LiGado em Série Responde!
Você enviou suas dúvidas no Pergunte ao Editor e agora é hora de respondê-las! Vamos lá:
E aí Bruno? O Skeet Ulrich, de Jericho, anda envolvido em alguma produção ultimamente? (Rafa)
Rafa, Skeet Ulrich nunca foi um ator de alto ou médio escalão em Hollywood. Ele sempre fez participações menores em filmes e um de seus maiores sucessos foi Pânico, com Courteney Cox, onde ele interpretou o assassino mascarado. Por isso, ele não está cotado para nenhuma produção importante na TV. Recentemente acabou de filmar um longa de pequeno porte chamado For Sale By Owner junto com Rachel Nichols e atualmente grava uma participação em Armored, com Matt Dillon e Laurence Fishburne. Já Jericho não ajudou bem sua carreira, especialmente depois do duplo cancelamento da série, que não pegou bem.
Oi Bruno, queria saber por que os canais da Globosat estão disponíveis na TVA e na TV Telefônica, mas o Universal Channel não! Não assinei o pacote novo por causa disso! Será que um dia a gente poderá assistir House na TVA? (Lilian e Robson)
Lilian, conforme me explicou a assessoria do Universal Channel, existe um contrato de exclusividade que foi assinado junto com a NET, Sky e Vivax, o que impede a sua veiculação em outras operadoras pagas brasileiras. O canal, contudo, afirmou que sempre estará buscando formas de ampliar cada vez mais o alcance do Universal Channel, mas tudo depende de negociações. Em Belo Horizonte, por exemplo, também acontece o mesmo na operadora Oi TV, que tem a rede Globosat com exceção do Universal. Por enquanto, teremos que esperar…
Talvez seja uma pergunta muito complexa, mas eu gostaria de saber como é que funcionam os escritores e diretores de uma série. Quero dizer, normalmente eles variam episódio por episódio e por mais que mude o diretor, a série sempre tem aquele mesmo estilo de direção, edição… Então quem decide como a série deve ser dirigida, roteirizada etc.? Resumindo: “Como funciona a direção e a roteirização de uma série, levando-se em conta que os diretores e os roteiristas mudam a cada episódio?” Muito obrigado. (Daniel)
Daniel, geralmente a produção de uma série escolhe roteiristas e diretores que, embora diversos, mantêm a estrutura do programa de acordo com guidelines. Especificamente com relação ao roteiro, o fato de algumas vezes um roteirista aparecer nos créditos de um episódio não quer dizer que outros não tiveram qualquer tipo de participação. Basta lembrar dos bastidores de Studio 60 ou 30 Rock: eles trabalham em times. Em LOST, por exemplo, por questões técnicas (muitos episódios sendo produzidos ao mesmo tempo), vários diretores se revezam na cadeira, sem deixar a série “solta”, já que todos seguem um padrão direcionado pela produção. É claro que temos exceções como na vez em que Quentin Tarantino dirigiu um capítulo de CSI ou nos recentes crossovers da série investigativa com Two and a Half Men. Mas essas foram trocas intencionais e de forma especial exatamente para destoarem do comum. Cada série segue seu padrão e metodologia, não existindo uma resposta padrão para todas. Temos série de apenas um roteirista e outras com mais de 15. Espero ter ajudado.
Você sabe dizer se a algo na nova temporada de House vai explicar sobre o homem que atirou nele no fim do 2º ano? Não falaram mais nada dele, quem era ou por que atirou… (Anderson)
Um dos episódios mais polêmicos de House, “No Reason” (Sem Motivo), não tem esse nome por acaso. A falta de informações sobre os fatores que levaram o sujeito a atirar no doutor é proposital, já que o foco do episódio foi justamente os conflitos internos de Gregory e a surpresa de que tudo a partir do tiro foi uma alucinação. É claro que o moço devia ter uma rixa com o medico, já que ele mesmo exclama: “chocante não é mesmo? Quem poderia te machucar?”, demonstrando que o fato não é assim tão inesperado. Bom, independente disso, não existe qualquer indicação que a história seja retomada ou não. Teremos que aguardar a estréia das novas temporadas para saber.
Quando voltam as séries Damages, Friday Night Lights e qual a situação de The Secret Diary of a Call Girl? (Leandro Rodrigues, Silvia, Daniel Nogueira)
Bom, presumo que estejam falando da volta nos EUA, porque no Brasil ainda falta muuuuito para estas séries pintarem por aqui. Damages, drama que está garantido até a 3ª temporada, não deve dar o ar da graça em 2008 por culpa ainda da maldita greve dos roteiristas. Espere ver Patty Hewes e agregados a partir de Janeiro de 2009, somente. Enquanto isso, Friday Night Lights volta no dia 1º de Outubro próximo exclusivo para assinantes da DirecTV americana, graças a um acordo que salvou a série do cancelamento. Na NBC “FNL” só estréia em 2009 e no Sony só quando Deus quiser… O detalhe é que farão episódios com algumas cenas extras na versão exibida na TV aberta de lá no ano que vem, para incentivar quem já viu pela TV por assinatura a rever. Já The Secret Diary of a Call Girl, série inglesa inédita no Brasil que é estrelada por Billie Piper (Doctor Who), volta em Setembro na ITV2 britânica. Se você quer uma lista de todas as estréias do Fall Season 2008/2009, tá na mão!
Ja temos uma data de estréia definida para a próxima temporada de 24? (Adriano Sabino)
Sim. A série só volta em 2009 nos EUA, mas antes disso terá um telefilme especial de 2 horas exibido na TV americana, que funcionará como um prólogo ligando os eventos do 6º e 7º dia na vida de Jack Bauer. A nova temporada trará uma CTU desestruturada e o julgamento de Bauer, mas tudo mudará quando Tony Almeida ressurgir das cinzas em circunstâncias ainda misteriosas. Será uma temporada promissora, não acha?
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Não tão bom quanto o episódio anterior, mas ainda excelente, o “Dia em Nevada” continuou com parte do elenco do programa detido na pequena cidade de Parhump. Tudo se resolveu na delegacia/fórum quando a verdade sobre a multa de Tom Jeter amoleceu o coração do sarcástico Juiz interpretado com maestria por John Goodman. É uma pena que tudo acabou rapidamente, já que a situação ainda tinha muito potencial cômico. Mas o destaque do episódio foi Harriet com sua peculiar visão sobre religião, homossexualismo e dogmas da igreja. Infelizmente o liberalismo do programa incomodou demais os americanos e não conseguiu atingir os brasileiros (será que é o horário?). O fato é que pouca gente vê Studio 60 e muitos não têm idéia que, por trás da fachada de um “drama sobre bastidores da TV”, a série tem um conteúdo denso, profundo e que deveria ser invejado por muitas produções pretensiosas e nada inspiradoras que têm por aí.


O episódio desta semana de Studio 60 On The Sunset Strip iniciou-se na festa do programa e depois continuou praticamente em tempo real, reinventando mais uma vez a estrutura narrativa da série. Ao invés de bastidores, desta vez vimos três singelas histórias paralelas sobre a comédia. Porém, ao invés de se render ao óbvio, o sempre brilhante e satírico roteiro de Aaron Sorkin foi incrivelmente sutil ao tratar, por exemplo, do injustificável conservadorismo do pai de Tom Jeter, que se recusou a dar o braço a torcer e reconhecer o talento e a fama de seu filho apenas porque ele trabalha com comédia. É triste constatar que até hoje realmente existem pessoas que enxergam esta distinta arte como algo proveniente da reles, dos tais “homens inferiores” da Arte Poética de Aristotéles. Em contrapartida, foi comovente ver Cal lidando com um debilitado velhinho que lutou contra o Alzheimer somente para retornar ao local onde viveu os melhores momentos de sua vida justamente escrevendo esquetes cômicas para o programa. A série também arriscou e o texto não se limitou a enaltecer o humor. A incursão de Matt e Simon em um bar de stand up comedy revelou um mal do gênero: as piadas racistas inadequadas e o problema da ausência de timing. A cada semana Studio 60 dá uma verdadeira lição sobre televisão, nunca caindo no lugar-comum. Já anseio pela próxima aula.














