Glee | LiGado em Série, com Bruno Carvalho
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Arquivo da Categoria Glee

03/08/2010 - 00:01

Novidades da Segunda Temporada de Glee

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Durante o painel de Glee na Comic-Con 2010, o co-criador Ryan Murphy revelou alguns detalhes sobre o que podemos esperar do segundo ano da série. Murphy afirma que a temporada será intimista, focando mais nas personagens centrais da história, mas com eventuais destaques também para Brittany, Tina e Artie. Quanto a participações especiais, foi revelado que Kristin Chenoweth estará de volta, assim como a veterana da Broadway Idina Menzel, que interpreta a mãe de Rachel. Os episódios com tributos também devem continuar, e já sabemos que teremos mais uma homenagem à Madonna assim como um especial temático com músicas de Britney Spears. Murphy revelou que tem interesse também em produzir um especial com o catálogo de Michael Jackson, mas ainda não há nada acertado. Glee promete ainda revisitar grandes musicais de época como oThe Rocky Horror Picture Show. O filme foi lançado em 1975 na Inglaterra e é referência cultural até hoje. Murphy validou a informação após o ator Chris Colfer (Kurt) mencionar que gostaria de fazer o “Time Warp”, movimento da dança central da atração. A data de estreia da nova temporada está prevista para o dia 21 de setembro nos Estados Unidos, sem previsão de volta no Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee, Notícias Tags: , , , ,
14/06/2010 - 00:01

Glee [Season Finale]

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Glee (1×21: Funk; 1×22: Journey): Glee iniciou sua 1ª temporada de forma até promissora, mas seu desempenho foi bastante prejudicado pelo excesso de divulgação, cultuação, dublagens e pela falta de uma estrutura narrativa coerente. O penúltimo episódio, Funk, foi um bom exemplo disso. O capítulo transcorreu limitando-se a repetir a expressão “funk” a cada diálogo, denotando a falta de um roteiro sólido sustendando-o. Afinal, no 45º minuto do 2º tempo a série resolveu abordar a competição entre os corais escolares, que há muito tempo estava de lado. Mesmo assim, não tivemos nenhuma preparação ou um arco narrativo decente para adentrarmos ao capítulo final com a disputa pelos Regionals. E mais uma vez Glee optou pela desconstrução de personagens na tentativa de fazer graça criando aqueles ilógicos momentos entre Will e Sue, enfraquecendo um dos poucos aspectos da série que funciona, que é a rivalidade entre os dois. Já Journey focou grande parte da atenção em Quinn e no nascimento de seu bebê, sendo que a própria série havia relegado a história da jovem mãe a segundo plano desde o retorno no mid season. Isso sem contar na situação de Rachel e sua mãe que, além de mal apresentada, sequer foi satisfatoriamente concluída. No final, a comédia musical resolveu apelar para a emoção barata para encerrar o ano escondendo suas diversas falhas. Cansei de ler comentários sobre como foi um final “tocante, emocionante” etc. – e pode até ter sido -, mas no geral esta foi uma temporada de estreia fraca, sustentada apenas pelo hype, ainda que seus defensores digam que é “pura diversão” ou que não é pra “ser levada à sério”. Glee agora não é mais novidade, por isso quero muito ver como farão para sobreviver mais duas temporadas inteiras subestimando a inteligência do público desta forma.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: , ,
01/06/2010 - 00:01

Glee

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Glee (1×18: Laryngitis; 1×19: Dream On; 1×20: Theatricality): Glee mais uma vez revelou-se como uma série efêmera e, por isso, cada vez mais difícil de ser levada à sério. E sim, pra funcionar, ainda que como uma comédia musical, uma produção precisa nos fazer acreditar nas situações daquele universo, por mais absurdo ou irreal que seja. Em Laryngitis vimos o extremo oposto disto, pois o roteiro constantemente sabotou suas intenções desconstruindo as personagens apenas para (tentar) fazer uma graça momentânea. Ora, quem aqui conseguiu levar pra frente a ideia do casal Puck e Mercedes ou Kurt bancando o hetero? Ninguém. E se a série não consegue se convencer disso, como quer que o público se envolva com estas situações que sabemos que darão em nada? As músicas foram outro ponto negativo de Laryngitis, destroçando o clássico One do U2 e ainda trazendo um pavoroso e artificial número R&B com Mercedes e Santana. Sem Rachel cantando (e ela estava com amigdalite e não laringite, o que torna o título do episódio inexplicável), a parte musical também não avançou aqui. Mais uma vez reitero que à exceção da Sue Sylvester de Jane Lynch, Glee tem algumas das personagens mais voláteis e mal construídas da TV, pois o roteiro limita-se a colocá-las nadando à favor das marés e modinhas criadas. Isso sem contar na barata tentativa de emocionar o espectador com o surgimento daquele menino tetraplégico trazendo uma mensagem que até agora não sei qual é.

O capítulo seguinte, Dream On, dirigido por Joss Whedon (Buffy, Dollhouse) limitou-se a colocar o programa Glee Club em risco de ser encerrado mais uma vez, repetindo a batida storyline que tomou conta desta 1ª temporada. Nem a participação de Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother) como o auditor carrasco que no final das contas apenas queria ser uma estrela dos musicais foi capaz de salvar o episódio, apesar de contar com números mais elaborados. O problema é que o excesso de dublagem e auto-tune (software que corrige timbres) continua irritante e comprometendo os resultados. Afinal, Glee é sobre um coral escolar e cada vez mais as apresentações estão over produzidas. Seria mais interessante se mais momentos como aqueles vistos no já melhor Theatricality aparecessem na tela: os garotos cantando para Quinn e o dueto Poker Face de Rachel com sua mãe, ambos no estilo acapella. Por falar nisso, a história do reencontro das divas foi mais um exemplo da velocidade em que as situações se apresentam e são concluídas, ainda que eventualmente retomadas mais tarde como foi o caso das “diferenças” entre Finn e Kurt. Com muitos episódios encomendados e, aparentemente, pouca história pra contar, os capítulos soam vazios e repetitivos. A série deveria focar mais no campeonato estadual pelo qual todos praticam semana após semana, mostrando a evolução do grupo, os outros competidores etc. Ah, sim: e deveriam trazer Sue Sylvester de volta urgentemente. Cadê ela?
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: , , , ,
10/05/2010 - 15:01

Glee: Bad Reputation

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Glee (1×17: Bad Reputation): Esta semana Glee ficou no meio termo. Não foi exagerado como o capítulo de Madonna, mas acabou ficando aquém do último Home, que teve Kristen Chenoweth, apesar de levemente divertido. O tema da “má reputação” deu uma agitada na turma e criou algumas performances interessantes como Ice Ice Baby (mas eles precisam segurar a mão na dublagem de Will) e  Total Eclipse of the Haert. Uma pena que o desfecho foi meio capenga com aquela cena da conversa de Schuester com Quinn, que realmente ficou apagada pelo roteiro desde a volta. Agora, eu não estou entendendo a necessidade que a série tem de constantemente colocar Sue Sylvester em um vídeoclipe fora de contexto e sem o menor propósito. Soa desesperador, artifical e é desnecessário e bobo todas as vezes. Poxa, Jane Lynch é o maior “ativo” que eles têm e o enfraquecimento da antagonista desta forma só é prejudicial à própria comédia. Sue fica muito melhor gritando com as cheerios e arrumando confusão com o Glee Club do que brincando de fazer covers à la Marcos Mion. Não entendi também a veloz participação de Molly Shannon como uma potencial rival da treinadora, que no fim das contas ficou só na ameaça. Espero que ela retorne, pois esta também é uma ótima atriz que não pode ser desperdiçada. Bad Reputation, assim, soou como um episódio incompleto e, por falar nisso, como não tivemos uma versão de “Bad Reputation” de Joan Jett & The Blackhearts no repertório? Ficaram devendo essa…
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: , , ,
10/05/2010 - 00:01

Episódios e Cotações

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Alerta de Spoiler - Brasil
FlashForward (1×17: The Garden of Forking Paths; 1×18: Goodbye Yellow Brick Road): Antes tarde do que nunca, FlashForward apresentou uma melhora brutal nestes dois episódios em epígrafe, comparados com o desenvolvimento da trama nas últimas semanas. Em The Garden of Forking Paths realmente tivemos avanços, com os acontecimentos do trágico dia 15 de Março, data anunciada como a da morte de Demitri. E pela primeira vez explicando de forma mais clara como os flashforwards funcionam (são projeções do futuro que podem variar), o capítulo encerrou o arco de Dyson Frost e trouxe um tom imediatista à série, com a luta de Mark contra o tempo e a descoberta da tal “data final” de 12 de Dezembro de 2016. Já Goodbye Yellow Brick Road, apesar de menos intenso, também conseguiu ser satisfatório com flashbacks que realmente acrescentaram algo, revelando o papel de agente tripla de Janis – algo que eu (e aposto que a maioria) não esperava. O drama precisa continuar assim, mais focado e gastando menos tempo com subtramas desnecessárias como vinha acontecendo.

V (1×08: We Can’t Win; 1×09: Hertic’s Fork): Considerando estes dois últimos episódios em especial (fora o restante), não consigo mais enxergar futuro em V. Com 9 episódios exibidos o drama continua tão estacionado quanto as 29 naves de Anna ao redor do mundo. A série simplesmente se recusa a avançar, apresentando traminhas menores e em nenhum momento fica possível vislumbrar uma verdadeira resistência global da tal “Quinta Coluna” contra os visitantes. Tudo é muito pontual e local, como se apenas a turminha de Elizabeth Mitchell (que, não canso dizer, está desperdiçada nesta série) estivesse “por dentro” da agenda dos extraterrestres. Com relação aos efeitos, eles conseguem piorar a cada capítulo e somente aquela demonstração da “energia azul” foi de causar vergonha alheia, num espetáculo negativo a parte. Eu ficaria muito surpreso se a série ganhar uma nova temporada.
Half Star

Happy Town (1×01: In This Home on Ice; 1×02: I Came to Haplin for the Waters): Uma série de suspense que não assusta ou intriga é o mesmo que uma comédia que não faz rir ou um drama que não comove. Esta é Happy Town, a nova intenção da ABC americana no segmento (eu ia dizer “aposta”, mas seria exagerar). A historia é a mais pedestre possível, a de uma cidadezinha do interior americano que vive às sombras de terríveis crimes do passado, conduzidos por um tal de Magic Man, o assassino que fazia pessoas desaparecerem. A execução, então, é tão rasteira quanto sua premissa e chega entupida de clichês. Isso sem contar nas atuações, em especial a constrangedora performance de M.C. Galney (o Tom “Zeke” de LOST). Eu não perderei (mais) tempo com Happy Town, pois acredito que é impossível escapar do cancelamento. O 2º capítulo (que eu não consegui terminar de tão ruim), fez a imprensa americana apelidar a série de “Crappy Town”. Não dá.

House (6×17: Knight Fall; 6×18: Open and Shut; 6×19: The Choice): Aquele episódio de House com os cavaleiros conseguiu ser um dos piores e mais bobos de toda a série, reforçando que esta 6ª temporada está realmente inconsistente. Onde estão as reviravoltas, os casos geniais, as sacadas brilhantes do roteiro que foi sempre afiado? House já foi melhor. Open and Shut, além de trazer Sarah Wayne Callies (Prison Break) totalmente desconfortável interpretando uma mulher com um “casamento aberto”, foi um capítulo vazio e sem rumo. E principalmente por estarmos bem avançados na temporada, não consegui compreender ainda qual vai ser o arco final. Nem mesmo a participação de Cynthia Watros (LOST) conseguiu dar uma renovada no marasmo que a série entrou. Não estou mais conseguindo levar House (o drama e a personagem) à sério, ainda mais depois do pálido The Choice, que apenas em seus instantes finais deu a entender que vai começar a trabalhar o arco final. Definitivamente está faltando algo aí e espero que a série consiga virar o jogo até o final da temporada – que, inclusive, será a menor de todas até hoje (com apenas 21 episódios).
Half Star

Episódios Recém Assistidos e Cotações:

30 Rock (4×19: Argus): Half Star
30 Rock (4×20: The Moms):  Half Star
The Office (6×22: Body Language): Half Star
The Office (6×23: The Cover-Up):
How I Met Your Mother (5×21: Twin Beds): Half Star
The Big Bang Theory (3×20: The Spaghetti Catalyst):

Entre as citadas sitcoms, The Office e The Big Bang Theory seguem praticamente imbatíveis, enquanto 30 Rock e How I Met Your Mother continuam com sinais de desgaste. Ora, a comédia de Tina Fey era constantemente genial nas primeiras temporadas, mas agora os esforços para fazer graça (em sua maioria) soam auto-indulgentes, com boas tiradas (como aquela da mãe de Liz ter trabalhado como secretária na Sterling Cooper, agência de Mad Men) aparecendo com pouca frequência Já Mother está perdendo o seu brilho. Barney cada vez menos “legendary” e nenhum sinal ou referência sobre a esposa de Ted em plena reta final da temporada.

E outra: as melhores sitcoms da atualidade, quem diria, são Parks and Recreation e Community: duas séries que começaram tímidas, mas que estão dando um verdadeiro banho nas veteranas. Esta última, inclusive, atingiu o status de obra-prima com o último capítulo exibido (1×23: Modern Warfare), como bem lembrou o crítico e colega Pablo Villaça no Twitter. Já estou preparando o Season Pass delas e acho que é hora de dar mais espaço a elas aqui no blog a partir da próxima temporada.

Nurse Jackie (2×06: Bleeding):
Nurse Jackie (2×07: Silly String): Half Star
United States of Tara (2×06: Torando!):
United States of Tara (2×07: Dep. of Fucked Up Family Services):

Outra produção que apresentou uma constante melhora foi United States of Tara, que agora segue praticamente empatada com sua companheira de Showtime, Nurse Jackie. Estas, claro, são comédias (em sentido mais amplo) que certamente marcarão presença na próxima leva de premiações de Hollywood, ambas com destaque para as excelentes atuações de suas protagonistas Edie Falco e Toni Collette.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, FlashForward, Glee, Happy Town, House, How I Met Your Mother, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara, V Tags: , ,
04/05/2010 - 00:01

Glee: Home

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Glee (1×16: Home): Apesar de tudo que eu disse (e reitero) sobre o episódio de Glee com as músicas de Madonna, sempre afirmei em minhas resenhas que eu gosto da série e ótimos episódios como este Home são o motivo. Finalmente dando início de verdade a esta segunda metade da 1ª temporada, o capítulo formou-se em torno do tema “lar” e a partir daí conseguiu trazer uma história bem contextualizada (sem vídeoclipes soltos entre um bloco e outro). Isso pode muito bem ser observado através dos números musicais que, ao contrário do que aconteceu na semana anterior, aqui foram todos orgânicos à trama – ainda que com as liberdades poéticas e excessos de praxe. As músicas, em especial o dueto Fire de Will e April logo no início, foram excepcionais, culminando no ápice Beautiful de Mercedes durante a apresentação das cheerios. Aliás, não sei porque Kristin Chenoweth não entra logo para o elenco regular, pois devido ao seu notório background com musicais na Broadway, suas participações formam sempre um par artístico e ideal com a série. Os instantes finais com ela cantando a música Home do filme The Wiz foram acima da média de toda a temporada e muito bem justificados pelo roteiro, diga-se de passagem. Em Home, Glee também resgatou sua premissa ao voltar a abordar temas relevantes do universo adolescente, aqui representados pelos dilemas da família de Finn e a pressão social que a cultura da magreza pode causar em jovens. Foi um episódio mais sisudo que o normal, sim, mas nada que as divertidas aparições e referências de Sue Sylvester não resolvam. Jane Lynch é uma atriz com talento interminável que merece e merecerá todos os prêmios a que for indicada e receber na próxima Awards Season. Glee precisa de mais capítulos assim.
Cotação Bruno Carvalho:

Music Guide de 1×16: Home.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: , , , , , , ,
26/04/2010 - 00:01

Glee: The Power of Madonna

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Glee (1×15: The Power of Madonna): É inegável a importância de Madonna na música e na cultura pop em geral ao longo das últimas décadas e por isso é praticamente indiscutível o apelo deste aguardadíssimo The Power of Madonna. E sim, eu quis dizer que Glee foi apelativo, tentando condensar o máximo de informações e músicas da diva nos 40 minutos, e criando um episódio estruturalmente falho e totalmente sem coerência com a série. E você aí, fã de Glee que já está preparando um comentário nada afável dirigido à minha pessoa, pare um pouco e tente relembrar como o capítulo foi construído: de uma hora pra outra Sue Sylvester surta e decide que vai tocar músicas de Madonna o dia todo na escola – estrategicamente com o CD novo da cantora nas mãos – o que acaba influenciando as cheerios e o New Directions a criarem números com os hits. Até aí tudo bem, esta é uma comédia musical mesmo. Mas à exceção das cenas que tiveram as canções Like a Virgin, 4 Minutes e What It Feels Like for a Girl, o capítulo praticamente se limitou a desfilar de forma nada orgânica videoclipes ultra-produzidos (assista mais abaixo) e números musicais caríssimos apenas para constar. Em determinado momento, por exemplo, Finn vira pra Rachel e diz algo como: “vamos ali no auditório que eu organizei um novo número com Madonna” e instantaneamente estão todos em um palco mega iluminado cantando Like a Prayer com um coral gigante que apareceu do nada e, o que é pior, PRA NINGUÉM VER! Custava que tal apresentação fosse, por exemplo, para arrecadar fundos para o programa Glee Club, um ensaio mais descontraído ou algo do tipo? Algo que não ficasse exacerbado o compromisso da produção apenas com audiência instantânea? The Power of Madonna claramente foi concebido às pressas tão logo os produtores obtiveram a autorização para utilizar o catálogo de Madonna. Não gastaram tempo com o menor refinamento de roteiro. Afinal, Glee não precisa se esforçar. Basta enfiar cultura pop na goela do espectador para arrancar aplausos de pé e inevitáveis ofensas (que virão) abaixo. Foi um enorme e competente videoclipe, mas um fraco episódio da série.
Cotação Bruno Carvalho:

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Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: ,
23/04/2010 - 00:01

FOX Brasil Confunde o Espectador e Fã de Glee

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Na resenha de Glee no post anterior um leitor me acusou de estar fazendo uma campanha “difamatória” sobre o número de temporadas da série, pois constantemente afirmo que a 1ª temporada de Glee ainda não acabou nos EUA (e muito menos no Brasil). Todos os dias no Twitter, inclusive, sou questionado sobre quando a “2ª temporada vai começar”. Acontece que quem está difamando a contagem de temporadas de Glee é a FOX brasileira (veja aqui) que, por somente poder voltar com os novos episódios no 2º semestre de 2010, engana os espectadores com chamadas e promos dizendo que a 1ª temporada acabou no episódio 13, Sectionals. Tudo isso para acalmar os ânimos e evitar o desgaste com a demanda dos fãs pela continuação que tardará. A 1ª temporada de Glee NÃO acabou. O episódio Hell-O comentado hoje tem o número de produção “1×14″, como está indicado. O “1″ é de 1ª temporada. O “14″ é de 14º episódio. O episódio seguinte de Glee, que se chama The Power of Madonna, tem o número de produção “1×15″, ou seja, 15º episódio da 1ª temporada, que terá ao todo 22 episódios. É certo que séries podem ter 4, 8, 10, 12, 15, 20, 22, 24, 25, 27 ou até mais de 40 episódios por temporada, como é o caso de In Treatment. Quem define isso não sou eu, como o leitor acusou, mas sim a própria produção. A 1ª temporada de The Office, por exemplo, teve apenas 6 episódios. Já o 2º ano de Grey’s Anatomy teve 27! Eu nunca generalizei afirmando que uma temporada tem que ter 22 episódios pra ser considerada “temporada”. Essa, contudo, é apenas a média da TV aberta americana – primeiro os canais encomendam 13 episódios e, se audiência é boa, eles encomendam mais 9, o que é chamado no ramo de “Back-Nine Order”.

Na TV paga de lá, por exemplo, as coisas são diferentes e a média é de 12 capítulos por temporada (vide True Blood, Dexter etc.), mas não obstante podemos ver séries de TV paga com mais ou menos que 12 episódios. Isso varia de canal pra canal, de série pra série. No caso de Glee está DEFINIDO pelo canal FOX USA que a 1ª temporada terá 22 episódios. Tal definição partiu da emissora e isso pode ser verificado tanto no site da atração quanto em sites especializados como o TV.com. Toda vez que vocês quiserem saber em qual episódio ou temporada uma série está, basta usar a busca do TV.com. A produção da 2ª temporada de Glee, cuja previsão de estreia é por volta de Setembro/Outubro de 2010 nos EUA, sequer começou! Eles acabaram de gravar o episódio “1×22″ esta semana e depois vão fazer turnê de shows! Além disso, o DVD de Glee lançado nos EUA tem claramente os dizeres “GLEE – SEASON 1 – VOLUME 1 – ROAD TO SECTIONALS“, ou seja, é apenas a 1ª parte que contém os 13 episódios iniciais. O DVD com o volume 2 com os outros 9 será lançado quando a 1ª temporada realmente terminar, lá pra Junho. Estive nos EUA há pouco tempo e em nenhum momento a FOX americana está anunciando a 2ª temporada de Glee pra agora. Pelo contrário, o erro é daqui e perpetuado pela FOX brasileira que está enganando seus espectadores para não evidenciar os longos meses de atraso. Espero que tenha esclarecido aos que tinham dúvidas sobre Glee e sobre como funciona o esquema de temporadas das séries em geral.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee, Notícias Tags: , , , , ,
22/04/2010 - 14:01

Glee: Hell-O

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Glee (1×14: Hell-O): Glee está de volta: muita música, muito hype, alegria e descontração. Todos sabem das ressalvas que tenho com a série, embora eu consiga me divertir sem ter que levá-la à sério demais (como muitos por aí fazem). Mas o grande problema do retorno (e da série como um todo), ao meu ver, é a efemeridade das personagens e situações. Tudo é muito volátil em Glee: em um momento Rachel está completamente apaixonada por Finn, mas este não quer saber do relacionamento; daí segundos depois (sim, segundos) ela conhece outro rapaz, canta um dueto numa livraria e Finn instantaneamente já é “passado”. Ao todo isso ocorreu em menos de 10 minutos. Ah, e Finn agora já não tem mais dúvidas e quer ficar com Rachel “custe o que custar”. Fora que o “ápice dramático” no New Directions é alguém sair do grupo ou ser ameaçado de expulsão – o que ocorre sistematicamente desde o piloto. Contudo, não tenho somente críticas à série: o núcleo “Sue Sylvesver”, graças ao incomensurável talento de Jane Lynch, é capaz de produzir os melhores momentos da comédia musical e o romance do Sr. Schuester com Anna Emma retornou de forma bem interessante. Os números musicais em Hell-O foram, mais uma vez, um show à parte: teve a ótima versão de Gives You Hell protagonizada por Rachel e o destaque ficou com número final Hello Hello Goodbye. É preciso relevar muita coisa em Glee (especialmente o roteiro e algumas interpretações), já que no final das contas a série é capaz de trazer um leve e indolor entretenimento.
Cotação Bruno Carvalho:

Na FOX Brasileira a 1ª temporada de Glee, que terá 22 episódios, somente retorna no 2º semestre e em data ainda não definida pelo canal. Leia: FOX Brasil Confunde o Espectador e Fã de Glee.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: , , , , , ,
26/03/2010 - 00:01

Renovações e Cancelamentos de Séries: As Chances

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Esta semana a publicação Entertainment Weekly atualizou a lista com as probabilidades de cancelamento e renovação das produções atuais. As séries americanas, em sua maioria, são produzidas por companhias e estúdios sob encomenda dos canais de televisão que as custeiam. Assim, vários fatores, mormente econômicos, influenciam nas decisões sobre a continuação ou não de determinada atração. Todo ano, por volta do mês de Maio, os canais abertos de lá realizam o chamado Upfront, que é o anúncio oficial do lineup das próximas temporadas para a imprensa e anunciantes, com destaque especial o Fall Season, período no outono americano onde se concentram as maiores estreias. Confira o sumário das chances de cada uma, além da lista das que já sabemos que estão renovadas ou canceladas para a próxima temporada:

Séries Oficialmente Renovadas: Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Amazing Race, The Big Bang Theory, The Good Wife, How I Met Your Mother, NCIS: Los Angeles, Survivor, Two and a Half Men, American Dad, Bones, The Cleveland Show, Family Guy, Glee, Fringe, The Simpsons, 30 Rock, Community, Friday Night Lights, Law & Order, The Office, Parks and Recreation, 90210, America’s Next Top Model, Gossip Girl, Smallville, Supernatural, The Vampire Diaries, The Apprentice, Undercover Boss. [atualizado 30/03] Castle.

Séries Com Boas ou Grandes Chances de Renovação: Com boas chances temos CSI: NY, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Lie to Me, Celebrity Apprentice e, com grandes chances, temos Brothers & Sisters, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy, Private Practice, Criminal Minds, CSI, CSI: Miami, The Mentalist, NCIS, American Idol, House, Law & Order: SVU.

Séries com 50% de Chances de Renovação: Accidentally on Purpose, Medium, The New Adventures of Old Christine, Rules of Engagement, Human Target, Chuck, Heroes, Mercy, Life UneXpected, One Tree Hill.

Séries em Risco de Cancelamento ou Praticamente Canceladas: Better Off Ted, FlashForward, The Forgotten, Cold Case, Numb3rs, Brothers, Trauma, Melrose Place e V. Na TV paga: Damages.

Séries Oficialmente Canceladas: Hank, Ugly Betty, LOST, Three Rivers, Dollhouse, Past Life, ‘Til Death, Scrubs, The Deep End, Raising the Bar, 24 Horas. Na TV paga: Saving Grace, Nip/Tuck, Monk.

Vale lembrar que as séries de TV a cabo Californication, Dexter, Nurse Jackie, United States of Tara, Weeds, Big Love, Bored to Death, Entourage, Hung, In Treatment, The Ricky Gervais Show, True Blood, Mad Men, Breaking Bad, Sons of Anarchy, Burn Notice, Royal Pains, The Closer, Men of a Certain Age, Spartacus: Blood and Sand, Party Down, Greek, Secret Life of the American Teenager, Secret Diary of a Call Girl, White Collar e HawtoRNe já estão com novas temporadas garantidas e/ou prontas para estrear nos próximos meses nos EUA! O status de outras produções não mencionadas acima não foram publicados pois não existem informações contundentes e/ou oficiais a respeito.

Nota explicativa: em termos técnicos, uma série é considerada “cancelada” quando sua produção é suspensa definitivamente, independente do motivo, seja por encerramento planejado pelos showrunners ou por imposição do canal. Algumas séries canceladas podem ser “salvas” por um canal rival, mas isso é raro de ocorrer.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, Accidentally on Purpose, American Dad, American Idol, Better Off Ted, Big Love, Bones, Bored to Death, Breaking Bad, Brothers, Brothers & Sisters, Burn Notice, CSI, CSI:Miami, CSI:NY, Californication, Canais, Cancelamentos, Castle, Chuck, Cold Case, Community, Cougar Town, Damages, Desperate Housewives, Dexter, Dollhouse, Entourage, Fall Season, Family Guy, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, Hank, HawtoRNe, Heroes, House, How I Met Your Mother, Human Target, Hung, In Treatment, LOST, Law & Order: SVU, LiGado em Série Responde, Lie to Me, Life UneXpected, Mad Men, Medium, Melrose Place, Men of a Certain Age, Mercy, Mid Season, Modern Family, NCIS, NCIS: Los Angeles, Notícias, Numb3rs, Nurse Jackie, Old Christine, Parks and Recreation, Party Down, Past Life, Private Practice, Raising the Bar, Reality TV, Royal Pains, Rules of Engagement, Scrubs, Secret Diary of a Call Girl, Smallville, Sons of Anarchy, Spartacus: Blood and Sand, Supernatural, Survivor, The Amazing Race, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Cleveland Show, The Closer, The Deep End, The Forgotten, The Good Wife, The Mentalist, The Middle, The Office, The Simpsons, The Vampire Diaries, Three Rivers, Trauma, True Blood, Two and a Half Men, Ugly Betty, Undercover Boss, United States of Tara, V, Weeds, White Collar Tags: , , , , , ,
16/02/2010 - 17:01

Prévia dos Novos Episódios de Glee!

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Conforme expliquei, a 1ª temporada de Glee ainda não acabou, apesar da FOX brasileira insistir que sim em suas chamadas equivocadas. Como a série tem diversos números musicais elaborados, a produção de cada episódio é naturalmente mais demorada que das demais e por esta razão foi necessário dividir a temporada em duas partes. Nos EUA os 9 capítulos restantes deste ano serão exibidos a partir de 13 de Abril, enquanto a FOX daqui jogou o retorno para o 2º semestre. Confira então um matéria do Entertainment Tonight sobre o que veremos na 2ª parte de Glee:

Com Revista TV Séries e Entertainment Tonight.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: , , , , ,
07/02/2010 - 00:31

Glee, FOX, SBT, Carnaval e Desinformação

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comment1265Glee já é um fenômeno mundial e por isso mesmo todo mundo quer um pedaço da série. Na TV paga brasileira, quem detém os direitos é a FOX Brasil, que anda divulgando inadvertidamente que a série está em seus últimos episódios, com apenas 13 capítulos exibidos. Mentira. Glee recebeu encomenda de 22 nos EUA para a 1ª temporada – o normal para os padrões da TV aberta de lá – e não de apenas 13. Sectionals, que a FOX Brasil insiste em chamar de “final de temporada”, marca apenas o início de um longo hiato que foi necessário para a produção de novos roteitos. E apesar de já garantida para a 2ª temporada, não há sequer previsão de estreia desta, já que ainda faltam 9 episódios tanto no Brasil quanto nos EUA para a 1ª temporada se encerrar. A FOX Brasil aparentemente faz isso para evitar a pressão dos fãs pelos inéditos que só vão retornar por aqui no segundo semestre, conforme divulgou a assessoria de imprensa. Ou talvez porque eles não têm a menor noção do produto que veiculam. Uma pena, pois a pausa também aconteceu nos EUA (lá Glee só retorna em Abril com o episódio 14). Outra confusão também diz respeito a quem vai exibir a série na TV aberta. Todos sabem que a Globo tem um contrato com a FOX, mas noticiam que o SBT (parceiro principal da Warner) garantiu os direitos. E isso, pelo visto, procede. A Globo até o momento não exerceu seu poder de preferência e o canal de Silvio Santos está interessado na série. Atualização: A Globo confirmou que adquiriu os direitos para exibir Glee no Brasil, porém não divulgou data.

Glee no Brasil?

No último sábado os sites TerraUOLGlobo.com e R7 noticiaram que o elenco do musical desembarcará em Salvador no próximo dia 10 para o carnaval. O curioso é que esses grandes portais atribuíram a nota a declarações de um perfil falso de Silvia Abravanel no Twitter, já que a página verdadeira da diretora do SBT e filha de Silvio Santos no serviço de microblogging é fechada. Além disso, disseram também que um suposto empresário mexicano estaria viajando com a trupe pela América do Sul, mas o jornalista Paulo Antunes apontou que não existe qualquer referência oficial deste sujeito em toda a Internet. Por enquanto nenhum representante da série ou dos artistas confirmou a informação. Tudo na base do “diz que me diz”. Como diria o narrador da Globo, “Glee é uma turma que causa e apronta uma tremenda confusão por onde passa”!

Contradição: O ator Chris Colfer, que interpreta o Kurt em Glee disse há pouco em sua conta verificada no Twitter que acabou de assistir ao musical Mary Poppins, que está em cartaz nos EUA. Como ele estaria no Paraguai com o suposto empresário mexicano ao mesmo tempo, conforme “confirmou” o Terra? Já Mark Salling, o Puck, que também já estaria na América Latina a caminho de Salvador, postou há poucos instantes uma foto tirada no saguão de um hotel em Las Vegas e durante o final de semana inteiro relatou sua estadia na cidade. O “compromisso” com a informação dos portais R7, Terra, UOL e Globo.com impressiona.

Atualização: Depois que fizemos a matéria, gentilmente divulgada por todo o Twitter com a ajuda dos leitores, os perfis do empresário e de SIlvia Abravanel foram apagados e o elenco de Glee passou o carnaval loooonge do Brasil.

Leia mais: “A Falsa Notícia Sobre Atores de Glee no Brasil” (Fora de Série/ClicRBS)

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: , , , , ,
22/12/2009 - 03:21

A Última ‘Semana em Série’ de 2009 no Ar!

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Alerta de Spoiler - Brasil
O ano chegou ao fim, assim como a nossa cobertura semanal do Fall Season! Seguem os comentários dos últimos episódios de 2009 e agora é só começar a contagem regressiva para o Mid Season 2010! Agradeço sua visita e, por que não, o seu comentário! Bora?

bfringeFringe (2×10: Grey Matters): Como era esperado, Fringe encerra a primeira parte desta temporada com um episódio não menos do que espetacular, cujo protagonista foi justamente o enigmático cérebro do Dr. Walter Bishop. Sórdido? Isso é pouco para este drama, já que descobrimos que para preservar o segredo da construção do portal dimensional, o velho doutor teve pedaços de sua massa encefálica cirurgicamente retirados e preservados na cabeça de terceiros. E como peças de quebra-cabeça, as partes do cérebro de Bishop quando juntas começaram a formar uma imagem mais clara não só do que está por vir, como também do que acontecera com sua própria sanidade. O clima de tensão, o sequestro e a quase morte de uma das personagens mais queridas da TV foram apenas um plus neste capítulo rico e carregado da mitologia da série. E justo quando pensávamos que não podemos mais ser surpreendidos, William Bell faz mais uma de suas incríveis aparições para dar mais um giro de 180º na trama. Fall finale perfeito para uma série que só cresce!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bmotherHow I Met Your Mother (5×10: The Window; 5×11: Last Cigarette): Antes inteligentes, oportunos e divertidos, os episódios com contos isolados de How I Met Your Mother ultimamente vêm chovendo no molhado. Estes dois últimos foram ótimos exemplos disso: o primeiro com um caso bobo da “janela de oportunidade” para Ted conquistar uma garota (num total desperdício da linda atriz Joanna Garcia) e o outro com a desnecessária e repetitiva historinha do “último cigarro”, numa piada que, mais uma vez, se estendeu por tempo demais até o ponto de ficar insuportável. Já está na hora da comédia engatar em mais um arco episódico e, quem sabe, começar a falar pra valer sobre a “mãe” de forma mais direta sem ser sobre o tal guarda-chuva que passa ou a classe que ela frequenta… Quero muito ver esta série terminar enquanto ainda é capaz de despertar nosso interesse e simpatia.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×10: The Gorilla Experiment; 3×11: The Maternal Congruence): Estes dois excelentes episódios de The Big Bang Theory provaram que a série não precisa de nada mirabolante para funcionar. No primeiro, apenas a interação Sheldon + Penny foi suficiente para render ótimos momentos explorando um novo tipo de relacionamento entre os dois: professor e aluna. E mesmo como a constante da “burrilda” da turma, Penny está se integrando melhor (graças ao roteiro, claro) deixando de lado as simples “caras e bocas”, participando de forma mais ativa e orgânica nas histórias. A atriz Kaley Cuoco, inclusive, vem dando um show de interpretação ao lado de Jim Parsons e Simon Helberg, demonstrando crescimento. Mas o melhor, claro, foi a volta de Christine Baranski (de The Good Wife) no infame e genial papel de Beverly, a mãe de Leonard. Pena que não renderam mais aquele beijio entre ela e Sheldon…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×10: Lifeguard): O que motiva as diversas ações dos seres humanos, ainda mais quando estes estão agindo em nome do Estado? Foi esta a pergunta que o episódio Lifeguard propôs ao retratar o caso de um juiz que supostamente sentenciava utilizando-se da seleção racial, impondo penas mais severas a adolescentes contraventores negros. E mesmo com todos os indícios apontando para esta inevitável conclusão, foi o arrogante associado Cary Agos que conseguiu olhar além das evidências óbvias para achar a verdadeira motivação do comportamento do magistrado: dinheiro. Acertadamente, a série também desvencilhou-se do “investigativo” para apresentar, ainda, um subtexto sobre os bastidores obscuros e nada amigáveis que envolvem a indicação de juízes de condado nos EUA. MVP para Christine Baranski que vem provando ser uma atriz versátil e com recursos, seja vivendo papeis cômicos e descolados (como o de The Big Bang Theory que mencionei acima), e aqui como a sênior e justa sócia Diane. The Good Wife encerra o fall como uma positiva surpresa nesta fraca temporada de boas novidades.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×10: Dogtown; 3×11: Comings & Goings, 3×12: Mia Culpa): É uma pena que a 3ª temporada de Californication se desenvolveu num ritmo tão bom apenas até chegar no episódio The Apartment, quando Hank foi confrontado por todas as “suas” mulheres. De lá para o finale, a comédia perdeu o foco, entrou em storylines caídas como a Charlie e Marcy (ignorando completamente a ótima Kathleen Turner), além dessa da família Moody se mudar pra NY, que nunca convenceu (afinal, a série não se chama “NYnication“). Pior de tudo é a enrolação com episódios vazios para que, apenas no último, a personagem Mia retornar colocando tudo de pernas pro ar. Realmente o capítulo Mia Culpa foi intenso e atípico, mas por que esperar tanto para que a história da a verdade sobre o livro plagiado na 1ª temporada emergisse? Foi uma jogada preguiçosa e arriscada dos roteiristas, pois em nenhum momento a série caminhava para esse desfecho. Os laços de Hank com sua família estão por um fio e o futuro é imprevisível. Um bom final, sem dúvidas, mas para uma mediana temporada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×09: Wilson): Este último episódio de House do ano funcionou mais como um curioso exercício narrativo do que como um capítulo verdadeiramente essencial para a trama. Focada completamente em Wilson e no ponto de vista desta querida personagem, a série contou uma história sensível sobre o envolvimento visceral que o profissional tem com seus pacientes, quase como um “anti-House”. Interessante, inclusive, foi testemunharmos que a equipe do infectologista parece ainda mais louca se observada fora de um contexto, seja quando Foreman, Taub e Chase passam correndo com um paciente após um diagnóstico errado ou quando House inexplicavelmente aparece completamente ensopado (e não estava “chovendo no corredor”). Ainda assim, o episódio Wilson quis comover de forma forçada e inorgânica com aquele transplante no terceiro ato. Sim, tudo bem que Wilson é um altruísta por natureza, mas talvez eles poderiam ter inserido este grande gesto sob um prisma diferente e em um momento mais importante para esta (ótima) série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bofficeThe Office (6×11: Scott’s Tots; 6×12: Secret Santa): Eu sempre me impressiono com a capacidade que The Office tem de manter não apenas sua qualidade e a sua essência sem jamais se desgastar. Scott’s Tots trouxe à baila a promessa que Michael fez de forma absurdamente impensada e impulsiva a um grupo de crianças há 10 anos. Imaginando seu futuro como um importante executivo (e não como um gerente da filial de uma empresa à beira da falência), ele garantiu custear o ensino superior de uma turma inteira e agora teve que literalmente dar a cara à tapa e contar a verdade. Impagável vê-lo, ainda, tentar compensar a falta distribuindo baterias econômicas para notebook! Já Secret Santa veio como um dos melhores especiais de natal da série, trazendo um excelente desfecho para os 12 primeiros episódios da temporada, com direito a um festival de piadas politicamente incorretas (a maioria envolvendo religião) e muita vergonha alheia como só esta série sabe fazer. The Office pode facilmente durar mais de 10 temporadas com uma equipe tão talentosa como esta!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×10: A561984): Eu estou muito surpreso com FlashForward. Surpreso ao constatar como uma grande equipe de roteiristas e produtores conseguiu estragar uma série com uma premissa tão interessante em apenas dez episódios. Ora, até o mago do “tiro no pé” Tim Kring (Heroes) levou mais tempo que isso. A561984 foi risível, a começar por aquela entrevista coletiva “esclarecendo” o apagão global cuja execução denotou claramente a falta de refinamento do texto e conseguiu remover o (pouco de) mistério que ainda circundava a (não mais) enigmática organização. Mas eles conseguiram ir além no quesito “fundo do poço”: os agentes Mark e Dimitri, no meio de toda essa confusão, largaram a investigação e voaram para Hong Kong portando apenas uma gravação de voz, para cuidar de um assunto extremamente pessoal (o assassinato deste último). E como bem apontou a colunista Claudia Croitor, em 10 minutos em uma das maiores megalópoles do mundo eles acharam a tal responsável pela ligação. Também tivemos o incompreensível caso da mulher de Dimitri que, de um episódio pro outro, descobre que estava no velório de seu marido e não em seu próprio casamento. Chamar isso de barra forçada é pouco. Se eu continuar a enumerar tudo que está errado em FlashForward, a resenha não terá fim, tamanhos os furos na peneira destes roteiristas. Eu posso dizer, contudo, o que está certo na série: pararem a produção para tentar salvar este naufrágio criativo, se der tempo. Eles têm até Março, quando o canal retornará com inéditos.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgleeGlee (1×13: Sectionals): Até que enfim, não? Em seu fall finale, Glee nos lembrou novamente a que veio com um capítulo empolgante, justamente porque focou no campeonato musical em vez de gastar linhas com bobagens, como vinha reiteradamente fazendo. Além disso, os arcos que estavam se arrastando tiveram boas conclusões, como a descoberta do verdadeiro pai do bebê de Quinn, o fim do relacionamento-incógnita de Emma com o professor de educação física e o início pra valer do romance entre esta e o Sr. Schuester, apesar dos clichês. Mas o destaque de Sectionals foi mesmo a música e os números bem produzidos e ensaiados que, no final, acabam compensando os problemas narrativos que a série tem. O destaque, claro, ficou com Lea Michelle e seu talento musical, apesar da dublagem e excessiva pós-produção de voz (que continuo achando desnecessárias). Glee, pelo visto, não passará de uma boa comédia musical com seus momentos catárticos e um texto linear (longe de ser medíocre, mas igualmente longe de ser genial). Às vezes isso é o suficiente para garantir uma prazerosa diversão, não é mesmo? A série cumpriu o que propôs, mas infelizmente só volta no dia 13 de Abril nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho:

30 Rock (4×06: Sun Tea, 4×07: Dealbreakers Talk Show #0001, 4×08: Secret Santa): Essa review tríplice de 30 Rock me despertou para um fato: a comédia não está conseguindo me empolgar e eu simplesmente esqueci de comentá-la na última Semana em Série. Sun Tea foi um episódio atribulado, com várias tramas paralelas que, no final, não funcionaram, especialmente a do tal chá de Frank. Os momentos geniais, claro, estão presentes, como a sitcom no sonho de Tracy e a das imagens em HD, mas cada vez mais escassos. E se a participação de Al Gore foi legal em Greenzo, ela foi completamente sem graça agora, repetindo a mesma piada (ainda que assumidamente). Mas meu problema maior foi com o talk-show de Liz Lemmon, que poderia ter rendido um belo arco nesta temporada e foi extremamente sub-aproveitado, tal qual ocorreu com a ponta que a atriz Julianne Moore fez como interesse romântico de Donaghy. A cada semana 30 Rock está atirando para todos os lados e, pior, sem precisar disso. Pelo menos Kenneth conseguiu salvar o dia com seu “amigo secreto” e a vingança divina. Tina Fey já esteve em dias melhores…
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×06: Stay, 4×07: In the Bag): Não é possível que uma série apresente episódios de qualidade tão alta como Friday Night Lights e seja completamente ignorada pelas premiações do ramo. Mesmo após chegar ao ápice dramático com o excelente The Son, o drama desenvolvido para a TV por Peter Berg tem a audácia (não achei palavra melhor) de se superar. Stay encerrou com honras a jornada de Matt Saracen na série, novamente me lembrando dos emocionantes momentos de Six Feet Under. Poxa, o que foi aquele final com o carro rumo ao horizonte ao som de Bob Dylan? E o mais fantástico é que mesmo dando adeus a uma grande personagem e a um grande intérprete, as outras tramas não deixam nada a desejar e continuam sendo muito bem construídas, seja com Tami Taylor na escola, com os desafios de Eric nos Lions ou retratando as dificuldades dos que foram “deixados para trás” como Landry e Julie. Todos são importantes em Friday Night Lights e praticamente não existe a figura do “escada”. Em In the Bagfoi a vez de Tim Riggins iniciar de vez o seu arco e sua ascensão na série será (ainda mais) notável. Tenho absoluta certeza disso.
Cotação Bruno Carvalho:

Foi muito bom ter vocês aqui acompanhando as resenhas semanalmente! Os comentários voltarão após a primeira semana de estreias do Mid Season. Fique de olho em nosso calendário pra saber quando a sua produção favorita vai retornar! Hasta luego!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Californication, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Glee, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife, The Office Tags: , ,
09/12/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bfringeFringe (2×09: Snakehead): Mesmo adotando uma sequência de episódios sempre inconsistente com relação ao tema e ao nível de aprofundamento na história central da série, Fringe mantém constante a qualidade de seus episódios. Snakehead, apesar de não avançar com mais um caso isolado, conseguiu estreitar ainda mais os laços que unem Peter Bishop e Walter. A despeito das criaturas nojentas e das mortes, o capítulo trouxe à baila o que acredito ser o cerne da série: o relacionamento entre pai e filho, que cresce cada vez mais à medida em que Peter vai percebendo os sacrifícios de vida que seu velho fez e este sempre surpreendendo com seus momentos de pura humanidade e lucidez. Não tenho dúvidas que é exatamente esta storyline que vem se desenvolvendo muitas vezes de forma despercebida que vai ter uma importância fundamental nesta crescente e excelente segunda temporada.
Cotação Bruno Carvalho:

bdexterDexter (4×10: Lost Boys): Estavam todos errados. Lundy, Debra, Dexter e todos aqueles que acreditavam que Trinity – apelido que agora perde todo o sentido – matava em ciclos de três. Não, o ritual de morte do sinistro Arthur Mitchell começa com um inocente garoto, tão perdido como o próprio assassino esteve em sua infância, já que tenta desesperadamente revivê-la através de projeções. O pior: quando seu obscuro objetivo é atingido, o cara ainda chega ao cúmulo de cimentar as crianças mortas nas próprias casas que constrói para a ONG que fomenta. Pra aumentar mais ainda o estrago, a repórter Christine, filha do monstro, emerge como a responsável pela morte de Lundy, tudo para acobertar as ondas de matança do pai. E o diálogo que se passa em um estacionamento mostra o quão doentios ambos são. Mas é claro que neste episódio o confronto entre os dois algozes no terceiro ato se destacou, intensificando ainda mais o senso de urgência da série, que já ultrapassou o nível do insustentável. Mas o que mais me deixou tenso em todo episódio foi a cena final com Dexter e Rita calmos no sofá. Ele não pode relaxar numa hora destas e muito menos subestimar Arthur… Esta reta final vai ser turbulenta…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

comment1199

bgleeGlee (1×12: Mattress): Glee diverte, sem dúvida alguma, mas com 12 episódios exibidos a comédia ainda está longe de ser “genial” ou “espetacular” como muitos a pintam. Seus episódios seguem basicamente a mesma fórmula até agora: a cada semana o Glee Club é “ameaçado” de ser encerrado por alguma coisa ou alguém e assim a série vai caminhando. Esta semana foi o Sr. Schuester que quase pôs tudo a perder, pois tacitamente aceitou um colchão como cachê por uma performance comercial que os garotos fizeram para uma loja local, o que é proibido. Ora, mesmo sabendo que inevitavelmente os cantores vão chegar até o campeonato, a série insiste nestas historinhas batidas em vez de desenvolver melhor, por exemplo, o romance entre Will e Emma, agora que ele descobriu que sua esposa vinha mentindo sobre a gravidez. Nesta semana nem os números musicais salvaram, já que logo no início a performance de Smile por Rachel nivelou bem por baixo com aquela dublagem exagerada e fora de sincronia. Glee precisa empolgar com números apoteóticos para se destacar, ainda mais quando o restante da série não ajuda. Enfim, Sectionals vem aí e tomara que engrenando de vez na competição estes problemas passem despercebidos.
Cotação Bruno Carvalho: starhalf

bfnlFriday Night Lights (4×05: The Son): Eu tenho certeza que vão me faltar palavras para descrever este maravilhoso episódio de Friday Night Lights e a emocionante história de Matt Saracen, o garoto que desde pequeno sofreu uma carga brutal de responsabilidades e que nunca teve sequer a oportunidade de viver fora de sua triste realidade. Magnifíca a construção de personagem que o talentosíssimo ator Zach Gilford trouxe desde a primeira temporada, empregando sempre uma expressão sempre contida ao garoto, justamente retratando o comportamento que o mundo sempre exigiu dele. Incompreendido por praticamente todos à sua volta, talvez apenas reconhecido por Eric Taylor, Saracen viveu às sombras da ausência do pai e nunca teve a oportunidade de confrontá-lo, tendo em vista a precoce morte do sujeito na guerra. The Son foi o episódio mais carregado de emoções de toda a série, mais até do que quando os Panthers ganharam o campeonato. Em alguns momentos eu pensei estar assistindo um capítulo inédito e nunca exibido de Six Feet Under, tamanha a sensibilidade e qualidade do roteiro e das interpretações em tela. É hora de começarmos a nos despedir do herói do estadual, já que assim como aconteceu com Jason Street, sua história também chegou ao fim. Fecha-se, com certeza, um grande arco na história, abrindo possibilidades para nos emocionarmos com inúmeras outras, como sempre aconteceu com este espetacular drama.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter, Friday Night Lights, Fringe, Glee Tags: , ,
02/12/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bgoodwifeThe Good Wife (1×09: Threesome): Uau! Que episódio, não? Confesso que relutei muito para admitir o potencial de The Good Wife, mas agora me entreguei completamente. Os elementos de uma boa série que antes apareciam aqui e ali agora estão presentes do início ao fim. Temos a constante tensão de Alicia, que tem que se portar perante o mundo enquanto se desmorona por dentro a cada decepção, sem contar no clima de conspiração e suspense sobre o caso Peter e sua dúbia personalidade. Com a historia da threesome divulgada pela prostituta oportunista, o marido preso ganhou muitos pontos ao defender a honra de sua mulher com aquela contundente ameaça. Pra melhorar ainda mais essa mistura o tal sócio sênior que é uma espécie de Denny Crane amargo finalmente deu as caras trazendo informações potencialmente bombásticas. A série ainda desenvolve com muita eficiência a “investigação” paralela que os filhos da boa esposa conduzem em casa sob o algoz olhar da avó. Essa mulher esconde alguma coisa…
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×08: The Apartment; 3×09: Mr. Bad Example): Clímax e anti-clímax, respectivamente, podem definir os dois últimos episódios de Californication. The Apartment foi quente e divertido com todos aqueles acontecimentos ao mesmo tempo no lar doce lar de Hank Moody. Era stripper drogada de um lado, assistente de professora pelada do outro, filha, mulher, amante júnior, amante sênior, enfim, todas as mulheres da vida do cara em um só ambiente. Sexo, drogas e rock n’ roll na veia e sem pudores. Mas aí chega o Mr. Bad Example pra pôr tudo abaixo, como se a série tivesse praticamente ignorado o que se passara, terminando ainda de forma lacônica com aquele beijo de Moody e a mulher do reitor. Californication derrapou feio, seja por deixar de apresentar as inevitáveis consequências de toda aquela loucura, por simplesmente ignorá-las ou postergá-las sem a menor coerência. Um ótimo episódio seguido de outro muito aquém do que esta série é capaz de fazer.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

comment1191

bhouseHouse (6×08: Ignorance is Bliss): Pela primeira vez este ano, House cumulou um caso aborrecido – o do sujeito que se medicava para se tornar mais “burro” – como o sub-aproveitamento de uma história que tinha o potencial para ser um dos pilares da temporada: o romance House e Cuddy. Tudo isso, acredito eu, foi mera procrastinação por parte dos roteiristas para “alongar” o joguinho besta que criaram entre o provável casal. Ora, eles merecem muito mais atenção e tensão dramática do que o que ocorreu em Ignorance is Bliss. Quem põe fé em Cuddy com o detetive a ponto de considerarmos o relacionamento dos dois como uma “ameaça” para o bom doutor? Este episódio foi inócuo e deveras cansativo, como raramente acontece. Poxa, e justo agora que a temporada vinha num ritmo tão bom. Não empolgou, só enrolou e isso ficou evidente. House sabe ser muito melhor, mas esta semana parece que não quis. Na próxima semana eu já sei que vai ser (muito) bom, mas nada justifica essa recaída.
Cotação Bruno Carvalho:

bgleeGlee (1×11: Hairography): Eu sempre assisti Glee com as devidas ressalvas, pois desde o piloto eu vejo elementos desfavoráveis nesta série e que dominaram este fraco Hairography. Excetuando o número final com a canção True Colors e Quinn cantando Papa Don’t Preach (ainda que se insinuando na frente de três crianças), a comédia musical começou a ficar apelativa e com uma “agenda político-social” que não cola. Não gostei daquela inserção forçada do Glee Club de deficientes auditivos que só foi feita pra “constar”. O que eles pretendiam despertar no público com o sentimentalismo barato no na canção Imagine? Foi pra “emocionar”? Eu senti mais que foi para explorar. Como isso se encaixa na história? Não encaixa e foi excessivamente piegas. Às vezes Glee passa do ponto e relega as storylines para último plano. A história simplesmente não avança! Fora aquele desinteressante caso da gravidez da mulher do professor. Até quando isso vai assim? Sue quer sabotar os garotos cantantes? Sim, quer! Mas e aí, pra onde caminham? Tudo bem aproveitar o sucesso e fazer um lobby aqui e outro ali, vender uns singles no iTunes etc., mas está na hora de diminuírem a politicagem e colocarem esse vagão de volta nos trilhos. As tais Sectionals são mencionadas desde o piloto! Que venham logo!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Californication, Glee, House, The Good Wife Tags: , ,
27/11/2009 - 06:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bgoodwifeThe Good Wife (1×08: Unprepared): Se em seu episódio piloto The Good Wife apresentou-se promissora conforme eu havia mencionado na resenha, posso dizer que com este mais recente Unprepared o drama provou que é merecedor de nossa atenção. Até então na cerca sobre sua abordagem, a série trouxe à tona de vez o caso principal de Peter Florrick com os preparativos de seu julgamento e com a inesperada intimação de Alicia para depor à favor do homem que traiu sua confiança. E foi o desenvolvimento desta simples história, a de uma mulher traída, que a foi tornando grandiosa para nós, seja pela empatia despertada pela protagonista e pela sempre tocante interpretação de Juliana Marguiles. The Good Wife começou a brilhar e tenho certeza de que agora vai engrenar de vez.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgleeGlee (1×10: Ballad): Mesmo gostando do “clima” descontraído desta produção, não posso deixar de ressaltar que a comédia é sim inconstante, às vezes apresentando episódios inesquecíveis e apoteóticos e outras trazendo um capítulo insosso e desinteressante como foi esse Ballad. Eu não sei porque séries teens insistem em criar personagens fracas e que sempre navegam à favor da maré, como é o caso de Rachel. Incondicionalmente apaixonada por Finn, esse romancinho perseguidor com o Sr. Schuester soou bobo e incoerente demais, mesmo sabendo que muitas vezes os roteiristas não se levam à sério. Os musicais não empolgaram tanto quanto os anteriores e repito que está faltando desenvolver a história do campeonato no qual o Glee Club participará. Eles ficam apenas circundeando o assunto para ganhar tempo e criam capítulos vazios como este. Tudo bem que teve o casinho de Quinn sendo expulsa de casa e tudo mais, mas cadê a empolgação minha gente? Glee significa alegria, diversão contagiante! Ballad, um dos últimos episódios do ano, definitivamente não empolgou.
Cotação Bruno Carvalho: starhalf

comment1188

30 Rock (4×04: Audition Day, 4×05: The Problem Solvers): Há alguma coisa de errado com 30 Rock e não dá pra negar. Os momentos geniais e hilários que eram emendados uns nos outros agora estão mais isoldos. Em Audition Day vimos isso quando Donaghy foi ao metrô de Nova York pra buscar informações sobre sua coceira por percevejos com a “ralé”, piada ótima que foi subaproveitada pelo roteiro em prol da repetição daquelas aborrecidas cenas de testes para o novo membro do elenco do TGS With Tracy Jordan. Ruim? De forma alguma. Mas aquém do que a série apresentou. Quem sabe assim eles dão um pouco de chance para outras comédias levarem o Emmy, né? The Problem Solvers foi mais consistente, ainda que ver Liz Lemmon em situações deprientes e/ou deploráveis (que ela adora se colocar) já tenha cansado. Foram Jenna e Tracy que roubaram a cena como os “Solucionadores de Problemas” e o episódio só deslanchou mesmo em seu final quando Liz e Jack descobriram que são almas gêmeas… para os negócios! Tomara que desenvolvam melhor esta “relação” entre os dois.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

As resenhas de Friday Night Lights e V serão acrescentadas durante o post no final de semana, então voltem virão na semana que vem, pra aproveitar a “baixa” de episódios em função da semana do feriado de Ação de Graças nos EUA. Agora que eu vi que muita coisa não foi exibida. Bom final de semana pra todos! Continuaremos ativos no Twitter com as últimas novidades que saírem.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Friday Night Lights, Glee, The Good Wife Tags: , ,
20/11/2009 - 10:54

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bhouseHouse (6×06: Known Unknowns): OK, sabemos que esta temporada de House está focando menos nos pacientes, motivo pelo qual os casos estão necessariamente mais desinteressantes para permitir que o público preste mais atenção no que anda acontecendo com House, Wilson, Foreman, Chase, Cameron e, claro, Cuddy. Mas sinceramente, o imbróglio do tão aguardado envolvimento entre o médico rabugento e a gerente do hospital está longe de empolgar. Aliás, vou além e digo que este foi um dos episódios mais maçantes de toda a série. O que salvou em parte foi ver a revelação de Chase para Cameron sobre a morte do tirano, mas ainda assim eu esperava que o episódio fosse desenvolver algo mais intenso, em vez de encerrar-se com um anti-clímax. Talvez este seja o início de uma excelente storyline, mas por enquanto deixou a desejar.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×06: Glass Houses; 3×07: So Here’s the Thing): Finalmente Californication engenou numa história que, apesar de clichê, deu uma boa movimentada na série. Como sempre Hank aprontou, só que desta vez aproveitando que Karen estava em outro CEP, o sujeito passou dos limites e enfeitiçou três mulheres completamente diferentes. Mas com a decisão da família Moody morar em Nova York (o que sabemos que, eventualmente, não vai colar), o doidão teve que sair por aí pra tentar apagar os diversos focos de incêndio que iniciou. A tarefa, por óbvio, se mostrou comicamente mais complicada do que o normal rendendo os melhores momentos da temporada. Todas querem Hank e ele quer todas e quero só ver o que vai dar tudo isso. Com fillers ou não, Californication é sempre um ótimo e prazeroso passatempo.
Cotação Bruno Carvalho:

bgleeGlee (1×09: Wheels): Fugindo um pouco do que acontece “dentro” da tela, eu fico indignado quando tais “grupos representativos” de alguma minoria utilizam algo extremamente inofensivo para chamarem atenção. E mesmo fazendo um episódio dedicado à evidenciar as dificuldades que deficientes físicos passam no dia a dia, sem tornar-se pedante ou exageradamente complacente, a associação que representa os portadores de deficiência móvel se prostaram contra a série apenas porque o ator que interpreta o cadeirante, na realidade, não é um. Ora, gente, isso é uma série e a escolha dele foi feita basicamente de acordo com critérios artísticos. Sobre o episódio em si, foi bom que eles avançaram um pouco sobre o campeonato em que o grupo Glee participará (ora, pelo menos já resolveram a questão do transporte), mas o que chamou a atenção não foram nem os números musicais ou o experimento “social” do Sr. Schuester. A grande lição, quem diria, veio de Sue Sylvester. Sempre impiedosa com tudo e com todos, já estávamos esperando o pior quando uma portadora de Síndrome de Down foi fazer o teste para ser uma de suas líderes de torcida. Ela também não foi condescendente (como a maioria) e tratou-a como uma pessoa normal, como deveria ser tratada. Tal sensibilidade, como vimos, decorre de família, já que ela tem uma irmã em situação semelhante. Glee se sobressaiu neste episódio, justo este que fora injustamente atacado.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bfnlFriday Night Lights (4×03: In the Skin of a Lion): Buddy Garrity sempre foi uma das figuras que mais gosto em Friday Night Lights. Com uma aparência imponente e traços fortes, é difícil imaginar à princípio que ali está um homem tão bom, justo e apaixonado pelo futebol. E se tem uma coisa que se destaca nesta série é a paixão que personagens como esta exalam. Seja o treinador Taylor por seu time, a diretora Tammy pela justiça e até o pacato Matt Saracen por sua debilitada avó. Mas um dos pontos altos já deste início foi o discurso cândido e merecido de Buddy aos “colegas” que só pensam no trunfo dos Panthers às custas da humilhação de Taylor. Foi naquele momento, cercado de gente falsa e com propósitos escusos como o de John McCoy que ele percebeu que o que importa não é a afiliação a um nome ou um emblema e sim àqueles que estão e sempre estiveram apoiando-o. Friday Night Lights vem apresentando mais um início de temporada consistente e emocionante como poucos dramas sabem fazer hoje em dia.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bvV (1×02: There is no Normal Anymore): Muita coisa mudou do piloto de V com relação a este segundo episódio, algumas pra melhor e outras pra pior. O que melhorou foi o ritmo que deixou de ser atropelado, permitindo que o espectador possa digerir o que está vendo com mais calma. Por outro lado, o desenvolvimento das personagens (fundamental para o bom estabelecimento de qualquer série) ainda está aquém do ideal, investindo pouco na história da protagonista Erica ou de coadjuvantes como o repórter Chad. Figuras como o padre que não parece padre não ajudam e só servem para criar antipatia. E ao passo que o caso de Morris, o ET do bem, empolga ao vermos que sua família está em risco, o tal romancezinho entre o filho mala de Erica com a “embaixadora” loirinha ultrapassa todos os clichês. O cliffhanger foi apenas adequado, pois deu a entender que V poderá copiar a fórmula da ressurreição de Battlestar Galactica. Espero que eu esteja errado.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Californication, Friday Night Lights, Glee, House, V Tags: , ,
29/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×04: Dex Takes a Holiday): Este episódio deve ter sido um banho de água fria nos críticos de ocasião que diziam que o drama estava desinteressante e arrastado. Ao contrário da maioria das produções, Dexter é escrita e produzida com muito cuidado e a prova da supremacia técnica e criativa está neste fantástico Dex Takes a Holiday, um dos melhores episódios de toda a série. Depois de mergulhá-lo num mar de encargos, tarefas e atribulações, o roteiro trouxe descanso ao nosso querido Morgan com a viagem de Rita e as crianças. Sozinho, o que não faltou foi um tempo pra matar. Literalmente. Obstinado em aproveitar o máximo de sua liberdade temporária, Dexter foi atrás de uma policial suspeita de ter assassinado toda sua família e inocentada pela falta de provas e pelo protecionismo dos membros da força com os seus. Mas um assassino facilmente conhece outro e após fazer sua meticulosa due dilligence, o Dark Defender chegou à inevitável conclusão de que ela realmente cometera o crime. Não antes, contudo, a série mostrou algumas das cenas mais angustiantes já vistas, pois a sagaz agente se revelou como um adversário acima da média dos scumbags usuais. E foi transformado no mensageiro da morte durante a execução da mulher que Dexter, perplexo e maravilhado, descobriu que possui um laço muito mais forte do que ele imaginava com Rita e as crianças. Dex Takes a Holiday não só evidenciou ainda mais os talentos de Michael C. Hall e Jennifer Carpenter, como ainda trouxe um dos melhores cliffhangers da temporada, com o ocorrido com Debra e Lundy. Dexter continua fenomenal como sempre foi.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×04: Zoso, 3×05: Slow Happy Boys): O quarto episódio desta temporada de Californication foi abaixo da média, engrenando somente em seus instantes finais quando as três mulheres que Hank recentemente “pegara” estavam em sua sala de aula na universidade. Pouca coisa aconteceu e os problemas que ele vem enfrentando com Becca não foram bem desenvolvidos. Mas as coisas melhoraram e muito em Slow Happy Boys com a viagem da filha e concomitante chegada de um antigo amigo de Moody. Orgia vai, orgia vem, acontece que a vida do cara fica mais complicada a cada minuto e, apesar deste ter sido mais um filler, Californication acaba divertindo, ainda mais agora que retomaram a história do simpático Charlie e sua luta para reconquistar sua mulher. O problema é que o cara não dá uma dentro… A coisa vai esquentar com o retorno de Karen e quero só ver como ele vai sair de todas em que se meteu!
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×06: I Saw What I Saw): Grey’s Anatomy deu um verdadeiro show esta semana! O episódio I Saw What I Saw fugiu completamente do habitual e mostrou o caos que foi instaurado no Seattle Grace após a ocorrência de um erro médico que custou a vida de uma paciente. O curioso é que a narrativa foi desenvolvida no esquema “ponto de vista”, o que acabou se tornando um excelente trabalho de criação, logística de produção e edição. As cenas eletrizantes no pronto-socorro que estava atribulado foram revisitadas diversas vezes enquanto os envolvidos prestavam seus depoimentos ao Chief. Mas o grande trunfo do episódio veio mesmo em seu final: ao evidenciar o erro da médica que viera do Mercy West, Derek questionou seu superior sobre a forma que ele vem displicentemente comandando o hospital com o clima de tensão que ele impôs e todo o complicado procedimento de fusão – esta sim a verdadeira origem dos problemas. Já não vejo a hora em que Sheppard vai emergir como o novo líder do Seattle Grace. Yes he can!
Cotação Bruno Carvalho:

comment1172

bgleeGlee (1×08: Mash-Up): Este é o segundo episódio em que os roteiristas de Glee apostam no desfalque do grupo de canto para criar drama e é a segunda vez que isso não funciona. Da mesma forma que ocorreu com Rachel, esta efêmera instabilidade só prejudica a trama, pois fica evidente que eles querem enrolar o público. Ora, muito melhor se nesta altura do campeonato Glee focasse mais no… campeonato! Até o momento pouco sabemos como serão as eliminatórias do concurso que o Sr. Schuester quer ganhar. Aliás, ele anda bem robert, não? Querendo aparecer, dançar e “cantar” o tempo inteiro. O lado bom é que Mash-Up foi mais um episódio divertido com aquele lance dos “gelados” e a constante batalha por popularidade na escola. Foi legal também que vimos um lado mais “paz e amor” de Sue Sylvester, que estava apaixonada pelo âncora do jornal, mas agora que ela tomou um pé na bunda estou com dó do Glee Club. Só achei que a cena da dancinha podia ter sido em um sonho da treinadora, porque esta desconstrução (ainda que momentânea) de uma personagem tão forte (e capaz de gerar memes na Internet) não faz bem pra série. Infelizmente Glee fará uma pausa e voltará somente no dia 11 de Novembro. Confesso, sentirei falta.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bflashFlashForward (1×05: Gimme Some Truth): Seria a melhor maneira de estabelecer bem uma série de mistério e conspiração com burocracia? Bem, é assim que pensam os showrunners de FlashForward que apresentaram mais um episódio em que muito se falou e pouco se fez. Isto resume bem este drama até agora, já que é consenso “global”, pelo visto, de que a produção não engrenou. Isso é o que eu colocaria em meu “Mosaic”. E aí, temos indícios de que a China está envolvida no apagão? Ok. Indícios. Qualquer fã de série hoje em dia, escolado com LOST, Arquivo X etc. sabe que isso é pura “encheção de linguiça”. E nem pra nos enrolarem com estilo: o “recheio” de FlashForward continua insosso, desmotivador e as coisas só melhoram quando chegam perto dos finais (e olha que o desse episódio nem foi bom). Outro erro gravíssimo é começar um capítulo pelo gancho e não apresentar nenhum fato novo e contundente. Quando terminei de assistir pensei: “poxa, se já mostraram o cliffhanger, por que perdi meu tempo vendo os 40 minutos anteriores?” Tá complicado…
Cotação Bruno Carvalho:

bofficeThe Office (6×05: Mafia; 6×06: The Lover): Mesmo depois de um estrondoso episódio como foi o do casamento de Jim e Pam, The Office continua fazendo bonito. Com Mafia Michael Scott voltou com tudo sendo facilmente influenciado pelas duas mentes mais “brilhantes” da filial: Dwight e Andy, que insistiam que o vendedor de seguros italiano era da máfia e queria extorquir a pacata Dunder Mufflin. Mas o mais legal foi Kevin cancelando o cartão de crédito do Jim sem querer, enquanto este curtia sua lua-de-mel em Porto Rico. As coisas esquentaram mesmo em The Lover, quando o caso de Michael com a mãe de Pam veio à público causando uma reação exagerada, mas bem compreensível da nova vendedora. Afinal, quem quer Michael Scott como padastro? Como de costume, a comédia carregou na dose de humor negro, o que é sempre bem-vindo. Ah, e é bom que Jim pare de subestimar Dwight, né? Ele não é louco… The Office vem numa ótima sequência de episódios!
Cotação Bruno Carvalho:

Por esta semana é só. Vou falar de algumas séries, incluindo 30 Rock, de dois em dois episódios, em caráter experimental igual fiz com algumas acima. Semana que vem tem mais!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Californication, Dexter, FlashForward, Glee, Greys Anatomy, The Office Tags: , ,
19/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×03: Almost Normal): A doença de Kitty, ao meu ver, veio num momento onde o foco deveria ser (qualquer) outro. Ora, na temporada anterior mesmo a família Walker lidou com o problema de saúde de Robert e tudo isso que estão (re) vivendo com a sua esposa parece um imenso dèja vu. O mesmo posso dizer com relação à Kevin e Scotty com a questão do bebê (barriga-de-aluguel ou adoção), assunto abordado também na temporada passada e até batido. Às vezes Brothers & Sisters me lembra um pouco a finada Party of Five, onde sempre alguma grande tragédia familiar estava acontecendo. Poxa, nós sabemos que esta série não precisa disso e a prova está nas ótimas tramas envolvendo o antigo rival de William que apareceu para complicar as coisas na Ojai ou até mesmo a incursão de Justin na faculdade de medicina. A temporada ainda não decolou e os sinais de desgaste vão ficando mais evidentes…
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×04: The Sexless Innkeeper): É sempre imprevisível a forma que How I Met Your Mother vai contar uma história. Entre sonhos, flashbacks e flashforwards, a variada estrutura narrativa que esta sitcom segue a difere de todas as outras produções do gênero. Desta vez eles voltaram séculos no tempo para contar o caso da “pousada do assexuado”, já que Ted caíra no velho golpe da mulher utilizá-lo apenas para passar a noite em seu apartamento, sem sexo! Os casais também deram um show à parte com toda aquela celeuma envolvendo o “encontro”, mas confesso que no final a ótima piada começou a esgotar, pois passaram do ponto. De qualquer forma, a cançao “All By Ourselves” foi demais!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×04: The Pirate Solution): Poxa, somente aquela cena que mostrou Sheldon e Raj trabalhando até a “exaustão” ao som de Eye of the Tiger já valeu por todo este ótimo episódio de The Big Bang Theory! The Pirate Solution trouxe exatamente o que a série precisa: uma agitada nas coisas. Apesar de sempre bons, eles estavam meio acomodados e deixando tudo nas costas de Jim Parsons. Com a estadia de Raj nos EUA ameaçada, a solução mais brilhante que eles encontraram foi colocar o nerd para trabalhar com o encrenqueiro mor, o que rendeu situações hilárias: “você trabalha PARA mim“! Isso além de ajudar a derrubar o “mito” Sheldon, porque não há nada melhor do que mostrar o cara errado e dando (ao menos um pouco) o braço à torcer. Longa vida aos reis da ciência!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgoodwifeThe Good Wife (1×03: You Can’t Go Home Again, 1×04: Fixed): Poxa, The Good Wife estava indo relativamente bem até que estes dois episódios apareceram para quebrar completamente o ritmo. Primeiro porque o roteiro simplesmente ignorou a investigação que os filhos de Alicia estavam conduzindo com relação à foto incriminadora do pai. Isso é estranho, porque ao mesmo tempo em que sugerem que ele pode ter sido vítima de uma armação, estes episódios praticamente confirmaram o envolvimento dele em todas as acusações que estão sendo feitas. Tudo bem que o drama está apenas começando, mas seria bom que uma estrutura lógica fosse seguida. O destaque continua na forma como Alicia vive esta delicada situação e como ela acaba utilizando esta experiência negativa em sua vida para ajudar os outros. Gostei muito do caso envolvendo a manipulação do júri que, no final das contas, foi providenciada pela própria parte que a moça defendia (legal também a participação do “Andy” de True Blood como o advogado de defesa da empresa farmacêutica). The Good Wife ainda precisa, contudo, encontrar o seu caminho e seguí-lo com convicção. A falta de um objetivo maior pode comprometer esta promissora série.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1165

bgleeGlee (1×07: Throwdown): Sue Sylvester carregou grande parte deste episódio de Glee (e boa parte da série até agora), o que não é nada reprovável, já que Jane Lynch é uma atriz excelente e que vem me surpreendendo a cada aparição na TV (ela também fez Party Down e está frequentemente em Two and a Half Men). A incontrolável rixa que ela tem com o grupo Glee é, de longe, a parte mais interessante desta comédia musical que vem demonstrando ter uma boa dose de humor negro. Simplesmente adorei os momentos politicamente incorretos, principalmente quando colocaram a “minoria” para cantar sob o comando da loira: “eu gosto tanto de minorias que estou pensando em me mudar para Califórnia para me tornar uma“. Pena que ela abandonou o cargo de co-treinadora tão cedo: “é coisa de frutinha. Eu não aguento ver estes jovens emocionados, a não ser se for por exaustão física”. Brilhante! Foi bacana também ver a galera cantando de verdade em cena (sem dublagem e auto-tune), numa jam session bem agradável e real. Um bom episódio, inquestionavelmente!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×03: 137 Sekunden, 1×04: Black Swan): Decepcionantes. Esta palavra resume muito bem o meu sentimento com relação aos dois últimos episódios de FlashForward exibidos na TV americana. Ora, pra uma série que se vende como o próximo grande fenômeno pós-LOST, seu desempenho está muito aquém do ideal. 137 Sekunden foi até construído de forma interessante, crescendo até o momento em que Mark interroga o nazista e ele dá aquela revelação sobre os pássaros e a descoberta de um incidente anterior na Somália emerge. Eis aí que Black Swan chegou como um tremendo anti-clímax, contando uma historinha totalmente desinteressante sobre o garoto com hipocortisolismo e ignorando os fatos do capítulo anterior. Isso sem contar no retorno daquela moça presa (num interrogatório que não levou a lugar algum) e na insistência com o caso de Olivia com sua visão futura (como bem disse a colunista Claudia Croitor: quantas vezes vão mostrar aquela cena dela chamando o futuro companheiro?). Para temermos pelo casal de protagonistas, a série precisa, primeiro, fazer com que nos importemos com eles. Objetivo falho até o momento e não sei nem o que dizer do final com o “Charlie” ligando para o sujeito, que chegou a dar vergonha alheia tamanha a artificialidade da frase que ele diz. Os episódios de FlashForward até agora são vazios e parece que o drama quer se sustentar apenas nos cliffhangers (que vá lá, foram bons). Alerta Jericho.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×01: Season 4): Foi muito válida a comemoração que os roteiristas de 30 Rock fizeram no início deste episódio, convidando todos para a 4ª temporada de uma série que disseram que não iria durar por conta da baixa audiência. Tina Fey e sua equipe superaram todos os obstáculos para chegar até aqui abocanhando, de quebra, vários e merecidos prêmios. Nesta premiére eles já começaram elevando o nível quando Kenneth resolveu mobilizar os pages para uma greve contra o canal por causa da ganância de seu CEO Jack Donaghy. Enquanto isso Liz e Pete iniciaram o árduo trabalho de contratar mais um ator para o show (o que deixa os outros, especialmente Jenna, descontrolados), mas o grande destaque deste episódio foi Tracy e sua obstinação de “reaproximar” das classes mais baixas, que rendeu os melhores momentos. A grande sacada, contudo, envolveu o fim da greve declarado por Kenneth pelos motivos errados – ele apenas queria que seu chefe escrevesse que era um grande mentiroso em um pedaço de papel. Gênio! Já o número musical final com Jenna foi um espetáculo à parte. Como é bom voltar ao Rockefeller Plaza, nº 30!
Cotação Bruno Carvalho:

Calma que não acabou! Esta semana ainda tem mais uma leva de comentários, com Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, House, Grey’s Anatomy e o melhor The Office de todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Brothers & Sisters, FlashForward, Glee, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
13/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
Terça chegou e conforme prometido continuo aqui o Semáforo Semana em Série com comentários das principais novidades deste Fall Season e dos retornos. Lembrando que as séries com sinal verde retornarão sempre aqui no blog, seja semanalmente ou no Season Pass; os dramas e comédias com sinal amarelo ficarão “em observação” e os marcados com sinal vermelho não voltam (com nosso aval para vocês “cancelarem” também sem dó). Shall we?

comment1160

bgoodwifeThe Good Wife (1×01: Pilot, 1×02: Stripped): Tirando a interpretação da talentosa Julianna Margulies como “a boa esposa”, não vi muitos méritos no piloto de The Good Wife. Centrado numa mãe de família que é obrigada a retomar sua carreira como advogada depois que seu marido foi preso acusado de envolvimento em um escândalo político, o drama chegou sem mostrar direito a que veio, adotando uma narrativa levemente arrastada e com um “caso da semana” esquemático. Mas eis que veio o segundo episódio para assentar melhor a premissa da série, diminuindo a mecanicidade do roteiro e permitindo que a proposta seja melhor desenvolvida. Aliás, quando The Good Wife direciona sua atenção para Alicia (a esposa), o drama atinge o seu potencial, evidenciando os sacrifícios que ela tem que fazer para tentar preservar sua estrutura familiar enquanto luta internamente para processar o acontecido. Não curti tanto a parte jurídica/investigativa, que deixa muito a desejar perto de séries como The Practice, The Closer e até mesmo de Boston Legal, que muitas vezes nem se levava à sério. De qualquer forma, acabou revelando-se uma boa surpresa na temporada.

bgreysGrey’s Anatomy (6×01: Good Mourning, 6×02: Goodbye, 6×03: I Always Feel Like Somebody’s Watchin’ Me): Foi com muita sensibilidade e sensatez que Shonda Rhimes iniciou o 6º ano no Seattler Grace após a morte de George O’Maley, personagem querido por muitos e que oficialmente desfalca a atração. Em vez de fazer um confortável salto temporal, a roteirista soube explorar muito bem a morte do cirurgião e conseguiu, de forma delicada, contar como foi o impacto deste acontecimento na vida de seus amigos. Interessante que, da mesma forma que ocorre na vida real, a “ficha” demorou a cair e aos poucos Izzie, Meredith, Karev, Bailey e os demais foram se dando conta de que ele realmente se foi. O episódio duplo que abriu esta temporada foi emocionalmente desgastante, mas necessário. Já em I Always Feel Like Someone Is Watchin’ Me, o 3º episódio, a notícia da fusão instaurou o caos no hospital e, pelo visto, os dias do Chief parecem estar contados, já que Derek tem chances de assumir um importante papel na organização dos funcionários contra a Diretoria. Só não acho que esta história dos empregos vai render, pois sabemos que ninguém do “elenco principal” será despedido. Com relação à Izzie, sua permanência na série é uma faca de dois gumes, pois se por um lado sabemos que ela está com câncer, por outro não tememos mais por sua vida (depois da “ressurreição”), o que certamente tira o peso dramático intentado. Por fim ressalto que os pacientes foram interessantes, com destaque para o sujeito esquizofrênico e sua mãe super protetora. Um bom início de uma temporada promissora!

bgossipGossip Girl (3×01: Reversals of Fortune, 3×02: The Freshman, 3×03: The Lost Boy): Felizmente Gossip Girl não ficou só naquela baboseira de Serena querendo chamar atenção do pai ausente que vimos no primeiro episódio. Aquela traminha foi uma das coisas mais ridículas que a série pôs na tela e parece que eles simplesmente não têm nada em vista para a moça. Mas eis que Blair Waldorf consegue salvar o que parecia ser um morno início de temporada, com sua epopeia na NYU! Valeu a pena demais ver que as coisas não seriam tão fáceis como ela imaginava, pois lá não é a Constance onde ela estava acostumada a ser a Queen B! Festinhas com sushi? Bolsinhas de presente? O pessoal da facu quer é agitação e o jogo literalmente virou, pois Dan Humphrey se tornou o popular! Pra melhorar Georgina voltou pra agitar, mostrando que de sonsa ela só tem a cara! É uma pena que mais histórias precisam ser contadas e que a narrativa não foca somente no “núcleo Blair”. Não saquei qual foi aquela do filho de Rufus e Lilly aparecer dizendo que não é o verdadeiro. Mancada gigante do roteiro, numa situação que não ficou nada crível. Ainda que com um Nate avulso pegando a lindinha da cancelada Privileged e uma rivalidade boba entre Serena e Chuck, Gossip Girl no fim das contas ainda consegue divertir um bocado. Segue na nossa cobertura, mas não tão firme assim…

bsistersBrothers & Sisters (4×01: The Road Ahead, 4×02: Breaking the News): Que existe um problema na dinâmica de Brothers & Sisters não é novidade pra ninguém. Eu adoro este drama, mas tenho que admitir que sua fórmula de “conflitos de família” já esgotou e por isso a 4ª temporada chega com um enorme desafio de mudar isso para conseguir surpreender o público. Jura que Nora e Holly discutiram mais uma vez em uma festa? Barraco público entre Justin e Rebbeca? Ora, me conte algo novo. As brigas e confusões, que antes eram o meio em Brothers & Sisters, passaram a ser o fim, porque com um time invejável de talentos as cenas ficam sim muito boas. Mas precisam mudar e não adianta fazer a clássica manobra “Prison Break” de enganar o espectador com truques sugestivos de edição para isso, como aconteceu no final do primeiro episódio. E se alguém vai ser ameaçado por uma doença, não pode ser Kitty nessa altura do campeonato. Foquem em Sarah, que está praticamente avulsa na trama, mas mais do casal McCallister não dá. Reitero que eu gosto de cada frame deste drama, me sinto parte daquela família, mas a série tem que reconhecer estes problemas para crescer. No segundo episódio as coisas acalmaram, as contendas ficaram restritas a quatro paredes e com esta “respirada”, a temporada parece que começou a desenvolver. Destaque para o retorno “WTF’ de Ryan (ele não tinha sumido?) roubando informações preciosas da Ojai Foods e, é claro, para Nora Walker ao final entregando-se ao melhor papel de sua carreira. É essa a Brothers & Siters que eu quero continuar vendo.

bcalifornicationCalifornication (3×01: Wish You Were Here, 3×02: The Land of Rape and Honey): Hank Moddy é incorrigível e a estreia da 3ª temporada de Californication mostra que a série tem fôlego pra muito mais! Wish You Were Here foi um desfile de cenas e situações politicamente incorretas como pouco vemos na TV, mas de uma forma tão autêntica que jamais pode ser repreensível: da filha de Hank experimentando drogas ao professor claramente pedófilo, o episódio cruzou com facilidade a barreira da contravenção e fez uma verdadeira festa (especialmente naquele jantar). Mesmo sabendo que Hank tornaria um professor Universitário, o roteiro acertou e muito ao decidir mostrar como foi o processo e cumpre aqui destacar a ótima surpresa do retorno de Peter Gallagher (The OC) à TV, no papel do reitor. Já em Land of Rape and Honey, Ed Westwick fez uma divertida ponta na pele de um aspirante a novelista de romances vampirescos e Moody não deixou barato: “o mundo não precisa de mais ficção ruim sobre vampiros”, numa clara menção à Twilight (e, por que não, à The Vampire Diaries, de quebra). Ah, que bom também que temos Kathleen Turner em mais um papel, digamos, forte! Por estes episódios tenho certeza de que será uma excelente temporada, como de costume! Aquela aluna que também é stripper por si só garantirá isso…

bdexterDexter (4×01: Living the Dream, 4×02: Remains to be Seen): Depois de assistir aos dois primeiros episódios desta 4ª temporada de Dexter eu me senti esgotado igual o protagonista. Obrigado a suportar inúmeros encargos de uma só vez – pai de família, detetive e assassino serial – Morgan nunca esteve numa situação tão complicada, pois além de ter que manter o seu disfarce para o mundo, agora tem o horrível entrave de conseguir… ficar acordado no meio de tudo! Pra piorar ainda mais, o seu algoz Lundy está de volta à cidade atrás de um perigoso psicopata que desembarcou em Miami, o Trinity Killer, sombriamente interpretado pelo ótimo John Lithgow (3rd Rock From the Sun). A temporada, que é a primeira cujo roteiro é inteiramente desgarrado dos livros, começou num altíssimo clima de tensão com o acidente de Dexter logo após ter dado cabo à sua mais recente vítima. Mas o segundo episódio veio e conseguiu deixar tudo ainda mais imprevisível quando percebemos que a memória de Dexter aparentemente pregou uma peça no sujeito, já que o corpo do sujeito que ele matou simplesmente havia desaparecido. A saída pra tudo foi tão genial quanto o próprio Código de Harry, provando que o instinto de auto-preservação do nosso herói demonstra de forma inequívoca quem ele realmente é. Aplausos de pé para este começo de temporada da melhor série da TV!

bboredBored to Death (1×01: Stockholm Syndrome, 1×02: The Alanon Case): Um aspecto sobre Bored to Death é inquestionável: sua esquisita originalidade. Sem uma premissa definida, esta nova comédia da HBO começa contando a história de um escritor abalado pelo fim de um cômodo relacionamento e que resolve fazer bicos como detetive particular. Adotando uma forma narrativa característica de filmes noir, o maior problema desta série diz respeito ao seu objetivo e ao excesso de “liberdades poéticas” de seu texto. Ora, torço para que as bizarras coincidências do roteiro não estejam ali apenas por ser, pois, do contrário, as costumeiras sacadas “espertinhas” de Johnathan ou o desapego de George (Ted Danson) deixarão de ser engraçados e tornar-se-ão enfadonhas com o passar do tempo. Com dois episódios exibidos a história não parece ter evoluído quase nada e também não podemos dizer que o protagonista é uma figura carismática e cativante. Por isso ficarei de olho nessa série, que por enquanto ganha o sinal amarelo em nossa cobertura. Sabemos que HBO é HBO, mas coisas como Hung estão aí para lembrar-nos que o canal não é infalível a erros…

bhouseHouse (6×01: Broken, 6×02: Epic Fail, 6×03: The Tyrant): Com certeza me faltarão adjetivos para descrever o que foi a estreia da 6ª temporada de House: uma obra-prima que poderia facilmente ter sido um longa metragem que arrasaria em bilheteria no mundo inteiro. Fugindo totalmente da narrativa episódica e característica, Broken mergulhou de cabeça no universo de Gregory House, desconstruindo a personagem aos poucos, num ritmo até cansativo. Internado em uma instituição mental, House iniciou um perigoso jogo em que seus esforços para sabotar a si mesmo (como ele sempre fez) constantemente vinham em vão, já que ele estava sempre passos atrás do programa de reabilitação a que se submeteu. No fim ele teve que ceder e espero que esta epifania na vida da personagem consiga trazer uma bem-vinda mudança à série, que começava a sofrer um desgaste. E foi justamente isso que vimos em Epic Fail, episódio que retomou a rotina no hospital, mas sem o bom doutor que resolveu explorar seus dotes culinários. Foreman assumiu a chefia e o constante atrito o levou a tomar a absurda decisão de despedir sua namorada, Thirteen (ô casal que não convence), trazendo Cameron e Chase de volta à trupe para o surpreendente episódio The Tyrant que seguiu. Encerrando esta trilogia com chave de ouro, o capítulo que tinha como personagem principal a figura de um genocida africano certamente dividirá opiniões com o chocante desfecho (e evitarei dizer aqui qual é, mesmo com o aviso de spoiler no topo). Torço muito para que esta história volte a ser explorada e que os casos em House sejam contados com mais calma agora que, aparentemente, nada mais será o mesmo…

beastwickEastwick (1×01: Pilot): Se você gosta de programas que não exigem o mínimo de raciocínio, tramas óbvias e assustadoramente previsíveis, Eastwick é um prato cheio. Baseada na mesma obra que deu origem ao clássico filme As Bruxas de Eastwick, com Jack Nicholson, esta série aparenta ter o objetivo de retirar toda e qualquer densidade dramática do livro e vomitar o resultado na telinha sem o menor esforço narrativo. Não vou nem perder tempo narrando a premissa, pois basta saber que três mulheres que vivem numa cidadezinha descobrem-se bruxas e, logo de cara, você vê coisas como uma delas sonhando algo para, instantes a seguir, exatamente o que ela sonhou tornar-se realidade ou (oh!) uma dizer a palavra “terremoto” ou “eletricidade” (sabiamente jogadas fora de contexto numa frase) para que (oh!) um terremoto ocorra ou um raio caia do céu. Eastwick não quer que o espectador perca tempo pensando, por isso não vou perder mais meu tempo falando desta produção barata da ABC, que merece o feitiço do cancelamento.

bofficeThe Office (6×01: Gossip, 6×02: The Meeting, 6×03: The Promotion): Ano após ano The Office consegue reinventar-se, o que é louvável considerando que esta é uma comédia sobre o dia a dia em um escritório. A ideia da súbita promoção de Jim ao posto de co-gerente da filial abriu inúmeras possibilidades e, por incrível que pareça, tudo aconteceu de forma orgânica à história que estava sendo desenvolvida. É fato que os roteiristas desta série nunca deixaram a bola cair e a nova organização refletiu diretamente na evolução das personagens. Quando eu iria imaginar que Jim se tornaria o anti-herói quando assumiu o encargo de decidir o que fazer para distribuir os bônus? Que bagunça épica ele aprontou ao lado de Michael Scott, líder que ele sempre criticou. Foi muito bom voltar à Scranton e a equipe realmente está de parabéns!

bcommunityCommunity (1×01: Pilot, 1×02: Spanigh 101, 1×03: Introdution to Film, 1×04: Social Psychology): Eu ainda não estou certo sobre o futuro de Community. Após um piloto fraco, a série deu uma boa virada em seu segundo episódio e conseguiu ir além de sua premissa – advogado perde a licença e é obrigado a refazer o curso numa faculdade comunitária, onde encontra diversos tipos esquisitos e uma linda garota. Joel McHale, apresentador do programa The Soup no E!, é o protagonista que quer passar de ano sem esforços e o ator consegue realizar um bom trabalho. Já Chevy Chase, costumeiramente excelente, aparece subaproveitado num papel que o relega à condição de o “velhote bobo” e os outros personagens parecem ter sido compostos para tentar espelhar a galera “do fundão” de The Office e 30 Rock. A comédia tem o seu charme, conta com umas boas sacadas, mas não sei… O quarto episódio foi arrastado e desinteressante, sem contar algumas situações que soam forçadas. Falta alguma coisa para torná-la indispensável como Modern Family, por exemplo. Ficarei de olho e, por enquanto, ela ganha o nosso sinal amarelo.

bflashFlashForward (1×01: No More Good Days, 1×02: White to Play): Desde que o conceito de FlashForward veio à público, as indicações de que ela será “o novo LOST” não param. Pelo intenso episódio piloto, que já inicia a série mostrando um fenômeno mundial desconhecido que faz com que toda a população do planeta apague por 2 minutos e 17 segundos para ter um flash do futuro, é sim possível notar elementos que podem fazer com que ela seja uma grande série de suspense e mistério como a dos sobreviventes do voo 815. Mas da mesma forma também percebi muitas similaridades com a fracassada Jericho. Fato é que FlashForward é bastante promissora e só. A relevância que ela terá dependerá de seu desenvolvimento e até o final do primeiro episódio a produção se destaca das demais desta temporada por conseguir instigar a imaginação do espectador com a constante pergunta: “o que você faria se visse o seu próprio futuro”? O segundo episódio foi sensivelmente mais fraco e a ideia de um evento em escala mundial, como de fato ocorreu, ainda não foi bem estabelecida. O foco na equipe do FBI de Los Angeles traz uma visão limitada dos eventos e aprofunda-se somente no quadro da investigação de Mark (o que foi bastante conveniente, não é?). Sinceramente não quero aumentar as minhas expectativas, mas considero os dois primeiros episódios satisfatórios até o momento. Contudo, quero ser surpreendido como aconteceu no final do piloto com a descoberta de que um misterioso sujeito estava “acordado” bem na hora do apagão global. Agora, se isso virar a sustentação dos cliffhangers do drama, como aconteceu no final do segundo episódio, teremos um grande problema à vista. Espero muito que os roteiristas desta série tenham uma visão global daquilo que estão lidando, pois senão eles ficarão perdidos.

bdollhouseDollhouse (2×01: Vows): Depois de uma primeira temporada ascendente, Dollhouse parece ter estagnado sua trama nesta estreia do 2º ano e isso foi refletido na baixíssima audiência que a série recebeu. Tudo bem que estamos apenas começando, mas a expectativa é alta e Joss Whedon não soube vender bem o seu novo plano. Vows adotou uma narrativa confusa e Paul como “cliente” da casa e toda aquela história de Echo casando com um criminoso não conseguiu convencer. O endgame não está claro e apenas 13 episódios estão garantidos (o criador já disse que o 13º episódio desta temporada cria um desfecho satisfatório, continuando ou não). Pelo histórico positivo, Dollhouse continua com sinal verde, mas passará para o Season Pass, onde poderemos fazer uma análise sobre como será o desempenho da temporada como um todo. Torço para que não seja cancelada precocemente, apesar dos pesares.

bgleeGlee (1×03: Acafellas, 1×04: Preggers, 1×05: The Rhodes Not Taken, 1×06: Vitamin D): Vocês sabem, pela resenha que fiz do episódio piloto, que eu não sou totalmente entusiasta de Glee. Na última Semana em Série que fiz antes da minha viagem relatei as melhorias desta série musical, mas temo não corresponder às expectativas dos fãs nas resenhas. Começando pelo lado positivo dos últimos episódios exibidos, gostei muito da forma como que a trama foi conduzida: centrada em uma disputa infantil entre o departamento artístico da escola com o de educação física (liderado pela ótima Jane Lynch como a inescrupulosa Sue), o roteiro dá uma importância absurda às situações e tudo toma uma dimensão ainda maior e mais interessante do que seria na vida real. As personagens também são todas convicentes e bem construídas, do elenco principal às pontas. Artisticamente, Glee é uma série completa, mas eu não consigo acostumar com certos aspectos do lado “musical” quando este não é apresentado de forma orgânica. Ora, é até aceitável (pra mim) que uma música comece em um sonho ou numa apresentação, mas a 4ª parede cai completamente quando o time de futebol americano inteiro começa a dançar All the Single Ladies da Beyoncé sem o menor propósito. Concordo que isso funciona para o “alegre” Kurt, mas do contrário soa muito forçado. Outra coisa que não desce na minha opinião é a atuação em excesso, que afeta a série em muitos momentos (e que pode ser culpa da direção): as performances de Kristen Chenoweth (pra mim, reitero) beiraram o insuportável de tão over, comprometendo o resultado final. Ora, às vezes parece até que eles estão sob o efeito de altas doses de energético (ah, não, era vitamina D)! Da mesma forma que aconteceu com Pushing Daisies (e seu excesso de fantasia), acredito que estes detalhes, caso não acertados, podem eventualmente cansar o espectador a médio prazo. Gosto muito das músicas, da maioria das performances e das ótimas tramas como a da gravidez de Quinn, dos planos da mulher do Will, dos triângulos amorosos e a luta para que o grupo entre no campeonato estadual, mas Glee poderia diminuir o tom aqui e ali para emplacar de vez.

Three Rivers e Mercy: Não vou me aprofundar nestas séries, porque além de não planejar acompanhá-las, seus episódios pilotos foram absurdamente esquemáticos e refletem tão somente o interesses dos executivos das emissoras CBS e NBC em terem versões das séries médicas de sucesso atuais. A primeira conta a história de uma equipe de especialistas em transplante de órgõs, apresentando uma montagem inadequada, casos desinteressantes, arrastados e uma linguagem rasa. Já a segunda quer ser a Grey’s Anatomy das enfermeiras e é bobinha, água-com-açúcar e piegas. Aposto em cancelamento e não recomendo perderem tempo com elas. Se quiser insistir em alguma, acredito que Three Rivers deva ir mais longe pelo investimento realizado. Mas se quiser assistir séries médicas de qualidade mesmo, fique HouseNurse Jackie e a própria Grey’s Anatomy. Fica a dica. Ah, e sobre The Forgotten, bem, digamos que com dez minutos eu desliguei a TV, pra vocês verem a paciência que eu tenho com séries investigativas genéricas… Passo.

Esse foi o Semáforo! Na próxima Semana em Série as estrelas estarão de volta à cena para quotar as séries que ficarão em nossa cobertura! Agradeço desde já a sua audiência e o seu comentário, caso queria compartilhar aqui as suas impressões sobre estas e outras séries que acompanha! Até a próxima!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Bored to Death, Brothers & Sisters, Californication, Community, Dexter, Dollhouse, Eastwick, FlashForward, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, House, Mercy, The Good Wife, The Office, Three Rivers Tags: , ,
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