Todo ano a revista TV Guide, publicação especializada em televisão norte-americana, divulga uma lista com as principais séries que estão “por um fio” e sujeitas a cancelamento iminente pelas emissoras que encomendam produção. O motivo mor, claro, é audiência. Se a série não satisfaz os interesses dos executivos economicamente, o machado é praticamente certo e inevitável. Poucas foram as séries que voltaram do cancelamento. Nesta temporada, os principais shows ameaçados e que podem se juntar às já canceladas Trauma e The Beautiful Life são:
Brothers, Cold Case, Dollhouse, Eastwick, The Forgotten, Fringe, Gary Unmaried, Gossip Girl, Hank, Heroes, Law & Order, Melrose Place, The New Adventures of Old Christine, Three Rivers e ‘Til Death.
De toda, apenas considero que Fringe realmente não mereça estar nesta lista e só está porque os brilhantes executivos do canal FOX americano resolveram colocar uma das melhores novidades da temporada anterior nas concorridas noites de quinta-feira nos EUA. Fringe estava indo muito bem no horário antigo e foi um erro querer mexer em time que estava ganhando. Colocar uma série semi-estrante pra brigar com Grey’s Anatomy, The Office, 30 Rock, CSI e Supernatural só pode ser burrice ou tentativa de sabotagem.
Por outro lado, não correm risco de cancelamento nesta temporada as séries de TV aberta que já tiveram temporadas completas encomendadas: Community, Mercy, Parks and Recreation, The Vampire Diaries, Castle, FlashForward, Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Good Wife, One Tree Hill, Glee, Friday Night Lights e Southland, que foi salva pela TNT ontem. É claro também que as grandes como Grey’s Anatomy, SVU, os CSIs etc. sequer entraram na lista porque sabemos que os canais não são loucos de cancelá-las por agora, assim como as séries de TV a cabo (Dexter, Mad Men,Damages, Breaking Bad etc., cujo futuro não será decidido por agora ou também já estão garantidas). E aí, por quais séries em risco de cancelamento vocês temem?
Finalmente os canais de séries estão se adaptando à demanda dos assinantes, conforme recentemente demonstrou o Universal Channel. Desta vez, segundo o colunista Daniel Castro da Folha de São Paulo, são os canais Sony e AXN que prepararam novidades bastante interessantes para o “SpringSeason” brasileiro. A maior delas diz respeito à aquisição pelo Grupo Sony do aguardado drama FlashForward, promovido pelo canal ABC americano como novo LOST, e com estreia marcada para Fevereiro de 2010. Mesmo a data parecendo um pouco distante, a boa nova é que as populares séries Grey’s Anatomy e Desperate Housewives chegarão ao Brasil meses antes do normalmente esperado, devendo pintar por aqui já em Novembro! No AXN a melhor surpresa é a estreia de LOST garantida para o mês de Fevereiro, o que é muito positivo, já que lá fora ela está anunciada para estrear no final de Janeiro de 2010. O intervado de exibição, então, será minúsculo e isso certamente contribuirá na diminuição da “circulação” de surpresas indesejadas por aí, principalmente considerando que será a última temporada do drama mais cultuado dos últimos tempos.
Das novas séries que foram adquiridas pelo grupo Sony estão o remake de Melrose Place da CW e Cougar Town, estrelada pela ex-Friends Courteney Cox. Além disso, eles já provisionaram a divertidíssima Royal Pains, comédia renovada para 2ª temporada que conta a história de um cirurgião que é despedido de um grande hospital de Nova York e acaba indo parar na poderosa região praiana dos Hamptons para se tornar um “médico conciérge”, que atende figurões em suas mansões. A nova produção de Ashton Kutcher com Mischa Barton, The Beautiful Life: TBL, também está no menu da emissora, assim como o drama Drop Dead Diva, a comédia estilo The Office intitulada Community e as sitcoms Accidentally on Purpose, que tem Jenna Elfman (Dharma & Gregg) no elenco, e 100 Questions. Há muito tempo não vemos uma temporada tão diversificada assim no Sony! Vale lembrar que ainda não foram divulgadas as datas exatas, pois a grande maioria destas produções sequer estreou lá fora. Contudo, isso demonstra a pró-atividade dos canais, que estão aos poucos resgatando a confiança do assinante. Tomara que perdure por mais outonos…
Boas notícias para os assinantes e fãs de séries do Brasil. A partir do dia 8 de Setembro o Universal Channel estreia sua nova identidade visual e uma envolvente campanha intitulada “Acredite”, focada nos astros e estrelas de suas principais atrações. Mas não é só isso que eles prepararam: observando as tendências do mercado nacional de TV paga, o Universal Channel percebeu que com a disponibilidade das informações, os espectadores querem ver suas séries favoritas com um prazo razoável com relação à exibição original. Por isso eles programaram a estreia da 6ª e aguardadíssima temporada do blockbuster House já para o dia 22 de Outubro, às 22h, com apenas 1 mês de diferença da exibição americana!
Além disso, a novíssima Three Rivers, que nem estreou lá fora, já tem data pra chegar ao Brasil: 28 de Outubro. Este drama estrelado por Alex O’Loghlin (Moonlight) conta a história de um médico especializado em transplantes e seu envolvimento com os doadores e beneficiários. Vale lembrar que esta mudança de postura do canal também trará a necessidade do espectador brasileiro criar novos hábitos, como o de conferir o calendário dos episódios, já que com a antecipação ficamos vinculados à exibição americana que reiteradamente é intermitente. De qualquer forma, parabéns ao canal pelo respeito com os assinantes, o que é cada vez mais raro hoje em dia.
Por que cada vez mais atores e atrizes estão trocando o cinema pela televisão? Ora, além de protagonizarem ótimos dramas e comédias, aumentarem a base de fãs, assim como sua exposição na mídia, os salários pagos são astronômicos. O mercado da telinha movimenta grandes somas e recentemente o TV Guide divulgou uma lista atualizada dos maiores salários da TV. Ah, já ia me esquecendo: os números são o faturamento POR EPISÓDIO! Cada série tem, em média, cerca de 22 episódios por cada temporada. Então veja os números e faça as contas:
01. Charlie Sheen (Two and Half Men) US$ 875.000,00
02. Kiefer Sutherland (24) US$ 550.000,00
03. Hugh Laurie (House) US$ 400.000,00
04. Mariska Hargitay (Law & Order: SVU) US$ 400.000,00
04. Christopher Meloni (Law & Order: SVU) US$ 400.000,00
05. Marg Helgenberger (CSI) US$ 390.000,00
06. David Caruso (CSI: Miami) US$ 375.000,00
06. Laurence Fishburne (CSI) US$ 375.000,00
07. Mark Hammon (NCIS) US$ 325.000,00
08. Ellen Pompeo (Grey’s Anatomy) US$ 275.000,00
08. Kyra Sedgwick (The Closer) US$ 275.000,00
09. Tim Roth (Lie to Me) US$ 250.000,00
09. Simon Baker (The Mentalist) US$ 250.000,00
09. Patrick Dempsey (Grey’s Anatomy) US$ 250.000,00
09. Calista Flockhart (Brothers & Sisters) US$ 250.000,00
09. Kate Walsh (Private Practice) US$ 250.000,00
09. Denis Leary (Rescue Me) US$ 250.000,00
10. Patricia Arquette (Medium) US$ 225.000,00
11. Tom Welling (Smallville) US$ 175.000,00
12. Sally Field (Brothers & Sisters) US$ 150.000,00
12. Jennifer Love Hewitt (Ghost Whisperer) US$ 150.000,00
13. Blake Lively (Gossip Girl) US$ 50.000,00
13. Chace Crawford (Gossip Girl) US$ 50.000,00
Conforme relatou o colega Davi Garcia, ficaram de fora da lista os valores das estrelas de Desperate Housewives e LOST, pois estes têm apenas números estimados (mas igualmente altos). Ah, e na lista de apresentadores como David Letterman, Dr. Phil, Judge Judy, Simon Cowell e cia., os valores podem passar de 30 milhões de dólares por ano! E aí, acha que algum destes aí de cima recebe até demais pra participar de apenas um episódio? Quem merecia estar neste top e não está?
Assinantes e consumidores de todo o Brasil comemoraram quando no final de 2007 a Anatel, autarquia federal que regula a telecomunicação no país, editou um regulamento que, entre diversas determinações sobre a TV por assinatura, estabelecia que estaria proibida a cobrança de mensalidades em pontos adicionais e os clientes poderiam pedir quantos quisessem, sem pagar a mais por isso. As operadoras, então, só estariam autorizadas a cobrar pelo serviço de instalação do ponto extra e uma taxa única para ativação dele. Isso sem contar que os pontos que já estivessem instalados e ativados não poderiam ser mais cobrados. O regulamento continha uma vacatio de seis meses para que as empresas pudessem se preparar para atender as novas regras. Mas em vez de fazerem isso, certamente utilizaram este tempo para trabalhar medidas judiciais e extrajudiciais com o intuito de “proibir a proíbição”. Fato é que após um ano com as novas medidas em vigor, os assinantes de todo o Brasil continuam pagando pelos pontos adicionais e a perspectiva de mudança deste quadro é quase zero, pois a Anatel SIMPLESMENTE ABAIXOU AS CALÇAS para a organização lobista das operadoras, a ABTA. Restou decidido, segundo a Folha de São Paulo, que a cobrança pelo ponto extra não pode ser sobre a programação, mas pode sim pela locação do equipamento. Sim, caro assinante, o mesmo equipamento que é (ou era) concedido na forma de comodato (empréstimo), pois sem ele não é possível assistir ao sinal codificado. O capítulo final desta história é tão previsível como o fim de uma novela: casamento. Se você quer ter um ponto extra na sua casa estará eternamente comprometido com este adicional na sua fatura, apesar do texto legal dizer explicitamente o contrário. Está claro quem realmente dita as regras neste PAÍ$.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s):Canais, NotíciasTags:
Desde pequeno o grupo Jackson Five liderado por Michael Jackson brilhava nos palcos do The Ed Sullivan Show nas noites dominicais da CBS com performances e coreografias impecáveis. Mais tarde, já em carreira solo, o rei do pop foi um dos primeiros a investir pesado em um formato até então pouco considerado pelo mercado fonográfico: o vídeoclipe. De fato, antes mesmo da invasão de profissionais do cinema na TV como vemos hoje, Michael já buscava para os seus vídeos grandes diretores da telona como John Landis (Lobisomem Americano em Londres), Martin Scorsese (Taxi Driver), John Singleton (Os Donos da Rua) em produções com orçamentos inimagináveis para a época. Além disso, graças a uma parceria com a Pepsi, o astro recebeu fundos ilimitados para contar suas histórias em verdadeiros curtas musicais que eram antecipadíssimos, como foi o caso do clipe de Black or White, que teve estreia mundial (lembro até hoje de Glória Maria anunciando no Fantástico). Ele também fez diversas aparições memoráveis na TV: na festa de 25 anos da gravadora Motown cantando e dançando Billie Jean (1983); na campanha USA for Africa com o single We Are the World (1985); no intervalo do Super Bowl com a mega apresentação de Heal the Word (1993) e depois em infames momentos como o do documentário de Martin Bashir, Living With Michael Jackson, e no infeliz caso do bebê na sacada, ambos na década de 2000. O que poucos sabem é que Michael Jackson já foi protagonista de uma série de TV. Todos os principais fatos sociais eram e são traduzidos nas produções serializadas que nós tanto gostamos: do estabelecimento do american way of life até a recente ameaça terrorista, moda, comportamento, política e música viram premissas centrais. Isso não foi diferente com o estrondoso sucesso que os Jackson Five tiveram na década de 70, tanto que o canal ABC produziu um desenho com que mesclava aventuras fictícias da banda com fatos reais e clipes. Confira um trecho do pouco conhecido The Jackson 5ive:
The Jackson 5ive foi originalmente exibida entre 1971 e 1973 nos sábados de manhã nos EUA e depois reprisada uma década mais tarde, em 1985, no auge da carreira do cantor. Por questões de conflito de agenda (o desenho era produzido em um estúdio londrino), as vozes dos integrantes do grupo não eram utilizadas – tão somente as músicas. De qualquer forma, fica aqui registrado que além de cantor, dançarino, protagonista de cinema, Michael Jackson também teve sua própria série de TV. Perdemos um dos maiores entertainers da História. Confira vários vídeos do programa no YouTube e relembre (ou conheça) os sucessos que marcaram gerações.
Enfim uma notícia boa para os fãs de séries brasileiros! A FOX International Channels apresentou esta semana a sua TV online com conteúdo on demand chamada Mundo FOX. Embora não seja uma inovação tecnológica, o portal de entretenimento online próprio de uma emissora é novidade no Brasil, já que os grandes sites estrangeiros como o Hulu.com não permitem acesso fora dos EUA. Com o Mundo FOX qualquer usuário da internet poderá assistir gratuitamente e a qualquer momento várias produções dos canais do grupo (FOX, FX, Speed e NatGeo). Os destaques, claro, estão com as séries 24, Prison Break, American Dad, Family Guy, Burn Notice, My name is Earl, Life on Mars, dentre outras, e o melhor é que o conteúdo não está dublado! Eu conferi o streaming e a qualidade de áudio e vídeo é muito boa, apesar de não estar em alta definição. Segundo o executivo de operações da FOX, o serviço ainda permite ao usuário várias funções: desde incorporar o conteúdo em redes sociais até adaptar o fundo da tela, equilibrando a luz e e proporcionando uma melhor experiência ao assistir os vídeos. Além disto, o sistema adapta o vídeo automaticamente conforme a velocidade de conexão do usuário. A iniciativa é muito positiva e, embora esteja longe de derrubar o download não permitido de séries, mostra que o grupo está antenado na tendência do mercado. Seria bom, contudo, que o gap de exibição com os EUA fosse diminuído, pois é completamente inadmissível o público nacional ter que esperar tanto para ver a temporada da série que gosta com a velocidade de transmissão das informações. Ah, embora esta não seja a situação ideal para os olhos da ABTA (a Associação Brasileira das Empresas de TV a Cabo), o site somente exibe reprises das produções e o material inédito deve continuar a ser exibido primeiro na TV. De qualquer forma, vale a pena conferir.
Ontem um promo viral do canal ABC rodou a Internet com imagens de integrantes de quatro séries jogando totó num quintal: Courteney Cox (Jules da inédita Cougar Town), Patrick Dempsey (Dr. Sheppard de Grey’s Anatomy), Ed O’Neil (Jay da nova Modern Family) e… Dominic Monagham (o Charlie de LOST)! Confira:
Na curiosa cena, Dempsey provoca Monagham: “você está morto” (no jogo) e ele retruca: “eu estava”. A partir daí todo mundo começou a perguntar: será que Charlie vai voltar para LOST na última temporada e vivo? Seria esse um indicativo do rumo que o drama vai levar? Isso era o que a ABC queria que todo mundo pensasse. Mas o sagaz Michael Ausiello do EW descobriu que não é nada disso. Dominic Monagham entrará como regular em uma das séries do canal no próximo fall season, mas ele prometeu não contar qual porque a surpresa será grande! Aliás, ele enfatizou neste ponto. Mas em qual série será? Brothers & Sisters, Grey’s Anatomy, Desperate Housewives, Scrubs, Castle? Quem sabe Dancing With the Stars? Em qual programa da ABC vocês querem vê-lo?
Há pouco mais de um ano escrevi aqui no blog sobre o lançamento da HDTV paga pela NET que, até então, era inédita no mercado e trazia apenas um canal em seu pacote, o Globosat HD, que nada mais é do que uma emissora que transmite o sinal de alta definição com reprises de atrações da rede. Hoje alguns outros canais além dos abertos começaram a pipocar e por isso muitos me perguntam se já está valendo a pena aderir. Vale lembrar, inicialmente, que no caso da NET é preciso desembolsar R$ 799,00 para ativar o serviço e ter o decodificador digital comodatado, além de pagar R$ 19,90 a mais por mês pelo serviço de gravação (uma espécie de TiVo 1.0). Caso você opte por não utilizar o serviço, a adesão ao sistema sai por R$ 999,00. Pois bem, e a programação? Toda ela fica em alta definição? Não. A maioria dos canais continua em SD, ou seja, Standard Definition digital. Atualmente temos cerca de 10 canais pagos transmitindo em alta definição: Globosat HD, Telecine HD, FOX HD+Nat Geo HD (que dividem o mesmo slot), Discovery Theater HD, HBO HD, MGM HD, Space HD, TNT HD, Voom HD e ESPN HD. Na NET, por exemplo, apenas estão disponíveis o Globosat HD, FOX HD+Nat Geo HD e o Telecine HD. Estes dois últimos, aliás, constam como “em regime de degustação”. Isso quer dizer que não bastará apenas aderir ao sistema: será necessário assinar novos combos, cujos valores até o momento não foram divulgados.
A SKY recentemente lançou a programação em alta definição com mais canais (todos que citei acima menos Telecine HD e Globosat HD, que permanecem exclusivos na NET) e custo de adesão zero. O “porém” é que as mensalidades da SKY são relativamente mais caras que as da NET (chegando a custar mais de R$ 250,00 só pelo sinal de TV). Segundo o CEO da HBO, grupo que lançou este ano os canais em alta definição da rede, o foco de comercialização são para os “early adopters” (leia-se: tontos afobados como eu). Eu testei o NET HD Max e ratifico que a imagem (com suporte de até 1080i de resolução) e o som (5.1) realmente são excelentes. O sistema de gravação também é muito interessante e mais intuitivo e útil do que eu imaginava. Contudo, a pouca variedade de canais e a indefinição sobre os custos desses pacotes ainda são os pontos negativos (só depois de aderir eu descobri lendo a letra miúda no site da NET que os canais estão em degustação). Fato é que a tendência global é a da migração, ainda que lenta, para o novo formato. No Brasil, por exemplo, várias capitais já transmitem o sinal aberto desta forma, sendo igualmente necessário realizar um investimento inicial com o conversor digital, antena e mão-de-obra, que no fim chega quase perto do preço de uma adesão na TV paga. Pra quem já é assinante, o ideal é contratar o serviço com sua operadora, para não incorrer em vários custos. Se você é um “early adopter“, prepare o bolso e entre na onda da alta definição! Do contrário, recomendo esperar até existirem mais canais e/ou pacotes com preços mais atraentes.
Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?
Oficialmente Renovadas: Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.
Oficialmente Renovadas: Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas), The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.
Oficialmente Renovadas: 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.
Oficialmente Renovadas: 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas: Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.
Oficialmente Renovadas: 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.
A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation). E aí, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider!).
O ano de crise na economia parece também ter afetado as séries. Não estamos nem na metade deste exercício e é enorme a quantidade de produções que simplesmente deixarão a TV em breve ou até já deixaram. Ontem me mandaram pelo Twitter uma lista atualizadas do blog TV Series Finale sobre dramas e comédias que não retornarão, seja porque chegaram ao fim ou porque não foram bem na audiência e foram cortadas na marra da grade. Eis o que você não vai mais ver até o fim de 2009, seja na TV americana e, provavelmente, na brasileira: Battlestar Galactica (que acaba hoje), Boston Legal, Crusoe, Dirty Sexy Money, Do Not Disturb, Eli Stone, ER, The Ex List, Fear Itself, King of the Hill, Kyle XY, The L Word, Life on Mars (US), Lipstick Jungle, The Middleman, My Own Worst Enemy, Prison Break, Pushing Daisies, The Shield, Stargate Atlantis, The Starter Wife e Swingtown.
Além destas séries, outros reality-shows, programas matinais e noturnos, foram cancelados, totalizando a marca de 51 produções despachadas. A pergunta que fica, então, é: qual delas você vai sentir mais falta?
Finalmente a espera acabou para fãs de muitas séries que acompanham pela TV paga! Em Março, os principais canais do gênero programaram o retorno de várias produções e a estreia de novos dramas e comédias que são muito aguardados. Entre os principais destaques, estão a 5ª temporada de LOST (dia 9, 21h no AXN), o último ano de Prison Break, que voltará a ser exibido legendado no FX (dia 12, 22h) e, claro, a 2ª temporada de Damages (dia 10, 21h no AXN). Entre as novidades, temos a estreia de Fringe, série de J.J. Abrams sobre a ciência marginal (dia 17, 22h na Warner) e a divertida Leverage, que infelizmente estreará no pouco conhecido canal Space (só pra assinantes Sky, dia 17, 21h).
Voltam também ao FX as comédias My Name Is Earl e The Office com suas novas temporadas (dia 15, 20h e 20h30, respectivamente) e o A&E anunciou a 3ª temporada de Numb3rs e a estreia de The Beast (drama policial com Patrick Swayze) em sequencia no dia 8, a partir das 20h. Infelizmente chegando dublados à programação, no canal da Raposa, a última temporada de Boston Legal (dia 11, 21h), o telefilme 24 Horas: Redenção (dia 31, 21h), o 2º e provavelmente último ano de Lipstick Jungle (dia 5, 21h). A FOX ainda vai trazer a nova e fraquinha The Listener (dia 2, 21h). O Universal Channel, por fim, chegará com as temporadas de Psych e Monk a partir do dia 29, às 18h e 19h, respectivamente, e a 3ª temporada de Brothers & Sisters só retornará no dia 15 de Abril. Vai ser um mês agitado! Programem-se!
E a história se repete… Depois do fechamento do site LegendaZ e de parte do LOST Brasil pela ADEPI, ontem o popular site Legendas.TV, famoso no Brasil e no exterior por divulgar somente arquivos de texto com traduções feitas por usuários domésticos, foi alvo de uma operação da ACPM, a Associação Anti-Pirataria de Cinema e Música. Segundo a administração do site, a dita organização entrou em contato com o servidor onde está hospedado o Legendas.TV, que retirou-o do ar sem uma contundente verificação se lá havia material protegido ou não. Os responsáveis pela manutenção do espaço estão trabalhando para normalizar a situação e voltar logo com o site online, ainda agora que as visitas ao site triplicaram com a estreia de LOST. Mas existe fundamentação legal pra que uma organização ordene que um datacenter feche um site? Eu, como advogado atuante nas áreas de Direito Civil e Propriedade Intelectual há 5 anos, entendo que não.
O artigo 184 do Código Penal Brasileiro e regulamentações da Lei 9.610/98 são claros ao estabelecerem que cabe a perseguição penal apenas a quem viola direitos do autor e os que lhe são conexos, oferecendo ao público, com intenção de lucro, o material juridicamente protegido. Além disso, a própria Lei dos Direitos Autorais estabelece em seu artigo 46 que a reprodução para uso privado do copista não constitui ofensa aos direitos do autor. Porém, o site, que funciona à base de colaboração de tradutores, nunca disponibilizou qualquer conteúdo protegido e jamais fez menção ou orientou usuários sobre a obtenção de tais arquivos – que seriam os vídeos que os usuários particulares baixam pela Internet para assistirem em casa. Mesmo assim, ainda que existisse fundamentação legal para encerrar o Legendas.TV, tal ordem não deveria vir de uma mera organização, conforme determina o Princípio Constitucional da Legalidade. Ah, e ainda tem a questão dos canais que provavelmente andam utilizando as legendas feitas pelos tradutores de Internet, lembram?
Antes do datacenter onde o site estava hospedado tomar qualquer medida no sentido de mantê-lo funcionando ou não, um processo de conhecimento deveria ser instaurado, os fatos deveriam ser verificados, os réus deveriam ter a oportunidade de se defenderem e, por fim, uma sentença judicial transitada em julgado (final) ditaria o que deveria ser feito. O Devido Processo Legal é a base do Estado de Direito que nós (supostamente) vivemos e seus precedentes devem ser respeitados. Covardes os administradores deste servidor que, sem qualquer tipo de embasamento legal, ordem judicial ou oficial, retirou o do ar o site de pessoas que não infringem a lei. Existe quem tenha um pensamento diverso do meu, como acontece em todas as áreas do Direito, mas sou categórico ao afirmar que não há lei para punir ou impedir o trabalho voluntário dos tradutores de Internet, que nunca ganharam um centavo com esta prática altruísta. Assim que o site estiver online novamente, avisaremos aqui e no Twitter.
Amanhã continuamos com nossa cobertura da Semana em Série. Hoje não tem clima pra isso. Se não conseguir acessar a página de comentários, envie-os para ligadoemserie@ig.com.br, que serão publicados aqui!
15:31 – Atualização: A administração do Legendas.TV disse que o site voltará ainda hoje com uma versão compacta com as legendas mais populares e que em uma semana todo o portal estará completo em novo servidor! Parabéns pela agilidade, eficiência e altruísmo de todos os administradores e colaboradores!
20:35 – Atualização: Em represália à retirada do site Legendas.TV do ar, hackers não identificados invadiram o site da Associação Anti Pirataria de Cinema e Música com os dizeres “viva os downloads” e com um redirecionamento automático para um dos mais famosos sites de troca de arquivos na Internet, o Mininova.
23:55 – Atualização: Parece que por dificuldades de estabelecimento de um novo servidor, o site ficará mais tempo fora do ar. As novidades sobre o caso estão centralizadas no FAQ que foi criado para orientar os usuários.
04/02, 13:20 – O Legendas.TV está de volta em uma versão mais compacta. O endereço continua o mesmo, é só acessar www.legendas.tv. Enquanto isso, o site da APCM agora está fora do ar. Que ironia, não?
04/02, 17:30 – Outro famoso site que disponibilizava legendas, o InSubs, acaba de ter sua conta suspensa no servidor que utilizavam.
Acabou a época das grandes estreias na TV a cabo, com aquela infinidade de dramas e comédias para todos os gostos. Em época pós greve dos roteiristas, o canal Sony, que uma vez já foi o líder em quantidade e qualidade de atrações, preparou um mirrado mês de estreias, que terá apenas duas novidades e três retornos. As novas temporadas de Grey’s Anatomy e Desperate Housewives voltam nos dias 2 e 4 de Fevereiro, respectivamente, ambas às 22h. Está programado também para as quintas-feiras, a partir de 04/02, o retorno da premiada comédia de Tina Fey, 30 Rock. Com relação às novidades, bem…
Worst Week parte da mesma premissa que o longa Entrando Numa Fria estrelado por Ben Stiller: um sujeito nervoso e desastrado que passará uma semana dos infernos visitando os pais de sua namorada e que ainda terá a difícil missão de contar que ela está grávida e que os dois vão se casar. Nesta comédia não tramas complicadas, piadas elaboradas etc. A lei aqui é a comédia física e muitas vezes totalmente pastelão (o que nem sempre é ruim). Alternando entre gags hilárias (a da funerária, por exemplo) com outras nem tanto de tão óbvias (a do quadro), este remake da série inglesa homônima parece não ter emplacado em solo americano, apesar de simpático. É um bom passatempo, mas só. (Dia 4, 20:30h)
Já em Kath & Kim, Kath Day e Kim Day, mãe e filha, fielmente personificam a expressão americana white trash. Essas duas peculiares moças interpretadas com vigor por Molly Shannon (SNL) e Selma Blair (Hellboy) são originadas da série australiana de sucesso de mesmo nome e está é mais uma comédia com premissa baseada no humor nonsense estilo 30 Rock. Mas fato é que o piloto não consegue extrair todo o potencial da produção, graças ainda a uma notável falta química entre as protagonistas, que aos poucos acertam o passo. O texto é ágil e atual, mas as piadas muitas vezes são sutis e fracas. (Dia 2, 20h)
Não são grandes comédias e não esperem muito destas produções. Worst Week, por exemplo, nem confirmada pra uma temporada foi (e parece que não vai passar disso). Realmente o Sony não é mais o que já foi um dia…
Através de um banner no famoso site Legendas.TV, os anônimos tradutores de Internet estão reclamando que grandes canais como Universal Channel, TNT e FOX e distribuidoras estão utilizando sistematicamente as legendas criadas por eles nas traduções oficiais da TV e DVDs. Contudo, eles ainda não expuseram qualquer tipo de evidência desta “cópia” e, mesmo que eles a publicassem, a reivindicação sobre a legítima autoria destas traduções esbarraria em uma infinita discussão jurídica. Afinal, apesar de tradutores, os chamados “legenders” fazem seu trabalho a partir do áudio ou transcrição em texto da obra original, que é licenciada para os mesmos canais que supostamente exibem estas versões da tradução. Ainda que algum tradutor do Legendas.TV se sinta ofendido e exija algum tipo de reparação destes canais, ele teria problemas com o fato de que tal tradução não foi autorizada, tornando a situação bastante complicada. Esta não é a primeira vez que alegações do tipo são feitas. Na época do extindo LegendaZ, tradutores de VeronicaMars também afirmaram que a TNT exibia as legendas feitas por eles, embora seja certo que a maioria das emissoras terceiriza este tipo de serviço para diversas empresas.
Em diversos fóruns da Internet e do Orkut, usuários apontam semelhanças (às vezes incontestáveis) entre as legendas da Internet e as da TV, condenando a atitude das empresas responsáveis pela tradução, que encontram o trabalho “praticamente pronto”. Muitos falam até em retaliação por parte dos canais, mas questionados, as emissoras dizem que desconhecem o fato. Procurei representantes do site para contato, mas não obtive sucesso. Conforme já apontei em várias matérias, nossa legislação sobre a propriedade intelectual é antiga e não acompanhou os diversos desdobramentos tecnológicos desde 1998, quando foi editada. Com base em um dos artigos, é licito dizer que o tradutor tem direitos sobre a versão que criou, mas como já apontei, para ser considerada oficial, a tradução precisaria ser expressamente autorizada (e ela não é). Enquanto uma solução legal não vem, legenders e canais precisarão conviver de forma harmônica e, quem sabe, as empresas de tradução até poderiam beneficiar-se da consultoria destes profissionais anônimos que quase sempre fazem um ótimo trabalho, muito superior ao que estamos acostumados na TV, diga-se de passagem.
Repercuta: Quem você acha que está certo nessa história toda?
Talvez uma das decisões mais sábias da história da TV paga brasileira foi essa agora do Sony de simplesmente “cancelar” a exibição nobre de American Idol, conforme informou a assessoria. Em sua 8ª edição, a fórmula do reality está mais que desgastada e, embora ainda represente a maior audiência da TV americana quando é exibido, o programa sofreu diversas baixas na temporada de 2008 porque ninguém aguentava mais a overdose de episódios. Isso sem contar também no excesso de “especiais”, que nada mais eram do que versões de um mesmo episódio estendidas com propagandas e “papagaiadas”. Os tais episódios de duas horas (cada vez mais frequentes) atrapalhavam, e muito, o calendário de séries do canal brasileiro (os fãs de Ugly Betty foram os mais prejudicados). O show de calouros de Ryan, Randy, Simon e Paula agora chegará aos sábados e domingos às 18h começando no dia 17 de Janeiro, apenas quatro dias após a exibição americana! Isso significa que estaremos quase junto com os EUA, praticamente imunes da enxurrada de spoilers sobre quem saiu, quem ficou e, é claro, quem ganhou. Pra melhorar, só falta o Sony programar boas estreias em 2009, justificando um prime time livre de Idol!
O tradicional canal NBC dominou por muito tempo o tão concorrido horário nobre norte-americano com sua programação Must See TV nas noites de quinta-feira, exibindo grandes sucessos mundiais como Cheers, Mad About You, The Cosby Show, L.A. Law, Seinfeld, Friends e ER. Mas com o tempo a fonte foi secando e hoje a NBC amarga o 4º lugar geral entre as cinco maiores emissoras atuais, ganhando apenas da jovem e fraca The CW. O advento da greve dos roteiristas e da crise econômica mundial não ajudaram em nada neste contexto e, por isso, a alta cúpula do canal tomou ontem uma decisão inédita na história: vão eliminar praticamente um terço do horário nobre dedicado a programas roteirizados. Isso mesmo, toda semana cerca de cinco horas de séries serão necessariamente canceladas a partir do Fall Season 2009. Isso é ruim? Não necessariamente. Pra explicar melhor, preciso contar um pouco mais sobre outro aspecto desta decisão. Alem do Prime Time, o segundo horário de maior importância nos EUA é o Late Night, atualmente dedicado aos talk-shows e programas jornalísticos. É nesta hora que digladiam os três maiores nomes do ramo: David Letterman (da CBS), Jimmy Kimmel (da ABC) e Jay Leno (da NBC).
Porém, há 4 anos o apresentador grisalho da emissora do pavão estava se preparando para uma forçada aposentadoria, depois de substituir por vários anos a lenda Johnny Carson no comando do Tonight Show. Cansado da limitação do formato (que nunca varia da fórmula “piada-entrevista-entrevista-música”) todas as noites, Leno decidiu não renovar seu contrato que venceria em Maio do próximo ano e anunciou que estaria à caça de um novo trabalho. Até esta semana estava tudo certo: Jay Leno sairia da NBC e tomaria o lugar de Jimmy Kimmel na ABC. Kimmel, por sua vez, ficaria sem programa (e, provavelmente sem trabalho), enquanto Conan O’Brien, apresentador do atual Late Night, outro talk-show que passa seguido do Tonight Show nos EUA, assumiria o lugar de Leno. Acontece que tudo mudou ontem, já que a NBC decidiu manter Leno na casa e, pra isso, ofereceu a ele o horário vago das 10 da noite que hoje é dedicado às séries. Isso, inicialmente, resolveria o problema de todo mundo: Kimmel fica seguro na ABC, Conan seguirá no comando do Tonight Show e Leno terá um novo programa cômico, cujo formato ainda está indefinido, mas que certamente trará a liberdade que o comediante tanto queria.
Mas onde fica o público fã de séries no meio de toda essa “dança das cadeiras”? Será que nós seremos prejudicados com a decisão de limar tantas horas de programação serializada? Eu acredito que não. Ao longo dos últimos anos a NBC atirou para todos os lados, dando a luz verde para séries que, poucos episódios depois, descobriríamos tratarem-se de verdadeiras bombas-relógio. Nasceram daí coisas como Bionic Woman, Joey, K-Ville, Journeyman, Crusoe, KnightRider e outras, e foi em meio a tantos fracassos que o presidente Jeff Zucker sabiamente resolveu rever este conceito de “horário-nobre de quantidade” e passar a pensar em um modelo mais enxuto. Sim, haverá downsizing, mas é natural que a partir de agora as porcarias sejam engavetadas, poucas novas produções estreiem e que invistam mais no que atualmente têm de bom. Eu acho que grande parte do público já cansou de começar a ver novos programas que são sumariamente e inadvertidamente cancelados sem final.
O modelo dos canais pagos lá fora (Showtime, HBO, FX), que focam seus recursos em menos séries com menos episódios, mas com qualidade infinitamente superior (Dexter, BattlestarGalactica, Damages e TrueBlood, por exemplo) é a tendência do futuro, especialmente agora que o espectador mundial tem em suas mãos uma grande arma: o DVR. Os “TiVos” e “HD Maxes” da vida já estão modificando a cara e a forma como assistimos TV e é exatamente por isso que eu encaro esta decisão da NBC como algo de muito positivo na atual conjuntura da indústria. Para termos uma idéia do que isso significa lá, seria algo como se a Globo cortasse uma faixa inteira de novelas para exibir uma série ou programa novo a cada dia. É controverso e afronta o tradicional, mas é de atitudes como esta que a TV está precisando. Não acho que as boas séries correm risco de “falta de espaço” com a recém-anunciada programação year-long, que não concentra todas as estreias em uma só época do ano. Contudo, ainda é cedo para prever se esta reestruturação dará certo.
Jay Leno terá muito trabalho para preparar algo novo e que cative uma nova audiência, embora já seja certo que ele trará consigo quadros famosos como o Jay Walking e o Headlines. O novo Fall Season da NBC apresentará uma economia absurda, de cerca de 15 milhões de dólares por semana e já foi indicado que este recurso (ou parte dele, que seja) será reinvestido nas outras duas horas remanescentes, que também terão menos reality-shows. Imaginem todo esse dinheiro injetado na produção e desenvolvimento séries como 30 Rock, Medium, Law & Order: SVU, Chuck, The Office, My Name Is Earl, Heroes, além de projetos como a sitcom de Amy Poehler! Com isso, voltamos naquela mesma máxima de que o que estamos precisando é de qualidade e não mais de quantidade. A TV de Setembro de 2009 em diante agradece e o público também. (Um glossário com os termos técnicos utilizados na matéria foi postado abaixo nos comentários).
As séries Pushing Daisies, Dirty Sexy Money e Eli Stone se preparam para ir embora da TV em breve deixando diversas perguntas em aberto e sem concluir de forma satisfatória suas tramas, conforme apuraram os colunistas do EW, E! e TV Guide. O estrago será maior na comédia fantasiosa de Bryan Fuller, que não teve recursos para dar um final digno à história. A série deixará importantes cliffhangers que não serão respondidos e o único grande mistério resolvido será o do desaparecimento da filha do detetive Emmerson Cod. Existe também a possibilidade do final ser contato em uma história em quadrinhos, o que eu francamente acho ridículo, caso aconteça. O público que dedicou tempo e dinheiro com estas séries merece um final conclusivo, ainda que através de um “letreiro” em tela, se realmente não sobrou mais nenhum centavo de produção (o que eu duvido).
Já os fãs das séries Dirty Sexy Money e Eli Stone terão um pouco mais de sorte, pois ao que parece a produção destes dramas obteve recursos necessários para dar um final “mais conclusivo”. Nem todas as perguntas serão respondidas e nem todas as tramas serão resolvidas, mas no caso de Dirty Sexy Money, por exemplo, teremos a resposta definitiva sobre quem matou Dutch George e Eli Stone se despedirá com uma interessante cena envolvendo Eli e seu pai. Contudo, é impossível não ficar descontente com uma notícia como esta, principalmente quando roteiristas e produtores sabem dos riscos do atual primetime. É inconcebível aceitar passivamente que nenhum executivo ou pessoa ligada ao canal tenha, pelo menos, um indício de que a produção não vai continuar e que ninguém tem um plano B. Às vezes é difícil entender essa lógica punitiva dos canais americanos com sua audiência, apenas porque parte delas não “apoioiu” uma atração. Ultimamente só tem crescido o número de séries canceladas e sem final.
Ah, Knight Rider também deverá ir embora do nada após o episódio 17, mas acho que ninguém se importa com essa…
Quem levantou esta questão foi a Cláudia Croitor do Legendado, que percebeu um aumento significativo do espaço “cinematográfico” na grade (especialmente no horário nobre) dos canais de séries. E procede. Nos últimos tempos os canais que transmitem principalmente séries e/ou programas de variedades começaram a incluir filmes na programação e não estamos falando de blockbusters, filmes de arteou novidades do cinema. O que mais apresentam são de reprises das reprises que ninguém mais aguenta ver. O último a entrar nesta brincadeira foi o Sony, que inaugurou um desnecessário “Espaço do Humor Produzido em Hollywood” (e que eufemismo idiota). Na semana passada os canais FX e People+Arts (de grupos diferentes) chegaram ao cúmulo de exibirem a mesma película com apenas alguns minutos de diferença. Mas por que isso está ocorrendo? O primeiro motivo é porque filmes (especialmente os velhos) são baratos de adquirir. As emissoras que têm contrato de distribuição com estúdios conseguem pacotes de produções batidas por uma pechincha. A exibição deles também rende uma audiência instantânea considerável, já que não é necessário para o espectador que salta de um canal para o outro acompanhar episódios anteriores para entender a trama, como ocorre com uma série.
Porém, ao meu ver, o principal motivo para essa “invasão” é a comodidade que filmes proporcionam aos canais por preencherem um grande espaço na grade, que ao contrário precisaria ser ocupada por até quatro produções serializadas de meia hora ou duas de uma hora. É fato que nosso atual primetime está escasso (parte ainda em virtude da greve), lotado de produções canceladas e séries de segunda linha (tipo aquelas canadenses que o Sony adora). Mas quem sempre sai perdendo com tudo isso, claro, é o telespectador fã de séries que paga caros pacotes para ter uma programação especializada, que é cada vez mais escassa. Hoje todos os principais canais do gênero (Sony, Warner, AXN, Universal Channel, Sci-Fi, FX e FOX) dedicam considerável parte de sua grade com esta programação morta, que certamente já foi exibida à exaustão em outras emissoras como TNT, Telecine, HBO, Megapix e, até mesmo, Globo, SBT e Record. Já perdi a conta de quantas vezes liguei a TV em busca de uma boa série (ainda que uma reprise de clássicos) e precisei ficar esperando Homem Aranha 2 ou O Virgem de 40 Anos acabar. Os canais de séries não vão virar canais de filmes. Já estão virando.
O clima é de despedida nos sets de Pushing Daisies, Eli Stone e Dirty Sexy Money, séries do canal americano ABC. Líder de audiência com Grey’s Anatomy, Dancing With the Stars e (por algum tempo) com LOST, a emissora não teve a mesma sorte com as produções das noites de terça e quarta, que vêm enfrentando reiteradas surras na audiência segundo o Nielsen Ratings, o Ibope americano. As três receberam no início do ano a encomenda de 13 episódios, que é comum para séries que são renovadas. Porém, o pedido do chamado “back-nine” que autoriza a produção de mais nove roteiros para completar a temporada com 22 capítulos ainda não veio. O problema é que já passou da hora de vir.
Por isso, agora há pouco a colunista Kristin dos Santos confirmou com fontes internas que o canal não quer dar a temporada completa para Chuck, Ned, Eli, Nick George e os Darling e a decisão culminou no cancelamento destas produções. Apesar de nenhum pronunciamento executivo e oficial ter sido feito, Bryan Fuller, produtor de Pushing Daisies, agradeceu a o apoio à série e afirmou que o cancelamento era inevitável, já que a audiência do episódio de Daisies exibido ontem foi a pior da história da série. Com o fim da comédia, ele deverá retornar à Heroes com a missão de salvar o drama, conforme noticiamos. Estas são, definitivamente, grandes perdas para o primetime e agora só resta torcer para que vão embora com um final digno e conclusivo. Nenhum fã merece o que aconteceu com Jericho ou Veronica Mars, por exemplo.
Repercuta: O que acharam dos cancelamentos? De qual série sentirão mais falta?
é comentarista de TV, tradutor, advogado e fã incondicional de séries desde que foi fisgado por Friends em 1994. Hoje assistir aos melhores dramas e comédias da TV tornou-se um compromisso sério e diário. Fique liGado nas notícias, resenhas e novidades mais quentes do mundo das séries e participe com seus comentários! Não perca um só post!