):
Nurse Jackie (2×03: Candyland):
Nurse Jackie (2×04: Apple Bong):
Nurse Jackie (2×05: Caregiver):  Half Star

A 2ª temporada de Nurse Jackie já chegou mostrando a que veio, revirando a vida de Jackie Peyton de cabeça pra baixo com seus problemas familiares que somente se intensificam e a constante ameaça de seus segredos – o vício em medicamentos e o amante – virem à tona. Mas, claro, ela continua sendo a santa salvadora que age de forma às vezes controversa, mas louvável, em seu dia a dia no All Saints Hospital.

United States of Tara (2×01: Yes): Half Star
United States of Tara (2×02:  Trouble Junction):
United States of Tara (2×03: The Truth Hurts):
United States of Tara (2×04: You Becoming You):
United States of Tara (2×05: Doin’ Time):

No 2º ano de United States of Tara eu ainda acho que Diablo Cody não sabe muito bem o que fazer com a protagonista, introduzindo novos alters sem resolver bem a questão dos antigos. As melhoras substanciais vieram nos episódios mais recentes e com esta “nova” forma de Tara interagir com as outras personalidades, que começaram a aparecer de forma simultânea e consciente com a principal.

Treme (1×02: Meet De Boys on the Battlefront): Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, FlashForward, House, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Office, Treme, United States of Tara, V Tags: , ,
26/03/2010 - 00:01

Renovações e Cancelamentos de Séries: As Chances

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Esta semana a publicação Entertainment Weekly atualizou a lista com as probabilidades de cancelamento e renovação das produções atuais. As séries americanas, em sua maioria, são produzidas por companhias e estúdios sob encomenda dos canais de televisão que as custeiam. Assim, vários fatores, mormente econômicos, influenciam nas decisões sobre a continuação ou não de determinada atração. Todo ano, por volta do mês de Maio, os canais abertos de lá realizam o chamado Upfront, que é o anúncio oficial do lineup das próximas temporadas para a imprensa e anunciantes, com destaque especial o Fall Season, período no outono americano onde se concentram as maiores estreias. Confira o sumário das chances de cada uma, além da lista das que já sabemos que estão renovadas ou canceladas para a próxima temporada:

Séries Oficialmente Renovadas: Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Amazing Race, The Big Bang Theory, The Good Wife, How I Met Your Mother, NCIS: Los Angeles, Survivor, Two and a Half Men, American Dad, Bones, The Cleveland Show, Family Guy, Glee, Fringe, The Simpsons, 30 Rock, Community, Friday Night Lights, Law & Order, The Office, Parks and Recreation, 90210, America’s Next Top Model, Gossip Girl, Smallville, Supernatural, The Vampire Diaries, The Apprentice, Undercover Boss. [atualizado 30/03] Castle.

Séries Com Boas ou Grandes Chances de Renovação: Com boas chances temos CSI: NY, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Lie to Me, Celebrity Apprentice e, com grandes chances, temos Brothers & Sisters, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy, Private Practice, Criminal Minds, CSI, CSI: Miami, The Mentalist, NCIS, American Idol, House, Law & Order: SVU.

Séries com 50% de Chances de Renovação: Accidentally on Purpose, Medium, The New Adventures of Old Christine, Rules of Engagement, Human Target, Chuck, Heroes, Mercy, Life UneXpected, One Tree Hill.

Séries em Risco de Cancelamento ou Praticamente Canceladas: Better Off Ted, FlashForward, The Forgotten, Cold Case, Numb3rs, Brothers, Trauma, Melrose Place e V. Na TV paga: Damages.

Séries Oficialmente Canceladas: Hank, Ugly Betty, LOST, Three Rivers, Dollhouse, Past Life, ‘Til Death, Scrubs, The Deep End, Raising the Bar, 24 Horas. Na TV paga: Saving Grace, Nip/Tuck, Monk.

Vale lembrar que as séries de TV a cabo Californication, Dexter, Nurse Jackie, United States of Tara, Weeds, Big Love, Bored to Death, Entourage, Hung, In Treatment, The Ricky Gervais Show, True Blood, Mad Men, Breaking Bad, Sons of Anarchy, Burn Notice, Royal Pains, The Closer, Men of a Certain Age, Spartacus: Blood and Sand, Party Down, Greek, Secret Life of the American Teenager, Secret Diary of a Call Girl, White Collar e HawtoRNe já estão com novas temporadas garantidas e/ou prontas para estrear nos próximos meses nos EUA! O status de outras produções não mencionadas acima não foram publicados pois não existem informações contundentes e/ou oficiais a respeito.

Nota explicativa: em termos técnicos, uma série é considerada “cancelada” quando sua produção é suspensa definitivamente, independente do motivo, seja por encerramento planejado pelos showrunners ou por imposição do canal. Algumas séries canceladas podem ser “salvas” por um canal rival, mas isso é raro de ocorrer.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, Accidentally on Purpose, American Dad, American Idol, Better Off Ted, Big Love, Bones, Bored to Death, Breaking Bad, Brothers, Brothers & Sisters, Burn Notice, CSI, CSI:Miami, CSI:NY, Californication, Canais, Cancelamentos, Castle, Chuck, Cold Case, Community, Cougar Town, Damages, Desperate Housewives, Dexter, Dollhouse, Entourage, Fall Season, Family Guy, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, Hank, HawtoRNe, Heroes, House, How I Met Your Mother, Human Target, Hung, In Treatment, LOST, Law & Order: SVU, LiGado em Série Responde, Lie to Me, Life UneXpected, Mad Men, Medium, Melrose Place, Men of a Certain Age, Mercy, Mid Season, Modern Family, NCIS, NCIS: Los Angeles, Notícias, Numb3rs, Nurse Jackie, Old Christine, Parks and Recreation, Party Down, Past Life, Private Practice, Raising the Bar, Reality TV, Royal Pains, Rules of Engagement, Scrubs, Secret Diary of a Call Girl, Smallville, Sons of Anarchy, Spartacus: Blood and Sand, Supernatural, Survivor, The Amazing Race, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Cleveland Show, The Closer, The Deep End, The Forgotten, The Good Wife, The Mentalist, The Middle, The Office, The Simpsons, The Vampire Diaries, Three Rivers, Trauma, True Blood, Two and a Half Men, Ugly Betty, Undercover Boss, United States of Tara, V, Weeds, White Collar Tags: , , , , , ,
12/03/2010 - 00:01

How I Met Your… Big Bang Theory!

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Alerta de Spoiler - Brasil
Conforme combinado, aqui vão alguns comentários sobre os episódios das últimas semanas nas comédias da CBS:

bmotherHow I Met Your Mother (5×15: Rabbit or Duck; 5×16: Hooked): How I Met Your Mother tem a às vezes agradável mania de erguer toda a narrativa de um episódio em torno de uma piada, como aconteceu em Rabbit or Duck. E digo “às vezes”, pois quando a piada é ineficiente, somos obrigados a aturar um capítulo inteiro com a mesma punchline. Adoro a sensibilidade que a comédia tem para fazer graça com relacionamentos, mas dessa vez não funcionou. Pelo menos Hooked conseguiu ser mais ágil com Ted bancando o “estepe” de uma representante comercial de medicamentos (a profissão atual que tem mais garotas gostosas, segundo Barney) interpretada por Carrie Underwood (American Idol). Mas e aí, duas semanas e nem uma menção sequer da “mãe”? Odeio bater nessa tecla, mas é fato que esta série é muito mais saborosa quando as referências da futura esposa de Ted aparecem aqui e ali. Am I right?
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×15: The Large Hadron Collision; 3×16: The Excelsior Acquisition): A boa fase de The Big Bang Theory simplesmente não acaba! Estes mencionados episódios foram excelentes, começando pela ótima dinâmica com Sheldon infernizando o insosso relacionamento entre Penny e Leonard com aquela viagem para ver o tão famoso colisor de partículas suíço em pleno Valentine’s Day. Texto afiado e cheio de sacadas a cada minuto. Mas quem acabou indo? Raj (agora, aquela “paisagem” com os alpes suíços no hotel ficou parecendo um projeto escolar da filha do cenógrafo – reveja)! Já o The Excelsior Acquisition elevou o nível com Sheldon desacatando o juiz, numa das cenas mais engraçadas da temporada que culminou na prisão do nerd. Eu só achei que poderiam ter tirado  mais da hilária situação, não? Adoraria vê-lo tirando um daqueles marginais do sério. O episódio ainda foi lotado de referências pop/cool/geeks graças à participação de Stan Lee. Semana após semana eles vêm dando um show de comédia!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Na próxima Semana em Série falarei dos últimos de The Office e 30 Rock!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , , ,
12/02/2010 - 02:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
b2424 (8×06: Day 8 9:00 PM – 10:00 PM): Bom, acho que não tenho como fugir: este episódio de 24 foi realmente fraco. São apenas 9h da noite em NY (aliás, é em NY mesmo?) e parece que estamos de madrugada, já que quase nada de relevante aconteceu! A introdução de mais um time de vilões, os russos, acabou se revelando precipitada e prejudicou a interessante trama com a negociação que vinha sendo travada entre o presidente Hassar e os EUA na ONU. Este é o segundo episódio seguido que Jack e Rene estão na “trilha” das armas nucleares, mas desta vez não avançaram bem  na investigação, o que pode ser atribuído como uma séria preguiça dos roteiristas (aturamos Jack Bauer no carro semana passada, mas agora já é demais, não?). Na CTU tudo também está parado, com a ação concentrada nas escapadas de Dana para lidar com o ex-namorado criminoso (de novo). Eu estava bem empolgado até agora, mas esta hora deixou muito pouca coisa a repercutir e me decepcionou bastante.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×02: The Dog is Happier Without Her): O segundo episódio desta temporada de Damages ainda está com a missão de estabelecer bem o mistério para depois começar a resolvê-lo e isso eles sempre souberam fazer muito bem. De longe, o mais interessante não é nem o comprometimento do misterioso Joe Tobin com o escândalo financeiro do pai, mas sim testemunhar o gradual envolvimento de Tom Shayes nesta sórdida história que, muito em reve, custará sua vida. Bom também ver o crescimento de Martin Short na trama como advogado da família, já que ele tem sempre que jogar em diversos lados sem mostrar que sabe mais do que mostra. Não gostei, contudo, dessa Patty Hewes menos “litigiosa” do que o comum, principalmente com relação ao seu infiel marido no processo de divórcio. The Dog is Happier Without Her, apesar de não ter sido um capítulo com a usual dose de cenas e revelações chocantes, acabou terminando muito bem com aquele cliffhanger. Afinal, quem realmente é Danielle Marquetti e qual será o envolvimento dela nisso tudo? Estou curioso.
Cotação Bruno Carvalho:

bbigloveBig Love (4×04: The Mighty and Strong): O que Bill queria? Sério! Qual é a dele? No momento em que ele escolhe viver segregado da sociedade com três esposas, filhos de várias idades com várias mulheres criados num lar onde há uma evidente subversão da noção de família, ele precisa ser mais flexível quando explode uma situação como a de seu filho mais velho apaixonado por uma das irmãs-esposas. Ora, se o próprio exige dos outros que o ciúme seja posto de lado e engolido num casamento plural, como ele pode ser tão rígido com Ben e Margene? Isso seria algo absurdo, sim, mas para uma família tradicional! Mas é claro que seu conservadorismo republicano e seu velado fundamentalismo religioso falariam mais alto e o sujeito praticamente expulsou o filho de casa – algo que seu próprio pai também o fizera. Mas isso é só um problema a mais pra Bill resolver, já que ele foi mesmo à diante com sua candidatura ao Senado Estadual. A temporada está apenas tomando forma: tem o caso do contrabando de aves silvestres de Lois, Don tendo que se expor para proteger o segredo do chefe, os escusos interesses de JJ “juntando-se” com a mãe de Nikki e ainda as escapadelas de Alby com o curador dos bens da Juniper Crrek. Big Love, que começou como um drama peculiar sobre uma família mórmon, agora está cada vez mais tensa e imperdível!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×13: State of Love and Trust): Shonda Rhimes está com tudo nesta 6ª temporada, não? Derek Sheppard finalmente assumiu o cargo de diretor interino do Seattle Grace Hospital enquanto o Chief está inepto a realizar seu trabalho em virtude do alcoolismo. Mas a atividade de chefiar a equipe se mostrou muito mais difícil do que poderíamos imaginar, pois tudo que poderia dar errado no 1º dia de McDreamy no comando deu, inclusive uma paciente acordar no meio de uma cirurgia e ficar traumatizada. E vamos combinar que o grande destaque da primeira metade do episódio foi o discurso de Miranda Bailey para o anestesista, digno dos tempos áureos da “Nazi”. No entanto, quem carregou mesmo o capítulo até o final foi Sandra Oh, mais uma vez com uma interpretação digna de vários Emmys, numa jornada emocionalmente desgastante em defesa de seu maior amor: a cirurgia. Ela, sem dúvida, resgatou seu brilho e grande parte da história da série, relembrando até mesmo Preston Burke. Christina Yang é a personagem mais forte de Grey’s Anatomy, merece todo este destaque e mais. E Izzie, hein? Alguém sentiu falta dela? Eu não.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×13: Bad): Se você não começou a dar a devida atenção a The Good Wife, comece. A série vem num bom ritmo desde a sua estreia, e este capítulo conseguiu contar e concluir muito bem dois casos, sem esquecer também da história principal envolvendo o julgamento de Peter. Na trama que envolvia a defesa do empresário que supostamente assassinou sua esposa, o episódio trouxe diversas reviravoltas – ora apontando a filha do casal como a verdadeira responsável e ora indicando que Alicia e o Stern, Lockhart & Gardner ajudaram o marido criminoso a se safar. Outro ponto positivo foi o de não estereotipar Diane – uma autêntica democrata – ao colocá-la não apenas considerando a possibilidade de adquirir uma arma de fogo para se defender de um criminoso que a persegue, como também ligeiramente seduzida pela ideia, ainda que publicamente contra. Mas o que eu gostei mesmo de ver foi a movimentação entre Childs e Florrick, explicando melhor os fatos que levaram a condenação deste (a receptação de favores sexuais em troca do arquivamento de alguns casos que o promotor cuidava) e as diversas inconsistências que apontam uma conspiração que se aproveitou das indiscrições do marido da boa esposa. Bad, por todos estes motivos, foi um episódio admirável, que trouxe grandes avanços na trama e se desenvolveu de forma fluida e nada atribulada. O melhor da série até agora.
Cotação Bruno Carvalho:

bhouseHouse (6×12: Moving the Chains): Poxa, o que aconteceu com House? Que temporada inconsistente! Começou muito bem, piorou, melhorou e agora piorou de novo. Parece que eles não definiram que linha seguirão este ano e nós espectadores acabamos sendo punidos por conta disso. O caso médico foi isolado e aborrecido, a introdução de uma nova personagem – o irmão de Foreman – foi desnecessária e nem mesmo o tal mistério sobre as pegadinhas na casa de Wilson e House foi interessante. Enfim, temos grandes intérpretes, ótimos papeis e um roteiro fraco. E nós sabemos que eles são capazes de mais! Poxa, cadê as histórias bacanas que vimos em Broken e Epic Fail ou nos episódios criativos que brincam com a estrutura narrativa da série como o lendário Three Stories? Às vezes acho que House poderia ser um drama médico infinitamente melhor se tivesse menos episódios como uma série de TV paga americana, pois este me pareceu pura preguiça e enrolação. O pior é que eu já vi o próximo (5 to 9) e sei o quanto eles podem ser fenomenais quando querem, o que torna ter que ver capítulos como este ainda mais frustrante.
Cotação Bruno Carvalho:

Outras Cotações:

bteoryThe Big Bang Theory (3×13: The Bozeman Reaction; 3×14: The Einstein Approximation) Estes dois episódios mantiveram a série em seu ótimo momento e descobrimos mais uma paranoia de Sheldon, desta vez com a segurança de seu apartamento que fora roubado em The Bozeman Reaction. Mas The Einstein Approximation superou as expectativas como um dos melhores da temporada, retratando o “bloqueio mental” do nerd mor e a impagável cena do Bazinga na piscina de bolinhas.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bmotherHow I Met Your Mother (5×13: Jenkins; 5×14: The Perfect Week): Para um episódio que seguiu o ótimo Girls Vs. Suits, Jenkins foi satisfatório, contando ainda com a agradável participação de Amanda Peet (Studio 60) atormentando o já bizarro relacionamento entre Lilly e Marshall. Eu gostei mais de The Perfect Week, que trouxe Barney em mais uma de suas aventuras sexuais (ficar com uma garota por noite durante uma semana), já que o elenco estava mais afiado e entrosado. É uma pena, contudo, que deixaram de lado a história da “mãe” mais uma vez, conforme esperado.
Cotação Bruno Carvalho:

bofficeThe Office (6×13: The Banker; 6×14: Sabre): Eu sinceramente não entendi o motivo de um episódio de recap no meio da temporada, como foi o The Banker. Soou preguiçoso da parte deles, ainda mais que esta aquisição da empresa Sabre ainda não colou. De qualquer forma, vai ser interessante a Dunder Mufflin tendo que se adaptar à rotina dos novos donos, ainda mais com a excelente Kathy Bates como nova CEO. Por enquanto, o episódio Sabre deixou apenas a promessa.
Cotação Bruno Carvalho:

b30rock30 Rock (4×11: Winter Madness; 4×12 Verna): 3o Rock trouxe dois bons episódios nas últimas semanas, mas nada de excepcional. Winter Madness foi divertidinho, mas não curto muito as storylines centradas em convidados especiais como esta com Julianne Moore, pois sabemos que não vão durar. Melhor quando o guest star vira um mero “acessório” da série, como já ocorreu diversas vezes. Verna foi mais divertido com a história da mãe louca de Jenna (o que explica muito como ela é) e aquela excelente paródia do filme Atividade Paranormal no apartamento de Liz. MVP para Judah Friedlander, que é uma espécie de “Creed” de 30 Rock.
Cotação Bruno Carvalho:

Bom carnaval pra todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Big Love, Damages, Greys Anatomy, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife, The Office Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
21/01/2010 - 00:01

How I Met Your… Big Bang Theory!

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Alerta de Spoiler - Brasil
bmotherHow I Met Your Mother (5×12: Girls vs. Suits): Sem dúvidas How I Met Your Mother comemorou seus 100 episódios em grande estilo! E não me refiro somente ao mega musical sobre ternos versus garotas protagonizado por Barney Stinson e pela turma, mas sim à importante e agradável participação da estonteante Rachel Bilson (The OC) como a amiga e colega de quarto da mãe dos filhos de Ted. E neste capítulo especial, pela primeira vez a série chegou ao mais próximo de sua derradeira revelação. Mas mais do que isso, o capítulo fluiu muito bem contanto histórias inteligentes e interessantes, que infelizmente estão cada vez mais escassas nesta comédia, tenho que ressaltar. Uma pena, ainda, que Bilson não tenha se revelado como a “prometida” de Ted como se esperava, pois seria muito bom vê-la neste papel! O mistério continua! De qualquer forma, espero que este excelente episódio não se torne a exceção da temporada ou fique apenas naquele “pé”.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1251

bteoryThe Big Bang Theory (3×12: The Psychic Vortex): A cada episódio de The Big Bang Theory eu fico com mais antipatia de Leonard. Sério. Não sei se é pela interpretação linear de Johnny Galecki ou se esta é a intenção dos criadores e roteiristas Chuck Lorre e Bill Prady. Enquanto todos os outros nerds, especialmente Sheldon, apresentam falhas de caráter que são compensadas pela autenticidade de suas personagens (tornando-os divertidos), o mesmo não acontece com Leonard e seu papel na trama não anda mais servindo nem como escada cômica. Pra piorar, isso acaba ainda enfraquecendo Penny, que tem que aguentar as mesquinharias irritantes dele. Me lembra às vezes o Ross de Friends e sua mania de querer sempre ser o “certo”, mas só que Leonard é chato. Torço para o fim deste casal insosso, cujas storylines parecem ter se esgotado. Por fim, mais uma vez o episódio precisou ser salvo por Sheldon e sua já característica falta de tato com o sexo oposto. A cena em que ele literalmente deixa uma garota excitada em sua própria cama e vai dormir no quarto ao lado chegou a ser inexplicável de tão absurda (e hilária)! Afinal, será que o “nerd mor” vai um dia arrumar uma namorada?
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Amanhã Na próxima semana, a volta da Semana em Série em edição dupla e com as estrelas (atendendo a pedidos)!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
22/12/2009 - 03:21

A Última ‘Semana em Série’ de 2009 no Ar!

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Alerta de Spoiler - Brasil
O ano chegou ao fim, assim como a nossa cobertura semanal do Fall Season! Seguem os comentários dos últimos episódios de 2009 e agora é só começar a contagem regressiva para o Mid Season 2010! Agradeço sua visita e, por que não, o seu comentário! Bora?

bfringeFringe (2×10: Grey Matters): Como era esperado, Fringe encerra a primeira parte desta temporada com um episódio não menos do que espetacular, cujo protagonista foi justamente o enigmático cérebro do Dr. Walter Bishop. Sórdido? Isso é pouco para este drama, já que descobrimos que para preservar o segredo da construção do portal dimensional, o velho doutor teve pedaços de sua massa encefálica cirurgicamente retirados e preservados na cabeça de terceiros. E como peças de quebra-cabeça, as partes do cérebro de Bishop quando juntas começaram a formar uma imagem mais clara não só do que está por vir, como também do que acontecera com sua própria sanidade. O clima de tensão, o sequestro e a quase morte de uma das personagens mais queridas da TV foram apenas um plus neste capítulo rico e carregado da mitologia da série. E justo quando pensávamos que não podemos mais ser surpreendidos, William Bell faz mais uma de suas incríveis aparições para dar mais um giro de 180º na trama. Fall finale perfeito para uma série que só cresce!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bmotherHow I Met Your Mother (5×10: The Window; 5×11: Last Cigarette): Antes inteligentes, oportunos e divertidos, os episódios com contos isolados de How I Met Your Mother ultimamente vêm chovendo no molhado. Estes dois últimos foram ótimos exemplos disso: o primeiro com um caso bobo da “janela de oportunidade” para Ted conquistar uma garota (num total desperdício da linda atriz Joanna Garcia) e o outro com a desnecessária e repetitiva historinha do “último cigarro”, numa piada que, mais uma vez, se estendeu por tempo demais até o ponto de ficar insuportável. Já está na hora da comédia engatar em mais um arco episódico e, quem sabe, começar a falar pra valer sobre a “mãe” de forma mais direta sem ser sobre o tal guarda-chuva que passa ou a classe que ela frequenta… Quero muito ver esta série terminar enquanto ainda é capaz de despertar nosso interesse e simpatia.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×10: The Gorilla Experiment; 3×11: The Maternal Congruence): Estes dois excelentes episódios de The Big Bang Theory provaram que a série não precisa de nada mirabolante para funcionar. No primeiro, apenas a interação Sheldon + Penny foi suficiente para render ótimos momentos explorando um novo tipo de relacionamento entre os dois: professor e aluna. E mesmo como a constante da “burrilda” da turma, Penny está se integrando melhor (graças ao roteiro, claro) deixando de lado as simples “caras e bocas”, participando de forma mais ativa e orgânica nas histórias. A atriz Kaley Cuoco, inclusive, vem dando um show de interpretação ao lado de Jim Parsons e Simon Helberg, demonstrando crescimento. Mas o melhor, claro, foi a volta de Christine Baranski (de The Good Wife) no infame e genial papel de Beverly, a mãe de Leonard. Pena que não renderam mais aquele beijio entre ela e Sheldon…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×10: Lifeguard): O que motiva as diversas ações dos seres humanos, ainda mais quando estes estão agindo em nome do Estado? Foi esta a pergunta que o episódio Lifeguard propôs ao retratar o caso de um juiz que supostamente sentenciava utilizando-se da seleção racial, impondo penas mais severas a adolescentes contraventores negros. E mesmo com todos os indícios apontando para esta inevitável conclusão, foi o arrogante associado Cary Agos que conseguiu olhar além das evidências óbvias para achar a verdadeira motivação do comportamento do magistrado: dinheiro. Acertadamente, a série também desvencilhou-se do “investigativo” para apresentar, ainda, um subtexto sobre os bastidores obscuros e nada amigáveis que envolvem a indicação de juízes de condado nos EUA. MVP para Christine Baranski que vem provando ser uma atriz versátil e com recursos, seja vivendo papeis cômicos e descolados (como o de The Big Bang Theory que mencionei acima), e aqui como a sênior e justa sócia Diane. The Good Wife encerra o fall como uma positiva surpresa nesta fraca temporada de boas novidades.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×10: Dogtown; 3×11: Comings & Goings, 3×12: Mia Culpa): É uma pena que a 3ª temporada de Californication se desenvolveu num ritmo tão bom apenas até chegar no episódio The Apartment, quando Hank foi confrontado por todas as “suas” mulheres. De lá para o finale, a comédia perdeu o foco, entrou em storylines caídas como a Charlie e Marcy (ignorando completamente a ótima Kathleen Turner), além dessa da família Moody se mudar pra NY, que nunca convenceu (afinal, a série não se chama “NYnication“). Pior de tudo é a enrolação com episódios vazios para que, apenas no último, a personagem Mia retornar colocando tudo de pernas pro ar. Realmente o capítulo Mia Culpa foi intenso e atípico, mas por que esperar tanto para que a história da a verdade sobre o livro plagiado na 1ª temporada emergisse? Foi uma jogada preguiçosa e arriscada dos roteiristas, pois em nenhum momento a série caminhava para esse desfecho. Os laços de Hank com sua família estão por um fio e o futuro é imprevisível. Um bom final, sem dúvidas, mas para uma mediana temporada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×09: Wilson): Este último episódio de House do ano funcionou mais como um curioso exercício narrativo do que como um capítulo verdadeiramente essencial para a trama. Focada completamente em Wilson e no ponto de vista desta querida personagem, a série contou uma história sensível sobre o envolvimento visceral que o profissional tem com seus pacientes, quase como um “anti-House”. Interessante, inclusive, foi testemunharmos que a equipe do infectologista parece ainda mais louca se observada fora de um contexto, seja quando Foreman, Taub e Chase passam correndo com um paciente após um diagnóstico errado ou quando House inexplicavelmente aparece completamente ensopado (e não estava “chovendo no corredor”). Ainda assim, o episódio Wilson quis comover de forma forçada e inorgânica com aquele transplante no terceiro ato. Sim, tudo bem que Wilson é um altruísta por natureza, mas talvez eles poderiam ter inserido este grande gesto sob um prisma diferente e em um momento mais importante para esta (ótima) série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bofficeThe Office (6×11: Scott’s Tots; 6×12: Secret Santa): Eu sempre me impressiono com a capacidade que The Office tem de manter não apenas sua qualidade e a sua essência sem jamais se desgastar. Scott’s Tots trouxe à baila a promessa que Michael fez de forma absurdamente impensada e impulsiva a um grupo de crianças há 10 anos. Imaginando seu futuro como um importante executivo (e não como um gerente da filial de uma empresa à beira da falência), ele garantiu custear o ensino superior de uma turma inteira e agora teve que literalmente dar a cara à tapa e contar a verdade. Impagável vê-lo, ainda, tentar compensar a falta distribuindo baterias econômicas para notebook! Já Secret Santa veio como um dos melhores especiais de natal da série, trazendo um excelente desfecho para os 12 primeiros episódios da temporada, com direito a um festival de piadas politicamente incorretas (a maioria envolvendo religião) e muita vergonha alheia como só esta série sabe fazer. The Office pode facilmente durar mais de 10 temporadas com uma equipe tão talentosa como esta!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×10: A561984): Eu estou muito surpreso com FlashForward. Surpreso ao constatar como uma grande equipe de roteiristas e produtores conseguiu estragar uma série com uma premissa tão interessante em apenas dez episódios. Ora, até o mago do “tiro no pé” Tim Kring (Heroes) levou mais tempo que isso. A561984 foi risível, a começar por aquela entrevista coletiva “esclarecendo” o apagão global cuja execução denotou claramente a falta de refinamento do texto e conseguiu remover o (pouco de) mistério que ainda circundava a (não mais) enigmática organização. Mas eles conseguiram ir além no quesito “fundo do poço”: os agentes Mark e Dimitri, no meio de toda essa confusão, largaram a investigação e voaram para Hong Kong portando apenas uma gravação de voz, para cuidar de um assunto extremamente pessoal (o assassinato deste último). E como bem apontou a colunista Claudia Croitor, em 10 minutos em uma das maiores megalópoles do mundo eles acharam a tal responsável pela ligação. Também tivemos o incompreensível caso da mulher de Dimitri que, de um episódio pro outro, descobre que estava no velório de seu marido e não em seu próprio casamento. Chamar isso de barra forçada é pouco. Se eu continuar a enumerar tudo que está errado em FlashForward, a resenha não terá fim, tamanhos os furos na peneira destes roteiristas. Eu posso dizer, contudo, o que está certo na série: pararem a produção para tentar salvar este naufrágio criativo, se der tempo. Eles têm até Março, quando o canal retornará com inéditos.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgleeGlee (1×13: Sectionals): Até que enfim, não? Em seu fall finale, Glee nos lembrou novamente a que veio com um capítulo empolgante, justamente porque focou no campeonato musical em vez de gastar linhas com bobagens, como vinha reiteradamente fazendo. Além disso, os arcos que estavam se arrastando tiveram boas conclusões, como a descoberta do verdadeiro pai do bebê de Quinn, o fim do relacionamento-incógnita de Emma com o professor de educação física e o início pra valer do romance entre esta e o Sr. Schuester, apesar dos clichês. Mas o destaque de Sectionals foi mesmo a música e os números bem produzidos e ensaiados que, no final, acabam compensando os problemas narrativos que a série tem. O destaque, claro, ficou com Lea Michelle e seu talento musical, apesar da dublagem e excessiva pós-produção de voz (que continuo achando desnecessárias). Glee, pelo visto, não passará de uma boa comédia musical com seus momentos catárticos e um texto linear (longe de ser medíocre, mas igualmente longe de ser genial). Às vezes isso é o suficiente para garantir uma prazerosa diversão, não é mesmo? A série cumpriu o que propôs, mas infelizmente só volta no dia 13 de Abril nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho:

30 Rock (4×06: Sun Tea, 4×07: Dealbreakers Talk Show #0001, 4×08: Secret Santa): Essa review tríplice de 30 Rock me despertou para um fato: a comédia não está conseguindo me empolgar e eu simplesmente esqueci de comentá-la na última Semana em Série. Sun Tea foi um episódio atribulado, com várias tramas paralelas que, no final, não funcionaram, especialmente a do tal chá de Frank. Os momentos geniais, claro, estão presentes, como a sitcom no sonho de Tracy e a das imagens em HD, mas cada vez mais escassos. E se a participação de Al Gore foi legal em Greenzo, ela foi completamente sem graça agora, repetindo a mesma piada (ainda que assumidamente). Mas meu problema maior foi com o talk-show de Liz Lemmon, que poderia ter rendido um belo arco nesta temporada e foi extremamente sub-aproveitado, tal qual ocorreu com a ponta que a atriz Julianne Moore fez como interesse romântico de Donaghy. A cada semana 30 Rock está atirando para todos os lados e, pior, sem precisar disso. Pelo menos Kenneth conseguiu salvar o dia com seu “amigo secreto” e a vingança divina. Tina Fey já esteve em dias melhores…
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×06: Stay, 4×07: In the Bag): Não é possível que uma série apresente episódios de qualidade tão alta como Friday Night Lights e seja completamente ignorada pelas premiações do ramo. Mesmo após chegar ao ápice dramático com o excelente The Son, o drama desenvolvido para a TV por Peter Berg tem a audácia (não achei palavra melhor) de se superar. Stay encerrou com honras a jornada de Matt Saracen na série, novamente me lembrando dos emocionantes momentos de Six Feet Under. Poxa, o que foi aquele final com o carro rumo ao horizonte ao som de Bob Dylan? E o mais fantástico é que mesmo dando adeus a uma grande personagem e a um grande intérprete, as outras tramas não deixam nada a desejar e continuam sendo muito bem construídas, seja com Tami Taylor na escola, com os desafios de Eric nos Lions ou retratando as dificuldades dos que foram “deixados para trás” como Landry e Julie. Todos são importantes em Friday Night Lights e praticamente não existe a figura do “escada”. Em In the Bagfoi a vez de Tim Riggins iniciar de vez o seu arco e sua ascensão na série será (ainda mais) notável. Tenho absoluta certeza disso.
Cotação Bruno Carvalho:

Foi muito bom ter vocês aqui acompanhando as resenhas semanalmente! Os comentários voltarão após a primeira semana de estreias do Mid Season. Fique de olho em nosso calendário pra saber quando a sua produção favorita vai retornar! Hasta luego!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Californication, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Glee, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife, The Office Tags: , ,
03/12/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×09: Hungry Man): Pronto. Os laços entre Dexter e Trinity se estreitaram a um ponto crítico e sem volta. Cada vez mais surpreso com o velho assassino, o sagaz analista sanqguíneo tratou logo de infiltrar-se mais uma vez no terreno do inimigo, bem no feriado de Ação de Graças. E esta “boa ação” dele de proteger o filho do tríplice matador respingou consequências nas duas famílias. Está claro que Dexter utilizou a defesa do primogênito como uma desculpa e a revelação de sua verdadeira face vai lhe causar sérios danos. Contudo, o que mais despertou minha curiosidade foi a reação de Trinity, que imediatamente largou a fachada que oprimia sua família e deu pra ver nitidamente o rosto de uma criança terrivelmente amedrontada. Na delegacia Debra descobriu uma importante pista com relação ao homicídio de Lundy que certamente deve estar ligada àquele inesperado parentesco. Teria o velho louco coagido sua filha mais velha para protegê-lo? Estaria explicado o súbito interesse da repórter em Quinn, Debra e no precinto de LaGuerta? Perguntas, perguntas e mais perguntas que vão ecoar em nossas cabeças. Por enquanto apenas dá pra saber com certeza que este foi mais um episódio fenomenal de Dexter!
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×04: A Sort of Homecoming): Em mais um excelente e emocionante episódio de Friday Night Lights nós tivemos uma noção ainda maior da dimensão do desafio que o treinador Eric Taylor tem pela frente. Quando ele assumiu os Panthers, por mais em baixa que o time estava, já existiam os apoiadores, o culto à camisa e a noção verdadeira de time. Com os Lions, até mesmo pagar os uniformes do próprio bolso ele precisou, já que a esquecida Dillon do Leste não está nem aí para o time que prosperou pela última vez há mais de duas décadas. Comovente, ainda, foi a atitude do líder de dar dinheiro do próprio bolso para a vaquinha que organizara pelas ruas do decadente distrito municipal. É um trabalho louvável, desgastante e que tem grandes chances de não ser reconhecido por ninguém. Parte do episódio também deu atenção à Matt Saracen, o underdog da primeira temporada que em breve deve se despedir da série, ainda mais com a morte de seu pai na guerra. Mesmo aquém dos capítulos anteriores, Friday Night Lights continua como um drama adolescente que opera num nível próprio e único, sempre se mostrando promissora.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

comment1193

bmotherHow I Met Your Mother (5×08: The Playbook; 5×09: Slapsgiving 2: Revenge of the Slap): A maioria dos episódios de How I Met Your Mother precisam ser encarados como uma crônica narrada pelo Ted do futuro em vez de uma mera descrição de fatos que aconteceram no passado. Esse é o ponto de partida para não condenarmos The Playbook, capítulo que foi sim exagerado demais em alguns momentos, mas extremamente divertido ao percorrer as diversas e absurdas “cantadas” que Barney Stinson acumulou ao longo dos anos de solteiro. Inverossímil, mas muito bem sacado. Pena que não posso dizer o mesmo de Slapsgiving 2 que ficou na parte “mala” dos episódios de Ação de Graças desse ano, com a desinteressante história do relacionamento de Lilly com seu pai que empalideceu o tão aguardado 4º tapa de Marshall. No fim ficou a impressão de que foi feito “muito barulho por pouco”. Essa era uma situação “legendária” que merecia ter sido muito melhor aproveitada pelo roteiro. É uma pena quando esta ótima comédia começa a ficar inconstante.
Cotação Bruno Carvalho:

bteoryThe Big Bang Theory (3×08: The Adhesive Duck Deficiency; 3×09: The Vengeance Formulation): Esta comédia é sempre divertida? É. Usa e abusa da mesma fórmula que a tornou um sucesso? Sem dúvidas. Aos poucos começo a perceber em The Big Bang Theory certa estagnação das personagens, algo que já é característico dos produtores e roteiristas Chuck Lorre e Bill Prady, responsáveis pela também constante Two and a Half Men. Na terceira temporada os pontuais sinais de desgaste começam a aparecer à medida em que as piadas e sacadas geniais vão ficando cada vez mais espaçadas. Estes dois últimos episódios foram bons, claro, mas ao final de cada um deles não fica uma vontade incontrolável de ver o próximo, pois mesmo sabendo que vem algo decente, seus episódios não fecham com cliffhangers instigantes. Depois que Sheldon fez sua vingança que acabou envolvendo a alta cúpula da universidade, seu emprego ficou ameaçado? Alguma consequência foi vislumbrada? Não. O episódio encerrou-se em si, ainda que facilmente poderiam ter encaixado algo ali para despertar no público um gostinho de “quero que venha o próximo logo”. Acredito que falta isso nesta série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Fecharei a semana com os comentários dos últimos V do ano, amanhã (vai ficar pra semana que vem, apagão em BH)!  Por enquanto, aguardo o seu comentário, como de costume!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dexter, Friday Night Lights, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , ,
19/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bmotherHow I Met Your Mother (5×06: Bagpipes; 5×07: The Rough Patch): Estes últimos dois episódios de How I Met Your Mother desenvolveram e encerraram muito bem o arco do romance entre Robin e Barney sem deixar que a coisa ficasse desgastada, como acontece com muitas séries. Trazendo à tona os problemas em Bagpipes, a comédia rapidamente pulou para o inevitável término do relacionamento do casal que tenta, mas não consegue ser cool quando está junto. E foi no excelente The Rough Patch que vimos o calvário dos dois para perceber o quanto faziam mal um ao outro, mas sem perder o bom humor de costume, já que Barney engordou horrores (exageradamente sob o ponto de vista do Ted futuro, claro) e Robin virou uma baranga totalmente sem noção. Eu já disse várias vezes e repito que How I Met Your Mother sempre se sobressai quando faz uma crônica inteligente sobre os diversos aspectos da vida. Show!
Cotação Bruno Carvalho:

bteoryThe Big Bang Theory (3×06: The Cornhusker Vortex; 3×07: The Guitarrist Amplification): Eu continuo achando que explorar o “relacionamento” entre Leonard e Penny no fim não faz bem pra The Big Bang Theory, justamente porque os dois juntos não convencem por nada. Assim, depois de cada episódio, seja quando a moça convida toda a galera pra ver futebol ou quando um amigo guitarrista está pra dividir apartamento com ela, a suposta ameaça que isso traria a Leonard não atinge o objetivo proposto (fora a química quase negativa dos intépretes John Galecki e Kaley Cuoco). Eu não me importo com o que vai ocorrer com eles e exatamente por isso acho que a comédia deveria focar mais no universo geek dos protagonistas do que em um romance desinteressante. A nota alta (costume nesta série), por enquanto, fica pra próxima.
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×07: Unorthodox): A ideia de uma justiça mais “flexível” e mutável é característica do common law adotado pelos EUA, onde não apenas a legislação é fonte do Direito, mas também as decisões de tribunais chamadas de precedentes. No Brasil não temos isso enraizado desta forma e por isso algumas situações em The Good Wife podem parecer forçadas, mas não são. E foi em um caso bastante inortodoxo que Alicia precisou desmascarar uma farsa que visava extorquir judeus ortodoxos. Estes, por obedecerem o shabath (período semanal em que os fieis estão proibidos de realizar qualquer tipo trabalho), supostamente causaram danos físicos a uma senhora por se absterem de consertar um fio que passava em sua propriedade. Nasceu aí uma interessante discussão jurídica sobre qual seria a lei prevalescente: o princípio constitucional de liberdade ao credo ou o dever de indenizar pelo ato culposo de acordo com a Lei civil. Apesar de muito bem conduzido como o anterior, o episódio pecou em seu ato final por evitar o debate, vertendo o caso mais uma vez para o lado “investigativo”. É aí que The Good Wife perde parte de seu charme, como se seus autores desistissem de concluir qual seria o caminho adotado para resolver a questão no tribunal. Fora isso, o drama segue intrigante, ainda mais agora que o filho da boa esposa retomou a busca por verdades envolvendo a prisão do pai. Tem uma boa história aí…
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×08: Playing Cards With Coyote): Ótimo! Genial! Espetacular! Eu simplesmente adorei a ideia que os produtores de FlashForward tiveram de fazer o pior episódio da série até agora. Ora, isso significa que, uma vez no fundo do poço, eles só tendem a subir e melhorar, (ou não?)! Começando com mais um “clipe musical” totalmente inadequado, Playing Cards With Coyote chegou ao cúmulo de mostrar uma cena onde os supostos responsáveis pelo apagão de todo o planeta decidem através de um jogo de cartas se vão ou não contar a verdade para o público (isso na frente dos outros jogadores e funcionários). Eu não sei o que ficou mais ridículo, se foi o canastrão Simon propondo a decisão do impasse no melhor estilo Cassino Royale ou se foi o até então coerente Lloyd aceitando o esdrúxulo “desafio”. Francamente não sei o que esperar mais de uma série que prometeu tanto e conseguiu fazer de tudo até agora, exceto cumprir o prometido: ser um bom drama de mistério. As histórias paralelas, então, como a da filha de Aaron que não morreu e a introdução de novos rostos a cada finale tornam essa bagunça cada vez mais maçante. Como eu falei, isso é bom, pois não vejo no meu flashforward como isso pode piorar. Do contrário, o futuro da série será tão inevitável quanto o daqueles que em 2010 não viram nada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Ah, sim. Gossip Girl e Brothers & Sisters deixam nossa cobertura semanal e passam para o Season Pass. A primeira porque simplesmente desandou muito nos últimos capítulos e a segunda, apesar de eu gostar muito, anda rendendo pouco assunto para repercutir (ou querem que eu discorra sobre a ceninha “Laços de Família” de Kitty Walker e seu câncer?). Aí podem perguntar:  ”mas FlashForward sempre recebe críticas negativas e continua, qual o critério?” Ora, o critério é subjetivo e julgo que mesmo ruim, o drama do apagão rende muito mais assunto (ainda que negativo), de forma que as resenhas não soam vazias. De qualquer forma, continuarei acompanhando todas as séries que “cancelo” aqui e mais pra frente falamos delas quando as pausas começarem, ok? Aguardo o seu comentário e amanhã tem a segunda parte!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Brothers & Sisters, FlashForward, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
28/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×04: From France With Love): Kitty com câncer. Kitty com câncer. Kitty com câncer e, ah, a Sarah voltou de viagem depois de ter um caso com um Francês porque… Kitty está com câncer. Ela mentiu sobre o motivo da volta antecipada porque Kitty está com câncer. Justin decidiu que vai ser um oncologista e foi tentar um estágio na área porque Kitty está com câncer. Nora Walker está mais neurada do que nunca porque Kitty está com câncer. Se isso é chato na resenha, imagina durante um episódio inteiro? Esse acontecimento virou o centro da série e soa como um ato desesperado dos roteiristas para tentar reerguer o drama que passou por uma severa crise criativa na 3ª temporada. Depois que a poeira da morte de William Walker baixou e que os “podres” que ele havia escondido no armário por anos vieram a público, faltam elementos para que a série volte a surpreender. Aí apelaram para essa doença e o drama segue sem perspectivas, sem cliffhangers e tremendamente água-com-açúcar. Sabemos que ela não vai morrer, então tudo fica parecendo procrastinação! Pena, pois é um excelente elenco desperdiçado.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×05: The Creepy Candy Coating Corollary): A divisão das personagens de The Big Bang Theory em “núcleos” está fazendo bem à comédia, pois quando todos estão juntos fica mais evidente o disparate entre a atuação de Jim Parsons com os demais. E se sozinhos Leonard e Penny não funcionam, bastou adicionar o fator Hollowitz como a “vela” da relação para que as situações fiquem divertidíssimas. Aquela cena no café-da-manhã com as interrupções inconvenientes do nerd carente foi demais! Mas é claro que no final das contas é Sheldon que sempre rouba a cena e, mais uma vez, o sujeito foi passado pra trás, só que desta vez pelo seu ídolo trekker, Will Wheaton! The Big Bang Theory continua explorando como nenhuma outra série o vasto universo da cultura pop.
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×05: Dual Citizenship): Um dos pontos positivos de How I Met Your Mother às vezes vira um problema: eles pegam uma piada e vão até o fim com ela. Isso é bom quando a história funciona, mas nos dois casos apresentados em Dual Citizenship, o resultado deixou a desejar. Pra começar, a ideia da viagem de Ted e Marshall à antiga pizzaria trash que gostavam foi até boa, mas no segundo bloco a piada já estava esgotada e previsível (especialmente quando envolvia Lilly). A mesma coisa aconteceu com Barney e Robin no caso da moça perder a noção de cidadania e ficar numa espécie de “limbo” civil, pois não sentia vínculos nem com EUA e nem com Canadá. Apesar de realizar uma leve crítica à “América” quando Barney aponta as diferenças entre os países (o sistema de saúde e a criminalidade, por exemplo), o episódio como um todo esmaece perante os primeiros desta temporada, que focaram mais na turma.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1170

bhouseHouse (6×05: Brave Heart): Uau! Já estamos no 5º episódio e os eventos de The Tyrant continuam repercutindo no hospital. Dá pra ver que Chase está no limite, vivendo um imenso conflito interno por ter matado o ditador africano. O que na hora pareceu a decisão mais certa no calor do momento, agora se tornou uma esgotante batalha moral consigo mesmo e com as pessoas que nele confiam, incluindo sua mulher e seus colegas de trabalho. E o pior de tudo é que ainda que ele tente confessar o que fez, acaba falhando porque o peso da notícia vai deixar enormes feridas. O caso da semana também foi excelente, começando pela perseguição de um bandido mestre em “parkour e revelando a displicência de um policial que achava que sua vida estava no fim por conta de uma doença incurável. E mesmo com a cabeça “cheia”, House, é claro, conseguiu dar um jeito. Eu apenas não entendi o propósito das vozes que o bom doutor anda ouvindo no quarto de Amber. Era mesmo só o Wilson “conversando” com ela? De qualquer forma, tenho certeza que mais alguma coisa interessante a série está preparando para nós… Mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgossipGossip Girl (3×06: Enough About Eve): Olha de uns tempos pra cá estou achando Gossip Girl uma tremenda baboseira. Às vezes sempre foi (sei que muitos vão concordar com isso), mas o fato é que antes a trama era, na maioria das vezes, coerente e entretia. Agora me parece que nesta nova temporada as personagens estão mais voláteis e de uma forma que não soa mais crível. Basta ver o comportamento de Blair e sua constante mudança de prioridades e a bagunça que a repugnante Vanessa aprontou apenas para discursar num brinde de um evento. Não li os livros e não sei se ela é assim na história original, mas na TV isso não está funcionando. Gossip Girl está “inho” demais. Dan e Olivia num romancinho, Chuck e Blair com uma briguinha, Serena e Carter com uma intriguinha e Nate continua avulso com seus probleminhas de família aristocrata que ninguém dá a mínima… Enough About Eve terminou com Blair e Vanessa juntas, depois de todo o mal que uma fez para a outra em poucos instantes. Eu não aguento mais muito tempo desse lero lero não… Andei assistindo 90210 e, apesar de não ser nenhum primor da TV, está com uma história bem mais concisa e sólida do que esta. Quem sabe é hora de trocar…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×05: Crash): Estou começando a achar que The Good Wife levará o troféu “fogo de palha” desta temporada. Poxa, este é o terceiro episódio seguido em que o drama está num verdadeiro marasmo. O caso do marido de Alicia não evolui em nada e os julgamentos da semana não apresentam, por exemplo, o nível de relevância de discussão social como acontecia com Boston Legal. Ou seja, há semanas The Good Wife não se estabelece como um bom drama familiar e nem como uma série de interessantes casos jurídicos. O dessa semana, por exemplo, sobre as esposas dos funcionários de uma companhia ferroviária, foi arrastado enquanto a burocracia do escritório de Alicia tomava conta: desde abordar o aborrecido processo de contratar uma nova assistente até aventurar-se por intriguinhas envolvendo a saída de um sócio que nunca sequer deu as caras na série. E aí, o que sobra? Tirando a sempre competente interpretação de Julianna Marguiles, este episódio deixou apenas a expectativa de que este drama resgate o seu promissor início e engrene de uma vez.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

To meio ríspido, eu sei. Mas they had it coming. Ainda esta semana comentários de Dexter, Californication, FlashForward, Glee, 30 Rock, The Office e Grey’s Anatomy!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Brothers & Sisters, Gossip Girl, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
19/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×03: Almost Normal): A doença de Kitty, ao meu ver, veio num momento onde o foco deveria ser (qualquer) outro. Ora, na temporada anterior mesmo a família Walker lidou com o problema de saúde de Robert e tudo isso que estão (re) vivendo com a sua esposa parece um imenso dèja vu. O mesmo posso dizer com relação à Kevin e Scotty com a questão do bebê (barriga-de-aluguel ou adoção), assunto abordado também na temporada passada e até batido. Às vezes Brothers & Sisters me lembra um pouco a finada Party of Five, onde sempre alguma grande tragédia familiar estava acontecendo. Poxa, nós sabemos que esta série não precisa disso e a prova está nas ótimas tramas envolvendo o antigo rival de William que apareceu para complicar as coisas na Ojai ou até mesmo a incursão de Justin na faculdade de medicina. A temporada ainda não decolou e os sinais de desgaste vão ficando mais evidentes…
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×04: The Sexless Innkeeper): É sempre imprevisível a forma que How I Met Your Mother vai contar uma história. Entre sonhos, flashbacks e flashforwards, a variada estrutura narrativa que esta sitcom segue a difere de todas as outras produções do gênero. Desta vez eles voltaram séculos no tempo para contar o caso da “pousada do assexuado”, já que Ted caíra no velho golpe da mulher utilizá-lo apenas para passar a noite em seu apartamento, sem sexo! Os casais também deram um show à parte com toda aquela celeuma envolvendo o “encontro”, mas confesso que no final a ótima piada começou a esgotar, pois passaram do ponto. De qualquer forma, a cançao “All By Ourselves” foi demais!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×04: The Pirate Solution): Poxa, somente aquela cena que mostrou Sheldon e Raj trabalhando até a “exaustão” ao som de Eye of the Tiger já valeu por todo este ótimo episódio de The Big Bang Theory! The Pirate Solution trouxe exatamente o que a série precisa: uma agitada nas coisas. Apesar de sempre bons, eles estavam meio acomodados e deixando tudo nas costas de Jim Parsons. Com a estadia de Raj nos EUA ameaçada, a solução mais brilhante que eles encontraram foi colocar o nerd para trabalhar com o encrenqueiro mor, o que rendeu situações hilárias: “você trabalha PARA mim“! Isso além de ajudar a derrubar o “mito” Sheldon, porque não há nada melhor do que mostrar o cara errado e dando (ao menos um pouco) o braço à torcer. Longa vida aos reis da ciência!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgoodwifeThe Good Wife (1×03: You Can’t Go Home Again, 1×04: Fixed): Poxa, The Good Wife estava indo relativamente bem até que estes dois episódios apareceram para quebrar completamente o ritmo. Primeiro porque o roteiro simplesmente ignorou a investigação que os filhos de Alicia estavam conduzindo com relação à foto incriminadora do pai. Isso é estranho, porque ao mesmo tempo em que sugerem que ele pode ter sido vítima de uma armação, estes episódios praticamente confirmaram o envolvimento dele em todas as acusações que estão sendo feitas. Tudo bem que o drama está apenas começando, mas seria bom que uma estrutura lógica fosse seguida. O destaque continua na forma como Alicia vive esta delicada situação e como ela acaba utilizando esta experiência negativa em sua vida para ajudar os outros. Gostei muito do caso envolvendo a manipulação do júri que, no final das contas, foi providenciada pela própria parte que a moça defendia (legal também a participação do “Andy” de True Blood como o advogado de defesa da empresa farmacêutica). The Good Wife ainda precisa, contudo, encontrar o seu caminho e seguí-lo com convicção. A falta de um objetivo maior pode comprometer esta promissora série.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1165

bgleeGlee (1×07: Throwdown): Sue Sylvester carregou grande parte deste episódio de Glee (e boa parte da série até agora), o que não é nada reprovável, já que Jane Lynch é uma atriz excelente e que vem me surpreendendo a cada aparição na TV (ela também fez Party Down e está frequentemente em Two and a Half Men). A incontrolável rixa que ela tem com o grupo Glee é, de longe, a parte mais interessante desta comédia musical que vem demonstrando ter uma boa dose de humor negro. Simplesmente adorei os momentos politicamente incorretos, principalmente quando colocaram a “minoria” para cantar sob o comando da loira: “eu gosto tanto de minorias que estou pensando em me mudar para Califórnia para me tornar uma“. Pena que ela abandonou o cargo de co-treinadora tão cedo: “é coisa de frutinha. Eu não aguento ver estes jovens emocionados, a não ser se for por exaustão física”. Brilhante! Foi bacana também ver a galera cantando de verdade em cena (sem dublagem e auto-tune), numa jam session bem agradável e real. Um bom episódio, inquestionavelmente!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×03: 137 Sekunden, 1×04: Black Swan): Decepcionantes. Esta palavra resume muito bem o meu sentimento com relação aos dois últimos episódios de FlashForward exibidos na TV americana. Ora, pra uma série que se vende como o próximo grande fenômeno pós-LOST, seu desempenho está muito aquém do ideal. 137 Sekunden foi até construído de forma interessante, crescendo até o momento em que Mark interroga o nazista e ele dá aquela revelação sobre os pássaros e a descoberta de um incidente anterior na Somália emerge. Eis aí que Black Swan chegou como um tremendo anti-clímax, contando uma historinha totalmente desinteressante sobre o garoto com hipocortisolismo e ignorando os fatos do capítulo anterior. Isso sem contar no retorno daquela moça presa (num interrogatório que não levou a lugar algum) e na insistência com o caso de Olivia com sua visão futura (como bem disse a colunista Claudia Croitor: quantas vezes vão mostrar aquela cena dela chamando o futuro companheiro?). Para temermos pelo casal de protagonistas, a série precisa, primeiro, fazer com que nos importemos com eles. Objetivo falho até o momento e não sei nem o que dizer do final com o “Charlie” ligando para o sujeito, que chegou a dar vergonha alheia tamanha a artificialidade da frase que ele diz. Os episódios de FlashForward até agora são vazios e parece que o drama quer se sustentar apenas nos cliffhangers (que vá lá, foram bons). Alerta Jericho.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×01: Season 4): Foi muito válida a comemoração que os roteiristas de 30 Rock fizeram no início deste episódio, convidando todos para a 4ª temporada de uma série que disseram que não iria durar por conta da baixa audiência. Tina Fey e sua equipe superaram todos os obstáculos para chegar até aqui abocanhando, de quebra, vários e merecidos prêmios. Nesta premiére eles já começaram elevando o nível quando Kenneth resolveu mobilizar os pages para uma greve contra o canal por causa da ganância de seu CEO Jack Donaghy. Enquanto isso Liz e Pete iniciaram o árduo trabalho de contratar mais um ator para o show (o que deixa os outros, especialmente Jenna, descontrolados), mas o grande destaque deste episódio foi Tracy e sua obstinação de “reaproximar” das classes mais baixas, que rendeu os melhores momentos. A grande sacada, contudo, envolveu o fim da greve declarado por Kenneth pelos motivos errados – ele apenas queria que seu chefe escrevesse que era um grande mentiroso em um pedaço de papel. Gênio! Já o número musical final com Jenna foi um espetáculo à parte. Como é bom voltar ao Rockefeller Plaza, nº 30!
Cotação Bruno Carvalho:

Calma que não acabou! Esta semana ainda tem mais uma leva de comentários, com Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, House, Grey’s Anatomy e o melhor The Office de todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Brothers & Sisters, FlashForward, Glee, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
08/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
É evidente que Hollywood passa por uma profunda crise criativa nesta década. Basta olhar na quantidade de séries que são canceladas da noite pro dia, seja porque são muito ruins ou porque são medianas a ponto de se tornarem dispensáveis pela audiência. Retomando a Semana em Série, realizaremos aqui no blog uma análise das principais estreias da temporada no primeiro Semáforo! É isso mesmo: considerando o volume de séries para acompanharmos neste início, indicarei através de sinais (e não de estrelas) se tal produção merece ou não ser assistida (e repercutida), de acordo com os critérios do blog. Uma série que recebe o sinal vermelho logo de cara sairá da nossa cobertura e não voltará tão cedo (a não ser que melhore muito, mas muito mesmo, ou que extrema pressão popular exija seu retorno). Já um drama ou comédia com o sinal amarelo vai, inicialmente, ficar fora dos comentários semanais para uma análise com mais atenção e possível reclassificação para o sinal verde, onde será regular e sistematicamente comentada no blog, seja na Semana em Série ou no nosso Season Pass. Vamos lá?

comment1160

bcougarCougar Town (1×01: Pilot, 1×02, Into the Great Wide Open): A nova comédia da ABC estrelada pela ex-Friends e ex-Dirt Courteney Cox soa como uma tentativa desesperada de fazer humor. E um humor besta, sem qualquer tipo de refinamento, digno dos piores pastelões. Jules é uma mãe quarentona que, após o divórcio com o loser que a engravidou quando jovem, resolve correr atrás dos anos de farra que perdeu. Forçada ao extremo, a atuação de Cox é lamentável e o roteiro é simplório, limitando-se a colocá-la em situações constrangedoras (e gags físicas ridículas) com o único objetivo de arrancar riso do espectador de passagem. Temos também um elenco de coadjuvantes insosso que torna o resultado ainda mais desprazerosso de se assistir. Ora, o que foi o final do segundo episódio com a brincadeirinha do “susto” ou as fotografias das “aventuras” bêbadas de Jules? Se você rever a cena verá que muitas imagens simplesmente não fazem o menor sentido e só foram colocadas ali para fazer graça, sem o menor nexo com a história. Vergonha alheia total. Em apenas dois episódios Cougar Town mostrou que não tem conteúdo nem pra ser uma comédia descompromissada e divertida. Torço e espero por um cancelamento precoce.

bhankHank (1×01: Pilot): A premissa de Hank – pai desastrado e desatento que se envolve num escândalo financeiro e é obrigado a viver com a família na “classe média” – e sua execução porca, colocam mais uma mancha na carreira de Kelsey Grammer, que mal se recuperou de sua última bomba, a horrenda Back to You. Essa nova sitcom da ABC (alguém poderia proibir o canal de produzí-las?) é totalmente instantânea e pré-fabricada: o roteiro é raso, os cenários parecem terem sido reaproveitados de uma comédia cancelada qualquer de “família americana” e, pior de tudo, a série simplesmente não é engraçada. Todas as piadas são as mesmíssmas que já cansamos de ouvir em produções similares e, além de não ser nada inovadora, Hank evidencia a cada take o desconforto de Grammer no papel, bem como uma preguiça descomunal em compor uma personagem, pois ele se rende ao “básico” da atuação com suas caras e bocas. É deprimente ver o que o Frasier se tornou…

bpurposeAccidentally on Purpose (1×01: Pilot, 1×02: Memento, 1×03: One Night Stand): Apesar de simpática, Jenna Elfman já provou que é uma atriz limitada a uma personagem só: a mesma mulher descolada, desbocada e meio doidinha que fez algum sucesso no início da extinta Dharma & Gregg. A série traz uma premissa interessante, sobre uma mulher que engravida “sem querer, querendo” de um jovem sem futuro, mas o texto imediatamente esbarra em todos os clichês do gênero e no final sai mal apesar de conseguir arrancar uma risada aqui e outra ali. Falta, contudo, mais personagens carismáticos para a série emplacar, além de um roteiro mais ágil, contemporâneo e menos carregado de piadas óbvias de sexo. Essa de roomates que vivem brigando é tão velha como Tony Danza. A CBS conseguiu estabelecer-se bem com as sitcoms Two and a Half Men, How I Met Your Mother e The Big Bang Theory. Perto delas, Accidentaly on Purpose é mesmo um verdadeiro desastre proposital só pra compor a meia hora que faltava para inteirar o bloco.

bmiddleThe Middle (1×01: Pilot): Por mais “divertidinha” que pareça, The Middle por enquanto nada mais é que uma versão mais adulta de Malcom in the Middle, só que desta vez contada sob o olhar dos pais e não do filho do meio. Poxa, é com mais uma produção single-camera sobre uma família de classe média-baixa americana que a ABC quer reerguer seu núcleo de comédia? Fora as corretas atuações de Patricia Heaton e Neil Flynn, no fim das contas a série traz a sensação de “mais do mesmo”: tem o filho menor esquisito, a pré-adolescente que não se adapta e o marmanjo rebelde que no fundo está em busca de atenção. O roteiro é razoável, a produção é caprichada e a trilha-sonora acerta em diversos momentos, mas no final a sensação de vazio após ter assistido o piloto permanece e você acaba não conseguindo distinguir esta de outras séries como Aliens in America, According to Jim, ‘Til Death e por aí vai. Se conseguir melhorar nos próximos, vai pro Season Pass.

bmodernModern Family (1×01: Pilot, 1×02: The Bicycle Thief): Ah, como é bom ser positivamente surpreendido por uma nova série que você não dava nada. Pelos promos, Modern Family parecia querer ser uma versão familiar de The Office, mas em vez de restringir-se à cópia do estilo de câmera e das situações nonsense que ocorrem na filial da Dunder Mufflin, esta comédia soube ser autêntica e com um humor muito bem dosado, que não é carregado no “white trash” deprimente e, o mais importante, não trata o espectador como uma planta. Contando a história de três famílias modernas que, logo no final do primeiro episódio descobrirmos ser a mesma, a trama circunda com muito cuidado e leveza por alguns estereótipos clássicos como o do pai que quer ser “amigão” dos filhos, o vovô que casa com uma mulher mais nova (numa triunfal volta do eterno Ed O’Neil, o Al Bundy de Married… With Children) e até mesmo um divertido casal de homossexuais que resolve adotar um filho ao melhor estilo Brangelina. Este é o bom exemplo de criação, interpretação e produção que as outras comédias do canal ABC deveriam seguir. É possível fazer comédia sem se expor ao ridículo. [Season Pass]

bheroesHeroes (4×01: Orientation, 4×02: Jump, Push, Fall, 4×03: Ink): Eu já perdi a conta de quantas vezes eu já comecei uma resenha de Heroes dizendo que “eu já perdi a conta de quantas vezes o drama de Tim Kring deu inúmeras e desnecessárias voltas”. Sinceramente, não sei mais o que esperar de um novo volume onde novos personagens são aprensentados enquanto a história permanece estagnada no marasmo criativo dos roteiristas desta série. Depois de dois episódios que beiraram o insuportável de tão mal conduzidos e uma terceira parte igualmente aborrecida e nada esclarecedora, Heroes despede-se de nossa cobertura semanal, pois não dá mais pra ficar repercutindo cada vez que Hiro perde e retoma seu poder, ou cada vez que Sylar é destruído e retorna e, pior ainda, cada instante em que Noah Bennet vira a casaca para atender ao imediatismo de um roteiro incrivelmente furado, cansativo e sem fim. Será que terá um fim? Quantos reboots precisaremos testemunhar para nos dar conta que Tim Kring não tem talento? Chega. Chegou na 4a temporada já! Heroes foi longe demais só na promessa eterna. Quando finalmente isso acabar eu assisto tudo e digo aqui como terminará, mas por enquanto não dá mais. Acabou a paciência há muito tempo e agora acabou a boa vontade.

bmelroseplaceMelrose Place (1×02: Nightingale, 1×03: Grand, 1×04: Vine): Depois de quatro episódios, deu pra ver que Melrose Place foi uma série construída para tentar ser hit, com todos os elementos que um drama “ousado” precisa: um galã misterioso, uma falsa santa, uma desconhecida piradinha, um casal certinho e uma loira maravilhosa pra botar fogo em um condomínio californiano onde todos moram. Infelizmente até agora essa mistura não conseguiu dar liga. O texto não é tão ruim (já vimos muitas coisa pior, vai), mas também não podemos dizer que no fim de um episódio estamos loucos pelo próximo. A um porque a história da morte da tal Susan Sidney não empolga a ponto de querermos saber quem foi que a matou, já que ela não desperta a menor empatia de ninguém. A dois porque muito pouca coisa acontece numa série que deveria, no mínimo, ser mais agitada pelo elenco que tem. A CW muitas vezes parece que é o canal dos remakes apenas por ser, como se viabilizá-los fosse o objetivo final. Melrose Place precisa desenvolver e muito para ganhar um espaço fixo aqui. Quem sabe mais pra frente ela faça companhia a 90210 em nosso Season Pass

bfringeFringe (2×01: A New Day in the Old Town, 2×02: Night of Desirable Objects, 2×03: Fracture): Dificilmente uma série atual consegue iniciar uma segunda temporada de forma tão promissora quanto aconteceu com Fringe, ainda mais considerando o nível do finale, que deixou todo mundo boquiaberto. Digo mais: os eventos do padrão, sejam os provocados (o homem que troca de face) ou espontâneos (o garoto-escorpião) estão mais interessantes e aterrorizantes do que nunca e a química já estabelecida entre o elenco principal é invejável. A história também evoluiu consideravelmente, agora que objetivos maiores foram traçados, incluindo a inesperada morte de Charlie e a usurpação de sua imagem por aquele misterioso “ser”. Embora ainda desconhecidos, os responsáveis por toda esta conspiração estão tomando forma e, de maneira muito acertada, o roteiro permitiu que as bombásticas revelações da temporada anterior fossem bem aproveitadas com a súbita amnésia de Olivia, que terá que processar junto com o público o que aquele encontro com William Bell significou. Lembremos também que o Peter original também morreu pequeno e que este que vemos é a sua versão alternativa, o que é fundamental para compreendermos até o jeito sempre admirado que Walter sempre o olha. Outro fator positivo desta temporada foi a de estabelecer uma ameaça séria à divisão Fringe Science, que terá que lutar para manter-se “aberta” (leia-se, conseguir provas mais contundentes das manifestações do padrão e da séria ameaça que é iminente sobre o mundo). Por fim, registro aquela interessante, mas igualmente assombrosa forma de comunicação do soldado com uma provável realidade alternativa e a terrível indicação de que o tal Observador não está aqui somente para observar… Fringe consegue me assustar como poucos filmes de terror.

btraumaTrauma (1×01: Pilot): A NBC adora tentar reviver o passado e a aposta da vez é com Trauma. O drama emergencial é focado numa equipe de resgate de São Francisco, con direito a um piloto cheio de acidentes elaborados e de grande porte, além de muitos efeitos especiais que são apenas corretos para a TV. Mas a despeito de toda esta produção, o que falta na série são personagens cujo público possa se identificar. Sem apresentar ou aprofundar em qualquer aspecto da vida destes socorristas, a série já mergulha no “trabalho”, impedindo uma conexão inicial e necessária para manter o espectador interessado. Tem ação e muita movimentação, mas falta conteúdo até para repercutir. O impacto de Trauma, por enquanto, é apenas visual e lá para o terceiro resgate já cansou.

bmotherHow I Met Your Mother (5×01: Definitions, 5×02: Double Date, 5×03: Robin 101): Que bom que este 5o ano de How I Met Your Mother voltou mais divertido e dando uma importância menor ao sentimentalismo barato como estava acontecendo na metade final da temporada anterior. O relacionamento entre Barney e Robin deu uma boa guinada na história e virou o cerne deste início, tanto que os três primeiros episódios foram basicamente sobre eles, desde a estreia com a indefinição do casal sobre o seu “status” até culminar no excelente Robin 101 (um dos melhores de toda a série) em que Ted vira o professor particular de Barney e o assunto é a canadense, seus trejeitos, suas manias e esquisitisses. Me lembrou muito os clássicos episódios de Friends em que a história é totalmente sustentada no universo rico das personagens. Ponto positivíssimo para a comédia. Que bom que eles deram a volta por cima!

bteoryThe Big Bang Theory (3×01: The Electric Can Opener Fluctuation, 3×02: The Jiminy Conjecture, 3×03: The Gotholowitz Deviation): Perto de Jim Parsons o restante do elenco de The Big Bang Theory imediatamente esmaece e os mais prejudicados são John Galecki (Leonard) e Kunal Nayyar (Raj). Digo isso porque o casal Penny/Leonard formado não consegue convencer por nada e eles acabam deixando algumas cenas bastante mornas. Aliás, sem as personagens Sheldon e Howard, a comédia não poderia sequer existir, pois basta um murmuro do nerd mor ou uma entrada em cena do desajeitado galanteador (vestido de gótico) para a plateia cair no riso. O mesmo não pode ser dito, por exemplo, da já batida timidez do indiano quando sóbrio em frente de mulheres. Este início, contudo, conseguiu ficar fácil no saldo positivo, pois o roteiro é quase sempre impecável. Destaco o experimento que o sempre sagaz Sheldon Cooper realizou em Penny, educando-a como um cachorrinho em seu apartamento, que já é um dos melhores momentos desta comédia.

Calma que ainda não acabou! Nesta segunda terça faremos mais uma rodada do Semáforo com comentários de (e já adianto as cores): Grey’s Anatomy, Gossip Girl, Brothers & Sisters, Californication, The Good WifeDexter, Bored to Death, House, Glee, Eastwick, The Office, Community, FlashForward, Dollhouse e Mercy!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Accidentally on Purpose, Cougar Town, Fringe, Hank, Heroes, How I Met Your Mother, Melrose Place, Modern Family, The Big Bang Theory, The Middle, Trauma Tags: , ,
12/06/2009 - 06:01

The Big Bang Theory: O Ártico é dos Nerds!

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Alerta de Spoiler - Brasil
Irreprovável. Essa palavra resume muito bem a 2ª temporada de The Big Bang Theory, uma comédia que começou quieta, cresceu muito em seu ano de estreia e se manteve em uma constante alta desde então. O sucesso da série é a inevitável consequência da perfeita combinação de um texto caprichado e inteligente com atores competentes. Eu já até mencionei isso antes, mas fato é que apenas um suspiro de Sheldon é capaz de fazer uma plateia inteira rir de tão bem composto é a personagem, como aconteceu no início deste finale. O episódio (que poderia ter sido duplo) focou-se na mudança dos geeks para um projeto de campo no pólo norte por três meses, incluindo uma série de testes e preparativos dos peculiares cientistas que envolveu até uma hilariante visita à geladeira da lanchonete de Penny. Muito bom também que o capítulo balanceou o foco que geralmente fica em Sheldon trazendo à tona a latente química amorosa entre a vizinha loira e Leonard – algo que precisa ser a main plot da próxima temporada. Mas o mais incrível do singelo final pra mim foi ver que mesmo tendo eles mudado completamente de abientação, de Los Angeles para o Ártico, a complexa e divertida dinâmica desse peculiar grupo se manteve, tendo sido apenas “adaptada”. Tudo ficou muito coeso, seja com Howard e seu impecável timing para tudo que é inapropriado (ele mexendo com o arpão no acampamento) ou com Sheldon e sua irritante sistemática com tudo, especialmente com a forma que sua comida tem que ser preparada. The Big Bang Theory definitivamente provou porque merece ficar no ar e tomara que seus vários méritos comecem a ser reconhecidos na próxima temporada de premiações. Será que Jim Parsons sai com um Emmy este ano? Eu gostaria de ver isso acontecendo.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Big Bang Theory Tags: , ,
22/05/2009 - 00:01

Upfront 2009/2010: Séries Canceladas e Renovadas

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Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?


Oficialmente Renovadas: Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.


Oficialmente Renovadas: Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas),  The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.


Oficialmente Renovadas: 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.


Oficialmente Renovadas: 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas: Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.


Oficialmente Renovadas: 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.

A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation).
E aí, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider!).

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, American Idol, Better Off Ted, Boston Legal, Brothers & Sisters, CSI, Canais, Castle, Chuck, Desperate Housewives, Dirty Sexy Money, Do Not Disturb, Dollhouse, Eli Stone, Fall Season, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Gossip Girl, Greys Anatomy, Harpers Island, Heroes, House, How I Met Your Mother, In the Motherhood, Kath & Kim, Kings, Knight Rider, LOST, Lie to Me, Life on Mars, Lipstick Jungle, My Own Worst Enemy, Old Christine, Parks and Recreation, Prison Break, Private Practice, Privileged, Pushing Daisies, Reaper, Samantha Who?, Sarah Connor Chronicles, Scrubs, Southland, Supernatural, Surviving Suburbia, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Mentalist, The Office, The Unusuals, Two and a Half Men, Ugly Betty, Worst Week Tags: ,
12/05/2009 - 00:01

Sitcoms em Série Duplo!

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Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×21: The Three Days Rule / 4×22: Right Place Right Time”: Que bom que How I Met Your Mother voltou a empolgar, numa sequência de episódios que começou divertida e terminou de forma surpreendente! Em Three Days Rule, Barney foi o destaque com seus conceitos malucos que eventualmente dão certo, ainda mais depois de comparar os três dias que o homem deve esperar para ligar para uma mulher depois de sair com ela à ressurreição de Cristo, conforme narrada na Bíblia. Porém, foi constrangedora aquela participação de Kevin Richardson (The Knights of Prosperity), que foi batida, exagerada e mal aproveitada. Mas a grande surpresa da temporada (e de toda a série) veio no episódio seguinte, Right Place Right Time, onde a história de como Ted encontrou a mãe de seus filhos foi explorada de forma sem precedentes, com várias idas e vindas até chegar no momento em que encontramos… Stella? Pois é, mesmo depois de uma brilhante narrativa, não poderíamos esperar que eles iriam entregar tudo de bandeja, né? É claro que Stella não é a mãe (Ted já afirmou isso antes), mas certamente ela é o caminho para se chegar à mulher misteriosa. Tomara que esta revelação venha ainda nesta temporada, pois a série já está no ponto em que deveria terminar, mesmo rendendo bons momentos. É melhor acabar por cima e com chave de ouro.
Cotação Bruno Carvalho
: 4×21: Half Star4×22: Half Star
Episódios exibidos em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×21: The Vegas Renormalization / 2×22: The Classified Materials Turbulence”: Por estar confirmada por mais duas temporadas, a pressão sobre os roteiristas de The Big Bang Theory é menor, mas ainda assim eles continuam apresentando toda semana situações hilárias que aprofundam no universo geek destes quatro amigos (e Penny). Depois que Leslie deu o fora em Howard, os amigos seguiram para Las Vegas em vez de ficarem brincando do joguinho “Adivinhe a Personagem” (já que Sheldon é sempre Spock), e lá acabaram encontrando um “espécime” até então intocado pelos não tão jovem nerds: uma prostituta (interpretada pela ótima Jodo Lyn de Prison Break). Embora esta storyline não ter sido tão bem explorada como deveria, foi em Los Angeles onde o episódio trouxe seus melhores momentos, com Sheldon sendo obrigado a passar a noite na casa de Penny após ser trancado para fora de casa. Eu não gosto tanto assim da infantilização da personagem (que inevitavelmente o torna mais fraco), mas apenas aquela tirada no final valeu a pena. Já no The Classified Materials Turbulence, o humor continuou em alta e com muitas piadinhas escatológicas.  No final isso foi um pouco cansativo, a despeito da história ter girado em torno da privada espacial que Wolowitz construiu. Mesmo assim, foram duas ótimas semanas da comédia.
Cotação Bruno Carvalho: 2×21: - 2×22: Half Star
Episódios exibido em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Office “5×24: Casual Friday / 5×25: Cafe Disco”: Depois de vários episódios centrados no “elenco principal”, The Office acertadamente dedicou praticamente todo o Casual Friday nos coadjuvantes, que são divertidos e bastante talentosos. Aliás, esta foi a prova de que eles deveriam sim focar mais nos “outros” (principalmente no pessoal do galpão). Cada personagem ali é extremamente bem construída, a despeito do tempo em tela: seja a inocência de Kevin, a falta de noção de Angela, os comentários assustadores de Creed ou a irreverência de Andy. Todos fazem um excelente trabalho e a guerrinha entre os vendedores foi demais, com Michael “virando a casaca” a todo momento. Mas foi em Cafe Disco que a comédia largou de vez o arco episódico da mudança estrutural na Dunder Mufflin e apresentou um capítulo extremamente hilário do início ao fim, quando Michael decidiu transformar a sede da antiga Michael Scott Paper Company num lounge com café expresso grátis onde os funcionários puderam, enfim, relaxar (até o pezinho de Angela balançou). Como eu queria ter um chefe assim!
Cotação Bruno Carvalho: 5×24: Half Star5×25: Half Star
Episódios exibidos em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×20: The Natural Order / 3×21: Mamma Mia”: O colega da Sociedade de Blogs Juliano Cavalca disse em seu Twitter que vai ser difícil tirarem o 3º Emmy seguido de 30 Rock e eu concordo plenamente com ele. Apesar de termos boas comédias por aí, por mais uma temporada esta série está se superando com  um texto impecável e ótimas atuações. A guerrinha entre Liz e Tracy sobre as responsabilidades de cada um foi impagável! Melhor ainda foi o arco de Jack com sua mãe que começou no The Natural Order e a descoberta sobre a identidade de seu verdadeiro pai em Mamma Mia, que além da agradável participação do mestre Alan Alda, ainda deixou para o final o melhor e mais inesperado cliffhanger da semana! O genitor de Jack precisa de um rim! Será que o egoísta CEO vai atender o pedido de seu “novo” pai ou ele vai tramar algo para fugir dessa? Quero muito ver como isso vai se desenrolar no Season Finale desta semana que tem o sugestivo título Kidney, Now! (Rim, Agora)!
Cotação Bruno Carvalho: 3×20: Half Star - 3×21:
Episódio exibido em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

Foram duas ótimas semanas para as comédias, in deed!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , , ,
27/04/2009 - 00:01

Sitcoms em Série!

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Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×20: Mosbious Designs”: How I Met Your Mother deixou de lado a infantilidade em seu roteiro, trazendo um episódio simpático que focou nas difíceis mudanças na vida de Ted Mosby, o que não acontecia há um bom tempo. Já a storyline de Barney e Marshall no GNB foi continuamente divertida, com todos aqueles estereótipos de colegas de trabalho aumentados. Falta, ainda, que a série engrene num arco que traga a premissa desse show de volta, pois o futuro da série é indefinido. Eles precisam caminhar numa mesma direção, para não deixar o público na mão caso um novo ano não se confirme.
Cotação Bruno Carvalho
: Half Star
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×19: The Hofstadter Isotope”: Sheldon já atingiu um nível peculiarmente cômico tão grande que apenas um suspiro da personagem, como aconteceu nos primeiros segundos do episódio, já é suficiente para fazer uma platéia inteira rir (e nós também), sem nem sabermos qual é o motivo – embora tenhamos certeza de que é algo fútil e que só incomoda ele. E sim, o fato de estarem comendo comida tailandesa numa quinta que tradicionalmente é dia de pizza, afeta-o severamente, mesmo tendo todos criado a regra de que na terceira quinta-feira de cada mês é o dia em que “tudo” pode acontecer. E também é sem nenhuma surpresa que no dia marcado para que qualquer coisa fora do comum aconteça, eles se rendam às constâncias de sempre, o que fortalece ainda mais este grupo de personalidades únicas que adoramos acompanhar. Adicione a talentosa Kaley Cuoco à esta mistura e está explicado porque o canal CBS encomendou duas temporadas completas desta comédia, de uma vez!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

coment1008

30 Rock “3×18: Jackie Jorm-Jomp”: Com a suspensão de Lemon de seu trabalho por causa do assédio sexual ao consultor da NBC, ela acabou descobrindo o novo mundo das dondocas que gastam o dia com futilidades – que a comédia retratou com um plano-sequência brilhante -, mas que no final das contas precisam pagar um alto preço por isso. Em contrapartida, na emissora tivemos mais uma forçada e sem graça situação envolvendo Jenna (que considero a mais desinteressante). O que me surpreendeu, contudo, foi a atuação contida de Tracy Morgan (que também não sou muito fã), mas que esteve no ponto adequado, notadamente nas cenas da “homenagem póstuma” à colega. Mais um bom episódio, apesar de tudo, como de costume.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×22: Heavy Competition”: Cada montagem inicial de The Office é brilhantemente desenhada para se tornar algo isolado e atemporal, e elas deveriam um dia serem compiladas e exibidas em sequência, de tão engraçadas! Essa última mostrando como os funcionários da Michael Scott Paper Company passam o dia aperfeiçoando a arte de jogar salgadinhos uns nos outros, foi demais! E, como eu disse na resenha anterior, eu acredito em Michael, queria ele como chefe, e vai ser lindo se até o fim desta temporada conseguirmos ver ele dando a volta por cima, à la Jerry McGuire! Esta é uma das melhores storylines que a série já teve.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , ,
08/04/2009 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Trust Me “1×10: Thanks, I Needed That / 1×11: Norming”: É uma pena que o canal TNT está correndo com a exibição da série para acabar logo com a temporada, que encerrou-se ontem à noite nos EUA. Trust Me certamente não merecia todo este descaso da emissora e do público. O caso da propaganda da cerveja em Thanks, I Needed That trouxe à tona o passado de Tony com a diretora da RGM Denise e o porque dela sempre sabotar o time de Mason. A rivalidade, os conflitos e as emoções deste estressante emprego foram, contudo, evidenciadas no episódio subsequente, Norming, que encerrou-se com o melhor clffhanger da temporada e o anúncio da possível separação da dupla Conner e Mason. De qualquer forma, Trust Me é muito mais que um drama sobre uma agência de publicidade, assim como ocorre com Mad Men. Apesar de terem focos diametralmente opostos, essas produções se destacam pelo texto caprichado, ágil e sempre contemporâneo. Infelizmente o cancelamento é quase inevitável. Não sei porque, mas Trust Me sempre me lembra de Studio 60, outra série excelente que foi duramente injustiçada por conta de baixa audiência. Não há como querer colocar uma série estreante pra competir com American Idol num canal a cabo e esperar que tudo dê certo. Se for mesmo cancelada, os culpados serão os programadores da TNT que conseguiram por uma das melhores novidades do Mid Season no pior timeslot possível.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 31/03/2009 na TNT americana.

United States of Tara “1×11: Snow / 1×12: Miracle”: O que aconteceu de relevante no 11º episódio de Tara, além do fato dela ter sido internada em uma clínica para um tratamento? Nada! Buck apareceu na instituição, causou um burburinho e só! O grande breakthrough de toda a série até agora somente veio quando a perturbada moça resolveu procurar pelo suposto responsável por seu transtorno mental. No final das contas, a resposta não foi encontrada, já que descobrimos que Tara já sofria de múltipla personalidade antes mesmo do tal estupro, e a temporada encerrou-se como a maioria dos episódios: de forma lacônica, inconclusiva e com uma montagem ou musiquinha no final para dar um clima “indie” à la Juno. Toda história foi apresentada, desenvolvida e encerrada de forma incompleta. Há quem adore as lacunas em United States of Tara ou o fato da série ser, no mínimo, agradável. Infelizmente nada disso segurará esta produção por muito tempo, a menos que Steven Spielberg continue bancando a inexperiência de Diablo Cody por mais temporadas além da próxima, que já está garantida.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 29/03/2009 e 05/04/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×21: Into Asylum”: Não, não dá pra elogiar muito Heroes, porque sempre tem um capítulo à frente para deletar tudo de bom que foi feito pelo anterior. Desperdiçando muito tempo de tela, o episódio da semana mais uma vez foi praticamente sobre o nada, começando por aquele asilo idiota de Nathan Petrelli e Claire no México. Os dois voaram pra lá, arrumaram uns trocados, discutiram a relação pai-filha e retornaram do mesmo jeito! O mesmo pode ser dito daquelas cenas entre Peter e Angela na igreja, que foram de dar sono de tão repetitivas e desnecessárias. Se não fosse pela inusitada parceria entre Sylar e Denko, Into Asylum mereceria a nota mínima da semana, mas o caso desenvolvido nesta trama paralela não só foi interessante, como se tornou um dos melhores da temporada (o que, repito, não é algo muito difícil de atingir). Muito me espanta ler no início o nome de Bryan Fuller como “Consultant Producer“, já que sua atuação na série claramente está limitada às patacoadas de Tim Kring. A 3ª temporada novamente voltou a desestabilizar-se, como era previsível esperar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 30/03/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×19: Murtaugh”: Eu pensei que How I Met Your Mother subitamente havia recuperado a sua genialidade com a tal lista “Murtaugh“, baseada no personagem de Danny Glover da clássica série Máquina Mortífera, que sempre dizia estar velho demais pra fazer aquelas coisas. Assim, nasceu a aposta entre Ted e Barney, que rapidamente foi substituída pelo excesso de absurdos quando o “desafio” foi elevado, fazendo com que Ted tivesse que viver igual um velho. Tivemos também aquela historinha igualmente sem graça de Lilly e Marshall na escola, que foi o ponto mais baixo da temporada! Cadê a How I Met Your Mother que conhecemos? Quem está escrevendo a série agora, uma criança de 8 anos? The Big Bang Theory “2×19: The Dead Hooker Juxtaposition”: Chuck Lorre e Bill Prady vieram com mais uma sacada genial com a nova vizinha de cima do apartamento dos geeks, evidenciando que Penny é tão emocionalmente dependente daquele grupo como o contrário. A grande piada, contudo, foi a de Wollowitz e sua dificuldade em sair de casa, mesmo sendo praticamente expulso por sua mãe (que nunca aparece!). TBBT dominou a noite de segunda-feira com seu texto sempre afiado, adulto e contemporâneo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory Half Star
Episódios exibidos em 30/03/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Heroes, The Big Bang Theory, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , ,
25/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×14: Day 7: 9:00pm – 10:00pm”:A temporada já estava caminhando muito bem e agora que Jack Bauer está sendo implacavelmente caçado por todos os lados deste jogo, a coisa só tende a melhorar. Os roteiristas criaram uma situação praticamente impossível dele sair, pois o timing do FBI está sempre atrasado e mais nosso herói segue praticamente sozinho no meio dessa luta, sem Bill ou Chloe para ajudá-lo. Discordo de quem disse que a hora deu uma “respirada” na série, pois é agora que a situação ficou verdadeiramente alarmante. Em alguns momentos 24 me lembrou até mesmo os bons momentos em que Lincoln Burrows e Michael Scofield eram caçados em Prison Break, com intermináveis cenas de ação e tensão. Eu pulei quando vi Jack naquele trator revirando o trailer de cabeça pra baixo com seu caçador dentro e mesmo que eu queria este momento postergado (afinal, ele encontrou um inimigo à sua altura), vibrei com a vitória do “lado bom”. Sem esquecer do texto, 24 ainda nos presenteou com ótimos diálogos sobre arrependimento na casa do Senador Myers. Ah, e com relação à ajuda dele e do governo, ninguém achou que isso seria tão fácil assim, não? São 10 da noite! Como o tempo voa!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/03/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×18: The Age of Dissonance”: Eu confesso a vocês que desde o início desta série eu procuro motivos para abandoná-la, por causa de sua temática adolescente e, às vezes, frívola. Mas acontece que os Upper East Siders conquistaram o seu espaço no blog e hoje eu anseio por cada novo episódio. Ainda assim, eu não imaginaria que The Age of Dissonance teria uma narrativa tão rica, bem construída e desenvolvida. Centrada numa peça escolar baseada no livro (e filme) A Época da Inocência, os jovens talentos deram um belo show tanto em cima quanto em baixo do tablado. Da mesma forma que ocorrem na clássica história, os acontecimentos nesta sociedade estão restritos à seleta elite e é curioso notar que com poucos “agentes externos” e utilizando basicamente o “rearranjo de peças”, Gossip Girl atinge momentos que seriam twittados como “WTF” nos blackberries dos adolescentes. Eu já não me preocupo tanto mais com as histórias Serena (e o crush com o professor gay), Dan (e a professorinha) e Nate com Vanessa (inexpressivos, eles se merecem), porque neste drama quem reina são Chuck e Blair. Um casal problemático, inusitado e que provavelmente nunca vai emplacar. Ambos fazem um do outro seu céu e inferno ao mesmo tempo, e é por isso que com eles a tragédia sempre irá imperar. Estavam faltando em nossa tela!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/03/2009 na CW americana.

Damages “2×11: London, of Course”: Pronto. Agora Damages ficou realmente séria e não dá pra piscar o olho enquanto assistimos para não perder nenhum detalhe sequer. O fato de Ellen atirar em Patty vinha sendo sugerido nos últimos capítulos, mas agora parece que é exatamente isso que aconteceu. Ou não? Eu não consigo me conformar com aquela cena de jeito algum e acho que existe ainda um fator desconhecido que pode indicar, inclusive, que tudo aquilo não passou de uma tramóia entre a dona do Hewes & Associados e sua “mais exemplar” funcionária (quem sabe sem as aspas?). Em um mês muita coisa pode acontecer, e quem nos garante que não é Ellen que está “brincando” com a polícia? No fim das contas, sejamos práticos: Patty não pode morrer, simplesmente porque Damages esta série não seria nada sem sua protagonista. O restante do episódio, que mostrou os desenrolares do caso da UNR, a virada de lado da advogada de Walter e tudo mais, foram bastidores comparado ao que está por vir. Só saberemos mesmo daqui a duas semanas…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/03/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×18: Stand By Me”: Incrível o trabalho de maquiagem realizado neste episódio de Grey’s Anatomy, que apresentou o chocante e comovente caso do “homem sem face”, uma das coisas mais angustiantes que vi nesta temporada de séries. Mas deixando de lado o caso, que teve um desfecho feliz nas mãos de Marc Sloane (lembrando muito o filme A Outra Face), Stand By Me continuou dividindo suas principais atenções entre Izzie e Sheppard, curiosamente interpretados por dois atores que publicamente se dizem insatisfeitos com o destino de suas personagens no drama. Coincidência ou não, fato é que a reclamação funcionou e as storylines de ambos estão igualmente impecáveis. Enquanto Derek foi desconstruído e recondicionado a ser o médico que o hospital precisa, Stevens precisou abandonar o posto para tornar-se a paciente, ainda que às custas de eventuais risadas e piadas dos cruéis cirurgiões. Apesar da vontade racional que ela tinha em não obter tratamento para seu câncer – pois as chances de vida são de apenas 5% -  no final prevaleceu a emoção de sua amiga Yang, contando a todos o seu segredo e ajudando a salvá-la. É certo que já estamos em um grande arco episódico, que trará um final de temporada arrebatador como nos velhos tempos. Excelente trabalho, Shonda!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/03/2009 na ABC americana.

How I Met Your Mother “4×17: The Front Porch”: Sim, How I Met Your Mother ficou indulgente com sua estrutura narrativa, utilizado-a muitas vezes porque podem (preguiça de roteirista) e não porque servem à história como deveriam. Se à esta altura do campeonato cutucar o longínquo e aborrecido romance de Ted e Robin é o melhor que podem fazer (se pelo menos fossem um Ross e Rachel da vida), é sinal que HIMYM deve mesmo começar a preparar-se para o fim. As cenas na tal “varanda do futuro” foram aborrecidas e nada inspiradas. Afinal, só queremos saber como ele conheceu a mãe de seus filhos! The Big Bang Theory “2×18: Em contrapartida à colega de emissora, The Big Bang Theory mostrou porque foi renovada por duas temporadas de uma vez, algo que é raríssimo na TV aberta americana. O talento cômico de Chuck Lorre e Bill Prady junto ao excelente e afiado elenco fazem semanalmente um score em nossa tela. O bom é que esta comédia não precisa de grandes acontecimentos para “acontecer”. Uma simples produção de presilhas para cabelo por Penny foi capaz de virar uma enorme celeuma quando os geeks vizinhos tomam parte. Renovação dupla merecidíssima!
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother Half Star
The Big Bang Theory
Episódios exibidos em 16/03/2009 na CBS americana.

Amanhã tem LOST e na sexta volto falando de Trust Me, United States of Tara, Dollhouse, Big Love, 30 Rock, The Office (que teve o melhor cliffhanger da semana!), Better off Ted e Kings (se eu conseguir terminar de ver o aborrecido piloto). Obrigado a todos pela companhia diária aqui e no Twitter e  também pelos ótimos comentários abaixo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Damages, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
17/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
Castle “1×01: Flowers For Your Grave”: Que tal juntar um monte de clichês sobre dramas forenses, policiais femininas amarguradas com um passado obscuro, literatura e um protagonista canastrão e cheio de si numa série abarrotada de metalinguagem? Temos aí a receita de Castle, novo draminha água-com-açúcar e com comédia da ABC americana que traz Nathan Fillion (Firefly, Drive) no papel de um escritor de romances policiais dark cujas histórias estão sendo executadas por um serial killer na vida real. Mas ao invés de continuar essa premissa nada original, porém interessante, o episódio piloto já traz a resolução do tal caso e no fim fica a deixa de que o escritor bam-bam-bam que não tem limites ou pudores vai trabalhar com a detetive bonita, sexy, mas (f)rígida, apenas porque ele pediu isso para seu amigo e prefeito de NY. Só de pensar no que deve vir pela frente dá preguiça, não? Eu aposto com vocês que esta será mais uma produção que será cancelada antes do fim e nem Season Pass dela precisarei fazer, quanto mais comentá-la semanalmente neste espaço. Rua!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na ABC americana.

Heroes “3×19: Shades of Gray”: Será que Bryan Fuller (Pushing Daisies) já começou a por a mão na massa em Heroes? É o que parece, pois é a segunda semana consecutiva que o drama dos heróis apresenta um episódio, digamos, satisfatório. É claro que o agente Danko gastou um tempo absurdo para perceber o que era óbvio após ouvir os gritos de Tracy (cof cof, Nathan pode voar, cof cof), mas nem tudo poderia ser perfeito. Já bastou, contudo, a determinação de Claire em ajudar os foragidos, a resolução (finally!) de Sylar com relação ao seu passado, permitindo que o vilão (?) avance na trama e até mesmo a aliviante participação ativa de Angela Petrelli no meio de toda a bagunça criada por seus filhos. Por óbvio, Heroes precisa mostrar muito mais para merecer retomar a atenção do grande público que a abandonou e espero muito que isso se torne uma realidade na confirmada 4ª temporada. Valeu o esforço, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na NBC americana.

Trust Me “1×07: Damage Control”: Agora sim, Trust Me emplacou de vez, trazendo um inusitado, mas bem-vindo flashback do caso relâmpago entre Mason e Sarah há anos, justamente quando seu casamento vive uma sensível crise! Além dele ter ajudado a publicitária com a campanha Dove, bem como escolhendo o trabalho dela para ser o único apresentado ao cliente, McGuire vive em um constante estado de tensão em casa, sem saber lidar com os anseios de sua mulher e só isso já é o prelúdio de coisa boa (leia-se “traição” e “relacionamento no trabalho”). Este foi um episódio redondinho, que focou bem em diversas situações, incluindo na parte técnica da série, notadamente com relação ao processo criativo de uma campanha publicitária, como mencionei que estava faltando no episódio anterior. Adicione isto aos conflitos com Conner e temos a fórmula perfeita para esta reta final da temporada! Trust Me se confirma como uma das surpresas mais agradáveis deste Mid Season. Eu confiei!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na TNT americana.

Damages “2×10: Uh Oh, Out Com The Skeletons”: Eu vou desconsiderar que faltando apenas três capítulos para o fim da temporada, Damages continua com uma sequência de cenas esparsas que não fazem muito sentido, e vou passar a falar logo daquele final de fazer cair o queixo de qualquer um (à primeira vista). Ora, com base em tudo que já vimos daquele momento, temos subsídios suficientes pra dizer que Patty saiu dali baleada por Ellen? Claro que não. Primeiro porque se Ellen fosse atirar em sua chefe, depois de muita prática de tiro à distância, ela o faria pra matar. Segundo porque em nenhum momento (pelo menos até agora) vimos Patty realmente ferida. O tiro é dado, a cena é cortada e depois ela apareceu saindo de lá com sangue na mão e extremamente abalada, sangue esse que poderia muito bem ter sido projetado de outro corpo (valeu 8 anos de CSI!). No resumo da ópera, eu acho que a vítima foi outra e só nos resta saber quem. Em termos de edição, eu daria uma nota baixa para o episódio, mas realmente a cena final salvou tudo. Damages parece estar aprendendo com Battlestar Galactica (ou com novelas brasileiras), deixando tudo para ser resolvido no último capítulo. Pena. Na primeira temporada eles foram capazes de muito mais.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/03/2009 no FX americano.

How I Met Your Mother “4×16: Sorry, Bro”: Esta é exatamente o tipo de comédia que precisa se preocupar muito pra não ficar indulgente com sua peculiar forma de contar histórias, indo e voltando no tempo em narrativas que nem sempre são reais. Em Sorry, Bro foi possível antever grande parte das piadas, justo porque a série adora trilhar certos caminhos, como a da história de Ted com sua ex (a linda Laura Prepon de That ’70s Show), que ficará para um arco episódico. Só me interessará se ela for a “mãe”, o que não acredito ser o caso. Já passou da hora de enrolarem tanto para mostrar como Ted conheceu sua mulher. Deveriam marcar data pra acabar, que nem LOST fez. The Big Bang Theory “2×17: The Terminator Decoupling”: A bem da verdade é que esse episódio de The Big Bang Theory parece ter sido escrito às pressas com a notícia de que Summer Glau (Firefly, The Sarah Connor Chronicles) iria fazer uma participação na série geek (ambas da Warner). Ora, com o universo de piadas sobre o fato dela interpretar uma andróide na mitologia do Exterminador do Futuro, o que vimos foi apenas uma tentativa de criar humor diante de situações constrangedoras e das bem ralinhas. Robótica (perdoe o trocadilho) também foi a atuação da menina, pois só conheço o trabalho dela como a exterminadora Cameron e juro que ela interpretou o mesmo papel. Ou ela é bastante limitada ou o diretor e os roteiristas foram extremamente falhos, não aproveitando o potencial da situação que tinham em mãos. Episódio bobo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory
Episódios exibidos em 09/03/2009 na CBS americana.

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Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Castle, Damages, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, Trust Me Tags: , , , , , , ,
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