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Arquivo da Categoria Gossip Girl

19/11/2009 - 21:31

Gossip Girl e a Desconstrução de Personagens

Alerta de Spoiler - Brasil
comment1183Muita gente me mandou e-mails, tweets e comentários perguntando por que eu “cancelei” a cobertura semanal de Gossip Girl, drama teen que eu já tanto elogiei, bem assim no meio da temporada. Bom, nem preciso dizer que este 3º ano está bem aquém dos anteriores, mas o fator mais sensível ao meu ver é a constante desconstrução sem critérios das personagens da série, no mesmo estilo pastelão “Tim Kring/Heroes“. As principais mudanças injustificadas aconteceram com Blair e Dan. A socialite com personalidade forte e influente foi substituída por uma loser total, muitas vezes sem a menor coerência com a trama. E sobre a cena de sexo à três envolvendo Dan, Olivia e Vanessa, só posso dizer que não passou de uma jogada baixa dos produtores e roteiristas para tentar criar alguma polêmica e resgatar a audiência que vai diminuindo a cada semana. Ora, todo o “contexto” que construíram para levar Dan àquele momento, além de não convencer ninguém soou extremamente forçado. Desse jeito, sabendo que tudo pode mudar a qualquer hora estritamente em função de fatores externos (a pressão dos executivos da CW, especialmente) e não criativos, me desanima a seguir semana por semana os acontecimentos desta série. Por isso prefiro ter uma visão global e comentar retroativamente a temporada de uma vez no Season Pass, quando ela acabar ou, pelo menos, no fall finale de daqui algumas semanas. É isso.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Gossip Girl Tags: , , ,
19/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bmotherHow I Met Your Mother (5×06: Bagpipes; 5×07: The Rough Patch): Estes últimos dois episódios de How I Met Your Mother desenvolveram e encerraram muito bem o arco do romance entre Robin e Barney sem deixar que a coisa ficasse desgastada, como acontece com muitas séries. Trazendo à tona os problemas em Bagpipes, a comédia rapidamente pulou para o inevitável término do relacionamento do casal que tenta, mas não consegue ser cool quando está junto. E foi no excelente The Rough Patch que vimos o calvário dos dois para perceber o quanto faziam mal um ao outro, mas sem perder o bom humor de costume, já que Barney engordou horrores (exageradamente sob o ponto de vista do Ted futuro, claro) e Robin virou uma baranga totalmente sem noção. Eu já disse várias vezes e repito que How I Met Your Mother sempre se sobressai quando faz uma crônica inteligente sobre os diversos aspectos da vida. Show!
Cotação Bruno Carvalho:

bteoryThe Big Bang Theory (3×06: The Cornhusker Vortex; 3×07: The Guitarrist Amplification): Eu continuo achando que explorar o “relacionamento” entre Leonard e Penny no fim não faz bem pra The Big Bang Theory, justamente porque os dois juntos não convencem por nada. Assim, depois de cada episódio, seja quando a moça convida toda a galera pra ver futebol ou quando um amigo guitarrista está pra dividir apartamento com ela, a suposta ameaça que isso traria a Leonard não atinge o objetivo proposto (fora a química quase negativa dos intépretes John Galecki e Kaley Cuoco). Eu não me importo com o que vai ocorrer com eles e exatamente por isso acho que a comédia deveria focar mais no universo geek dos protagonistas do que em um romance desinteressante. A nota alta (costume nesta série), por enquanto, fica pra próxima.
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×07: Unorthodox): A ideia de uma justiça mais “flexível” e mutável é característica do common law adotado pelos EUA, onde não apenas a legislação é fonte do Direito, mas também as decisões de tribunais chamadas de precedentes. No Brasil não temos isso enraizado desta forma e por isso algumas situações em The Good Wife podem parecer forçadas, mas não são. E foi em um caso bastante inortodoxo que Alicia precisou desmascarar uma farsa que visava extorquir judeus ortodoxos. Estes, por obedecerem o shabath (período semanal em que os fieis estão proibidos de realizar qualquer tipo trabalho), supostamente causaram danos físicos a uma senhora por se absterem de consertar um fio que passava em sua propriedade. Nasceu aí uma interessante discussão jurídica sobre qual seria a lei prevalescente: o princípio constitucional de liberdade ao credo ou o dever de indenizar pelo ato culposo de acordo com a Lei civil. Apesar de muito bem conduzido como o anterior, o episódio pecou em seu ato final por evitar o debate, vertendo o caso mais uma vez para o lado “investigativo”. É aí que The Good Wife perde parte de seu charme, como se seus autores desistissem de concluir qual seria o caminho adotado para resolver a questão no tribunal. Fora isso, o drama segue intrigante, ainda mais agora que o filho da boa esposa retomou a busca por verdades envolvendo a prisão do pai. Tem uma boa história aí…
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×08: Playing Cards With Coyote): Ótimo! Genial! Espetacular! Eu simplesmente adorei a ideia que os produtores de FlashForward tiveram de fazer o pior episódio da série até agora. Ora, isso significa que, uma vez no fundo do poço, eles só tendem a subir e melhorar, (ou não?)! Começando com mais um “clipe musical” totalmente inadequado, Playing Cards With Coyote chegou ao cúmulo de mostrar uma cena onde os supostos responsáveis pelo apagão de todo o planeta decidem através de um jogo de cartas se vão ou não contar a verdade para o público (isso na frente dos outros jogadores e funcionários). Eu não sei o que ficou mais ridículo, se foi o canastrão Simon propondo a decisão do impasse no melhor estilo Cassino Royale ou se foi o até então coerente Lloyd aceitando o esdrúxulo “desafio”. Francamente não sei o que esperar mais de uma série que prometeu tanto e conseguiu fazer de tudo até agora, exceto cumprir o prometido: ser um bom drama de mistério. As histórias paralelas, então, como a da filha de Aaron que não morreu e a introdução de novos rostos a cada finale tornam essa bagunça cada vez mais maçante. Como eu falei, isso é bom, pois não vejo no meu flashforward como isso pode piorar. Do contrário, o futuro da série será tão inevitável quanto o daqueles que em 2010 não viram nada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Ah, sim. Gossip Girl e Brothers & Sisters deixam nossa cobertura semanal e passam para o Season Pass. A primeira porque simplesmente desandou muito nos últimos capítulos e a segunda, apesar de eu gostar muito, anda rendendo pouco assunto para repercutir (ou querem que eu discorra sobre a ceninha “Laços de Família” de Kitty Walker e seu câncer?). Aí podem perguntar:  ”mas FlashForward sempre recebe críticas negativas e continua, qual o critério?” Ora, o critério é subjetivo e julgo que mesmo ruim, o drama do apagão rende muito mais assunto (ainda que negativo), de forma que as resenhas não soam vazias. De qualquer forma, continuarei acompanhando todas as séries que “cancelo” aqui e mais pra frente falamos delas quando as pausas começarem, ok? Aguardo o seu comentário e amanhã tem a segunda parte!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Brothers & Sisters, FlashForward, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
09/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×05: Dirty Harry): A situação fugiu do controle, os ânimos estão à flor da pele e a polícia de Miami vive uma de suas maiores crises desde o caso Bay Harbor Butcher. A morte de Frank Lundy trouxe ainda mais imediatismo num clima que beirava o insuportável graças à audácia do animalesco Trinity. Abro aqui mais um parêntesis para elogiar a fenomenal performance de John Lithgow, que consegue nos instigar e assustar ao mesmo tempo. Afinal, o que motiva o sangrento ritual desse sujeito e, o que é pior, como ele consegue disfarçar tão bem? Como Dexter testemunhou, ele aparentemente tem uma vida pacata com família e tudo mais. “Mas Dexter também tem”, podem argumentar. Claro, mas nós sabemos o quão difícil é para o justiceiro que segue o Código de Harry e mata pelo “bem”, sendo colocado contra a parede por tudo e por todos. Os segredos começam a emergir: quem não pulou da poltrona quando viu Rita ao lado da mala que nós conhecemos tão bem? O cerco está fechando e a temporada que nem na metade está vai ficando cada vez mais eletrizante. Dexter continua em seu nível próprio, acima de todas as produções atuais.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgossipGossip Girl (3×07: How to Succeed in Bassness, 3×08: The Grandfather, Part II): Adolescentes despreparados lidando com negócios e política. Sério? É assim que Gossip Girl pretende se reerguer do fiasco que está sendo esta 3ª temporada? Duas semanas e dois episódios fraquíssimos abaixo até mesmo da média já baixa dos anteriores. Em How to Succeed in Bassness tivemos que ver a desconstrução de Blair Walforf, personagem de gênio forte, se transformar numa verdadeira bocó, sem contar nas traminhas bobas que colocam a família Humphrey. Jenny já não convence mais com aquela brincadeirinha de “hierarquia da escada” e Rufus vestido de Joey Ramone fazendo referências pop a Lady Gaga não é nada cool. Gossip Girl perdeu o ritmo com o excesso de historinhas paralelas, como vimos no desinteressante The Grandfather, Part II. Poxa, a gente já não dá a mínima pro Nate e vai ligar pra eleiçãozinha de congressista local do primo dele? Who cares se ele ganhou ou perdeu ou se o documentário da podre da Vanessa foi vendido ou não? A série começa com estes casinhos pela metade, desenvolve-os mal e no fim vimos que um episódio inteiro passou e não aconteceu absolutamente nada! Não vou nem comentar sobre o romancezinho de Dan com Olivia, porque vou deixar pra falar mais sobre isso na próxima resenha (os que sabem do spoiler entenderão porque). A audiência abaixo dos 2 milhões nos EUA não me deixa mentir. Desse jeito não dá…
Cotação Bruno Carvalho:

comment1176

bsistersBrothers & Sisters (4×05: Last Tango in Pasadena, 4×06: Zen & the Art of Making Mole): Eu fazia maratonas com as primeiras temporadas de Brothers & Sisters como se não houvesse amanhã. Consumia episódio atrás de episódio noites adentro e já cheguei a comparar esta série à minha favorita de todos os tempos, Six Feet Under. Por isso não consigo conceber o que está acontecendo com o drama nesta 4ª temporada. Minha maior preocupação quando assisto um novo capítulo é o de tentar permanecer acordado. Juro. Onde estão as surpresas? Os segredos? A adrenalina que os encontros, desencontros e intrigas da família Walker causavam? Pelo visto acabou. Nem mesmo a volta da sempre excelente Sarah mudou o marasmo que está a série. Não consigo me entreter com o “alvoroço” causado pelo tal namoradinho francês da balzaquiana e muito menos com o casal insuportável Kevin e Scotty e esse lance da adoção. Dois episódios inteiros se passaram e o máximo que aconteceu foi Ryan tentando passar a perna na Ojai. De fato, somente Holly Harper anda conseguindo empolgar, ainda mais depois da forma com que ela recusou a compra de suas ações, mesmo falida. Brothers & Sisters perdeu o seu dinamismo e a sagacidade de seu roteiro que costumava ser muito, mas muito mais inspirado. Tomara que recuperem logo, pois hoje a série não é um terço do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bflashFlashForward (1×06: Scary Monsters and Super Creeps, 1×07: The Gift): Uau! Quando eu achava que pior não dava pra ficar, FlashForward me coloca uma constrangedora cena inicial com o tal Simon, que nadou na canastrice e na vergonha alheia pelo ator Dominic Monagham. Mais uma semana e a série continua falhando em estabelecer sua curiosa premissa e perde tempo com situações dispensáveis envolvendo as personagens menos carismáticas da TV. O que salvou em Scary Monsters and Super Creeps foi aquele encontro entre Mark e o futuro namorado de sua esposa, mas isso ainda não é suficiente para que o drama engrene. Até mesmo os cliffhangers agora estão repetidos! Simon aparece para Lloyd falando mais uma vez sobre o que eles “fizeram” (fora a trilha-sonora completamente inadequada nos momentos mais tensos). Ok, então tudo foi um experimento de alguma organização secreta. É o máximo que conseguem fazer? Felizmente as coisas melhoraram um pouco no episódio The Gift, mas não me refiro àquele grupo de pessoas que não viram flashforward e decidiram criar um “clube da morte”. Falo da importante implicação que o suicídio do agente pode trazer para a trama, indicando que o futuro pode sim ser modificado. Pelo que vimos da cena final, inclusive, esta é a tendência. Ainda não dá pra ficar completamente satisfeito com FlashForward como aconteceu após o piloto, mas o caminho é esse. O público precisa ser surpreendido e parar de ser enrolado. Ganharam uma estrela comigo.
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×06: Conjugal): Eu já explicitei aqui alguns problemas de The Good Wife, notadamente com relação aos casos jurídicos apresentados pela série que apenas “arranham” a superfície quando comparados com grandes séries de tribunal que já assistimos, especialmente Boston Legal. Mas com Conjugal a série acerta o ritmo e volta a ser aquele promissor drama apresentado no episódio piloto. Assumindo um caso como dativo, o escritório de Alicia resolveu ir mais à fundo na história de um condenado que supostamente cometeu latrocínio com um policial fora de serviço em uma loja de conveniência. Não bastasse isso, o acontecimento virou filme enquanto o sujeito encarava o corredor da morte. Desta vez o desenvolvimento da narrativa não foi simplório e arrastado, fluindo muito bem com a investigação sobre o procedimento cheio de erros que levou à prisão de um inocente por conta de perfil racial. Às vezes The Good Wife me lembra a finada Justice, mas sem a artificialidade e os exageros daquela produção. Pra melhorar, a história entre Alicia e seu ex-marido foi aprofundada com aquela inevitável visita conjugal, mas ainda assim espero que a vida pessoal dela fique mais em foco. Afinal, o drama é sobre ela, a boa esposa.
Cotação Bruno Carvalho:

A semana mal começou e ainda falarei de mais séries, incluindo a estreia de V. Aguardo os comentários de vocês abaixo, como sempre!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Brothers & Sisters, Dexter, FlashForward, Gossip Girl, The Good Wife Tags: , ,
28/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×04: From France With Love): Kitty com câncer. Kitty com câncer. Kitty com câncer e, ah, a Sarah voltou de viagem depois de ter um caso com um Francês porque… Kitty está com câncer. Ela mentiu sobre o motivo da volta antecipada porque Kitty está com câncer. Justin decidiu que vai ser um oncologista e foi tentar um estágio na área porque Kitty está com câncer. Nora Walker está mais neurada do que nunca porque Kitty está com câncer. Se isso é chato na resenha, imagina durante um episódio inteiro? Esse acontecimento virou o centro da série e soa como um ato desesperado dos roteiristas para tentar reerguer o drama que passou por uma severa crise criativa na 3ª temporada. Depois que a poeira da morte de William Walker baixou e que os “podres” que ele havia escondido no armário por anos vieram a público, faltam elementos para que a série volte a surpreender. Aí apelaram para essa doença e o drama segue sem perspectivas, sem cliffhangers e tremendamente água-com-açúcar. Sabemos que ela não vai morrer, então tudo fica parecendo procrastinação! Pena, pois é um excelente elenco desperdiçado.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×05: The Creepy Candy Coating Corollary): A divisão das personagens de The Big Bang Theory em “núcleos” está fazendo bem à comédia, pois quando todos estão juntos fica mais evidente o disparate entre a atuação de Jim Parsons com os demais. E se sozinhos Leonard e Penny não funcionam, bastou adicionar o fator Hollowitz como a “vela” da relação para que as situações fiquem divertidíssimas. Aquela cena no café-da-manhã com as interrupções inconvenientes do nerd carente foi demais! Mas é claro que no final das contas é Sheldon que sempre rouba a cena e, mais uma vez, o sujeito foi passado pra trás, só que desta vez pelo seu ídolo trekker, Will Wheaton! The Big Bang Theory continua explorando como nenhuma outra série o vasto universo da cultura pop.
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×05: Dual Citizenship): Um dos pontos positivos de How I Met Your Mother às vezes vira um problema: eles pegam uma piada e vão até o fim com ela. Isso é bom quando a história funciona, mas nos dois casos apresentados em Dual Citizenship, o resultado deixou a desejar. Pra começar, a ideia da viagem de Ted e Marshall à antiga pizzaria trash que gostavam foi até boa, mas no segundo bloco a piada já estava esgotada e previsível (especialmente quando envolvia Lilly). A mesma coisa aconteceu com Barney e Robin no caso da moça perder a noção de cidadania e ficar numa espécie de “limbo” civil, pois não sentia vínculos nem com EUA e nem com Canadá. Apesar de realizar uma leve crítica à “América” quando Barney aponta as diferenças entre os países (o sistema de saúde e a criminalidade, por exemplo), o episódio como um todo esmaece perante os primeiros desta temporada, que focaram mais na turma.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1170

bhouseHouse (6×05: Brave Heart): Uau! Já estamos no 5º episódio e os eventos de The Tyrant continuam repercutindo no hospital. Dá pra ver que Chase está no limite, vivendo um imenso conflito interno por ter matado o ditador africano. O que na hora pareceu a decisão mais certa no calor do momento, agora se tornou uma esgotante batalha moral consigo mesmo e com as pessoas que nele confiam, incluindo sua mulher e seus colegas de trabalho. E o pior de tudo é que ainda que ele tente confessar o que fez, acaba falhando porque o peso da notícia vai deixar enormes feridas. O caso da semana também foi excelente, começando pela perseguição de um bandido mestre em “parkour e revelando a displicência de um policial que achava que sua vida estava no fim por conta de uma doença incurável. E mesmo com a cabeça “cheia”, House, é claro, conseguiu dar um jeito. Eu apenas não entendi o propósito das vozes que o bom doutor anda ouvindo no quarto de Amber. Era mesmo só o Wilson “conversando” com ela? De qualquer forma, tenho certeza que mais alguma coisa interessante a série está preparando para nós… Mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgossipGossip Girl (3×06: Enough About Eve): Olha de uns tempos pra cá estou achando Gossip Girl uma tremenda baboseira. Às vezes sempre foi (sei que muitos vão concordar com isso), mas o fato é que antes a trama era, na maioria das vezes, coerente e entretia. Agora me parece que nesta nova temporada as personagens estão mais voláteis e de uma forma que não soa mais crível. Basta ver o comportamento de Blair e sua constante mudança de prioridades e a bagunça que a repugnante Vanessa aprontou apenas para discursar num brinde de um evento. Não li os livros e não sei se ela é assim na história original, mas na TV isso não está funcionando. Gossip Girl está “inho” demais. Dan e Olivia num romancinho, Chuck e Blair com uma briguinha, Serena e Carter com uma intriguinha e Nate continua avulso com seus probleminhas de família aristocrata que ninguém dá a mínima… Enough About Eve terminou com Blair e Vanessa juntas, depois de todo o mal que uma fez para a outra em poucos instantes. Eu não aguento mais muito tempo desse lero lero não… Andei assistindo 90210 e, apesar de não ser nenhum primor da TV, está com uma história bem mais concisa e sólida do que esta. Quem sabe é hora de trocar…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×05: Crash): Estou começando a achar que The Good Wife levará o troféu “fogo de palha” desta temporada. Poxa, este é o terceiro episódio seguido em que o drama está num verdadeiro marasmo. O caso do marido de Alicia não evolui em nada e os julgamentos da semana não apresentam, por exemplo, o nível de relevância de discussão social como acontecia com Boston Legal. Ou seja, há semanas The Good Wife não se estabelece como um bom drama familiar e nem como uma série de interessantes casos jurídicos. O dessa semana, por exemplo, sobre as esposas dos funcionários de uma companhia ferroviária, foi arrastado enquanto a burocracia do escritório de Alicia tomava conta: desde abordar o aborrecido processo de contratar uma nova assistente até aventurar-se por intriguinhas envolvendo a saída de um sócio que nunca sequer deu as caras na série. E aí, o que sobra? Tirando a sempre competente interpretação de Julianna Marguiles, este episódio deixou apenas a expectativa de que este drama resgate o seu promissor início e engrene de uma vez.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

To meio ríspido, eu sei. Mas they had it coming. Ainda esta semana comentários de Dexter, Californication, FlashForward, Glee, 30 Rock, The Office e Grey’s Anatomy!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Brothers & Sisters, Gossip Girl, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
22/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×03: Blinded by the Light): É complicado ser um serial killer discreto, meticuloso e intocado. Já não bastassem todos os obstáculos na vida de Dexter para cumprir sua obscura função social: esposa, bebê, enteada pré-adolescente, trabalho e sanidade mental, em Blinded by the Light nosso herói precisou lidar com a inconveniente vizinhança que resolveu se mostrar pró-ativa justo agora, por causa de um arruaceiro no bairro. Dexter está esgotado e isso está se refletindo nos diversos aspectos de sua vida que ele deveria cuidadosamente lidar. Sem querer algumas situações estão virando potenciais bombas-relógio, como a relação com o corrupto Quinn e a exposição de seu “lado negro” para sua própria mulher. Pra piorar, temos ainda o sinistro Trinity, que vai revelando ser um assassino perigosíssimo e impiedoso, que segue indene. A complexidade da trama ainda fica evidente com os desvios de foco na delegacia, tanto de Batista e LaGuerta como de Debra e o retorno de Lundy que complica a situação com Anton. Me estranha Dexter, sempre atento e focado em potenciais “vítimas”, ter deixado passar com tanta facilidade o verdadeiro responsável pela desordem em sua comunidade. O acúmulo de complicações está ofuscando o Dark Defender.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bcalifornicationCalifornication (3×03: Verities & Balderdash): Eu acho que Hank Moody é uma das personagens mais subestimadas das séries. Em termos de complexidade emocional, ele não deixa muito a desejar perante figuras fortes das séries como Gregory House ou Dexter Morgan. Acontece que o talento dele não é o diagnóstico impecável ou a meticulosa carnificina em prol do bem coletivo: Moody é um especialista no “viva e deixe viver” e no (desculpem a palavra) “foda-se”! Mestre em complicar o mundo ao seu redor, em Verities & Balderdash ele se engraçou com a mulher do reitor, com sua assistente na universidade enquanto na verdade queria pegar uma de suas alunas que é stripper! E quando tudo dá errado em sua vida (vide a briga com a filha) ele ainda tem Karen, seu porto seguro, para colocá-lo no caminho menos errado. Já Charlie não tem a mesma sorte. Sendo praticamente obrigado a transar com sua “masculina” chefe, ele resolve “entrar nesta mulher” justo na hora em que Marcy resolve dar o braço a torcer… Ele é o oposto de Moody, uma espécie de antagonista “do bem”. Apesar do que falei sobre a personalidade peculiar de Hank, Californication está longe de ter a densidade e importância de séries como Dexter e House, por exemplo, mas ela serve como uma divertida e moderna crônica de amor, sexo, drogas e as inconsequências da vida.
Cotação Bruno Carvalho:

bhouseHouse (6×04: Instant Karma): A 6ª temporada de House está trilhando novos rumos de forma bem satisfatória e, ao mesmo tempo, resgatando o que havia de melhor na dinâmica bem estabelecida das primeiras temporadas da série. As principais mudanças dizem respeito ao doutor em si e sua nova forma de encarar o mundo imediatamente ao seu redor, enquanto o retorno de Chase e Cameron à ativa vem num oportuno momento. Por falar nisso, o episódio continuou a tratar do caso do homicídio doloso que Chase cometeu (chamar de “erro médico intencional” é eufemismo) e o desconforto que ele causou em Foreman, que teve que acobertar o caso numa sabatina médica. Mais interessante ainda foi a forma como House não só descobriu e encarou tal fato, já que, extremamente surpreso pela atitude de Chase, reservou-se a um comentário sobre a técnica médica do colega no diagnóstico do ditador, que fora preciso e apurado (ele apenas realizou o tratamento errado). O caso da semana, do ”karma Instantâneo” do bilionário que doou tudo para salvar o filho, foi mero coadjuvante em toda a história, ainda que sugerindo, de forma bem sutil, levantar um questionamento de ordem religiosa na cabeça de House. Ah, sim, a Thirteen se foi, mas aposto que ela volta! Ótimo episódio.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1137

bgossipGossip Girl (3×04: Dan de Fleurette, 3×05: Rufus Getting Married): Gossip Girl passa por um sério momento de instabilidade, dando a impressão que a série está seguindo vários caminhos ao mesmo tempo, sem conseguir chegar a lugar algum. Dan de Fleurette foi até um episódio mais consistente com a aproximação de Dan (sem saber) com uma estrela de cinema que quer ter uma vida normal na faculdade, criando situações divertidinhas. A aparição de Tyra Banks como uma diva em decadência também foi legal (embora pareça que ela foi escalada apenas pra dar uma função pra Serena), mas o grande problema agora é a vilã ineficiente Georgina Sparks. Se antes ela causava intrigas e pregava a discórdia, agora o roteiro a coloca como uma grande bocó que é reiteradamente vítima de suas próprias armações, seja a chantagem que ela aprontou com a Vanessa ou com o estrago que ela tentou fazer no casamento de Lilly e Rufus contando sobre o filho dos dois, no episódio Rufus Getting Married. Na primeira, Dan pegou Vanessa no flagra, e esta imediatamente contou tudo, e na segunda a festa já estava estragada com a discussão do casal. Na verdade, a revelação sobre Scott serviu para reconciliar os pais de Dan e Serena e unir as famílias. Tramas mal desenvolvidas como estas e outras (as de Bree Buckley e Carter, por exemplo) apenas evidenciam que Gossip Girl está em queda. Antes a diversão proporcionada conseguia relevar estes problemas. Agora está ficando mais difícil…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bfringeFringe (2×04: Momentum Deferred, 2×05: Dream Logic): Todo episódio que traz mais informações diretas sobre a mitologia de Fringe é sensacional, como aconteceu com Momentum Deferred. Olivia finalmente se lembrou de seu encontro com William Bell na dimensão alternativa e as revelações do sujeito foram esclarecedoras pra ela e para nós. Agora sabemos mais sobre os seres que povoam o drama desde o início e o porque deles terem habilidades extraordinárias como, por exemplo, serem resistentes à balas – são híbridos. Descobrimos também que Bell decidiu se exilar naquele “novo mundo” e novamente a iminência de uma grande guerra entre as realidades foi ventilada. Mesmo sem explicitar o fato gerador da rixa que esta desconhecida organização tem com o universo em que vive Nina Sharp, Peter, William e Olivia, Fringe atingiu um ótimo high com sua capacidade de nos fascinar apenas com o sugestionamento. Já Dream Logic fugiu completamente da estrutura do episódio anterior, apresentando um caso “desconexo”, mas ainda assim muito interessante e peculiar: o do médico que era “viciado em sonhos” gerados por pacientes seus que usavam um implante no cérebro para controle de insônia. Não tenho dúvidas que muito em breve os fatos isolados estarão cada vez mais próximos, já que esta série nunca foi linear e, da mesma forma, nunca deixou de ser no mínimo impactante. Aguardo ansiosamente pelos próximos!
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×04: Tainted Obligation, 6×05: Invasion): Eu confesso que apesar do bom ritmo de Grey’s Anatomy, a história do retorno do pai de Lexie e Grey não atingiu o resultado esperado, grande parte porque Thatcher nunca foi uma personagem importante para a série e para nós. Assim, o grande sacrifício que a médica fez pelo pai ausente doando parte de seu fígado soou mais como uma tentativa de colocar a protagonista à força no lugar de destaque. Uma tentativa falha, ressalto. O melhor deste início de temporada está sendo mesmo a fusão dos hospitais e a chegada do staff do Mercy West com seus uniformes laranjas e diferentes métodos pra tudo. Os embates da equipe do Seattle Grace com os novatos geram situações divertidas, lembrando muito as disputas ciumentas de meninos pequenos por atenção dos adultos. E tirando o bobo retorno do pai de Torres, o episódio ainda assumiu um lado mais dark com a súbita e inesperada dispensa de Izzie e o desaparecimento da moça, após cometer um grave erro médico. Grey’s Anatomy, apesar de alguns problemas pontuais, segue com um começo de temporada sólido e promissor.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Comentários de The Office ficarão para o início da próxima semana, pois quero falar de Niagara em um post especial. Aguardo os comentários de vocês sobre os episódios da semana aqui abaixo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, House Tags: , ,
13/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
Terça chegou e conforme prometido continuo aqui o Semáforo Semana em Série com comentários das principais novidades deste Fall Season e dos retornos. Lembrando que as séries com sinal verde retornarão sempre aqui no blog, seja semanalmente ou no Season Pass; os dramas e comédias com sinal amarelo ficarão “em observação” e os marcados com sinal vermelho não voltam (com nosso aval para vocês “cancelarem” também sem dó). Shall we?

comment1160

bgoodwifeThe Good Wife (1×01: Pilot, 1×02: Stripped): Tirando a interpretação da talentosa Julianna Margulies como “a boa esposa”, não vi muitos méritos no piloto de The Good Wife. Centrado numa mãe de família que é obrigada a retomar sua carreira como advogada depois que seu marido foi preso acusado de envolvimento em um escândalo político, o drama chegou sem mostrar direito a que veio, adotando uma narrativa levemente arrastada e com um “caso da semana” esquemático. Mas eis que veio o segundo episódio para assentar melhor a premissa da série, diminuindo a mecanicidade do roteiro e permitindo que a proposta seja melhor desenvolvida. Aliás, quando The Good Wife direciona sua atenção para Alicia (a esposa), o drama atinge o seu potencial, evidenciando os sacrifícios que ela tem que fazer para tentar preservar sua estrutura familiar enquanto luta internamente para processar o acontecido. Não curti tanto a parte jurídica/investigativa, que deixa muito a desejar perto de séries como The Practice, The Closer e até mesmo de Boston Legal, que muitas vezes nem se levava à sério. De qualquer forma, acabou revelando-se uma boa surpresa na temporada.

bgreysGrey’s Anatomy (6×01: Good Mourning, 6×02: Goodbye, 6×03: I Always Feel Like Somebody’s Watchin’ Me): Foi com muita sensibilidade e sensatez que Shonda Rhimes iniciou o 6º ano no Seattler Grace após a morte de George O’Maley, personagem querido por muitos e que oficialmente desfalca a atração. Em vez de fazer um confortável salto temporal, a roteirista soube explorar muito bem a morte do cirurgião e conseguiu, de forma delicada, contar como foi o impacto deste acontecimento na vida de seus amigos. Interessante que, da mesma forma que ocorre na vida real, a “ficha” demorou a cair e aos poucos Izzie, Meredith, Karev, Bailey e os demais foram se dando conta de que ele realmente se foi. O episódio duplo que abriu esta temporada foi emocionalmente desgastante, mas necessário. Já em I Always Feel Like Someone Is Watchin’ Me, o 3º episódio, a notícia da fusão instaurou o caos no hospital e, pelo visto, os dias do Chief parecem estar contados, já que Derek tem chances de assumir um importante papel na organização dos funcionários contra a Diretoria. Só não acho que esta história dos empregos vai render, pois sabemos que ninguém do “elenco principal” será despedido. Com relação à Izzie, sua permanência na série é uma faca de dois gumes, pois se por um lado sabemos que ela está com câncer, por outro não tememos mais por sua vida (depois da “ressurreição”), o que certamente tira o peso dramático intentado. Por fim ressalto que os pacientes foram interessantes, com destaque para o sujeito esquizofrênico e sua mãe super protetora. Um bom início de uma temporada promissora!

bgossipGossip Girl (3×01: Reversals of Fortune, 3×02: The Freshman, 3×03: The Lost Boy): Felizmente Gossip Girl não ficou só naquela baboseira de Serena querendo chamar atenção do pai ausente que vimos no primeiro episódio. Aquela traminha foi uma das coisas mais ridículas que a série pôs na tela e parece que eles simplesmente não têm nada em vista para a moça. Mas eis que Blair Waldorf consegue salvar o que parecia ser um morno início de temporada, com sua epopeia na NYU! Valeu a pena demais ver que as coisas não seriam tão fáceis como ela imaginava, pois lá não é a Constance onde ela estava acostumada a ser a Queen B! Festinhas com sushi? Bolsinhas de presente? O pessoal da facu quer é agitação e o jogo literalmente virou, pois Dan Humphrey se tornou o popular! Pra melhorar Georgina voltou pra agitar, mostrando que de sonsa ela só tem a cara! É uma pena que mais histórias precisam ser contadas e que a narrativa não foca somente no “núcleo Blair”. Não saquei qual foi aquela do filho de Rufus e Lilly aparecer dizendo que não é o verdadeiro. Mancada gigante do roteiro, numa situação que não ficou nada crível. Ainda que com um Nate avulso pegando a lindinha da cancelada Privileged e uma rivalidade boba entre Serena e Chuck, Gossip Girl no fim das contas ainda consegue divertir um bocado. Segue na nossa cobertura, mas não tão firme assim…

bsistersBrothers & Sisters (4×01: The Road Ahead, 4×02: Breaking the News): Que existe um problema na dinâmica de Brothers & Sisters não é novidade pra ninguém. Eu adoro este drama, mas tenho que admitir que sua fórmula de “conflitos de família” já esgotou e por isso a 4ª temporada chega com um enorme desafio de mudar isso para conseguir surpreender o público. Jura que Nora e Holly discutiram mais uma vez em uma festa? Barraco público entre Justin e Rebbeca? Ora, me conte algo novo. As brigas e confusões, que antes eram o meio em Brothers & Sisters, passaram a ser o fim, porque com um time invejável de talentos as cenas ficam sim muito boas. Mas precisam mudar e não adianta fazer a clássica manobra “Prison Break” de enganar o espectador com truques sugestivos de edição para isso, como aconteceu no final do primeiro episódio. E se alguém vai ser ameaçado por uma doença, não pode ser Kitty nessa altura do campeonato. Foquem em Sarah, que está praticamente avulsa na trama, mas mais do casal McCallister não dá. Reitero que eu gosto de cada frame deste drama, me sinto parte daquela família, mas a série tem que reconhecer estes problemas para crescer. No segundo episódio as coisas acalmaram, as contendas ficaram restritas a quatro paredes e com esta “respirada”, a temporada parece que começou a desenvolver. Destaque para o retorno “WTF’ de Ryan (ele não tinha sumido?) roubando informações preciosas da Ojai Foods e, é claro, para Nora Walker ao final entregando-se ao melhor papel de sua carreira. É essa a Brothers & Siters que eu quero continuar vendo.

bcalifornicationCalifornication (3×01: Wish You Were Here, 3×02: The Land of Rape and Honey): Hank Moddy é incorrigível e a estreia da 3ª temporada de Californication mostra que a série tem fôlego pra muito mais! Wish You Were Here foi um desfile de cenas e situações politicamente incorretas como pouco vemos na TV, mas de uma forma tão autêntica que jamais pode ser repreensível: da filha de Hank experimentando drogas ao professor claramente pedófilo, o episódio cruzou com facilidade a barreira da contravenção e fez uma verdadeira festa (especialmente naquele jantar). Mesmo sabendo que Hank tornaria um professor Universitário, o roteiro acertou e muito ao decidir mostrar como foi o processo e cumpre aqui destacar a ótima surpresa do retorno de Peter Gallagher (The OC) à TV, no papel do reitor. Já em Land of Rape and Honey, Ed Westwick fez uma divertida ponta na pele de um aspirante a novelista de romances vampirescos e Moody não deixou barato: “o mundo não precisa de mais ficção ruim sobre vampiros”, numa clara menção à Twilight (e, por que não, à The Vampire Diaries, de quebra). Ah, que bom também que temos Kathleen Turner em mais um papel, digamos, forte! Por estes episódios tenho certeza de que será uma excelente temporada, como de costume! Aquela aluna que também é stripper por si só garantirá isso…

bdexterDexter (4×01: Living the Dream, 4×02: Remains to be Seen): Depois de assistir aos dois primeiros episódios desta 4ª temporada de Dexter eu me senti esgotado igual o protagonista. Obrigado a suportar inúmeros encargos de uma só vez – pai de família, detetive e assassino serial – Morgan nunca esteve numa situação tão complicada, pois além de ter que manter o seu disfarce para o mundo, agora tem o horrível entrave de conseguir… ficar acordado no meio de tudo! Pra piorar ainda mais, o seu algoz Lundy está de volta à cidade atrás de um perigoso psicopata que desembarcou em Miami, o Trinity Killer, sombriamente interpretado pelo ótimo John Lithgow (3rd Rock From the Sun). A temporada, que é a primeira cujo roteiro é inteiramente desgarrado dos livros, começou num altíssimo clima de tensão com o acidente de Dexter logo após ter dado cabo à sua mais recente vítima. Mas o segundo episódio veio e conseguiu deixar tudo ainda mais imprevisível quando percebemos que a memória de Dexter aparentemente pregou uma peça no sujeito, já que o corpo do sujeito que ele matou simplesmente havia desaparecido. A saída pra tudo foi tão genial quanto o próprio Código de Harry, provando que o instinto de auto-preservação do nosso herói demonstra de forma inequívoca quem ele realmente é. Aplausos de pé para este começo de temporada da melhor série da TV!

bboredBored to Death (1×01: Stockholm Syndrome, 1×02: The Alanon Case): Um aspecto sobre Bored to Death é inquestionável: sua esquisita originalidade. Sem uma premissa definida, esta nova comédia da HBO começa contando a história de um escritor abalado pelo fim de um cômodo relacionamento e que resolve fazer bicos como detetive particular. Adotando uma forma narrativa característica de filmes noir, o maior problema desta série diz respeito ao seu objetivo e ao excesso de “liberdades poéticas” de seu texto. Ora, torço para que as bizarras coincidências do roteiro não estejam ali apenas por ser, pois, do contrário, as costumeiras sacadas “espertinhas” de Johnathan ou o desapego de George (Ted Danson) deixarão de ser engraçados e tornar-se-ão enfadonhas com o passar do tempo. Com dois episódios exibidos a história não parece ter evoluído quase nada e também não podemos dizer que o protagonista é uma figura carismática e cativante. Por isso ficarei de olho nessa série, que por enquanto ganha o sinal amarelo em nossa cobertura. Sabemos que HBO é HBO, mas coisas como Hung estão aí para lembrar-nos que o canal não é infalível a erros…

bhouseHouse (6×01: Broken, 6×02: Epic Fail, 6×03: The Tyrant): Com certeza me faltarão adjetivos para descrever o que foi a estreia da 6ª temporada de House: uma obra-prima que poderia facilmente ter sido um longa metragem que arrasaria em bilheteria no mundo inteiro. Fugindo totalmente da narrativa episódica e característica, Broken mergulhou de cabeça no universo de Gregory House, desconstruindo a personagem aos poucos, num ritmo até cansativo. Internado em uma instituição mental, House iniciou um perigoso jogo em que seus esforços para sabotar a si mesmo (como ele sempre fez) constantemente vinham em vão, já que ele estava sempre passos atrás do programa de reabilitação a que se submeteu. No fim ele teve que ceder e espero que esta epifania na vida da personagem consiga trazer uma bem-vinda mudança à série, que começava a sofrer um desgaste. E foi justamente isso que vimos em Epic Fail, episódio que retomou a rotina no hospital, mas sem o bom doutor que resolveu explorar seus dotes culinários. Foreman assumiu a chefia e o constante atrito o levou a tomar a absurda decisão de despedir sua namorada, Thirteen (ô casal que não convence), trazendo Cameron e Chase de volta à trupe para o surpreendente episódio The Tyrant que seguiu. Encerrando esta trilogia com chave de ouro, o capítulo que tinha como personagem principal a figura de um genocida africano certamente dividirá opiniões com o chocante desfecho (e evitarei dizer aqui qual é, mesmo com o aviso de spoiler no topo). Torço muito para que esta história volte a ser explorada e que os casos em House sejam contados com mais calma agora que, aparentemente, nada mais será o mesmo…

beastwickEastwick (1×01: Pilot): Se você gosta de programas que não exigem o mínimo de raciocínio, tramas óbvias e assustadoramente previsíveis, Eastwick é um prato cheio. Baseada na mesma obra que deu origem ao clássico filme As Bruxas de Eastwick, com Jack Nicholson, esta série aparenta ter o objetivo de retirar toda e qualquer densidade dramática do livro e vomitar o resultado na telinha sem o menor esforço narrativo. Não vou nem perder tempo narrando a premissa, pois basta saber que três mulheres que vivem numa cidadezinha descobrem-se bruxas e, logo de cara, você vê coisas como uma delas sonhando algo para, instantes a seguir, exatamente o que ela sonhou tornar-se realidade ou (oh!) uma dizer a palavra “terremoto” ou “eletricidade” (sabiamente jogadas fora de contexto numa frase) para que (oh!) um terremoto ocorra ou um raio caia do céu. Eastwick não quer que o espectador perca tempo pensando, por isso não vou perder mais meu tempo falando desta produção barata da ABC, que merece o feitiço do cancelamento.

bofficeThe Office (6×01: Gossip, 6×02: The Meeting, 6×03: The Promotion): Ano após ano The Office consegue reinventar-se, o que é louvável considerando que esta é uma comédia sobre o dia a dia em um escritório. A ideia da súbita promoção de Jim ao posto de co-gerente da filial abriu inúmeras possibilidades e, por incrível que pareça, tudo aconteceu de forma orgânica à história que estava sendo desenvolvida. É fato que os roteiristas desta série nunca deixaram a bola cair e a nova organização refletiu diretamente na evolução das personagens. Quando eu iria imaginar que Jim se tornaria o anti-herói quando assumiu o encargo de decidir o que fazer para distribuir os bônus? Que bagunça épica ele aprontou ao lado de Michael Scott, líder que ele sempre criticou. Foi muito bom voltar à Scranton e a equipe realmente está de parabéns!

bcommunityCommunity (1×01: Pilot, 1×02: Spanigh 101, 1×03: Introdution to Film, 1×04: Social Psychology): Eu ainda não estou certo sobre o futuro de Community. Após um piloto fraco, a série deu uma boa virada em seu segundo episódio e conseguiu ir além de sua premissa – advogado perde a licença e é obrigado a refazer o curso numa faculdade comunitária, onde encontra diversos tipos esquisitos e uma linda garota. Joel McHale, apresentador do programa The Soup no E!, é o protagonista que quer passar de ano sem esforços e o ator consegue realizar um bom trabalho. Já Chevy Chase, costumeiramente excelente, aparece subaproveitado num papel que o relega à condição de o “velhote bobo” e os outros personagens parecem ter sido compostos para tentar espelhar a galera “do fundão” de The Office e 30 Rock. A comédia tem o seu charme, conta com umas boas sacadas, mas não sei… O quarto episódio foi arrastado e desinteressante, sem contar algumas situações que soam forçadas. Falta alguma coisa para torná-la indispensável como Modern Family, por exemplo. Ficarei de olho e, por enquanto, ela ganha o nosso sinal amarelo.

bflashFlashForward (1×01: No More Good Days, 1×02: White to Play): Desde que o conceito de FlashForward veio à público, as indicações de que ela será “o novo LOST” não param. Pelo intenso episódio piloto, que já inicia a série mostrando um fenômeno mundial desconhecido que faz com que toda a população do planeta apague por 2 minutos e 17 segundos para ter um flash do futuro, é sim possível notar elementos que podem fazer com que ela seja uma grande série de suspense e mistério como a dos sobreviventes do voo 815. Mas da mesma forma também percebi muitas similaridades com a fracassada Jericho. Fato é que FlashForward é bastante promissora e só. A relevância que ela terá dependerá de seu desenvolvimento e até o final do primeiro episódio a produção se destaca das demais desta temporada por conseguir instigar a imaginação do espectador com a constante pergunta: “o que você faria se visse o seu próprio futuro”? O segundo episódio foi sensivelmente mais fraco e a ideia de um evento em escala mundial, como de fato ocorreu, ainda não foi bem estabelecida. O foco na equipe do FBI de Los Angeles traz uma visão limitada dos eventos e aprofunda-se somente no quadro da investigação de Mark (o que foi bastante conveniente, não é?). Sinceramente não quero aumentar as minhas expectativas, mas considero os dois primeiros episódios satisfatórios até o momento. Contudo, quero ser surpreendido como aconteceu no final do piloto com a descoberta de que um misterioso sujeito estava “acordado” bem na hora do apagão global. Agora, se isso virar a sustentação dos cliffhangers do drama, como aconteceu no final do segundo episódio, teremos um grande problema à vista. Espero muito que os roteiristas desta série tenham uma visão global daquilo que estão lidando, pois senão eles ficarão perdidos.

bdollhouseDollhouse (2×01: Vows): Depois de uma primeira temporada ascendente, Dollhouse parece ter estagnado sua trama nesta estreia do 2º ano e isso foi refletido na baixíssima audiência que a série recebeu. Tudo bem que estamos apenas começando, mas a expectativa é alta e Joss Whedon não soube vender bem o seu novo plano. Vows adotou uma narrativa confusa e Paul como “cliente” da casa e toda aquela história de Echo casando com um criminoso não conseguiu convencer. O endgame não está claro e apenas 13 episódios estão garantidos (o criador já disse que o 13º episódio desta temporada cria um desfecho satisfatório, continuando ou não). Pelo histórico positivo, Dollhouse continua com sinal verde, mas passará para o Season Pass, onde poderemos fazer uma análise sobre como será o desempenho da temporada como um todo. Torço para que não seja cancelada precocemente, apesar dos pesares.

bgleeGlee (1×03: Acafellas, 1×04: Preggers, 1×05: The Rhodes Not Taken, 1×06: Vitamin D): Vocês sabem, pela resenha que fiz do episódio piloto, que eu não sou totalmente entusiasta de Glee. Na última Semana em Série que fiz antes da minha viagem relatei as melhorias desta série musical, mas temo não corresponder às expectativas dos fãs nas resenhas. Começando pelo lado positivo dos últimos episódios exibidos, gostei muito da forma como que a trama foi conduzida: centrada em uma disputa infantil entre o departamento artístico da escola com o de educação física (liderado pela ótima Jane Lynch como a inescrupulosa Sue), o roteiro dá uma importância absurda às situações e tudo toma uma dimensão ainda maior e mais interessante do que seria na vida real. As personagens também são todas convicentes e bem construídas, do elenco principal às pontas. Artisticamente, Glee é uma série completa, mas eu não consigo acostumar com certos aspectos do lado “musical” quando este não é apresentado de forma orgânica. Ora, é até aceitável (pra mim) que uma música comece em um sonho ou numa apresentação, mas a 4ª parede cai completamente quando o time de futebol americano inteiro começa a dançar All the Single Ladies da Beyoncé sem o menor propósito. Concordo que isso funciona para o “alegre” Kurt, mas do contrário soa muito forçado. Outra coisa que não desce na minha opinião é a atuação em excesso, que afeta a série em muitos momentos (e que pode ser culpa da direção): as performances de Kristen Chenoweth (pra mim, reitero) beiraram o insuportável de tão over, comprometendo o resultado final. Ora, às vezes parece até que eles estão sob o efeito de altas doses de energético (ah, não, era vitamina D)! Da mesma forma que aconteceu com Pushing Daisies (e seu excesso de fantasia), acredito que estes detalhes, caso não acertados, podem eventualmente cansar o espectador a médio prazo. Gosto muito das músicas, da maioria das performances e das ótimas tramas como a da gravidez de Quinn, dos planos da mulher do Will, dos triângulos amorosos e a luta para que o grupo entre no campeonato estadual, mas Glee poderia diminuir o tom aqui e ali para emplacar de vez.

Three Rivers e Mercy: Não vou me aprofundar nestas séries, porque além de não planejar acompanhá-las, seus episódios pilotos foram absurdamente esquemáticos e refletem tão somente o interesses dos executivos das emissoras CBS e NBC em terem versões das séries médicas de sucesso atuais. A primeira conta a história de uma equipe de especialistas em transplante de órgõs, apresentando uma montagem inadequada, casos desinteressantes, arrastados e uma linguagem rasa. Já a segunda quer ser a Grey’s Anatomy das enfermeiras e é bobinha, água-com-açúcar e piegas. Aposto em cancelamento e não recomendo perderem tempo com elas. Se quiser insistir em alguma, acredito que Three Rivers deva ir mais longe pelo investimento realizado. Mas se quiser assistir séries médicas de qualidade mesmo, fique HouseNurse Jackie e a própria Grey’s Anatomy. Fica a dica. Ah, e sobre The Forgotten, bem, digamos que com dez minutos eu desliguei a TV, pra vocês verem a paciência que eu tenho com séries investigativas genéricas… Passo.

Esse foi o Semáforo! Na próxima Semana em Série as estrelas estarão de volta à cena para quotar as séries que ficarão em nossa cobertura! Agradeço desde já a sua audiência e o seu comentário, caso queria compartilhar aqui as suas impressões sobre estas e outras séries que acompanha! Até a próxima!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Bored to Death, Brothers & Sisters, Californication, Community, Dexter, Dollhouse, Eastwick, FlashForward, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, House, Mercy, The Good Wife, The Office, Three Rivers Tags: , ,
15/08/2009 - 21:56

WTF!

Seriously, WTF!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Gossip Girl Tags: , ,
21/06/2009 - 02:54

Blair de Gossip Girl é Flagrada na Vida Real!

E não se trata de qualquer flagra! A atriz Leighton Meester que interpreta a personagem Blair Waldorf em Gossip Girl é a estrela de mais um vídeo de sexo protagonizado com um ex-namorado, que já está dando o que falar. Uma empresa estava esta semana em negociações com o possuidor do infame vídeo caseiro, conforme reportou o TMZ, e agora o conteúdo completo está supostamente sendo comercializado na rede! Nos EUA, por algum motivo legal (e absurdo), é lícita a comercialização de materiais do tipo, mesmo que sem autorização dos “realizadores”, como aconteceu com a já famosa fita de Pamela Anderson com Tommy Lee e que foi um dos vídeos eróticos mais vendidos dos EUA. Não se sabe como obtiveram acesso ao conteúdo, mas é fato que as imagens divulgadas para os interessados são mesmo da atriz e a grande polêmica é uma curiosa cena em que ela “atua” (digamos) utilizando os pés para “animar” (digamos) o rapaz! Por essa nem a própria blogueira Gossip Girl esperava!

A quem estiver interessado, siga nosso Twitter para acesso ao site que diz estar em posse do vídeo! Para ver as fotos acima sem censura, acesse o link! XOXO? XXX!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Gossip Girl, Notícias Tags: , , ,
02/06/2009 - 00:01

Gossip Girl: Enfim, Graduados

Alerta de Spoiler - Brasil
Poxa, o que está acontecendo com estes finais de temporada, hein? Gossip Girl é mais uma exemplo de uma série que teve uma temporada forte, para no final derrapar feio e encerrar por baixo. Ora, este ano não teve greve dos roteiristas, não! A parte boa (e menor) foi que o episódio finalmente deu mais destaque à personagem que dá título à série e que resultou num dos poucos bons momentos que foi a blogueira mostrando que está mais perto dos Upper East Siders do que eles imaginavam, além de ter feito aquela listinha negra sobre cada um. Mas tudo parou por aí. O restante foi aquele interminável “vai e volta” e intriguinhas bobas sobre quem vai ser a rainha do colégio agora que Blair vai pra faculdade, a traminha batida de Lilly com Rufus e, por derradeiro, a lacônica e incompreensível participação de Georgina Sparks numa rápida cena ao telefone. Ah sim, e o caso do tal filho que não morreu do casal mala foi introduzido, desenvolvido e ficou por isso mesmo, como se fosse “o” cliffhanger. Esta nem parece a mesma série que há apenas alguns episódios empolgava com um texto bem mais maduro e condizente com a juventude preppie atual. Este season finale só não foi um desastre total graças à cena de encerramento com Chuck se declarando para Blair, que não apenas foi o ponto alto do episódio, como também representou um marco de crescimento efetivo destas personagens, abrindo espaço para interessantes possibilidades. Até o momento Gossip Girl foi uma montanha russa: na primeira temporada foi subindo, chegou ao topo este ano e agora caiu de uma vez. Resta esperar que a próxima curva seja uma ascendente.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/05/2009 na CW americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Gossip Girl Tags: , , ,
26/05/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×22: Day 7: 05:00am – 06:00am”: Esta hora foi consideravelmente superior à anterior com a perseguição que Jack e Rene conduziram no metrô em cenas que imediatamente remeteram à grandes filmes de ação imediatistas como Velocidade Máxima e Duro de Matar: A Vingança. Uma coisa que 24 sabe fazer muito bem é criar constantes momentos de puro desespero, como quando a vítima do ataque terrorista pede ajuda ao guarda que, na verdade, fazia parte de toda a operação. Outra história paralela que está sendo muito bem desenvolvida é a de Olivia Taylor e a desconfiança do agente Aaron Pierce (que ela mesmo contratou) sobre seu envolvimento na morte de Jonas Hodges, algo que pode muito bem desmantelar toda a administração Taylor. Mas eis que chega o ato final com Jack salvando o dia e Kim Bauer caindo mais uma vez nas garras do inimigo, o que seria trágico se não fosse a ducentésima vez que isso acontece na série. Aquilo foi cômico, ainda mais quando descobrimos que o agente que ela achava que a estava perseguindo trabalhava (e mal) para sua proteção. Enfim, a hora chegou ao fim e Jack está mais uma vez na sinuca de bico sendo coagido para salvar o seu atual rival. Que pena que 24 deu uma ótima volta para então chegar no lugar onde já esteve.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na FOX americana.

How I Met Your Mother “4×23: As Fast as She Can”: Depois do ótimo Right Place, Right Time da semana anterior, este episódio de How I Met Your Mother veio como um balde de água fria em todos os fãs da série, pois ignorou grande parte da storyline que fora desenvolvida, que dava a entender que após aquele momento os eventos que levaram Ted a conhecer a sua mulher seriam intensificados. Não. Em vez disso, a série descaradamente voltou ao lugar-comum com historinhas batidas (a tal aposta com as multas de trânsito, que se estendeu além da conta) e uma enrolação sem tamanho com o caso de Tony, o marido de Stella, tentando arrumar um emprego para o Mosby. Parece que trouxeram a loira de volta só para dar aquele cliffhanger, já que participação dela não teve o menor sentido e não serviu em nada para a trama. Isso sem contar na ceninha do “abatedouro” à la Hannibal Lecter, que soou como uma esquete barata de um humorístico de segunda linha. How I Met Your Mother perdeu o tom mais uma vez e os episódios bons agora passaram a ser a exceção, e não a regra, como antes eram.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 11/05/2009 na CBS americana.

Gossip Girl “2×24: Valley Girls”: O que a ganância de Hollywood não faz, não é mesmo? No desespero de extrair mais dinheiro de Gossip Girl, o canal CW encomendou uma espécie de “piloto” dentro da série original para derivar Valley Girls. Por sorte, parece que essa ideia não vai mais pra frente, porque este episódio foi completamente desperdiçado com uma historinha fraca e aborrecida sobre o passado de Lilly VanDer Woodsen, uma personagem sem carisma e nada relevante, no presente ou no passado. Tudo bem que a ambientação nos anos 80 ficou muito legal, mas somente a parte técnica foi positiva. Do ponto de vista criativo, tentaram fazer uma espécie de “link” entre mãe e filha como forma de justificar as impensadas atitudes de ambas, mas sem o menor sucesso. O episódio ainda estragou o acontecimento que deveria ser o ponto alto de qualquer série teen: a antecipada noite de formatura do colegial. No fim das contas, tudo ficou estagnado e o final prorrogado. A narração final da ótima Kristen Bell resumiu muito bem este insosso capítulo: “(…) às vezes o melhor a fazer é se desculpar e deixar o passado ficar pra trás (…)”. Depois deste dispensável episódio, isso o mínimo que eu espero do season finale.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na CW americana.

Com os anúncios do próximo Fall Season, os principais canais abertos encerraram a temporada e agora poucas séries mainstream permanecem no ar. Por isso, este será o último post Semana em Série do Mid Season. É claro que em breve começam as estreias do verão americano, com muita coisa boa voltando. Assim, a cobertura em blocos será interrompida até que as produções em volume retornem. Como teremos mais tempo a partir de agora, resolvi dedicar as próximas semanas para comentários mais completos dos Season Finales em posts separados, como vários de vocês pediram. Falarei nos próximos dias sobre os finais de temporada de 24, Fringe, Gossip Girl, Grey’s Anatomy, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office, 30 Rock e Prison Break (e do telefilme!). Ah, e conforme prometido o Season Pass 2009 está chegando! Fique ligado!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Gossip Girl, How I Met Your Mother Tags: , , , , ,
22/05/2009 - 00:01

Upfront 2009/2010: Séries Canceladas e Renovadas

Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?


Oficialmente Renovadas: Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.


Oficialmente Renovadas: Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas),  The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.


Oficialmente Renovadas: 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.


Oficialmente Renovadas: 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas: Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.


Oficialmente Renovadas: 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.

A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation).
E aí, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider!).

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, American Idol, Better Off Ted, Boston Legal, Brothers & Sisters, CSI, Canais, Castle, Chuck, Desperate Housewives, Dirty Sexy Money, Do Not Disturb, Dollhouse, Eli Stone, Fall Season, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Gossip Girl, Greys Anatomy, Harpers Island, Heroes, House, How I Met Your Mother, In the Motherhood, Kath & Kim, Kings, Knight Rider, LOST, Lie to Me, Life on Mars, Lipstick Jungle, My Own Worst Enemy, Old Christine, Parks and Recreation, Prison Break, Private Practice, Privileged, Pushing Daisies, Reaper, Samantha Who?, Sarah Connor Chronicles, Scrubs, Southland, Supernatural, Surviving Suburbia, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Mentalist, The Office, The Unusuals, Two and a Half Men, Ugly Betty, Worst Week Tags: ,
20/05/2009 - 00:01

A Semana em Série da Semana Passada!

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×21: Day 7: 04:00am – 05:00am”: Nesta temporada de 24, como acontece em várias, raramente os episódios destoam muito um do outro, graças à narrativa fluida em tempo real. Mas na vigésima primeira hora a série deu um forte sinal de desgaste com Tony Almeida comandando uma farsa contra um muçulmano inocente, talvez mais porque o ator Carlos Bernard não consegue convencer tanto assim como vilão (e ainda acredito que ele não seja) do que pela trama em si. Fica cada vez mais latente, também, a sensação de que já vimos tudo aquilo que aconteceu e, pelo avançar da hora, não está mais legal. A indefinição do estado de saúde de Jack incomoda e o clima de tensão que deveria estar nas alturas, desaponta. A hora passou e foi um danado de um filler. Essa temporada empolgou tanto no início que parece que nem os próprios roteiristas estão dando conta de se superar. Tomara que os próximos provem o contrário.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 04/05/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×23: The Wrath of Con”: Só eu que achei este episódio de Gossip Girl uma “tremenda confusão”? Então quer dizer que Gabriel não foi o arquiteto do plano, e sim Poppy, mas mesmo assim os dois continuam andando livremente pelo Upper East Side de NY como se nada tivesse acontecido? E o que foi aquilo de Lilly mandando prender a própria filha para “protegê-la de um escândalo”? Eu hein! Se ela iria pegar a bandida, como a reputação da jovem socialite ficaria manchada? Pra piorar, o incoerente Rufus novamente deixou seu orgulho falar mais alto e deixou de fazer o pedido de casamento, tudo por causa de uma bobagem. Aliás, a história destes dois, que será mostrada em um flashback no próximo episódio, tem que ser muito boa (até mesmo se virar o tal spin-off), pra poder explicar o porque de tanta mágoa e instabilidade entre os dois. Poxa, Lilly tem fundos ilimitados! Custava tanto assim pro cara deixar que a mulher que ama ajude a pagar a faculdade de seus filhos? Enfim, o bom ritmo de Gossip Girl foi quebrado com estas inconsistências no roteiro que atrapalham. Vamos ver no que vai dar…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 04/05/2009 na CW americana.

Fringe “1×19: The Road Not Taken”: Foi através da espetacular montagem inicial com os vários casos desta temporada que Fringe iniciou o seu penúltimo e decisivo episódio, assumindo e explicitando ao FBI o manifesto do movimento ZFT como a causa do Padrão. Ainda sem nem mostrar a cara de William Bell, a série estabeleceu esta figura como uma das mais misteriosas desta atual leva de produções e fico sem saber o que esperar a partir deste momento. Outro fator extremamente positivo é o destaque central da trama ser uma mulher – Olivia Dunham – na contramão de grandes dramas onde uma figura masculina é apontada como o “the one“. Ela é a escolhida aqui, sem dúvida alguma, notadamente agora que está enxergando além da capacidade humana normal, como explicou o Dr. Bishop: ao tomar um novo rumo, os dejá vús de realidades alternativas se tornaram cada vez mais frequentes e ela passou a vivenciar os incidentes de maneira única, como se realmente tivesse poderes. Ah, e se antes tínhamos plena certeza de que a Massive Dynamics estava envolvida em toda esta tramóia, o atentado contra Nina Sharp deu a entender que estamos falando de algo ainda maior e incompreensível. A guerra está prestes a começar e eu nem sei quais são os lados!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 05/05/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×22: What a Difference a Day Makes”: Pra quem está no limite da vida, realmente um dia faz toda a diferença, especialmente se este é o dia do seu casamento. Mas ao contrário do que todos nós poderíamos esperar, a cerimônia do 100º episódio de Grey’s Anatomy não foi para Meredith e Derek, e sim para Izzie e Alex. Toda a jornada da loira está sendo apresentada de forma fenomenal, permitindo que os espectadores se despeçam dela um pouquinho a cada episódio e a cada fio de cabelo que inevitavelmente começará a cair. Imagino que tudo realmente esteja caminhando para isso, pois não faria nenhum sentido mergulharmos numa intensidade dramática tão forte para depois ela seguir vivinha e feliz da silva. Ainda que casada com Alex, é com Denny Duquette que ela deverá se encontrar em breve. A marca de cem episódios hoje é comemorada por toda a série que consegue atingí-la, pois está cada vez mais difícil fazer televisão, ainda mais do nível de Grey’s Anatomy. Parabéns à Shonda e a todo o elenco e equipe por fazerem um dos melhores dramas da atualidade!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 07/05/2009 na ABC americana.

Prison Break “4×20: Cowboys and Indians”: Passamos tanto tempo vendo séries com personagens pluridimensionais, que às vezes esquecemos que é possível que as coisas sejam apenas o “preto no branco” e que Christina Scofield pode simplesmente ser uma pessoa má e mesquinha, capaz de fazer o que fez com o próprio filho (ainda que adotivo). Isso não diminui em nada a força dramática da série que retornou ao jogo de gato e rato, com Michael e Lincoln juntos e novamente cercado por tudo e por todos, no meio de um complicadíssimo jogo de poder. Esse, inclusive, sempre foi o grande mérito da série, trazendo ação inteligente e de perder o fôlego. Cowboys and Indians, ainda assim, foi além. Superado o incidente internacional, a armação e com Scylla nas mãos, Scofield foi colocado na situação mais impossível da série até agora, sendo obrigado a escolher entre duas pessoas que ama incondicionalmente, sem tempo para bolar algum plano para sair dessa. Prison Break voltou a brilhar!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/05/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, Prison Break Tags: , , , ,
06/05/2009 - 00:01

A Semana em Série: Dramas!

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×20: Day 7: 03:00am – 04:00am”: Mais uma hora se passou e permaneço com a pulga atrás da orelha pra esse Tony Almeida vilão. Da mesma forma que Jack Bauer foi julgado por uma comissão do governo por agir justificando os meios através dos fins, o mesmo benefício da dúvida pode ser dado ao seu colega. Afinal, ambos tiveram vários motivos ao longo dos anos para virarem de lado e não o fizeram. Vinte horas após o início do dia fomos apresentados à um secreto grupo de controllers de empresas para-militares que reúnem-se anonimamente através de um sistema privado e que têm objetivos semelhantes aos de Hodges: resgatar os contratos de defesa que foram perdidos na administração Taylor através da pontual criação de ameaças terroristas. Mas enquanto o CEO da Starkwood claramente era movido por acreditar no que estava fazendo, como apontei na resenha anterior, estes novos sujeitos mostraram-se impiedosos e motivados apenas pelo dinheiro. É por isso que, mesmo vendo Almeida com a arma na cara de um muçulmano inocente, contesto a sua lealdade a estas pessoas, já que dinheiro nenhum no mundo trará de volta o que ele perdeu. Nem preciso falar que esta foi mais uma hora tensa e emocionalmente desgastante de 24, mas tomara que decidam de uma vez com quem fica a lealdade de Tony…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 27/04/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×22: Southern Gentleman Prefer Blondes”: Por um instante achei que Gossip Girl iria ficar naquela draminha bobo com Gabriel mantendo duas namoradas, mas eis que a trama se revela ser muito mais complicada do que imaginaríamos. O galã do sul e suposto filho de milionários da indústria tabagista nada mais é do que um excelente golpista que passou pelo Upper East Side fazendo um estrago monstruoso e, de quebra, levando ainda as economias do pobre Rufus Humphrey (ainda que devidamente avisado). Os roteiristas ainda sabiamente utilizaram este incidente para separar de vez o casal Blair e Nate (passando da hora) e dar a deixa para o retorno da sempre interessante e instável Georgina Sparks, mais uma vez marcando presença numa reta final de temporada, assim como a fumaça negra no céu da ilha de LOST. Legal também que no fim até mesmo a morena Poppy foi passada pra trás (ou seria parte do golpe?) e quero só ver o que vão armar para recuperarem os milhões perdidos num horrível investimento. Afinal, em tempos de crise, cada maço de 10 mil dólares faz falta para aquela gente, não é mesmo?
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 27/04/2009 na CW americana.

Fringe “1×18: Midnight”: Eu fiquei mais surpreso por Fringe ter finalmente revelado algo de concreto sobre sua mitologia do que a natureza da revelação em si, de que William Bell – o fundador da Massive Dynamics – é o homem por trás dos maquiavélicos e aterrorizantes eventos que formam o padrão. Isso era óbvio desde o piloto, não? Mas a série é capaz de mais, como vimos neste ótimo Midnight, apresentando um novo caso continuamente tenso com a história da mulher de um poderoso cientista que foi infectada por um agente biológico e caçava homens pela noite atrás da medula óssea de suas presas. Além de impressionar pelo realismo gráfico, a fotografia sempre escura e carregada é extremamente sábia ao mostrar apenas os relances das anomalias, criando uma constante aura de seriedade no que está sendo mostrado, por mais absurdo que seja. Fringe confirma a versatilidade e o talento criativo de J.J. Abrams e da competente equipe da Bad Robot. Tivemos sim alguns baixos neste ano de estreia, mas o drama segue firme e intrigante semana após semana e que bom que ganhou recentemente mais uma temporada completa!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 28/04/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×21: No Good at Saying Sorry (One More Chance)”: Já é inegável que a 5ª temporada de Grey’s Anatomy reergueu a série completamente e redimiu-se dos erros do ano passado. Mas primeiro vou falar do que não gostei neste episódio: a atuação totalmente over de Sharon Lawrence como a mãe de Izzie, que mostrou ser um erro de roteiro e direção num episódio tão carregado como este. O que deveria ser o cerne do capítulo, a história da menininha que atirou em seu pai 17 vezes (e de propósito), tornou-se um caso secundário e sub-explorado. Acredito que isso prejudicou o desenvolvimento das demais tramas, com destaque, claro, para os problemas de Grey com figuras paternais, tanto com Tatcher quanto com o próprio Chief. O tema “desculpa e arrependimento” foi melhor explorado no caso de Yang e Hunt, representando o ápice deste episódio naquela discussão no estacionamento. De qualquer forma, o 99º capítulo continuou muito bem a temporada, embora sem elevar o nível como seus antecessores. O final de temporada está bem encaminhado, assim como o secreto 100º episódio que vai ao ar esta semana nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 30/04/2009 na ABC americana.

Dollhouse “1×11: Briar Rose”: Sempre soubemos que a Dollhouse estava a um passo à frente do Detetive Paul, por isso passei metade do episódio questionando a facilidade com que ele entrou e circulou pela casa junto, mesmo que guiado pelo tal designer da estrutura ambiental subterrânea. O que eu não poderia imaginar, claro, é que não só Adelle estava observando-o o tempo inteiro, como o tal cientista era o temido Alpha disfarçado e foi este que usou o policial para infiltrar-se na casa. Mas a inesperada reviravolta não parou aí, pois o sujeito ainda demonstrou ter um profundo laço com Echo, deixando a briga imprevisível e ainda mais pessoal para o policial afastado Paul. Imagino que este deva agora lutar lado a lado com a Casa no final de temporada, que pode vir a ser o final de toda a série. Eu torço pra que Dollhouse seja renovada, pois desde o seu primeiro episódio a série vem crescendo exponencialmente à cada capítulo, desenvolvendo sua trama muito bem como poucas produções hoje em dia conseguem e, principalmente, mantendo-se fiel à sua premissa. Talvez este drama seja  tão bom porque foi concebido como uma obra fechada desde o início pelo sagaz Joss Wheddon. Renovada ou cancelada, Dollhouse já é uma das salvações deste esquecível Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 01/05/2009 na FOX americana.

Prison Break “4×19: S.O.B.”: Eu realmente estava perdendo a fé em Prison Break até que este episódio chegou e estremeceu toda a série até o seu piloto, com a revelação de que Lincoln e Michael não são irmãos biológicos. Este fato não apenas trouxe sentido à alguns acontecimentos – como o fato de Christina Scofield desprezar tanto o filho mais velho – , como também trouxe novas perspectivas para o nosso herói, que no fim das contas preteriu a própria mãe em prol da pessoa que sempre esteve ao seu lado nos momentos difíceis: Burrows. T-Bag também voltou a mostrar suas cartas traindo o grupo como sempre em prol da segurança do lado mais forte da batalha e o episódio deixou claro qual o motivo da divisão da Companhia por Scylla: poder mediato x dinheiro imediato. O destaque de S.O.B., claro, ficou com segura e enérgica atuação de Wentworth Miller na discussão de Scofield com sua mãe e há muito tempo não o víamos assim tão passional na série. Por fim, a força bruta de Lincoln terá novamente que se juntar ao Q.I. de Michael para saírem da complicada situação que foi armada para todo o grupo. Prison Break voltou aos trilhos e empolgou para este fim de série, sem esquecer que ainda teremos um telefilme para fechar de vez a alucinante história que, apesar dos (aceitáveis) percalços, sempre foi uma das minhas preferidas.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/05/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Dollhouse, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, Prison Break Tags: , , , , ,
03/05/2009 - 03:32

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×19: Day 7: 02:00am – 03:00am”: Na 19ª hora deste complicado dia de 24, a segunda reviravolta de Tony Almeida continua uma incógnita pra mim, porque ao mesmo tempo em que vemos o vilão deixando Jack sofrer a sua convulsão, ele sai sem certificar que o companheiro não é mais uma ameaça – e algo que Tony tem absoluta certeza é a de que Jack Bauer nunca deve ser subestimado. O problema é se a partir daí descobrirmos que ele novamente bancou o vilão jogando com o inimigo para então novamente mostrar-se um herói. Isso, definitivamente, prejudicaria e muito a integridade desta temporada. Fora isso, esta hora foi um bom filler que trouxe uma nova perspectiva com relação à magnitude da organização por trás dos ataques, pois colocou o perigosíssimo Jonas Hodges numa posição de mero “intermediário”. Talvez ele tenha sido até mesmo usado, pois após o diálogo que ele teve com um soldado, deu pra perceber claramente que, embora inescusável, sua convicção de que a Starkwood era a salvação do país, assim como o orgulho que sentiu ao ouvir que seus homens foram “bem treinados, soaram verdadeiros. O dia acaba em cinco horas e, apesar desta indefinição com a situação de Almeida, 24 entrou muito bem num promissor arco final.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/04/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×21: Sedar Anything”: Gossip Girl retornou para sua reta final, mas ainda não posso dizer que em sua boa forma de sempre. Sedar Anything focou demais suas atenções no insosso casal Blair e Nate, que não convencem ninguém nem de longe. Os draminhas da família Humphrey também continuam desinteressantes, parte graças à falta de expressividade do ator Matthew Seller, que interpreta o patriarca Rufus, e da igualmente aborrecida relação dele com Lilly. Não sei como que este vai ser o tema do spin-off prequel da série… Felizmente as trapalhadas de Serena serviram aqui como o alívio dramático que faltava, pois descobrimos que ela casou-se (ainda que de mentirinha) com o loirinho na Espanha, e o cara aparentemente mantém um outro relacionamento. Só quero saber como essa história vai virar o cerne dos próximos e derradeiros capítulos, porque essa simples traição é mais do que batida. A 2ª temporada de Gossip Girl até agora foi muito boa, mas é sempre bom ficar com o pé atrás depois de um mediano episódio como este.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 20/04/2009 na CW americana.

The Office “5×23: Broke”: Ah, não importa quão costumeiras são as histórias de “volta por cima” em filmes e séries: fato é que elas geralmente são muito boas pra quem assiste e torce pelas personagens e, no caso de The Office, foi sensacional! Depois de descobrir que a Michael Scott Paper Company estava no vermelho (e dificilmente sairia de lá), Michael iniciou uma série de atitudes errantes na tentativa de minimizar o seu prejuízo e, no final das contas, com uma importante ajuda de Jim – parte por vingança contra o novo chefe e parte por saber que Scotty tem uma boa índole – a matriz sucumbiu ao grandioso blefe que criaram, culminando no melhor momento de toda a temporada. Agora, o que eu realmente quero ver é como Michael vai se comportar daqui pra frente com relação àqueles que o deixaram na mão quando ele mais precisou. E The Office ainda não chegou ao fim, a temporada foi estendida e terá 26 episódios!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/04/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×19: The Ones”: É muito positivo perceber o amadurecimento do texto de 30 Rock (que já era bom), notadamente com a utilização de piadas racistas que servem muito bem como uma crítica implícita, mas real, até chegar em Tina Fey tirando sarro dela mesma ao escrever sobre sua forma física. The Ones concluíu muito bem a ótima participação de Selma Hayek (e “What a Frak” foi aquela camisa?), contando ainda com piadas inesperadamente boas envolvendo Jenna, um paramédico e a divertida incógnita que é Kenneth. Não me surpreenderia nem um pouco se 30 Rock novamente for indicada às principais categorias cômicas no Emmy e abocanhar todas. Gosto muito das outras comédias da TV, mas esta continua em seu melhor momento.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/04/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×10: Haunted”: Provavelmente Dollhouse é uma das séries mais subestimadas desta temporada, ainda mais depois deste magnífico episódio Haunted, que levou o conceito da Casa de Bonecas para além de sua premissa. Ao invés de usar um dos “bonecos” para satisfazer desejos momentâneos, a milionária Margareth Bashford resolveu fazer “scans” mensais próprios, pois suspeitava que corria risco de morte. Assim, foi com enorme surpresa (para nós e para ela, certamente) que a senhora acordou no corpo de Echo após ter falecido e decidiu investigar o seu próprio homicídio. Além de desenvolver-se muito bem, a trama conseguiu levantar intrigantes questões éticas e morais, ainda que ficcionais, sobre as possibilidades que aquela tecnologia pode trazer. Em contraposto, vimos o programador Topher sendo manipulado por Adelle, que anualmente permite que ele dê uma “escapada” daquela vida atribulada que leva. Funcionando bem como “série de casos semanais” e “novelinha”, Dollhouse permanece no pódium das melhores surpresas do ano.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, Gossip Girl, The Office Tags: , , , , ,
07/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×16: Day 7: 11:00pm – 12:00am”: Esta temporada de 24 está grandiosa e com um inimigo à altura de Jack Bauer: o poderoso e inescrupuloso Jonas Hogges da companhia para-militar Starkwood. Infectado pela arma neurológica, Jack teve que contar com a equipe do FBI e com a perspicácia de Tony Almeida para sair de mais uma situação impossível. Infelzmente, todos, inclusive nós, fomos enganados pelo capanga de Hodges, Greg Seaton, que deu todos os sinais de que estava arrependido, mas acabou guiando o FBI para uma emboscada, fazendo com que a companhia ganhasse tempo para preparar a arma. Muito difícil saber, contudo, como essa história vai se desenrolar, porque é impossível que os EUA se renda à ameaça interna de uma empresa privada. Quero muito saber qual é a agenda pessoal deste CEO e qual é o seu plano final, já que dificilmente a empresa terá futuro depois deste dia. 24 chegou à meia-noite num ritmo invejável por qualquer drama de ação, no que certamente já pode ser considerado um dos melhores dias da saga de Jack Bauer. Tomara que ele sobreviva, porque ele ainda tem muito trabalho pela frente.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 30/03/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×20: Remains of the J”: Esta semana os Upper East Siders deixaram a peteca cair feio. O episódio centrado no draminha entre Jenny, Serena e a festa de aniversário da jovem estilista foi arrastado e desinteressante, como esta série raramente é. O que me preocupa é que muitas vezes o roteiro sério e bem focado se torna volátil de uma hora pra outra, esquecendo o que foi construído ao longo da temporada. Basta ver o retorno do insosso romance entre Blair e Nate e o implausível envolvimento de Chuck e Vanessa, ainda que para fazer ciúmes no “novo” casal. Dan e Serena é outro caso perdido. São incompreensíveis as atitudes fúteis da loira, que horas se mostra altruísta e madura e horas egoísta e infantil. Poxa, Gossip Girl estava indo tão bem, com uma temporada tão rica em acontecimentos e tramas paralelas, que a única coisa salva deste capítulo foi o cliffhanger sobre o filho de Rufus e Lilly, algo que já sabíamos que iria estourar. Enfim, esta trama poderia ter começado agora, evitando que Ramains of the J fosse o pior filler da temporada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 30/03/2009 na CW americana.

Damages “2×13: Trust Me”: É muito difícil classificar este final de Damages porque se por um lado o drama fechou todas as suas pontas soltas ao longo dos últimos doze episódios, ele o fez às custas de enganar o público com uma montagem barata dos eventos que ocorreram no flat de Ellen Parsons. De longe, o mais forçado e incomcebível pra mim foi Patty conversando com Ellen depois de ser esfaqueada por Finn Garrety no elevador. Sim, sabemos que a dona do Hewes & Associados é durona e faria tudo para continuar com seu plano de vingança, mas exageraram um pouco nessa dose, não acharam? Não obstante, as demais conclusões não deixaram a desejar, notadamente com relação ao assassinato do policial corrupto por Wes, as diversas reviravoltas com o caso do suborno do juiz e a queda de Dave Pelle e Walter Kendrick. Eu não me incomodaria, contudo, de não ter que saber mais sobre Danniel Purcell, Michael Hewes e, óbvio, Ray Fiske. Aquela cena do sonho foi totalmente desnecessária para uma narrativa que sempre foi sóbria e fria até demais. Tom Shayes, quem diria, salvou o dia e o final deu o tom promissor para o início de mais uma temporada, agora que Patty e Ellen (que se tornaram  emocionalmente dependentes uma da outra) estão “quites”. Eu também tenho certeza que ela vai voltar, porque Arthur Frobisher está chegando com tudo: “Trust me“.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/04/2009 no FX americano.

Dollhouse “1×08: Needs”: Que fabuloso episódio de Dollhouse! Continuando muito bem o desenvolvimento da história, a poderosa organização identificou a falha em seus “bonecos” e tramaram um plano brilhante para fazer com que eles encontrassem o que estavam procurando subconscientemente, corrigindo a anomalia (inspiração em Matrix?). Enquanto os ativos pensaram que estavam agindo por sua conta, buscando as respostas do passado, a Dollhouse estava assistindo de perto, apenas aguardando o momento em que suas necessidades fossem satisfeitas, mantendo a constância e a serenidade na casa, como pretendido pela administradora. Embora prisioneiros e manipulados, não podemos esquecer que estar no projeto é uma manifestação unilateral de vontade dos contratantes que precisavam, de qualquer forma, esquecer o passado, fugirem do mundo e, como compensação dos serviços prestados, receber um generoso pagamento ao final. A “maléfica organização” não é nada mais que uma empresa que age de forma escusa, mas que no fim apenas satisfaz as vontades e necessidades de seus clientes, sejam os ativos dormentes ou os milionários que pagam caro para terem aventuras com essas pessoas. Cada vez mais próximo da verdade está também o detetive Paul e ficamos na esperança de que mais um encontro entre ele e Echo/Caroline logo venha. Dollhouse continua inovando a cada episódio e já a considero uma das poucas novidades realmente boas deste Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 03/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Gossip Girl Tags: , , , , ,
01/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I (Sem Mentiras!)

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×10: Sacrament (Season Finale)”: Que incrível final, não? Big Love definitivamente sacramentou (perdão pelo trocadilho) o alto nível dessa série, alinhando perfeitamente o roteiro, a edição, a trilha imediatista e as impecáveis atuações de todo o elenco. No topo da lista está a morte de Roman pelas mãos vingativas de Joey, mas o destaque foi mesmo a sordidez de Albie e Nikki, com um dos diálogos mais perturbadores da série enquanto discutiam formas de explodir os próprios pais. Pra minha surpresa, o que parecia ser apenas uma idealização, acabou sendo levado à cabo pelo filho do profeta, ainda que sem sucesso. O sequestro chegou ao fim, os Green escaparam novamente e a volúvel Nikki retornou à casa com sua primeira filha, hoje com 14 anos (o pai era quem, Zelko Ivanek, o especialista em ser coadjuvante). Foi positiva, também, a plot com Margene e seu negócio que rendeu bons frutos, depois de ser subestimada pelo marido. Quero muito ver o desenrolar disso na próxima temporada que, claro, já está garantida pela HBO. A cena final com a comunhão de Bill Henricksson foi marcante, evidenciando o quão perdido o sujeito está. Já é certo dizer que esta é a melhor temporada de Big Love, que avança significativamente a cada episódio, surpreendendo e indo sempre além da sua premissa. Prestem mais atenção a esta série e quem nunca viu ou parou de ver, reafirmo, comecem ou retomem. #ficadica
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/02/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×10: Betrayal”: Eu concordo com todos os comentários que afirmaram que esta série não me “pegou”. Inevitavelmente o gosto influencia na análise de determinadas produções, pois a opinião é parcial e nunca foi meu propósito comentar séries com isenção. Foi gerada muita expectativa com United States of Tara e isso fatalmente foi um erro ao meu ver. Em quase uma temporada, Diablo Cody provou que não sabe segurar o espectador, já que seu texto muitas vezes é vazio e sem propósito, que nem de longe lembra o seu trabalho anterior (Juno), este sim digno de prêmios. O único trunfo desta produção é mesmo a interpretação quádrupla de Toni Collete, que cada vez mais foi se adaptando aos papéis, atingindo ótimos momentos (muitos deles que não dependem do texto). Infelizmente (ou felizmente, não sei), somente agora depois de 10 episódios é que a série deu uma boa guinada com a tal “traição” da mãe com o pretendente do filho, enquanto esta estava agindo como a adolescente de 17 anos T. O final fechou muito bem o mediano episódio com aquele incêndio provocado pelo garoto na cabana da “guria”.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/03/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×20: Cold Snap”: Faltando poucos episódios para o fim, Heroes entrou em uma bem-vinda curva ascendente, mesmo com um episódio que não podemos considerar “fantástico”. Acho que nunca mais poderemos falar isso da série sem se preocupar se o que está por vir será uma nova bomba. Afinal, apesar de Bryan Fuller ter voltado, as mãos de Tim Kring continuam no teclado. Mas Cold Snap foi bom, trouxe a inesperada revelação de que Micah é o Rebel, o que é totalmente coerente com os poderes que o garoto tem (coerência em Heroes? Raridade). As cenas de ação também voltaram a empolgar. Aquele auto-congelamento/suicídio (?) de Tracy no estacionamento ficou bem “Matrix”, mas foi legal. Eu só não valido o que Hiro se tornou na série: um grande bocó. Ficou claro também que “retiraram” (de forma porca) o poder dele de viajar como bem quer, assim como fizeram com Peter Petrelli, que agora tem habilidades limitadas (uma de cada vez). Vítima de seu próprio roteiro, Tim Kring está rebolando pra dar conta de terminar esse volume num nível aceitável, e até que está conseguindo. Só espero que ele não deixe a peteca cair nos próximos, pra justificar a renovação para a 4ª temporada.
Cotação Bruno Carvalho: (por muito pouco seriam quatro)
Episódio exibido em 23/03/2009 na NBC americana.

24 “7×15: Day 7: 10:00pm – 11:00pm”: É muito aliviante este momento em 24 em que as autoridades (in) competentes começam a tomar ciência da grave situação que se formou ao longo do dia, finalmente crendo em Bauer. Repleta de tiroteios e ação, esta hora focou no estabelecimento do problema que tomará conta da madrugada: a ameaça doméstica e biológica conduzida pelo Sr. Hodges (Jon Voight como um vilão que realmente põe medo por sua frieza), que possui uma agenda pessoal para aumentar a sub-contratação de mão-de-obra militar – a especialidade de sua empresa. Enfraquecida, porém, está a situação na Casa Branca com o desinteressante draminha entre a filha da presidente e o chefe de gabinete, que foi obrigado a se demitir. Funcionando como uma boa ponte entre o dia e a noite, a hora chegou ao fim com mais um de seus tensos cliffhangers, já que o nosso herói foi exposto aos agentes nocivos da arma. Ainda faltam 9 horas para o fim deste dia… Força, Jack!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×19: The Grandfather”: Nate nunca foi um personagem digno de merecer um episódio de destaque, tanto pela limitação do ator quanto por sua inexpressiva passagem dramática ao longo destas quase duas temporadas. Mais eis que do nada, como uma Fênix, o romance dele com Blair emergiu das cinzas em mais um final “OMFG” já característico na série. Gossip Girl é mestre em rearranjar as mesmas peças de seu tabuleiro, conforme já mencionei em diversas resenhas, mas por essa acho que ninguém esperava. Isso já afetou diretamente Chuck e indiretamente atingirá todos os Upper East Siders, o que certamente trará muito material para a misteriosa blogueira. O que o drama precisa deixar de lado, contudo, são os casos dos adultos que de longe são os mais desinteressantes, perdendo, inclusive, para as traminhas bobas de Vanessa (alguém gosta dela?). O episódio foi um filler, claro, mas dos bons. Esta temporada terá 24 episódios, ou seja, ainda tem muita coisa pra acontecer.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na CW americana.

Amanhã tem LOST e sexta tem mais episódios comentados em sequência! Obrigado por sua visita e (espero) seu comentário!

Ah, nosso 1º de Abril será no Twitter! Siga para rir durante todo o dia com notícias, digamos, improváveis!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Big Love, Enquete, Gossip Girl, Heroes, United States of Tara Tags: , , , ,
25/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×14: Day 7: 9:00pm – 10:00pm”:A temporada já estava caminhando muito bem e agora que Jack Bauer está sendo implacavelmente caçado por todos os lados deste jogo, a coisa só tende a melhorar. Os roteiristas criaram uma situação praticamente impossível dele sair, pois o timing do FBI está sempre atrasado e mais nosso herói segue praticamente sozinho no meio dessa luta, sem Bill ou Chloe para ajudá-lo. Discordo de quem disse que a hora deu uma “respirada” na série, pois é agora que a situação ficou verdadeiramente alarmante. Em alguns momentos 24 me lembrou até mesmo os bons momentos em que Lincoln Burrows e Michael Scofield eram caçados em Prison Break, com intermináveis cenas de ação e tensão. Eu pulei quando vi Jack naquele trator revirando o trailer de cabeça pra baixo com seu caçador dentro e mesmo que eu queria este momento postergado (afinal, ele encontrou um inimigo à sua altura), vibrei com a vitória do “lado bom”. Sem esquecer do texto, 24 ainda nos presenteou com ótimos diálogos sobre arrependimento na casa do Senador Myers. Ah, e com relação à ajuda dele e do governo, ninguém achou que isso seria tão fácil assim, não? São 10 da noite! Como o tempo voa!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/03/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×18: The Age of Dissonance”: Eu confesso a vocês que desde o início desta série eu procuro motivos para abandoná-la, por causa de sua temática adolescente e, às vezes, frívola. Mas acontece que os Upper East Siders conquistaram o seu espaço no blog e hoje eu anseio por cada novo episódio. Ainda assim, eu não imaginaria que The Age of Dissonance teria uma narrativa tão rica, bem construída e desenvolvida. Centrada numa peça escolar baseada no livro (e filme) A Época da Inocência, os jovens talentos deram um belo show tanto em cima quanto em baixo do tablado. Da mesma forma que ocorrem na clássica história, os acontecimentos nesta sociedade estão restritos à seleta elite e é curioso notar que com poucos “agentes externos” e utilizando basicamente o “rearranjo de peças”, Gossip Girl atinge momentos que seriam twittados como “WTF” nos blackberries dos adolescentes. Eu já não me preocupo tanto mais com as histórias Serena (e o crush com o professor gay), Dan (e a professorinha) e Nate com Vanessa (inexpressivos, eles se merecem), porque neste drama quem reina são Chuck e Blair. Um casal problemático, inusitado e que provavelmente nunca vai emplacar. Ambos fazem um do outro seu céu e inferno ao mesmo tempo, e é por isso que com eles a tragédia sempre irá imperar. Estavam faltando em nossa tela!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/03/2009 na CW americana.

Damages “2×11: London, of Course”: Pronto. Agora Damages ficou realmente séria e não dá pra piscar o olho enquanto assistimos para não perder nenhum detalhe sequer. O fato de Ellen atirar em Patty vinha sendo sugerido nos últimos capítulos, mas agora parece que é exatamente isso que aconteceu. Ou não? Eu não consigo me conformar com aquela cena de jeito algum e acho que existe ainda um fator desconhecido que pode indicar, inclusive, que tudo aquilo não passou de uma tramóia entre a dona do Hewes & Associados e sua “mais exemplar” funcionária (quem sabe sem as aspas?). Em um mês muita coisa pode acontecer, e quem nos garante que não é Ellen que está “brincando” com a polícia? No fim das contas, sejamos práticos: Patty não pode morrer, simplesmente porque Damages esta série não seria nada sem sua protagonista. O restante do episódio, que mostrou os desenrolares do caso da UNR, a virada de lado da advogada de Walter e tudo mais, foram bastidores comparado ao que está por vir. Só saberemos mesmo daqui a duas semanas…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/03/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×18: Stand By Me”: Incrível o trabalho de maquiagem realizado neste episódio de Grey’s Anatomy, que apresentou o chocante e comovente caso do “homem sem face”, uma das coisas mais angustiantes que vi nesta temporada de séries. Mas deixando de lado o caso, que teve um desfecho feliz nas mãos de Marc Sloane (lembrando muito o filme A Outra Face), Stand By Me continuou dividindo suas principais atenções entre Izzie e Sheppard, curiosamente interpretados por dois atores que publicamente se dizem insatisfeitos com o destino de suas personagens no drama. Coincidência ou não, fato é que a reclamação funcionou e as storylines de ambos estão igualmente impecáveis. Enquanto Derek foi desconstruído e recondicionado a ser o médico que o hospital precisa, Stevens precisou abandonar o posto para tornar-se a paciente, ainda que às custas de eventuais risadas e piadas dos cruéis cirurgiões. Apesar da vontade racional que ela tinha em não obter tratamento para seu câncer – pois as chances de vida são de apenas 5% -  no final prevaleceu a emoção de sua amiga Yang, contando a todos o seu segredo e ajudando a salvá-la. É certo que já estamos em um grande arco episódico, que trará um final de temporada arrebatador como nos velhos tempos. Excelente trabalho, Shonda!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/03/2009 na ABC americana.

How I Met Your Mother “4×17: The Front Porch”: Sim, How I Met Your Mother ficou indulgente com sua estrutura narrativa, utilizado-a muitas vezes porque podem (preguiça de roteirista) e não porque servem à história como deveriam. Se à esta altura do campeonato cutucar o longínquo e aborrecido romance de Ted e Robin é o melhor que podem fazer (se pelo menos fossem um Ross e Rachel da vida), é sinal que HIMYM deve mesmo começar a preparar-se para o fim. As cenas na tal “varanda do futuro” foram aborrecidas e nada inspiradas. Afinal, só queremos saber como ele conheceu a mãe de seus filhos! The Big Bang Theory “2×18: Em contrapartida à colega de emissora, The Big Bang Theory mostrou porque foi renovada por duas temporadas de uma vez, algo que é raríssimo na TV aberta americana. O talento cômico de Chuck Lorre e Bill Prady junto ao excelente e afiado elenco fazem semanalmente um score em nossa tela. O bom é que esta comédia não precisa de grandes acontecimentos para “acontecer”. Uma simples produção de presilhas para cabelo por Penny foi capaz de virar uma enorme celeuma quando os geeks vizinhos tomam parte. Renovação dupla merecidíssima!
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother Half Star
The Big Bang Theory
Episódios exibidos em 16/03/2009 na CBS americana.

Amanhã tem LOST e na sexta volto falando de Trust Me, United States of Tara, Dollhouse, Big Love, 30 Rock, The Office (que teve o melhor cliffhanger da semana!), Party Down, Better off Ted e Kings (se eu conseguir terminar de ver o aborrecido piloto). Obrigado a todos pela companhia diária aqui e no Twitter e  também pelos ótimos comentários abaixo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Damages, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
11/02/2009 - 08:10

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
Trust Me “1×02: All Hell the Victors”: Acho que já temos aí um forte candidato ao hit do Mid Season. Em seu segundo episódio Trust Me não decepcionou, trouxe um texto ágil, inteligente e cheio de reviravoltas e ajustou de vez a química entre Erick McCormack (Mason) e Thomas Cavanagh (Conner). Recém ocupando o cargo de comandantes de uma agência, os dois sem querer venderam uma brilhante idéia pra um cliente, e logo depois descobriram que a campanha já pertencia a um outro escritor. Mas no contrata ou não contrata o sujeito, os dois acabaram sabotando o próprio teste com consumidores que pagaram, o que foi uma sacada genial. Trust Me é divertida, mas séria o suficiente para não sair do foco, que são as dificuldades que dois jovens talentos com pouco know-how terão que enfrentar no mar de tubarões. Certamente este foi um ótimo começo!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na TNT americana.

Gossip Girl “2×17: Carnal Knowledge”: A primeira metade deste episódio de Gossip Girl foi sem graça e enfadonha, graças à boba guerrinha que Blair resolveu armar contra Rachel, a professora ninfeta, que de início não surtiu nenhum efeito. Mas o draminha do confisco de celulares e os rumores no blog da Gossip Girl logo deram lugar à um jogo muito interessante, que envolveu o ciúme de Serena, uma foto comprometedora e uma reunião de pais na escola Constance Billard. Foi lá que o “inocente” encontro de Dan com a professorinha causou a expulsão desta, sem querer confirmando a mentira que Blair criou. Ah, e foi esta a dona da melhor referência da semana: “É isso que eu chamo de prova excludente. Eu adoro Damages“. Enquanto isso, não consegui entender qual é a da trama De Olhos Bem Fechados que Chuck entrou, que só não foi mais ridícula porque a própria série admitiu semelhanças com o filme de Kubrick. Mas eu já estava pronto pra criticar o vai e vem de Serena e Dan quando aquela cena final totalmente inesperada nesta altura do jogo veio e arrebatou Dan e nós espectadores! A Gossip Girl vai ter um bom trabalho daqui pra frente. Pena que a série só volta no dia 9 de Março…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na CW americana.

Fringe “1×13: The Transformation”: Está aí a prova de que Fringe não precisa nos encher de respostas para ter um episódio satisfatório. Aliás, The Transformation foi exatamente o tipo de capítulo que estava faltando pra série deslachar, com uma trama amarrada à suas origens e trazendo resoluções importantes, como foi o caso entre Olivia Dunham e o falecido John Scott. É admirável a forma que os roteiristas conseguiram de trazer o ator Mark Valley de volta (ele é fixo na série) sem utilizar flashbacks ou pulos no tempo. Scott morreu no primeiro episódio e cada vez mais mostra-se fundamental à trama. Outra “ressureição” foi a da Massive Dynamic, sempre levantando dúvidas sobre o caráter de sua controller e o envolvimento da organização no padrão. Agora, vamos ao melhor deste episódio, que foi a impressionante transformação vista no início. Ainda que lidando com o absurdo e o fantástico, Fringe sabe ser uma série contida, revelando apenas o necessário para instigar o espectador, ao contrário do que acontece com séries tipo Supernatural. Sem dúvida alguma vale a pena voltar às atenções para este novo drama de J.J. Abrams.
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 03/02/2009 na FOX americana.

Damages “2×05: I Agree, It Wasn’t Funny”: Muitas revelações neste episódio de Damages, e quem diria que foi o Tio Pete foi mesmo o mandante executor do atentado  encomendado por Patty contra Ellen Parsons (corrigido,  Croitor)! O cara certamente nunca confiou na moça e agora ele tem ainda mais motivos para vigiá-la de perto. Mas o que vemos nem sempre é o que parece e quem está seguindo a heroína não é necessariamente o pessoal do Hewes & Associados. Aposto que o contato do futuro namoradinho da moça é Frobisher. Em momentâneos flahes, ficou subentendido também o que realmente aconteceu na casa dos Purcell, que até agora assumiu o lugar de Patty Hewes no quesito “surpresa”. Mas eu ainda tenho uma pulga atrás da orelha com estes dois e ainda acho que eles podem estar trabalhando juntos em algo maior, como apontei na resenha anterior. No final, tivemos uma overdose de informações, como o marido infiel de Patty, a descoberta de Hewes que Ellen anda falando com os federais (ela dá muito na cara) e por fim aquele mini flash alguma coisa com Wes que foi extremo! Damages entrega mais um episódio denso e recheado de boas atuações deste primoroso elenco. Ah, sim, e continua totalmente imprevisível. Em quem, afinal, Ellen atira daqui 5 meses?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 03/02/2009 no FX americano.

Lie to Me “1×03: A Perfect Score”: Lie to Me é uma série que transborda tecnicidade. O trabalho de pesquisa e de consultoria eficaz quanto os resultados atingidos pelo Lightman Group. Em contrapartida, falta emoção ao drama e este é o ponto mais fraco desta série. Por mais especializado que seja, um bom seriado investigativo tem que despertar a empatia dos telespectadores com os casos mostrados e, pela terceira vez, não foi isso que vimos. Eu sinceramente não estava nem aí pro caso da filha da juíza ou muito menos pelo avião que o piloto da NASA destruiu. Lie to Me abusa em métodos e procedimentos, mas deixa de explorar e estimular os instintos primais dos seres humanos em busca das clássicas expressões faciais e trejeitos, ao contrário como ótimas séries do gênero o fazem (CSI, Bones, The Closer). Até mesmo a relação do Dr. Cal com sua filha é mecânica e, embora isso seja intencional, não quer dizer que é interessante. É o fim da linha para Lie to Me em nossa cobertura semanal e, se a série melhorar, falarei mais dela em um Season Pass. É uma pena, pois eu apostava todas as minhas fichas nesta aqui para o Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 04/02/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×14: Beat Your Heart Out”: Isso sim é Grey’s Anatomy! Romance, emoção! Que episódio empolgante, que tirou a série da inércia de forma categórica! As faíscas voltaram no Seattle Grace e está tudo perfeitamente se encaixando. Sensacionais as cenas de sedução entre Yang e Hunt, que foram interrompidas por uma misteriosa mulher que fez o ex-militar grandalhão chorar igual uma criança e isso com certeza promete! Ah, e ainda teve Bailey finalmente encontrando sua verdadeira vocação, Izzie procurando saber o que tem de errado em sua cabeça, Sloane pensando em ficar mais “quieto” e, é claro, o iminente pedido de casamento de Derek à Meredith. Era certo que isso não seria entregue de bandeja desta forma, já que Addison ligou lá de Private Practice com algum tipo de emergência. Eu não curto “a outra série”, mas o crossover parece que será interessante. Se você não quer saber do que se trata, pare de ler aqui. Bom, em Private Practice descobrimos que o irmão de Addison, que também é neurologista, está com parasitas no cérebro e precisa urgentemente de uma operação. Ele está sendo levado para Seattle e, é claro, o pedido de casamento terá que ser adiado. Vamos ver o que vai acontecer. Que bom que Grey’s Anatomy voltou com tudo!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 05/02/2009 na ABC americana.

30 Rock “3×10: Generalissimo”: Impecável este episódio de 30 Rock, onde todas as tramas avulsas dos episódios anteriores concentraram-se numa sequencia de excelentes piadas, a começar pela repulsa que a avó de Elisa sentia por Jack Donaghy por este lembrar muito o vilão de uma telenovela mexicana. Em mais um show de atuação (que certamente o concederá mais prêmios), Alec Baldwin interpretou com maestria o maldoso Generalíssimo da novela, que no fim acabou ajudando Jack a conquistar a adoração da avó, pois ele havia adquirido os direitos sobre a atração. Enquanto isso Lemon ficou conhecendo o seu vizinho, interpretado por ninguém menos que Jon Hamm de Mad Men, no que será um promissor arco episódico. Com quotes como “Ahora con mas semen de toro!”, numa divertida propaganda do petisco mexicano favorito dos escritores, 30 Rock voltou ao seu melhor momento, finalmente fazendo valer todos os prêmios que recebeu.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.

The Office “5×14: Lecture Circuit (Part 1)”: Em menos de uma semana, dois episódios excelentes de The Office! Os caras não estão mesmo pra brincadeira. Enquanto Stress Relief foi para o lado do nonsense total, este Lecture Circuit teve uma approach mais pessoal com relação à Michael e seu desejo de reencontrar Holly. Pam também esteve ótima em sua visita à Karen e na filial Andy conseguiu roubar a cena com o seu “chame” pra cima da nova cliente de Stanley. Das palestras loucas de Michael à ótima deixa final, este foi mais um score da turma de Scranton!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×14: Blood on the Scales”: Se por um lado a dita revolução de Tom Zarek e Felix Gaeta começou orquestrada e rapidamente atingiu o seu objetivo (derrubar o atual regime na frota), quando estes chegaram ao “poder” a situação foi, no mínimo, desastrosa. Gaeta não tem a experiência e a frieza de Adama para tomar decisões frias e rápidas e Zarek não tem a moral e a diplomacia de Roslim para lidar com inimigos, o que resultou na triste e impactante chacina de todos os representantes da frota. Não poderia ficar deste jeito. Secretamente as ações de Lee e Kara consubstanciaram para impedir a execução de Tight e Adama (mas com uma dispensável sequencia de sonho de Baltar indicando o contrário apenas para fins promocionais) e a firmeza de Roslin, agora governando diretamente da nave Cylon, foi essencial para impedir uma crise ainda maior. O reencontro dos dois foi emocionante, o cliffhanger impecável e este final de Battlestar Galactica segue como o fenomenal acontecimento televisivo que sempre foi, mas agora em grandiosíssimo estilo. Faltam só 6 agora.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 06/02/2009 no Sci-Fi americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Battlestar Galactica, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, Lie to Me, The Office, Trust Me Tags: , , ,
27/01/2009 - 02:14

A Semana em Série: 18/01 a 24/01

Alerta de Spoiler - Brasil
Estou finalmente em dia com a exibição dos episódios da semana e espero que curtam os comentários das antigas e das novas produções:

Big Love “3×01: Block Party”: Depois de uma morna 2ª temporada, parece que Big Love decidiu voltar com tudo! Bill Henrickson é um ser tão peculiar e complexo, que às vezes faz Dexter Morgan (Dexter) ou David Fisher (Six Feet Under) parecerem sujeitos normais. Eu nunca canso de apontar a facilidade com que ele adora colecionar problemas, mas Bill parece se superar a cada temporada que passa. É muito conveniente pra ele acreditar nos dogmas de sua religião, acolhendo o que quer (ter várias mulheres) e simplesmente virando as costas para o que não o interessa (entrar em certos ramos de trabalho).  No meio disso tudo, Barb, Margene e Nikki sofrem, especialmente esta última, que teve sua identidade exposta em todo o bairro por causa da prisão de seu pai Roman Grant e agora vive sendo ridicularizada pela vizinhança e espionando no escritório que cuida do caso do velho. Já Barb, coitada, aceitou “namorar” uma 4ª esposa, pois ela acredita que ao questionar os peculiares ensinamentos dos dissidentes da igreja Mórmon de Utah, sua doença voltou. Para estas pessoas (e isso não é ficção), o tamanho da família plural dita a quantidade de “felicidade” no reino eterno. Coitado também de Alby Grant, então. O novo “profeta” foi pego com as calças abaixadas solicitando sexo em um banheiro masculino nos arredores da UEB. Eu só quero saber quanto tempo mais os segredos desta gente, que envolve cárcere privado, pedofilia  e agressão doméstica, continuarão indenes. Esta promete ser uma ótima temporada!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×01: Pilot”: Quando comecei a ver o piloto de United States of Tara, minha primeira reação foi a de não entender por que tanta gente estava falando bem desta criação de Diablo Cody (Juno), que tem produção executiva de Steven Spielberg. Ora, a história de uma mãe de família que sofre do distúrbio de múltipla personalidade é até interessante, mas nos minutos iniciais desta comédia o tom extremo e caricato que chegou a tomar conta da tela realmente me incomodou. Mas é logo após conhecermos Tara e uma de suas personalidades, a jovem “T”, somos gradativamente inseridos no universo peculiar de uma família que não apenas aceita conviver com uma pessoa neste estado, como de fato até se acostumou em serem diferentes (pessoas acostumam-se com tudo). Basta ver no final quando o marido e a filha constataram o quão estranho o fato de Buck, o mais divertido dos alter-egos, ser canhoto. Foi como se isso fosse a parte mais bizarra de toda essa história. O destaque, claro, vai para a atuação de Toni Collete, que está surpreendente e irreconhecível em seus vários papéis. E olha que ainda nem conhecemos Alice, a dona-de-casa dos anos 50, que deve aparecer no próximo capítulo. United States of Tara pode não ser genial ou brilhante por enquanto, mas é deveras divertida e interessante. Mais um ponto para o canal Showtime!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 no Showtime americano.

Gossip Girl “2×16: You’ve Got Yale!”: Às vezes eu quase perco a fé em Gossip Girl. Eu sinceramente não aguento mais esse draminha de séries teen sobre quem entrou em qual faculdade, quais casais vão se separar e por aí vai. Desde Dawson’s Creek, OC etc., essa conversinha nunca acaba. Com Gossip Girl eu achei que seria diferente, já que havia a indicação de que todos iriam pra Yale e de lá a série continuaria numa boa. Não, os roteiristas têm que criar dúvidas e esse vai e volta de admissões, reitores e cia. que só eles entendem. Eu disse “quase” perco a fé, porque o episódio no final traz várias reviravoltas, como Chuck sendo adotado por Lilly, Blair declarando uma guerra fria à nova professorinha ninfeta e Jack Bass perdendo a linha e partindo para o estupro após perder o controle acionário das Indústrias Bass (aliás, indústria de quê, hein?). Os bons elementos da trama estão aí, eles só precisam reorganizá-los e fugirem dos clichês, o que geralmente constumam fazer. Continuarei dando chace aos Upper East Siders, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CW americana.

How I Met Your Mother “4×13: Three Days of Snow”: Ah, que delicioso episódio de Mother! Three Days of Snow funcionou justamente como a crônica que mencionei na resenha anterior, brincando de forma genial com sua narrativa, como em seus tempos de glória na 2ª temporada. Todas as histórias foram singelas, com piadas orgânicas à trama, especialmente o caso das tradições de Marshall e Lilly, culminando naquele apoteótico momento no aeroporto. Foi um episódio redondinho, cheio de excelentes momentos e atuações. Não precisou de mais nada, nem de guarda-chuva, nem de cabra e nem da tal mãe.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×13: The Friendship Algorithim”: Com Sheldon de volta ao centro das atenções, fico cada vez mais surpreso como que todas as relações sociais para ele são um mero experimento científico do qual ele está sempre conduzindo. Ao sentir a necessidade de arrumar um amigo apenas com o objetivo de ter acesso aos recursos de um departamento na faculdade, o geek elevou a sua incapacidade de ser e apresentar-se de forma normal, inclusive ao travar uma inocente conversa com uma menininha na biblioteca, conversa esta que poderia facilmente acabar em um tribunal caso Leonard não tivesse intervido. Em suma, Sheldon é sim uma criança muito inteligente que desenvolveu apenas a parte de seu cérebro reservada ao conhecimento empírico, mas é assim que ele faz desta uma das melhores sitcoms da TV. The Big Bang Theory precisa urgentemente ser mais reconhecida de tão boa que é. Ou pelo menos Jim Parsons.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

Fringe “1×11: Bound”: Uau! Que retorno foi esse, não? Olivia surpreendeu logo nos minutos iniciais, escapando de seu cárcere em uma cena eletrizante e mais uma caso bizarríssimo foi alvo das investigações de Walter e Peter (a criação de organismos unicelulares gigantes dentro do corpo de pessoas). Mas o melhor deste episódio foi, é claro, o confronto de Dunham om Mitchell e Samantha Loeb, que não apenas fazem parte da conspiração, como também estavam infiltrados bem debaixo do nariz do FBI. Pra complicar, o departamento Fringe Science está sendo investigado pela corregedoria (um pouco de clichê aí, mas tudo bem) e todo o capítulo seguiu no já característico clima de mistério, intrigas e insinuações. Pena que Fringe é sempre aquela série promissora que não acontece, pois até agora não podemos falar com orgulho de determinado episódio, como um The Constant de LOST, por exemplo. É só isso que está faltando pra essa série estourar e vez.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/01/2009 na FOX americana.

Damages “2×03: I Knew Your Pig”: Eu tenho a leve impressão que Damages jogou cartas demais na mesa neste início de temporada, mas não sei até que ponto isso é proposital. Estamos com um excesso de tramas paralelas que (i) confundem o espectador e; (ii) ainda não estão ligadas. Isso, à longo prazo, pode até ser solucionado com brilhantismo, mas os roteiristas precisam jogar algo mais contundente pra nós além do fato de Danny Purcell ser pai do filho de Patty e pequenas coisinhas aqui e ali. Sim, os dois têm uma história e isso já foi muito bem estabelecido desde o início, mas e daí? Damages perde sim alguns pontos por não encaixar bem suas histórias secundárias e nos deixar totalmente no vácuo das artimanhas que só Patty Hewes sabe que está fazendo. Eu fico vidrado em cada frame de Damages, mas este início de temporada está pra lá de confuso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 no FX americano.

Lie to Me “1×01: Pilot”: Eu simplesmente adorei os primeiros minutos de Lie to Me, em que o Dr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dá uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase 100% dos casos, se uma pessoa está mentindo,  com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polígrafos humanos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist, certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI) e Brenda Leigh Johnson (The Closer) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes também adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no início. A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem. Este é um desafio que irei acompanhar a partir de agora e vamos ver até onde vão.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×13: Stairway to Heaven”: Meus comentários sobre este episódios serão breves, pois ele traz a conclusão do caso que vínhamos acompanhando nas últimas resenhas. Que bom que Shonda Rhimes não rendeu-se ao sentimentalismo barato, evitando que os órgãos do serial killer fossem para o menininho e que, ao final, Grey foi lá testemunhar a execução do criminoso. Foi tudo muito bom, a cena final com Sheppard e Christina foi legal e tudo mais, mas é sério que eles precisavam daquela história do pênis quebrado de Mark Sloane? Sério mesmo? Poxa, Grey’s Anatomy estava indo tão bem sem essas bobagens e isso só serviu pra que o campeão de buscas no Google na semana fosse a expressão “broken penis”, com homens de todo o mundo morrendo de medo de que isso aconteça com eles. Pois é, eu pesquisei. 1) o pênis não é um osso. 2) A fratura peniana acontece no corpo cavernoso e é raro de acontecer. 3) Podemos seguir adiante, por favor, Shonda? Quem sabe com um final para o romance fantasma de Izzie e Denny que certamente já durou bastante tempo. Quero saber logo qual doença que ela tem pra eu pesquisar no Google se realmente é possível ela beijar e tocar um ente querido falecido na porta de um hospital.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na ABC americana.

The Office “5×12: Prince Family Paper”: Todo episódio de The Office que começa com uma das “pegadinhas” de Jim com Dwight já eleva o nível logo de cara (e essa foi uma das mais elaboradas de todas), mas ao contrário do capítulo anterior, o que veio em seguida não decepcionou. Na verdade, até surpreendeu. Enquanto Michael e Dwight saíram numa missão de espionagem empresarial, a ociosa filial de Scranton passou todo o episódio num inusitado jogo chamado: “Hillary Swank É Gostosa ou Não?”. Eu queria saber qual é o processo criativo dos roteiristas para atingirem algo tão brilhante e específico. Contadores e vendedores de papel travaram uma interminável discussão que envolveu até mesmo a utilização dos recursos do escritório para chegarem num veredicto. Já na Prince Family Paper, tivemos mais uma demonstração de que, apesar de estúpido, Michael tem um coração puro e(e que Dwight é o bronco de sempre). Provavelmente este foi melhor episódio da temporada! E afinal, a Menina de Ouro é gostosa ou não? Quero a opinião de vocês!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×09: Retreat to Move Foward”: 30 Rock segue num ritmo de altos e baixos nesta temporada, conseguindo arrancar enormes gargalhadas esparsas em episódios como esse, mas deixando um vazio entre elas. Eu já mencionei aqui que a trama anda muito desconexa e ao invés da piada funcionar dentro de um contexto, muitas vezes as “punchlines” entram sem tom, como se Tina Fey estivesse escrevendo um quadro para o Saturday Night Live. Muitas vezes, inclusive, eles passam tempo demais desenvolvendo uma esquete, que no final não tem uma conclusão satisfatória, como aconteceu com o caso da diabetes de Tracy. Gastaram preciosos minutos com uma embaraçosa atuação de Jack McBryer e os já cansativos exageros de Jane Krakowski, pra entregarem um final à lá Chaves. Desculpe Tina, mas dessa vez não deu de novo pra entrar no hype.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×12: A Disquiet Follows My Soul”: É justo que uma população inteira esteja constantemente à mercê de um governo militar e totalitarista? Este retorno de Battlestar Galactica, além de quebrar importantes paradigmas, inevitavelmente nos faz pensar: e se Adama e sua cúpula estiverem errados? Onde está a Justiça nisso tudo? Se um estado de exceção perdura por um período de tempo excessivamente longo, tornando a convivência diária insuportável, uma reorganização de poderes e responsabilidade é sim bem vinda e necess[aria. Por isso, eu não culpo as atitudes de Felix Gaeta e dos vários rebeldes que estão prestes a iniciar uma revolução na frota, numa aliança com Tom Zarek. Se não foi dada a palavra a estas pessoas (ou elas não foram levadas à sério), infelizmente não há outro jeito de conseguir atenção, senão com violência e rebeldia. A história nos mostra isso de forma incontestável. Nosso mundo foi feito assim e parece que o deles também será. Isso infelizmente acontece numa época em que o bebê híbrido some para dar lugar ao fruto cilônico que pode perpetuar a raça máquinas sem a nave da Ressurreição. O jogo está virando, crenças foram abandonadas e nos corredores de Galactica é possível trombar com Laura Roslin correndo contra o tempo que ficou alienada a uma vã profecia. É hora de reconstruírem a história e faltam só 8 episódios! Que série maravilhosa!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da incrível estreia de LOST, fazemos a cobertura toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição do episódio nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série, que é a penúltima!

Certamente notaram a ausência dos comentários sobre a 5ª hora de 24 aqui. Mas eu explico: a cada temporada, eu escolho algumas séries para seguir fora da Semana em Série, de forma que ela receba mais destaque. Assim, separarei um dia só pra falar das aventuras de Jack Bauer, assim como já faço com LOST! Ainda esta semana eu solto as minhas impressões sobre “7×05: 12:00pm-13:00pm“. E vocês, o que acharam dos episódios da semana passada e das estreias de United States of Tara e Lie to Me? Aguardo a opinião de todos os leitores, inclusive os que passam aqui diariamente e não comentam, ok?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Big Love, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Lie to Me, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , , , , , ,
26/01/2009 - 03:17

A Semana em Série: 11/01 a 17/01

Alerta de Spoiler - Brasil
Finalmente regularizados os posts da Semana em Série, conforme prometido! Hoje lanço os pendentes e amanhã sai uma fornada nova com os comentários dos episódios da semana passada. Shall we?

Gossip Girl “2×15: Gone With the Will”: Com todas as fichas ainda em Chuck Bass, a série perde muito do seu potencial dramático, já que o garoto em si não é lá tão interessante. Mas á a boa adição de Desmond Harrington (de Dexter) como Jack Bass, conseguiu agitar a família, com a mega armação que o tio e guardião do garoto-problema fez perante a Diretoria da Bass Industries. Apesar de saber que nada é perene no Upper East Side de Manhattan, Chuck caiu como um pato no esquema e mereceu este “wake-up call” da vida. Ah, e já notaram como que irritante da Vanessa é sempre sem querer o pivô das principais intrigas e confusões? Dessa vez ela abriu demais o bico (ou o blackberry) e complicou a situação dos Van der Woodsen/Humphrey, que têm um denominador em comum (um meio-irmão pra todo mundo) e que em breve deverá fazer sua aparição à lá 90210. Agora, nada é mais bobo que aquela irmandade das meninas más que chega a provocar ânsia de vômito de tão fútil e superficial. Se bem que este é um dos efeitos colaterais de acompanhar uma série sobre os adolescentes socialites de NY, não é? Mas só de ver Blair linda daquele jeito esperando pelo inconsequente do Chuck já valeu a pena. Veremos como isso irá se desenrolar…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/01/2009 na CW americana.

How I Met Your Mother “4×12: Benefits”: Ao contrário de muitas sitcoms que  ficam estagnadas e clamam por arcos episódicos, How I Met Your Mother é um dos poucos exemplares do gênero que atinge os seus melhores momentos quando organiza o seu texto em forma de crônicas isoladas. Ainda que a química entre Josh Radnor (Ted) e Colbie Smulders (Robin) seja quase negativa, a idéia dos prós e contras dos “amigos com benefícios” foi muito bem pensada e é essa a linha que a série precisa seguir: criando histórias paralelas que nunca mais vão ser retomadas, How I Met Your Mother torna-se atemporal, como muitas vezes ocorria com Friends nos seus anos de glória. Ponto pra essa galera!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/01/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×12: The Killer Robot Instability”: Numa simples “regra de 3″, podemos dizer que Jack Bauer está para 24 assim como Sheldon está para The Big Bang Theory. Este episódio trouxe a teoria incontestável de que bastam os holofotes rapidamente focarem em outra personagem que a fórmula fica parcialmente insustentável. Todos eles, Wollowitz, Raj, Leonard e Penny têm apenas uma função nesta comédia: servirem de escada para o sempre brilhante  Sheldon de Jim Parsons. Não sei como esse rapaz ainda não foi indicado (e venceu) todas as premiações do ramo, pois sua atuação muitas vezes supera a de Alec Baldwin ou Steve Carell, por exemplo. O caso do robô e da crise de consciência de Howard foram bobos e só no final, quando descobrimos que ele continua um ser incorrigível, é que todo o episódio valeu a pena. As cenas dele com Penny soaram forçadas (até mesmo para uma sitcom) e sabemos que Chuck Lorre e Bill Prady ultimamente vêm entregando coisas muito melhores. Tomara que não percam o ritmo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/01/2009 na CBS americana.

Friday Night Lights “3×13: Tomorrow Blues”: Acabou, e da melhor maneira possível. Antes de entrar naquele incansável drama de escolha de universidades e separação de elenco, Friday Night Lights encerrou grande parte de sua história de forma definitiva e digna, deixando espaço para uma continuação apenas caso esta venha a acontecer. Após o fim do campeonato, o foco deixou o coletivo e fixou-se nas personagens que individualmente conduzem este ótimo drama nos dias da semana que não têm jogos.  Testemunhamos a redenção de Tyra e sua reconciliação final com Landry (o que, de certa forma, foi a redenção dele também). Vimos Matt Saracen abandonar um efêmero sonho em prol de sua família e por fim o destino de Lyla e dos Riggs foi selado como deveria. Nem tudo ficou tão bem, já que com a cidade dividida, o dinheiro e o poder dos McCoy conseguiram afastar o treinador Eric dos Panthers, depois de ter dado sua alma por aquele time. Independente do que aconteça, a nova casa dos Taylor será o East Dillon Lions e este é um desafio que precisará ser aceito. Friday Night Lights é talvez a série mais grandiosa em pequenos momentos atualmente em exibição, e tomara (mesmo) que eles consigam ficar pra mais um ano. Eu vou adorar ver os Lions de Taylor acabar com a raça dos novos Panthers de McCoy.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/01/2009 no canal The 101 da DirecTV americana.

Damages “2×02: Burn It, Shred It, I Don’t Care”: Que ingenuidade a minha achar que um fato ou uma “verdade” apresentada em Damages é definitiva, como a de Daniel Purcell e a morte de sua esposa. Depois de mais de um ano parece que eu me esqueci que todo mundo tem seus segredos sórdidos, prontos para serem liberados em surpreendentes flashes. Patty Hewes convenientemente senta-se no posto de vítima da história, enquanto nós ficamos no meio de toda essa complicada conspiração que mal começou a ser ventilada. A ordem agora, ao meu ver, é a de não confiar em ninguém, ao invés de tentar entender o que está acontecendo: desde aquela “vibe” meio Erin Brockovich no interior até as conversas de Purcell com Claire Maddox (Marcia Gay Harden). Isso sem contar que Ellen está dando muita bandeira por aí com o pessoal do FBI. Lembrarei o tempo todo de não confiar nem neles também… Damages amadureceu e, por enquanto, é o que basta saber. Confesso que estou perdido no meio de tantos nomes e fatos, mas esta aparenta ser a intenção.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/01/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×12: Sympathy for the Devil”: Shonda Rhimes sabe conduzir temas complicados com a devida sensibilidade, sem apelar para o óbvio e para os clichês. Grey’s Anatomy entrou em um importante arco com o serial killer no corredor da morte que detém a chance de salvar um garoto moribundo, colocando esta delicada situação bem no meio do relacionamento entre Derek e Meredith de forma subliminar. Contudo, não podemos dizer que a visita da mãe de Sheppard veio no melhor momento, pois além do casting inadequado, a personagem entrou e saiu sem acrescentar nada à história. Não acho também que o romance entre Christina e Hunt está empolgando (pelo contrário), mas, em contrapartida, o criticado “caso fantasma” de Izzie com Denny vai ficando cada vez mais interessante, pelo mistério que está sendo construído em torno do problema que ela tem. Os diálogos que ela trava com seu ex-amante podem muito bem ser interpretados como um conflito pessoal, claramente ligado a um mal em sua mente. No geral, esta segunda parte da 5ª temporada já está mais satisfatória que praticamente todo o 4º ano (o que não é muito difícil, convenhamos). Mesmo assim, a série segue num bom ritmo e a continuação deste arco promete. Será que o assassino doará seus órgãos ao garoto? Saberemos no próximo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/01/2009 na ABC americana.

30 Rock “3×08: Flu Shot”: Agora sim 30 Rock voltou a merecer seus “200″ Emmys e Globos de Ouro! Que bom que Salma Hayek ficou pra mais um episódio, continuando o caso que iniciou com Donaghy. Mas graças à falta de tempo dela, todos os programas e passeios precisaram ser feitos na companhia de um velho senil que ela tomava conta: de uma passeio no parque até um jantar de gala no Rainbow Room. Mais nonsense e hilário, impossível. Tina Fey (e sua equipe) ainda conseguiram se superar com a história da falta de vacina contra pneumonia, que deixou todos na NBC como zumbis. Aliás, as aparições do Dr. Leo Spaceman são raras, mas sempre fenomenais. Se continuar assim, não vai ter pra ninguém no próximo Emmy. De novo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/01/2009 na NBC americana.

The Office “5×11: The Duel”: The Office especializou-se em criar cenas de abertura absolutamente fantásticas, como esta em que os integrantes da filial testavam suas “velocidades” no radar que Angela mandou instalar na porta do Scranton Business Center. Infelizmente o restante do episódio, como está ficando comum nesta temporada, não ficou à altura de sua cena inicial. Apesar de promissor, o duelo entre Dwight e Andy foi desanimador, ainda que rendendo algumas risadas aqui e ali. Outro caso que ficou no ar foi o resultado positivo de Michael durante a crise financeira, pois como Wallace bem disse, “alguma coisa certo ele fez”. O episódio, contudo, foi embora e não disse como ele conseguiu isso. Adoro The Office e a série é, no mínimo, sempre agradável. Mas devemos reconhecer que a temporada está sem um foco, empalidecendo-se perante as anteriores.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/01/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×11: Sometimes a Great Notion”: É notória a evolução de Battlestar Galactica como série ao longo de suas poucas temporadas. Um drama que foi sempre brilhante apesar de suas limitações, aprendeu a crescer com elas e hoje tornou-se uma obra prima da televisão. As guerras, que antes eram travadas entre naves com Cylons de um lado e humanos do outro, hoje são executadas até mesmo em pequenos quartos da estação Galactica, muitas vezes com seres de ambas espécies em lados comuns (ou opostos). Sim, descobriram a Terra, mas um planeta totalmente inabitável de onde partiram a 13ª tribo (só que de Cylons), revirando as crenças mais profundas de Laura Roslin e colocando dúvidas em todas as mentes do alto escalão da tripulcação. Eu até me incomodaria com a incontável quantidade de perguntas levantadas por este episódio, mas sabendo que a série está quase em seu derradeiro final, alegro-me de pensar que os próximos nove capítulos inevitavelmente trarão uma jornada incrível rumo a algo inesperado. Então os cinco cylons finais eram terráqueos, mas seriam mesmo cinco? Se Ellen renascerá ao lado de Tight, como o corpo de Starbuck estava lá? Como Starbuck está viva? Intenso. Dramático. Formidável. Por enquanto é só isso que consigo pensar deste retorno. Especialistas em Galactica, me ajudem! Estou mais perdido que Tim Kring escrevendo sobre viagem no tempo!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da estreia de LOST, fazemos toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série!

Ufa! Amanhã trarei aqui os comentários dos dramas e comédias da semana passada, incluindo a 5ª hora de 24 e as estreias de Lie to Me, United States of Tara e o retorno de Big Love! Fique liGado!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Battlestar Galactica, Damages, Friday Night Lights, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , , , , ,
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