Arquivo da Categoria Dexter
17/11/2009 - 00:01

“Até eu fiquei perturbado com isso”, pensou Dexter em determinado momento de mais um excelente episódio, ao deparar-se com o peculiar e grotesco trabalho de um famoso fotógrafo. Por isso, quando uma de suas modelos apareceu morta, todos os dedos foram imediatamente apontados para o arrogante artista que costuma retratar mulheres com sangue, tripas para fora e olhos negros em seus editoriais. Enquanto isso, o analista da polícia de Miami continua na luta para conciliar sua vida familiar com a secreta e, para isso, recorreu mais uma vez aos sábios conselhos de seu algoz Trinity. Claramente fascinado com o assassino tríplice – afinal, ele passara tanto tempo matando sem ser pego – Dexter está postergando matá-lo enquanto este vem sendo útil com seus conselhos. Mas algo deu muito errado. Um inocente fora morto pelas mãos do Dark Defender. A pergunta que pode ser feita é: diante de todos os fatos, Dexter teve culpa em matar a pessoa errada? Teve, e muita. Depois de ignorar o Código de seu pai Harry mais uma vez e apressar a due dilligence sobre sua potencial vítima, ele praticamente ignorou diversos fatos como, por exemplo, investigar os outros funcionários do estúdio, deixando suas emoções (leia-se: o desprezo pelo artista) falar mais alto.

Dexter poderia sim ter evitado este terrível resultado empregando os meios dos quais costumeiramente utiliza para selar o destino dos criminosos que captura. A máscara do justiceiro caiu, sem nenhuma atenuante. Imputabilidade, potencial consciência sobre a ilicitude do fato e exigibilidade de conduta diversa são os elementos da culpabilidade presentes (e que sempre existiram em suas execuções), mas que antes eram (por nós) relevados, já que ele fazia em prol do “bem” da sociedade. Qual é a diferença, então, entre Dexter e Trinity depois deste ocorrido? Ambos são psicopatas que cometem crimes relacionados com um passado traumatizante e que justificam suas ações com base em verdades que optaram acreditar ou seguir. Como eu disse nos comentários das primeiras temporadas, bastaria uma execução falha para que o sistema inteiro de Dexter, inclusive o Código de Harry, (seja ele seguido à risca ou não) entrasse em colapso. Porém, da mesma forma que Trinity é uma figura ambígua, misteriosa e sombria, que atiça a curiosidade de Dexter; este, da mesma forma, consegue despertar em nós este mesmo sentimento: o fascínio incondicional. Esta é a prova irrefutável da qualidade e distinção do roteiro desta incrível série.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio “4×07: Slack Tide” exibido em 08/11/2009 no Showtime americano.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter
Tags: resenha, showtime, usa
12/11/2009 - 00:01

A terceira e última vítima do ciclo marca muito bem o resultado da primeira batalha no placar: Trinity 1 x 0 Dexter. Isso sem contar os danos colaterais em Lundy e Debra que podem ter a mão de um dos maiores rivais que nosso herói já enfrentou (se não foi Trinity, foi o Anton). E pra quem tem um doutorado em esconder da sociedade em plena luz do dia como o “papai Morgan”, infiltrar-se no terreno do inimigo e brincar de “amiguinho” é algo fascinante. Enquanto um novo ciclo não começa e os dois assassinos testam os limites um do outro (ainda que Trinity não saiba com quem está lidando), a maior ameaça vem de dentro de casa. Rita surtou e todo homem sabe o que uma mulher com uma pulga atrás da orelha é capaz de fazer. Terapia, discussão da relação e muita cara feia vieram no pior momento possível. Mas quem diria que justamente um “estágio” com o vilão era tudo que Dexter precisava para não apenas resolver seus problemas conjugais, como também descobrir qual é o monstro que alimenta as ações do triplo homicida. Traumatizado por três trágicos acontecimentos em sua vida, o pacato diácono e filantropo Arthur veste a máscara da morte para reviver o seu passado, mas agora assumindo o controle absoluto da situação – algo que ele não teve na época. Dexter segue de forma imprevisível, construindo ainda com muito cuidado as histórias paralelas sempre interessantes que envolvem Batista, LaGuerta, Quinn e a repórter. Que temporada! Que série!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio “4×06: If I Had a Hammer” exibido em 01/11/2009 no Showtime americano.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter
Tags: resenha, showtime, usa
09/11/2009 - 00:01

Dexter (4×05: Dirty Harry): A situação fugiu do controle, os ânimos estão à flor da pele e a polícia de Miami vive uma de suas maiores crises desde o caso Bay Harbor Butcher. A morte de Frank Lundy trouxe ainda mais imediatismo num clima que beirava o insuportável graças à audácia do animalesco Trinity. Abro aqui mais um parêntesis para elogiar a fenomenal performance de John Lithgow, que consegue nos instigar e assustar ao mesmo tempo. Afinal, o que motiva o sangrento ritual desse sujeito e, o que é pior, como ele consegue disfarçar tão bem? Como Dexter testemunhou, ele aparentemente tem uma vida pacata com família e tudo mais. “Mas Dexter também tem”, podem argumentar. Claro, mas nós sabemos o quão difícil é para o justiceiro que segue o Código de Harry e mata pelo “bem”, sendo colocado contra a parede por tudo e por todos. Os segredos começam a emergir: quem não pulou da poltrona quando viu Rita ao lado da mala que nós conhecemos tão bem? O cerco está fechando e a temporada que nem na metade está vai ficando cada vez mais eletrizante. Dexter continua em seu nível próprio, acima de todas as produções atuais.
Cotação Bruno Carvalho: 




Gossip Girl (3×07: How to Succeed in Bassness, 3×08: The Grandfather, Part II): Adolescentes despreparados lidando com negócios e política. Sério? É assim que Gossip Girl pretende se reerguer do fiasco que está sendo esta 3ª temporada? Duas semanas e dois episódios fraquíssimos abaixo até mesmo da média já baixa dos anteriores. Em How to Succeed in Bassness tivemos que ver a desconstrução de Blair Walforf, personagem de gênio forte, se transformar numa verdadeira bocó, sem contar nas traminhas bobas que colocam a família Humphrey. Jenny já não convence mais com aquela brincadeirinha de “hierarquia da escada” e Rufus vestido de Joey Ramone fazendo referências pop a Lady Gaga não é nada cool. Gossip Girl perdeu o ritmo com o excesso de historinhas paralelas, como vimos no desinteressante The Grandfather, Part II. Poxa, a gente já não dá a mínima pro Nate e vai ligar pra eleiçãozinha de congressista local do primo dele? Who cares se ele ganhou ou perdeu ou se o documentário da podre da Vanessa foi vendido ou não? A série começa com estes casinhos pela metade, desenvolve-os mal e no fim vimos que um episódio inteiro passou e não aconteceu absolutamente nada! Não vou nem comentar sobre o romancezinho de Dan com Olivia, porque vou deixar pra falar mais sobre isso na próxima resenha (os que sabem do spoiler entenderão porque). A audiência abaixo dos 2 milhões nos EUA não me deixa mentir. Desse jeito não dá…
Cotação Bruno Carvalho: 

Brothers & Sisters (4×05: Last Tango in Pasadena, 4×06: Zen & the Art of Making Mole): Eu fazia maratonas com as primeiras temporadas de Brothers & Sisters como se não houvesse amanhã. Consumia episódio atrás de episódio noites adentro e já cheguei a comparar esta série à minha favorita de todos os tempos, Six Feet Under. Por isso não consigo conceber o que está acontecendo com o drama nesta 4ª temporada. Minha maior preocupação quando assisto um novo capítulo é o de tentar permanecer acordado. Juro. Onde estão as surpresas? Os segredos? A adrenalina que os encontros, desencontros e intrigas da família Walker causavam? Pelo visto acabou. Nem mesmo a volta da sempre excelente Sarah mudou o marasmo que está a série. Não consigo me entreter com o “alvoroço” causado pelo tal namoradinho francês da balzaquiana e muito menos com o casal insuportável Kevin e Scotty e esse lance da adoção. Dois episódios inteiros se passaram e o máximo que aconteceu foi Ryan tentando passar a perna na Ojai. De fato, somente Holly Harper anda conseguindo empolgar, ainda mais depois da forma com que ela recusou a compra de suas ações, mesmo falida. Brothers & Sisters perdeu o seu dinamismo e a sagacidade de seu roteiro que costumava ser muito, mas muito mais inspirado. Tomara que recuperem logo, pois hoje a série não é um terço do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho: 


FlashForward (1×06: Scary Monsters and Super Creeps, 1×07: The Gift): Uau! Quando eu achava que pior não dava pra ficar, FlashForward me coloca uma constrangedora cena inicial com o tal Simon, que nadou na canastrice e na vergonha alheia pelo ator Dominic Monagham. Mais uma semana e a série continua falhando em estabelecer sua curiosa premissa e perde tempo com situações dispensáveis envolvendo as personagens menos carismáticas da TV. O que salvou em Scary Monsters and Super Creeps foi aquele encontro entre Mark e o futuro namorado de sua esposa, mas isso ainda não é suficiente para que o drama engrene. Até mesmo os cliffhangers agora estão repetidos! Simon aparece para Lloyd falando mais uma vez sobre o que eles “fizeram” (fora a trilha-sonora completamente inadequada nos momentos mais tensos). Ok, então tudo foi um experimento de alguma organização secreta. É o máximo que conseguem fazer? Felizmente as coisas melhoraram um pouco no episódio The Gift, mas não me refiro àquele grupo de pessoas que não viram flashforward e decidiram criar um “clube da morte”. Falo da importante implicação que o suicídio do agente pode trazer para a trama, indicando que o futuro pode sim ser modificado. Pelo que vimos da cena final, inclusive, esta é a tendência. Ainda não dá pra ficar completamente satisfeito com FlashForward como aconteceu após o piloto, mas o caminho é esse. O público precisa ser surpreendido e parar de ser enrolado. Ganharam uma estrela comigo.
Cotação Bruno Carvalho: 


The Good Wife (1×06: Conjugal): Eu já explicitei aqui alguns problemas de The Good Wife, notadamente com relação aos casos jurídicos apresentados pela série que apenas “arranham” a superfície quando comparados com grandes séries de tribunal que já assistimos, especialmente Boston Legal. Mas com Conjugal a série acerta o ritmo e volta a ser aquele promissor drama apresentado no episódio piloto. Assumindo um caso como dativo, o escritório de Alicia resolveu ir mais à fundo na história de um condenado que supostamente cometeu latrocínio com um policial fora de serviço em uma loja de conveniência. Não bastasse isso, o acontecimento virou filme enquanto o sujeito encarava o corredor da morte. Desta vez o desenvolvimento da narrativa não foi simplório e arrastado, fluindo muito bem com a investigação sobre o procedimento cheio de erros que levou à prisão de um inocente por conta de perfil racial. Às vezes The Good Wife me lembra a finada Justice, mas sem a artificialidade e os exageros daquela produção. Pra melhorar, a história entre Alicia e seu ex-marido foi aprofundada com aquela inevitável visita conjugal, mas ainda assim espero que a vida pessoal dela fique mais em foco. Afinal, o drama é sobre ela, a boa esposa.
Cotação Bruno Carvalho: 


A semana mal começou e ainda falarei de mais séries, incluindo a estreia de V. Aguardo os comentários de vocês abaixo, como sempre!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Brothers & Sisters, Dexter, FlashForward, Gossip Girl, The Good Wife
Tags: resenha, semana, usa
29/10/2009 - 00:01

Dexter (4×04: Dex Takes a Holiday): Este episódio deve ter sido um banho de água fria nos críticos de ocasião que diziam que o drama estava desinteressante e arrastado. Ao contrário da maioria das produções, Dexter é escrita e produzida com muito cuidado e a prova da supremacia técnica e criativa está neste fantástico Dex Takes a Holiday, um dos melhores episódios de toda a série. Depois de mergulhá-lo num mar de encargos, tarefas e atribulações, o roteiro trouxe descanso ao nosso querido Morgan com a viagem de Rita e as crianças. Sozinho, o que não faltou foi um tempo pra matar. Literalmente. Obstinado em aproveitar o máximo de sua liberdade temporária, Dexter foi atrás de uma policial suspeita de ter assassinado toda sua família e inocentada pela falta de provas e pelo protecionismo dos membros da força com os seus. Mas um assassino facilmente conhece outro e após fazer sua meticulosa due dilligence, o Dark Defender chegou à inevitável conclusão de que ela realmente cometera o crime. Não antes, contudo, a série mostrou algumas das cenas mais angustiantes já vistas, pois a sagaz agente se revelou como um adversário acima da média dos scumbags usuais. E foi transformado no mensageiro da morte durante a execução da mulher que Dexter, perplexo e maravilhado, descobriu que possui um laço muito mais forte do que ele imaginava com Rita e as crianças. Dex Takes a Holiday não só evidenciou ainda mais os talentos de Michael C. Hall e Jennifer Carpenter, como ainda trouxe um dos melhores cliffhangers da temporada, com o ocorrido com Debra e Lundy. Dexter continua fenomenal como sempre foi.
Cotação Bruno Carvalho: 




Californication (3×04: Zoso, 3×05: Slow Happy Boys): O quarto episódio desta temporada de Californication foi abaixo da média, engrenando somente em seus instantes finais quando as três mulheres que Hank recentemente “pegara” estavam em sua sala de aula na universidade. Pouca coisa aconteceu e os problemas que ele vem enfrentando com Becca não foram bem desenvolvidos. Mas as coisas melhoraram e muito em Slow Happy Boys com a viagem da filha e concomitante chegada de um antigo amigo de Moody. Orgia vai, orgia vem, acontece que a vida do cara fica mais complicada a cada minuto e, apesar deste ter sido mais um filler, Californication acaba divertindo, ainda mais agora que retomaram a história do simpático Charlie e sua luta para reconquistar sua mulher. O problema é que o cara não dá uma dentro… A coisa vai esquentar com o retorno de Karen e quero só ver como ele vai sair de todas em que se meteu!
Cotação Bruno Carvalho: 


Grey’s Anatomy (6×06: I Saw What I Saw): Grey’s Anatomy deu um verdadeiro show esta semana! O episódio I Saw What I Saw fugiu completamente do habitual e mostrou o caos que foi instaurado no Seattle Grace após a ocorrência de um erro médico que custou a vida de uma paciente. O curioso é que a narrativa foi desenvolvida no esquema “ponto de vista”, o que acabou se tornando um excelente trabalho de criação, logística de produção e edição. As cenas eletrizantes no pronto-socorro que estava atribulado foram revisitadas diversas vezes enquanto os envolvidos prestavam seus depoimentos ao Chief. Mas o grande trunfo do episódio veio mesmo em seu final: ao evidenciar o erro da médica que viera do Mercy West, Derek questionou seu superior sobre a forma que ele vem displicentemente comandando o hospital com o clima de tensão que ele impôs e todo o complicado procedimento de fusão – esta sim a verdadeira origem dos problemas. Já não vejo a hora em que Sheppard vai emergir como o novo líder do Seattle Grace. Yes he can!
Cotação Bruno Carvalho: 




Glee (1×08: Mash-Up): Este é o segundo episódio em que os roteiristas de Glee apostam no desfalque do grupo de canto para criar drama e é a segunda vez que isso não funciona. Da mesma forma que ocorreu com Rachel, esta efêmera instabilidade só prejudica a trama, pois fica evidente que eles querem enrolar o público. Ora, muito melhor se nesta altura do campeonato Glee focasse mais no… campeonato! Até o momento pouco sabemos como serão as eliminatórias do concurso que o Sr. Schuester quer ganhar. Aliás, ele anda bem robert, não? Querendo aparecer, dançar e “cantar” o tempo inteiro. O lado bom é que Mash-Up foi mais um episódio divertido com aquele lance dos “gelados” e a constante batalha por popularidade na escola. Foi legal também que vimos um lado mais “paz e amor” de Sue Sylvester, que estava apaixonada pelo âncora do jornal, mas agora que ela tomou um pé na bunda estou com dó do Glee Club. Só achei que a cena da dancinha podia ter sido em um sonho da treinadora, porque esta desconstrução (ainda que momentânea) de uma personagem tão forte (e capaz de gerar memes na Internet) não faz bem pra série. Infelizmente Glee fará uma pausa e voltará somente no dia 11 de Novembro. Confesso, sentirei falta.
Cotação Bruno Carvalho: 



FlashForward (1×05: Gimme Some Truth): Seria a melhor maneira de estabelecer bem uma série de mistério e conspiração com burocracia? Bem, é assim que pensam os showrunners de FlashForward que apresentaram mais um episódio em que muito se falou e pouco se fez. Isto resume bem este drama até agora, já que é consenso “global”, pelo visto, de que a produção não engrenou. Isso é o que eu colocaria em meu “Mosaic”. E aí, temos indícios de que a China está envolvida no apagão? Ok. Indícios. Qualquer fã de série hoje em dia, escolado com LOST, Arquivo X etc. sabe que isso é pura “encheção de linguiça”. E nem pra nos enrolarem com estilo: o “recheio” de FlashForward continua insosso, desmotivador e as coisas só melhoram quando chegam perto dos finais (e olha que o desse episódio nem foi bom). Outro erro gravíssimo é começar um capítulo pelo gancho e não apresentar nenhum fato novo e contundente. Quando terminei de assistir pensei: “poxa, se já mostraram o cliffhanger, por que perdi meu tempo vendo os 40 minutos anteriores?” Tá complicado…
Cotação Bruno Carvalho: 

The Office (6×05: Mafia; 6×06: The Lover): Mesmo depois de um estrondoso episódio como foi o do casamento de Jim e Pam, The Office continua fazendo bonito. Com Mafia Michael Scott voltou com tudo sendo facilmente influenciado pelas duas mentes mais “brilhantes” da filial: Dwight e Andy, que insistiam que o vendedor de seguros italiano era da máfia e queria extorquir a pacata Dunder Mufflin. Mas o mais legal foi Kevin cancelando o cartão de crédito do Jim sem querer, enquanto este curtia sua lua-de-mel em Porto Rico. As coisas esquentaram mesmo em The Lover, quando o caso de Michael com a mãe de Pam veio à público causando uma reação exagerada, mas bem compreensível da nova vendedora. Afinal, quem quer Michael Scott como padastro? Como de costume, a comédia carregou na dose de humor negro, o que é sempre bem-vindo. Ah, e é bom que Jim pare de subestimar Dwight, né? Ele não é louco… The Office vem numa ótima sequência de episódios!
Cotação Bruno Carvalho: 


Por esta semana é só. Vou falar de algumas séries, incluindo 30 Rock, de dois em dois episódios, em caráter experimental igual fiz com algumas acima. Semana que vem tem mais!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Californication, Dexter, FlashForward, Glee, Greys Anatomy, The Office
Tags: resenha, semana, usa
26/10/2009 - 22:31
Antes de conhecermos o Dexter Morgan, o meticuloso serial killer da série Dexter, a prática fez a perfeição. Esta é a premissa da nova série animada do Showtime.com: mostrar como o assassino mais famosos da telinha evoluiu. A partir desta semana, Dexter: The Early Cuts será exibida exclusivamente na Internet em episódios inéditos que expandem o universo do melhor drama da TV! O criador do conceito gráfico é Kyle Baker, conceituado ilustrador, animador, diretor e escritor que já trabalhou nos principais estúdios de animação. Early Cuts contará justamente como foram as vítimas iniciais de Dexter, que é dublado pelo próprio Michael C. Hall: testemunharemos seus primeiros erros, descobertas e acertos. Tentei postar os vídeos aqui, mas um erro de localidade impede que eles sejam visualizados. Por enquanto acessem o site oficial para assistir. Se sair em YouTube postarei no blog semanalmente.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter
Tags: showtime, usa, video
22/10/2009 - 00:01

Dexter (4×03: Blinded by the Light): É complicado ser um serial killer discreto, meticuloso e intocado. Já não bastassem todos os obstáculos na vida de Dexter para cumprir sua obscura função social: esposa, bebê, enteada pré-adolescente, trabalho e sanidade mental, em Blinded by the Light nosso herói precisou lidar com a inconveniente vizinhança que resolveu se mostrar pró-ativa justo agora, por causa de um arruaceiro no bairro. Dexter está esgotado e isso está se refletindo nos diversos aspectos de sua vida que ele deveria cuidadosamente lidar. Sem querer algumas situações estão virando potenciais bombas-relógio, como a relação com o corrupto Quinn e a exposição de seu “lado negro” para sua própria mulher. Pra piorar, temos ainda o sinistro Trinity, que vai revelando ser um assassino perigosíssimo e impiedoso, que segue indene. A complexidade da trama ainda fica evidente com os desvios de foco na delegacia, tanto de Batista e LaGuerta como de Debra e o retorno de Lundy que complica a situação com Anton. Me estranha Dexter, sempre atento e focado em potenciais “vítimas”, ter deixado passar com tanta facilidade o verdadeiro responsável pela desordem em sua comunidade. O acúmulo de complicações está ofuscando o Dark Defender.
Cotação Bruno Carvalho: 




Californication (3×03: Verities & Balderdash): Eu acho que Hank Moody é uma das personagens mais subestimadas das séries. Em termos de complexidade emocional, ele não deixa muito a desejar perante figuras fortes das séries como Gregory House ou Dexter Morgan. Acontece que o talento dele não é o diagnóstico impecável ou a meticulosa carnificina em prol do bem coletivo: Moody é um especialista no “viva e deixe viver” e no (desculpem a palavra) “foda-se”! Mestre em complicar o mundo ao seu redor, em Verities & Balderdash ele se engraçou com a mulher do reitor, com sua assistente na universidade enquanto na verdade queria pegar uma de suas alunas que é stripper! E quando tudo dá errado em sua vida (vide a briga com a filha) ele ainda tem Karen, seu porto seguro, para colocá-lo no caminho menos errado. Já Charlie não tem a mesma sorte. Sendo praticamente obrigado a transar com sua “masculina” chefe, ele resolve “entrar nesta mulher” justo na hora em que Marcy resolve dar o braço a torcer… Ele é o oposto de Moody, uma espécie de antagonista “do bem”. Apesar do que falei sobre a personalidade peculiar de Hank, Californication está longe de ter a densidade e importância de séries como Dexter e House, por exemplo, mas ela serve como uma divertida e moderna crônica de amor, sexo, drogas e as inconsequências da vida.
Cotação Bruno Carvalho: 



House (6×04: Instant Karma): A 6ª temporada de House está trilhando novos rumos de forma bem satisfatória e, ao mesmo tempo, resgatando o que havia de melhor na dinâmica bem estabelecida das primeiras temporadas da série. As principais mudanças dizem respeito ao doutor em si e sua nova forma de encarar o mundo imediatamente ao seu redor, enquanto o retorno de Chase e Cameron à ativa vem num oportuno momento. Por falar nisso, o episódio continuou a tratar do caso do homicídio doloso que Chase cometeu (chamar de “erro médico intencional” é eufemismo) e o desconforto que ele causou em Foreman, que teve que acobertar o caso numa sabatina médica. Mais interessante ainda foi a forma como House não só descobriu e encarou tal fato, já que, extremamente surpreso pela atitude de Chase, reservou-se a um comentário sobre a técnica médica do colega no diagnóstico do ditador, que fora preciso e apurado (ele apenas realizou o tratamento errado). O caso da semana, do ”karma Instantâneo” do bilionário que doou tudo para salvar o filho, foi mero coadjuvante em toda a história, ainda que sugerindo, de forma bem sutil, levantar um questionamento de ordem religiosa na cabeça de House. Ah, sim, a Thirteen se foi, mas aposto que ela volta! Ótimo episódio.
Cotação Bruno Carvalho: 



Gossip Girl (3×04: Dan de Fleurette, 3×05: Rufus Getting Married): Gossip Girl passa por um sério momento de instabilidade, dando a impressão que a série está seguindo vários caminhos ao mesmo tempo, sem conseguir chegar a lugar algum. Dan de Fleurette foi até um episódio mais consistente com a aproximação de Dan (sem saber) com uma estrela de cinema que quer ter uma vida normal na faculdade, criando situações divertidinhas. A aparição de Tyra Banks como uma diva em decadência também foi legal (embora pareça que ela foi escalada apenas pra dar uma função pra Serena), mas o grande problema agora é a vilã ineficiente Georgina Sparks. Se antes ela causava intrigas e pregava a discórdia, agora o roteiro a coloca como uma grande bocó que é reiteradamente vítima de suas próprias armações, seja a chantagem que ela aprontou com a Vanessa ou com o estrago que ela tentou fazer no casamento de Lilly e Rufus contando sobre o filho dos dois, no episódio Rufus Getting Married. Na primeira, Dan pegou Vanessa no flagra, e esta imediatamente contou tudo, e na segunda a festa já estava estragada com a discussão do casal. Na verdade, a revelação sobre Scott serviu para reconciliar os pais de Dan e Serena e unir as famílias. Tramas mal desenvolvidas como estas e outras (as de Bree Buckley e Carter, por exemplo) apenas evidenciam que Gossip Girl está em queda. Antes a diversão proporcionada conseguia relevar estes problemas. Agora está ficando mais difícil…
Cotação Bruno Carvalho: 


Fringe (2×04: Momentum Deferred, 2×05: Dream Logic): Todo episódio que traz mais informações diretas sobre a mitologia de Fringe é sensacional, como aconteceu com Momentum Deferred. Olivia finalmente se lembrou de seu encontro com William Bell na dimensão alternativa e as revelações do sujeito foram esclarecedoras pra ela e para nós. Agora sabemos mais sobre os seres que povoam o drama desde o início e o porque deles terem habilidades extraordinárias como, por exemplo, serem resistentes à balas – são híbridos. Descobrimos também que Bell decidiu se exilar naquele “novo mundo” e novamente a iminência de uma grande guerra entre as realidades foi ventilada. Mesmo sem explicitar o fato gerador da rixa que esta desconhecida organização tem com o universo em que vive Nina Sharp, Peter, William e Olivia, Fringe atingiu um ótimo high com sua capacidade de nos fascinar apenas com o sugestionamento. Já Dream Logic fugiu completamente da estrutura do episódio anterior, apresentando um caso “desconexo”, mas ainda assim muito interessante e peculiar: o do médico que era “viciado em sonhos” gerados por pacientes seus que usavam um implante no cérebro para controle de insônia. Não tenho dúvidas que muito em breve os fatos isolados estarão cada vez mais próximos, já que esta série nunca foi linear e, da mesma forma, nunca deixou de ser no mínimo impactante. Aguardo ansiosamente pelos próximos!
Cotação Bruno Carvalho: 




Grey’s Anatomy (6×04: Tainted Obligation, 6×05: Invasion): Eu confesso que apesar do bom ritmo de Grey’s Anatomy, a história do retorno do pai de Lexie e Grey não atingiu o resultado esperado, grande parte porque Thatcher nunca foi uma personagem importante para a série e para nós. Assim, o grande sacrifício que a médica fez pelo pai ausente doando parte de seu fígado soou mais como uma tentativa de colocar a protagonista à força no lugar de destaque. Uma tentativa falha, ressalto. O melhor deste início de temporada está sendo mesmo a fusão dos hospitais e a chegada do staff do Mercy West com seus uniformes laranjas e diferentes métodos pra tudo. Os embates da equipe do Seattle Grace com os novatos geram situações divertidas, lembrando muito as disputas ciumentas de meninos pequenos por atenção dos adultos. E tirando o bobo retorno do pai de Torres, o episódio ainda assumiu um lado mais dark com a súbita e inesperada dispensa de Izzie e o desaparecimento da moça, após cometer um grave erro médico. Grey’s Anatomy, apesar de alguns problemas pontuais, segue com um começo de temporada sólido e promissor.
Cotação Bruno Carvalho: 


Comentários de The Office ficarão para o início da próxima semana, pois quero falar de Niagara em um post especial. Aguardo os comentários de vocês sobre os episódios da semana aqui abaixo!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, House
Tags: resenha, semana, usa
13/10/2009 - 00:01

Terça chegou e conforme prometido continuo aqui o Semáforo Semana em Série com comentários das principais novidades deste Fall Season e dos retornos. Lembrando que as séries com sinal verde retornarão sempre aqui no blog, seja semanalmente ou no Season Pass; os dramas e comédias com sinal amarelo ficarão “em observação” e os marcados com sinal vermelho não voltam (com nosso aval para vocês “cancelarem” também sem dó). Shall we?

The Good Wife (1×01: Pilot, 1×02: Stripped): Tirando a interpretação da talentosa Julianna Margulies como “a boa esposa”, não vi muitos méritos no piloto de The Good Wife. Centrado numa mãe de família que é obrigada a retomar sua carreira como advogada depois que seu marido foi preso acusado de envolvimento em um escândalo político, o drama chegou sem mostrar direito a que veio, adotando uma narrativa levemente arrastada e com um “caso da semana” esquemático. Mas eis que veio o segundo episódio para assentar melhor a premissa da série, diminuindo a mecanicidade do roteiro e permitindo que a proposta seja melhor desenvolvida. Aliás, quando The Good Wife direciona sua atenção para Alicia (a esposa), o drama atinge o seu potencial, evidenciando os sacrifícios que ela tem que fazer para tentar preservar sua estrutura familiar enquanto luta internamente para processar o acontecido. Não curti tanto a parte jurídica/investigativa, que deixa muito a desejar perto de séries como The Practice, The Closer e até mesmo de Boston Legal, que muitas vezes nem se levava à sério. De qualquer forma, acabou revelando-se uma boa surpresa na temporada.
Grey’s Anatomy (6×01: Good Mourning, 6×02: Goodbye, 6×03: I Always Feel Like Somebody’s Watchin’ Me): Foi com muita sensibilidade e sensatez que Shonda Rhimes iniciou o 6º ano no Seattler Grace após a morte de George O’Maley, personagem querido por muitos e que oficialmente desfalca a atração. Em vez de fazer um confortável salto temporal, a roteirista soube explorar muito bem a morte do cirurgião e conseguiu, de forma delicada, contar como foi o impacto deste acontecimento na vida de seus amigos. Interessante que, da mesma forma que ocorre na vida real, a “ficha” demorou a cair e aos poucos Izzie, Meredith, Karev, Bailey e os demais foram se dando conta de que ele realmente se foi. O episódio duplo que abriu esta temporada foi emocionalmente desgastante, mas necessário. Já em I Always Feel Like Someone Is Watchin’ Me, o 3º episódio, a notícia da fusão instaurou o caos no hospital e, pelo visto, os dias do Chief parecem estar contados, já que Derek tem chances de assumir um importante papel na organização dos funcionários contra a Diretoria. Só não acho que esta história dos empregos vai render, pois sabemos que ninguém do “elenco principal” será despedido. Com relação à Izzie, sua permanência na série é uma faca de dois gumes, pois se por um lado sabemos que ela está com câncer, por outro não tememos mais por sua vida (depois da “ressurreição”), o que certamente tira o peso dramático intentado. Por fim ressalto que os pacientes foram interessantes, com destaque para o sujeito esquizofrênico e sua mãe super protetora. Um bom início de uma temporada promissora!
Gossip Girl (3×01: Reversals of Fortune, 3×02: The Freshman, 3×03: The Lost Boy): Felizmente Gossip Girl não ficou só naquela baboseira de Serena querendo chamar atenção do pai ausente que vimos no primeiro episódio. Aquela traminha foi uma das coisas mais ridículas que a série pôs na tela e parece que eles simplesmente não têm nada em vista para a moça. Mas eis que Blair Waldorf consegue salvar o que parecia ser um morno início de temporada, com sua epopeia na NYU! Valeu a pena demais ver que as coisas não seriam tão fáceis como ela imaginava, pois lá não é a Constance onde ela estava acostumada a ser a Queen B! Festinhas com sushi? Bolsinhas de presente? O pessoal da facu quer é agitação e o jogo literalmente virou, pois Dan Humphrey se tornou o popular! Pra melhorar Georgina voltou pra agitar, mostrando que de sonsa ela só tem a cara! É uma pena que mais histórias precisam ser contadas e que a narrativa não foca somente no “núcleo Blair”. Não saquei qual foi aquela do filho de Rufus e Lilly aparecer dizendo que não é o verdadeiro. Mancada gigante do roteiro, numa situação que não ficou nada crível. Ainda que com um Nate avulso pegando a lindinha da cancelada Privileged e uma rivalidade boba entre Serena e Chuck, Gossip Girl no fim das contas ainda consegue divertir um bocado. Segue na nossa cobertura, mas não tão firme assim…
Brothers & Sisters (4×01: The Road Ahead, 4×02: Breaking the News): Que existe um problema na dinâmica de Brothers & Sisters não é novidade pra ninguém. Eu adoro este drama, mas tenho que admitir que sua fórmula de “conflitos de família” já esgotou e por isso a 4ª temporada chega com um enorme desafio de mudar isso para conseguir surpreender o público. Jura que Nora e Holly discutiram mais uma vez em uma festa? Barraco público entre Justin e Rebbeca? Ora, me conte algo novo. As brigas e confusões, que antes eram o meio em Brothers & Sisters, passaram a ser o fim, porque com um time invejável de talentos as cenas ficam sim muito boas. Mas precisam mudar e não adianta fazer a clássica manobra “Prison Break” de enganar o espectador com truques sugestivos de edição para isso, como aconteceu no final do primeiro episódio. E se alguém vai ser ameaçado por uma doença, não pode ser Kitty nessa altura do campeonato. Foquem em Sarah, que está praticamente avulsa na trama, mas mais do casal McCallister não dá. Reitero que eu gosto de cada frame deste drama, me sinto parte daquela família, mas a série tem que reconhecer estes problemas para crescer. No segundo episódio as coisas acalmaram, as contendas ficaram restritas a quatro paredes e com esta “respirada”, a temporada parece que começou a desenvolver. Destaque para o retorno “WTF’ de Ryan (ele não tinha sumido?) roubando informações preciosas da Ojai Foods e, é claro, para Nora Walker ao final entregando-se ao melhor papel de sua carreira. É essa a Brothers & Siters que eu quero continuar vendo.
Californication (3×01: Wish You Were Here, 3×02: The Land of Rape and Honey): Hank Moddy é incorrigível e a estreia da 3ª temporada de Californication mostra que a série tem fôlego pra muito mais! Wish You Were Here foi um desfile de cenas e situações politicamente incorretas como pouco vemos na TV, mas de uma forma tão autêntica que jamais pode ser repreensível: da filha de Hank experimentando drogas ao professor claramente pedófilo, o episódio cruzou com facilidade a barreira da contravenção e fez uma verdadeira festa (especialmente naquele jantar). Mesmo sabendo que Hank tornaria um professor Universitário, o roteiro acertou e muito ao decidir mostrar como foi o processo e cumpre aqui destacar a ótima surpresa do retorno de Peter Gallagher (The OC) à TV, no papel do reitor. Já em Land of Rape and Honey, Ed Westwick fez uma divertida ponta na pele de um aspirante a novelista de romances vampirescos e Moody não deixou barato: “o mundo não precisa de mais ficção ruim sobre vampiros”, numa clara menção à Twilight (e, por que não, à The Vampire Diaries, de quebra). Ah, que bom também que temos Kathleen Turner em mais um papel, digamos, forte! Por estes episódios tenho certeza de que será uma excelente temporada, como de costume! Aquela aluna que também é stripper por si só garantirá isso…
Dexter (4×01: Living the Dream, 4×02: Remains to be Seen): Depois de assistir aos dois primeiros episódios desta 4ª temporada de Dexter eu me senti esgotado igual o protagonista. Obrigado a suportar inúmeros encargos de uma só vez – pai de família, detetive e assassino serial – Morgan nunca esteve numa situação tão complicada, pois além de ter que manter o seu disfarce para o mundo, agora tem o horrível entrave de conseguir… ficar acordado no meio de tudo! Pra piorar ainda mais, o seu algoz Lundy está de volta à cidade atrás de um perigoso psicopata que desembarcou em Miami, o Trinity Killer, sombriamente interpretado pelo ótimo John Lithgow (3rd Rock From the Sun). A temporada, que é a primeira cujo roteiro é inteiramente desgarrado dos livros, começou num altíssimo clima de tensão com o acidente de Dexter logo após ter dado cabo à sua mais recente vítima. Mas o segundo episódio veio e conseguiu deixar tudo ainda mais imprevisível quando percebemos que a memória de Dexter aparentemente pregou uma peça no sujeito, já que o corpo do sujeito que ele matou simplesmente havia desaparecido. A saída pra tudo foi tão genial quanto o próprio Código de Harry, provando que o instinto de auto-preservação do nosso herói demonstra de forma inequívoca quem ele realmente é. Aplausos de pé para este começo de temporada da melhor série da TV!
Bored to Death (1×01: Stockholm Syndrome, 1×02: The Alanon Case): Um aspecto sobre Bored to Death é inquestionável: sua esquisita originalidade. Sem uma premissa definida, esta nova comédia da HBO começa contando a história de um escritor abalado pelo fim de um cômodo relacionamento e que resolve fazer bicos como detetive particular. Adotando uma forma narrativa característica de filmes noir, o maior problema desta série diz respeito ao seu objetivo e ao excesso de “liberdades poéticas” de seu texto. Ora, torço para que as bizarras coincidências do roteiro não estejam ali apenas por ser, pois, do contrário, as costumeiras sacadas “espertinhas” de Johnathan ou o desapego de George (Ted Danson) deixarão de ser engraçados e tornar-se-ão enfadonhas com o passar do tempo. Com dois episódios exibidos a história não parece ter evoluído quase nada e também não podemos dizer que o protagonista é uma figura carismática e cativante. Por isso ficarei de olho nessa série, que por enquanto ganha o sinal amarelo em nossa cobertura. Sabemos que HBO é HBO, mas coisas como Hung estão aí para lembrar-nos que o canal não é infalível a erros…
House (6×01: Broken, 6×02: Epic Fail, 6×03: The Tyrant): Com certeza me faltarão adjetivos para descrever o que foi a estreia da 6ª temporada de House: uma obra-prima que poderia facilmente ter sido um longa metragem que arrasaria em bilheteria no mundo inteiro. Fugindo totalmente da narrativa episódica e característica, Broken mergulhou de cabeça no universo de Gregory House, desconstruindo a personagem aos poucos, num ritmo até cansativo. Internado em uma instituição mental, House iniciou um perigoso jogo em que seus esforços para sabotar a si mesmo (como ele sempre fez) constantemente vinham em vão, já que ele estava sempre passos atrás do programa de reabilitação a que se submeteu. No fim ele teve que ceder e espero que esta epifania na vida da personagem consiga trazer uma bem-vinda mudança à série, que começava a sofrer um desgaste. E foi justamente isso que vimos em Epic Fail, episódio que retomou a rotina no hospital, mas sem o bom doutor que resolveu explorar seus dotes culinários. Foreman assumiu a chefia e o constante atrito o levou a tomar a absurda decisão de despedir sua namorada, Thirteen (ô casal que não convence), trazendo Cameron e Chase de volta à trupe para o surpreendente episódio The Tyrant que seguiu. Encerrando esta trilogia com chave de ouro, o capítulo que tinha como personagem principal a figura de um genocida africano certamente dividirá opiniões com o chocante desfecho (e evitarei dizer aqui qual é, mesmo com o aviso de spoiler no topo). Torço muito para que esta história volte a ser explorada e que os casos em House sejam contados com mais calma agora que, aparentemente, nada mais será o mesmo…
Eastwick (1×01: Pilot): Se você gosta de programas que não exigem o mínimo de raciocínio, tramas óbvias e assustadoramente previsíveis, Eastwick é um prato cheio. Baseada na mesma obra que deu origem ao clássico filme As Bruxas de Eastwick, com Jack Nicholson, esta série aparenta ter o objetivo de retirar toda e qualquer densidade dramática do livro e vomitar o resultado na telinha sem o menor esforço narrativo. Não vou nem perder tempo narrando a premissa, pois basta saber que três mulheres que vivem numa cidadezinha descobrem-se bruxas e, logo de cara, você vê coisas como uma delas sonhando algo para, instantes a seguir, exatamente o que ela sonhou tornar-se realidade ou (oh!) uma dizer a palavra “terremoto” ou “eletricidade” (sabiamente jogadas fora de contexto numa frase) para que (oh!) um terremoto ocorra ou um raio caia do céu. Eastwick não quer que o espectador perca tempo pensando, por isso não vou perder mais meu tempo falando desta produção barata da ABC, que merece o feitiço do cancelamento.
The Office (6×01: Gossip, 6×02: The Meeting, 6×03: The Promotion): Ano após ano The Office consegue reinventar-se, o que é louvável considerando que esta é uma comédia sobre o dia a dia em um escritório. A ideia da súbita promoção de Jim ao posto de co-gerente da filial abriu inúmeras possibilidades e, por incrível que pareça, tudo aconteceu de forma orgânica à história que estava sendo desenvolvida. É fato que os roteiristas desta série nunca deixaram a bola cair e a nova organização refletiu diretamente na evolução das personagens. Quando eu iria imaginar que Jim se tornaria o anti-herói quando assumiu o encargo de decidir o que fazer para distribuir os bônus? Que bagunça épica ele aprontou ao lado de Michael Scott, líder que ele sempre criticou. Foi muito bom voltar à Scranton e a equipe realmente está de parabéns!
Community (1×01: Pilot, 1×02: Spanigh 101, 1×03: Introdution to Film, 1×04: Social Psychology): Eu ainda não estou certo sobre o futuro de Community. Após um piloto fraco, a série deu uma boa virada em seu segundo episódio e conseguiu ir além de sua premissa – advogado perde a licença e é obrigado a refazer o curso numa faculdade comunitária, onde encontra diversos tipos esquisitos e uma linda garota. Joel McHale, apresentador do programa The Soup no E!, é o protagonista que quer passar de ano sem esforços e o ator consegue realizar um bom trabalho. Já Chevy Chase, costumeiramente excelente, aparece subaproveitado num papel que o relega à condição de o “velhote bobo” e os outros personagens parecem ter sido compostos para tentar espelhar a galera “do fundão” de The Office e 30 Rock. A comédia tem o seu charme, conta com umas boas sacadas, mas não sei… O quarto episódio foi arrastado e desinteressante, sem contar algumas situações que soam forçadas. Falta alguma coisa para torná-la indispensável como Modern Family, por exemplo. Ficarei de olho e, por enquanto, ela ganha o nosso sinal amarelo.
FlashForward (1×01: No More Good Days, 1×02: White to Play): Desde que o conceito de FlashForward veio à público, as indicações de que ela será “o novo LOST” não param. Pelo intenso episódio piloto, que já inicia a série mostrando um fenômeno mundial desconhecido que faz com que toda a população do planeta apague por 2 minutos e 17 segundos para ter um flash do futuro, é sim possível notar elementos que podem fazer com que ela seja uma grande série de suspense e mistério como a dos sobreviventes do voo 815. Mas da mesma forma também percebi muitas similaridades com a fracassada Jericho. Fato é que FlashForward é bastante promissora e só. A relevância que ela terá dependerá de seu desenvolvimento e até o final do primeiro episódio a produção se destaca das demais desta temporada por conseguir instigar a imaginação do espectador com a constante pergunta: “o que você faria se visse o seu próprio futuro”? O segundo episódio foi sensivelmente mais fraco e a ideia de um evento em escala mundial, como de fato ocorreu, ainda não foi bem estabelecida. O foco na equipe do FBI de Los Angeles traz uma visão limitada dos eventos e aprofunda-se somente no quadro da investigação de Mark (o que foi bastante conveniente, não é?). Sinceramente não quero aumentar as minhas expectativas, mas considero os dois primeiros episódios satisfatórios até o momento. Contudo, quero ser surpreendido como aconteceu no final do piloto com a descoberta de que um misterioso sujeito estava “acordado” bem na hora do apagão global. Agora, se isso virar a sustentação dos cliffhangers do drama, como aconteceu no final do segundo episódio, teremos um grande problema à vista. Espero muito que os roteiristas desta série tenham uma visão global daquilo que estão lidando, pois senão eles ficarão perdidos.
Dollhouse (2×01: Vows): Depois de uma primeira temporada ascendente, Dollhouse parece ter estagnado sua trama nesta estreia do 2º ano e isso foi refletido na baixíssima audiência que a série recebeu. Tudo bem que estamos apenas começando, mas a expectativa é alta e Joss Whedon não soube vender bem o seu novo plano. Vows adotou uma narrativa confusa e Paul como “cliente” da casa e toda aquela história de Echo casando com um criminoso não conseguiu convencer. O endgame não está claro e apenas 13 episódios estão garantidos (o criador já disse que o 13º episódio desta temporada cria um desfecho satisfatório, continuando ou não). Pelo histórico positivo, Dollhouse continua com sinal verde, mas passará para o Season Pass, onde poderemos fazer uma análise sobre como será o desempenho da temporada como um todo. Torço para que não seja cancelada precocemente, apesar dos pesares.
Glee (1×03: Acafellas, 1×04: Preggers, 1×05: The Rhodes Not Taken, 1×06: Vitamin D): Vocês sabem, pela resenha que fiz do episódio piloto, que eu não sou totalmente entusiasta de Glee. Na última Semana em Série que fiz antes da minha viagem relatei as melhorias desta série musical, mas temo não corresponder às expectativas dos fãs nas resenhas. Começando pelo lado positivo dos últimos episódios exibidos, gostei muito da forma como que a trama foi conduzida: centrada em uma disputa infantil entre o departamento artístico da escola com o de educação física (liderado pela ótima Jane Lynch como a inescrupulosa Sue), o roteiro dá uma importância absurda às situações e tudo toma uma dimensão ainda maior e mais interessante do que seria na vida real. As personagens também são todas convicentes e bem construídas, do elenco principal às pontas. Artisticamente, Glee é uma série completa, mas eu não consigo acostumar com certos aspectos do lado “musical” quando este não é apresentado de forma orgânica. Ora, é até aceitável (pra mim) que uma música comece em um sonho ou numa apresentação, mas a 4ª parede cai completamente quando o time de futebol americano inteiro começa a dançar All the Single Ladies da Beyoncé sem o menor propósito. Concordo que isso funciona para o “alegre” Kurt, mas do contrário soa muito forçado. Outra coisa que não desce na minha opinião é a atuação em excesso, que afeta a série em muitos momentos (e que pode ser culpa da direção): as performances de Kristen Chenoweth (pra mim, reitero) beiraram o insuportável de tão over, comprometendo o resultado final. Ora, às vezes parece até que eles estão sob o efeito de altas doses de energético (ah, não, era vitamina D)! Da mesma forma que aconteceu com Pushing Daisies (e seu excesso de fantasia), acredito que estes detalhes, caso não acertados, podem eventualmente cansar o espectador a médio prazo. Gosto muito das músicas, da maioria das performances e das ótimas tramas como a da gravidez de Quinn, dos planos da mulher do Will, dos triângulos amorosos e a luta para que o grupo entre no campeonato estadual, mas Glee poderia diminuir o tom aqui e ali para emplacar de vez.
Three Rivers e Mercy: Não vou me aprofundar nestas séries, porque além de não planejar acompanhá-las, seus episódios pilotos foram absurdamente esquemáticos e refletem tão somente o interesses dos executivos das emissoras CBS e NBC em terem versões das séries médicas de sucesso atuais. A primeira conta a história de uma equipe de especialistas em transplante de órgõs, apresentando uma montagem inadequada, casos desinteressantes, arrastados e uma linguagem rasa. Já a segunda quer ser a Grey’s Anatomy das enfermeiras e é bobinha, água-com-açúcar e piegas. Aposto em cancelamento e não recomendo perderem tempo com elas. Se quiser insistir em alguma, acredito que Three Rivers deva ir mais longe pelo investimento realizado. Mas se quiser assistir séries médicas de qualidade mesmo, fique House, Nurse Jackie e a própria Grey’s Anatomy. Fica a dica. Ah, e sobre The Forgotten, bem, digamos que com dez minutos eu desliguei a TV, pra vocês verem a paciência que eu tenho com séries investigativas genéricas… Passo.
Esse foi o Semáforo! Na próxima Semana em Série as estrelas estarão de volta à cena para quotar as séries que ficarão em nossa cobertura! Agradeço desde já a sua audiência e o seu comentário, caso queria compartilhar aqui as suas impressões sobre estas e outras séries que acompanha! Até a próxima!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Bored to Death, Brothers & Sisters, Californication, Community, Dexter, Dollhouse, Eastwick, FlashForward, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, House, Mercy, The Good Wife, The Office, Three Rivers
Tags: resenha, semana, usa
09/02/2009 - 00:01

Big Love “3×03: Prom Queen”: Por ser filha de Roman Grant, nunca imaginaria que Nikki passou por tantas dificuldades em sua juventude, antes de casar-se com Bill. Aliás, que ser asqueroso este velho que permitiu que sua filha entrasse para uma espécie de “book” de esposas, prontas para serem escolhidas pelos seus “donos”. E que timing em que a mãe de Margene foi morrer, não? Apesar da forma curiosa como ela processou o fato, isso foi relegado à segundo plano, já que a pilha de problemas de Bill não para de crescer: a irmã de Barb está no comitê anti jogatina do município, sua futura 4ª esposa está saindo por aí com o ex e, sem saber, sua mãe provavelmente o deixou orfão de seu pai, numa das sequencias mais bizarras de toda a série. Ah, e eu já ia me esquecendo que a filha mais velha (e solteira) está grávida – algo que deve ser um pecado mais que mortal pra essa gente. Mas o que mais me impressiona é a submissão destas mulheres aos dogmas desta facção “religiosa” e a mais decadente de todas é a jovem e controversa Rhonda, que acabou voltando para os braços do poderoso Profeta. “And the plot thickens…”
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 01/02/2009 na HBO americana.
United States of Tara “1×03: Work”: Bom, então parece que esta série vai seguir um ritmo devagar, quase parando, pois foi isso que vimos no terceiro episódio de United States of Tara. Até o momento, Diablo Cody apenas conseguiu nos vender o drama de uma família desunida que aparentemente gosta de ser bizarra, colocando todas as suas fichas na protagonista com múltiplas personalidades, como se isso bastasse. As demais personagens não cativam, impedindo uma boa identificação do público: desde a filha emo que vive provocando o irmão gay até o pai de família que adora ser a vítima da conturbada relação que ele mantém. Fora isso, o único atrativo deste episódio foi a pequenina “reviravolta” no final, quando a vida sexual do casal voltaria à ativa caso Buck não tivesse aparecido. Ok, eles têm problemas quando Tara vira um de seus “alters”, sabemos disso. O texto, até o momento, me parece preguiçoso, já que eles têm um material e uma premissa tão boa. Diablo Cody tem um currículo pequeno e muita expectativa ao seu redor, graças à explosão de Juno e a parceria com Spielberg. Tomara que ela saiba lidar bem com isso.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 01/02/2009 no Showtime americano.
The Office “5×13: Stress Relief”: Eles conseguiram se superar de novo! Também pudera, com um episódio pós-Super Bowl, era certo que coisa boa viria. Dwight resolveu criar uma simulação de segurança contra incêndio na filial (passando dos limites, é claro) e criou uma contenda generalizada, um infarto em Stanley e uma das cenas mais hilárias de todos os tempos da série. Apesar disso, ele não aceitou a culpa na reunião com a matriz e chegou ao cúmulo de dizer que o responsável pelo ataque do colega “foi o próprio coração dele”. Dright Schrute é impagável. Ainda assim, o episódio estendido trouxe uma pancada de momentos embaraçosos, já que Michael resolveu organizar uma espécie de reunião para aliviar o estresse que ele descobriu que causa em seus funcionários. The Office, além de apresentar um dos melhores textos na TV, possui um elenco unido e em perfeita sincronia, desde o seu protagonista até os coadjuvantes lá da contabilidade. Eu só não gostei da participação inútil de Cloris Leachman, Jessica Alba e Jack Black, que funcionou apenas como uma “piada interna” com as aborrecidas cenas daquele filme. Seria melhor se eles tivessem participado ativamente do episódio.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 01/02/2009 na NBC americana.

Heroes “3×14: A Clear and Present Danger”: Embora ainda sem fazer nenhum sentido, essa “revolta” de Nathan Petrelli contra a sua própria “raça” foi a melhor coisa que aconteceu nesta temporada de Heroes, com o início do Volume IV. Não que isso seja um grande feito, porque a série estava sem luz e em um constante declínio. Mas trazendo de fato um perigo real e imediato, este pode ser considerado o primeiro episódio realmente bom do 3º ano. Ainda assim, algumas coisas não convencem, como essa súbita vontade de Peter Petrelli em ter seus poderes pra “salvar” vidas. Ora, como paramédico, tenho certeza que ele já salvou mais vidas do que em sua carreira como herói, porque ele raramente agia diretamente para salvar pessoas. Ao invés disso, todos os ditos “heróis” passavam o tempo todo resolvendo os problemas que eles ou seus antecessores criaram, causando ainda mais alarte e destruição. Seria muito bom ver as habilidades de cada um sendo usadas para o bem imediato, como Parkman resolvendo crimes com sua leitura mental ou a Daphne impedindo assaltos, por exemplo. De fato, o que salvou o episódio foi aquele final bem Con-Air, que vai mesmo dar início à fuga dos “especiais”. Vamos só ver até onde eles vão chegar com isso.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.
Chuck “2×12: Chuck Versus the Third Dimension”: Chuck deixa a nossa cobertura semanal e vai para o Season Pass, depois de um episódio fraquíssimo e que destoou completamente do bom ritmo adotado pelo início desta temporada. Em segunda ou em terceira dimensão, a superficialidade da trama cansou e não dá pra ficar semana por semana discutindo as “coisinhas engraçadinhas” que aconteccem na Buy More ou as missões sem perigo que os agentes se metem. Ao invés disso, a série se rendeu ao merchan barato, com esse ridículo lance do 3D e uma embaraçosa participação de Dominic Monagham (LOST). Eu gosto das personagens, mas não do que a série virou, por isso falaremos mais de Chuck em uma versão global de nossos comentários quando a temporada se encerrar. Apenas cinco minutos de LOST, 24 ou até mesmo de 30 Rock rendem mais assunto que uma hora inteira de como essa que vimos. Sorry, guys.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.
How I Met Your Mother “4×14: The Possimpible”: Muito bom o vídeo currículo de Barney, mas achei boba essa traminha de Robin ser deportada, quando sabemos que isso é algo que não vai acontecer. Melhor se explorassem mais o amor de Barney por ela. Quanto a Ted e os outros, foi divertidinho aquele lance do “let go“, criando mais uma crônica atemporal sobre nossas atividades “curriculares”. The Big Bang Theory “2×14: The Financial Permeability”: Interessante conhecer um novo lado de Sheldon que é completamente “non-freak”: o seu desgarramento com dinheiro. Isso, por outro lado, denotou o quão Penny e ele são extremos opostos em tudo, já que ela simplesmente é neurótica com grana. A história paralela com Leonard cobrando a dívida do ex de Penny só serviu pra mostrar que o foco desta série deve sempre ficar em Sheldon.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother: 



The Big Bang Theory: 



Episódios exibidos em 02/02/2009 na CBS americana.
American Idol Hollywood Week: Chegamos em uma das melhores fases do programa, a Hollywood Week, que foi completamente destroçada pela edição deste ano em prol da expectativa de draminhas baratos. Ao invés de vermos mais apresentações boas e ruins no pomposo Kodak Theory, o programa resolveu mostrar mais os resultados e as ceninhas de bastidores do que realmente aconteceu no palco. Isso ficou ainda mais evidente no segundo episódio da semana com as apresentações em grupo que quase não foram mostradas. No lugar, passamos quase metade do capítulo testemunhando uma interminável briguinha de “drama queens“. Eu até entendo que eles querem “segurar” um pouco mais o que será mostrado, pois este ano ao invés do Top 24, teremos Top 36! Pois é, e eu achava que a superxposição de Idol não poderia mais aumentar… Enfim, a melhor semana de toda a atração, conhecida como “Hell Week” ficou só na promessa. American Idol quer ser, nesta primeira parte, mais uma novela do que um reality show sobre música. Que pena.
Episódios exibidos nos dias 03/02/2009 e 04/02/2009 na FOX americana.
Amanhã teremos mais comentários, incluindo Damages, Lie to Me, Fringe, Grey’s Anatomy, Trust Me, mais um The Office, 30 Rock e Battlestar Galactica!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Big Love, Chuck, Dexter, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara
Tags: cbs, hbo, nbc, resenha, semana, showtime, usa
22/12/2008 - 00:01

Dexter “3×12: Do You Take Dexter Morgan?”: Eu não entendo onde esteve toda essa “controvérsia” no season finale de Dexter, conforme muita gente anda discutindo em blogs e fóruns por aí. Esperavam ver a morte do personagem principal ou sua exposição como psicopata, era isso? Pois se for, esta é uma esperança muito ingênua, já que sabemos que a série terá, no mínimo, mais duas temporadas e a ocorrência de qualquer destes fatores é decisiva para o fim da trama. Vimos aqui um episódio fenomenal, que encerrou de forma categórica a história desta temporada, que foi a da aceitação de uma vida normal por parte de Dexter, com mulher e um filho à caminho. O dito “final feliz Manoel Carlos” com casamento e tudo funcionou de forma orgânica à trama. Não houve muito combate físico entre Dexter e o Skinner, mas sim um confronto emocional entre dois serial killers, sendo que o vencedor foi quem soube agir com a frieza e controle que sempre demonstrou, desestruturando o seu adversário antes do bote final. Além disso, apenas o ato de clemência (e manipulação) que Dexter teve com o “animal ferido” Ramon mereceu por si só o destaque absoluto do episódio. Outros queridos nossos, LaGuerta, Batista, Deb, todos eles encerraram importantes ciclos e a série fecha o ano de forma espetacular. Aquela mancha de sangue no vestido branco de Rita foi o sinal de que tem muito mais por vir. Dexter deve retornar agora somente a partir de meados de 2009, sem previsão de estreia no FX.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 14/12/2008 no Showtime americano.
How I Met Your Mother “4×11: Little Minesota”: Foi um episódio divertidinho, engraçadinho, legalzinho, mas… bobinho! How I Met Your Mother está “inho” demais e fechou essa metade de temporada bem abaixo da média do que eles costumam entregar. As histórias estão muito esparsas, envolvendo “núcleos” de um elenco que funciona melhor junto. Não entendi essa de Marshall e Robin no bar Minesota de um lado e Ted, Lilly e Barney de outro naquela chatíssima história com a tal irmã. É uma pena ver uma série que começou bem e desenvolveu-se por três temporadas com tanto potencial desperdiçar essa quantidade de episódios com assuntos bobos e textos pouco inspirados.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 15/12/2008 na CBS americana.

Heroes “3×13: Dual”: Se Tim Kring fosse um aluno numa escola onde eu desse aula, ele estaria neste exato momento sentado na sala esperando uma bronca, porque é isso que ele merece após este inconsistente e desanimador Volume 3 “Villains“. Ora, se a série até hoje não conseguiu estabelecer-se bem contando uma história de heróis que não salvam ninguém, seria bom demais para ser verdade se em 13 episódios o roteirista conseguisse contar a saga daqueles que viraram vilões. O que passou em nossa tela foi uma verdadeira bagunça com Sylar perseguindo aquele pessoal na Primatech enquanto Nathan assumia o posto de comando deixado pelo seu pai enquanto Peter e outros vilões que, de uma hora pra outra viraram heróis, destruíam a Pinehearst. Com isso, a única forma que arrumaram para dar uma “zerada” nesta história toda foi a de simplesmente terminar o volume de novo com a “morte” de Sylar (mesmo sabendo que ele não morreu) e iniciar a 4ª parte de forma blazé indicando uma “perseguição” aos especiais. Então Nathan não conseguiu criar um exército de “super-heróis” e, como retaliação, vai perseguir os que hoje existem? Que lógica George Bush é essa? O maior vilão de Heroes chama-se Tim Kring, que agora vai precisar fazer aulas de recuperação com seu coleguinha “mais inteligente” Bryan Fuller. Por enquanto a nota é baixa.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 15/12/2008 na NBC americana.
The Big Bang Theory “2×11: The Bath Item Gift Hypothesis”: The Big Bang Theory registrou novamente a maior audiência da história da série e não foi por acaso: The Bath Item Gift Hypothesis foi um episódio interiramente hilário, que prova porque esta está sendo considerada uma das melhores sitcoms da temporada. Todas as “teorias” sociais de Sheldon são interessantíssimas, mas com esta do Natal ele se superou. O geek odeia receber presentes, pois isso cria uma “obrigação” moral de presentear o colega com um item da mesma qualidade e preço, só que ele nunca poderia prever que Penny o traria o maior de todos os presentes: um guardanapo usado e autografado por Leonard Nimoy, o eterno Spock de Star Trek! Só isso já rendeu a melhor piada da temporada, agora que ele tem nas mãos o poder de criar pequenos Leonard Nimoys a partir do DNA do ator! O texto de The Big Bang Theory é tão brilhante quanto o intelecto de seus protagonistas!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 15/12/2008 na CBS americana.
Amanhã tem Two and a Half Men, Friday Night Lights, Dirty Sexy Money, Chuck e Prison Break! Este ano não teremos mais episódios inéditos de The Office, 30 Rock, Gossip Girl, Fringe e Grey’s Anatomy, que retornam a partir de Janeiro.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dexter, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory
Tags: cbs, nbc, resenha, semana, showtime, temporada
20/12/2008 - 06:01

Se fizéssemos uma análise fria dos fatos que culminaram na chegada de Lila à cabana onde está Doakes, apontaríamos o vício de Paul, ex-marido de Rita, como o estopim de toda a complexa situação que se formou. Basta lembrarmos que foi somente a partir da prisão e consequente morte do ex-drogado que Dexter precisou mentir e frequentar as reuniões dos Narcóticos Anônimos a mando da namorada e foi lá que ele conheceu a força destrutiva chamada Lila. Mas a teoria do crime veda a retroatividade eterna da imputabilidade, sendo cada qual responsável por suas ações e omissões. Todos buscamos resultados com nossas condutas e foi isso que vimos neste penúltimo e incrível episódio da segunda temporada de Dexter.

Lila desenhou seu caminho sob a égide de suas obsessões, da mesma forma que fez Doakes com sua implicância com o colega e assim fica ao mesmo tempo fácil e difícil acreditar na existência da “mera coincidência”. A simples frase curiosamente “dita” por um navegador GPS “você chegou ao seu destino final” cumpre um papel importantíssimo na história: os dois queriam estar ali e chegaram na cabana sem qualquer coação, apenas seguindo uma vontade ou um vício próprio e inerente. Por isso, diante da inércia de Dexter em decidir-se qual é a sua vontade, dois mundos estão prestes a se colidir e o resultado pode criar uma nova e imprevista situação, seja ela uma feliz coincidência ou não. Essa é a vida.
Cotação LiGado em Série: 




Episódio “2×11: Left Turn Ahead” exibido em 18/12/2008 no FX.
Dexter no FX: Uma Noite em Paris

O último episódio desta segunda jornada de Dexter é um divisor de águas. Afinal, o roteiro foi covarde, maniqueísta e conveniente como muitos estão afirmando? Eu discordo veementemente dessa assunção. Acreditar que o que vimos foi um “milagre” seria ignorar estes dois excelentes anos na vida de Dexter Morgan e a própria ironia do personagem: ninguém é completamente bom ou mau. Nós poderíamos, sim, acreditar em uma intervenção divina se um raio tivesse caído na cabana onde estava Doakes e detonado o gás propano, mas não foi isso que aconteceu. Tentar simplificar os acontecimentos do bombástico episódio é a verdadeira forma deficiente de análise: “a pressa é a inimiga do pensamento elaborado”. Bem e mal não caminharam separados no episódio, pelo contrário. Dexter não matou Lila acreditando ser a luz que ofusca as trevas. Antes de tudo, ele sabe ser mau, conhece a sua essência e viu na morte da garota uma necessidade pessoal de libertação, principalmente libertação do Código de Harry.

Além disso, o fato de Dexter ter viajado até Paris para matá-la evidencia ainda mais que ele é egoísta e perigoso. A lei que impera agora é a lei de Dexter, um novo Código e essa é a verdade sobre o protagonista que ficou implicitamente estabelecida. A imaterialidade do crime contra Doakes não deixou o “herói” mais louvável perante seus admiradores secretos (nós), justamente porque conhecíamos o seu dolo e sabemos que ele seria plenamente capaz de matá-lo, apenas não foi necessário. Fato é que Dexter definitivamente se estabeleceu no posto de uma das melhores séries de todos os tempos, com duas temporadas impecáveis e com o potencial de levantar discussões e reflexões cada vez mais profundas sobre a natureza do ser humano. Aplausos de pé.
Cotação LiGado em Série: 




Episódio “2×12: The British Invasion” exibido em 18/12/2008 no FX.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter
Tags: brasil, fx, resenha
17/12/2008 - 00:01

Dexter “3×11: I Had a Dream”: O penúltimo episódio desta agitada temporada de Dexter já começou com a surpresa sobre o sequestro do nosso herói, que na verdade estava sendo levado para sua despedida de solteiro. Mesmo assim, sua “estadia” no porta-malas trouxe uma das reflexões mais interessantes já vistas na série, com Dexter aceitando o seu destino (até então ser esfolado pelo Skinner) de forma natural, como se morrer pelas mãos de um serial killer como ele fosse o certo, em sua concepção de justiça. Na festa, um velado discurso de Miguel publicamente provocou o seu rival, embora ninguém mais soubesse do que ele realmente estava falando e é exatamente com relação à Prado que temos mais um ponto de discórdia entre os fãs da série. Ele deveria mesmo ter morrido? Foi clichê Dexter matá-lo? Ora, sim e não. Nos últimos episódios o póprio protagonista vem questionando esse inevitável destino do amigo, mas diante das novas circunstâncias, com o promotor pronto para matar novamente uma pessoa inocente isso era inafastável. Porém, enquanto muitos imaginavam que o final da temporada seria esse que vimos, agora é que temos muito chão pela frente e nem sei como farão para colocar tudo no próximo e último episódio. O que Dexter fez para tirar LaGuerta de casa? Por que ele não levou sua “presa” para ser executada em outro local? Estas perguntas serão até simples de responder perto da dúvida que pairará por toda Miami, que acordará sem seu enérgico e passional promotor. Mais uma vez, Dexter se torna imprevisível após uma invejável sequencia de episódios. Que venha o season finale!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 07/12/2008 no Showtime americano.
Chuck “2×10: Chuck Versus the DeLorean”: Chuck está cada vez mais legal e essa da série sempre colocar casos envolvendo o passado dos personagens é uma jogada muito sábia. Eu notei que o roteiro é bem orgânico, já que há vários episódios atrás descobrimos que Sarah era filha de um golpista para, semanas depois, sermos apresentados ao velho trambiqueiro. Espero em breve ver o pai de Chuck e qual a ligação dele com algum alvo do Intersect. Neste ótimo Chuck Versus the Delorean, os espiões ajudaram o pai de Sarah num elaborado golpe cuja vítima era um perigoso bandido procurado do governo. Mas no final das contas, quem salvou o dia foi o DeLorean de Morgan que somente andava a pouco mais de 40km/h. As referências pop continuaram e, além da clássica homenagem à De Volta Para o Futuro (eles poderiam ter brincado mais com o carro, não), apareceu também no final uma réplica do General Lee, o veículo dos Dukes of Hazzard! Chuck vem dando um show nesta temporada, com episódios sempre deliciosos de assistir e ainda bem que não estamos nem na metade!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 08/12/2008 na NBC americana.
Two and a Half Men “6×10: He Smelled the Ham, He Got Excited”: Felizmente o retorno da atriz Holland Taylor foi a coisa mais positiva desta temporada, pois a dinâmica de Charlie e Alan com sua mãe Evellyn é sempre uma caixinha de surpresas. O roteiro fica mais ácido quando ela está em cena, já que ela retrata muito bem a figura da “megera”, despertando os sentimentos mais controversos que um filho pode ter com relação à sua própria mãe. Jake também esteve inspiradíssimo com a história do carro e com a descoberta de sua vocação culinária, depois de praticamente fazer uma faculdade assistindo o Food Channel e suas várias mídias. Tomara que explorem mais isso!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 08/12/2008 na CBS americana.

Prison Break “4×14: Just Business”: Além de ter 22 episódios nesta temporada, Prison Break pode ganhar duas horas adicionais do canal FOX, num possível telefilme. Essa notícia é boa e ruim ao mesmo tempo, já que embora esta “prorrogação” signifique que o canal quer que a série vá embora com um final digno (e é isso que se imagina que aconteça), o fato denota que a temporada não foi planejada para dar um desfecho conclusivo à trama. Eu sinceramente não sei o que pensar dos fatos que vimos neste Just Business. Mesmo com ação de tirar o fôlego, ver Michael e Burrows capturados pela Companhia me deu uma preguiça enorme, pois mais uma vez estamos de volta a um marco zero na trama, agora que Self e Gretchen estão com Scylla completo e pronto para uma nova venda. Prison Break continua boa em diversos quesitos, não discordo, mas está cada vez mais desgastante de ver, porque toda hora temos a sensação de que tudo vai ser resolvido para, segundos mais tarde, nos frustrarmos novamente. Entendo que isso é o que aconteceu com Mahone, Sucre, Sarah e com os irmãos, mas não precisava acontecer tanto com a gente.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 08/12/2008 na FOX americana.
How I Met Your Mother “4×10: The Fight”: Vocês estão curtindo esta temporada de Mother? Eu não. A comédia já deu mais do que o suficiente de indícios que está desgastada, com piadas longas e que não funcionam, como esse lance da briga do barman em mais um mediano episódio. Os roteiristas parecem menos sagazes do que o de costume e sequer se ouve o Ted do futuro falando a palavra “mãe”, ainda que para aguçar a nossa curiosidade. De uma inspirada e sempre contagiante comédia, How I Met Your Mother está virando simplesmene uma… comédia. Nem Barney está mais salvando o dia.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 08/12/2008 na CBS americana.
The Big Bang Theory “2×10: The Vartabedian Conundrum”: Eu não paro de me surpreender com o talento de Jim Parsons e seu magnífico Sheldon, que desta vez trouxe à tona a existtência de um contrato de convivência no apartamento, com cláusulas absurdas do tipo: “se Leonard ganhar super poderes, eu poderei ser seu fiel ajudante”. Passei mal de rir! Ah, e recentemente o ator declarou não saber nada sobre esse universo dos quadrinhos que sua personagem tanto cultua e em nenhum momento eu cogitaria tal possibilidade, tamanha a credibilidade que ele nos passa quando está caracterizado. Leonard também esteve excelente neste episódio, com os desafios de manter o seu relacionamento com a Dra. Stephanie e o turnpoint dela sendo totalmente carente e emocionalmente dependente mostrou que o roteiro é capaz de fugir dos clichês sobre nerds, ainda que estes também sejam sempre ótimos.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 08/12/2008 na CBS americana.
Amanhã continuamos com Gossip Girl, Friday Night Lights, Dirty Sexy Money, 30 Rock, The Office e Heroes! Na semana passada não tivemos inéditos de Grey’s Anatomy e Fringe! Quais séries vocês acompanharam na semana passada? Deixe abaixo os seus comentários!
* Notas do Editor.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Chuck, Dexter, How I Met Your Mother, Prison Break, The Big Bang Theory, Two and a Half Men
Tags: cbs, episodios, fox, nbc, resenha, semana, showtime, usa
12/12/2008 - 14:01
Convenhamos que no décimo episódio desta 2ª temporada de Dexter a situação que havia ficado pendente desde o episódio anterior não foi resolvida, numa clara tentativa de deixar o espectador preso por mais uma semana. Mas até isso a série fez bem. Lila continuou sua trilha de destruição, arrastando Angel para o meio de tudo com um golpe baixíssimo e Dexter tomou a arriscada decisão de incriminar o colega policial ao invés de fazer o que ele faz melhor… Porém, um fato chocante e inesperado – até por nós – pode mudar tudo: a verdade sobre a morte de Harry veio à tona junto com a terrível constatação de que o responsável pelo suicídio do velho mentor foi seu próprio filho adotivo. A lei penal, em sua teoria, chega até a ser fascinante. Por isso, ao criar o Código junto com o jovem psicopata, Harry deixou se levar pela beleza da teoria e não se preocupou com a mecânica envolvida na concepção prática de tudo aquilo que ele havia estabelecido. Foi aí que a realidade gráfica tornou-se insuportável e todos nós descobrimos o resultado dessa história. Dexter é o Frankenstein de Harry e não há como negarmos isso. Sob o efeito de mais uma crise existencial, o Bay Harbor Butcher voltou à sua existência prima e estamos de volta à estaca zero.
Ah! Na semana que vem o FX exibirá os dois últimos episódios da temporada em sequencia, então fique liGado!
Cotação LiGado em Série: 




Episódio “2×10: There’s Something About Harry” exibido em 11/12/2008 no FX.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter
Tags: brasil, fx, resenha
08/12/2008 - 00:01

Dexter “3×10: Go Your Own Way”: Esta reta final de Dexter não poderia estar mais emocionante com a guerra travada contra Miguel Prado. Dexter não conseguiu levar a delicada situação adiante e iniciou um perigoso jogo de gato e rato com o importante promotor público de Miami. Mas foi no meio dos ataques e contra-ataques que envolveram invasão de domicílio, ameaça, extorsão que a mulher de Prado inadvertidamente soltou a informação do desaparecimento de seu marido na noite do crime contra Ellen, que certamente não passou despercebida pela sagaz tenente LaGuerta. Eu só espero que a verdade fique logo clara como os faróis de xenon da SUV preta de Miguel, já que de predador Dexter passou a ser a vítima. O episódio teve como destaque absoluto as atuações de Michael C. Hall e Jimmy Smits dando um show incrível naquela cena no telhado. Eu queria muito que essa “parceria” durasse mais, mas parece que Prado cansou de aliar-se aos serial killers do bem. Contrariando todas as apostas de que estaria previsível, Dexter conseguiu surpreender com um texto original que, mais uma vez, me deixou boquiaberto.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 30/11/2008 no Showtime americano.
Chuck “2×09: Chuck Versus the Sensei”: Poxa, foi legal ver o Dixon de Alias novamente em ação, desta vez como o sensei de Casey que “traiu o movimento”. De uns tempos pra cá também as missões em Chuck estão mais claras e objetivas, curiosamente trazendo o clima imediatista da já citada série de Sydney Bristow. Mas neste episódio, contudo, eu gostei mais dos acontecimentos na loja Buy More. O sub-gerente Emmet (Tony Hale, da excelente Arrested Development) instituiu o concurso de funcionário do mês e sem querer Morgan ortientou seus colegas a irem na contra-mão da premiação, tudo por conta de um mal entendido com Chuck. Este foi um episódio aparentemente isolado e já comentei aqui que Chuck brilha muito mais quando entra em arcos. De qualquer forma, a temporada continua com um saldo mais que positivo e se prepara para encerrar o ano em alto estilo com o aguardado Chuck Versus the Delorean, que vai ao ar hoje nos EUA!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 01/12/2008 na NBC americana.
Prison Break “4×13: Deal or No Deal”: Eu continuo achando que eles não deveriam ter conseguido obter Scylla tão cedo na temporada, porque agora Scofield e Self vão ficar nesse batido jogo de vantagem e desvantagem, que tem a tendência de se tornar cansativo. Felizmente a série tem outros trunfos como Gretchen e T-Bag, que podem apimentar as coisas enquanto uma resolução para o conflito de mentes não vem. O episódio também fechou a porta do auxílio e estrutura que poderia ser providenciada pelo governo por conta das artemanhas de Self em encobrir a operação. Os irmãos agora precisarão reunir o grupo para recuperarem o restante do artefato e derrubarem por conta própria a implacável Companhia. A reviravolta final, embora pudesse ser facilmente antecipada, reafirmou a posição de superioridade de Michael e deu o gás que a série precisava para seguir adiante por mais alguns capítulos. Vamos ver no que dá!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 01/12/2008 na FOX americana.

Heroes “3×11: The Eclipse, Part II”: Levemente superior à primeira parte do arco Eclipse, esta continuação serviu apenas para retornar as principais tramas ao status quo ante, sem trazer qualquer tipo de avanço significativo. Mohinder voltou a ser a mosca, Parkman e Daphne não progrediram em nada e Arthur e Angela Petrelli mal deram as caras. Sim, Elle sucumbiu à sede de poderes de Sylar, mas que ele é (ou voltou a ser) um vilão não é nenhuma novidade (e nem que a presença de Kristen Bell seria duradoura). A série segue com um draminha existencialista muito superficial e poucos momentos prestam, como aquele confronto de Peter e Nathan contra o general Baron na floresta e, mais tarde, Hiro salvando o dia transportando Elle e Sylar para longe. Fato é que a história continua desconexa demais e todo aquele prólogo que vimos em Villains há algumas semanas até agora não se integrou ao roteiro. Eu não me importaria nada se Heroes fosse cancelada esta temporada, e vocês?
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 01/12/2008 na NBC americana.
Fringe “1×10: Safe”: Apesar de absurda e faticamente impossível, a ciência de Fringe seguia, até o início deste episódio, com uma certa fundamentação que dava um leve tom de plausibilidade aos absurdos que testemunhamos com Olivia e Peter. Até mesmo a máquina que permite que pessoas atravessem corpos sólidos teve uma simples e convincente explicação de Walter Bishop com relação ao comportamento da matéria que é largamente composta de espaços vazios (e o ator John Noble passa muita credibilidade ao explicar a “lógica” de Walter). Mas tudo mudou a partir deste Safe, com a introdução do experimento mais controverso do padrão: o teletransporte. Por conta disso, Fringe deixa o ano de 2008 com uma grande incógnita sobre como eles irão fundamentar o acontecimento, o que certamente irá demandar a queima de muito fosfato por parte dos roteitistas, que já perderam a atenção dos mais céticos. Sim, pois há quem espere ver em Fringe uma ligação sempre direta com a realidade, como se a ficção científica não possa existir por si. Estes primeiros 10 episódios mostraram que esta é uma série com identidade e muito conteúdo. Não tivemos nada de conclusivo até agora, mas já sabemos que esse é o modus operandi de J.J. Abrams, que prefere jogar as peças na mesa para depois montá-las. Em 2009 eles precisam começar a revelar as arestas desta bizarra, mas intrigante imagem.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 02/12/2008 na FOX americana.
Amanhã continuamos com Gossip Girl, Friday Night Lights, Dirty Sexy Money, 30 Rock, The Office e Grey’s Anatomy! Na semana passada não tivemos inéditos de The Big Bang Theory, How I Met Your Mother, Gary Unmaried e Two and a Half Men. Os comentários dos últimos Boston Legal serão feitos em uma matéria especial sobre o final da série, em breve. Aproveite e deixe também as suas impressões abaixo!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Chuck, Dexter, Fringe, Heroes, Prison Break
Tags: abc, cbs, cw, episodios, hbo, nbc, semana, showtime, temporada, usa
01/12/2008 - 00:01

Dexter “3×09: About Last Night”: As suspeitas de todos se confirmaram neste intenso episódio de Dexter e o promotor Miguel Prado realmente julgou e condenou a advogada Ellen com suas próprias mãos. O aprendiz de serial killer desgarrou-se de seu mestre e agiu seguindo as suas próprias convicções sobre o que é certo e o que é errado, tornando-se o justiceiro que busca a vingança e que ignora o princípio da pessoalidade da pena, algo que ele certamente aprendeu na faculdade de Direito. Já o nosso ingênuo herói decidiu dar uma lição de moral no amigo, sem nem imaginar que durante todo esse tempo estava sendo enganado por aquele que passou a confiar os seus mais sombrios segredos. Tal fato culminou numa numa das cenas mais impactantes da série, ainda que se passando na mente Dexter, com ele gritando e destruindo seu laboratório. Ainda que agora esteja claro o destino de Miguel (o mesmo de Doakes e Lila, inevitavelmente), o drama abriu uma nova porta, pois colocou Dexter do outro lado do jogo, sendo manipulado e vítima de sua própria negligência em obedecer o código que seu pai Harry tanto sacrificou pra criar.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 23/11/2008 no Showtime americano.
Entourage “5×12: Return to Queens Blvd (Season Finale)”: Esta incrível temporada de Entourage não poderia ter acabado de forma melhor, logo depois que vimos Vinny Chase e sua turma voltando para “a casa da mamãe” no Queens por causa do fracasso de Smokejumpers. Quem diria que finalmente o manager Eric conseguiria aquele que pode vir a ser o maior trabalho da carreira do jovem ator, trabalhando com Martin Scorcese em pessoa! Contudo, é uma pena que muitas situações ficaram pendentes (o que é comum nos finales da comédia), principalmente com relação à Ari e suas novas perspectivas. De qualquer forma, Entourage encerra o ano como uma das melhores e mais caprichadas produções de Hollywood, sendo uma referência absoluta de como se deve fazer uma série que é sempre incisiva, não desperdiça episódios com tramas desnecessárias, possui ótimos atores e convidados (muito especiais, diga-se) e um roteiro despretencioso e impecável. Vai fazer falta até meados de 2009…
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 23/11/2008 na HBO americana.
Prison Break “4×12: Selfless”: A obtenção de Scylla neste episódio funcionou como um grande anti-clímax da trama, pois ficou óbvio o tempo inteiro que algo certamente iria acontecer para impedir a destruição da Companhia, já que enão estamos no final de temporada. Infelizmente tal acontecimento foi a deserção de Don Self, que não causou o impacto que deveria, já que sempre foi possível imaginar tal situação pelo contexto da série. Também não posso dizer que a a tensão tomou conta do episódio, pois desde o início vimos diversos furos no roteiro, como a facilidade excessiva que Scofield e sua turma dominaram os guarda-costas do General e, pior ainda, a falha (e, em algumas partes, escassa) segurança no prédio da organização, que deveria ter um esquema maior qe melhor que o do Pentágono. Em outras palavras, o episódio foi broxante, pois deu um restart desnecessário na história apenas para alongar ainda mais o que já deveria estar se encerrando. Como eu venho dizendo ao longo da temporada: adoro Prison Break, mas já passou da hora de terminar.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 24/11/2008 na FOX americana.

Heroes “3×10: The Eclipse, Part I”: Bom, quando o próprio criador de Heroes vem a público e admite que não planejou a série, fica difícil tentar tirar algo bom de toda esta história, ainda mais depois desta fraca primeira parte de The Eclipse. Agora sabemos que Kring realmente não sabe o que fazer com seus personagens, já que numa estúpida tentativa de corrigir os problemas gerados com os poderes que ele criou para vilões e heróis, resolveu simplesmente tirá-los e ver no que dá. Se Heroes antes tinha problemas com um elenco de atores medianos, mas com efeitos especiais pra nos distrair, agora nem isso tem e os efeitos foram substuídos por um dos piores usos do recurso “noite americana” já vistos na TV. Sabemos também que a série não se sustenta em termos de roteiro, por isso não tenho certeza se o que vimos quis dizer alguma coisa ou qual rumo a temporada está tomando porque sinceramente o episódio não avançou em absolutamente nada e foi totalmente inócuo. Peter, Nathan, Claire, Hiro, Parkman, Sylar e Elle ficaram apenas andando “de lá pra cá” o tempo inteiro e o cliffhanger (se é que podemos chamar aquilo de cliffhanger) foi fraquíssimo. Tim Kring precisa urgentemente de salvação e o herói só precisa ter habilidade de escrever.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 24/11/2008 na NBC americana.
Fringe “1×09: The Dreamscape”: Fringe trouxe esta semana a cena de abertura que considero a melhor até o momento seguido de um episódio que fez jus ao suspense criado. Para descobrir o mistério da morte de um importante membro da Massive Dynamics, Olivia Dunham voltou ao tanque para revisitar as memórias de John Scott que voltaram a manifestar-se em seu subconsciente. Este curioso elemento que a série trouxe, de presenciarmos os “sonhos lúcidos” das personagens, funciona de maneira brilhante, pois permite a manifestação do oculto, mas sempre com uma fundamentação científica. Nesse aspecto, Fringe segue fiel à sua premissa de ir aos extremos da ciência, ainda mais agora que os indícios de que a poderosa companhia é a principal responsável pelos eventos do padrão ficaram escancarados. Como sempre, as séries de mistério de J.J. Abrams trazem sempre a noção de que estamos vendo “a ponta do iceberg” e isso vem funcionando à favor de Fringe.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 25/11/2008 na FOX americana.
Na semana passada, parte em virtude do feriado de Ação de Graças, não tivemos episódios inéditos de 30 Rock, The Office, Grey’s Anatomy, Dirty Sexy Money, Gossip Girl e Friday Night Lights. Deixe também as suas impressões sobre as séries da semana e amanhã tem mais!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dexter, Entourage, Fringe, Heroes, Prison Break
Tags: fox, hbo, nbc, semana, showtime, temporada, usa
27/11/2008 - 00:01

Dexter “3×08: The Damage a Man Can Do”: Após este magnífico episódio em que Miguel Prado não só aprendeu mais preceitos do Código de Harry, como ainda executou com veemência o difícil encargo de ser um justiceiro, me pergunto se o que vimos até agora foi de fato a construção de um novo serial killer. Ora, e quem nos garante que Miguel era um santo até o conhecermos? Qual é a história completa de Prado? Não sabemos e nem Dexter. Por isso, foi com arrepios que assisti àquela última cena, e caso o promotor execute a advogada, a série enfrentará o grave dilema em antecipar o óbvio: eventualmente Dexter precisará dar fim seu mais novo e melhor amigo, algo que tínhamos apenas como uma remota hipótese até o momento. Se consumado o crime, os roteiristas precisarão rebolar para nos surpreender. Há também a possibilidade de Miguel ter outro tipo de interesse ao visitar a moça, o que aí sim seria muito interessante. Enquanto isso, o caso do Skinner que começou com a impensada morte de Freebo, vai tomando proporções cada vez maiores com o efeito borboleta, que agora já prefiro chamar de bola de neve. Resta saber em cima de quem essa avalanche vai cair. (P.S.: Foi na gravação deste episódio que o ator Jimmy Smits quase acertou o figurante).
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 16/11/2008 no Showtime americano.
Entourage “5×11: Play’n With Fire”: Aconteceu! A ignorância do diretor Werner, a petulância de Vinny Chase e o infladíssimo ego de Ari Gold conseguiram acabar com a multimilionária produção de Smokejumpers, sumariamente engavetada pelo estúdio. Agora, além de ir embora com uma mão na frente e outra atrás, Vinny fica com uma enorme mancha em seu currículo: a de ter causado o cancelamento de um longa. De todos ali, apenas Turtle se deu bem com a volta de Jamie-Lynn Sygler (aka Meadow Soprano) e faltando apenas um episódio para o final da temporada, não sei se Eric ou até mesmo Ari conseguem um trabalho digno para seu querido cliente após mais este fiasco. Quem sabe ele precisará novamente começar do zero, em busca de um novo Queens Boulevard. Independente do que aconteça, esta tem sido uma das melhores temporadas de Entourage.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 16/11/2008 na HBO americana.
Prison Break “4×11: Quiet Riot”: OK, se o objetivo de Prison Break agora é causar ataques cardíacos em massa, acho que estão próximos de atingirem a meta. Quiet Riot foi absurdamente tenso com aquela invasão da estrutura que confina Scylla, em cenas que fizeram jus aos grandes filmes de roubo estilo 11 Homens e Um Segredo, A Cartada Final etc. O brilhante e atormentado cérebro do mestre engenheiro Michael Scofield desenhou a construção de uma ponte suspensa bem debaixo do nariz da Companhia! Mas aí é que vem o catch do episódio: por que transpor todos aqueles obstáculos para no final por tudo a perder ativando o alarme? Ora, é óbvio que ele tem um plano em mente, já que o sexto cartão está com o general. Ele precisa do velho naquela sala a qualquer custo, mas tenho certeza que Michael tem uma carta na manga (lembrem do pacote que Scofield recebe de Self no início do episódio). Episódio incrível!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 17/11/2008 na FOX americana.
Dirty Sexy Money “2×06: The Injured Party”: Está aí a prova incontestável de que Dirty Sexy Money merecia ser renovada, pois a série consecutivamente vem entregando episódios excelentes. Tivemos finalmente a ascensão de Simon Elder como o maior vilão do drama, deixando cristalino o seu desejo de derrubar os Darling a qualquer custo. Eu digo “maior”, porque nesta série todos também são vilões, inclusive Nick. Ou vai dizer que ele não foi o causador de toda aquela cena no jantar da família, que destruiu seu casamento? Na residência dos Darling as coisas também nunca passam despercebidas. Eles não precisam da tecnologia de espionagem de Elder, pois sempre tem alguém escutando atrás da porta: primeiro Tripp flagrando Nick com a vítima da batida (ok, ficou bem “novela mexicana” a mulher se mudando pra lá) e depois Letitia ouvindo a revelação de seu marido de que poderia ter se casado com a mulher errada. Resta saber agora como tudo vai acabar, se é que deu tempo de planejarem um final com a resposta da pergunta: “quem matou Dutch George”? Se é que ele está mesmo morto…
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 19/11/2008 na ABC americana.
Grey’s Anatomy “5×09: In the Midnight Hour”: Eu simplesmente adoro episódios de séries que se passam no interím de uma noite com este The Midnight Hour não foi diferente. Foi no plantão noturno do Seattle Grace que os inconsequentes internos passaram dos limites com as “práticas reais” e realizaram uma apendicectomia na sádica Sadie (hmm, coincidência esse nome?) que deu tudo errado. O desafio da semana foi curar um pai sonâmbulo que acabou machucando Torres em um de seus ataques e o ritmo do episódio foi bem intenso, desde a decisão do Chief em transferir a responsabilidade da repressão aos internos para os novos residentes (e estes a aceitaram com propriedade) até a crise profissional de Bailey, que vê com urgência a necessidade de encontrar uma área mais específica de atuação. Mas após o ótimo desenvolvilento destes casos, chegamos no ponto crítico do capítulo, que é a continuação do caso de Izzie com o seu noivo falecido Denny Duquette. Sem trazer indícios mais claros de que o que ela está sofrendo é patológico (parece que a criadora da série até excluiu a possibilidade de um tumor), essa storyline seguirá de forma absurda se a moça não aparecer, no mínimo, com uma esquizofrenia. Se não for isso, espero sinceramente ser surpreendido por Shonda Rhimes nos próximos capítulos.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 20/11/2008 na ABC americana..

How I Met Your Mother “4×08: Woooo!”: Este seria o melhor episódio da temporada, não fosse por aquela boba trama envolvendo os designers europeus, tornando a série infantil e excessivamente lúdica. Teria sido mais prudente se todo aquele exagero ficasse explícito como uma licença poética do Ted do futuro ao contar a história para seus filhos, mas não foi isso que aconteceu. Por outro lado, Mother acertou com o caso das “woooo girls”, revelando o verdadeiro motivo por trás das comemorações frívolas das garotas festeiras (e Ted). Novamente: cadê referências da “mãe”? É o que está fazendo falta… Tomara que a série saiba usar as grávidas na vida real Alyson Hannigan (Lilly) e Colbie Smulders (Robin) em prol da trama.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 17/11/2008 na CBS americana.
The Big Bang Theory “2×08: The Lizzard-Spock Expansion”: É legal quando outros personages que não Sheldon recebam foco maior no episódio e desta vez foi a vez de Wolowitz aprontar, atraindo uma de suas “presas” à uma área restrita do laboratório com a promessa de deixá-la dirigir um carro em Marte! A relação do geek com a mãe e os diversos infortúnios amorosos são divertidíssimos, pois ele raramente reconhece quando está sendo inconveniente ou deselegante. Mas pra mim o ponto alto deste episódio (que esteve um pouco abaixo da média desta temporada) foi a reinvenção do famoso jogo Jo-Ken-Po (Pedra-Papel-Tesoura), com o acréscimo de Spock e o lagarto
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 17/11/2008 na CBS americana.
Two and a Half Men “6×08: Pinocchio’s Mouth”: Grande novidade um episódio de Two and a Half Men centrado no medo de comprometimento e intimidade amorosa de Charlie Haper. Me conte algo novo. Pior que isso é a falta de comprometimento dos roteiristas com esta temporada, que segue inócua até o momento. Este foi mais um episódio que nada acrescentou à trama geral e penso seriamente em interromper a cobertura da comédia dos Harper por aqui, já que a cada capítulo resta cada vez menos assunto para repercutir.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 17/11/2008 na CBS americana.
Gary Unmaried “1×08: Gary & Allison Brooks”: Esta foi mais uma série de comédia que teve um episódio caído essa semana por conta do texto pouco inspirado. Parece que a idéia de colocar Gary e sua ex sob o mesmo teto por mais tempo tem um efeito negativo, já que impede o humor rápido, fazendo a comédia rapidamente render-se ao sentimentalistmo barato. Apesar de Gary Unmaried ser uma comédia sobre relacionamentos, estava mais divertido antes com todas as alfinetadas, principalmente quando o protagonista está em seu “ninho”.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 19/11/2008 na CBS americana.
30 Rock “3×04: Gavin Volure”: A audiência de 30 Rock despencou neste episódio por um motivo: apesar de Steve Martin ser geralmente ótimo, sua participação na série foi esquisita, nada orgânica e dispensável. Pareceu que o roteiro foi escrito de última hora, pois até mesmo as sempre ótimas sacadas do texto de Tina Fey estavam ausentes aqui. Por sorte tivemos Tracy com a paranóia de seus filhos, as várias incursões do “boneco sexual japonês” e a ingenuidade contagiante de Kenneth, que sempre coloca a emissora na frente de tudo. Tomara que melhorem para o próximo.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 20/11/2008 na NBC americana.
The Office “5×08: Frame Toby”: Uma das coisas que eu mais gostava em The Office era o sentimento de ódio gratuito e doentio que Michael sentia por Toby e a volta do sempre deprimido representante do RH na filial Scranton foi em grande estilo! Michael começou com um grito e depois resolveu enquadrá-lo de forma totalmente impensada no crime de posse de drogas! Ah, isso sem contar na “compra” que ele fez, dando 500 dólares (!!!) por um saco de tempero para os carregadores de Bob Vance (da Vance Refrigerations)! Parece que a fama de bitolado do gerente da Dunder Mufflin já correu todo o Scranton Business Park. No fim, vimos o que sempre soubemos: no fundo ele é uma boa pessoa. O momento que fiquei mais tenso no episódio foi após a revelação de Jim para Pam sobre a aquisição da casa e, por pouco, achei que ela não iria aceitar o presente. Agora é só arrumar um jeito de arrancar aquele quadro de palhaço da parede! Não podemos dizer que esta está sendo a melhor temporada de The Office, mas eles sempre conseguem entregar um bom episódio para nós.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 20/11/2008 na NBC americana.
Comentários de Boston Legal farei em sequencia, num post especial mais pra frente. Vocês têm acompanhado 90210 ou alguma outra série cancelada de nossa cobertura e acha que precisamos retomar? O que estão achando deste fall season como um todo? Dê sua opinião!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Dexter, Dirty Sexy Money, Entourage, Gary Unmaried, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Prison Break, The Big Bang Theory, The Office, Two and a Half Men
Tags: abc, cbs, cw, fox, hbo, nbc, resenha, semana, showtime, temporada
23/11/2008 - 16:09
Que episódio incrível, não? Mais do que nunca, agora ficou claro para todos nós o quanto a presença de Lila na vida de Dexter é negativa. Ela é cínica, ardilosa e não mede esforços para conseguir tudo o que quer. Nosso serial killer vem incorporando os “maus exemplos” dados por ela em seu repertório de ações já escusas e isso não é nada bom considerando a sua delicada condição de psicopata. Além disso, Dexter mostrou do que é capaz pra alguém familiar, e foi logo para o seu arqui-inimigo Doakes, numa cena que me deixou boquiaberto. Quando ele deu aquela cabeçada no sujeito e saiu como quem não quer nada, ele abriu as portas para a chegada do imprevisível em sua vida, possibilitando a inração da regra mais sagrada do Código de Harry: “não seja pego”. A sensibilidade de todo o episódio, especialmente dos minutos finais, foi impressionante: no instante em que Dexter viu a luz do corredor acesa, ele vislumbrou a enrascada que já se meteu com Lila e percebeu a capacidade de manipulação do mundo pela moça, fazendo-o girar à seu favor. Será que agora é tarde demais pra ele sair dessa?
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio “2×07: That Night a Forest Grew” exibido no FX em 20/11/2008.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter
Tags: fx, resenha
17/11/2008 - 00:01

Dexter “3×07: Easy as Pie”: Ao longo das últimas temporadas vimos Dexter deixando de ser totalmente frio, calculista e acuado na vida e tornar-se uma pessoa mais humana e receptiva. De lobo solitário, ele agora está cercado de pessoas: tem uma família, um filho à caminho e um grande amigo e cúmplice. Ao abordar o tema eutanásia, a série não apenas foi extremamente corajosa, como também apresentou a curiosa forma de demonstrar o ápice da compaixão de nosso herói com sua antiga amiga Camila: matando-a. Afinal, é isso o que ele melhor sabe fazer, não? Já com Miguel, Dexter começou a ter problemas com a explosiva personalidade do promotor e precisou bater o pé e dizer não, o que poderia muito bem comprometer esta delicada amizade. Imagino se não chegará a hora de Miguel começar a fazer “justiça” com as próprias mãos e, sem a técnica e o apurado método de seleção do amigo, ele poderia acabar virando um assassino serial (basta ver o que ele queria fazer com a advogada). Bom, nós sabemos muito bem o que acontece com assassinos perto de Dexter, não? Dexter começa bem a nossa cobertura com mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 09/11/2008 no Showtime americano.
Entourage “5×10: Seth Green Day”: Em outro score da galera de Entourage, as filmagens de Smokejumpers continuaram com Vince sendo vítima do curioso processo de criação do diretor “Werner” (Herzog?), que continua cortando falas e cenas do garoto. A série vem explorando cada vez mais sua credibilidade e influência no showbizz com convidados que fazem controversos personagens, que são versões irreais de si mesmo, sendo ainda creditados como himself. Isso aconteceu novamente com Seth Green bancando o babaca de Hollywood, além de Jason Patrick fingindo ser o durão. É preciso muita coragem e segurança para um ator fazer algo do tipo, sem ficar marcado ou estigmatizado pelo papel. Mas quem voltou a roubar a cena (ou melhor, nunca deixou de roubá-la) foi Ari Gold, que ultrapassou todos os limites da canalhice com aquele discurso na premiação da revista feminina. O fato é que Gold sempre consegue o que quer – desta vez a aprovação do novo sócio – e todo mundo acaba virando coadjuvante quando ele está em cena. Sinto um cheiro de 4 Emmys em sequencia no ar…
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 09/11/2008 na HBO americana.
Prison Break “4×10: The Legend”: Eu não me incomodaria nem um pouco se por agora já anunciassem o fim de Prison Break. Vocês sabem que eu adoro a série e que esta temporada está eletrizante, mas após este episódio está cristalino que a história precisa acabar. Em determinados momentos, principalmente nos que passam na empresa Gate, podemos ver sinais de desgaste da trama. Embora algumas surpresas foram apresentadas, como a secretária de T-Bag que na verdade é uma agente aliada de Don e a definição sobre o estado de saúde de Scofield, o episódio pode muito bem ser classificado como um filler. E se agora eles estão a uma parede de Scylla, não é hora da série começar a dar voltas. Talvez o que esteja faltando seja uma contra-ameaça mais incisiva da Companhia, porque desde a captura de Wyatt, os poderosos parecem ter dado uma trégua aos irmãos. The Legend foi um pouco caído, mas espero que isso não se repita. Prison Break tem que ir embora por cima.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 10/11/2008 na FOX americana.

Chuck “2×06: Chuck Versus the Ex”: Chuck continua com tudo, em mais um episódio cheio de acertos. Já no início com o previously a série mostrou que tem um plano a longo prazo e que os capítulos não são totalmente isolados. Esta semana o nosso herói “esbarrou” em seu grande amor de faculdade Jill (interpretada pela maravilhosa Jordana Brewster) e, é claro, ela estava envolvida com alguém perigoso que logo foi apontado no intersect. Eu até me incomodaria com o excesso destas “coincidências” se todo o restante da série não fosse tão bom. Ora, ver Chuck sendo reiteradamente humilhado na frente da garota para depois surgir como o herói do dia contendo um perigoso ataque biológico foi demais, sem contar que de quebra ainda tivemos Sarah se mordendo de ciúme pelo rapaz. Eu concordo que seria muito bom se Chuck tivesse mais arcos episódicos, mas por enquanto não é bom mexer em time que está ganhando. Preciso urgentemente descolar um óculos 3-D.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 10/11/2008 na NBC americana.
Heroes “3×08: Villains”: Eu juro que eu somente continuo assistindo Heroes porque já comecei e estamos na 3ª temporada. Villains era o episódio que deveria virar as cartas da temporada, mas ao invés disso fomos expostos a uma embromação sem tamanho. Todo o capítulo pareceu um ato introdutório com histórias indo e vindo, muitas delas com pouquíssima importância para a trama atual. Aliás, a capacidade de síntese de Tim Kring é inexistente, gastando um tempo excessivo para mostrar, por exemplo, que o pai de Peter e Nathan é um canalha inescrupuloso e que sua mãe descobriu tudo e mandou matá-lo. Muita coisa poderia facilmente ser inferida por nós, sem a necessidade que a série fosse óbvia. Chatíssima também foi aquela história de Elle com Sylar, mostrando como ele virou um vilão. Ora, nós realmente precisávamos disso? Todo mundo sabia que o devorador de poderes era um sujeito pacato e decente até ser consumido por suas forças. Recentemente Kring disse que Heroes está com um excesso de tramas e personagens e que vai consertar tudo. Será que já não passou (e muito) da hora dele ter feito isso? Apesar do excelente cliffhanger (que facilmente pode levar o espectador a pensar que o episódio foi bom), Villains ficou muito aquém de todas as expectativas que, reforço, já eram baixas.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 10/11/2008 na NBC americana.
Fringe “1×07:In Which We Meet Mr. Jones”: Após algumas semanas fora, Fringe voltou na semana passada justamente com o episódio que a série precisava. A trama parou de dar voltas em acontecimentos isolados do padrão e focou-se na storyline principal, com mais uma cena de abertura impactante. Conhecemos também aqui mais uma estranha figura, o tal Sr. Jones que estava preso na Alemanha e ele parece tão ligado a isso tudo como o descompensado Dr. Bishop. Bom, é claro que não dá pra falar deste episódio sem comentar aquela história do parasita no coração do agente, que foi algo extremamente angustiante de ver e o que achei mais interessante é que por mais bizarros sejam os casos apresentados, eles acabam fazendo todo sentido no contexto da série. Isso é um fator muito positivo em Fringe. Mas apesar das ótimas tiradas de Peter com seu pai e o constante clima de tensão que Olivia Dunham sempre traz, o melhor deste episódio foi mesmo o seu cliffhanger que finalmente nos fez importar com a série, já que agora sabemos que os responsáveis pelo padrão estão infiltrados no governo. Espero que a série mantenha este foco por mais tempo.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 11/11/2008 na FOX americana.
Grey’s Anatomy “5×08: These Ties That Bind”: Denny Duquette de novo? Seriously? Bom, nesta altura já deu pra juntar as peças e perceber que as tais aparições do sujeito para Izzie necessariamente têm um motivo clínico e que esta é a tal “grande história” que Shonda Rhimes prometeu à atriz Katherine Heigl depois do fiasco Izzie/O’Maley da 4ª temporada. Mas eu repito aqui o que disse em alguma das resenhas anteriores da série: isso é o melhor que sabem fazer? Parece que Grey’s Anatomy esgotou em criatividade e nem as caras novas do elenco estão dando conta do recado. Aliás, o que foi aquela cena com a nova médica rasgando as próprias costas com um bisturi, hein? Desnecessário. Pior que isso foi substituir a Dra. Hahn pela temp “Laura Roslin” com toques de “Jerry Espenson”, agora que o Seattle Grace está sem um cardiologista senior. Uma coisa eu concordo com a personagem de Mary McDonnel: também não estou gostando nada deste hospital.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 13/11/2008 na ABC americana.
Amanhã tem mais! Fique LiGado!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Chuck, Dexter, Entourage, Fringe, Greys Anatomy, Heroes, Prison Break
Tags: episodios, resenha, semana, usa
14/11/2008 - 00:01
O comportamento de Dexter está ficando cada vez mais imprevisível e isso não é nada bom pra ele. Sua condição de serial killer em constante recuperação exige rotina, método, disciplina e Lila não é a pessoa mais indicada para proporcionar tudo isso. A impressão que dá é que nosso assassino querido está preso em uma bolha sem a mínima noção do que está acontecendo bem à sua volta, em seu trabalho e em seu lar. Aliás, oera lar que ele estava construindo com Rita. O problema é que essa bolha invariavelmente vai estourar e não vai ser bonito. A polícia de Miami está longe da verdade (apesar das cenas com Lundy serem bastante tensas), mas o perspicaz agente agente Doakes, que sempre esteve com uma pulga atrás da orelha, agora está mais atento do que nunca. Tá aí um embate tem um grande potencial destrutivo.

Dexter está se desconhecendo, embora pareça para nós que ele está fazendo justamente o contrário. Quando toda essa história começou, nunca consegui imaginar o que seria se família e amigos de Dexter descobrissem quem ele realmente é. Inevitavelmente chegará o momento em que o preço por ter quebrado o Código de Harry terá que ser pago. Resta saber, contudo, qual será o tamanho do estrago. Em mais um excelente episódio de Dexter, a série prova a superioridade de seu texto e o cuidado do autor Jeff Lindsay (e dos roteiristas que adaptaram a obra) com sua criação. Ponto também para Michael C. Hall, que numa curta carreira conseguiu interpretar dois dos mais interessantes personagens já concebidos para a telinha: David Fischer, de Six Feet Under e Dexter Morgan.
Cotação Bruno Carvalho 




Episódio “2×06: Dex, Lies and Videotape” exibido em 13/11/2008 no FX.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter
Tags: resenha
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