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Arquivo da Categoria Dollhouse

30/10/2009 - 23:01

Dollhouse: A Compra e Venda do Livre Arbítrio

Dollhouse definitivamente não é uma série para a TV aberta norte-americana. Joss Whedon foi muito eficaz ao contar uma história interessante, rica e condensada em apenas doze episódios. Uma série sobre pessoas que não estão perdidas numa ilha ou no tempo, mas sim no meio de uma sociedade moderna e complicada. Não falo inicialmente de Caroline e dos vários “dolls” que se venderam para a obscura Casa de Bonecos. Falo de Paul, que através da obstinação em salvar alguém que nunca viu (e que não pedia pra ser salva), não conseguia perceber que era ele mesmo quem estava clamando por ajuda. É claro que não foi possível aparar todas as arestas neste episódio final, mas mesmo sem saber se a série iria continuar ou não, os principais pontos da história tiveram uma conclusão satisfatória e incluo aí o destino de Echo. Depois de toda a confusão com Alpha, a trama mergulhou na filosofia do que é feito por aquela organização através da ativação de Caroline no corpo de uma estranha, fazendo com que ela presenciasse qual foi o fruto do contrato que ela voluntariamente assinou. Afinal, o ser-humano tem o direito de dispor de seu lívre arbítrio, vendendo-se para uma corporação? Podem os direitos fundamentais que foram duramente conquistados ao longo da História serem alienados desta forma? Esta, invariavelmente, foi a pergunta que Dollhouse fez neste final, sem nem mencionar os escrúpulos (ou falta destes) da tal Casa. Às vezes penso que os mais beneficiados por tudo isso são os próprios “dolls”, mas a que preço? Existe um valor para o corpo, a mente e o livre direito de ir e vir? Embora lacônico, o fim desta primeira temporada deixou claro que uma boa história foi contada. Eu adormeci?

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×12: Omega” exibido em 29/10/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
24/10/2009 - 19:01

Dollhouse: O Outro Intruso

comment1164Sempre soubemos que a Dollhouse estava a um passo à frente do Detetive Paul, por isso passei metade do episódio questionando a facilidade com que ele entrou e circulou pela casa, mesmo que guiado pelo tal designer da estrutura ambiental subterrânea onde estão localizadas as obscuras instalações da organização. O que eu não poderia imaginar, claro, é que não só a comandante Adelle estava observando o sujeito o tempo inteiro, como o tal cientista era o temido Alpha disfarçado e foi ele que usou o policial para infiltrar-se na casa. Mas a inesperada reviravolta não parou aí, pois o cara ainda demonstrou ter um profundo laço com Echo, deixando a briga imprevisível e ainda mais pessoal para o afastado agente Ballard. Pelo que vimos, imagino que este deva agora lutar lado a lado com a Casa no final de temporada, o que será inusitado. Desde o seu primeiro episódio a série vem crescendo exponencialmente à cada capítulo, desenvolvendo sua trama muito bem e, principalmente, mantendo-se fiel à sua premissa. Talvez este drama seja tão bom porque foi concebido como uma obra fechada desde o início pelo sagaz Joss Wheddon. 11 episódios se foram e agora resta apenas um para o derradeiro fim da primeira parte desta história. Subestimada, relegada à segundo plano e às vezes até incompreendida, Dollhouse chegou até aqui vencedora, com uma história peculiar, interessante e bastante contemporânea.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×11: Briar Rose” exibido em 22/10/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
16/10/2009 - 10:58

Dollhouse: Assombração

comment1162Dollhouse continua como uma das séries mais subestimadas desta temporada (e nós continuaremos firmes aqui na cobertura deste intenso ano de estreia), ainda mais depois deste magnífico episódio Haunted, que levou o conceito da Casa de Bonecas para além de sua premissa. Surpreendentemente, em vez de usar um dos “bonecos” para satisfazer desejos momentâneos, a milionária cliente Margareth Bashford resolveu fazer “scans” mensais de seu próprio cérebro, pois suspeitava que corria risco de morte. Assim, uma nova utilidade para os serviços da companhia foi colocado em prática, já que a senhora acordou no corpo de Echo após ter falecido e decidiu investigar o seu próprio homicídio. Além de desenvolver-se muito bem, a trama conseguiu levantar intrigantes questões éticas e morais, ainda que ficcionais, sobre as possibilidades que aquela tecnologia pode trazer e as inevitáveis consequências, até mesmo de ordem jurídica. Em contraposto, vimos o programador Topher sendo manipulado por Adelle (a chefe), que anualmente permite que ele dê uma “escapada” daquela vida atribulada que leva para que ele se “ajuste” ao estilo de vida comprometido com o trabalho que leva. Funcionando bem como “série de casos semanais” e “novelinha”, Dollhouse permanece no pódium das melhores surpresas do ano (e é uma pena que a 2ª temporada esteja tão aquém desta).

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “1×10: Haunted” exibido em 15/10/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
13/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

Alerta de Spoiler - Brasil
Terça chegou e conforme prometido continuo aqui o Semáforo Semana em Série com comentários das principais novidades deste Fall Season e dos retornos. Lembrando que as séries com sinal verde retornarão sempre aqui no blog, seja semanalmente ou no Season Pass; os dramas e comédias com sinal amarelo ficarão “em observação” e os marcados com sinal vermelho não voltam (com nosso aval para vocês “cancelarem” também sem dó). Shall we?

comment1160

bgoodwifeThe Good Wife (1×01: Pilot, 1×02: Stripped): Tirando a interpretação da talentosa Julianna Margulies como “a boa esposa”, não vi muitos méritos no piloto de The Good Wife. Centrado numa mãe de família que é obrigada a retomar sua carreira como advogada depois que seu marido foi preso acusado de envolvimento em um escândalo político, o drama chegou sem mostrar direito a que veio, adotando uma narrativa levemente arrastada e com um “caso da semana” esquemático. Mas eis que veio o segundo episódio para assentar melhor a premissa da série, diminuindo a mecanicidade do roteiro e permitindo que a proposta seja melhor desenvolvida. Aliás, quando The Good Wife direciona sua atenção para Alicia (a esposa), o drama atinge o seu potencial, evidenciando os sacrifícios que ela tem que fazer para tentar preservar sua estrutura familiar enquanto luta internamente para processar o acontecido. Não curti tanto a parte jurídica/investigativa, que deixa muito a desejar perto de séries como The Practice, The Closer e até mesmo de Boston Legal, que muitas vezes nem se levava à sério. De qualquer forma, acabou revelando-se uma boa surpresa na temporada.

bgreysGrey’s Anatomy (6×01: Good Mourning, 6×02: Goodbye, 6×03: I Always Feel Like Somebody’s Watchin’ Me): Foi com muita sensibilidade e sensatez que Shonda Rhimes iniciou o 6º ano no Seattler Grace após a morte de George O’Maley, personagem querido por muitos e que oficialmente desfalca a atração. Em vez de fazer um confortável salto temporal, a roteirista soube explorar muito bem a morte do cirurgião e conseguiu, de forma delicada, contar como foi o impacto deste acontecimento na vida de seus amigos. Interessante que, da mesma forma que ocorre na vida real, a “ficha” demorou a cair e aos poucos Izzie, Meredith, Karev, Bailey e os demais foram se dando conta de que ele realmente se foi. O episódio duplo que abriu esta temporada foi emocionalmente desgastante, mas necessário. Já em I Always Feel Like Someone Is Watchin’ Me, o 3º episódio, a notícia da fusão instaurou o caos no hospital e, pelo visto, os dias do Chief parecem estar contados, já que Derek tem chances de assumir um importante papel na organização dos funcionários contra a Diretoria. Só não acho que esta história dos empregos vai render, pois sabemos que ninguém do “elenco principal” será despedido. Com relação à Izzie, sua permanência na série é uma faca de dois gumes, pois se por um lado sabemos que ela está com câncer, por outro não tememos mais por sua vida (depois da “ressurreição”), o que certamente tira o peso dramático intentado. Por fim ressalto que os pacientes foram interessantes, com destaque para o sujeito esquizofrênico e sua mãe super protetora. Um bom início de uma temporada promissora!

bgossipGossip Girl (3×01: Reversals of Fortune, 3×02: The Freshman, 3×03: The Lost Boy): Felizmente Gossip Girl não ficou só naquela baboseira de Serena querendo chamar atenção do pai ausente que vimos no primeiro episódio. Aquela traminha foi uma das coisas mais ridículas que a série pôs na tela e parece que eles simplesmente não têm nada em vista para a moça. Mas eis que Blair Waldorf consegue salvar o que parecia ser um morno início de temporada, com sua epopeia na NYU! Valeu a pena demais ver que as coisas não seriam tão fáceis como ela imaginava, pois lá não é a Constance onde ela estava acostumada a ser a Queen B! Festinhas com sushi? Bolsinhas de presente? O pessoal da facu quer é agitação e o jogo literalmente virou, pois Dan Humphrey se tornou o popular! Pra melhorar Georgina voltou pra agitar, mostrando que de sonsa ela só tem a cara! É uma pena que mais histórias precisam ser contadas e que a narrativa não foca somente no “núcleo Blair”. Não saquei qual foi aquela do filho de Rufus e Lilly aparecer dizendo que não é o verdadeiro. Mancada gigante do roteiro, numa situação que não ficou nada crível. Ainda que com um Nate avulso pegando a lindinha da cancelada Privileged e uma rivalidade boba entre Serena e Chuck, Gossip Girl no fim das contas ainda consegue divertir um bocado. Segue na nossa cobertura, mas não tão firme assim…

bsistersBrothers & Sisters (4×01: The Road Ahead, 4×02: Breaking the News): Que existe um problema na dinâmica de Brothers & Sisters não é novidade pra ninguém. Eu adoro este drama, mas tenho que admitir que sua fórmula de “conflitos de família” já esgotou e por isso a 4ª temporada chega com um enorme desafio de mudar isso para conseguir surpreender o público. Jura que Nora e Holly discutiram mais uma vez em uma festa? Barraco público entre Justin e Rebbeca? Ora, me conte algo novo. As brigas e confusões, que antes eram o meio em Brothers & Sisters, passaram a ser o fim, porque com um time invejável de talentos as cenas ficam sim muito boas. Mas precisam mudar e não adianta fazer a clássica manobra “Prison Break” de enganar o espectador com truques sugestivos de edição para isso, como aconteceu no final do primeiro episódio. E se alguém vai ser ameaçado por uma doença, não pode ser Kitty nessa altura do campeonato. Foquem em Sarah, que está praticamente avulsa na trama, mas mais do casal McCallister não dá. Reitero que eu gosto de cada frame deste drama, me sinto parte daquela família, mas a série tem que reconhecer estes problemas para crescer. No segundo episódio as coisas acalmaram, as contendas ficaram restritas a quatro paredes e com esta “respirada”, a temporada parece que começou a desenvolver. Destaque para o retorno “WTF’ de Ryan (ele não tinha sumido?) roubando informações preciosas da Ojai Foods e, é claro, para Nora Walker ao final entregando-se ao melhor papel de sua carreira. É essa a Brothers & Siters que eu quero continuar vendo.

bcalifornicationCalifornication (3×01: Wish You Were Here, 3×02: The Land of Rape and Honey): Hank Moddy é incorrigível e a estreia da 3ª temporada de Californication mostra que a série tem fôlego pra muito mais! Wish You Were Here foi um desfile de cenas e situações politicamente incorretas como pouco vemos na TV, mas de uma forma tão autêntica que jamais pode ser repreensível: da filha de Hank experimentando drogas ao professor claramente pedófilo, o episódio cruzou com facilidade a barreira da contravenção e fez uma verdadeira festa (especialmente naquele jantar). Mesmo sabendo que Hank tornaria um professor Universitário, o roteiro acertou e muito ao decidir mostrar como foi o processo e cumpre aqui destacar a ótima surpresa do retorno de Peter Gallagher (The OC) à TV, no papel do reitor. Já em Land of Rape and Honey, Ed Westwick fez uma divertida ponta na pele de um aspirante a novelista de romances vampirescos e Moody não deixou barato: “o mundo não precisa de mais ficção ruim sobre vampiros”, numa clara menção à Twilight (e, por que não, à The Vampire Diaries, de quebra). Ah, que bom também que temos Kathleen Turner em mais um papel, digamos, forte! Por estes episódios tenho certeza de que será uma excelente temporada, como de costume! Aquela aluna que também é stripper por si só garantirá isso…

bdexterDexter (4×01: Living the Dream, 4×02: Remains to be Seen): Depois de assistir aos dois primeiros episódios desta 4ª temporada de Dexter eu me senti esgotado igual o protagonista. Obrigado a suportar inúmeros encargos de uma só vez – pai de família, detetive e assassino serial – Morgan nunca esteve numa situação tão complicada, pois além de ter que manter o seu disfarce para o mundo, agora tem o horrível entrave de conseguir… ficar acordado no meio de tudo! Pra piorar ainda mais, o seu algoz Lundy está de volta à cidade atrás de um perigoso psicopata que desembarcou em Miami, o Trinity Killer, sombriamente interpretado pelo ótimo John Lithgow (3rd Rock From the Sun). A temporada, que é a primeira cujo roteiro é inteiramente desgarrado dos livros, começou num altíssimo clima de tensão com o acidente de Dexter logo após ter dado cabo à sua mais recente vítima. Mas o segundo episódio veio e conseguiu deixar tudo ainda mais imprevisível quando percebemos que a memória de Dexter aparentemente pregou uma peça no sujeito, já que o corpo do sujeito que ele matou simplesmente havia desaparecido. A saída pra tudo foi tão genial quanto o próprio Código de Harry, provando que o instinto de auto-preservação do nosso herói demonstra de forma inequívoca quem ele realmente é. Aplausos de pé para este começo de temporada da melhor série da TV!

bboredBored to Death (1×01: Stockholm Syndrome, 1×02: The Alanon Case): Um aspecto sobre Bored to Death é inquestionável: sua esquisita originalidade. Sem uma premissa definida, esta nova comédia da HBO começa contando a história de um escritor abalado pelo fim de um cômodo relacionamento e que resolve fazer bicos como detetive particular. Adotando uma forma narrativa característica de filmes noir, o maior problema desta série diz respeito ao seu objetivo e ao excesso de “liberdades poéticas” de seu texto. Ora, torço para que as bizarras coincidências do roteiro não estejam ali apenas por ser, pois, do contrário, as costumeiras sacadas “espertinhas” de Johnathan ou o desapego de George (Ted Danson) deixarão de ser engraçados e tornar-se-ão enfadonhas com o passar do tempo. Com dois episódios exibidos a história não parece ter evoluído quase nada e também não podemos dizer que o protagonista é uma figura carismática e cativante. Por isso ficarei de olho nessa série, que por enquanto ganha o sinal amarelo em nossa cobertura. Sabemos que HBO é HBO, mas coisas como Hung estão aí para lembrar-nos que o canal não é infalível a erros…

bhouseHouse (6×01: Broken, 6×02: Epic Fail, 6×03: The Tyrant): Com certeza me faltarão adjetivos para descrever o que foi a estreia da 6ª temporada de House: uma obra-prima que poderia facilmente ter sido um longa metragem que arrasaria em bilheteria no mundo inteiro. Fugindo totalmente da narrativa episódica e característica, Broken mergulhou de cabeça no universo de Gregory House, desconstruindo a personagem aos poucos, num ritmo até cansativo. Internado em uma instituição mental, House iniciou um perigoso jogo em que seus esforços para sabotar a si mesmo (como ele sempre fez) constantemente vinham em vão, já que ele estava sempre passos atrás do programa de reabilitação a que se submeteu. No fim ele teve que ceder e espero que esta epifania na vida da personagem consiga trazer uma bem-vinda mudança à série, que começava a sofrer um desgaste. E foi justamente isso que vimos em Epic Fail, episódio que retomou a rotina no hospital, mas sem o bom doutor que resolveu explorar seus dotes culinários. Foreman assumiu a chefia e o constante atrito o levou a tomar a absurda decisão de despedir sua namorada, Thirteen (ô casal que não convence), trazendo Cameron e Chase de volta à trupe para o surpreendente episódio The Tyrant que seguiu. Encerrando esta trilogia com chave de ouro, o capítulo que tinha como personagem principal a figura de um genocida africano certamente dividirá opiniões com o chocante desfecho (e evitarei dizer aqui qual é, mesmo com o aviso de spoiler no topo). Torço muito para que esta história volte a ser explorada e que os casos em House sejam contados com mais calma agora que, aparentemente, nada mais será o mesmo…

beastwickEastwick (1×01: Pilot): Se você gosta de programas que não exigem o mínimo de raciocínio, tramas óbvias e assustadoramente previsíveis, Eastwick é um prato cheio. Baseada na mesma obra que deu origem ao clássico filme As Bruxas de Eastwick, com Jack Nicholson, esta série aparenta ter o objetivo de retirar toda e qualquer densidade dramática do livro e vomitar o resultado na telinha sem o menor esforço narrativo. Não vou nem perder tempo narrando a premissa, pois basta saber que três mulheres que vivem numa cidadezinha descobrem-se bruxas e, logo de cara, você vê coisas como uma delas sonhando algo para, instantes a seguir, exatamente o que ela sonhou tornar-se realidade ou (oh!) uma dizer a palavra “terremoto” ou “eletricidade” (sabiamente jogadas fora de contexto numa frase) para que (oh!) um terremoto ocorra ou um raio caia do céu. Eastwick não quer que o espectador perca tempo pensando, por isso não vou perder mais meu tempo falando desta produção barata da ABC, que merece o feitiço do cancelamento.

bofficeThe Office (6×01: Gossip, 6×02: The Meeting, 6×03: The Promotion): Ano após ano The Office consegue reinventar-se, o que é louvável considerando que esta é uma comédia sobre o dia a dia em um escritório. A ideia da súbita promoção de Jim ao posto de co-gerente da filial abriu inúmeras possibilidades e, por incrível que pareça, tudo aconteceu de forma orgânica à história que estava sendo desenvolvida. É fato que os roteiristas desta série nunca deixaram a bola cair e a nova organização refletiu diretamente na evolução das personagens. Quando eu iria imaginar que Jim se tornaria o anti-herói quando assumiu o encargo de decidir o que fazer para distribuir os bônus? Que bagunça épica ele aprontou ao lado de Michael Scott, líder que ele sempre criticou. Foi muito bom voltar à Scranton e a equipe realmente está de parabéns!

bcommunityCommunity (1×01: Pilot, 1×02: Spanigh 101, 1×03: Introdution to Film, 1×04: Social Psychology): Eu ainda não estou certo sobre o futuro de Community. Após um piloto fraco, a série deu uma boa virada em seu segundo episódio e conseguiu ir além de sua premissa – advogado perde a licença e é obrigado a refazer o curso numa faculdade comunitária, onde encontra diversos tipos esquisitos e uma linda garota. Joel McHale, apresentador do programa The Soup no E!, é o protagonista que quer passar de ano sem esforços e o ator consegue realizar um bom trabalho. Já Chevy Chase, costumeiramente excelente, aparece subaproveitado num papel que o relega à condição de o “velhote bobo” e os outros personagens parecem ter sido compostos para tentar espelhar a galera “do fundão” de The Office e 30 Rock. A comédia tem o seu charme, conta com umas boas sacadas, mas não sei… O quarto episódio foi arrastado e desinteressante, sem contar algumas situações que soam forçadas. Falta alguma coisa para torná-la indispensável como Modern Family, por exemplo. Ficarei de olho e, por enquanto, ela ganha o nosso sinal amarelo.

bflashFlashForward (1×01: No More Good Days, 1×02: White to Play): Desde que o conceito de FlashForward veio à público, as indicações de que ela será “o novo LOST” não param. Pelo intenso episódio piloto, que já inicia a série mostrando um fenômeno mundial desconhecido que faz com que toda a população do planeta apague por 2 minutos e 17 segundos para ter um flash do futuro, é sim possível notar elementos que podem fazer com que ela seja uma grande série de suspense e mistério como a dos sobreviventes do voo 815. Mas da mesma forma também percebi muitas similaridades com a fracassada Jericho. Fato é que FlashForward é bastante promissora e só. A relevância que ela terá dependerá de seu desenvolvimento e até o final do primeiro episódio a produção se destaca das demais desta temporada por conseguir instigar a imaginação do espectador com a constante pergunta: “o que você faria se visse o seu próprio futuro”? O segundo episódio foi sensivelmente mais fraco e a ideia de um evento em escala mundial, como de fato ocorreu, ainda não foi bem estabelecida. O foco na equipe do FBI de Los Angeles traz uma visão limitada dos eventos e aprofunda-se somente no quadro da investigação de Mark (o que foi bastante conveniente, não é?). Sinceramente não quero aumentar as minhas expectativas, mas considero os dois primeiros episódios satisfatórios até o momento. Contudo, quero ser surpreendido como aconteceu no final do piloto com a descoberta de que um misterioso sujeito estava “acordado” bem na hora do apagão global. Agora, se isso virar a sustentação dos cliffhangers do drama, como aconteceu no final do segundo episódio, teremos um grande problema à vista. Espero muito que os roteiristas desta série tenham uma visão global daquilo que estão lidando, pois senão eles ficarão perdidos.

bdollhouseDollhouse (2×01: Vows): Depois de uma primeira temporada ascendente, Dollhouse parece ter estagnado sua trama nesta estreia do 2º ano e isso foi refletido na baixíssima audiência que a série recebeu. Tudo bem que estamos apenas começando, mas a expectativa é alta e Joss Whedon não soube vender bem o seu novo plano. Vows adotou uma narrativa confusa e Paul como “cliente” da casa e toda aquela história de Echo casando com um criminoso não conseguiu convencer. O endgame não está claro e apenas 13 episódios estão garantidos (o criador já disse que o 13º episódio desta temporada cria um desfecho satisfatório, continuando ou não). Pelo histórico positivo, Dollhouse continua com sinal verde, mas passará para o Season Pass, onde poderemos fazer uma análise sobre como será o desempenho da temporada como um todo. Torço para que não seja cancelada precocemente, apesar dos pesares.

bgleeGlee (1×03: Acafellas, 1×04: Preggers, 1×05: The Rhodes Not Taken, 1×06: Vitamin D): Vocês sabem, pela resenha que fiz do episódio piloto, que eu não sou totalmente entusiasta de Glee. Na última Semana em Série que fiz antes da minha viagem relatei as melhorias desta série musical, mas temo não corresponder às expectativas dos fãs nas resenhas. Começando pelo lado positivo dos últimos episódios exibidos, gostei muito da forma como que a trama foi conduzida: centrada em uma disputa infantil entre o departamento artístico da escola com o de educação física (liderado pela ótima Jane Lynch como a inescrupulosa Sue), o roteiro dá uma importância absurda às situações e tudo toma uma dimensão ainda maior e mais interessante do que seria na vida real. As personagens também são todas convicentes e bem construídas, do elenco principal às pontas. Artisticamente, Glee é uma série completa, mas eu não consigo acostumar com certos aspectos do lado “musical” quando este não é apresentado de forma orgânica. Ora, é até aceitável (pra mim) que uma música comece em um sonho ou numa apresentação, mas a 4ª parede cai completamente quando o time de futebol americano inteiro começa a dançar All the Single Ladies da Beyoncé sem o menor propósito. Concordo que isso funciona para o “alegre” Kurt, mas do contrário soa muito forçado. Outra coisa que não desce na minha opinião é a atuação em excesso, que afeta a série em muitos momentos (e que pode ser culpa da direção): as performances de Kristen Chenoweth (pra mim, reitero) beiraram o insuportável de tão over, comprometendo o resultado final. Ora, às vezes parece até que eles estão sob o efeito de altas doses de energético (ah, não, era vitamina D)! Da mesma forma que aconteceu com Pushing Daisies (e seu excesso de fantasia), acredito que estes detalhes, caso não acertados, podem eventualmente cansar o espectador a médio prazo. Gosto muito das músicas, da maioria das performances e das ótimas tramas como a da gravidez de Quinn, dos planos da mulher do Will, dos triângulos amorosos e a luta para que o grupo entre no campeonato estadual, mas Glee poderia diminuir o tom aqui e ali para emplacar de vez.

Three Rivers e Mercy: Não vou me aprofundar nestas séries, porque além de não planejar acompanhá-las, seus episódios pilotos foram absurdamente esquemáticos e refletem tão somente o interesses dos executivos das emissoras CBS e NBC em terem versões das séries médicas de sucesso atuais. A primeira conta a história de uma equipe de especialistas em transplante de órgõs, apresentando uma montagem inadequada, casos desinteressantes, arrastados e uma linguagem rasa. Já a segunda quer ser a Grey’s Anatomy das enfermeiras e é bobinha, água-com-açúcar e piegas. Aposto em cancelamento e não recomendo perderem tempo com elas. Se quiser insistir em alguma, acredito que Three Rivers deva ir mais longe pelo investimento realizado. Mas se quiser assistir séries médicas de qualidade mesmo, fique HouseNurse Jackie e a própria Grey’s Anatomy. Fica a dica. Ah, e sobre The Forgotten, bem, digamos que com dez minutos eu desliguei a TV, pra vocês verem a paciência que eu tenho com séries investigativas genéricas… Passo.

Esse foi o Semáforo! Na próxima Semana em Série as estrelas estarão de volta à cena para quotar as séries que ficarão em nossa cobertura! Agradeço desde já a sua audiência e o seu comentário, caso queria compartilhar aqui as suas impressões sobre estas e outras séries que acompanha! Até a próxima!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Bored to Death, Brothers & Sisters, Californication, Community, Dexter, Dollhouse, Eastwick, FlashForward, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, House, Mercy, The Good Wife, The Office, Three Rivers Tags: , ,
10/10/2009 - 20:01

Dollhouse: Ameaça Interna

comment1161Apenas para constar, esta primeira temporada de Dollhouse terá 12 episódios, sendo que o capítulo 13 provavelmente não será exibido na TV pelo FX, já que não faz parte do plano original, sendo um “extra” produzido e gravado pelo criador Joss Wheddon como mero exercício sobre o que poderia acontecer num futuro não tão distante. E se depender do que vimos até agora, a série merece sim continuar, pois este Spy in the House of Love deixou claro que a trama vem sistematicamene. Echo está somatizando experiências e diante da ameaça de um espião dentro da própria “casa”, ela voluntariamente se ofereceu pra ajudar, o que deixou as coisas ainda mais interessantes. Mesmo assim, parece que algum estrago foi feito, já que November silentemente se revelou à Paul (é impressionante como que nada fica estático por muito tempo nessa série). O episódio ainda aprofundou ainda mais o universo vasto da série com a insinuação de que cada ativo é uma bomba-relógio que pode detonar a qualquer momento, mantendo o terreno sempre instável. De todas as novidades da meia-temporada americana, Dollhouse foi a que mais me deixou surpreso e, não obstante a baixa audiência (que deve mais em virtude do dia e horário em que foi exibida lá fora), o drama é excelente. Séries boas assim estão cada vez mais raras em nossa televisão.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×09: A Spy in the House of Love” exibido em 08/10/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
03/10/2009 - 00:01

Dollhouse: Necessidades

comment1154Que fabuloso este episódio de Dollhouse exibido quinta no FX! Aliás, o canal está de parabéns pela ótima campanha de divulgação, além da exibição non-stop com áudio original e legendas! Continuando muito bem o desenvolvimento da história, a poderosa organização identificou a falha em seus “bonecos” e tramaram um plano brilhante para fazer com que eles encontrassem o que estavam procurando subconscientemente, corrigindo a anomalia (inspiração em Matrix?). Enquanto os ativos pensaram que estavam agindo por sua conta, buscando as respostas do passado, a Dollhouse estava assistindo de perto, apenas aguardando o momento em que suas necessidades fossem satisfeitas, mantendo a constância e a serenidade na casa, como pretendido pela administradora. Embora prisioneiros e manipulados, não podemos esquecer que estar no projeto é uma manifestação unilateral de vontade dos contratantes que precisavam, de qualquer forma, esquecer o passado, fugirem do mundo e, como compensação dos serviços prestados, receber um generoso pagamento ao final. A “maléfica organização” não é nada mais que uma empresa que age de forma escusa, mas que no fim apenas satisfaz as vontades e necessidades de seus clientes, sejam os ativos dormentes ou os milionários que pagam caro para terem aventuras com essas pessoas. Cada vez mais próximo da verdade está também o detetive Paul e ficamos na esperança de que mais um encontro entre ele e Echo/Caroline logo venha. Dollhouse continua inovando a cada episódio e a considero uma das poucas novidades realmente boas da temporada passada.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×08: Needs” exibido em 01/10/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
18/09/2009 - 01:01

Dollhouse: Encontro Inesperado

comment1132Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse, que já estava boa e seguindo um promissor ritmo, ficou excelente de uma hora pra outra com aquele encontro totalmente imprevisível entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão” da moça. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências mais contundentes sobre a existência da tal Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que aconteceu com a personagem, tomei um imenso susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida daí pra frente. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma das “bonecas” da casa e programada para ficar de olho no agente. O que ficou claro neste episódio é que Paul está vivendo uma mentira imensa, sendo manipulado pela organização da forma que bem entendem, como se ele mesmo fosse um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), e também a produção das entrevistas no início do episódio, que deu um tom bem amador à série. Mas no fim das contas isso não comprometeu muito este revelador episódio, que conseguiu deixar o espectador completamente ansioso pelo próximo!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×06: Man on the Street” exibido em 17/09/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
12/09/2009 - 01:01

Dollhouse: Crença Verdadeira

Eu estou realmente surpreso com o bom desenvolvimento de Dollhouse, a cada semana trazendo um caso curioso e diferente, porém sem desamarrar os nós que vão sendo atados à personalidade robótica de Echo. Talvez eu esteja achando isso porque Joss Whedon pediu para não criarmos expectativas com seu drama, mas até agora nada foi decepcionante ou sem coerência com o que foi proposto no piloto. Digo até mais: desde a primeira exibição o drama tem conseguido superar as espectativas lançadas pelo episódio anterior, o que está sendo bastante satisfatório. Em True Believer, vimos a Casa de Bonecos ajudando uma agência federal anti-armas como uma “contratada independente”, levando Echo diretamente para dentro de uma comunidade religiosa fechadíssima, que me lembrou inclusive a “compound” de Big Love (em determinados momentos eu até ficava esperando o Roman Grant aparecer). O capítulo foi repleto de ação, tensão e contou com ótimas atuações de todo o elenco que, apesar de desconhecidos em sua maior parte, nunca passam despercebidos. O bom é que quando este episódio foi exibido nos EUA, o criador veio a público dizendo que nem chegamos na melhor parte ainda. Que bom!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×05: True Believer” exibido em 10/09/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
04/09/2009 - 06:01

Dollhouse: A Pior Hora

Fato: Dollhouse não é nem a melhor, nem a pior série que eu ou vocês já vimos, mas até agora posso dizer que é uma das melhores novas estreias desta morna e parada temporada de séries. Joss Whedon, o criador da culturada Buffy, não prometeu nada que não cumpriu até agora e está contando uma interessante história que vai rapidamente se desenvolvendo e tomando interessantes caminhos. Neste 4º episódio, aconteceu o impensável para os administradores da organização Dollhouse, já que a personalidade ativa de Echo foi literalmente desligada no meio de um perigoso assalto à um cofre. Não podemos reclamar também de Eliza Dushku, que está fazendo um ótimo trabalho, tendo que interpretar tantos papéis de forma convincente. Embora este capítulo tenha sido mais do estilo “caso da semana”, em que a trama global fica relegada à segundo plano, ele foi repleto de tensão e reafirmou as características peculiares deste drama, notadamente com relação à sua ágil edição e ao constante clima imediatista das situações que são mostradas. Falta, contudo, que o agente do FBI Paul consiga avançar em sua investigação, fazendo com que a série receba um tom de urgência ainda mais impactante, como acontece com 24, por exemplo. De qualquer forma, este foi um bom episódio, inegavelmente.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×04: Gray Hour” exibido em 03/09/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
28/08/2009 - 00:01

Dollhouse: Medo do Holofote

A primeira parte deste novo capítulo de Dollhouse foi bem previsível e óbvia, com aquela história já batida da diva que se sentia “presa” e emocionalmente esgotada como se vivesse de fato na Dollhouse. Digo isso, pois em vez de apenas sugerir isso, o roteiro resolveu escancarar esta situação, tornando-a artificial e desinteressante, o que certamente achei que fosse comprometer as reviravoltas da segunda metade. Ainda bem que o episódio conseguiu dar a volta por cima. Designada como uma backing vocal que protegeria a cantora de R&B de sérias ameaças de morte, Echo acabou descobrindo que a suposta vítima era tão ou mais problemática que seu perseguidor, já que literalmente coordenou com este o seu próprio ataque. Não menos impressionante foi a capacidade de Echo de improvisar e abandonar sua missão de forma a atingir o objetivo esperado: proteger a vida da cliente. Ainda por fora de tudo, o agente Paul seguiu numa desastrosa busca por respostas, graças à dica dada por sua fonte que descobrimos ser mais um ativo que trabalha para a poderosa organização. Mesmo com alguns contratempos, com apenas três episódios no ar, Dollhouse mostrou uma evolução eme seu roteiro, especialmente ao abordar aquela somatização que mencionei anteriormente das experiências vividas à personalidade de Echo, que também cresce e aos poucos vai se libertando do programa que a mantém silente.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “1×03: Stage Fright” exibido em 27/08/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
21/08/2009 - 00:01

Dollhouse: O Alvo

Tirando as partes que lembraram muito a desastrosa Bionic Woman (as na floresta, especialmente), eu confesso que gostei muito deste segundo episódio de Dollhouse, graças ao inesperado “twist” na contratação de Echo pelo arqueiro, que no final das contas queria caçá-la como um animal. A edição criou um clima tenso e em determinados momentos cheguei mesmo a temer pela vida da garota e de seu agente designado. Isso é muito positivo, ainda que saibamos que ela não vai morrer por ser a estrela da atração. É claro que, como toda produção atual, a série tinha que acrescentar um mistério, que foi a matança que um dos ativos chamado “Alpha” promoveu no local. A investigação do agente Paul sobre a tal “Casa de Bonecas” ainda está muito marginal e não nos apresenta como uma ameaça concreta à poderosa organização. Mas o melhor do episódio (que é estendido como os de Fringe) foi mesmo o seu final, revelando que Echo não é apenas um produto com um cérebro vazio, como foi insinuado, já que alguns resquícios de suas aventuras estão sendo somatizados à sua latente personalidade. Com o tempo, isso vai ser muito interessante e tomara que saibam explorar este curioso aspecto.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×02: The Target” exibido em 20/08/2009 no canal FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
14/08/2009 - 00:01

Bem-Vindos à Dollhouse!

Episódios pilotos de séries são geralmente esquemáticos, de forma a possibilitar que o espectador compreenda um pouco sobre o universo que está sendo apresentado na nova produção. Mas isso, curiosamente, não é totalmente aplicável a Dollhouse, novo drama que estreou ontem no FX. Joss Whedon, cultuado showrunner criador de Buffy, Angel e Firefly, estava certo em pedir que os fãs diminuíssem a expectativa pela série, pois no início deste drama ele aprontou verdadeira bagunça (propositalmente), influenciada por diversas produções que vão de Alias à Matrix, passando por A Ilha1984 e, por coincidência (acredito), a fracassada My Own Worst Enemy. Não que este novo drama não seja interessante, pelo contrário, mas muita coisa foi apresentada de forma rápida, impedindo uma correta assimilação do que estávamos assistindo e este é um ponto negativo para o “espectador de ocasião”. À princípio, o projeto Dollhouse se apresenta como uma secreta organização que recruta garotas perdidas, como a estonteante Echo (Eliza Dushku) para se tornarem prostitutas de luxo voluntárias, mas programadas para satisfazerem ao máximo os seus clientes.

Vivendo voluntariamente (mas sem consciência) em uma prisão de luxo, elas são submetidas a uma lavagem cerebral após cada missão, e recebem, em contrapartida, proteção e toda estrutura material para continuarem neste ramo, com direito a um bom pagamento ao final do contrato. Porém, o piloto avança e esta primeira impressão é subitamente modificada, quando vemos Echo sendo escalada para uma missão que envolve intermediar uma transação de resgate no sequestro de uma garotinha. Isso só é possível porque um programador implantou em seu cérebro tais expertises, minutos antes dela entrar em ação. Do lado de fora da “casa”, um policial chamado Paul (Tamon Penikhet) luta para descobrir a verdade sobre este projeto (tornando-se o maior clichê deste início). Como eu disse, Joss Whedon apronta uma bagunça que pode vir a ser difícil de limpar, criando uma série que tem início sem formar por completo uma identidade própria, como os fragmentos de personalidades que são implantados nas próprias “bonecas”. Pra saber se esta mistura dará certo, acompanharemos com o FX os 12 episódios desta 1ª temporada. Adianto que quem ainda não viu poderá se surpreender positivamente, pois a série tomará rumos inesperados e típicos de uma produção do universo Whedon.

Cotação Bruno Carvalho
Episódio “1×01: Ghost” exibido em 13/08/2009 no FX Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
22/05/2009 - 00:01

Upfront 2009/2010: Séries Canceladas e Renovadas

Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?


Oficialmente Renovadas: Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.


Oficialmente Renovadas: Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas),  The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.


Oficialmente Renovadas: 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.


Oficialmente Renovadas: 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas: Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.


Oficialmente Renovadas: 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.

A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation).
E aí, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider!).

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, American Idol, Better Off Ted, Boston Legal, Brothers & Sisters, CSI, Canais, Castle, Chuck, Desperate Housewives, Dirty Sexy Money, Do Not Disturb, Dollhouse, Eli Stone, Fall Season, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Gossip Girl, Greys Anatomy, Harpers Island, Heroes, House, How I Met Your Mother, In the Motherhood, Kath & Kim, Kings, Knight Rider, LOST, Lie to Me, Life on Mars, Lipstick Jungle, My Own Worst Enemy, Old Christine, Parks and Recreation, Prison Break, Private Practice, Privileged, Pushing Daisies, Reaper, Samantha Who?, Sarah Connor Chronicles, Scrubs, Southland, Supernatural, Surviving Suburbia, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Mentalist, The Office, The Unusuals, Two and a Half Men, Ugly Betty, Worst Week Tags: ,
14/05/2009 - 20:42

Dollhouse: A Compra e Venda do Livre Arbítrio [+Renovação!]

Alerta de Spoiler - Brasil
Acabou a saga de Echo. Esse provavelmente será o Series Finale de Dollhouse, uma série que definitivamente não foi feita para a TV aberta norte-americana. Joss Whedon foi extremamente eficaz ao contar uma história interessante, rica e condensada em apenas doze episódios. Uma série sobre pessoas que não estão perdidas numa ilha ou no tempo, mas sim no meio de uma sociedade moderna e complicada. Não falo inicialmente de Caroline e dos vários “dolls” que se venderam para a obscura Casa de Bonecos. Falo de Paul, que através da obstinação em salvar alguém que nunca viu (e que não pedia pra ser salvada), não conseguia perceber que era ele mesmo quem estava clamando por ajuda. É claro que não foi possível aparar todas as arestas neste episódio final, mas mesmo sem saber se a série iria continuar ou não, os principais pontos da história tiveram uma conclusão satisfatória e incluo aí o destino de Echo. Depois de toda a confusão com Alpha, a trama mergulhou na filosofia do que é feito por aquela organização através da ativação de Caroline no corpo de uma estranha, fazendo com que ela presenciasse qual foi o fruto do contrato que ela voluntariamente assinou. Afinal, o ser-humano tem o direito de dispor de seu lívre arbítrio, vendendo-se para uma corporação? Podem os direitos fundamentais que foram duramente conquistados ao longo da História serem alienados desta forma? Esta, invariavelmente, foi a pergunta que Dollhouse fez neste final, sem nem mencionar os escrúpulos (ou falta destes) da tal Casa. Às vezes penso que os mais beneficiados por tudo isso são os próprios “dolls”, mas a que preço? Existe um preço para o corpo, a mente e o livre direito de ir e vir? É uma pena que Whedon não terá a chance de responder sua própria premissa. Com isso vários arcos se fecharam e outros precisarão ficar em aberto na cabeça do espectador. Embora lacônico, o fim deixou claro que uma boa história foi contada, continuando ou não. Se existe 0,1% de chance de Dollhouse ser renovada, me agarrarei a esta possibilidade, pois foi uma das melhores coisas que a TV exibiu este ano. Eu adormeci?

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×12: Omega” exibido em 08/05/2009 na FOX americana.

ATUALIZAÇÃO 15/05/2009 – 21:30: Dollhouse foi renovada para a 2ª temporada pela FOX americana, reportaram o E! Online e o TheLiveFeed! \o/!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dollhouse Tags: , ,
06/05/2009 - 00:01

A Semana em Série: Dramas!

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×20: Day 7: 03:00am – 04:00am”: Mais uma hora se passou e permaneço com a pulga atrás da orelha pra esse Tony Almeida vilão. Da mesma forma que Jack Bauer foi julgado por uma comissão do governo por agir justificando os meios através dos fins, o mesmo benefício da dúvida pode ser dado ao seu colega. Afinal, ambos tiveram vários motivos ao longo dos anos para virarem de lado e não o fizeram. Vinte horas após o início do dia fomos apresentados à um secreto grupo de controllers de empresas para-militares que reúnem-se anonimamente através de um sistema privado e que têm objetivos semelhantes aos de Hodges: resgatar os contratos de defesa que foram perdidos na administração Taylor através da pontual criação de ameaças terroristas. Mas enquanto o CEO da Starkwood claramente era movido por acreditar no que estava fazendo, como apontei na resenha anterior, estes novos sujeitos mostraram-se impiedosos e motivados apenas pelo dinheiro. É por isso que, mesmo vendo Almeida com a arma na cara de um muçulmano inocente, contesto a sua lealdade a estas pessoas, já que dinheiro nenhum no mundo trará de volta o que ele perdeu. Nem preciso falar que esta foi mais uma hora tensa e emocionalmente desgastante de 24, mas tomara que decidam de uma vez com quem fica a lealdade de Tony…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 27/04/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×22: Southern Gentleman Prefer Blondes”: Por um instante achei que Gossip Girl iria ficar naquela draminha bobo com Gabriel mantendo duas namoradas, mas eis que a trama se revela ser muito mais complicada do que imaginaríamos. O galã do sul e suposto filho de milionários da indústria tabagista nada mais é do que um excelente golpista que passou pelo Upper East Side fazendo um estrago monstruoso e, de quebra, levando ainda as economias do pobre Rufus Humphrey (ainda que devidamente avisado). Os roteiristas ainda sabiamente utilizaram este incidente para separar de vez o casal Blair e Nate (passando da hora) e dar a deixa para o retorno da sempre interessante e instável Georgina Sparks, mais uma vez marcando presença numa reta final de temporada, assim como a fumaça negra no céu da ilha de LOST. Legal também que no fim até mesmo a morena Poppy foi passada pra trás (ou seria parte do golpe?) e quero só ver o que vão armar para recuperarem os milhões perdidos num horrível investimento. Afinal, em tempos de crise, cada maço de 10 mil dólares faz falta para aquela gente, não é mesmo?
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 27/04/2009 na CW americana.

Fringe “1×18: Midnight”: Eu fiquei mais surpreso por Fringe ter finalmente revelado algo de concreto sobre sua mitologia do que a natureza da revelação em si, de que William Bell – o fundador da Massive Dynamics – é o homem por trás dos maquiavélicos e aterrorizantes eventos que formam o padrão. Isso era óbvio desde o piloto, não? Mas a série é capaz de mais, como vimos neste ótimo Midnight, apresentando um novo caso continuamente tenso com a história da mulher de um poderoso cientista que foi infectada por um agente biológico e caçava homens pela noite atrás da medula óssea de suas presas. Além de impressionar pelo realismo gráfico, a fotografia sempre escura e carregada é extremamente sábia ao mostrar apenas os relances das anomalias, criando uma constante aura de seriedade no que está sendo mostrado, por mais absurdo que seja. Fringe confirma a versatilidade e o talento criativo de J.J. Abrams e da competente equipe da Bad Robot. Tivemos sim alguns baixos neste ano de estreia, mas o drama segue firme e intrigante semana após semana e que bom que ganhou recentemente mais uma temporada completa!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 28/04/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×21: No Good at Saying Sorry (One More Chance)”: Já é inegável que a 5ª temporada de Grey’s Anatomy reergueu a série completamente e redimiu-se dos erros do ano passado. Mas primeiro vou falar do que não gostei neste episódio: a atuação totalmente over de Sharon Lawrence como a mãe de Izzie, que mostrou ser um erro de roteiro e direção num episódio tão carregado como este. O que deveria ser o cerne do capítulo, a história da menininha que atirou em seu pai 17 vezes (e de propósito), tornou-se um caso secundário e sub-explorado. Acredito que isso prejudicou o desenvolvimento das demais tramas, com destaque, claro, para os problemas de Grey com figuras paternais, tanto com Tatcher quanto com o próprio Chief. O tema “desculpa e arrependimento” foi melhor explorado no caso de Yang e Hunt, representando o ápice deste episódio naquela discussão no estacionamento. De qualquer forma, o 99º capítulo continuou muito bem a temporada, embora sem elevar o nível como seus antecessores. O final de temporada está bem encaminhado, assim como o secreto 100º episódio que vai ao ar esta semana nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 30/04/2009 na ABC americana.

Dollhouse “1×11: Briar Rose”: Sempre soubemos que a Dollhouse estava a um passo à frente do Detetive Paul, por isso passei metade do episódio questionando a facilidade com que ele entrou e circulou pela casa junto, mesmo que guiado pelo tal designer da estrutura ambiental subterrânea. O que eu não poderia imaginar, claro, é que não só Adelle estava observando-o o tempo inteiro, como o tal cientista era o temido Alpha disfarçado e foi este que usou o policial para infiltrar-se na casa. Mas a inesperada reviravolta não parou aí, pois o sujeito ainda demonstrou ter um profundo laço com Echo, deixando a briga imprevisível e ainda mais pessoal para o policial afastado Paul. Imagino que este deva agora lutar lado a lado com a Casa no final de temporada, que pode vir a ser o final de toda a série. Eu torço pra que Dollhouse seja renovada, pois desde o seu primeiro episódio a série vem crescendo exponencialmente à cada capítulo, desenvolvendo sua trama muito bem como poucas produções hoje em dia conseguem e, principalmente, mantendo-se fiel à sua premissa. Talvez este drama seja  tão bom porque foi concebido como uma obra fechada desde o início pelo sagaz Joss Wheddon. Renovada ou cancelada, Dollhouse já é uma das salvações deste esquecível Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 01/05/2009 na FOX americana.

Prison Break “4×19: S.O.B.”: Eu realmente estava perdendo a fé em Prison Break até que este episódio chegou e estremeceu toda a série até o seu piloto, com a revelação de que Lincoln e Michael não são irmãos biológicos. Este fato não apenas trouxe sentido à alguns acontecimentos – como o fato de Christina Scofield desprezar tanto o filho mais velho – , como também trouxe novas perspectivas para o nosso herói, que no fim das contas preteriu a própria mãe em prol da pessoa que sempre esteve ao seu lado nos momentos difíceis: Burrows. T-Bag também voltou a mostrar suas cartas traindo o grupo como sempre em prol da segurança do lado mais forte da batalha e o episódio deixou claro qual o motivo da divisão da Companhia por Scylla: poder mediato x dinheiro imediato. O destaque de S.O.B., claro, ficou com segura e enérgica atuação de Wentworth Miller na discussão de Scofield com sua mãe e há muito tempo não o víamos assim tão passional na série. Por fim, a força bruta de Lincoln terá novamente que se juntar ao Q.I. de Michael para saírem da complicada situação que foi armada para todo o grupo. Prison Break voltou aos trilhos e empolgou para este fim de série, sem esquecer que ainda teremos um telefilme para fechar de vez a alucinante história que, apesar dos (aceitáveis) percalços, sempre foi uma das minhas preferidas.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/05/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Dollhouse, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, Prison Break Tags: , , , , ,
03/05/2009 - 03:32

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×19: Day 7: 02:00am – 03:00am”: Na 19ª hora deste complicado dia de 24, a segunda reviravolta de Tony Almeida continua uma incógnita pra mim, porque ao mesmo tempo em que vemos o vilão deixando Jack sofrer a sua convulsão, ele sai sem certificar que o companheiro não é mais uma ameaça – e algo que Tony tem absoluta certeza é a de que Jack Bauer nunca deve ser subestimado. O problema é se a partir daí descobrirmos que ele novamente bancou o vilão jogando com o inimigo para então novamente mostrar-se um herói. Isso, definitivamente, prejudicaria e muito a integridade desta temporada. Fora isso, esta hora foi um bom filler que trouxe uma nova perspectiva com relação à magnitude da organização por trás dos ataques, pois colocou o perigosíssimo Jonas Hodges numa posição de mero “intermediário”. Talvez ele tenha sido até mesmo usado, pois após o diálogo que ele teve com um soldado, deu pra perceber claramente que, embora inescusável, sua convicção de que a Starkwood era a salvação do país, assim como o orgulho que sentiu ao ouvir que seus homens foram “bem treinados, soaram verdadeiros. O dia acaba em cinco horas e, apesar desta indefinição com a situação de Almeida, 24 entrou muito bem num promissor arco final.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/04/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×21: Sedar Anything”: Gossip Girl retornou para sua reta final, mas ainda não posso dizer que em sua boa forma de sempre. Sedar Anything focou demais suas atenções no insosso casal Blair e Nate, que não convencem ninguém nem de longe. Os draminhas da família Humphrey também continuam desinteressantes, parte graças à falta de expressividade do ator Matthew Seller, que interpreta o patriarca Rufus, e da igualmente aborrecida relação dele com Lilly. Não sei como que este vai ser o tema do spin-off prequel da série… Felizmente as trapalhadas de Serena serviram aqui como o alívio dramático que faltava, pois descobrimos que ela casou-se (ainda que de mentirinha) com o loirinho na Espanha, e o cara aparentemente mantém um outro relacionamento. Só quero saber como essa história vai virar o cerne dos próximos e derradeiros capítulos, porque essa simples traição é mais do que batida. A 2ª temporada de Gossip Girl até agora foi muito boa, mas é sempre bom ficar com o pé atrás depois de um mediano episódio como este.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 20/04/2009 na CW americana.

The Office “5×23: Broke”: Ah, não importa quão costumeiras são as histórias de “volta por cima” em filmes e séries: fato é que elas geralmente são muito boas pra quem assiste e torce pelas personagens e, no caso de The Office, foi sensacional! Depois de descobrir que a Michael Scott Paper Company estava no vermelho (e dificilmente sairia de lá), Michael iniciou uma série de atitudes errantes na tentativa de minimizar o seu prejuízo e, no final das contas, com uma importante ajuda de Jim – parte por vingança contra o novo chefe e parte por saber que Scotty tem uma boa índole – a matriz sucumbiu ao grandioso blefe que criaram, culminando no melhor momento de toda a temporada. Agora, o que eu realmente quero ver é como Michael vai se comportar daqui pra frente com relação àqueles que o deixaram na mão quando ele mais precisou. E The Office ainda não chegou ao fim, a temporada foi estendida e terá 26 episódios!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/04/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×19: The Ones”: É muito positivo perceber o amadurecimento do texto de 30 Rock (que já era bom), notadamente com a utilização de piadas racistas que servem muito bem como uma crítica implícita, mas real, até chegar em Tina Fey tirando sarro dela mesma ao escrever sobre sua forma física. The Ones concluíu muito bem a ótima participação de Selma Hayek (e “What a Frak” foi aquela camisa?), contando ainda com piadas inesperadamente boas envolvendo Jenna, um paramédico e a divertida incógnita que é Kenneth. Não me surpreenderia nem um pouco se 30 Rock novamente for indicada às principais categorias cômicas no Emmy e abocanhar todas. Gosto muito das outras comédias da TV, mas esta continua em seu melhor momento.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/04/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×10: Haunted”: Provavelmente Dollhouse é uma das séries mais subestimadas desta temporada, ainda mais depois deste magnífico episódio Haunted, que levou o conceito da Casa de Bonecas para além de sua premissa. Ao invés de usar um dos “bonecos” para satisfazer desejos momentâneos, a milionária Margareth Bashford resolveu fazer “scans” mensais próprios, pois suspeitava que corria risco de morte. Assim, foi com enorme surpresa (para nós e para ela, certamente) que a senhora acordou no corpo de Echo após ter falecido e decidiu investigar o seu próprio homicídio. Além de desenvolver-se muito bem, a trama conseguiu levantar intrigantes questões éticas e morais, ainda que ficcionais, sobre as possibilidades que aquela tecnologia pode trazer. Em contraposto, vimos o programador Topher sendo manipulado por Adelle, que anualmente permite que ele dê uma “escapada” daquela vida atribulada que leva. Funcionando bem como “série de casos semanais” e “novelinha”, Dollhouse permanece no pódium das melhores surpresas do ano.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, Gossip Girl, The Office Tags: , , , , ,
15/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×17: Day 7: 12:00am – 01:00am”: A madrugada chegou e os acontecimentos a partir de agora serão cada vez mais decisivos para moldar o final deste estressante dia. Logo de cara tivemos a surpresa da primeira aparição de Jonas Hodges perante os seus inimigos, dando continuidade à brilhante e visceral atuação que Jon Voight vem conduzindo nesta temporada, desde o telefilme Redemption. Agora, o que realmente me surpreendeu foi a subtrama com a filha da presidente e o repórter, pois parecia que ela seria um problema para a administração e acabou resolvendo o caso do vazamento da notícia muito bem (aliás, bem até demais). A ação com Tony Almeida invadindo a Starkwood lembrou muito os clássicos filmes de espionagem, mas o que não deu pra engolir foi aquela sugestão de que Kim Bauer pode trazer a cura para Jack, que foi infectado pela arma biológica. Ainda assim, com um excelente ritmo que não pára desde o primeiro episódio, 24 entra na sua fase final em um de seus melhores momentos de todos os dias que já vimos. Bom que o oitavo dia fechará a saga de Jack Bauer em Nova York, vejam só! Inevitavelmente, isso é um sinal que o antídoto de sua prole irá funcionar…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 06/04/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×17: Cutbacks”: Não ia demorar para que a crise econômica fosse retratada pelos olhos dos sempre sagazes roteiristas de 30 Rock. Cutbacks foi incisivo em suas críticas e piadas durante todo o episódio, combinando com ótimas piadas como a da saída de Johnatan (e sua declaração musical), o keynote à la Steve Jobs que Lemon fez e as brilhantes interrupções de Kenneth na sala de Donaghy. 30 Rock mais uma vez apresentou um episódio ácido e delicioso, com exceção apenas nas poucas cenas centradas em Tracy e Jenna, que reiteradamente representam o “núcleo” mais fraco da comédia. Seja pelas situações infantis em que se metem ou pela limitação de seus intérpretes, fato é que os dois sempre estão aquém dos outros integrantes. A série não precisava deles pra ser uma das melhores comédias no ar.
Cotação Bruno Carvalho:

Episódios exibidos em 09/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×20: Dream Team / 5×21 The Michael Scott Paper Company”: “It’s Britney bitch“! Ao som de Lady GaGa, Michael Scott chegou com tudo para trabalhar em sua nova empreitada: a Michael Scott Paper Company! Antes disso, ele recrutou o seu “melhor amigo” Ryan e junto a Pam no porão do Scranton Business Center, o episódio deslanchou. Já na Dunder Mufflin, as coisas andaram de mal a pior, com a exigência brutal do novo chefe, especialmente sobre Jim, que em breve deve se juntar ao time “rival” do andar de baixo. Os melhores momentos “bizarros” dos capítulos  ficaram com Dwight e Andy (dois das melhores personagens da série) num dueto de John Denver para a nova secretária. The Office já está numa bela sequência de episódios e muita coisa vai mudar. Eu já mandei meu currículo para a Michael Scott Paper Company, Inc. porque eu acredito no potencial de seu CEO!
Cotação Bruno Carvalho:
Half Star
Episódios exibidos em 09/04/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×09: Spy in the House of Love”: Apenas para constar, a temporada atual de Dollhouse terá 12 episódios, sendo que o capítulo que não será exibido na TV americana não faz parte do plano original, sendo um “extra” produzido e gravado pelo criador Joss Wheddon, já preparando caminho para uma possível 2ª temporada. E se depender do que vimos até agora, a série merece sim continuar, pois este Spy in the House of Love deixou claro que até agora a trama só avança. Echo está somatizando experiências e diante da ameaça de um espião interno, ela voluntariamente se ofereceu pra ajudar, o que deixou as coisas ainda mais interessantes. Mesmo assim, parece que algum estrago foi feito, já que November silentemente se revelou à Paul (é impressionante como que nada fica estático por muito tempo nessa série). De todas as novidades deste Mid Season, Dollhouse foi a que mais me deixou surpreso e, não obstante a baixa audiência (que deve mais em virtude do dia e horário em que é exibida lá fora), o drama é excelente. Séries boas assim estão cada vez mais raras em nossa televisão.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 10/04/2009 na FOX americana.

E cadê os comentários das estreantes Parks and Recreation, Southland, Harper’s Island, In the Motherhood e The Unusuals? Falarei sobre elas especificamente numa matéria sobre a qualidade desse nosso Mid Season 2009. Acho que já entenderam o que eu quis dizer…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, The Office Tags: , , , ,
07/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×16: Day 7: 11:00pm – 12:00am”: Esta temporada de 24 está grandiosa e com um inimigo à altura de Jack Bauer: o poderoso e inescrupuloso Jonas Hogges da companhia para-militar Starkwood. Infectado pela arma neurológica, Jack teve que contar com a equipe do FBI e com a perspicácia de Tony Almeida para sair de mais uma situação impossível. Infelzmente, todos, inclusive nós, fomos enganados pelo capanga de Hodges, Greg Seaton, que deu todos os sinais de que estava arrependido, mas acabou guiando o FBI para uma emboscada, fazendo com que a companhia ganhasse tempo para preparar a arma. Muito difícil saber, contudo, como essa história vai se desenrolar, porque é impossível que os EUA se renda à ameaça interna de uma empresa privada. Quero muito saber qual é a agenda pessoal deste CEO e qual é o seu plano final, já que dificilmente a empresa terá futuro depois deste dia. 24 chegou à meia-noite num ritmo invejável por qualquer drama de ação, no que certamente já pode ser considerado um dos melhores dias da saga de Jack Bauer. Tomara que ele sobreviva, porque ele ainda tem muito trabalho pela frente.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 30/03/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×20: Remains of the J”: Esta semana os Upper East Siders deixaram a peteca cair feio. O episódio centrado no draminha entre Jenny, Serena e a festa de aniversário da jovem estilista foi arrastado e desinteressante, como esta série raramente é. O que me preocupa é que muitas vezes o roteiro sério e bem focado se torna volátil de uma hora pra outra, esquecendo o que foi construído ao longo da temporada. Basta ver o retorno do insosso romance entre Blair e Nate e o implausível envolvimento de Chuck e Vanessa, ainda que para fazer ciúmes no “novo” casal. Dan e Serena é outro caso perdido. São incompreensíveis as atitudes fúteis da loira, que horas se mostra altruísta e madura e horas egoísta e infantil. Poxa, Gossip Girl estava indo tão bem, com uma temporada tão rica em acontecimentos e tramas paralelas, que a única coisa salva deste capítulo foi o cliffhanger sobre o filho de Rufus e Lilly, algo que já sabíamos que iria estourar. Enfim, esta trama poderia ter começado agora, evitando que Ramains of the J fosse o pior filler da temporada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 30/03/2009 na CW americana.

Damages “2×13: Trust Me”: É muito difícil classificar este final de Damages porque se por um lado o drama fechou todas as suas pontas soltas ao longo dos últimos doze episódios, ele o fez às custas de enganar o público com uma montagem barata dos eventos que ocorreram no flat de Ellen Parsons. De longe, o mais forçado e incomcebível pra mim foi Patty conversando com Ellen depois de ser esfaqueada por Finn Garrety no elevador. Sim, sabemos que a dona do Hewes & Associados é durona e faria tudo para continuar com seu plano de vingança, mas exageraram um pouco nessa dose, não acharam? Não obstante, as demais conclusões não deixaram a desejar, notadamente com relação ao assassinato do policial corrupto por Wes, as diversas reviravoltas com o caso do suborno do juiz e a queda de Dave Pelle e Walter Kendrick. Eu não me incomodaria, contudo, de não ter que saber mais sobre Danniel Purcell, Michael Hewes e, óbvio, Ray Fiske. Aquela cena do sonho foi totalmente desnecessária para uma narrativa que sempre foi sóbria e fria até demais. Tom Shayes, quem diria, salvou o dia e o final deu o tom promissor para o início de mais uma temporada, agora que Patty e Ellen (que se tornaram  emocionalmente dependentes uma da outra) estão “quites”. Eu também tenho certeza que ela vai voltar, porque Arthur Frobisher está chegando com tudo: “Trust me“.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/04/2009 no FX americano.

Dollhouse “1×08: Needs”: Que fabuloso episódio de Dollhouse! Continuando muito bem o desenvolvimento da história, a poderosa organização identificou a falha em seus “bonecos” e tramaram um plano brilhante para fazer com que eles encontrassem o que estavam procurando subconscientemente, corrigindo a anomalia (inspiração em Matrix?). Enquanto os ativos pensaram que estavam agindo por sua conta, buscando as respostas do passado, a Dollhouse estava assistindo de perto, apenas aguardando o momento em que suas necessidades fossem satisfeitas, mantendo a constância e a serenidade na casa, como pretendido pela administradora. Embora prisioneiros e manipulados, não podemos esquecer que estar no projeto é uma manifestação unilateral de vontade dos contratantes que precisavam, de qualquer forma, esquecer o passado, fugirem do mundo e, como compensação dos serviços prestados, receber um generoso pagamento ao final. A “maléfica organização” não é nada mais que uma empresa que age de forma escusa, mas que no fim apenas satisfaz as vontades e necessidades de seus clientes, sejam os ativos dormentes ou os milionários que pagam caro para terem aventuras com essas pessoas. Cada vez mais próximo da verdade está também o detetive Paul e ficamos na esperança de que mais um encontro entre ele e Echo/Caroline logo venha. Dollhouse continua inovando a cada episódio e já a considero uma das poucas novidades realmente boas deste Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 03/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Gossip Girl Tags: , , , , ,
05/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×18: Old King Clancy”: Sinceramente, eu acho que o auge de How I Met Your Mother passou e que a série nunca mais vai ser genial como foi em suas primeiras temporadas. A comédia segue num ritmo esquisito com uma indefinição pairando nas vidas de Ted, Barney, Robin e do casal Marshall e Lilly, fazendo com que os capítulos sejam sobre o “nada”, mas um “nada” ruim diferentemente do de Seinfeld, por exemplo. As piadas estão infantis e as tramas desinteressantes, como essa com o projeto de Ted no GNB (e que coincidentemente me lembrou cenas da horrível Better Off Ted). É uma pena, pois eu endossei esta comédia desde o início e hoje ela não é nem metade do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na CBS americana.

Grey’s Anatomy “5×19: Elevator Love Letter”: Não foi pelo pedido de casamento de Derek à Grey e nem pelo avanço no caso de Izzie que este episódio de Grey’s Anatomy foi espetacular. A série readquiriu a sua simplicidade e delicadeza ao contar as suas histórias, provando que Shonda Rhimes amadureceu o seu texto após ter cometido os deslizes das temporadas anteriores. As personagens também amadureceram com isso e o noivado que se iniciou naquela tocante e peculiar cena do elevador foi só a confirmação de tudo isso. Alex cresceu, assim como Yang, O’Maley e, especialmente Izzie. A doença da loira já virou o acontecimento mais marcante da temporada, porque tornou-se o cerne de muitas questões importantes. O caso da semana também revelou o crescimento da série nesta reta final, surpreendendo com o seu desfecho: no início certamente condenamos aquelas pessoas que estavam aguardando a morte da tia doente para seguirem com suas vidas, mas depois vimos que nem sempre a realidade é o preto no branco. Esse também é o caso de Hunt, que abriu o episódio enforcando Yang, numa trama que pode ser muito bem-vinda – a das sequelas psicológicas que uma guerra pode deixar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 26/03/2009 na ABC americana.

Damages “2×12: Look What He Dug Up This Time”: Voltando a focar em Daniel Purcell, o que deveria ter sido feito há vários episódios atrás, Damages deixou um pouco a desejar porque até agora não conseguiu (ou não quis) amarrar as incontáveis pontas soltas do roteiro, deixando tudo para o episódio final que precisará ser estendido. Obviamente, o fato tira a força dramática da temporada, fazendo-a esmaecer perante o primeiro ano que sempre trazia uma revelação nova e chocante a cada episódio. Certo é que o fato da mulher de Purcell ter sobrevivido ao ataque de fúria que ele teve (sendo verdadeiramente assassinada pelo capanga) não compromete sua falta de integridade em nada, ainda que sua culpabilidade pelo homicídio em si possa eventualmente ser excluída. Imersa no drama pessoal que Patty vive com seu marido, ela ainda perdeu seu companheiro de trabalho Tom e deu um show de atuação (certamente este episódio vai para a seleção do Emmy). Ainda assim, faltou mais. Look What He Dug Up This Time veio e foi sem um cerne. Não tenho dúvidas da capacidade dos roteiristas deste drama, mas questiono se a intenção de deixar a bomba estourar para o fim é realmente interessante pra esta série. O equilíbrio, como ocorreu na primeira parte desta intrigante história, seria o mais ideal.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 25/03/2009 no FX americano.

30 Rock “3×16: Apollo, Apollo”: Não tem jeito. 30 Rock é a comédia mais nonsense de todas no ar e mesmo exibindo sempre acontecimentos implausíveis, como a “viagem espacial” de Tracy, tudo faz sentido em seu contexto. Genial também foi a forma que todas aquelas personagens do Rockefeller Center, nº 30 enxergam o mundo, resultando numa das idéias mais bem sacadas da temporada. Enquanto Kenneth enxerga a vida como se estivesse na Vila Sésamo, o egocêntrico Tracy vê tudo girando em torno de si e Jack só consegue ver valores em sua frente. 30 Rock sempre me ganha pelos detalhes, como no momento em que Liz Lemon continua andando feito uma boneca de pano, mesmo depois que a cena voltou para o “mundo real”. Formidável! The Office “5×19: Two Weeks”: Depois de entregar o episódio impecável que precedeu este Two Weeks, The Office parece ter exagerado um pouco na dose “Michael Scott”, tornando o capítulo forçado e pouco crível, ainda que saibamos que a série se passa num “universo paralelo”. Apesar de corente com algumas atitudes pregressas de sua persona, o final do capítulo anterior deu a entender que ele iria ter um de seus (raros) insights pra provar a Scott que a idéia do novo superior regional era desnecessária, já que a filial de Scranton foi a única que, inexplicavelmente, trouxe lucro nos tempos de crise. A decisão de Pam também soou pouco natural, pois Michael não é nenhum Jerry Maguire. Sabemos que com esse novo chefe na cidade a casa vai cair, mas tudo poderia ter sido conduzido de forma mais sutil como a série costuma ser.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 26/03/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×07: Echoes”: Mais uma vez Dollhouse surpreendeu e mostrou a versatilidade de seu texto, trazendo um episódio que, apesar de muito estranho, foi intenso e trouxe mais avanços à trama, pois conhecemos um pouco mais do passado de Echo como Caroline. Pela primeira vez também a organização Dollhouse perdeu significativamente o controle de seus ativos por causa da disseminação da droga no campus da universidade. É claro que este capítulo não teve o impacto da semana anterior, mas a série não está fazendo feio. Até agora não vimos nenhum episódio abaixo da média ou que não fosse, no mínimo, interessante e revelador. Esta era uma história que poderia muito bem cair naquele estigma de “caso da semana” (e até começou assim), mas acabou mostrando que existe mais do que simplesmente discorrer sobre as aventuras dos “bonecos” enquanto estão em suas missões. Contudo, por ter sua duração estendida (lá fora é exibida quase sem comerciais), alguns diálogos são longos e sem foco, o que no fim das contas deixa algumas cenas pouco maçantes. Nada que prejudique o resultado final, felizmente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 27/03/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Notícias, The Office Tags: , , , , , , ,
27/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×09: Outer Darkness”: A fé de Bill Henrickson está sendo fortemente testada, na a família, nos negócios, nas relações interpessoais e a casa literalmente caiu para o sujeito que, como já disse aqui, é um mestre em postergar problemas. Mas Outer Darkness foi além da trama e mergulhou de cabeça nas entranhas da Igreja Mórmon, com uma cena que ocorre dentro de um dos rituais fechados da instituição (aquele que Barb infiltrou), o que incomodou muito os fervorosos Santos dos Últimos Dias, que chegaram até a exigir uma retratação do canal HBO. A série já havia forçado a barra cutucando alguma das controversas crenças mormonistas, como o fato deles terem que usar uma espécie de “roupa íntima” especial chamada Garmet. Detalhes à parte, o estranho conluio de Bill com Roman só evidencia o tamanho de seu desespero, revelando que as amarras dele com seu povo dificilmente serão rompidas. Funcionando como um bom filler, este episódio preparou o terreno para a reta final da série que, conforme prometeram, será bombástica.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/02/2009 na HBO americana.

bstatestaraUnited States of Tara “1×09: Possibility”: Quisera eu que United States of Tara ficasse somente em sua premissa e com aquela linda abertura, porque faltando apenas três episódios para o final de temporada a comédia de Diablo Cody ainda não consegue empolgar. Este nono episódio melhorou a ponto de não deixar a série insuportável, mas há um longo caminho pela frente até ela tornar-se merecedora de nadar no mar das grandes produções. Não se enganem com a montagem final com musiquinha e tudo mais, porque todo o capítulo se baseou inteiramente no romance adolescente homossexual de Marshall, quando o cerne de tudo deveria ser as disfunções de Tara e o reflexo dela na vida de sua família. Às vezes parece que criaram incongruentes núcleos dramáticos dentro  e, pelo que vimos até agora, não acho que seja proposital, denotando falta de controle da roteirista. Enfim, Diablo Cody, espero que me prove errado até o 12º episódio…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/03/2009 no Showtime americano.

btrustmeTrust Me “1×08: What’s the Rush / 1×09: Odd Man Out”: Ironicamente estes foram episódios sobre a quebra de confiança nas relações de Mason e Conner, a despeito do título da série. Apesar de eu ainda não entender bem a estrutura organizacional daquela agência (afinal, quem manda em quem?), o drama continuou a explorar bons momentos e conflitos quando descobrimos mais sobre o passado dos dois publicitários e o que eles passaram para chegar onde hoje estão. Sem querer martirizá-los ou mostrá-los sempre como os camaradas cool do lugar, a série foi feliz em ressaltar os defeitos de cada um permitindo que o público julgue-os não por suas ações ou omissões, mas sim pelo que eles fazem para contornar os obstáculos que muitas vezes criaram. Foi assim com Mason e sua filha e Connor e seu ex-parceiro de trabalho. Embora saindo sem empolgar muito, os capítulos marcaram o momento de transição na trama para o final de temporada que chegará em breve. É uma pena que a temporada é tão curta.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódios exibidos em 17/03/2009 na TNT americana.

Dollhouse “1×06: Man on the Street”: Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse , que já era boa, ficou muito boa de uma hora pra outra com aquele inesperado encontro entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão”. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências contundentes sobre a Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que ele, tomei um susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma de suas bonecas. Na verdade, Paul está vivendo uma mentira tão grande, sendo manipulado por eles da forma que bem entendem, que ele é praticamente um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), mas isso não comprometeu muito este revelador episódio.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 20/03/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×15: The Bubble”: Bom episódio de 30 Rock com o tema específico da “bolha”, mostrando (em um nível cômico absurdamente hilário) como a sociedade tende a favorecer os mais bonitos, dando continuação, ainda, à ótima participação de Jon Hamm (Mad Men). Divertido também foi o caso da renovação de contrato de Tracy e mais uma vez Kenneth salvou o dia, já que o astro não consegue viver sem o seu servente: “eu tenho que ir na casa do Sr. Jordan segurar sua mão enquanto ele assiste LOST“. Genial! The Office “5×18: New Boss”: Uau! Que episódio tenso e que cliffhanger foi aquele? A chegada do novo coordenador da região abalou as estruturas da Dunder Mufflin Scranton e sobrou até pro Jim, que não conseguiu dar uma dentro o dia inteiro. Afinal, ele começou com o pé esquerdo chegando fantasiado de smoking só para importunar Dwight. É óbvio que essa demissão de Michael não vai muito pra frente, mas o final me deixou mais tenso do que o de 24. E se o gerente regional que está na empresa há 15 anos é estúpido e faz as coisas do seu jeito, o novo chefe foi igualmente irracional impondo métodos e políticas sem o mínimo de sensibilidade. Enfim, poucas vezes tivemos um capítulo tão dramático assim, e foi muito bom!
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 19/03/2009 na NBC americana.

Considerações sobre algumas estreias que não vão entrar em nossa cobertura de forma alguma:

Better Off Ted “1×01 Pilot”: : Esta nova série  da ABC estrelada por Jay Harrington (Private Practice) e Portia de Rossi (Arrested Development) mostra o quanto o canal só vem piorando no quesito comédia, desde o fiasco  triplo Cavemen/Carpoolers/Miss Guided da temporada 2007/2008. A história é centrada no executivo de uma empresa “especializada” em desenvolver produtos de todo e qualquer gênero, de preferência os mais absurdos e maléficos possíveis, e seus “desafios” no dia a dia com a chefe inescrupulosa e exigente. Com um roteiro absurdamente mal escrito e lotado de “piadas” que não funcionam, Better Off Ted só é bem sucedida em criar um humor besta, datado e extremamente caricato, que deveria envergonhar os envolvidos nesta produção, até mesmo os contra-regras (juro que em determinados momentos me lembrei de Zorra Total). ABC deveria ser judicialmente compelida a parar de produzir comédias. Tenho convicção de que esta atrocidade será logo cancelada. Podem apostar e não percam tempo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/03/2009 na ABC americana.

Party Down “1×01: Willow Canyon Homeowner’s Annual: Não entendo por que Rob Thomas foi aventurar-se nesta comédia pouco inspirada num canal a cabo mal difundido nos EUA chamado Starz. Party Down poderia ser descrita como um The Office sobre buffets de festa, mas as semelhanças com a comédia da NBC ficariam só na intenção. Apesar de longa, aborrecida e até deprimente demais em alguns momentos, o principal problema desta série é que ela chega e vai embora sem despertar o mínimo de interesse no público ou empatia de nós por suas personagens (nem comento a ridícula atuação da usualmente talentosa Constance Carmell). No fim das contas, ela é simplesmente esquecível, não servindo nem como um passatempo descompromissado, pois temos séries melhores até pra isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/03/2009 na Starz americana.

Kings “1×01/1×02″: Goliath: Depois de finalmente terminar de ver este piloto estendido com muito custo, concluí que este pomposo drama da NBC não só é previsível (um plebeu que deve virar rei, oh) e pretensioso demais para ir longe num canal aberto, como também não serve nem como uma obra de crítica política e social (como foi Battlestar Galactica) de tão escancarada que é em seus objetivos (vide as cenas no tal parlamento de vidro). A produção é até caprichada, tem cara de ser despendiosa, mas por isso mesmo não vejo muito futuro nesta monarquia moderna e lúdica concebida por co-produtores de Heroes e Smallville. Estes foram alguns dos episódios mais enjoativos que assisti há um bom tempo, mesmo depois de ter visto estas duas comédias que comentei aí em cima. Como estamos em época de crise, não recomendo a devoção (com o perdão do trocadilho) a este drama antes de saber se ele realmente estará garantido por, pelo menos, o reinado de uma temporada completa.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/03/2009 na NBC americana.

Aff, que Mid Season fraco!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Better Off Ted, Big Love, Dollhouse, Kings, Party Down, The Office, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , , , ,
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