Os Vencedores de TV no Globo de Ouro 2010
A cerimônia do 67º Annual Golden Globe Awards começou muito bem para nós fãs de séries, com o monólogo ácido e sempre irreverente do mestre Ricky Gervais (adorei, particularmente, a alfinetada na NBC e Jay Leno). Melhor, foi logo de cara o reconhecimento mais do que merecido de Toni Collette (United States of Tara) e John Lithgow (Dexter). Apesar de eu ter algumas ressalvas com o texto de Diablo Cody, é praticamente unânime que Collette traz uma atuação excepcional. Já com relação a Lithgow, seu prêmio era praticamente inevitável, pois como ele mesmo ressaltou, o Trinity Killer conseguiu assombrar uma nação. Já na categoria de Melhor Atriz Dramática, tivemos a primeira inconsistência da noite. Embora Julianna Marguiles seja constantemente boa, sua vitória soou mais como o conserto de um erro pelas diversas indicações e nenhum prêmio pra ela por ER, já que The Good Wife é uma série iniciante cuja protagonista Alicia Florrick ainda não atingiu seu completo desenvolvimento. Outras atrizes mereciam mais como, por exemplo, January Jones por Mad Men. Pelo menos vimos Chloë Sevigny agradecendo o prêmio de Coadjuvante e homenageando suas “irmãs-esposas” de Big Love. Inesperado e muito bem-vindo.

Mas ponto alto da noite para nós certamente foi ver Michael C. Hall no lugar que sempre esperávamos: em cima do palco. Desde sua inigualável performance como David Fischer em Six Feet Under, Hall recebeu seis indicações a este prêmio e a 4ª temporada de Dexter consagrou a obrigatoriedade deste prêmio. E aos que certamente dirão que sua vitória se deu graças ao anúncio de que ele está com câncer (como o ignóbil do Rubens Ewald Filho), é importante lembrar que quando a notícia saiu o prazo para submissão dos votos pelos membros estava esgotado. A HFPA tem lá seus problemas, mas pelo menos a apuração é feita por empresa terceirizada idônea, ou seja, sua vitória foi mesmo merecida e baseada exclusivamente em sua brilhante atuação. Já Alec Baldwin levando foi óbvio, mas queria ver o Globo nas mãos de Carell, que quase sempre é preterido nestas premiações. Glee no palco não é inaceitável considerando a lógica da HFPA, que certamente adorou ter uma comédia/musical na categoria de Melhor Série Cômica ou Musical. Pra eles, um win/win. Pra mim, uma exaltação do hype que diverte, mas que está longe de ser uma ótima comédia. Sobre a melhor série dramática, podemos dizer que é repetido, que é esperado e batido, mas que é injusto, jamais. Mad Men é uma série excepcional, embora grande parte do público (inclusive eu) preferisse que qualquer outra levasse por mais popularidade. Por não ser uma premiação especializada em TV, podemos dizer que o Globo de Ouro até foi interessante e justo. Não havia muito espaço para grandes erros, é certo (a não ser que Simon Baker saísse vitorioso do Beverly Hilton) e o resultado foi até heterogênio, atendendo diversos gostos.
Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme de TV: John Lithgow, por Dexter
Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme de TV: Chloë Sevigny, por Big Love
Melhor Ator em Série Cômica ou Musical: Alec Baldwin, por 30 Rock
Melhor Atriz em Série Cômica ou Musical: Toni Collette, por United States of Tara
Melhor Série Cômica ou Musical: Glee (FOX)
Melhor Ator em Série Dramática: Michael C. Hall, por Dexter
Melhor Atriz em Série Dramática: Julianna Marguiles, por The Good Wife
Melhor Série Dramática: Mad Men (AMC)


