A Semana em Série
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Big Love (4×01: Free at Last): Se Bill Henrickson achava que seus problemas acabariam com a morte de Roman Grant, ele estava muito enganado. Até porque seria bom se ele só precisasse lidar com o velho profeta em vez de nadar no mar de percalços que ele mesmo consegue trazer para seus três lares. E se já não bastava a perseguição religiosa que sua família sofria, ele agora é o fundador de uma nova igreja, sócio de um novo empreendimento de alto risco e cúmplice de diversas contravenções penais, incluindo vilipêndio a cadáver. E o líder da comunidade, Alby e suas, digamos “indiscriçõs”? Quem diria, foi se envolver logo com o curador estadual dos bens da Juniper Creek. Ora, só eu achei isso coincidência demais? Espero que o roteiro nos surpreenda, pois do contrário a trama ficará muito conveniente. Tirando este pequeno problema, Big Love conseguiu retornar muito bem depois da apoteótica 3ª temporada e, embora ter iniciado o ano com um episódio ligeiramente atribulado, tenho certeza de que vem muita coisa sórdida e boa por aí.
Cotação Bruno Carvalho: 



Friday Night Lights (4×08: The Toilet Bowl, 4×09: The Lights of Carrol Park): Estou um pouco atrasado com as resenhas de Friday Night Lights, mas pretendo ficar em dia até o final desta semana. The Toilet Bowl foi um episódio mediano, que em parte seguiu Tami e Julie numa cansativa trama sobre carreira, universidade, escolhas… Enfim, tudo aquilo que é clichê nas outras séries adolescentes e que não precisam ser repetidas aqui. Felizmente a narrativa deste drama não é construída em volta de apenas um núcleo e, por isso, acompanhamos as dificuldades da família Riggins e sua inevitável tendência à contravenção. Tim trabalhando no desmonte clandestino com seu irmão certamente não vai terminar bem. Já dando mais atenção ao futebol, The Lights of Carrol Park decidiu mostrar um pouco mais do lado abandonado de East Dillon e a preocupação do treinador Taylor em mudar o espírito da comunidade pobre da região, o que indireta e inevitavelmente afetará a moral de seu time. Curiosa a contradição entre os Riggins e os Taylors, entre o “dinheiro fácil” e a perseverança. Friday Night Lights ainda falou sobre índole, aborto e recomeço. E o melhor: sempre com muita propriedade.
Cotação Bruno Carvalho: 



Grey’s Anatomy (6×11: Blink): Uau, onde está o Emmy de Sandra Oh? Eu me pergunto isso após grande parte dos episódios de Grey’s Anatomy, mas ainda mais depois deste. Não, não falo só pela explosão emocional de Christina Yang no final, quando ela disse no calor do momento que entregaria Owen de bandeja para a Dra. Altman em troca da permanência dela como mentora. Falo da brilhante construção de personagem que a atriz faz justamente para que momentos como este soem não apenas de forma crível, como até aceitável e esperado. Esse é o tipo de texto que nas mãos de uma atriz mais limitada (cof cof, Ellen Pompeo) não atingiria um décimo da intensidade almejada. Mas Blink também trouxe Addison de volta para dar uma consulta sobre a gravidez “filhinha” de Sloane, que escolheu-a quando pressionado por Lexie (e esta acabou indo pra cama com Karev). São escolhas feitas num piscar de olhos que têm o potencial de trazer mudanças definitivas. Ah, e como elas serão bem-vindas caso se concretizem, Shonda Rhimes! Eu sei que o episódio continuou em Private Practice, mas não acompanho a série. Tenho certeza de que Addison vai dar um jeito no bebê e que as coisas tendem a esquentar na Califórnia… Quem assistiu conta aí embaixo como foi.
Cotação Bruno Carvalho: 




Life UneXpected (1×01: Pilot): Se por uma lado é bom que a CW apostou em um novo drama adolescente que sai do eixo LA/NY/high school/garotos riquinhos, por outro esta nova Life UneXpected já se apresenta como “docinha” demais e com uma premissa apenas razoável. Lux é uma garota de 15 anos que passou toda sua vida em lares adotivos até decidir se emancipar e, para isso, teve que ir atrás dos genitores que a entregaram por serem jovens demais à época. O pai, Nate, é um comerciante que nunca cresceu e a mãe, Cate, é uma radialista que afasta todos à sua volta, inclusive seu noivo e colega de trabalho Ryan. O piloto todo se desenvolve no estilo “conto de fadas”. Lux, mesmo tendo sido abandonada, sofrido um problema cardíaco na infância e crescido com pais adotivos traficantes que não a querem, é estilosa, descolada e bem-humorada até demais a ponto de não apenas soar implausível, como às vezes irritante. Poxa, em certo momento ela ouve da mãe biológica que esta nunca cogitou ficar com ela e ainda solta um “não é culpa sua” momentos depois? Inconsistente. Porém, devo ressaltar que o episódio é, no geral, agradável de se assitir como um descompromissado filme de Sessão da Tarde e tem seus bons momentos (como pai e filha se emocionando com um vídeo no YouTube). O final, então, com toda a família reunida depois que Nate e Cate decidiram “ficar” com a filha não deixa praticamente nada pendente. E exatamente por isso, Life UneXpected poderia ter sido um bom filme estilo Juno, já que como série logo irá se esgotar, caindo no lugar-comum de praticamente todas as produções do gênero. CW, prove me wrong pra variar.
Cotação Bruno Carvalho: 

Outras Cotações
Human Target (1×01: Pilot): Muita ação e pouco conteúdo resumem bem o novo drama da FOX estrelado por Mark Valley (Boston Legal, Fringe), ator que já surge sem conseguir convencer que será o “próximo herói da TV”. Os primeiros 40 minutos desta produção sem identidade me fizeram ter saudades de Alias, 24 e, especialmente, de Burn Notice. Não se apeguem, porque não vai durar.
Cotação Bruno Carvalho: 
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