Fringe | LiGado em Série, com Bruno Carvalho
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Arquivo da Categoria Fringe

12/07/2010 - 00:01

Novidades no Elenco de Fringe

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O final na segunda temporada de Fringe deixou os fãs ansiosos pelo futuro da trama e suas possibilidades, com a introdução definitiva do outro universo. Gerando muitas especulações, o site Entertainment Weekly divulgou que a atriz Amy Madigan foi contratada para viver a mãe da Olivia (Anna Torv) do mundo alternativo, evidenciando que a narrativa vai continuar abordando acontecimentos nos dois lados. A personagem de Madigan é descrita como uma mãe devotada e que possui ligações surpreendentes com a família Bishop e seu arco deve durar quatro episódios. A atriz foi indicada ao Oscar pelo filme “Duas Vezes na Vida”, de 1985 e recentemente participou de Grey’s Anatomy como a Dra. Katharine Wyatt, a psicóloga de Grey. Mas não é apenas com sua mãe que Olivia irá se relacionar na próxima temporada. Lance Reddick (Broyles) afirmou em uma entrevista que a protagonista desenvolverá uma relação interessante com o Alter-Broyles. Outra adição no elenco é Andre Royo, o Bubbles de The Wire, interpretando um taxista logo na premiére que viverá situações tensas ao lado da Alter-Olivia enquanto esta sofre um pesado choque de cultura em nosso universo. A 3ª temporada de Fringe está em produção nos EUA com previsão de estreia por lá no mês de Setembro.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe, Notícias Tags: , , , , , , ,
02/06/2010 - 00:01

Fringe: Over There

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Alerta de Spoiler - Brasil
Fringe (2×22; 2×23: Over There, Parts 1 and 2): Nesta 2ª temporada Fringe fez muito mais do que expandir a nossa percepção do fantástico mundo da ciência marginal. Ao contrário das séries meramente procedimentais, o drama criado por J.J. Abrams, Alex Kurtzman e Roberto Orci veio para contar a envolvente história de um pai que inicou uma guerra entre universos alternativos para salvar seu filho. Nas duas partes do intenso Over There nós visitamos o outro lado, que descobrimos ter sofrido muito mais os efeitos colaterais das trangressões de Walter Bishop e Walternate, os verdadeiros responsáveis pelos bizarros acontecimentos do Padrão. Além disso, os roteiristas justificaram de forma elegante todo o primeiro ato desta história – representado pela temporada de estreia da série – que trazia o bom doutor, sem saber, sempre com a resposta para as mais variadas e absurdas ocorrências investigadas por Olivia Dunhan e a divisão Fringe. Assustado com as repercussões de seus experimentos, o próprio Walter exigiu que seu colega William Bell eliminasse fisicamente sua memória na tentativa de livrar-se da pesada sensação de culpa.

Na outra Nova York, o maquiavélico plano do poderoso e assustador Sr. Secretário veio à tona: ele quer destruir o nosso mundo a todo custo, utilizando-se da força administrativa do Departamento de Defesa de lá e da notória versão da divisão Fringe que comanda. Com isso, o episódio trouxe um dos pontos mais altos da temporada, que foi a surpreendente introdução de Otherlivia, a alter de Olivia Dunham que foi cuidadosamente condicionada a acreditar que os visitantes do outro mundo, inclusive Olivia, são essencialmente maus. A troca que aconteceu nos instantes finais (ainda que facilmente previsível pelo contexto da trama), trouxe um dos maiores cliffhangers de toda a série e é difícil prever o tamanho do impacto que virá na nova temporada. Com Over There Fringe encerra o ano de forma impecável e estabelece-se como o melhor drama de ficção científica no ar, substituindo com propriedade o vazio recentemente deixado por grandes séries do gênero como LOST e Battlestar Galactica.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , , , , , ,
14/05/2010 - 00:01

Fringe: Brown Betty e Northwest Passage

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Alerta de Spoiler - Brasil
Fringe (2×20: Brown Betty; 2×21: Northwest Passage): Sou fã da liberdade poética e criativa de Fringe desde o piloto, mas preciso admitir que Brown Betty foi o episódio errado na hora errada. Ora, a série passou toda a 2ª temporada estabelecendo o incondicional amor paterno de Walter com Peter e não era necessário interromper o excelente ritmo que estava sendo adotado para restabelecer isso de forma lúdica com os devaneios do cientista drogado. Apesar de impecável a direção de arte e a criação de um clima “noir-tech”, toda esta estrutura me soou desperdiçada na trama, sem contar nos rápidos números musicais (inseridos de última hora a pedido do canal FOX para promover a série Glee) que trouxeram os atores, em especial Anna Torv, desconfortáveis em cena. Enfim, a temporada poderia ter seguido muito bem sem este episódio, assim como aconteceu com aquele que foi resgatado da primeira temporada (Unearthed) e que no fim das contas também não acrescentou nada e confundiu os espectadores por apresentar Charlie ainda vivo. Felizmente em Northwest Passage o drama retornou em um de seus melhores momentos, com um capítulo extremamente tenso e lotado de mistérios. Acompanhando os passos de Peter depois que este decidiu fugir do pai “daqui”, a narrativa adotou um tom meticuloso a cada cena, conduzindo-nos para um dos pontos mais cruciais da temporada através da caçada de Newton e seus shapeshifters: a revelação do “homem do outro lado”, que é mesmo Walternate.

E somente com aqueles instantes finais uma imensidão de fatos, informações e enigmas sobre o universo de Fringe vêm à tona. Se o Walter Bishop que nós conhecemos fora capaz de quebrar a barreira do impossível para salvar a vida de seu filho, era de se esperar que Walternate faria o mesmo para resgatá-lo, depois de juntadas as peças. O padrão, então, foi manifestado e movimentado por duas versões de uma mente brilhante, sob os sempre curiosos olhares dos guardiões dos universos, os Observadores. Vale abrir um espaço aqui para ressaltar a magnífica performance de Joshua Jackson, que interpreta Peter agora com uma imponente presença em tela a cada cena. A dinâmica dele com a xerife da cidadezinha foi invejável. Ainda faltam muitos mistérios para serem respondidos, mas agora sabemos que a tão aguardada “guerra” entre os dois mundos têm seus comandantes que estão dispostos a ir até o fim e o season finale começa a tomar forma com ar de grandiosidade. Pra qual lado vocês vão torcer?
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , , , , ,
30/04/2010 - 00:01

Fringe: The Man From the Other Side

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Alerta de Spoiler - Brasil
Fringe (2×19: The Man From the Other Side): Enfim Fringe atinge o “ponto sem volta” com este magnífico The Man From the Other Side, encerrando de vez o dilema de Walter sobre o segredo de Peter e abrindo espaço para uma angustiante reta final da temporada. O episódio já se iniciou retomando a assustadora história dos shapeshifters e rvelando a forma bizarra como eles chegam em “nosso” mundo para realizar as missões de Newton. Além disso, esquematicamente, Fringe continua seguindo à risca a fórmula de um drama procedimental, mas sem que as técnicas e procedimentos investigativos esgotem a série. em vez disso, um crescente clima de tensão é criado a cada capítulo, tornando o terceiro e final ato sempre importante para a trama. Desta vez, todas as pistas convergiaram naquela ponte, em que um experimento similar ao que Walter conduziu para trazer o filho alternativo do outro mundo foi realizado. E eis que misteriosamente vemos um homem andando – o homem do outro lado. Mas quem? William Bell? Walternate? Seja lá quem for, sabemos que são poucos os que têm tamanha motivação para quebrar a regra de dois Universos de uma só vez, e isso, por si, já pode ser entendido como uma enorme tragédia pronta para acontecer, ainda mais agora que Peter tem ciência de sua delicada condição. Mas uma das cenas mais horripilantes e intrigantes desta temporada veio no momento em que Walter tentava reanimar um dos shapeshifters. Por que aquele ser pediu “desculpas” a Walter? Quem era ele? Fringe, a cada capítulo, se torna uma série de ficção cada vez mais indispensável. Ansiosíssimo pelo próximo.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , , , ,
22/04/2010 - 00:01

Fringe: Olivia. In the Lab. With the Revolver e White Tulip

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Alerta de Spoiler - Brasil
Fringe (2×17: Olivia. In the Lab. With the Revolver; 2×18: White Tulip): É claro que logo após o excelente Peter, Fringe daria uma respirada com um capítulo não tão imerso na mitologia da série. Ainda assim, Olivia. In the Lab. With the Revolver trouxe à tona mais uma vez os experimentos que Walter conduziu nos anos 80 com crianças, quando aplicou em várias a droga Cortexiphan. O passado atormenta o velho cientista que simplesmente não consegue ter uma semana de descanso. Mas a pièce de resistánce desta nova parte da temporada indiscutivelmente veio com White Tulip, um episódio que em pouco mais de 40 minutos conseguiu, por exemplo, ser mais complexo que toda a 5ª temporada de LOST que abordou o tema viagens no tempo. E se Fringe já havia sido muito bem sucedida criando os universos paralelos, a experiência temporal atingiu aqui um nível sem precedentes. Novamente uma produção de J.J. Abrams utiliza o amor como justificativa para que personagens façam coisas extraordinárias e o tal Dr. Peck (vivido pelo eterno Peter Weller de RoboCop) certamente inovou o conceito. Além disso, todo o experimento – mais esta manifestação do padrão – estava diretamente relacionado com o que vem acontecendo com Walter e seu dilema em trazer à tona a verdade sobre a origem desse Peter. White Tulip foi mais um episódio significativo nesta ascendente temporada de Fringe, série que a cada semana se estabelece como uma das melhores representantes do gênero ficção científica da última década.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , ,
05/04/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
Fringe (FOX)Fringe (2×16: Peter): Emocionante, reveladora e memorável essa volta de Fringe, com um dos melhores episódios de toda a série. Peter já começou com a abertura especial “feita” em 1985, data do incrível flashback que contou a história do amor incondicional de Walter, um pai que fez absolutamente o impossível para salvar seu filho a qualquer custo. E mais do que um mero filler, o capítulo serviu para mergulhar o espectador mais ainda na densa mitologia da série, com mais detalhes sobre a outra dimensão, além daquele interessantíssimo momento envolvendo o modus operandi dos Observadores (que haviam acabado de assistir De Volta Para o Futuro estrelado por Eric Stoltz)! E fora estes geniais easter eggs, incluindo o celular V3 em plena década de 80, Peter denotou a meticulosidade desta produção com um roteiro impecável que, através de pontuais acontecimentos do passado, explicou boa parte do presente da série (vide o braço de Nina Sharp e o fato de Peter não se sentir tão ligado ao pai, por exemplo). Isso sem contar nos aspectos técnicos, desde o capricho do design gráfico dos caracteres até o admirável trabalho de maquiagem, especialmente com Walter, Walternate e Sharp. A temporada segue impecável
Cotação Bruno Carvalho:

b2424 (8×14: Day 8 5:00 AM – 6:00 AM): Demorou, mas 24 voltou a ser 24. A trama se estabilizou, centrando em Jack, e os vilões agora estão bem definidos, diferentemente de antes. Mais do mesmo? Sem dúvida alguma. Quantas vezes já tivemos um ato de traição interna na administração presidencial? Quantos agentes duplos já passaram pela CTU? Inúmeros. Mas era exatamente isso que estava faltando nesta morna última temporada da série. A 10 horas do fim do dia, as coisas começaram a engrenar com a ameaça radiológica finalmente concretizada. Poxa, eles ficaram 14 horas com as bombas pra lá e pra cá! Mas cadê aqueles momentos de tirar o fôlego como era comum nas temporadas iniciais? Pelo menos agora a temporada segue num caminho menos tortuoso.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×10: Tell Me I’m Not Racist): Aos poucos a situação de Tom Shayes vai ficando mais e mais complicada e, em Tell Me I’m Not Racist, Patty percebeu a agitação de seu sócio, que precisa urgentemente recuperar a grana que perdeu no investimento com Tobin. E com o Hewes, Shayes & Associates ameaçado de ser afastado do caso, Tom sabe que suas chances caem vertigiosamente. Contudo, este episódio novamente me deixou com a sensação de que mais coisas estão acontecendo em Damages do que deveriam, seja pelos sonhos de Patty, os problemas familiares de Ellen com a irmã e a misteriosa e suposta babá e até mesmo com caso de extorsão dos Winstone (e cadê Frobisher?). Ainda assim, recheada de atuações primorosas e com um texto sempre muito bem construído, a temporada jamais trouxe sinais de desgaste. A apenas dois episódios do final, é impossível prever o que está pra acontecer.
Cotação Bruno Carvalho:

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×19: Sympathy for the Parents): Depois de discutir um tema pesado – o suicídio assistido – Grey’s Anatomy voltou a abordar em um dos casos médicos o “direito à morte”. Por que será que o assunto está tão recorrente? Em Sympathy for the Parents, uma paciente assinou uma declaração dizendo que não queria ser mantida viva por aparelhos e, com o marido contra, o Seattle Grace ficou na complicada posição de ser obrigado a seguir a vontade da declarante de acordo com a Lei. Ainda que indiretamente, o episódio também abordou a complicada relação entre pais e filhos através de Aaron Karev, irmão de Alex, que revelou um pouco mais sobre o passado do sempre ríspido cirurgião. Ter filhos? Não ter? Como criá-los? Parece que Shonda Rhimes está aos poucos preparando o terreno para que a baby fever invada o hospital na próxima temporada. Será que teremos um McBaby a caminho, além do netinho de Mark?
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×14: Better Angels): Apesar de continuar perdendo muito tempo com situações desinteressantes e inúteis, FlashForward finalmente conseguiu trazer um episódio aceitável. Mesmo não estando nem um pouco empolgado com o rumo que a temporada vai levar até seu cancelamento, Better Angels soube avançar na história conectando alguns elementos que estavam soltos, como o flashforward da filha de Mark, bem como deu um rosto ao tão falado D. Gibbons. É uma pena, porém, que algumas revelações nos são dadas da forma menos inventiva possível e sem o menor mistério. O experimento na Somália era exatamente o que poderíamos esperar e pronto. Agora, uma coisa eu não consegui entender: todos os africanos naquela sala foram mortos nus? Por que nenhum dos esqueletos tinha roupa? Como o local estava limpo daquela forma? Bem, quando a série não emplaca, fica difícil relevar detalhes como este, por menores que sejam. Eu, confesso, estou assistindo FlashForward por pura inércia.
Cotação Bruno Carvalho:

bbigloveBig Love (4×05 – 4×09): Quando estava assistindo ao 6º episódio da temporada de Big Love e descobri que só iria até o 9º, comecei a ficar preocupado pela quantidade de tramas e subtramas que estavam sendo apresentadas e o pouquíssimo tempo para desenvolvimento ou resolução. Vejamos: tínhamos os problemas no cassino indígena, a demissão de Don, a reaparição de Anna grávida, o casamento de Margene com o noivo de Anna pelo green card, a infertilidade de Nikki, os questionamentos da fé de Barb, o tráfico de animais silvestres por Louis e Frank, as ameaças de J.J., o suicidio do amante de Albie e, é claro, o desgastante processo de eleição de Bill como congressista estadual. Como o polígamo iria lidar com todas estas situações até o final? Eis meu engano: criador e colecionador nato de problemas, o mórmon dos subúrbios de Salt Lake City já não se preocupa mais como sair de enrascadas. Ele prefere agora criar um clima ainda mais insustentável, de forma que suas antigas preocupações desapareçam. E assim ele o fez, utilizando sua candidatura e eleição como palanque expor para ao mundo seu peculiar e controverso estilo de vida. A temporada, então, terminou com o maior cliffhanger de toda a série numa cena antes inimaginável. Por quatro anos eles esconderam a verdade do mundo e agora chegou a hora de encará-la de frente. Por essa definitivamente eu não esperava. Big Love é um drama obrigatório no calendário de um bom sériemaníaco e é uma pena que só veremos a continuação daquele momento em 2011.
Cotação Bruno Carvalho:

V (1×05: Welcome to the War): Os quatro primeiros episódio de V, exibidos no ano passado serviram para apresentar esta nova versão da série e após este longo hiato, era de se esperar que o quinto capítulo viesse com tudo, ainda mais com esse título “Bem-Vindo à Guerra”. Pois é, vã esperança. O drama alienígena decepcionou muito em seu retorno, basicamente porque a série reiteradamente falha em utilizar sua trama para realizar uma discussão social e política relevante (vide Battlestar Galactica e a V original). O texto é raso, com diálogos vazios e cenas que parecem ter saído de uma produção amadora. Ora, o que foi Anna naquela sauna com um homem nu criando seu “exército”? Ah, faça-me o favor! A limitação técnica (com um excesso de pós-produção de segunda linha) e criativa da série atingiu níveis preocupantes, sem contar no elenco sem sintonia que me deixa o tempo todo lamentando o desperdício de uma talentosa atriz como Elizabeth Mitchell a cada cena. Voltem com ela pra ilha! No desespero de restabelecer seu núcleo de ficção em busca do “novo LOST“, o canal ABC cometeu mais um atentado ao gênero (o outro é FlashForward, claro). V, desse jeito, não vai durar.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, Big Love, Damages, FlashForward, Fringe, Greys Anatomy, V Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
26/03/2010 - 00:01

Renovações e Cancelamentos de Séries: As Chances

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Esta semana a publicação Entertainment Weekly atualizou a lista com as probabilidades de cancelamento e renovação das produções atuais. As séries americanas, em sua maioria, são produzidas por companhias e estúdios sob encomenda dos canais de televisão que as custeiam. Assim, vários fatores, mormente econômicos, influenciam nas decisões sobre a continuação ou não de determinada atração. Todo ano, por volta do mês de Maio, os canais abertos de lá realizam o chamado Upfront, que é o anúncio oficial do lineup das próximas temporadas para a imprensa e anunciantes, com destaque especial o Fall Season, período no outono americano onde se concentram as maiores estreias. Confira o sumário das chances de cada uma, além da lista das que já sabemos que estão renovadas ou canceladas para a próxima temporada:

Séries Oficialmente Renovadas: Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Amazing Race, The Big Bang Theory, The Good Wife, How I Met Your Mother, NCIS: Los Angeles, Survivor, Two and a Half Men, American Dad, Bones, The Cleveland Show, Family Guy, Glee, Fringe, The Simpsons, 30 Rock, Community, Friday Night Lights, Law & Order, The Office, Parks and Recreation, 90210, America’s Next Top Model, Gossip Girl, Smallville, Supernatural, The Vampire Diaries, The Apprentice, Undercover Boss. [atualizado 30/03] Castle.

Séries Com Boas ou Grandes Chances de Renovação: Com boas chances temos CSI: NY, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Lie to Me, Celebrity Apprentice e, com grandes chances, temos Brothers & Sisters, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy, Private Practice, Criminal Minds, CSI, CSI: Miami, The Mentalist, NCIS, American Idol, House, Law & Order: SVU.

Séries com 50% de Chances de Renovação: Accidentally on Purpose, Medium, The New Adventures of Old Christine, Rules of Engagement, Human Target, Chuck, Heroes, Mercy, Life UneXpected, One Tree Hill.

Séries em Risco de Cancelamento ou Praticamente Canceladas: Better Off Ted, FlashForward, The Forgotten, Cold Case, Numb3rs, Brothers, Trauma, Melrose Place e V. Na TV paga: Damages.

Séries Oficialmente Canceladas: Hank, Ugly Betty, LOST, Three Rivers, Dollhouse, Past Life, ‘Til Death, Scrubs, The Deep End, Raising the Bar, 24 Horas. Na TV paga: Saving Grace, Nip/Tuck, Monk.

Vale lembrar que as séries de TV a cabo Californication, Dexter, Nurse Jackie, United States of Tara, Weeds, Big Love, Bored to Death, Entourage, Hung, In Treatment, The Ricky Gervais Show, True Blood, Mad Men, Breaking Bad, Sons of Anarchy, Burn Notice, Royal Pains, The Closer, Men of a Certain Age, Spartacus: Blood and Sand, Party Down, Greek, Secret Life of the American Teenager, Secret Diary of a Call Girl, White Collar e HawtoRNe já estão com novas temporadas garantidas e/ou prontas para estrear nos próximos meses nos EUA! O status de outras produções não mencionadas acima não foram publicados pois não existem informações contundentes e/ou oficiais a respeito.

Nota explicativa: em termos técnicos, uma série é considerada “cancelada” quando sua produção é suspensa definitivamente, independente do motivo, seja por encerramento planejado pelos showrunners ou por imposição do canal. Algumas séries canceladas podem ser “salvas” por um canal rival, mas isso é raro de ocorrer.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, Accidentally on Purpose, American Dad, American Idol, Better Off Ted, Big Love, Bones, Bored to Death, Breaking Bad, Brothers, Brothers & Sisters, Burn Notice, CSI, CSI:Miami, CSI:NY, Californication, Canais, Cancelamentos, Castle, Chuck, Cold Case, Community, Cougar Town, Damages, Desperate Housewives, Dexter, Dollhouse, Entourage, Fall Season, Family Guy, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, Hank, HawtoRNe, Heroes, House, How I Met Your Mother, Human Target, Hung, In Treatment, LOST, Law & Order: SVU, LiGado em Série Responde, Lie to Me, Life UneXpected, Mad Men, Medium, Melrose Place, Men of a Certain Age, Mercy, Mid Season, Modern Family, NCIS, NCIS: Los Angeles, Notícias, Numb3rs, Nurse Jackie, Old Christine, Parks and Recreation, Party Down, Past Life, Private Practice, Raising the Bar, Reality TV, Royal Pains, Rules of Engagement, Scrubs, Secret Diary of a Call Girl, Smallville, Sons of Anarchy, Spartacus: Blood and Sand, Supernatural, Survivor, The Amazing Race, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Cleveland Show, The Closer, The Deep End, The Forgotten, The Good Wife, The Mentalist, The Middle, The Office, The Simpsons, The Vampire Diaries, Three Rivers, Trauma, True Blood, Two and a Half Men, Ugly Betty, Undercover Boss, United States of Tara, V, Weeds, White Collar Tags: , , , , , ,
09/02/2010 - 00:01

Fringe: Jacksonville

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Alerta de Spoiler - Brasil
(Fringe “2×15: Jacksonville”) Magnífico, surpreendente e aterrorizante: certamente me faltarão adjetivos para descrever este episódio de Fringe, uma série que vem cuidadosamente construindo uma excelente história que acaba de atingir seu ápice. Pra começar, tivemos uma das cenas de abertura mais impactantes de toda a história do drama, com o choque de dois universos paralelos causando um cenário de terror e repulsa, com os corpos literalmente fundidos uns nos outros. E foi através da investigação desta enorme manifestação do Padrão que nós mergulhamos como nunca antes na mitologia da série, com direito a uma profunda olhada no passado de Olivia Dunham e nas experiências que Walter Bishop conduziu na moça. O dom que a agente do FBI desenvolvera quando jovem através do auxílio das drogas aplicadas por Bishop tornou-se obrigatório – ela precisava enxergar os objetos vindos “do além” o mais rápido possível, já que para contrabalancear a massa do prédio que invadira nosso mundo, outro inevitavelmente seria “levado”.

comment1266

Tudo isso pode soar bizarro e ilógico para um Observador de fora, alguém que não acompanha Fringe, mas um dos méritos da série é o de justamente fazer sentido neste fantástico universo (ou universos) criado. E digo mais: a ciência marginal de Fringe às vezes nem é tão absurda assim, já que muitas vezes ela não está tão longe assim de nossa realidade. E mesmo com um ritmo invejável, desde o retorno de Olivia à “cadeira” até a espetacular cena final com o desaparecimento do prédio sob os olhos de dezenas de pessoas (facilmente enganadas, segundo Broyles), foram mesmo os últimos segundos de Jacksonville que causaram arrepios. Agora novamente com o controle do dom de enxergar o que não pertence a este universo, Olivia descobriu o triste segredo que motivou Walter a realizar tantas atrocidades em sua vida – seu amor incondicional ao filho e o ato desesperado de trazer sua “versão” paralela para este mundo após precoce sua morte. Não há dúvidas que atingimos um ponto sem volta nesta emocionante história. Fringe lamentavelmente fará uma pausa agora, retornando em Abril na TV americana. Fará muita falta.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , , , , , , , ,
05/02/2010 - 04:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
Damages (3×01: Your Secrets Are Safe): Paty Hewes está de volta e posso dizer que apenas este primeiro episódio de Damages me empolgou bem mais que a 2ª temporada inteira. Quase um ano após os obscuros eventos que separaram Ellen e Patty, a poderosa litigante está agora envolvida em mais um caso high profile, desta vez como curadora dos bens bloqueados de um empresário que deu o famoso golpe da pirâmide financeira (sim, igualzinho Bernie Madoff). E como sempre, o jogo de bastidores já começa intenso, com uma família devastada, troca de acusações, polícia e muita mentira. Mas o que sempre chamou a atenção em Damages é o fato de sua narrativa fazer um salto de seis meses no futuro para revelar um trágico e misterioso acontecimento. Pois é, ver Tom Shayes morto em uma lixeira não foi nada fácil. Your Secrets Are Safe inicia, então, a colcha de retalhos com ações, omissões e muito dolo. Ah, sim, o dolo! Desde quando Patty Hewes levanta da cadeira sem ter uma segunda intenção em mente? Colocar o nome de Shayes na porta? Ótimo, mas ela é capaz de ter causado tudo isso apenas porque não gostou do formato do novo logotipo. Não estou dizendo que ela é a culpada, mas sim que ela pode (e deve) ter algo a ver com a morte do sócio. Aí temos um mendigo, um celular, e a bolsa da Ellen. É curiosíssimo ver Damages costurar esses flashbacks e flashforwards com um elenco afiado (destaque para Martin Short!) e um texto sinistro, cru e sempre surpreendente. Bring it on, Hewes!
Cotação Bruno Carvalho:

bbigloveBig Love (4×03: Strange Bedfellows): Meu Pai Celestial! Esta 4ª temporada de Big Love mal começou e já está impressionante, a começar pelo envolvimento amoroso intenso entre Alby e Dale, o que ele hipocritamente chama de “mera diversão”. O filho de Roman Grant é tão amarrado ao credo em que foi criado, que não apenas não se aceita, como também se condena através da projeção do julgamento de seu pai. Já Bill decidiu mesmo que vai iniciar sua perigrinação ao Senado. Mas a “bomba” do episódio não foi Barb atropelando uma nativo-americana, nem a prisão de Nikki com uma 38 num prédio federal ou o ex-marido dela emergindo como o vilão da série. Nem de longe. Quem roubou este episódio com um beijo foi Margene em Ben, numa das cenas mais “WTF” de toda a série! Ora, sempre soubemos que pela aproximação de idade os dois tinham uma ligação maior, mas que momento que escolheram, não? Em rede nacional! Minha cara ficou igual a da Barb, pois eu jamais esperava algo do tipo com tanta confusão na família dos Henrickson. Big Love, que inclusive está garantida por mais uma temporada (valeu HBO!), é um drama comportamental obrigatório e corajoso, com uma crítica sócio-religiosa escancarada e muito incisiva.
Cotação Bruno Carvalho:

bcapricaCaprica (1×02: Rebirth): Depois que assisti ao piloto de Caprica há 8 meses, disse que esta era a única série de 2010 por qual eu realmente esperava, não só pelo fato dela ser ambientada no universo da finada Battlestar Galactica. E mesmo com esta grande expectativa, a série conseguiu surpreender. A falecida Zoe Graystone desenvolveu o avatar perfeito, uma cópia virtual de si que permitiu a criação do primeiro Cylon e abriu as portas para uma infinidade de questões éticas e morais que terão a ex-integrante do grupo monoteísta Soldados do Um como principal protagonista. Seu pecado original deu início a uma relação antes inexistente entre humanos e máquinas, que em Caprica se apresenta em seu estágio mais primitivo. Foi magnífica, inclusive, a decisão da série em “humanizar” Zoe para nós quando ela está “presa” no corpo do guerreiro metálico, o que não apenas faz um enorme sentido em termos narrativos, como também é uma bonus feature tremenda para os fãs da saga estelar. Caprica deixou claro que não será um drama fácil que entregará tudo mastigado ao espectador. O ponto alto do episódio, claro, foi a mãe de Zoe expondo ao mundo que sua filha era uma terrorista (e não era), apenas para desesperadamente poder dizer que sabe algo sobre ela, por pior que seja. Existem muitas camadas sobre a curiosa sociedade de Caprica City antes da “primeira queda” que precisamos desvendar, como os casamentos plurais, as religiões conflitantes e o fundamentalismo do grupo Soldados do Um e qual será sua participação nos bombásticos eventos que um dia virão. Sem dúvida alguma, Caprica é a melhor surpresa de 2010 até agora. (ah, e obrigado Alessandra Torresani – a Zoe em pessoa – pelo RT!)
Cotação Bruno Carvalho:

comment1263

bfnlFriday Night Lights (4×10: I Can’t; 4×11: Injury List): É sempre bom poder elogiar uma série quando ela merece, mas também existe a hora de puxar a orelha. Friday Night Lights passou grande parte de suas 4 temporadas sem demonstrar qualquer sinal de desgaste, pois sempre soube trazer tramas interessantes para a telinha, mesmo quando as baixas e trocas no elenco eram inevitáveis. Pois eis que esta reta final o drama realmente andou me desapontando. O novo elenco não está dando liga. O drama de Vince com a bandidagem e sua mãe drogada; a ameaça ao time com a lesão de Luke e até mesmo Julie com essa de construir casas para a caridade não empolgam. Nem a volta de Matt Saracen foi interessante. De fato, além de Eric e Tami Taylor, somente o “núcleo” Riggins tem rendido bons momentos, o que é triste já que ele também é um que vai abandonar a série. A poucos episódios do final, Friday Night Lights precisa colocar a cabeça de volta no jogo literalmente. A série precisa de fôlego para manter sua qualidade e continuar, mesmo estando garantida por, pelo menos, mais uma temporada.
Cotação Bruno Carvalho:

Fringe (FOX)Fringe (2×14: The Bishop Revival): Eu ando rasgando elogios à Fringe há alguns episódios não é à toa. A série conseguiu sobreviver ao estigma da “2ª temporada” sem deixar a peteca cair, constantemente aprimorando-se de um capítulo para o outro. Mas eu achei que iria gostar de The Bishop Revival bem mais do que eu gostei, já que o episódio veio para estabelecer algo que já estava muito bem arraigado: a família é importante para Walter. Assim, a plot com esta ameaça nazista surgiu como um pano de fundo para que a série novamente batesse na tecla desta proposta, tornando-se um filler tão dispensável quanto aquele que fora exibido fora de ordem pela FOX americana há algumas semanas. É uma pena que Fringe não quis inovar quando poderia muito bem fazê-lo, mas uma coisa é certa: eles têm muito crédito conosco e o episódio passou longe de ser ruim. Foi interessante e tenso com a trama do nazista e seu experimento para o “controle de raças”, apenas não tanto quanto eu esperava.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×11: Remorse): House é o tipo da série que sabe muito bem quais elementos deve utilizar para criar uma boa história e eles o fazem introduzindo uma personagem capaz de deixar Greg naturalmente mais interessado por um caso do que o normal (pena que com menos frequência, ultimamente). E quando o bom doutor se importa, nós nos importamos, pois ele vai fazer de tudo para se aprofundar em cada célula do novo problema apresentado. Uma paciente psicopata que cospe na moral e nos bons costumes e ainda provoca o desejo de vingança na Thirteen? Ora, um win-win! É bom também quando um caso interfere diretamente na vida pessoal do médico, o que culminou na história do pedido de desculpas a um colega de faculdade que ele prejudicou com uma de suas peças, revelando um pouco mais do que se passa em sua perturbada cabeça. Ainda assim, House continua com uma temporada irregular e bastante aquém das anteriores. A cada novo capítulo eu fico na esperança de que a estrutura narrativa se altere para a que vimos no início deste 6º ano. Ah, e poderiam tirar o Foreman logo. Não está fazendo a menor falta.
Cotação Bruno Carvalho:

blifeunexLife UneXpected (1×02: Home Inspected): Eu dei mais uma chance a Life UneXpected para vocês não ficarem dizendo que eu abandono as séries no episódio piloto por má vontade. O segundo episódio deu o tom de como deve ser a série: um vai e volta sem fim e com algumas incoerências que já começaram a me incomodar. Vou dar um exemplo: Lux cria uma celeuma sobre como vai pra escola, apesar de sempre ter se virado e juntado não sei quantos mil dólares para morar sozinha. Ela acaba fazendo com que o pai dela vá de táxi com a turma de bêbados levá-la. Ora, tudo isso para que ela chegue na escola e saia escondida para ir pra “república” com o namorado e com os outros órfãos abandonados/descolados? Ah, gente, fala sério! Se ela queria sair escondida, porque não o fez logo? Ah, sim: porque o roteiro é fraco. A estrutura dos episódios também é bem pobrinha. Tudo está bem, aí criam novos problemas e no final fica tudo bem de novo, todos se abraçam, ela ganha um quarto com iPod, pôsteres bacanas e pronto. Andei dando uma olhada no episode guide e o próximo se chama Rent Uncollected, ou seja, a “ameaça” da vez deve ter algo a ver com a cobrança do aluguel. Isso já foi muito bem desenvolvido em Chaves. Não estou dizendo que Life UneXpected não tenha lá seus méritos, como ressaltei na resenha do piloto. Ela é agradável, divertidinha e possui alguns diálogos legaiszinhos. Mas é dispensável. Continuarei acompanhando em off e , se melhorar, ganha um Season Pass, fechado?
Cotação Bruno Carvalho:

Faltou comentar as comédias, eu sei. Vou deixar para o início da próxima semana. Aguardo seu comentário!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love, Caprica, Friday Night Lights, Fringe, House Tags: , , , , , , , , , ,
25/01/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
b2424 (8×01 a 8×04: Day 8 4:00 PM – 8:00 PM): Eu confesso que as duas primeiras horas desta 8ª temporada de 24 não me fizeram “entrar no clima”, por mais que eu estivesse empolgado com a volta de Jack Bauer. De fato, toda essa história de proteger o presidente bonzinho (até demais) do Oriente Médio, assim como Chloe O’Brien tendo que ouvir desaforos daquele povinho esquisito da CTU NY (e incluo a Starbuck nessa lista) me encheu. Foi somente quando o relógio marcou 6 da tarde que as coisas começaram a fluir, com a traição do irmão de Hassan (apesar de óbvia) e quase sucesso do plano terrorista logo de cara. Mas a melhor e mais surpreendente parte destas horas iniciais foi o retorno de Renee Walker e o quanto a mulher está pirada. Cortar a mão do informante russo? Ora, ela elevou o parâmetro da tortura para um nível que talvez nem Jack consiga atingir. Sim, concordo com a maioria das críticas que já li a respeito, de que 24 não conseguiu fugir do “mais do mesmo”. Até eu que vi todas as temporadas em um curto espaço de tempo já não consigo lembrar quantas ameaças nucleares, traições e presidentes de todos os tipos que já passaram pela tela. Pode ser que inovem, pode ser que não, mas eu já nem ligo mais. Começou divertido, mesmo se repetindo.
Cotação Bruno Carvalho:

bhouseHouse (6×10: The Down Low): House retornou de seu hiato com um episódio como preguiçoso. O caso da semana não empolgou nem de longe, com a história daquele traficante (que depois descobrimos ser policial) e que no final tinha uma doença incurável. Não entendi toda aquela “comoção” com a morte dele no terceiro ato, sendo que não houve tempo suficiente para desenvolvermos empatia com o sujeito, ainda mais depois que ele mandou seu “parceiro” no crime (mas que ficou ao seu lado nos piores momentos) para a emboscada. Isso sem contar em Foreman, que sobe cada vez mais no ranking de personagens insuportáveis de séries. Parte do episódio foi salva com as “aventuras paralelas de House e Wilson, vivendo altas trapalhadas para descolar aquela gata, numa verdadeira confusão“. É o melhor que conseguem fazer? Sério? Eu não queria concordar com os que dizem que House está se perdendo no caminho, mas está ficando difícil…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

comment1256

Fringe (FOX)Fringe (2×13: What Lies Below): Eu sou fascinado pelo universo de Fringe, não só pela ciência bizarra como também pelas personagens – o que em grande parte é fruto do excelente trabalho de interpretação de John Noble, Joshua Jackson e Anna Torv. Por isso, eu nem me importo quando a série ignora grande parte dos mistérios principais para trazer um episódio com um caso isolado, mas extremamente edificante. Em determinados momentos, parecia que estávamos vendo o desfecho de uma temporada de 24, com aquela ameaça biológica, Peter infectado, CDC on site e tudo mais. É ótimo também ver uma storyline potencialmente bombástica se construindo com cuidado e aos poucos. Falo, claro, do relacionamento entre Walter e Peter e da inevitável revelação sobre a “primeira” morte do garoto e todos os sacrifícios que seu velho fez para literalmente trazê-lo de outra dimensão. Eu aguento esperar para descobrir os mistérios sobre Massive Dynamic, William Bell, Nina Sharp e o padrão, desde que Fringe continue neste nível de excelência.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×09: Klaus and Greta, 4×10: Black Light Attack): Eu estava receoso com esta 4ª temporada de 30 Rock até ver o que a turma do TGS aprontou nesta estrondosa volta. Liz, Jack, Tracy, Jenna e Kenneth retornaram mais afiados e provando que a comédia ainda consegue se manter em alta, digna da constante atenção que continua recebendo nesta temporada de premiações. Em Klaus e Greta vimos a impecável sintonia entre Alec Baldwin e Jack McBrayer na visita à casa de Nancy , além de um show de roteiro com o cameo do ator James Franco como um maníaco sexual por travesseiros anime e seu acordo com Jenna para encobrir a situação! E embora as piadas de Tracy e suas epifanias após descobrir que será pai de uma filha em Black Light Attack tenham saturado, o episódio funcionou muito bem colocando Liz e Donaghy disputando a atenção do novo castmember. Um bom retorno, sem dúvida alguma.
Cotação Bruno Carvalho:

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×12: Painkiller): Dramaticamente menos intenso que o episódio anterior, este Painkiller conseguiu ainda assim manter a constância que The Good Wife vem mantendo desde a sua estreia. Esta semana os recursos do Stern, Lockhart & Gardner estavam focados na defesa de um hospital num suposto caso de negligência médica que culminou na morte por overdose de Vicodin de um proeminente quarterback. E mesmo contando com um inusitado desfecho – a pessoa negligente fora a própria mãe do garoto – a “ação” estava mesmo no caso Florrick e o jogo de gato e rato nos bastidores contra o promotor Childs. Achei bastante curioso também aquela babá/psicóloga contratada, que tinha um interesse muito perturbador sobre os filhos de Alicia (espero que o caso seja melhor desenvolvido). Funcionando como um bom filler do que está por vir, Painkiller atinge a metade desta temporada de estreia com um saldo positivo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Outras Cotações:

The Deep End (1×01: Pilot): Uma série sobre advogados afetados que falam rápido e que não foi criada por David E. Kelley? Passo. The Deep End é um dos piores pilotos jurídicos que vi desde o da cancelada Raising the Bar. O texto é bagunçado, desinteressante e o drama é repleto de atuações mecânicas de um elenco inexpressivo. Esta série vai ser cancelada em 5, 4, 3…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Amanhã mais séries comentadas em série! Aguardo sua opinião!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, Fringe, House, The Deep End, The Good Wife Tags: , , , , , , , , ,
20/01/2010 - 00:01

Fringe: A Fronteira do Possível

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Alerta de Spoiler - Brasil
comment1250Fringe (2×12: Johari Window): Antes de falar do episódio da semana passada, cabe ressaltar aqui que o canal FOX americano tomou uma decisão infeliz, de exibir um episódio de Fringe produzido na 1ª temporada, chamado Unearthed, como um tapa-buracos da programação. Essa bagunça acabou confundindo os fãs da série ao mostrar o agente Charlie ainda vivo (além de outras inconsistências) atrapalhando, ainda, todos os guias de episódios da 2ª temporada. E apesar de interessante, contando a sinistra história de uma garota que era “possuída” pela energia radioativa de um soldado morto, o capítulo não avançou em nada na história, tanto que foi descartado da cronologia da série. O drama voltou mesmo foi com o incrível Johari Window, episódio amedontrador e muito bem construído que teve em seu cerne a aparição de humanos deformados na pacata cidade de Edina. O mistério bem ao estilo Arquivo X colocou mais uma vez Walter Bishop como um dos responsáveis diretos por esta nova manifestação do padrão, já que mais uma vez descobrimos seu envolvimento com um experimento bizarro que almejava buscar a invisibilidade, enganando os olhos humanos com ondas eletromagnéticas. E apesar de sempre absurda, a ciência das descobertas do doutor continua sendo fascinante. Foi com surpresa que a história da “metamorfose” dos habitantes de Edina chegou a um inusitado desfecho, já que não havia transformação coisa alguma, mas sim o uso da mesma tecnologia eletromagnética empregada na tentativa de conseguir a camuflagem perfeita para esconder os afetados pela enorme carga de radiação que aquele povo fora exposto em prol da ciência militar. Assim, ainda que de forma indireta, o estudo de Walter acabou ajudando aquelas pessoas a se tornarem invisíveis perante os olhos da sociedade cruel e impiedosa.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , , , , , , ,
22/12/2009 - 03:21

A Última ‘Semana em Série’ de 2009 no Ar!

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Alerta de Spoiler - Brasil
O ano chegou ao fim, assim como a nossa cobertura semanal do Fall Season! Seguem os comentários dos últimos episódios de 2009 e agora é só começar a contagem regressiva para o Mid Season 2010! Agradeço sua visita e, por que não, o seu comentário! Bora?

bfringeFringe (2×10: Grey Matters): Como era esperado, Fringe encerra a primeira parte desta temporada com um episódio não menos do que espetacular, cujo protagonista foi justamente o enigmático cérebro do Dr. Walter Bishop. Sórdido? Isso é pouco para este drama, já que descobrimos que para preservar o segredo da construção do portal dimensional, o velho doutor teve pedaços de sua massa encefálica cirurgicamente retirados e preservados na cabeça de terceiros. E como peças de quebra-cabeça, as partes do cérebro de Bishop quando juntas começaram a formar uma imagem mais clara não só do que está por vir, como também do que acontecera com sua própria sanidade. O clima de tensão, o sequestro e a quase morte de uma das personagens mais queridas da TV foram apenas um plus neste capítulo rico e carregado da mitologia da série. E justo quando pensávamos que não podemos mais ser surpreendidos, William Bell faz mais uma de suas incríveis aparições para dar mais um giro de 180º na trama. Fall finale perfeito para uma série que só cresce!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bmotherHow I Met Your Mother (5×10: The Window; 5×11: Last Cigarette): Antes inteligentes, oportunos e divertidos, os episódios com contos isolados de How I Met Your Mother ultimamente vêm chovendo no molhado. Estes dois últimos foram ótimos exemplos disso: o primeiro com um caso bobo da “janela de oportunidade” para Ted conquistar uma garota (num total desperdício da linda atriz Joanna Garcia) e o outro com a desnecessária e repetitiva historinha do “último cigarro”, numa piada que, mais uma vez, se estendeu por tempo demais até o ponto de ficar insuportável. Já está na hora da comédia engatar em mais um arco episódico e, quem sabe, começar a falar pra valer sobre a “mãe” de forma mais direta sem ser sobre o tal guarda-chuva que passa ou a classe que ela frequenta… Quero muito ver esta série terminar enquanto ainda é capaz de despertar nosso interesse e simpatia.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×10: The Gorilla Experiment; 3×11: The Maternal Congruence): Estes dois excelentes episódios de The Big Bang Theory provaram que a série não precisa de nada mirabolante para funcionar. No primeiro, apenas a interação Sheldon + Penny foi suficiente para render ótimos momentos explorando um novo tipo de relacionamento entre os dois: professor e aluna. E mesmo como a constante da “burrilda” da turma, Penny está se integrando melhor (graças ao roteiro, claro) deixando de lado as simples “caras e bocas”, participando de forma mais ativa e orgânica nas histórias. A atriz Kaley Cuoco, inclusive, vem dando um show de interpretação ao lado de Jim Parsons e Simon Helberg, demonstrando crescimento. Mas o melhor, claro, foi a volta de Christine Baranski (de The Good Wife) no infame e genial papel de Beverly, a mãe de Leonard. Pena que não renderam mais aquele beijio entre ela e Sheldon…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×10: Lifeguard): O que motiva as diversas ações dos seres humanos, ainda mais quando estes estão agindo em nome do Estado? Foi esta a pergunta que o episódio Lifeguard propôs ao retratar o caso de um juiz que supostamente sentenciava utilizando-se da seleção racial, impondo penas mais severas a adolescentes contraventores negros. E mesmo com todos os indícios apontando para esta inevitável conclusão, foi o arrogante associado Cary Agos que conseguiu olhar além das evidências óbvias para achar a verdadeira motivação do comportamento do magistrado: dinheiro. Acertadamente, a série também desvencilhou-se do “investigativo” para apresentar, ainda, um subtexto sobre os bastidores obscuros e nada amigáveis que envolvem a indicação de juízes de condado nos EUA. MVP para Christine Baranski que vem provando ser uma atriz versátil e com recursos, seja vivendo papeis cômicos e descolados (como o de The Big Bang Theory que mencionei acima), e aqui como a sênior e justa sócia Diane. The Good Wife encerra o fall como uma positiva surpresa nesta fraca temporada de boas novidades.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×10: Dogtown; 3×11: Comings & Goings, 3×12: Mia Culpa): É uma pena que a 3ª temporada de Californication se desenvolveu num ritmo tão bom apenas até chegar no episódio The Apartment, quando Hank foi confrontado por todas as “suas” mulheres. De lá para o finale, a comédia perdeu o foco, entrou em storylines caídas como a Charlie e Marcy (ignorando completamente a ótima Kathleen Turner), além dessa da família Moody se mudar pra NY, que nunca convenceu (afinal, a série não se chama “NYnication“). Pior de tudo é a enrolação com episódios vazios para que, apenas no último, a personagem Mia retornar colocando tudo de pernas pro ar. Realmente o capítulo Mia Culpa foi intenso e atípico, mas por que esperar tanto para que a história da a verdade sobre o livro plagiado na 1ª temporada emergisse? Foi uma jogada preguiçosa e arriscada dos roteiristas, pois em nenhum momento a série caminhava para esse desfecho. Os laços de Hank com sua família estão por um fio e o futuro é imprevisível. Um bom final, sem dúvidas, mas para uma mediana temporada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×09: Wilson): Este último episódio de House do ano funcionou mais como um curioso exercício narrativo do que como um capítulo verdadeiramente essencial para a trama. Focada completamente em Wilson e no ponto de vista desta querida personagem, a série contou uma história sensível sobre o envolvimento visceral que o profissional tem com seus pacientes, quase como um “anti-House”. Interessante, inclusive, foi testemunharmos que a equipe do infectologista parece ainda mais louca se observada fora de um contexto, seja quando Foreman, Taub e Chase passam correndo com um paciente após um diagnóstico errado ou quando House inexplicavelmente aparece completamente ensopado (e não estava “chovendo no corredor”). Ainda assim, o episódio Wilson quis comover de forma forçada e inorgânica com aquele transplante no terceiro ato. Sim, tudo bem que Wilson é um altruísta por natureza, mas talvez eles poderiam ter inserido este grande gesto sob um prisma diferente e em um momento mais importante para esta (ótima) série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bofficeThe Office (6×11: Scott’s Tots; 6×12: Secret Santa): Eu sempre me impressiono com a capacidade que The Office tem de manter não apenas sua qualidade e a sua essência sem jamais se desgastar. Scott’s Tots trouxe à baila a promessa que Michael fez de forma absurdamente impensada e impulsiva a um grupo de crianças há 10 anos. Imaginando seu futuro como um importante executivo (e não como um gerente da filial de uma empresa à beira da falência), ele garantiu custear o ensino superior de uma turma inteira e agora teve que literalmente dar a cara à tapa e contar a verdade. Impagável vê-lo, ainda, tentar compensar a falta distribuindo baterias econômicas para notebook! Já Secret Santa veio como um dos melhores especiais de natal da série, trazendo um excelente desfecho para os 12 primeiros episódios da temporada, com direito a um festival de piadas politicamente incorretas (a maioria envolvendo religião) e muita vergonha alheia como só esta série sabe fazer. The Office pode facilmente durar mais de 10 temporadas com uma equipe tão talentosa como esta!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×10: A561984): Eu estou muito surpreso com FlashForward. Surpreso ao constatar como uma grande equipe de roteiristas e produtores conseguiu estragar uma série com uma premissa tão interessante em apenas dez episódios. Ora, até o mago do “tiro no pé” Tim Kring (Heroes) levou mais tempo que isso. A561984 foi risível, a começar por aquela entrevista coletiva “esclarecendo” o apagão global cuja execução denotou claramente a falta de refinamento do texto e conseguiu remover o (pouco de) mistério que ainda circundava a (não mais) enigmática organização. Mas eles conseguiram ir além no quesito “fundo do poço”: os agentes Mark e Dimitri, no meio de toda essa confusão, largaram a investigação e voaram para Hong Kong portando apenas uma gravação de voz, para cuidar de um assunto extremamente pessoal (o assassinato deste último). E como bem apontou a colunista Claudia Croitor, em 10 minutos em uma das maiores megalópoles do mundo eles acharam a tal responsável pela ligação. Também tivemos o incompreensível caso da mulher de Dimitri que, de um episódio pro outro, descobre que estava no velório de seu marido e não em seu próprio casamento. Chamar isso de barra forçada é pouco. Se eu continuar a enumerar tudo que está errado em FlashForward, a resenha não terá fim, tamanhos os furos na peneira destes roteiristas. Eu posso dizer, contudo, o que está certo na série: pararem a produção para tentar salvar este naufrágio criativo, se der tempo. Eles têm até Março, quando o canal retornará com inéditos.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgleeGlee (1×13: Sectionals): Até que enfim, não? Em seu fall finale, Glee nos lembrou novamente a que veio com um capítulo empolgante, justamente porque focou no campeonato musical em vez de gastar linhas com bobagens, como vinha reiteradamente fazendo. Além disso, os arcos que estavam se arrastando tiveram boas conclusões, como a descoberta do verdadeiro pai do bebê de Quinn, o fim do relacionamento-incógnita de Emma com o professor de educação física e o início pra valer do romance entre esta e o Sr. Schuester, apesar dos clichês. Mas o destaque de Sectionals foi mesmo a música e os números bem produzidos e ensaiados que, no final, acabam compensando os problemas narrativos que a série tem. O destaque, claro, ficou com Lea Michelle e seu talento musical, apesar da dublagem e excessiva pós-produção de voz (que continuo achando desnecessárias). Glee, pelo visto, não passará de uma boa comédia musical com seus momentos catárticos e um texto linear (longe de ser medíocre, mas igualmente longe de ser genial). Às vezes isso é o suficiente para garantir uma prazerosa diversão, não é mesmo? A série cumpriu o que propôs, mas infelizmente só volta no dia 13 de Abril nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho:

30 Rock (4×06: Sun Tea, 4×07: Dealbreakers Talk Show #0001, 4×08: Secret Santa): Essa review tríplice de 30 Rock me despertou para um fato: a comédia não está conseguindo me empolgar e eu simplesmente esqueci de comentá-la na última Semana em Série. Sun Tea foi um episódio atribulado, com várias tramas paralelas que, no final, não funcionaram, especialmente a do tal chá de Frank. Os momentos geniais, claro, estão presentes, como a sitcom no sonho de Tracy e a das imagens em HD, mas cada vez mais escassos. E se a participação de Al Gore foi legal em Greenzo, ela foi completamente sem graça agora, repetindo a mesma piada (ainda que assumidamente). Mas meu problema maior foi com o talk-show de Liz Lemmon, que poderia ter rendido um belo arco nesta temporada e foi extremamente sub-aproveitado, tal qual ocorreu com a ponta que a atriz Julianne Moore fez como interesse romântico de Donaghy. A cada semana 30 Rock está atirando para todos os lados e, pior, sem precisar disso. Pelo menos Kenneth conseguiu salvar o dia com seu “amigo secreto” e a vingança divina. Tina Fey já esteve em dias melhores…
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×06: Stay, 4×07: In the Bag): Não é possível que uma série apresente episódios de qualidade tão alta como Friday Night Lights e seja completamente ignorada pelas premiações do ramo. Mesmo após chegar ao ápice dramático com o excelente The Son, o drama desenvolvido para a TV por Peter Berg tem a audácia (não achei palavra melhor) de se superar. Stay encerrou com honras a jornada de Matt Saracen na série, novamente me lembrando dos emocionantes momentos de Six Feet Under. Poxa, o que foi aquele final com o carro rumo ao horizonte ao som de Bob Dylan? E o mais fantástico é que mesmo dando adeus a uma grande personagem e a um grande intérprete, as outras tramas não deixam nada a desejar e continuam sendo muito bem construídas, seja com Tami Taylor na escola, com os desafios de Eric nos Lions ou retratando as dificuldades dos que foram “deixados para trás” como Landry e Julie. Todos são importantes em Friday Night Lights e praticamente não existe a figura do “escada”. Em In the Bagfoi a vez de Tim Riggins iniciar de vez o seu arco e sua ascensão na série será (ainda mais) notável. Tenho absoluta certeza disso.
Cotação Bruno Carvalho:

Foi muito bom ter vocês aqui acompanhando as resenhas semanalmente! Os comentários voltarão após a primeira semana de estreias do Mid Season. Fique de olho em nosso calendário pra saber quando a sua produção favorita vai retornar! Hasta luego!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Californication, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Glee, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife, The Office Tags: , ,
09/12/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bfringeFringe (2×09: Snakehead): Mesmo adotando uma sequência de episódios sempre inconsistente com relação ao tema e ao nível de aprofundamento na história central da série, Fringe mantém constante a qualidade de seus episódios. Snakehead, apesar de não avançar com mais um caso isolado, conseguiu estreitar ainda mais os laços que unem Peter Bishop e Walter. A despeito das criaturas nojentas e das mortes, o capítulo trouxe à baila o que acredito ser o cerne da série: o relacionamento entre pai e filho, que cresce cada vez mais à medida em que Peter vai percebendo os sacrifícios de vida que seu velho fez e este sempre surpreendendo com seus momentos de pura humanidade e lucidez. Não tenho dúvidas que é exatamente esta storyline que vem se desenvolvendo muitas vezes de forma despercebida que vai ter uma importância fundamental nesta crescente e excelente segunda temporada.
Cotação Bruno Carvalho:

bdexterDexter (4×10: Lost Boys): Estavam todos errados. Lundy, Debra, Dexter e todos aqueles que acreditavam que Trinity – apelido que agora perde todo o sentido – matava em ciclos de três. Não, o ritual de morte do sinistro Arthur Mitchell começa com um inocente garoto, tão perdido como o próprio assassino esteve em sua infância, já que tenta desesperadamente revivê-la através de projeções. O pior: quando seu obscuro objetivo é atingido, o cara ainda chega ao cúmulo de cimentar as crianças mortas nas próprias casas que constrói para a ONG que fomenta. Pra aumentar mais ainda o estrago, a repórter Christine, filha do monstro, emerge como a responsável pela morte de Lundy, tudo para acobertar as ondas de matança do pai. E o diálogo que se passa em um estacionamento mostra o quão doentios ambos são. Mas é claro que neste episódio o confronto entre os dois algozes no terceiro ato se destacou, intensificando ainda mais o senso de urgência da série, que já ultrapassou o nível do insustentável. Mas o que mais me deixou tenso em todo episódio foi a cena final com Dexter e Rita calmos no sofá. Ele não pode relaxar numa hora destas e muito menos subestimar Arthur… Esta reta final vai ser turbulenta…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

comment1199

bgleeGlee (1×12: Mattress): Glee diverte, sem dúvida alguma, mas com 12 episódios exibidos a comédia ainda está longe de ser “genial” ou “espetacular” como muitos a pintam. Seus episódios seguem basicamente a mesma fórmula até agora: a cada semana o Glee Club é “ameaçado” de ser encerrado por alguma coisa ou alguém e assim a série vai caminhando. Esta semana foi o Sr. Schuester que quase pôs tudo a perder, pois tacitamente aceitou um colchão como cachê por uma performance comercial que os garotos fizeram para uma loja local, o que é proibido. Ora, mesmo sabendo que inevitavelmente os cantores vão chegar até o campeonato, a série insiste nestas historinhas batidas em vez de desenvolver melhor, por exemplo, o romance entre Will e Emma, agora que ele descobriu que sua esposa vinha mentindo sobre a gravidez. Nesta semana nem os números musicais salvaram, já que logo no início a performance de Smile por Rachel nivelou bem por baixo com aquela dublagem exagerada e fora de sincronia. Glee precisa empolgar com números apoteóticos para se destacar, ainda mais quando o restante da série não ajuda. Enfim, Sectionals vem aí e tomara que engrenando de vez na competição estes problemas passem despercebidos.
Cotação Bruno Carvalho: starhalf

bfnlFriday Night Lights (4×05: The Son): Eu tenho certeza que vão me faltar palavras para descrever este maravilhoso episódio de Friday Night Lights e a emocionante história de Matt Saracen, o garoto que desde pequeno sofreu uma carga brutal de responsabilidades e que nunca teve sequer a oportunidade de viver fora de sua triste realidade. Magnifíca a construção de personagem que o talentosíssimo ator Zach Gilford trouxe desde a primeira temporada, empregando sempre uma expressão sempre contida ao garoto, justamente retratando o comportamento que o mundo sempre exigiu dele. Incompreendido por praticamente todos à sua volta, talvez apenas reconhecido por Eric Taylor, Saracen viveu às sombras da ausência do pai e nunca teve a oportunidade de confrontá-lo, tendo em vista a precoce morte do sujeito na guerra. The Son foi o episódio mais carregado de emoções de toda a série, mais até do que quando os Panthers ganharam o campeonato. Em alguns momentos eu pensei estar assistindo um capítulo inédito e nunca exibido de Six Feet Under, tamanha a sensibilidade e qualidade do roteiro e das interpretações em tela. É hora de começarmos a nos despedir do herói do estadual, já que assim como aconteceu com Jason Street, sua história também chegou ao fim. Fecha-se, com certeza, um grande arco na história, abrindo possibilidades para nos emocionarmos com inúmeras outras, como sempre aconteceu com este espetacular drama.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter, Friday Night Lights, Fringe, Glee Tags: , ,
24/11/2009 - 00:01

Fringe: Agosto

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Alerta de Spoiler - Brasil
comment1184“Existem cópias de tudo”, relembrou o início de mais um fabuloso episódio de Fringe. Tal afirmação também se aplica ao nosso amigo misterioso Observador, pois logo de cara nos deparamos com um que, bem, não se limitou apenas a observar. Após sequestrar uma garota aparentemente normal, fomos descobrindo aos poucos mais sobre estes “seres” que, pelo visto, estiveram sempre próximos e presentes nos acontecimentos mais marcantes da Humanidade. Desde sempre. Eis então que a abdução da tal garota que deveria ser vítima de um grande acidente aéreo começou a levantar questionamentos não apenas em Peter e Olivia, mas também nos outros Observadores. Por que raios o estranho sujeito desobedeceu ordens expressas de sua “espécie” para impedir a morte de uma simples escultora? Seria ela uma peça importante na iminente guerra entre as realidades? Salvá-la era algo extremamente necessário e que impediria uma enorme tragédia ou coisa do tipo? Certamente todos nós cogitamos algo parecido ao longo do episódio, mas foi aí que Fringe mais uma vez nos pegou de surpresa. O Observador sentia algo por ela. “Talvez até amor”, exclamou. Ora, isso é motivo justo para quebrar um código de conduta que transcende o tempo e as várias dimensões? Claro que sim! Por óbvio esse não foi o episódio que esperávamos, mas através desta singela história nós conhecemos detalhes imprescindíveis sobre este grupo que está aí por alguma razão. Semana após semana o drama continua provando o quanto sua mitologia é rica, densa e muito bem construída. E olha que de quebra tivemos um show de interpretação de John Noble como o sempre fantástico e enigmático Walter Bishop e seu comovente passado que manifesta o incondicional amor que ele sente pro seu filho Peter. Mais um excelente episódio!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×08: August” exibido em 19/11/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , ,
18/11/2009 - 00:01

Fringe: Ação Humana

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Alerta de Spoiler - Brasil
comment1182Fraco, inócuo e incoerente. Estes seriam os adjetivos justos para descrever o sétimo episódio de Fringe. Seriam se não fosse pela revelação (ou revolução, eu diria) trazida pelos seus instantes finais com Nina Sharp “teclando”, que mudaram toda a visão que tínhamos não apenas do capítulo, como também de toda a série até agora. Abordando um caso envolvendo controle mental, a divisão de ciência marginal do FBI se deparou com um inimigo desconhecido, que revelou ser o filho de um cientista da Massive Dynamic que usou o experimento de seu pai para sair numa rota de morte e destruição em busca de sua mãe biológica. O que não fazia sentido algum, contudo, era a forma com que Tyler “acidentalmente” havia se tornado um poderoso controlador de mentes – numa rara combinação entre um distúrbio cognitivo e acesso ocasional a um super medicamento – e ainda um inescrupuloso assassino. Eu estava achando que Fringe havia passado dos limites, pois o episódio não traria nada de concreto à série se tudo fosse um acidente e não uma manifestação do Padrão. Olivia, quem diria, estava certa, já que todas as pistas acabam apontando de volta para a poderosa organização. E eis que, pela primeira vez, a série explicitamente colocou a corporação de William Bell por trás deste e de vários outros casos como a principal fomentadora dos bizarros experimentos que assolam o mundo. Tyler, então, foi apenas um dos “clones” gerados através de barriga-de-aluguel, biologicamente preparado para atingir o objetivo almejado. O problema é que as coisas saíram do controle justamente porque este “surtou” e, mental e quimicamente desiquilibrado, resolveu investigar seu passado a qualquer custo. Com Of Human Action o drama atinge mais um de seus ápices e prepara o terreno para intrigantes possibilidades que observaremos com muita atenção no próximo episódio.

Cotação Bruno Carvalho: starhalf
Episódio “2×07: Of Human Action” exibido em 12/11/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , ,
13/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bfringeFringe (2×06: Earthling): Depois de longas semanas, Fringe retorna com mais um episódio fenomenal! Ora, e daí se não falaram nada da conspiração, de William Bell e de outras dimensões? Somente aquela cena inicial com o marido preparando uma surpresa para a mulher já valeu de tão assustadora. E que surpresa, não? O sujeito fora reduzido a pó por uma espécie de “entidade” que misteriosamente se movimentava como uma sombra ou um vulto. É fascinante não apenas a forma com que os casos são conduzidos – que como já disse aqui, consegue dar um tom de plausibilidade nos acontecimentos mais bizarros -, mas também pela invejável sintonia do elenco que vai ficando cada vez mais afiada. Além disso, Earthlings explorou, pela primeira vez, o lado pessoal do agente Broyles e ainda evidenciou que existe uma rixa latente entre o FBI e a CIA com relação às manifestações do padrão. O que a Central de Inteligência Americana esconde?  Sim, é claro que no final das contas o episódio empalideceu um pouco por não “conectar” tudo que vimos ao resto da trama, mas isso é questão de tempo como bem sabemos. E mesmo levemente pálida, Fringe brilha muito.
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×08: Invest in Love): Se o episódio anterior de Grey’s Anatomy foi sobre paz e calmaria através do olhar de Sheppard, bem, este foi sobre conflitos. Desta vez o drama percorreu as dificuldades que os dias e noites vivendo em função do hospital frequentemente trazem na vida dos casais (que também foram formados lá). Existem os que separam os sentimentos deixando-os do lado de fora da sala de operações e os que apenas dizem que fazem isso. Isso acontece com Yang e Hunt, respectivamente, pois bastou a moça contestar seu companheiro durante um procedimento e “voar solo“, que os problemas começaram a bater em sua porta. Mas quem vem se destacando muito nesta temporada é Arizona e este definitivamente foi o melhor episódio dela, ao enfrentar o inepto (e cada vez mais repugnante) Chief daquela forma, além de transmitir muito bem sua dedicação à ala de pediatria (em histórias contadas com muita sensibilidade pelos roteiristas). Grey’s Anatomy está sem querer (querendo?) adotando a estrutura narrativa similar à de LOST, que a cada semana concede uma atenção maior a determinada personagem e isso está sendo muito positivo. Parte, claro, em função das licenças de Ellen Pompeo e Katherine Heigl, mas isso é algo para Shonda Rhimes incorporar daqui pra frente. Mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×02: Into the Crevasse, 4×03: Stone Mountain): Todos os prêmios que 30 Rock já levou são uma prova inequívoca do quanto esta série é genial. Mas tenho que confessar que após o ótimo início de temporada, a comédia deu uma leve caída nestes últimos Into the Crevasse e Stone Mountain, demonstrando pontuais sinais de “cansaço”. Sim, o roteiro continua afiado e com 1.249 piadas por cena, mas não sei… Falta alguma coisa! Essa de escalarem um novo comediante para o TGS não é das melhores storylines que Tina Fey criou, muito porque a existência deste programa virou mero pano-de-fundo na atração sobre as loucuras que ocorrem nos corredores da NBC. Estes episódios foram ruins? Nem de longe. Mas quem costumeiramente estabelece o nível tão alto como eles, acaba precisando surpreender o público e superar-se a cada semana. Por enquanto, os roteiristas estão fazendo “apenas” um bom trabalho. E isso está abaixo da capacidade de mentes tão insanamente criativas.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Acrescentarei depois as resenhas de Friday Night Lights e The Office neste post. Volte em breve!

bofficeThe Office (6×07: Koi Pond; 6×08: Double Date): Não há como repreender The Office, mesmo quando um episódio não é sensacional como costumeiramente é. Koi Pond touxe um caso isolado, mas divertido, quando descobrimos que Jim evitou de salvar Micharl de cair no laguinho de peixes do cliente, fazendo com que o ocorrido abrisse as portas de mais um trauma na vida do gerente da Dunder Mufflin Scranton, o do bullying que ele sofrera durante sua juventude. Mas foi em Double Date que as coisas realmente esquentaram quando a frivolidade de Michael passou dos limites, já que ele dispensou a mãe de Pam no dia do aniversário dela, pois descobriu que ela é quase uma “sessentona”. The Office sempre deixa claro a pluridimensionalidade de suas personagens, já que em duas semanas descobrimos mais algumas facetas reprováveis nas personalidades de Jim, Michael e até de Pam. Isso no gênero comédia, que em grande parte depende da empatia do público com suas personagesns é algo corajoso. Adoro quando The Office resgata sua origem no humor britânico e genial de Ricky Gervais.
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×02: After the Fall): Irrepreensível. Essa palavra resume bem Friday Night Lights que emendou mais um ótimo episódio! Depois de entregar o jogo, era inevitável que o treinador Taylor sofreria uma enorme represália não só da metade “Lion” de Dillon, mas também dos próprios jogadores que não tiveram sequer a oportunidade de terminar o jogo. E se antes o trabalho de entrar no campeonato para brigar era difícil, agora a situação ficou praticamente impossível. Felizmente sabemos que “impossível” é apenas o almoço de Eric Taylor. Do outro lado da cidade os problemas emergiram com o tal “conselho” Panther e a briga travada por Tammy e o treinador McCoy. E assim como seu marido, a forte diretora não é de deixar nada barato e não tem a menor ressalva em comprar briga com os peixes grandes. Mas o melhor de After the Fall foi nos recolocar na posição de espectadores da luta pela ascensão dos underdogs, assim como aconteceu na primeira temporada. Mas em vez de simplesmente repetir a “fórmula do sucesso”, o drama de Peter Berg consegue ir sempre além, superando seus próprios obstáculos à medida em que cresce narrativamente e mantém-se como uma das melhores produções da temporada no ar. Palmas!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Friday Night Lights, Fringe, Greys Anatomy, The Office Tags: , ,
22/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×03: Blinded by the Light): É complicado ser um serial killer discreto, meticuloso e intocado. Já não bastassem todos os obstáculos na vida de Dexter para cumprir sua obscura função social: esposa, bebê, enteada pré-adolescente, trabalho e sanidade mental, em Blinded by the Light nosso herói precisou lidar com a inconveniente vizinhança que resolveu se mostrar pró-ativa justo agora, por causa de um arruaceiro no bairro. Dexter está esgotado e isso está se refletindo nos diversos aspectos de sua vida que ele deveria cuidadosamente lidar. Sem querer algumas situações estão virando potenciais bombas-relógio, como a relação com o corrupto Quinn e a exposição de seu “lado negro” para sua própria mulher. Pra piorar, temos ainda o sinistro Trinity, que vai revelando ser um assassino perigosíssimo e impiedoso, que segue indene. A complexidade da trama ainda fica evidente com os desvios de foco na delegacia, tanto de Batista e LaGuerta como de Debra e o retorno de Lundy que complica a situação com Anton. Me estranha Dexter, sempre atento e focado em potenciais “vítimas”, ter deixado passar com tanta facilidade o verdadeiro responsável pela desordem em sua comunidade. O acúmulo de complicações está ofuscando o Dark Defender.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bcalifornicationCalifornication (3×03: Verities & Balderdash): Eu acho que Hank Moody é uma das personagens mais subestimadas das séries. Em termos de complexidade emocional, ele não deixa muito a desejar perante figuras fortes das séries como Gregory House ou Dexter Morgan. Acontece que o talento dele não é o diagnóstico impecável ou a meticulosa carnificina em prol do bem coletivo: Moody é um especialista no “viva e deixe viver” e no (desculpem a palavra) “foda-se”! Mestre em complicar o mundo ao seu redor, em Verities & Balderdash ele se engraçou com a mulher do reitor, com sua assistente na universidade enquanto na verdade queria pegar uma de suas alunas que é stripper! E quando tudo dá errado em sua vida (vide a briga com a filha) ele ainda tem Karen, seu porto seguro, para colocá-lo no caminho menos errado. Já Charlie não tem a mesma sorte. Sendo praticamente obrigado a transar com sua “masculina” chefe, ele resolve “entrar nesta mulher” justo na hora em que Marcy resolve dar o braço a torcer… Ele é o oposto de Moody, uma espécie de antagonista “do bem”. Apesar do que falei sobre a personalidade peculiar de Hank, Californication está longe de ter a densidade e importância de séries como Dexter e House, por exemplo, mas ela serve como uma divertida e moderna crônica de amor, sexo, drogas e as inconsequências da vida.
Cotação Bruno Carvalho:

bhouseHouse (6×04: Instant Karma): A 6ª temporada de House está trilhando novos rumos de forma bem satisfatória e, ao mesmo tempo, resgatando o que havia de melhor na dinâmica bem estabelecida das primeiras temporadas da série. As principais mudanças dizem respeito ao doutor em si e sua nova forma de encarar o mundo imediatamente ao seu redor, enquanto o retorno de Chase e Cameron à ativa vem num oportuno momento. Por falar nisso, o episódio continuou a tratar do caso do homicídio doloso que Chase cometeu (chamar de “erro médico intencional” é eufemismo) e o desconforto que ele causou em Foreman, que teve que acobertar o caso numa sabatina médica. Mais interessante ainda foi a forma como House não só descobriu e encarou tal fato, já que, extremamente surpreso pela atitude de Chase, reservou-se a um comentário sobre a técnica médica do colega no diagnóstico do ditador, que fora preciso e apurado (ele apenas realizou o tratamento errado). O caso da semana, do ”karma Instantâneo” do bilionário que doou tudo para salvar o filho, foi mero coadjuvante em toda a história, ainda que sugerindo, de forma bem sutil, levantar um questionamento de ordem religiosa na cabeça de House. Ah, sim, a Thirteen se foi, mas aposto que ela volta! Ótimo episódio.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1137

bgossipGossip Girl (3×04: Dan de Fleurette, 3×05: Rufus Getting Married): Gossip Girl passa por um sério momento de instabilidade, dando a impressão que a série está seguindo vários caminhos ao mesmo tempo, sem conseguir chegar a lugar algum. Dan de Fleurette foi até um episódio mais consistente com a aproximação de Dan (sem saber) com uma estrela de cinema que quer ter uma vida normal na faculdade, criando situações divertidinhas. A aparição de Tyra Banks como uma diva em decadência também foi legal (embora pareça que ela foi escalada apenas pra dar uma função pra Serena), mas o grande problema agora é a vilã ineficiente Georgina Sparks. Se antes ela causava intrigas e pregava a discórdia, agora o roteiro a coloca como uma grande bocó que é reiteradamente vítima de suas próprias armações, seja a chantagem que ela aprontou com a Vanessa ou com o estrago que ela tentou fazer no casamento de Lilly e Rufus contando sobre o filho dos dois, no episódio Rufus Getting Married. Na primeira, Dan pegou Vanessa no flagra, e esta imediatamente contou tudo, e na segunda a festa já estava estragada com a discussão do casal. Na verdade, a revelação sobre Scott serviu para reconciliar os pais de Dan e Serena e unir as famílias. Tramas mal desenvolvidas como estas e outras (as de Bree Buckley e Carter, por exemplo) apenas evidenciam que Gossip Girl está em queda. Antes a diversão proporcionada conseguia relevar estes problemas. Agora está ficando mais difícil…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bfringeFringe (2×04: Momentum Deferred, 2×05: Dream Logic): Todo episódio que traz mais informações diretas sobre a mitologia de Fringe é sensacional, como aconteceu com Momentum Deferred. Olivia finalmente se lembrou de seu encontro com William Bell na dimensão alternativa e as revelações do sujeito foram esclarecedoras pra ela e para nós. Agora sabemos mais sobre os seres que povoam o drama desde o início e o porque deles terem habilidades extraordinárias como, por exemplo, serem resistentes à balas – são híbridos. Descobrimos também que Bell decidiu se exilar naquele “novo mundo” e novamente a iminência de uma grande guerra entre as realidades foi ventilada. Mesmo sem explicitar o fato gerador da rixa que esta desconhecida organização tem com o universo em que vive Nina Sharp, Peter, William e Olivia, Fringe atingiu um ótimo high com sua capacidade de nos fascinar apenas com o sugestionamento. Já Dream Logic fugiu completamente da estrutura do episódio anterior, apresentando um caso “desconexo”, mas ainda assim muito interessante e peculiar: o do médico que era “viciado em sonhos” gerados por pacientes seus que usavam um implante no cérebro para controle de insônia. Não tenho dúvidas que muito em breve os fatos isolados estarão cada vez mais próximos, já que esta série nunca foi linear e, da mesma forma, nunca deixou de ser no mínimo impactante. Aguardo ansiosamente pelos próximos!
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×04: Tainted Obligation, 6×05: Invasion): Eu confesso que apesar do bom ritmo de Grey’s Anatomy, a história do retorno do pai de Lexie e Grey não atingiu o resultado esperado, grande parte porque Thatcher nunca foi uma personagem importante para a série e para nós. Assim, o grande sacrifício que a médica fez pelo pai ausente doando parte de seu fígado soou mais como uma tentativa de colocar a protagonista à força no lugar de destaque. Uma tentativa falha, ressalto. O melhor deste início de temporada está sendo mesmo a fusão dos hospitais e a chegada do staff do Mercy West com seus uniformes laranjas e diferentes métodos pra tudo. Os embates da equipe do Seattle Grace com os novatos geram situações divertidas, lembrando muito as disputas ciumentas de meninos pequenos por atenção dos adultos. E tirando o bobo retorno do pai de Torres, o episódio ainda assumiu um lado mais dark com a súbita e inesperada dispensa de Izzie e o desaparecimento da moça, após cometer um grave erro médico. Grey’s Anatomy, apesar de alguns problemas pontuais, segue com um começo de temporada sólido e promissor.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Comentários de The Office ficarão para o início da próxima semana, pois quero falar de Niagara em um post especial. Aguardo os comentários de vocês sobre os episódios da semana aqui abaixo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, House Tags: , ,
08/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
É evidente que Hollywood passa por uma profunda crise criativa nesta década. Basta olhar na quantidade de séries que são canceladas da noite pro dia, seja porque são muito ruins ou porque são medianas a ponto de se tornarem dispensáveis pela audiência. Retomando a Semana em Série, realizaremos aqui no blog uma análise das principais estreias da temporada no primeiro Semáforo! É isso mesmo: considerando o volume de séries para acompanharmos neste início, indicarei através de sinais (e não de estrelas) se tal produção merece ou não ser assistida (e repercutida), de acordo com os critérios do blog. Uma série que recebe o sinal vermelho logo de cara sairá da nossa cobertura e não voltará tão cedo (a não ser que melhore muito, mas muito mesmo, ou que extrema pressão popular exija seu retorno). Já um drama ou comédia com o sinal amarelo vai, inicialmente, ficar fora dos comentários semanais para uma análise com mais atenção e possível reclassificação para o sinal verde, onde será regular e sistematicamente comentada no blog, seja na Semana em Série ou no nosso Season Pass. Vamos lá?

comment1160

bcougarCougar Town (1×01: Pilot, 1×02, Into the Great Wide Open): A nova comédia da ABC estrelada pela ex-Friends e ex-Dirt Courteney Cox soa como uma tentativa desesperada de fazer humor. E um humor besta, sem qualquer tipo de refinamento, digno dos piores pastelões. Jules é uma mãe quarentona que, após o divórcio com o loser que a engravidou quando jovem, resolve correr atrás dos anos de farra que perdeu. Forçada ao extremo, a atuação de Cox é lamentável e o roteiro é simplório, limitando-se a colocá-la em situações constrangedoras (e gags físicas ridículas) com o único objetivo de arrancar riso do espectador de passagem. Temos também um elenco de coadjuvantes insosso que torna o resultado ainda mais desprazerosso de se assistir. Ora, o que foi o final do segundo episódio com a brincadeirinha do “susto” ou as fotografias das “aventuras” bêbadas de Jules? Se você rever a cena verá que muitas imagens simplesmente não fazem o menor sentido e só foram colocadas ali para fazer graça, sem o menor nexo com a história. Vergonha alheia total. Em apenas dois episódios Cougar Town mostrou que não tem conteúdo nem pra ser uma comédia descompromissada e divertida. Torço e espero por um cancelamento precoce.

bhankHank (1×01: Pilot): A premissa de Hank – pai desastrado e desatento que se envolve num escândalo financeiro e é obrigado a viver com a família na “classe média” – e sua execução porca, colocam mais uma mancha na carreira de Kelsey Grammer, que mal se recuperou de sua última bomba, a horrenda Back to You. Essa nova sitcom da ABC (alguém poderia proibir o canal de produzí-las?) é totalmente instantânea e pré-fabricada: o roteiro é raso, os cenários parecem terem sido reaproveitados de uma comédia cancelada qualquer de “família americana” e, pior de tudo, a série simplesmente não é engraçada. Todas as piadas são as mesmíssmas que já cansamos de ouvir em produções similares e, além de não ser nada inovadora, Hank evidencia a cada take o desconforto de Grammer no papel, bem como uma preguiça descomunal em compor uma personagem, pois ele se rende ao “básico” da atuação com suas caras e bocas. É deprimente ver o que o Frasier se tornou…

bpurposeAccidentally on Purpose (1×01: Pilot, 1×02: Memento, 1×03: One Night Stand): Apesar de simpática, Jenna Elfman já provou que é uma atriz limitada a uma personagem só: a mesma mulher descolada, desbocada e meio doidinha que fez algum sucesso no início da extinta Dharma & Gregg. A série traz uma premissa interessante, sobre uma mulher que engravida “sem querer, querendo” de um jovem sem futuro, mas o texto imediatamente esbarra em todos os clichês do gênero e no final sai mal apesar de conseguir arrancar uma risada aqui e outra ali. Falta, contudo, mais personagens carismáticos para a série emplacar, além de um roteiro mais ágil, contemporâneo e menos carregado de piadas óbvias de sexo. Essa de roomates que vivem brigando é tão velha como Tony Danza. A CBS conseguiu estabelecer-se bem com as sitcoms Two and a Half Men, How I Met Your Mother e The Big Bang Theory. Perto delas, Accidentaly on Purpose é mesmo um verdadeiro desastre proposital só pra compor a meia hora que faltava para inteirar o bloco.

bmiddleThe Middle (1×01: Pilot): Por mais “divertidinha” que pareça, The Middle por enquanto nada mais é que uma versão mais adulta de Malcom in the Middle, só que desta vez contada sob o olhar dos pais e não do filho do meio. Poxa, é com mais uma produção single-camera sobre uma família de classe média-baixa americana que a ABC quer reerguer seu núcleo de comédia? Fora as corretas atuações de Patricia Heaton e Neil Flynn, no fim das contas a série traz a sensação de “mais do mesmo”: tem o filho menor esquisito, a pré-adolescente que não se adapta e o marmanjo rebelde que no fundo está em busca de atenção. O roteiro é razoável, a produção é caprichada e a trilha-sonora acerta em diversos momentos, mas no final a sensação de vazio após ter assistido o piloto permanece e você acaba não conseguindo distinguir esta de outras séries como Aliens in America, According to Jim, ‘Til Death e por aí vai. Se conseguir melhorar nos próximos, vai pro Season Pass.

bmodernModern Family (1×01: Pilot, 1×02: The Bicycle Thief): Ah, como é bom ser positivamente surpreendido por uma nova série que você não dava nada. Pelos promos, Modern Family parecia querer ser uma versão familiar de The Office, mas em vez de restringir-se à cópia do estilo de câmera e das situações nonsense que ocorrem na filial da Dunder Mufflin, esta comédia soube ser autêntica e com um humor muito bem dosado, que não é carregado no “white trash” deprimente e, o mais importante, não trata o espectador como uma planta. Contando a história de três famílias modernas que, logo no final do primeiro episódio descobrirmos ser a mesma, a trama circunda com muito cuidado e leveza por alguns estereótipos clássicos como o do pai que quer ser “amigão” dos filhos, o vovô que casa com uma mulher mais nova (numa triunfal volta do eterno Ed O’Neil, o Al Bundy de Married… With Children) e até mesmo um divertido casal de homossexuais que resolve adotar um filho ao melhor estilo Brangelina. Este é o bom exemplo de criação, interpretação e produção que as outras comédias do canal ABC deveriam seguir. É possível fazer comédia sem se expor ao ridículo. [Season Pass]

bheroesHeroes (4×01: Orientation, 4×02: Jump, Push, Fall, 4×03: Ink): Eu já perdi a conta de quantas vezes eu já comecei uma resenha de Heroes dizendo que “eu já perdi a conta de quantas vezes o drama de Tim Kring deu inúmeras e desnecessárias voltas”. Sinceramente, não sei mais o que esperar de um novo volume onde novos personagens são aprensentados enquanto a história permanece estagnada no marasmo criativo dos roteiristas desta série. Depois de dois episódios que beiraram o insuportável de tão mal conduzidos e uma terceira parte igualmente aborrecida e nada esclarecedora, Heroes despede-se de nossa cobertura semanal, pois não dá mais pra ficar repercutindo cada vez que Hiro perde e retoma seu poder, ou cada vez que Sylar é destruído e retorna e, pior ainda, cada instante em que Noah Bennet vira a casaca para atender ao imediatismo de um roteiro incrivelmente furado, cansativo e sem fim. Será que terá um fim? Quantos reboots precisaremos testemunhar para nos dar conta que Tim Kring não tem talento? Chega. Chegou na 4a temporada já! Heroes foi longe demais só na promessa eterna. Quando finalmente isso acabar eu assisto tudo e digo aqui como terminará, mas por enquanto não dá mais. Acabou a paciência há muito tempo e agora acabou a boa vontade.

bmelroseplaceMelrose Place (1×02: Nightingale, 1×03: Grand, 1×04: Vine): Depois de quatro episódios, deu pra ver que Melrose Place foi uma série construída para tentar ser hit, com todos os elementos que um drama “ousado” precisa: um galã misterioso, uma falsa santa, uma desconhecida piradinha, um casal certinho e uma loira maravilhosa pra botar fogo em um condomínio californiano onde todos moram. Infelizmente até agora essa mistura não conseguiu dar liga. O texto não é tão ruim (já vimos muitas coisa pior, vai), mas também não podemos dizer que no fim de um episódio estamos loucos pelo próximo. A um porque a história da morte da tal Susan Sidney não empolga a ponto de querermos saber quem foi que a matou, já que ela não desperta a menor empatia de ninguém. A dois porque muito pouca coisa acontece numa série que deveria, no mínimo, ser mais agitada pelo elenco que tem. A CW muitas vezes parece que é o canal dos remakes apenas por ser, como se viabilizá-los fosse o objetivo final. Melrose Place precisa desenvolver e muito para ganhar um espaço fixo aqui. Quem sabe mais pra frente ela faça companhia a 90210 em nosso Season Pass

bfringeFringe (2×01: A New Day in the Old Town, 2×02: Night of Desirable Objects, 2×03: Fracture): Dificilmente uma série atual consegue iniciar uma segunda temporada de forma tão promissora quanto aconteceu com Fringe, ainda mais considerando o nível do finale, que deixou todo mundo boquiaberto. Digo mais: os eventos do padrão, sejam os provocados (o homem que troca de face) ou espontâneos (o garoto-escorpião) estão mais interessantes e aterrorizantes do que nunca e a química já estabelecida entre o elenco principal é invejável. A história também evoluiu consideravelmente, agora que objetivos maiores foram traçados, incluindo a inesperada morte de Charlie e a usurpação de sua imagem por aquele misterioso “ser”. Embora ainda desconhecidos, os responsáveis por toda esta conspiração estão tomando forma e, de maneira muito acertada, o roteiro permitiu que as bombásticas revelações da temporada anterior fossem bem aproveitadas com a súbita amnésia de Olivia, que terá que processar junto com o público o que aquele encontro com William Bell significou. Lembremos também que o Peter original também morreu pequeno e que este que vemos é a sua versão alternativa, o que é fundamental para compreendermos até o jeito sempre admirado que Walter sempre o olha. Outro fator positivo desta temporada foi a de estabelecer uma ameaça séria à divisão Fringe Science, que terá que lutar para manter-se “aberta” (leia-se, conseguir provas mais contundentes das manifestações do padrão e da séria ameaça que é iminente sobre o mundo). Por fim, registro aquela interessante, mas igualmente assombrosa forma de comunicação do soldado com uma provável realidade alternativa e a terrível indicação de que o tal Observador não está aqui somente para observar… Fringe consegue me assustar como poucos filmes de terror.

btraumaTrauma (1×01: Pilot): A NBC adora tentar reviver o passado e a aposta da vez é com Trauma. O drama emergencial é focado numa equipe de resgate de São Francisco, con direito a um piloto cheio de acidentes elaborados e de grande porte, além de muitos efeitos especiais que são apenas corretos para a TV. Mas a despeito de toda esta produção, o que falta na série são personagens cujo público possa se identificar. Sem apresentar ou aprofundar em qualquer aspecto da vida destes socorristas, a série já mergulha no “trabalho”, impedindo uma conexão inicial e necessária para manter o espectador interessado. Tem ação e muita movimentação, mas falta conteúdo até para repercutir. O impacto de Trauma, por enquanto, é apenas visual e lá para o terceiro resgate já cansou.

bmotherHow I Met Your Mother (5×01: Definitions, 5×02: Double Date, 5×03: Robin 101): Que bom que este 5o ano de How I Met Your Mother voltou mais divertido e dando uma importância menor ao sentimentalismo barato como estava acontecendo na metade final da temporada anterior. O relacionamento entre Barney e Robin deu uma boa guinada na história e virou o cerne deste início, tanto que os três primeiros episódios foram basicamente sobre eles, desde a estreia com a indefinição do casal sobre o seu “status” até culminar no excelente Robin 101 (um dos melhores de toda a série) em que Ted vira o professor particular de Barney e o assunto é a canadense, seus trejeitos, suas manias e esquisitisses. Me lembrou muito os clássicos episódios de Friends em que a história é totalmente sustentada no universo rico das personagens. Ponto positivíssimo para a comédia. Que bom que eles deram a volta por cima!

bteoryThe Big Bang Theory (3×01: The Electric Can Opener Fluctuation, 3×02: The Jiminy Conjecture, 3×03: The Gotholowitz Deviation): Perto de Jim Parsons o restante do elenco de The Big Bang Theory imediatamente esmaece e os mais prejudicados são John Galecki (Leonard) e Kunal Nayyar (Raj). Digo isso porque o casal Penny/Leonard formado não consegue convencer por nada e eles acabam deixando algumas cenas bastante mornas. Aliás, sem as personagens Sheldon e Howard, a comédia não poderia sequer existir, pois basta um murmuro do nerd mor ou uma entrada em cena do desajeitado galanteador (vestido de gótico) para a plateia cair no riso. O mesmo não pode ser dito, por exemplo, da já batida timidez do indiano quando sóbrio em frente de mulheres. Este início, contudo, conseguiu ficar fácil no saldo positivo, pois o roteiro é quase sempre impecável. Destaco o experimento que o sempre sagaz Sheldon Cooper realizou em Penny, educando-a como um cachorrinho em seu apartamento, que já é um dos melhores momentos desta comédia.

Calma que ainda não acabou! Nesta segunda terça faremos mais uma rodada do Semáforo com comentários de (e já adianto as cores): Grey’s Anatomy, Gossip Girl, Brothers & Sisters, Californication, The Good WifeDexter, Bored to Death, House, Glee, Eastwick, The Office, Community, FlashForward, Dollhouse e Mercy!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Accidentally on Purpose, Cougar Town, Fringe, Hank, Heroes, How I Met Your Mother, Melrose Place, Modern Family, The Big Bang Theory, The Middle, Trauma Tags: , ,
19/09/2009 - 17:19

Fringe em Hollywood! Uau!

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comment1138

Acabei de por os pés no hotel aqui no maravilhoso bairro West Hollywood e antes de sair para o tour inicial não posso deixar de comentar com vocês a campanha maciça de divulgação da 2ª temporada de Fringe que vi por toda Los Angeles no caminho (não pude tirar fotos, pois estava dirigindo na freeway). São prédios inteiramente plotados com pôsteres como esse aí em cima e logo que liguei a TV do quarto para zapear os canais, vi um comercial bacanérrimo da série na FOX que me deixou louco! Ainda não vi o episódio de estreia do 2º ano (foi tão bom assim? digam aí!), mas estou muito ansioso. Pena que só terei tempo de ver tudo quando retornar ao Brasil. De qualquer forma, fica aqui o registro de que esta é “a” série destaque na cidade e estou embasbacado com a (merecida) importância que eles dão com cinema e TV aqui na capital de entretenimento do mundo! P.S.: F***ing jet lag.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe, LiGado em Série em Hollywood Tags: , ,
24/08/2009 - 00:01

O Marginal e o Real na Ciência de Fringe

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Vários casos, infinitas impossibilidades. A ciência marginal de Fringe concebida no universo criado por J.J. Abrams é realmente fantástica. Muitas vezes misturando o real com o imaginário e com o absurdo, um dos maiores méritos desta produção é o de justamente adotar um tom sóbrio e de plausibilidade para as situações mais bizarras que são objeto de investigação por Olivia Dunham, Peter e Walter Bishop. Mas por incrível que pareça, muitos dos conceitos que podemos atribuir logo de cara como pura ficção, na verdade tem sim certo fundamento real e, quem sabe, algum dia podem até ter uma aplicabilidade prática em nosso mundo. É isso que a sagaz colega Camila Picheth descobriu após uma considerável pesquisa que ela gentilmente cedeu para publicação aqui no blog. Afinal, o que são aqueles conceitos que aparecem na abertura de Fringe?

Psicocinesia

É a habilidade de mover e/ou afetar objetos físicos usando apenas o poder da mente. Teoricamente, a psicocinese (ou telecinese) pode se manifestar em qualquer pessoa. Todos possuem faculdades parapsicológicas, mas poucos a desenvolvem. No entanto, a maioria dos parapsicólogos afirmam que tais fenômenos seriam espontâneos, involuntários e incontroláveis, diferente do que acontece, por exemplo, com o Sylar de Heroes. Alguns cientistas já tentaram, e ainda tentam, provar que existem pessoas com essa capacidade, como o cientista Garret Moddel. O que é realidade por enquanto é uma nova tecnologia que pode tornar as pessoas eletronicamente telecinéticas. O projeto consiste em um capacete com eletrodos capaz de captar ondas cerebrais para influenciar o ambiente virtual de alguma forma.

Teletransporte

É a transferência de um objeto de um lugar para outro, de maneira rápida e sem precisar percorrer o caminho normal. Antes idealizado em clássicas séries de ficção, e em Fringe com o incidente envolvendo o Sr. Jones, o teletransporte já se tornou algo real de certa forma. Em 1998, físicos do Caltech (California Institute of Technology), junto a dois grupos europeus, conseguiram teleportar uma partícula de energia que carrega luz, o fóton. No começo de 2009 ano, outro grupo de pesquisadores norte-americanos na Universidade de Maryland teve sucesso em transmitir, pela primeira vez, um átomo pela distância de um metro. Isso quer dizer que em pouco tempo o novo meio de transporte será o teletransporte? Na verdade não. Para chegar no ponto que vimos em Fringe, existe um longo caminho a ser percorrido. Mesmo se os pesquisadores desenvolverem a capacidade de teletransportar um ser humano a vários metros, isso ainda gera um problema maior: quando uma partícula é teleportada, uma cópia identica do objeto é criada no ponto de destino, destruindo o original. Se fôssemos os teletransportados, o que estaria andando pelas cidades seriam nossos clones, pois o original seria, em tese, destruído.

Nanotecnologia

Em uma simples definição, a nanotecnologia consiste no uso de átomos para a construção de estruturas e novos materiais. Hoje diversas áreas como a medicina, a química e a biologia estão associadas com esta nova tecnologia. Ela foi desenvolvida no Japão e já se mostra promissora mesmo em seus primeiros passos, como na produção de biomateriais, chips e nanocompósitos. Um exemplo do que a nanotecnologia pode ser capaz no futuro é um aparelho parecido com um microondas. A nanotecnologia tem o potencial de trazer benefícios em áreas, como nas construções (rodovias ou túneis se autoconstruindo), na alimentação (recriar alimentos a partir do ar e de alguns resíduos), na medicina (nanorobôs capazes de destruir agentes infecciosos ou mesmo reparar o DNA danificado), na ecologia (a limpeza de todo o lixo acumulado no planeta), no espaço (fabricação de foguetes e estações orbitais e até permitir a habitação de outros planetas). Infelizmente, toda essa pesquisa pode ser usada também no armamento de um país. Podem ser criados milhões de mínusculos robôs voadores capazes de se infiltrar em qualquer ambiente e nanovírus capazes de fazer um estrago inimaginável.

Inteligência Artificial

É uma área que busca desenvolver métodos ou dispositivos que tornem sistemas computacionais capazes de simular ou possuir a capacidade humana de raciocinar e resolver problemas. Já existem programas que possuem certo nível de inteligência, como A.L.I.C.E e Allan – alguns chatterbots (programa que responde a perguntas como se fosse um humano); ELIZA (programa que simula um psicoterapeuta) e outro que aprende ao ler textos e jornais públicos, o Córtex. Vários games também utilizam softwares com aplicações desta tecnologia. No entanto, ainda não foi criado (ou anunciado) nenhum programa com total inteligência artificial. Isso implicaria, certamente, em várias questões, até mesmo de ordem ética e moral.

Animação Suspensa

Consiste numa técnica em que o corpo de um organismo vivo é esfriado até que suas funções vitais parem de funcionar e depois retorne a vida sem nenhum tipo de dano. Em 2006, cientistas norte-americanos fizeram um experimento com porcos, simulando um episódio grave que poderia acontecer com seres humanos na mesa de cirurgia. A temperatura corpórea dos porcos foi reduzida até 10ºC com uma solução salina fria, durante vinte minutos. No ano passado, pesquisadores de Massachusetts induziram ratos a animação suspensa durante vários minutos usando sulfeto de hidrogênio. Ambos casos com porcos e ratos foram bem-sucedidos ao reanimarem os animais sem danos. Em 2001, no Canadá, existe o registro de um bebê de apenas um ano de idade que engatinhou para fora de casa numa noite que fazia 0ºC. Sua mãe a encontrou duas horas depois, congelado e sem sinais vitais. Quando chegou ao hospital, foi aquecida e ressuscitada, sem qualquer sequela do acidente. Já em 2006, foi um homem de 35 anos que se congelou durante uma escalada nos arredores do Japão. Ele foi resgatado 24 horas depois, foi considerado morto por não possuir sinal vital, mas ao chegar ao hospital ele simplesmente acordou, novamente sem nenhuma sequela. Todas essas pesquisas fazem que em um futuro talvez não tão distante essa técnica possa ser utilizada em hospitais e no espaço (a Agência Espacial Européia pretende viabilizar tal técnica para uma viajem até Marte prevista para 2030). Atualmente existem algumas indústrias que oferecem uma criogenização após a morte, caso uma cura seja criada para a doença que o matou. Isso não lembra Vanilla Sky?

Matéria Negra

É a matéria que representa em torno de 90% do universo e é responsável pela gravidade necessária para mantê-lo unido. Os outros 10% são a matéria normal, que podemos ver e tocar. Durante muito tempo, a matéria negra (ou matéria escura) não passou de uma teoria, mas em 2006 cientistas norte-americanos conseguiram provar sua existência. Vislumbra-se que tal elemento pode ser decisivo no destino do nosso universo. Observações recentes mostram que o universo está aumentando, o que sugere a possibilidade que todas as galáxias se afastarão umas das outras, tornando o espaço cada vez mais frio e escuro.

Curioso, não é mesmo? Camila Picheth, que compilou estes dados, escreve para o SérieManíacos e recentemente publicou outra matéria interessantíssima sobre os “CSIs Brasileiros“.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe, Notícias Tags: ,
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