Upfront 2009/2010: Séries Canceladas e Renovadas
Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?
![]()
Oficialmente Renovadas: Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.

Oficialmente Renovadas: Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas), The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.
![]()
Oficialmente Renovadas: 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.
![]()
Oficialmente Renovadas: 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas: Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.
![]()
Oficialmente Renovadas: 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.
A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation). E aí, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider!).





True Blood “1×02: The First Taste”: Depois de muita discussão no tópico da semana passada, decidi dar uma segunda chance a True Blood, pra ver se o problema é comigo e cheguei a conclusão que em parte é, sim. Reconheço que comparado ao piloto o segundo capítulo do drama evoluiu. Pouco, mas evoluiu, especialmente na história de Jason e com aquele cliffhanger envolvendo Sookie. Ainda assim, a série falha ao estabelecer bem um contexto: afinal, qual é de fato a relação entre homens e vampiros nesta sociedade? Talvez isso esteja claro para os fãs da HQ de David Wohl, mas até agora não ficou para os novatos como eu. Isso sem contar que não temos praticamente nenhum personagem que o público possa se identificar, ao contrário do que acontecia com a excelente Six Feet Under. Lotado de cenas assumidamente trash, como a “cura” da donzela através do sangue do vampiro Bill (alô, Moonlight), o episódio continuou seguindo um ritmo lento, quase parando. As diversas tramas paralelas ainda não empolgam (longe disso), servindo como um fator que distancia ainda mais o espectador da real proposta deste drama que, em si, é interessante. Mas continuarei seguindo. Às vezes emplaca.

90210 “1×04: The Bubble”: 4 episódios. Esse foi o tempo que minha esperança de que 90210 seria uma série inovadora durou. The Bubble foi um episódio literalmente sobre… nada! Vejamos: Annie fez um jogo duplo e continuou sozinha; Naomi seguiu questionando o caso do pai, que continuou tendo um caso; Dixon quebrou um retrovisor com o carro do pai, mas no fim deu tudo certo; a avó foi dar aula de teatro na escola, mas depois parou e por aí vai. Histórias estagnadas, ritmo lento, roteiro bobo. Cadê a série que estreou com a melhor audiência da história da CW há apenas três semanas? Isso sem contar que o cast anterior está totalmente avulso. Aquela participação de Brenda pareceu um remendo que o roteirista fez de última hora, pois ela foi embora do mesmo jeito que chegou: também do nada. Mas a subtrama de Kelly (que não convence como orientadora da escola) e aquele romance morno com o professor supera todas as outras no quesito chatice. Será que 90210 foi mesmo fogo de palha?
Fringe “1×02: The Same Old Story”: Não é por nada, mas raramente nós vemos uma seqüência inicial tão tensa e assustadora como esta que abriu o segundo e, digamos, intenso episódio de Fringe! Por mais que grande parte da “ciência” da série seja absurda, não dá pra negar que conceitualmente todas as idéias apresentadas e desenvolvidas são brilhantes, como a da gravidez instantânea e a da última imagem no nervo óptico. Por isso, se você espera plausibilidade fática deste drama, passe longe, porque aqui todas as maiores loucuras da ciência serão realizadas. A série evoluiu consideravelmente desde o piloto, com uma direção e montagem menos esquemática (mais ainda presente em alguns momentos) e atuações fortes de Anna Torv e Joshua Jackson. Este último, aliás, vem surpreendendo a cada cena, desvinculando-se completamente do estigmado Pacey de Dawson’s Creek. Vale ressaltar também o ótimo trabalho desenvolvido por John Noble como Walter Bishop, que consegue arrancar risadas e, mais tarde, provocar medo com sua instabilidade mental. Em The Same Old Story o padrão manifestou-se através de um sujeito que precisava a qualquer custo retardar o seu rápido envelhecimento, tornando-se um assassino serial que “furtava” as glândulas pituitárias de suas vítimas. É claro que Fringe não vai conseguir fugir completamente do estigma de The X-Files, por ser um drama “investigativo do oculto”, mas a agilidade do roteiro rendeu um episódio memorável que nem sempre era visto na série de Chris Carter.
Privileged “1×02: All About Honesty”: Eu bem que tentei dar uma chance a esta simpatica e colorida série da CW, mas não tem jeito. Privileged já mostrou em seu Segundo episódio que é uma comediazinha bem água com açúcar, careta e às vezes até cafona. Algumas coisas não descem como a rigidez constante e injustificada da patroa Laurel e o excesso de doçura da criada politicamente correta Megan. As confusões que as meninas ricas se metem são bobinhas, os potenciais romances se mostraram desinteressantes e a série em si, como falei na primeira resenha, torna-se facilmente esquecível. Neste episódio a tutora (que em nenhum momento é vista dando aulas às suas pupilas) acaba arrumando uma briga na festa com a irmã que, em retaliação, acaba ficando com o vizinho pretendente. Só. No meio de tantas estreias e retornos, não podemos dar o luxo de gastar este espaço tão disputado com uma série apenas “boazinha” como sua protagonista.
True Blood “1×01: Strange Love”: Eu já falei do piloto de True Blood aqui no blog quando vazou o preair e de como esta série é pra lá de ruim, pelo excesso de bizarrice. Pois bem, esta semana o drama estreou na TV americana e eu conferi o episódio para ver se alguma coisa capaz de salvar esta produção mudou, mas não: tirando uma seqüência aqui e outra ali, o piloto continua um horror (com o perdão do trocadilho). Além de ter uma das premissas mais esquisitas que eu já vi sendo encenadas (e que acho difícil de ser sustentada), a série traz uma seqüência absurda de acontecimentos fazendo com que esta seja uma mistura ainda mais repugnante que o sangue sintético que os vampiros do drama bebem ou aquela abertura grotesca. Vamos ver como eles conduzem o barco, mas por enquanto recomendo que fujam dessa!
Do Not Disturb “1×01: Work Sex”: Às vezes eu me pergunto como deve ser o set de gravações de uma série medíocre. Será que todo mundo vai trabalhar sabendo que estão fazendo algo ruim ou acreditam que o resultado, de alguma forma, sairá bom? Eu tenho pena de Jerry O’Connel, um ator comicamente limitado que mal saiu do fracasso de Carpoolers e aterrisou em mais uma bomba, essa Do Not Disturb. Vamos à premissa: a comédia mostra o dia a dia do staff de um hotel chamado The Inn com foco em “sexo no trabalho” e com direito à piadinhas de cunho sexual das mais baixas possíveis. A série tem um elenco enorme e apagado, cenários demais e roteiro de menos. Eu não entendo porque a FOX americana insiste no formato sitcom quando ela claramente não tem mais tradição neste segmento (basta ver o fiasco da horrível Back to You ano passado). Em resumo, essa é mais uma daquelas comediazinhas descartáveis, sem graça que será cancelada e esquecida logo. Não percam tempo. Aqui não entra mais.
90210 “1×03: Lucky Strike”: Contrariando todas as expectativas até dos mais otimistas críticos de TV, 90210 está se revelando uma das melhores estréias deste e dos últimos fall seasons. O episódio da semana passada misturou bem drama, romance, intriga e muita descontração. Parece que a série está conseguindo fugir do estigma teen, transcendendo idades e de quebra agradando os fãs da antiga versão. Eu particularmente gostei muito da história de Silver que é fruto de um lar quebrado e que enxerga nos Wilson o espelho de uma família ideal. É irônico como que Annie e Dixon têm exatamente tudo que ela quer e não dão tanto valor. Aliás, essas relações familiares desajustadas foram o tema do episódio, pois a mimada Naomi também teve a sua quota de tragédia quando descobriu que seu pai traía sua mãe e esta tolera o affair em prol do estilo de vida que leva. Este início de 90210, da mesma forma que ocorreu com The OC, está agradabilíssimo de acompanhar. Tomara que consigam manter esse bom nível por mais tempo.
Privileged “1×01: Pilot”: Ta aí uma série que me surpreendeu esta temporada. Depois de ler a premissa – uma escritora de tablóides que após perder o apartamento e o emprego vira uma tutora de duas meninas ricas e enjoadas em Palm Beach – esperava uma verdadeira bomba. Não é. É claro que Privileged também não é nenhuma obra prima, mas os elementos básicos de uma boa série estão ali, apesar dos clichês. É como se estivéssemos assistindo um daqueles filmes de Sessão da Tarde sobre babás inusitadas de meninos ricos, mas com um texto ágil e bem atual. Infelizmente não vejo como esta série poderá sobreviver neste mar de estréias e retornos, pois ao mesmo tempo que é bastante legalzinha de ver, também é facilmente esquecível por não ter “nada de mais” em sua trama. Aquela rivalidade da irmã mais velha Sage com a doce e carismática protagonista Megan renderá alguns bons momentos, mas não consigo ver um futuro para esta série (espero estar errado). De qualquer forma, é bom não se apegarem muito até termos a certeza de que estará garantida pelo canal.
