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Arquivo da Categoria Glee

20/11/2009 - 10:54

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bhouseHouse (6×06: Known Unknowns): OK, sabemos que esta temporada de House está focando menos nos pacientes, motivo pelo qual os casos estão necessariamente mais desinteressantes para permitir que o público preste mais atenção no que anda acontecendo com House, Wilson, Foreman, Chase, Cameron e, claro, Cuddy. Mas sinceramente, o imbróglio do tão aguardado envolvimento entre o médico rabugento e a gerente do hospital está longe de empolgar. Aliás, vou além e digo que este foi um dos episódios mais maçantes de toda a série. O que salvou em parte foi ver a revelação de Chase para Cameron sobre a morte do tirano, mas ainda assim eu esperava que o episódio fosse desenvolver algo mais intenso, em vez de encerrar-se com um anti-clímax. Talvez este seja o início de uma excelente storyline, mas por enquanto deixou a desejar.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×06: Glass Houses; 3×07: So Here’s the Thing): Finalmente Californication engenou numa história que, apesar de clichê, deu uma boa movimentada na série. Como sempre Hank aprontou, só que desta vez aproveitando que Karen estava em outro CEP, o sujeito passou dos limites e enfeitiçou três mulheres completamente diferentes. Mas com a decisão da família Moody morar em Nova York (o que sabemos que, eventualmente, não vai colar), o doidão teve que sair por aí pra tentar apagar os diversos focos de incêndio que iniciou. A tarefa, por óbvio, se mostrou comicamente mais complicada do que o normal rendendo os melhores momentos da temporada. Todas querem Hank e ele quer todas e quero só ver o que vai dar tudo isso. Com fillers ou não, Californication é sempre um ótimo e prazeroso passatempo.
Cotação Bruno Carvalho:

bgleeGlee (1×09: Wheels): Fugindo um pouco do que acontece “dentro” da tela, eu fico indignado quando tais “grupos representativos” de alguma minoria utilizam algo extremamente inofensivo para chamarem atenção. E mesmo fazendo um episódio dedicado à evidenciar as dificuldades que deficientes físicos passam no dia a dia, sem tornar-se pedante ou exageradamente complacente, a associação que representa os portadores de deficiência móvel se prostaram contra a série apenas porque o ator que interpreta o cadeirante, na realidade, não é um. Ora, gente, isso é uma série e a escolha dele foi feita basicamente de acordo com critérios artísticos. Sobre o episódio em si, foi bom que eles avançaram um pouco sobre o campeonato em que o grupo Glee participará (ora, pelo menos já resolveram a questão do transporte), mas o que chamou a atenção não foram nem os números musicais ou o experimento “social” do Sr. Schuester. A grande lição, quem diria, veio de Sue Sylvester. Sempre impiedosa com tudo e com todos, já estávamos esperando o pior quando uma portadora de Síndrome de Down foi fazer o teste para ser uma de suas líderes de torcida. Ela também não foi condescendente (como a maioria) e tratou-a como uma pessoa normal, como deveria ser tratada. Tal sensibilidade, como vimos, decorre de família, já que ela tem uma irmã em situação semelhante. Glee se sobressaiu neste episódio, justo este que fora injustamente atacado.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bfnlFriday Night Lights (4×03: In the Skin of a Lion): Buddy Garrity sempre foi uma das figuras que mais gosto em Friday Night Lights. Com uma aparência imponente e traços fortes, é difícil imaginar à princípio que ali está um homem tão bom, justo e apaixonado pelo futebol. E se tem uma coisa que se destaca nesta série é a paixão que personagens como esta exalam. Seja o treinador Taylor por seu time, a diretora Tammy pela justiça e até o pacato Matt Saracen por sua debilitada avó. Mas um dos pontos altos já deste início foi o discurso cândido e merecido de Buddy aos “colegas” que só pensam no trunfo dos Panthers às custas da humilhação de Taylor. Foi naquele momento, cercado de gente falsa e com propósitos escusos como o de John McCoy que ele percebeu que o que importa não é a afiliação a um nome ou um emblema e sim àqueles que estão e sempre estiveram apoiando-o. Friday Night Lights vem apresentando mais um início de temporada consistente e emocionante como poucos dramas sabem fazer hoje em dia.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bvV (1×02: There is no Normal Anymore): Muita coisa mudou do piloto de V com relação a este segundo episódio, algumas pra melhor e outras pra pior. O que melhorou foi o ritmo que deixou de ser atropelado, permitindo que o espectador possa digerir o que está vendo com mais calma. Por outro lado, o desenvolvimento das personagens (fundamental para o bom estabelecimento de qualquer série) ainda está aquém do ideal, investindo pouco na história da protagonista Erica ou de coadjuvantes como o repórter Chad. Além de termos a visão global da “invasão”, que está sendo muito bem conduzida através de flashes das naves ao redor do planeta, a série precisa trazer o ponto de vista pessoal para que o público se conecte. Figuras como o padre que não parece padre não ajudam e só servem para criar antipatia. E ao passo que o caso de Morris, o ET do bem, empolga ao vermos que sua família está em risco, o tal romancezinho entre o filho mala de Erica com a “embaixadora” loirinha ultrapassa todos os clichês. O cliffhanger foi apenas adequado, pois deu a entender que V poderá copiar a fórmula da ressurreição de Battlestar Galactica. Espero que eu esteja errado.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Californication, Friday Night Lights, Glee, House, v Tags: , ,
29/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×04: Dex Takes a Holiday): Este episódio deve ter sido um banho de água fria nos críticos de ocasião que diziam que o drama estava desinteressante e arrastado. Ao contrário da maioria das produções, Dexter é escrita e produzida com muito cuidado e a prova da supremacia técnica e criativa está neste fantástico Dex Takes a Holiday, um dos melhores episódios de toda a série. Depois de mergulhá-lo num mar de encargos, tarefas e atribulações, o roteiro trouxe descanso ao nosso querido Morgan com a viagem de Rita e as crianças. Sozinho, o que não faltou foi um tempo pra matar. Literalmente. Obstinado em aproveitar o máximo de sua liberdade temporária, Dexter foi atrás de uma policial suspeita de ter assassinado toda sua família e inocentada pela falta de provas e pelo protecionismo dos membros da força com os seus. Mas um assassino facilmente conhece outro e após fazer sua meticulosa due dilligence, o Dark Defender chegou à inevitável conclusão de que ela realmente cometera o crime. Não antes, contudo, a série mostrou algumas das cenas mais angustiantes já vistas, pois a sagaz agente se revelou como um adversário acima da média dos scumbags usuais. E foi transformado no mensageiro da morte durante a execução da mulher que Dexter, perplexo e maravilhado, descobriu que possui um laço muito mais forte do que ele imaginava com Rita e as crianças. Dex Takes a Holiday não só evidenciou ainda mais os talentos de Michael C. Hall e Jennifer Carpenter, como ainda trouxe um dos melhores cliffhangers da temporada, com o ocorrido com Debra e Lundy. Dexter continua fenomenal como sempre foi.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×04: Zoso, 3×05: Slow Happy Boys): O quarto episódio desta temporada de Californication foi abaixo da média, engrenando somente em seus instantes finais quando as três mulheres que Hank recentemente “pegara” estavam em sua sala de aula na universidade. Pouca coisa aconteceu e os problemas que ele vem enfrentando com Becca não foram bem desenvolvidos. Mas as coisas melhoraram e muito em Slow Happy Boys com a viagem da filha e concomitante chegada de um antigo amigo de Moody. Orgia vai, orgia vem, acontece que a vida do cara fica mais complicada a cada minuto e, apesar deste ter sido mais um filler, Californication acaba divertindo, ainda mais agora que retomaram a história do simpático Charlie e sua luta para reconquistar sua mulher. O problema é que o cara não dá uma dentro… A coisa vai esquentar com o retorno de Karen e quero só ver como ele vai sair de todas em que se meteu!
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×06: I Saw What I Saw): Grey’s Anatomy deu um verdadeiro show esta semana! O episódio I Saw What I Saw fugiu completamente do habitual e mostrou o caos que foi instaurado no Seattle Grace após a ocorrência de um erro médico que custou a vida de uma paciente. O curioso é que a narrativa foi desenvolvida no esquema “ponto de vista”, o que acabou se tornando um excelente trabalho de criação, logística de produção e edição. As cenas eletrizantes no pronto-socorro que estava atribulado foram revisitadas diversas vezes enquanto os envolvidos prestavam seus depoimentos ao Chief. Mas o grande trunfo do episódio veio mesmo em seu final: ao evidenciar o erro da médica que viera do Mercy West, Derek questionou seu superior sobre a forma que ele vem displicentemente comandando o hospital com o clima de tensão que ele impôs e todo o complicado procedimento de fusão – esta sim a verdadeira origem dos problemas. Já não vejo a hora em que Sheppard vai emergir como o novo líder do Seattle Grace. Yes he can!
Cotação Bruno Carvalho:

comment1172

bgleeGlee (1×08: Mash-Up): Este é o segundo episódio em que os roteiristas de Glee apostam no desfalque do grupo de canto para criar drama e é a segunda vez que isso não funciona. Da mesma forma que ocorreu com Rachel, esta efêmera instabilidade só prejudica a trama, pois fica evidente que eles querem enrolar o público. Ora, muito melhor se nesta altura do campeonato Glee focasse mais no… campeonato! Até o momento pouco sabemos como serão as eliminatórias do concurso que o Sr. Schuester quer ganhar. Aliás, ele anda bem robert, não? Querendo aparecer, dançar e “cantar” o tempo inteiro. O lado bom é que Mash-Up foi mais um episódio divertido com aquele lance dos “gelados” e a constante batalha por popularidade na escola. Foi legal também que vimos um lado mais “paz e amor” de Sue Sylvester, que estava apaixonada pelo âncora do jornal, mas agora que ela tomou um pé na bunda estou com dó do Glee Club. Só achei que a cena da dancinha podia ter sido em um sonho da treinadora, porque esta desconstrução (ainda que momentânea) de uma personagem tão forte (e capaz de gerar memes na Internet) não faz bem pra série. Infelizmente Glee fará uma pausa e voltará somente no dia 11 de Novembro. Confesso, sentirei falta.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bflashFlashForward (1×05: Gimme Some Truth): Seria a melhor maneira de estabelecer bem uma série de mistério e conspiração com burocracia? Bem, é assim que pensam os showrunners de FlashForward que apresentaram mais um episódio em que muito se falou e pouco se fez. Isto resume bem este drama até agora, já que é consenso “global”, pelo visto, de que a produção não engrenou. Isso é o que eu colocaria em meu “Mosaic”. E aí, temos indícios de que a China está envolvida no apagão? Ok. Indícios. Qualquer fã de série hoje em dia, escolado com LOST, Arquivo X etc. sabe que isso é pura “encheção de linguiça”. E nem pra nos enrolarem com estilo: o “recheio” de FlashForward continua insosso, desmotivador e as coisas só melhoram quando chegam perto dos finais (e olha que o desse episódio nem foi bom). Outro erro gravíssimo é começar um capítulo pelo gancho e não apresentar nenhum fato novo e contundente. Quando terminei de assistir pensei: “poxa, se já mostraram o cliffhanger, por que perdi meu tempo vendo os 40 minutos anteriores?” Tá complicado…
Cotação Bruno Carvalho:

bofficeThe Office (6×05: Mafia; 6×06: The Lover): Mesmo depois de um estrondoso episódio como foi o do casamento de Jim e Pam, The Office continua fazendo bonito. Com Mafia Michael Scott voltou com tudo sendo facilmente influenciado pelas duas mentes mais “brilhantes” da filial: Dwight e Andy, que insistiam que o vendedor de seguros italiano era da máfia e queria extorquir a pacata Dunder Mufflin. Mas o mais legal foi Kevin cancelando o cartão de crédito do Jim sem querer, enquanto este curtia sua lua-de-mel em Porto Rico. As coisas esquentaram mesmo em The Lover, quando o caso de Michael com a mãe de Pam veio à público causando uma reação exagerada, mas bem compreensível da nova vendedora. Afinal, quem quer Michael Scott como padastro? Como de costume, a comédia carregou na dose de humor negro, o que é sempre bem-vindo. Ah, e é bom que Jim pare de subestimar Dwight, né? Ele não é louco… The Office vem numa ótima sequência de episódios!
Cotação Bruno Carvalho:

Por esta semana é só. Vou falar de algumas séries, incluindo 30 Rock, de dois em dois episódios, em caráter experimental igual fiz com algumas acima. Semana que vem tem mais!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Californication, Dexter, FlashForward, Glee, Greys Anatomy, The Office Tags: , ,
19/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×03: Almost Normal): A doença de Kitty, ao meu ver, veio num momento onde o foco deveria ser (qualquer) outro. Ora, na temporada anterior mesmo a família Walker lidou com o problema de saúde de Robert e tudo isso que estão (re) vivendo com a sua esposa parece um imenso dèja vu. O mesmo posso dizer com relação à Kevin e Scotty com a questão do bebê (barriga-de-aluguel ou adoção), assunto abordado também na temporada passada e até batido. Às vezes Brothers & Sisters me lembra um pouco a finada Party of Five, onde sempre alguma grande tragédia familiar estava acontecendo. Poxa, nós sabemos que esta série não precisa disso e a prova está nas ótimas tramas envolvendo o antigo rival de William que apareceu para complicar as coisas na Ojai ou até mesmo a incursão de Justin na faculdade de medicina. A temporada ainda não decolou e os sinais de desgaste vão ficando mais evidentes…
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×04: The Sexless Innkeeper): É sempre imprevisível a forma que How I Met Your Mother vai contar uma história. Entre sonhos, flashbacks e flashforwards, a variada estrutura narrativa que esta sitcom segue a difere de todas as outras produções do gênero. Desta vez eles voltaram séculos no tempo para contar o caso da “pousada do assexuado”, já que Ted caíra no velho golpe da mulher utilizá-lo apenas para passar a noite em seu apartamento, sem sexo! Os casais também deram um show à parte com toda aquela celeuma envolvendo o “encontro”, mas confesso que no final a ótima piada começou a esgotar, pois passaram do ponto. De qualquer forma, a cançao “All By Ourselves” foi demais!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×04: The Pirate Solution): Poxa, somente aquela cena que mostrou Sheldon e Raj trabalhando até a “exaustão” ao som de Eye of the Tiger já valeu por todo este ótimo episódio de The Big Bang Theory! The Pirate Solution trouxe exatamente o que a série precisa: uma agitada nas coisas. Apesar de sempre bons, eles estavam meio acomodados e deixando tudo nas costas de Jim Parsons. Com a estadia de Raj nos EUA ameaçada, a solução mais brilhante que eles encontraram foi colocar o nerd para trabalhar com o encrenqueiro mor, o que rendeu situações hilárias: “você trabalha PARA mim“! Isso além de ajudar a derrubar o “mito” Sheldon, porque não há nada melhor do que mostrar o cara errado e dando (ao menos um pouco) o braço à torcer. Longa vida aos reis da ciência!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgoodwifeThe Good Wife (1×03: You Can’t Go Home Again, 1×04: Fixed): Poxa, The Good Wife estava indo relativamente bem até que estes dois episódios apareceram para quebrar completamente o ritmo. Primeiro porque o roteiro simplesmente ignorou a investigação que os filhos de Alicia estavam conduzindo com relação à foto incriminadora do pai. Isso é estranho, porque ao mesmo tempo em que sugerem que ele pode ter sido vítima de uma armação, estes episódios praticamente confirmaram o envolvimento dele em todas as acusações que estão sendo feitas. Tudo bem que o drama está apenas começando, mas seria bom que uma estrutura lógica fosse seguida. O destaque continua na forma como Alicia vive esta delicada situação e como ela acaba utilizando esta experiência negativa em sua vida para ajudar os outros. Gostei muito do caso envolvendo a manipulação do júri que, no final das contas, foi providenciada pela própria parte que a moça defendia (legal também a participação do “Andy” de True Blood como o advogado de defesa da empresa farmacêutica). The Good Wife ainda precisa, contudo, encontrar o seu caminho e seguí-lo com convicção. A falta de um objetivo maior pode comprometer esta promissora série.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1165

bgleeGlee (1×07: Throwdown): Sue Sylvester carregou grande parte deste episódio de Glee (e boa parte da série até agora), o que não é nada reprovável, já que Jane Lynch é uma atriz excelente e que vem me surpreendendo a cada aparição na TV (ela também fez Party Down e está frequentemente em Two and a Half Men). A incontrolável rixa que ela tem com o grupo Glee é, de longe, a parte mais interessante desta comédia musical que vem demonstrando ter uma boa dose de humor negro. Simplesmente adorei os momentos politicamente incorretos, principalmente quando colocaram a “minoria” para cantar sob o comando da loira: “eu gosto tanto de minorias que estou pensando em me mudar para Califórnia para me tornar uma“. Pena que ela abandonou o cargo de co-treinadora tão cedo: “é coisa de frutinha. Eu não aguento ver estes jovens emocionados, a não ser se for por exaustão física”. Brilhante! Foi bacana também ver a galera cantando de verdade em cena (sem dublagem e auto-tune), numa jam session bem agradável e real. Um bom episódio, inquestionavelmente!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×03: 137 Sekunden, 1×04: Black Swan): Decepcionantes. Esta palavra resume muito bem o meu sentimento com relação aos dois últimos episódios de FlashForward exibidos na TV americana. Ora, pra uma série que se vende como o próximo grande fenômeno pós-LOST, seu desempenho está muito aquém do ideal. 137 Sekunden foi até construído de forma interessante, crescendo até o momento em que Mark interroga o nazista e ele dá aquela revelação sobre os pássaros e a descoberta de um incidente anterior na Somália emerge. Eis aí que Black Swan chegou como um tremendo anti-clímax, contando uma historinha totalmente desinteressante sobre o garoto com hipocortisolismo e ignorando os fatos do capítulo anterior. Isso sem contar no retorno daquela moça presa (num interrogatório que não levou a lugar algum) e na insistência com o caso de Olivia com sua visão futura (como bem disse a colunista Claudia Croitor: quantas vezes vão mostrar aquela cena dela chamando o futuro companheiro?). Para temermos pelo casal de protagonistas, a série precisa, primeiro, fazer com que nos importemos com eles. Objetivo falho até o momento e não sei nem o que dizer do final com o “Charlie” ligando para o sujeito, que chegou a dar vergonha alheia tamanha a artificialidade da frase que ele diz. Os episódios de FlashForward até agora são vazios e parece que o drama quer se sustentar apenas nos cliffhangers (que vá lá, foram bons). Alerta Jericho.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×01: Season 4): Foi muito válida a comemoração que os roteiristas de 30 Rock fizeram no início deste episódio, convidando todos para a 4ª temporada de uma série que disseram que não iria durar por conta da baixa audiência. Tina Fey e sua equipe superaram todos os obstáculos para chegar até aqui abocanhando, de quebra, vários e merecidos prêmios. Nesta premiére eles já começaram elevando o nível quando Kenneth resolveu mobilizar os pages para uma greve contra o canal por causa da ganância de seu CEO Jack Donaghy. Enquanto isso Liz e Pete iniciaram o árduo trabalho de contratar mais um ator para o show (o que deixa os outros, especialmente Jenna, descontrolados), mas o grande destaque deste episódio foi Tracy e sua obstinação de “reaproximar” das classes mais baixas, que rendeu os melhores momentos. A grande sacada, contudo, envolveu o fim da greve declarado por Kenneth pelos motivos errados – ele apenas queria que seu chefe escrevesse que era um grande mentiroso em um pedaço de papel. Gênio! Já o número musical final com Jenna foi um espetáculo à parte. Como é bom voltar ao Rockefeller Plaza, nº 30!
Cotação Bruno Carvalho:

Calma que não acabou! Esta semana ainda tem mais uma leva de comentários, com Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, House, Grey’s Anatomy e o melhor The Office de todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Brothers & Sisters, FlashForward, Glee, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
13/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
Terça chegou e conforme prometido continuo aqui o Semáforo Semana em Série com comentários das principais novidades deste Fall Season e dos retornos. Lembrando que as séries com sinal verde retornarão sempre aqui no blog, seja semanalmente ou no Season Pass; os dramas e comédias com sinal amarelo ficarão “em observação” e os marcados com sinal vermelho não voltam (com nosso aval para vocês “cancelarem” também sem dó). Shall we?

comment1160

bgoodwifeThe Good Wife (1×01: Pilot, 1×02: Stripped): Tirando a interpretação da talentosa Julianna Margulies como “a boa esposa”, não vi muitos méritos no piloto de The Good Wife. Centrado numa mãe de família que é obrigada a retomar sua carreira como advogada depois que seu marido foi preso acusado de envolvimento em um escândalo político, o drama chegou sem mostrar direito a que veio, adotando uma narrativa levemente arrastada e com um “caso da semana” esquemático. Mas eis que veio o segundo episódio para assentar melhor a premissa da série, diminuindo a mecanicidade do roteiro e permitindo que a proposta seja melhor desenvolvida. Aliás, quando The Good Wife direciona sua atenção para Alicia (a esposa), o drama atinge o seu potencial, evidenciando os sacrifícios que ela tem que fazer para tentar preservar sua estrutura familiar enquanto luta internamente para processar o acontecido. Não curti tanto a parte jurídica/investigativa, que deixa muito a desejar perto de séries como The Practice, The Closer e até mesmo de Boston Legal, que muitas vezes nem se levava à sério. De qualquer forma, acabou revelando-se uma boa surpresa na temporada.

bgreysGrey’s Anatomy (6×01: Good Mourning, 6×02: Goodbye, 6×03: I Always Feel Like Somebody’s Watchin’ Me): Foi com muita sensibilidade e sensatez que Shonda Rhimes iniciou o 6º ano no Seattler Grace após a morte de George O’Maley, personagem querido por muitos e que oficialmente desfalca a atração. Em vez de fazer um confortável salto temporal, a roteirista soube explorar muito bem a morte do cirurgião e conseguiu, de forma delicada, contar como foi o impacto deste acontecimento na vida de seus amigos. Interessante que, da mesma forma que ocorre na vida real, a “ficha” demorou a cair e aos poucos Izzie, Meredith, Karev, Bailey e os demais foram se dando conta de que ele realmente se foi. O episódio duplo que abriu esta temporada foi emocionalmente desgastante, mas necessário. Já em I Always Feel Like Someone Is Watchin’ Me, o 3º episódio, a notícia da fusão instaurou o caos no hospital e, pelo visto, os dias do Chief parecem estar contados, já que Derek tem chances de assumir um importante papel na organização dos funcionários contra a Diretoria. Só não acho que esta história dos empregos vai render, pois sabemos que ninguém do “elenco principal” será despedido. Com relação à Izzie, sua permanência na série é uma faca de dois gumes, pois se por um lado sabemos que ela está com câncer, por outro não tememos mais por sua vida (depois da “ressurreição”), o que certamente tira o peso dramático intentado. Por fim ressalto que os pacientes foram interessantes, com destaque para o sujeito esquizofrênico e sua mãe super protetora. Um bom início de uma temporada promissora!

bgossipGossip Girl (3×01: Reversals of Fortune, 3×02: The Freshman, 3×03: The Lost Boy): Felizmente Gossip Girl não ficou só naquela baboseira de Serena querendo chamar atenção do pai ausente que vimos no primeiro episódio. Aquela traminha foi uma das coisas mais ridículas que a série pôs na tela e parece que eles simplesmente não têm nada em vista para a moça. Mas eis que Blair Waldorf consegue salvar o que parecia ser um morno início de temporada, com sua epopeia na NYU! Valeu a pena demais ver que as coisas não seriam tão fáceis como ela imaginava, pois lá não é a Constance onde ela estava acostumada a ser a Queen B! Festinhas com sushi? Bolsinhas de presente? O pessoal da facu quer é agitação e o jogo literalmente virou, pois Dan Humphrey se tornou o popular! Pra melhorar Georgina voltou pra agitar, mostrando que de sonsa ela só tem a cara! É uma pena que mais histórias precisam ser contadas e que a narrativa não foca somente no “núcleo Blair”. Não saquei qual foi aquela do filho de Rufus e Lilly aparecer dizendo que não é o verdadeiro. Mancada gigante do roteiro, numa situação que não ficou nada crível. Ainda que com um Nate avulso pegando a lindinha da cancelada Privileged e uma rivalidade boba entre Serena e Chuck, Gossip Girl no fim das contas ainda consegue divertir um bocado. Segue na nossa cobertura, mas não tão firme assim…

bsistersBrothers & Sisters (4×01: The Road Ahead, 4×02: Breaking the News): Que existe um problema na dinâmica de Brothers & Sisters não é novidade pra ninguém. Eu adoro este drama, mas tenho que admitir que sua fórmula de “conflitos de família” já esgotou e por isso a 4ª temporada chega com um enorme desafio de mudar isso para conseguir surpreender o público. Jura que Nora e Holly discutiram mais uma vez em uma festa? Barraco público entre Justin e Rebbeca? Ora, me conte algo novo. As brigas e confusões, que antes eram o meio em Brothers & Sisters, passaram a ser o fim, porque com um time invejável de talentos as cenas ficam sim muito boas. Mas precisam mudar e não adianta fazer a clássica manobra “Prison Break” de enganar o espectador com truques sugestivos de edição para isso, como aconteceu no final do primeiro episódio. E se alguém vai ser ameaçado por uma doença, não pode ser Kitty nessa altura do campeonato. Foquem em Sarah, que está praticamente avulsa na trama, mas mais do casal McCallister não dá. Reitero que eu gosto de cada frame deste drama, me sinto parte daquela família, mas a série tem que reconhecer estes problemas para crescer. No segundo episódio as coisas acalmaram, as contendas ficaram restritas a quatro paredes e com esta “respirada”, a temporada parece que começou a desenvolver. Destaque para o retorno “WTF’ de Ryan (ele não tinha sumido?) roubando informações preciosas da Ojai Foods e, é claro, para Nora Walker ao final entregando-se ao melhor papel de sua carreira. É essa a Brothers & Siters que eu quero continuar vendo.

bcalifornicationCalifornication (3×01: Wish You Were Here, 3×02: The Land of Rape and Honey): Hank Moddy é incorrigível e a estreia da 3ª temporada de Californication mostra que a série tem fôlego pra muito mais! Wish You Were Here foi um desfile de cenas e situações politicamente incorretas como pouco vemos na TV, mas de uma forma tão autêntica que jamais pode ser repreensível: da filha de Hank experimentando drogas ao professor claramente pedófilo, o episódio cruzou com facilidade a barreira da contravenção e fez uma verdadeira festa (especialmente naquele jantar). Mesmo sabendo que Hank tornaria um professor Universitário, o roteiro acertou e muito ao decidir mostrar como foi o processo e cumpre aqui destacar a ótima surpresa do retorno de Peter Gallagher (The OC) à TV, no papel do reitor. Já em Land of Rape and Honey, Ed Westwick fez uma divertida ponta na pele de um aspirante a novelista de romances vampirescos e Moody não deixou barato: “o mundo não precisa de mais ficção ruim sobre vampiros”, numa clara menção à Twilight (e, por que não, à The Vampire Diaries, de quebra). Ah, que bom também que temos Kathleen Turner em mais um papel, digamos, forte! Por estes episódios tenho certeza de que será uma excelente temporada, como de costume! Aquela aluna que também é stripper por si só garantirá isso…

bdexterDexter (4×01: Living the Dream, 4×02: Remains to be Seen): Depois de assistir aos dois primeiros episódios desta 4ª temporada de Dexter eu me senti esgotado igual o protagonista. Obrigado a suportar inúmeros encargos de uma só vez – pai de família, detetive e assassino serial – Morgan nunca esteve numa situação tão complicada, pois além de ter que manter o seu disfarce para o mundo, agora tem o horrível entrave de conseguir… ficar acordado no meio de tudo! Pra piorar ainda mais, o seu algoz Lundy está de volta à cidade atrás de um perigoso psicopata que desembarcou em Miami, o Trinity Killer, sombriamente interpretado pelo ótimo John Lithgow (3rd Rock From the Sun). A temporada, que é a primeira cujo roteiro é inteiramente desgarrado dos livros, começou num altíssimo clima de tensão com o acidente de Dexter logo após ter dado cabo à sua mais recente vítima. Mas o segundo episódio veio e conseguiu deixar tudo ainda mais imprevisível quando percebemos que a memória de Dexter aparentemente pregou uma peça no sujeito, já que o corpo do sujeito que ele matou simplesmente havia desaparecido. A saída pra tudo foi tão genial quanto o próprio Código de Harry, provando que o instinto de auto-preservação do nosso herói demonstra de forma inequívoca quem ele realmente é. Aplausos de pé para este começo de temporada da melhor série da TV!

bboredBored to Death (1×01: Stockholm Syndrome, 1×02: The Alanon Case): Um aspecto sobre Bored to Death é inquestionável: sua esquisita originalidade. Sem uma premissa definida, esta nova comédia da HBO começa contando a história de um escritor abalado pelo fim de um cômodo relacionamento e que resolve fazer bicos como detetive particular. Adotando uma forma narrativa característica de filmes noir, o maior problema desta série diz respeito ao seu objetivo e ao excesso de “liberdades poéticas” de seu texto. Ora, torço para que as bizarras coincidências do roteiro não estejam ali apenas por ser, pois, do contrário, as costumeiras sacadas “espertinhas” de Johnathan ou o desapego de George (Ted Danson) deixarão de ser engraçados e tornar-se-ão enfadonhas com o passar do tempo. Com dois episódios exibidos a história não parece ter evoluído quase nada e também não podemos dizer que o protagonista é uma figura carismática e cativante. Por isso ficarei de olho nessa série, que por enquanto ganha o sinal amarelo em nossa cobertura. Sabemos que HBO é HBO, mas coisas como Hung estão aí para lembrar-nos que o canal não é infalível a erros…

bhouseHouse (6×01: Broken, 6×02: Epic Fail, 6×03: The Tyrant): Com certeza me faltarão adjetivos para descrever o que foi a estreia da 6ª temporada de House: uma obra-prima que poderia facilmente ter sido um longa metragem que arrasaria em bilheteria no mundo inteiro. Fugindo totalmente da narrativa episódica e característica, Broken mergulhou de cabeça no universo de Gregory House, desconstruindo a personagem aos poucos, num ritmo até cansativo. Internado em uma instituição mental, House iniciou um perigoso jogo em que seus esforços para sabotar a si mesmo (como ele sempre fez) constantemente vinham em vão, já que ele estava sempre passos atrás do programa de reabilitação a que se submeteu. No fim ele teve que ceder e espero que esta epifania na vida da personagem consiga trazer uma bem-vinda mudança à série, que começava a sofrer um desgaste. E foi justamente isso que vimos em Epic Fail, episódio que retomou a rotina no hospital, mas sem o bom doutor que resolveu explorar seus dotes culinários. Foreman assumiu a chefia e o constante atrito o levou a tomar a absurda decisão de despedir sua namorada, Thirteen (ô casal que não convence), trazendo Cameron e Chase de volta à trupe para o surpreendente episódio The Tyrant que seguiu. Encerrando esta trilogia com chave de ouro, o capítulo que tinha como personagem principal a figura de um genocida africano certamente dividirá opiniões com o chocante desfecho (e evitarei dizer aqui qual é, mesmo com o aviso de spoiler no topo). Torço muito para que esta história volte a ser explorada e que os casos em House sejam contados com mais calma agora que, aparentemente, nada mais será o mesmo…

beastwickEastwick (1×01: Pilot): Se você gosta de programas que não exigem o mínimo de raciocínio, tramas óbvias e assustadoramente previsíveis, Eastwick é um prato cheio. Baseada na mesma obra que deu origem ao clássico filme As Bruxas de Eastwick, com Jack Nicholson, esta série aparenta ter o objetivo de retirar toda e qualquer densidade dramática do livro e vomitar o resultado na telinha sem o menor esforço narrativo. Não vou nem perder tempo narrando a premissa, pois basta saber que três mulheres que vivem numa cidadezinha descobrem-se bruxas e, logo de cara, você vê coisas como uma delas sonhando algo para, instantes a seguir, exatamente o que ela sonhou tornar-se realidade ou (oh!) uma dizer a palavra “terremoto” ou “eletricidade” (sabiamente jogadas fora de contexto numa frase) para que (oh!) um terremoto ocorra ou um raio caia do céu. Eastwick não quer que o espectador perca tempo pensando, por isso não vou perder mais meu tempo falando desta produção barata da ABC, que merece o feitiço do cancelamento.

bofficeThe Office (6×01: Gossip, 6×02: The Meeting, 6×03: The Promotion): Ano após ano The Office consegue reinventar-se, o que é louvável considerando que esta é uma comédia sobre o dia a dia em um escritório. A ideia da súbita promoção de Jim ao posto de co-gerente da filial abriu inúmeras possibilidades e, por incrível que pareça, tudo aconteceu de forma orgânica à história que estava sendo desenvolvida. É fato que os roteiristas desta série nunca deixaram a bola cair e a nova organização refletiu diretamente na evolução das personagens. Quando eu iria imaginar que Jim se tornaria o anti-herói quando assumiu o encargo de decidir o que fazer para distribuir os bônus? Que bagunça épica ele aprontou ao lado de Michael Scott, líder que ele sempre criticou. Foi muito bom voltar à Scranton e a equipe realmente está de parabéns!

bcommunityCommunity (1×01: Pilot, 1×02: Spanigh 101, 1×03: Introdution to Film, 1×04: Social Psychology): Eu ainda não estou certo sobre o futuro de Community. Após um piloto fraco, a série deu uma boa virada em seu segundo episódio e conseguiu ir além de sua premissa – advogado perde a licença e é obrigado a refazer o curso numa faculdade comunitária, onde encontra diversos tipos esquisitos e uma linda garota. Joel McHale, apresentador do programa The Soup no E!, é o protagonista que quer passar de ano sem esforços e o ator consegue realizar um bom trabalho. Já Chevy Chase, costumeiramente excelente, aparece subaproveitado num papel que o relega à condição de o “velhote bobo” e os outros personagens parecem ter sido compostos para tentar espelhar a galera “do fundão” de The Office e 30 Rock. A comédia tem o seu charme, conta com umas boas sacadas, mas não sei… O quarto episódio foi arrastado e desinteressante, sem contar algumas situações que soam forçadas. Falta alguma coisa para torná-la indispensável como Modern Family, por exemplo. Ficarei de olho e, por enquanto, ela ganha o nosso sinal amarelo.

bflashFlashForward (1×01: No More Good Days, 1×02: White to Play): Desde que o conceito de FlashForward veio à público, as indicações de que ela será “o novo LOST” não param. Pelo intenso episódio piloto, que já inicia a série mostrando um fenômeno mundial desconhecido que faz com que toda a população do planeta apague por 2 minutos e 17 segundos para ter um flash do futuro, é sim possível notar elementos que podem fazer com que ela seja uma grande série de suspense e mistério como a dos sobreviventes do voo 815. Mas da mesma forma também percebi muitas similaridades com a fracassada Jericho. Fato é que FlashForward é bastante promissora e só. A relevância que ela terá dependerá de seu desenvolvimento e até o final do primeiro episódio a produção se destaca das demais desta temporada por conseguir instigar a imaginação do espectador com a constante pergunta: “o que você faria se visse o seu próprio futuro”? O segundo episódio foi sensivelmente mais fraco e a ideia de um evento em escala mundial, como de fato ocorreu, ainda não foi bem estabelecida. O foco na equipe do FBI de Los Angeles traz uma visão limitada dos eventos e aprofunda-se somente no quadro da investigação de Mark (o que foi bastante conveniente, não é?). Sinceramente não quero aumentar as minhas expectativas, mas considero os dois primeiros episódios satisfatórios até o momento. Contudo, quero ser surpreendido como aconteceu no final do piloto com a descoberta de que um misterioso sujeito estava “acordado” bem na hora do apagão global. Agora, se isso virar a sustentação dos cliffhangers do drama, como aconteceu no final do segundo episódio, teremos um grande problema à vista. Espero muito que os roteiristas desta série tenham uma visão global daquilo que estão lidando, pois senão eles ficarão perdidos.

bdollhouseDollhouse (2×01: Vows): Depois de uma primeira temporada ascendente, Dollhouse parece ter estagnado sua trama nesta estreia do 2º ano e isso foi refletido na baixíssima audiência que a série recebeu. Tudo bem que estamos apenas começando, mas a expectativa é alta e Joss Whedon não soube vender bem o seu novo plano. Vows adotou uma narrativa confusa e Paul como “cliente” da casa e toda aquela história de Echo casando com um criminoso não conseguiu convencer. O endgame não está claro e apenas 13 episódios estão garantidos (o criador já disse que o 13º episódio desta temporada cria um desfecho satisfatório, continuando ou não). Pelo histórico positivo, Dollhouse continua com sinal verde, mas passará para o Season Pass, onde poderemos fazer uma análise sobre como será o desempenho da temporada como um todo. Torço para que não seja cancelada precocemente, apesar dos pesares.

bgleeGlee (1×03: Acafellas, 1×04: Preggers, 1×05: The Rhodes Not Taken, 1×06: Vitamin D): Vocês sabem, pela resenha que fiz do episódio piloto, que eu não sou totalmente entusiasta de Glee. Na última Semana em Série que fiz antes da minha viagem relatei as melhorias desta série musical, mas temo não corresponder às expectativas dos fãs nas resenhas. Começando pelo lado positivo dos últimos episódios exibidos, gostei muito da forma como que a trama foi conduzida: centrada em uma disputa infantil entre o departamento artístico da escola com o de educação física (liderado pela ótima Jane Lynch como a inescrupulosa Sue), o roteiro dá uma importância absurda às situações e tudo toma uma dimensão ainda maior e mais interessante do que seria na vida real. As personagens também são todas convicentes e bem construídas, do elenco principal às pontas. Artisticamente, Glee é uma série completa, mas eu não consigo acostumar com certos aspectos do lado “musical” quando este não é apresentado de forma orgânica. Ora, é até aceitável (pra mim) que uma música comece em um sonho ou numa apresentação, mas a 4ª parede cai completamente quando o time de futebol americano inteiro começa a dançar All the Single Ladies da Beyoncé sem o menor propósito. Concordo que isso funciona para o “alegre” Kurt, mas do contrário soa muito forçado. Outra coisa que não desce na minha opinião é a atuação em excesso, que afeta a série em muitos momentos (e que pode ser culpa da direção): as performances de Kristen Chenoweth (pra mim, reitero) beiraram o insuportável de tão over, comprometendo o resultado final. Ora, às vezes parece até que eles estão sob o efeito de altas doses de energético (ah, não, era vitamina D)! Da mesma forma que aconteceu com Pushing Daisies (e seu excesso de fantasia), acredito que estes detalhes, caso não acertados, podem eventualmente cansar o espectador a médio prazo. Gosto muito das músicas, da maioria das performances e das ótimas tramas como a da gravidez de Quinn, dos planos da mulher do Will, dos triângulos amorosos e a luta para que o grupo entre no campeonato estadual, mas Glee poderia diminuir o tom aqui e ali para emplacar de vez.

Three Rivers e Mercy: Não vou me aprofundar nestas séries, porque além de não planejar acompanhá-las, seus episódios pilotos foram absurdamente esquemáticos e refletem tão somente o interesses dos executivos das emissoras CBS e NBC em terem versões das séries médicas de sucesso atuais. A primeira conta a história de uma equipe de especialistas em transplante de órgõs, apresentando uma montagem inadequada, casos desinteressantes, arrastados e uma linguagem rasa. Já a segunda quer ser a Grey’s Anatomy das enfermeiras e é bobinha, água-com-açúcar e piegas. Aposto em cancelamento e não recomendo perderem tempo com elas. Se quiser insistir em alguma, acredito que Three Rivers deva ir mais longe pelo investimento realizado. Mas se quiser assistir séries médicas de qualidade mesmo, fique HouseNurse Jackie e a própria Grey’s Anatomy. Fica a dica. Ah, e sobre The Forgotten, bem, digamos que com dez minutos eu desliguei a TV, pra vocês verem a paciência que eu tenho com séries investigativas genéricas… Passo.

Esse foi o Semáforo! Na próxima Semana em Série as estrelas estarão de volta à cena para quotar as séries que ficarão em nossa cobertura! Agradeço desde já a sua audiência e o seu comentário, caso queria compartilhar aqui as suas impressões sobre estas e outras séries que acompanha! Até a próxima!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Bored to Death, Brothers & Sisters, Californication, Community, Dexter, Dollhouse, Eastwick, FlashForward, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, House, Mercy, The Good Wife, The Office, Three Rivers Tags: , ,
16/09/2009 - 00:01

A Semana em Série: 90210, Melrose Place e Glee!

Alerta de Spoiler - Brasil
b90210290210 “2×01: To New Beginings!”: Eu não entendo. 90210 custou pra atingir sua “maioridade” ao longo da primeira temporada (tanto que ressaltei exatamente esta qualidade no Season Pass que fiz), e agora a série se vangloria de ter dado um “reboot” na trama, praticamente desperdiçando boa parte do que foi conquistado. Tudo bem, a nova abertura ficou excelente, mas em termos dramáticos os principais cliffhangers que ficaram do ano anterior foram muito mal explorados. Primeiro que a situação entre Naveed e Adrianna não evoluiu em nada e segundo que as novas “BFFs” ficaram andando pra cima e pra baixo de biquini sem rumo, como se isso bastasse para a estreia emplacar (bom, em parte, as roupas mínimas de Silver ajudaram, vai). Naomi perdeu aquele quê de femme fatale, Dixon continua um bocó e todo aquele mistério envolvendo o acidente hit and run com Annie foi totalmente relegado à segundo plano (será que ela matou mesmo? Tenho minhas dúvidas). O final, OK, foi legal a Naomi com a foto da filha do diretor pelada, mas até quando isso vai render assunto? 90210 voltou bem morna e tomara que não demore para esquentar novamente.
Cotação Bruno Carvalho: starfullstarfullstarhalf
Episódio exibido em 08/09/2009 na CW americana.

bmelroseplaceMelrose Place “1×01: Pilot”: Eu não conferi a Melrose Place original, por isso meus comentários serão estritamente focados neste novo remake da CW, sem realizar comparações. Confesso que eu comecei a assistir esta série com certo preconceito, já que é tendência do canal produzir enlatados para consumo imediato, mas acabei me surpreendendo com alguns pontos positivos desta atração, como o clima de mistério meio Twin Peaks já no início com o homicídio de Sydney, a proprietária do condomínio Melrose Place em Los Angeles. O destaque do elenco vai para o cineasta independente Jonah (o mais carismático) e os desafios para tentar um lugar ao sol de Hollywood. A série também tem um quê de Dirty Sexy Money onde cada um parece esconder um segredo sórdido, como a jovem estudante de medicina que se posta como “íntegra”, mas acaba se prostituindo para pagar as dívidas de seu curso já no final do primeiro episódio. Enfim, achei aquela montagem no final complicada, ainda mais que não estamos tão familiarizados com nomes e rostos. É, sem dúvida, uma alternativa mais “adulta” aos dramas teen que a CW andava produzindo (tipo Privileged e a própria 90210), mas ainda faltam subsídios para dar um veredicto sobre o sucesso ou não desta série.
Cotação Bruno Carvalho: starfullstarfullstarfull
Episódio exibido em 08/09/2009 na CW americana.

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bgleeGlee “1×02: Showmance”: Certamente Glee é uma série que vai dividir opiniões e não passará despercebida, seja por bem ou por mal. Eu mesmo, quando vi o piloto que foi exibido meses atrás, afirmei que a série adotou um clima aborrecido e até mesmo esquemático na forma de apresentar suas personagens. Contudo, as melhorias daquele episódio para este Showmance foram notórias. Se antes a trama soava bobinha, agora vimos que existem elementos que podem sim alavancar este peculiar musical, como a professora de educação física que faz de tudo para acabar com o Glee Club, chegando ao cúmulo de “denunciar” gastos não autorizados com 17 fotocópias de panfletos do grupo musical na máquina privativa da escola. A subtrama envolvendo a vida pessoal do professor Will é interessante e os números musicais, apesar de às vezes serem oviamente overs, conseguem fazer desta uma série única. O que continua de certa forma “intragável” é o excesso de doçura da personagem Rachel (embora Lea Michelle seja uma cantora extremamente talentosa) e sua paixonite besta com o esportista Finn, além dos momentos em que a série gasta um precioso tempo em tela com trivialidades. Tanto que se Glee fosse uma produção de 30 minutos, acho que estouraria fácil. Em suma, em virtude do considerável avanço após o episódio piloto, continuarei dando uma chance aos esquisitinhos do coral da escola. Melhor performance do episódio: Glee Cast cantando Take a Bow, de Rihanna. As músicas da série estão disponíveis para compra na iTunes Store ($)!
Cotação Bruno Carvalho: starfullstarfullstarfullstarhalf
Episódio exibido em 09/09/2009 na CW americana.

Na próxima Semana em Série (que deve demorar um pouco em virtude da minha viagem) falarei da volta de Gossip Girl, Fringe, The Office e das estreias de Community e The Beautiful Life: TBL.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 90210, Glee, Melrose Place Tags: , , ,
11/06/2009 - 01:41

Primeiras Impressões: Glee

Alerta de Spoiler - Brasil
A ocorrência e recorrência de certos fenômenos culturais em Hollywood é interessante. De repente, uma série musical é tida por muitos como a mais promissora estreia da próxima temporada, indo na onda dos sucessos High School Musical, Hanna Montana, Camp Rock e cia. Glee, ao meu ver, é apenas isso: uma tentativa de transportar para o mundo “adulto” as produções pré-adolescentes que abocanham milhões na TV e no cinema. Uma tentativa falha, diga-se de passagem, pois o foco é num público (pelo menos em tese) mais maduro. A premissa é bem simplória e mostra a obstinação de um professor colegial em colocar na marra um grupo de jovens esquisitinhos num grande campeonato de musicais intercolegial. As personagens são rasas, estigmatizadas e absolutamente tudo soa clichê e previsível, desde a parte do “casting”, passando pelo momento em que o futuro do projeto é questionado, até a hora em que o professor desistente volta batendo palmas num auditório vazio após ver sem querer o que seus pupilos criaram (como bem lembrou a Claudinha). Estrutura básica de qualquer história estilinho “volta por cima”, mas com muito pouca inventividade. Glee poderia muito bem se passar como um filme da Sessão da Tarde que você assiste com o canto do olho enquanto toma uma lanche. É despretensiosa, sim, mas aborrecida em diversos momentos. Aliás, é muito aborrecida e o que faz desta série não ser um fracasso total são os seus números musicais que acabam empolgando esporadicamente, pois relembram clássicos da década de 80 e que certamente agradarão o público que cresceu nesta época. O problema é que se você tirar as músicas sobra uma comédia rala e se deixarmos apenas as apresentações, se torna cansativa. Assim, não vejo como isso pode durar mais que seis episódios se o ritmo continuar como o desse piloto que foi exibido em forma de “tease” pela TV americana. Mais uma vez parafraseando o Legendado, se esta é considerada a maior aposta da próxima temporada, estamos seriamente perdidos.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/05/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fall Season, Glee, Primeiras Impressões Tags: , ,
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