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Arquivo da Categoria FlashForward

19/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bmotherHow I Met Your Mother (5×06: Bagpipes; 5×07: The Rough Patch): Estes últimos dois episódios de How I Met Your Mother desenvolveram e encerraram muito bem o arco do romance entre Robin e Barney sem deixar que a coisa ficasse desgastada, como acontece com muitas séries. Trazendo à tona os problemas em Bagpipes, a comédia rapidamente pulou para o inevitável término do relacionamento do casal que tenta, mas não consegue ser cool quando está junto. E foi no excelente The Rough Patch que vimos o calvário dos dois para perceber o quanto faziam mal um ao outro, mas sem perder o bom humor de costume, já que Barney engordou horrores (exageradamente sob o ponto de vista do Ted futuro, claro) e Robin virou uma baranga totalmente sem noção. Eu já disse várias vezes e repito que How I Met Your Mother sempre se sobressai quando faz uma crônica inteligente sobre os diversos aspectos da vida. Show!
Cotação Bruno Carvalho:

bteoryThe Big Bang Theory (3×06: The Cornhusker Vortex; 3×07: The Guitarrist Amplification): Eu continuo achando que explorar o “relacionamento” entre Leonard e Penny no fim não faz bem pra The Big Bang Theory, justamente porque os dois juntos não convencem por nada. Assim, depois de cada episódio, seja quando a moça convida toda a galera pra ver futebol ou quando um amigo guitarrista está pra dividir apartamento com ela, a suposta ameaça que isso traria a Leonard não atinge o objetivo proposto (fora a química quase negativa dos intépretes John Galecki e Kaley Cuoco). Eu não me importo com o que vai ocorrer com eles e exatamente por isso acho que a comédia deveria focar mais no universo geek dos protagonistas do que em um romance desinteressante. A nota alta (costume nesta série), por enquanto, fica pra próxima.
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×07: Unorthodox): A ideia de uma justiça mais “flexível” e mutável é característica do common law adotado pelos EUA, onde não apenas a legislação é fonte do Direito, mas também as decisões de tribunais chamadas de precedentes. No Brasil não temos isso enraizado desta forma e por isso algumas situações em The Good Wife podem parecer forçadas, mas não são. E foi em um caso bastante inortodoxo que Alicia precisou desmascarar uma farsa que visava extorquir judeus ortodoxos. Estes, por obedecerem o shabath (período semanal em que os fieis estão proibidos de realizar qualquer tipo trabalho), supostamente causaram danos físicos a uma senhora por se absterem de consertar um fio que passava em sua propriedade. Nasceu aí uma interessante discussão jurídica sobre qual seria a lei prevalescente: o princípio constitucional de liberdade ao credo ou o dever de indenizar pelo ato culposo de acordo com a Lei civil. Apesar de muito bem conduzido como o anterior, o episódio pecou em seu ato final por evitar o debate, vertendo o caso mais uma vez para o lado “investigativo”. É aí que The Good Wife perde parte de seu charme, como se seus autores desistissem de concluir qual seria o caminho adotado para resolver a questão no tribunal. Fora isso, o drama segue intrigante, ainda mais agora que o filho da boa esposa retomou a busca por verdades envolvendo a prisão do pai. Tem uma boa história aí…
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×08: Playing Cards With Coyote): Ótimo! Genial! Espetacular! Eu simplesmente adorei a ideia que os produtores de FlashForward tiveram de fazer o pior episódio da série até agora. Ora, isso significa que, uma vez no fundo do poço, eles só tendem a subir e melhorar, (ou não?)! Começando com mais um “clipe musical” totalmente inadequado, Playing Cards With Coyote chegou ao cúmulo de mostrar uma cena onde os supostos responsáveis pelo apagão de todo o planeta decidem através de um jogo de cartas se vão ou não contar a verdade para o público (isso na frente dos outros jogadores e funcionários). Eu não sei o que ficou mais ridículo, se foi o canastrão Simon propondo a decisão do impasse no melhor estilo Cassino Royale ou se foi o até então coerente Lloyd aceitando o esdrúxulo “desafio”. Francamente não sei o que esperar mais de uma série que prometeu tanto e conseguiu fazer de tudo até agora, exceto cumprir o prometido: ser um bom drama de mistério. As histórias paralelas, então, como a da filha de Aaron que não morreu e a introdução de novos rostos a cada finale tornam essa bagunça cada vez mais maçante. Como eu falei, isso é bom, pois não vejo no meu flashforward como isso pode piorar. Do contrário, o futuro da série será tão inevitável quanto o daqueles que em 2010 não viram nada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Ah, sim. Gossip Girl e Brothers & Sisters deixam nossa cobertura semanal e passam para o Season Pass. A primeira porque simplesmente desandou muito nos últimos capítulos e a segunda, apesar de eu gostar muito, anda rendendo pouco assunto para repercutir (ou querem que eu discorra sobre a ceninha “Laços de Família” de Kitty Walker e seu câncer?). Aí podem perguntar:  ”mas FlashForward sempre recebe críticas negativas e continua, qual o critério?” Ora, o critério é subjetivo e julgo que mesmo ruim, o drama do apagão rende muito mais assunto (ainda que negativo), de forma que as resenhas não soam vazias. De qualquer forma, continuarei acompanhando todas as séries que “cancelo” aqui e mais pra frente falamos delas quando as pausas começarem, ok? Aguardo o seu comentário e amanhã tem a segunda parte!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Brothers & Sisters, FlashForward, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
09/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×05: Dirty Harry): A situação fugiu do controle, os ânimos estão à flor da pele e a polícia de Miami vive uma de suas maiores crises desde o caso Bay Harbor Butcher. A morte de Frank Lundy trouxe ainda mais imediatismo num clima que beirava o insuportável graças à audácia do animalesco Trinity. Abro aqui mais um parêntesis para elogiar a fenomenal performance de John Lithgow, que consegue nos instigar e assustar ao mesmo tempo. Afinal, o que motiva o sangrento ritual desse sujeito e, o que é pior, como ele consegue disfarçar tão bem? Como Dexter testemunhou, ele aparentemente tem uma vida pacata com família e tudo mais. “Mas Dexter também tem”, podem argumentar. Claro, mas nós sabemos o quão difícil é para o justiceiro que segue o Código de Harry e mata pelo “bem”, sendo colocado contra a parede por tudo e por todos. Os segredos começam a emergir: quem não pulou da poltrona quando viu Rita ao lado da mala que nós conhecemos tão bem? O cerco está fechando e a temporada que nem na metade está vai ficando cada vez mais eletrizante. Dexter continua em seu nível próprio, acima de todas as produções atuais.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgossipGossip Girl (3×07: How to Succeed in Bassness, 3×08: The Grandfather, Part II): Adolescentes despreparados lidando com negócios e política. Sério? É assim que Gossip Girl pretende se reerguer do fiasco que está sendo esta 3ª temporada? Duas semanas e dois episódios fraquíssimos abaixo até mesmo da média já baixa dos anteriores. Em How to Succeed in Bassness tivemos que ver a desconstrução de Blair Walforf, personagem de gênio forte, se transformar numa verdadeira bocó, sem contar nas traminhas bobas que colocam a família Humphrey. Jenny já não convence mais com aquela brincadeirinha de “hierarquia da escada” e Rufus vestido de Joey Ramone fazendo referências pop a Lady Gaga não é nada cool. Gossip Girl perdeu o ritmo com o excesso de historinhas paralelas, como vimos no desinteressante The Grandfather, Part II. Poxa, a gente já não dá a mínima pro Nate e vai ligar pra eleiçãozinha de congressista local do primo dele? Who cares se ele ganhou ou perdeu ou se o documentário da podre da Vanessa foi vendido ou não? A série começa com estes casinhos pela metade, desenvolve-os mal e no fim vimos que um episódio inteiro passou e não aconteceu absolutamente nada! Não vou nem comentar sobre o romancezinho de Dan com Olivia, porque vou deixar pra falar mais sobre isso na próxima resenha (os que sabem do spoiler entenderão porque). A audiência abaixo dos 2 milhões nos EUA não me deixa mentir. Desse jeito não dá…
Cotação Bruno Carvalho:

comment1176

bsistersBrothers & Sisters (4×05: Last Tango in Pasadena, 4×06: Zen & the Art of Making Mole): Eu fazia maratonas com as primeiras temporadas de Brothers & Sisters como se não houvesse amanhã. Consumia episódio atrás de episódio noites adentro e já cheguei a comparar esta série à minha favorita de todos os tempos, Six Feet Under. Por isso não consigo conceber o que está acontecendo com o drama nesta 4ª temporada. Minha maior preocupação quando assisto um novo capítulo é o de tentar permanecer acordado. Juro. Onde estão as surpresas? Os segredos? A adrenalina que os encontros, desencontros e intrigas da família Walker causavam? Pelo visto acabou. Nem mesmo a volta da sempre excelente Sarah mudou o marasmo que está a série. Não consigo me entreter com o “alvoroço” causado pelo tal namoradinho francês da balzaquiana e muito menos com o casal insuportável Kevin e Scotty e esse lance da adoção. Dois episódios inteiros se passaram e o máximo que aconteceu foi Ryan tentando passar a perna na Ojai. De fato, somente Holly Harper anda conseguindo empolgar, ainda mais depois da forma com que ela recusou a compra de suas ações, mesmo falida. Brothers & Sisters perdeu o seu dinamismo e a sagacidade de seu roteiro que costumava ser muito, mas muito mais inspirado. Tomara que recuperem logo, pois hoje a série não é um terço do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bflashFlashForward (1×06: Scary Monsters and Super Creeps, 1×07: The Gift): Uau! Quando eu achava que pior não dava pra ficar, FlashForward me coloca uma constrangedora cena inicial com o tal Simon, que nadou na canastrice e na vergonha alheia pelo ator Dominic Monagham. Mais uma semana e a série continua falhando em estabelecer sua curiosa premissa e perde tempo com situações dispensáveis envolvendo as personagens menos carismáticas da TV. O que salvou em Scary Monsters and Super Creeps foi aquele encontro entre Mark e o futuro namorado de sua esposa, mas isso ainda não é suficiente para que o drama engrene. Até mesmo os cliffhangers agora estão repetidos! Simon aparece para Lloyd falando mais uma vez sobre o que eles “fizeram” (fora a trilha-sonora completamente inadequada nos momentos mais tensos). Ok, então tudo foi um experimento de alguma organização secreta. É o máximo que conseguem fazer? Felizmente as coisas melhoraram um pouco no episódio The Gift, mas não me refiro àquele grupo de pessoas que não viram flashforward e decidiram criar um “clube da morte”. Falo da importante implicação que o suicídio do agente pode trazer para a trama, indicando que o futuro pode sim ser modificado. Pelo que vimos da cena final, inclusive, esta é a tendência. Ainda não dá pra ficar completamente satisfeito com FlashForward como aconteceu após o piloto, mas o caminho é esse. O público precisa ser surpreendido e parar de ser enrolado. Ganharam uma estrela comigo.
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×06: Conjugal): Eu já explicitei aqui alguns problemas de The Good Wife, notadamente com relação aos casos jurídicos apresentados pela série que apenas “arranham” a superfície quando comparados com grandes séries de tribunal que já assistimos, especialmente Boston Legal. Mas com Conjugal a série acerta o ritmo e volta a ser aquele promissor drama apresentado no episódio piloto. Assumindo um caso como dativo, o escritório de Alicia resolveu ir mais à fundo na história de um condenado que supostamente cometeu latrocínio com um policial fora de serviço em uma loja de conveniência. Não bastasse isso, o acontecimento virou filme enquanto o sujeito encarava o corredor da morte. Desta vez o desenvolvimento da narrativa não foi simplório e arrastado, fluindo muito bem com a investigação sobre o procedimento cheio de erros que levou à prisão de um inocente por conta de perfil racial. Às vezes The Good Wife me lembra a finada Justice, mas sem a artificialidade e os exageros daquela produção. Pra melhorar, a história entre Alicia e seu ex-marido foi aprofundada com aquela inevitável visita conjugal, mas ainda assim espero que a vida pessoal dela fique mais em foco. Afinal, o drama é sobre ela, a boa esposa.
Cotação Bruno Carvalho:

A semana mal começou e ainda falarei de mais séries, incluindo a estreia de V. Aguardo os comentários de vocês abaixo, como sempre!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Brothers & Sisters, Dexter, FlashForward, Gossip Girl, The Good Wife Tags: , ,
29/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×04: Dex Takes a Holiday): Este episódio deve ter sido um banho de água fria nos críticos de ocasião que diziam que o drama estava desinteressante e arrastado. Ao contrário da maioria das produções, Dexter é escrita e produzida com muito cuidado e a prova da supremacia técnica e criativa está neste fantástico Dex Takes a Holiday, um dos melhores episódios de toda a série. Depois de mergulhá-lo num mar de encargos, tarefas e atribulações, o roteiro trouxe descanso ao nosso querido Morgan com a viagem de Rita e as crianças. Sozinho, o que não faltou foi um tempo pra matar. Literalmente. Obstinado em aproveitar o máximo de sua liberdade temporária, Dexter foi atrás de uma policial suspeita de ter assassinado toda sua família e inocentada pela falta de provas e pelo protecionismo dos membros da força com os seus. Mas um assassino facilmente conhece outro e após fazer sua meticulosa due dilligence, o Dark Defender chegou à inevitável conclusão de que ela realmente cometera o crime. Não antes, contudo, a série mostrou algumas das cenas mais angustiantes já vistas, pois a sagaz agente se revelou como um adversário acima da média dos scumbags usuais. E foi transformado no mensageiro da morte durante a execução da mulher que Dexter, perplexo e maravilhado, descobriu que possui um laço muito mais forte do que ele imaginava com Rita e as crianças. Dex Takes a Holiday não só evidenciou ainda mais os talentos de Michael C. Hall e Jennifer Carpenter, como ainda trouxe um dos melhores cliffhangers da temporada, com o ocorrido com Debra e Lundy. Dexter continua fenomenal como sempre foi.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×04: Zoso, 3×05: Slow Happy Boys): O quarto episódio desta temporada de Californication foi abaixo da média, engrenando somente em seus instantes finais quando as três mulheres que Hank recentemente “pegara” estavam em sua sala de aula na universidade. Pouca coisa aconteceu e os problemas que ele vem enfrentando com Becca não foram bem desenvolvidos. Mas as coisas melhoraram e muito em Slow Happy Boys com a viagem da filha e concomitante chegada de um antigo amigo de Moody. Orgia vai, orgia vem, acontece que a vida do cara fica mais complicada a cada minuto e, apesar deste ter sido mais um filler, Californication acaba divertindo, ainda mais agora que retomaram a história do simpático Charlie e sua luta para reconquistar sua mulher. O problema é que o cara não dá uma dentro… A coisa vai esquentar com o retorno de Karen e quero só ver como ele vai sair de todas em que se meteu!
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×06: I Saw What I Saw): Grey’s Anatomy deu um verdadeiro show esta semana! O episódio I Saw What I Saw fugiu completamente do habitual e mostrou o caos que foi instaurado no Seattle Grace após a ocorrência de um erro médico que custou a vida de uma paciente. O curioso é que a narrativa foi desenvolvida no esquema “ponto de vista”, o que acabou se tornando um excelente trabalho de criação, logística de produção e edição. As cenas eletrizantes no pronto-socorro que estava atribulado foram revisitadas diversas vezes enquanto os envolvidos prestavam seus depoimentos ao Chief. Mas o grande trunfo do episódio veio mesmo em seu final: ao evidenciar o erro da médica que viera do Mercy West, Derek questionou seu superior sobre a forma que ele vem displicentemente comandando o hospital com o clima de tensão que ele impôs e todo o complicado procedimento de fusão – esta sim a verdadeira origem dos problemas. Já não vejo a hora em que Sheppard vai emergir como o novo líder do Seattle Grace. Yes he can!
Cotação Bruno Carvalho:

comment1172

bgleeGlee (1×08: Mash-Up): Este é o segundo episódio em que os roteiristas de Glee apostam no desfalque do grupo de canto para criar drama e é a segunda vez que isso não funciona. Da mesma forma que ocorreu com Rachel, esta efêmera instabilidade só prejudica a trama, pois fica evidente que eles querem enrolar o público. Ora, muito melhor se nesta altura do campeonato Glee focasse mais no… campeonato! Até o momento pouco sabemos como serão as eliminatórias do concurso que o Sr. Schuester quer ganhar. Aliás, ele anda bem robert, não? Querendo aparecer, dançar e “cantar” o tempo inteiro. O lado bom é que Mash-Up foi mais um episódio divertido com aquele lance dos “gelados” e a constante batalha por popularidade na escola. Foi legal também que vimos um lado mais “paz e amor” de Sue Sylvester, que estava apaixonada pelo âncora do jornal, mas agora que ela tomou um pé na bunda estou com dó do Glee Club. Só achei que a cena da dancinha podia ter sido em um sonho da treinadora, porque esta desconstrução (ainda que momentânea) de uma personagem tão forte (e capaz de gerar memes na Internet) não faz bem pra série. Infelizmente Glee fará uma pausa e voltará somente no dia 11 de Novembro. Confesso, sentirei falta.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bflashFlashForward (1×05: Gimme Some Truth): Seria a melhor maneira de estabelecer bem uma série de mistério e conspiração com burocracia? Bem, é assim que pensam os showrunners de FlashForward que apresentaram mais um episódio em que muito se falou e pouco se fez. Isto resume bem este drama até agora, já que é consenso “global”, pelo visto, de que a produção não engrenou. Isso é o que eu colocaria em meu “Mosaic”. E aí, temos indícios de que a China está envolvida no apagão? Ok. Indícios. Qualquer fã de série hoje em dia, escolado com LOST, Arquivo X etc. sabe que isso é pura “encheção de linguiça”. E nem pra nos enrolarem com estilo: o “recheio” de FlashForward continua insosso, desmotivador e as coisas só melhoram quando chegam perto dos finais (e olha que o desse episódio nem foi bom). Outro erro gravíssimo é começar um capítulo pelo gancho e não apresentar nenhum fato novo e contundente. Quando terminei de assistir pensei: “poxa, se já mostraram o cliffhanger, por que perdi meu tempo vendo os 40 minutos anteriores?” Tá complicado…
Cotação Bruno Carvalho:

bofficeThe Office (6×05: Mafia; 6×06: The Lover): Mesmo depois de um estrondoso episódio como foi o do casamento de Jim e Pam, The Office continua fazendo bonito. Com Mafia Michael Scott voltou com tudo sendo facilmente influenciado pelas duas mentes mais “brilhantes” da filial: Dwight e Andy, que insistiam que o vendedor de seguros italiano era da máfia e queria extorquir a pacata Dunder Mufflin. Mas o mais legal foi Kevin cancelando o cartão de crédito do Jim sem querer, enquanto este curtia sua lua-de-mel em Porto Rico. As coisas esquentaram mesmo em The Lover, quando o caso de Michael com a mãe de Pam veio à público causando uma reação exagerada, mas bem compreensível da nova vendedora. Afinal, quem quer Michael Scott como padastro? Como de costume, a comédia carregou na dose de humor negro, o que é sempre bem-vindo. Ah, e é bom que Jim pare de subestimar Dwight, né? Ele não é louco… The Office vem numa ótima sequência de episódios!
Cotação Bruno Carvalho:

Por esta semana é só. Vou falar de algumas séries, incluindo 30 Rock, de dois em dois episódios, em caráter experimental igual fiz com algumas acima. Semana que vem tem mais!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Californication, Dexter, FlashForward, Glee, Greys Anatomy, The Office Tags: , ,
19/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×03: Almost Normal): A doença de Kitty, ao meu ver, veio num momento onde o foco deveria ser (qualquer) outro. Ora, na temporada anterior mesmo a família Walker lidou com o problema de saúde de Robert e tudo isso que estão (re) vivendo com a sua esposa parece um imenso dèja vu. O mesmo posso dizer com relação à Kevin e Scotty com a questão do bebê (barriga-de-aluguel ou adoção), assunto abordado também na temporada passada e até batido. Às vezes Brothers & Sisters me lembra um pouco a finada Party of Five, onde sempre alguma grande tragédia familiar estava acontecendo. Poxa, nós sabemos que esta série não precisa disso e a prova está nas ótimas tramas envolvendo o antigo rival de William que apareceu para complicar as coisas na Ojai ou até mesmo a incursão de Justin na faculdade de medicina. A temporada ainda não decolou e os sinais de desgaste vão ficando mais evidentes…
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×04: The Sexless Innkeeper): É sempre imprevisível a forma que How I Met Your Mother vai contar uma história. Entre sonhos, flashbacks e flashforwards, a variada estrutura narrativa que esta sitcom segue a difere de todas as outras produções do gênero. Desta vez eles voltaram séculos no tempo para contar o caso da “pousada do assexuado”, já que Ted caíra no velho golpe da mulher utilizá-lo apenas para passar a noite em seu apartamento, sem sexo! Os casais também deram um show à parte com toda aquela celeuma envolvendo o “encontro”, mas confesso que no final a ótima piada começou a esgotar, pois passaram do ponto. De qualquer forma, a cançao “All By Ourselves” foi demais!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×04: The Pirate Solution): Poxa, somente aquela cena que mostrou Sheldon e Raj trabalhando até a “exaustão” ao som de Eye of the Tiger já valeu por todo este ótimo episódio de The Big Bang Theory! The Pirate Solution trouxe exatamente o que a série precisa: uma agitada nas coisas. Apesar de sempre bons, eles estavam meio acomodados e deixando tudo nas costas de Jim Parsons. Com a estadia de Raj nos EUA ameaçada, a solução mais brilhante que eles encontraram foi colocar o nerd para trabalhar com o encrenqueiro mor, o que rendeu situações hilárias: “você trabalha PARA mim“! Isso além de ajudar a derrubar o “mito” Sheldon, porque não há nada melhor do que mostrar o cara errado e dando (ao menos um pouco) o braço à torcer. Longa vida aos reis da ciência!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgoodwifeThe Good Wife (1×03: You Can’t Go Home Again, 1×04: Fixed): Poxa, The Good Wife estava indo relativamente bem até que estes dois episódios apareceram para quebrar completamente o ritmo. Primeiro porque o roteiro simplesmente ignorou a investigação que os filhos de Alicia estavam conduzindo com relação à foto incriminadora do pai. Isso é estranho, porque ao mesmo tempo em que sugerem que ele pode ter sido vítima de uma armação, estes episódios praticamente confirmaram o envolvimento dele em todas as acusações que estão sendo feitas. Tudo bem que o drama está apenas começando, mas seria bom que uma estrutura lógica fosse seguida. O destaque continua na forma como Alicia vive esta delicada situação e como ela acaba utilizando esta experiência negativa em sua vida para ajudar os outros. Gostei muito do caso envolvendo a manipulação do júri que, no final das contas, foi providenciada pela própria parte que a moça defendia (legal também a participação do “Andy” de True Blood como o advogado de defesa da empresa farmacêutica). The Good Wife ainda precisa, contudo, encontrar o seu caminho e seguí-lo com convicção. A falta de um objetivo maior pode comprometer esta promissora série.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1165

bgleeGlee (1×07: Throwdown): Sue Sylvester carregou grande parte deste episódio de Glee (e boa parte da série até agora), o que não é nada reprovável, já que Jane Lynch é uma atriz excelente e que vem me surpreendendo a cada aparição na TV (ela também fez Party Down e está frequentemente em Two and a Half Men). A incontrolável rixa que ela tem com o grupo Glee é, de longe, a parte mais interessante desta comédia musical que vem demonstrando ter uma boa dose de humor negro. Simplesmente adorei os momentos politicamente incorretos, principalmente quando colocaram a “minoria” para cantar sob o comando da loira: “eu gosto tanto de minorias que estou pensando em me mudar para Califórnia para me tornar uma“. Pena que ela abandonou o cargo de co-treinadora tão cedo: “é coisa de frutinha. Eu não aguento ver estes jovens emocionados, a não ser se for por exaustão física”. Brilhante! Foi bacana também ver a galera cantando de verdade em cena (sem dublagem e auto-tune), numa jam session bem agradável e real. Um bom episódio, inquestionavelmente!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×03: 137 Sekunden, 1×04: Black Swan): Decepcionantes. Esta palavra resume muito bem o meu sentimento com relação aos dois últimos episódios de FlashForward exibidos na TV americana. Ora, pra uma série que se vende como o próximo grande fenômeno pós-LOST, seu desempenho está muito aquém do ideal. 137 Sekunden foi até construído de forma interessante, crescendo até o momento em que Mark interroga o nazista e ele dá aquela revelação sobre os pássaros e a descoberta de um incidente anterior na Somália emerge. Eis aí que Black Swan chegou como um tremendo anti-clímax, contando uma historinha totalmente desinteressante sobre o garoto com hipocortisolismo e ignorando os fatos do capítulo anterior. Isso sem contar no retorno daquela moça presa (num interrogatório que não levou a lugar algum) e na insistência com o caso de Olivia com sua visão futura (como bem disse a colunista Claudia Croitor: quantas vezes vão mostrar aquela cena dela chamando o futuro companheiro?). Para temermos pelo casal de protagonistas, a série precisa, primeiro, fazer com que nos importemos com eles. Objetivo falho até o momento e não sei nem o que dizer do final com o “Charlie” ligando para o sujeito, que chegou a dar vergonha alheia tamanha a artificialidade da frase que ele diz. Os episódios de FlashForward até agora são vazios e parece que o drama quer se sustentar apenas nos cliffhangers (que vá lá, foram bons). Alerta Jericho.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×01: Season 4): Foi muito válida a comemoração que os roteiristas de 30 Rock fizeram no início deste episódio, convidando todos para a 4ª temporada de uma série que disseram que não iria durar por conta da baixa audiência. Tina Fey e sua equipe superaram todos os obstáculos para chegar até aqui abocanhando, de quebra, vários e merecidos prêmios. Nesta premiére eles já começaram elevando o nível quando Kenneth resolveu mobilizar os pages para uma greve contra o canal por causa da ganância de seu CEO Jack Donaghy. Enquanto isso Liz e Pete iniciaram o árduo trabalho de contratar mais um ator para o show (o que deixa os outros, especialmente Jenna, descontrolados), mas o grande destaque deste episódio foi Tracy e sua obstinação de “reaproximar” das classes mais baixas, que rendeu os melhores momentos. A grande sacada, contudo, envolveu o fim da greve declarado por Kenneth pelos motivos errados – ele apenas queria que seu chefe escrevesse que era um grande mentiroso em um pedaço de papel. Gênio! Já o número musical final com Jenna foi um espetáculo à parte. Como é bom voltar ao Rockefeller Plaza, nº 30!
Cotação Bruno Carvalho:

Calma que não acabou! Esta semana ainda tem mais uma leva de comentários, com Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, House, Grey’s Anatomy e o melhor The Office de todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Brothers & Sisters, FlashForward, Glee, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
13/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
Terça chegou e conforme prometido continuo aqui o Semáforo Semana em Série com comentários das principais novidades deste Fall Season e dos retornos. Lembrando que as séries com sinal verde retornarão sempre aqui no blog, seja semanalmente ou no Season Pass; os dramas e comédias com sinal amarelo ficarão “em observação” e os marcados com sinal vermelho não voltam (com nosso aval para vocês “cancelarem” também sem dó). Shall we?

comment1160

bgoodwifeThe Good Wife (1×01: Pilot, 1×02: Stripped): Tirando a interpretação da talentosa Julianna Margulies como “a boa esposa”, não vi muitos méritos no piloto de The Good Wife. Centrado numa mãe de família que é obrigada a retomar sua carreira como advogada depois que seu marido foi preso acusado de envolvimento em um escândalo político, o drama chegou sem mostrar direito a que veio, adotando uma narrativa levemente arrastada e com um “caso da semana” esquemático. Mas eis que veio o segundo episódio para assentar melhor a premissa da série, diminuindo a mecanicidade do roteiro e permitindo que a proposta seja melhor desenvolvida. Aliás, quando The Good Wife direciona sua atenção para Alicia (a esposa), o drama atinge o seu potencial, evidenciando os sacrifícios que ela tem que fazer para tentar preservar sua estrutura familiar enquanto luta internamente para processar o acontecido. Não curti tanto a parte jurídica/investigativa, que deixa muito a desejar perto de séries como The Practice, The Closer e até mesmo de Boston Legal, que muitas vezes nem se levava à sério. De qualquer forma, acabou revelando-se uma boa surpresa na temporada.

bgreysGrey’s Anatomy (6×01: Good Mourning, 6×02: Goodbye, 6×03: I Always Feel Like Somebody’s Watchin’ Me): Foi com muita sensibilidade e sensatez que Shonda Rhimes iniciou o 6º ano no Seattler Grace após a morte de George O’Maley, personagem querido por muitos e que oficialmente desfalca a atração. Em vez de fazer um confortável salto temporal, a roteirista soube explorar muito bem a morte do cirurgião e conseguiu, de forma delicada, contar como foi o impacto deste acontecimento na vida de seus amigos. Interessante que, da mesma forma que ocorre na vida real, a “ficha” demorou a cair e aos poucos Izzie, Meredith, Karev, Bailey e os demais foram se dando conta de que ele realmente se foi. O episódio duplo que abriu esta temporada foi emocionalmente desgastante, mas necessário. Já em I Always Feel Like Someone Is Watchin’ Me, o 3º episódio, a notícia da fusão instaurou o caos no hospital e, pelo visto, os dias do Chief parecem estar contados, já que Derek tem chances de assumir um importante papel na organização dos funcionários contra a Diretoria. Só não acho que esta história dos empregos vai render, pois sabemos que ninguém do “elenco principal” será despedido. Com relação à Izzie, sua permanência na série é uma faca de dois gumes, pois se por um lado sabemos que ela está com câncer, por outro não tememos mais por sua vida (depois da “ressurreição”), o que certamente tira o peso dramático intentado. Por fim ressalto que os pacientes foram interessantes, com destaque para o sujeito esquizofrênico e sua mãe super protetora. Um bom início de uma temporada promissora!

bgossipGossip Girl (3×01: Reversals of Fortune, 3×02: The Freshman, 3×03: The Lost Boy): Felizmente Gossip Girl não ficou só naquela baboseira de Serena querendo chamar atenção do pai ausente que vimos no primeiro episódio. Aquela traminha foi uma das coisas mais ridículas que a série pôs na tela e parece que eles simplesmente não têm nada em vista para a moça. Mas eis que Blair Waldorf consegue salvar o que parecia ser um morno início de temporada, com sua epopeia na NYU! Valeu a pena demais ver que as coisas não seriam tão fáceis como ela imaginava, pois lá não é a Constance onde ela estava acostumada a ser a Queen B! Festinhas com sushi? Bolsinhas de presente? O pessoal da facu quer é agitação e o jogo literalmente virou, pois Dan Humphrey se tornou o popular! Pra melhorar Georgina voltou pra agitar, mostrando que de sonsa ela só tem a cara! É uma pena que mais histórias precisam ser contadas e que a narrativa não foca somente no “núcleo Blair”. Não saquei qual foi aquela do filho de Rufus e Lilly aparecer dizendo que não é o verdadeiro. Mancada gigante do roteiro, numa situação que não ficou nada crível. Ainda que com um Nate avulso pegando a lindinha da cancelada Privileged e uma rivalidade boba entre Serena e Chuck, Gossip Girl no fim das contas ainda consegue divertir um bocado. Segue na nossa cobertura, mas não tão firme assim…

bsistersBrothers & Sisters (4×01: The Road Ahead, 4×02: Breaking the News): Que existe um problema na dinâmica de Brothers & Sisters não é novidade pra ninguém. Eu adoro este drama, mas tenho que admitir que sua fórmula de “conflitos de família” já esgotou e por isso a 4ª temporada chega com um enorme desafio de mudar isso para conseguir surpreender o público. Jura que Nora e Holly discutiram mais uma vez em uma festa? Barraco público entre Justin e Rebbeca? Ora, me conte algo novo. As brigas e confusões, que antes eram o meio em Brothers & Sisters, passaram a ser o fim, porque com um time invejável de talentos as cenas ficam sim muito boas. Mas precisam mudar e não adianta fazer a clássica manobra “Prison Break” de enganar o espectador com truques sugestivos de edição para isso, como aconteceu no final do primeiro episódio. E se alguém vai ser ameaçado por uma doença, não pode ser Kitty nessa altura do campeonato. Foquem em Sarah, que está praticamente avulsa na trama, mas mais do casal McCallister não dá. Reitero que eu gosto de cada frame deste drama, me sinto parte daquela família, mas a série tem que reconhecer estes problemas para crescer. No segundo episódio as coisas acalmaram, as contendas ficaram restritas a quatro paredes e com esta “respirada”, a temporada parece que começou a desenvolver. Destaque para o retorno “WTF’ de Ryan (ele não tinha sumido?) roubando informações preciosas da Ojai Foods e, é claro, para Nora Walker ao final entregando-se ao melhor papel de sua carreira. É essa a Brothers & Siters que eu quero continuar vendo.

bcalifornicationCalifornication (3×01: Wish You Were Here, 3×02: The Land of Rape and Honey): Hank Moddy é incorrigível e a estreia da 3ª temporada de Californication mostra que a série tem fôlego pra muito mais! Wish You Were Here foi um desfile de cenas e situações politicamente incorretas como pouco vemos na TV, mas de uma forma tão autêntica que jamais pode ser repreensível: da filha de Hank experimentando drogas ao professor claramente pedófilo, o episódio cruzou com facilidade a barreira da contravenção e fez uma verdadeira festa (especialmente naquele jantar). Mesmo sabendo que Hank tornaria um professor Universitário, o roteiro acertou e muito ao decidir mostrar como foi o processo e cumpre aqui destacar a ótima surpresa do retorno de Peter Gallagher (The OC) à TV, no papel do reitor. Já em Land of Rape and Honey, Ed Westwick fez uma divertida ponta na pele de um aspirante a novelista de romances vampirescos e Moody não deixou barato: “o mundo não precisa de mais ficção ruim sobre vampiros”, numa clara menção à Twilight (e, por que não, à The Vampire Diaries, de quebra). Ah, que bom também que temos Kathleen Turner em mais um papel, digamos, forte! Por estes episódios tenho certeza de que será uma excelente temporada, como de costume! Aquela aluna que também é stripper por si só garantirá isso…

bdexterDexter (4×01: Living the Dream, 4×02: Remains to be Seen): Depois de assistir aos dois primeiros episódios desta 4ª temporada de Dexter eu me senti esgotado igual o protagonista. Obrigado a suportar inúmeros encargos de uma só vez – pai de família, detetive e assassino serial – Morgan nunca esteve numa situação tão complicada, pois além de ter que manter o seu disfarce para o mundo, agora tem o horrível entrave de conseguir… ficar acordado no meio de tudo! Pra piorar ainda mais, o seu algoz Lundy está de volta à cidade atrás de um perigoso psicopata que desembarcou em Miami, o Trinity Killer, sombriamente interpretado pelo ótimo John Lithgow (3rd Rock From the Sun). A temporada, que é a primeira cujo roteiro é inteiramente desgarrado dos livros, começou num altíssimo clima de tensão com o acidente de Dexter logo após ter dado cabo à sua mais recente vítima. Mas o segundo episódio veio e conseguiu deixar tudo ainda mais imprevisível quando percebemos que a memória de Dexter aparentemente pregou uma peça no sujeito, já que o corpo do sujeito que ele matou simplesmente havia desaparecido. A saída pra tudo foi tão genial quanto o próprio Código de Harry, provando que o instinto de auto-preservação do nosso herói demonstra de forma inequívoca quem ele realmente é. Aplausos de pé para este começo de temporada da melhor série da TV!

bboredBored to Death (1×01: Stockholm Syndrome, 1×02: The Alanon Case): Um aspecto sobre Bored to Death é inquestionável: sua esquisita originalidade. Sem uma premissa definida, esta nova comédia da HBO começa contando a história de um escritor abalado pelo fim de um cômodo relacionamento e que resolve fazer bicos como detetive particular. Adotando uma forma narrativa característica de filmes noir, o maior problema desta série diz respeito ao seu objetivo e ao excesso de “liberdades poéticas” de seu texto. Ora, torço para que as bizarras coincidências do roteiro não estejam ali apenas por ser, pois, do contrário, as costumeiras sacadas “espertinhas” de Johnathan ou o desapego de George (Ted Danson) deixarão de ser engraçados e tornar-se-ão enfadonhas com o passar do tempo. Com dois episódios exibidos a história não parece ter evoluído quase nada e também não podemos dizer que o protagonista é uma figura carismática e cativante. Por isso ficarei de olho nessa série, que por enquanto ganha o sinal amarelo em nossa cobertura. Sabemos que HBO é HBO, mas coisas como Hung estão aí para lembrar-nos que o canal não é infalível a erros…

bhouseHouse (6×01: Broken, 6×02: Epic Fail, 6×03: The Tyrant): Com certeza me faltarão adjetivos para descrever o que foi a estreia da 6ª temporada de House: uma obra-prima que poderia facilmente ter sido um longa metragem que arrasaria em bilheteria no mundo inteiro. Fugindo totalmente da narrativa episódica e característica, Broken mergulhou de cabeça no universo de Gregory House, desconstruindo a personagem aos poucos, num ritmo até cansativo. Internado em uma instituição mental, House iniciou um perigoso jogo em que seus esforços para sabotar a si mesmo (como ele sempre fez) constantemente vinham em vão, já que ele estava sempre passos atrás do programa de reabilitação a que se submeteu. No fim ele teve que ceder e espero que esta epifania na vida da personagem consiga trazer uma bem-vinda mudança à série, que começava a sofrer um desgaste. E foi justamente isso que vimos em Epic Fail, episódio que retomou a rotina no hospital, mas sem o bom doutor que resolveu explorar seus dotes culinários. Foreman assumiu a chefia e o constante atrito o levou a tomar a absurda decisão de despedir sua namorada, Thirteen (ô casal que não convence), trazendo Cameron e Chase de volta à trupe para o surpreendente episódio The Tyrant que seguiu. Encerrando esta trilogia com chave de ouro, o capítulo que tinha como personagem principal a figura de um genocida africano certamente dividirá opiniões com o chocante desfecho (e evitarei dizer aqui qual é, mesmo com o aviso de spoiler no topo). Torço muito para que esta história volte a ser explorada e que os casos em House sejam contados com mais calma agora que, aparentemente, nada mais será o mesmo…

beastwickEastwick (1×01: Pilot): Se você gosta de programas que não exigem o mínimo de raciocínio, tramas óbvias e assustadoramente previsíveis, Eastwick é um prato cheio. Baseada na mesma obra que deu origem ao clássico filme As Bruxas de Eastwick, com Jack Nicholson, esta série aparenta ter o objetivo de retirar toda e qualquer densidade dramática do livro e vomitar o resultado na telinha sem o menor esforço narrativo. Não vou nem perder tempo narrando a premissa, pois basta saber que três mulheres que vivem numa cidadezinha descobrem-se bruxas e, logo de cara, você vê coisas como uma delas sonhando algo para, instantes a seguir, exatamente o que ela sonhou tornar-se realidade ou (oh!) uma dizer a palavra “terremoto” ou “eletricidade” (sabiamente jogadas fora de contexto numa frase) para que (oh!) um terremoto ocorra ou um raio caia do céu. Eastwick não quer que o espectador perca tempo pensando, por isso não vou perder mais meu tempo falando desta produção barata da ABC, que merece o feitiço do cancelamento.

bofficeThe Office (6×01: Gossip, 6×02: The Meeting, 6×03: The Promotion): Ano após ano The Office consegue reinventar-se, o que é louvável considerando que esta é uma comédia sobre o dia a dia em um escritório. A ideia da súbita promoção de Jim ao posto de co-gerente da filial abriu inúmeras possibilidades e, por incrível que pareça, tudo aconteceu de forma orgânica à história que estava sendo desenvolvida. É fato que os roteiristas desta série nunca deixaram a bola cair e a nova organização refletiu diretamente na evolução das personagens. Quando eu iria imaginar que Jim se tornaria o anti-herói quando assumiu o encargo de decidir o que fazer para distribuir os bônus? Que bagunça épica ele aprontou ao lado de Michael Scott, líder que ele sempre criticou. Foi muito bom voltar à Scranton e a equipe realmente está de parabéns!

bcommunityCommunity (1×01: Pilot, 1×02: Spanigh 101, 1×03: Introdution to Film, 1×04: Social Psychology): Eu ainda não estou certo sobre o futuro de Community. Após um piloto fraco, a série deu uma boa virada em seu segundo episódio e conseguiu ir além de sua premissa – advogado perde a licença e é obrigado a refazer o curso numa faculdade comunitária, onde encontra diversos tipos esquisitos e uma linda garota. Joel McHale, apresentador do programa The Soup no E!, é o protagonista que quer passar de ano sem esforços e o ator consegue realizar um bom trabalho. Já Chevy Chase, costumeiramente excelente, aparece subaproveitado num papel que o relega à condição de o “velhote bobo” e os outros personagens parecem ter sido compostos para tentar espelhar a galera “do fundão” de The Office e 30 Rock. A comédia tem o seu charme, conta com umas boas sacadas, mas não sei… O quarto episódio foi arrastado e desinteressante, sem contar algumas situações que soam forçadas. Falta alguma coisa para torná-la indispensável como Modern Family, por exemplo. Ficarei de olho e, por enquanto, ela ganha o nosso sinal amarelo.

bflashFlashForward (1×01: No More Good Days, 1×02: White to Play): Desde que o conceito de FlashForward veio à público, as indicações de que ela será “o novo LOST” não param. Pelo intenso episódio piloto, que já inicia a série mostrando um fenômeno mundial desconhecido que faz com que toda a população do planeta apague por 2 minutos e 17 segundos para ter um flash do futuro, é sim possível notar elementos que podem fazer com que ela seja uma grande série de suspense e mistério como a dos sobreviventes do voo 815. Mas da mesma forma também percebi muitas similaridades com a fracassada Jericho. Fato é que FlashForward é bastante promissora e só. A relevância que ela terá dependerá de seu desenvolvimento e até o final do primeiro episódio a produção se destaca das demais desta temporada por conseguir instigar a imaginação do espectador com a constante pergunta: “o que você faria se visse o seu próprio futuro”? O segundo episódio foi sensivelmente mais fraco e a ideia de um evento em escala mundial, como de fato ocorreu, ainda não foi bem estabelecida. O foco na equipe do FBI de Los Angeles traz uma visão limitada dos eventos e aprofunda-se somente no quadro da investigação de Mark (o que foi bastante conveniente, não é?). Sinceramente não quero aumentar as minhas expectativas, mas considero os dois primeiros episódios satisfatórios até o momento. Contudo, quero ser surpreendido como aconteceu no final do piloto com a descoberta de que um misterioso sujeito estava “acordado” bem na hora do apagão global. Agora, se isso virar a sustentação dos cliffhangers do drama, como aconteceu no final do segundo episódio, teremos um grande problema à vista. Espero muito que os roteiristas desta série tenham uma visão global daquilo que estão lidando, pois senão eles ficarão perdidos.

bdollhouseDollhouse (2×01: Vows): Depois de uma primeira temporada ascendente, Dollhouse parece ter estagnado sua trama nesta estreia do 2º ano e isso foi refletido na baixíssima audiência que a série recebeu. Tudo bem que estamos apenas começando, mas a expectativa é alta e Joss Whedon não soube vender bem o seu novo plano. Vows adotou uma narrativa confusa e Paul como “cliente” da casa e toda aquela história de Echo casando com um criminoso não conseguiu convencer. O endgame não está claro e apenas 13 episódios estão garantidos (o criador já disse que o 13º episódio desta temporada cria um desfecho satisfatório, continuando ou não). Pelo histórico positivo, Dollhouse continua com sinal verde, mas passará para o Season Pass, onde poderemos fazer uma análise sobre como será o desempenho da temporada como um todo. Torço para que não seja cancelada precocemente, apesar dos pesares.

bgleeGlee (1×03: Acafellas, 1×04: Preggers, 1×05: The Rhodes Not Taken, 1×06: Vitamin D): Vocês sabem, pela resenha que fiz do episódio piloto, que eu não sou totalmente entusiasta de Glee. Na última Semana em Série que fiz antes da minha viagem relatei as melhorias desta série musical, mas temo não corresponder às expectativas dos fãs nas resenhas. Começando pelo lado positivo dos últimos episódios exibidos, gostei muito da forma como que a trama foi conduzida: centrada em uma disputa infantil entre o departamento artístico da escola com o de educação física (liderado pela ótima Jane Lynch como a inescrupulosa Sue), o roteiro dá uma importância absurda às situações e tudo toma uma dimensão ainda maior e mais interessante do que seria na vida real. As personagens também são todas convicentes e bem construídas, do elenco principal às pontas. Artisticamente, Glee é uma série completa, mas eu não consigo acostumar com certos aspectos do lado “musical” quando este não é apresentado de forma orgânica. Ora, é até aceitável (pra mim) que uma música comece em um sonho ou numa apresentação, mas a 4ª parede cai completamente quando o time de futebol americano inteiro começa a dançar All the Single Ladies da Beyoncé sem o menor propósito. Concordo que isso funciona para o “alegre” Kurt, mas do contrário soa muito forçado. Outra coisa que não desce na minha opinião é a atuação em excesso, que afeta a série em muitos momentos (e que pode ser culpa da direção): as performances de Kristen Chenoweth (pra mim, reitero) beiraram o insuportável de tão over, comprometendo o resultado final. Ora, às vezes parece até que eles estão sob o efeito de altas doses de energético (ah, não, era vitamina D)! Da mesma forma que aconteceu com Pushing Daisies (e seu excesso de fantasia), acredito que estes detalhes, caso não acertados, podem eventualmente cansar o espectador a médio prazo. Gosto muito das músicas, da maioria das performances e das ótimas tramas como a da gravidez de Quinn, dos planos da mulher do Will, dos triângulos amorosos e a luta para que o grupo entre no campeonato estadual, mas Glee poderia diminuir o tom aqui e ali para emplacar de vez.

Three Rivers e Mercy: Não vou me aprofundar nestas séries, porque além de não planejar acompanhá-las, seus episódios pilotos foram absurdamente esquemáticos e refletem tão somente o interesses dos executivos das emissoras CBS e NBC em terem versões das séries médicas de sucesso atuais. A primeira conta a história de uma equipe de especialistas em transplante de órgõs, apresentando uma montagem inadequada, casos desinteressantes, arrastados e uma linguagem rasa. Já a segunda quer ser a Grey’s Anatomy das enfermeiras e é bobinha, água-com-açúcar e piegas. Aposto em cancelamento e não recomendo perderem tempo com elas. Se quiser insistir em alguma, acredito que Three Rivers deva ir mais longe pelo investimento realizado. Mas se quiser assistir séries médicas de qualidade mesmo, fique HouseNurse Jackie e a própria Grey’s Anatomy. Fica a dica. Ah, e sobre The Forgotten, bem, digamos que com dez minutos eu desliguei a TV, pra vocês verem a paciência que eu tenho com séries investigativas genéricas… Passo.

Esse foi o Semáforo! Na próxima Semana em Série as estrelas estarão de volta à cena para quotar as séries que ficarão em nossa cobertura! Agradeço desde já a sua audiência e o seu comentário, caso queria compartilhar aqui as suas impressões sobre estas e outras séries que acompanha! Até a próxima!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Bored to Death, Brothers & Sisters, Californication, Community, Dexter, Dollhouse, Eastwick, FlashForward, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, House, Mercy, The Good Wife, The Office, Three Rivers Tags: , ,
17/09/2009 - 06:01

Sony e AXN Trazem Excelentes Novidades!

Finalmente os canais de séries estão se adaptando à demanda dos assinantes, conforme recentemente demonstrou o Universal Channel. Desta vez, segundo o colunista Daniel Castro da Folha de São Paulo, são os canais Sony e AXN que prepararam novidades bastante interessantes para o “Spring Season” brasileiro. A maior delas diz respeito à aquisição pelo Grupo Sony do aguardado drama FlashForward, promovido pelo canal ABC americano como novo LOST, e com estreia marcada para Fevereiro de 2010. Mesmo a data parecendo um pouco distante, a boa nova é que as populares séries Grey’s Anatomy e Desperate Housewives chegarão ao Brasil meses antes do normalmente esperado, devendo pintar por aqui já em Novembro! No AXN a melhor surpresa é a estreia de LOST garantida para o mês de Fevereiro, o que é muito positivo, já que lá fora ela está anunciada para estrear no final de Janeiro de 2010. O intervado de exibição, então, será minúsculo e isso certamente contribuirá na diminuição da “circulação” de surpresas indesejadas por aí, principalmente considerando que será a última temporada do drama mais cultuado dos últimos tempos.

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Das novas séries que foram adquiridas pelo grupo Sony estão o remake de Melrose Place da CW e Cougar Town, estrelada pela ex-Friends Courteney Cox. Além disso, eles já provisionaram a divertidíssima Royal Pains, comédia renovada para 2ª temporada que conta a história de um cirurgião que é despedido de um grande hospital de Nova York e acaba indo parar na poderosa região praiana dos Hamptons para se tornar um “médico conciérge”, que atende figurões em suas mansões. A nova produção de Ashton Kutcher com Mischa Barton, The Beautiful Life: TBL, também está no menu da emissora, assim como o drama Drop Dead Diva, a comédia estilo The Office intitulada Community e as sitcoms Accidentally on Purpose, que tem Jenna Elfman (Dharma & Gregg) no elenco, e 100 Questions. Há muito tempo não vemos uma temporada tão diversificada assim no Sony! Vale lembrar que ainda não foram divulgadas as datas exatas, pois a grande maioria destas produções sequer estreou lá fora. Contudo, isso demonstra a pró-atividade dos canais, que estão aos poucos resgatando a confiança do assinante. Tomara que perdure por mais outonos…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Cougar Town, Desperate Housewives, Fall Season, FlashForward, Greys Anatomy, LOST, Melrose Place, Notícias, Royal Pains Tags: ,
06/09/2009 - 02:01

Veja Uma Cena Completa da Novíssima FlashForward!

Alerta de Spoiler US
Por 2 minutos e 17 segundos, o mundo inteiro sofrerá um black out mental e todo mundo verá um flash de seu próprio futuro. Esta é a premissa “básica” de FlashForward, a série mais aguardada da próxima temporada. Confira um vídeo com dois minutos completos do episódio piloto:

Abaixo confira o trailer:

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Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): FlashForward Tags: , ,
24/06/2009 - 08:01

Flash Forward: O Novo LOST à Vista?

Há alguns anos o canal ABC americano vem tentando (ainda sem sucesso) repetir o sucesso estrondoso de LOST. Aliás, vários canais tentam este feito e muitos estão considerando que Flash Forward vai conseguir. Se depender da premissa, o novo drama estrelado por Joseph Fiennes e criado por Bannon Braga e David Goyer (Treshold) já tem a minha atenção: em um dia normal, durante 2 minutos e 17 segundos, todos os habitantes da terra desmaiam e enxergam o que parecem ser flashes de seis meses no futuro. Além disso, a série promete estrear com uma primeira temporada já inteiramente planejada, com enfoque não apenas nas causas científicas do tal fenômeno, mas também em diversas questões psicológicas, éticas e morais. Confira abaixo o trailer legendado de Flash Forward, que chegará na TV americana no dia 24 de Setembro deste ano:

E aí, o que você viu?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fall Season, FlashForward Tags: , , , ,
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