Arquivo da Categoria Fringe
18/11/2009 - 00:01
Fraco, inócuo e incoerente. Estes seriam os adjetivos justos para descrever o sétimo episódio de Fringe . Seriam se não fosse pela revelação (ou revolução, eu diria) trazida pelos seus instantes finais com Nina Sharp “teclando”, que mudaram toda a visão que tÃnhamos não apenas do capÃtulo, como também de toda a série até agora. Abordando um caso envolvendo controle mental, a divisão de ciência marginal do FBI se deparou com um inimigo desconhecido, que revelou ser o filho de um cientista da Massive Dynamic que usou o experimento de seu pai para sair numa rota de morte e destruição em busca de sua mãe biológica. O que não fazia sentido algum, contudo, era a forma com que Tyler “acidentalmente” havia se tornado um poderoso controlador de mentes – numa rara combinação entre um distúrbio cognitivo e acesso ocasional a um super medicamento – e ainda um inescrupuloso assassino. Eu estava achando que Fringe havia passado dos limites, pois o episódio não traria nada de concreto à série se tudo fosse um acidente e não uma manifestação do Padrão. Olivia, quem diria, estava certa, já que todas as pistas acabam apontando de volta para a poderosa organização. E eis que, pela primeira vez, a série explicitamente colocou a corporação de William Bell por trás deste e de vários outros casos como a principal fomentadora dos bizarros experimentos que assolam o mundo. Tyler, então, foi apenas um dos “clones” gerados através de barriga-de-aluguel, biologicamente preparado para atingir o objetivo almejado. O problema é que as coisas saÃram do controle justamente porque este “surtou” e, mental e quimicamente desiquilibrado, resolveu investigar seu passado a qualquer custo. Com Of Human Action o drama atinge mais um de seus ápices e prepara o terreno para intrigantes possibilidades que observaremos com muita atenção no próximo episódio.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio “2×07: Of Human Action” exibido em 12/11/2009 na FOX americana.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe
Tags: fox , resenha , usa
13/11/2009 - 00:01
Fringe (2×06: Earthling) : Depois de longas semanas, Fringe retorna com mais um episódio fenomenal! Ora, e daà se não falaram nada da conspiração, de William Bell e de outras dimensões? Somente aquela cena inicial com o marido preparando uma surpresa para a mulher já valeu de tão assustadora. E que surpresa , não? O sujeito fora reduzido a pó por uma espécie de “entidade” que misteriosamente se movimentava como uma sombra ou um vulto. É fascinante não apenas a forma com que os casos são conduzidos – que como já disse aqui, consegue dar um tom de plausibilidade nos acontecimentos mais bizarros -, mas também pela invejável sintonia do elenco que vai ficando cada vez mais afiada. Além disso, Earthlings explorou, pela primeira vez, o lado pessoal do agente Broyles e ainda evidenciou que existe uma rixa latente entre o FBI e a CIA com relação à s manifestações do padrão. O que a Central de Inteligência Americana esconde?  Sim, é claro que no final das contas o episódio empalideceu um pouco por não “conectar” tudo que vimos ao resto da trama, mas isso é questão de tempo como bem sabemos. E mesmo levemente pálida, Fringe brilha muito.
Cotação Bruno Carvalho :
Grey’s Anatomy (6×08: Invest in Love) : Se o episódio anterior de Grey’s Anatomy foi sobre paz e calmaria através do olhar de Sheppard, bem, este foi sobre conflitos. Desta vez o drama percorreu as dificuldades que os dias e noites vivendo em função do hospital frequentemente trazem na vida dos casais (que também foram formados lá). Existem os que separam os sentimentos deixando-os do lado de fora da sala de operações e os que apenas dizem que fazem isso. Isso acontece com Yang e Hunt, respectivamente, pois bastou a moça contestar seu companheiro durante um procedimento e “voar solo “, que os problemas começaram a bater em sua porta. Mas quem vem se destacando muito nesta temporada é Arizona e este definitivamente foi o melhor episódio dela, ao enfrentar o inepto (e cada vez mais repugnante) Chief daquela forma, além de transmitir muito bem sua dedicação à ala de pediatria (em histórias contadas com muita sensibilidade pelos roteiristas). Grey’s Anatomy está sem querer (querendo?) adotando a estrutura narrativa similar à de LOST , que a cada semana concede uma atenção maior a determinada personagem e isso está sendo muito positivo. Parte, claro, em função das licenças de Ellen Pompeo e Katherine Heigl, mas isso é algo para Shonda Rhimes incorporar daqui pra frente. Mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho :
30 Rock (4×02: Into the Crevasse, 4×03: Stone Mountain) : Todos os prêmios que 30 Rock já levou são uma prova inequÃvoca do quanto esta série é genial. Mas tenho que confessar que após o ótimo inÃcio de temporada, a comédia deu uma leve caÃda nestes últimos Into the Crevasse e Stone Mountain , demonstrando pontuais sinais de “cansaço”. Sim, o roteiro continua afiado e com 1.249 piadas por cena, mas não sei… Falta alguma coisa! Essa de escalarem um novo comediante para o TGS não é das melhores storylines que Tina Fey criou, muito porque a existência deste programa virou mero pano-de-fundo na atração sobre as loucuras que ocorrem nos corredores da NBC. Estes episódios foram ruins? Nem de longe. Mas quem costumeiramente estabelece o nÃvel tão alto como eles, acaba precisando surpreender o público e superar-se a cada semana. Por enquanto, os roteiristas estão fazendo “apenas” um bom trabalho. E isso está abaixo da capacidade de mentes tão insanamente criativas.
Cotação Bruno Carvalho :
Acrescentarei depois as resenhas de Friday Night Lights e The Office neste post. Volte em breve!
The Office (6×07: Koi Pond; 6×08: Double Date) : Não há como repreender The Office , mesmo quando um episódio não é sensacional como costumeiramente é. Koi Pond touxe um caso isolado, mas divertido, quando descobrimos que Jim evitou de salvar Micharl de cair no laguinho de peixes do cliente, fazendo com que o ocorrido abrisse as portas de mais um trauma na vida do gerente da Dunder Mufflin Scranton, o do bullying que ele sofrera durante sua juventude. Mas foi em Double Date que as coisas realmente esquentaram quando a frivolidade de Michael passou dos limites, já que ele dispensou a mãe de Pam no dia do aniversário dela, pois descobriu que ela é quase uma “sessentona”. The Office sempre deixa claro a pluridimensionalidade de suas personagens, já que em duas semanas descobrimos mais algumas facetas reprováveis nas personalidades de Jim, Michael e até de Pam. Isso no gênero comédia, que em grande parte depende da empatia do público com suas personagesns é algo corajoso. Adoro quando The Office resgata sua origem no humor britânico e genial de Ricky Gervais.
Cotação Bruno Carvalho :
Friday Night Lights (4×02: After the Fall) : IrrepreensÃvel. Essa palavra resume bem Friday Night Lights que emendou mais um ótimo episódio! Depois de entregar o jogo, era inevitável que o treinador Taylor sofreria uma enorme represália não só da metade “Lion” de Dillon, mas também dos próprios jogadores que não tiveram sequer a oportunidade de terminar o jogo. E se antes o trabalho de entrar no campeonato para brigar era difÃcil, agora a situação ficou praticamente impossÃvel. Felizmente sabemos que “impossÃvel” é apenas o almoço de Eric Taylor. Do outro lado da cidade os problemas emergiram com o tal “conselho” Panther e a briga travada por Tammy e o treinador McCoy. E assim como seu marido, a forte diretora não é de deixar nada barato e não tem a menor ressalva em comprar briga com os peixes grandes. Mas o melhor de After the Fall foi nos recolocar na posição de espectadores da luta pela ascensão dos underdogs , assim como aconteceu na primeira temporada. Mas em vez de simplesmente repetir a “fórmula do sucesso”, o drama de Peter Berg consegue ir sempre além, superando seus próprios obstáculos à medida em que cresce narrativamente e mantém-se como uma das melhores produções da temporada no ar. Palmas!
Cotação Bruno Carvalho :
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock , A Semana em Série , Friday Night Lights , Fringe , Greys Anatomy , The Office
Tags: resenha , semana , usa
22/10/2009 - 00:01
Dexter (4×03: Blinded by the Light) : É complicado ser um serial killer discreto, meticuloso e intocado. Já não bastassem todos os obstáculos na vida de Dexter para cumprir sua obscura função social: esposa, bebê, enteada pré-adolescente, trabalho e sanidade mental, em Blinded by the Light nosso herói precisou lidar com a inconveniente vizinhança que resolveu se mostrar pró-ativa justo agora, por causa de um arruaceiro no bairro. Dexter está esgotado e isso está se refletindo nos diversos aspectos de sua vida que ele deveria cuidadosamente lidar. Sem querer algumas situações estão virando potenciais bombas-relógio, como a relação com o corrupto Quinn e a exposição de seu “lado negro” para sua própria mulher. Pra piorar, temos ainda o sinistro Trinity, que vai revelando ser um assassino perigosÃssimo e impiedoso, que segue indene. A complexidade da trama ainda fica evidente com os desvios de foco na delegacia, tanto de Batista e LaGuerta como de Debra e o retorno de Lundy que complica a situação com Anton. Me estranha Dexter, sempre atento e focado em potenciais “vÃtimas”, ter deixado passar com tanta facilidade o verdadeiro responsável pela desordem em sua comunidade. O acúmulo de complicações está ofuscando o Dark Defender .
Cotação Bruno Carvalho :
Californication (3×03: Verities & Balderdash) : Eu acho que Hank Moody é uma das personagens mais subestimadas das séries. Em termos de complexidade emocional, ele não deixa muito a desejar perante figuras fortes das séries como Gregory House ou Dexter Morgan. Acontece que o talento dele não é o diagnóstico impecável ou a meticulosa carnificina em prol do bem coletivo: Moody é um especialista no “viva e deixe viver” e no (desculpem a palavra) “foda-se”! Mestre em complicar o mundo ao seu redor, em Verities & Balderdash ele se engraçou com a mulher do reitor, com sua assistente na universidade enquanto na verdade queria pegar uma de suas alunas que é stripper! E quando tudo dá errado em sua vida (vide a briga com a filha) ele ainda tem Karen, seu porto seguro, para colocá-lo no caminho menos errado. Já Charlie não tem a mesma sorte. Sendo praticamente obrigado a transar com sua “masculina” chefe, ele resolve “entrar nesta mulher” justo na hora em que Marcy resolve dar o braço a torcer… Ele é o oposto de Moody, uma espécie de antagonista “do bem”. Apesar do que falei sobre a personalidade peculiar de Hank, Californication está longe de ter a densidade e importância de séries como Dexter e House , por exemplo, mas ela serve como uma divertida e moderna crônica de amor, sexo, drogas e as inconsequências da vida.
Cotação Bruno Carvalho :
House (6×04: Instant Karma) : A 6ª temporada de House está trilhando novos rumos de forma bem satisfatória e, ao mesmo tempo, resgatando o que havia de melhor na dinâmica bem estabelecida das primeiras temporadas da série. As principais mudanças dizem respeito ao doutor em si e sua nova forma de encarar o mundo imediatamente ao seu redor, enquanto o retorno de Chase e Cameron à ativa vem num oportuno momento. Por falar nisso, o episódio continuou a tratar do caso do homicÃdio doloso que Chase cometeu (chamar de “erro médico intencional” é eufemismo) e o desconforto que ele causou em Foreman, que teve que acobertar o caso numa sabatina médica. Mais interessante ainda foi a forma como House não só descobriu e encarou tal fato, já que, extremamente surpreso pela atitude de Chase, reservou-se a um comentário sobre a técnica médica do colega no diagnóstico do ditador, que fora preciso e apurado (ele apenas realizou o tratamento errado). O caso da semana, do ”karma Instantâneo” do bilionário que doou tudo para salvar o filho, foi mero coadjuvante em toda a história, ainda que sugerindo, de forma bem sutil, levantar um questionamento de ordem religiosa na cabeça de House. Ah, sim, a Thirteen se foi, mas aposto que ela volta! Ótimo episódio.
Cotação Bruno Carvalho :
Gossip Girl (3×04: Dan de Fleurette, 3×05: Rufus Getting Married) : Gossip Girl passa por um sério momento de instabilidade, dando a impressão que a série está seguindo vários caminhos ao mesmo tempo, sem conseguir chegar a lugar algum. Dan de Fleurette foi até um episódio mais consistente com a aproximação de Dan (sem saber) com uma estrela de cinema que quer ter uma vida normal na faculdade, criando situações divertidinhas. A aparição de Tyra Banks como uma diva em decadência também foi legal (embora pareça que ela foi escalada apenas pra dar uma função pra Serena), mas o grande problema agora é a vilã ineficiente Georgina Sparks. Se antes ela causava intrigas e pregava a discórdia, agora o roteiro a coloca como uma grande bocó que é reiteradamente vÃtima de suas próprias armações, seja a chantagem que ela aprontou com a Vanessa ou com o estrago que ela tentou fazer no casamento de Lilly e Rufus contando sobre o filho dos dois, no episódio Rufus Getting Married . Na primeira, Dan pegou Vanessa no flagra, e esta imediatamente contou tudo, e na segunda a festa já estava estragada com a discussão do casal. Na verdade, a revelação sobre Scott serviu para reconciliar os pais de Dan e Serena e unir as famÃlias. Tramas mal desenvolvidas como estas e outras (as de Bree Buckley e Carter, por exemplo) apenas evidenciam que Gossip Girl está em queda. Antes a diversão proporcionada conseguia relevar estes problemas. Agora está ficando mais difÃcil…
Cotação Bruno Carvalho :
Fringe (2×04: Momentum Deferred, 2×05: Dream Logic) : Todo episódio que traz mais informações diretas sobre a mitologia de Fringe é sensacional, como aconteceu com Momentum Deferred . Olivia finalmente se lembrou de seu encontro com William Bell na dimensão alternativa e as revelações do sujeito foram esclarecedoras pra ela e para nós. Agora sabemos mais sobre os seres que povoam o drama desde o inÃcio e o porque deles terem habilidades extraordinárias como, por exemplo, serem resistentes à balas – são hÃbridos. Descobrimos também que Bell decidiu se exilar naquele “novo mundo” e novamente a iminência de uma grande guerra entre as realidades foi ventilada. Mesmo sem explicitar o fato gerador da rixa que esta desconhecida organização tem com o universo em que vive Nina Sharp, Peter, William e Olivia, Fringe atingiu um ótimo high com sua capacidade de nos fascinar apenas com o sugestionamento. Já Dream Logic fugiu completamente da estrutura do episódio anterior, apresentando um caso “desconexo”, mas ainda assim muito interessante e peculiar: o do médico que era “viciado em sonhos” gerados por pacientes seus que usavam um implante no cérebro para controle de insônia. Não tenho dúvidas que muito em breve os fatos isolados estarão cada vez mais próximos, já que esta série nunca foi linear e, da mesma forma, nunca deixou de ser no mÃnimo impactante. Aguardo ansiosamente pelos próximos!
Cotação Bruno Carvalho :
Grey’s Anatomy (6×04: Tainted Obligation, 6×05: Invasion) : Eu confesso que apesar do bom ritmo de Grey’s Anatomy , a história do retorno do pai de Lexie e Grey não atingiu o resultado esperado, grande parte porque Thatcher nunca foi uma personagem importante para a série e para nós. Assim, o grande sacrifÃcio que a médica fez pelo pai ausente doando parte de seu fÃgado soou mais como uma tentativa de colocar a protagonista à força no lugar de destaque. Uma tentativa falha, ressalto. O melhor deste inÃcio de temporada está sendo mesmo a fusão dos hospitais e a chegada do staff do Mercy West com seus uniformes laranjas e diferentes métodos pra tudo. Os embates da equipe do Seattle Grace com os novatos geram situações divertidas, lembrando muito as disputas ciumentas de meninos pequenos por atenção dos adultos. E tirando o bobo retorno do pai de Torres, o episódio ainda assumiu um lado mais dark com a súbita e inesperada dispensa de Izzie e o desaparecimento da moça, após cometer um grave erro médico. Grey’s Anatomy , apesar de alguns problemas pontuais, segue com um começo de temporada sólido e promissor.
Cotação Bruno Carvalho :
Comentários de The Office ficarão para o inÃcio da próxima semana, pois quero falar de Niagara em um post especial. Aguardo os comentários de vocês sobre os episódios da semana aqui abaixo!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Californication , Dexter , Fringe , Gossip Girl , Greys Anatomy , House
Tags: resenha , semana , usa
08/10/2009 - 00:01
É evidente que Hollywood passa por uma profunda crise criativa nesta década. Basta olhar na quantidade de séries que são canceladas da noite pro dia, seja porque são muito ruins ou porque são medianas a ponto de se tornarem dispensáveis pela audiência. Retomando a Semana em Série , realizaremos aqui no blog uma análise das principais estreias da temporada no primeiro Semáforo ! É isso mesmo: considerando o volume de séries para acompanharmos neste inÃcio, indicarei através de sinais (e não de estrelas) se tal produção merece ou não ser assistida (e repercutida), de acordo com os critérios do blog. Uma série que recebe o sinal vermelho logo de cara sairá da nossa cobertura e não voltará tão cedo (a não ser que melhore muito, mas muito mesmo, ou que extrema pressão popular exija seu retorno). Já um drama ou comédia com o sinal amarelo vai, inicialmente, ficar fora dos comentários semanais para uma análise com mais atenção e possÃvel reclassificação para o sinal verde , onde será regular e sistematicamente comentada no blog, seja na Semana em Série ou no nosso Season Pass . Vamos lá?
Cougar Town (1×01: Pilot, 1×02, Into the Great Wide Open) : A nova comédia da ABC estrelada pela ex-Friends e ex-Dirt Courteney Cox soa como uma tentativa desesperada de fazer humor. E um humor besta, sem qualquer tipo de refinamento, digno dos piores pastelões. Jules é uma mãe quarentona que, após o divórcio com o loser que a engravidou quando jovem, resolve correr atrás dos anos de farra que perdeu. Forçada ao extremo, a atuação de Cox é lamentável e o roteiro é simplório, limitando-se a colocá-la em situações constrangedoras (e gags fÃsicas ridÃculas) com o único objetivo de arrancar riso do espectador de passagem. Temos também um elenco de coadjuvantes insosso que torna o resultado ainda mais desprazerosso de se assistir. Ora, o que foi o final do segundo episódio com a brincadeirinha do “susto” ou as fotografias das “aventuras” bêbadas de Jules? Se você rever a cena verá que muitas imagens simplesmente não fazem o menor sentido e só foram colocadas ali para fazer graça, sem o menor nexo com a história. Vergonha alheia total. Em apenas dois episódios Cougar Town mostrou que não tem conteúdo nem pra ser uma comédia descompromissada e divertida. Torço e espero por um cancelamento precoce.
Hank (1×01: Pilot): A premissa de Hank – pai desastrado e desatento que se envolve num escândalo financeiro e é obrigado a viver com a famÃlia na “classe média” – e sua execução porca, colocam mais uma mancha na carreira de Kelsey Grammer, que mal se recuperou de sua última bomba, a horrenda Back to You . Essa nova sitcom da ABC (alguém poderia proibir o canal de produzÃ-las?) é totalmente instantânea e pré-fabricada: o roteiro é raso, os cenários parecem terem sido reaproveitados de uma comédia cancelada qualquer de “famÃlia americana” e, pior de tudo, a série simplesmente não é engraçada. Todas as piadas são as mesmÃssmas que já cansamos de ouvir em produções similares e, além de não ser nada inovadora, Hank evidencia a cada take o desconforto de Grammer no papel, bem como uma preguiça descomunal em compor uma personagem, pois ele se rende ao “básico” da atuação com suas caras e bocas. É deprimente ver o que o Frasier se tornou…
Accidentally on Purpose (1×01: Pilot, 1×02: Memento, 1×03: One Night Stand) : Apesar de simpática, Jenna Elfman já provou que é uma atriz limitada a uma personagem só: a mesma mulher descolada, desbocada e meio doidinha que fez algum sucesso no inÃcio da extinta Dharma & Gregg . A série traz uma premissa interessante, sobre uma mulher que engravida “sem querer, querendo” de um jovem sem futuro, mas o texto imediatamente esbarra em todos os clichês do gênero e no final sai mal apesar de conseguir arrancar uma risada aqui e outra ali. Falta, contudo, mais personagens carismáticos para a série emplacar, além de um roteiro mais ágil, contemporâneo e menos carregado de piadas óbvias de sexo. Essa de roomates que vivem brigando é tão velha como Tony Danza. A CBS conseguiu estabelecer-se bem com as sitcoms Two and a Half Men , How I Met Your Mother e The Big Bang Theory . Perto delas, Accidentaly on Purpose é mesmo um verdadeiro desastre proposital só pra compor a meia hora que faltava para inteirar o bloco.
The Middle (1×01: Pilot) : Por mais “divertidinha” que pareça, The Middle por enquanto nada mais é que uma versão mais adulta de Malcom in the Middle , só que desta vez contada sob o olhar dos pais e não do filho do meio. Poxa, é com mais uma produção single-camera sobre uma famÃlia de classe média-baixa americana que a ABC quer reerguer seu núcleo de comédia? Fora as corretas atuações de Patricia Heaton e Neil Flynn, no fim das contas a série traz a sensação de “mais do mesmo”: tem o filho menor esquisito, a pré-adolescente que não se adapta e o marmanjo rebelde que no fundo está em busca de atenção. O roteiro é razoável, a produção é caprichada e a trilha-sonora acerta em diversos momentos, mas no final a sensação de vazio após ter assistido o piloto permanece e você acaba não conseguindo distinguir esta de outras séries como Aliens in America , According to Jim , ‘Til Death e por aà vai. Se conseguir melhorar nos próximos, vai pro Season Pass .
Modern Family (1×01: Pilot, 1×02: The Bicycle Thief) : Ah, como é bom ser positivamente surpreendido por uma nova série que você não dava nada. Pelos promos, Modern Family parecia querer ser um a versão familiar de The Office , mas em vez de restringir-se à cópia do estilo de câmera e das situações nonsense que ocorrem na filial da Dunder Mufflin, esta comédia soube ser autêntica e com um humor muito bem dosado, que não é carregado no “white trash ” deprimente e, o mais importante, não trata o espectador como uma planta. Contando a história de três famÃlias modernas que, logo no final do primeiro episódio descobrirmos ser a mesma, a trama circunda com muito cuidado e leveza por alguns estereótipos clássicos como o do pai que quer ser “amigão” dos filhos, o vovô que casa com uma mulher mais nova (numa triunfal volta do eterno Ed O’Neil, o Al Bundy de Married… With Children ) e até mesmo um divertido casal de homossexuais que resolve adotar um filho ao melhor estilo Brangelina . Este é o bom exemplo de criação, interpretação e produção que as outras comédias do canal ABC deveriam seguir. É possÃvel fazer comédia sem se expor ao ridÃculo. [Season Pass ]
Heroes (4×01: Orientation, 4×02: Jump, Push, Fall, 4×03: Ink) : Eu já perdi a conta de quantas vezes eu já comecei uma resenha de Heroes dizendo que “eu já perdi a conta de quantas vezes o drama de Tim Kring deu inúmeras e desnecessárias voltas”. Sinceramente, não sei mais o que esperar de um novo volume onde novos personagens são aprensentados enquanto a história permanece estagna da no marasmo criativo dos roteiristas desta série. Depois de dois episódios que beiraram o insuportável de tão mal conduzidos e uma terceira parte igualmente aborrecida e nada esclarecedora, Heroes despede-se de nossa cobertura semanal, pois não dá mais pra ficar repercutindo cada vez que Hiro perde e retoma seu poder, ou cada vez que Sylar é destruÃdo e retorna e, pior ainda, cada instante em que Noah Bennet vira a casaca para atender ao imediatismo de um roteiro incrivelmente furado, cansativo e sem fim. Será que terá um fim? Quantos reboots precisaremos testemunhar para nos dar conta que Tim Kring não tem talento? Chega. Chegou na 4a temporada já! Heroes foi longe demais só na promessa eterna. Quando finalmente isso acabar eu assisto tudo e digo aqui como terminará, mas por enquanto não dá mais. Acabou a paciência há muito tempo e agora acabou a boa vontade.
Melrose Place (1×02: Nightingale, 1×03: Grand, 1×04: Vine) : Depois de quatro episódios, deu pra ver que Melrose Place foi uma série construÃda para tentar ser hit , com todos os elementos que um drama “ousado” precisa: um galã misterioso, uma falsa santa, uma desconhecida piradinha, um casal certinho e uma loira maravilhosa pra botar fogo em um condomÃnio californiano onde todos moram. Infelizmente até agora essa mistura não conseguiu dar liga. O texto não é tão ruim (já vimos muitas coisa pior, vai), mas tamb ém não podemos dizer que no fim de um episódio estamos loucos pelo próximo. A um porque a história da morte da tal Susan Sidney não empolga a ponto de querermos saber quem foi que a matou, já que ela não desperta a menor empatia de ninguém. A dois porque muito pouca coisa acontece numa série que deveria, no mÃnimo, ser mais agitada pelo elenco que tem. A CW muitas vezes parece que é o canal dos remakes apenas por ser, como se viabilizá-los fosse o objetivo final. Melrose Place precisa desenvolver e muito para ganhar um espaço fixo aqui. Quem sabe mais pra frente ela faça companhia a 90210 em nosso Season Pass …
Fringe (2×01: A New Day in the Old Town, 2×02: Night of Desirable Objects, 2×03: Fracture) : Dificilmente uma série atual consegue iniciar uma segunda temporada de forma tão promissora quanto aconteceu com Fringe , ainda mais considerando o nÃvel do finale , que deixou todo mundo boquiaberto. Digo mais: os eventos do padrão, sejam os provocados (o homem que troca de face) ou espontâneos (o garoto-escorpião) estão mais interessantes e aterrorizantes do que nunca e a quÃmic a já estabelecida entre o elenco principal é invejável. A história também evoluiu consideravelmente, agora que objetivos maiores foram traçados, incluindo a inesperada morte de Charlie e a usurpação de sua imagem por aquele misterioso “ser”. Embora ainda desconhecidos, os responsáveis por toda esta conspiração estão tomando forma e, de maneira muito acertada, o roteiro permitiu que as bombásticas revelações da temporada anterior fossem bem aproveitadas com a súbita amnésia de Olivia, que terá que processar junto com o público o que aquele encontro com William Bell significou. Lembremos também que o Peter original também morreu pequeno e que este que vemos é a sua versão alternativa, o que é fundamental para compreendermos até o jeito sempre admirado que Walter sempre o olha. Outro fator positivo desta temporada foi a de estabelecer uma ameaça séria à divisão Fringe Science , que terá que lutar para manter-se “aberta” (leia-se, conseguir provas mais contundentes das manifestações do padrão e da séria ameaça que é iminente sobre o mundo). Por fim, registro aquela interessante, mas igualmente assombrosa forma de comunicação do soldado com uma provável realidade alternativa e a terrÃvel indicação de que o tal Observador não está aqui somente para observar… Fringe consegue me assustar como poucos filmes de terror.
Trauma (1×01: Pilot) : A NBC adora tentar reviver o passado e a aposta da vez é com Trauma . O drama emergencial é focado numa equipe de resgate de São Francisco, con direito a um piloto cheio de acidentes elaborados e de grande porte, além de muitos efeitos especiais que são apenas corretos para a TV. Mas a despeito de toda esta produção, o que falta na série são personagens cujo público possa se identificar. Sem apresentar ou aprofundar em qualquer aspecto da vida destes socorristas, a série já mergulha no “trabalho”, impedindo uma conexão inicial e necessária para manter o espectador interessado. Tem ação e muita movimentação, mas falta conteúdo até para repercutir. O impacto de Trauma , por enquanto, é apenas visual e lá para o terceiro resgate já cansou.
How I Met Your Mother (5×01: Definitions, 5×02: Double Date, 5×03: Robin 101) : Que bom que este 5o ano de How I Met Your Mother voltou mais divertido e dando uma importância menor ao sentimentalismo barato como estava acontecendo na metade final da temporada anterior. O relacionamento entre Barney e Robin deu uma boa guinada na história e virou o cerne deste inÃcio, tanto que os três primeiros episódios foram basicamente sobre eles, desde a estreia com a indefinição do casal sobre o seu “status” até culminar no excelente Robin 101 (um dos melhores de toda a série) em que Ted vira o professor particular de Barney e o assunto é a canadense, seus trejeitos, suas manias e esquisitisses. Me lembrou muito os clássicos episódios de Friends em que a história é totalmente sustentada no universo rico das personagens. Ponto positivÃssimo para a comédia. Que bom que eles deram a volta por cima!
The Big Bang Theory (3×01: The Electric Can Opener Fluctuation, 3×02: The Jiminy Conjecture, 3×03: The Gotholowitz Deviation) : Perto de Jim Parsons o restante do elenco de The Big Bang Theory imediatamente esmaece e os mais prejudicados são John Galecki (Leonard) e Kunal Nayyar (Raj). Digo isso porque o casal Penny/Leonard formado não consegue convencer por nada e eles acabam deixando algumas cenas bastante mornas. Aliás, sem as personagens Sheldon e Howard, a comédia não poderia sequer existir, pois basta um murmuro do nerd mor ou uma entrada em cena do desajeitado galanteador (vestido de gótico) para a plateia cair no riso. O mesmo não pode ser dito, por exemplo, da já batida timidez do indiano quando sóbrio em frente de mulheres. Este inÃcio, contudo, conseguiu ficar fácil no saldo positivo, pois o roteiro é quase sempre impecável. Destaco o experimento que o sempre sagaz Sheldon Cooper realizou em Penny, educando-a como um cachorrinho em seu apartamento, que já é um dos melhores momentos desta comédia.
Calma que ainda não acabou! Nesta segunda terça faremos mais uma rodada do Semáforo com comentários de (e já adianto as cores): Grey’s Anatomy , Gossip Girl , Brothers & Sisters , Californication , The Good Wife , Dexter , Bored to Death , House , Glee , Eastwick , The Office , Community , FlashForward , Dollhouse e Mercy !
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série , Accidentally on Purpose , Cougar Town , Fringe , Hank , Heroes , How I Met Your Mother , Melrose Place , Modern Family , The Big Bang Theory , The Middle , Trauma
Tags: resenha , semana , usa
19/09/2009 - 17:19
Acabei de por os pés no hotel aqui no maravilhoso bairro West Hollywood e antes de sair para o tour inicial não posso deixar de comentar com vocês a campanha maciça de divulgação da 2ª temporada de Fringe que vi por toda Los Angeles no caminho (não pude tirar fotos, pois estava dirigindo na freeway ). São prédios inteiramente plotados com pôsteres como esse aà em cima e logo que liguei a TV do quarto para zapear os canais, vi um comercial bacanérrimo da série na FOX que me deixou louco! Ainda não vi o episódio de estreia do 2º ano (foi tão bom assim? digam aÃ!), mas estou muito ansioso. Pena que só terei tempo de ver tudo quando retornar ao Brasil. De qualquer forma, fica aqui o registro de que esta é “a” série destaque na cidade e estou embasbacado com a (merecida) importância que eles dão com cinema e TV aqui na capital de entretenimento do mundo! P.S.: F***ing jet lag .
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe , LiGado em Série em Hollywood
Tags: fox , hollywood , usa
24/08/2009 - 00:01
Vários casos, infinitas impossibilidades . A ciência marginal de Fringe concebida no universo criado por J.J. Abrams é realmente fantástica. Muitas vezes misturando o real com o imaginário e com o absurdo, um dos maiores méritos desta produção é o de justamente adotar um tom sóbrio e de plausibilidade para as situações mais bizarras que são objeto de investigação por Olivia Dunham, Peter e Walter Bishop. Mas por incrÃvel que pareça, muitos dos conceitos que podemos atribuir logo de cara como pura ficção, na verdade tem sim certo fundamento real e, quem sabe, algum dia podem até ter uma aplicabilidade prática em nosso mundo. É isso que a sagaz colega Camila Picheth descobriu após uma considerável pesquisa que ela gentilmente cedeu para publicação aqui no blog. Afinal, o que são aqueles conceitos que aparecem na abertura de Fringe ?
Psicocinesia
É a habilidade de mover e/ou afetar objetos fÃsicos usando apenas o poder da mente. Teoricamente, a psicocinese (ou telecinese) pode se manifestar em qualquer pessoa. Todos possuem faculdades parapsicológicas, mas poucos a desenvolvem. No entanto, a maioria dos parapsicólogos afirmam que tais fenômenos seriam espontâneos, involuntários e incontroláveis, diferente do que acontece, por exemplo, com o Sylar de Heroes. Alguns cientistas já tentaram, e ainda tentam, provar que existem pessoas com essa capacidade, como o cientista Garret Moddel. O que é realidade por enquanto é uma nova tecnologia que pode tornar as pessoas eletronicamente telecinéticas. O projeto consiste em um capacete com eletrodos capaz de captar ondas cerebrais para influenciar o ambiente virtual de alguma forma.
Teletransporte
É a transferência de um objeto de um lugar para outro, de maneira rápida e sem precisar percorrer o caminho normal. Antes idealizado em clássicas séries de ficção, e em Fringe com o incidente envolvendo o Sr. Jones, o teletransporte já se tornou algo real de certa forma. Em 1998, fÃsicos do Caltech (California Institute of Technology), junto a dois grupos europeus, conseguiram teleportar uma partÃcula de energia que carrega luz, o fóton. No começo de 2009 ano, outro grupo de pesquisadores norte-americanos na Universidade de Maryland teve sucesso em transmitir, pela primeira vez, um átomo pela distância de um metro. Isso quer dizer que em pouco tempo o novo meio de transporte será o teletransporte? Na verdade não. Para chegar no ponto que vimos em Fringe, existe um longo caminho a ser percorrido. Mesmo se os pesquisadores desenvolverem a capacidade de teletransportar um ser humano a vários metros, isso ainda gera um problema maior: quando uma partÃcula é teleportada, uma cópia identica do objeto é criada no ponto de destino, destruindo o original. Se fôssemos os teletransportados, o que estaria andando pelas cidades seriam nossos clones, pois o original seria, em tese, destruÃdo.
Nanotecnologia
Em uma simples definição, a nanotecnologia consiste no uso de átomos para a construção de estruturas e novos materiais. Hoje diversas áreas como a medicina, a quÃmica e a biologia estão associadas com esta nova tecnologia. Ela foi desenvolvida no Japão e já se mostra promissora mesmo em seus primeiros passos, como na produção de biomateriais, chips e nanocompósitos. Um exemplo do que a nanotecnologia pode ser capaz no futuro é um aparelho parecido com um microondas. A nanotecnologia tem o potencial de trazer benefÃcios em áreas, como nas construções (rodovias ou túneis se autoconstruindo), na alimentação (recriar alimentos a partir do ar e de alguns resÃduos), na medicina (nanorobôs capazes de destruir agentes infecciosos ou mesmo reparar o DNA danificado), na ecologia (a limpeza de todo o lixo acumulado no planeta), no espaço (fabricação de foguetes e estações orbitais e até permitir a habitação de outros planetas). Infelizmente, toda essa pesquisa pode ser usada também no armamento de um paÃs. Podem ser criados milhões de mÃnusculos robôs voadores capazes de se infiltrar em qualquer ambiente e nanovÃrus capazes de fazer um estrago inimaginável.
Inteligência Artificial
É uma área que busca desenvolver métodos ou dispositivos que tornem sistemas computacionais capazes de simular ou possuir a capacidade humana de raciocinar e resolver problemas. Já existem programas que possuem certo nÃvel de inteligência, como A.L.I.C.E e Allan – alguns chatterbots (programa que responde a perguntas como se fosse um humano); ELIZA (programa que simula um psicoterapeuta) e outro que aprende ao ler textos e jornais públicos, o Córtex. Vários games também utilizam softwares com aplicações desta tecnologia. No entanto, ainda não foi criado (ou anunciado) nenhum programa com total inteligência artificial. Isso implicaria, certamente, em várias questões, até mesmo de ordem ética e moral.
Animação Suspensa
Consiste numa técnica em que o corpo de um organismo vivo é esfriado até que suas funções vitais parem de funcionar e depois retorne a vida sem nenhum tipo de dano. Em 2006, cientistas norte-americanos fizeram um experimento com porcos, simulando um episódio grave que poderia acontecer com seres humanos na mesa de cirurgia. A temperatura corpórea dos porcos foi reduzida até 10ºC com uma solução salina fria, durante vinte minutos. No ano passado, pesquisadores de Massachusetts induziram ratos a animação suspensa durante vários minutos usando sulfeto de hidrogênio. Ambos casos com porcos e ratos foram bem-sucedidos ao reanimarem os animais sem danos. Em 2001, no Canadá, existe o registro de um bebê de apenas um ano de idade que engatinhou para fora de casa numa noite que fazia 0ºC. Sua mãe a encontrou duas horas depois, congelado e sem sinais vitais. Quando chegou ao hospital, foi aquecida e ressuscitada, sem qualquer sequela do acidente. Já em 2006, foi um homem de 35 anos que se congelou durante uma escalada nos arredores do Japão. Ele foi resgatado 24 horas depois, foi considerado morto por não possuir sinal vital, mas ao chegar ao hospital ele simplesmente acordou, novamente sem nenhuma sequela. Todas essas pesquisas fazem que em um futuro talvez não tão distante essa técnica possa ser utilizada em hospitais e no espaço (a Agência Espacial Européia pretende viabilizar tal técnica para uma viajem até Marte prevista para 2030). Atualmente existem algumas indústrias que oferecem uma criogenização após a morte, caso uma cura seja criada para a doença que o matou. Isso não lembra Vanilla Sky ?
Matéria Negra
É a matéria que representa em torno de 90% do universo e é responsável pela gravidade necessária para mantê-lo unido. Os outros 10% são a matéria normal, que podemos ver e tocar. Durante muito tempo, a matéria negra (ou matéria escura) não passou de uma teoria, mas em 2006 cientistas norte-americanos conseguiram provar sua existência. Vislumbra-se que tal elemento pode ser decisivo no destino do nosso universo. Observações recentes mostram que o universo está aumentando, o que sugere a possibilidade que todas as galáxias se afastarão umas das outras, tornando o espaço cada vez mais frio e escuro.
Curioso, não é mesmo? Camila Picheth, que compilou estes dados, escreve para o SérieManÃacos e recentemente publicou outra matéria interessantÃssima sobre os “CSIs Brasileiros “.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe , NotÃcias
Tags: curiosidade , fox
27/05/2009 - 00:01
Desde a sua concepção, Fringe é uma série convictamente de ficção cientÃfica com profundas raÃzes na parte empÃrica, mesmo quando exibe as situações mais bizarras que são investigadas pela Divisão de Ciência Marginal do FBI. Acontecimentos impossÃveis e fenômenos improváveis ocorreram neste bizarro universo e formam o tal padrão, que até então atribuÃamos à poderosa Massive Dynamic. Mas o atentado à vida de Nina Sharp mudou muita coisa e começou a desencadear uma série de situações reveladoras. A resposta para a grande maioria dos chocantes mistérios é ao mesmo tempo simples e intrigante: existe mais de um de tudo. “Todos os dias a vida nos apresenta a uma variedade de escolhas e cada escolha que fazemos cria uma nova realidade”, revelou Walter Bishop. O que acontece, então, com o caminho que não escolhemos? Em Fringe a resposta não está num flash do passado ou do futuro, e sim num quase inacessÃvel presente de uma realidade alternativa. O perigoso Robert Jones quis desesperadamente saber, embora seus motivos ainda sejam desconhecidos.
Mas quem garante que o tal vilão, que agora parece ser o homem por trás do padrão, não está movido por algo tão nobre como o amor de um pai que perdeu um filho de apenas sete anos? Pra mim a maior revelação desde incrÃvel capÃtulo foi a da precoce morte de Peter, transparecendo todo o sacrifÃcio que Walter fez em sua vida para resgatar uma “versão alternativa” do garoto que adoecera severamente quando criança. O ato final da temporada transcendeu a barreira do factÃvel e foi além de uma forma que sinceramente eu jamais esperava. Olivia Dunham já mostrou ser uma espécie de condutora especial devido ao tratamento que foi submetida quando ainda jovem pelo próprio Dr. Bishop, e foi com a mesma admiração que ela que eu e provavelmente grande parte dos espectadores e fãs desta série ficaram quando a vimos de frente para William Bell em pessoa num andar do World Trade Center. Não, ela não voltou no tempo: simplesmente está num lugar onde o destino tomou um novo rumo. Um lugar que não é necessariamente melhor do que o mundo que ela veio. É apenas diferente.
Com apenas alguns frames, Fringe não só respondeu uma enorme quantidade de perguntas, como abriu espaço para novas e interessantÃssimas possibilidades para a 2ª temporada, como se a série realmente tivesse magicamente saltado do 12º para o 14º andar de um prédio. Em Nova York, muitas edificações são construÃdas sem fazer menção ao 13º pavimento por pura superstição. Isso, contudo, não quer dizer que ele não existe. Como eu disse acima, é bem simples: estávamos diante dele o tempo todo e apenas não sabÃamos.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio “1×20: There’s More Than One of Everything” exibido em 12/05/2009 na FOX americana.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe
Tags: finale , fox , resenha , usa
22/05/2009 - 00:01
Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação à s renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, à s vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?
Oficialmente Renovadas : Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas : According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.
Oficialmente Renovadas : Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas), The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas : Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week .
Oficialmente Renovadas : 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas : Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.
Oficialmente Renovadas : 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas : Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.
Oficialmente Renovadas : 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas : Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.
A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série ! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island ) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation ). E aÃ, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider !).
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas , 30 Rock , 90210 , American Idol , Better Off Ted , Boston Legal , Brothers & Sisters , CSI , Canais , Castle , Chuck , Desperate Housewives , Dirty Sexy Money , Do Not Disturb , Dollhouse , Eli Stone , Fall Season , Friday Night Lights , Fringe , Gary Unmaried , Gossip Girl , Greys Anatomy , Harpers Island , Heroes , House , How I Met Your Mother , In the Motherhood , Kath & Kim , Kings , Knight Rider , LOST , Lie to Me , Life on Mars , Lipstick Jungle , My Own Worst Enemy , Old Christine , Parks and Recreation , Prison Break , Private Practice , Privileged , Pushing Daisies , Reaper , Samantha Who? , Sarah Connor Chronicles , Scrubs , Southland , Supernatural , Surviving Suburbia , The Apprentice , The Big Bang Theory , The Mentalist , The Office , The Unusuals , Two and a Half Men , Ugly Betty , Worst Week
Tags: Cancelamentos , usa
20/05/2009 - 00:01
24 “7×21: Day 7: 04:00am – 05:00am” : Nesta temporada de 24 , como acontece em várias, raramente os episódios destoam muito um do outro, graças à narrativa fluida em tempo real. Mas na vigésima primeira hora a série deu um forte sinal de desgaste com Tony Almeida comandando uma farsa contra um muçulmano inocente, talvez mais porque o ator Carlos Bernard não consegue convencer tanto assim como vilão (e ainda acredito que ele não seja) do que pela trama em si. Fica cada vez mais latente, também, a sensação de que já vimos tudo aquilo que aconteceu e, pelo avançar da hora, não está mais legal. A indefinição do estado de saúde de Jack incomoda e o clima de tensão que deveria estar nas alturas, desaponta. A hora passou e foi um danado de um filler . Essa temporada empolgou tanto no inÃcio que parece que nem os próprios roteiristas estão dando conta de se superar. Tomara que os próximos provem o contrário.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 04/05/2009 na FOX americana.
Gossip Girl “2×23: The Wrath of Con” : Só eu que achei este episódio de Gossip Girl uma “tremenda confusão”? Então quer dizer que Gabriel não foi o arquiteto do plano, e sim Poppy, mas mesmo assim os dois continuam andando livremente pelo Upper East Side de NY como se nada tivesse acontecido? E o que foi aquilo de Lilly mandando prender a própria filha para “protegê-la de um escândalo”? Eu hein! Se ela iria pegar a bandida, como a reputação da jovem socialite ficaria manchada? Pra piorar, o incoerente Rufus novamente deixou seu orgulho falar mais alto e deixou de fazer o pedido de casamento, tudo por causa de uma bobagem. Aliás, a história destes dois, que será mostrada em um flashback no próximo episódio, tem que ser muito boa (até mesmo se virar o tal spin-off ), pra poder explicar o porque de tanta mágoa e instabilidade entre os dois. Poxa, Lilly tem fundos ilimitados! Custava tanto assim pro cara deixar que a mulher que ama ajude a pagar a faculdade de seus filhos? Enfim, o bom ritmo de Gossip Girl foi quebrado com estas inconsistências no roteiro que atrapalham. Vamos ver no que vai dar…
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 04/05/2009 na CW americana.
Fringe “1×19: The Road Not Taken” : Foi através da espetacular montagem inicial com os vários casos desta temporada que Fringe iniciou o seu penúltimo e decisivo episódio, assumindo e explicitando ao FBI o manifesto do movimento ZFT como a causa do Padrão. Ainda sem nem mostrar a cara de William Bell, a série estabeleceu esta figura como uma das mais misteriosas desta atual leva de produções e fico sem saber o que esperar a partir deste momento. Outro fator extremamente positivo é o destaque central da trama ser uma mulher – Olivia Dunham – na contramão de grandes dramas onde uma figura masculina é apontada como o “the one “. Ela é a escolhida aqui, sem dúvida alguma, notadamente agora que está enxergando além da capacidade humana normal, como explicou o Dr. Bishop: ao tomar um novo rumo, os dejá vús de realidades alternativas se tornaram cada vez mais frequentes e ela passou a vivenciar os incidentes de maneira única, como se realmente tivesse poderes. Ah, e se antes tÃnhamos plena certeza de que a Massive Dynamics estava envolvida em toda esta tramóia, o atentado contra Nina Sharp deu a entender que estamos falando de algo ainda maior e incompreensÃvel. A guerra está prestes a começar e eu nem sei quais são os lados!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 05/05/2009 na FOX americana.
Grey’s Anatomy “5×22: What a Difference a Day Makes” : Pra quem está no limite da vida, realmente um dia faz toda a diferença, especialmente se este é o dia do seu casamento. Mas ao contrário do que todos nós poderÃamos esperar, a cerimônia do 100º episódio de Grey’s Anatomy não foi para Meredith e Derek, e sim para Izzie e Alex. Toda a jornada da loira está sendo apresentada de forma fenomenal, permitindo que os espectadores se despeçam dela um pouquinho a cada episódio e a cada fio de cabelo que inevitavelmente começará a cair. Imagino que tudo realmente esteja caminhando para isso, pois não faria nenhum sentido mergulharmos numa intensidade dramática tão forte para depois ela seguir vivinha e feliz da silva. Ainda que casada com Alex, é com Denny Duquette que ela deverá se encontrar em breve. A marca de cem episódios hoje é comemorada por toda a série que consegue atingÃ-la, pois está cada vez mais difÃcil fazer televisão, ainda mais do nÃvel de Grey’s Anatomy . Parabéns à Shonda e a todo o elenco e equipe por fazerem um dos melhores dramas da atualidade!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 07/05/2009 na ABC americana.
Prison Break “4×20: Cowboys and Indians” : Passamos tanto tempo vendo séries com personagens pluridimensionais, que à s vezes esquecemos que é possÃvel que as coisas sejam apenas o “preto no branco” e que Christina Scofield pode simplesmente ser uma pessoa má e mesquinha, capaz de fazer o que fez com o próprio filho (ainda que adotivo). Isso não diminui em nada a força dramática da série que retornou ao jogo de gato e rato, com Michael e Lincoln juntos e novamente cercado por tudo e por todos, no meio de um complicadÃssimo jogo de poder. Esse, inclusive, sempre foi o grande mérito da série, trazendo ação inteligente e de perder o fôlego. Cowboys and Indians , ainda assim, foi além. Superado o incidente internacional, a armação e com Scylla nas mãos, Scofield foi colocado na situação mais impossÃvel da série até agora, sendo obrigado a escolher entre duas pessoas que ama incondicionalmente, sem tempo para bolar algum plano para sair dessa. Prison Break voltou a brilhar!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 08/05/2009 na FOX americana.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas , A Semana em Série , Fringe , Gossip Girl , Greys Anatomy , Prison Break
Tags: abc , cw , fox , resenha , usa
06/05/2009 - 00:01
24 “7×20: Day 7: 03:00am – 04:00am” : Mais uma hora se passou e permaneço com a pulga atrás da orelha pra esse Tony Almeida vilão. Da mesma forma que Jack Bauer foi julgado por uma comissão do governo por agir justificando os meios através dos fins, o mesmo benefÃcio da dúvida pode ser dado ao seu colega. Afinal, ambos tiveram vários motivos ao longo dos anos para virarem de lado e não o fizeram. Vinte horas após o inÃcio do dia fomos apresentados à um secreto grupo de controllers de empresas para-militares que reúnem-se anonimamente através de um sistema privado e que têm objetivos semelhantes aos de Hodges: resgatar os contratos de defesa que foram perdidos na administração Taylor através da pontual criação de ameaças terroristas. Mas enquanto o CEO da Starkwood claramente era movido por acreditar no que estava fazendo, como apontei na resenha anterior, estes novos sujeitos mostraram-se impiedosos e motivados apenas pelo dinheiro. É por isso que, mesmo vendo Almeida com a arma na cara de um muçulmano inocente, contesto a sua lealdade a estas pessoas, já que dinheiro nenhum no mundo trará de volta o que ele perdeu. Nem preciso falar que esta foi mais uma hora tensa e emocionalmente desgastante de 24 , mas tomara que decidam de uma vez com quem fica a lealdade de Tony…
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 27/04/2009 na FOX americana.
Gossip Girl “2×22: Southern Gentleman Prefer Blondes” : Por um instante achei que Gossip Girl iria ficar naquela draminha bobo com Gabriel mantendo duas namoradas, mas eis que a trama se revela ser muito mais complicada do que imaginarÃamos. O galã do sul e suposto filho de milionários da indústria tabagista nada mais é do que um excelente golpista que passou pelo Upper East Side fazendo um estrago monstruoso e, de quebra, levando ainda as economias do pobre Rufus Humphrey (ainda que devidamente avisado). Os roteiristas ainda sabiamente utilizaram este incidente para separar de vez o casal Blair e Nate (passando da hora) e dar a deixa para o retorno da sempre interessante e instável Georgina Sparks, mais uma vez marcando presença numa reta final de temporada, assim como a fumaça negra no céu da ilha de LOST . Legal também que no fim até mesmo a morena Poppy foi passada pra trás (ou seria parte do golpe?) e quero só ver o que vão armar para recuperarem os milhões perdidos num horrÃvel investimento. Afinal, em tempos de crise, cada maço de 10 mil dólares faz falta para aquela gente, não é mesmo?
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 27/04/2009 na CW americana.
Fringe “1×18: Midnight” : Eu fiquei mais surpreso por Fringe ter finalmente revelado algo de concreto sobre sua mitologia do que a natureza da revelação em si, de que William Bell – o fundador da Massive Dynamics – é o homem por trás dos maquiavélicos e aterrorizantes eventos que formam o padrão. Isso era óbvio desde o piloto, não? Mas a série é capaz de mais, como vimos neste ótimo Midnight , apresentando um novo caso continuamente tenso com a história da mulher de um poderoso cientista que foi infectada por um agente biológico e caçava homens pela noite atrás da medula óssea de suas presas. Além de impressionar pelo realismo gráfico, a fotografia sempre escura e carregada é extremamente sábia ao mostrar apenas os relances das anomalias, criando uma constante aura de seriedade no que está sendo mostrado, por mais absurdo que seja. Fringe confirma a versatilidade e o talento criativo de J.J. Abrams e da competente equipe da Bad Robot . Tivemos sim alguns baixos neste ano de estreia, mas o drama segue firme e intrigante semana após semana e que bom que ganhou recentemente mais uma temporada completa!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 28/04/2009 na FOX americana.
Grey’s Anatomy “5×21: No Good at Saying Sorry (One More Chance)” : Já é inegável que a 5ª temporada de Grey’s Anatomy reergueu a série completamente e redimiu-se dos erros do ano passado. Mas primeiro vou falar do que não gostei neste episódio: a atuação totalmente over de Sharon Lawrence como a mãe de Izzie, que mostrou ser um erro de roteiro e direção num episódio tão carregado como este. O que deveria ser o cerne do capÃtulo, a história da menininha que atirou em seu pai 17 vezes (e de propósito), tornou-se um caso secundário e sub-explorado. Acredito que isso prejudicou o desenvolvimento das demais tramas, com destaque, claro, para os problemas de Grey com figuras paternais, tanto com Tatcher quanto com o próprio Chief. O tema “desculpa e arrependimento” foi melhor explorado no caso de Yang e Hunt, representando o ápice deste episódio naquela discussão no estacionamento. De qualquer forma, o 99º capÃtulo continuou muito bem a temporada, embora sem elevar o nÃvel como seus antecessores. O final de temporada está bem encaminhado, assim como o secreto 100º episódio que vai ao ar esta semana nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 30/04/2009 na ABC americana.
Dollhouse “1×11: Briar Rose” : Sempre soubemos que a Dollhouse estava a um passo à frente do Detetive Paul, por isso passei metade do episódio questionando a facilidade com que ele entrou e circulou pela casa junto, mesmo que guiado pelo tal designer da estrutura ambiental subterrânea. O que eu não poderia imaginar, claro, é que não só Adelle estava observando-o o tempo inteiro, como o tal cientista era o temido Alpha disfarçado e foi este que usou o policial para infiltrar-se na casa. Mas a inesperada reviravolta não parou aÃ, pois o sujeito ainda demonstrou ter um profundo laço com Echo, deixando a briga imprevisÃvel e ainda mais pessoal para o policial afastado Paul. Imagino que este deva agora lutar lado a lado com a Casa no final de temporada, que pode vir a ser o final de toda a série. Eu torço pra que Dollhouse seja renovada, pois desde o seu primeiro episódio a série vem crescendo exponencialmente à cada capÃtulo, desenvolvendo sua trama muito bem como poucas produções hoje em dia conseguem e, principalmente, mantendo-se fiel à sua premissa. Talvez este drama seja tão bom porque foi concebido como uma obra fechada desde o inÃcio pelo sagaz Joss Wheddon. Renovada ou cancelada, Dollhouse já é uma das salvações deste esquecÃvel Mid Season .
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 01/05/2009 na FOX americana.
Prison Break “4×19: S.O.B.” : Eu realmente estava perdendo a fé em Prison Break até que este episódio chegou e estremeceu toda a série até o seu piloto, com a revelação de que Lincoln e Michael não são irmãos biológicos. Este fato não apenas trouxe sentido à alguns acontecimentos – como o fato de Christina Scofield desprezar tanto o filho mais velho – , como também trouxe novas perspectivas para o nosso herói, que no fim das contas preteriu a própria mãe em prol da pessoa que sempre esteve ao seu lado nos momentos difÃceis: Burrows. T-Bag também voltou a mostrar suas cartas traindo o grupo como sempre em prol da segurança do lado mais forte da batalha e o episódio deixou claro qual o motivo da divisão da Companhia por Scylla: poder mediato x dinheiro imediato. O destaque de S.O.B. , claro, ficou com segura e enérgica atuação de Wentworth Miller na discussão de Scofield com sua mãe e há muito tempo não o vÃamos assim tão passional na série. Por fim, a força bruta de Lincoln terá novamente que se juntar ao Q.I. de Michael para saÃrem da complicada situação que foi armada para todo o grupo. Prison Break voltou aos trilhos e empolgou para este fim de série, sem esquecer que ainda teremos um telefilme para fechar de vez a alucinante história que, apesar dos (aceitáveis) percalços, sempre foi uma das minhas preferidas.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 01/05/2009 na FOX americana.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas , A Semana em Série , Dollhouse , Fringe , Gossip Girl , Greys Anatomy , Prison Break
Tags: abc , cw , fox , resenha , semana , usa
29/04/2009 - 00:01
Heroes “3×24: I Am Sylar” : Ele é Norman Bates, digo, Sylar, e é a única coisa positiva que restou de mais uma temporada de grandes erros e pequenos acertos do nosso querido e intrépido amigo Tim Kring: o homem que fala demais e faz de menos. Somente Zachary Quinto pode chegar diariamente no set de filmagens e dizer que está realmente fazendo diferença. O vilão que ás vezes é herói detém o tÃtulo da única personagem que manteve certa constância e coerência ao longo destes três anos e que ainda é capaz de despertar a curiosidade de quem (como eu) continua assistindo esta série. Se não fosse ele, este seria mais um episódio de voltas e mais voltas que acabam levando ao mesmo lugar: o eterno vazio que é a mente de Kring. Foi pra isso que serviu este penúltimo capÃtulo do volume Fugitives , enrolar mais um pouco o espectador, porque nada de tão extraordinário assim aconteceu. Pelo menos, no final das contas, Sylar não morreu. Se ele morrer algum dia, Heroes morre junto.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 20/04/2009 na NBC americana.
Fringe “1×17: Bad Dreams” : Muitos me disseram na última Semana em Série que este episódio de Fringe traria uma boa quantidade de respostas. Eu discordo. O fato de Olivia ter sido alvo de experimentos com uma droga na cidade de Jacksonville já foi abordado pela série e nem o envolvimento do Dr. Bishop pode ser considerado algo surpreendente, já que ele está sempre envolvido em todos os assuntos relacionados à ciência marginal. Mesmo assim, posso dizer com convicção que este foi um dos melhores episódios da série, justamente porque nos evidenciou a escuridão que o velho vive e que, por algum motivo, ele não lembra linearmente de tudo que fez ou criou. A história do sujeito que servia como uma espécie de conduÃte emocional para todos que estavam ao redor e com uma forte ligação com a agente Dunham destoou do que presenciamos nos capÃtulos anteriores, mas conseguiu ser igualmente (ou até mais) fascinante. Cada episódio de Fringe é como um pequeno e ótimo filme de mistério, sempre com desfechos satisfatórios e cliffhangers matadores!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 21/04/2009 na FOX americana.
Grey’s Anatomy “5×20: Sweet Surrender” : Não tem jeito. Quando Shonda Rhimes quer arrancar lágrimas de todos os seus espectadores, ela o faz sem pestanejar. Sweet Surrender foi cruel, intensamente dramático e covardemente triste ao abordar o desespero de um pai de famÃlia que precisou testemunhar os últimos momentos de sua criança sem poder fazer nada e de Izzie, que está perdendo a terrÃvel batalha contra o câncer. Pena que o episódio não foi impecável, já que aquela história do pai de Torres tentando “comprá-la” do Chief foi bem forçada e soou até ridÃcula, apenas para extrair a clássica performance “nervosinha” do ator Hector Elizondo. Mas eles deram a volta por cima com a ajuda de Derek Sheppard (mais ácido do que nunca), Mark Sloane (no tom adequado) e o grande ápice do episódio que foi a briga de O’Maley com Alex (e aquela chocante sequência de queda). Sweet Surrender fechou com mais um apoteótico monólogo de Grey e a temporada vai se encerrando colocando à série de volta ao seu melhor momento. Merecido, Shonda!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 23/04/2009 na ABC americana.
Prison Break “4×18: VS” : Levemente superior ao capÃtulo anterior, VS pelo menos conseguiu colocar um pouco mais de rumo neste final de temporada (e da série) de Prison Break , graças ao novo paradigma que o roteiro silentemente construiu nos últimos episódios: se antes vimos Michael Salvando seu irmão Burrows e vice-versa, agora parece que os dois se enfrentarão num jogo de gato e rato. Ainda assim, fica a sensação de que a série está se repetindo, com T-Bag conspirando contra o grupo e aquela invasão com Mahone na embaixada Indiana. Pelo menos ficou definido o papel da mãe dos fugitivos – ela quer vender Scylla pra outro paÃs – e ainda tivemos outros fatos marcantes como a gravidez de Sara e o retorno do Coronel à ativa. A ação e a indicação de prováveis reviravoltas são bem-vindas, mas falta ainda um foco à “big picture ” da série, que logo precisa vir. Continuaremos aguardando ansiosamente.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 24/04/2009 na FOX americana.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série , Fringe , Greys Anatomy , Heroes , Prison Break
Tags: abc , fox , nbc , resenha , semana , usa
24/04/2009 - 00:01
24 “7×18: Day 7: 01:00am – 02:00am” : Eu ainda não processei se esta nova virada em 24 , com Tony Almeida de volta à posição de vilão, é ou não interessante para a série. Primeiro eles vendem o cara como mau, depois descobrimos que ele é bom, aà ele faz de tudo para ajudar Jack e impedir a detonação da arma biológica, para então sair com apenas um último contêiner? E isso, segundo o suicida Jonas Hodges é “algo maior” por quê? Sinceramente, eu estou boiando agora, porque depois de tudo que vimos nesta temporada, a trama aparentemente ficou sem coerência! É claro que o episódio teve mais, como o reencontro de Kim com seu pai, o Jack negando a ajuda da própria filha e a morte de Larry Moss. Mas e aÃ? Como fica? Se Tony é mesmo bom, ele quer desmascarar os responsáveis por tudo, a custo da morte de inocentes (importantes)? E se e é mesmo mau, é um péssimo bandido, porque ele agiu sozinho para impedir o ataque que poderia ter acabado com tudo. Realmente esse episódio me deixou sem saÃda e tomara muito que o próximo traga um sentido a tudo isso. Darei o benefÃcio da dúvida, por conta do cliffhanger matador.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 13/04/2009 na FOX americana.
Heroes “3×23: 1961″ : Tim Kring já aprontou uma bagunça tão grande com essa série, que já não importa mais quanto ele volte ou avance no tempo para que ela engrene. A bem da verdade é que este drama nunca passou da promessa, à s vezes trazendo episódios excelentes para o que propõe, sem conseguir fugir da esporacidade. Lembram-se do Hiro voltando do futuro e conversando com ele mesmo da primeira vez no metrô? Pois bem, cadê aquele Hiro? Aquele futuro dele com a espada Samurai e o cabelo style foi mudado e ele foi condenado a ser um bocó pra sempre? Mas Faraday não disse que… Ops, isso é sobre uma série com viagens no tempo que é bem escrita. Em resumo, 1961 foi dar umas voltas em… 1961, mostrando o passado de Angela Petrelli e que ela teve uma irmã bonitinha que virou uma velha louca que foi deixada para trás. O que isso serve à história do volume intitulado “Fugitivos”? Nada! O único “núcleo” que vai bem nesta série é o de Sylar com seu novo poder de virar quem quer e pena que ele só apareceu nos segundos finais. Ah, sim, nos segundos finais do antepenúltimo episódio de uma temporada que só não foi pior que a 2ª, porque isso é humanamente impossÃvel até pra Tim Kring.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 13/04/2009 na NBC americana.
Fringe “1×16: Unleashed” : Ainda sem trazer respostas, Fringe segue num bom ritmo. A série tem uma fórmula constante para a resolução de casos, mas ela muito bem diluÃda na trama, pois a cada capÃtulo envereda-se para um campo diferente da ciência marginal. Com uma maior intensidade ficcional neste Unleashed , conhecemos o padrão manifestado na criação de um brutal animal que foi geneticamente modificado com partes de vários seres. Embora o Dr. Noble ou OlÃvia estejam SEMPRE no meio de tudo, o drama vem revelando aos poucos que há um motivo pra isso e que não é mera coincidência como, por um exemplo extrapolado, o fato de todos os pacientes problemáticos de House aparecerem no mesmo hospital New Jersey (isso faria muito sentido em Fringe , pensando). O padrão cerca estes dois e acaba levando Peter junto pelo mesmo motivo desconhecido que o Observador está sempre presente em cada evento. Fringe mais uma vez não precisou revelar seus segredos ou a criatura logo no inÃcio do episódio para construir uma narrativa que é deliciosamente tensa e intrigante. Mas considerando que já estamos no episódio 16, não me incomodaria que os próximos começassem a entrar mais na mitologia do drama, notadamente com relação à Massive Dynamics e à John Scot, não é mesmo?
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 14/04/2009 na FOX americana.
Prison Break “4×17: The Mother Lode” : Infelizmente a reta final de Prison Break parece sofrer do mesmo problema de 24 que citei mais acima. Na busca por constantes reviravoltas narrativas, a série vai perdendo a sua identidade e o seu foco, tornando-se genérica. Se antes, em cada temporada, havia a certeza de um objetivo ser atingido, agora a tal “busca da verdade” já não é tão interessante quando o lado oposto muda de face e de objetivos o tempo inteiro. Nem vou questionar o ato final, com a mãe de Burrows mandando matá-lo, pois sabemos que no inÃcio do próximo episódio tudo pode mudar. Eu repito aqui o que disse várias vezes nas resenhas desta temporada e o que até expliquei para um leitor nos comentários: eu gosto muito de Prison Break e, por isso mesmo, fico triste quando a série sai do trilho. Não dá pra conceber que além da temporada, será necessário um telefilme pra amarrar toda a história, quando em muita parte do tempo tenhamos que admitir que eles deram voltas. A diferença é que antes era legal e divertido ver o que Scofield iria fazer para driblar um difÃcil obstáculo e agora isso se tornou algo cansativo. Fica, contudo, a minha torcida (e a dos fãs que ainda resistem bravamente) para que terminem de forma digna.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 17/04/2009 na FOX americana.
Na semana passada não tivemos episódios inéditos de LOST, Grey’s Anatomy, Gossip Girl e Dollhouse . Dirty Sexy Money vai pro Season Pass por conta dos PÉSSIMOS horários do AXN, que não programa reprises decentes e prefere passar Mercadão Persa de jóias na hora do Second Chance. Falarei das sitcoms neste final de semana (pois elas que salvaram os sériemanÃacos) num encore mais tarde. Obrigado pela enorme audiência e quantidade de comentários nesta semana!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas , A Semana em Série , Fringe , Heroes , Prison Break
Tags: fox , nbc , resenha , semana
14/04/2009 - 00:01
Heroes “3×22: Turn and Face the Strange” : Em mais uma semana Heroes continua medÃocre. A trama boba em que Hiro e Ando se meteram com o filho de Matt Parkman deixa cristalino o quanto o roteiro de Tim Kring é vazio e sem foco. As caretas de Ando, as interlocuções de Hiro e a resolução do casinho beiraram o improviso, de tão mal escritos. Nem o novo poder de Sylar foi usado à sua capacidade, pois a todo o momento em que ele estava transformado em uma pessoa, foi possÃvel perceber e até mesmo antever o que sairia dali. Desnecessária também a inclusão de mais uma história, desta vez envolvendo o lado “sentimental” de Denko, que só prestou pra postergar ainda mais o nada que virou a série. Heroes tem sim uma história, mas que só é contada no inÃcio e fim de cada capÃtulo ou volume. O recheio é pura enrolação. Faltando três capÃtulos para o fim, um tal “cemitério” no meio do nada foi revelado. A pergunta que fica sobre esse novo mistério é: quem se importa?
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 06/04/2009 na NBC americana.
Trust Me “1×12: You Got Chocolate in my Peanut Butter / 1×13: The More Things Change” : Acabou, e da pior maneira possÃvel. Trust Me despediu-se da TV sem um final digno, já que foi sumariamente cancelada pelo canal americano TNT. Segundo os executivos, a série não era “acessÃvel ao público”. Ora, colocar uma produção tão caprichada e seleta como esta no horário do blockbuster American Idol denota, no mÃnimo, a estupidez dos programadores e o descaso com que o drama foi tratado desde o inÃcio. Enfim, nos episódios finais Mason, Conner e Tony Mink conseguiram dar a volta por cima na agência, resgatando de seu rival uma conta da qual não davam atenção – a Buick – e cobrindo o déficit deixado pela saÃda da Arc Mobile. Conectando muito bem o episódio anterior sobre o passado de Tony com Denise com os acontecimentos deste Series Finale em que foi oferecido à Mason o cargo do amigo, Trust Me encerrou-se de forma real, com um cliffhanger interessantÃssimo para a ótima história que vinha sendo desenvolvida. Infelizmente não saberemos como a dupla de publicitários superará o desafio de ser liderada pelo pretensioso e arrogante Culligan. Tom Cavanagh e Erick McCormick estavam confortáveis e em perfeita sintonia em seus papéis, numa série descompromissada e pouco dispendiosa (pois, inclusive, era muito bem patrocinada). Grande vacilo da TNT não ter segurado a onda deste promissor drama.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódios exibidos em 07/04/2009 na TNT americana.
Fringe “1×15: Inner Child” : Sem revelar uma gota sequer de seus segredos, Fringe voltou de forma arrasadora com um episódio redondo, curiosÃssimo e com uma história cativante. Desta vez o padrão se manifestou em uma criança que foi descoberta nos escombros lacrados há décadas de um prédio a ser demolido. Com uma aparência que lembrou inicialmente um ET (pois estava branco, magro e com os olhos arregalados), o menino foi levado aos cuidados da divisão especial do FBI, onde desenvolveu uma conexão quase imediata com Olivia Dunham e com o caso que ela estava investigando (à s vezes eu fiquei com muito medo da reação do garoto, pois esperava a todo tempo algo animalesco). Funcionando como uma espécie de conduÃte emocional, ficou claro que o menino fazia parte de um experimento que pode, inclusive, ter a ver com o Observador (notem a semelhança fÃsica dos dois). Como eu disse, Fringe não precisou responder nenhuma pergunta para trazer um dos melhores capÃtulos de sua temporada, graças ao alto nÃvel do roteiro que foi brilhantemente crescendo com a condução do talentoso diretor Frederick Toyle dentro da forte e caracterÃstica aura de mistério da série. Se você não segue Fringe , comece imediatamente porque vale a pena.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 07/04/2009 na FOX americana.
Dirty Sexy Money “2×10: The Facts” : Agora eu entendi porque o canal ABC simplesmente engavetou Dirty Sexy Money até o verão americano. O episódio The Facts , exibido antes no Brasil, foi uma incompreensÃvel sucessão de absurdos, que culminou num dos piores anti-clÃmaxes já vistos em uma série. A grande “idéia” dos roteiristas foi a de colocar uma repórter batendo na casa dos Darling fazendo perguntas indiscretas ao motorista que cuidava da casa sozinho enquanto a famÃlia havia saÃdo da cidade para o feriado. Claramente mostrando que o sujeito estava mentindo desde o primeiro segundo, o episódio continuou com a “brincadeira” como se o público fosse tão ou mais estúpido que a inexperiente repórter que acreditava em tudo que ouvia. No fim, ao conseguir um escândalo sobre o livro de Patrick Darling que mancharia a integridade do polÃtico, o chofer pediu que o caso fosse abafado em troca de virar fonte para fofocas ainda maiores. Que contradição, não? Ora, se ele fez de tudo para abafar algo menor, como ele se escoaria segredos mais sórdidos? Pra piorar, no final a série ainda foi capaz de apresentar uma óbvia montagem “evidenciando” para nós que tudo aquilo que fora dito nos últimos 40 minutos não passava de uma mentira! Sinceramente, Dirty Sexy Money trouxe não só o pior episódio de sua série, como de toda a temporada de séries 2008/2009.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 07/04/2009 no AXN.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série , Dirty Sexy Money , Fringe , Heroes , Trust Me
Tags: axn , brasil , fox , nbc , resenha , semana , tnt , usa
16/02/2009 - 00:01
Big Love “3×04: On Trial” : Enfim chegou o tão esperado dia do julgamento de Roman Grant e a expectativa de toda a Salt Lake City que o “profeta” seja condenado pelos crimes de cárcere privado, estupro e tráfico de menores e poligamia, é claro. Mas é exatamente por isso que os mórmons fundamentalistas se organizam em comunidades fechadas: para controlar o seu rebanho. Até mesmo Nikki, que tem uma conturbadÃssima relação com o pai, estava trabalhando no escritório responsável pelo caso contra Roman, bem debaixo do nariz de seu esposo, e ela foi uma peça fundamental em toda a tramóia que foi armada para libertar o lÃder comunitário. Bill tem que aprender com o pessoal da Juniper Creek sobre como agir na surdina, porque aquela atitude de tentar destronar Grant através do confuso Albie foi tão infantil quanto inútil. Em mais um excelente episódio, o ator Harry Dean Stanton roubou a cena, cada vez mais à vontade no controverso papel do “polÃgamo mor” que interpreta (a cena dele cantando na prisão foi de arrepiar!). Ah, e fora de toda esta confusão, vimos a “famÃlia” Henricksson propondo casamento à Ana. Isso significa, segundo o dogma polÃgamo, que ao atingir quatro esposas, Bill terá que chegar a sete para atingir uma graça divina ainda maior. Sim, sete.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 08/02/2009 na HBO americana.
Heroes “3×15: Trust and Blood” : Eu juro que só continuo assistindo e cobrindo Heroes porque comecei e porque já estamos na 3ª temporada. É uma questão de honra ver o que Tim Kring vai aprontar a cada semana e quando ele vai finalmente desistir de tentar entregar algo que não consegue. Mesmo reiniciando a trama de forma promissora no volume “Fugitives”, conforme apontei semana passada, este segundo capÃtulo já mostrou que o roteiro está em frangalhos (Brian Fuller ainda não se juntou à série nesta altura). Ah, e vou abrir um parênteses aqui pra ressaltar algo que não faz o menor sentido, ainda considerando que esta é uma série “em quadrinhos”: quando Daphne corre e “leva” alguém, a pessoa do nada consegue andar na mesma velocidade que ela, o que é um absurdo total, já que apenas Peter e Sylar têm esta habilidade de assimilar poderes dos outros. Ainda bem que ela se foi, mas ao mesmo tempo que a série tenta se “enxugar” do excesso de personagens, um novo é apresentado (o garoto de Aliens in America ), sem o menor propósito dramático. Heroes continua incoerente. Matt Parkam desenha o futuro, mas não consegue impedÃ-lo. Os poderes de Peter foram removidos, mas do nada ele passou a absorver uma habilidade de cada vez, algo que é evidente ter sido uma atitude de desespero de Kring, para impedir que sey “herói” seja invencÃvel. Trust and Blood foi um episódio fraco, que encheu linguiça e que não conseguiu justificar as atitudes de Nathan Petrelli de maneira convincente. Está muito cansativo, mas como eu disse no inÃcio, continuar agora é uma questão de honra.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 09/02/2009 na NBC americana.
The Big Bang Theory “2×15: The Maternal Capacitance” : É notável a boa forma de The Big Bang Theory nesta segunda temporada, ainda mais depois deste incrÃvel The Maternal Capacitance , onde ficamos conhecendo a mãe de Leonard que é uma espécie de Sheldon 5.0! Dizem que as manias das pessoas só pioram com o tempo e a quÃmica perfeita estabelecida entre Sheldon e Beverly mostrou que ele trilhará os mesmos caminhos, tornando-se um sujeito robotizado e extremamente incapaz de manter um relacionamento normal. O que não decepcionou esta semana foi o restante do elenco, que conseguiu ficar à altura do “protagonista” com as subtramas de Leonard e Penny (ambos com problemas com seus genitores) e a bizarra relação que a mãe de Sheldon identificou em Raj e Wollowitz, que está presente em toda essa turma. Não é à toa que este episódio marcou mais um recorde de audiência da série. Geeks rocks!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 09/02/2009 na CBS americana.
Fringe “1×14: Ability” : Eu não disse na resenha anterior que valia a pena voltar as atenções para Fringe ? No último episódio antes de um longo hiatus , retomaram o caso do Sr. Jones, o sujeito que se teletransportou de uma prisão na Alemanha para Boston com o único objetivo de recrutar Olivia para um exército de especiais, obrigando-a a realizar testes, sob pena da morte de milhares. Mas naquela cena em que ela desarma a bomba apenas olhando para um quadro de luzes, será que não foi Peter quem realmente o fez? Penso nesta hipótese, pois ele divide DNA com a conturbada, mas brilhante mente de Walter, que descobrimos implicitamente ser o autor de um manuscrito que é a bÃblia da ciência marginal e é o que motiva os responsáveis pelo Padrão a movimentarem-se em prol de uma inevitável guerra com o mundo. Não é à toa que o velho sempre teve a chave para desvendar os mistérios apresentados. Fringe retorna somente no dia 7 de Abril, mas a série finalmente nos deixou ansiosos para os novos capÃtulos que prometem responder muitas perguntas e espero que uma delas seja sobre o Observador, que sempre aparece em algum frame de cada capÃtulo. Uma guerra entre a ciência e natureza será imperdÃvel!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 10/02/2009 na FOX americana.
Dollhouse “1×01: Ghost” : Episódios pilotos de séries são geralmente esquemáticos, permitindo que o espectador compreenda um pouco sobre o universo que está sendo apresentado na nova produção. Mas isso não é 100% aplicável a Dollhouse . Joss Whedon estava certo em pedir que os fãs diminuÃssem a expectativa pela série, pois ele criou uma verdadeira bagunça, influenciada por diversas produções que vão de Alias à Matrix , passando por A Ilha , 1984 e, por coincidência (acredito), a fracassada My Own Worst Enemy . Não que este novo drama não seja interessante, pelo contrário, mas muita coisa foi apresentada de forma rápida, impedindo uma correta assimilação do que estávamos assistindo. À princÃpio, o projeto Dollhouse se mostra como uma secreta organização que recruta garotas perdidas, como a estonteante Echo (Eliza Dushku) para se tornarem prostitutas de luxo programadas para satisfazerem ao máximo os seus clientes. Vivendo em uma prisão de luxo, elas são submetidas a uma lavagem cerebral após cada missão, mas recebem, em contrapartida, proteção e toda estrutura material para continuarem neste ramo. Porém, o piloto avança e esta primeira impressão é subitamente modificada, quando vemos Echo sendo escalada para uma missão que envolve intermediar uma transação de resgate no sequestro de uma garotinha. Isso só é possÃvel porque um programador implantou em seu cérebro tais expertises, minutos antes dela entrar em ação. Do lado de fora da “casa”, um policial chamado Paul (Tamon Penikhet) luta para descobrir a verdade sobre este projeto (tornando-se o maior clichê até agora). Como eu disse, Whedon apronta uma bagunça que pode vir a ser difÃcil de limpar, criando uma série ainda sem identidade própria, como os fragmentos de personalidades que são implantados nas próprias “bonecas”. Só resta saber se esta mistura dará certo.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 13/02/2009 na FOX americana.
Battlestar Galactica “4×15: No Exit” : Se você está atordoado com o excesso de informações que este episódio trouxe, eu não o culpo. Com cinco partes faltantes para o final de toda a saga de Galactica, a série literalmente nos contou, através das recém chegadas memórias de Sam, tudo aquilo que já cogitamos perguntar sobre a história. Em resumo, a verdade é que a 13ª tribo de Kobol era constituÃda de Cylons humanóides que os próprios humanos criaram e estes foram colonizar a Terra milhares de anos atrás. Contudo, quando esta tribo criou robôs serventes, estes rebelaram-se e os Últimos Cinco desenvolveram a tecnologia de ressurreição e voltaram para as 12 colônias com o intuito de alertá-los sobre os perigos de fazerem o mesmo. Como os drives FTL não haviam sido desenvolvidos, a viagem demorou mlhares de anos, os Últimos Cinco chegaram no meio da Guerra e precisaram barganhar com os Cylons hÃbridos utilizando a tecnologia de ressurreição e criação de humanóides em troca de paz e acabaram sendo alienados em Caprica com falsas memórias. Ufa! Ainda precisamos de tempo para processar tudo isso, justo agora que vimos o péssimo estado de conservação de Galactica, que está pronta para ser invadida pela tecnologia do inimigo para sobreviver à sucumbência de seu metal ao tempo. Quem diria que apenas algumas lembranças de um Cylon ferido mudariam a perspectiva de toda a série, mas me pergunto se tudo isso não poderia ter sido nos apresentado de forma mais orgânica. Tomara que os próximos episódios dosem melhor a quantidade de informações, do contrário meu cérebro irá literalmente fritar, mesmo eu não sendo um Cylon. A reta final de Battlestar Galactica está imperdÃvel e se você está atrasado, corra logo porque está perdendo uma incrÃvel aventura!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 13/02/2009 no Sci-Fi americano.
Amanhã a nossa cobertura continua com United States of Tara, The Office, 30 Rock, Damages, Trust Me e Grey’s Anatomy ! Falarei das horas pendentes de 24 na quarta! Fique liGado e deixe seu comentários sobre os capÃtulos da semana? O que acharam da estreia de Dollhouse ?
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série , Battlestar Galactica , Big Love , Dollhouse , Fringe , Heroes , The Big Bang Theory
Tags: cbs , fox , hbo , nbc , resenha , sci-fi , semana , usa
11/02/2009 - 08:10
Trust Me “1×02: All Hell the Victors” : Acho que já temos aà um forte candidato ao hit do Mid Season. Em seu segundo episódio Trust Me não decepcionou, trouxe um texto ágil, inteligente e cheio de reviravoltas e ajustou de vez a quÃmica entre Erick McCormack (Mason) e Thomas Cavanagh (Conner). Recém ocupando o cargo de comandantes de uma agência, os dois sem querer venderam uma brilhante idéia pra um cliente, e logo depois descobriram que a campanha já pertencia a um outro escritor. Mas no contrata ou não contrata o sujeito, os dois acabaram sabotando o próprio teste com consumidores que pagaram, o que foi uma sacada genial. Trust Me é divertida, mas séria o suficiente para não sair do foco, que são as dificuldades que dois jovens talentos com pouco know-how terão que enfrentar no mar de tubarões. Certamente este foi um ótimo começo!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 02/02/2009 na TNT americana.
Gossip Girl “2×17: Carnal Knowledge” : A primeira metade deste episódio de Gossip Girl foi sem graça e enfadonha, graças à boba guerrinha que Blair resolveu armar contra Rachel, a professora ninfeta, que de inÃcio não surtiu nenhum efeito. Mas o draminha do confisco de celulares e os rumores no blog da Gossip Girl logo deram lugar à um jogo muito interessante, que envolveu o ciúme de Serena, uma foto comprometedora e uma reunião de pais na escola Constance Billard. Foi lá que o “inocente” encontro de Dan com a professorinha causou a expulsão desta, sem querer confirmando a mentira que Blair criou. Ah, e foi esta a dona da melhor referência da semana: “É isso que eu chamo de prova excludente. Eu adoro Damages “. Enquanto isso, não consegui entender qual é a da trama De Olhos Bem Fechados que Chuck entrou, que só não foi mais ridÃcula porque a própria série admitiu semelhanças com o filme de Kubrick. Mas eu já estava pronto pra criticar o vai e vem de Serena e Dan quando aquela cena final totalmente inesperada nesta altura do jogo veio e arrebatou Dan e nós espectadores! A Gossip Girl vai ter um bom trabalho daqui pra frente. Pena que a série só volta no dia 9 de Março…
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 02/02/2009 na CW americana.
Fringe “1×13: The Transformation” : Está aà a prova de que Fringe não precisa nos encher de respostas para ter um episódio satisfatório. Aliás, The Transformation foi exatamente o tipo de capÃtulo que estava faltando pra série deslachar, com uma trama amarrada à suas origens e trazendo resoluções importantes, como foi o caso entre Olivia Dunham e o falecido John Scott. É admirável a forma que os roteiristas conseguiram de trazer o ator Mark Valley de volta (ele é fixo na série) sem utilizar flashbacks ou pulos no tempo . Scott morreu no primeiro episódio e cada vez mais mostra-se fundamental à trama. Outra “ressureição” foi a da Massive Dynamic, sempre levantando dúvidas sobre o caráter de sua controller e o envolvimento da organização no padrão. Agora, vamos ao melhor deste episódio, que foi a impressionante transformação vista no inÃcio. Ainda que lidando com o absurdo e o fantástico, Fringe sabe ser uma série contida, revelando apenas o necessário para instigar o espectador, ao contrário do que acontece com séries tipo Supernatural . Sem dúvida alguma vale a pena voltar à s atenções para este novo drama de J.J. Abrams.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 03/02/2009 na FOX americana.
Damages “2×05: I Agree, It Wasn’t Funny” : Muitas revelações neste episódio de Damages , e quem diria que foi o Tio Pete foi mesmo o mandante executor do atentado encomendado por Patty contra Ellen Parsons (corrigido, Croitor )! O cara certamente nunca confiou na moça e agora ele tem ainda mais motivos para vigiá-la de perto. Mas o que vemos nem sempre é o que parece e quem está seguindo a heroÃna não é necessariamente o pessoal do Hewes & Associados. Aposto que o contato do futuro namoradinho da moça é Frobisher. Em momentâneos flahes, ficou subentendido também o que realmente aconteceu na casa dos Purcell, que até agora assumiu o lugar de Patty Hewes no quesito “surpresa”. Mas eu ainda tenho uma pulga atrás da orelha com estes dois e ainda acho que eles podem estar trabalhando juntos em algo maior, como apontei na resenha anterior. No final, tivemos uma overdose de informações, como o marido infiel de Patty, a descoberta de Hewes que Ellen anda falando com os federais (ela dá muito na cara) e por fim aquele mini flash alguma coisa com Wes que foi extremo! Damages entrega mais um episódio denso e recheado de boas atuações deste primoroso elenco. Ah, sim, e continua totalmente imprevisÃvel. Em quem, afinal, Ellen atira daqui 5 meses?
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 03/02/2009 no FX americano.
Lie to Me “1×03: A Perfect Score” : Lie to Me é uma série que transborda tecnicidade. O trabalho de pesquisa e de consultoria eficaz quanto os resultados atingidos pelo Lightman Group . Em contrapartida, falta emoção ao drama e este é o ponto mais fraco desta série. Por mais especializado que seja, um bom seriado investigativo tem que despertar a empatia dos telespectadores com os casos mostrados e, pela terceira vez, não foi isso que vimos. Eu sinceramente não estava nem aà pro caso da filha da juÃza ou muito menos pelo avião que o piloto da NASA destruiu. Lie to Me abusa em métodos e procedimentos, mas deixa de explorar e estimular os instintos primais dos seres humanos em busca das clássicas expressões faciais e trejeitos, ao contrário como ótimas séries do gênero o fazem (CSI, Bones, The Closer ). Até mesmo a relação do Dr. Cal com sua filha é mecânica e, embora isso seja intencional, não quer dizer que é interessante. É o fim da linha para Lie to Me em nossa cobertura semanal e, se a série melhorar, falarei mais dela em um Season Pass . É uma pena, pois eu apostava todas as minhas fichas nesta aqui para o Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 04/02/2009 na FOX americana.
Grey’s Anatomy “5×14: Beat Your Heart Out” : Isso sim é Grey’s Anatomy ! Romance, emoção! Que episódio empolgante, que tirou a série da inércia de forma categórica! As faÃscas voltaram no Seattle Grace e está tudo perfeitamente se encaixando. Sensacionais as cenas de sedução entre Yang e Hunt, que foram interrompidas por uma misteriosa mulher que fez o ex-militar grandalhão chorar igual uma criança e isso com certeza promete! Ah, e ainda teve Bailey finalmente encontrando sua verdadeira vocação, Izzie procurando saber o que tem de errado em sua cabeça, Sloane pensando em ficar mais “quieto” e, é claro, o iminente pedido de casamento de Derek à Meredith. Era certo que isso não seria entregue de bandeja desta forma, já que Addison ligou lá de Private Practice com algum tipo de emergência. Eu não curto “a outra série”, mas o crossover parece que será interessante. Se você não quer saber do que se trata, pare de ler aqui. Bom, em Private Practice descobrimos que o irmão de Addison, que também é neurologista, está com parasitas no cérebro e precisa urgentemente de uma operação. Ele está sendo levado para Seattle e, é claro, o pedido de casamento terá que ser adiado. Vamos ver o que vai acontecer. Que bom que Grey’s Anatomy voltou com tudo!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 05/02/2009 na ABC americana.
30 Rock “3×10: Generalissimo” : Impecável este episódio de 30 Rock , onde todas as tramas avulsas dos episódios anteriores concentraram-se numa sequencia de excelentes piadas, a começar pela repulsa que a avó de Elisa sentia por Jack Donaghy por este lembrar muito o vilão de uma telenovela mexicana. Em mais um show de atuação (que certamente o concederá mais prêmios), Alec Baldwin interpretou com maestria o maldoso GeneralÃssimo da novela, que no fim acabou ajudando Jack a conquistar a adoração da avó, pois ele havia adquirido os direitos sobre a atração. Enquanto isso Lemon ficou conhecendo o seu vizinho, interpretado por ninguém menos que Jon Hamm de Mad Men , no que será um promissor arco episódico. Com quotes como “Ahora con mas semen de toro!” , numa divertida propaganda do petisco mexicano favorito dos escritores, 30 Rock voltou ao seu melhor momento, finalmente fazendo valer todos os prêmios que recebeu.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.
The Office “5×14: Lecture Circuit (Part 1)” : Em menos de uma semana, dois episódios excelentes de The Office ! Os caras não estão mesmo pra brincadeira. Enquanto Stress Relief foi para o lado do nonsense total, este Lecture Circuit teve uma approach mais pessoal com relação à Michael e seu desejo de reencontrar Holly. Pam também esteve ótima em sua visita à Karen e na filial Andy conseguiu roubar a cena com o seu “chame” pra cima da nova cliente de Stanley. Das palestras loucas de Michael à ótima deixa final, este foi mais um score da turma de Scranton!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.
Battlestar Galactica “4×14: Blood on the Scales” : Se por um lado a dita revolução de Tom Zarek e Felix Gaeta começou orquestrada e rapidamente atingiu o seu objetivo (derrubar o atual regime na frota), quando estes chegaram ao “poder” a situação foi, no mÃnimo, desastrosa. Gaeta não tem a experiência e a frieza de Adama para tomar decisões frias e rápidas e Zarek não tem a moral e a diplomacia de Roslim para lidar com inimigos, o que resultou na triste e impactante chacina de todos os representantes da frota. Não poderia ficar deste jeito. Secretamente as ações de Lee e Kara consubstanciaram para impedir a execução de Tight e Adama (mas com uma dispensável sequencia de sonho de Baltar indicando o contrário apenas para fins promocionais) e a firmeza de Roslin, agora governando diretamente da nave Cylon, foi essencial para impedir uma crise ainda maior. O reencontro dos dois foi emocionante, o cliffhanger impecável e este final de Battlestar Galactica segue como o fenomenal acontecimento televisivo que sempre foi, mas agora em grandiosÃssimo estilo. Faltam só 6 agora.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 06/02/2009 no Sci-Fi americano.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock , Battlestar Galactica , Damages , Fringe , Gossip Girl , Greys Anatomy , Lie to Me , The Office , Trust Me
Tags: resenha , semana , temporada , usa
04/02/2009 - 03:26
United States of Tara “1×02: Aftermath” : Spielberg que me perdoe, mas não consegui entrar no hype de United States of Tara neste segundo episódio. O texto irregular de Diablo Cody não segurou a peteca do ótimo piloto, parte por culpa de subtramas bobas que não foram bem exploradas, como a dos problemas de Marshall com o professor na escola e a da revolta da filha. Eu também não gostei do extenso tempo em tela que a alter-ego Alice ganhou, e considero-a a mais desinteressante das personalidades (com base neste episódio, pelo menos). Tudo bem que ela é uma tÃpica dona de casa dos anos 50, mas tudo aquilo de lavar a boca da filha com sabão foi um pouco over . A própria Tara foi relegada à segundo plano logo de cara, sem que pudessemos descobrir um pouco mais sobre a “original” pra depois gradativamente ir passando para as “versões”. Muitos vão discordar, eu sei, mas achei o episódio em si muito desequilibrado pra ser o segundo de uma promissora série. Pelo menos ficou estabelecido que a famÃlia aceita a mãe dessa forma, mas nem sempre isso é divertido. Vamos ver o que vem pela frente…
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 25/01/2009 no Showtime americano.
Fringe “1×12: The No-Brainer” : Chegamos à metade da temporada de Fringe , e após vários episódios que estabeleceram muito bem a série como um drama de mistérios sobre a ciência marginal, pouco pode ser dito sobre a evolução da trama principal em si, o que é cada vez mais desgastante para o espectador. Sim, o caso do software que faz o cérebro das pessoas derreterem é muito interessante e sabemos que Olivia é extremamente capaz e inteligente a ponto de rapidamente descobrir a ligação entre um homicÃdio e outro. Mas Fringe nos prometeu mais desde o seu piloto e não vem cumprindo. O tal “padrão” existe e sempre quando alguém começa a chegar perto da verdade, algo muito conveniente acontece, como foi desta vez com o suicÃdio do programador. Eu ja disse aqui que a série sempre arranha a superfÃcie, coloca o doce na frente da criança e depois toma. De tecnicamente impecável, Fringe cada vez mais se torna dramaticamente esquecÃvel, pois se o próximo episódio não for exibido, duvido que muita gente vai se importar. Eu queria muito que essa série estourasse logo, parasse de enrolar e mostrasse de vez a que veio.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 27/01/2009 na FOX americana.
Battlestar Galactica “4×13: The Oath” : Fraking Gods ! Provavelmente The Oath já entrou pra lista dos mais memoráveis episódios de Battlestar Galactica , com a revolução civil que colocou toda a frota em um purgatório estatal. Não há mais o regime militar e muito menos uma democracia em jogo. No lugar, o destino dos últimos 39.643 seres-humanos estão nas mãos de dois loucos que buscam uma vingança pessoal contra a admnistração Roslin/Adama. Estes últimos, sem um objetivo fixo a seguir (como encontrar a Terra ou sobreviver), precisam da aliança com os Cylons rebeldes pra frota sobreviver a mais uma perigrinação pelo universo. Mas as coisas vão se encaixando, Kara e Baltar cumprem importantes papéis e de uma forma ou de outra, resta a esperança de que as profecias vão se concretizar. Este foi um episódio com roteiro e direção impecáveis, graças a Mark Verheiden e John Dahl, respectivamente, que são mais do que escolados em Galactica . A transcrição do motim passo a passo nos intervalos de tempo foi absolutamente estupenda e o final simplesmente trouxe um dos melhores cliffhangers de toda a série, com Adama e Tight, humano e Cylon, presos em uma sala que pode ter explodido. Como aguentar até a próxima sexta? Que os Deuses estejam com eles!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 30/01/2009 no Sci-Fi americano.
Auditions em American Idol : A 8ª temporada está divertida? Está. Mas não vou perder tempo aqui pormenorizando os detalhes dos testes de San Francisco, Louisville, Jacksonville, Salt Lake City e o compacto Nova York e Porto Rico. Sempre temos alguns cantores muito bons, outros bons que não passam, os muito ruins e alguns que são ruins, mas passam (geralmente depois de implorarem). Aà a edição fica o programa inteiro fazendo mistério de um participante que tem “uma comovente história” (como se 99,99% das pessoas no mundo não tivessem histórias tristes pra contar) com um suspense se a pessoa cantou bem ou não. Ora, é claro que cantou, pois do contrário não teria porque eles serem tão cruéis. Em determinado momento de uma das cidades, Kara dioGuardi, que está menos irritante que no inÃcio, perguntou por que o candidato gostava do programa. O rapaz tÃmido e que cantou muito mal soltou um inusitado: “O Simon mantém o programa interessante”. E é exatamente isso o porque de eu continuar assistindo. Randy é um mosca morta, Paula tem certo carisma, mas sua opinião não importa e no fim está todo mundo antenado pra ver o que o inglês vai falar. Estou achando ele até muito bonzinho ultimamente, provavelmente deixando cantores medianos passarem de fase pra dar material pra Semana Hollywood, que é quando a competição realmente esquenta. Vamos ver se esse ano inova ou se será o “mais do mesmo de sempre”. Ah, e um puxão de orelha no Sony, que mudou a programação sem avisar, colocando um episódio a mais no meio da reprise programada de Ghost Whisperer . Muito feio…
Cotação Bruno Carvalho :
Episódios exibidos entre 20/01/2009 e 30/01/2009 na FOX americana.
Fique liGado, pois de hoje pra amanhã postarei os comentários de The Little Prince , o 4º episódio da temporada de LOST ! Na sexta, claro, falaremos de mais uma hora de 24 ! Gostaria de ler os seus comentários sobre estes e outros episódios da semana! O que estão achando do Mid Season?
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série , American Idol , Battlestar Galactica , Fringe , United States of Tara
Tags: episodios , resenha , semana , usa
27/01/2009 - 02:14
Estou finalmente em dia com a exibição dos episódios da semana e espero que curtam os comentários das antigas e das novas produções:
Big Love “3×01: Block Party” : Depois de uma morna 2ª temporada, parece que Big Love decidiu voltar com tudo! Bill Henrickson é um ser tão peculiar e complexo, que à s vezes faz Dexter Morgan (Dexter) ou David Fisher (Six Feet Under) parecerem sujeitos normais. Eu nunca canso de apontar a facilidade com que ele adora colecionar problemas, mas Bill parece se superar a cada temporada que passa. É muito conveniente pra ele acreditar nos dogmas de sua religião, acolhendo o que quer (ter várias mulheres) e simplesmente virando as costas para o que não o interessa (entrar em certos ramos de trabalho). No meio disso tudo, Barb, Margene e Nikki sofrem, especialmente esta última, que teve sua identidade exposta em todo o bairro por causa da prisão de seu pai Roman Grant e agora vive sendo ridicularizada pela vizinhança e espionando no escritório que cuida do caso do velho. Já Barb, coitada, aceitou “namorar” uma 4ª esposa, pois ela acredita que ao questionar os peculiares ensinamentos dos dissidentes da igreja Mórmon de Utah, sua doença voltou. Para estas pessoas (e isso não é ficção), o tamanho da famÃlia plural dita a quantidade de “felicidade” no reino eterno. Coitado também de Alby Grant, então. O novo “profeta” foi pego com as calças abaixadas solicitando sexo em um banheiro masculino nos arredores da UEB. Eu só quero saber quanto tempo mais os segredos desta gente, que envolve cárcere privado, pedofilia e agressão doméstica, continuarão indenes. Esta promete ser uma ótima temporada!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 18/01/2009 na HBO americana.
United States of Tara “1×01: Pilot” : Quando comecei a ver o piloto de United States of Tara , minha primeira reação foi a de não entender por que tanta gente estava falando bem desta criação de Diablo Cody (Juno ), que tem produção executiva de Steven Spielberg. Ora, a história de uma mãe de famÃlia que sofre do distúrbio de múltipla personalidade é até interessante, mas nos minutos iniciais desta comédia o tom extremo e caricato que chegou a tomar conta da tela realmente me incomodou. Mas é logo após conhecermos Tara e uma de suas personalidades, a jovem “T”, somos gradativamente inseridos no universo peculiar de uma famÃlia que não apenas aceita conviver com uma pessoa neste estado, como de fato até se acostumou em serem diferentes (pessoas acostumam-se com tudo). Basta ver no final quando o marido e a filha constataram o quão estranho o fato de Buck, o mais divertido dos alter-egos, ser canhoto. Foi como se isso fosse a parte mais bizarra de toda essa história. O destaque, claro, vai para a atuação de Toni Collete, que está surpreendente e irreconhecÃvel em seus vários papéis. E olha que ainda nem conhecemos Alice, a dona-de-casa dos anos 50, que deve aparecer no próximo capÃtulo. United States of Tara pode não ser genial ou brilhante por enquanto, mas é deveras divertida e interessante. Mais um ponto para o canal Showtime!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 18/01/2009 no Showtime americano.
Gossip Girl “2×16: You’ve Got Yale!” : Às vezes eu quase perco a fé em Gossip Girl . Eu sinceramente não aguento mais esse draminha de séries teen sobre quem entrou em qual faculdade, quais casais vão se separar e por aà vai. Desde Dawson’s Creek , OC etc., essa conversinha nunca acaba. Com Gossip Girl eu achei que seria diferente, já que havia a indicação de que todos iriam pra Yale e de lá a série continuaria numa boa. Não, os roteiristas têm que criar dúvidas e esse vai e volta de admissões, reitores e cia. que só eles entendem. Eu disse “quase” perco a fé, porque o episódio no final traz várias reviravoltas, como Chuck sendo adotado por Lilly, Blair declarando uma guerra fria à nova professorinha ninfeta e Jack Bass perdendo a linha e partindo para o estupro após perder o controle acionário das Indústrias Bass (aliás, indústria de quê, hein?). Os bons elementos da trama estão aÃ, eles só precisam reorganizá-los e fugirem dos clichês, o que geralmente constumam fazer. Continuarei dando chace aos Upper East Siders, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 19/01/2009 na CW americana.
How I Met Your Mother “4×13: Three Days of Snow” : Ah, que delicioso episódio de Mother ! Three Days of Snow funcionou justamente como a crônica que mencionei na resenha anterior, brincando de forma genial com sua narrativa, como em seus tempos de glória na 2ª temporada. Todas as histórias foram singelas, com piadas orgânicas à trama, especialmente o caso das tradições de Marshall e Lilly, culminando naquele apoteótico momento no aeroporto. Foi um episódio redondinho, cheio de excelentes momentos e atuações. Não precisou de mais nada, nem de guarda-chuva, nem de cabra e nem da tal mãe.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.
The Big Bang Theory “2×13: The Friendship Algorithim” : Com Sheldon de volta ao centro das atenções, fico cada vez mais surpreso como que todas as relações sociais para ele são um mero experimento cientÃfico do qual ele está sempre conduzindo. Ao sentir a necessidade de arrumar um amigo apenas com o objetivo de ter acesso aos recursos de um departamento na faculdade, o geek elevou a sua incapacidade de ser e apresentar-se de forma normal, inclusive ao travar uma inocente conversa com uma menininha na biblioteca, conversa esta que poderia facilmente acabar em um tribunal caso Leonard não tivesse intervido. Em suma, Sheldon é sim uma criança muito inteligente que desenvolveu apenas a parte de seu cérebro reservada ao conhecimento empÃrico, mas é assim que ele faz desta uma das melhores sitcoms da TV. The Big Bang Theory precisa urgentemente ser mais reconhecida de tão boa que é. Ou pelo menos Jim Parsons.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.
Fringe “1×11: Bound” : Uau! Que retorno foi esse, não? Olivia surpreendeu logo nos minutos iniciais, escapando de seu cárcere em uma cena eletrizante e mais uma caso bizarrÃssimo foi alvo das investigações de Walter e Peter (a criação de organismos unicelulares gigantes dentro do corpo de pessoas). Mas o melhor deste episódio foi, é claro, o confronto de Dunham om Mitchell e Samantha Loeb, que não apenas fazem parte da conspiração, como também estavam infiltrados bem debaixo do nariz do FBI. Pra complicar, o departamento Fringe Science está sendo investigado pela corregedoria (um pouco de clichê aÃ, mas tudo bem) e todo o capÃtulo seguiu no já caracterÃstico clima de mistério, intrigas e insinuações. Pena que Fringe é sempre aquela série promissora que não acontece, pois até agora não podemos falar com orgulho de determinado episódio, como um The Constant de LOST , por exemplo. É só isso que está faltando pra essa série estourar e vez.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 20/01/2009 na FOX americana.
Damages “2×03: I Knew Your Pig” : Eu tenho a leve impressão que Damages jogou cartas demais na mesa neste inÃcio de temporada, mas não sei até que ponto isso é proposital. Estamos com um excesso de tramas paralelas que (i) confundem o espectador e; (ii) ainda não estão ligadas. Isso, à longo prazo, pode até ser solucionado com brilhantismo, mas os roteiristas precisam jogar algo mais contundente pra nós além do fato de Danny Purcell ser pai do filho de Patty e pequenas coisinhas aqui e ali. Sim, os dois têm uma história e isso já foi muito bem estabelecido desde o inÃcio, mas e daÃ? Damages perde sim alguns pontos por não encaixar bem suas histórias secundárias e nos deixar totalmente no vácuo das artimanhas que só Patty Hewes sabe que está fazendo. Eu fico vidrado em cada frame de Damages , mas este inÃcio de temporada está pra lá de confuso.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 21/01/2009 no FX americano.
Lie to Me “1×01: Pilot” : Eu simplesmente adorei os primeiros minutos de Lie to Me , em que o Dr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dá uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase 100% dos casos, se uma pessoa está mentindo, com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polÃgrafos humanos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist , certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI ) e Brenda Leigh Johnson (The Closer ) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes também adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no inÃcio. A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem. Este é um desafio que irei acompanhar a partir de agora e vamos ver até onde vão.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 21/01/2009 na FOX americana.
Grey’s Anatomy “5×13: Stairway to Heaven” : Meus comentários sobre este episódios serão breves, pois ele traz a conclusão do caso que vÃnhamos acompanhando nas últimas resenhas. Que bom que Shonda Rhimes não rendeu-se ao sentimentalismo barato, evitando que os órgãos do serial killer fossem para o menininho e que, ao final, Grey foi lá testemunhar a execução do criminoso. Foi tudo muito bom, a cena final com Sheppard e Christina foi legal e tudo mais, mas é sério que eles precisavam daquela história do pênis quebrado de Mark Sloane? Sério mesmo? Poxa, Grey’s Anatomy estava indo tão bem sem essas bobagens e isso só serviu pra que o campeão de buscas no Google na semana fosse a expressão “broken penis”, com homens de todo o mundo morrendo de medo de que isso aconteça com eles. Pois é, eu pesquisei. 1) o pênis não é um osso. 2) A fratura peniana acontece no corpo cavernoso e é raro de acontecer. 3) Podemos seguir adiante, por favor, Shonda? Quem sabe com um final para o romance fantasma de Izzie e Denny que certamente já durou bastante tempo. Quero saber logo qual doença que ela tem pra eu pesquisar no Google se realmente é possÃvel ela beijar e tocar um ente querido falecido na porta de um hospital.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 22/01/2009 na ABC americana.
The Office “5×12: Prince Family Paper” : Todo episódio de The Office que começa com uma das “pegadinhas” de Jim com Dwight já eleva o nÃvel logo de cara (e essa foi uma das mais elaboradas de todas), mas ao contrário do capÃtulo anterior, o que veio em seguida não decepcionou. Na verdade, até surpreendeu. Enquanto Michael e Dwight saÃram numa missão de espionagem empresarial, a ociosa filial de Scranton passou todo o episódio num inusitado jogo chamado: “Hillary Swank É Gostosa ou Não?”. Eu queria saber qual é o processo criativo dos roteiristas para atingirem algo tão brilhante e especÃfico. Contadores e vendedores de papel travaram uma interminável discussão que envolveu até mesmo a utilização dos recursos do escritório para chegarem num veredicto. Já na Prince Family Paper , tivemos mais uma demonstração de que, apesar de estúpido, Michael tem um coração puro e(e que Dwight é o bronco de sempre). Provavelmente este foi melhor episódio da temporada! E afinal, a Menina de Ouro é gostosa ou não? Quero a opinião de vocês!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.
30 Rock “3×09: Retreat to Move Foward” : 30 Rock segue num ritmo de altos e baixos nesta temporada, conseguindo arrancar enormes gargalhadas esparsas em episódios como esse, mas deixando um vazio entre elas. Eu já mencionei aqui que a trama anda muito desconexa e ao invés da piada funcionar dentro de um contexto, muitas vezes as “punchlines ” entram sem tom, como se Tina Fey estivesse escrevendo um quadro para o Saturday Night Live . Muitas vezes, inclusive, eles passam tempo demais desenvolvendo uma esquete, que no final não tem uma conclusão satisfatória, como aconteceu com o caso da diabetes de Tracy. Gastaram preciosos minutos com uma embaraçosa atuação de Jack McBryer e os já cansativos exageros de Jane Krakowski, pra entregarem um final à lá Chaves . Desculpe Tina, mas dessa vez não deu de novo pra entrar no hype .
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.
Battlestar Galactica “4×12: A Disquiet Follows My Soul” : É justo que uma população inteira esteja constantemente à mercê de um governo militar e totalitarista? Este retorno de Battlestar Galactica , além de quebrar importantes paradigmas, inevitavelmente nos faz pensar: e se Adama e sua cúpula estiverem errados? Onde está a Justiça nisso tudo? Se um estado de exceção perdura por um perÃodo de tempo excessivamente longo, tornando a convivência diária insuportável, uma reorganização de poderes e responsabilidade é sim bem vinda e necess[aria. Por isso, eu não culpo as atitudes de Felix Gaeta e dos vários rebeldes que estão prestes a iniciar uma revolução na frota, numa aliança com Tom Zarek. Se não foi dada a palavra a estas pessoas (ou elas não foram levadas à sério), infelizmente não há outro jeito de conseguir atenção, senão com violência e rebeldia. A história nos mostra isso de forma incontestável. Nosso mundo foi feito assim e parece que o deles também será. Isso infelizmente acontece numa época em que o bebê hÃbrido some para dar lugar ao fruto cilônico que pode perpetuar a raça máquinas sem a nave da Ressurreição. O jogo está virando, crenças foram abandonadas e nos corredores de Galactica é possÃvel trombar com Laura Roslin correndo contra o tempo que ficou alienada a uma vã profecia. É hora de reconstruÃrem a história e faltam só 8 episódios! Que série maravilhosa!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 23/01/2009 no Sci-Fi americano.
Se você procura os comentários da incrÃvel estreia de LOST, fazemos a cobertura toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição do episódio nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie ! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série, que é a penúltima!
Certamente notaram a ausência dos comentários sobre a 5ª hora de 24 aqui. Mas eu explico: a cada temporada, eu escolho algumas séries para seguir fora da Semana em Série, de forma que ela receba mais destaque. Assim, separarei um dia só pra falar das aventuras de Jack Bauer, assim como já faço com LOST ! Ainda esta semana eu solto as minhas impressões sobre “7×05: 12:00pm-13:00pm “. E vocês, o que acharam dos episódios da semana passada e das estreias de United States of Tara e Lie to Me ? Aguardo a opinião de todos os leitores, inclusive os que passam aqui diariamente e não comentam, ok?
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock , A Semana em Série , Big Love , Damages , Fringe , Gossip Girl , Greys Anatomy , How I Met Your Mother , Lie to Me , The Big Bang Theory , The Office , United States of Tara
Tags: abc , cbs , cw , fox , fx , hbo , nbc , resenha , sci-fi , showtime , usa
08/12/2008 - 00:01
Dexter “3×10: Go Your Own Way” : Esta reta final de Dexter não poderia estar mais emocionante com a guerra travada contra Miguel Prado. Dexter não conseguiu levar a delicada situação adiante e iniciou um perigoso jogo de gato e rato com o importante promotor público de Miami. Mas foi no meio dos ataques e contra-ataques que envolveram invasão de domicÃlio, ameaça, extorsão que a mulher de Prado inadvertidamente soltou a informação do desaparecimento de seu marido na noite do crime contra Ellen, que certamente não passou despercebida pela sagaz tenente LaGuerta. Eu só espero que a verdade fique logo clara como os faróis de xenon da SUV preta de Miguel, já que de predador Dexter passou a ser a vÃtima. O episódio teve como destaque absoluto as atuações de Michael C. Hall e Jimmy Smits dando um show incrÃvel naquela cena no telhado. Eu queria muito que essa “parceria” durasse mais, mas parece que Prado cansou de aliar-se aos serial killers do bem. Contrariando todas as apostas de que estaria previsÃvel, Dexter conseguiu surpreender com um texto original que, mais uma vez, me deixou boquiaberto.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 30/11/2008 no Showtime americano.
Chuck “2×09: Chuck Versus the Sensei” : Poxa, foi legal ver o Dixon de Alias novamente em ação, desta vez como o sensei de Casey que “traiu o movimento”. De uns tempos pra cá também as missões em Chuck estão mais claras e objetivas, curiosamente trazendo o clima imediatista da já citada série de Sydney Bristow. Mas neste episódio, contudo, eu gostei mais dos acontecimentos na loja Buy More. O sub-gerente Emmet (Tony Hale, da excelente Arrested Development ) instituiu o concurso de funcionário do mês e sem querer Morgan ortientou seus colegas a irem na contra-mão da premiação, tudo por conta de um mal entendido com Chuck. Este foi um episódio aparentemente isolado e já comentei aqui que Chuck brilha muito mais quando entra em arcos. De qualquer forma, a temporada continua com um saldo mais que positivo e se prepara para encerrar o ano em alto estilo com o aguardado Chuck Versus the Delorean , que vai ao ar hoje nos EUA!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 01/12/2008 na NBC americana.
Prison Break “4×13: Deal or No Deal” : Eu continuo achando que eles não deveriam ter conseguido obter Scylla tão cedo na temporada, porque agora Scofield e Self vão ficar nesse batido jogo de vantagem e desvantagem, que tem a tendência de se tornar cansativo. Felizmente a série tem outros trunfos como Gretchen e T-Bag, que podem apimentar as coisas enquanto uma resolução para o conflito de mentes não vem. O episódio também fechou a porta do auxÃlio e estrutura que poderia ser providenciada pelo governo por conta das artemanhas de Self em encobrir a operação. Os irmãos agora precisarão reunir o grupo para recuperarem o restante do artefato e derrubarem por conta própria a implacável Companhia. A reviravolta final, embora pudesse ser facilmente antecipada, reafirmou a posição de superioridade de Michael e deu o gás que a série precisava para seguir adiante por mais alguns capÃtulos. Vamos ver no que dá!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 01/12/2008 na FOX americana.
Heroes “3×11: The Eclipse, Part II” : Levemente superior à primeira parte do arco Eclipse , esta continuação serviu apenas para retornar as principais tramas ao status quo ante , sem trazer qualquer tipo de avanço significativo. Mohinder voltou a ser a mosca, Parkman e Daphne não progrediram em nada e Arthur e Angela Petrelli mal deram as caras. Sim, Elle sucumbiu à sede de poderes de Sylar, mas que ele é (ou voltou a ser) um vilão não é nenhuma novidade (e nem que a presença de Kristen Bell seria duradoura). A série segue com um draminha existencialista muito superficial e poucos momentos prestam, como aquele confronto de Peter e Nathan contra o general Baron na floresta e, mais tarde, Hiro salvando o dia transportando Elle e Sylar para longe. Fato é que a história continua desconexa demais e todo aquele prólogo que vimos em Villains há algumas semanas até agora não se integrou ao roteiro. Eu não me importaria nada se Heroes fosse cancelada esta temporada, e vocês?
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 01/12/2008 na NBC americana.
Fringe “1×10: Safe” : Apesar de absurda e faticamente impossÃvel, a ciência de Fringe seguia, até o inÃcio deste episódio, com uma certa fundamentação que dava um leve tom de plausibilidade aos absurdos que testemunhamos com Olivia e Peter. Até mesmo a máquina que permite que pessoas atravessem corpos sólidos teve uma simples e convincente explicação de Walter Bishop com relação ao comportamento da matéria que é largamente composta de espaços vazios (e o ator John Noble passa muita credibilidade ao explicar a “lógica” de Walter). Mas tudo mudou a partir deste Safe , com a introdução do experimento mais controverso do padrão: o teletransporte. Por conta disso, Fringe deixa o ano de 2008 com uma grande incógnita sobre como eles irão fundamentar o acontecimento, o que certamente irá demandar a queima de muito fosfato por parte dos roteitistas, que já perderam a atenção dos mais céticos. Sim, pois há quem espere ver em Fringe uma ligação sempre direta com a realidade, como se a ficção cientÃfica não possa existir por si. Estes primeiros 10 episódios mostraram que esta é uma série com identidade e muito conteúdo. Não tivemos nada de conclusivo até agora, mas já sabemos que esse é o modus operandi de J.J. Abrams, que prefere jogar as peças na mesa para depois montá-las. Em 2009 eles precisam começar a revelar as arestas desta bizarra, mas intrigante imagem.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 02/12/2008 na FOX americana.
Amanhã continuamos com Gossip Girl, Friday Night Lights, Dirty Sexy Money, 30 Rock, The Office e Grey’s Anatomy ! Na semana passada não tivemos inéditos de The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, Gary Unmaried e Two and a Half Men . Os comentários dos últimos Boston Legal serão feitos em uma matéria especial sobre o final da série, em breve. Aproveite e deixe também as suas impressões abaixo!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série , Chuck , Dexter , Fringe , Heroes , Prison Break
Tags: abc , cbs , cw , episodios , hbo , nbc , semana , showtime , temporada , usa
01/12/2008 - 00:01
Dexter “3×09: About Last Night” : As suspeitas de todos se confirmaram neste intenso episódio de Dexter e o promotor Miguel Prado realmente julgou e condenou a advogada Ellen com suas próprias mãos. O aprendiz de serial killer desgarrou-se de seu mestre e agiu seguindo as suas próprias convicções sobre o que é certo e o que é errado, tornando-se o justiceiro que busca a vingança e que ignora o princÃpio da pessoalidade da pena, algo que ele certamente aprendeu na faculdade de Direito. Já o nosso ingênuo herói decidiu dar uma lição de moral no amigo, sem nem imaginar que durante todo esse tempo estava sendo enganado por aquele que passou a confiar os seus mais sombrios segredos. Tal fato culminou numa numa das cenas mais impactantes da série, ainda que se passando na mente Dexter, com ele gritando e destruindo seu laboratório. Ainda que agora esteja claro o destino de Miguel (o mesmo de Doakes e Lila, inevitavelmente), o drama abriu uma nova porta, pois colocou Dexter do outro lado do jogo, sendo manipulado e vÃtima de sua própria negligência em obedecer o código que seu pai Harry tanto sacrificou pra criar.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 23/11/2008 no Showtime americano.
Entourage “5×12: Return to Queens Blvd (Season Finale )” : Esta incrÃvel temporada de Entourage não poderia ter acabado de forma melhor, logo depois que vimos Vinny Chase e sua turma voltando para “a casa da mamãe” no Queens por causa do fracasso de Smokejumpers . Quem diria que finalmente o manager Eric conseguiria aquele que pode vir a ser o maior trabalho da carreira do jovem ator, trabalhando com Martin Scorcese em pessoa! Contudo, é uma pena que muitas situações ficaram pendentes (o que é comum nos finales da comédia), principalmente com relação à Ari e suas novas perspectivas. De qualquer forma, Entourage encerra o ano como uma das melhores e mais caprichadas produções de Hollywood, sendo uma referência absoluta de como se deve fazer uma série que é sempre incisiva, não desperdiça episódios com tramas desnecessárias, possui ótimos atores e convidados (muito especiais, diga-se) e um roteiro despretencioso e impecável. Vai fazer falta até meados de 2009…
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 23/11/2008 na HBO americana.
Prison Break “4×12: Selfless” : A obtenção de Scylla neste episódio funcionou como um grande anti-clÃmax da trama, pois ficou óbvio o tempo inteiro que algo certamente iria acontecer para impedir a destruição da Companhia, já que enão estamos no final de temporada. Infelizmente tal acontecimento foi a deserção de Don Self, que não causou o impacto que deveria, já que sempre foi possÃvel imaginar tal situação pelo contexto da série. Também não posso dizer que a a tensão tomou conta do episódio, pois desde o inÃcio vimos diversos furos no roteiro, como a facilidade excessiva que Scofield e sua turma dominaram os guarda-costas do General e, pior ainda, a falha (e, em algumas partes, escassa) segurança no prédio da organização, que deveria ter um esquema maior qe melhor que o do Pentágono. Em outras palavras, o episódio foi broxante, pois deu um restart desnecessário na história apenas para alongar ainda mais o que já deveria estar se encerrando. Como eu venho dizendo ao longo da temporada: adoro Prison Break , mas já passou da hora de terminar.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 24/11/2008 na FOX americana.
Heroes “3×10: The Eclipse, Part I” : Bom, quando o próprio criador de Heroes vem a público e admite que não planejou a série , fica difÃcil tentar tirar algo bom de toda esta história, ainda mais depois desta fraca primeira parte de The Eclipse . Agora sabemos que Kring realmente não sabe o que fazer com seus personagens, já que numa estúpida tentativa de corrigir os problemas gerados com os poderes que ele criou para vilões e heróis, resolveu simplesmente tirá-los e ver no que dá. Se Heroes antes tinha problemas com um elenco de atores medianos, mas com efeitos especiais pra nos distrair, agora nem isso tem e os efeitos foram substuÃdos por um dos piores usos do recurso “noite americana” já vistos na TV. Sabemos também que a série não se sustenta em termos de roteiro, por isso não tenho certeza se o que vimos quis dizer alguma coisa ou qual rumo a temporada está tomando porque sinceramente o episódio não avançou em absolutamente nada e foi totalmente inócuo. Peter, Nathan, Claire, Hiro, Parkman, Sylar e Elle ficaram apenas andando “de lá pra cá” o tempo inteiro e o cliffhanger (se é que podemos chamar aquilo de cliffhanger ) foi fraquÃssimo. Tim Kring precisa urgentemente de salvação e o herói só precisa ter habilidade de escrever.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 24/11/2008 na NBC americana.
Fringe “1×09: The Dreamscape” : Fringe trouxe esta semana a cena de abertura que considero a melhor até o momento seguido de um episódio que fez jus ao suspense criado. Para descobrir o mistério da morte de um importante membro da Massive Dynamics , Olivia Dunham voltou ao tanque para revisitar as memórias de John Scott que voltaram a manifestar-se em seu subconsciente. Este curioso elemento que a série trouxe, de presenciarmos os “sonhos lúcidos” das personagens, funciona de maneira brilhante, pois permite a manifestação do oculto, mas sempre com uma fundamentação cientÃfica. Nesse aspecto, Fringe segue fiel à sua premissa de ir aos extremos da ciência, ainda mais agora que os indÃcios de que a poderosa companhia é a principal responsável pelos eventos do padrão ficaram escancarados. Como sempre, as séries de mistério de J.J. Abrams trazem sempre a noção de que estamos vendo “a ponta do iceberg” e isso vem funcionando à favor de Fringe .
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 25/11/2008 na FOX americana.
Na semana passada, parte em virtude do feriado de Ação de Graças, não tivemos episódios inéditos de 30 Rock, The Office, Grey’s Anatomy, Dirty Sexy Money, Gossip Girl e Friday Night Lights. Deixe também as suas impressões sobre as séries da semana e amanhã tem mais!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série , Dexter , Entourage , Fringe , Heroes , Prison Break
Tags: fox , hbo , nbc , semana , showtime , temporada , usa
26/11/2008 - 08:14
True Blood “1×11: To Love is to Bury” : Tivemos dois episódios – um bom e outro ruim – dentro deste penúltimo capÃtulo. O ruim veio com a aborrecida subtrama de Bill com a sua mais nova cria, algo que seria até interessante de ver no inÃcio da temporada, pois contextualizaria ainda mais os procedimentos de “transformação” de humano em morto-vivo. Porém, no avançar da temporada, isso não funcionou, já que a série tem vários outros assuntos pendentes mais interessantes para serem tratados. Felizmente a parte boa de True Blood prevaleceu com a retomada do mistério do assassino de Bon Temps, que desta vez atacou a garçonete Amy. Contudo, permaneceu o mistério se o perseguidor de Sookie é o mesmo responsável pelas outras mortes como o ótimo cliffhanger indicou? Como sempre disse, True Blood atinge o seu ápice quando vira uma série de mistério e agora só falta mais um episódio para descobrirmos a verdade!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 16/11/2008 na HBO americana.
Heroes “3×09: It’s Coming” : Mais uma vez está aà a prova de que quando Tim Kring esforça-se um pouquinho mais consegue entregar um episódio acima da média. It’s Coming conseguiu ser consideravelmente melhor que o superestimado Villains da semana passada, reorganizando a polaridade “bem x mal” com a luta entre Angela e Arthur Petrelli. Mas a série já deu indÃcios de que não necessariamente quem temos como vilões são os que agem com interesses escusos e, por isso, me pergunto se não é Angela Petrelli quem devemos colocar no lado do “mal”, já que a todo tempo Arthur fala em salvar o mundo. Isso seria muito interessante se acontecesse, com os heróis descobrindo que estão lutando do lado errado. O episódio foi tenso, bem amarrado e trouxe ótimos momentos como os de Sylar e Elle e os embates entre Claire, Peter e os supostos “vilões”. Até mesmo o clássico ditado “Salve a cheerleader, salve o mundo ” ganhou a importância que a primeira temporada não soube dar, agora que sabemos o que o sangue da garota traz. Apenas achei desnecessário Hiro voltando aos 10 anos de idade, se tornando ainda mais infantilizado do que já estava. Não consigo entender porque o melhor personagem da série é o único que segue marginalizado desde a temporada passada…
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 17/11/2008 na NBC americana.
Chuck “2×07: Chuck Versus the Fat Lady” : Uau! Se antes comentei da falta de arcos episódios em Chuck , agora não posso mais reclamar! Em Chuck Versus the Fat Lady tivemos um dos melhores cliffhangers da série agora que descobrimos a verdadeira identidade de Jill, que foi apontada pela lista negra de seu chefe. Mas a pergunta que fica é: se ela sabia que eventualmente seria marcada, porque ajudou a recuperar o artefato na ópera? Tomara que a série não coma esta mosca, pois este foi mais um episódio divertidÃssimo, principalmente com as sempre tensas interações de Chuck com Casey e também com a ameaça ao disfarce do espião geek na loja Buy More, graças ao irritante novo gerente que resolveu fiscalizar as saÃdas do herói (uma ótima troca, by the way , porque o chefe antigo era inexpressivo neste quesito). Esta série começou de forma bastante descompromissada e morna e se você parou de acompanhá-la, sugiro que retome os episódios. É diversão garantida!
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 17/11/2008 na NBC americana.
Gossip Girl “2×11: The Magnificent Archibalds” : É uma pena quando uma série promissora como Gossip Girl dedica um episódio inteiro ao politicamente correto e ao sentimentalismo bobo, com o desfecho piegas do caso Archibald. Além disso, a história de Jenny Humphrey também teve um final semelhante, que inclusive previ há algumas resenhas: ela retornando de cabeça baixa para os braços do papai e os problemas ficaram pra trás, inclusive a tentativa de emancipação da jovem. Tudo bem, este foi o aguardado episódio de Ação de Graças, o feriado em que os americanos gostam de bancar os bons samaritanos e é quando tudo sempre dá certo. Até mesmo as escusas ações de Bart Bass, que possuÃa um dossiê de cada membro da famÃlia VanDer Woodsen, ficaram em segundo plano e sem uma repercussão à altura. Eu até diria que aquele furto da carta de Nate por Vanessa foi a melhor coisa do episódio, mas a inexpressividade da personagem me impede de fazer isso. Enfim, este foi certamente o capÃtulo mais fraco da temporada que até agora seguia de forma impecável.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 17/11/2008 na CW americana.
Fringe “1×08: The Equation” : O ritmo tenso e o clima de mistério de Fringe me conquistou a despeito do aparente estado de estagnação da trama, já que os diversos (e sempre interessantes) casos isolados ainda trazem pouca conexão entre si. Apesar de todos os acontecimentos estarem ligados ao evento chamado de “Padrão”, reconheço que por enquanto não foi estabelecido nenhum forte elo entre, por exemplo, o caso do garoto gênio da música sequestrado neste episódio com o sujeito que tinha aquele parasita no coração no capÃtulo anterior e que estava infiltrado no FBI. Também faz tempo que não vemos uma participação mais ativa do Observador, mas acredito (e espero) que tudo isso seja proposital. Enquanto as respostas não vêm, Joshua Jackson e John Noble continuam dando um show à parte com Peter e Walter Bishop, respectivamemte, dois tipos excêntricos que trazem uma das melhores combinações de personagens dos últimos tempos. Essa interessante parceria têm seus melhores momentos quando eles lidam com os curiosos e controversos casos da ciência marginal conferindo credibilidade aos absurdos trazidos à nossa tela. Eu confio em J.J. Abrams na promessa de que as tramas vão se unir à medida que os personagens forem amadurecendo, em especial a sempre intensa Olivia Dunham. Vale a pena prestar mais atenção em Fringe .
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 18/11/2008 na FOX americana.
Friday Night Lights “3×08: New York, New York” : Enfim terminou em grande estilo a saga de Jason Street em Friday Night Lights . A triste história do quarterback que ficou paraplégico começou em Dillon e teve seu desfecho na caital do Mundo, quando o perseverante jovem conseguiu o emprego de seus sonhos (considerando as suas limitações) e, de quebra, ainda recuperou o apoio de sua recém formada famÃlia e a cena final com Tim Riggins assistindo a conquista do amigo foi comovente. Mas é em Dillon que as coisas estão esquentando agora que Matt Saracen mudou de posição no time e tem tudo para fazer uma dobradinha de sucesso com o seu ex-rival J.D. McCoy. Eu reitero a minha vontade de ver os dois trabalhando lado a lado, pois a combinação tem tudo para ser positiva para o time e para a série. Com relação à famÃlia Taylor, os desejo de Tami para mudarem para uma casa maior foram indefinidamente postergados pela justa cautela de Eric, que sempre mantém os pés de todos à sua volta no chão. À exceção da conclusão da história de Street, o episódio não trouxe nada de mais, mas em Friday Night Lights não precisamos disso. A série é extremamente competente e brilhante lidando apenas com o trivial.
Cotação Bruno Carvalho :
Episódio exibido em 19/11/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.
Amanhã continuamos a nossa cobertura semanal com Grey’s Anatomy, Dexter, Entourage, Dirty Sexy Money, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, The Office, 30 Rock e Gary Unmaried ! Se ainda assim faltam comentários dos episódios que assistiu, deixe aqui nos comentários a sua resenha. Prometo em breve retomar a cobertura de House (estou quase na metade da 3ª temporada, mas já já chego junto de vocês)!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série , Chuck , Friday Night Lights , Fringe , Gossip Girl , Heroes , True Blood
Tags: cw , fox , hbo , nbc , resenha , semana , temporada , usa
Voltar ao topo