Renovações e Cancelamentos de Séries: As Chances
Esta semana a publicação Entertainment Weekly atualizou a lista com as probabilidades de cancelamento e renovação das produções atuais. As séries americanas, em sua maioria, são produzidas por companhias e estúdios sob encomenda dos canais de televisão que as custeiam. Assim, vários fatores, mormente econômicos, influenciam nas decisões sobre a continuação ou não de determinada atração. Todo ano, por volta do mês de Maio, os canais abertos de lá realizam o chamado Upfront, que é o anúncio oficial do lineup das próximas temporadas para a imprensa e anunciantes, com destaque especial o Fall Season, período no outono americano onde se concentram as maiores estreias. Confira o sumário das chances de cada uma, além da lista das que já sabemos que estão renovadas ou canceladas para a próxima temporada:

Séries Oficialmente Renovadas: Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Amazing Race, The Big Bang Theory, The Good Wife, How I Met Your Mother, NCIS: Los Angeles, Survivor, Two and a Half Men, American Dad, Bones, The Cleveland Show, Family Guy, Glee, Fringe, The Simpsons, 30 Rock, Community, Friday Night Lights, Law & Order, The Office, Parks and Recreation, 90210, America’s Next Top Model, Gossip Girl, Smallville, Supernatural, The Vampire Diaries, The Apprentice, Undercover Boss. [atualizado 30/03] Castle.
Séries Com Boas ou Grandes Chances de Renovação: Com boas chances temos CSI: NY, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Lie to Me, Celebrity Apprentice e, com grandes chances, temos Brothers & Sisters, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy, Private Practice, Criminal Minds, CSI, CSI: Miami, The Mentalist, NCIS, American Idol, House, Law & Order: SVU.
Séries com 50% de Chances de Renovação: Accidentally on Purpose, Medium, The New Adventures of Old Christine, Rules of Engagement, Human Target, Chuck, Heroes, Mercy, Life UneXpected, One Tree Hill.
Séries em Risco de Cancelamento ou Praticamente Canceladas: Better Off Ted, FlashForward, The Forgotten, Cold Case, Numb3rs, Brothers, Trauma, Melrose Place e V. Na TV paga: Damages.
Séries Oficialmente Canceladas: Hank, Ugly Betty, LOST, Three Rivers, Dollhouse, Past Life, ‘Til Death, Scrubs, The Deep End, Raising the Bar, 24 Horas. Na TV paga: Saving Grace, Nip/Tuck, Monk.
Vale lembrar que as séries de TV a cabo Californication, Dexter, Nurse Jackie, United States of Tara, Weeds, Big Love, Bored to Death, Entourage, Hung, In Treatment, The Ricky Gervais Show, True Blood, Mad Men, Breaking Bad, Sons of Anarchy, Burn Notice, Royal Pains, The Closer, Men of a Certain Age, Spartacus: Blood and Sand, Party Down, Greek, Secret Life of the American Teenager, Secret Diary of a Call Girl, White Collar e HawtoRNe já estão com novas temporadas garantidas e/ou prontas para estrear nos próximos meses nos EUA! O status de outras produções não mencionadas acima não foram publicados pois não existem informações contundentes e/ou oficiais a respeito.
Nota explicativa: em termos técnicos, uma série é considerada “cancelada” quando sua produção é suspensa definitivamente, independente do motivo, seja por encerramento planejado pelos showrunners ou por imposição do canal. Algumas séries canceladas podem ser “salvas” por um canal rival, mas isso é raro de ocorrer.
Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?
True Blood “1×12: You’ll Be the Death of Me (Season Finale)”: Se eu organizasse um gráfico desta primeira temporada de True Blood, a linha indicando o crescimento e amadurecimento do roteiro se iniciaria no zero com uma constante ascensão até chegar neste último You’ll Be the Death of Me, o season finale que encerrou de forma categórica o mistério dos crimes em Bon Temps, fechando importantes ciclos nas histórias, mas ainda trazendo importantes cliffhangers para o próximo ano. O principal deles, ao meu ver, é o de Sam, sua natureza de shapeshifter e os motivos que o fizeram fugir. Mas também temos a transformação de Jason, o ataque a Lafayette (que parece ter sido Bill, já que ele diz para Sookie que “se alimentou”), o corpo no carro do policial Andy e, é claro, quem e o que é a tal Maryanne e o que ela quer com Tara. Alan Ball criou a série que considero a melhor de todos os tempos, Six Feet Under, e foi graças ao crédito que ele obteve com a HBO (e com o público) que permitiram que ele adaptasse esta inusitada e fantástica história de Charlene Harris para a tela. Em Janeiro True Blood estreia na TV paga brasileira e, se você ainda não viu, veja. Posso dizer com certeza que a melhor série de vampiros feita já é esta.
Chuck “2×08: Chuck Versus the Gravitron”: O excelente arco envolvendo Jill acabou depois que Chuck foi reiteradamente enganado pela agente Fulcrum, que busca pelo computador Intersect. Se antes eu reclamava que a série não possuía um endgame isso acabou de vez agora que esta maligna organização vai ficando cada vez mais envidenciada. Apesar deste ser um episódio de thanksgiving (dos quais eu odeio pelo excesso de clichês), a história soube nos prender bem com as dúvidas sobre as verdadeiras intenções de Jill (como é fácil ser enganado pela bela Jordana Brewster) e, ao final, com Chuck colocando sua missão à frente de tudo prendendo-a e assumindo cada vez mais o seu papel de espião. Isso sem contar que o romance do geek com Sarah pode voltar a esquentar, a não ser que voltem com Bryce Larkin novamente, como o roteiro sugeriu. A temporada segue com um saldo mais que positivo!
How I Met Your Mother “4×09: The Naked Man!”: Eu não estou entendendo por que Mother vem utilizando um excesso de elementos fantasiosos na história, coisa que nunca foi necessária para que esta comédia brilhasse. Eu fiquei pasmo com aquela sequencia em que Ted conta as coisas absurdas que viu acontecerem em seu apartamento antes de encontrar o “Homem Pelado”. Seria até interessante, como disse na resenha anterior, se isso ficasse claro como sendo uma liberdade poética do Ted do futuro ao contar a história, mas não dão este indício. Pra mim esta é uma mancha neste promissor episódio que teve como protagonista o super-herói da noite, o “Naked Man”. Pena que funciona só 2/3 das vezes… Alguém aí já tentou?

The Big Bang Theory “2×09: The White Aspargus Triangulation”: Sheldon como sempre foi o responsável pelos momentos mais engraçados de The Big Bang Theory e somente aquele diálogo inicial com Penny já foi digno de um Emmy de comédia! Não importa quando as intenções dele são boas ou ruins: ele sempre consegue atormentar todos à sua volta. Desta vez, foi ao constantemente tentar salvar o relacionamento de Leonard (que não precisava ser salvo) que ele conseguiu tirar o amigo do sério e evidenciar a, digamos, baixa masculinidade do cientista utilizando apenas uma lata de aspargos! Eu só acho uma pena constatar que se tirarem a personagem Sheldon, a série não se sustenta. Tomara que eles nunca pensem nisso!
Two and a Half Men “6×09: The Mooch at the Boo”: Uma boa idéia para dar um gás nesta fraca temporada de Two and a Half Men é continuar trazendo convidados especiais, porque a participação de Michael Clarke Duncan como o vizinho brutamontes de Charlie foi ótima e aquela cena do celular (apesar de absurda) foi uma das melhores de toda a série! Claro que a história em si, de Jake com a filha do sujeito, não é nada original, mas considerando o que tivemos até agora neste ano, o episódio saiu no lucro. A comédia precisa parar de ficar acomodada no trivial e inovar (a volta de Evellyn também foi boa, embora curta).
Gary Unmaried “1×09: Gary Gives Thanks”: Thanksgiving pra cá, thanksgiving pra lá, mas pelo menos Gary Unmaried teve mais um episódio divertido. Foi legal que a série deu oportunidade aos comediantes mais velhos, mas estou sentindo que a comédia vem deixando muito pouco a que repercutir a cada semana, pois suas piadas sempre esgotam-se em si e a trama não evolui muito. Assim, acredito que seja mais proveitoso comentar a temporada de uma vez no Season Pass ao final, o que acham?
Dexter “3×08: The Damage a Man Can Do”: Após este magnífico episódio em que Miguel Prado não só aprendeu 
Entourage “5×11: Play’n With Fire”: Aconteceu! A ignorância do diretor Werner, a petulância de Vinny Chase e o infladíssimo ego de Ari Gold conseguiram acabar com a multimilionária produção de Smokejumpers, sumariamente engavetada pelo estúdio. Agora, além de ir embora com uma mão na frente e outra atrás, Vinny fica com uma enorme mancha em seu currículo: a de ter causado o cancelamento de um longa. De todos ali, apenas Turtle se deu bem com a volta de Jamie-Lynn Sygler (aka Meadow Soprano) e faltando apenas um episódio para o final da temporada, não sei se Eric ou até mesmo Ari conseguem um trabalho digno para seu querido cliente após mais este fiasco. Quem sabe ele precisará novamente começar do zero, em busca de um novo Queens Boulevard. Independente do que aconteça, esta tem sido uma das melhores temporadas de Entourage.
Prison Break “4×11: Quiet Riot”: OK, se o objetivo de Prison Break agora é causar ataques cardíacos em massa, acho que estão próximos de atingirem a meta. Quiet Riot foi absurdamente tenso com aquela invasão da estrutura que confina Scylla, em cenas que fizeram jus aos grandes filmes de roubo estilo 11 Homens e Um Segredo, A Cartada Final etc. O brilhante e atormentado cérebro do mestre engenheiro Michael Scofield desenhou a construção de uma ponte suspensa bem debaixo do nariz da Companhia! Mas aí é que vem o catch do episódio: por que transpor todos aqueles obstáculos para no final por tudo a perder ativando o alarme? Ora, é óbvio que ele tem um plano em mente, já que o sexto cartão está com o general. Ele precisa do velho naquela sala a qualquer custo, mas tenho certeza que Michael tem uma carta na manga (lembrem do pacote que Scofield recebe de Self no início do episódio). Episódio incrível!
Dirty Sexy Money “2×06: The Injured Party”: Está aí a prova incontestável de que Dirty Sexy Money merecia ser renovada, pois a série consecutivamente vem entregando episódios excelentes. Tivemos finalmente a ascensão de Simon Elder como o maior vilão do drama, deixando cristalino o seu desejo de derrubar os Darling a qualquer custo. Eu digo “maior”, porque nesta série todos também são vilões, inclusive Nick. Ou vai dizer que ele não foi o causador de toda aquela cena no jantar da família, que destruiu seu casamento? Na residência dos Darling as coisas também nunca passam despercebidas. Eles não precisam da tecnologia de espionagem de Elder, pois sempre tem alguém escutando atrás da porta: primeiro Tripp flagrando Nick com a vítima da batida (ok, ficou bem “novela mexicana” a mulher se mudando pra lá) e depois Letitia ouvindo a revelação de seu marido de que poderia ter se casado com a mulher errada. Resta saber agora como tudo vai acabar, se é que deu tempo de planejarem um final com a resposta da pergunta: “quem matou Dutch George”? Se é que ele está mesmo morto…
Grey’s Anatomy “5×09: In the Midnight Hour”: Eu simplesmente adoro episódios de séries que se passam no interím de uma noite com este The Midnight Hour não foi diferente. Foi no plantão noturno do Seattle Grace que os inconsequentes internos passaram dos limites com as “práticas reais” e realizaram uma apendicectomia na sádica Sadie (hmm, coincidência esse nome?) que deu tudo errado. O desafio da semana foi curar um pai sonâmbulo que acabou machucando Torres em um de seus ataques e o ritmo do episódio foi bem intenso, desde a decisão do Chief em transferir a responsabilidade da repressão aos internos para os novos residentes (e estes a aceitaram com propriedade) até a crise profissional de Bailey, que vê com urgência a necessidade de encontrar uma área mais específica de atuação. Mas após o ótimo desenvolvilento destes casos, chegamos no ponto crítico do capítulo, que é a continuação do caso de Izzie com o seu noivo falecido Denny Duquette. Sem trazer indícios mais claros de que o que ela está sofrendo é patológico (parece que a criadora da série até excluiu a possibilidade de um tumor), essa storyline seguirá de forma absurda se a moça não aparecer, no mínimo, com uma esquizofrenia. Se não for isso, espero sinceramente ser surpreendido por Shonda Rhimes nos próximos capítulos.
30 Rock “3×04: Gavin Volure”: A audiência de 30 Rock despencou neste episódio por um motivo: apesar de Steve Martin ser geralmente ótimo, sua participação na série foi esquisita, nada orgânica e dispensável. Pareceu que o roteiro foi escrito de última hora, pois até mesmo as sempre ótimas sacadas do texto de Tina Fey estavam ausentes aqui. Por sorte tivemos Tracy com a paranóia de seus filhos, as várias incursões do “boneco sexual japonês” e a ingenuidade contagiante de Kenneth, que sempre coloca a emissora na frente de tudo. Tomara que melhorem para o próximo.
The Office “5×08: Frame Toby”: Uma das coisas que eu mais gostava em The Office era o sentimento de ódio gratuito e doentio que Michael sentia por Toby e a volta do sempre deprimido representante do RH na filial Scranton foi em grande estilo! Michael começou com um grito e depois resolveu enquadrá-lo de forma totalmente impensada no crime de posse de drogas! Ah, isso sem contar na “compra” que ele fez, dando 500 dólares (!!!) por um saco de tempero para os carregadores de Bob Vance (da Vance Refrigerations)! Parece que a fama de bitolado do gerente da Dunder Mufflin já correu todo o Scranton Business Park. No fim, vimos o que sempre soubemos: no fundo ele é uma boa pessoa. O momento que fiquei mais tenso no episódio foi após a revelação de Jim para Pam sobre a aquisição da casa e, por pouco, achei que ela não iria aceitar o presente. Agora é só arrumar um jeito de arrancar aquele quadro de palhaço da parede! Não podemos dizer que esta está sendo a melhor temporada de The Office, mas eles sempre conseguem entregar um bom episódio para nós.







Kath & Kim “1×05: Dating”: Bom, tentei esticar ao máximo a cobertura de Kath & Kim na Semana em Série, mas não tem mais jeito. A comédia rende muito pouco o que comentar e eu tenho certeza que a boa premissa funcionaria muito melhor como uma esquete do Saturday Night Live, por exemplo, do que como uma sitcom. O texto é bom, mas ainda muito imaturo em diversos momentos para sustentar mais de 20 minutos. Mais uma que fica para o Season Pass, se melhorar.
The Big Bang Theory “2×05: The Euclid Alternative”: Neste temporada Sheldon vai levar todo mundo à loucura. Apesar de ser um gênio da física moderna, o sujeito é incapaz de realizar sozinho as tarefas mais triviais como dirigir e isso rendeu mais um excelente episódio de The Big Bang Theory. Penny, aliás, também está ótima nesta temporada, pois está interagindo mais com o grupo de nerds e é essa a linha que devem seguir. A cena final com Sheldon imitando um Dark Sith no laboratório também foi divertidíssima!

How I Met Your Mother “4×05: Shelter Island”: Toda a nostalgia de How I Met Your Mother está sendo gradativamente substituída por um sentimentalismo bobo, que é prejudicial a esta lendária comédia. Mas no geral o episódio foi bom e trouxe fim ao arco de Stella de forma bastante inusitada: mesmo Ted tendo todos os motivos para terminar o romance com a moça por conta dos diversos sacrifícios que ele fez e iria fazer, no final ela acabou voltando com o ex e Robin testemunhou tudo. Assim, sabemos definitivamente que Stella ela não será a “mãe” (muito menos Robin, que é chamada de tia pelo Ted do futuro e espero que com isso a série volte a crescer.
Two and a Half Men “6×05: A Jock Strap in Hell”: Poxa, parece que Chuck Lorre e Bill Prady estão focando todas as suas atenções em The Big Bang Theory porque este episódio foi, no mínimo, desleixado. Como assim trocaram a atriz que fez a Miss Pasternak (Missi Pyle) por uma nova e ficou por isso mesmo? Será que no imenso histórico de mulheres que Charlie já dispensou não teria outra para reprisar um papel? A “grande piada” do episódio com a professora que perdeu tudo e virou stripper pra depois atacar de religiosa foi forçada e a série continua estacionada, sem nenhum storyline empolgante. Uma pena, porque Two and a Half Men já conseguiu ser muito melhor que isso.
Gary Unmaried “1×05: Gary Breaks Up With His Ex-Wife and Girlfriend”: Esta é uma série que retorna à nossa cobertura, pois vale a pena prestar atenção nesta comédia graças ao seu ácido texto cheio de tiradas sobre relacionamentos, que sempre rendem divertidos momentos, especialmente quando Gary e sua ex-mulher trocam farpas. Neste episódio ele precisou interferir na amizade entre sua atual namorada e sua ex, antes que o relacionamento destas duas interfira em sua vida amorosa. Infelizmente a série não está conseguindo uma boa audiência lá fora e vai ser trocada de dia (vai para as segundas-feiras, num concorridíssimo timeslot), mas culpo isso ao excesso de produções no mesmo horário e não à qualidade desta sitcom que, no geral, é acima da média das séries descompromissadas estilo “pai de família”.
The Office “5×04: Crime Aid”: Após mais um ótimo episódio de The Office podemos afirmar categoricamente que o romance entre Michael e Holly está muito mais interessante do que os encontros e desencontros entre Jim e Pam. Em Crime Aid vimos o quão perigosa pode ser o relacionamento do chefe da filial com a representante do RH, já que o escritório foi roubado depois de os pombinhos terem esquecido a porta destrancada. Mas pior que isso foi a brilhante “solução” que Michael encontrou para repor os prejuízos: criou um leilão onde as pessoas gastariam ainda mais dinheiro com coisas inúteis como um abraço de Phyllis ou ingressos para o show de Bruce Springsteen que haviam sido roubados. Dwight Schrute também se sobressaiu no episódio, com sua sempre deturpada lógica.
Kath & Kim “1×03: Old”: Ao que tudo indica Kath & Kim não está agradando os americanos e este último episódio Old não ajudou muito. Embora tenha sido o melhor até agora, a série simplesmente não é engraçada como poderia ser. Como eu já falei aqui, as situações soam sempre muito forçadas e não conseguimos nos importar com aqueles personagens, principalmente Phill e Kim. O time de atores é fantástico, mas o roteiro cheio de piadas muito leves e bobas não funciona como um todo e a comédia fica sem um propósito definido. Eu aposto no cancelamento em breve.
True Blood “1×04: Escape From Dragon House”: Tomara que True Blood siga nesta linha de drama de mistério, pois foi ao desvincular-se do trash barato e gratuito que a série encontrou o seu ponto de equilíbrio e tornou-se verdadeiramente promissora. Jason, o irmão de Sookie, figurou como o principal suspeito na morte da garçonete Dawn e passou por maus bocados ao tomar toda a ampola da droga “V”, mesmo alertado por Lafayette para não tomar mais que duas gotas. O foco do episódio, contudo, foi a curiosa investigação da vidente no bar de vampiros (os poderes dela tornam o trabalho um pouco mais fácil), com direito à uma clichê apresentação do “vampiro chefão Eric”. Os diálogos seguiram parcialmente inspirados e o cliffhanger com o bartender Sam cheirando a cama da morta foi bastante sórdido. Sinceramente não sei o que esperar dos próximos episódios de True Blood, e isso não é algo negativo, pois agora realmente espero pelo próximo. Os vampiros caipiras de Alan Ball finalmente me conquistaram.

Worst Week”1×02: The Bird”: Gente, não dá. É certo que a premissa de Worst Week é baseada na comédia física de gags, mas não por isso ela precisa ser boba, óbvia e mal roteirizada. Se já no segundo episódio o máximo que eles conseguem fazer são sucessivas piadas envolvendo crueldade com animais, esta série não ganhará nossa atenção semanal. O protagonista está claramente desconfortável no papel e as situações são artificiais demais para se sustentarem por uma temporada inteira. Não consigo imaginar 22 episódios disso. Tchau!
90210 “1×06: Model Behavior”: Chegamos ao ponto mais crítico de nossa cobertura. Afinal, 90210 merece continuar neste espaço? Vou deixar a bola com vocês, porque se depender de mim e deste insuportável Model Behavior, ela sai. Desde a ótima estréia, o drama vem caindo vertiginosamente em qualidade, rendendo-se ao puritanismo e ao politicamente correto. Basta ver que o que virou a personagem Naomi, que atualmente está envolvida numa traminha idiota com a separação de seus pais. Não dá pra entender também o que as personagens da série antiga estão fazendo nesta fraca “versão”. A cafonice de Annie também passou dos limites e começou a incomodar. A série parece que segue sem propósito e sem identidade, como se apenas ter o titulo “90210″ e mais nenhum atrativo bastasse. Querem mais uma chance ou é rua de vez?
The Mentalist “1×02: Red Hair and Silver Tape”: Este é o grande azarão da temporada! Num mercado saturado por séries de investigação, The Mentalist encontrou o seu espaço com apenas dois episódios exibidos e audiência considerável. Por isso o canal CBS encomendou mais 6 episódios do drama, mas não garantiu a temporada completa. Sábia decisão, eis porque: a maior parte do sucesso atribuo à persona cativante e misteriosa do mentalista, que rouba todas as cenas e desperta um interesse mórbido no oculto, mesmo sabendo que seus métodos de investigação são totalmente empíricos. Mas The Mentalist está longe de ser uma série genial, especialmente como drama forense. O episódio foi esquemático como as principais produções do gênero, fazendo o espectador considerar as hipóteses que a série quer, para depois apresentar uma resolução inesperada e, “oh”, surpreendente. Eventualmente isso se torna cansativo, pois não traz nada de novo.
Fringe “1×04: The Arrival”: Fringe prestpou neste mais recente episódio uma bela homenagem à The X-Files, brincando com as sugestões de vida extraterrestre naquela floresta que inevitavelmente remete ao piloto do clássico de Chris Carter. A cena inicial foi a melhor e mais curiosa até hoje e nos apresentou ao Observador, um dos tipos mais esquisitos já vistos em uma série de J.J. Abrams. Esqueça Matthew Abbadon ou Richard Alpert, porque o careca sem sobrancelhas é assustadoramente bizarro e deve ser o elo entre todos os acontecimentos do Padrão. Sem saber se ele é o responsável ou não pelas manifestações, a equipe de Olivia Dunham recuperou um misterioso artefato, carinhosamente batizado por Peter de “supositório gigante”. Mas Fringe precisa tomar muito cuidado para não segurar demais informações, o que pode inevitavelmente afastar espectadores pela falta de resoluções satisfatórias. Ainda assim, este episódio foi uma boa surpresa, por ter apresentado uma narrativa diferenciada dos anteriores, rendendo ótimos momentos com diálogos inspiradíssimos entre Peter e Walter Bishop.
Gary, Unmaried “1×02: Gary Gets Bondaries”: Alguns momentos em Gary, Unmaried são inspiradíssimos, como na cena do piloto em que Gary confunde uma foto de Che Guevara com a do “carinha de Entourage“. Este segundo episódio foi superior ao primeiro e a comédia não é de se jogar fora, pois seu texto está acima da média das produções estilo “pai de família”. Contudo, a sitcom empalidece quando seu protagonista começa a fazer graça o tempo todo, principalmente quando fala sozinho, soando artificial.
True Blood “1×03: Mine”: Pronto, True Blood ficou suficientemente interessante a ponto que a gente consiga assistir até o final, mas ainda está longe de fazer a gente querer assistir o próximo. Foi até possível pescar os geniais textos de Alan Ball no meio de tanta morosidade e enrolação. É claro que é da natureza da cidade ter esse estilo de vida mais “lento” com um excesso de conversa fiada, mas não por isso a maior parte dos 50 longos minutos de exibição precisam ser tomados com isso. Se na resenha da semana passada reclamei das tramas paralelas, neste episódio Mine foram justamente às histórias que não envolvem a bela e paranormal Sookie e o vampiro Bill as que chamaram a atenção. O destaque foi pro dono do bar Sam com a garçonete Tara e as contínuas peripécias do ninfomaníaco Eric (sim, estou qualificando todo mundo porque é difícil lembrar de tantos personagens pouco expressivos). Pena que True Blood oscila o tempo todo entre momentos bons com cenas gratuitamente trash colocadas ali com o objetivo inicial de chocar, sem às vezes servirem à trama. A série vai ficando melhor contextualizada, mas, como eu disse acima, falta muito para empolgar.

Worst Week”1×01: Pilot”: Imaginem se o filme Entrando Numa Fria virasse uma série de TV. Bom, não precisa mais. Worst Week parte da mesma premissa que o longa estrelado por Ben Stiller: um sujeito nervoso e desastrado que passará uma semana dos infernos visitando os pais de sua namorada. Ele ainda terá a difícil missão de contar que ela está grávida e que os dois vão se casar. Nada de tramas complicadas, piadas elaboradas, ironia etc. A lei aqui é a comédia física e muitas vezes totalmente pastelão (o que nem sempre é ruim). Alternando entre gags hilárias (a da funerária, por exemplo) com outras nem tanto de tão óbvias (a do quadro), este remake da série inglesa homônima parece não ter emplacado em solo americano, apesar de simpático. Mesmo assim, não depositem esperanças em uma confirmação de temporada enquanto ela não conquistar mais espaço. É um bom passatempo, mas só.
90210 “1×05: Wide Awake and Dreaming”: Este foi mais um episódio fraco de 90210. O roteiro de Wide Awake and Dreaming foi artificial e piegas ao extremo, principalmente quando tocou nos assuntos sexo e drogas. Ao contrário do que acontece com Gossip Girl, os roteiristas deste drama parecem não saber escrever uma série adolescente contemporânea. Aliás, parecem não saber escrever e ponto. Só isso para explicar aquela incoerente trama envolvendo a família Clark: primeiro a mãe sabe do caso do marido e não faz nada, depois descobre que a amante vai morar na casa de praia e confronta o sujeito, mas ainda assim os dois fazem amor e no final ela decide “que vai se respeitar”? Por que ela tolerava o affair a princípio, então? No núcleo “escola” aquele lance da peça foi insuportável e só não foi pior que a festinha que aconteceu depois, com direito a Annie pegando uma camisinha pra lá de vencida da carteira do irmão para logo em seguida deixá-la no chão por “vergonha” de Ethan. Mais incoerências… Até parece que ela já sabia que iria ser vítima da bobinha armação de Adrianna. Se 90210 continuar deste jeito, será mais uma série cancelada de nossa cobertura semanal.
The Mentalist”1×01: Pilot”: O mentalismo nada mais é do que uma técnica cênica que utiliza hipnose, lógica e muita observação para atingir um certo objetivo. Muitas vezes tais habilidades são utilizadas para persuadir e distrair pessoas a acreditarem que o dominador desta arte é um clarividente ou exerce algum tipo de controle mental. Criss Angel, por exemplo, é um mágico que introduz o mentalismo em seus truques, conseguindo resultados positivos e impressionantes. Por isso me surpreendi quando vi que o protagonista do novo drama investigativo da CBS seria, de fato, um mentalista. O detetive, que trabalhava como aqueles videntes de televisão que dizem conversar com espíritos, utiliza a observação como principal ferramenta de trabalho, descobrindo pistas que passariam despercebidas até por Gil Grissom. Mas Simon Baker também tem um passado negro, pois sua família foi brutalmente morta por um assassino serial. O piloto foi muito bom, teve a participação de Zeljko Ivanek, mas não consigo imaginar essa série durando muito, pois parece seguir um ritmo episódico e já saturado (igual acontece com a fraquinha Life). De qualquer forma, conferirei os próximos pra dar um veredicto mais apurado.
Fringe “1×03: The Ghost Network”: Fringe avança de forma sólida em nossa cobertura, trazendo mais um ótimo episódio. Eu estou achando geniais os conceitos introduzidos a cada capítulo, como este da “rede fantasma” que utilizava pessoas como receptores de informação, o que levou a um sujeito acreditar que estava conversando com Deus enquanto na verdade era o objeto residual de uma experiência conduzida pelo Dr. Bishop nos anos 70. O novo drama de J.J. Abrams segue intenso, mas menos compromissado do que LOST ou Alias, pois seus capítulos funcionam como arcos completos em si. Por isso, para aqueles que adoram séries estilo “caso da semana”, esta é uma excelente pedida. O clima de mistério também paira no ar. Afinal, a Massive Dynamic em certos momentos parece estar mesmo por trás de tudo de bizarro que anda acontecendo, mas em outros fica a dúvida se uma empresa tão importante estaria mesmo por trás de acontecimentos tão sórdidos, como homicídio em massa. Será que não pode ser uma facção maligna da empresa que se desgarrou? Estou gostando cada vez mais,de Walter e Peter Bishop, que vêm roubando todas as cenas. Finalmente a direção esquemática cessou e Fringe parece ter encontrado o seu ritmo. Tomara que garantam a temporada completa logo!
Knight Rider “1×01: A Knight in Shining Armor”: Eu ainda acho que esta versão de Knight Rider é algum tipo de pegadinha do canal americano NBC. Ora, só pode! Quem teve o desprazer de assistir esse remake deve ter ficado estupefato ao constatar o excesso de “papagaiadas” que tomou conta deste drama. A história de um carro inteligente já não é algo tão atraente assim, mas conseguiram estragar ainda mais uma idéia ruim. Eu simplesmente não consegui acreditar que em 2008 estava assistindo a “efeitos especiais” do nível apresentado. Sério. Eu já vi trabalhos melhores em filmes dos anos 80! Não vou nem gastar espaço aqui tentando descrever a trama, pois ela inexiste. Em resumo, posso dizer que Knight Rider apresenta uma seqüência frenéticamente ruim de “ações” interpretadas por atores de 5ª categoria num universo absurdo. Tudo é exagerado, brega e todas as peripércias de KITT soam implausíveis (até mesmo as que poderiam ser factivelmente realizadas hoje em dia). Cancelada da nossa cobertura e certamente será cancelada na TV. Esta foi a pior estréia dramática do ano. Não percam tempo.
