A Semana em Série, Parte I

Dexter “3×02: Finding Freebo”: Agora que sabe que vai ser papai, Dexter enfrenta um inevitável dilema em sua mente: será que seu filho herdaria os seus instintos assassinos? Seria melhor abortá-lo, tornando o bebê uma de suas vitimas? Estas e outras divagações tomaram conta deste incrível episódio da série e mais uma vez a história tomou um rumo totalmente inesperado. Livre do Código de Harry, o mundo de Dexter virou de cabeça para baixo quando o passional Miguel Prado presenciou o pós crime do nosso assassino favorito, numa cena que certamente fez muita gente pular do sofá. Mas surpreendente mesmo foi a reação do promotor que, mais tarde, descobriríamos estar ali pelo mesmo motivo que Dexter: fazer justiça com as próprias mãos. O fato abriu definitivamente todas as portas para mais uma promissora temporada. Dexter novamente se reinventou e garantiu o status de melhor drama atual.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 05/10/2008 no Showtime americano.
Entourage “5×05: Tree Trippers”: De tempos em tempos presenciamos na TV episódios de séries que transcendem a tela e se tornam épicos instantâneos. Desta vez a jornada de Vinny Chase e sua entourage até o famoso parque/deserto Joshua Tree rendeu um destes clássicos atuais. O motivo da viagem? Entrar em contato com a natureza para que Vinny decida de uma vez por todas se vai estrelar a refilmagem caça-níquel de Benji ou se irá se dedicar ao promissor Smokejumpers, do qual nem convidado é (escolheu este último, óbvio). É claro que o destaque da série é Jeremy Piven, que ao longo desta temporada trabalha para garantir o Emmy 2009, o seu 4º consecutivo pelo mesmo papel. Ora, só pode. Ari Gold sob o efeito de “cogumelos mágicos” já é o highlight deste ano e Rex Lee como Lloyd também estava simplesmente brilhante. Com uma fotografia pra lá de deslumbrante, este simples, porém imprescindível episódio de Entourage já figura como um dos melhores de toda a série e do gênero.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 05/10/2008 na HBO americana.
Heroes “3×04: I Am Become Death”: Longe ainda de atingir o seu verdadeiro potencial, a 3ª temporada de Heroes começa a trilhar o caminho certo. Aos poucos a premissa “Vilões” vai tomando forma com a indicação que os maiores inimigos dos heróis podem estar latentes dentro de cada um. Num futuro onde a fórmula roubada de Hiro está acessível a qualquer cidadão que dispõe de pronto pagamento, Peter Petrelli seguiu no seu calvário temporal apos a captura de seu “eu” posterior. Para a surpresa de todos, o futuro revelou um Sylar bonzinho e criando um filho e a determinação de Claire em executar o seu poderoso tio trouxe uma explosiva consequencia. Como eu disse, Heroes segue no caminho certo, mas dá muitas voltas (incusive no tempo) para chegar ao seu objetivo e isso, na maioria das vezes, é bem maçante de acompanhar. Talvez se o roteiro seguisse uma trajetória mais linear a série definitivamente engrenaria de vez. Por enquanto continua na promessa.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 06/10/2008 na NBC americana.
Chuck “2×02: Chuck Versus the Seduction”: Acho que pela primeira vez desde o piloto, Chuck encontrou o seu melhor momento e apresentou um episódio redondinho e equilibrado. O percalço pelo verdadeiro Cipher acabou exigindo que o herói seduzisse a misteriosa viúva-negra Sasha Banacek (Melinda Clarke, de The OC), com a ajuda de um inusitado espião, interpretado pelo ótimo John Larroquete (de Boston Legal). O núcleo “Buy More” também teve uma revitalizada com as constantes confusões do novo gerente e a captura de Casey e Sarah também criou um ótimo cliffhanger para o próximo capítulo. Leve e descontraída, a 2ª temporada de Chuck está sendo uma surpresa bastante agradável.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 06/10/2008 na NBC americana.
Prison Break “4×07: Five the Hard Way”: Que bom que Prison Break segue avançando consideravelmente em sua trama, sem dar voltas como várias séries de ação fazem. Aqui tudo está caminhando para um objetivo concreto: a busca por Scylla e a invasão do QG da Companhia para decifrá-lo. Em Five the Hard Way Lincoln e parte da turma seguiram para Las Vegas atrás do 5º cartão, enquanto Scofield ficou para cuidar da parceria T-Bag/Gretchen. Na cidade do pecado, Sucre recebeu do portador do cartão uma proposta muito indecente, mas ao final inesperada por todos e Roland pode ter colocado todo o plano a perder com a apreensão do aparelho, fazendo com que o 6º cartão, de posse do general, terá mesmo que ser roubado. Infelizmente o episódio não foi impecável por causa do ato final envolvendo T-Bag, mais uma vez poupado por Scofield.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 06/09/2008 na FOX americana.
Friday Night Lights “3×02: Tami Knows Best”: Tami Taylor colheu os frutos de sua polêmica decisão de realocar os fundos do telão Jumbo Tron para fins acadêmicos, o que para a cidade que vive em função do esporte chega a ser uma heresia. Além de ter comprado briga com os peixes grandes de Dillon, ela pos em risco seu próprio casamento. Comovente foi a situação que Matt Saracen se encontrou, sendo obrigado a procurar emancipação para virar o guardião de sua guardiã. Lorraine sofre com demência e o garoto precisou recorrer à mãe que o abandonou para pedir a autorização de virar um adulto e suportar uma pesada carga de obrigações. O talento do ator Zach Gilford é invejável e a cena do encontro entre mãe e filho foi contida, mas tensa e muito bem executada. Friday Night Lights continua tratando de problemas sérios e reais, como a dificuldade de Smash Williams em entrar para uma faculdade lesionado e a forma que Tyra encontrou para vencer as eleições no colégio, tornando-se aquilo que vem lutando pra ser: um objeto sexual. Estou apenas sentido falta de Jason Street, mas sei que em breve saberemos o que aconteceu com o rapaz. Esse foi mais um touchdown da melhor série teen já produzida.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 07/10/2008 na DirecTV americana.
Amanhã a Semana em Série continua, com comentários de True Blood, Dirty Sexy Money, Pushing Daisies, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, Two and a Half Men, Grey’s Anatomy, Life on Mars e Boston Legal.
Under and Out, o antepenúltimo episódio desta eletrizante temporada de Prison Break, começou surpreendendo com a atitude de Gretchen com relação a Sucre, após ter descoberto a falha tentativa de explodí-la! Ora, ela já fez coisa muito pior por bem menos e deixou essa bem barato. Em Sona, a iminência da fuga trouxe a necessidade de formação de novas estratégias e alianças: T-Bag, o mestre da lábia, tentou se garantir, pois ele sabe que lá fora é a verdadeira “Terra de Ninguém”. O que me incomoda em tudo isso é a conversa fiada de Whistler e a cada episódio que sua verdadeira identidade e seu valor para a Companhia são omitidos, fica cada vez mais necessário que essa informação seja realmente bombástica. Estraçalhada e desesperada, a esperança dessa organização parece estar depositada naquele livrinho de pássaros que o pescador carrega e isso pode significar que a tal “busca pela verdade” tem data marcada para acabar. Felizmente anoitece e todo o plano de Scofield se encaixa: a falta de luz, o recuo do gerador… Faltam poucos segundos! Sim, Prison Break é uma série com um texto forçado, tendencioso e implausível, mas a competência da direção, edição e do excelente casting são capazes de superar estas limitações e frequentemente entregar episódios incríveis como este.

Dexter “3×01: Our Father”: Embora cada temporada de Dexter inicie e complete um ciclo, sem deixar cliffhangers para a próxima, é notório o crescimento do personagem principal ao longo dos anos. Hoje ele se conhece mais e melhor e por isso decidiu fazer uma livre e profunda revisão do Código de Harry, o conjunto de leis e normas que seu pai adotivo deixou como legado. Mas esta foi uma terrível decisão do nosso herói serial killer, pois algo inédito em toda a sua jornada aconteceu: ele matou o sujeito errado por impulso. Pior, a vítima era o irmão de um poderoso promotor de Miami. Há quem diga que este começo de temporada foi “morno”, mas eu discordo. É exatamente porque a série se renova a cada ano que esta deverá ser uma das mais intimistas temporadas, já que Dexter precisará conviver, pela primeira vez, com esse fardo enorme em sua consciência, sem contar na bombástica e inesperada gravidez de Rita. Pois é, Dex vai ser papai. Um excelente início de temporada para o melhor drama da atualidade.
Entourage “5×04: Fire Sale”: Enfim chegamos no ponto alto desta temporada, que instaurou a verdadeira batalha no (sub) mundo do showbizz. Afinal, quem levará a melhor? O sensato, mas inexperiente Eric ou o escolado, porém impulsivo Ari? Os dois chegaram em uma situação impossível depois de articularem muito para conseguirem vender o roteiro: a oferta de Ari tem Vince em um papel secundário, mas com um preço baixo pelo texto e a de Eric tem um excelente preço, mas sem Vince na jogada, já que Alan Grey, da Warner (estúdio que produziu o esnobado Aquaman 2), é o comprador. As cartas estão na mesa nesse mercado onde estúdios compram um roteiro apenas para não deixarem o concorrente por as mãos e mais uma vez o astro em declínio colhe os frutos de sua arrogância e inconsequencia. O episódio ainda trouxe Johnny Drama em um dos piores momentos de sua carreira (e, mais uma vez nesta temporada, um dos melhores de toda a série), humilhado em rede nacional no programa The View. Entourage continua arrasando no topo de nossa cobertura!
Heroes “3×03: One of Us, One of Them”: Neste episódio começamos a vislumbrar a direção que a temporada pretende tomar, despertando um lado desconhecido em heróis e vilões, na clássica filosofia “Ying & Yang”. Por isso nós vimos uma Claire amargurada e perdida ao ter que aceitar seu eterno destino e, ao mesmo tempo, Sylar nobremente trabalhando (ou quase isso) lado a lado com Noah Bennet. Mas infelizmente Heroes é uma série que não consegue desvincular-se de suas amarras, trazendo sempre à tona alguma storyline repetida e desinteressante, como a jornada de Parkman com o “Isaac Mendez” africano e mais uma aborrecida personalidade (ou clone) de Nikki/Jessica, a mulher “Sub-Zero” Tracy. Outra coisa que incomoda muito é a nada inspirada edição, que constantemente falha na tentativa de concatenar inúmeras tramas paralelas em um único episódio. São tantos personagens que às vezes você até esquece que tal herói existe ou o que ele estava fazendo. É uma pena também que voltaram a transformar Hiro em um bocó, com um alivio cômico que não serve à história. Precisamos fazer muitas concessões para continuar acompanhando Heroes, porque ficamos sempre esperando os momentos geniais que eles sabem fazer. O problema é que às vezes isso demora demais.
Chuck “2×01: Chuck Versus the First Date”: Esta é outra série do canal NBC que precisamos engolir muito sapo em prol da diversão. Em dois momentos idênticos neste mesmo episódio de estréia da 2ª temporada, o gigante interpretado por Michael Clarke Duncan precisa ameaçar jogar Chuck de uma sacada apenas para tomar um objeto que está em suas mãos! Como assim? Mas tirando isso, Chuck Versus the First Date conseguiu estabelecer-se melhor como uma comédia do que como uma comédia de ação, rendendo ótimas situações. Aquela cena em que o atual Intersect engana todos os vilões utilizando apenas um telefone e o cérebro geek de seu escudeiro Morgan foi divertidíssima. Acertada também foi a inclusão de um objetivo mais claro na série, com a destruição do novo Intersect e os inevitáveis e promissores desenrolares deste ataque. Em suma, Chuck voltou a divertir (porque os últimos episódios da primeira temporada estavam chatíssimos) e continuaremos a acompanhá-la por aqui.
Prison Break “4×06: Blow Out”: Prison Break entrega mais um episódio sólido e muito bem executado. Sem perder tempo, a história já começou no meio da busca por mais um cartão Scylla, que acabou culminando na prisão de Mahone e despertando reações diversas sobre como proceder em situações como esta. Felizmente Michael Scofield deu uma de Harry Houdini (ou Criss Angel) e armou um elaborado plano de resgate no fórum, deixando até o implacável Wyatt de boca aberta. O episódio até nos levou a pensar que iriam abandonar Mahone lá (a série adora fazer isso), mas ainda bem que trilharam outro caminho. Gretchen finalmente fez um retorno triunfal integrou o núcleo T-Bag, o que deverá render ótimas situações nos próximos episódios. A 4ª temporada de Prison Break definitivamente se estabeleceu como uma das melhores de toda a série, perdendo apenas para a primeira, claro.
Gossip Girl “1×05: The Serena Also Rises”: Esta temporada de Gossip Girl está cada vez mais surpreendente, com excelentes episódios em sequencia. O roteiro está dosado, todas as tramas paralelas estão interessantes, até mesmo as da família Humphrey. Este capítulo marcou a definitiva ascensão da socialite Serena em detrimento da amiga Blair, que é uma compulsiva por atenção. É claro que o tema é frívolo ao extremo, mas é mérito da série fazer com que nos importemos com pessoas tão fúteis como as upper east siders. Mas desta vez o destaque absoluto foi Chuck Bass e sua jornada auto destrutiva que envolveu Dan, já que este buscava inspiração para um de seus contos. O ator Ed Westwick conseguiu explorar muito bem esta nova camada dramática introduzida pela culpa que o personagem carrega por ter “matado” sua mãe no parto. Toda semana a turma de NY dá um show sobre como fazer uma série teen que leva seu público a sério, transcendendo a barreira da idade como poucas até hoje conseguiram.
Dirty Sexy Money “2×01: The Birthday Present”: A greve dos roteiristas acabou sendo positiva para as séries estreantes da temporada passada, pois grande parte delas está voltando com uma qualidade jamais vista. Este é o caso de Dirty Sexy Money que atingiu o seu melhor momento nesta agitada estréia. Começando pelo fim (o que é sempre interessante), o capítulo foi centrado nos preparativos para a grandiosa festa de aniversário que os Darling prepararam para o advogado Nick George e na acidental morte da mulher de Patrick. Porém, as circunstâncias desfavoreceram totalmente o candidato ao Senado americano e os desenrolares da farsa que criaram para encobrir a morte foram bombásticos: uma casa de campo destruída e a traição da mulher de Nick com Jeremy Darling (que beijo aquele, não?). Igualmente surpreendente foi a prisão de Letitia Darling pela morte de Dutch, já que todo mundo esperava o mandado de prisão para Patrick (um ótimo trabalho da direção, diga-se de passagem). Dirty Sexy Money voltou com tudo e esta temporada promete!
Friday Night Lights “3×01: I Knew You When”: Com um tema bastante específico e restrito, é impressionante como que cada frame de Friday Night Lights torna a série grandiosa e única. Após um considerável salto temporal, os dilacerados Dillon Panthers iniciaram a temporada 2008 sem perspectivas concretas de vencerem mais um campeonato, mas Eric Taylor nega com veemência este fato. O time está desfocado, Smash Williams ainda se recupera de uma grave lesão e Matt Saracen já não consegue a posição de destaque. Aliás, as palavras do pai de um proeminente talento jovem foram as mais sensatas: o fato do treinador Taylor ter transformado um jogador medíocre na estrela do Campeonato Estadual mostra o quão competente é o treinador. Mas acima de tudo, Friday Night Lights continua usando o esporte como pano de fundo para o verdadeiro drama teen da vida real. No lugar de intrigas e brigas de ego em bailinhos milionários, em Dillon, Texas os problemas ganham outra dimensão, como a difícil luta de Tami Taylor para organizar as prioridades do orçamento escolar e a batalha de Tyra para mudar o triste futuro que ela enxerga através da irmã e da mãe. Que bom que a DirecTV salvou esta impecável e cuidadosa produção do cancelamento. Clear eys, full heart… Can’t lose!
Pushing Daisies “2×01: Bzzzzzzzz!”: Depois de nove meses, duas semanas, cinco dias e vinte e três horas, o sol nasce e estamos de volta ao maravilhoso mundo de Couer d’ Cour. Eu confesso que por mais que eu adore este show, o episódio em si não me conquistou, já que a apresentação e resolução do “caso da semana” foi desinteressante. Em Bzzzzzzzzz! uma disputa corporativa e mórbida na indústria do mel só serviu para afastar a trama do trilho principal. Os fatos são estes: os melhores momentos de Pushing Daisies ocorrem quando a história está diretamente centrada em seus protagonistas, que, por si só, já são suficientes para sustentar a série. Basta ver a engraçadíssima epopéia de Olive no convento (numa divertida homenagem à Noviça Rebelde) ou os quase encontros de Lily e Vivian com a ex-falecida sobrinha Chuck. Tecnicamente, Pushing Daisies segue irrepreensível, como se cada cena fosse pintada à mão, mas já passou da hora desta série engrenar com um storyline verdadeiramente empolgante e breathtaking como o resto da produção.
The Big Bang Theory “2×02: The Codpiece Topology”: Foi acertadíssima a volta de Leslie Winkle à série como o novo interesse “romântico” de Leonard e, de quebra, trazendo um “arqui-inimigo” para Sheldon. A forma com que ela lida com o “amor”, como se fosse o mero fruto de uma experiência bioquímica e sociológica é divertidíssima, rendendo os melhores momentos deste episódio. Ela deveria ser uma personagem fixa, porque Rajesh e Howard não estão nada bem nesta temporada.
How I Met Your Mother “4×02: The Best Burger in New York”: Este atípico episódio de Mother trouxe uma crônica sobre o resgate de valores culturais de uma cidade que cada vez mais se torna impessoal, mecânica e tomada por franquias de multinacionais. Digo atípico, porque para contar essa história o capítulo se tornou maçante, com apenas uma piada boa aqui e ali (o Goliath National Bank de Barney estragando e salvando a noite e a foto do apresentador Regis por toda Nova York). Já vimos melhores.
Two and a Half Men “6×02: Pie Hole, Herb”: Continuo achando Two and a Half Men extremamente repetitiva e sem nenhum atrativo. As mesmas piadas são exaustivamente revividas. Quantas vezes já vimos Alan sendo expulso do bachelor pad de Charlie por seu comportamento neurótico e mesquinho para depois vermos ele voltar pedindo desculpas? Isso sem contar na óbvia e previsível piada com Jake sendo substituído por um macaco… A série precisa urgentemente se renovar.
Toda a história de Prison Break começou com a prisão de Lincoln Burrows para encobrir um esquema da Companhia envolvendo Terrence Steadman e ao longo o primeiro ano acompanhamos a jornada de seu irmão para resgatá-lo do corredor da morte. Mas a série, cuja premissa é a fuga de uma prisão, não parou aí. Conveniente ou não, o subtítulo brasileiro que a série ganhou – “Em Busca da Verdade” – acaba por dar o tom de qual é o real objetivo deste intenso drama de ação: desmascarar uma poderosa organização que dita a política e a economia dos EUA em benefício de poucos e às custas da vida de muitos. Em Dirt Nap as coisas começaram a encaminhar. Scofield precisou sujar (muito) as mãos para tirar do jogo a maior ameaça de pôr todo o plano de fuga a perder: Sammy. Depois de surrar o pobre do Bellick, o capanga foi literalmente enterrado vivo por Scofield. Apesar de que muita gente já morreu na série (e põe gente nisso), nunca ninguém foi “embora” pela ação direta do nosso herói e isso vai pesar em sua consciência eventualmente. Mas a fuga de Sona não valerá de nada se do lado de fora as coisas não estiverem acertadas. Falo é claro das atitudes impensadas de Burrows e Sucre, que podem se tornar pra lá de perigosas. Aquela idéia de colocar uma bomba no carro da implacável Gretchen foi absolutamente ridícula. Este foi mais um episódio tenso, mas que deixou muitas amarras soltas para o próximo. Essa fuga precisa vir logo!

Entourage “5×03: The All Out Fall Out”: Jeremy Piven justificou neste episódio porque recebeu três prêmios Emmy consecutivos por sua magnífica atuação em Entourage. Se Ari Gold corriqueiramente já é inspiradíssimo, neste episódio ele foi simplesmente genial. Afinal, o cara ganhou uma Ferrari de presente da esposa e já de cara a bateu num racha com o rival Adam. Isso ainda desencadeou sucessivas prank jokes culminando num dos melhores momentos de toda a série: Ari, aos tapas, exigindo um pedido de desculpas. Já Vince se viu mais uma vez financeiramente acuado, sendo obrigado a fazer “bicos” em bailes de debutantes para bancar seu estilo de vida (e o de sua entourage, claro). É uma pena que esta comédia tenha apenas 30 minutos, porque passa rápido demais de tão boa! A série segue invicta e a temporada está só começando!
Heroes “3×01: The Second Coming” / “3×02: The Butterfly Effect”: Depois de uma capenga 2ª temporada, Heroes voltou com a missão de ressurgir das cinzas e os primeiros episódios deste novo ano cumpriram parcialmente este objetivo. O grande problema é que a história já deu tantas voltas (inclusive no tempo) que muita coisa mostrada parece repetida (e às vezes é), como a Terra mais uma vez “ameaçada” por algo que não sabemos e a eterna “dança do poder” na Companhia. Mesmo estando claro que esta é uma graphic novel filmada, certas coisas não descem como Hiro avançando no tempo e “caindo” no mesmo dia e local onde (i) o mundo estava acabando e (ii) ele presenciava o momento em que seu fiel (e agora poderoso) escudeiro Ando o assassinava. Isso sem contar no “Super Mohinder”, que chegou a ser patético, especialmente pela súbita mudança das prioridades do cientista. Mas ainda assim os episódios conseguiram um saldo positivo, pois a história de Sylar e dos demais vilões trouxeram a polaridade (mocinhos vs. vilões) que a trama urgentemente precisava. Resta saber agora quem vai estar de qual lado, já que em vários momentos temos dúvida sobre as verdadeiras intenções de cada herói (Claire no futuro, Ando, Daphne e Peter). Este último, aliás, se destacou com o seu elaborado e misterioso plano, que envolveu até um atentado à vida do irmão. Heroes só precisa tomar o cuidado de evitar resoluções fantasiosas e simplórias demais para os “perigos”, pois isso pode contribuir para afastar ainda mais o pequeno público que ainda acompanha este drama. Vamos ver se a temporada desta vez emplaca.
The Big Bang Theory “2×01: The Bad Fish Paradigm”: Embora divertida, The Big Bang Theory é uma série que sobrevive basicamente no talento de um ator: Jim Parsons. Sheldon é e sempre foi o coração e alma desta comédia e este retorno apenas reafirmou isso. A temporada estreou com Leonard e Penny voltando daquele primeiro encontro e o que poderia render diversas situações potencialmente cômicas (o relacionamento entre os dois), por enquanto ficou só na promessa. Sheldon foi o guardião do segredo de Penny e isso fez com que ele precisasse sair de casa para não revelá-lo à Leonard. Mas o geek teve que voltar rapidamente porque ninguém consegue conviver com o assumido nerd. Isso é o que falta em Leonard: assumir que de fato é um bitolado, pois toda vez que ele tenta dar uma de cool acaba se dando mal. A comédia continua lotada de referencias pop (“I’m Batman”), mas ainda com moderados momentos geniais como o QI de seus protagonistas. Talvez deixaremos a cobertura desta série para um futuro Season Pass… Vou conferir os próximos para ter certeza…
How I Met Your Mother “4×01: Do I know You?”: Ah, como é bom voltar a ver Ted, Robin, Lilly, Marshall e, é claro, Barney! A comédia voltou com tudo, num episódio redondinho e agradabilíssimo de assistir. Agora noivos, Ted e Stella começaram a descobrir que não sabem quase nada um do outro e Barney começou a exibir os “sintomas” de sua paixão pela amiga Robin, o que foi hilário! Mulherengo ao extremo, o bon vivant viveu situações inéditas, tendo inclusive que dispensar mulheres (ou, pelo menos, pensar em dispensá-las) e esse seu novo e imprevisível comportamento vai ser divertidíssimo de acompanhar ao longo da temporada. Outra coisa bastante legal são as referências aos anos 70 e 80, desta vez com a saga de Star Wars, que é o filme favorito de Ted, só que nem tanto o de Stella. Mas o melhor de How I Met Your Mother, contudo, continua sendo a forma como a história é contada, cheia de flashbacks e flashfowards, mas sempre com base num ponto de vista que, às vezes, nem verdadeiro precisa ser para criar uma excelente piada. Que bom que o formato sitcom ainda consegue render bons frutos como este!
Two and a Half Men “6×01: Taterhead Is Our Love Child”: A estréia do 6º ano de Two and a Half Men indica que a fórmula desta comédia já está gasta. Não que o episódio não tenha sido bom, pelo contrário, mas a impressão que ficou ao final é: “já não fizeram isso antes?” Foi até legal aquela história do Charlie ser enganado pela ex e a insinuação óbvia de que a mulher de Alan não foi tão fiel assim no casamento, só que falta uma storyline que revire a residência dos Harper de cabeça pra baixo como antes. A inocência de Jake, agora grande, também deixou de ser engraçadinha, porque soa como burrice. Este episódio não foi excepcional como um dia Two and a Half Men já foi e sabemos que Chuck Lorre pode fazer mais e melhor. Se a temporada não engrenar, deixaremos para comentar todos os episódios num futuro Season Pass.
Prison Break “4×05: Safe and Sound”: Continuando a busca por mais cartões Scylla, desta vez Scofield e Burrows foram mais longe para resgatar os dados de um poderoso membro da Companhia: em um prédio federal. É aí que a série encontrou mais um interessantíssimo nicho. Se antes eles precisavam escapar de estruturas, a ordem agora é invadi-las (e escapar de novo) e ninguém faz isso melhor que um engenheiro com um QI elevado. O plano foi inteligente, bem executado e, apesar de ter levado quase o episódio inteiro para funcionar, no final valeu muito a pena. Mahone também tomou um importante papel nesta etapa da série, pois ele se elegeu como responsável para parar o implacável assassino da empresa, que brutalmente matou seu filho (achei que ele tinha matado a esposa junto, mas não). Espero continuar a ver mais episódios assim e tomara que não resolvam prolongar a série por mais temporadas porque, convenhamos, já está de bom tamanho, não é mesmo? Prison Break mais uma vez cumpriu o seu objetivo e nos deixou no limite da tensão! Queremos ver a Companhia no chão!
Terminator: The Sarah Connor Chronicles “2×03: The Mousetrap”: Sinto informar que esta é mais uma produção que deixa a Semana em Série apos dois episódios seguidos em que a trama permanece estagnada. The Mousetrap foi mais um episódio que deu voltas e mais voltas para não chegar a lugar algum. Os personagens apenas ficam movimentando pra lá e pra cá criando situações para encher linguiça, enquanto a nossa paciência vai se esgotando. Não é que Sarah Connor nunca tenha enrolado, longe disso, mas pelo menos na primeira temporada a série divertia. O prólogo sempre promete que veremos “a luta contra a criação da Skynet” que “começa agora”, mas esse agora nunca chega! Os nada carismáticos Sarah e John passaram todo tempo fugindo do exterminador de meia-tigela Cromartie e nem Sonya Walger, que dá um verdadeiro show em LOST, conseguiu salvar este episódio. De qualquer forma, tendo em vista que já começamos a falar da série aqui, a cobertura fica para o Season Pass ou, se melhorar, retomamos quando a Warner voltar a passar.
Gossip Girl “1×04: The Ex-Files”: Agora é guerra! A rede de intrigas está armada e no comando de tudo está Chuck Bass, com ajuda da sempre presente Gossip Girl! O cara simplesmente decidiu usar o caos que criou na alta sociedade do Upper East Side com seu maquiavélico plano para fazer com que Blair retorne aos seus braços. Pra isso ele resolveu começar apimentando o término de Dan e Serena interpondo um novo interesse romântico para o rapaz. Mas o que isso tem a ver? Fazendo com que a loira se rebele e volte para a posição de destaque, isso inevitavelmente destituirá a “Queen B” do titulo de rainha dos “projetos”. Planejamento a longo prazo, não? A outra mestre da manipulação, Blair, descobriu o caso que a duquesa tinha com seu namorado, mas depois de arquitetar uma excelente saída que ainda salvaria a família Archibald da falencia, a intrometida Vanessa colocou tudo por água abaixo. Só eu que fiquei com vontade de esganar aquela menina? Dando sequência os episódios sensacionais desta nova temporada, The Ex-Files só não foi impecável como os anteriores por causa de alguns exageros aqui e ali e o núcleo “pais”, que nunca emplaca.
Grey’s Anatomy “5×01: Dream a Little Dream of Me, Parts 1 & 2″: Shonda Rhimes não colocou aquelas palavras na boca do Chief à toa. Da mesma forma que ocorreu com a equipe de cirurgiões do Seattle Grace, o time de roteiristas da série também deu uma relaxada na 3ª temporada e este foi um chamado geral: é hora de melhorar ou rua! Mas ainda falta muito para conseguirem reerguer este drama e fazer com que ele volte a ser o que um dia já foi. Apelaram até para o espírito de Denny Duquete, mas sem sucesso. A idéia de premiére dupla também não foi boa, já que prolongaram aquele maçante caso dos acidentados na limusine por tempo demais. Grey’s Anatomy atinge o seu ápice quando o foco está nos residentes e internos, porque nos importamos com eles. Mesmo assim, Dream a Little Dream of Me retomou alguns assuntos pendentes, como o caso de Torres e Hahn e aquela nada convincente mudança de Grey para a casa de Sheppard. Mas a melhor e pior cena dos episódios ficou com Christina Yang. Logo após dizer várias verdades à melhor amiga (algumas delas entaladas na boca de todo fã da série), a medica foi alvo de uma estalactite de gelo! E o pior é que ao invés de tirarem ela debaixo da marquise, deixaram ela lá sujeita até a morrer se mais uma pedra caísse! Shonda Rhimes precisa por ordem na casa logo, senão é ela que ficará sob aviso.
The Office “5×01: Weight Loss”: Durante quatro temporadas Steve Carell e sua turma provaram que são gênios do humor, pois criaram um universo único e muito específico. Por mais absurdas as situações criadas, tudo fica plausível na filial da Dunder Mufflin Scranton. Eles são todos losers na essência e nesta estréia o grupo precisava se unir para perder peso, graças a um novo projeto do RH. Perderam a competição, claro. Michael Scott, aliás, nunca esteve tão engajado nestas ações como agora, graças à igualmente irreverente Holly. Já se foi a era Jan! Os dois têm potencial de formar um casal tão forte quanto Jim e Pam hoje são. Mas quem acha que esse temporário distanciamento dos agora noivos vai trazer problemas conjugais sérios? Isso foi sinalizado e deverá ser explorado. Ah, e Holly finalmente descobriu que Kevin não é retardado, Ryan está de volta como temp, mas o ponto alto do episódio foi mesmo o triangulo amoroso Andy-Angela-Dwight. Uma sacada pra lá de genial dos sempre brilhantes roteiristas desta incrível comédia.
O episódio desta semana de Prison Break retomou a ação exatamente de onde o anterior parou e Scofield ficou literalmente encaixotado pelo sol do Panamá. Acuado, ele precisou improvisar e acabou desencadeando uma série de fatores que levaram à prisão da tão temida Gretchen. Infelizmente, a capacidade de adaptação da moça é tão impressionante quanto as várias habilidades de Michael. Destemida e determinada, a capanga raramente se mantém numa posição desfavorável nesse eletrizante jogo. Eu simplesmente não sei como os irmãos vão conseguir sair dessa. Felizmente, Burrows começou a pensar e agora é possível vislumbrar que seus pequenos planos podem, de fato, ajudar na fuga de alguma forma. Na prisão o destaque absoluto foi Bellick quebrando as regras da “Luta Pé-de-Galinha” e as movimentações de T-Bag, Mahone, Lechero e Whistler dão a entender que a fuga ainda está de pé e que todos vão juntos. Só resta saber quando!

Não teve jeito. Eu disse
Entourage “5×02: Unlike a Virgin”: Leigthon Meester, Tony Bennet, Giovani Ribisi, Lukas Haas, Carla Gugino e o inspirador da comédia (e produtor executivo) Mark Wahlberg como convidados mais do que especiais… Nada mal para um início de temporada, não? O que vai ser bem interessante este ano é a briga que Eric e Ari vão travar por Vinny Chase; o primeiro buscando pra ele um filme com um bom roteiro e o segundo à caça de um studio movie para alavancar a carreira de seu cliente. Acho nobre esta consideração que o inescrupuloso e volátil Ari tem há anos com Vinny. Mesmo ele tendo sido um de seus clientes mais importantes no início de carreira, não são todos que agem assim nesse meio, sabotando um importante screener só para atender um astro em decadência. Johnny, por sua vez, estava hilário com aquele relacionamento virtual que mantinha com a garota que conheceu em Cannes, numa excelente interpretação do ator Kevin Dillon. Mas os melhores momentos de Entourage (depois dos de Ari, claro) ocorrem quando a série percorre, através dos meninos, os bastidores e a sordidez de Hollywood de forma extremamente sutil e, não por isso, menos ácida (a história da cantora pop virgem, os roteiristas bitolados e talentosos, a guerra entre agências etc.): tipos e estereótipos se confundem num dos universos mais fielmente retratados na TV. Cada cena parece ser exaustivamente trabalhada, tornando esta série impecável em todos os sentidos. Atualmente é a melhor comédia em exibição, não restam dúvidas!
Prison Break “4×04: Eagles and Angels”: Infelizmente este não foi um episódio digno dos últimos vistos em Prison Break. Retomando a ação de onde o drama havia parado, Scofield e sua “gangue” seguem em busca das outras cinco partes de Scylla e isso mostrou-se ser um trabalho mais burocrático do que poderíamos imaginar. O problema é que para pegar os almejados dados a trama dá inúmeras voltas, impedindo que aquelas seqüências geniais de invasão ou fuga que estávamos acostumados aconteçam. Ao invés disso, temos que testemunhar Scofield preso em uma sala “sem ar” para logo em seguida ser resgatado por seu irmão de forma até blazé. Outra coisa que não desce é a storyline de T-Bag naquela empresa. Tudo bem que ele está seguindo o plano de Whistler, mas aquilo não desce, é artificial demais. O melhor do episódio foi mesmo a perseguição da Companhia à Sara e, convenhamos, ela mereceu depois do que aprontou com o celular e cartão de crédito. Fato: o episódio não empolgou, Sucre, Bellick e Mahone seguiram totalmente avulsos e a direção foi completamente tendenciosa com aquele excesso de “mini-flashbacks” que às vezes mostravam cenas exibidas há menos de 15 minutos. Prison Break consegue fazer bem melhor que isso, não?

Terminator: The Sarah Connor Chronicles “2×02: Automatic for the People”: A primeira temporada de Sarah Connor foi inconstante e este segundo ano parece que vai continuar seguindo este caminho. Depois de uma ótima estreia, veio mais um filler que não apenas deixou a trama congelada, como tambem fez com que este fosse um dos episódios mais mecânicos de toda a série. A impressão que passa depois de um capítulo como esse é a de que a serie tem pouca história para contar e por isso eles precisam ficar enchendo linguiça através da inserção de vários pit-stops que impedem o desenvolvimento concatenado do que ocorreu no episódio anterior com o atual, como foi o caso da história envolvendo aquela usina nuclear e o novo interesse romântico de John Connor (irmã da Claire de LOST?). As lutas e cenas de “ação” vistas neste Automatic For the People, inclusive, pareciam ter sido improvisadas na hora, sem nenhuma inventividade. Não é à toa que a noite no canal FOX foi uma das piores das últimas duas temporadas, pois logo em seguida foi exibido o igualmente fraco episódio de Prison Break, acima comentado. John e Sarah Connor correm sério risco de serem exterminados de nossa cobertura semanal se a temporada não engrenar logo!
Gossip Girl “2×03: The Dark Night”: Mais uma vez o pessoal de Nova York deu um banho na galera de L.A. Os episódios desta 2ª temporada de Gossip Girl estão sublimes e The Dark Night foi um dos melhores de toda a série! Um blecaute em Manhattan foi o catalisador de bombásticos acontecimentos como o término de Serena e Dan, a briga de Vanessa com a Duquesa por Nate, a contratação de Jenny na grife de Eleanor Waldorf e, finalmente, o espetáculo do triângulo amoroso Chuck-Blair-Marcus na escadaria da mansão no meio de mais uma festa na high society. Outro momento de destaque aconteceu no parque onde Dan e Serena viraram a atração da meninada que acompanha as intrigas através do blog da Gossip Girl! Certamente aquelas eram perguntas dos fãs da série que se dividem sobre quem é o “certo da história” que envolveu Georgina Sparks (aliás, saudades da gartoa). Tudo foi sensacional, principalmente a edição que soube lidar muito bem com as diversas tramas paralelas fechando o episódio com chave de ouro com a chegada do outono. Gossip Girl provou de uma vez por todas que veio para nadar com os peixes grandes do primetime!

O descaso do canal Sony com as produções estrangeiras já é notório. São séries mal legendadas, erros ao entrar e sair de comerciais, comerciais em excesso etc. Mas quando o descaso deles acontece com uma produção própria sua maior fonte de renda, a coisa fica preocupante. Ontem o canal simplesmente apagou antes do final do episódio de Brasil’s Next Top Model! Pior é que quando o sinal voltou o episódio já havia acabado sem que o público pudesse saber quem foi a eliminada da semana! E aquela vinheta que repete sem parar de que eles não toleram mais erros na emissora? Mais uma vez o assinante foi feito de bobo e quando questionarmos, virá a resposta: “foi uma falha na retransmissora da America Central”. É a velha desculpa do tipo “o sistema caiu” que recebemos quando ligamos para os call centers da vida. Por que, então, eles não começam a transmitir o sinal do Brasil, já que essa tal retransmissora deles é uma porcaria? Não é nem a primeira e nem a última vez que isso acontece. Seguimos de mãos atadas quando o assunto é respeito com o consumidor neste país.
Entourage “5×01: Fantasy Island”: Finalmente Vinny, Drama, E., Turtle e Ari estão de volta, e que retorno! Entourage chega em sua melhor forma, após testemunharmos o fracasso de “Medellin” em Cannes. Vinny, pelo visto, continua levando o seu estilo de vida “tô nem aí”, deixando toda a turma de agregados maluca. Sempre achei enervante o comportamento do rapaz, mas este é o objetivo dele: ser a estrelinha mimada numa ilha paradisíaca lotada de mulheres maravilhosas pra nos matar de inveja… Enquanto isso Johnny continua um cabeça dura quando o assunto é a sua “carreira”, pois o cara simplesmente não se toca que ele não é e nunca foi o destaque de nada, como seu irmão. Mas o melhor do episódio, sem qualquer sombra de dúvida, é mesmo a fantástica interpretação de Jeremy Piven a Ari Gold. Todo ano ele volta mais enérgico, ácido e irritavelmente genial. Cada frame, cada aparição do sujeito em tela é digna de um Emmy, sem esquecer do Lloyd, de Rex Lee, que serve de escada nestas ótimas cenas e exatamente por isso merece o nosso reconhecimento. Ainda não deu pra ver direito qual será o “escopo” desta temporada, mas ainda assim os meninos arrasaram! Entourage continua sendo uma das melhores comédias da atualidade!

Prison Break “4×03: Shut Down”: Em um dos melhores episódios de toda a série, Prison Break definitivamente provou que esta 4ª temporada será decisiva! Que seqüência de acontecimentos incrível, não? Durante toda a exibição eu me perguntava: como eles vão sair dessa? A cada intervalo era impossível prever o que viria em seguida, após a decisão da polícia em “fechar” a operação de caça à Scylla. Ficou claro ali que a Companhia tem gente muito importante lá dentro (aliás, sempre teve ne’?). Estou também muito satisfeito com o novo personagem Don, que é enérgico e honesto, mas sem parecer falso ou totalmente guiado por “princípios” como se esperaria do “bom tira”. O episódio marcou também a ascenção de T-Bag como um grande vilão deste ano, agora que ele adotou técnicas “Will Malloy” de The Riches, ao assumir a identidade do funcionário exemplar da empresa Gate. Nos levando mais uma vez ao limite da tensão, Prison Break mostrou que tem fôlego pra muito mais. Excelente episódio!
Terminator: The Sarah Connor Chronicles “2×01: Samsom & Delilah”: Eis que depois de uma 1ª temporada apenas boazinha, Sarah Connor Chronicles volta com tudo! Esse foi o episódio que estava faltando para a série, pois desde a primeira cena a trama avançou significamente. Enquanto Sarah e John lutavam contra uma Cameron danificada e má, o tal HD finalmente chegou nas mãos da Cyberdyne para início do projeto Babyllon. A ação foi intensa, especialmente nas perseguições de carros e o grafismo das cenas em que Cameron está sob a “custódia” dos heróis sempre impressiona, mesmo sabendo que ela é uma andróide. Apenas aquela história do policial ainda está um pouco obscura, mas dá pra antecipar que ele terá uma importante participação nesta temporada, agora que sabe com o que está lidando. Mas o momento que marcou, claro, foi o final com a surpreendente aparição do modelo T-1000, que é a própria CEO da maligna companhia. O episódio, inclusive, lembrou demais o filme Terminator 2: Judgement Day e é esse o caminho que a história deve seguir.

Gossip Girl “2×02: Never Been Marcused”: A 2ª temporada de Gossip Girl segue invicta. Depois de um excelente retorno, a série entrega mais um ótimo episódio e é difícil ver uma seqüência assim na TV hoje em dia, porque muitas produções ficam poupando roteiro (vide Weeds, por exemplo), como se precisassem “economizar” pra mais tarde. E não é que a coroa de Nate é a tal duquesa, que é madrasta do novo namorado lord de Blair? Coisa de gênio que só ocorre nas melhores novelas do daytime! Todas aquelas megeras de dramalhões mexicanos não são páreo para o veneno e o cinismo de Blair Waldorf, a maior estrela deste show. O que a menina quer ela pega e faz: deu vários forams em Chuck por despeito, está fazendo o cara comer o pão que o diabo amassou e ainda conseguiu fazer a tal duquesa posar de amiguinha! Eu só não consigo engolir a aborrecida família Humphrey com todo aquele clima forçado de “somos unidos” e o pai adolescente meninão. Serena também está completamente destoada da trama, mas tirando isso (e aquela, digamos, apetitosa cena no ônibus), foi legal também que retomaram a história do pai de Nate. O que ele está se submetendo para resolver o problema da familia, virando um prostituto de luxo, rendeu o instante “OMFG” tão prometido pela série. Espero que venham muitos outros.

Prison Break “4×01: Scylla”: Após um inédito salto de três semanas na trama, a saga de Scofield reinicou nos EUA dividindo opiniões. Afinal, Prison Break está em sobrevida? Resgatando o constante clima de tensão, a série retornou com o nosso herói já nos EUA no percalço de Whistler e Gretchen, estes que, por sua vez, estavam na busca de “Scylla”, um memory card que contém todas as informações para derrubar a Companhia. Não bastasse isso, a organização nunca esteve tão próxima dos irmãos como agora, através de um novo e implacável assassino. Tudo bem que essa história do cartão é clichê ao extremo, mas a produção de Brett Ratner nunca deixa a desejar. Engolimos certos furos e inconsistências no roteiro (como a súbita e mal explicada volta de Sara) em nome da adrenalina e pura diversão que este drama nos proporciona. Agora toda a turma trabalha para o governo na missão de derrubar a poderosa organização. Foi uma saída conveniente, mas inteligente por parte dos roteiristas. O epsóidio foi um pouco atropelado (tinha que ser, por causa da greve que encurtou a temporada passada), mas Prison Break continua a mesma entre as minhas preferidas e vai seguir na Semana em Série!
Prison Break “4×02: Breaking and Entering”: Não adianta querer comparar o reencontro de Michael e Sara com o de Penny e Desmond de LOST, por exemplo. Prison Break se passa em um ínterim de meses e Michael não via Sara apenas há semanas. Assim, a cena foi muito condizente com a cronologia da série e foi isso que vimos ao longo desta segunda hora: passado rush de colocar a história em dia, Scofield, Michael e sua turma iniciaram a busca pelo Scylla e logo após enfrentarem várias dificuldades para por a mão no cartão, descobriram que precisam achar mais cinco. Essa é uma das várias e já tradicionais reviravoltas da série! Essa determinação em pôr a Companhia abaixo, aliás, trouxe a perspectiva que muita gente não via na trama, mas que eu sempre defendi em minhas resenhas. Prison Break não se esgota com as fugas. As cenas de tensão continuaram não deixando a desejar, fazendo a gente pular da cadeira a cada intervalo (algumas séries inteiras não conseguem fazer isso). Eu apenas não gostei daquela subtrama de T-Bag e a piada de absurdo mal gosto com a “comida mexicana”. Foi desnecessário e manchou esse ótimo episódio. Felizmente superaram aquilo e ele deverá entrar no jogo em breve. Por fim, vale ressaltar que aquele momento com Scofield no banheiro pode ser um indicativo que a série está mesmo chegando ao fim. Será que ele tem uma doença terminal? Seja o que for, saberemos este ano um pouco mais sobre a inteligência “sobre humana” do engenheiro e essa suposta doença pode ter algo a ver com isso. Vai ser uma interessantíssima temporada!
Gossip Girl “2×01: Summer, Kind of Wonderful”: A doce voz de Kristen Bell (como é bom voltar a ouví-la) anunciou que às vezes histórias antigas ganham um novo final e foi exatamente isso que vimos no 1º episódio da nova temporada de Gossip Girl. Esse poderia ter sido claramente o final do 1º ano da série que, vamos combinar, foi bem caído. Toda a frivolidade do Upper East Side foi transferida para os Hamptons, o destino de verão favorito dos riquinhos de Nova York. Resgatando inteiramente o característico clima do drama, novas e antigas intrigas tomaram conta da tela, especialmente as que giravam em torno de Blair e Chuck, que continuam roubando a cena em cada aparição. Foi uma jogada extremamente sábia dos roteiristas colocar o casal no centro das atenções, já que a “saga” dos Humphreys nunca empolgou. Algo naquela família (e agora incluo Jenny) não convence. Aliás, apesar de todo o clichê das demais histórias (Nate e a mulher mais velha e os desencontros de Serena e Dan), o episódio em si não teve nada de mais, porque não precisou. Apenas aquela cena com Blair e Chuck no final da festa já valeu todo o episódio. Gossip Girl voltou para fazer barulho, e olha que ainda não vimos nada… Continua!
Esta noite na FOX Prison Break trouxe uma seqüência de acontecimentos inimaginável para um início de temporada. A trama misturou clímax com anticlímax o tempo todo. Em Photo Finish o plano de Scofield começou a tomar forma faltando apenas três horas para a fuga, que deveria obedecer a pequena janela de tempo proporcionada pela reflexão de luz solar na telha de amianto dos guardas. Mas mesmo se tudo desse certo, ainda existe um enorme obstáculo fora de SONA: a grande e estúpida mente de Lincoln Burrows, que parece não conseguir fazer nada direito. Na prisão uma reação em cadeia envolvendo a misteriosa morte de Tyge fez cair por terra o jogo de futebol que era imprescindível para o complicado plano dar certo. Não bastasse isso, Michael descobriu o trágico destino de Sara (ele não sabe que é mentira, claro), culminando numa comovente cena e em um dos melhores cliffhangers da temporada. É uma pena que a continuação deste incrível episódio só veremos na semana que vem (nos EUA passaram juntos). Mas não perdem por esperar. Ah, e se você acompanha Prison Break junto com os EUA, meus comentários sobre a estréia do 4º ano saem segunda na volta da Semana em Série!

Em mais um incrível episódio de Prison Break descobrimos o quão é complicado sair de Sona. Não bastasse o perímetro de segurança ser apertado nas imediações do presídio, toda a região em volta é patrulhada com um esquema de fazer inveja no pessoal da Fox River: Várias cercas, patrulhas na selva, esquema para entrega de suprimentos etc. Scofield está encurralado igual um rato e os agentes carcerários (que são militares) já provaram que vão interferir sempre que necessário. Outra coisa que me impressionou foi o fato de que a tentativa de fuga está na iminência de acontecer e isso no início da temporada! Só espero que dessa vez Michael não saia com toda a corja junto, igual da outra vez. Ah, e Burrows finalmente parece que ganhou um cérebro, pois começou a realizar planejamentos com antecedência. Nesse ritmo, a temporada, ainda que reduzida, promete!










“A Fox Brasil é um canal brasileiro que passa a série Prison Break dublada, portanto a senha não poderia ser em inglês (por exemplo em inches/feet). Como as pessoas só poderiam rever as cenas de maneira legal assistindo seus próprios DVDs da série ou alugando em locadoras, elas poderiam tentar as senhas correspondentes na versão legendada (como a que revelou o vencedor) ou dublada. Na versão legendada, ganharia quem acertasse a senha com qualquer variável de “1,20m” (1,20m ; 1,20 m ; 1.20m ; 1.20 m ; 1,20 metro ; 1.20 metro ; 1,20metros ; 1.20metros ; 1,20 metros ; 1.20 metros ; 1 m 20 cm ; 1m20cm ; 120 cm ; 120cm ; 120 centímetros ; 120 centimetros). Na versão dublada a senha seria 1 m, conforme a versão do DVD comercializada no Brasil, ou suas variações (1m, um metro, 1 metro, 1metro). O primeiro acertador, Gustavo Costa (foto), acertou a opção 1,20 m, antes que qualquer outra tivesse sido tentada. Nem da versão legendada, nem da dublada. De fato, outras pessoas depois do Gustavo Costa acertaram a senha, mas segundo o regulamento, como ele foi o primeiro a fazê-lo, conquistou o prêmio. Queremos reforçar que o vencedor não tem qualquer tipo de relação ou parentesco com qualquer organizador deste concurso cultural e ganhou legitimamente, por mérito próprio.“
Para eliminar todas as dúvidas, eles ainda
Para encerrar, faço nosso o pedido do site TeleSéries: FOX, aproveite este momento de aproximação com seu telespectador para que ouça as suas sugestões e suas reinvindicações (especialmente com relação à imposição de dublagens e o falho sistema de legendas que só funciona na SKY). A ação de marketing funcionou com sucesso justamente porque ela dependia do diálogo entre as partes. Não existe mais telespectador passivo. A FOX, através da Santa Clara Nitro e Espalhe, soube usar isto com sabedoria nos últimos três dias e deveria fazer isto durante todos os dias do ano.
Entramos no segundo dia com o ator que está preso na Avemida Berrini em São Paulo. O viral faz parte do lançamento da 3ª temporada de Prison Break, esta noite às 21h, na FOX. Ele está há quase 48 horas em uma cela totalmente vazada 2×2 que não tem banheiro, recebendo apenas um suprimento básico de água e comida. Qualquer pessoa conectada na Internet tem o poder de libertá-lo, bastando, para tanto, que acerte à senha secreta. As dicas estão sendo liberadas bem aos poucos no site 


