A Semana em Série, Parte I
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Dexter “3×10: Go Your Own Way”: Esta reta final de Dexter não poderia estar mais emocionante com a guerra travada contra Miguel Prado. Dexter não conseguiu levar a delicada situação adiante e iniciou um perigoso jogo de gato e rato com o importante promotor público de Miami. Mas foi no meio dos ataques e contra-ataques que envolveram invasão de domicílio, ameaça, extorsão que a mulher de Prado inadvertidamente soltou a informação do desaparecimento de seu marido na noite do crime contra Ellen, que certamente não passou despercebida pela sagaz tenente LaGuerta. Eu só espero que a verdade fique logo clara como os faróis de xenon da SUV preta de Miguel, já que de predador Dexter passou a ser a vítima. O episódio teve como destaque absoluto as atuações de Michael C. Hall e Jimmy Smits dando um show incrível naquela cena no telhado. Eu queria muito que essa “parceria” durasse mais, mas parece que Prado cansou de aliar-se aos serial killers do bem. Contrariando todas as apostas de que estaria previsível, Dexter conseguiu surpreender com um texto original que, mais uma vez, me deixou boquiaberto.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 30/11/2008 no Showtime americano.
Chuck “2×09: Chuck Versus the Sensei”: Poxa, foi legal ver o Dixon de Alias novamente em ação, desta vez como o sensei de Casey que “traiu o movimento”. De uns tempos pra cá também as missões em Chuck estão mais claras e objetivas, curiosamente trazendo o clima imediatista da já citada série de Sydney Bristow. Mas neste episódio, contudo, eu gostei mais dos acontecimentos na loja Buy More. O sub-gerente Emmet (Tony Hale, da excelente Arrested Development) instituiu o concurso de funcionário do mês e sem querer Morgan ortientou seus colegas a irem na contra-mão da premiação, tudo por conta de um mal entendido com Chuck. Este foi um episódio aparentemente isolado e já comentei aqui que Chuck brilha muito mais quando entra em arcos. De qualquer forma, a temporada continua com um saldo mais que positivo e se prepara para encerrar o ano em alto estilo com o aguardado Chuck Versus the Delorean, que vai ao ar hoje nos EUA!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 01/12/2008 na NBC americana.
Prison Break “4×13: Deal or No Deal”: Eu continuo achando que eles não deveriam ter conseguido obter Scylla tão cedo na temporada, porque agora Scofield e Self vão ficar nesse batido jogo de vantagem e desvantagem, que tem a tendência de se tornar cansativo. Felizmente a série tem outros trunfos como Gretchen e T-Bag, que podem apimentar as coisas enquanto uma resolução para o conflito de mentes não vem. O episódio também fechou a porta do auxílio e estrutura que poderia ser providenciada pelo governo por conta das artemanhas de Self em encobrir a operação. Os irmãos agora precisarão reunir o grupo para recuperarem o restante do artefato e derrubarem por conta própria a implacável Companhia. A reviravolta final, embora pudesse ser facilmente antecipada, reafirmou a posição de superioridade de Michael e deu o gás que a série precisava para seguir adiante por mais alguns capítulos. Vamos ver no que dá!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 01/12/2008 na FOX americana.

Heroes “3×11: The Eclipse, Part II”: Levemente superior à primeira parte do arco Eclipse, esta continuação serviu apenas para retornar as principais tramas ao status quo ante, sem trazer qualquer tipo de avanço significativo. Mohinder voltou a ser a mosca, Parkman e Daphne não progrediram em nada e Arthur e Angela Petrelli mal deram as caras. Sim, Elle sucumbiu à sede de poderes de Sylar, mas que ele é (ou voltou a ser) um vilão não é nenhuma novidade (e nem que a presença de Kristen Bell seria duradoura). A série segue com um draminha existencialista muito superficial e poucos momentos prestam, como aquele confronto de Peter e Nathan contra o general Baron na floresta e, mais tarde, Hiro salvando o dia transportando Elle e Sylar para longe. Fato é que a história continua desconexa demais e todo aquele prólogo que vimos em Villains há algumas semanas até agora não se integrou ao roteiro. Eu não me importaria nada se Heroes fosse cancelada esta temporada, e vocês?
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 01/12/2008 na NBC americana.
Fringe “1×10: Safe”: Apesar de absurda e faticamente impossível, a ciência de Fringe seguia, até o início deste episódio, com uma certa fundamentação que dava um leve tom de plausibilidade aos absurdos que testemunhamos com Olivia e Peter. Até mesmo a máquina que permite que pessoas atravessem corpos sólidos teve uma simples e convincente explicação de Walter Bishop com relação ao comportamento da matéria que é largamente composta de espaços vazios (e o ator John Noble passa muita credibilidade ao explicar a “lógica” de Walter). Mas tudo mudou a partir deste Safe, com a introdução do experimento mais controverso do padrão: o teletransporte. Por conta disso, Fringe deixa o ano de 2008 com uma grande incógnita sobre como eles irão fundamentar o acontecimento, o que certamente irá demandar a queima de muito fosfato por parte dos roteitistas, que já perderam a atenção dos mais céticos. Sim, pois há quem espere ver em Fringe uma ligação sempre direta com a realidade, como se a ficção científica não possa existir por si. Estes primeiros 10 episódios mostraram que esta é uma série com identidade e muito conteúdo. Não tivemos nada de conclusivo até agora, mas já sabemos que esse é o modus operandi de J.J. Abrams, que prefere jogar as peças na mesa para depois montá-las. Em 2009 eles precisam começar a revelar as arestas desta bizarra, mas intrigante imagem.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 02/12/2008 na FOX americana.
Amanhã continuamos com Gossip Girl, Friday Night Lights, Dirty Sexy Money, 30 Rock, The Office e Grey’s Anatomy! Na semana passada não tivemos inéditos de The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, Gary Unmaried e Two and a Half Men. Os comentários dos últimos Boston Legal serão feitos em uma matéria especial sobre o final da série, em breve. Aproveite e deixe também as suas impressões abaixo!
Entourage “5×12: Return to Queens Blvd (Season Finale)”: Esta incrível temporada de Entourage não poderia ter acabado de forma melhor, logo depois que vimos Vinny Chase e sua turma voltando para “a casa da mamãe” no Queens por causa do fracasso de Smokejumpers. Quem diria que finalmente o manager Eric conseguiria aquele que pode vir a ser o maior trabalho da carreira do jovem ator, trabalhando com Martin Scorcese em pessoa! Contudo, é uma pena que muitas situações ficaram pendentes (o que é comum nos finales da comédia), principalmente com relação à Ari e suas novas perspectivas. De qualquer forma, Entourage encerra o ano como uma das melhores e mais caprichadas produções de Hollywood, sendo uma referência absoluta de como se deve fazer uma série que é sempre incisiva, não desperdiça episódios com tramas desnecessárias, possui ótimos atores e convidados (muito especiais, diga-se) e um roteiro despretencioso e impecável. Vai fazer falta até meados de 2009…



True Blood “1×11: To Love is to Bury”: Tivemos dois episódios – um bom e outro ruim – dentro deste penúltimo capítulo. O ruim veio com a aborrecida subtrama de Bill com a sua mais nova cria, algo que seria até interessante de ver no início da temporada, pois contextualizaria ainda mais os procedimentos de “transformação” de humano em morto-vivo. Porém, no avançar da temporada, isso não funcionou, já que a série tem vários outros assuntos pendentes mais interessantes para serem tratados. Felizmente a parte boa de True Blood prevaleceu com a retomada do mistério do assassino de Bon Temps, que desta vez atacou a garçonete Amy. Contudo, permaneceu o mistério se o perseguidor de Sookie é o mesmo responsável pelas outras mortes como o ótimo cliffhanger indicou? Como sempre disse, True Blood atinge o seu ápice quando vira uma série de mistério e agora só falta mais um episódio para descobrirmos a verdade!
Gossip Girl “2×11: The Magnificent Archibalds”: É uma pena quando uma série promissora como Gossip Girl dedica um episódio inteiro ao politicamente correto e ao sentimentalismo bobo, com o desfecho piegas do caso Archibald. Além disso, a história de Jenny Humphrey também teve um final semelhante, que inclusive previ há algumas resenhas: ela retornando de cabeça baixa para os braços do papai e os problemas ficaram pra trás, inclusive a tentativa de emancipação da jovem. Tudo bem, este foi o aguardado episódio de Ação de Graças, o feriado em que os americanos gostam de bancar os bons samaritanos e é quando tudo sempre dá certo. Até mesmo as escusas ações de Bart Bass, que possuía um dossiê de cada membro da família VanDer Woodsen, ficaram em segundo plano e sem uma repercussão à altura. Eu até diria que aquele furto da carta de Nate por Vanessa foi a melhor coisa do episódio, mas a inexpressividade da personagem me impede de fazer isso. Enfim, este foi certamente o capítulo mais fraco da temporada que até agora seguia de forma impecável.
Friday Night Lights “3×08: New York, New York”: Enfim terminou em grande estilo a saga de Jason Street em Friday Night Lights. A triste história do quarterback que ficou paraplégico começou em Dillon e teve seu desfecho na caital do Mundo, quando o perseverante jovem conseguiu o emprego de seus sonhos (considerando as suas limitações) e, de quebra, ainda recuperou o apoio de sua recém formada família e a cena final com Tim Riggins assistindo a conquista do amigo foi comovente. Mas é em Dillon que as coisas estão esquentando agora que Matt Saracen mudou de posição no time e tem tudo para fazer uma dobradinha de sucesso com o seu ex-rival J.D. McCoy. Eu reitero a minha vontade de ver os dois trabalhando lado a lado, pois a combinação tem tudo para ser positiva para o time e para a série. Com relação à família Taylor, os desejo de Tami para mudarem para uma casa maior foram indefinidamente postergados pela justa cautela de Eric, que sempre mantém os pés de todos à sua volta no chão. À exceção da conclusão da história de Street, o episódio não trouxe nada de mais, mas em Friday Night Lights não precisamos disso. A série é extremamente competente e brilhante lidando apenas com o trivial.
Grey’s Anatomy “5×08: These Ties That Bind”: Denny Duquette de novo? Seriously? Bom, nesta altura já deu pra juntar as peças e perceber que as tais aparições do sujeito para Izzie necessariamente têm um motivo clínico e que esta é a tal “grande história” que Shonda Rhimes prometeu à atriz Katherine Heigl depois do fiasco Izzie/O’Maley da 4ª temporada. Mas eu repito aqui o que disse em alguma das resenhas anteriores da série: isso é o melhor que sabem fazer? Parece que Grey’s Anatomy esgotou em criatividade e nem as caras novas do elenco estão dando conta do recado. Aliás, o que foi aquela cena com a nova médica rasgando as próprias costas com um bisturi, hein? Desnecessário. Pior que isso foi substituir a Dra. Hahn pela temp “Laura Roslin” com toques de “Jerry Espenson”, agora que o Seattle Grace está sem um cardiologista senior. Uma coisa eu concordo com a personagem de Mary McDonnel: também não estou gostando nada deste hospital.
Está confirmada a data de estreia da 5ª temporada de LOST nos EUA. A série deixará as noites de quinta-feira e voltará para as quartas a partir do dia 21 de Janeiro, às 21h. Nesta data, inclusive, o canal americano ABC preparou um evento especial de três horas (!) começando mais cedo, às 20h. Teremos uma hora de recap com episódio especial e logo depois a aguardada estreia da temporada já com dois episódios em sequencia para matarmos logo a saudade! A 5ª temporada terá 17 episódios que serão exibidos non-stop.
Ao que parece, a ABC não vai mesmo encomendar mais episódios e esta 2ª temporada deverá ser a última, com 13 episódios apenas. Conforme
Mais uma vez o criador e roteirista de Heroes veio a público dizer que errou a mão com a série e admitiu que a história está “confusa demais”. Ele recentemente despediu dois grandes produtores e roteiristas, Jesse Alexander e Jeph Loeb, que estavam no drama desde o início e anunciou que vai focar a trama em temas mais centrais e fazer uma limpa no excesso de ações paralelas. Outra boa notícia é que caso Pushing Daisies venha mesmo a ser cancelada, o ex-roteirista e co-produtor executivo Bryan Fuller retornará à série dos heróis para ajudar a colocar tudo nos trilhos. Ele deverá trabalhar com Kring reestruturando Fugitives, o capítulo que estreará na segunda metade desta temporada.
Uma péssima notícia para quem apostava em Dollhouse de Josh Whedon é o dia da semana em que o canal FOX americano escolheu para exibir a produção: sextas-feiras! Este dia da semana em que a maioria das pessoas saem é relegado nos EUA para produções de baixo escalão ou que estão prestes a serem canceladas, em virtude das baixas audiências. A partir de 13/01, Dollhouse estréia e fará dobradinha com Terminator: The Sarah Connor Chronicles. Isso tudo acontecerá graças ao arrasa-quarteirão American Idol que também reestréia em Janeiro e chega a tomar até 3 noites por semana em determinadas fases.
Dexter “3×05: Turning Birminese”: Aconteceu! Miguel Prado juntou as peças do quebra-cabeça que é Dexter Morgan e conseguiu enxergar quem seu amigo realmente é. Sem julgá-lo, Prado não só entendeu a natureza do assassino, como a aceitou sem contestar, numa das cenas mais intensas de toda a série. Dexter agora tem um aliado no alto escalão, alguém com acesso aos principais casos que o Estado deixou escapar e com um incontrolável desejo de vingança. Mas deixar o seu maior segredo nas mãos de alguém tão instável é uma boa idéia? Se até Harry, o criador do Código, sucumbiu diante da materialidade das ações de seu filho adotivo, isso poderia facilmente acontecer novamente e aí melhores amigos passariam a se caçar. Pior, e quando Miguel descobrir quem realmente é o Bay Harbor Butcher e que Doakes morreu inocentemente nessa história? O terreno nunca esteve tão instável pra Dexter e a partir deste episódio as coisas nunca mais serão as mesmas, já que agora o nosso herói terá que se reportar ao seu novo “contratante”.
Entourage “5×08: First Class Jerk”: Continuando a temporada que já considero a melhor da história de Entourage, testemunhamos em mais um incrível episódio toda a articulação do mestre Ari Gold para enrolar o dono do estúdio enquanto trabalhava uma forma de impedir que sua rival Amanda conseguisse a vaga. Eu não disse que o turnpoint seria ele não aceitando a oferta? Por mais absurda a decisão, não podemos culpar os motivos do agente, já que o que ele realmente gosta é de estar “do lado de cá” do jogo em Hollywood. Na turma, todos duvidaram da palavra de Turtle, que teve uma viagem pra lá de excitante ao lado de Meadow Soprano em pessoa, e o quebra-galho da galera pagou um alto preço por ter espalhado a história. Ironicamente o “meta-universo” de Entourage ainda abordou um tema delicado: a decadência de atores de cinema que vão tentar uma carreira sem volta na TV. Sorte para Vince que Ari colocou Dana Gordon no lugar e Smokejumpers está garantido. Não vai ser dessa vez que o mimado astro vai para a telinha como aconteceu com o seu irmão.
Gossip Girl “2×08: Pret-A-Poor-J”: Gossip Girl está se saindo muito bem com essa de focar mais cada episódio no storyline de um personagem e esta semana o destaque foi a pobre Jenny Humphrey. Depois de se demitir da grife de Eleanor Waldorf a garota engajou numa explosiva amizade com Kaitlin Cooper… digo, Agnes, uma jovem e inconsequente modelo. Tudo bem que a mãe de Blair estava roubando os designs da talentosa loirinha, mas sair dessa para virar a protagonista de fotos teen ousadas estilo Miley Cyrus na Internet não foi uma boa idéia. Mas o episódio ainda teve mais com um apoteótico encontro de Blair e Chuck, chegando a difícil conclusão de que precisam estar constantemente imersos em um mar de intrigas para darem certo. Eu também não consigo imaginar os dois de mãos dadas na fila de um cinema, sem estarem armando para os outros. Gossip Girl continua arrasando nesta temporada, infinitamente superior à primeira.
The Office “5×05: Employee Transfer”: Apenas a cena inicial deste episódio com os funcionários da Dunder Mufflin fantasiados para o Halloween já valeu a pena. A fenomenal aparição de Creed como o Coringa de The Dark Knight, empalidecendo as outras fantasias foi demais! Poxa, mas eu dava tudo para ter visto a cara de Dwight quando subiu e constatou que a personificação do colega estava macabramente idêntica à de Heath Ledger. O episódio em si também não fez feio e mostrou uma surpreendente separação do casal Michael e Holly, que ainda assim continua sendo o ponto alto da temporada. Mas eu não duvido nada que ela volte para Scranton. É uma pena, porém, que o timing entre Jim e Pam continua ruim, rendendo momentos aborrecidos e bastante aquém do que estávamos acostumados.
30 Rock “3×01: Do-Over”: Liz, Jack e Tracy estão de volta após uma longa espera, que valeu a pena! Com um humor rápido, inteligente e completamente nonsense o episódio Do-Over iniciou-se com a determinação da roteirista em adotar uma criança e a assistente social, interpretada pela sempre ótima Megan Mullally (Will & Grace), estava encarregada de verificar se a moça seria uma boa candidata. A loucura é tanta que ela saiu de lá com amnésia. Donaghy, por sua vez, precisou voltar ao Rockefeller Center nº 30 para começar do zero e tentar roubar o cargo de Devin na presidência da empresa: “da última vez levei 22 anos para chegar até o topo, mas agora que conheço os passos acho que consigo em 9“. Os devaneios de Donaghy são simplesmente brilhantes e 30 Rock segue com um dos melhores e mais hilários textos atualmente em produção!
Dexter “3×04: All in the Family”: Esta é a primeira temporada de Dexter que não foi baseada nos livros de Jeff Lindsay e mesmo assim os roteiristas estão fazendo um excelente trabalho. A temporada está apenas começando e a situação de nosso herói assassino já está pra lá de complicada: além de ter que lidar com os constantes desafios de se tornar pai e marido, seu novo melhor amigo e cúmplice, o promotor Miguel Prado, não o deixa em paz um só minuto. Com a flecha atirada, agora é hora de conter e minimizar os estragos, mas cada vez mais a dupla de “melhores amigos” é pressionada. Trabalho e família estão em cima e essa situação pode estourar a qualquer minuto. Da última vez que isso aconteceu o inocente Doakes morreu. Agora Dexter está totalmente exposto aos vários riscos da vida porque abandonou o Código de Harry, a lei que o impedia de viver, e mais uma vez o resultado será imprevisível. Com roteiro adaptado ou original, Dexter continua sendo o melhor drama da TV.
Entourage “5×07: Gotta Look Up to Get Down”: Em mais um dos melhores episódios de Entourage de todos os tempos (esta temporada está demais!), uma enorme reviravolta aconteceu na vida de Ari Gold e, consequentemente, na vida de Vince e sua entourage: o agente foi convidado para dirigir o estúdio após o súbito ataque cardíaco de Alan Grey! O mais comovente, porém, foi ver como Ari fica mexido quando questionado por seu melhor cliente porque não vão terminar o que começaram. Eu não duvido nada que essa oportunidade pode até cair por terra depois daquela apoteótica cena com os aviões tomando rumos diversos ao som de Fake Plastic Trees do Radiohead. Será que ele não aceita o cargo por Vince? A sordidez do mundo da moda também foi muito bem retratada com a proposta mega indecente que Vince recebeu de um importante e controverso produtor. Entourage segue em um de seus melhores momentos, agora com as portas abertas para possibilidades inéditas.
Gossip Girl “2×07: Chuck in Real Life”: Será que Chuck Bass finalmente caiu na real e mudou? Ora, só isso pra explicar como ele conseguiu resistir à tentação Blair Waldorf. Pelo visto ele não gosta de coisas fáceis, já que o complicado plano da morena mais uma vez surtiu o efeito contrário, aproximando Vanessa do bon vivant, trazendo indícios de mais um inusitado casal da série. Nate, por sua vez, acabou tendo a sua delicada situação financeira exposta e se mudou para a humilde residência dos Humpfreys. O clima também esquentou na festa de Bart Bass, mas confesso que o drama familiar de Serena é, de todos, o mais desinteressante. Ainda assim, surpreendentemente, Gossip Girl consegue constantemente se reiventar sem ter a necessidade de trazer à série um excesso de novos personagens, como é comum vermos em outras séries do gênero. Esta 2ª temporada segue praticamente impecável.
Chuck “2×04: Chuck Versus the Cougars”: Esta temporada de Chuck está fantástica! Num episódio bastante intimista a histórica focou-se em Sarah e conhecemos mais sobre o passado da personagem que voltou a atormentá-la nos dias atuais. A descompromissada trama está ficando mais séria, mas sem perder o bom humor no núcleo Buy More e com cada vez mais elaboradas sequencias de ação. Surpresa também foi a ótima participação de Nicole Ritchie (The Simple Life) como a vilã deste episódio, que bateu um bolão naquela tensa cena de luta. Para ficar perfeita, a série apenas precisava que seus episódios fossem um pouco mais interligados entre si e que a trama seguisse sempre com um foco maior. Mesmo assim, Chuck segue com um ritmo muito positivo e agradável de acompanhar.
Heroes “3×06: Dying of the Light”: Agora sim! Eu continuo batendo na tecla que Heroes sabe ser genial, mas que poucas vezes temos a oportunidade de ver o potencial da série. Felizmente, este episódio mostrou isso muito bem com a empolgante volta das viagens de Hiro no tempo e espaço, mostrando o que ele fez para salvar Ando de sua espada e, mais tarde, com as peripécias na África para capturar o precog Usutu. A história avançou significativamente em uma direção mais clara agora que sabemos que Arthur Petrelli é quem está convocando um exército de especiais. Além disso, a aparição de um sádico vilão fez Claire e suas “duas mães” passarem por grandes apuros na loja de marionetes, numa sequencia muito bem sacada. Com os caminhos convergindo em Pinehearst, o ponto alto do episódio foi aquele final com Peter perdendo todos os seus poderes para o pai e a história definitivamente está de volta nos trilhos. Vamos torcer para que fique assim até o final desta temporada!
Prison Break “4×08: The Price”: Depois de hostilizado por todos do grupo, era de se esperar que o japinha Roland iria aprontar uma hora ou outra. Mas ele escolheu o momento mais inoportuno para entregar os irmãos à Companhia, sem saber com quem está lidando em ambos os lados. Em mais um episódio eletrizante e lotado de reviravoltas, o grupo vai precisar improvisar para conseguir pegar o último cartão Scylla das mãos do General, sem contar que uma grande reestruturação na organização criminosa é iminente. Mas desta vez foi Alexander Mahone quem protagonizou um dos melhores momentos de toda a série, vigorosamente espancando aquele repugnante capanga Wyatt. Não sei o que dizer também da estranha parceria Gretchen/Scofield ou o que acontecerá com T-Bag depois daquela invasiva visita de Don. Mas a informação de que Scylla é muito mais que o livrinho negro da Companhia certamente revigorará o fôlego da série, estabelecendo de vez esta temporada como uma das melhores!
Fringe “1×06: The Cure”: Mais uma semana, mais uma história bizarra e só. Esta primeira temporada de Fringe começou muito bem, mas estacionou no conforto dos episódios isolados, que não avançam quase nada na trama. A única importante revelação de The Cure foi a de que outras empresas além da Massive Dynamic podem estrar por trás dos acontecimentos do Padrão, mas no fim tudo ficou por isso mesmo. Cada capítulo sempre começa de forma empolgante para depois se render ao desenvolvimento burocrático e esquemático da história, impedindo uma ligação maior com o espectador. Sempre a partir da metade do epidódio já sabemos o que esperar. O drama infelizmente ainda não conseguiu desenvolver todo seu potencial, ainda que conte com storylines interessantíssimas, como esta última em que seres humanos com câncer são utilizados como armas radioativas. Fringe está urgentemente precisando fugir de seu “Padrão” para emplacar
Dexter “3×03: The Lion Sleeps Tonight”: Dexter está em uma situação dificílima e pra lá de instável, tendo como cúmplice na morte de Freebo um sujeito que é simplesmente o poderoso promotor de Miami. Não bastasse isso, toda a polícia caça sujeito, já que acreditam que ele está vivo e Dexter ainda precisa conviver com os conflitos em se tornar papai. Aliás, esta nova “condição” do assassino inevitavelmente levou-o a perseguir um tipo inédito de criminoso: os pedófilos. Afinal, ele agora tem uma família para proteger (embora tenha ficado forçado o cara tirando fotos logo de Astor e Cody). Mesmo sendo um típico filler, em que a história em si avançou muito pouco, o episódio serviu para contextualizar muito bem a delicada situação em que todas as partes se encontram, inclusive Debra e o departamento de polícia que está ficando cada vez mais eficiente para o desespero de nosso herói e seu mais novo “melhor amigo”. O destaque do episódio vai pra Jimmy Smits desta vez, que está fenomenal como o impulsivo Miguel Prado.
Entourage “5×06: Redomption”: Bom, depois de cinco excelentes episódios em sequencia, Entourage deu uma leve acalmanda, mas ainda assim continuou acima da média. Não curti muito a história paralela de Vince e Eric com aquele caso do amigo Don, mas Johnny Drama salvou o dia bancando a estrelinha mimada com o seu novo assistente Turtle. Aliás, esta situação lembrou muito o episódio de Friends em que Chandler trabalhou para Joey nas mesmas condições. Até hoje não sei como Drama ainda não foi despedido da série Five Towns (mas parece que isso está na iminência de acontecer). Ari Gold, claro, mais uma vez foi o centro das atenções com aquela aposta de golf que culminou na morte (!) de Alan Grey. Alguém lá em cima (ou embaixo) gosta muito de Vince e de sua entourage, já que agora o filme Somekejumpers deve contar com sua ilustre presença.
Heroes “3×05: Angels and Monsters”: Será que Heroes tem salvação? Me pergunto isso pois enquanto assistia a este episódio um amigo chegou e me infagou se eu estava vendo Charmed, por conta daquela cena em que um vilão criava buracos negros em sua frente. A impressão que dá é a de que a série se perdeu depois do roteiro dar tantas voltas e que vai ser muito difícil sair dessa. Vejamos: Claire resolveu ir numa busca aos vilões que escaparam do Level 5, mas a ameaça deles à humanidade não foi claramente estabelecida; não conseguimos saber a natureza das intenções da Companhia e quem joga de qual lado, o que é fundamental numa série que se baseia em quadrinhos e as várias tramas paralelas voltaram e estão longe de colidirem. Isso sem contar no excesso de personagens que precisam frequentemente entrar ou retornar ao drama para trazerem algum sentido à bizarra história. Está difícil e muito chato continuar a acompanhar Heroes, especialmente nas cenas de Mohinder, que virou “A Mosca”. Quem sabe já não passou da hora de pararmos com isso. Charmed durou 8 anos.
Chuck “2×03: Chuck Versus the Break-Up”: Como eu já disse aqui, Chuck finalmente encontrou o seu ritmo e vem trazendo uma ótima sequencia de episódios. A trama avança bem a cada semana sem perder o seu charme e neste Chuck Versus the Break-Up tivemos a volta de Bryce Larkin criando um clima de conflito no relacionamento de Chuck e Sarah, enquanto todos trabalham para resgatar o microchip das mãos de um vilão. A série voltou a suas origens agora que o intersect foi atualizado (eu me perguntava como iriam fazer isso), numa cena genial. As situações na Buy More também foram engraçadas, mas sinto falta de uma interação maior entre o pessoal da loja e o mundo da espionagem para a série ficar completa. Se o propósito de Chuck é trazer uma diversão inteligente, mas descompromissada, estão cumprindo-o muito bem.
Friday Night Lights “3×03: Hello, Goodbye”: Eric Taylor nunca foi de dar o braço a torcer, ainda mais quando toda a cidade de Dillon quer uma coisa e ele quer outra. Íntegro, convicto, mas cabeça-dura ao extremo, ele é daqueles que precisa aprender errando e está claro pra todo mundo (menos pra ele) que a era de Matt Saracen acabou. O problema é que concomitantemente a isso estão tentando empurrar o garoto McCoy, que além de jovem e talentoso, é um dos poucos ricos da cidade. Por isso é com o bico torcido que o treinador precisa comparecer à festa de início de temporada na mansão dos novatos na cidade, que deveria estar sendo realizada na humilde residência dos Taylor. Decisões importantes também precisaram ser tomadas por Smash Williams sobre o seu futuro profissional, agora que recebeu uma proposta de se tornar o gerente regional da cadeia de lanchonetes pra qual trabalha. Friday Night Lights segue com um ritmo competente, lidando de forma muito delicada e sábia com os seus personagens, inclusive com o o núcleo da família Riggins e suas constantes dificuldades. Mais um ponto para a série!
Grey’s Anatomy “5×04: Brave New World”: Bitolada no louco mundo das cirurgias, que envolve diversas horas sem dormir, brigas, cansaço e muito estresse, Christina Yang ficou absolutamente deslumbrada com a rotina de trabalho do departamento de dermatologia do Seattle Grace e começou a repensar os seus conceitos e preconceitos sobre a especialidade. Isso indiretamente levou-a também a questionar sua rotina de trabalho. Repensar, aliás, foi o que Karev fez sobre o seu comportamento que constantemente hostiliza os que estão à sua volta e Meredith começou a mudar, aceitando as suas diferenças com Derek. Antes o fato dele ter invadido o sagrado espaço de sua mãe seria motivo para expulsá-lo de casa e essa evolução dos personagens culminou numa evolução da própria série. Brave New World abriu o espaço para a boa mudança, fazendo com que este seja o primeiro ótimo episódio desta nova temporada. Que continuem crescendo.
The Office “5×02: Business Ethics”: Talvez a pessoa menos indicada do mundo para falar de ética profissional é Michael Scott: “…quando descobri o YouTube não trabalhei por uma semana!“. Hilário! A interação inédita dele com o RH também rende ótimos momentos, fazendo todo mundo torcer por Michael & Holly da forma com que torcemos para Jim & Pam. A série mais uma vez passou dos limites, trazendo uma revelação inusitada de Meredith, que recebia descontos de fornecedores em troca de “favores sexuais”! Esses roteiristas…


Dexter “3×02: Finding Freebo”: Agora que sabe que vai ser papai, Dexter enfrenta um inevitável dilema em sua mente: será que seu filho herdaria os seus instintos assassinos? Seria melhor abortá-lo, tornando o bebê uma de suas vitimas? Estas e outras divagações tomaram conta deste incrível episódio da série e mais uma vez a história tomou um rumo totalmente inesperado. Livre do Código de Harry, o mundo de Dexter virou de cabeça para baixo quando o passional Miguel Prado presenciou o pós crime do nosso assassino favorito, numa cena que certamente fez muita gente pular do sofá. Mas surpreendente mesmo foi a reação do promotor que, mais tarde, descobriríamos estar ali pelo mesmo motivo que Dexter: fazer justiça com as próprias mãos. O fato abriu definitivamente todas as portas para mais uma promissora temporada. Dexter novamente se reinventou e garantiu o status de melhor drama atual.
Entourage “5×05: Tree Trippers”: De tempos em tempos presenciamos na TV episódios de séries que transcendem a tela e se tornam épicos instantâneos. Desta vez a jornada de Vinny Chase e sua entourage até o famoso parque/deserto Joshua Tree rendeu um destes clássicos atuais. O motivo da viagem? Entrar em contato com a natureza para que Vinny decida de uma vez por todas se vai estrelar a refilmagem caça-níquel de Benji ou se irá se dedicar ao promissor Smokejumpers, do qual nem convidado é (escolheu este último, óbvio). É claro que o destaque da série é Jeremy Piven, que ao longo desta temporada trabalha para garantir o Emmy 2009, o seu 4º consecutivo pelo mesmo papel. Ora, só pode. Ari Gold sob o efeito de “cogumelos mágicos” já é o highlight deste ano e Rex Lee como Lloyd também estava simplesmente brilhante. Com uma fotografia pra lá de deslumbrante, este simples, porém imprescindível episódio de Entourage já figura como um dos melhores de toda a série e do gênero.
Heroes “3×04: I Am Become Death”: Longe ainda de atingir o seu verdadeiro potencial, a 3ª temporada de Heroes começa a trilhar o caminho certo. Aos poucos a premissa “Vilões” vai tomando forma com a indicação que os maiores inimigos dos heróis podem estar latentes dentro de cada um. Num futuro onde a fórmula roubada de Hiro está acessível a qualquer cidadão que dispõe de pronto pagamento, Peter Petrelli seguiu no seu calvário temporal apos a captura de seu “eu” posterior. Para a surpresa de todos, o futuro revelou um Sylar bonzinho e criando um filho e a determinação de Claire em executar o seu poderoso tio trouxe uma explosiva consequencia. Como eu disse, Heroes segue no caminho certo, mas dá muitas voltas (incusive no tempo) para chegar ao seu objetivo e isso, na maioria das vezes, é bem maçante de acompanhar. Talvez se o roteiro seguisse uma trajetória mais linear a série definitivamente engrenaria de vez. Por enquanto continua na promessa.
Chuck “2×02: Chuck Versus the Seduction”: Acho que pela primeira vez desde o piloto, Chuck encontrou o seu melhor momento e apresentou um episódio redondinho e equilibrado. O percalço pelo verdadeiro Cipher acabou exigindo que o herói seduzisse a misteriosa viúva-negra Sasha Banacek (Melinda Clarke, de The OC), com a ajuda de um inusitado espião, interpretado pelo ótimo John Larroquete (de Boston Legal). O núcleo “Buy More” também teve uma revitalizada com as constantes confusões do novo gerente e a captura de Casey e Sarah também criou um ótimo cliffhanger para o próximo capítulo. Leve e descontraída, a 2ª temporada de Chuck está sendo uma surpresa bastante agradável.
Prison Break “4×07: Five the Hard Way”: Que bom que Prison Break segue avançando consideravelmente em sua trama, sem dar voltas como várias séries de ação fazem. Aqui tudo está caminhando para um objetivo concreto: a busca por Scylla e a invasão do QG da Companhia para decifrá-lo. Em Five the Hard Way Lincoln e parte da turma seguiram para Las Vegas atrás do 5º cartão, enquanto Scofield ficou para cuidar da parceria T-Bag/Gretchen. Na cidade do pecado, Sucre recebeu do portador do cartão uma proposta muito indecente, mas ao final inesperada por todos e Roland pode ter colocado todo o plano a perder com a apreensão do aparelho, fazendo com que o 6º cartão, de posse do general, terá mesmo que ser roubado. Infelizmente o episódio não foi impecável por causa do ato final envolvendo T-Bag, mais uma vez poupado por Scofield.
Friday Night Lights “3×02: Tami Knows Best”: Tami Taylor colheu os frutos de sua polêmica decisão de realocar os fundos do telão Jumbo Tron para fins acadêmicos, o que para a cidade que vive em função do esporte chega a ser uma heresia. Além de ter comprado briga com os peixes grandes de Dillon, ela pos em risco seu próprio casamento. Comovente foi a situação que Matt Saracen se encontrou, sendo obrigado a procurar emancipação para virar o guardião de sua guardiã. Lorraine sofre com demência e o garoto precisou recorrer à mãe que o abandonou para pedir a autorização de virar um adulto e suportar uma pesada carga de obrigações. O talento do ator Zach Gilford é invejável e a cena do encontro entre mãe e filho foi contida, mas tensa e muito bem executada. Friday Night Lights continua tratando de problemas sérios e reais, como a dificuldade de Smash Williams em entrar para uma faculdade lesionado e a forma que Tyra encontrou para vencer as eleições no colégio, tornando-se aquilo que vem lutando pra ser: um objeto sexual. Estou apenas sentido falta de Jason Street, mas sei que em breve saberemos o que aconteceu com o rapaz. Esse foi mais um touchdown da melhor série teen já produzida.

Dexter “3×01: Our Father”: Embora cada temporada de Dexter inicie e complete um ciclo, sem deixar cliffhangers para a próxima, é notório o crescimento do personagem principal ao longo dos anos. Hoje ele se conhece mais e melhor e por isso decidiu fazer uma livre e profunda revisão do Código de Harry, o conjunto de leis e normas que seu pai adotivo deixou como legado. Mas esta foi uma terrível decisão do nosso herói serial killer, pois algo inédito em toda a sua jornada aconteceu: ele matou o sujeito errado por impulso. Pior, a vítima era o irmão de um poderoso promotor de Miami. Há quem diga que este começo de temporada foi “morno”, mas eu discordo. É exatamente porque a série se renova a cada ano que esta deverá ser uma das mais intimistas temporadas, já que Dexter precisará conviver, pela primeira vez, com esse fardo enorme em sua consciência, sem contar na bombástica e inesperada gravidez de Rita. Pois é, Dex vai ser papai. Um excelente início de temporada para o melhor drama da atualidade.
Entourage “5×04: Fire Sale”: Enfim chegamos no ponto alto desta temporada, que instaurou a verdadeira batalha no (sub) mundo do showbizz. Afinal, quem levará a melhor? O sensato, mas inexperiente Eric ou o escolado, porém impulsivo Ari? Os dois chegaram em uma situação impossível depois de articularem muito para conseguirem vender o roteiro: a oferta de Ari tem Vince em um papel secundário, mas com um preço baixo pelo texto e a de Eric tem um excelente preço, mas sem Vince na jogada, já que Alan Grey, da Warner (estúdio que produziu o esnobado Aquaman 2), é o comprador. As cartas estão na mesa nesse mercado onde estúdios compram um roteiro apenas para não deixarem o concorrente por as mãos e mais uma vez o astro em declínio colhe os frutos de sua arrogância e inconsequencia. O episódio ainda trouxe Johnny Drama em um dos piores momentos de sua carreira (e, mais uma vez nesta temporada, um dos melhores de toda a série), humilhado em rede nacional no programa The View. Entourage continua arrasando no topo de nossa cobertura!
Heroes “3×03: One of Us, One of Them”: Neste episódio começamos a vislumbrar a direção que a temporada pretende tomar, despertando um lado desconhecido em heróis e vilões, na clássica filosofia “Ying & Yang”. Por isso nós vimos uma Claire amargurada e perdida ao ter que aceitar seu eterno destino e, ao mesmo tempo, Sylar nobremente trabalhando (ou quase isso) lado a lado com Noah Bennet. Mas infelizmente Heroes é uma série que não consegue desvincular-se de suas amarras, trazendo sempre à tona alguma storyline repetida e desinteressante, como a jornada de Parkman com o “Isaac Mendez” africano e mais uma aborrecida personalidade (ou clone) de Nikki/Jessica, a mulher “Sub-Zero” Tracy. Outra coisa que incomoda muito é a nada inspirada edição, que constantemente falha na tentativa de concatenar inúmeras tramas paralelas em um único episódio. São tantos personagens que às vezes você até esquece que tal herói existe ou o que ele estava fazendo. É uma pena também que voltaram a transformar Hiro em um bocó, com um alivio cômico que não serve à história. Precisamos fazer muitas concessões para continuar acompanhando Heroes, porque ficamos sempre esperando os momentos geniais que eles sabem fazer. O problema é que às vezes isso demora demais.
Chuck “2×01: Chuck Versus the First Date”: Esta é outra série do canal NBC que precisamos engolir muito sapo em prol da diversão. Em dois momentos idênticos neste mesmo episódio de estréia da 2ª temporada, o gigante interpretado por Michael Clarke Duncan precisa ameaçar jogar Chuck de uma sacada apenas para tomar um objeto que está em suas mãos! Como assim? Mas tirando isso, Chuck Versus the First Date conseguiu estabelecer-se melhor como uma comédia do que como uma comédia de ação, rendendo ótimas situações. Aquela cena em que o atual Intersect engana todos os vilões utilizando apenas um telefone e o cérebro geek de seu escudeiro Morgan foi divertidíssima. Acertada também foi a inclusão de um objetivo mais claro na série, com a destruição do novo Intersect e os inevitáveis e promissores desenrolares deste ataque. Em suma, Chuck voltou a divertir (porque os últimos episódios da primeira temporada estavam chatíssimos) e continuaremos a acompanhá-la por aqui.
Prison Break “4×06: Blow Out”: Prison Break entrega mais um episódio sólido e muito bem executado. Sem perder tempo, a história já começou no meio da busca por mais um cartão Scylla, que acabou culminando na prisão de Mahone e despertando reações diversas sobre como proceder em situações como esta. Felizmente Michael Scofield deu uma de Harry Houdini (ou Criss Angel) e armou um elaborado plano de resgate no fórum, deixando até o implacável Wyatt de boca aberta. O episódio até nos levou a pensar que iriam abandonar Mahone lá (a série adora fazer isso), mas ainda bem que trilharam outro caminho. Gretchen finalmente fez um retorno triunfal integrou o núcleo T-Bag, o que deverá render ótimas situações nos próximos episódios. A 4ª temporada de Prison Break definitivamente se estabeleceu como uma das melhores de toda a série, perdendo apenas para a primeira, claro.
Gossip Girl “1×05: The Serena Also Rises”: Esta temporada de Gossip Girl está cada vez mais surpreendente, com excelentes episódios em sequencia. O roteiro está dosado, todas as tramas paralelas estão interessantes, até mesmo as da família Humphrey. Este capítulo marcou a definitiva ascensão da socialite Serena em detrimento da amiga Blair, que é uma compulsiva por atenção. É claro que o tema é frívolo ao extremo, mas é mérito da série fazer com que nos importemos com pessoas tão fúteis como as upper east siders. Mas desta vez o destaque absoluto foi Chuck Bass e sua jornada auto destrutiva que envolveu Dan, já que este buscava inspiração para um de seus contos. O ator Ed Westwick conseguiu explorar muito bem esta nova camada dramática introduzida pela culpa que o personagem carrega por ter “matado” sua mãe no parto. Toda semana a turma de NY dá um show sobre como fazer uma série teen que leva seu público a sério, transcendendo a barreira da idade como poucas até hoje conseguiram.
Dirty Sexy Money “2×01: The Birthday Present”: A greve dos roteiristas acabou sendo positiva para as séries estreantes da temporada passada, pois grande parte delas está voltando com uma qualidade jamais vista. Este é o caso de Dirty Sexy Money que atingiu o seu melhor momento nesta agitada estréia. Começando pelo fim (o que é sempre interessante), o capítulo foi centrado nos preparativos para a grandiosa festa de aniversário que os Darling prepararam para o advogado Nick George e na acidental morte da mulher de Patrick. Porém, as circunstâncias desfavoreceram totalmente o candidato ao Senado americano e os desenrolares da farsa que criaram para encobrir a morte foram bombásticos: uma casa de campo destruída e a traição da mulher de Nick com Jeremy Darling (que beijo aquele, não?). Igualmente surpreendente foi a prisão de Letitia Darling pela morte de Dutch, já que todo mundo esperava o mandado de prisão para Patrick (um ótimo trabalho da direção, diga-se de passagem). Dirty Sexy Money voltou com tudo e esta temporada promete!
Friday Night Lights “3×01: I Knew You When”: Com um tema bastante específico e restrito, é impressionante como que cada frame de Friday Night Lights torna a série grandiosa e única. Após um considerável salto temporal, os dilacerados Dillon Panthers iniciaram a temporada 2008 sem perspectivas concretas de vencerem mais um campeonato, mas Eric Taylor nega com veemência este fato. O time está desfocado, Smash Williams ainda se recupera de uma grave lesão e Matt Saracen já não consegue a posição de destaque. Aliás, as palavras do pai de um proeminente talento jovem foram as mais sensatas: o fato do treinador Taylor ter transformado um jogador medíocre na estrela do Campeonato Estadual mostra o quão competente é o treinador. Mas acima de tudo, Friday Night Lights continua usando o esporte como pano de fundo para o verdadeiro drama teen da vida real. No lugar de intrigas e brigas de ego em bailinhos milionários, em Dillon, Texas os problemas ganham outra dimensão, como a difícil luta de Tami Taylor para organizar as prioridades do orçamento escolar e a batalha de Tyra para mudar o triste futuro que ela enxerga através da irmã e da mãe. Que bom que a DirecTV salvou esta impecável e cuidadosa produção do cancelamento. Clear eys, full heart… Can’t lose!
Pushing Daisies “2×01: Bzzzzzzzz!”: Depois de nove meses, duas semanas, cinco dias e vinte e três horas, o sol nasce e estamos de volta ao maravilhoso mundo de Couer d’ Cour. Eu confesso que por mais que eu adore este show, o episódio em si não me conquistou, já que a apresentação e resolução do “caso da semana” foi desinteressante. Em Bzzzzzzzzz! uma disputa corporativa e mórbida na indústria do mel só serviu para afastar a trama do trilho principal. Os fatos são estes: os melhores momentos de Pushing Daisies ocorrem quando a história está diretamente centrada em seus protagonistas, que, por si só, já são suficientes para sustentar a série. Basta ver a engraçadíssima epopéia de Olive no convento (numa divertida homenagem à Noviça Rebelde) ou os quase encontros de Lily e Vivian com a ex-falecida sobrinha Chuck. Tecnicamente, Pushing Daisies segue irrepreensível, como se cada cena fosse pintada à mão, mas já passou da hora desta série engrenar com um storyline verdadeiramente empolgante e breathtaking como o resto da produção.
The Big Bang Theory “2×02: The Codpiece Topology”: Foi acertadíssima a volta de Leslie Winkle à série como o novo interesse “romântico” de Leonard e, de quebra, trazendo um “arqui-inimigo” para Sheldon. A forma com que ela lida com o “amor”, como se fosse o mero fruto de uma experiência bioquímica e sociológica é divertidíssima, rendendo os melhores momentos deste episódio. Ela deveria ser uma personagem fixa, porque Rajesh e Howard não estão nada bem nesta temporada.
How I Met Your Mother “4×02: The Best Burger in New York”: Este atípico episódio de Mother trouxe uma crônica sobre o resgate de valores culturais de uma cidade que cada vez mais se torna impessoal, mecânica e tomada por franquias de multinacionais. Digo atípico, porque para contar essa história o capítulo se tornou maçante, com apenas uma piada boa aqui e ali (o Goliath National Bank de Barney estragando e salvando a noite e a foto do apresentador Regis por toda Nova York). Já vimos melhores.
Two and a Half Men “6×02: Pie Hole, Herb”: Continuo achando Two and a Half Men extremamente repetitiva e sem nenhum atrativo. As mesmas piadas são exaustivamente revividas. Quantas vezes já vimos Alan sendo expulso do bachelor pad de Charlie por seu comportamento neurótico e mesquinho para depois vermos ele voltar pedindo desculpas? Isso sem contar na óbvia e previsível piada com Jake sendo substituído por um macaco… A série precisa urgentemente se renovar.
Entourage “5×03: The All Out Fall Out”: Jeremy Piven justificou neste episódio porque recebeu três prêmios Emmy consecutivos por sua magnífica atuação em Entourage. Se Ari Gold corriqueiramente já é inspiradíssimo, neste episódio ele foi simplesmente genial. Afinal, o cara ganhou uma Ferrari de presente da esposa e já de cara a bateu num racha com o rival Adam. Isso ainda desencadeou sucessivas prank jokes culminando num dos melhores momentos de toda a série: Ari, aos tapas, exigindo um pedido de desculpas. Já Vince se viu mais uma vez financeiramente acuado, sendo obrigado a fazer “bicos” em bailes de debutantes para bancar seu estilo de vida (e o de sua entourage, claro). É uma pena que esta comédia tenha apenas 30 minutos, porque passa rápido demais de tão boa! A série segue invicta e a temporada está só começando!
Heroes “3×01: The Second Coming” / “3×02: The Butterfly Effect”: Depois de uma capenga 2ª temporada, Heroes voltou com a missão de ressurgir das cinzas e os primeiros episódios deste novo ano cumpriram parcialmente este objetivo. O grande problema é que a história já deu tantas voltas (inclusive no tempo) que muita coisa mostrada parece repetida (e às vezes é), como a Terra mais uma vez “ameaçada” por algo que não sabemos e a eterna “dança do poder” na Companhia. Mesmo estando claro que esta é uma graphic novel filmada, certas coisas não descem como Hiro avançando no tempo e “caindo” no mesmo dia e local onde (i) o mundo estava acabando e (ii) ele presenciava o momento em que seu fiel (e agora poderoso) escudeiro Ando o assassinava. Isso sem contar no “Super Mohinder”, que chegou a ser patético, especialmente pela súbita mudança das prioridades do cientista. Mas ainda assim os episódios conseguiram um saldo positivo, pois a história de Sylar e dos demais vilões trouxeram a polaridade (mocinhos vs. vilões) que a trama urgentemente precisava. Resta saber agora quem vai estar de qual lado, já que em vários momentos temos dúvida sobre as verdadeiras intenções de cada herói (Claire no futuro, Ando, Daphne e Peter). Este último, aliás, se destacou com o seu elaborado e misterioso plano, que envolveu até um atentado à vida do irmão. Heroes só precisa tomar o cuidado de evitar resoluções fantasiosas e simplórias demais para os “perigos”, pois isso pode contribuir para afastar ainda mais o pequeno público que ainda acompanha este drama. Vamos ver se a temporada desta vez emplaca.
The Big Bang Theory “2×01: The Bad Fish Paradigm”: Embora divertida, The Big Bang Theory é uma série que sobrevive basicamente no talento de um ator: Jim Parsons. Sheldon é e sempre foi o coração e alma desta comédia e este retorno apenas reafirmou isso. A temporada estreou com Leonard e Penny voltando daquele primeiro encontro e o que poderia render diversas situações potencialmente cômicas (o relacionamento entre os dois), por enquanto ficou só na promessa. Sheldon foi o guardião do segredo de Penny e isso fez com que ele precisasse sair de casa para não revelá-lo à Leonard. Mas o geek teve que voltar rapidamente porque ninguém consegue conviver com o assumido nerd. Isso é o que falta em Leonard: assumir que de fato é um bitolado, pois toda vez que ele tenta dar uma de cool acaba se dando mal. A comédia continua lotada de referencias pop (“I’m Batman”), mas ainda com moderados momentos geniais como o QI de seus protagonistas. Talvez deixaremos a cobertura desta série para um futuro Season Pass… Vou conferir os próximos para ter certeza…
How I Met Your Mother “4×01: Do I know You?”: Ah, como é bom voltar a ver Ted, Robin, Lilly, Marshall e, é claro, Barney! A comédia voltou com tudo, num episódio redondinho e agradabilíssimo de assistir. Agora noivos, Ted e Stella começaram a descobrir que não sabem quase nada um do outro e Barney começou a exibir os “sintomas” de sua paixão pela amiga Robin, o que foi hilário! Mulherengo ao extremo, o bon vivant viveu situações inéditas, tendo inclusive que dispensar mulheres (ou, pelo menos, pensar em dispensá-las) e esse seu novo e imprevisível comportamento vai ser divertidíssimo de acompanhar ao longo da temporada. Outra coisa bastante legal são as referências aos anos 70 e 80, desta vez com a saga de Star Wars, que é o filme favorito de Ted, só que nem tanto o de Stella. Mas o melhor de How I Met Your Mother, contudo, continua sendo a forma como a história é contada, cheia de flashbacks e flashfowards, mas sempre com base num ponto de vista que, às vezes, nem verdadeiro precisa ser para criar uma excelente piada. Que bom que o formato sitcom ainda consegue render bons frutos como este!
Two and a Half Men “6×01: Taterhead Is Our Love Child”: A estréia do 6º ano de Two and a Half Men indica que a fórmula desta comédia já está gasta. Não que o episódio não tenha sido bom, pelo contrário, mas a impressão que ficou ao final é: “já não fizeram isso antes?” Foi até legal aquela história do Charlie ser enganado pela ex e a insinuação óbvia de que a mulher de Alan não foi tão fiel assim no casamento, só que falta uma storyline que revire a residência dos Harper de cabeça pra baixo como antes. A inocência de Jake, agora grande, também deixou de ser engraçadinha, porque soa como burrice. Este episódio não foi excepcional como um dia Two and a Half Men já foi e sabemos que Chuck Lorre pode fazer mais e melhor. Se a temporada não engrenar, deixaremos para comentar todos os episódios num futuro Season Pass.
Prison Break “4×05: Safe and Sound”: Continuando a busca por mais cartões Scylla, desta vez Scofield e Burrows foram mais longe para resgatar os dados de um poderoso membro da Companhia: em um prédio federal. É aí que a série encontrou mais um interessantíssimo nicho. Se antes eles precisavam escapar de estruturas, a ordem agora é invadi-las (e escapar de novo) e ninguém faz isso melhor que um engenheiro com um QI elevado. O plano foi inteligente, bem executado e, apesar de ter levado quase o episódio inteiro para funcionar, no final valeu muito a pena. Mahone também tomou um importante papel nesta etapa da série, pois ele se elegeu como responsável para parar o implacável assassino da empresa, que brutalmente matou seu filho (achei que ele tinha matado a esposa junto, mas não). Espero continuar a ver mais episódios assim e tomara que não resolvam prolongar a série por mais temporadas porque, convenhamos, já está de bom tamanho, não é mesmo? Prison Break mais uma vez cumpriu o seu objetivo e nos deixou no limite da tensão! Queremos ver a Companhia no chão!
Terminator: The Sarah Connor Chronicles “2×03: The Mousetrap”: Sinto informar que esta é mais uma produção que deixa a Semana em Série apos dois episódios seguidos em que a trama permanece estagnada. The Mousetrap foi mais um episódio que deu voltas e mais voltas para não chegar a lugar algum. Os personagens apenas ficam movimentando pra lá e pra cá criando situações para encher linguiça, enquanto a nossa paciência vai se esgotando. Não é que Sarah Connor nunca tenha enrolado, longe disso, mas pelo menos na primeira temporada a série divertia. O prólogo sempre promete que veremos “a luta contra a criação da Skynet” que “começa agora”, mas esse agora nunca chega! Os nada carismáticos Sarah e John passaram todo tempo fugindo do exterminador de meia-tigela Cromartie e nem Sonya Walger, que dá um verdadeiro show em LOST, conseguiu salvar este episódio. De qualquer forma, tendo em vista que já começamos a falar da série aqui, a cobertura fica para o Season Pass ou, se melhorar, retomamos quando a Warner voltar a passar.
Gossip Girl “1×04: The Ex-Files”: Agora é guerra! A rede de intrigas está armada e no comando de tudo está Chuck Bass, com ajuda da sempre presente Gossip Girl! O cara simplesmente decidiu usar o caos que criou na alta sociedade do Upper East Side com seu maquiavélico plano para fazer com que Blair retorne aos seus braços. Pra isso ele resolveu começar apimentando o término de Dan e Serena interpondo um novo interesse romântico para o rapaz. Mas o que isso tem a ver? Fazendo com que a loira se rebele e volte para a posição de destaque, isso inevitavelmente destituirá a “Queen B” do titulo de rainha dos “projetos”. Planejamento a longo prazo, não? A outra mestre da manipulação, Blair, descobriu o caso que a duquesa tinha com seu namorado, mas depois de arquitetar uma excelente saída que ainda salvaria a família Archibald da falencia, a intrometida Vanessa colocou tudo por água abaixo. Só eu que fiquei com vontade de esganar aquela menina? Dando sequência os episódios sensacionais desta nova temporada, The Ex-Files só não foi impecável como os anteriores por causa de alguns exageros aqui e ali e o núcleo “pais”, que nunca emplaca.
Grey’s Anatomy “5×01: Dream a Little Dream of Me, Parts 1 & 2″: Shonda Rhimes não colocou aquelas palavras na boca do Chief à toa. Da mesma forma que ocorreu com a equipe de cirurgiões do Seattle Grace, o time de roteiristas da série também deu uma relaxada na 3ª temporada e este foi um chamado geral: é hora de melhorar ou rua! Mas ainda falta muito para conseguirem reerguer este drama e fazer com que ele volte a ser o que um dia já foi. Apelaram até para o espírito de Denny Duquete, mas sem sucesso. A idéia de premiére dupla também não foi boa, já que prolongaram aquele maçante caso dos acidentados na limusine por tempo demais. Grey’s Anatomy atinge o seu ápice quando o foco está nos residentes e internos, porque nos importamos com eles. Mesmo assim, Dream a Little Dream of Me retomou alguns assuntos pendentes, como o caso de Torres e Hahn e aquela nada convincente mudança de Grey para a casa de Sheppard. Mas a melhor e pior cena dos episódios ficou com Christina Yang. Logo após dizer várias verdades à melhor amiga (algumas delas entaladas na boca de todo fã da série), a medica foi alvo de uma estalactite de gelo! E o pior é que ao invés de tirarem ela debaixo da marquise, deixaram ela lá sujeita até a morrer se mais uma pedra caísse! Shonda Rhimes precisa por ordem na casa logo, senão é ela que ficará sob aviso.
The Office “5×01: Weight Loss”: Durante quatro temporadas Steve Carell e sua turma provaram que são gênios do humor, pois criaram um universo único e muito específico. Por mais absurdas as situações criadas, tudo fica plausível na filial da Dunder Mufflin Scranton. Eles são todos losers na essência e nesta estréia o grupo precisava se unir para perder peso, graças a um novo projeto do RH. Perderam a competição, claro. Michael Scott, aliás, nunca esteve tão engajado nestas ações como agora, graças à igualmente irreverente Holly. Já se foi a era Jan! Os dois têm potencial de formar um casal tão forte quanto Jim e Pam hoje são. Mas quem acha que esse temporário distanciamento dos agora noivos vai trazer problemas conjugais sérios? Isso foi sinalizado e deverá ser explorado. Ah, e Holly finalmente descobriu que Kevin não é retardado, Ryan está de volta como temp, mas o ponto alto do episódio foi mesmo o triangulo amoroso Andy-Angela-Dwight. Uma sacada pra lá de genial dos sempre brilhantes roteiristas desta incrível comédia.

Vou comecar hoje a disparar algumas enquetes via celular, de onde eu estiver, sobre alguns temas do momento para voces discutirem (perdoem a falta de acentos). A de hoje: Em qual serie voce gostaria de ver Kristen Bell, depois do fim de Veronica Mars? Heroes mesmo, LOST ou outra?
Agora sabemos porque Kristen Bell (de Veronica Mars) 
