House (6×06: Known Unknowns): OK, sabemos que esta temporada de House está focando menos nos pacientes, motivo pelo qual os casos estão necessariamente mais desinteressantes para permitir que o público preste mais atenção no que anda acontecendo com House, Wilson, Foreman, Chase, Cameron e, claro, Cuddy. Mas sinceramente, o imbróglio do tão aguardado envolvimento entre o médico rabugento e a gerente do hospital está longe de empolgar. Aliás, vou além e digo que este foi um dos episódios mais maçantes de toda a série. O que salvou em parte foi ver a revelação de Chase para Cameron sobre a morte do tirano, mas ainda assim eu esperava que o episódio fosse desenvolver algo mais intenso, em vez de encerrar-se com um anti-clímax. Talvez este seja o início de uma excelente storyline, mas por enquanto deixou a desejar. Cotação Bruno Carvalho:
Californication (3×06: Glass Houses; 3×07: So Here’s the Thing): Finalmente Californication engenou numa história que, apesar de clichê, deu uma boa movimentada na série. Como sempre Hank aprontou, só que desta vez aproveitando que Karen estava em outro CEP, o sujeito passou dos limites e enfeitiçou três mulheres completamente diferentes. Mas com a decisão da família Moody morar em Nova York (o que sabemos que, eventualmente, não vai colar), o doidão teve que sair por aí pra tentar apagar os diversos focos de incêndio que iniciou. A tarefa, por óbvio, se mostrou comicamente mais complicada do que o normal rendendo os melhores momentos da temporada. Todas querem Hank e ele quer todas e quero só ver o que vai dar tudo isso. Com fillers ou não, Californication é sempre um ótimo e prazeroso passatempo. Cotação Bruno Carvalho:
Glee (1×09: Wheels): Fugindo um pouco do que acontece “dentro” da tela, eu fico indignado quando tais “grupos representativos” de alguma minoria utilizam algo extremamente inofensivo para chamarem atenção. E mesmo fazendo um episódio dedicado à evidenciar as dificuldades que deficientes físicos passam no dia a dia, sem tornar-se pedante ou exageradamente complacente, a associação que representa os portadores de deficiência móvel se prostaram contra a série apenas porque o ator que interpreta o cadeirante, na realidade, não é um. Ora, gente, isso é uma série e a escolha dele foi feita basicamente de acordo com critérios artísticos. Sobre o episódio em si, foi bom que eles avançaram um pouco sobre o campeonato em que o grupo Glee participará (ora, pelo menos já resolveram a questão do transporte), mas o que chamou a atenção não foram nem os números musicais ou o experimento “social” do Sr. Schuester. A grande lição, quem diria, veio de Sue Sylvester. Sempre impiedosa com tudo e com todos, já estávamos esperando o pior quando uma portadora de Síndrome de Down foi fazer o teste para ser uma de suas líderes de torcida. Ela também não foi condescendente (como a maioria) e tratou-a como uma pessoa normal, como deveria ser tratada. Tal sensibilidade, como vimos, decorre de família, já que ela tem uma irmã em situação semelhante. Glee se sobressaiu neste episódio, justo este que fora injustamente atacado. Cotação Bruno Carvalho:
Friday Night Lights (4×03: In the Skin of a Lion): Buddy Garrity sempre foi uma das figuras que mais gosto em Friday Night Lights. Com uma aparência imponente e traços fortes, é difícil imaginar à princípio que ali está um homem tão bom, justo e apaixonado pelo futebol. E se tem uma coisa que se destaca nesta série é a paixão que personagens como esta exalam. Seja o treinador Taylor por seu time, a diretora Tammy pela justiça e até o pacato Matt Saracen por sua debilitada avó. Mas um dos pontos altos já deste início foi o discurso cândido e merecido de Buddy aos “colegas” que só pensam no trunfo dos Panthers às custas da humilhação de Taylor. Foi naquele momento, cercado de gente falsa e com propósitos escusos como o de John McCoy que ele percebeu que o que importa não é a afiliação a um nome ou um emblema e sim àqueles que estão e sempre estiveram apoiando-o. Friday Night Lights vem apresentando mais um início de temporada consistente e emocionante como poucos dramas sabem fazer hoje em dia. Cotação Bruno Carvalho:
V (1×02: There is no Normal Anymore): Muita coisa mudou do piloto de V com relação a este segundo episódio, algumas pra melhor e outras pra pior. O que melhorou foi o ritmo que deixou de ser atropelado, permitindo que o espectador possa digerir o que está vendo com mais calma. Por outro lado, o desenvolvimento das personagens (fundamental para o bom estabelecimento de qualquer série) ainda está aquém do ideal, investindo pouco na história da protagonista Erica ou de coadjuvantes como o repórter Chad. Além de termos a visão global da “invasão”, que está sendo muito bem conduzida através de flashes das naves ao redor do planeta, a série precisa trazer o ponto de vista pessoal para que o público se conecte. Figuras como o padre que não parece padre não ajudam e só servem para criar antipatia. E ao passo que o caso de Morris, o ET do bem, empolga ao vermos que sua família está em risco, o tal romancezinho entre o filho mala de Erica com a “embaixadora” loirinha ultrapassa todos os clichês. O cliffhanger foi apenas adequado, pois deu a entender que V poderá copiar a fórmula da ressurreição de Battlestar Galactica. Espero que eu esteja errado. Cotação Bruno Carvalho:
Fringe (2×06: Earthling): Depois de longas semanas, Fringe retorna com mais um episódio fenomenal! Ora, e daí se não falaram nada da conspiração, de William Bell e de outras dimensões? Somente aquela cena inicial com o marido preparando uma surpresa para a mulher já valeu de tão assustadora. E que surpresa, não? O sujeito fora reduzido a pó por uma espécie de “entidade” que misteriosamente se movimentava como uma sombra ou um vulto. É fascinante não apenas a forma com que os casos são conduzidos – que como já disse aqui, consegue dar um tom de plausibilidade nos acontecimentos mais bizarros -, mas também pela invejável sintonia do elenco que vai ficando cada vez mais afiada. Além disso, Earthlings explorou, pela primeira vez, o lado pessoal do agente Broyles e ainda evidenciou que existe uma rixa latente entre o FBI e a CIA com relação às manifestações do padrão. O que a Central de Inteligência Americana esconde? Sim, é claro que no final das contas o episódio empalideceu um pouco por não “conectar” tudo que vimos ao resto da trama, mas isso é questão de tempo como bem sabemos. E mesmo levemente pálida, Fringe brilha muito. Cotação Bruno Carvalho:
Grey’s Anatomy (6×08: Invest in Love): Se o episódio anterior de Grey’s Anatomy foi sobre paz e calmaria através do olhar de Sheppard, bem, este foi sobre conflitos. Desta vez o drama percorreu as dificuldades que os dias e noites vivendo em função do hospital frequentemente trazem na vida dos casais (que também foram formados lá). Existem os que separam os sentimentos deixando-os do lado de fora da sala de operações e os que apenas dizem que fazem isso. Isso acontece com Yang e Hunt, respectivamente, pois bastou a moça contestar seu companheiro durante um procedimento e “voar solo“, que os problemas começaram a bater em sua porta. Mas quem vem se destacando muito nesta temporada é Arizona e este definitivamente foi o melhor episódio dela, ao enfrentar o inepto (e cada vez mais repugnante) Chief daquela forma, além de transmitir muito bem sua dedicação à ala de pediatria (em histórias contadas com muita sensibilidade pelos roteiristas). Grey’s Anatomy está sem querer (querendo?) adotando a estrutura narrativa similar à de LOST, que a cada semana concede uma atenção maior a determinada personagem e isso está sendo muito positivo. Parte, claro, em função das licenças de Ellen Pompeo e Katherine Heigl, mas isso é algo para Shonda Rhimes incorporar daqui pra frente. Mais um ótimo episódio! Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock (4×02: Into the Crevasse, 4×03: Stone Mountain): Todos os prêmios que 30 Rock já levou são uma prova inequívoca do quanto esta série é genial. Mas tenho que confessar que após o ótimo início de temporada, a comédia deu uma leve caída nestes últimos Into the Crevasse e Stone Mountain, demonstrando pontuais sinais de “cansaço”. Sim, o roteiro continua afiado e com 1.249 piadas por cena, mas não sei… Falta alguma coisa! Essa de escalarem um novo comediante para o TGS não é das melhores storylines que Tina Fey criou, muito porque a existência deste programa virou mero pano-de-fundo na atração sobre as loucuras que ocorrem nos corredores da NBC. Estes episódios foram ruins? Nem de longe. Mas quem costumeiramente estabelece o nível tão alto como eles, acaba precisando surpreender o público e superar-se a cada semana. Por enquanto, os roteiristas estão fazendo “apenas” um bom trabalho. E isso está abaixo da capacidade de mentes tão insanamente criativas. Cotação Bruno Carvalho:
Acrescentarei depois as resenhas de Friday Night Lights e The Office neste post. Volte em breve!
The Office (6×07: Koi Pond; 6×08: Double Date): Não há como repreender The Office, mesmo quando um episódio não é sensacional como costumeiramente é. Koi Pond touxe um caso isolado, mas divertido, quando descobrimos que Jim evitou de salvar Micharl de cair no laguinho de peixes do cliente, fazendo com que o ocorrido abrisse as portas de mais um trauma na vida do gerente da Dunder Mufflin Scranton, o do bullying que ele sofrera durante sua juventude. Mas foi em Double Date que as coisas realmente esquentaram quando a frivolidade de Michael passou dos limites, já que ele dispensou a mãe de Pam no dia do aniversário dela, pois descobriu que ela é quase uma “sessentona”. The Office sempre deixa claro a pluridimensionalidade de suas personagens, já que em duas semanas descobrimos mais algumas facetas reprováveis nas personalidades de Jim, Michael e até de Pam. Isso no gênero comédia, que em grande parte depende da empatia do público com suas personagesns é algo corajoso. Adoro quando The Office resgata sua origem no humor britânico e genial de Ricky Gervais. Cotação Bruno Carvalho:
Friday Night Lights (4×02: After the Fall): Irrepreensível. Essa palavra resume bem Friday Night Lights que emendou mais um ótimo episódio! Depois de entregar o jogo, era inevitável que o treinador Taylor sofreria uma enorme represália não só da metade “Lion” de Dillon, mas também dos próprios jogadores que não tiveram sequer a oportunidade de terminar o jogo. E se antes o trabalho de entrar no campeonato para brigar era difícil, agora a situação ficou praticamente impossível. Felizmente sabemos que “impossível” é apenas o almoço de Eric Taylor. Do outro lado da cidade os problemas emergiram com o tal “conselho” Panther e a briga travada por Tammy e o treinador McCoy. E assim como seu marido, a forte diretora não é de deixar nada barato e não tem a menor ressalva em comprar briga com os peixes grandes. Mas o melhor de After the Fall foi nos recolocar na posição de espectadores da luta pela ascensão dos underdogs, assim como aconteceu na primeira temporada. Mas em vez de simplesmente repetir a “fórmula do sucesso”, o drama de Peter Berg consegue ir sempre além, superando seus próprios obstáculos à medida em que cresce narrativamente e mantém-se como uma das melhores produções da temporada no ar. Palmas! Cotação Bruno Carvalho:
O maior trunfo de Friday Night Lights é o de ser um drama adolescente relevante, sempre apresentando uma trama densa e que discute temas morais e bastante contemporâneos. O fato de contar com interpretações brilhantes e ter uma direção de fotografia impecável é “apenas” um adicional. A 4ª temporada começa retratando os efeitos que o rezoneamento de Dillon causou: segregada em leste e oeste para fins meramente financeiros e administrativos, a cidade ficou com sua população literalmente dividida, fato que repercutiu seriamente nas escolas East e West Dillon High. Quem foi para a “nova” área sofreu com a infra-estrutura precária, apesar do conselho da cidade, liderado por Tami Taylor, afirmar o contrário. Claramente prejudicados foram o East Dillon Lions, o time de futebol “B” que agora está sob o comando do treinador Taylor depois que a aliança do poder de McCoy o destituiu dos Panthers.
Dillon East terá que literalmente começar do zero com os mesmos recursos de sua homônima do Oeste, que mesmo assim conta com uma larga vantagem. No gramado, o disparate entre os dois lados fica ainda mais evidente. Mas Eric terá um desafio ainda maior do que o de levar o seu time para competir no campeonato: ele terá que, primeiro, conquistar o respeito dos novos jogadores que não estão nem aí pra nada (afinal, sempre foram do lado “esquecido” do município). Os veteranos Matt Saracen e Tim Riggins também não estão nos melhores dias, já que abandonaram a carreira acadêmica na busca da verdadeira vocação. Apesar dos desfalques no elenco (Lila, Tyra etc.), é impressionante como que a história foi renovada de forma fluida e coerente com os acontecimentos da temporada passada. Aquele final no dia do jogo com os Lions derrotados pela fadiga e forçados a render a partida deu o tom de que esta vai ser uma temporada e tanto. Clear eyes, full heart, can’t lose”! Friday Night Lights está de volta com tudo, galera!
Cotação Bruno Carvalho: Episódio “4×01: East of Dillon” exibido em 28/10/2009 no The 101 americano.
Nem parece que já estamos chegando no 4º ano da melhor série teen já produzida, Friday Night Lights. O melhor é que graças ao acordo com a Directv, a série já está garantida por, pelo menos, mais uma temporada completa. Infelizmente aqui no Brasil a série ainda deve demorar a passar, porque por enquanto apenas o canal pago 101 americano é que tem exclusividade na exibição. Por aqui deverá chegar somente no primeiro semestre de 2010, mas deixo aqui o incrível promo que está sendo veiculado lá fora. Clear eyes, full heart, can’t lose!
Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?
Oficialmente Renovadas: Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.
Oficialmente Renovadas: Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas), The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.
Oficialmente Renovadas: 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.
Oficialmente Renovadas: 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas: Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.
Oficialmente Renovadas: 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.
A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation). E aí, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider!).
Enfim chega o mês quatro e a TV paga preparou estreias e retornos de várias séries para todo o tipo de gosto. Pra começar, uma que eu não recomendo ser seguida (porque até cancelada já foi) é a fraquíssima Knight Rider, que chega já no próximo dia 5 pela Warner, às 20h. O remake da série de sucesso dos anos 70 80 foi um fracasso tanto de público como de crítica nos EUA e é uma coleção de clichês com efeitos de terceira linha e um péssimo roteiro. A quem interessar, a série começa com um telefilme que será exibido nesta sexta às 23h. Uma novidade boa é que a VH1 adquiriu The Secret Diary of a Call Girl, série inglesa estrelada por Billie Piper (Dr. Who) e que já está em seu segundo ano lá fora. Centrada em uma garota de programa londrina e seu dia a dia, o drama é bem ousado e por isso será exibido tarde, às 23h, a partir do dia 6. Não é uma série indispensável, mas é bem curiosa e interessante como boa parte das produções britânicas. Ah, Heroes também está voltando com o “Volume IV: Fugitivos” na tela do Universal Channel dia 10 às 21h, embora continue sendo a 3ª temporada da série. Deu uma leeeeeve melhorada…
Já a antecipada, aclamada e duplamente renovada até a 5ª temporada, Friday Night Lights, finalmente chega ao Brasil pela Sony no dia 10, às 21h, com o seu 3º ano. A produção adotou o formato “pago” com temporada reduzida (serão 13 episódios, apenas). Mas eu garanto que essa diminuição só fez bem ao drama, que está mais intenso do que nunca, trazendo resoluções para alguns pontos pendentes da trama e boas novidades. Já a queridinha do público Brothers and Sisters estreia sua 3ª temporada no dia 15, às 23h, no Universal Channel e a não tão querida assim Life on Mars americana dá as caras no FX no dia seguinte, 16/04, também às 23h (série também já cancelada). Por fim, o grande e aguardado retorno de grande parte dos assinantes é o de Jack Bauer com a nova temporada de 24, começando no dia 14, às 22h, infelizmente dublada pela FOX e com legendas somente pra quem tem pacotes digitais (e em algumas operadoras). Marquem as datas! Os comentários de algumas destas produções você encontra aqui clicando no menu ao lado. Quais séries você irá acompanhar pela TV?
Ontem o colunista Michael Ausiello da EW trouxe uma perspectiva incrível para todos os fãs da querida e ressucitada Friday Night Lights, um dos melhores (senão o melhor) drama teen já produzido. Em tempo de crise e da indefinição do futuro de várias séries, fontes confirmaram ao repórter que o canal NBC americano, em parceria com a operadora DirecTV têm concretos planos para a renovação da série. Mas não é só isso! Segundo ele, o acordo envolveria que a produção fosse garantida não para a próxima, mas para mais duas temporadas! Embora o final da 3ª temporada tenha possibilitado certo desfecho para a trama, é óbvio que todos nós queremos muito mais. Friday Night Lights já foi integralmente exibida no canal The 101 da DirecTV e atualmente está em exibição na TV aberta americana, motivo pelo qual deve demorar um pouco ainda para chegar no Brasil pelo Sony. De qualquer forma, se quiser acessar os comentários de todos os episódios da 3ª temporada, acesse a tag ao lado, com o devido cuidado aos spoilers, para quem ainda não assistiu. 5 temporadas não seria nada mal, não?
Finalmente regularizados os posts da Semana em Série, conforme prometido! Hoje lanço os pendentes e amanhã sai uma fornada nova com os comentários dos episódios da semana passada. Shall we?
Gossip Girl “2×15: Gone With the Will”: Com todas as fichas ainda em Chuck Bass, a série perde muito do seu potencial dramático, já que o garoto em si não é lá tão interessante. Mas á a boa adição de Desmond Harrington (de Dexter) como Jack Bass, conseguiu agitar a família, com a mega armação que o tio e guardião do garoto-problema fez perante a Diretoria da Bass Industries. Apesar de saber que nada é perene no Upper East Side de Manhattan, Chuck caiu como um pato no esquema e mereceu este “wake-up call” da vida. Ah, e já notaram como que irritante da Vanessa é sempre sem querer o pivô das principais intrigas e confusões? Dessa vez ela abriu demais o bico (ou o blackberry) e complicou a situação dos Van der Woodsen/Humphrey, que têm um denominador em comum (um meio-irmão pra todo mundo) e que em breve deverá fazer sua aparição à lá 90210. Agora, nada é mais bobo que aquela irmandade das meninas más que chega a provocar ânsia de vômito de tão fútil e superficial. Se bem que este é um dos efeitos colaterais de acompanhar uma série sobre os adolescentes socialites de NY, não é? Mas só de ver Blair linda daquele jeito esperando pelo inconsequente do Chuck já valeu a pena. Veremos como isso irá se desenrolar… Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 12/01/2009 na CW americana.
How I Met Your Mother “4×12: Benefits”: Ao contrário de muitas sitcoms que ficam estagnadas e clamam por arcos episódicos, How I Met Your Mother é um dos poucos exemplares do gênero que atinge os seus melhores momentos quando organiza o seu texto em forma de crônicas isoladas. Ainda que a química entre Josh Radnor (Ted) e Colbie Smulders (Robin) seja quase negativa, a idéia dos prós e contras dos “amigos com benefícios” foi muito bem pensada e é essa a linha que a série precisa seguir: criando histórias paralelas que nunca mais vão ser retomadas, How I Met Your Mother torna-se atemporal, como muitas vezes ocorria com Friends nos seus anos de glória. Ponto pra essa galera! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 12/01/2009 na CBS americana.
The Big Bang Theory “2×12: The Killer Robot Instability”: Numa simples “regra de 3″, podemos dizer que Jack Bauer está para 24 assim como Sheldon está para The Big Bang Theory. Este episódio trouxe a teoria incontestável de que bastam os holofotes rapidamente focarem em outra personagem que a fórmula fica parcialmente insustentável. Todos eles, Wollowitz, Raj, Leonard e Penny têm apenas uma função nesta comédia: servirem de escada para o sempre brilhante Sheldon de Jim Parsons. Não sei como esse rapaz ainda não foi indicado (e venceu) todas as premiações do ramo, pois sua atuação muitas vezes supera a de Alec Baldwin ou Steve Carell, por exemplo. O caso do robô e da crise de consciência de Howard foram bobos e só no final, quando descobrimos que ele continua um ser incorrigível, é que todo o episódio valeu a pena. As cenas dele com Penny soaram forçadas (até mesmo para uma sitcom) e sabemos que Chuck Lorre e Bill Prady ultimamente vêm entregando coisas muito melhores. Tomara que não percam o ritmo. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 12/01/2009 na CBS americana.
Friday Night Lights “3×13: Tomorrow Blues”: Acabou, e da melhor maneira possível. Antes de entrar naquele incansável drama de escolha de universidades e separação de elenco, Friday Night Lights encerrou grande parte de sua história de forma definitiva e digna, deixando espaço para uma continuação apenas caso esta venha a acontecer. Após o fim do campeonato, o foco deixou o coletivo e fixou-se nas personagens que individualmente conduzem este ótimo drama nos dias da semana que não têm jogos. Testemunhamos a redenção de Tyra e sua reconciliação final com Landry (o que, de certa forma, foi a redenção dele também). Vimos Matt Saracen abandonar um efêmero sonho em prol de sua família e por fim o destino de Lyla e dos Riggs foi selado como deveria. Nem tudo ficou tão bem, já que com a cidade dividida, o dinheiro e o poder dos McCoy conseguiram afastar o treinador Eric dos Panthers, depois de ter dado sua alma por aquele time. Independente do que aconteça, a nova casa dos Taylor será o East Dillon Lions e este é um desafio que precisará ser aceito. Friday Night Lights é talvez a série mais grandiosa em pequenos momentos atualmente em exibição, e tomara (mesmo) que eles consigam ficar pra mais um ano. Eu vou adorar ver os Lions de Taylor acabar com a raça dos novos Panthers de McCoy. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 14/01/2009 no canal The 101 da DirecTV americana.
Damages “2×02: Burn It, Shred It, I Don’t Care”: Que ingenuidade a minha achar que um fato ou uma “verdade” apresentada em Damages é definitiva, como a de Daniel Purcell e a morte de sua esposa. Depois de mais de um ano parece que eu me esqueci que todo mundo tem seus segredos sórdidos, prontos para serem liberados em surpreendentes flashes. Patty Hewes convenientemente senta-se no posto de vítima da história, enquanto nós ficamos no meio de toda essa complicada conspiração que mal começou a ser ventilada. A ordem agora, ao meu ver, é a de não confiar em ninguém, ao invés de tentar entender o que está acontecendo: desde aquela “vibe” meio Erin Brockovich no interior até as conversas de Purcell com Claire Maddox (Marcia Gay Harden). Isso sem contar que Ellen está dando muita bandeira por aí com o pessoal do FBI. Lembrarei o tempo todo de não confiar nem neles também… Damages amadureceu e, por enquanto, é o que basta saber. Confesso que estou perdido no meio de tantos nomes e fatos, mas esta aparenta ser a intenção. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 14/01/2009 no FX americano.
Grey’s Anatomy “5×12: Sympathy for the Devil”: Shonda Rhimes sabe conduzir temas complicados com a devida sensibilidade, sem apelar para o óbvio e para os clichês. Grey’s Anatomy entrou em um importante arco com o serial killer no corredor da morte que detém a chance de salvar um garoto moribundo, colocando esta delicada situação bem no meio do relacionamento entre Derek e Meredith de forma subliminar. Contudo, não podemos dizer que a visita da mãe de Sheppard veio no melhor momento, pois além do casting inadequado, a personagem entrou e saiu sem acrescentar nada à história. Não acho também que o romance entre Christina e Hunt está empolgando (pelo contrário), mas, em contrapartida, o criticado “caso fantasma” de Izzie com Denny vai ficando cada vez mais interessante, pelo mistério que está sendo construído em torno do problema que ela tem. Os diálogos que ela trava com seu ex-amante podem muito bem ser interpretados como um conflito pessoal, claramente ligado a um mal em sua mente. No geral, esta segunda parte da 5ª temporada já está mais satisfatória que praticamente todo o 4º ano (o que não é muito difícil, convenhamos). Mesmo assim, a série segue num bom ritmo e a continuação deste arco promete. Será que o assassino doará seus órgãos ao garoto? Saberemos no próximo. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 15/01/2009 na ABC americana.
30 Rock “3×08: Flu Shot”: Agora sim 30 Rock voltou a merecer seus “200″ Emmys e Globos de Ouro! Que bom que Salma Hayek ficou pra mais um episódio, continuando o caso que iniciou com Donaghy. Mas graças à falta de tempo dela, todos os programas e passeios precisaram ser feitos na companhia de um velho senil que ela tomava conta: de uma passeio no parque até um jantar de gala no Rainbow Room. Mais nonsense e hilário, impossível. Tina Fey (e sua equipe) ainda conseguiram se superar com a história da falta de vacina contra pneumonia, que deixou todos na NBC como zumbis. Aliás, as aparições do Dr. Leo Spaceman são raras, mas sempre fenomenais. Se continuar assim, não vai ter pra ninguém no próximo Emmy. De novo. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 15/01/2009 na NBC americana.
The Office “5×11: The Duel”: The Office especializou-se em criar cenas de abertura absolutamente fantásticas, como esta em que os integrantes da filial testavam suas “velocidades” no radar que Angela mandou instalar na porta do Scranton Business Center. Infelizmente o restante do episódio, como está ficando comum nesta temporada, não ficou à altura de sua cena inicial. Apesar de promissor, o duelo entre Dwight e Andy foi desanimador, ainda que rendendo algumas risadas aqui e ali. Outro caso que ficou no ar foi o resultado positivo de Michael durante a crise financeira, pois como Wallace bem disse, “alguma coisa certo ele fez”. O episódio, contudo, foi embora e não disse como ele conseguiu isso. Adoro The Office e a série é, no mínimo, sempre agradável. Mas devemos reconhecer que a temporada está sem um foco, empalidecendo-se perante as anteriores. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 15/01/2009 na NBC americana.
Battlestar Galactica “4×11: Sometimes a Great Notion”: É notória a evolução de Battlestar Galactica como série ao longo de suas poucas temporadas. Um drama que foi sempre brilhante apesar de suas limitações, aprendeu a crescer com elas e hoje tornou-se uma obra prima da televisão. As guerras, que antes eram travadas entre naves com Cylons de um lado e humanos do outro, hoje são executadas até mesmo em pequenos quartos da estação Galactica, muitas vezes com seres de ambas espécies em lados comuns (ou opostos). Sim, descobriram a Terra, mas um planeta totalmente inabitável de onde partiram a 13ª tribo (só que de Cylons), revirando as crenças mais profundas de Laura Roslin e colocando dúvidas em todas as mentes do alto escalão da tripulcação. Eu até me incomodaria com a incontável quantidade de perguntas levantadas por este episódio, mas sabendo que a série está quase em seu derradeiro final, alegro-me de pensar que os próximos nove capítulos inevitavelmente trarão uma jornada incrível rumo a algo inesperado. Então os cinco cylons finais eram terráqueos, mas seriam mesmo cinco? Se Ellen renascerá ao lado de Tight, como o corpo de Starbuck estava lá? Como Starbuck está viva? Intenso. Dramático. Formidável. Por enquanto é só isso que consigo pensar deste retorno. Especialistas em Galactica, me ajudem! Estou mais perdido que Tim Kring escrevendo sobre viagem no tempo! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 16/01/2009 no Sci-Fi americano.
Se você procura os comentários da estreia de LOST, fazemos toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série!
Ufa! Amanhã trarei aqui os comentários dos dramas e comédias da semana passada, incluindo a 5ª hora de 24 e as estreias de Lie to Me, United States of Tara e o retorno de Big Love! Fique liGado!
Perdoem a demora excepcional, mas já estão aqui os comentários dos episódios exibidos na semana passada nos EUA, com destaque, é claro, para o retorno de Damages. Não esqueça de deixar o seu comentário ao final, com as suas impressões sobre as séries que acompanha. Vamos lá?
Gossip Girl “2×14: In the Realm of the Basses”: O bom ritmo que Gossip Girl vinha apresentando está gradativamente sendo substituído por um melodrama bobo. Parece que neste retorno colocaram todas as fichas da série em Chuck e quando o garoto recebe atenção demais ele entra no modo “Batman Dark Knight” e não sai. O ator Ed Westiwick tem até uma boa presença de tela, mas estraga as cenas quando não consegue sair disso. O romance de Dan e Serena também não empolga, como eu já tinha falado na resenha anterior (é um casal fraco) e não sei nem o que dizer desta historinha do filho de Lilly e Rufus, que agora descobrimos estar vivo e ter sido entregue à adoção pela jovem mãe. Eu já vi essa trama em algum lugar… Ah, em 90210, da própria CW! Quanta criatividade, não? Precisamos urgentemente de algo realmente interessante pra agitar de vez Gossip Girl. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 05/01/2009 na CW americana.
Friday Night Lights “3×12: Underdogs”: É uma pena que uma série com excelentes atuações e um roteiro invejável seja praticamente ignorada em grandes premiações apenas pelo estigma de ser teen. Quisera grande parte das produções indicadas ter a mesma densidade dramática que Friday Night Lights, que nesse penúltimo episódio atingiu o ápice da temporada. O destino da atual formação dos Panthers foi mais uma vez decidido na final do campeonato em San Antonio em um jogo simplesmente emocionante. Abro um parêntesis aqui para elogiar a incrível fotografia e edição da série, que conseguiu criar um clima de tensão imediatista com a partida, ainda que o espectador não entenda nada sobre o peculiar esporte (pra nós brasileiros, pelo menos). A despeito de toda a expectativa de uma vitória, os Panthers acabaram perdendo nos segundos finais, parte por culpa do pífio desempenho de J.D. McCoy durante o primeiro tempo, já que o garoto estrela estava transtornado com os recentes acontecimentos em sua família (culpa da intromissão dos Taylor?). Mas o melhor do episódio aconteceu fora do campo, com a maravilhosa redação que Tyra escreveu seguida pelo acalorado discurso do treinador durante o silêncio que tomou o vestiário do estádio com a derrota. Mesmo sem festa, este foi um episódio apoteótico! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 07/01/2009 no canal The 101 da DirecTV americana.
Damages “2×01: I Lied, Too”: Damages retornou de forma muito inesperada, após apenas um mês dos eventos bombásticos que encerraram o primeiro ano da série. Como de costume, fomos logo jogados para seis meses no futuro onde encontramos Ellen Parsons totalmente diferente, ameaçando e interrogando alguém que não foi mostrado. No presente, vimos Patty Hewes atormentada por suas ações, criando uma fundação pra tentar limpar sua consciência. Alguém duvida que ela teve algo a ver com a prisão da filha do candidato ao governo? É certo que o episódio em si foi atribulado e um pouco confuso, nos apresentando a casos demais e personagens que ainda não fazem sentido à trama, mas que certamente farão (notadamente a personagem de William Hurt, que roubou a cena). Damages não é uma série linear como 24, por exemplo, mas segue num ritmo brilhante, ainda que tortuoso. Eu fiquei estarrecido com aquele final, pois apesar de Ellen claramente trilhar por um caminho mais sombrio depois da morte de seu noivo, não sabemos nada sobre o que a levou àquela situação extrema. Eu sinceramente não esperava que o episódio de estreia fosse tão promissor, depois da excelente primeira temporada, mas este foi o presságio de que muita coisa boa está por vir. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 07/01/2009 no FX americano.
Grey’s Anatomy “5×11: Wish You Were Here”: Eu fico feliz após um bom episódio como esse, trazendo a certeza de que a série não perdeu o seu fôlego. Todos os casos estão interessantes, sejam os clínicos ou os amorosos. Aliás, há algum tempo Chandra Wilson deu um gás nas histórias da semana, que estavam ficando meio caídas. A ambiguidade trazida pelo dilema sobre como tratar um paciente que está no corredor da morte leva o drama para um nível maior, onde podemos conhecer um pouco mais dos residentes e como eles são afetados por esta situação. Notem a diferença de tratamento que ele recebe de Derek com a de Meredith, por exemplo, e como o neurocirurgião justifica sua indiferença com a saúde do assassino serial, graças a um trauma passado. Outro caso que permanece em evidência é o da (in) sanidade de Izzie, agora que ela contou a Alex sobre as suas “visões” de Denny. Mas já que sabemos que isso é patológico, as interlocuções de Duquette (que são manifestações do subconsciente afetado da médica) se tornam divertidas e interessantes, como se duas personalidades estivessem brigando entre si. Que bom que as coisas melhoraram consideravelmente no Seattle Grace! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 08/01/2009 na ABC americana.
30 Rock “3×07: Senor Macho Solo”: Apesar de fantásticas a performance e caracterização de Jane Krakowski como Janis Joplin, não me empolguei muito com este episódio, pela desconexão entre as situações. Sem querer, 30 Rock está virando uma sitcom de esquetes com núcleos, ao invés do roteiro trabalhar em uma trama central com ramificações. Tivemos o caso de Jack Donaghy com a enfermeira (Selma Hayek), o envolvimento de Liz com um anão, pois ela o confundiu com uma criança, e a situação com Tracy e a esposa. Nenhuma delas tinha nada a ver com a outra! Depois de 2 Globos de Ouro e 2 Emmys, sabemos que 30 Rock é capaz de muito mais do que foi mostrado esta semana. Espero que no próximo façam valer todo o hype conquistado pela série Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 08/01/2009 na NBC americana.
Fique liGado, pois na semana que vem comentarei a volta de Jack Bauer, além das séries da semana. E não se esqueça que amanhã American Idol está de volta no Sony!
Prison Break “4×15: Going Under”: Neste episódio tivemos a prova definitiva de que Prison Break está em sobretempo. Ora, eles resolveram apelar pra ceninhas mentais à la Fringe? Isso foi sério? Tudo bem que o recurso é interessante em muitas produções, mas pra uma série que sempre foi do estilo “aquilo que vemos é o que é”, aquela visita de Charles Westmoreland à Scofield na cela imaginária de Fox River foi absolutamente ridícula. O motivo, então, foi absurdo, já que durante uma operação de alta complexidade Michael simplesmente “resolveu” o mistério de Scylla, que no final das contas não é o livro negro da Companhia, mas sim “algo bom”. Eu gosto muito de Prison Break, mas já estou perdendo a paciência com esse excesso de viagem do roteiro. Os únicos pontos positivos deste episódio, ao meu ver, foram Burrows trabalhando com os recursos da Companhia e Mahone fugindo do cárcere de seus ex-colegas do FBI. Espero muito que no próximo e último episódio do ano,a série volte a por os pés no chão. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 15/12/2008 na FOX americana.
Chuck “2×11: Chuck Versus Santa Clauss”: Chuck encerrou o ano com um episódio tenso e carregado, bem diferente do que estávamos acostumados. O capítulo já começou de forma estranha, dando a entender que daríamos um tempo nas missões semanais com aquela história da perseguição. Contudo, descobrimos depois com os nossos heróis que tudo era parte de um elaborado plano para encontrar o paradeiro de Bryce Larkin, que culminou na revelação do segredo de Estado sobre o que realmente é o Intersect. Mas mesmo enveredando para um lado mais dramático, a série ainda assim foi eficiente e o gancho com Sarah eliminando o agente Fulcrum para proteger Chuck, enquanto este pensa que ela se tornou uma assassina fria, foi incrível. Chuck entrega esta halfseason no auge de sua forma e estabelece-se como um das melhores surpresas desta temporada. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 15/12/2008 na NBC americana.
Two and a Half Men “6×11: The Devil’s Lube”: Foi pequena, mas decisiva a participação de Emilio Estevez, irmão de Charlie Sheen, neste ótimo episódio de Two and a Half Men. Não importa que no final Charlie voltou a ser o “bastard” de sempre, já que com a morte de um grande amigo ele passou a questionar o seu promíscuo estilo de vida, considerando até mesmo casar-se com sua perseguidora Rose, que após muitos episódios retorna à comédia de forma fenomenal! As piadas de humor negro de Berta, a amargura de Alan e os comentários impertinentes de Jake contribuíram para que este fosse o ponto alto da temporada. Two and a Half Men e as comédias da CBS voltam somente a partir de 12 de Janeiro agora e vão fazer falta! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 15/12/2008 na CBS americana.
Dirty Sexy Money “2×09: The Organ Donor”: A segunda (e última) temporada de Dirty Sexy Money começou de forma espetacular, com a exposição dos Darlings após a prisão de Letitia, no que indicava ser um conturbado ano para os queridinhos da América. Mas ao longo dos episódios a série perdeu o seu foco e o roteiro tornou-se conveniente e covarde demais, notadamente quando algum membro da bilionária família está em apuros. Nove episódios depois, todos permaneceram indenes aos abalos e deram até um jeito na pobre Carmelita. Enquanto a multipolaridade de vilões antes era o principal atrativo deste drama, a incoerente ascensão maquiavélica de Simon Elder vem se tornando cada vez mais decepcionante de acompanhar. Ainda que surgiram neste The Organ Donor as suspeitas de que Dutch George possa de fato estar vivo, não me surpreenderia se no final descobríssemos que ele realmente morreu e que o responsável foi Elder. Espero estar errado. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 17/12/2008 na ABC americana.
Friday Night Lights “3×11: A Hard Rain’s Gonna Fall”: Apesar dos Panthers estarem indo rumo ao Estadual mais uma vez, fora dos gramados o clima está pesadíssimo, a começar pelo projeto de reorganização distrital da cidade de Dillon, que é bom para o orçamento do município, mas é péssimo para o futebol (que por anos sustentou a moral da cidade). Com a divisão East Dillon e West Dillon, metade do time vai embora, o que está deixando apoiadores como Buddy Garrity loucos da vida. Afinal, depois de perder a filha, o esporte é a única coisa que lhe resta. Mas a tempestade também é forte na casa dos McCoy, já que o controlador Joe espancou seu único filho por um mal desempenho no decisivo jogo, mesmo tendo conquistado a vitória com o time. A cena foi forte (e tecnicamente impecável), evidenciando a doença do sujeito, já que sua obstinação pelo sucesso do filho ultrapassa todos os limites do razoável. Por fim tivemos o triste caso de Lorraine Saracem, cuja debilidade mental só agrava, fazendo com que Matt considere interná-la. Como eu sempre disse, Friday Night Lights não é uma série sobre futebol americano, pois este é apenas o pano de fundo para uma história infinitamente mais complexa e apaixonante. Eles voltam em Janeiro para os últimos dois episódios da temporada, que segue de forma impecável. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 17/12/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.
O ano está acabando e na próxima semana temos poucas séries para comentar em nossa cobertura. Mas muita coisa boa ainda está por vir. Fiquem liGados!
Gossip Girl “2×13: Oh, Brother, Where Bart Thou?”: O espectador precisou preencher as lacunas entre aquele telefonema que Lily recebeu no episódio anterior e os preparativos para o luxuoso enterro de Bart Bass, pois o cara realmente bateu as botas, mas deixou uma herança de problemas na vida dos UpperEast Siders. Foi o episódio mais carregado de toda a série e que trouxe à tona a triste revelação do motivo da internação de Lily, fazendo cair por água abaixo a esperança de todos nós com relação ao romance dela com Rufus. Aliás, esse caso dos dois parece que nunca mais vai sair, considerando o puritanismo e instransigência do sujeito (que consegue ser mais irritante que seu filho Dan). Pode o roqueiro com seus trinta (e todos?) anos culpar uma então jovem adolescente por uma impensada decisãode abortar? (*ele diz ao final do episódio: “was it a boy or a girl?”, dando a entender que os rumores da criança estar viva ou ter sido dada à adoção não saíram da série). Mas quem roubou a cena, ao meu ver, foi Chuck. Ainda que o ator Ed Westwick tenha exagerado em certos momentos nos trejeitos e na voz “Batman”, a tensão dramática que o garoto causa quando está em tela é notável e eu queria ter visto ele levando mais adiante seu desejo de vingar-se de Lilly. Ele ainda rapidamente deixou cair sua máscara com a sempre estonteante Blair, mas logo tratou de vestí-la novamente (why so serious?). Podemos dizer com segurança que GossipGirl encerrou esta primeira parte da temporada de forma categórica, fechando um arco que foi infinitamente superior ao primeiro ano inteiro. Desembarcaremos em NY somente no dia 5 de Janeiro agora. XOXO! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 08/12/2008 na CW americana.
Heroes “3×12: Our Father”: Que Heroes é irregular, todos nós sabemos. Esta semana foi a vez do episódio “bom” da série, com uma ativa participação do sempre contagiante Hiro Nakamura. Tudo bem que aquilo da mãe dele ser a guardiã do catalisador que vira uma luz foi uma coisa bem baranga, mas o episódio em si foi levemente satisfatório. A melhor coisa que fizeram nesta temporada, aliás, foi a de reestabelecer Sylar como um dos vilões. Depois que ele matou Elle e roubou de uma moça o poder “polígrafo” o sujeito saiu numa caça aos que o manipularam por tanto tempo, começando por Arthur e só espero que a próxima na lista seja Angela. É bom que Heroes comece a diminuir seu elenco através do assassino para poder focar numa trama mais enxuta e dinâmica, porque do jeito que está não dá. Mas eu ainda não estou botando fé nessa de fórmula e de criarem exército de heróis. Concordo com o que o colunista Alan Sepiwall falou: a série chama “Heróis”, mas em nenhum momento vemos eles salvando alguém! Eles passam a maior parte do tempo resolvendo os problemas que eles mesmo criaram e nós ficamos no meio dessa enrolação! Bryan Fuller (de Pushing Daisies) está voltando pra tentar salvar o dia. Não sei se ele chega a tempo. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 08/12/2008 na NBC americana.
Friday Night Lights “3×10: The Giving Tree”: Eis que Friday Night Lights segue de forma praticamente impecável nesta temporada com um magnífico episódio centrado nos relacionamentos entre pais e filhos. Já no início, eu não poderia ter ficado mais nervoso por Saracen no momento em que Eric Taylor entrou em sua casa bem na hora em que o quarterback estava na cama com Julie. Eu até achei que a reação dele foi moderada (porém real) tanto ao sair quanto ao encontrá-lo após o “incidente”, denotando que o treinador é um sujeito justo, apesar de cabeça dura. Vimos aqui também que Eric defemde o time como se fosse sua própria família, o que o leva a tomar constantes golpes, como aconteceu com sua explsão no tenso jogo fora de casa. Outra trama proeminente e que surge em um ótimo contextp é a do relacionamento entre J.D. McCoy e seu pai superprotetivo, que chega ao cúmulo de proibir o garoto de namorar. Mas o destaque deste movimentado episódio foi o desgaste entre Lila e Buddy, que levou a ex-líder de torcida abandonar seu lar, depois que seu pai perdeu todo o dinheiro da faculdade num mau investimento. A densidade do roteiro desta série é algo impressionante e tomara mesmo que sigam com ela por mais tempo. É o melhor drama adolescente feito, sem sombra de dúvidas e uma temporada menor e mais concentrada só está fazendo bem à história como um todo. O ano ainda não acabou e já aconteceu muita coisa, inclusive o encerramento de dois importantes arcos (Smash e Street). Que venha o estadual, agora! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 10/12/2008 no canal The 101 da Directv americana.
Dirty Sexy Money “2×09: The Plan”: Eu começo a concordar com o cancelamento de Dirty Sexy Money, apesar de gostar muito das personanges e da produção em si. Mas vamos combinar que neste último episódio a trama deu uma boa caída, com uma constante indefinição do rumo que querem dar à história. Isso de cada hora um (Tripp, Simon, Nick, cunhado de Patrick) ser o vilão da vez foi bom no início, mas a série está ficando sem polaridade e objetivo. No piloto Nick disse que faria de tudo para descobrir quem é o assassino (a) de seu pai, só que ele parece que se esqueceu disso. É tão ruim quando uma série foge da sua premissa e agora temos que ficar vendo storylines batidíssimas como a de “Deus” pondo a fé do Padre Brian em questão e toda aquela constrangedora cena dele resmungando na igreja enquanto sua mulher milagrosamente se cura do câncer. Posso estar sendo rancoroso demais, mas pela primeira vez torci para que um episódio de Dirty Sexy Money terminasse logo. Ah, e a volta de Carmelita, o tiroteio no discurso e aquele cliffhanger não mexeu comigo. Tenho (quase) certeza de que quem morreu foi o cunhado de Patrick. Muito conveniente para os Darling se isso vier a se confirmar… Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 10/12/2008 na ABC americana.
The Office “5×10: Moroccan Christimas”: The Office precisava e muito de um episódio totalmente irrepreensível como este, que conseguiu resgatar de uma só vez, o melhor das primeiras temporadas. Tivemos uma pegadinha de Jim com Dwight e, mais tarde, esse se dando bem com sua lógica deturpada para revender as bonecas de unicórnio. Vimos também momentos pra lá de constrangedores com Toby e a boneca negra, depois com a revelação do segredo de Angela para toda a filial e, por fim, Michael descobrindo que não pode simplesmente “depoisitar” uma pessoa na rehab! Foi um ótimo especial de natal, onde todos os coadjuvantes tiveram espaço para brilhar, incluindo Kelly, Kevin e, meu favorito, Creed. Só continuo sem entender o que aconteceu com Pam e Jim, pois parece que agora que estão juntos a química que existia entre os dois simplesmente acabou. Apesar disso, este certamene este foi o melhor episódio da temporada, que ainda está engrenando. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 11/12/2008 na NBC americana.
30 Rock “3×06: Christmas Special”: Eles conseguiram de novo! 30 Rock entregou um especial de natal como nenhum outro nesta temporada, num episódio engraçadíssimo do início ao fim! Jack Donaghy precisou cancelar suas férias no Brasil (onde viria para “lutar com macacos”), pois inadvertidamente (?) atropelou a sua própria mãe na véspera de Natal. Já Liz Lemmon se viu vítima do esquema das cartinhas de Papai Noel (isso andou acontecendo mesmo), mas no fim tudo não se passou de um mal entendido. Tracy e Jenna também estavam sensacionais, mas meu coadjuvante favorito na temporada até agora é Kenneth, em brilhantes e sempre memoráveis atuações de Jack McBryer. Vai ser um longo winterbreak sem a turma do Rockefeller Center, nº 30! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 11/12/2008 na NBC americana.
Gossip Girl “2×12: It’s a Wonderful Lie”: É uma pena que parte deste bom episódio de Gossip Girl resolveu colocar suas fichas nos resquícios do apagado romance entre Dan e Serena, que já deveria ter sido enterrado há muito tempo. Mas toda evez que tem festa (e quase sempre tem) o clima esquenta, ainda mais quando Blair e Chuck travam mais um joguinho de intrigas nos bastidores, ainda que um bem bobo e previsível como este que vimos. Jenny também resolveu dar o troco em Vanessa por ela ter “roubado” Nate e, mesmo ela tendo arrependido no final, acho que valeu a pena no final com o vestido transparente (não suporto a personagem). Por outro lado, a série se enfraquece quando a trama foca no elenco “senior” e aquele cligghanger envolvendo o acidente de Bart, um sujeito que é desprezível e não desperta a mínima empatia do público, foi totalmente ineficaz. Só espero que usem este acidente e o que decorrer dele à favor da trama para crescimento de Chuck. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 01/12/2008 na CW americana.
Dirty Sexy Money “2×08: The Summer House”: Tripp Darling já provou que não gosta de ser contrariado e sua mais recente aquisição foi o “não casamento” de sua filha com Simon Elder, às custas da felicidade da moça de uma reestruturação acionária de enorme porte na companhia. Mas podemos dizer que com Elder a briga foi até impessoal comparado com o que o patriarca fez com Nick, por este ter se envolvido com a estonteante Wrenn. É difícil para um sujeito que pode comprar tudo perder o que mais quer para um “zé ninguém”… Nos outros “núcleos”, infelizmente, não há nada de empolgante acontecendo. Até mesmo o caso entre Nola e Jeremy esfriou (Lucy Liu derrubando mais uma série?). A história do câncer de Andrea é puro clichê e Patrick Darling sem sua “amada” Carmelita não tem a menor graça. Dirty Sexy Money precisa começar a direcionar-se a um final, trazendo a resolução do caso Dutch George e com consequencias pesadas contra o responsável pela morte do pai de Nick que, ao meu ver, deve mesmo ser Tripp. Queria que não fosse. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 03/12/2008 na ABC americana.
Friday Night Lights “3×09: Game of the Week”: Podemos dizer que o episódio desta semana foi sobre investimento no futuro. De um lado, o preguiçoso Tim Riggins relutou até o último momento o encargo de ser o único de toda a família a pisar em um campus de faculdade, precisando ser praticamente arrastado pelo olheiro. De outro, temos Tyra, que vive o estigma de ser a “loira burra”, mesmo ela já tendo provado que não é e, da mesma forma que Riggins, precisou ser empurrada pela vida (no caso, pelo cowboy de rodeio) para acordar. Em Game of the Week, a cidade vibrou com mais uma vitória apertada dos Panthers nas playoffs, graças à brilhante atuação de Matt Saracen, ofuscando a estrela J.D. McCoy. Seria muito bom se essa rivalidade fosse explorada por mais tempo, principalmente para dar uma lição naquele pai dele. Tirando isso, muito pouca coisa relevante aconteceu, mas só de ver Lorraine Saracen novamente (na sempre incrível atuação da atriz Louanne Stephens) e a contagiante alegria de Buddy Garrity (Brad Leland) já valeu a pena! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 03/12/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.
Grey’s Anatomy “5×10: All By Myself”: Agora sim a presença de Denny Duquette na mente de Izzie começa a ser explicada por um motivo patológico, que aparenta estar em uma fase inicial, já que somente seu melhor amigo George demonstra percepção e preocupação. Shonda Rhimes também baixou uma nova “organização amorosa” que será muito interessante de acompanhar, especialmente entre McSteamy e Lexie Grey, além da nova dinâmica entre Alex com Izzie. Sadie e Callie também andaram trocando olhares, mas como noticiamos recentemente, parece que não vai passar disso. Finalmente também tivemos um caso realmente emocionante, que foi o da jovem que teve morte cerebral após um acidente e deixou a irmã mais nova em uma terrível situação. Mary McDonnel retornou ao hospital para reprisar o papel da cardiologista Dixon, desta vez de forma mais convincente como uma profissional que sofre da Síndrome de Asperger (a mesma do Jerry Espenson de Boston Legal) e eu gostaria de vê-la mais na série (quem sabe uma regular, com o fim de Battlestar Galactica). Grey’s Anatomy encerrou o ano de forma positiva, compensando muito bem o capenga início desta 5ª temporada. O drama retorna em nossa cobertura somente na Semana em Série do dia 12 de Janeiro. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 04/12/2008 na ABC americana.
The Office “5×09: The Surplus”: O que um pequeno superávit no orçamento da Dunder Mufflin Scranton não foi capaz de fazer, não? O escritório ficou dividido sobre como gastar a grana (se em uma nova copiadora ou em novas cadeiras), mas a situação ficou ainda mais complicada quando Michael descobriu que ele receberia uma bonificação se devolvesse o dinheiro à matriz. Mas o melhor do episódio se passou na Schrute Farms, com uma reviravolta no triângulo amoroso Dwight-Angela-Andy, já que o matuto Dwight (que sempre teve vantagem) teve a ousadia de casar-se secretamente com Angela em alemão durante o ensaio! Mesmo assim, eu ando achando estes episódios de The Office parados demais, já que a série sempre seguiu um ritmo mais frenético anteriormente. Espero que se recuperem. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 04/12/2008 na NBC americana.
30 Rock “3×05: Reunion”: Na reunião escolar de Liz Lemmon descobrimos com ela uma nova perspectiva sobre o seus anos de colegial. Ao invés de ser a nerd que todos provocavam, Liz era na verdade a encrenqueira da escola, que assediava todos os colegas sem nem saber. Jack, por sua vez, perdeu o seu tão almejado cargo de CEO, já que Don Geiss acordou do coma com muita disposição. Mas 30 Rock é outra comédia da NBC que está um pouco fora de forma, pois já entregou episódios muito mais brilhantes e divertidos. Aquela piada com Tracy e Jenna com inveja de Kenneth no elevador se estendeu demais e o capítulo encerrou muito do nada. Vamos ver se as coisas melhoram nos próximos episódios, que terão novos convidados especiais… Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 04/12/2008 na NBC americana.
As séries estão diminuindo com a chegada das festas, mas logo logo o Mid/Season estará aí com várias novidades, que imediatamente serão incorporadas na nossa cobertura. Aliás, está na hora de fazermos um balanço, não? Vocês acham que alguma série precisa deixar este espaço para dar lugar à outras? Opine!
True Blood “1×11: To Love is to Bury”: Tivemos dois episódios – um bom e outro ruim – dentro deste penúltimo capítulo. O ruim veio com a aborrecida subtrama de Bill com a sua mais nova cria, algo que seria até interessante de ver no início da temporada, pois contextualizaria ainda mais os procedimentos de “transformação” de humano em morto-vivo. Porém, no avançar da temporada, isso não funcionou, já que a série tem vários outros assuntos pendentes mais interessantes para serem tratados. Felizmente a parte boa de True Blood prevaleceu com a retomada do mistério do assassino de Bon Temps, que desta vez atacou a garçonete Amy. Contudo, permaneceu o mistério se o perseguidor de Sookie é o mesmo responsável pelas outras mortes como o ótimo cliffhanger indicou? Como sempre disse, True Blood atinge o seu ápice quando vira uma série de mistério e agora só falta mais um episódio para descobrirmos a verdade! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 16/11/2008 na HBO americana.
Heroes “3×09: It’s Coming”: Mais uma vez está aí a prova de que quando Tim Kring esforça-se um pouquinho mais consegue entregar um episódio acima da média. It’s Coming conseguiu ser consideravelmente melhor que o superestimado Villains da semana passada, reorganizando a polaridade “bem x mal” com a luta entre Angela e Arthur Petrelli. Mas a série já deu indícios de que não necessariamente quem temos como vilões são os que agem com interesses escusos e, por isso, me pergunto se não é Angela Petrelli quem devemos colocar no lado do “mal”, já que a todo tempo Arthur fala em salvar o mundo. Isso seria muito interessante se acontecesse, com os heróis descobrindo que estão lutando do lado errado. O episódio foi tenso, bem amarrado e trouxe ótimos momentos como os de Sylar e Elle e os embates entre Claire, Peter e os supostos “vilões”. Até mesmo o clássico ditado “Salve a cheerleader, salve o mundo” ganhou a importância que a primeira temporada não soube dar, agora que sabemos o que o sangue da garota traz. Apenas achei desnecessário Hiro voltando aos 10 anos de idade, se tornando ainda mais infantilizado do que já estava. Não consigo entender porque o melhor personagem da série é o único que segue marginalizado desde a temporada passada… Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 17/11/2008 na NBC americana.
Chuck “2×07: Chuck Versus the Fat Lady”: Uau! Se antes comentei da falta de arcos episódios em Chuck, agora não posso mais reclamar! Em Chuck Versus the Fat Lady tivemos um dos melhores cliffhangers da série agora que descobrimos a verdadeira identidade de Jill, que foi apontada pela lista negra de seu chefe. Mas a pergunta que fica é: se ela sabia que eventualmente seria marcada, porque ajudou a recuperar o artefato na ópera? Tomara que a série não coma esta mosca, pois este foi mais um episódio divertidíssimo, principalmente com as sempre tensas interações de Chuck com Casey e também com a ameaça ao disfarce do espião geek na loja Buy More, graças ao irritante novo gerente que resolveu fiscalizar as saídas do herói (uma ótima troca, by the way, porque o chefe antigo era inexpressivo neste quesito). Esta série começou de forma bastante descompromissada e morna e se você parou de acompanhá-la, sugiro que retome os episódios. É diversão garantida! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 17/11/2008 na NBC americana.
Gossip Girl “2×11: The Magnificent Archibalds”: É uma pena quando uma série promissora como Gossip Girl dedica um episódio inteiro ao politicamente correto e ao sentimentalismo bobo, com o desfecho piegas do caso Archibald. Além disso, a história de Jenny Humphrey também teve um final semelhante, que inclusive previ há algumas resenhas: ela retornando de cabeça baixa para os braços do papai e os problemas ficaram pra trás, inclusive a tentativa de emancipação da jovem. Tudo bem, este foi o aguardado episódio de Ação de Graças, o feriado em que os americanos gostam de bancar os bons samaritanos e é quando tudo sempre dá certo. Até mesmo as escusas ações de Bart Bass, que possuía um dossiê de cada membro da família VanDer Woodsen, ficaram em segundo plano e sem uma repercussão à altura. Eu até diria que aquele furto da carta de Nate por Vanessa foi a melhor coisa do episódio, mas a inexpressividade da personagem me impede de fazer isso. Enfim, este foi certamente o capítulo mais fraco da temporada que até agora seguia de forma impecável. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 17/11/2008 na CW americana.
Fringe “1×08: The Equation”: O ritmo tenso e o clima de mistério de Fringe me conquistou a despeito do aparente estado de estagnação da trama, já que os diversos (e sempre interessantes) casos isolados ainda trazem pouca conexão entre si. Apesar de todos os acontecimentos estarem ligados ao evento chamado de “Padrão”, reconheço que por enquanto não foi estabelecido nenhum forte elo entre, por exemplo, o caso do garoto gênio da música sequestrado neste episódio com o sujeito que tinha aquele parasita no coração no capítulo anterior e que estava infiltrado no FBI. Também faz tempo que não vemos uma participação mais ativa do Observador, mas acredito (e espero) que tudo isso seja proposital. Enquanto as respostas não vêm, Joshua Jackson e John Noble continuam dando um show à parte com Peter e Walter Bishop, respectivamemte, dois tipos excêntricos que trazem uma das melhores combinações de personagens dos últimos tempos. Essa interessante parceria têm seus melhores momentos quando eles lidam com os curiosos e controversos casos da ciência marginal conferindo credibilidade aos absurdos trazidos à nossa tela. Eu confio em J.J. Abrams na promessa de que as tramas vão se unir à medida que os personagens forem amadurecendo, em especial a sempre intensa Olivia Dunham. Vale a pena prestar mais atenção em Fringe. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 18/11/2008 na FOX americana.
Friday Night Lights “3×08: New York, New York”: Enfim terminou em grande estilo a saga de Jason Street em Friday Night Lights. A triste história do quarterback que ficou paraplégico começou em Dillon e teve seu desfecho na caital do Mundo, quando o perseverante jovem conseguiu o emprego de seus sonhos (considerando as suas limitações) e, de quebra, ainda recuperou o apoio de sua recém formada família e a cena final com Tim Riggins assistindo a conquista do amigo foi comovente. Mas é em Dillon que as coisas estão esquentando agora que Matt Saracen mudou de posição no time e tem tudo para fazer uma dobradinha de sucesso com o seu ex-rival J.D. McCoy. Eu reitero a minha vontade de ver os dois trabalhando lado a lado, pois a combinação tem tudo para ser positiva para o time e para a série. Com relação à família Taylor, os desejo de Tami para mudarem para uma casa maior foram indefinidamente postergados pela justa cautela de Eric, que sempre mantém os pés de todos à sua volta no chão. À exceção da conclusão da história de Street, o episódio não trouxe nada de mais, mas em Friday Night Lights não precisamos disso. A série é extremamente competente e brilhante lidando apenas com o trivial. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 19/11/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.
Amanhã continuamos a nossa cobertura semanal com Grey’s Anatomy, Dexter, Entourage, Dirty Sexy Money, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, The Office, 30 Rock e Gary Unmaried! Se ainda assim faltam comentários dos episódios que assistiu, deixe aqui nos comentários a sua resenha. Prometo em breve retomar a cobertura de House (estou quase na metade da 3ª temporada, mas já já chego junto de vocês)!
True Blood “1×10: I Don’t Wanna Know”: Que lobisomem que nada. Sam é um shapeshifter, como ele mesmo definiu! A cada episódio True Blood cria e quebra paradigmas deixando o espectador sem a menor idéia do que está acontecendo. Após ser a protagonista de uma intensa cena de exorcismo, Tara descobriu que a tal curandeira da floresta é apenas uma golpista atendente de farmácia com muitas contas pra pagar. Ora, mas e o sangue que apareceu naquela faca que eu vi? Como já dizia Sam, existem mais coisas entre o céu e a terra… Ah, e eu não entendi porque Sookie ficou tão alarmada por ele não ter contado sobre sua verdadeira natureza, enquanto ela esconde seu dom sobrenatural de ler mentes. Aliás, nesta série já fomos apresentados a uma vidente, um shapeshifter, demônios interiores e muitos vampiros que têm até um sistema penal próprio! Será que tem alguém normal nesta série? Se tem, certamente Amy não é uma delas, pois a “exterminadora” de vampiros deixaria até Buffy com inveja. Já Bill foi julgado e condenado a criar uma vampira para compensar a morte no bar Fangtasia. Ah, e viram quem era o “juiz”? Zeljko Ivanek, o portador do Emmy 2008 de melhor ator coadjuvante. Cool! Sinceramente não sei o que esperar do próximo True Blood e isso é algo muito bom! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 09/11/2008 na HBO americana.
Gossip Girl “2×10: Bonfire of the Vanity”: Depois deste episódioe não tem jeito, preciso admitir: acho que Gossip Girl não vai ter um só episódio ruim nesta temporada! O clima já começou explosivo com a briga entre a estonteante Agnes e a pobre Jenny, mas será que essa de emancipação vai pra frente? Tomara que sim! Enquanto isso, o destaque aqui voltou a ser dela, Blair Waldorf, que desta vez se ocupou em atrapalhar a vida de seu “novo” e inusitado padrasto. É impressionante o talento da atriz Leighton Meester, que consegue facilmente alternar entre a comédia leve e o drama intenso, algo que sua colega Blake Lively, a Serena, luta para vislumbrar. Já os caminhos de Dan e Chuck novamente voltaram a se cruzar agora que ele descobriu um importante segredo de Bart Bass, só que o certinho e altruísta garoto dispensou a chance de publicar o artigo de sua carreira para não destruir a poderosa família. Ao invés disso, ele lançou o texto sobre a morte da mãe de Chuck, culminando num dos mais singelos momentos da temporada: o distante, mas emocionado diálogo entre patriarca e primogênito. Gossip Girl está explorando muito bem todo o seu potencial e olha que ainda nem estamos na metade da temporada! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 03/11/2008 na CW americana.
Friday Night Lights “3×07: Keeping Up the Appearances”: Friday Night Lights é potencialmente a melhor série teen já feita (sorry, Veronica Mars), pois ela quer ser uma produção de “gente grande” e consegue. Dito isso, cumpre dizer que gente grande também erra e acho que eles superdosaram o retorno de Jason Street, já que toda a história dele não está nada interessante. Sim, eu sei que ele vai embora logo da série, mas acho que é justamente por causa desta “parada” para contar o último caso do ex-quarterback que a história como um todo não avança. Ora, cadê o conflito McCoy x Saracen? Cadê Saracen, que quase não apareceu no episódio? Por sorte temos Landry para salvar o dia indo todo serelepe contar para Tyra que estava namorando após dar apenas um beijo numa menina que nem de homem gosta! Pra piorar, depois de beijá-lo a garota ainda teve certeza de sua opção! sexual Coitado! Bom, tirando alguns encalços que não comprometeram o outcome da temporada, estamos agora nas playoffs e é hora do time seguir rumo ao estadual! Go, Panthers!! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 12/11/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.
Boston Legal “5×07: Mad Cows”: Estou uma semana atrasado com a série, mas em breve regularizo a situação. Às vésperas da eleição americana, Boston Legal vestiu a camisa democrata e declarou o seu voto à Barack Obama com uma das cenas mais memoráveis de toda a história da série: Alan e Denny, com visões políticas diametralmente opostas, travaram um colorido duelo de paint ball no meio do escritório enquanto “discutiam” sobre quem deveria ser o presidente eleito. Alan é sempre a voz da razão, mas é Denny, o repúblicano mais fervoroso da TV, quem é o responsável por fazer a maior campanha aos azuis com o seu fundamentalismo absurdo e caricato da “américa dos patriarcas”. Isso fora o caso das vacas loucas (com o retorno de Julie Bowen) que foi um show à parte… David E. Kelly decidiu que esta será a última e melhor temporada da série, agora que não têm mais nada a perder com “falta de patriotismo” ou falso moralismo! Precisamos urgentemente de mais séries assim, agora que o Crane, Poole & Schmidt está prestes a fechar as portas! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 03/11/2008 na ABC americana.
Na semana passada não tivemos inéditos de Dirty Sexy Money e amanhã excepcionalmente falaremos das comédias! Aproveite o espaço e deixe o seu comentário sobre os episódios que assistiu!
Dexter “3×06: Sí Se Puede”: Dexter e Miguel Prado definitivamente iniciaram um caminho sem volta agora que os dois se tornaram cúmplices de mais um “acerto de contas”. Mas para provar que está 100% apoiando o amigo, Prado foi longe demais para conseguir a próxima vítima, o que poderá custar a carreira de ambos. Mas concomitantemente a isto, o novo serial killer que arranca pedaços de pele dos envolvidos no caso Freebo vem emergindo, levantando sérias dúvidas sobre quem ele pode ser (sabemos que não é Dexter por causa de seu M.O.). Seria o próprio Miguel Prado? Eu gostaria de pensar que não, pois a meticulosidade que a “função” traz em nada combina com a acalorada persona do promotor. Dexter também está trazendo um ótimo desenvolvimento de suas tramas paralelas, especialmente com os dilemas enfrentados por Angel Batista e a ambigüidade do novo detetive Quinn (ora, quem sabe este é o assassino?). A temporada segue bastante promissora! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 02/11/2008 no Showtime americano.
Entourage “5×09: Pie”: Entourage está virando sinônimo de primor, atingindo sempre o ponto alto de nossa cobertura semanal. A série subiu a um novo patamar, estabelecendo-se de vez no alto escalão das produções do primetime norte-americano. O que foram aquelas cenas das gravações de Smokejumpers, hein? Vimos apoteóticos momentos tratados de forma blazé e no meio de tanto fogo e explosões Vinny presencia suas falas sendo “roubadas” pelo ator Jason Patrick, rendendo um clima de conflito velado interessantíssimo (ah, e a piada sobre seqüência com água fazendo referência ao fracassado Speed 2 também foi ótima)! Mas o pior ficou para o fim, quando Vinny descobriu que foi o diretor quem retirou suas falas, aparentemente sem motivo (ou com um que ainda desconhecemos). Será que o filme sai desse jeito? Pie foi mais um episódio grandioso, que ainda abriu um novo horizonte para Ari, prestes a se tornar dono de mais uma agência. Que bom que a série já esta garantida para mais uma temporada! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 02/11/2008 na HBO americana.
Gossip Girl “2×09: There Might Be Blood”: Ah, quanta coisa a pequena Srta. J já aprontou, não? Depois de largar a escola e o estágio, a jovem de 15 anos deu a cara a tapas e foi lançar a sua linha de roupas na festa de Lilly Van der Woodsen, numa das melhores cenas de toda a série! Mas não acho que esta história rende, pois séries teens são politicamente corretas e logo logo veremos ela de volta à humilde residência dos Humpfrey… Mesmo assim, eu torço para que ela estoure na profissão, pois não vou com a cara do pai dela de maneira alguma. Isso sim seria algo interessante de ver. Vimos também neste episódio uma participação mais ativa do blog Gossip Girl na trama, o que é sempre algo positivo, pois assim a série resgata de forma mais intensa a sua premissa, algo que muita produção por aí vem se esquecendo de fazer. O episódio foi sim muito bom, especialmente com o romance de Nate e Jenny vindo a público, mas confesso que a historinha de Blair e Serena (elas não estavam mega brigadas?) com a tal sobrinha do reitor não empolgou. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 03/11/2008 na CW americana.
Friday Night Lights “3×06: It Ain’t Easy Being J.D. McCoy”: Não deve ser mesmo fácil para J.D. McCoy ter que viver na coleira curta de seu pai que cruza todos os limites da super-proteção, fazendo o garoto virar a chacota do time. O perspicaz treinador Taylor já percebeu que, da mesma forma que aconteceu com Matt Saracen, os problemas familiares e o excesso de pressão podem acabar com a carreira promissor jogador. Aliás, tirando as diferenças sócio-econômicas, Saracen e McCoy têm muito mais em comum do que imaginam e talvez Tim Riggins não seja a melhor companhia para o jovem neste momento. A saga de Jason Street continuou com problemas que todos poderiam antecipar quando ele decidiu entrar no arriscado negócio com sócios pouco estáveis como os que ele arrumou. Este foi mais um episódio sem jogo, centrado nos relacionamentos dos personagens, com os caminhos convergentes de Matt e Julie e nos rumos divergentes que Landry e Tyra seguem. Faltou aqui o fator “it” presente na maioria dos capítulos, já que aquela cena final com Jason Street falando e cantando no telefone com o filho bebê foi um dos grandes clichês dramáticos que costumeiramente a série evita. Dessa vez passou. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 05/11/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.
Dirty Sexy Money “2×05: The Veredict”: Quanta coisa acontece em um único episódio de Dirty Sexy Money, não? Sempre achei esta uma das maiores virtudes da série: a trama não fica estagnada uma só semana. Desta vez o controverso relacionamento entre a promotora Lions e Jeremy estragou o julgamento de Letitia, que mais tarde descobriríamos ser mais uma artimanha de Simon Elder na tentativa de infiltrar-se na família Darling. Mas apesar dele claramente caracterizar-se como o vilão da série, não podemos nos esquecer que seu arqui-inimigo é o frio e calculista Tripp. Ora, mas também certamente não podemos chamar o patriarca dos Darling de herói ou mocinho da história. Com isso, o drama ganha uma interessante dicotomia, pois a todo tempo nos vemos torcendo para lados opostos já que não sabemos com clareza quais são os limites de cada um dos bilionários. O dinheiro sexy e sujo finalmente fez sucumbir o relacionamento de Nick e Lisa e me pergunto por que ele é tão hipócrita com sua esposa por ela ter beijado Jeremy e aceitado a sociedade na galeria, quando ele já fez coisas muito piores com Karen. Dirty Sexy Money é uma série estilo novelinha sim, mas com uma trama complexa e pra lá de instigante. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 05/11/2008 na ABC americana.
Grey’s Anatomy “5×07: Rise Up”: Eu havia esquecido completamente que a Dra. Hahn era a “dona” do coração que Izzie “roubou” no outro hospital na época do incidente com Denny Duquette e aquela enorme coincidência trouxe o caso à tona gerando um tenso conflito entre as médicas e o Seattle Grace. Bom, sabemos que vai sair perdendo nesta história, né? Infelizmente, no overall, estou achando a trama de Grey’s Anatomy muito parada sempre com um casinho bobo aqui e ali de cada vez, ao contrário do que a série já foi um dia. Todos os bons elementos estão ali, mas a temporada não engrena! Não sei se é esse novo Dr. Hunt que não acrescenta nada ou se é a falta de Burke agitando as coisas, mas fato é que está faltando algo aqui. Poxa, até Lexie que chegou com tudo agora consegue ficar mais apagada que a irmã Grey e até mesmo Yang deixou de ser… Yang! Já passou da hora de Grey’s Anatomy parar de viver no passado, às sombras do espírito de Denny Duquette. Ah, e vamos combinar: deve ser muito chato pro ator Jeffrey Dean Morgan voltar toda hora para ficar fazendo cenografia atrás de Izzie, não? Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 06/11/2008 na ABC americana.
Esta semana não tivemos episódios inéditos de Chuck, Fringe e Heroes. Amanhã teremos as sitcoms e o restante da nossa cobertura, incluindo Prison Break e True Blood!
Tivemos alguns percalços esta semana, mas a segunda parte da Semana em Série chegou! Confira os detalhes dos episódios exibidos na semana passada nos EUA:
True Blood “1×08: The Fourth Man in the Fire”: Poxa, True Blood segue com um ritmo muito bom, tirando aquele enorme erro de continuação (ou edição), já que quando Sookie se preparava para ir até o suposto túmulo de Bill estava chovendo horrores e, instantes mais tarde (pelo menos foi o que pareceu), ela andava no cemitério todo seco. Até deu pra curtir a “saída” do vampiro de dentro da terra, mas de início cheguei a achar que era um sonho. Tivemos storylines empolgantes, como o terrível sequestro do vampiro homossexual por Jason e Amy em busca de “V” e a comovente aceitação de Tara de que ela realmente pode estar com um demônio em si. Eu só não entendi porque a história dos assassinatos foi posta de lado para dar lugar à boba trama no bar Fangtasia. Bom, pelo menos sabemos que o cliffhanger será retomado daquele exato ponto, como acontece com todos. True Blood é definitivamente a melhor surpresa deste ano e cada episódio abre cada vez mais portas para não só uma, como várias temporadas de sucesso. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 26/10/2008 na HBO americana.
Chuck “2×05: Chuck Versus Tom Sawyer”: É seguro dizer que este foi o melhor episódio de Chuck até hoje e que a série foi extremamente feliz ao resgatar a cultura pop dos anos 80 com aquele duelo de vídeo game e todas as referências “nerds”, lembrando até mesmo clássicos filmes estilo “Sessão da Tarde”. As piadas também foram ótimas, como na cena em que Casey afirma que nenhum dos fãs de Jeff vão aparecer por estarem ocupados com trabalho e família e Chuck rapidamente o insere no contexto com um olhar “não é bem assim”… Isso sem contar na trama do episódio: os códigos de desarmamento de um perigoso míssil estavam escondidos na fase bônus do game Missile Command e a missão do herói era zerar o jogo para salvar o mundo! Chuck não precisa ter tramas pesadas ou complexas para atingir o seu ápice ou para ser levada à sério. Um bom texto, leve e descontraído, com boas pitadas de ação dão muito bem conta do recado. Ansioso pela próxima missão de “Charles Carmichael”! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 27/10/2008 na NBC americana.
Boston Legal “5×06: Happy Trails”: Ah, como eu vou sentir falta das palhaçadas de Denny Crane e Alan Shore quando Boston Legal acabar em breve. Desta vez os “flamingos” se hospedaram em um rancho de Utah e o resultado, claro, acabou no fórum da cidade. Numa reviravolta do destino, Alan e Denny acabaram sendo salvos por Melvin Palmer, o arqui-inimigo de Alan que adora chamá-lo de hoot. Bom, mas por mais que eu goste desta série, nunca fui com a cara das tramas envolvendo Catherine Piper, a velhinha delinquente. Todas as situações em que ela se mete soam forçadas e acredito que a participação dela já deveria ter se encerrado há várias temporadas. Sinto falta mesmo é de Judge Brown, Paul Lewinston, da anã Bethany e, claro, de Clarence/Clarice. Tomara que nesta reta final tragam de volta os lendários associados que animavam o escritório Crane, Poole & Schmidt. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 27/10/2008 na ABC americana.
Friday Night Lights “3×05: Every Rose Has Its Thorn”: Finalmente Friday Night Lights retomou a triste história do ex-quaterback dos Panthers, Jason Street, que agora luta por sua independência financeira enquanto enfrenta os desafios de ser um pai de família paraplégico. Foi comovente acompanharmos as dificuldades que o rapaz passou para conseguir o empréstimo e comprar a casa de Buddy Garrit com o intuito de reformá-la, para no final ser abandonado pela mãe de seu filho. Matt Saracen também passou por um dos piores momentos de sua jovem carreira ao encontrar-se obsoleto, enquanto a estrela J.D. McCoy ascende na temporada, explodindo de raiva mais uma vez em frente ao treinador Taylor. A temporada segue intensa retratando as ilusões e desilusões da vida real dos habitantes de Dillon, Texas, provando que uma série teen não precisa se passar em um CEP famoso para ser boa. Não, mas Friday Night Lights não é apenas boa. É indispensável. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 29/10/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.
Dirty Sexy Money “2×04: The Silence”: Lisa George falou e falou de como os Darling sugam a vida de seu marido, mas assim que ela precisou de uma ajudinha de Jeremy para abrir a sua galeria, comprou seu ingresso sem devolução para o mundo de intrigas e mentiras que ela tanto repudiava. A cena mais marcante do episódio, contudo, foi a que Simon Elder revela para Nick o seu plano a longo prazo para tomar o controle das empresas Darling utilizando as ações de Karen. Por que ele fez isso? Não consigo imaginar uma razão, mas sei que o bilionário não dá ponto sem nó quando o objetivo é derrotar o seu rival Tripp. Aliás, esse último continua aprontando, chantagiando e persuadindo pessoas para conseguir atingir os seus objetivos. O mais interessante é que ele faz tudo isso soar plausível, sem se tornar maquiavélico como uma Patty Hewes da vida. Que vilão! Dirty Sexy Money emplaca mais um excelente episódio! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 29/10/2008 na ABC americana.
Grey’s Anatomy “5×06: Life During Wartime”: Owen Hunt retornou para ficar no Seatle Grace e transformou a unidade de trauma num verdadeiro chiqueiro para provar aos residentes que para salvar vidas em condições extremas o tratamento precisa ser “rápido e sujo”. Mas o médico esqueceu-se que ele não está mais no exército, e sim em um dos maiores e mais modernos hospitais do mundo. A temporada ganhou vigor com essa decisão do Chief de tornar o Seattle Grace o hospital nº 1 do país antes de se aposentar e, por conta disso, os casos da semana voltaram a ser interessantes. A dinâmica entre os residentes é outro aspecto de Grey’s Anatomy que agora chama a atenção, graças a uma “reorganização” amorosa, incluindo, é claro, o romance lésbico Torres x Hahn, com pitadas de Marc Sloane. O que eu apenas não consigo conceber é o chatíssimo relacionamento entre Meredith e Derek. Poxa, eles vão ficar nesse lenga-lenga até quando, hein? Eu até gosto de Meredith, mas o personagem “McDreamy” nunca desceu. Não sei se é por conta das limitações artísticas de Patrick Dempsey ou se é o ralo texto de Shonda Rhimes que entra num vortex de mesmice toda vez que ela vai escrever os storylines do neurocirugião. Alguém aqui não suporta mais esse cara? Tirando ele, ótimo episódio. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 30/10/2008 na ABC americana.
Kath & Kim “1×04: Money”: Mesmo com uma audiência baixa e críticas desfavoráveis, o canal NBC decidiu apostar no potencial de Kath & Kim que, como eu já disse aqui, realmente existe. Money foi o episódio “melhorzinho” até agora, porque seguiu num objetivo mais claro com os preparativos para o casamento de Kath e a obsessão desta por uma carruagem. Mesmo assim, esta continua sendo uma comédia que pouco faz rir: toda aquela cena com os cachorros pareceu sair de uma comédia pastelão, de tão mal executada. Falta muito para engrenar. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 30/10/2008 na NBC americana.
Se a sua série não está aqui, aproveite o espaço e mande os seus comentários! Até a próxima semana!
True Blood “1×07: Burning House of Love”: True Blood vem crescendo absurdamente a cada episódio, atingindo o seu ápice neste Burning House of Love. Boa parte deste capítulo mostrou as loucuras da mãe bêbada de Tara, fazendo com que o espectador repudiasse o comportamento da velha, já que ela acreditava piamente estar possuída por um demônio. Porém, momentos mais tarde, a fortíssima cena que se passou no trailer da curandeira certamente fez a filha (e todos nós) repensar os seus conceitos sobre a natureza das perturbações de sua mãe. A trama vai ficando cada vez mais densa e agora todas as histórias paralelas (junto a principal) estão interessantes: a libertação de Sookie, Jason e seu vício em sangue de vampiro e finalmente a estranha atitude de Bill que rendeu o melhor cliffhanger até o momento. Outra coisa interessante é que a série não possui lapso temporal entre episódios, que sempre iniciam-se na última cena do anterior. True Blood alcançou todo o seu potencial e estabeleceu-se como um dos melhores frutos desta temporada 2008/2009. Alan Ball não decepcionou. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 19/10/2008 na HBO americana.
Boston Legal “5×05: The Bad Seed”: É complicado como que o novo estilo de vida moderno, supostamente criado para facilitar as relações humanas, acaba tendo diversas implicações jurídicas antes inimagináveis. Em The Bad Seed, a fertilização in vitro através de agências de doadores de esperma anônimos precisou ser provocada para esclarecer a terrível coincidência do casal de jovens namorados que eram, de fato, irmãos oriundos do mesmo doador. Nada que Crane Poole & Schmit não resolva, mas o estrago em dois adolescentes apaixonados é irreversível. Já Alan e Denny seguiram em seu espetáculo à parte, desta vez litigando contra o exército americano, levantando mais um tema político de grande relevância: militares têm direito à indenizações por erro médico nos hospitais das forças armadas? Segundo a Lei federal norte-americana, não. Mas quem disse que leis são perpetualmente imutáveis? Existe a parte fictícia (e boa) de Boston Legal, mas é através de casos como este, que acontecem de verdade, que a série se torna realmente louvável, promovendo uma boa discussão. É uma pena que está acabando… Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 20/10/2008 na ABC americana.
My Own Worst Enemy “1×02: The Hummingbird”: Henry Spivey e Edward Albright são dois inimigos que, graças a uma avançada tecnologia, por muito tempo conviveram pacificamente dividindo o mesmo corpo! Pois é, enquanto um é espião trabalha em perigosas missões (SD6?), a função do outro é a de manter o disfarce, mas isso ultimamente está sendo difícil por conta de uma falha no complexo sistema de “acordar” as personalidades dormentes. Assim, começou a ficar comum o pacato Henry acordar no meio de um “trabalho” que Edward estava conduzindo e agora os dois precisam combinar uma forma de não colocarem em risco a vida um do outro. Bem executada, apesar das limitações de seu forçado roteiro, a série continuou eficaz em dar um tom plausível a esta absurda história e o resultado está superando as expectativas (que eram baixas, reconheço). No segundo episódio, Edward “acordou” na vida de Henry, e este descobriu que seu alter ego é capaz de fazer coisas inimagináveis. Contudo, é difcil prever se a série vai pegar. Por enquanto ela continua em probation em nossa cobertura, já que a NBC é mestre em cancelamentos precoces. Vamos torcer para que pegue. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 20/10/2008 na NBC americana.
Friday Night Lights “3×04: How The Other Half Lives”: As coisas complicaram para Eric Taylor agora que ele precisou tomar uma importante decisão: Saracen ou McCoy? Enquanto a estrela do estadual demonstra sérios sinais de cansaço em virtude do excesso de responsabilidades sobre seus ombros, o novo riquinho da cidade desponta como um quarterback capaz de até mesmo superar a lenda Jason Street. Como o treinador não dá o braço a torcer nem pra ele mesmo, acabou escolhendo um inusitado revezamento entre os dois, o que pode gerar ainda mais conflitos no time que acaba de perder Smash Williams. Aliás, toda a saga do garoto Smash nesta temporada foi memorável, reerguendo-se das cinzas após ter sua carreira praticamente encerrada. Ele deixará a série, abrindo espaço para o encore de Jason, que já se inicia na próxima semana. Com mais um tocante episódio, a pequena Friday Night Lights continua comprovando a sua força dramática nesse mar repleto de grandes produções. Esta série é a prova inequivoca que o que uma boa produção consegue sustentar-se em um bom roteiro e excelentes atuações (e uma ajudinha da DirecTV, claro). Deveria continuar por muito mais tempo. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 22/10/2008 no canal The 101 da DirecTV americana.
Dirty Sexy Money “2×03: The Star Witness”: Bom, tirando aquela horrível visita de Brian ao “Brasil”, que definitivamente não era São Paulo (tinha imagens do Rio e Salvador lá), este foi mais um show de Dirty Sexy Money. O foco continua sendo o julgamento de Letitia Darling pela morte de Dutch George e a convicção de Nick que a matriarca não foi a assassina, a despeito do que disse sua própria mãe que não via há mais de 30 anos. Afinal, o que aquela família tanto esconde? Já pensaram na possibilidade de Dutch ainda estar vivo? Tudo que vimos foi um helicóptero ao mar com os pertences do velho advogado e eu imagino que trabalhar para os Darling fazendo aquela quantidade de serviços sujos inevitavelmente pode ter levado o sujeito a querer desaparecer. Desta vez o ponto alto do episódio ficou com Lisa George em uma franca conversa com Karen Darling. É uma pena que esta série está com problemas de audiência nos EUA, pois certamente é um dos melhores dramas atualmente em exibição. Espero que a série não se vá antes de revelar os mistérios da família “queridinha”. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 22/10/2008 na ABC americana.
Life on Mars “1×03: My Maharishi Is Bigger Than Your Maharishi”: Esta versão americana de Life on Mars é mais uma série que deixa a nossa cobertura semanal, pois em apenas três episódios o drama rendeu-se a um sentimentalismo barato, desnecessário, tirando ainda o foco da trama principal, que deveria ser o mistério acerca da bizarra condição que fez o detetive Sam Tyler “viajar no tempo”. Não duvido que a série possa até emplacar, já que a original é excelente. Contudo, a produção americana dá muitas voltas, ficando aquém da homônima britânica que, ao todo, tem apenas 16 episódios. Não ajuda também o fato do final ser largamente conhecido pelos fãs, tornando a série inteira um grande filler para o que já sabemos que vai acontecer. Assim, deixaremos para comentá-la integralmente no Season Pass, ao final da temporada. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 23/10/2008 na ABC americana.
Grey’s Anatomy “5×05: There’s no ‘I’ in Team”: Lidar com seres humanos em qualquer área já é uma tarefa complexa e a potencialidade de situações de risco aumenta exponencialmente quando estamos em um hospital. Mas a barra que Miranda Bailey precisou segurar superou grandes crises já vividas no Seattle Grace: conduzir uma sempre desgastante “cirurgia dominó”. Foram 12 pacientes e 6 transplantes de rim que precisaram ocorrer ao mesmo tempo para evitar que alguém desista no meio do caminho. Chega até ser triste pensar que este tipo de cirurgia realmente precisa ser feita desta forma, não é mesmo? Os problemas também não param de pintar para Meredith e Sheppard, agora que ele foi publicado e creditado pelo clinical trial que conduziu com sua atual namorada na temporada anterior. Mas o que mais surpreendeu nesta história foi a reação do doutor ao ser questionado porque ela não foi incluída no destaque do periódico, já que foi ela quem deu a idéia e operacionalizou tudo. O cara simplesmente de uma lição de moral totalmente sem noção na moça que apenas queria o reconhecimento de seu parceiro e de mais ninguém. Ah, e finalmente um casal que retorna ao spotlight é Izzie e Alex e todas estas mudanças e acontecimentos vistos em There’s No ‘I’ in Team deram o gás que a temporada estava precisando para acontecer. Shonda Rhimes voltou a ser Shonda Rhimes e apenas os calientes momentos entre Erica e Torres já valeram o episódio. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 23/10/2008 na ABC americana.
Novamente, se a série que você acompanha não está aqui, é porque ela foi cancelada de nossa cobertura e ficará para o Season Pass ou ainda não estou junto com a exibição. De qualquer forma, participe com os seus comentários e ajude a complementar a matéria! Na semana que vem teremos a volta de 30 Rock e prometo continuar a cobertura de Mad Men que ficou temporariamente interrompida. Aguardo o seu feedback!
Dexter “3×03: The Lion Sleeps Tonight”: Dexter está em uma situação dificílima e pra lá de instável, tendo como cúmplice na morte de Freebo um sujeito que é simplesmente o poderoso promotor de Miami. Não bastasse isso, toda a polícia caça sujeito, já que acreditam que ele está vivo e Dexter ainda precisa conviver com os conflitos em se tornar papai. Aliás, esta nova “condição” do assassino inevitavelmente levou-o a perseguir um tipo inédito de criminoso: os pedófilos. Afinal, ele agora tem uma família para proteger (embora tenha ficado forçado o cara tirando fotos logo de Astor e Cody). Mesmo sendo um típico filler, em que a história em si avançou muito pouco, o episódio serviu para contextualizar muito bem a delicada situação em que todas as partes se encontram, inclusive Debra e o departamento de polícia que está ficando cada vez mais eficiente para o desespero de nosso herói e seu mais novo “melhor amigo”. O destaque do episódio vai pra Jimmy Smits desta vez, que está fenomenal como o impulsivo Miguel Prado. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 12/10/2008 no Showtime americano.
Entourage “5×06: Redomption”: Bom, depois de cinco excelentes episódios em sequencia, Entourage deu uma leve acalmanda, mas ainda assim continuou acima da média. Não curti muito a história paralela de Vince e Eric com aquele caso do amigo Don, mas Johnny Drama salvou o dia bancando a estrelinha mimada com o seu novo assistente Turtle. Aliás, esta situação lembrou muito o episódio de Friends em que Chandler trabalhou para Joey nas mesmas condições. Até hoje não sei como Drama ainda não foi despedido da série Five Towns (mas parece que isso está na iminência de acontecer). Ari Gold, claro, mais uma vez foi o centro das atenções com aquela aposta de golf que culminou na morte (!) de Alan Grey. Alguém lá em cima (ou embaixo) gosta muito de Vince e de sua entourage, já que agora o filme Somekejumpers deve contar com sua ilustre presença. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 12/10/2008 na HBO americana.
Heroes “3×05: Angels and Monsters”: Será que Heroes tem salvação? Me pergunto isso pois enquanto assistia a este episódio um amigo chegou e me infagou se eu estava vendo Charmed, por conta daquela cena em que um vilão criava buracos negros em sua frente. A impressão que dá é a de que a série se perdeu depois do roteiro dar tantas voltas e que vai ser muito difícil sair dessa. Vejamos: Claire resolveu ir numa busca aos vilões que escaparam do Level 5, mas a ameaça deles à humanidade não foi claramente estabelecida; não conseguimos saber a natureza das intenções da Companhia e quem joga de qual lado, o que é fundamental numa série que se baseia em quadrinhos e as várias tramas paralelas voltaram e estão longe de colidirem. Isso sem contar no excesso de personagens que precisam frequentemente entrar ou retornar ao drama para trazerem algum sentido à bizarra história. Está difícil e muito chato continuar a acompanhar Heroes, especialmente nas cenas de Mohinder, que virou “A Mosca”. Quem sabe já não passou da hora de pararmos com isso. Charmed durou 8 anos. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 13/10/2008 na NBC americana.
Chuck “2×03: Chuck Versus the Break-Up”: Como eu já disse aqui, Chuck finalmente encontrou o seu ritmo e vem trazendo uma ótima sequencia de episódios. A trama avança bem a cada semana sem perder o seu charme e neste Chuck Versus the Break-Up tivemos a volta de Bryce Larkin criando um clima de conflito no relacionamento de Chuck e Sarah, enquanto todos trabalham para resgatar o microchip das mãos de um vilão. A série voltou a suas origens agora que o intersect foi atualizado (eu me perguntava como iriam fazer isso), numa cena genial. As situações na Buy More também foram engraçadas, mas sinto falta de uma interação maior entre o pessoal da loja e o mundo da espionagem para a série ficar completa. Se o propósito de Chuck é trazer uma diversão inteligente, mas descompromissada, estão cumprindo-o muito bem. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 13/10/2008 na NBC americana.
Friday Night Lights “3×03: Hello, Goodbye”: Eric Taylor nunca foi de dar o braço a torcer, ainda mais quando toda a cidade de Dillon quer uma coisa e ele quer outra. Íntegro, convicto, mas cabeça-dura ao extremo, ele é daqueles que precisa aprender errando e está claro pra todo mundo (menos pra ele) que a era de Matt Saracen acabou. O problema é que concomitantemente a isso estão tentando empurrar o garoto McCoy, que além de jovem e talentoso, é um dos poucos ricos da cidade. Por isso é com o bico torcido que o treinador precisa comparecer à festa de início de temporada na mansão dos novatos na cidade, que deveria estar sendo realizada na humilde residência dos Taylor. Decisões importantes também precisaram ser tomadas por Smash Williams sobre o seu futuro profissional, agora que recebeu uma proposta de se tornar o gerente regional da cadeia de lanchonetes pra qual trabalha. Friday Night Lights segue com um ritmo competente, lidando de forma muito delicada e sábia com os seus personagens, inclusive com o o núcleo da família Riggins e suas constantes dificuldades. Mais um ponto para a série! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 14/10/2008 na DirecTV americana.
Grey’s Anatomy “5×04: Brave New World”: Bitolada no louco mundo das cirurgias, que envolve diversas horas sem dormir, brigas, cansaço e muito estresse, Christina Yang ficou absolutamente deslumbrada com a rotina de trabalho do departamento de dermatologia do Seattle Grace e começou a repensar os seus conceitos e preconceitos sobre a especialidade. Isso indiretamente levou-a também a questionar sua rotina de trabalho. Repensar, aliás, foi o que Karev fez sobre o seu comportamento que constantemente hostiliza os que estão à sua volta e Meredith começou a mudar, aceitando as suas diferenças com Derek. Antes o fato dele ter invadido o sagrado espaço de sua mãe seria motivo para expulsá-lo de casa e essa evolução dos personagens culminou numa evolução da própria série. Brave New World abriu o espaço para a boa mudança, fazendo com que este seja o primeiro ótimo episódio desta nova temporada. Que continuem crescendo. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 16/10/2008 na ABC americana.
The Office “5×02: Business Ethics”: Talvez a pessoa menos indicada do mundo para falar de ética profissional é Michael Scott: “…quando descobri o YouTube não trabalhei por uma semana!“. Hilário! A interação inédita dele com o RH também rende ótimos momentos, fazendo todo mundo torcer por Michael & Holly da forma com que torcemos para Jim & Pam. A série mais uma vez passou dos limites, trazendo uma revelação inusitada de Meredith, que recebia descontos de fornecedores em troca de “favores sexuais”! Esses roteiristas…
Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 09/10/2008 na NBC americana.
Amanhã tem comentários de Gossip Girl, Boston Legal, True Blood, Fringe, Two and a Half Men, How I Met Your Mother, Life on Mars, Kath & Kim, mais um The Office e The Big Bang Theory! Se não falei do episódio da série que acompanha, aproveite para deixar o seu review nos comentários!
Dexter “3×02: Finding Freebo”: Agora que sabe que vai ser papai, Dexter enfrenta um inevitável dilema em sua mente: será que seu filho herdaria os seus instintos assassinos? Seria melhor abortá-lo, tornando o bebê uma de suas vitimas? Estas e outras divagações tomaram conta deste incrível episódio da série e mais uma vez a história tomou um rumo totalmente inesperado. Livre do Código de Harry, o mundo de Dexter virou de cabeça para baixo quando o passional Miguel Prado presenciou o pós crime do nosso assassino favorito, numa cena que certamente fez muita gente pular do sofá. Mas surpreendente mesmo foi a reação do promotor que, mais tarde, descobriríamos estar ali pelo mesmo motivo que Dexter: fazer justiça com as próprias mãos. O fato abriu definitivamente todas as portas para mais uma promissora temporada. Dexter novamente se reinventou e garantiu o status de melhor drama atual. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 05/10/2008 no Showtime americano.
Entourage “5×05: Tree Trippers”: De tempos em tempos presenciamos na TV episódios de séries que transcendem a tela e se tornam épicos instantâneos. Desta vez a jornada de Vinny Chase e sua entourage até o famoso parque/deserto Joshua Tree rendeu um destes clássicos atuais. O motivo da viagem? Entrar em contato com a natureza para que Vinny decida de uma vez por todas se vai estrelar a refilmagem caça-níquel de Benji ou se irá se dedicar ao promissor Smokejumpers, do qual nem convidado é (escolheu este último, óbvio). É claro que o destaque da série é Jeremy Piven, que ao longo desta temporada trabalha para garantir o Emmy 2009, o seu 4º consecutivo pelo mesmo papel. Ora, só pode. Ari Gold sob o efeito de “cogumelos mágicos” já é o highlight deste ano e Rex Lee como Lloyd também estava simplesmente brilhante. Com uma fotografia pra lá de deslumbrante, este simples, porém imprescindível episódio de Entourage já figura como um dos melhores de toda a série e do gênero. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 05/10/2008 na HBO americana.
Heroes “3×04: I Am Become Death”: Longe ainda de atingir o seu verdadeiro potencial, a 3ª temporada de Heroes começa a trilhar o caminho certo. Aos poucos a premissa “Vilões” vai tomando forma com a indicação que os maiores inimigos dos heróis podem estar latentes dentro de cada um. Num futuro onde a fórmula roubada de Hiro está acessível a qualquer cidadão que dispõe de pronto pagamento, Peter Petrelli seguiu no seu calvário temporal apos a captura de seu “eu” posterior. Para a surpresa de todos, o futuro revelou um Sylar bonzinho e criando um filho e a determinação de Claire em executar o seu poderoso tio trouxe uma explosiva consequencia. Como eu disse, Heroes segue no caminho certo, mas dá muitas voltas (incusive no tempo) para chegar ao seu objetivo e isso, na maioria das vezes, é bem maçante de acompanhar. Talvez se o roteiro seguisse uma trajetória mais linear a série definitivamente engrenaria de vez. Por enquanto continua na promessa. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 06/10/2008 na NBC americana.
Chuck “2×02: Chuck Versus the Seduction”: Acho que pela primeira vez desde o piloto, Chuck encontrou o seu melhor momento e apresentou um episódio redondinho e equilibrado. O percalço pelo verdadeiro Cipher acabou exigindo que o herói seduzisse a misteriosa viúva-negra Sasha Banacek (Melinda Clarke, de The OC), com a ajuda de um inusitado espião, interpretado pelo ótimo John Larroquete (de Boston Legal). O núcleo “Buy More” também teve uma revitalizada com as constantes confusões do novo gerente e a captura de Casey e Sarah também criou um ótimo cliffhanger para o próximo capítulo. Leve e descontraída, a 2ª temporada de Chuck está sendo uma surpresa bastante agradável. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 06/10/2008 na NBC americana.
Prison Break “4×07: Five the Hard Way”: Que bom que Prison Break segue avançando consideravelmente em sua trama, sem dar voltas como várias séries de ação fazem. Aqui tudo está caminhando para um objetivo concreto: a busca por Scylla e a invasão do QG da Companhia para decifrá-lo. Em Five the Hard Way Lincoln e parte da turma seguiram para Las Vegas atrás do 5º cartão, enquanto Scofield ficou para cuidar da parceria T-Bag/Gretchen. Na cidade do pecado, Sucre recebeu do portador do cartão uma proposta muito indecente, mas ao final inesperada por todos e Roland pode ter colocado todo o plano a perder com a apreensão do aparelho, fazendo com que o 6º cartão, de posse do general, terá mesmo que ser roubado. Infelizmente o episódio não foi impecável por causa do ato final envolvendo T-Bag, mais uma vez poupado por Scofield. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 06/09/2008 na FOX americana.
Friday Night Lights “3×02: Tami Knows Best”: Tami Taylor colheu os frutos de sua polêmica decisão de realocar os fundos do telão Jumbo Tron para fins acadêmicos, o que para a cidade que vive em função do esporte chega a ser uma heresia. Além de ter comprado briga com os peixes grandes de Dillon, ela pos em risco seu próprio casamento. Comovente foi a situação que Matt Saracen se encontrou, sendo obrigado a procurar emancipação para virar o guardião de sua guardiã. Lorraine sofre com demência e o garoto precisou recorrer à mãe que o abandonou para pedir a autorização de virar um adulto e suportar uma pesada carga de obrigações. O talento do ator Zach Gilford é invejável e a cena do encontro entre mãe e filho foi contida, mas tensa e muito bem executada. Friday Night Lights continua tratando de problemas sérios e reais, como a dificuldade de Smash Williams em entrar para uma faculdade lesionado e a forma que Tyra encontrou para vencer as eleições no colégio, tornando-se aquilo que vem lutando pra ser: um objeto sexual. Estou apenas sentido falta de Jason Street, mas sei que em breve saberemos o que aconteceu com o rapaz. Esse foi mais um touchdown da melhor série teen já produzida. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 07/10/2008 na DirecTV americana.
Amanhã a Semana em Série continua, com comentários de True Blood, Dirty Sexy Money, Pushing Daisies, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, Two and a Half Men, Grey’s Anatomy, Life on Mars e Boston Legal.
Dexter “3×01: Our Father”: Embora cada temporada de Dexter inicie e complete um ciclo, sem deixar cliffhangers para a próxima, é notório o crescimento do personagem principal ao longo dos anos. Hoje ele se conhece mais e melhor e por isso decidiu fazer uma livre e profunda revisão do Código de Harry, o conjunto de leis e normas que seu pai adotivo deixou como legado. Mas esta foi uma terrível decisão do nosso herói serial killer, pois algo inédito em toda a sua jornada aconteceu: ele matou o sujeito errado por impulso. Pior, a vítima era o irmão de um poderoso promotor de Miami. Há quem diga que este começo de temporada foi “morno”, mas eu discordo. É exatamente porque a série se renova a cada ano que esta deverá ser uma das mais intimistas temporadas, já que Dexter precisará conviver, pela primeira vez, com esse fardo enorme em sua consciência, sem contar na bombástica e inesperada gravidez de Rita. Pois é, Dex vai ser papai. Um excelente início de temporada para o melhor drama da atualidade. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 28/09/2008 no Showtime americano.
Entourage “5×04: Fire Sale”: Enfim chegamos no ponto alto desta temporada, que instaurou a verdadeira batalha no (sub) mundo do showbizz. Afinal, quem levará a melhor? O sensato, mas inexperiente Eric ou o escolado, porém impulsivo Ari? Os dois chegaram em uma situação impossível depois de articularem muito para conseguirem vender o roteiro: a oferta de Ari tem Vince em um papel secundário, mas com um preço baixo pelo texto e a de Eric tem um excelente preço, mas sem Vince na jogada, já que Alan Grey, da Warner (estúdio que produziu o esnobado Aquaman 2), é o comprador. As cartas estão na mesa nesse mercado onde estúdios compram um roteiro apenas para não deixarem o concorrente por as mãos e mais uma vez o astro em declínio colhe os frutos de sua arrogância e inconsequencia. O episódio ainda trouxe Johnny Drama em um dos piores momentos de sua carreira (e, mais uma vez nesta temporada, um dos melhores de toda a série), humilhado em rede nacional no programa The View. Entourage continua arrasando no topo de nossa cobertura! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 28/09/2008 na HBO americana.
Heroes “3×03: One of Us, One of Them”: Neste episódio começamos a vislumbrar a direção que a temporada pretende tomar, despertando um lado desconhecido em heróis e vilões, na clássica filosofia “Ying & Yang”. Por isso nós vimos uma Claire amargurada e perdida ao ter que aceitar seu eterno destino e, ao mesmo tempo, Sylar nobremente trabalhando (ou quase isso) lado a lado com Noah Bennet. Mas infelizmente Heroes é uma série que não consegue desvincular-se de suas amarras, trazendo sempre à tona alguma storyline repetida e desinteressante, como a jornada de Parkman com o “Isaac Mendez” africano e mais uma aborrecida personalidade (ou clone) de Nikki/Jessica, a mulher “Sub-Zero” Tracy. Outra coisa que incomoda muito é a nada inspirada edição, que constantemente falha na tentativa de concatenar inúmeras tramas paralelas em um único episódio. São tantos personagens que às vezes você até esquece que tal herói existe ou o que ele estava fazendo. É uma pena também que voltaram a transformar Hiro em um bocó, com um alivio cômico que não serve à história. Precisamos fazer muitas concessões para continuar acompanhando Heroes, porque ficamos sempre esperando os momentos geniais que eles sabem fazer. O problema é que às vezes isso demora demais. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 29/09/2008 na NBC americana.
Chuck “2×01: Chuck Versus the First Date”: Esta é outra série do canal NBC que precisamos engolir muito sapo em prol da diversão. Em dois momentos idênticos neste mesmo episódio de estréia da 2ª temporada, o gigante interpretado por Michael Clarke Duncan precisa ameaçar jogar Chuck de uma sacada apenas para tomar um objeto que está em suas mãos! Como assim? Mas tirando isso, Chuck Versus the First Date conseguiu estabelecer-se melhor como uma comédia do que como uma comédia de ação, rendendo ótimas situações. Aquela cena em que o atual Intersect engana todos os vilões utilizando apenas um telefone e o cérebro geek de seu escudeiro Morgan foi divertidíssima. Acertada também foi a inclusão de um objetivo mais claro na série, com a destruição do novo Intersect e os inevitáveis e promissores desenrolares deste ataque. Em suma, Chuck voltou a divertir (porque os últimos episódios da primeira temporada estavam chatíssimos) e continuaremos a acompanhá-la por aqui. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 29/09/2008 na NBC americana.
Prison Break “4×06: Blow Out”: Prison Break entrega mais um episódio sólido e muito bem executado. Sem perder tempo, a história já começou no meio da busca por mais um cartão Scylla, que acabou culminando na prisão de Mahone e despertando reações diversas sobre como proceder em situações como esta. Felizmente Michael Scofield deu uma de Harry Houdini (ou Criss Angel) e armou um elaborado plano de resgate no fórum, deixando até o implacável Wyatt de boca aberta. O episódio até nos levou a pensar que iriam abandonar Mahone lá (a série adora fazer isso), mas ainda bem que trilharam outro caminho. Gretchen finalmente fez um retorno triunfal integrou o núcleo T-Bag, o que deverá render ótimas situações nos próximos episódios. A 4ª temporada de Prison Break definitivamente se estabeleceu como uma das melhores de toda a série, perdendo apenas para a primeira, claro. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 29/09/2008 na FOX americana.
Gossip Girl “1×05: The Serena Also Rises”: Esta temporada de Gossip Girl está cada vez mais surpreendente, com excelentes episódios em sequencia. O roteiro está dosado, todas as tramas paralelas estão interessantes, até mesmo as da família Humphrey. Este capítulo marcou a definitiva ascensão da socialite Serena em detrimento da amiga Blair, que é uma compulsiva por atenção. É claro que o tema é frívolo ao extremo, mas é mérito da série fazer com que nos importemos com pessoas tão fúteis como as upper east siders. Mas desta vez o destaque absoluto foi Chuck Bass e sua jornada auto destrutiva que envolveu Dan, já que este buscava inspiração para um de seus contos. O ator Ed Westwick conseguiu explorar muito bem esta nova camada dramática introduzida pela culpa que o personagem carrega por ter “matado” sua mãe no parto. Toda semana a turma de NY dá um show sobre como fazer uma série teen que leva seu público a sério, transcendendo a barreira da idade como poucas até hoje conseguiram. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 29/09/2008 na CW americana.
Dirty Sexy Money “2×01: The Birthday Present”: A greve dos roteiristas acabou sendo positiva para as séries estreantes da temporada passada, pois grande parte delas está voltando com uma qualidade jamais vista. Este é o caso de Dirty Sexy Money que atingiu o seu melhor momento nesta agitada estréia. Começando pelo fim (o que é sempre interessante), o capítulo foi centrado nos preparativos para a grandiosa festa de aniversário que os Darling prepararam para o advogado Nick George e na acidental morte da mulher de Patrick. Porém, as circunstâncias desfavoreceram totalmente o candidato ao Senado americano e os desenrolares da farsa que criaram para encobrir a morte foram bombásticos: uma casa de campo destruída e a traição da mulher de Nick com Jeremy Darling (que beijo aquele, não?). Igualmente surpreendente foi a prisão de Letitia Darling pela morte de Dutch, já que todo mundo esperava o mandado de prisão para Patrick (um ótimo trabalho da direção, diga-se de passagem). Dirty Sexy Money voltou com tudo e esta temporada promete! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 01/10/2008 na ABC americana.
Friday Night Lights “3×01: I Knew You When”: Com um tema bastante específico e restrito, é impressionante como que cada frame de Friday Night Lights torna a série grandiosa e única. Após um considerável salto temporal, os dilacerados Dillon Panthers iniciaram a temporada 2008 sem perspectivas concretas de vencerem mais um campeonato, mas Eric Taylor nega com veemência este fato. O time está desfocado, Smash Williams ainda se recupera de uma grave lesão e Matt Saracen já não consegue a posição de destaque. Aliás, as palavras do pai de um proeminente talento jovem foram as mais sensatas: o fato do treinador Taylor ter transformado um jogador medíocre na estrela do Campeonato Estadual mostra o quão competente é o treinador. Mas acima de tudo, Friday Night Lights continua usando o esporte como pano de fundo para o verdadeiro drama teen da vida real. No lugar de intrigas e brigas de ego em bailinhos milionários, em Dillon, Texas os problemas ganham outra dimensão, como a difícil luta de Tami Taylor para organizar as prioridades do orçamento escolar e a batalha de Tyra para mudar o triste futuro que ela enxerga através da irmã e da mãe. Que bom que a DirecTV salvou esta impecável e cuidadosa produção do cancelamento. Clear eys, full heart… Can’t lose! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 01/10/2008 na DirecTV americana.
Pushing Daisies “2×01: Bzzzzzzzz!”: Depois de nove meses, duas semanas, cinco dias e vinte e três horas, o sol nasce e estamos de volta ao maravilhoso mundo de Couer d’ Cour. Eu confesso que por mais que eu adore este show, o episódio em si não me conquistou, já que a apresentação e resolução do “caso da semana” foi desinteressante. Em Bzzzzzzzzz! uma disputa corporativa e mórbida na indústria do mel só serviu para afastar a trama do trilho principal. Os fatos são estes: os melhores momentos de Pushing Daisies ocorrem quando a história está diretamente centrada em seus protagonistas, que, por si só, já são suficientes para sustentar a série. Basta ver a engraçadíssima epopéia de Olive no convento (numa divertida homenagem à Noviça Rebelde) ou os quase encontros de Lily e Vivian com a ex-falecida sobrinha Chuck. Tecnicamente, Pushing Daisies segue irrepreensível, como se cada cena fosse pintada à mão, mas já passou da hora desta série engrenar com um storyline verdadeiramente empolgante e breathtaking como o resto da produção. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 01/10/2008 na ABC americana.
Sitcoms em Série
Para não ficarmos sem os comentários das sitcoms na Semana em Série, optei por fazer análises mais resumidas, já que muitas vezes séries deste tipo não dão muito o que repercutir. Desta forma, podemos ir direto ao ponto.
The Big Bang Theory “2×02: The Codpiece Topology”: Foi acertadíssima a volta de Leslie Winkle à série como o novo interesse “romântico” de Leonard e, de quebra, trazendo um “arqui-inimigo” para Sheldon. A forma com que ela lida com o “amor”, como se fosse o mero fruto de uma experiência bioquímica e sociológica é divertidíssima, rendendo os melhores momentos deste episódio. Ela deveria ser uma personagem fixa, porque Rajesh e Howard não estão nada bem nesta temporada. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 29/09/2008 na CBS americana.
How I Met Your Mother “4×02: The Best Burger in New York”: Este atípico episódio de Mother trouxe uma crônica sobre o resgate de valores culturais de uma cidade que cada vez mais se torna impessoal, mecânica e tomada por franquias de multinacionais. Digo atípico, porque para contar essa história o capítulo se tornou maçante, com apenas uma piada boa aqui e ali (o Goliath National Bank de Barney estragando e salvando a noite e a foto do apresentador Regis por toda Nova York). Já vimos melhores. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 29/09/2008 na CBS americana.
Two and a Half Men “6×02: Pie Hole, Herb”: Continuo achando Two and a Half Men extremamente repetitiva e sem nenhum atrativo. As mesmas piadas são exaustivamente revividas. Quantas vezes já vimos Alan sendo expulso do bachelor pad de Charlie por seu comportamento neurótico e mesquinho para depois vermos ele voltar pedindo desculpas? Isso sem contar na óbvia e previsível piada com Jake sendo substituído por um macaco… A série precisa urgentemente se renovar. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 29/09/2008 na CBS americana.
Comentarei os dois primeiros episódios de Boston Legal num post especial esta semana (dessa vez vai) e amanhã falarei das retornantes. Se a série que você acompanha não está aqui, aproveite o espaço abaixo e mande o seu review!
é comentarista de TV, tradutor, advogado e fã incondicional de séries desde que foi fisgado por Friends em 1994. Hoje assistir aos melhores dramas e comédias da TV tornou-se um compromisso sério e diário. Fique liGado nas notícias, resenhas e novidades mais quentes do mundo das séries e participe com seus comentários! Não perca um só post!