Para a série que se tornou um fenômeno televisivo, este é o início do fim! A temporada final de LOST chega em 2010! Seguindo o pedido dos roteiristas, o canal ABC soltou hoje o primeiro promo da última temporada do drama sem trazer nenhum spoiler ou imagem da 6ª temporada! Eles apenas vão instigar muuuuito a nossa curiosidade e vontade para que Janeiro chegue logo! Está aí, então o primeiro último promo de LOST!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s):LOSTTags:abc, promo, usa
Que 2012 que nada! O fim do mundo para os fãs de LOST será em 2010 mesmo, ano em que a série inevitavelmente chegará ao fim. Hoje foi oficialmente divulgado o primeiro pôster da 6ª e última temporada da série. Para esta reta final, os produtores pediram ao canal ABC que nenhum trailer ou foto com imagens inéditas da série seja divulgado. Por isso, todo o material promocional não terá, em princípio, nada de concreto sobre o que está por vir. Esta política será adotada aqui no blog e não postaremos nenhum spoiler de nenhum episódio enquanto ele não for exibido nos EUA, pois grande parte da magia da série está justamente em nossa “ignorância” dos fatos. Comecem a despedir da ilha, galera!
Detalhe curioso: “Locke” é o único que está de costas na imagem!
Finalmente os canais de séries estão se adaptando à demanda dos assinantes, conforme recentemente demonstrou o Universal Channel. Desta vez, segundo o colunista Daniel Castro da Folha de São Paulo, são os canais Sony e AXN que prepararam novidades bastante interessantes para o “SpringSeason” brasileiro. A maior delas diz respeito à aquisição pelo Grupo Sony do aguardado drama FlashForward, promovido pelo canal ABC americano como novo LOST, e com estreia marcada para Fevereiro de 2010. Mesmo a data parecendo um pouco distante, a boa nova é que as populares séries Grey’s Anatomy e Desperate Housewives chegarão ao Brasil meses antes do normalmente esperado, devendo pintar por aqui já em Novembro! No AXN a melhor surpresa é a estreia de LOST garantida para o mês de Fevereiro, o que é muito positivo, já que lá fora ela está anunciada para estrear no final de Janeiro de 2010. O intervado de exibição, então, será minúsculo e isso certamente contribuirá na diminuição da “circulação” de surpresas indesejadas por aí, principalmente considerando que será a última temporada do drama mais cultuado dos últimos tempos.
Das novas séries que foram adquiridas pelo grupo Sony estão o remake de Melrose Place da CW e Cougar Town, estrelada pela ex-Friends Courteney Cox. Além disso, eles já provisionaram a divertidíssima Royal Pains, comédia renovada para 2ª temporada que conta a história de um cirurgião que é despedido de um grande hospital de Nova York e acaba indo parar na poderosa região praiana dos Hamptons para se tornar um “médico conciérge”, que atende figurões em suas mansões. A nova produção de Ashton Kutcher com Mischa Barton, The Beautiful Life: TBL, também está no menu da emissora, assim como o drama Drop Dead Diva, a comédia estilo The Office intitulada Community e as sitcoms Accidentally on Purpose, que tem Jenna Elfman (Dharma & Gregg) no elenco, e 100 Questions. Há muito tempo não vemos uma temporada tão diversificada assim no Sony! Vale lembrar que ainda não foram divulgadas as datas exatas, pois a grande maioria destas produções sequer estreou lá fora. Contudo, isso demonstra a pró-atividade dos canais, que estão aos poucos resgatando a confiança do assinante. Tomara que perdure por mais outonos…
Olha que bacana a revista Super Interessante preparou: uma imagem com charges de nada menos que 95 (!!!) personagens já vistos em LOST, incluindo os regulares, participações especiais e até os mortos. No site da revista também está disponível um joguinho para acertar em quem já morreu e salvar os outros.
E aí, vocês conseguem identificar TODOS eles? (Clique na imagem para ampliar).
Alerta: Matéria republicada a pedido dos espectadores que acompanham LOST pelo canal AXN. Contém spoilers sobre o final da 5ª temporada dasérie.
“O que aconteceu, aconteceu”; “estar morto é estar morto”; “o que está feito, está feito”; “a pedra branca representa a luz e a preta a escuridão”. Assim como Benjamin Linus, passamos muito tempo ouvindo falar de Jacob, recebendo listas com nomes e orientações sem jamais vê-lo. E é por conta de toda esta aura de mistério criada em torno desta entidade, me surpreendi horrores com a primeira cena do último episódio desta temporada de LOST, onde encontramos um ser simples, de carne e osso, trabalhando no seu tear aos poucos como se tivesse todo o tempo do mundo e, logo em seguida, pescando para alimentar-se enquanto avistava a chegada do Black Rock até a ilha. A partir daí, The Incident começou com seus inúmeros atos, fechando algumas histórias de forma definitiva e satisfatória e outras, nem tanto. Temos muito assunto a tratar, não é mesmo?
Jacob e Seu Antagonista: A enigmática conversa entre o nosso amigo de branco com a figura desconhecida de negro evidenciou que desde os primórdios da ilha aqueles seres passam a sua existência tentando provar que o outro está errado. Enquanto Jacob acredita que o ser-humano é capaz de mudar e que as inúmeras tentativas constituem o progresso, o “anti-Jacob” é mais fatalístico e afirma que o ciclo sempre terá o mesmo fim: “eles chegam, lutam, destroem e se corrompem”. E com a maior cordialidade do mundo, o “amigo” de Jacob afirma que um dia irá encontrar uma brecha no ciclo e irá matá-lo. Ora, o que o impede de pegar a peixeira e acabar com tudo ali mesmo? Obviamente estamos falando de algo muito maior que, por exemplo, a rixa entre Charled Widmore e Ben Linus. Especula-se que eles sejam uma representação bíblica de Jacó e Esaú: dois irmãos que possuem crenças distintas, sendo que um deles – o que acredita na bondade do homem – é favorecido por sua mãe. Seria a ilha o maior tabuleiro de gamão do mundo?
Jacob e os Sobreviventes do Vôo 815: Mais uma vez a “teoria do recrutamento” apareceu – uma das mais antigas da série e que afirma que os passageiros do vôo 815 não estão ali por acaso – só que agora tomando proporções ainda maiores (como, aliás, aconteceu em todo episódio): antes mesmo dos Outros aparentemente conspirarem para que aquelas pessoas estivessem a bordo do avião da Oceanic, Jacob prestou uma inusitada visita a vários deles, algumas delas em momentos que não foram de extrema importância para colocá-los na aeronave, mas que de certa forma colaboraram (em maior ou menor escala) para que eles um dia chegassem onde chegaram. Mais importante ainda foi perceber, como apontou o astuto Davi Garcia do blog Dude We Are Lost!, que Jacob fez questão de tocar em todos eles. Essa, parece clara, é a forma com que ele “leva” as pessoas até a ilha, na tentativa de provar a sua tese.
A Iniciativa Dharma: A presença da organização financiada por Alvar Hanso e idealizada pelos DeGroots seria o ápice da corrupção mencionada pelo algoz de Jacob? Me parece que sim. Aliás, a ciência avançada, os perigosos armamentos e todos aqueles recursos utilizados para explorar o local de forma nunca antes imaginada pelos Outros, acabaram tornando-os hostis, e no fim foram obrigados a viver sobre uma silente e interminável trégua para sobreviverem. A obstinação em extrair daquele abençoado local o máximo a ponto de tornar-se o “Thomas Edison” do magnetismo, fez com que Radzinski deixasse de lado a razão, comprometendo a segurança de seus companheiros. Nesse sentido, ponto para o “anti-Jacob”, que já antecipava este resultado sem precisar levar ninguém para lá.
O Grupo de Ilana: De todas as “partes” que chegaram na ilha, o grupo liderado por Ilana (mais “bonzinhos”), e que recebeu pouco destaque nesta temporada, até agora é o que parece mais sensato e ciente do que está acontecendo naquele local, já que a moça recebeu do próprio Jacob um pedido de ajuda. Foram eles, também, que trouxeram os novos questionamentos da série, ao introduzirem conceitos como um possível “candidato”, pois Frank Lapidus não é um dos que sabe a resposta da pergunta “o que descansa na sobra da estátua?”. A resposta disso, como veríamos mais à frente, é “aquele que salvará a todos”, em latim. E por falar em mistérios, aquela cena na cabana foi bastante curiosa, considerando o que já vimos. Afinal, aquela seria uma espécie de “prisão”?
Reencarnação? Esta era a palavra que estava escrita na forma de anagrama na van que transportava o caixão com Locke por Los Angeles até ele retornar à ilha. Mas ninguém reencarnou no corpo de Locke, pois vimos ele morto na caixa trazida por Ilana para provar que o ser que anda por aí vestido como o velho jamais pode ser ele, o que nos remete à tal brecha que o “anti-Jacob” conseguiu. “Você não tem ideia do que eu passei para chegar até aqui”, disse. Locke já era e apenas a sua forma fora assumida, assim como aparentemente aconteceu com Christian Sheppard. Estar morto é estar morto. Ninguém ressuscitou ou reencarnou. Na minha opinião, primeiro o “anti-Jacob” se apoderou da forma do pai de Jack para fazer com que Locke saísse da ilha e voltasse morto, como de fato aconteceu (lembram-se da cena na roda?). Do lado de fora, o sujeito ainda teve a ajuda da mãe de Faraday, que da mesma forma conspirou para que os Oceanic 6 voltassem para desencadear todos os eventos que levaram ao homicídio do “bom filho da ilha”.
Benjamin Linus: Quem diria que o mestre da manipulação seria manipulado de forma tão caprichadamente maquiavélica? Todos naquela ilha são peças de gamão no grande jogo conduzido por não apenas um, mas dois homens por trás da cortina. O “novo Locke” soube usar muito bem o fato de Linus ter sido o mandatário desprezado de Jacob desde que foi “convertido” no templo. Ele mentiu, matou e se sacrificou muito pela ilha a troco de quê? Não sabemos. Quem garante que ter contato constante com Jacob é algo “bom”? Assim como muitos ali, o desespero de fazer com que sua existência tenha um significado maior do que realmente é acaba levando as pessoas a tomarem medidas extremas, deixando a razão subverter-se à emoção e à inevitabilidade do destino em vez do pragmatismo e do livre arbítrio. E outra, quem garante também que as ordens estavam vindo mesmo de Jacob e nao da outra entidade? Poderia o “outro” estar se passando por Jacob e este estivesse preso na cabana? Lembram quando uma voz pediu ajuda na cabana?
O Quadrilátero Amoroso e o Incidente:Da mesma forma, quem garante que ao levar a ogiva Jughead para o local da Cisne, Jack não estaria provocando exatamente o incidente que fora por todos antecipado, conforme bem apontou Miles? Se o que aconteceu, aconteceu e o destino tem uma forma de corrigir tudo, não seria Jack um mero condutor? Com isso retorno à segunda temporada, quando os então desconhecidos Outros apresentaram a tal lista de Jacob que continha exatamente os nomes de algumas das pessoas que estariam diretamente envolvidas na consecução do evento: Jack, Sawyer e Kate, que na ilha Hydra iniciariam o quadrilátero amoroso com Juliet. Apesar destas cenas que antecederam o incidente terem sido o ponto fraco do episódio, a presença daqueles quatro ali foi fundamental para que o resultado final fosse atingido. O fim, então, justificou os meios.
Este, certamente não foi o episódio que todos nós esperávamos. Algumas surpresas foram muito boas, indiscutivelmente, mas outros fatos apresentados necessariamente levaram à série para um caminho mais etéreo e menos empírico. Contudo, LOST esteve mais fiel à sua premissa neste final de temporada do que em todos os outros. Todas as temporadas acabaram da mesma forma, nos deixando completamente perdidos. O problema é que o final da 3ª temporada introduziu o inédito conceito dos flash fowards e desde então sempre esperamos algo bombástico do tipo. The Incident foi lotado de repetições poéticas, desde o movimento de câmera que revelou o corpo sem vida de Locke (bem lembrado por Pablo Villaça), passando pelas varias vezes em que a velha Kombi Dharma salvou o dia, até o início do incidente que imediatamente remeteu ao mesmo acontecimento na escotilha Cisne já construída, três décadas mais tarde.
As cenas na sombra da estátua revelaram boa parte do tom que a série adotará a partir de agora até o seu final, com a indicação da tão falada “guerra” que está por vir. Afinal, quem está chegando? Quem são os bonzinhos? O final em branco (literalmente) foi desesperador e, por isso, não deverá agradar a maioria. Na hora que acabou eu simplesmente detestei, mas só na hora. E aí? Eles foram para o futuro? Morreram como Alpert falou? Será que tudo será anulado assim como Faraday previu e os sobreviventes do vôo 815 acordarão em plena aeronave no aeroporto de Los Angeles como se tudo não tivesse passado de um sonho? A 5ª temporada contou uma história completa, enriqueceu ainda mais esta primorosa trama e definitivamente pôs fim à viagem no tempo. Só não sabemos como e vai demorar muito tempo para retornarmos e descobrirmos o que vai acontecer. Este foi o único e grande problema de The Incident. Um clarão que vai demorar pra se apagar.
Cotação Bruno Carvalho: Comentários dos episódios “5×16: The Incident (Part 1)” e 5×17: The Incident (Part 2)” . Matéria originalmente publicada em 18/05/2009.
Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?
Oficialmente Renovadas: Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.
Oficialmente Renovadas: Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas), The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.
Oficialmente Renovadas: 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.
Oficialmente Renovadas: 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas: Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.
Oficialmente Renovadas: 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.
A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation). E aí, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider!).
“O que aconteceu, aconteceu”; “estar morto é estar morto”; “o que está feito, está feito”; “a pedra branca representa a luz e a preta a escuridão”. Assim como Benjamin Linus, passamos muito tempo ouvindo falar de Jacob, recebendo listas com nomes e orientações sem jamais vê-lo. E é por conta de toda esta aura de mistério criada em torno desta entidade, me surpreendi horrores com a primeira cena do último episódio desta temporada de LOST, onde encontramos um ser simples, de carne e osso, trabalhando no seu tear aos poucos como se tivesse todo o tempo do mundo e, logo em seguida, pescando para alimentar-se enquanto avistava a chegada do Black Rock até a ilha. A partir daí, The Incident começou com seus inúmeros atos, fechando algumas histórias de forma definitiva e satisfatória e outras, nem tanto. Temos muito assunto a tratar, não é mesmo?
Jacob e Seu Antagonista: A enigmática conversa entre o nosso amigo de branco com a figura desconhecida de negro evidenciou que desde os primórdios da ilha aqueles seres passam a sua existência tentando provar que o outro está errado. Enquanto Jacob acredita que o ser-humano é capaz de mudar e que as inúmeras tentativas constituem o progresso, o “anti-Jacob” é mais fatalístico e afirma que o ciclo sempre terá o mesmo fim: “eles chegam, lutam, destroem e se corrompem”. E com a maior cordialidade do mundo, o “amigo” de Jacob afirma que um dia irá encontrar uma brecha no ciclo e irá matá-lo. Ora, o que o impede de pegar a peixeira e acabar com tudo ali mesmo? Obviamente estamos falando de algo muito maior que, por exemplo, a rixa entre Charled Widmore e Ben Linus. Especula-se que eles sejam uma representação bíblica de Jacó e Esaú: dois irmãos que possuem crenças distintas, sendo que um deles – o que acredita na bondade do homem – é favorecido por sua mãe. Seria a ilha o maior tabuleiro de gamão do mundo?
Jacob e os Sobreviventes do Vôo 815: Mais uma vez a “teoria do recrutamento” apareceu – uma das mais antigas da série e que afirma que os passageiros do vôo 815 não estão ali por acaso – só que agora tomando proporções ainda maiores (como, aliás, aconteceu em todo episódio): antes mesmo dos Outros aparentemente conspirarem para que aquelas pessoas estivessem a bordo do avião da Oceanic, Jacob prestou uma inusitada visita a vários deles, algumas delas em momentos que não foram de extrema importância para colocá-los na aeronave, mas que de certa forma colaboraram (em maior ou menor escala) para que eles um dia chegassem onde chegaram. Mais importante ainda foi perceber, como apontou o astuto Davi Garcia do blog Dude We Are Lost!, que Jacob fez questão de tocar em todos eles. Essa, parece clara, é a forma com que ele “leva” as pessoas até a ilha, na tentativa de provar a sua tese.
A Iniciativa Dharma: A presença da organização financiada por Alvar Hanso e idealizada pelos DeGroots seria o ápice da corrupção mencionada pelo algoz de Jacob? Me parece que sim. Aliás, a ciência avançada, os perigosos armamentos e todos aqueles recursos utilizados para explorar o local de forma nunca antes imaginada pelos Outros, acabaram tornando-os hostis, e no fim foram obrigados a viver sobre uma silente e interminável trégua para sobreviverem. A obstinação em extrair daquele abençoado local o máximo a ponto de tornar-se o “Thomas Edison” do magnetismo, fez com que Radzinski deixasse de lado a razão, comprometendo a segurança de seus companheiros. Nesse sentido, ponto para o “anti-Jacob”, que já antecipava este resultado sem precisar levar ninguém para lá.
O Grupo de Ilana: De todas as “partes” que chegaram na ilha, o grupo liderado por Ilana (mais “bonzinhos”), e que recebeu pouco destaque nesta temporada, até agora é o que parece mais sensato e ciente do que está acontecendo naquele local, já que a moça recebeu do próprio Jacob um pedido de ajuda. Foram eles, também, que trouxeram os novos questionamentos da série, ao introduzirem conceitos como um possível “candidato”, pois Frank Lapidus não é um dos que sabe a resposta da pergunta “o que descansa na sobra da estátua?”. A resposta disso, como veríamos mais à frente, é “aquele que salvará a todos”, em latim. E por falar em mistérios, aquela cena na cabana foi bastante curiosa, considerando o que já vimos. Afinal, aquela seria uma espécie de “prisão”?
Reencarnação? Esta era a palavra que estava escrita na forma de anagrama na van que transportava o caixão com Locke por Los Angeles até ele retornar à ilha. Mas ninguém reencarnou no corpo de Locke, pois vimos ele morto na caixa trazida por Ilana para provar que o ser que anda por aí vestido como o velho jamais pode ser ele, o que nos remete à tal brecha que o “anti-Jacob” conseguiu. “Você não tem ideia do que eu passei para chegar até aqui”, disse. Locke já era e apenas a sua forma fora assumida, assim como aparentemente aconteceu com Christian Sheppard. Estar morto é estar morto. Ninguém ressuscitou ou reencarnou. Na minha opinião, primeiro o “anti-Jacob” se apoderou da forma do pai de Jack para fazer com que Locke saísse da ilha e voltasse morto, como de fato aconteceu (lembram-se da cena na roda?). Do lado de fora, o sujeito ainda teve a ajuda da mãe de Faraday, que da mesma forma conspirou para que os Oceanic 6 voltassem para desencadear todos os eventos que levaram ao homicídio do “bom filho da ilha”.
Benjamin Linus: Quem diria que o mestre da manipulação seria manipulado de forma tão caprichadamente maquiavélica? Todos naquela ilha são peças de gamão no grande jogo conduzido por não apenas um, mas dois homens por trás da cortina. O “novo Locke” soube usar muito bem o fato de Linus ter sido o mandatário desprezado de Jacob desde que foi “convertido” no templo. Ele mentiu, matou e se sacrificou muito pela ilha a troco de quê? Não sabemos. Quem garante que ter contato constante com Jacob é algo “bom”? Assim como muitos ali, o desespero de fazer com que sua existência tenha um significado maior do que realmente é acaba levando as pessoas a tomarem medidas extremas, deixando a razão subverter-se à emoção e à inevitabilidade do destino em vez do pragmatismo e do livre arbítrio. E outra, quem garante também que as ordens estavam vindo mesmo de Jacob e nao da outra entidade? Poderia o “outro” estar se passando por Jacob e este estivesse preso na cabana? Lembram quando uma voz pediu ajuda na cabana?
O Quadrilátero Amoroso e o Incidente:Da mesma forma, quem garante que ao levar a ogiva Jughead para o local da Cisne, Jack não estaria provocando exatamente o incidente que fora por todos antecipado, conforme bem apontou Miles? Se o que aconteceu, aconteceu e o destino tem uma forma de corrigir tudo, não seria Jack um mero condutor? Com isso retorno à segunda temporada, quando os então desconhecidos Outros apresentaram a tal lista de Jacob que continha exatamente os nomes de algumas das pessoas que estariam diretamente envolvidas na consecução do evento: Jack, Sawyer e Kate, que na ilha Hydra iniciariam o quadrilátero amoroso com Juliet. Apesar destas cenas que antecederam o incidente terem sido o ponto fraco do episódio, a presença daqueles quatro ali foi fundamental para que o resultado final fosse atingido. O fim, então, justificou os meios.
Este, certamente não foi o episódio que todos nós esperávamos. Algumas surpresas foram muito boas, indiscutivelmente, mas outros fatos apresentados necessariamente levaram à série para um caminho mais etéreo e menos empírico. Contudo, LOST esteve mais fiel à sua premissa neste final de temporada do que em todos os outros. Todas as temporadas acabaram da mesma forma, nos deixando completamente perdidos. O problema é que o final da 3ª temporada introduziu o inédito conceito dos flash fowards e desde então sempre esperamos algo bombástico do tipo. The Incident foi lotado de repetições poéticas, desde o movimento de câmera que revelou o corpo sem vida de Locke (bem lembrado por Pablo Villaça), passando pelas varias vezes em que a velha Kombi Dharma salvou o dia, até o início do incidente que imediatamente remeteu ao mesmo acontecimento na escotilha Cisne já construída, três décadas mais tarde.
As cenas na sombra da estátua revelaram boa parte do tom que a série adotará a partir de agora até o seu final, com a indicação da tão falada “guerra” que está por vir. Afinal, quem está chegando? Quem são os bonzinhos? O final em branco (literalmente) foi desesperador e, por isso, não deverá agradar a maioria. Na hora que acabou eu simplesmente detestei, mas só na hora. E aí? Eles foram para o futuro? Morreram como Alpert falou? Será que tudo será anulado assim como Faraday previu e os sobreviventes do vôo 815 acordarão em plena aeronave no aeroporto de Los Angeles como se tudo não tivesse passado de um sonho? A 5ª temporada contou uma história completa, enriqueceu ainda mais esta primorosa trama e definitivamente pôs fim à viagem no tempo. Só não sabemos como e vai demorar muito tempo para retornarmos e descobrirmos o que vai acontecer. Este foi o único e grande problema de The Incident. Um clarão que vai demorar pra se apagar.
Cotação Bruno Carvalho: Episódios “5×16: The Incident (Part 1)” e 5×17: The Incident (Part 2)” exibidos em 13/05/2009 na ABC americana.
O episódio final da 5ª temporada de LOST intitulado The Incident foi exibido há alguns minutos na TV americana. Geralmente, à essa hora, a matéria com os comentários, fotos e repercussões já estaria no ar, mas considerando tudo que foi exibido, é preciso assistir mais uma vez e com calma, refletir, analisar e então formar uma opinião e elaborar algo mais completo. Sinceramente não sei o que pensar sobre aquele final (calma, não soltarei spoilers sem avisar), principalmente considerando que a próxima temporada será a última e começará somente em 2010, daqui a mais de 7 meses. Isso, confesso, me deixou atordoado. Mais tarde falarei do final de Dollhouse (que foi muito bom, diga-se) e amanhã na segunda discutiremos aqui tudo que aconteceu (ou não) em The Incident. Gostaria de aproveitar a oportunidade e fazer uma espécie de termômetro aqui entre os que já assistiram: o que acharam do final? Correspondeu às expectativas? Superou?
Semanalmente recebo e-mails com perguntas de leitores e leio em fóruns e orkuts da vida dúvidas sobre diversos aspectos de LOST. Muitas destes questionamentos ou declarações são inverdades propagadas pelos “intrigas da oposição” ou até conceitos que foram deturpados ao longo das temporadas e que são publicados, retuitados e propagados pela Internet indiscriminadamente. Por isso, aproveitando que hoje é o grande dia da exibição dos últimos episódios da 5ª temporada do drama, abri um espaço para um LiGado em Série Responde com o intuito de desmistificar alguns pontos da parte técnica e criativa da série. Não abordarei aqui nada sobre a trama, sendo este um texto livre de spoilers.
Eis aqui algumas frases e/ou perguntas que recebo, escuto ou leio por aí e a versão oficial sobre elas:
“J.J. Abrams ainda escreve LOST? Como ele arruma tempo no meio de tantos projetos?” O showrunner J.J. Abrams criou LOST junto a Damon Lindelof, Jeffrey Lieber e Lloyd Brown, roteirizou e dirigiu o episódio piloto da série. Depois de “encomendado” pelo canal ABC, Abrams continuou apenas como produtor executivo envolvido em diversos aspectos do show, mas não é roteirista. LOST é escrito por uma grande equipe com cerca de 30 roteiristas, encabeçada por Carlton Cuse e Damon Lindelof (apelidados em conjunto de “Darlton”), que também são produtores. Por isso, J.J. pode se dedicar a outros projetos como Fringe e o recente blockbusterStar Trek, sem perder de vista de sua mais ilustre criação.
“É pura mentira que LOST está escrita do início ao fim, já que, por exemplo, a personagem Benjamin Linus inicialmente entraria para uma ponta e acabou ficando por temporadas.” Verdade. Mas em nenhum momento os produtores ou roteiristas afirmaram que LOST estaria escrita do início ao fim como muitos fãs xiitas defendem, até porque esta é uma obra aberta (ao contrário de uma mini-série), que sofre alterações ao longo das temporadas, seja por questões criativas ou por fatores externos ao controle da produção. Um exemplo disso foi a greve dos roteiristas e problemas de renovação contratual com alguns atores.
“Carlton Cuse e Damon Lindelof não sabem de nada e enrolarão o espectador até o fim”. Essa é uma falácia, pois mesmo que a série não esteja totalmente roteirizada, há sim um plano diretriz que as temporadas seguem e se interligam. Várias provas disso já foram apresentadas em diversos episódios. “Dalrton” revelou que eles têm um norte sobre quais são os mistérios que vão propor e revelar a cada temporada, bem como quais serão os temas centrais abordados em cada uma delas. Como ter certeza disso? Assistindo e tendo fé em Jacob!
“LOST vai ser infinitamente renovada por várias temporadas, pois é um caça-níquel”. No final da segunda temporada, os produtores perceberam a insatisfação do público sobre o aparente estado de estagnação da trama (afinal, não sabiam a quota de mistérios que podiam revelar), já que o destino do show depende da vontade do canal em continuar encomendando temporadas ou não. Por isso, eles propuseram um acordo para pôr um fim nestas preocupações, de forma a agradar tanto os executivos da Disney/ABC, quanto o público. Assim, nasceu um contrato em que a série seria confirmada até a 6ª temporada e depois derradeiramente cancelada, sem chances de voltar, permitindo maior controle criativo dos escritores.
“É preciso acompanhar jogos de realidade alternativa e assistir vídeos secretos na Internet e em celulares pra entender LOST”. Esta é mais uma informação deturpada. De acordo com a produção, a história oficial do drama dos sobreviventes é aquela exibida na televisão e ponto. Contudo, como forma de instigar (ou confundir ainda mais) os fãs, foram lançados em outras mídias vários tipos de conteúdos que remetem à mitologia da série, mas que não são fundamentais ou indispensáveis para compreendê-la. Assim, joga o jogo e assiste os webisódios e vídeos secretos quem quer imegir e interagir mais com o show.
“LOST vai acabar com um filme no cinema”. Desde o estouro da série este é um assunto que vem e vai a todo tempo na mídia, mas recentemente Damon Lindelof concedeu uma entrevista ao The Hollywood Reporter afirmando veementemente que não há nenhum interesse criativo em encerrar a história num longa-metragem para o cinema ou TV: “Para nós, a série sempre foi sobre aquele grupo de pessoas, e quando chegarmos ao final da 6ª temporada, todos os personagens terão suas histórias concluídas. Seria um grande erro deixar mistérios em aberto obrigando o público a ter que gastar mais dinheiro para ver como a história acabaria.” É claro que há a possibilidade dos detentores dos direitos comerciais da série (Disney/ABC) lançarem mais produtos, filmes e DVDs na tentativa de capitalizar sobre este estrondoso sucesso, mas Lindelof garantiu que a trama realmente acabará por volta de Maio de 2010, com todos os pingos nos “is”.
“No final vamos descobrir que tudo não se passou de um sonho de Hurley chapadão ou de um Jack bêbado no sofá junto ao seu pai Christian Shepard”. Falso! LOST não terá um final no estilo tudo foi um sonho, uma viagem ou se passou em uma realidade alternativa, garantiu “Dalton”. Quanto a isso, não se preocupem!
Eu sei que muitos de vocês estão carecas como Locke de saber alguns dos fatos acima, mas não custa nada colocar tudo a limpo para os que deixaram de assistir esta incrível história por conta de rumores ou por falta de informação possam tirar suas próprias conclusões. Se você gosta da série e parou de assistir por algum destes motivos, fica a dica do blog para que retome-a e garanto que a grande maioria não vai se arrepender. Compre os DVDs, alugue ou peça emprestado. Aos que continuam firme e forte, preparem o traje de gala porque a final de hoje à noite promete! Estão animados?
As referências para embasar este artigo foram encontradas em importantes e idôneas publicações como o TV Guide, Lost in Lost, Dude! We Are Lost e LostPedia.
Está chegando a hora! Na próxima quarta o mundo inteiro poderá testemunhar as duas horas que encerrarão a 5ª e penúltima temporada de LOST! Nas palavras do ator Michael Emmerson durante uma entrevista, ele disse ao repórter que depois de assistirmos aos episódios, “os fãs terão vontade de comer suas próprias almas”! Será que é bom ele levantar a bola da série tão alto assim? Qual será a grande surpresa deste season finale? Veja o trailer oficial de The Incident, Parts 1 & 2 aqui:
E aí, qual é a sua teoria? O que você acha que Carlton Cuse e Damon Lindelof prepararam para nos deixar sem rumo?
Apesar de bem claro e direto, o título deste episódio - Follow the Leader (Siga o Líder) – é bastante curioso, pois em nenhum momento ficou claro qual é o líder que deve ser seguido. Separados por três décadas, Jack e Locke seguem caminhos motivados por algo etéreo ou intocável, podendo comprometer e decidir o destino de várias respostas. O sempre inconformado doutor decidiu acreditar piamente no legado deixado por Daniel Faraday e na (pra ele) lógica explicação de que explodir uma bomba de hidrogênio é a solução para tudo. Não estaria sendo Jack um tremendo egoísta? Esgotado, vazio e desesperado por fazer de sua vida algo maior, não poderia estar ele conduzindo um genocídio em massa equivalente ao de Benjamin Linus? Afinal, o sempre jovem Richard Alpert disse que testemunhou a morte de todos eles…
Em contrapartida, trinta anos no futuro está John Locke totalmente cego pela noção de que ele já se tornou uma figura necessária à ilha, sem convencer muito Linus e Alpert, que certamente sabem mais do que falam. E se Jacob for uma grande farsa utilizada pelos hostis? Poderia Locke ter se tornado um cético e estar brincando de “messias” para provar que tudo aquilo sobre o homem por trás da cortina é uma grande balela? Eu acredito nesta hipótese, por isso ele chamou tantas testemunhas para seguí-lo e estava muito irônico. Na Dharma, quem diria, Sawyer resolveu jogar a toalha de vez para viver com Juliet, mas parece que “a ilha” tem outros planos pra ele, já que a tentação Kate sempre aparecem em hora inoportuna, justo quando ele estava prestes a se tornar um homem livre. Para contrastar com tanto mistério, foi divertidíssima a rápida participação de Hurley confirmando para Dr. Chang que eles realmente vieram do futuro, justamente por não saber quem era o presidente dos EUA naquela época.
Follow the Leader marcou mais um daqueles necessários e ótimos fillers pré-final de temporada, sem enrolar o público, porque o episódio se encaixou perfeitamente com muitos fatos isolados apresentados ao longo deste 5º ano, como a aparição de Alpert logo depois que Locke tomou um tiro (quantas vezes será que isso já aconteceu ao longo de 5 temporadas?), a presença da bomba Jughead e os diversos “milestones” mostrados ao longo da linha temporal da série. Porém, faltaram ainda detalhes do 3º grupo que está na segunda ilha, liderado pelos misteriosos Brame Ilana. De qualquer forma, com o que já nos foi mostrado, é possível inferir que foi este grupo de mercenários que perseguia a canoa com os lostsies em The Little Prince. Confesso que este foi um dos capítulos que mais me deixou tenso até agora, principalmente por causa das cenas nos túneis subterrâneos – território praticamente inexplorado por nós. É imprevisível o que virá no final de temporada de LOST e já estou contando os minutos até a próxima quarta!
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “5×15: Follow the Leader” exibido em 06/05/2009 na ABC americana.
Antes de você começar a ler o texto, ressalto novamente que este é um comentário sobre um episódio ainda inédito no Brasil, exibido na noite de ontem na TV americana e canadense. Assim, caso acompanhe junto com o AXN, aguarde mais algumas semanas para ler esta resenha, ok? Bom, quando mais da metade do centésimo episódio de LOST já estava exibida e Daniel Faraday explicava suas novas descobertas aos colegas de ilha, pensei que o “círculo” desta intrigante história estava enfim se fechando, pois cada vez mais as peças encaixavam o passado, presente e futuro. Mas não. Ao cogitar que a série finalmente começaria a ficar clara para nós, um apagão como este do final de The Variable chega e sacode tudo que tínhamos por matematicamente certo. Totalmente centrado em Daniel Faraday, o episódio mostrou através de flashbacks o que o físico passou durante boa parte de sua vida, sendo pressionado por sua mãe Eloise Hawking a seguir um caminho obscuro e, pelo menos para nós, imprevisível. Esquecemos dos Hostis e do que eles são capazes de fazer.
O que deu pra saber foi que toda a pesquisa que ele conduziu em Oxford foi encerrada e que ele foi expulso quando testou seus experimentos com o tempo e a relatividade em humanos (inclusive nele), deixando sua então namorada em coma. Foram explicados alguns acontecimentos da temporada, como o fato de não serem encontrados registros do rapaz na universidade, além de revelar a verdade sobre o vôo 815 no mar, com a farsa elaborada por Charles Widmore (então Ben falou a verdade…). Afetado pelos efeitos colaterais de suas descobertas, Faraday havia perdido parte de sua memória e vivia num constante estado catatônico até ser informado por seu bilionário pai que é pra lá que ele deveria seguir. Ora, ora, mais pessoas relacionadas na série… Acho que ninguém mais pode acreditar que tudo ali acontece por acaso… É claro que por ser o aguardado episódio 100, The Variable foi levemente mais arrastado do que muitos prefeririam (não eu), a despeito das cenas de ação na comunidade Dharma e o que aconteceu com Sawyer, Juliet, Hurley e Miles.
Contudo, é no bombástico texto que LOST sempre se perfaz, quando tudo subitamente vira de cabeça pra baixo. Depois de estabelecer que além das constantes da complicada equação da ilha, é preciso se levar em conta a ação das variáveis – os que retornaram -, Daniel concluiu e revelou que precisava destruir a energia que será contida na construção da escotilha Cisne, evitando assim a cadeia de eventos que pegamos pela metade no episódio piloto do drama. Com isso descobrimos, também, o porque da Iniciativa ter mantido a remessa de suprimentos: somente alguns funcionários ficaram no local durante vinte anos para apertar o botão que salvaria o mundo a cada 108 minutos (o restante foi exterminado por Ben). E após o novo “fator” apresentado por Daniel, de que a relatividade pode superar a máxima do “aconteceu, aconteceu”, a então jovem Ellie atirou e matou (ou pelo menos feriu) seu próprio filho e é aí que tudo se embaralha na minha cabeça. Fico sem saber, assim como a velha Eloise, o que está por vir. O futuro está nas mãos de Jack, Kate e, especialmente, do Dr. Chang. Aí me recordo daquele vídeo de Orientação, quando o especialista explicava que era um erro enorme dois coelhos coexistirem no mesmo contínuo espaço/tempo. O que ele dirá, então, quando finalmente perceber que duas versões de seu filho estão bem ali em sua frente?
MVP para o ator Jeremy Davies, que carregou muito bem todo o episódio, elevando Faraday ao nível do John Locke de Terry O’Quinn e do Benjamin Linus de Michael Emerson. Se ele realmente se foi, sentirei muita falta.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “5×14: The Variable” exibido em 29/04/2009 na ABC americana.
Esta semana o canal americano ABC fará uma pausa na transmissão da 5ª temporada de LOST, para a exibição de um especial de preparação para o 100º episódio da série, fato sempre muito comemorado por produções norte-americanas do gênero. Na semana que vem vai ao ar The Variable, que promete ser o The Constant desta temporada, também centrado no físico Daniel Faraday. A sinopse do capítulo, sem revelar muita coisa, é bem promissora: Chegou a hora de um acerto de contas, enquanto Daniel Faraday decide contar toda a verdade sobre o que sabe da ilha. Será que ele finalmente irá revelar que existe sim a possibilidade dos sobreviventes dos voos Oceanic 815 e Ajira 316 alterarem o destino? Se toda equação possui uma variável, que fato será que Faraday vai trazer nesta reta final da temporada?
Acima nas fotos o elenco comemora o feito que é cada vez mais raro de se atingir (com a quantidade de cancelamentos que andamos vendo) e, segundo informações do E! Online, o episódio trará a Sra. Hawking explicando a sua relação com Charles Widmore e o site ainda ressalta a importância dos números 4, 8, 15, 16, 23 e 42, que justamente são as variáveis coeficientes na equação do matemático Enzo Valenzetti, que conforme a história de LOST relatada nos vídeos de orientação, é o teorema que serve para prever o fim do mundo. Para quem não se lembra, os números representam os fatores de ordem ambiental e humana que precisam ser alterados de qualquer forma – daí o objetivo primordial da Iniciativa Dharma. Complexo, não? Pois The Variable promete “fritar” a cabeça dos fãs de LOST! Confira, então o trailer do 100º e decisivo episódio da série!
O que vocês esperam de The Variable? Acham que este episódio superará a unanimidade de The Constant como um dos marcos da série?
Quem diria que através dos olhos do pacato e arredio Miles Straume nós descobriríamos tanta coisa, não? Pois o filho do Dr. Pierre Chang (!!!), nascido na ilha (!!!), não só tem a habilidade de “entender” os mortos, como também de nos intrigar seriamente como poucas personagens da série. Na busca por preencher o vazio que sentia (afinal, ele deixou a ilha ainda novo), o garoto cresceu e ironicamente passou a usar seu real dom para conseguir dinheiro fácil de forma enganosa. Subutilizado, foi através do contato de Naomi e dos infinitos recursos de Widmore que ele foi parar no cargueiro que o levou até a caça por Benjamin Linus, sem saber que indiretamente estaria retornando para o local que o tornou especial, convivendo com o seu “eu” recém-nascido (cai de vez por terra a história de que o bebê seria Sun e que por isso ela não voltou no tempo).
Mas a história do coreano descendente de orientais, que é mais uma personagem com problemas paternos, conseguiu ir além, concatenando de forma incrível diversos acontecimentos passados e futuros dentro da ilha e fora dela, como o pretérito encontro dele com um integrante do grupo que estaria no vôo Ajira 316 – o que quer saber o que há na sombra da estátua -, passando pela origem dos problemas eletromagnéticos (que acidentalmente mataram um obreiro Dharma) até chegar na construção de duas das estações mais importantes da Iniciativa: a Orquídea e a Cisne. O episódio ainda trouxe belos alívios cômicos, no momento em que a estação Hydra é citada como um playground inútil de ursos polares pelo próprio orientador dos já clássicos vídeos e nos sempre divertidos diálogos travados entre Miles e Hurley, que transcendem o tempo e a tela.
Apesar de não trazer grandes acontecimentos (nem sempre precisamos deles), Some Like it Hoth foi ágil e eficiente em nos imergir ainda mais na aura da série e das pessoas que futuramente serão (seriam?) exterminadas pelo desaparecido Ben Linus, trazendo ainda pequenos elementos que só vão clareando cada vez mais a história. É óbvio que perguntas seriam inevitáveis: e o tal cadáver do sujeito que levava as fotos das covas vazias para Widmore? Será que isso prova que foi mesmo Ben o forjador do falso vôo 815 ou não? Onde ficam as crianças na ilha, já que Jack limpava uma sala de aula que fora recentemente usada? Por que Miles é obstinado em pedir sempre 3.2 milhões (ele já pediu a quantia a Ben)? E, afinal de contas, o que Faraday estava fazendo nos últimos três anos? Infelizmente estas e outras perguntas permanecerão mais tempo ricocheteando em nossas cabeças, porque LOST somente volta no dia 29 de Abril nos EUA para o seu centésimo episódio! Serão duas longas semanas e sem cerveja Dharma, mas certamente valerá a pena
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “5×13: Some Like it Hoth” exibido em 15/04/2009 na ABC americana.
A temporada está chegando ao fim. Some Like it Hoth será o 13º episódio de um total de 17 e o promo desta semana promete que o episódio irá revelar o destino de cada um na ilha, já que cada sobrevivente desta história tem um propósito a cumprir. Confira as imagens do próximo capítulo de LOST que vai ao ar na TV americana:
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s):LOSTTags:abc, promo, usa
Não é hora de respostas. Por que? Porque assim a ilha quis. Os fanáticos por descobrir a verdade, os antigos “Jack Sheppards” da vida, ficaram boiando no episódio de LOST desta semana. Isso não quer dizer, contudo, que Dead is Dead não foi revelador. Pelo contrario! Pela primeira vez mergulhamos de cabeça dentro do território intocado dos Hostis – um lugar onde todos que estão lá precisam seguir uma ordenação e cumprir regras, sem questioná-las. Isso, certamente, exige muita fé e esperança, algo que o jovem e inocente Benjamin Linus tinha sobrando com a vontade de deixar de vez a iniciativa Dharma como assim o fez. Afinal, foi a ilha que viu no jovem garoto o potencial de servidão de seus propósitos ou o contrário? Impossível saber, mas fato é que esta relação (simbiótica ou não), foi duramente abalada e desgastada com o tempo.
Focando suas atenções no “presente”, o capítulo percorreu a obstinação de John Locke em exigir que seu assassino fosse julgado por suas ações. Antes disso, várias lacunas sobre o passado do ex-inocente foram preenchidas, desde o tempo em que ele respondia a um Charles Widmore mais jovem e líder ativo do grupo, passando por quando sequestrou Alex dos braços de sua mãe Russeau, até o momento em que presenciou o banimento permanente de seu arqui-inimigo que construiu um império no “mundo exterior” apenas para ter os meios para tentar retornar ao local. Vimos também um lado mais humano de Linus (na medida do possível), capaz de amar, perdoar, se arrepender e de agir com menos praticalidade do que o de costume. Ele mata, fere e faz o que for preciso para atingir seus objetivos, mas tem o seus limites. O dia chegou: promotoria, defensoria e juiz e júri (todos reunidos numa única entidade) estão prontos para iniciar a pauta marcada.
Assim sendo, no terceiro ato deste agitado episódio, o homem por trás de várias cortinas foi julgado por seu criador – a ilha – que obviamente o deixou viver (afinal, ele fez o trabalho que lhe era exigido sem questionar), mas recebeu em contrapartida um pesadíssimo castigo por seus erros ao longo do caminho: de agora em diante ele terá que seguir como discípulo de Johnatan Locke. Por que? Porque assim a ilha quis. Vimos o templo, o “monstro” em ação como nunca e tivemos a certeza de que algo foi seriamente modificado (afinal, “dead is dead“). Ben desconhecia o passado do sobrevivente na Iniciativa Dharma, não se lembra de Sayid (como prometido por Alpert) e assim o círculo que se negava a fechar vai ficando mais redondo a cada minuto. Mesmo sem responder as perguntas fundamentais de toda a série, LOST nunca ficou tão clara para todos nós como agora. Espero que a ínsula trilhe um bom caminho até o fim nas mãos de seu novo líder. Episódio fantástico em todos os sentidos!
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “5×12: Dead is Dead” exibido em 09/04/2009 na ABC americana.
A 5ª temporada de LOST terá 17 episódios e nós já estamos quase chegando no 12º e a série prepara-se para entrar em sua reta final, já que este será o penúltimo ano. Confira, então, o trailer de Dead is Dead que será exibido na próxima quarta nos EUA:
“Para o homem mais perigoso da ilha, o dia do julgamento chegou“. Uau! Desculpem os transtornos ontem, amanhã a Semana em Série parte II estará postada (estou preparando-a neste momento). Link alternativo para quem não consegue visualizar acima.
Então o que aconteceu, aconteceu e ponto final nessa história? Depois do final arrasador de He’s Our You, LOST retornou para responder a pergunta que rebateu em nossas mentes por uma semana. O pequeno Ben morreu? De certa forma, sim. O inocente e curioso garoto que vivia em “Dharmaville” foi embora pra sempre, passando pelas mãos de Juliet, Kate e Sawyer até chegar em Richard Alpert e seu misterioso templo. Embora sem trazer a resolução completa deste caso, o episódio por enquanto corroborou a tese de Daniel Faraday e Ms. Hawking, de que nada pode ser mudado. Bem sacado, ainda, foi a utilização de Hurley mais uma vez como a voz de nós, o público, que não nos conformamos com esta contínua falta de respostas. Ele também trouxe um belo alívio cômico ao questionar por que não começou a desaparecer da forma que acontecia na trilogia De Volta Para o Futuro, pois haviam alterado o passado. O que ele indagou para Miles (que de repente assumiu o papel de “físico do tempo”, que pertence a Faraday) foi totalmente coerente: se o que eles estão vivendo é o presente de um passado que já ocorreu, por que Ben não se lembrou de Sayid quando este foi torturá-lo na 2ª temporada? Esse papinho do Richard de que “ele iria esquecer” soou muito conveniente.
Que bom que a presença desta pergunta no roteiro denota que Carlton Cuse e Damon Lindelof sabem o que estão fazendo (mais um alô pra Tim Kring)! Mas Whatever Happened, Happened não foi somente sobre Ben e viagens no tempo, pois colocou as cartas na mesa nas pendências amorosas: Jack revelando que fez a primeira (ou segunda, dependendo do referencial) cirurgia em Ben por amor à Kate, que apegou-se em Aaron para compensar a falta de Sawyer, que pulou do helicóptero porque sabia que os dois não iriam dar certo. Fora da ilha e no período em que a sardenta vivia na mentira dos Oceanic 6, reencontramos Cassidy e a crescida Clementine, bem como retornamos aos acontecimentos pós-encontro da turma da ilha no píer – o que deverá ser recorrente – e que culminaram no retorno da moça. Quer dizer que Kate voltou por Claire? O motivo de Sayid, por enquanto, foi o mais inevitável e crível. O momento mais forte de todo o capítulo, pra mim, foi a surpreendente atitude de Jack em simplesmente não levantar-se da cadeira pra ajudar alguém, ainda sendo este alguém o Ben. Além disso, ir contra sua “natureza” de solucionador de problemas dos outros, confronta também com sua obrigação ética com sua profissão e vocação.
Apesar de tudo, algumas coisas me incomodaram muito. Por que os membros da Dharma estão sempre desconfiando de tudo e de todos de forma absurdamente forçada? Por que questionam tanto LaFleur, o competente chefe de segurança? Ainda assim, por que então não contestam ou abordam o fato de Juliet (designada para ser mecânica) estar realizando procedimentos médicos complexos na enfermaria? Eu acredito que faltou coerência nestes pontos e que muitas vezes os detalhes (como o erro dos roteiristas sobre a idade de Charlotte) ficam relegados a um terceiro plano. O fato é que as histórias de Kate (flashbacks ou flashfowards) sempre foram as menos empolgantes e isso acabou fazendo com que o episódio desenvolvesse sem foco, permitindo que estas questões menores comprometessem a narrativa. Whatever Happened, Happened foi sim satisfatório, pois avançou na trama, mas ficou aquém do nível dos capítulos das semanas anteriores. Pelo menos no final reencontramos Locke e Ben “de volta à terra dos vivos”.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “5×11: Whatever Happened, Happened” exibido em 01/04/2009 na ABC americana.
Hoje eu queria saber uma coisa: que cotação você daria para este episódio?
Será que já na próxima quarta saberemos o que aconteceu com o jovem Benjamin Linus? Afinal, Sayid conseguirá mudar o destino ou “o que aconteceu, aconteceu”? Confira o trailer do aguardado 11º capítulo de LOST:
Agora sim estamos realmente perdidos! O episódio acabou (pra mim) há exatos oito minutos e somente agora eu comecei a escrever, lembrando-me da última frase da resenha passada, onde perguntei o que vocês fariam se tivessem a chance de matar um genocida enquanto este ainda era uma criança. Fiquei o tempo todo pensando na última e bombástica cena deste episódio e quais serão (ou seriam) as repercussões temporais de tudo isso. Às vezes nós nos esquecemos da natureza de cada personagem: que Jack é um aficionado em resolver problemas alheios, Sawyer é um vigarista, Hurley um louco, Sun uma mentirosa e Sayid um torturador e matador. Foi por isso que sabiamente o episódio abriu com a cena da infância do iraquiano em Tikrit que mostrava justamente a facilidade com que o sujeito elimina vidas nesta Terra. De uma galinha aos funcionários de Widmore um a um e de seu superior no exército à sua derradeira vítima: o jovem Benjamin Linus.
Num episódio onde muito pouco aconteceu, vale ressaltar, e onde os fatos e diálogos em sua maioria foram menos inspirados do que o de costume, este final funcionou não apenas como a salvação do dia, como também trouxe um sério questionamento até o próximo capítulo . Cada vez mais é nos reforçada a teoria do looping temporal e as máximas de Sra. Hawking e seu filho Daniel Faraday de que, respectivamente, o “destino sempre dá um jeito de corrigir as coisas” e “o que aconteceu, aconteceu”. É por isso que antes de começar a escrever eu refleti e concluí (ainda que erroneamente, pode ser) que de alguma forma Sayid NÃO matou Ben. Ele apenas deu um tiro no menino. Mas podem dizer que “o tiro foi bem no peito” ou que “Sayid é um profissional”, é verdade. Mas é verdade também que desde criança Ben não aparenta ser um menino bobo e despreparado.
Ora, se ele é capaz de jogar uma Kombi flamejante contra uma casa para libertar um desconhecido da prisão Dharma, pode ser que de alguma forma ele já estava preparado para aquele tiro, seja com uma proteção ou um colete. Richard Alpert, Locke, Jacob ou qualquer um que tenha acesso às informações privilegiadas da ilha podem facilmente ter alertado-o. Esta hipótese, além de mais coerente com o que a série já nos mostrou, torna-se ainda mais interessante quando percebemos que futuramente Ben poderá usar isso contra o iraquiano, se é que já não usou. Não consigo imaginar LOST seguindo o estilo Heroes de ser, com toda aquela bagunça temporal, quando estamos falando de Carlton Cuse e Damon Lindelof no comando de tudo, e não Tim Kring. Ben está vivo em 1977 porque ele permanece vivo em 2007. Isso é fato, até que nos provem o contrário. Mesmo com um episódio abaixo da média desta temporada, a série segue num obstinado ritmo, mostrando através de “flashs-alguma-coisa” como os sobreviventes chegaram ao voo Ajira: todos levados pelo destino.
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “5×10: He’s Our You” exibido em 25/03/2009 na ABC americana.
é comentarista de TV, tradutor, advogado e fã incondicional de séries desde que foi fisgado por Friends em 1994. Hoje assistir aos melhores dramas e comédias da TV tornou-se um compromisso sério e diário. Fique liGado nas notícias, resenhas e novidades mais quentes do mundo das séries e participe com seus comentários! Não perca um só post!