A Semana em Série, Parte II
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Gossip Girl “2×12: It’s a Wonderful Lie”: É uma pena que parte deste bom episódio de Gossip Girl resolveu colocar suas fichas nos resquícios do apagado romance entre Dan e Serena, que já deveria ter sido enterrado há muito tempo. Mas toda evez que tem festa (e quase sempre tem) o clima esquenta, ainda mais quando Blair e Chuck travam mais um joguinho de intrigas nos bastidores, ainda que um bem bobo e previsível como este que vimos. Jenny também resolveu dar o troco em Vanessa por ela ter “roubado” Nate e, mesmo ela tendo arrependido no final, acho que valeu a pena no final com o vestido transparente (não suporto a personagem). Por outro lado, a série se enfraquece quando a trama foca no elenco “senior” e aquele cligghanger envolvendo o acidente de Bart, um sujeito que é desprezível e não desperta a mínima empatia do público, foi totalmente ineficaz. Só espero que usem este acidente e o que decorrer dele à favor da trama para crescimento de Chuck.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 01/12/2008 na CW americana.
Dirty Sexy Money “2×08: The Summer House”: Tripp Darling já provou que não gosta de ser contrariado e sua mais recente aquisição foi o “não casamento” de sua filha com Simon Elder, às custas da felicidade da moça de uma reestruturação acionária de enorme porte na companhia. Mas podemos dizer que com Elder a briga foi até impessoal comparado com o que o patriarca fez com Nick, por este ter se envolvido com a estonteante Wrenn. É difícil para um sujeito que pode comprar tudo perder o que mais quer para um “zé ninguém”… Nos outros “núcleos”, infelizmente, não há nada de empolgante acontecendo. Até mesmo o caso entre Nola e Jeremy esfriou (Lucy Liu derrubando mais uma série?). A história do câncer de Andrea é puro clichê e Patrick Darling sem sua “amada” Carmelita não tem a menor graça. Dirty Sexy Money precisa começar a direcionar-se a um final, trazendo a resolução do caso Dutch George e com consequencias pesadas contra o responsável pela morte do pai de Nick que, ao meu ver, deve mesmo ser Tripp. Queria que não fosse.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 03/12/2008 na ABC americana.
Friday Night Lights “3×09: Game of the Week”: Podemos dizer que o episódio desta semana foi sobre investimento no futuro. De um lado, o preguiçoso Tim Riggins relutou até o último momento o encargo de ser o único de toda a família a pisar em um campus de faculdade, precisando ser praticamente arrastado pelo olheiro. De outro, temos Tyra, que vive o estigma de ser a “loira burra”, mesmo ela já tendo provado que não é e, da mesma forma que Riggins, precisou ser empurrada pela vida (no caso, pelo cowboy de rodeio) para acordar. Em Game of the Week, a cidade vibrou com mais uma vitória apertada dos Panthers nas playoffs, graças à brilhante atuação de Matt Saracen, ofuscando a estrela J.D. McCoy. Seria muito bom se essa rivalidade fosse explorada por mais tempo, principalmente para dar uma lição naquele pai dele. Tirando isso, muito pouca coisa relevante aconteceu, mas só de ver Lorraine Saracen novamente (na sempre incrível atuação da atriz Louanne Stephens) e a contagiante alegria de Buddy Garrity (Brad Leland) já valeu a pena!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 03/12/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.

Grey’s Anatomy “5×10: All By Myself”: Agora sim a presença de Denny Duquette na mente de Izzie começa a ser explicada por um motivo patológico, que aparenta estar em uma fase inicial, já que somente seu melhor amigo George demonstra percepção e preocupação. Shonda Rhimes também baixou uma nova “organização amorosa” que será muito interessante de acompanhar, especialmente entre McSteamy e Lexie Grey, além da nova dinâmica entre Alex com Izzie. Sadie e Callie também andaram trocando olhares, mas como noticiamos recentemente, parece que não vai passar disso. Finalmente também tivemos um caso realmente emocionante, que foi o da jovem que teve morte cerebral após um acidente e deixou a irmã mais nova em uma terrível situação. Mary McDonnel retornou ao hospital para reprisar o papel da cardiologista Dixon, desta vez de forma mais convincente como uma profissional que sofre da Síndrome de Asperger (a mesma do Jerry Espenson de Boston Legal) e eu gostaria de vê-la mais na série (quem sabe uma regular, com o fim de Battlestar Galactica). Grey’s Anatomy encerrou o ano de forma positiva, compensando muito bem o capenga início desta 5ª temporada. O drama retorna em nossa cobertura somente na Semana em Série do dia 12 de Janeiro.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 04/12/2008 na ABC americana.
The Office “5×09: The Surplus”: O que um pequeno superávit no orçamento da Dunder Mufflin Scranton não foi capaz de fazer, não? O escritório ficou dividido sobre como gastar a grana (se em uma nova copiadora ou em novas cadeiras), mas a situação ficou ainda mais complicada quando Michael descobriu que ele receberia uma bonificação se devolvesse o dinheiro à matriz. Mas o melhor do episódio se passou na Schrute Farms, com uma reviravolta no triângulo amoroso Dwight-Angela-Andy, já que o matuto Dwight (que sempre teve vantagem) teve a ousadia de casar-se secretamente com Angela em alemão durante o ensaio! Mesmo assim, eu ando achando estes episódios de The Office parados demais, já que a série sempre seguiu um ritmo mais frenético anteriormente. Espero que se recuperem.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 04/12/2008 na NBC americana.
30 Rock “3×05: Reunion”: Na reunião escolar de Liz Lemmon descobrimos com ela uma nova perspectiva sobre o seus anos de colegial. Ao invés de ser a nerd que todos provocavam, Liz era na verdade a encrenqueira da escola, que assediava todos os colegas sem nem saber. Jack, por sua vez, perdeu o seu tão almejado cargo de CEO, já que Don Geiss acordou do coma com muita disposição. Mas 30 Rock é outra comédia da NBC que está um pouco fora de forma, pois já entregou episódios muito mais brilhantes e divertidos. Aquela piada com Tracy e Jenna com inveja de Kenneth no elevador se estendeu demais e o capítulo encerrou muito do nada. Vamos ver se as coisas melhoram nos próximos episódios, que terão novos convidados especiais…
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 04/12/2008 na NBC americana.
As séries estão diminuindo com a chegada das festas, mas logo logo o Mid/Season estará aí com várias novidades, que imediatamente serão incorporadas na nossa cobertura. Aliás, está na hora de fazermos um balanço, não? Vocês acham que alguma série precisa deixar este espaço para dar lugar à outras? Opine!
True Blood “1×11: To Love is to Bury”: Tivemos dois episódios – um bom e outro ruim – dentro deste penúltimo capítulo. O ruim veio com a aborrecida subtrama de Bill com a sua mais nova cria, algo que seria até interessante de ver no início da temporada, pois contextualizaria ainda mais os procedimentos de “transformação” de humano em morto-vivo. Porém, no avançar da temporada, isso não funcionou, já que a série tem vários outros assuntos pendentes mais interessantes para serem tratados. Felizmente a parte boa de True Blood prevaleceu com a retomada do mistério do assassino de Bon Temps, que desta vez atacou a garçonete Amy. Contudo, permaneceu o mistério se o perseguidor de Sookie é o mesmo responsável pelas outras mortes como o ótimo cliffhanger indicou? Como sempre disse, True Blood atinge o seu ápice quando vira uma série de mistério e agora só falta mais um episódio para descobrirmos a verdade!
Heroes “3×09: It’s Coming”: Mais uma vez está aí a prova de que quando Tim Kring esforça-se um pouquinho mais consegue entregar um episódio acima da média. It’s Coming conseguiu ser consideravelmente melhor que o superestimado Villains da semana passada, reorganizando a polaridade “bem x mal” com a luta entre Angela e Arthur Petrelli. Mas a série já deu indícios de que não necessariamente quem temos como vilões são os que agem com interesses escusos e, por isso, me pergunto se não é Angela Petrelli quem devemos colocar no lado do “mal”, já que a todo tempo Arthur fala em salvar o mundo. Isso seria muito interessante se acontecesse, com os heróis descobrindo que estão lutando do lado errado. O episódio foi tenso, bem amarrado e trouxe ótimos momentos como os de Sylar e Elle e os embates entre Claire, Peter e os supostos “vilões”. Até mesmo o clássico ditado “Salve a cheerleader, salve o mundo” ganhou a importância que a primeira temporada não soube dar, agora que sabemos o que o sangue da garota traz. Apenas achei desnecessário Hiro voltando aos 10 anos de idade, se tornando ainda mais infantilizado do que já estava. Não consigo entender porque o melhor personagem da série é o único que segue marginalizado desde a temporada passada…
Chuck “2×07: Chuck Versus the Fat Lady”: Uau! Se antes comentei da falta de arcos episódios em Chuck, agora não posso mais reclamar! Em Chuck Versus the Fat Lady tivemos um dos melhores cliffhangers da série agora que descobrimos a verdadeira identidade de Jill, que foi apontada pela lista negra de seu chefe. Mas a pergunta que fica é: se ela sabia que eventualmente seria marcada, porque ajudou a recuperar o artefato na ópera? Tomara que a série não coma esta mosca, pois este foi mais um episódio divertidíssimo, principalmente com as sempre tensas interações de Chuck com Casey e também com a ameaça ao disfarce do espião geek na loja Buy More, graças ao irritante novo gerente que resolveu fiscalizar as saídas do herói (uma ótima troca, by the way, porque o chefe antigo era inexpressivo neste quesito). Esta série começou de forma bastante descompromissada e morna e se você parou de acompanhá-la, sugiro que retome os episódios. É diversão garantida!
Fringe “1×08: The Equation”: O ritmo tenso e o clima de mistério de Fringe me conquistou a despeito do aparente estado de estagnação da trama, já que os diversos (e sempre interessantes) casos isolados ainda trazem pouca conexão entre si. Apesar de todos os acontecimentos estarem ligados ao evento chamado de “Padrão”, reconheço que por enquanto não foi estabelecido nenhum forte elo entre, por exemplo, o caso do garoto gênio da música sequestrado neste episódio com o sujeito que tinha aquele parasita no coração no capítulo anterior e que estava infiltrado no FBI. Também faz tempo que não vemos 


Boston Legal “5×07: Mad Cows”: Estou uma semana atrasado com a série, mas em breve regularizo a situação. Às vésperas da eleição americana, Boston Legal vestiu a camisa democrata e declarou o seu voto à Barack Obama com uma das cenas mais memoráveis de toda a história da série: Alan e Denny, com visões políticas diametralmente opostas, travaram um colorido duelo de paint ball no meio do escritório enquanto “discutiam” sobre quem deveria ser o presidente eleito. Alan é sempre a voz da razão, mas é Denny, o repúblicano mais fervoroso da TV, quem é o responsável por fazer a maior campanha aos azuis com o seu fundamentalismo absurdo e caricato da “américa dos patriarcas”. Isso fora o caso das vacas loucas (com o retorno de Julie Bowen) que foi um show à parte… David E. Kelly decidiu que esta será a última e melhor temporada da série, agora que não têm mais nada a perder com “falta de patriotismo” ou falso moralismo! Precisamos urgentemente de mais séries assim, agora que o Crane, Poole & Schmidt está prestes a fechar as portas!
Dexter “3×06: Sí Se Puede”: Dexter e Miguel Prado definitivamente iniciaram um caminho sem volta agora que os dois se tornaram cúmplices de mais um “acerto de contas”. Mas para provar que está 100% apoiando o amigo, Prado foi longe demais para conseguir a próxima vítima, o que poderá custar a carreira de ambos. Mas concomitantemente a isto, o novo serial killer que arranca pedaços de pele dos envolvidos no caso Freebo vem emergindo, levantando sérias dúvidas sobre quem ele pode ser (sabemos que não é Dexter por causa de seu M.O.). Seria o próprio Miguel Prado? Eu gostaria de pensar que não, pois a meticulosidade que a “função” traz em nada combina com a acalorada persona do promotor. Dexter também está trazendo um ótimo desenvolvimento de suas tramas paralelas, especialmente com os dilemas enfrentados por Angel Batista e a ambigüidade do novo detetive Quinn (ora, quem sabe este é o assassino?). A temporada segue bastante promissora!
Entourage “5×09: Pie”: Entourage está virando sinônimo de primor, atingindo sempre o ponto alto de nossa cobertura semanal. A série subiu a um novo patamar, estabelecendo-se de vez no alto escalão das produções do primetime norte-americano. O que foram aquelas cenas das gravações de Smokejumpers, hein? Vimos apoteóticos momentos tratados de forma blazé e no meio de tanto fogo e explosões Vinny presencia suas falas sendo “roubadas” pelo ator Jason Patrick, rendendo um clima de conflito velado interessantíssimo (ah, e a piada sobre seqüência com água fazendo referência ao fracassado Speed 2 também foi ótima)! Mas o pior ficou para o fim, quando Vinny descobriu que foi o diretor quem retirou suas falas, aparentemente sem motivo (ou com um que ainda desconhecemos). Será que o filme sai desse jeito? Pie foi mais um episódio grandioso, que ainda abriu um novo horizonte para Ari, prestes a se tornar dono de mais uma agência. Que bom que a série já esta garantida para mais uma temporada!
True Blood “1×08: The Fourth Man in the Fire”: Poxa, True Blood segue com um ritmo muito bom, tirando aquele enorme erro de continuação (ou edição), já que quando Sookie se preparava para ir até o suposto túmulo de Bill estava chovendo horrores e, instantes mais tarde (pelo menos foi o que pareceu), ela andava no cemitério todo seco. Até deu pra curtir a “saída” do vampiro de dentro da terra, mas de início cheguei a achar que era um sonho. Tivemos storylines empolgantes, como o terrível sequestro do vampiro homossexual por Jason e Amy em busca de “V” e a comovente aceitação de Tara de que ela realmente pode estar com um demônio em si. Eu só não entendi porque a história dos assassinatos foi posta de lado para dar lugar à boba trama no bar Fangtasia. Bom, pelo menos sabemos que o cliffhanger será retomado daquele exato ponto, como acontece com todos. True Blood é definitivamente a melhor surpresa deste ano e cada episódio abre cada vez mais portas para não só uma, como várias temporadas de sucesso.
Friday Night Lights “3×05: Every Rose Has Its Thorn”: Finalmente Friday Night Lights retomou a triste história do ex-quaterback dos Panthers, Jason Street, que agora luta por sua independência financeira enquanto enfrenta os desafios de ser um pai de família paraplégico. Foi comovente acompanharmos as dificuldades que o rapaz passou para conseguir o empréstimo e comprar a casa de Buddy Garrit com o intuito de reformá-la, para no final ser abandonado pela mãe de seu filho. Matt Saracen também passou por um dos piores momentos de sua jovem carreira ao encontrar-se obsoleto, enquanto a estrela J.D. McCoy ascende na temporada, explodindo de raiva mais uma vez em frente ao treinador Taylor. A temporada segue intensa retratando as ilusões e desilusões da vida real dos habitantes de Dillon, Texas, provando que uma série teen não precisa se passar em um CEP famoso para ser boa. Não, mas Friday Night Lights não é apenas boa. É indispensável.
Dirty Sexy Money “2×04: The Silence”: Lisa George falou e falou de como os Darling sugam a vida de seu marido, mas assim que ela precisou de uma ajudinha de Jeremy para abrir a sua galeria, comprou seu ingresso sem devolução para o mundo de intrigas e mentiras que ela tanto repudiava. A cena mais marcante do episódio, contudo, foi a que Simon Elder revela para Nick o seu plano a longo prazo para tomar o controle das empresas Darling utilizando as ações de Karen. Por que ele fez isso? Não consigo imaginar uma razão, mas sei que o bilionário não dá ponto sem nó quando o objetivo é derrotar o seu rival Tripp. Aliás, esse último continua aprontando, chantagiando e persuadindo pessoas para conseguir atingir os seus objetivos. O mais interessante é que ele faz tudo isso soar plausível, sem se tornar maquiavélico como uma Patty Hewes da vida. Que vilão! Dirty Sexy Money emplaca mais um excelente episódio!
Grey’s Anatomy “5×06: Life During Wartime”: Owen Hunt retornou para ficar no Seatle Grace e transformou a unidade de trauma num verdadeiro chiqueiro para provar aos residentes que para salvar vidas em condições extremas o tratamento precisa ser “rápido e sujo”. Mas o médico esqueceu-se que ele não está mais no exército, e sim em um dos maiores e mais modernos hospitais do mundo. A temporada ganhou vigor com essa decisão do Chief de tornar o Seattle Grace o hospital nº 1 do país antes de se aposentar e, por conta disso, os casos da semana voltaram a ser interessantes. A dinâmica entre os residentes é outro aspecto de Grey’s Anatomy que agora chama a atenção, graças a uma “reorganização” amorosa, incluindo, é claro, o romance lésbico Torres x Hahn, com pitadas de Marc Sloane. O que eu apenas não consigo conceber é o chatíssimo relacionamento entre Meredith e Derek. Poxa, eles vão ficar nesse lenga-lenga até quando, hein? Eu até gosto de Meredith, mas o personagem “McDreamy” nunca desceu. Não sei se é por conta das limitações artísticas de Patrick Dempsey ou se é o ralo texto de Shonda Rhimes que entra num vortex de mesmice toda vez que ela vai escrever os storylines do neurocirugião. Alguém aqui não suporta mais esse cara? Tirando ele, ótimo episódio.
Kath & Kim “1×04: Money”: Mesmo com uma audiência baixa e críticas desfavoráveis, o canal NBC decidiu apostar no potencial de Kath & Kim que, como eu já disse aqui, realmente existe. Money foi o episódio “melhorzinho” até agora, porque seguiu num objetivo mais claro com os preparativos para o casamento de Kath e a obsessão desta por uma carruagem. Mesmo assim, esta continua sendo uma comédia que pouco faz rir: toda aquela cena com os cachorros pareceu sair de uma comédia pastelão, de tão mal executada. Falta muito para engrenar.
True Blood “1×07: Burning House of Love”: True Blood vem crescendo absurdamente a cada episódio, atingindo o seu ápice neste Burning House of Love. Boa parte deste capítulo mostrou as loucuras da mãe bêbada de Tara, fazendo com que o espectador repudiasse o comportamento da velha, já que ela acreditava piamente estar possuída por um demônio. Porém, momentos mais tarde, a fortíssima cena que se passou no trailer da curandeira certamente fez a filha (e todos nós) repensar os seus conceitos sobre a natureza das perturbações de sua mãe. A trama vai ficando cada vez mais densa e agora todas as histórias paralelas (junto a principal) estão interessantes: a libertação de Sookie, Jason e seu vício em sangue de vampiro e finalmente a estranha atitude de Bill que rendeu o melhor cliffhanger até o momento. Outra coisa interessante é que a série não possui lapso temporal entre episódios, que sempre iniciam-se na última cena do anterior. True Blood alcançou todo o seu potencial e estabeleceu-se como um dos melhores frutos desta temporada 2008/2009. Alan Ball não decepcionou.
Boston Legal “5×05: The Bad Seed”: É complicado como que o novo estilo de vida moderno, supostamente criado para facilitar as relações humanas, acaba tendo diversas implicações jurídicas antes inimagináveis. Em The Bad Seed, a fertilização in vitro através de agências de doadores de esperma anônimos precisou ser provocada para esclarecer a terrível coincidência do casal de jovens namorados que eram, de fato, irmãos oriundos do mesmo doador. Nada que Crane Poole & Schmit não resolva, mas o estrago em dois adolescentes apaixonados é irreversível. Já Alan e Denny seguiram em seu espetáculo à parte, desta vez litigando contra o exército americano, levantando mais um tema político de grande relevância: militares têm direito à indenizações por erro médico nos hospitais das forças armadas? Segundo a Lei federal norte-americana, não. Mas quem disse que leis são perpetualmente imutáveis? Existe a parte fictícia (e boa) de Boston Legal, mas é através de casos como este, que acontecem de verdade, que a série se torna realmente louvável, promovendo uma boa discussão. É uma pena que está acabando…
My Own Worst Enemy “1×02: The Hummingbird”: Henry Spivey e Edward Albright são dois inimigos que, graças a uma avançada tecnologia, por muito tempo conviveram pacificamente dividindo o mesmo corpo! Pois é, enquanto um é espião trabalha em perigosas missões (SD6?), a função do outro é a de manter o disfarce, mas isso ultimamente está sendo difícil por conta de uma falha no complexo sistema de “acordar” as personalidades dormentes. Assim, começou a ficar comum o pacato Henry acordar no meio de um “trabalho” que Edward estava conduzindo e agora os dois precisam combinar uma forma de não colocarem em risco a vida um do outro. Bem executada, apesar das limitações de seu forçado roteiro, a série continuou eficaz em dar um tom plausível a esta absurda história e o resultado está superando as expectativas (que eram baixas, reconheço). No segundo episódio, Edward “acordou” na vida de Henry, e este descobriu que seu alter ego é capaz de fazer coisas inimagináveis. Contudo, é difcil prever se a série vai pegar. Por enquanto ela continua em probation em nossa cobertura, já que a NBC é mestre em cancelamentos precoces. Vamos torcer para que pegue.
Friday Night Lights “3×04: How The Other Half Lives”: As coisas complicaram para Eric Taylor agora que ele precisou tomar uma importante decisão: Saracen ou McCoy? Enquanto a estrela do estadual demonstra sérios sinais de cansaço em virtude do excesso de responsabilidades sobre seus ombros, o novo riquinho da cidade desponta como um quarterback capaz de até mesmo superar a lenda Jason Street. Como o treinador não dá o braço a torcer nem pra ele mesmo, acabou escolhendo um inusitado revezamento entre os dois, o que pode gerar ainda mais conflitos no time que acaba de perder Smash Williams. Aliás, toda a saga do garoto Smash nesta temporada foi memorável, reerguendo-se das cinzas após ter sua carreira praticamente encerrada. Ele deixará a série, abrindo espaço para o encore de Jason, que já se inicia na próxima semana. Com mais um tocante episódio, a pequena Friday Night Lights continua comprovando a sua força dramática nesse mar repleto de grandes produções. Esta série é a prova inequivoca que o que uma boa produção consegue sustentar-se em um bom roteiro e excelentes atuações (e uma ajudinha da DirecTV, claro). Deveria continuar por muito mais tempo.
Dirty Sexy Money “2×03: The Star Witness”: Bom, tirando aquela horrível visita de Brian ao “Brasil”, que definitivamente não era São Paulo (tinha imagens do Rio e Salvador lá), este foi mais um show de Dirty Sexy Money. O foco continua sendo o julgamento de Letitia Darling pela morte de Dutch George e a convicção de Nick que a matriarca não foi a assassina, a despeito do que disse sua própria mãe que não via há mais de 30 anos. Afinal, o que aquela família tanto esconde? Já pensaram na possibilidade de Dutch ainda estar vivo? Tudo que vimos foi um helicóptero ao mar com os pertences do velho advogado e eu imagino que trabalhar para os Darling fazendo aquela quantidade de serviços sujos inevitavelmente pode ter levado o sujeito a querer desaparecer. Desta vez o ponto alto do episódio ficou com Lisa George em uma franca conversa com Karen Darling. É uma pena que esta série está com problemas de audiência nos EUA, pois certamente é um dos melhores dramas atualmente em exibição. Espero que a série não se vá antes de revelar os mistérios da família “queridinha”.
Life on Mars “1×03: My Maharishi Is Bigger Than Your Maharishi”: Esta versão americana de Life on Mars é mais uma série que deixa a nossa cobertura semanal, pois em apenas três episódios o drama rendeu-se a um sentimentalismo barato, desnecessário, tirando ainda o foco da trama principal, que deveria ser o mistério acerca da bizarra condição que fez o detetive Sam Tyler “viajar no tempo”. Não duvido que a série possa até emplacar, já que a original é excelente. Contudo, a produção americana dá muitas voltas, ficando aquém da homônima britânica que, ao todo, tem apenas 16 episódios. Não ajuda também o fato do final ser largamente conhecido pelos fãs, tornando a série inteira um grande filler para o que já sabemos que vai acontecer. Assim, deixaremos para comentá-la integralmente no Season Pass, ao final da temporada.
Grey’s Anatomy “5×05: There’s no ‘I’ in Team”: Lidar com seres humanos em qualquer área já é uma tarefa complexa e a potencialidade de situações de risco aumenta exponencialmente quando estamos em um hospital. Mas a barra que Miranda Bailey precisou segurar superou grandes crises já vividas no Seattle Grace: conduzir uma sempre desgastante “cirurgia dominó”. Foram 12 pacientes e 6 transplantes de rim que precisaram ocorrer ao mesmo tempo para evitar que alguém desista no meio do caminho. Chega até ser triste pensar que este tipo de cirurgia realmente precisa ser feita desta forma, não é mesmo? Os problemas também não param de pintar para Meredith e Sheppard, agora que ele foi publicado e creditado pelo clinical trial que conduziu com sua atual namorada na temporada anterior. Mas o que mais surpreendeu nesta história foi a reação do doutor ao ser questionado porque ela não foi incluída no destaque do periódico, já que foi ela quem deu a idéia e operacionalizou tudo. O cara simplesmente de uma lição de moral totalmente sem noção na moça que apenas queria o reconhecimento de seu parceiro e de mais ninguém. Ah, e finalmente um casal que retorna ao spotlight é Izzie e Alex e todas estas mudanças e acontecimentos vistos em There’s No ‘I’ in Team deram o gás que a temporada estava precisando para acontecer. Shonda Rhimes voltou a ser Shonda Rhimes e apenas os calientes momentos entre Erica e Torres já valeram o episódio.
Dexter “3×03: The Lion Sleeps Tonight”: Dexter está em uma situação dificílima e pra lá de instável, tendo como cúmplice na morte de Freebo um sujeito que é simplesmente o poderoso promotor de Miami. Não bastasse isso, toda a polícia caça sujeito, já que acreditam que ele está vivo e Dexter ainda precisa conviver com os conflitos em se tornar papai. Aliás, esta nova “condição” do assassino inevitavelmente levou-o a perseguir um tipo inédito de criminoso: os pedófilos. Afinal, ele agora tem uma família para proteger (embora tenha ficado forçado o cara tirando fotos logo de Astor e Cody). Mesmo sendo um típico filler, em que a história em si avançou muito pouco, o episódio serviu para contextualizar muito bem a delicada situação em que todas as partes se encontram, inclusive Debra e o departamento de polícia que está ficando cada vez mais eficiente para o desespero de nosso herói e seu mais novo “melhor amigo”. O destaque do episódio vai pra Jimmy Smits desta vez, que está fenomenal como o impulsivo Miguel Prado.
Entourage “5×06: Redomption”: Bom, depois de cinco excelentes episódios em sequencia, Entourage deu uma leve acalmanda, mas ainda assim continuou acima da média. Não curti muito a história paralela de Vince e Eric com aquele caso do amigo Don, mas Johnny Drama salvou o dia bancando a estrelinha mimada com o seu novo assistente Turtle. Aliás, esta situação lembrou muito o episódio de Friends em que Chandler trabalhou para Joey nas mesmas condições. Até hoje não sei como Drama ainda não foi despedido da série Five Towns (mas parece que isso está na iminência de acontecer). Ari Gold, claro, mais uma vez foi o centro das atenções com aquela aposta de golf que culminou na morte (!) de Alan Grey. Alguém lá em cima (ou embaixo) gosta muito de Vince e de sua entourage, já que agora o filme Somekejumpers deve contar com sua ilustre presença.
Heroes “3×05: Angels and Monsters”: Será que Heroes tem salvação? Me pergunto isso pois enquanto assistia a este episódio um amigo chegou e me infagou se eu estava vendo Charmed, por conta daquela cena em que um vilão criava buracos negros em sua frente. A impressão que dá é a de que a série se perdeu depois do roteiro dar tantas voltas e que vai ser muito difícil sair dessa. Vejamos: Claire resolveu ir numa busca aos vilões que escaparam do Level 5, mas a ameaça deles à humanidade não foi claramente estabelecida; não conseguimos saber a natureza das intenções da Companhia e quem joga de qual lado, o que é fundamental numa série que se baseia em quadrinhos e as várias tramas paralelas voltaram e estão longe de colidirem. Isso sem contar no excesso de personagens que precisam frequentemente entrar ou retornar ao drama para trazerem algum sentido à bizarra história. Está difícil e muito chato continuar a acompanhar Heroes, especialmente nas cenas de Mohinder, que virou “A Mosca”. Quem sabe já não passou da hora de pararmos com isso. Charmed durou 8 anos.
Chuck “2×03: Chuck Versus the Break-Up”: Como eu já disse aqui, Chuck finalmente encontrou o seu ritmo e vem trazendo uma ótima sequencia de episódios. A trama avança bem a cada semana sem perder o seu charme e neste Chuck Versus the Break-Up tivemos a volta de Bryce Larkin criando um clima de conflito no relacionamento de Chuck e Sarah, enquanto todos trabalham para resgatar o microchip das mãos de um vilão. A série voltou a suas origens agora que o intersect foi atualizado (eu me perguntava como iriam fazer isso), numa cena genial. As situações na Buy More também foram engraçadas, mas sinto falta de uma interação maior entre o pessoal da loja e o mundo da espionagem para a série ficar completa. Se o propósito de Chuck é trazer uma diversão inteligente, mas descompromissada, estão cumprindo-o muito bem.
Friday Night Lights “3×03: Hello, Goodbye”: Eric Taylor nunca foi de dar o braço a torcer, ainda mais quando toda a cidade de Dillon quer uma coisa e ele quer outra. Íntegro, convicto, mas cabeça-dura ao extremo, ele é daqueles que precisa aprender errando e está claro pra todo mundo (menos pra ele) que a era de Matt Saracen acabou. O problema é que concomitantemente a isso estão tentando empurrar o garoto McCoy, que além de jovem e talentoso, é um dos poucos ricos da cidade. Por isso é com o bico torcido que o treinador precisa comparecer à festa de início de temporada na mansão dos novatos na cidade, que deveria estar sendo realizada na humilde residência dos Taylor. Decisões importantes também precisaram ser tomadas por Smash Williams sobre o seu futuro profissional, agora que recebeu uma proposta de se tornar o gerente regional da cadeia de lanchonetes pra qual trabalha. Friday Night Lights segue com um ritmo competente, lidando de forma muito delicada e sábia com os seus personagens, inclusive com o o núcleo da família Riggins e suas constantes dificuldades. Mais um ponto para a série!
Grey’s Anatomy “5×04: Brave New World”: Bitolada no louco mundo das cirurgias, que envolve diversas horas sem dormir, brigas, cansaço e muito estresse, Christina Yang ficou absolutamente deslumbrada com a rotina de trabalho do departamento de dermatologia do Seattle Grace e começou a repensar os seus conceitos e preconceitos sobre a especialidade. Isso indiretamente levou-a também a questionar sua rotina de trabalho. Repensar, aliás, foi o que Karev fez sobre o seu comportamento que constantemente hostiliza os que estão à sua volta e Meredith começou a mudar, aceitando as suas diferenças com Derek. Antes o fato dele ter invadido o sagrado espaço de sua mãe seria motivo para expulsá-lo de casa e essa evolução dos personagens culminou numa evolução da própria série. Brave New World abriu o espaço para a boa mudança, fazendo com que este seja o primeiro ótimo episódio desta nova temporada. Que continuem crescendo.
The Office “5×02: Business Ethics”: Talvez a pessoa menos indicada do mundo para falar de ética profissional é Michael Scott: “…quando descobri o YouTube não trabalhei por uma semana!“. Hilário! A interação inédita dele com o RH também rende ótimos momentos, fazendo todo mundo torcer por Michael & Holly da forma com que torcemos para Jim & Pam. A série mais uma vez passou dos limites, trazendo uma revelação inusitada de Meredith, que recebia descontos de fornecedores em troca de “favores sexuais”! Esses roteiristas…
Dexter “3×02: Finding Freebo”: Agora que sabe que vai ser papai, Dexter enfrenta um inevitável dilema em sua mente: será que seu filho herdaria os seus instintos assassinos? Seria melhor abortá-lo, tornando o bebê uma de suas vitimas? Estas e outras divagações tomaram conta deste incrível episódio da série e mais uma vez a história tomou um rumo totalmente inesperado. Livre do Código de Harry, o mundo de Dexter virou de cabeça para baixo quando o passional Miguel Prado presenciou o pós crime do nosso assassino favorito, numa cena que certamente fez muita gente pular do sofá. Mas surpreendente mesmo foi a reação do promotor que, mais tarde, descobriríamos estar ali pelo mesmo motivo que Dexter: fazer justiça com as próprias mãos. O fato abriu definitivamente todas as portas para mais uma promissora temporada. Dexter novamente se reinventou e garantiu o status de melhor drama atual.
Entourage “5×05: Tree Trippers”: De tempos em tempos presenciamos na TV episódios de séries que transcendem a tela e se tornam épicos instantâneos. Desta vez a jornada de Vinny Chase e sua entourage até o famoso parque/deserto Joshua Tree rendeu um destes clássicos atuais. O motivo da viagem? Entrar em contato com a natureza para que Vinny decida de uma vez por todas se vai estrelar a refilmagem caça-níquel de Benji ou se irá se dedicar ao promissor Smokejumpers, do qual nem convidado é (escolheu este último, óbvio). É claro que o destaque da série é Jeremy Piven, que ao longo desta temporada trabalha para garantir o Emmy 2009, o seu 4º consecutivo pelo mesmo papel. Ora, só pode. Ari Gold sob o efeito de “cogumelos mágicos” já é o highlight deste ano e Rex Lee como Lloyd também estava simplesmente brilhante. Com uma fotografia pra lá de deslumbrante, este simples, porém imprescindível episódio de Entourage já figura como um dos melhores de toda a série e do gênero.
Heroes “3×04: I Am Become Death”: Longe ainda de atingir o seu verdadeiro potencial, a 3ª temporada de Heroes começa a trilhar o caminho certo. Aos poucos a premissa “Vilões” vai tomando forma com a indicação que os maiores inimigos dos heróis podem estar latentes dentro de cada um. Num futuro onde a fórmula roubada de Hiro está acessível a qualquer cidadão que dispõe de pronto pagamento, Peter Petrelli seguiu no seu calvário temporal apos a captura de seu “eu” posterior. Para a surpresa de todos, o futuro revelou um Sylar bonzinho e criando um filho e a determinação de Claire em executar o seu poderoso tio trouxe uma explosiva consequencia. Como eu disse, Heroes segue no caminho certo, mas dá muitas voltas (incusive no tempo) para chegar ao seu objetivo e isso, na maioria das vezes, é bem maçante de acompanhar. Talvez se o roteiro seguisse uma trajetória mais linear a série definitivamente engrenaria de vez. Por enquanto continua na promessa.
Chuck “2×02: Chuck Versus the Seduction”: Acho que pela primeira vez desde o piloto, Chuck encontrou o seu melhor momento e apresentou um episódio redondinho e equilibrado. O percalço pelo verdadeiro Cipher acabou exigindo que o herói seduzisse a misteriosa viúva-negra Sasha Banacek (Melinda Clarke, de The OC), com a ajuda de um inusitado espião, interpretado pelo ótimo John Larroquete (de Boston Legal). O núcleo “Buy More” também teve uma revitalizada com as constantes confusões do novo gerente e a captura de Casey e Sarah também criou um ótimo cliffhanger para o próximo capítulo. Leve e descontraída, a 2ª temporada de Chuck está sendo uma surpresa bastante agradável.
Prison Break “4×07: Five the Hard Way”: Que bom que Prison Break segue avançando consideravelmente em sua trama, sem dar voltas como várias séries de ação fazem. Aqui tudo está caminhando para um objetivo concreto: a busca por Scylla e a invasão do QG da Companhia para decifrá-lo. Em Five the Hard Way Lincoln e parte da turma seguiram para Las Vegas atrás do 5º cartão, enquanto Scofield ficou para cuidar da parceria T-Bag/Gretchen. Na cidade do pecado, Sucre recebeu do portador do cartão uma proposta muito indecente, mas ao final inesperada por todos e Roland pode ter colocado todo o plano a perder com a apreensão do aparelho, fazendo com que o 6º cartão, de posse do general, terá mesmo que ser roubado. Infelizmente o episódio não foi impecável por causa do ato final envolvendo T-Bag, mais uma vez poupado por Scofield.
Friday Night Lights “3×02: Tami Knows Best”: Tami Taylor colheu os frutos de sua polêmica decisão de realocar os fundos do telão Jumbo Tron para fins acadêmicos, o que para a cidade que vive em função do esporte chega a ser uma heresia. Além de ter comprado briga com os peixes grandes de Dillon, ela pos em risco seu próprio casamento. Comovente foi a situação que Matt Saracen se encontrou, sendo obrigado a procurar emancipação para virar o guardião de sua guardiã. Lorraine sofre com demência e o garoto precisou recorrer à mãe que o abandonou para pedir a autorização de virar um adulto e suportar uma pesada carga de obrigações. O talento do ator Zach Gilford é invejável e a cena do encontro entre mãe e filho foi contida, mas tensa e muito bem executada. Friday Night Lights continua tratando de problemas sérios e reais, como a dificuldade de Smash Williams em entrar para uma faculdade lesionado e a forma que Tyra encontrou para vencer as eleições no colégio, tornando-se aquilo que vem lutando pra ser: um objeto sexual. Estou apenas sentido falta de Jason Street, mas sei que em breve saberemos o que aconteceu com o rapaz. Esse foi mais um touchdown da melhor série teen já produzida.

Dexter “3×01: Our Father”: Embora cada temporada de Dexter inicie e complete um ciclo, sem deixar cliffhangers para a próxima, é notório o crescimento do personagem principal ao longo dos anos. Hoje ele se conhece mais e melhor e por isso decidiu fazer uma livre e profunda revisão do Código de Harry, o conjunto de leis e normas que seu pai adotivo deixou como legado. Mas esta foi uma terrível decisão do nosso herói serial killer, pois algo inédito em toda a sua jornada aconteceu: ele matou o sujeito errado por impulso. Pior, a vítima era o irmão de um poderoso promotor de Miami. Há quem diga que este começo de temporada foi “morno”, mas eu discordo. É exatamente porque a série se renova a cada ano que esta deverá ser uma das mais intimistas temporadas, já que Dexter precisará conviver, pela primeira vez, com esse fardo enorme em sua consciência, sem contar na bombástica e inesperada gravidez de Rita. Pois é, Dex vai ser papai. Um excelente início de temporada para o melhor drama da atualidade.
Entourage “5×04: Fire Sale”: Enfim chegamos no ponto alto desta temporada, que instaurou a verdadeira batalha no (sub) mundo do showbizz. Afinal, quem levará a melhor? O sensato, mas inexperiente Eric ou o escolado, porém impulsivo Ari? Os dois chegaram em uma situação impossível depois de articularem muito para conseguirem vender o roteiro: a oferta de Ari tem Vince em um papel secundário, mas com um preço baixo pelo texto e a de Eric tem um excelente preço, mas sem Vince na jogada, já que Alan Grey, da Warner (estúdio que produziu o esnobado Aquaman 2), é o comprador. As cartas estão na mesa nesse mercado onde estúdios compram um roteiro apenas para não deixarem o concorrente por as mãos e mais uma vez o astro em declínio colhe os frutos de sua arrogância e inconsequencia. O episódio ainda trouxe Johnny Drama em um dos piores momentos de sua carreira (e, mais uma vez nesta temporada, um dos melhores de toda a série), humilhado em rede nacional no programa The View. Entourage continua arrasando no topo de nossa cobertura!
Heroes “3×03: One of Us, One of Them”: Neste episódio começamos a vislumbrar a direção que a temporada pretende tomar, despertando um lado desconhecido em heróis e vilões, na clássica filosofia “Ying & Yang”. Por isso nós vimos uma Claire amargurada e perdida ao ter que aceitar seu eterno destino e, ao mesmo tempo, Sylar nobremente trabalhando (ou quase isso) lado a lado com Noah Bennet. Mas infelizmente Heroes é uma série que não consegue desvincular-se de suas amarras, trazendo sempre à tona alguma storyline repetida e desinteressante, como a jornada de Parkman com o “Isaac Mendez” africano e mais uma aborrecida personalidade (ou clone) de Nikki/Jessica, a mulher “Sub-Zero” Tracy. Outra coisa que incomoda muito é a nada inspirada edição, que constantemente falha na tentativa de concatenar inúmeras tramas paralelas em um único episódio. São tantos personagens que às vezes você até esquece que tal herói existe ou o que ele estava fazendo. É uma pena também que voltaram a transformar Hiro em um bocó, com um alivio cômico que não serve à história. Precisamos fazer muitas concessões para continuar acompanhando Heroes, porque ficamos sempre esperando os momentos geniais que eles sabem fazer. O problema é que às vezes isso demora demais.
Chuck “2×01: Chuck Versus the First Date”: Esta é outra série do canal NBC que precisamos engolir muito sapo em prol da diversão. Em dois momentos idênticos neste mesmo episódio de estréia da 2ª temporada, o gigante interpretado por Michael Clarke Duncan precisa ameaçar jogar Chuck de uma sacada apenas para tomar um objeto que está em suas mãos! Como assim? Mas tirando isso, Chuck Versus the First Date conseguiu estabelecer-se melhor como uma comédia do que como uma comédia de ação, rendendo ótimas situações. Aquela cena em que o atual Intersect engana todos os vilões utilizando apenas um telefone e o cérebro geek de seu escudeiro Morgan foi divertidíssima. Acertada também foi a inclusão de um objetivo mais claro na série, com a destruição do novo Intersect e os inevitáveis e promissores desenrolares deste ataque. Em suma, Chuck voltou a divertir (porque os últimos episódios da primeira temporada estavam chatíssimos) e continuaremos a acompanhá-la por aqui.
Prison Break “4×06: Blow Out”: Prison Break entrega mais um episódio sólido e muito bem executado. Sem perder tempo, a história já começou no meio da busca por mais um cartão Scylla, que acabou culminando na prisão de Mahone e despertando reações diversas sobre como proceder em situações como esta. Felizmente Michael Scofield deu uma de Harry Houdini (ou Criss Angel) e armou um elaborado plano de resgate no fórum, deixando até o implacável Wyatt de boca aberta. O episódio até nos levou a pensar que iriam abandonar Mahone lá (a série adora fazer isso), mas ainda bem que trilharam outro caminho. Gretchen finalmente fez um retorno triunfal integrou o núcleo T-Bag, o que deverá render ótimas situações nos próximos episódios. A 4ª temporada de Prison Break definitivamente se estabeleceu como uma das melhores de toda a série, perdendo apenas para a primeira, claro.
Gossip Girl “1×05: The Serena Also Rises”: Esta temporada de Gossip Girl está cada vez mais surpreendente, com excelentes episódios em sequencia. O roteiro está dosado, todas as tramas paralelas estão interessantes, até mesmo as da família Humphrey. Este capítulo marcou a definitiva ascensão da socialite Serena em detrimento da amiga Blair, que é uma compulsiva por atenção. É claro que o tema é frívolo ao extremo, mas é mérito da série fazer com que nos importemos com pessoas tão fúteis como as upper east siders. Mas desta vez o destaque absoluto foi Chuck Bass e sua jornada auto destrutiva que envolveu Dan, já que este buscava inspiração para um de seus contos. O ator Ed Westwick conseguiu explorar muito bem esta nova camada dramática introduzida pela culpa que o personagem carrega por ter “matado” sua mãe no parto. Toda semana a turma de NY dá um show sobre como fazer uma série teen que leva seu público a sério, transcendendo a barreira da idade como poucas até hoje conseguiram.
Dirty Sexy Money “2×01: The Birthday Present”: A greve dos roteiristas acabou sendo positiva para as séries estreantes da temporada passada, pois grande parte delas está voltando com uma qualidade jamais vista. Este é o caso de Dirty Sexy Money que atingiu o seu melhor momento nesta agitada estréia. Começando pelo fim (o que é sempre interessante), o capítulo foi centrado nos preparativos para a grandiosa festa de aniversário que os Darling prepararam para o advogado Nick George e na acidental morte da mulher de Patrick. Porém, as circunstâncias desfavoreceram totalmente o candidato ao Senado americano e os desenrolares da farsa que criaram para encobrir a morte foram bombásticos: uma casa de campo destruída e a traição da mulher de Nick com Jeremy Darling (que beijo aquele, não?). Igualmente surpreendente foi a prisão de Letitia Darling pela morte de Dutch, já que todo mundo esperava o mandado de prisão para Patrick (um ótimo trabalho da direção, diga-se de passagem). Dirty Sexy Money voltou com tudo e esta temporada promete!
Friday Night Lights “3×01: I Knew You When”: Com um tema bastante específico e restrito, é impressionante como que cada frame de Friday Night Lights torna a série grandiosa e única. Após um considerável salto temporal, os dilacerados Dillon Panthers iniciaram a temporada 2008 sem perspectivas concretas de vencerem mais um campeonato, mas Eric Taylor nega com veemência este fato. O time está desfocado, Smash Williams ainda se recupera de uma grave lesão e Matt Saracen já não consegue a posição de destaque. Aliás, as palavras do pai de um proeminente talento jovem foram as mais sensatas: o fato do treinador Taylor ter transformado um jogador medíocre na estrela do Campeonato Estadual mostra o quão competente é o treinador. Mas acima de tudo, Friday Night Lights continua usando o esporte como pano de fundo para o verdadeiro drama teen da vida real. No lugar de intrigas e brigas de ego em bailinhos milionários, em Dillon, Texas os problemas ganham outra dimensão, como a difícil luta de Tami Taylor para organizar as prioridades do orçamento escolar e a batalha de Tyra para mudar o triste futuro que ela enxerga através da irmã e da mãe. Que bom que a DirecTV salvou esta impecável e cuidadosa produção do cancelamento. Clear eys, full heart… Can’t lose!
Pushing Daisies “2×01: Bzzzzzzzz!”: Depois de nove meses, duas semanas, cinco dias e vinte e três horas, o sol nasce e estamos de volta ao maravilhoso mundo de Couer d’ Cour. Eu confesso que por mais que eu adore este show, o episódio em si não me conquistou, já que a apresentação e resolução do “caso da semana” foi desinteressante. Em Bzzzzzzzzz! uma disputa corporativa e mórbida na indústria do mel só serviu para afastar a trama do trilho principal. Os fatos são estes: os melhores momentos de Pushing Daisies ocorrem quando a história está diretamente centrada em seus protagonistas, que, por si só, já são suficientes para sustentar a série. Basta ver a engraçadíssima epopéia de Olive no convento (numa divertida homenagem à Noviça Rebelde) ou os quase encontros de Lily e Vivian com a ex-falecida sobrinha Chuck. Tecnicamente, Pushing Daisies segue irrepreensível, como se cada cena fosse pintada à mão, mas já passou da hora desta série engrenar com um storyline verdadeiramente empolgante e breathtaking como o resto da produção.
The Big Bang Theory “2×02: The Codpiece Topology”: Foi acertadíssima a volta de Leslie Winkle à série como o novo interesse “romântico” de Leonard e, de quebra, trazendo um “arqui-inimigo” para Sheldon. A forma com que ela lida com o “amor”, como se fosse o mero fruto de uma experiência bioquímica e sociológica é divertidíssima, rendendo os melhores momentos deste episódio. Ela deveria ser uma personagem fixa, porque Rajesh e Howard não estão nada bem nesta temporada.
How I Met Your Mother “4×02: The Best Burger in New York”: Este atípico episódio de Mother trouxe uma crônica sobre o resgate de valores culturais de uma cidade que cada vez mais se torna impessoal, mecânica e tomada por franquias de multinacionais. Digo atípico, porque para contar essa história o capítulo se tornou maçante, com apenas uma piada boa aqui e ali (o Goliath National Bank de Barney estragando e salvando a noite e a foto do apresentador Regis por toda Nova York). Já vimos melhores.
Two and a Half Men “6×02: Pie Hole, Herb”: Continuo achando Two and a Half Men extremamente repetitiva e sem nenhum atrativo. As mesmas piadas são exaustivamente revividas. Quantas vezes já vimos Alan sendo expulso do bachelor pad de Charlie por seu comportamento neurótico e mesquinho para depois vermos ele voltar pedindo desculpas? Isso sem contar na óbvia e previsível piada com Jake sendo substituído por um macaco… A série precisa urgentemente se renovar.
Estamos encerrando a cobertura da temporada 2007/2008 no blog e por isso chegou a hora de eliminar totalmente as pendências para a volta da Semana em Série a partir de Setembro. Como vocês sabem o post semanal com os comentários dos episódios exibidos nos EUA precisou ser interrompido por causa da bagunça no schedule causada pela greve dos roteiristas. Por isso, faremos o Season Pass em Série com comentários gerais das temporadas completas das séries que ficaram faltando. Vamos lá!
Dirty Sexy Money, 1ª Temporada: Esta série chegou muito bem focada em seu objetivo, mas com o passar dos episódios ficou evidente que o roteiro começou a “passear” demais. Com apenas 10 episódios, ainda assim a 1ª temporada conseguiu terminar com um saldo positivo. Ironicamente algumas histórias paralelas conseguiram ganhar mais destaque que a trama principal. Falo das peripécias de Patrick, Brian e Jeremy Darling em detrimento daquela chatíssima indefinição sobre as verdadeiras intenções do bilionário Simon Elder e se Tripp Darling é vilão ou mocinho. É claro que boa parte das críticas à série precisam ser relevadas, pois não houve chance da história se desenvolver em virtude da paralisação (aliás, essa vai ser uma afirmação constante nesta matéria). Maldita greve! Enfim, essa é uma produção que acompanharemos quando retornar em 1º de Outubro, pois mostrou ser uma “novelinha” com um texto inteligente e cheio de reviravoltas. As atuações de Peter Krause, William Baldwin e Donald Sutherland se destacaram e no 2º ano ainda teremos Lucy Liu no elenco!

How I Met Your Mother, 3ª Temporada: Há um dilema em How I Met Your Mother que poderia ser previsto desde o início da série. Afinal, qual é a hora ideal para revelar quem é a tal “mãe”? Em um season finale? Em um series finale? Talvez. Certamente não concebida para durar tanto, a excelente comédia começou a desandar perto do final de sua 3ª temporada por conta das expectativas frustradas e a demora da revelação (será que é Sarah Chalke?). Mesmo assim, Mother é minha sitcom favorita e não estou nem aí pra quem será a mulher de Ted enquanto continuarem a fazer o que fazem tão bem. Bom que o hype gerado pelas participações de Britney Spears (que não estava ruim, mas também não estava espetacular) serviu para colocar esta série sob os holofotes e o 4º ano está garantido. Destaque para os episódios The Chain of Screaming, Rebound Bro e o excelente Miracles. Uma série que sempre brinca de forma brilhante com sua estrutura narrativa, How I Met Your Mother definitivamente mostrou que veio pra ficar.
Chuck, 1ª Temporada: Um dos maiores problemas de Chuck é a constante oscilação entre momentos geniais e outros ridiculamente infantis, principalmente quando eles querem ser mais uma série de ação do que uma comédia descompromissada. O constante “meio-termo” da criação de Josh Schwartz impede o crescimento desta comédia. É claro que as referências pop estão sempre presentes, mas isso não é o suficiente para o sucesso desta produção (vide The Big Bang Theory, que faz referências do tipo em um contexto bem estabelecido). Falta roteiro. Ou melhor, falta objetivo no roteiro, que muitas vezes parece dar voltas desnecessárias como a inconsistência de Sarah com relação a Chuck e os infinitos furos na história que, ao contrário do aque acontece com Prison Break ou 24, aqui não servem à trama. O resultado disso é que Chuck se tornou uma série esquecível, que não fazemos muita questão se estará de volta ou não. Ou você realmente lembra tudo sobre o cliffhanger e está contando os dias de saudade para rever Chuck, Morgan, Ellie e Casey?
Reaper, 1ª Temporada: É uma pena que Reaper começou a engrenar somente em seus episódios finais. Muitos dos problemas vistos nesta série são os mesmos que apontei em Chuck: a falta de objetivo no roteiro e atuações apenas medianas. Aliás, tirando Ray Wise em sua divertida encarnação do Diabo, não podemos dizer sequer que temos boas atuações ali. Isso sem contar que a maioria dos episódios segue sempre a mesmíssima estrutura narrativa (aparece uma “alma” nova, Sam recebe o contêiner, arruma confusões na loja, perde a garota e no final salva o dia), o que deixa tudo demasiadamente previsível e chato. Reaper precisa utilizar a boa atmosfera que conseguiu criar para chamar a atenção na 2ª temporada com histórias que transcendam os 40 minutos do episódio.
Friday Night Lights, 2ª Temporada: Tirando a ausência de um final decente, o que não foi culpa da série e sim, é claro, da greve dos roteiristas, eu não tenho nenhum comentário negativo sobre a 2ª temporada de Friday Night Lights. Ao invés de vermos “mais do mesmo”, a nova temporada desta magnífica série começou muito bem com a saída do treinador Eric de Dillon para trabalhar em seu emprego dos sonhos na TMU em Austin. O que manteve foi o retrato cru das dificuldades de uma cidade desesperada junto as sempre ótimas atuações do jovem elenco. Outras storylines também mereceram destaque, como a do arco de Landry e Tyra envolvendo o estuprador morto e, mais tarde na temporada, a paternidade de Jason Street. Foi um ano em que o campeonato de futebol ficou parcialmente em segundo plano, dando chance de conhecermos mais sobre a vida o dia a dia em Dillon. Chamo atenção ainda para as atuações de Brad Leland (Buddy Garrit), Louanne Stephens (Lorraine Saracen) e de Zach Gilford, que explorou a densidade dramática de Matt Saracen de forma nunca antes vista até então. Grande parte da autenticidade desta série se deve ao fato da filmagem ocorrer em locações reais, da ausência de ensaios exaustivos e da liberdade concedida aos atores até para mudar o texto na hora se acreditarem que tornará o personagem mais fiel à realidade. Por essas e outras afirmo que Friday Night Lights é uma obra-prima da televisão atual e não deve de forma alguma passar despercebida por vocês fãs de séries.
Moonlight, 1ª Temporada: Eu fui entusiasta desta mediana produção da CBS quando ela estreou e fiquei um pouco descontente com seu cancelamento. Longe de ser excelente, Moonlight deveria ter continuado pelo simples fato de que muita coisa pior continua sendo exibida por aí. Existia sim uma série boa ali, nós somente precisávamos assistí-la com mais complacência. Pois é. Infelizmente o público americano não viu desta forma, já que ela foi sumariamente cancelada por baixa audiência. Moonlight era, sobretudo, uma série de detetives que apenas usava o vampirismo como pano de fundo para contar boas histórias. A produção de Joel Silver (Matrix, Veronica Mars) ainda aproveitou para brincar com a mitologia dos imortais, trazendo interessantes enfoques como o fato deles tolerarem a luz do sol por certo tempo. Mas reconheço que nos capítulos finais a série sucumbiu ao trash barato, principalmente após a aparição de Coraline e a partir daí tudo desandou. Merecia uma segunda chance, de qualquer forma.
The Closer, 3ª Temporada: Esta é a única série investigativa que eu sempre segui do início, episódio por episódio, justamente por fugir do lugar-comum que “atinge” as principais produções do gênero. Ao invés de solucionarem crimes utilizando luminol, DNA, espirros de sangue e ultra-computadores que buscam todos os sistemas em segundos, a divisão de Homicídio Prioritário da Polícia de Los Angeles tem uma arma implacável: Brenda Leigh Johnson. Vivida com uma intensidade invejável por Kyra Sedwick, a detetive utiliza a tecnologia de desvendar crimes como método subsidiário ao interrogatório de suspeitos e é aí que The Closer se sobressai como drama policial/forense. Ao focar em personagens e não em procedimentos a série atinge o seu ápice com textos e histórias que marcam, trazendo sempre os coadjuvantes do caso da semana ao papel principal. Na 3ª temporada, Brenda lidou com os desafios de se tornar uma mulher de meia-idade precocemente graças à atropelada vida que leva em função do trabalho, enquanto tentava conciliar o relacionamento com seu noivo Fritz, do FBI. Se você não conhece, corra atrás. Essa é mais uma série indispensável para os fãs da boa TV.
The Riches, 1ª Temporada: Como eu disse aqui no blog, me surpreendi muito com o piloto de The Riches, e após conferir toda a 1ª temporada posso dizer que ela definitivamente entra para o meu top de dramas atuais, ao lado de Dexter e Damages. Wayne Malloy, percorrendo o árduo caminho de manter uma mentira para salvar um estilo de vida que não é seu, acabou envolvendo a sua família nas mais complicadas situações e precisou, a cada episódio, apagar um incêndio diferente de proporções assustadoras. Esta é mais uma série em que você assiste o tempo todo tenso, perguntando a cada instante o que será que eles vão faazer pra sair dessa! Fenomenais, inclusive, estão as atuações do comediante Eddie Izzard no papel do astuto patriarca e da atriz Minnie Driver (quem eu tinha uma certa birra) como a instável e geniosa Dahlia. O final do 1º ano acaba de forma chocante e eu já estou louco para conferir o que acontece em seguida. A série atualmente está sendo exibida pela FOX e já saiu em DVD. O Telecine Light já começou a transmissão do 2º ano, que tem somente 7 episódios por causa da greve. Está mais que recomendada.
E aí Bruno? O Skeet Ulrich, de Jericho, anda envolvido em alguma produção ultimamente? (Rafa)
Oi Bruno, queria saber por que os canais da Globosat estão disponíveis na TVA e na TV Telefônica, mas o Universal Channel não! Não assinei o pacote novo por causa disso! Será que um dia a gente poderá assistir House na TVA? (Lilian e Robson)
Talvez seja uma pergunta muito complexa, mas eu gostaria de saber como é que funcionam os escritores e diretores de uma série. Quero dizer, normalmente eles variam episódio por episódio e por mais que mude o diretor, a série sempre tem aquele mesmo estilo de direção, edição… Então quem decide como a série deve ser dirigida, roteirizada etc.? Resumindo: “Como funciona a direção e a roteirização de uma série, levando-se em conta que os diretores e os roteiristas mudam a cada episódio?” Muito obrigado. (Daniel)
Você sabe dizer se a algo na nova temporada de House vai explicar sobre o homem que atirou nele no fim do 2º ano? Não falaram mais nada dele, quem era ou por que atirou… (Anderson)
Quando voltam as séries Damages, Friday Night Lights e qual a situação de The Secret Diary of a Call Girl? (Leandro Rodrigues, Silvia, Daniel Nogueira)
Ja temos uma data de estréia definida para a próxima temporada de 24? (Adriano Sabino)
A saida de Jason e Smash de Friday Night Lights deu a deixa para nossa enquete semanal: Qual personagem e indispensavel para uma serie, especialmente em producoes de elenco composto como LOST, Heroes, Boston Legal etc.?
Esse é um Season Pass diferente, pois falarei aqui sobre a 1ª temporada do drama Friday Night Lights que recentemente foi lançado em DVD no Brasil. Graças ao horário que o Sony colocou a série (sexta-feira à noite), não é todo mundo que teve a oportunidade de conferir esta incrível produção da NBC americana, que já vai para sua 3ª temporada. Eu fui um dos que descoriu a série há pouco tempo e fiquei viciado. Centrada na família do treinador Eric Taylor, o drama percorre a saga do tradicional time de futebol americano, os Panthers, de uma pequena cidade no interior do Texas que vive uma profunda recessão econômica. O time, por esta razão, acabou virando o principal responsável por levantar a baixa moral do local enquanto seus jogadores enfrentam diversos conflitos pessoais e buscam o titulo estadual. O primeiro desafio acontece já no início da temporada, quando o astro do time fica paraplégico após um acidente em campo.

Já não bastam as legendas com erros de digitação, erros de tradução, atraso na exibição de séries, chamadas ridículas ou em outro idioma e até exibição de séries dubladas: o canal Sony sempre encontra mais uma forma de desrespeitar o consumidor. A mais recente “negligência” (pra não falar coisa pior) aconteceu na última sexta-feira com a exibição do segundo episódio de Friday Night Lights. O problema? Quase 10 minutos da atração foram simplesmente cortados e a “falha” também ocorreu durante a reprise, no mesmo dia! Quem descobriu foi o Eric Fernandes do 
