Arquivo da Categoria Damages
07/04/2009 - 00:01

24 “7×16: Day 7: 11:00pm – 12:00am”: Esta temporada de 24 está grandiosa e com um inimigo à altura de Jack Bauer: o poderoso e inescrupuloso Jonas Hogges da companhia para-militar Starkwood. Infectado pela arma neurológica, Jack teve que contar com a equipe do FBI e com a perspicácia de Tony Almeida para sair de mais uma situação impossível. Infelzmente, todos, inclusive nós, fomos enganados pelo capanga de Hodges, Greg Seaton, que deu todos os sinais de que estava arrependido, mas acabou guiando o FBI para uma emboscada, fazendo com que a companhia ganhasse tempo para preparar a arma. Muito difícil saber, contudo, como essa história vai se desenrolar, porque é impossível que os EUA se renda à ameaça interna de uma empresa privada. Quero muito saber qual é a agenda pessoal deste CEO e qual é o seu plano final, já que dificilmente a empresa terá futuro depois deste dia. 24 chegou à meia-noite num ritmo invejável por qualquer drama de ação, no que certamente já pode ser considerado um dos melhores dias da saga de Jack Bauer. Tomara que ele sobreviva, porque ele ainda tem muito trabalho pela frente.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 30/03/2009 na FOX americana.
Gossip Girl “2×20: Remains of the J”: Esta semana os Upper East Siders deixaram a peteca cair feio. O episódio centrado no draminha entre Jenny, Serena e a festa de aniversário da jovem estilista foi arrastado e desinteressante, como esta série raramente é. O que me preocupa é que muitas vezes o roteiro sério e bem focado se torna volátil de uma hora pra outra, esquecendo o que foi construído ao longo da temporada. Basta ver o retorno do insosso romance entre Blair e Nate e o implausível envolvimento de Chuck e Vanessa, ainda que para fazer ciúmes no “novo” casal. Dan e Serena é outro caso perdido. São incompreensíveis as atitudes fúteis da loira, que horas se mostra altruísta e madura e horas egoísta e infantil. Poxa, Gossip Girl estava indo tão bem, com uma temporada tão rica em acontecimentos e tramas paralelas, que a única coisa salva deste capítulo foi o cliffhanger sobre o filho de Rufus e Lilly, algo que já sabíamos que iria estourar. Enfim, esta trama poderia ter começado agora, evitando que Ramains of the J fosse o pior filler da temporada.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 30/03/2009 na CW americana.

Damages “2×13: Trust Me”: É muito difícil classificar este final de Damages porque se por um lado o drama fechou todas as suas pontas soltas ao longo dos últimos doze episódios, ele o fez às custas de enganar o público com uma montagem barata dos eventos que ocorreram no flat de Ellen Parsons. De longe, o mais forçado e incomcebível pra mim foi Patty conversando com Ellen depois de ser esfaqueada por Finn Garrety no elevador. Sim, sabemos que a dona do Hewes & Associados é durona e faria tudo para continuar com seu plano de vingança, mas exageraram um pouco nessa dose, não acharam? Não obstante, as demais conclusões não deixaram a desejar, notadamente com relação ao assassinato do policial corrupto por Wes, as diversas reviravoltas com o caso do suborno do juiz e a queda de Dave Pelle e Walter Kendrick. Eu não me incomodaria, contudo, de não ter que saber mais sobre Danniel Purcell, Michael Hewes e, óbvio, Ray Fiske. Aquela cena do sonho foi totalmente desnecessária para uma narrativa que sempre foi sóbria e fria até demais. Tom Shayes, quem diria, salvou o dia e o final deu o tom promissor para o início de mais uma temporada, agora que Patty e Ellen (que se tornaram emocionalmente dependentes uma da outra) estão “quites”. Eu também tenho certeza que ela vai voltar, porque Arthur Frobisher está chegando com tudo: “Trust me“.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 01/04/2009 no FX americano.
Dollhouse “1×08: Needs”: Que fabuloso episódio de Dollhouse! Continuando muito bem o desenvolvimento da história, a poderosa organização identificou a falha em seus “bonecos” e tramaram um plano brilhante para fazer com que eles encontrassem o que estavam procurando subconscientemente, corrigindo a anomalia (inspiração em Matrix?). Enquanto os ativos pensaram que estavam agindo por sua conta, buscando as respostas do passado, a Dollhouse estava assistindo de perto, apenas aguardando o momento em que suas necessidades fossem satisfeitas, mantendo a constância e a serenidade na casa, como pretendido pela administradora. Embora prisioneiros e manipulados, não podemos esquecer que estar no projeto é uma manifestação unilateral de vontade dos contratantes que precisavam, de qualquer forma, esquecer o passado, fugirem do mundo e, como compensação dos serviços prestados, receber um generoso pagamento ao final. A “maléfica organização” não é nada mais que uma empresa que age de forma escusa, mas que no fim apenas satisfaz as vontades e necessidades de seus clientes, sejam os ativos dormentes ou os milionários que pagam caro para terem aventuras com essas pessoas. Cada vez mais próximo da verdade está também o detetive Paul e ficamos na esperança de que mais um encontro entre ele e Echo/Caroline logo venha. Dollhouse continua inovando a cada episódio e já a considero uma das poucas novidades realmente boas deste Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 03/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Gossip Girl
Tags: cw, fox, fx, resenha, semana, usa
05/04/2009 - 00:01

How I Met Your Mother “4×18: Old King Clancy”: Sinceramente, eu acho que o auge de How I Met Your Mother passou e que a série nunca mais vai ser genial como foi em suas primeiras temporadas. A comédia segue num ritmo esquisito com uma indefinição pairando nas vidas de Ted, Barney, Robin e do casal Marshall e Lilly, fazendo com que os capítulos sejam sobre o “nada”, mas um “nada” ruim diferentemente do de Seinfeld, por exemplo. As piadas estão infantis e as tramas desinteressantes, como essa com o projeto de Ted no GNB (e que coincidentemente me lembrou cenas da horrível Better Off Ted). É uma pena, pois eu endossei esta comédia desde o início e hoje ela não é nem metade do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 23/03/2009 na CBS americana.
Grey’s Anatomy “5×19: Elevator Love Letter”: Não foi pelo pedido de casamento de Derek à Grey e nem pelo avanço no caso de Izzie que este episódio de Grey’s Anatomy foi espetacular. A série readquiriu a sua simplicidade e delicadeza ao contar as suas histórias, provando que Shonda Rhimes amadureceu o seu texto após ter cometido os deslizes das temporadas anteriores. As personagens também amadureceram com isso e o noivado que se iniciou naquela tocante e peculiar cena do elevador foi só a confirmação de tudo isso. Alex cresceu, assim como Yang, O’Maley e, especialmente Izzie. A doença da loira já virou o acontecimento mais marcante da temporada, porque tornou-se o cerne de muitas questões importantes. O caso da semana também revelou o crescimento da série nesta reta final, surpreendendo com o seu desfecho: no início certamente condenamos aquelas pessoas que estavam aguardando a morte da tia doente para seguirem com suas vidas, mas depois vimos que nem sempre a realidade é o preto no branco. Esse também é o caso de Hunt, que abriu o episódio enforcando Yang, numa trama que pode ser muito bem-vinda – a das sequelas psicológicas que uma guerra pode deixar.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 26/03/2009 na ABC americana.
Damages “2×12: Look What He Dug Up This Time”: Voltando a focar em Daniel Purcell, o que deveria ter sido feito há vários episódios atrás, Damages deixou um pouco a desejar porque até agora não conseguiu (ou não quis) amarrar as incontáveis pontas soltas do roteiro, deixando tudo para o episódio final que precisará ser estendido. Obviamente, o fato tira a força dramática da temporada, fazendo-a esmaecer perante o primeiro ano que sempre trazia uma revelação nova e chocante a cada episódio. Certo é que o fato da mulher de Purcell ter sobrevivido ao ataque de fúria que ele teve (sendo verdadeiramente assassinada pelo capanga) não compromete sua falta de integridade em nada, ainda que sua culpabilidade pelo homicídio em si possa eventualmente ser excluída. Imersa no drama pessoal que Patty vive com seu marido, ela ainda perdeu seu companheiro de trabalho Tom e deu um show de atuação (certamente este episódio vai para a seleção do Emmy). Ainda assim, faltou mais. Look What He Dug Up This Time veio e foi sem um cerne. Não tenho dúvidas da capacidade dos roteiristas deste drama, mas questiono se a intenção de deixar a bomba estourar para o fim é realmente interessante pra esta série. O equilíbrio, como ocorreu na primeira parte desta intrigante história, seria o mais ideal.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 25/03/2009 no FX americano.
30 Rock “3×16: Apollo, Apollo”: Não tem jeito. 30 Rock é a comédia mais nonsense de todas no ar e mesmo exibindo sempre acontecimentos implausíveis, como a “viagem espacial” de Tracy, tudo faz sentido em seu contexto. Genial também foi a forma que todas aquelas personagens do Rockefeller Center, nº 30 enxergam o mundo, resultando numa das idéias mais bem sacadas da temporada. Enquanto Kenneth enxerga a vida como se estivesse na Vila Sésamo, o egocêntrico Tracy vê tudo girando em torno de si e Jack só consegue ver valores em sua frente. 30 Rock sempre me ganha pelos detalhes, como no momento em que Liz Lemon continua andando feito uma boneca de pano, mesmo depois que a cena voltou para o “mundo real”. Formidável! The Office “5×19: Two Weeks”: Depois de entregar o episódio impecável que precedeu este Two Weeks, The Office parece ter exagerado um pouco na dose “Michael Scott”, tornando o capítulo forçado e pouco crível, ainda que saibamos que a série se passa num “universo paralelo”. Apesar de corente com algumas atitudes pregressas de sua persona, o final do capítulo anterior deu a entender que ele iria ter um de seus (raros) insights pra provar a Scott que a idéia do novo superior regional era desnecessária, já que a filial de Scranton foi a única que, inexplicavelmente, trouxe lucro nos tempos de crise. A decisão de Pam também soou pouco natural, pois Michael não é nenhum Jerry Maguire. Sabemos que com esse novo chefe na cidade a casa vai cair, mas tudo poderia ter sido conduzido de forma mais sutil como a série costuma ser.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock 




The Office 


Episódios exibidos em 26/03/2009 na NBC americana.
Dollhouse “1×07: Echoes”: Mais uma vez Dollhouse surpreendeu e mostrou a versatilidade de seu texto, trazendo um episódio que, apesar de muito estranho, foi intenso e trouxe mais avanços à trama, pois conhecemos um pouco mais do passado de Echo como Caroline. Pela primeira vez também a organização Dollhouse perdeu significativamente o controle de seus ativos por causa da disseminação da droga no campus da universidade. É claro que este capítulo não teve o impacto da semana anterior, mas a série não está fazendo feio. Até agora não vimos nenhum episódio abaixo da média ou que não fosse, no mínimo, interessante e revelador. Esta era uma história que poderia muito bem cair naquele estigma de “caso da semana” (e até começou assim), mas acabou mostrando que existe mais do que simplesmente discorrer sobre as aventuras dos “bonecos” enquanto estão em suas missões. Contudo, por ter sua duração estendida (lá fora é exibida quase sem comerciais), alguns diálogos são longos e sem foco, o que no fim das contas deixa algumas cenas pouco maçantes. Nada que prejudique o resultado final, felizmente.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 27/03/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Notícias, The Office
Tags: abc, cbs, fox, fx, nbc, resenha, semana, usa
25/03/2009 - 00:01

24 “7×14: Day 7: 9:00pm – 10:00pm”:A temporada já estava caminhando muito bem e agora que Jack Bauer está sendo implacavelmente caçado por todos os lados deste jogo, a coisa só tende a melhorar. Os roteiristas criaram uma situação praticamente impossível dele sair, pois o timing do FBI está sempre atrasado e mais nosso herói segue praticamente sozinho no meio dessa luta, sem Bill ou Chloe para ajudá-lo. Discordo de quem disse que a hora deu uma “respirada” na série, pois é agora que a situação ficou verdadeiramente alarmante. Em alguns momentos 24 me lembrou até mesmo os bons momentos em que Lincoln Burrows e Michael Scofield eram caçados em Prison Break, com intermináveis cenas de ação e tensão. Eu pulei quando vi Jack naquele trator revirando o trailer de cabeça pra baixo com seu caçador dentro e mesmo que eu queria este momento postergado (afinal, ele encontrou um inimigo à sua altura), vibrei com a vitória do “lado bom”. Sem esquecer do texto, 24 ainda nos presenteou com ótimos diálogos sobre arrependimento na casa do Senador Myers. Ah, e com relação à ajuda dele e do governo, ninguém achou que isso seria tão fácil assim, não? São 10 da noite! Como o tempo voa!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 16/03/2009 na FOX americana.
Gossip Girl “2×18: The Age of Dissonance”: Eu confesso a vocês que desde o início desta série eu procuro motivos para abandoná-la, por causa de sua temática adolescente e, às vezes, frívola. Mas acontece que os Upper East Siders conquistaram o seu espaço no blog e hoje eu anseio por cada novo episódio. Ainda assim, eu não imaginaria que The Age of Dissonance teria uma narrativa tão rica, bem construída e desenvolvida. Centrada numa peça escolar baseada no livro (e filme) A Época da Inocência, os jovens talentos deram um belo show tanto em cima quanto em baixo do tablado. Da mesma forma que ocorrem na clássica história, os acontecimentos nesta sociedade estão restritos à seleta elite e é curioso notar que com poucos “agentes externos” e utilizando basicamente o “rearranjo de peças”, Gossip Girl atinge momentos que seriam twittados como “WTF” nos blackberries dos adolescentes. Eu já não me preocupo tanto mais com as histórias Serena (e o crush com o professor gay), Dan (e a professorinha) e Nate com Vanessa (inexpressivos, eles se merecem), porque neste drama quem reina são Chuck e Blair. Um casal problemático, inusitado e que provavelmente nunca vai emplacar. Ambos fazem um do outro seu céu e inferno ao mesmo tempo, e é por isso que com eles a tragédia sempre irá imperar. Estavam faltando em nossa tela!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 16/03/2009 na CW americana.
Damages “2×11: London, of Course”: Pronto. Agora Damages ficou realmente séria e não dá pra piscar o olho enquanto assistimos para não perder nenhum detalhe sequer. O fato de Ellen atirar em Patty vinha sendo sugerido nos últimos capítulos, mas agora parece que é exatamente isso que aconteceu. Ou não? Eu não consigo me conformar com aquela cena de jeito algum e acho que existe ainda um fator desconhecido que pode indicar, inclusive, que tudo aquilo não passou de uma tramóia entre a dona do Hewes & Associados e sua “mais exemplar” funcionária (quem sabe sem as aspas?). Em um mês muita coisa pode acontecer, e quem nos garante que não é Ellen que está “brincando” com a polícia? No fim das contas, sejamos práticos: Patty não pode morrer, simplesmente porque Damages esta série não seria nada sem sua protagonista. O restante do episódio, que mostrou os desenrolares do caso da UNR, a virada de lado da advogada de Walter e tudo mais, foram bastidores comparado ao que está por vir. Só saberemos mesmo daqui a duas semanas…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 18/03/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×18: Stand By Me”: Incrível o trabalho de maquiagem realizado neste episódio de Grey’s Anatomy, que apresentou o chocante e comovente caso do “homem sem face”, uma das coisas mais angustiantes que vi nesta temporada de séries. Mas deixando de lado o caso, que teve um desfecho feliz nas mãos de Marc Sloane (lembrando muito o filme A Outra Face), Stand By Me continuou dividindo suas principais atenções entre Izzie e Sheppard, curiosamente interpretados por dois atores que publicamente se dizem insatisfeitos com o destino de suas personagens no drama. Coincidência ou não, fato é que a reclamação funcionou e as storylines de ambos estão igualmente impecáveis. Enquanto Derek foi desconstruído e recondicionado a ser o médico que o hospital precisa, Stevens precisou abandonar o posto para tornar-se a paciente, ainda que às custas de eventuais risadas e piadas dos cruéis cirurgiões. Apesar da vontade racional que ela tinha em não obter tratamento para seu câncer – pois as chances de vida são de apenas 5% - no final prevaleceu a emoção de sua amiga Yang, contando a todos o seu segredo e ajudando a salvá-la. É certo que já estamos em um grande arco episódico, que trará um final de temporada arrebatador como nos velhos tempos. Excelente trabalho, Shonda!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 19/03/2009 na ABC americana.
How I Met Your Mother “4×17: The Front Porch”: Sim, How I Met Your Mother ficou indulgente com sua estrutura narrativa, utilizado-a muitas vezes porque podem (preguiça de roteirista) e não porque servem à história como deveriam. Se à esta altura do campeonato cutucar o longínquo e aborrecido romance de Ted e Robin é o melhor que podem fazer (se pelo menos fossem um Ross e Rachel da vida), é sinal que HIMYM deve mesmo começar a preparar-se para o fim. As cenas na tal “varanda do futuro” foram aborrecidas e nada inspiradas. Afinal, só queremos saber como ele conheceu a mãe de seus filhos! The Big Bang Theory “2×18: Em contrapartida à colega de emissora, The Big Bang Theory mostrou porque foi renovada por duas temporadas de uma vez, algo que é raríssimo na TV aberta americana. O talento cômico de Chuck Lorre e Bill Prady junto ao excelente e afiado elenco fazem semanalmente um score em nossa tela. O bom é que esta comédia não precisa de grandes acontecimentos para “acontecer”. Uma simples produção de presilhas para cabelo por Penny foi capaz de virar uma enorme celeuma quando os geeks vizinhos tomam parte. Renovação dupla merecidíssima!
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother 


The Big Bang Theory 



Episódios exibidos em 16/03/2009 na CBS americana.
Amanhã tem LOST e na sexta volto falando de Trust Me, United States of Tara, Dollhouse, Big Love, 30 Rock, The Office (que teve o melhor cliffhanger da semana!), Party Down, Better off Ted e Kings (se eu conseguir terminar de ver o aborrecido piloto). Obrigado a todos pela companhia diária aqui e no Twitter e também pelos ótimos comentários abaixo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Damages, Gossip Girl, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory
Tags: abc, cbs, cw, fox, fx, resenha, semana, usa
17/03/2009 - 00:01

Castle “1×01: Flowers For Your Grave”: Que tal juntar um monte de clichês sobre dramas forenses, policiais femininas amarguradas com um passado obscuro, literatura e um protagonista canastrão e cheio de si numa série abarrotada de metalinguagem? Temos aí a receita de Castle, novo draminha água-com-açúcar e com comédia da ABC americana que traz Nathan Fillion (Firefly, Drive) no papel de um escritor de romances policiais dark cujas histórias estão sendo executadas por um serial killer na vida real. Mas ao invés de continuar essa premissa nada original, porém interessante, o episódio piloto já traz a resolução do tal caso e no fim fica a deixa de que o escritor bam-bam-bam que não tem limites ou pudores vai trabalhar com a detetive bonita, sexy, mas (f)rígida, apenas porque ele pediu isso para seu amigo e prefeito de NY. Só de pensar no que deve vir pela frente dá preguiça, não? Eu aposto com vocês que esta será mais uma produção que será cancelada antes do fim e nem Season Pass dela precisarei fazer, quanto mais comentá-la semanalmente neste espaço. Rua!
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 09/03/2009 na ABC americana.
Heroes “3×19: Shades of Gray”: Será que Bryan Fuller (Pushing Daisies) já começou a por a mão na massa em Heroes? É o que parece, pois é a segunda semana consecutiva que o drama dos heróis apresenta um episódio, digamos, satisfatório. É claro que o agente Danko gastou um tempo absurdo para perceber o que era óbvio após ouvir os gritos de Tracy (cof cof, Nathan pode voar, cof cof), mas nem tudo poderia ser perfeito. Já bastou, contudo, a determinação de Claire em ajudar os foragidos, a resolução (finally!) de Sylar com relação ao seu passado, permitindo que o vilão (?) avance na trama e até mesmo a aliviante participação ativa de Angela Petrelli no meio de toda a bagunça criada por seus filhos. Por óbvio, Heroes precisa mostrar muito mais para merecer retomar a atenção do grande público que a abandonou e espero muito que isso se torne uma realidade na confirmada 4ª temporada. Valeu o esforço, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 09/03/2009 na NBC americana.
Trust Me “1×07: Damage Control”: Agora sim, Trust Me emplacou de vez, trazendo um inusitado, mas bem-vindo flashback do caso relâmpago entre Mason e Sarah há anos, justamente quando seu casamento vive uma sensível crise! Além dele ter ajudado a publicitária com a campanha Dove, bem como escolhendo o trabalho dela para ser o único apresentado ao cliente, McGuire vive em um constante estado de tensão em casa, sem saber lidar com os anseios de sua mulher e só isso já é o prelúdio de coisa boa (leia-se “traição” e “relacionamento no trabalho”). Este foi um episódio redondinho, que focou bem em diversas situações, incluindo na parte técnica da série, notadamente com relação ao processo criativo de uma campanha publicitária, como mencionei que estava faltando no episódio anterior. Adicione isto aos conflitos com Conner e temos a fórmula perfeita para esta reta final da temporada! Trust Me se confirma como uma das surpresas mais agradáveis deste Mid Season. Eu confiei!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 09/03/2009 na TNT americana.

Damages “2×10: Uh Oh, Out Com The Skeletons”: Eu vou desconsiderar que faltando apenas três capítulos para o fim da temporada, Damages continua com uma sequência de cenas esparsas que não fazem muito sentido, e vou passar a falar logo daquele final de fazer cair o queixo de qualquer um (à primeira vista). Ora, com base em tudo que já vimos daquele momento, temos subsídios suficientes pra dizer que Patty saiu dali baleada por Ellen? Claro que não. Primeiro porque se Ellen fosse atirar em sua chefe, depois de muita prática de tiro à distância, ela o faria pra matar. Segundo porque em nenhum momento (pelo menos até agora) vimos Patty realmente ferida. O tiro é dado, a cena é cortada e depois ela apareceu saindo de lá com sangue na mão e extremamente abalada, sangue esse que poderia muito bem ter sido projetado de outro corpo (valeu 8 anos de CSI!). No resumo da ópera, eu acho que a vítima foi outra e só nos resta saber quem. Em termos de edição, eu daria uma nota baixa para o episódio, mas realmente a cena final salvou tudo. Damages parece estar aprendendo com Battlestar Galactica (ou com novelas brasileiras), deixando tudo para ser resolvido no último capítulo. Pena. Na primeira temporada eles foram capazes de muito mais.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 11/03/2009 no FX americano.
How I Met Your Mother “4×16: Sorry, Bro”: Esta é exatamente o tipo de comédia que precisa se preocupar muito pra não ficar indulgente com sua peculiar forma de contar histórias, indo e voltando no tempo em narrativas que nem sempre são reais. Em Sorry, Bro foi possível antever grande parte das piadas, justo porque a série adora trilhar certos caminhos, como a da história de Ted com sua ex (a linda Laura Prepon de That ’70s Show), que ficará para um arco episódico. Só me interessará se ela for a “mãe”, o que não acredito ser o caso. Já passou da hora de enrolarem tanto para mostrar como Ted conheceu sua mulher. Deveriam marcar data pra acabar, que nem LOST fez. The Big Bang Theory “2×17: The Terminator Decoupling”: A bem da verdade é que esse episódio de The Big Bang Theory parece ter sido escrito às pressas com a notícia de que Summer Glau (Firefly, The Sarah Connor Chronicles) iria fazer uma participação na série geek (ambas da Warner). Ora, com o universo de piadas sobre o fato dela interpretar uma andróide na mitologia do Exterminador do Futuro, o que vimos foi apenas uma tentativa de criar humor diante de situações constrangedoras e das bem ralinhas. Robótica (perdoe o trocadilho) também foi a atuação da menina, pois só conheço o trabalho dela como a exterminadora Cameron e juro que ela interpretou o mesmo papel. Ou ela é bastante limitada ou o diretor e os roteiristas foram extremamente falhos, não aproveitando o potencial da situação que tinham em mãos. Episódio bobo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother 


The Big Bang Theory 


Episódios exibidos em 09/03/2009 na CBS americana.
Passa aqui todo dia e nunca comenta? Tire um tempo, dê um alô e troque uma ideias sobre suas opiniões dos episódios da semana! Sabemos que existe uma falha pra quem tenta usar o Internet Explorer, mas a dica é só usar o Firefox ou então mandar pra mim no Twitter, que eu lanço aqui! O importante é não deixar passar em branco!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Castle, Damages, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, Trust Me
Tags: abc, cbs, fx, nbc, resenha, semana, tnt, usa
04/03/2009 - 00:01

Ontem no nosso primeiro “Leitores Decidem Pelo Twitter” vocês escolheram que hoje seria dia da 2ª parte da Semana em Série. Assim, a matéria com o Season Pass de Brothers & Sisters fica pra sexta. Vamos lá:
Trust Me “1×05: Way Beyond the Call”: Parece que com a morte de Stu, a RGM está cada vez mais sucumbindo bem diante dos narizes de Mason e Conner, que frequentemente agem com o coração ao invés de pensarem como um frio e escolado publicitário. Também temos, em contrapartida, a escolha da agência em promover um “de dentro” ao invés de contratarem um substituto com a mesma expertise, o que certamente traz uma economia a curto prazo, mas pode trazer problemas mediatos (”trust me”, I know that). Este foi mais um episódio bom de assistir, com a insubordinação dos jovens talentos e a determinação deles em gravar o comercial da companhia telefônica. Por outro lado, aquela ceninha de fúria do administrador Tony destoou de forma negativa da storyline principal, comprometendo a integridade do episódio, que terminou sem foco. Eu gosto muito de Sarah também, mas o desespero amoroso dela e seus conflitos não soam muito convincentes às vezes (talvez em parte pela beleza de Monica Potter, que acaba se tornando um problema de casting). Fora isso, Trust Me continua promissora e fica a expectativa em ver os rumos que a agência tomará com os dois imprevisíveis sujeitos que agora a comandam.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 23/02/2009 na TNT americana.
Damages “2×08: They Had to Tweeze That Out of My Kidney”: Após notar que já se passaram oito episódios da 2ª temporada de Damages, eu comecei a ficar um pouco preocupado com o ritmo da série, já que estamos mais próximos do final. Essa parece ter sido a semana dos episódios arrastados em várias produções boas, pois em vários momentos eu me perguntava onde é que tudo isso estava indo. Não nos importamos com Frobisher o suficiente a ponto de temermos pela vida dele com a ameaça daqueles policiais e muito menos com o destino do Tio Pete, que agora finalmente partiu dessa pra outra. Aliás, aquela rápida sugestão de que Patty Hewes poderia ter tido algo a ver com isso (na hora que Ellen ligou) foi muito “Prison Break” pro meu gosto. Mas é aí que a cena final chega e, mais uma vez, Damages simplesmente cala a minha boca, quando vemos que Patty é quem realmente estará na mira de Ellen no futuro. Foi o momento mais “OMFG” da semana, nas palavras da sumida Blair Waldorf (que também adora esta série). Mal consigo esperar pelo episódio de hoje à noite…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 25/02/2009 no FX americano.

30 Rock “3×12: Larry King”: Ah, Tina Fey e sua equipe são capazes de escrever coisas que até Deus duvida, como essa hilária participação de Tracy Jordan no sisudo programa Larry King Live, que acabou trazendo o caos financeiro à cidade de Nova York. Não apenas isso, o caso romântico de Jack com Elisa continuou bombando e Liz precisou da ajuda de Kenneth para achar o celular que esqueceu no taxi, já que ela foi chantageada pelo motorista. A resolução de todo esse conflito foi mais uma vez impecável e vale destacar a brilhante atuação de Jack McBryer, que merece mais reconhecimento nas premiações do gênero. 30 Rock segue numa constante que combina um excelente roteiro, com participações memoráveis de grandes personalidades. Esta é uma série que deveria ser eterna como Saturday Night Live.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 26/02/2009 na NBC americana.
Battlestar Galactica “4×17: Someone to Watch Over Me”: Estou muito surpreso com este episódio de Battlestar Galactica e no mau sentido. A série vinha num ritmo impecável que foi quebrado por este morno capítulo, faltando tão pouco tempo para o derradeiro final de toda a série. Apesar de alguns fortes acontecimentos, como Chief trocando Boomer na prisão por uma outra nº 8 e a fuga desta com Hera, danificando Galactica, o restante da narrativa foi arrastada e morna. Someone to Watch Over Me começou bem, mostrando a incansável luta diária de Kara e o esgotamento de recursos, mas a série logo se rendeu a intermináveis momentos como o daquela composição no piano e o excesso de “visões” do passado ou de realidades alternativas, que enfraqueceram a história especialmente no final quando Chief visita o quarto de sua filha e encontra-o vazio. Mas o pior de tudo é que este capítulo foi embora sem trazer alguma perspectiva ou uma incontrolável vontade de ver o episódio seguinte, o que é raro na série. Enfim, foi um deslize lamentável nesta altura do campeonato.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 27/02/2009 no Sci-Fi americano.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Battlestar Galactica, Damages, Trust Me
Tags: episodios, resenha, semana, temporada, usa
27/02/2009 - 06:01

United States of Tara “1×05: Revolution”: No quesito evolução, United States of Tara merece uma nota muito baixa. A promissora trama que vimos no episódio piloto vem se arrastando há semanas e pouca coisa pode ser dita ou salva de cada capítulo. Neste pretensiosamente intitulado Revolution, nada mudou. Os desinteressantes filhos deram uma festa em casa e T apareceu mais uma vez causando problemas familiares. Quanta novidade. Até agora, o que mais me surpreendeu foram os nomes envolvidos nesta série, especialmente o de Steven Spielberg como produtor executivo. United States of Tara, por enquanto, é fraca como comédia e insossa como drama. Darei mais uma chance para que engrene, e só.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 15/02/2009 no Showtime americano.
Trust Me “1×04: Au Courant”: Mason é um sujeito solitário e, ao ser pressionado por seu cliente que possui uma descolada grife de roupas, acaba indo fazer pesquisa de tendências com sua filha nerd – a única exemplar do público-alvo que ele conhece de antemão. Este episódio extrapolou as paredes da agência, atingindo em cheio a realidade da família do publicitário, que se revelou vazia e deprimente como uma página de Facebook sem amigos. E foi na desastrada tentativa de estar “por dentro das últimas”, Mason pega o pitch de Conner (que teria salvado a campanha) e promete algo inalcançável: uma série de webisódios dirigidos por Spike Jonze, de Quero Ser John Malkovich. Claro que toda a história dos dois voando atrás do sujeito foi divertida e interessante, mas Au Courant conseguiu ser mais denso que isso, seja ao mostrar a reação dos amigos face um novo fracasso (que antes seria atribuído a um superior) ou ao retratar o crescimento que toda esta experiência acabou trazendo para dentro de suas vidas. Trust Me continua em um excelente ritmo, revelando-se a melhor surpresa deste Fall Season.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 16/02/2009 na TNT americana.
Damages “2×07: New York Sucks”: Quem está boquiaberto (de novo) com Damages levante a mão. New York Sucks contou a história da dedicação do Tio Pete, que sacrificou-se pelos obscuros segredos de Patty Hewes, deixando sua moribunda mulher e um incontável número de perguntas para o FBI. Os fragmentos da série vão se juntando, apesar de ainda vermos cenas esparsas que só farão sentido mais tarde, como a das missões do capanga de Krullik e as várias pistas que às vezes são encontradas e às vezes ignoradas, fazendo com que a série esteja constantemente “pisando em ovos”, sem nos permitir saber o que esperar no próximo frame. Também não conhecemos o nível de envolvimento de Patty e seus objetivos em toda essa história, ainda mais agora com essa parceria pública com Frobisher. Alguém duvida que vão apagar o cara logo? Eu não. Ah, e por falar em perigo, Ellen segue cada vez mais negligente, como se ela estivesse num constante estado de “inocência”, destoando muito da que vemos 4 meses à frente. Mas, quem sabe, ela aprendeu com sua “mentora” e está dissimulando muito bem. Damages está “bizarramente intrigante” a cada episódio.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 18/02/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×16: An Honest Mistake”: O final do crossover entre Grey’s Anatomy e Private Practice veio com o esgotamento físico e mental de Derek Sheppard, que foi a estrela absoluta nestes episódios. Aliás, o capítulo da série de Addison (”2×16: The Ex-Life”) foi praticamente uma continuação do anterior de Grey’s, mostrando as complicações que o irmão da obstetra sofreu no pós-cirúrgico. Mas este An Honest Mistake fechou com chave de ouro o arco, com várias definições nas vidas dos cirurgiões do Seattle Grace. Descobrimos que Izzie está mesmo doente e ela utilizará os internos para saber o que tem, enquanto Bailey e o Chief desentenderam-se seriamente por conta das expectativas criadas de cada lado. Mas a apoteose do episódio ocorreu no meio do hospital com aquela intensa briga entre Derek e Mark, “resolvendo” o que estava pendente entre os dois por muito tempo. A tensão nas cenas cirúrgicas também foi elevada a um outro nível, com as discussões e divergências sobre o tratamento de pacientes, tanto no caso da mulher grávida, quanto nos erros da veterana Dra. Campbell (Faye Dunway). Shonda Rhimes trouxe um episódio com necessários conflitos que inevitavelmente trarão o crescimento das personagens e de toda a história. A série encontra-se em um de seus melhores momentos desde a aclamada 2ª temporada, mas é certo que precisamos de Addison de volta.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 19/02/2009 na ABC americana.
Battlestar Galactica “4×16: Deadlock”: Esta reta final de Battlestar Galactica está impecável, não? Esta saga vem trazendo uma boa quantidade de respostas, provando que o cancelamento planejado de séries só traz benefícios para os espectadores. A chegada de Ellen complicou ainda mais as coisas, com a possibilidade de segregação dos Cylons humanóides da frota, o que seria muito prejudicial para Adama no atual e precário estado de conservação da astronave Galactica. A volta de Gaius também trouxe à tona o problema que milhares de pessoas sofrem com o racionamento de comida, cada vez mais escassa. Sem poder “saltar” com os drives FTLs que ainda estão sob reparo, a busca por abrigo e suprimentos fica cada vez mais complicada e urgente. Certo é que com as duas raças à beira da extinção, como vimos naquela interessantíssima e simbólica cena final com as fotos de Cylons mortos, o clima de indefinição que paira no ar dá o tom emergencial destes 4 últimos capítulos que faltam. Vai ser uma viagem e tanto!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 20/02/2009 no Sci-Fi americano.
Por esta semana é só! Aguardo os seus comentários sobre as séries e episódios que assistiu!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Damages, Greys Anatomy, Trust Me, United States of Tara
Tags: abc, episodios, fx, resenha, sci-fi, showtime, temporada, tnt, usa
17/02/2009 - 00:01

United States of Tara “1×04: Inspiration”: Ironicamente, ainda falta inspiração para United States of Tara neste episódio chamado “Inspiration”. A série continua lenta, sem foco e com tramas desmotivantes, como a dos problemas sexuais entre Tara e seu marido e a da filha Kate e o potencial romance com seu chefe do restaurante. A “dramédia” ainda peca por repetir temáticas, quando já foi claramente explicitado pra nós que os “alters” da pintora têm a constante vocação para atrapalhar sua vida, o que não precisa sempre ficar para o “cliffhanger” do episódio, se é que podemos chamar aquelas cenas avulsas de cada final (alô, Juno) disso. Muita coisa boa precisa estar preparada para essa série ganhar a encomenda de uma nova temporada antes mesmo da metade da primeira. Torço pra que isso aconteça, porque este ritmo está deveras cansativo e raramente interessante cada vez mais.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 09/02/2009 no Showtime americano.
Trust Me “1×03: But Wait, There’s More”: Com apenas três episódios exibidos, Trust Me já me cativou. Roteiro bom e ágil e com uma química cada vez melhor não só com os dois protagonistas, como já mencionei, mas também com os coadjuvantes, incluindo a ótima atriz Sarah Clarke (a Nina Meyers de 24, quase irreconhecível). É bom também que a série não fica acomodada e logo cedo já mostrou um bom conflito com os concorrentes de Mason e Conner tentando roubar a recém-chegada Sarah da agência. Muito boa também a participação de Monica Potter, que demonstra bem o desconforto de sua personagem, bem agora que ela foi indicada como a “estrela” da agência, cuja chefe só quer saber de que seus empregados faturem grandes prêmios. Trust Me é uma série simpática e agradabilíssima de assistir, mas precisa tomar um cuidado melhor com a edição, pra não alongar demais determinadas cenas. Apesar disso, esse é mais um acerto do canal TNT americano, que vem colecionando bons títulos televisivos.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 09/02/2009 na HBO americana.
Damages “2×06: A Pretty Girl in a Leotard”: O episódio anterior de Damages nos trouxe muitas revelações, mas em contrapartida este chegou carregado de questionamentos e retomando muitas histórias da temporada passada que não estão mais frescas em nossa memória, como o caso da cunhada de Ellen que foi seguida por aquele policial corrupto. Finalmente vimos aqui também o aguardado retorno de Frobisher em um bizarríssimo conluio com Patty contra a UNR, já que ele é um dos grandes acionistas da empresa. Reconheço, contudo, que os flashfowards desta temporada ainda não atingiram o nível dramático da primeira, que teve a morte do noivo, Patty chorando na praia etc. Por mais que vimos o detetive mau invadindo o apartamento de Ellen, sabemos que ela não deverá morrer ali e daquela forma, fazendo com que a cena tenha apenas um choque inicial que não perdura ao refletirmos. Mas como todo bom caso jurídico, Damages vai se construindo aos poucos, com uma evidência coletada aqui e um depoimento ali, até que tudo chegue a um veredicto. As peças estão no tabuleiro, mas ainda não formam uma imagem clara. Ainda assim, eu duvido que a temporada vá decepcionar.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 11/02/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×15: Before and After”: Este excelente crossover entre Grey’s Anatomy e Private Practice serviu pra mostrar que o lugar de Addison sempre foi no Seattle Grace e não em um clinicazinha de Los Angeles. O pedido de casamento à Meredith precisou ser prorrogado prorrogado enquanto Sheppard se tornou a estrela do dia salvando o irmão de sua ex que possuía diversos parasitas no cérebro (mas já vimos que ele não permanecerá o herói por muito tempo). O jogo também virou para o romance entre Hunt e Christina com a chegada da mulher que vimos no episódio anterior. Acontece que ela era a noiva do médico e ele terminou com ela com um e-mail de suas linhas antes de partir pra guerra e retornou sem avisar! Mas de todas as histórias, a que mais empolgou foi o jogo que Izzie criou, enquanto sua condição médica cada vez foi ficando ainda mais evidente para Alex. Certamente esse vai ser o grande “caso” da temporada, culminando na já antecipada saída da atriz Katherine Heigl. Já Sadie, quem diria, entrou e deverá sair sem fazer nada, inclusive “medicamente” falando, pois ela colou pra chegar onde está. Foi um episódio equilibrado, com muita química entre os elencos de Greys e Private, o que me faz pensar por que Shonda Rhimes divide seu tempo e sua criatividade entre duas séries, enquanto poderia fazer muito dedicando tudo em uma só. Grey’s Anatomy, é claro.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 12/02/2009 na ABC americana.
The Office “5×14: Lecture Circuit (Part 2)”: A segunda parte de Lecture Circuit veio com um grande anti clímax, já que no final de tudo Michael não conseguiu reencontrar Holly, depois de se passar por um completo idiota (nenhuma novidade aí) na filial dela. Eu só quero ver quando o resultado destas palestras chegar à matriz… No escritório, para uma grande surpresa minha, Dwight e Jim deixaram suas diferenças de lado (ou quase isso) para planejar o aniversário de Kelly Kapoor. Mas nada disso conseguiu superar uma das melhores cenas de toda a história da série, quando vimos junto com o pessoal da Dunder Mufflin pela webcam a bizarra relação que Angela mantem com seus gatos, chegando ao cúmulo de agir como um, lambendo e cuspindo bolas de pelo. Só achei uma pena que esse episódio acabou meio do nada, sem trazer uma conclusão satisfatória para este pequeno arco. Resta saber se o que Pam falou para Michael era verdade ou não…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.
30 Rock “3×10: Valentine’s Day”: Em apenas um episódio, 30 Rock conseguiu arrumar uma potencial briga com a Igreja Católica, com associações de deficientes visuais e com uma cadeia de restaurantes multinacional por um product placement não solicitado. O roteiro de Jack Burditt e Tina Fey para este dia dos namorados foi afiado e impecável, e uma das cenas que mais me fez rir na série foi o encontro de Lemon com o Dr. Barret, que envolveu seios à mostra, comida queimada, uma filha problemática, Liz fazendo “nº 2″ no banheiro e a morte da mãe do médico, que mais tarde descobrimos ser a avó dele, já que a “irmã” na verdade é a mãe. Puro nonsense! A participação de Jon Hamm foi uma das melhores até hoje e tomara que este arco ainda dure muito. O mesmo pode ser dito sobre Salma Hayek e seu caliente romance com Donaghy, que também rendem ótimos momentos (Jack rezando com o celular na mão tentando segurar a reserva no restaurante, por exemplo). Por fim, chegamos à paixão de Kenneth pela moça cega, que o deixou mudo como o Raj de The Big Bang Theory, e fez com que Tracy passasse todo o episódio cortejando-a por ele e simulando encontros. Foi cruel, mas, confesso, hilário. Este certamente foi o melhor episódio da temporada até agora!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 12/02/2009 na NBC americana.
Por hoje é só! Agora é hora de você comentar sobre os episódios da semana! Seja os que estão aqui ou os que você conferiu! Survivor: Tocantins, alguém? Eu achei bleh demais…
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Greys Anatomy, The Office, Trust Me, United States of Tara
Tags: abc, fx, nbc, resenha, semana, showtime, tnt, usa
11/02/2009 - 08:10

Trust Me “1×02: All Hell the Victors”: Acho que já temos aí um forte candidato ao hit do Mid Season. Em seu segundo episódio Trust Me não decepcionou, trouxe um texto ágil, inteligente e cheio de reviravoltas e ajustou de vez a química entre Erick McCormack (Mason) e Thomas Cavanagh (Conner). Recém ocupando o cargo de comandantes de uma agência, os dois sem querer venderam uma brilhante idéia pra um cliente, e logo depois descobriram que a campanha já pertencia a um outro escritor. Mas no contrata ou não contrata o sujeito, os dois acabaram sabotando o próprio teste com consumidores que pagaram, o que foi uma sacada genial. Trust Me é divertida, mas séria o suficiente para não sair do foco, que são as dificuldades que dois jovens talentos com pouco know-how terão que enfrentar no mar de tubarões. Certamente este foi um ótimo começo!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 02/02/2009 na TNT americana.
Gossip Girl “2×17: Carnal Knowledge”: A primeira metade deste episódio de Gossip Girl foi sem graça e enfadonha, graças à boba guerrinha que Blair resolveu armar contra Rachel, a professora ninfeta, que de início não surtiu nenhum efeito. Mas o draminha do confisco de celulares e os rumores no blog da Gossip Girl logo deram lugar à um jogo muito interessante, que envolveu o ciúme de Serena, uma foto comprometedora e uma reunião de pais na escola Constance Billard. Foi lá que o “inocente” encontro de Dan com a professorinha causou a expulsão desta, sem querer confirmando a mentira que Blair criou. Ah, e foi esta a dona da melhor referência da semana: “É isso que eu chamo de prova excludente. Eu adoro Damages“. Enquanto isso, não consegui entender qual é a da trama De Olhos Bem Fechados que Chuck entrou, que só não foi mais ridícula porque a própria série admitiu semelhanças com o filme de Kubrick. Mas eu já estava pronto pra criticar o vai e vem de Serena e Dan quando aquela cena final totalmente inesperada nesta altura do jogo veio e arrebatou Dan e nós espectadores! A Gossip Girl vai ter um bom trabalho daqui pra frente. Pena que a série só volta no dia 9 de Março…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 02/02/2009 na CW americana.
Fringe “1×13: The Transformation”: Está aí a prova de que Fringe não precisa nos encher de respostas para ter um episódio satisfatório. Aliás, The Transformation foi exatamente o tipo de capítulo que estava faltando pra série deslachar, com uma trama amarrada à suas origens e trazendo resoluções importantes, como foi o caso entre Olivia Dunham e o falecido John Scott. É admirável a forma que os roteiristas conseguiram de trazer o ator Mark Valley de volta (ele é fixo na série) sem utilizar flashbacks ou pulos no tempo. Scott morreu no primeiro episódio e cada vez mais mostra-se fundamental à trama. Outra “ressureição” foi a da Massive Dynamic, sempre levantando dúvidas sobre o caráter de sua controller e o envolvimento da organização no padrão. Agora, vamos ao melhor deste episódio, que foi a impressionante transformação vista no início. Ainda que lidando com o absurdo e o fantástico, Fringe sabe ser uma série contida, revelando apenas o necessário para instigar o espectador, ao contrário do que acontece com séries tipo Supernatural. Sem dúvida alguma vale a pena voltar às atenções para este novo drama de J.J. Abrams.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 03/02/2009 na FOX americana.
Damages “2×05: I Agree, It Wasn’t Funny”: Muitas revelações neste episódio de Damages, e quem diria que foi o Tio Pete foi mesmo o mandante executor do atentado encomendado por Patty contra Ellen Parsons (corrigido, Croitor)! O cara certamente nunca confiou na moça e agora ele tem ainda mais motivos para vigiá-la de perto. Mas o que vemos nem sempre é o que parece e quem está seguindo a heroína não é necessariamente o pessoal do Hewes & Associados. Aposto que o contato do futuro namoradinho da moça é Frobisher. Em momentâneos flahes, ficou subentendido também o que realmente aconteceu na casa dos Purcell, que até agora assumiu o lugar de Patty Hewes no quesito “surpresa”. Mas eu ainda tenho uma pulga atrás da orelha com estes dois e ainda acho que eles podem estar trabalhando juntos em algo maior, como apontei na resenha anterior. No final, tivemos uma overdose de informações, como o marido infiel de Patty, a descoberta de Hewes que Ellen anda falando com os federais (ela dá muito na cara) e por fim aquele mini flash alguma coisa com Wes que foi extremo! Damages entrega mais um episódio denso e recheado de boas atuações deste primoroso elenco. Ah, sim, e continua totalmente imprevisível. Em quem, afinal, Ellen atira daqui 5 meses?
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 03/02/2009 no FX americano.
Lie to Me “1×03: A Perfect Score”: Lie to Me é uma série que transborda tecnicidade. O trabalho de pesquisa e de consultoria eficaz quanto os resultados atingidos pelo Lightman Group. Em contrapartida, falta emoção ao drama e este é o ponto mais fraco desta série. Por mais especializado que seja, um bom seriado investigativo tem que despertar a empatia dos telespectadores com os casos mostrados e, pela terceira vez, não foi isso que vimos. Eu sinceramente não estava nem aí pro caso da filha da juíza ou muito menos pelo avião que o piloto da NASA destruiu. Lie to Me abusa em métodos e procedimentos, mas deixa de explorar e estimular os instintos primais dos seres humanos em busca das clássicas expressões faciais e trejeitos, ao contrário como ótimas séries do gênero o fazem (CSI, Bones, The Closer). Até mesmo a relação do Dr. Cal com sua filha é mecânica e, embora isso seja intencional, não quer dizer que é interessante. É o fim da linha para Lie to Me em nossa cobertura semanal e, se a série melhorar, falarei mais dela em um Season Pass. É uma pena, pois eu apostava todas as minhas fichas nesta aqui para o Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 04/02/2009 na FOX americana.
Grey’s Anatomy “5×14: Beat Your Heart Out”: Isso sim é Grey’s Anatomy! Romance, emoção! Que episódio empolgante, que tirou a série da inércia de forma categórica! As faíscas voltaram no Seattle Grace e está tudo perfeitamente se encaixando. Sensacionais as cenas de sedução entre Yang e Hunt, que foram interrompidas por uma misteriosa mulher que fez o ex-militar grandalhão chorar igual uma criança e isso com certeza promete! Ah, e ainda teve Bailey finalmente encontrando sua verdadeira vocação, Izzie procurando saber o que tem de errado em sua cabeça, Sloane pensando em ficar mais “quieto” e, é claro, o iminente pedido de casamento de Derek à Meredith. Era certo que isso não seria entregue de bandeja desta forma, já que Addison ligou lá de Private Practice com algum tipo de emergência. Eu não curto “a outra série”, mas o crossover parece que será interessante. Se você não quer saber do que se trata, pare de ler aqui. Bom, em Private Practice descobrimos que o irmão de Addison, que também é neurologista, está com parasitas no cérebro e precisa urgentemente de uma operação. Ele está sendo levado para Seattle e, é claro, o pedido de casamento terá que ser adiado. Vamos ver o que vai acontecer. Que bom que Grey’s Anatomy voltou com tudo!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 05/02/2009 na ABC americana.
30 Rock “3×10: Generalissimo”: Impecável este episódio de 30 Rock, onde todas as tramas avulsas dos episódios anteriores concentraram-se numa sequencia de excelentes piadas, a começar pela repulsa que a avó de Elisa sentia por Jack Donaghy por este lembrar muito o vilão de uma telenovela mexicana. Em mais um show de atuação (que certamente o concederá mais prêmios), Alec Baldwin interpretou com maestria o maldoso Generalíssimo da novela, que no fim acabou ajudando Jack a conquistar a adoração da avó, pois ele havia adquirido os direitos sobre a atração. Enquanto isso Lemon ficou conhecendo o seu vizinho, interpretado por ninguém menos que Jon Hamm de Mad Men, no que será um promissor arco episódico. Com quotes como “Ahora con mas semen de toro!”, numa divertida propaganda do petisco mexicano favorito dos escritores, 30 Rock voltou ao seu melhor momento, finalmente fazendo valer todos os prêmios que recebeu.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.
The Office “5×14: Lecture Circuit (Part 1)”: Em menos de uma semana, dois episódios excelentes de The Office! Os caras não estão mesmo pra brincadeira. Enquanto Stress Relief foi para o lado do nonsense total, este Lecture Circuit teve uma approach mais pessoal com relação à Michael e seu desejo de reencontrar Holly. Pam também esteve ótima em sua visita à Karen e na filial Andy conseguiu roubar a cena com o seu “chame” pra cima da nova cliente de Stanley. Das palestras loucas de Michael à ótima deixa final, este foi mais um score da turma de Scranton!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.
Battlestar Galactica “4×14: Blood on the Scales”: Se por um lado a dita revolução de Tom Zarek e Felix Gaeta começou orquestrada e rapidamente atingiu o seu objetivo (derrubar o atual regime na frota), quando estes chegaram ao “poder” a situação foi, no mínimo, desastrosa. Gaeta não tem a experiência e a frieza de Adama para tomar decisões frias e rápidas e Zarek não tem a moral e a diplomacia de Roslim para lidar com inimigos, o que resultou na triste e impactante chacina de todos os representantes da frota. Não poderia ficar deste jeito. Secretamente as ações de Lee e Kara consubstanciaram para impedir a execução de Tight e Adama (mas com uma dispensável sequencia de sonho de Baltar indicando o contrário apenas para fins promocionais) e a firmeza de Roslin, agora governando diretamente da nave Cylon, foi essencial para impedir uma crise ainda maior. O reencontro dos dois foi emocionante, o cliffhanger impecável e este final de Battlestar Galactica segue como o fenomenal acontecimento televisivo que sempre foi, mas agora em grandiosíssimo estilo. Faltam só 6 agora.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 06/02/2009 no Sci-Fi americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Battlestar Galactica, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, Lie to Me, The Office, Trust Me
Tags: resenha, semana, temporada, usa
02/02/2009 - 01:25

Já é segunda, por isso chegou a hora de postar a primeira parte dos comentários dos episódios exibidos na semana passada, entre os dias 25/01 a 31/01. Como esta foi a semana que antecipou o Super Bowl norte-americano, algumas séries não tiveram episódios exibidos, por conta da programação de especiais relacionados ao evento. Mesmo assim, vamos lá!
Big Love “3×02: Empire”: A ordenação religiosa que os Henricksson seguem, uma vertente não oficialmente reconhecida descendente do Mormonismo original, prega que a poligamia masculina é o único meio de atingir a divindade eterna e as mulheres que se recusarem à prática pluralista não seriam aceitas no céu. Além disso, existe a obrigação destas mulheres estarem constantemente “gerando” filhos, pois a sustentação de toda e qualquer religião é, por óbvio, o maior número de fiéis possível. Quanto mais crianças criados no meio desta “cultura”, mais adeptos e seguidores a Igreja terá. Por isso, os ensinamentos de Joseph Smith Jr. ainda são praticados por muitos grupos e comunidades fechadas no interior dos EUA, uma delas, a fictícia UEB, da qual Bill não mais faz parte. É aí que residem todos os contrastes de Big Love. Enquanto um pai moderno que diversifica os seus negócios, trabalha e mora em casa de luxo, Bill passariam como um provedor normal para sua família. Mas aí entra a parte religiosa onde, por exemplo, o marido e suas três mulheres saem para “namorar” com uma quarta pretendente a fim de tomá-la para dentro de casa e continuar com a indústria de fazer mórmons ortodoxos e mais problemas. Mesmo pacato, Bill é um destes fundamentalistas que acredita piamente nos ensinamentos de um profeta que diz ter visto anjos carregando placas douradas com os tais ensinamentos, por volta do ano 1800. Eu, se fosse aquele nativo americano, não construiria um cassino com esse sujeito, em plena caça à poligamia no Estado de Utah. É mais seguro investir com o Sr. Trump. Pelo menos esse “só” idolatra dinheiro. A trama segue mais densa do que nunca e a série definitivamente reergueu-se de sua morna 2ª temporada.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 25/01/2009 na HBO americana.
Trust Me “1×01: Before and After”: Trust Me é até uma série que inicialmente poderia ser classificada como uma tentativa de “filar” o sucesso de Mad Men, pois se passa justamente em uma agência de publicidade e traz, logo de cara, algumas situações semelhantes (como a captação de clientes e o desenvolvilento de campanhas). Mas a série, que marca a volta de Erick McCormack (Will and Grace) e Tom Cavanagh (Ed, Scrubs) à TV, começa com um texto atrapalhado, sem objetivo e com atuações ligeiramente inseguras de astros tão escolados. Mas à medida que o piloto avança, esse drama meio engraçadinho vai encontrando o seu ritmo, logo após a morte do dono da tal agência (numa divertida ponta do Jason O’Mara da Life on Mars americana). É aí que os dois amigos Conner e Mason enfrentam os conflitos e desafios para preencherem um cargo tão importante, ainda que apenas um deles foi oficialmente indicado para substituí-lo. Mas o grande “it” de Trust Me, pra mim, será ver o processo criativo destes dois inseguros profissionais da publicidade e as mirabolantes campanhas que eles criarão, o que não acontece muito em Mad Men, como sabemos, já que o enfoque do drama de Matt Weiner é outro. Essa também tem tudo pra ser um hit, já que ao final do episódio os protagonistas estão mais à vontade no papel e com uma boa química. A direção e consistente e o roteiro, da metade em diante, não decepcionou. Vale a pena dar uma chance.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 26/01/2009 na TNT americana.

Damages “2×04: Hey! Mr. Pibb”: Aconteceu! Damages trouxe o episódio que certamente deixou todo mundo boquiaberto com a quantidade de reviravoltas e surpresas que desfilaram em nossa tela. Pra começar, tivemos mais um pedaço daquela cena de Ellen no futuro, desta vez mostrando que ela saiu com uma mala de dinheiro! Mas neste quarto episódio todas as atenções estavam em Daniel Purcell. O cara muda de culpado pra inocente a todo o instante, e é praticamente impossível saber em quem confiar. Se por um lado o final deu a entender que ele está mesmo nas mãos da Ultima National Resources (UNR, daqui pra frente), também é bem possível que ele entrou nesse jogo junto com Patty e os dois estão tramando algo muito maior. Afinal, não teria porque o pai do filho da sócia majoritária do Hewes & Associados aprontar aquele papelão em plena audiência, corroborando a tese da defesa. Aí tem coisa, ainda mais depois daquela cena com ele jogando a amostra de água fora (seria a verdadeira?) e prestes a receber um enorme pagamento (o que, no futuro, pode virar uma prova judicial). A única variável que não consegue sustentar esta teoria é o envolvimento dele na morte da mulher. Precisamos de mais sobre o que aconteceu aquela noite. Estou perplexo com este episódio e a série, mais uma vez, conseguiu tornar-se absolutamente imprevisível.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 28/01/2009 no FX americano.
Lie to Me “1×02: Moral Waiver”: Acho que nunca vamos nos cansar quando do Dr. Lightman e sua equipe pegam alguém na mentira, principalmente numa situação inesperada como naquela conversa no início do episódio sobre os gastos do chefe do Departamento de Defesa com o polígrafo manual. É igual ver Grissom resolvendo um crime. Ele o faz há anos e ninguém queria que ele fosse embora de CSI. Além disso, a série foi muito feliz ao abordar logo de cara as limitações das máquinas que detectam mentira e como elas podem ser facilmente burladas, tornando o trabalho dos especialistas neste ramo ainda mais indispensável. Mas nem tudo foram flores no segundo capítulo, porque os roteiristas conseguiram juntar duas das histórias mais chatas vistas em uma série de investigação: a do suposto estupro no exército e a do jogador de basquete com artrite. Fora que os “investigados” recebem os consultores como se fosse a coisa mais normal do mundo: “Ah, vocês são os caras da mentira, legal”. Lie to Me é outra série tecnicamente impecável, desde sua instigante abertura até o momento em que comparam as expressões faciais e gestos dos mentirosos com a de pessoas famosas em situações semelhantes, denotando que tudo isso que vimos tem uma base científica e pode ser explicado pelo episódio (ao contrário de The Mentalist, por exemplo). Eu só uma pena ver todo esse potencial desperdiçado em tramas fracas (e o que o ótimo David Anders de Alias e Heroes estava fazendo numa ponta mínima?). Lie to Me não podia começar deslizando assim, especialmente com uma montagem totalmente ineficiente, que bagunça a mente do espectador e impede sua identificação com as personagens.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 28/01/2009 na FOX americana.
Amanhã falaremos de mais séries, incluindo United States of Tara e o explosivo episódio de Battlestar Galactica! Agora eu aguardo o seu comentários! Se não conseguir acessar a página de comentários, envie-os para ligadoemserie@ig.com.br, que serão publicados aqui!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Big Love, Damages, Lie to Me, Trust Me
Tags: fox, fx, hbo, resenha, semana, tnt, usa
27/01/2009 - 02:14

Estou finalmente em dia com a exibição dos episódios da semana e espero que curtam os comentários das antigas e das novas produções:
Big Love “3×01: Block Party”: Depois de uma morna 2ª temporada, parece que Big Love decidiu voltar com tudo! Bill Henrickson é um ser tão peculiar e complexo, que às vezes faz Dexter Morgan (Dexter) ou David Fisher (Six Feet Under) parecerem sujeitos normais. Eu nunca canso de apontar a facilidade com que ele adora colecionar problemas, mas Bill parece se superar a cada temporada que passa. É muito conveniente pra ele acreditar nos dogmas de sua religião, acolhendo o que quer (ter várias mulheres) e simplesmente virando as costas para o que não o interessa (entrar em certos ramos de trabalho). No meio disso tudo, Barb, Margene e Nikki sofrem, especialmente esta última, que teve sua identidade exposta em todo o bairro por causa da prisão de seu pai Roman Grant e agora vive sendo ridicularizada pela vizinhança e espionando no escritório que cuida do caso do velho. Já Barb, coitada, aceitou “namorar” uma 4ª esposa, pois ela acredita que ao questionar os peculiares ensinamentos dos dissidentes da igreja Mórmon de Utah, sua doença voltou. Para estas pessoas (e isso não é ficção), o tamanho da família plural dita a quantidade de “felicidade” no reino eterno. Coitado também de Alby Grant, então. O novo “profeta” foi pego com as calças abaixadas solicitando sexo em um banheiro masculino nos arredores da UEB. Eu só quero saber quanto tempo mais os segredos desta gente, que envolve cárcere privado, pedofilia e agressão doméstica, continuarão indenes. Esta promete ser uma ótima temporada!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 18/01/2009 na HBO americana.
United States of Tara “1×01: Pilot”: Quando comecei a ver o piloto de United States of Tara, minha primeira reação foi a de não entender por que tanta gente estava falando bem desta criação de Diablo Cody (Juno), que tem produção executiva de Steven Spielberg. Ora, a história de uma mãe de família que sofre do distúrbio de múltipla personalidade é até interessante, mas nos minutos iniciais desta comédia o tom extremo e caricato que chegou a tomar conta da tela realmente me incomodou. Mas é logo após conhecermos Tara e uma de suas personalidades, a jovem “T”, somos gradativamente inseridos no universo peculiar de uma família que não apenas aceita conviver com uma pessoa neste estado, como de fato até se acostumou em serem diferentes (pessoas acostumam-se com tudo). Basta ver no final quando o marido e a filha constataram o quão estranho o fato de Buck, o mais divertido dos alter-egos, ser canhoto. Foi como se isso fosse a parte mais bizarra de toda essa história. O destaque, claro, vai para a atuação de Toni Collete, que está surpreendente e irreconhecível em seus vários papéis. E olha que ainda nem conhecemos Alice, a dona-de-casa dos anos 50, que deve aparecer no próximo capítulo. United States of Tara pode não ser genial ou brilhante por enquanto, mas é deveras divertida e interessante. Mais um ponto para o canal Showtime!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 18/01/2009 no Showtime americano.
Gossip Girl “2×16: You’ve Got Yale!”: Às vezes eu quase perco a fé em Gossip Girl. Eu sinceramente não aguento mais esse draminha de séries teen sobre quem entrou em qual faculdade, quais casais vão se separar e por aí vai. Desde Dawson’s Creek, OC etc., essa conversinha nunca acaba. Com Gossip Girl eu achei que seria diferente, já que havia a indicação de que todos iriam pra Yale e de lá a série continuaria numa boa. Não, os roteiristas têm que criar dúvidas e esse vai e volta de admissões, reitores e cia. que só eles entendem. Eu disse “quase” perco a fé, porque o episódio no final traz várias reviravoltas, como Chuck sendo adotado por Lilly, Blair declarando uma guerra fria à nova professorinha ninfeta e Jack Bass perdendo a linha e partindo para o estupro após perder o controle acionário das Indústrias Bass (aliás, indústria de quê, hein?). Os bons elementos da trama estão aí, eles só precisam reorganizá-los e fugirem dos clichês, o que geralmente constumam fazer. Continuarei dando chace aos Upper East Siders, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 19/01/2009 na CW americana.
How I Met Your Mother “4×13: Three Days of Snow”: Ah, que delicioso episódio de Mother! Three Days of Snow funcionou justamente como a crônica que mencionei na resenha anterior, brincando de forma genial com sua narrativa, como em seus tempos de glória na 2ª temporada. Todas as histórias foram singelas, com piadas orgânicas à trama, especialmente o caso das tradições de Marshall e Lilly, culminando naquele apoteótico momento no aeroporto. Foi um episódio redondinho, cheio de excelentes momentos e atuações. Não precisou de mais nada, nem de guarda-chuva, nem de cabra e nem da tal mãe.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.
The Big Bang Theory “2×13: The Friendship Algorithim”: Com Sheldon de volta ao centro das atenções, fico cada vez mais surpreso como que todas as relações sociais para ele são um mero experimento científico do qual ele está sempre conduzindo. Ao sentir a necessidade de arrumar um amigo apenas com o objetivo de ter acesso aos recursos de um departamento na faculdade, o geek elevou a sua incapacidade de ser e apresentar-se de forma normal, inclusive ao travar uma inocente conversa com uma menininha na biblioteca, conversa esta que poderia facilmente acabar em um tribunal caso Leonard não tivesse intervido. Em suma, Sheldon é sim uma criança muito inteligente que desenvolveu apenas a parte de seu cérebro reservada ao conhecimento empírico, mas é assim que ele faz desta uma das melhores sitcoms da TV. The Big Bang Theory precisa urgentemente ser mais reconhecida de tão boa que é. Ou pelo menos Jim Parsons.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.
Fringe “1×11: Bound”: Uau! Que retorno foi esse, não? Olivia surpreendeu logo nos minutos iniciais, escapando de seu cárcere em uma cena eletrizante e mais uma caso bizarríssimo foi alvo das investigações de Walter e Peter (a criação de organismos unicelulares gigantes dentro do corpo de pessoas). Mas o melhor deste episódio foi, é claro, o confronto de Dunham om Mitchell e Samantha Loeb, que não apenas fazem parte da conspiração, como também estavam infiltrados bem debaixo do nariz do FBI. Pra complicar, o departamento Fringe Science está sendo investigado pela corregedoria (um pouco de clichê aí, mas tudo bem) e todo o capítulo seguiu no já característico clima de mistério, intrigas e insinuações. Pena que Fringe é sempre aquela série promissora que não acontece, pois até agora não podemos falar com orgulho de determinado episódio, como um The Constant de LOST, por exemplo. É só isso que está faltando pra essa série estourar e vez.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 20/01/2009 na FOX americana.

Damages “2×03: I Knew Your Pig”: Eu tenho a leve impressão que Damages jogou cartas demais na mesa neste início de temporada, mas não sei até que ponto isso é proposital. Estamos com um excesso de tramas paralelas que (i) confundem o espectador e; (ii) ainda não estão ligadas. Isso, à longo prazo, pode até ser solucionado com brilhantismo, mas os roteiristas precisam jogar algo mais contundente pra nós além do fato de Danny Purcell ser pai do filho de Patty e pequenas coisinhas aqui e ali. Sim, os dois têm uma história e isso já foi muito bem estabelecido desde o início, mas e daí? Damages perde sim alguns pontos por não encaixar bem suas histórias secundárias e nos deixar totalmente no vácuo das artimanhas que só Patty Hewes sabe que está fazendo. Eu fico vidrado em cada frame de Damages, mas este início de temporada está pra lá de confuso.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 21/01/2009 no FX americano.
Lie to Me “1×01: Pilot”: Eu simplesmente adorei os primeiros minutos de Lie to Me, em que o Dr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dá uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase 100% dos casos, se uma pessoa está mentindo, com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polígrafos humanos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist, certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI) e Brenda Leigh Johnson (The Closer) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes também adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no início. A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem. Este é um desafio que irei acompanhar a partir de agora e vamos ver até onde vão.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 21/01/2009 na FOX americana.
Grey’s Anatomy “5×13: Stairway to Heaven”: Meus comentários sobre este episódios serão breves, pois ele traz a conclusão do caso que vínhamos acompanhando nas últimas resenhas. Que bom que Shonda Rhimes não rendeu-se ao sentimentalismo barato, evitando que os órgãos do serial killer fossem para o menininho e que, ao final, Grey foi lá testemunhar a execução do criminoso. Foi tudo muito bom, a cena final com Sheppard e Christina foi legal e tudo mais, mas é sério que eles precisavam daquela história do pênis quebrado de Mark Sloane? Sério mesmo? Poxa, Grey’s Anatomy estava indo tão bem sem essas bobagens e isso só serviu pra que o campeão de buscas no Google na semana fosse a expressão “broken penis”, com homens de todo o mundo morrendo de medo de que isso aconteça com eles. Pois é, eu pesquisei. 1) o pênis não é um osso. 2) A fratura peniana acontece no corpo cavernoso e é raro de acontecer. 3) Podemos seguir adiante, por favor, Shonda? Quem sabe com um final para o romance fantasma de Izzie e Denny que certamente já durou bastante tempo. Quero saber logo qual doença que ela tem pra eu pesquisar no Google se realmente é possível ela beijar e tocar um ente querido falecido na porta de um hospital.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 22/01/2009 na ABC americana.
The Office “5×12: Prince Family Paper”: Todo episódio de The Office que começa com uma das “pegadinhas” de Jim com Dwight já eleva o nível logo de cara (e essa foi uma das mais elaboradas de todas), mas ao contrário do capítulo anterior, o que veio em seguida não decepcionou. Na verdade, até surpreendeu. Enquanto Michael e Dwight saíram numa missão de espionagem empresarial, a ociosa filial de Scranton passou todo o episódio num inusitado jogo chamado: “Hillary Swank É Gostosa ou Não?”. Eu queria saber qual é o processo criativo dos roteiristas para atingirem algo tão brilhante e específico. Contadores e vendedores de papel travaram uma interminável discussão que envolveu até mesmo a utilização dos recursos do escritório para chegarem num veredicto. Já na Prince Family Paper, tivemos mais uma demonstração de que, apesar de estúpido, Michael tem um coração puro e(e que Dwight é o bronco de sempre). Provavelmente este foi melhor episódio da temporada! E afinal, a Menina de Ouro é gostosa ou não? Quero a opinião de vocês!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.
30 Rock “3×09: Retreat to Move Foward”: 30 Rock segue num ritmo de altos e baixos nesta temporada, conseguindo arrancar enormes gargalhadas esparsas em episódios como esse, mas deixando um vazio entre elas. Eu já mencionei aqui que a trama anda muito desconexa e ao invés da piada funcionar dentro de um contexto, muitas vezes as “punchlines” entram sem tom, como se Tina Fey estivesse escrevendo um quadro para o Saturday Night Live. Muitas vezes, inclusive, eles passam tempo demais desenvolvendo uma esquete, que no final não tem uma conclusão satisfatória, como aconteceu com o caso da diabetes de Tracy. Gastaram preciosos minutos com uma embaraçosa atuação de Jack McBryer e os já cansativos exageros de Jane Krakowski, pra entregarem um final à lá Chaves. Desculpe Tina, mas dessa vez não deu de novo pra entrar no hype.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.
Battlestar Galactica “4×12: A Disquiet Follows My Soul”: É justo que uma população inteira esteja constantemente à mercê de um governo militar e totalitarista? Este retorno de Battlestar Galactica, além de quebrar importantes paradigmas, inevitavelmente nos faz pensar: e se Adama e sua cúpula estiverem errados? Onde está a Justiça nisso tudo? Se um estado de exceção perdura por um período de tempo excessivamente longo, tornando a convivência diária insuportável, uma reorganização de poderes e responsabilidade é sim bem vinda e necess[aria. Por isso, eu não culpo as atitudes de Felix Gaeta e dos vários rebeldes que estão prestes a iniciar uma revolução na frota, numa aliança com Tom Zarek. Se não foi dada a palavra a estas pessoas (ou elas não foram levadas à sério), infelizmente não há outro jeito de conseguir atenção, senão com violência e rebeldia. A história nos mostra isso de forma incontestável. Nosso mundo foi feito assim e parece que o deles também será. Isso infelizmente acontece numa época em que o bebê híbrido some para dar lugar ao fruto cilônico que pode perpetuar a raça máquinas sem a nave da Ressurreição. O jogo está virando, crenças foram abandonadas e nos corredores de Galactica é possível trombar com Laura Roslin correndo contra o tempo que ficou alienada a uma vã profecia. É hora de reconstruírem a história e faltam só 8 episódios! Que série maravilhosa!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 23/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da incrível estreia de LOST, fazemos a cobertura toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição do episódio nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série, que é a penúltima!
Certamente notaram a ausência dos comentários sobre a 5ª hora de 24 aqui. Mas eu explico: a cada temporada, eu escolho algumas séries para seguir fora da Semana em Série, de forma que ela receba mais destaque. Assim, separarei um dia só pra falar das aventuras de Jack Bauer, assim como já faço com LOST! Ainda esta semana eu solto as minhas impressões sobre “7×05: 12:00pm-13:00pm“. E vocês, o que acharam dos episódios da semana passada e das estreias de United States of Tara e Lie to Me? Aguardo a opinião de todos os leitores, inclusive os que passam aqui diariamente e não comentam, ok?
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Big Love, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Lie to Me, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara
Tags: abc, cbs, cw, fox, fx, hbo, nbc, resenha, sci-fi, showtime, usa
26/01/2009 - 03:17

Finalmente regularizados os posts da Semana em Série, conforme prometido! Hoje lanço os pendentes e amanhã sai uma fornada nova com os comentários dos episódios da semana passada. Shall we?
Gossip Girl “2×15: Gone With the Will”: Com todas as fichas ainda em Chuck Bass, a série perde muito do seu potencial dramático, já que o garoto em si não é lá tão interessante. Mas á a boa adição de Desmond Harrington (de Dexter) como Jack Bass, conseguiu agitar a família, com a mega armação que o tio e guardião do garoto-problema fez perante a Diretoria da Bass Industries. Apesar de saber que nada é perene no Upper East Side de Manhattan, Chuck caiu como um pato no esquema e mereceu este “wake-up call” da vida. Ah, e já notaram como que irritante da Vanessa é sempre sem querer o pivô das principais intrigas e confusões? Dessa vez ela abriu demais o bico (ou o blackberry) e complicou a situação dos Van der Woodsen/Humphrey, que têm um denominador em comum (um meio-irmão pra todo mundo) e que em breve deverá fazer sua aparição à lá 90210. Agora, nada é mais bobo que aquela irmandade das meninas más que chega a provocar ânsia de vômito de tão fútil e superficial. Se bem que este é um dos efeitos colaterais de acompanhar uma série sobre os adolescentes socialites de NY, não é? Mas só de ver Blair linda daquele jeito esperando pelo inconsequente do Chuck já valeu a pena. Veremos como isso irá se desenrolar…
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 12/01/2009 na CW americana.
How I Met Your Mother “4×12: Benefits”: Ao contrário de muitas sitcoms que ficam estagnadas e clamam por arcos episódicos, How I Met Your Mother é um dos poucos exemplares do gênero que atinge os seus melhores momentos quando organiza o seu texto em forma de crônicas isoladas. Ainda que a química entre Josh Radnor (Ted) e Colbie Smulders (Robin) seja quase negativa, a idéia dos prós e contras dos “amigos com benefícios” foi muito bem pensada e é essa a linha que a série precisa seguir: criando histórias paralelas que nunca mais vão ser retomadas, How I Met Your Mother torna-se atemporal, como muitas vezes ocorria com Friends nos seus anos de glória. Ponto pra essa galera!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 12/01/2009 na CBS americana.
The Big Bang Theory “2×12: The Killer Robot Instability”: Numa simples “regra de 3″, podemos dizer que Jack Bauer está para 24 assim como Sheldon está para The Big Bang Theory. Este episódio trouxe a teoria incontestável de que bastam os holofotes rapidamente focarem em outra personagem que a fórmula fica parcialmente insustentável. Todos eles, Wollowitz, Raj, Leonard e Penny têm apenas uma função nesta comédia: servirem de escada para o sempre brilhante Sheldon de Jim Parsons. Não sei como esse rapaz ainda não foi indicado (e venceu) todas as premiações do ramo, pois sua atuação muitas vezes supera a de Alec Baldwin ou Steve Carell, por exemplo. O caso do robô e da crise de consciência de Howard foram bobos e só no final, quando descobrimos que ele continua um ser incorrigível, é que todo o episódio valeu a pena. As cenas dele com Penny soaram forçadas (até mesmo para uma sitcom) e sabemos que Chuck Lorre e Bill Prady ultimamente vêm entregando coisas muito melhores. Tomara que não percam o ritmo.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 12/01/2009 na CBS americana.
Friday Night Lights “3×13: Tomorrow Blues”: Acabou, e da melhor maneira possível. Antes de entrar naquele incansável drama de escolha de universidades e separação de elenco, Friday Night Lights encerrou grande parte de sua história de forma definitiva e digna, deixando espaço para uma continuação apenas caso esta venha a acontecer. Após o fim do campeonato, o foco deixou o coletivo e fixou-se nas personagens que individualmente conduzem este ótimo drama nos dias da semana que não têm jogos. Testemunhamos a redenção de Tyra e sua reconciliação final com Landry (o que, de certa forma, foi a redenção dele também). Vimos Matt Saracen abandonar um efêmero sonho em prol de sua família e por fim o destino de Lyla e dos Riggs foi selado como deveria. Nem tudo ficou tão bem, já que com a cidade dividida, o dinheiro e o poder dos McCoy conseguiram afastar o treinador Eric dos Panthers, depois de ter dado sua alma por aquele time. Independente do que aconteça, a nova casa dos Taylor será o East Dillon Lions e este é um desafio que precisará ser aceito. Friday Night Lights é talvez a série mais grandiosa em pequenos momentos atualmente em exibição, e tomara (mesmo) que eles consigam ficar pra mais um ano. Eu vou adorar ver os Lions de Taylor acabar com a raça dos novos Panthers de McCoy.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 14/01/2009 no canal The 101 da DirecTV americana.

Damages “2×02: Burn It, Shred It, I Don’t Care”: Que ingenuidade a minha achar que um fato ou uma “verdade” apresentada em Damages é definitiva, como a de Daniel Purcell e a morte de sua esposa. Depois de mais de um ano parece que eu me esqueci que todo mundo tem seus segredos sórdidos, prontos para serem liberados em surpreendentes flashes. Patty Hewes convenientemente senta-se no posto de vítima da história, enquanto nós ficamos no meio de toda essa complicada conspiração que mal começou a ser ventilada. A ordem agora, ao meu ver, é a de não confiar em ninguém, ao invés de tentar entender o que está acontecendo: desde aquela “vibe” meio Erin Brockovich no interior até as conversas de Purcell com Claire Maddox (Marcia Gay Harden). Isso sem contar que Ellen está dando muita bandeira por aí com o pessoal do FBI. Lembrarei o tempo todo de não confiar nem neles também… Damages amadureceu e, por enquanto, é o que basta saber. Confesso que estou perdido no meio de tantos nomes e fatos, mas esta aparenta ser a intenção.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 14/01/2009 no FX americano.
Grey’s Anatomy “5×12: Sympathy for the Devil”: Shonda Rhimes sabe conduzir temas complicados com a devida sensibilidade, sem apelar para o óbvio e para os clichês. Grey’s Anatomy entrou em um importante arco com o serial killer no corredor da morte que detém a chance de salvar um garoto moribundo, colocando esta delicada situação bem no meio do relacionamento entre Derek e Meredith de forma subliminar. Contudo, não podemos dizer que a visita da mãe de Sheppard veio no melhor momento, pois além do casting inadequado, a personagem entrou e saiu sem acrescentar nada à história. Não acho também que o romance entre Christina e Hunt está empolgando (pelo contrário), mas, em contrapartida, o criticado “caso fantasma” de Izzie com Denny vai ficando cada vez mais interessante, pelo mistério que está sendo construído em torno do problema que ela tem. Os diálogos que ela trava com seu ex-amante podem muito bem ser interpretados como um conflito pessoal, claramente ligado a um mal em sua mente. No geral, esta segunda parte da 5ª temporada já está mais satisfatória que praticamente todo o 4º ano (o que não é muito difícil, convenhamos). Mesmo assim, a série segue num bom ritmo e a continuação deste arco promete. Será que o assassino doará seus órgãos ao garoto? Saberemos no próximo.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 15/01/2009 na ABC americana.
30 Rock “3×08: Flu Shot”: Agora sim 30 Rock voltou a merecer seus “200″ Emmys e Globos de Ouro! Que bom que Salma Hayek ficou pra mais um episódio, continuando o caso que iniciou com Donaghy. Mas graças à falta de tempo dela, todos os programas e passeios precisaram ser feitos na companhia de um velho senil que ela tomava conta: de uma passeio no parque até um jantar de gala no Rainbow Room. Mais nonsense e hilário, impossível. Tina Fey (e sua equipe) ainda conseguiram se superar com a história da falta de vacina contra pneumonia, que deixou todos na NBC como zumbis. Aliás, as aparições do Dr. Leo Spaceman são raras, mas sempre fenomenais. Se continuar assim, não vai ter pra ninguém no próximo Emmy. De novo.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 15/01/2009 na NBC americana.
The Office “5×11: The Duel”: The Office especializou-se em criar cenas de abertura absolutamente fantásticas, como esta em que os integrantes da filial testavam suas “velocidades” no radar que Angela mandou instalar na porta do Scranton Business Center. Infelizmente o restante do episódio, como está ficando comum nesta temporada, não ficou à altura de sua cena inicial. Apesar de promissor, o duelo entre Dwight e Andy foi desanimador, ainda que rendendo algumas risadas aqui e ali. Outro caso que ficou no ar foi o resultado positivo de Michael durante a crise financeira, pois como Wallace bem disse, “alguma coisa certo ele fez”. O episódio, contudo, foi embora e não disse como ele conseguiu isso. Adoro The Office e a série é, no mínimo, sempre agradável. Mas devemos reconhecer que a temporada está sem um foco, empalidecendo-se perante as anteriores.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 15/01/2009 na NBC americana.
Battlestar Galactica “4×11: Sometimes a Great Notion”: É notória a evolução de Battlestar Galactica como série ao longo de suas poucas temporadas. Um drama que foi sempre brilhante apesar de suas limitações, aprendeu a crescer com elas e hoje tornou-se uma obra prima da televisão. As guerras, que antes eram travadas entre naves com Cylons de um lado e humanos do outro, hoje são executadas até mesmo em pequenos quartos da estação Galactica, muitas vezes com seres de ambas espécies em lados comuns (ou opostos). Sim, descobriram a Terra, mas um planeta totalmente inabitável de onde partiram a 13ª tribo (só que de Cylons), revirando as crenças mais profundas de Laura Roslin e colocando dúvidas em todas as mentes do alto escalão da tripulcação. Eu até me incomodaria com a incontável quantidade de perguntas levantadas por este episódio, mas sabendo que a série está quase em seu derradeiro final, alegro-me de pensar que os próximos nove capítulos inevitavelmente trarão uma jornada incrível rumo a algo inesperado. Então os cinco cylons finais eram terráqueos, mas seriam mesmo cinco? Se Ellen renascerá ao lado de Tight, como o corpo de Starbuck estava lá? Como Starbuck está viva? Intenso. Dramático. Formidável. Por enquanto é só isso que consigo pensar deste retorno. Especialistas em Galactica, me ajudem! Estou mais perdido que Tim Kring escrevendo sobre viagem no tempo!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 16/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da estreia de LOST, fazemos toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série!
Ufa! Amanhã trarei aqui os comentários dos dramas e comédias da semana passada, incluindo a 5ª hora de 24 e as estreias de Lie to Me, United States of Tara e o retorno de Big Love! Fique liGado!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Battlestar Galactica, Damages, Friday Night Lights, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office
Tags: abc, cw, fx, nbc, resenha, sci-fi, usa
16/01/2009 - 00:01

Perdoem a demora excepcional, mas já estão aqui os comentários dos episódios exibidos na semana passada nos EUA, com destaque, é claro, para o retorno de Damages. Não esqueça de deixar o seu comentário ao final, com as suas impressões sobre as séries que acompanha. Vamos lá?
Gossip Girl “2×14: In the Realm of the Basses”: O bom ritmo que Gossip Girl vinha apresentando está gradativamente sendo substituído por um melodrama bobo. Parece que neste retorno colocaram todas as fichas da série em Chuck e quando o garoto recebe atenção demais ele entra no modo “Batman Dark Knight” e não sai. O ator Ed Westiwick tem até uma boa presença de tela, mas estraga as cenas quando não consegue sair disso. O romance de Dan e Serena também não empolga, como eu já tinha falado na resenha anterior (é um casal fraco) e não sei nem o que dizer desta historinha do filho de Lilly e Rufus, que agora descobrimos estar vivo e ter sido entregue à adoção pela jovem mãe. Eu já vi essa trama em algum lugar… Ah, em 90210, da própria CW! Quanta criatividade, não? Precisamos urgentemente de algo realmente interessante pra agitar de vez Gossip Girl.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 05/01/2009 na CW americana.
Friday Night Lights “3×12: Underdogs”: É uma pena que uma série com excelentes atuações e um roteiro invejável seja praticamente ignorada em grandes premiações apenas pelo estigma de ser teen. Quisera grande parte das produções indicadas ter a mesma densidade dramática que Friday Night Lights, que nesse penúltimo episódio atingiu o ápice da temporada. O destino da atual formação dos Panthers foi mais uma vez decidido na final do campeonato em San Antonio em um jogo simplesmente emocionante. Abro um parêntesis aqui para elogiar a incrível fotografia e edição da série, que conseguiu criar um clima de tensão imediatista com a partida, ainda que o espectador não entenda nada sobre o peculiar esporte (pra nós brasileiros, pelo menos). A despeito de toda a expectativa de uma vitória, os Panthers acabaram perdendo nos segundos finais, parte por culpa do pífio desempenho de J.D. McCoy durante o primeiro tempo, já que o garoto estrela estava transtornado com os recentes acontecimentos em sua família (culpa da intromissão dos Taylor?). Mas o melhor do episódio aconteceu fora do campo, com a maravilhosa redação que Tyra escreveu seguida pelo acalorado discurso do treinador durante o silêncio que tomou o vestiário do estádio com a derrota. Mesmo sem festa, este foi um episódio apoteótico!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 07/01/2009 no canal The 101 da DirecTV americana.

Damages “2×01: I Lied, Too”: Damages retornou de forma muito inesperada, após apenas um mês dos eventos bombásticos que encerraram o primeiro ano da série. Como de costume, fomos logo jogados para seis meses no futuro onde encontramos Ellen Parsons totalmente diferente, ameaçando e interrogando alguém que não foi mostrado. No presente, vimos Patty Hewes atormentada por suas ações, criando uma fundação pra tentar limpar sua consciência. Alguém duvida que ela teve algo a ver com a prisão da filha do candidato ao governo? É certo que o episódio em si foi atribulado e um pouco confuso, nos apresentando a casos demais e personagens que ainda não fazem sentido à trama, mas que certamente farão (notadamente a personagem de William Hurt, que roubou a cena). Damages não é uma série linear como 24, por exemplo, mas segue num ritmo brilhante, ainda que tortuoso. Eu fiquei estarrecido com aquele final, pois apesar de Ellen claramente trilhar por um caminho mais sombrio depois da morte de seu noivo, não sabemos nada sobre o que a levou àquela situação extrema. Eu sinceramente não esperava que o episódio de estreia fosse tão promissor, depois da excelente primeira temporada, mas este foi o presságio de que muita coisa boa está por vir.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 07/01/2009 no FX americano.
Grey’s Anatomy “5×11: Wish You Were Here”: Eu fico feliz após um bom episódio como esse, trazendo a certeza de que a série não perdeu o seu fôlego. Todos os casos estão interessantes, sejam os clínicos ou os amorosos. Aliás, há algum tempo Chandra Wilson deu um gás nas histórias da semana, que estavam ficando meio caídas. A ambiguidade trazida pelo dilema sobre como tratar um paciente que está no corredor da morte leva o drama para um nível maior, onde podemos conhecer um pouco mais dos residentes e como eles são afetados por esta situação. Notem a diferença de tratamento que ele recebe de Derek com a de Meredith, por exemplo, e como o neurocirurgião justifica sua indiferença com a saúde do assassino serial, graças a um trauma passado. Outro caso que permanece em evidência é o da (in) sanidade de Izzie, agora que ela contou a Alex sobre as suas “visões” de Denny. Mas já que sabemos que isso é patológico, as interlocuções de Duquette (que são manifestações do subconsciente afetado da médica) se tornam divertidas e interessantes, como se duas personalidades estivessem brigando entre si. Que bom que as coisas melhoraram consideravelmente no Seattle Grace!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 08/01/2009 na ABC americana.
30 Rock “3×07: Senor Macho Solo”: Apesar de fantásticas a performance e caracterização de Jane Krakowski como Janis Joplin, não me empolguei muito com este episódio, pela desconexão entre as situações. Sem querer, 30 Rock está virando uma sitcom de esquetes com núcleos, ao invés do roteiro trabalhar em uma trama central com ramificações. Tivemos o caso de Jack Donaghy com a enfermeira (Selma Hayek), o envolvimento de Liz com um anão, pois ela o confundiu com uma criança, e a situação com Tracy e a esposa. Nenhuma delas tinha nada a ver com a outra! Depois de 2 Globos de Ouro e 2 Emmys, sabemos que 30 Rock é capaz de muito mais do que foi mostrado esta semana. Espero que no próximo façam valer todo o hype conquistado pela série
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 08/01/2009 na NBC americana.
Fique liGado, pois na semana que vem comentarei a volta de Jack Bauer, além das séries da semana. E não se esqueça que amanhã American Idol está de volta no Sony!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Damages, Friday Night Lights, Gossip Girl, Greys Anatomy, Sem categoria
Tags: episodios, eua, resenha, semana
15/12/2008 - 00:01
Janeiro está chegando e, conforme pedidos, preparei um pequeno guia das principais séries do Mid Season! Vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma das novidades, alguns retornos aguardados as respectivas datas:
Scrubs (6 de Janeiro, ABC): Cancelada pelo canal NBC, a comédia retorna após um longo período fora do ar agora que foi resgatada pela concorrente ABC. A 8ª temporada da sitcom médica é a última que terá o ator Zach Braff como regular e veremos a participação de Courteney Cox (Friends, Dirt) no papel da nova chefe do hospital Sacred Heart. No Brasil a série não tem previsão de estreia.
Damages (7 de Janeiro, FX): Depois de ganhar o Globo de Ouro e o Emmy de Melhor Atriz por sua incrível atuação, Glenn Close está de volta como Patty Hewes para a aguardadíssima segunda temporada de Damages. O drama de mistério que tem como foco as tramóias e crimes que acontecem nos bastidores de um importante escritório de advocacia estreou em 2007 com excelentes críticas e não foi exibido este ano por causa da greve dos roteiristas. A primeira temporada teve 13 episódios (já em DVD) e é um must see dos leitores do LiGado em Série. O canal AXN ainda não sinalizou quando a série estreará por aqui.
24 (11 de Janeiro, FOX): Após enfrentar a milícia de Sangala nos confins da Áfrca, Jack Bauer deixa seu exílio e retorna aos EUA para responder por seus crimes e, mais uma vez, precisará salvar o país de graves ameaças que envolvem corrupção nos bastidores do alto escalão do executivo norte-americano, agora comandado por uma mulher. O 7º dia ainda está sem previsão de estreia na FOX Brasil (como já é de costume), mas o telefilme Redemption chega para locação nacional no dia 7 de Janeiro.
American Idol (13 de Janeiro, FOX): Dispensando qualquer tipo de apresentação, o fenômeno mundial retorna nos EUA e no Brasil em Janeiro com aquela overdose de episódios que massacram a concorrência nos vários dias e horários em que é exibida. Na 7ª temporada a novidade é a inclusão de uma nova juíza, Kari DioGuardi, produtora musical e letrista, fazendo com que o show siga o formato do original Pop Idol. Nas fases iniciais (que são as melhores), o programa exibirá os testes gravados desde Agosto deste ano em várias cidades americanas. Porém, a produção revelou que este ano diminuirão a quantidade de episódios de auditions ruins e aumentarão a Hollywood Week, pois eles querem mais qualidade sonora. Outra mudança é que provavelmente teremos 36 finalistas ao invés de 24 e este ano não teremos o especial Idol Gives Back em função da crise mundial. O Sony exibirá American Idol começando em 17 de Janeiro, apenas 4 dias após a estreia americana.
Lie to Me (14 de Janeiro, FOX): Estreando como protagonista de uma série de TV, o ator inglês Tim Roth é em Lie to Me um consultor que especializou-se em descobrir as mentiras que o ser humano conta (3 para cada 10 minutos de conversa, em média). Descrito como um polígrafo humano, Cal Lightman prestará seus importantes serviços à polícia investigativa na série, que é baseada em grandes estudos sobre o comportamento humano. O drama tem produção executiva de Brian Gazer, de 24.
Battlestar Galactica (16 de Janeiro, Sci-Fi): Liderada pelo comandante Adama, a nave Battlestar Galactica finalmente descobriu a terra no final do 10º episódio da 4ª temporada, que continuará neste Mid Season para um encore de mais 10 episódios em sequencia, que serão os últimos da série. No Brasil, infelizmente, a TNT simplesmente parou de exibir o drama espacial ao final da 3ª temporada e o drama espacial está sem emissora em terras nacionais, apesar de termos aqui o Sci-Fi Channel. Enquanto não estreia, o site do canal americano está lançando mini-episódios exclusivos para a Internet, contando algumas histórias paralelas.
Big Love (18 de Janeiro, HBO): Bill Henrickson e suas três esposas Barb, Nikki e Margene estão chegando na HBO americana para mais uma sórdida temporada! Big Love é um interessantíssimo drama sobre o mundo da poligamia da forma concebida pelos dogmas da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, cujas dissidentes fundamentalistas ainda são proeminentes no estado americano de Utah nos dias de hoje. Morando em três casas conjuntas, Bill enfrenta o desafio diário de esconder (e manter) este complicado estilo de vida, enquanto tenta desligar-se das amarras de suas origens na comunidade em que foi criado. Big Love deve estrear a partir de meados de 2009 na HBO Brasileira.
The United States of Tara (18 de Janeiro, HBO Showtime): Com produção de Steven Spielberg e roteiro de Diablo Cody, do premiado filme Juno, chega em Janeiro na HBO americana o drama The United States of Tara. A série contará a história de ma mãe que sofre de distúrbios de personalidade e que luta para criar uma família desunida e problemática. A protagonista é interpretada pela talentosa atriz Toni Collete e a primeira temporada terá 13 episódios. Embora sem previsão de estreia no Brasil, é comum que as produções serializadas exibidas na HBO americana eventualmente pintem por aqui.
LOST (21 de Janeiro, ABC): Provavelmente a estreia mais aguardada do ano, LOST chega no final de Janeiro nos EUA para a sua 5ª e penúltima temporada, que deverá ser centrada na saga de retorno dos Oceanic 6 à ilha, com a promessa de responder alguns mistérios e criar outros. Recentemente os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof divulgaram a imagem de mais um logotipo da Iniciativa Dharma! LOST deve estrear ainda no primeiro semestre de 2009 aqui no Brasil pelo AXN.
Burn Notice (22 de Janeiro, USA): Uma das séries novas que tardiamente descobri este ano foi a divertida Burn Notice. Contando a história do espião Michael Weston que foi sumariamente e inadvertidamente despedido pelo governo, o drama se passa na ensolarada Miami e traz a busca do sujeito pela verdade sobre quem armou pra ele, enquanto resolve pequenos casos como freelancer. A série tem um clima muito agradável, remetendo aos bons filmes de espionagem, e tem a consultoria de espiões de verdade! Interrompida pela greve, Burn Notice retornará para o restante da 2ª temporada no mês que vem, sem previsão de estreia na FOX brasileira, que atualmente exibe a primeira parte.
Dollhouse (13 de Fevereiro, FOX): Aguardada pelos milhares fãs de Joss Wheddon (Buffy, Angel, Firefly), Dollhouse contará a história de Echo (Eliza Dushku), uma jovem que faz parte de uma secreta organização que distribui perigosas e ilegais missões à mulheres para depois “deletarem” suas memórias, deixando-as “zeradas” para novos “trabalhos”. É claro que eventualmente as memórias de Echo sobre suas escusas ações começarão a emergir e ela deverá questionar os interesses deste projeto e lutar para encerrá-lo. Infelizmente a FOX americana programou a série para as noites de sexta nos EUA (um péssimo timeslot), mas Wheddon concordou com a decisão e disse que se dependesse dele colocaria a série no mesmo horário. Ele ainda pediu para os fãs “diminuírem as expectativas” com o show e para terem “paciência com a história“, especialmente nos primeiros capítulos… Ish!
The Celebrity Apprentice (1º de Março, NBC): Donald Trump estreará a 8ª temporada de seu reality-show (a 2ª com famosos) em Março. Bom, mesmo com a fórmula desgastada, o canal decidiu dar a luz verde ao programa, já que os custos de produção não são altos e a nova estratégia será a de exibir duas horas direto toda semana. Exatamente: o programa agora terá duas horas todo domingo à noite, conforme confirmou o executivo Mark Burnett. A nova temporada deverá ter “celebridades” como Dennis Rodman, Joan e Melissa Rivers, além de Khloe Kardashian.
Castle (9 de Março, ABC): Com uma das premissas mais interessantes do Mid Season, ao meu ver, Castle terá como protagonista o inquieto escritor de romances policiais Rick Castle, que começará a trabalhar com a polícia, já que aparentemente os crimes sobre os quais ele escreve estão sendo executados na vida real. Com uma personalidade forte, ele aproveitará a experiência para fazer laboratório para sua próxima obra, pois está sofrendo de bloqueio de escritor. Sua inspiração será a metódica detetive da polícia de NY Kate Beckett. Castle tem como inspiração a série Moonlighting, estrelada por Bruce Willis na década de 80 e será mais um drama romântico leve do que uma série investigativa propriamente dita.
Kings (19 de Março, NBC): Desde que anunciada pela NBC no lineup da programação year long em meados de 2008, a série King vem despertando o interesse do público por causa de sua curiosa premissa: centrada numa metrópole moderna, o drama vai usar a monarquia para recontar a bíblica história de Davi e Golias. O canal vem tratando a série com muita confidencialidade, soltando pouquíssimas informações e criando um enorme buzz em torno da produção. A estreia terá 2 horas de duração e alguns detalhes podem ser encontrados no site oficial da atração.
Estas são as principais estreias, mas a lista completa, incluindo todos os retornos você encontra aqui. Faremos uma cobertura da maioria destas novidades do Mid Season na Semana em Série, à exceção de LOST, que terá cobertura dedicada e imediata! E aí, qual é a produção que você espera ansiosamente?
Excepcionalmente esta semana, a cobertura Semana em Série começará na quarta.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, American Idol, Battlestar Galactica, Big Love, Burn Notice, Castle, Damages, Dollhouse, Kings, LOST, Lie to Me, Mid Season, Scrubs, The Apprentice, United States of Tara
Tags: 2009, estreias, usa
09/11/2008 - 00:01
LOST, 24, Dollhouse, Lie to Me, Kings, Battlestar Galactica… Muita coisa boa estreia em 2009 nos EUA, mas eu estou com Cláudia Croitor e a série que eu verdadeiramente mais aguardo é Damages, a melhor série estreante de 2007. Foi uma pena que este ano não tivemos uma nova dose de Patty Hewes por causa da greve. Com um texto primoroso, uma montagem invejável e muito mistério, eu mal posso esperar para ver os rumos que a produção do FX vai tomar no segundo ano após aquele inquietante season finale. E você? Qual série mais espera em 2009 e por que?
O trailer da 2ª temporada de Damages depois do jump:
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Damages, Enquete
Tags: 2009, opiniao
22/09/2008 - 01:14
Se uma palavra pudesse resumir a 60ª cerimônia do Primetime Emmy Awards, esta seria injustiça. Foi exatamente o que eu comentei no Videocast Ao Vivo: nós passamos temporadas inteiras assistindo as séries, debulhamos e repercutimos episódios à exaustão e no fim da noite temos que ver Bryan Chanston da inócua Breaking Bad levar o prêmio de melhor ator em uma série dramática, ganhando de Gabriel Byrne, Michael C. Hall, John Hamm, Hugh Laurie e James Spader. Parece até inexplicável, mas não é, já que grande parte academia premia com base em apenas um episódio. Infelizmente, por esta mesma razão, cenas como essa repetiram ao longo da noite. Zeljko Ivanek foi até bom em Damages, mas sério que ele foi melhor que Ted Danson, Michael Emmerson, William Shatner (!!!) e John Slattery? Claro que não! Academia gone wild.

O mesmo pode ser dito com a vitória de Jean Smart da fraca Samantha Who?. Atuação over the top por atuação over the top eu ficava com a de Vanessa Williams em Ugly Betty. É claro que tivemos alguns acertos também, como o de Glenn Close na categoria de melhor atriz dramática (escolha óbvia) e Alec Baldwin como o destaque por comédia. Aliás, esta foi a noite de 30 Rock e, merecidamente, de Tina Fey. Não é a melhor atriz, claro, mas é uma artista completa e face às injustiças da noite, isso é irrelevante. Ela e sua atração foram pra casa com 4 Emmys, sem contar os do Creative Emmy Awards da semana passada. Como era esperado, o denso drama Mad Men abocanhou a principal categoria da noite e Jeremy Piven ganhou o seu terceiro prêmio consecutivo na pele do irreverente Ari Gold de Entourage. Merecia? Merecia, mas bem que poderiam ter dado chance para Neil Patrick-Harris ou Kevil Dillon.

A cerimônia em si adotou um clima de nostalgia, com homenagens a grandes séries da TV como M*A*S*H, The Simpsons, Seinfeld e um divertido medley (que foi o ponto alto da noite) que relembrou as aberturas de Friends a The Love Boat, passando por Happy Days, The Brady Bunch, Cheers, The Jeffersons e até The Fresh Prince of Bel-Air. No geral achei ainda que a Academia errou o tom com essa de colocar 5 apresentadores pra dividir o palco e a de dar destaque tão grandea esta nova categoria de host de reality-show (embora a sacada de Jimmy Kimmel e o break comercial para anunciar o resultado ter sido genial). Mais um Emmy se foi e ficou a sensação de que uma premiação como esta nunca vai conseguir ser 100% justa.

Confira, então, a lista dos vencedores nas principais categorias:
Melhor Comédia: 30 Rock
Melhor Drama: Mad Men
Melhor Atriz Drama: Glenn Close, Damages
Melhor Ator Drama: Bryan Cranstom, Breaking Bad
Melhor Ator Comédia: Alec Baldwin, 30 Rock
Melhor Atriz Comédia: Tina Fey, 30 Rock
Melhor Ator Coadjuvante Drama: Zeljko Ivanek, Damages
Melhor Atriz Coadjuvante Drama: Dianne Wiest, In Treatment
Melhor Ator Coadjuvante Comédia: Jeremy Piven, Entourage
Melhor Atriz Coadjuvante Comédia: Jean Smart, Samantha Who?
Melhor Direção Drama: Greg Yaitanes, House
Melhor Roteiro Drama: Matthew Weiner, Mad Men
Melhor Direção Comédia: Barry Sonnenfeld, Pushing Daisies
Melhor Roteiro Comédia: Tina Fey, 30 Rock
Melhor Apresentador de Reality Show: Jeff Probst, Survivor
Melhor Programa de Variedades: The Daily Show with Jon Stewart
Melhor Reality Show: The Amazing Race
O que acharam?
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Breaking Bad, Damages, Emmy, Entourage, House, In Treatment, Mad Men, Pushing Daisies, Samantha Who?
Tags: ao vivo, award
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