A Semana em Série
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Fringe (2×16: Peter): Emocionante, reveladora e memorável essa volta de Fringe, com um dos melhores episódios de toda a série. Peter já começou com a abertura especial “feita” em 1985, data do incrível flashback que contou a história do amor incondicional de Walter, um pai que fez absolutamente o impossível para salvar seu filho a qualquer custo. E mais do que um mero filler, o capítulo serviu para mergulhar o espectador mais ainda na densa mitologia da série, com mais detalhes sobre a outra dimensão, além daquele interessantíssimo momento envolvendo o modus operandi dos Observadores (que haviam acabado de assistir De Volta Para o Futuro estrelado por Eric Stoltz)! E fora estes geniais easter eggs, incluindo o celular V3 em plena década de 80, Peter denotou a meticulosidade desta produção com um roteiro impecável que, através de pontuais acontecimentos do passado, explicou boa parte do presente da série (vide o braço de Nina Sharp e o fato de Peter não se sentir tão ligado ao pai, por exemplo). Isso sem contar nos aspectos técnicos, desde o capricho do design gráfico dos caracteres até o admirável trabalho de maquiagem, especialmente com Walter, Walternate e Sharp. A temporada segue impecável
Cotação Bruno Carvalho: 




24 (8×14: Day 8 5:00 AM – 6:00 AM): Demorou, mas 24 voltou a ser 24. A trama se estabilizou, centrando em Jack, e os vilões agora estão bem definidos, diferentemente de antes. Mais do mesmo? Sem dúvida alguma. Quantas vezes já tivemos um ato de traição interna na administração presidencial? Quantos agentes duplos já passaram pela CTU? Inúmeros. Mas era exatamente isso que estava faltando nesta morna última temporada da série. A 10 horas do fim do dia, as coisas começaram a engrenar com a ameaça radiológica finalmente concretizada. Poxa, eles ficaram 14 horas com as bombas pra lá e pra cá! Mas cadê aqueles momentos de tirar o fôlego como era comum nas temporadas iniciais? Pelo menos agora a temporada segue num caminho menos tortuoso.
Cotação Bruno Carvalho: 


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Damages (3×10: Tell Me I’m Not Racist): Aos poucos a situação de Tom Shayes vai ficando mais e mais complicada e, em Tell Me I’m Not Racist, Patty percebeu a agitação de seu sócio, que precisa urgentemente recuperar a grana que perdeu no investimento com Tobin. E com o Hewes, Shayes & Associates ameaçado de ser afastado do caso, Tom sabe que suas chances caem vertigiosamente. Contudo, este episódio novamente me deixou com a sensação de que mais coisas estão acontecendo em Damages do que deveriam, seja pelos sonhos de Patty, os problemas familiares de Ellen com a irmã e a misteriosa e suposta babá e até mesmo com caso de extorsão dos Winstone (e cadê Frobisher?). Ainda assim, recheada de atuações primorosas e com um texto sempre muito bem construído, a temporada jamais trouxe sinais de desgaste. A apenas dois episódios do final, é impossível prever o que está pra acontecer.
Cotação Bruno Carvalho: 



Grey’s Anatomy (6×19: Sympathy for the Parents): Depois de discutir um tema pesado – o suicídio assistido – Grey’s Anatomy voltou a abordar em um dos casos médicos o “direito à morte”. Por que será que o assunto está tão recorrente? Em Sympathy for the Parents, uma paciente assinou uma declaração dizendo que não queria ser mantida viva por aparelhos e, com o marido contra, o Seattle Grace ficou na complicada posição de ser obrigado a seguir a vontade da declarante de acordo com a Lei. Ainda que indiretamente, o episódio também abordou a complicada relação entre pais e filhos através de Aaron Karev, irmão de Alex, que revelou um pouco mais sobre o passado do sempre ríspido cirurgião. Ter filhos? Não ter? Como criá-los? Parece que Shonda Rhimes está aos poucos preparando o terreno para que a baby fever invada o hospital na próxima temporada. Será que teremos um McBaby a caminho, além do netinho de Mark?
Cotação Bruno Carvalho: 



FlashForward (1×14: Better Angels): Apesar de continuar perdendo muito tempo com situações desinteressantes e inúteis, FlashForward finalmente conseguiu trazer um episódio aceitável. Mesmo não estando nem um pouco empolgado com o rumo que a temporada vai levar até seu cancelamento, Better Angels soube avançar na história conectando alguns elementos que estavam soltos, como o flashforward da filha de Mark, bem como deu um rosto ao tão falado D. Gibbons. É uma pena, porém, que algumas revelações nos são dadas da forma menos inventiva possível e sem o menor mistério. O experimento na Somália era exatamente o que poderíamos esperar e pronto. Agora, uma coisa eu não consegui entender: todos os africanos naquela sala foram mortos nus? Por que nenhum dos esqueletos tinha roupa? Como o local estava limpo daquela forma? Bem, quando a série não emplaca, fica difícil relevar detalhes como este, por menores que sejam. Eu, confesso, estou assistindo FlashForward por pura inércia.
Cotação Bruno Carvalho: 


Big Love (4×05 – 4×09): Quando estava assistindo ao 6º episódio da temporada de Big Love e descobri que só iria até o 9º, comecei a ficar preocupado pela quantidade de tramas e subtramas que estavam sendo apresentadas e o pouquíssimo tempo para desenvolvimento ou resolução. Vejamos: tínhamos os problemas no cassino indígena, a demissão de Don, a reaparição de Anna grávida, o casamento de Margene com o noivo de Anna pelo green card, a infertilidade de Nikki, os questionamentos da fé de Barb, o tráfico de animais silvestres por Louis e Frank, as ameaças de J.J., o suicidio do amante de Albie e, é claro, o desgastante processo de eleição de Bill como congressista estadual. Como o polígamo iria lidar com todas estas situações até o final? Eis meu engano: criador e colecionador nato de problemas, o mórmon dos subúrbios de Salt Lake City já não se preocupa mais como sair de enrascadas. Ele prefere agora criar um clima ainda mais insustentável, de forma que suas antigas preocupações desapareçam. E assim ele o fez, utilizando sua candidatura e eleição como palanque expor para ao mundo seu peculiar e controverso estilo de vida. A temporada, então, terminou com o maior cliffhanger de toda a série numa cena antes inimaginável. Por quatro anos eles esconderam a verdade do mundo e agora chegou a hora de encará-la de frente. Por essa definitivamente eu não esperava. Big Love é um drama obrigatório no calendário de um bom sériemaníaco e é uma pena que só veremos a continuação daquele momento em 2011.
Cotação Bruno Carvalho: 




V (1×05: Welcome to the War): Os quatro primeiros episódio de V, exibidos no ano passado serviram para apresentar esta nova versão da série e após este longo hiato, era de se esperar que o quinto capítulo viesse com tudo, ainda mais com esse título “Bem-Vindo à Guerra”. Pois é, vã esperança. O drama alienígena decepcionou muito em seu retorno, basicamente porque a série reiteradamente falha em utilizar sua trama para realizar uma discussão social e política relevante (vide Battlestar Galactica e a V original). O texto é raso, com diálogos vazios e cenas que parecem ter saído de uma produção amadora. Ora, o que foi Anna naquela sauna com um homem nu criando seu “exército”? Ah, faça-me o favor! A limitação técnica (com um excesso de pós-produção de segunda linha) e criativa da série atingiu níveis preocupantes, sem contar no elenco sem sintonia que me deixa o tempo todo lamentando o desperdício de uma talentosa atriz como Elizabeth Mitchell a cada cena. Voltem com ela pra ilha! No desespero de restabelecer seu núcleo de ficção em busca do “novo LOST“, o canal ABC cometeu mais um atentado ao gênero (o outro é FlashForward, claro). V, desse jeito, não vai durar.
Cotação Bruno Carvalho: 



The Good Wife (1×13: Bad): Se você não começou a dar a devida atenção a The Good Wife, comece. A série vem num bom ritmo desde a sua estreia, e este capítulo conseguiu contar e concluir muito bem dois casos, sem esquecer também da história principal envolvendo o julgamento de Peter. Na trama que envolvia a defesa do empresário que supostamente assassinou sua esposa, o episódio trouxe diversas reviravoltas – ora apontando a filha do casal como a verdadeira responsável e ora indicando que Alicia e o Stern, Lockhart & Gardner ajudaram o marido criminoso a se safar. Outro ponto positivo foi o de não estereotipar Diane – uma autêntica democrata – ao colocá-la não apenas considerando a possibilidade de adquirir uma arma de fogo para se defender de um criminoso que a persegue, como também ligeiramente seduzida pela ideia, ainda que publicamente contra. Mas o que eu gostei mesmo de ver foi a movimentação entre Childs e Florrick, explicando melhor os fatos que levaram a condenação deste (a receptação de favores sexuais em troca do arquivamento de alguns casos que o promotor cuidava) e as diversas inconsistências que apontam uma conspiração que se aproveitou das indiscrições do marido da boa esposa. Bad, por todos estes motivos, foi um episódio admirável, que trouxe grandes avanços na trama e se desenvolveu de forma fluida e nada atribulada. O melhor da série até agora.
House (6×12: Moving the Chains): Poxa, o que aconteceu com House? Que temporada inconsistente! Começou muito bem, piorou, melhorou e agora piorou de novo. Parece que eles não definiram que linha seguirão este ano e nós espectadores acabamos sendo punidos por conta disso. O caso médico foi isolado e aborrecido, a introdução de uma nova personagem – o irmão de Foreman – foi desnecessária e nem mesmo o tal mistério sobre as pegadinhas na casa de Wilson e House foi interessante. Enfim, temos grandes intérpretes, ótimos papeis e um roteiro fraco. E nós sabemos que eles são capazes de mais! Poxa, cadê as histórias bacanas que vimos em Broken e Epic Fail ou nos episódios criativos que brincam com a estrutura narrativa da série como o lendário Three Stories? Às vezes acho que House poderia ser um drama médico infinitamente melhor se tivesse menos episódios como uma série de TV paga americana, pois este me pareceu pura preguiça e enrolação. O pior é que eu já vi o próximo (5 to 9) e sei o quanto eles podem ser fenomenais quando querem, o que torna ter que ver capítulos como este ainda mais frustrante.
The Big Bang Theory (3×13: The Bozeman Reaction; 3×14: The Einstein Approximation) Estes dois episódios mantiveram a série em seu ótimo momento e descobrimos mais uma paranoia de Sheldon, desta vez com a segurança de seu apartamento que fora roubado em The Bozeman Reaction. Mas The Einstein Approximation superou as expectativas como um dos melhores da temporada, retratando o “bloqueio mental” do nerd mor e a impagável cena do Bazinga na piscina de bolinhas.
How I Met Your Mother (5×13: Jenkins; 5×14: The Perfect Week): Para um episódio que seguiu o ótimo Girls Vs. Suits, Jenkins foi satisfatório, contando ainda com a agradável participação de Amanda Peet (Studio 60) atormentando o já bizarro relacionamento entre Lilly e Marshall. Eu gostei mais de The Perfect Week, que trouxe Barney em mais uma de suas aventuras sexuais (ficar com uma garota por noite durante uma semana), já que o elenco estava mais afiado e entrosado. É uma pena, contudo, que deixaram de lado a história da “mãe” mais uma vez, conforme esperado.
The Office (6×13: The Banker; 6×14: Sabre): Eu sinceramente não entendi o motivo de um episódio de recap no meio da temporada, como foi o The Banker. Soou preguiçoso da parte deles, ainda mais que esta aquisição da empresa Sabre ainda não colou. De qualquer forma, vai ser interessante a Dunder Mufflin tendo que se adaptar à rotina dos novos donos, ainda mais com a excelente Kathy Bates como nova CEO. Por enquanto, o episódio Sabre deixou apenas a promessa.
30 Rock (4×11: Winter Madness; 4×12 Verna): 3o Rock trouxe dois bons episódios nas últimas semanas, mas nada de excepcional. Winter Madness foi divertidinho, mas não curto muito as storylines centradas em convidados especiais como esta com Julianne Moore, pois sabemos que não vão durar. Melhor quando o guest star vira um mero “acessório” da série, como já ocorreu diversas vezes. Verna foi mais divertido com a história da mãe louca de Jenna (o que explica muito como ela é) e aquela excelente paródia do filme Atividade Paranormal no apartamento de Liz. MVP para Judah Friedlander, que é uma espécie de “Creed” de 30 Rock.
Caprica (1×02: Rebirth): Depois que assisti ao piloto de Caprica há 8 meses, disse que esta era a única série de 2010 por qual eu realmente esperava, não só pelo fato dela ser ambientada no universo da finada Battlestar Galactica. E mesmo com esta grande expectativa, a série conseguiu surpreender. A falecida Zoe Graystone desenvolveu o avatar perfeito, uma cópia virtual de si que permitiu a criação do primeiro Cylon e abriu as portas para uma infinidade de questões éticas e morais que terão a ex-integrante do grupo monoteísta Soldados do Um como principal protagonista. Seu pecado original deu início a uma relação antes inexistente entre humanos e máquinas, que em Caprica se apresenta em seu estágio mais primitivo. Foi magnífica, inclusive, a decisão da série em “humanizar” Zoe para nós quando ela está “presa” no corpo do guerreiro metálico, o que não apenas faz um enorme sentido em termos narrativos, como também é uma bonus feature tremenda para os fãs da saga estelar. Caprica
Friday Night Lights (4×10: I Can’t; 4×11: Injury List): É sempre bom poder elogiar uma série quando ela merece, mas também existe a hora de puxar a orelha. Friday Night Lights passou grande parte de suas 4 temporadas sem demonstrar qualquer sinal de desgaste, pois sempre soube trazer tramas interessantes para a telinha, mesmo quando as baixas e trocas no elenco eram inevitáveis. Pois eis que esta reta final o drama realmente andou me desapontando. O novo elenco não está dando liga. O drama de Vince com a bandidagem e sua mãe drogada; a ameaça ao time com a lesão de Luke e até mesmo Julie com essa de construir casas para a caridade não empolgam. Nem a volta de Matt Saracen foi interessante. De fato, além de Eric e Tami Taylor, somente o “núcleo” Riggins tem rendido bons momentos, o que é triste já que ele também é um que vai abandonar a série. A poucos episódios do final, Friday Night Lights precisa colocar a cabeça de volta no jogo literalmente. A série precisa de fôlego para manter sua qualidade e continuar, mesmo estando garantida por, pelo menos, mais uma temporada.
Life UneXpected (1×02: Home Inspected): 

Big Love “3×10: Sacrament (Season Finale)”: Que incrível final, não? Big Love definitivamente sacramentou (perdão pelo trocadilho) o alto nível dessa série, alinhando perfeitamente o roteiro, a edição, a trilha imediatista e as impecáveis atuações de todo o elenco. No topo da lista está a morte de Roman pelas mãos vingativas de Joey, mas o destaque foi mesmo a sordidez de Albie e Nikki, com um dos diálogos mais perturbadores da série enquanto discutiam formas de explodir os próprios pais. Pra minha surpresa, o que parecia ser apenas uma idealização, acabou sendo levado à cabo pelo filho do profeta, ainda que sem sucesso. O sequestro chegou ao fim, os Green escaparam novamente e a volúvel Nikki retornou à casa com sua primeira filha, hoje com 14 anos (o pai era quem, Zelko Ivanek, o especialista em ser coadjuvante). Foi positiva, também, a plot com Margene e seu negócio que rendeu bons frutos, depois de ser subestimada pelo marido. Quero muito ver o desenrolar disso na próxima temporada que, claro, já está garantida pela HBO. A cena final com a comunhão de Bill Henricksson foi marcante, evidenciando o quão perdido o sujeito está. Já é certo dizer que esta é a melhor temporada de Big Love, que avança significativamente a cada episódio, surpreendendo e indo sempre além da sua premissa. Prestem mais atenção a esta série e quem nunca viu ou parou de ver, reafirmo, comecem ou retomem. #ficadica

Heroes “3×20: Cold Snap”: Faltando poucos episódios para o fim, Heroes entrou em uma bem-vinda curva ascendente, mesmo com um episódio que não podemos considerar “fantástico”. Acho que nunca mais poderemos falar isso da série sem se preocupar se o que está por vir será uma nova bomba. Afinal, apesar de Bryan Fuller ter voltado, as mãos de Tim Kring continuam no teclado. Mas Cold Snap foi bom, trouxe a inesperada revelação de que Micah é o Rebel, o que é totalmente coerente com os poderes que o garoto tem (coerência em Heroes? Raridade). As cenas de ação também voltaram a empolgar. Aquele auto-congelamento/suicídio (?) de Tracy no estacionamento ficou bem “Matrix”, mas foi legal. Eu só não valido o que Hiro se tornou na série: um grande bocó. Ficou claro também que “retiraram” (de forma porca) o poder dele de viajar como bem quer, assim como fizeram com Peter Petrelli, que agora tem habilidades limitadas (uma de cada vez). Vítima de seu próprio roteiro, Tim Kring está rebolando pra dar conta de terminar esse volume num nível aceitável, e até que está conseguindo. Só espero que ele não deixe a peteca cair nos próximos, pra justificar a renovação para a 4ª temporada.

24 “7×15: Day 7: 10:00pm – 11:00pm”: É muito aliviante este momento em 24 em que as autoridades (in) competentes começam a tomar ciência da grave situação que se formou ao longo do dia, finalmente crendo em Bauer. Repleta de tiroteios e ação, esta hora focou no estabelecimento do problema que tomará conta da madrugada: a ameaça doméstica e biológica conduzida pelo Sr. Hodges (Jon Voight como um vilão que realmente põe medo por sua frieza), que possui uma agenda pessoal para aumentar a sub-contratação de mão-de-obra militar – a especialidade de sua empresa. Enfraquecida, porém, está a situação na Casa Branca com o desinteressante draminha entre a filha da presidente e o chefe de gabinete, que foi obrigado a se demitir. Funcionando como uma boa ponte entre o dia e a noite, a hora chegou ao fim com mais um de seus tensos cliffhangers, já que o nosso herói foi exposto aos agentes nocivos da arma. Ainda faltam 9 horas para o fim deste dia… Força, Jack!
Gossip Girl “2×19: The Grandfather”: Nate nunca foi um personagem digno de merecer um episódio de destaque, tanto pela limitação do ator quanto por sua inexpressiva passagem dramática ao longo destas quase duas temporadas. Mais eis que do nada, como uma Fênix, o romance dele com Blair emergiu das cinzas em mais um final “OMFG” já característico na série. Gossip Girl é mestre em rearranjar as mesmas peças de seu tabuleiro, conforme já mencionei em diversas resenhas, mas por essa acho que ninguém esperava. Isso já afetou diretamente Chuck e indiretamente atingirá todos os Upper East Siders, o que certamente trará muito material para a misteriosa blogueira. O que o drama precisa deixar de lado, contudo, são os casos dos adultos que de longe são os mais desinteressantes, perdendo, inclusive, para as traminhas bobas de Vanessa (alguém gosta dela?). O episódio foi um filler, claro, mas dos bons. Esta temporada terá 24 episódios, ou seja, ainda tem muita coisa pra acontecer.
United States of Tara “1×09: Possibility”: Quisera eu que United States of Tara ficasse somente em sua premissa e com aquela linda abertura, porque faltando apenas três episódios para o final de temporada a comédia de Diablo Cody ainda não consegue empolgar. Este nono episódio melhorou a ponto de não deixar a série insuportável, mas há um longo caminho pela frente até ela tornar-se merecedora de nadar no mar das grandes produções. Não se enganem com a montagem final com musiquinha e tudo mais, porque todo o capítulo se baseou inteiramente no romance adolescente homossexual de Marshall, quando o cerne de tudo deveria ser as disfunções de Tara e o reflexo dela na vida de sua família. Às vezes parece que criaram incongruentes núcleos dramáticos dentro e, pelo que vimos até agora, não acho que seja proposital, denotando falta de controle da roteirista. Enfim, Diablo Cody, espero que me prove errado até o 12º episódio…
Trust Me “1×08: What’s the Rush / 1×09: Odd Man Out”: Ironicamente estes foram episódios sobre a quebra de confiança nas relações de Mason e Conner, a despeito do título da série. Apesar de eu ainda não entender bem a estrutura organizacional daquela agência (afinal, quem manda em quem?), o drama continuou a explorar bons momentos e conflitos quando descobrimos mais sobre o passado dos dois publicitários e o que eles passaram para chegar onde hoje estão. Sem querer martirizá-los ou mostrá-los sempre como os camaradas cool do lugar, a série foi feliz em ressaltar os defeitos de cada um permitindo que o público julgue-os não por suas ações ou omissões, mas sim pelo que eles fazem para contornar os obstáculos que muitas vezes criaram. Foi assim com Mason e sua filha e Connor e seu ex-parceiro de trabalho. Embora saindo sem empolgar muito, os capítulos marcaram o momento de transição na trama para o final de temporada que chegará em breve. É uma pena que a temporada é tão curta.
Dollhouse “1×06: Man on the Street”: Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse , que já era boa, ficou muito boa de uma hora pra outra com aquele inesperado encontro entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão”. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências contundentes sobre a Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que ele, tomei um susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma de suas bonecas. Na verdade, Paul está vivendo uma mentira tão grande, sendo manipulado por eles da forma que bem entendem, que ele é praticamente um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), mas isso não comprometeu muito este revelador episódio.
30 Rock “3×15: The Bubble”: Bom episódio de 30 Rock com o tema específico da “bolha”, mostrando (em um nível cômico absurdamente hilário) como a sociedade tende a favorecer os mais bonitos, dando continuação, ainda, à ótima participação de Jon Hamm (Mad Men). Divertido também foi o caso da renovação de contrato de Tracy e mais uma vez Kenneth salvou o dia, já que o astro não consegue viver sem o seu servente: “eu tenho que ir na casa do Sr. Jordan segurar sua mão enquanto ele assiste LOST“. Genial! The Office “5×18: New Boss”: Uau! Que episódio tenso e que cliffhanger foi aquele? A chegada do novo coordenador da região abalou as estruturas da Dunder Mufflin Scranton e sobrou até pro Jim, que não conseguiu dar uma dentro o dia inteiro. Afinal, ele começou com o pé esquerdo chegando fantasiado de smoking só para importunar Dwight. É óbvio que essa demissão de Michael não vai muito pra frente, mas o final me deixou mais tenso do que o de 24. E se o gerente regional que está na empresa há 15 anos é estúpido e faz as coisas do seu jeito, o novo chefe foi igualmente irracional impondo métodos e políticas sem o mínimo de sensibilidade. Enfim, poucas vezes tivemos um capítulo tão dramático assim, e foi muito bom!
Better Off Ted “1×01 Pilot”: : Esta nova série da ABC estrelada por Jay Harrington (Private Practice) e Portia de Rossi (Arrested Development) mostra o quanto o canal só vem piorando no quesito comédia, desde o fiasco triplo Cavemen/Carpoolers/Miss Guided da temporada 2007/2008. A história é centrada no executivo de uma empresa “especializada” em desenvolver produtos de todo e qualquer gênero, de preferência os mais absurdos e maléficos possíveis, e seus “desafios” no dia a dia com a chefe inescrupulosa e exigente. Com um roteiro absurdamente mal escrito e lotado de “piadas” que não funcionam, Better Off Ted só é bem sucedida em criar um humor besta, datado e extremamente caricato, que deveria envergonhar os envolvidos nesta produção, até mesmo os contra-regras (juro que em determinados momentos me lembrei de Zorra Total). ABC deveria ser judicialmente compelida a parar de produzir comédias. Tenho convicção de que esta atrocidade será logo cancelada. Podem apostar e não percam tempo.
Kings “1×01/1×02″: Goliath: Depois de finalmente terminar de ver este piloto estendido com muito custo, concluí que este pomposo drama da NBC não só é previsível (um plebeu que deve virar rei, oh) e pretensioso demais para ir longe num canal aberto, como também não serve nem como uma obra de crítica política e social (como foi Battlestar Galactica) de tão escancarada que é em seus objetivos (vide as cenas no tal parlamento de vidro). A produção é até caprichada, tem cara de ser despendiosa, mas por isso mesmo não vejo muito futuro nesta monarquia moderna e lúdica concebida por co-produtores de Heroes e Smallville. Estes foram alguns dos episódios mais enjoativos que assisti há um bom tempo, mesmo depois de ter visto estas duas comédias que comentei aí em cima. Como estamos em época de crise, não recomendo a devoção (com o perdão do trocadilho) a este drama antes de saber se ele realmente estará garantido por, pelo menos, o reinado de uma temporada completa.
Grey’s Anatomy “5×17: I Will Follow You Into the Dark”: Intenso, emocionante e promissor. É assim que foi a volta de Grey’s Anatomy para esta reta final, explorando muito bem todo o potencial dramático que esta produção sempre teve, mas que às vezes ficou ofuscado (alô, 4ª temporada). Quase no centro das atenções ficou Izzie e sua árdua aceitação de que a paciente X – que é ela – não tem muito tempo de vida, levando-a apreciar as pequenas coisas que corriqueiramente todos nós ignoramos. Mas este foi o episódio de Sheppard, que estourou no trabalho depois de tantos anos acumulando as inevitáveis perdas que sua especialidade médica traz. O estresse, o esgotamento e o erro foram os catalisadores de sua versão dark e imprevisível que nos foi apresentada naquele final. Eu acredito que, no fim das contas, ele não jogará a toalha como fez com o anel de noivado de Grey, mas a cena em si já valeu. Foi uma interessante e inesperada mudança na personagem. Shonda Rhimes está caprichando este ano…
Battlestar Galactica “4×19: Daybreak, Part I”: Eu adoro Battlestar Galactica, todos sabem, considero uma das melhores séries recentemente produzidas (que os Deuses do SyFy a tenham), mas este episódio foi aquém do que o mais otimista dos fãs poderia esperar (estou certo, 

How I Met Your Mother “4×15: The Stinsons”: Uau! The Stinsons conseguiu ser um dos episódios mais “nonsense” de How I Met Your Mother, ever! Logo de cara ficou a surpresa de que Barney tinha uma família secreta, mulher e filhos e, mais tarde, o impacto foi ainda maior quando descobrimos que eles eram atores contratados para encenar que o mulherengo estava bem encaminhado para sua própria mãe (a sempre ótima Frances Conroy, de Six Feet Under). A turma esteve bem afiada esta semana. The Big Bang Theory “2×16: The Cushion Saturation”: Chuck Lorre e Bill Prady trouxeram apenas um capítulo satisfatório que mais uma vez explorou as neuroses de Sheldon para criar divertidos momentos. Curiosamente, o destaque do episódio desta vez ficou com Wolowitz e seu “pega” com Leslie Winkle, rendendo as melhores tiradas, especialmente as vindas de Penny. Apesar de sempre agradável, acho que está na hora de The Big Bang Theory engajar em algum arco episódico, para evitar a repetição.



Semana American Idol – 12 Semifinalistas (Grupo 1) e Resultados: O grande problema da maioria dos semifinalistas de American Idol quando passam para a fase das apresentações ao vivo é o de não saber escolher bem as músicas que cantarão. Eu até me alegrei quando Anoop Desai disse na entrevista sua meta era a de cantar as músicas que ele sempre quis ouvir no programa, mas aí ele aparece com uma R&B desconhecida “Angel of Mine” de uma tal de Monica, que lhe custou a vaga entre os finalistas. A sorte é que haverá uma repescagem entre os 27 excluídos nestas três semanas até formarem o Top 12. O perfurador Michael Sarver pegou o lugar de Anoop cantando a popular “I Don’t Wanna Be”, mas ele não chegou nem aos pés da versão que Bo Bice fez na quarta temporada. As demais performances foram esquecíveis, inclusive a de Tatiana del Toro (embora não tenha sido tão ruim) e é claro que o melhor foi deixado por último com Danny Gokey que cantou “Hero” de Mariah Carey, surpreendendo os juízes e público. Contudo, é notória a desmotivação de Simon sobre a noite, que no geral foi muito fraca. O episódio de resultados foi aquela mesma coisa morna de sempre, com os mistérios baratos de Ryan Seacrest e as barangas performances em grupo, que parecem que saíram de um musical escolar. Danny, Michael e Alexis Grace passaram para o Top 12 e só concordo com a vitória do primeiro, que por enquanto é o meu favorito.
The Big Bang Theory “2×15: The Maternal Capacitance”: É notável a boa forma de The Big Bang Theory nesta segunda temporada, ainda mais depois deste incrível The Maternal Capacitance, onde ficamos conhecendo a mãe de Leonard que é uma espécie de Sheldon 5.0! Dizem que as manias das pessoas só pioram com o tempo e a química perfeita estabelecida entre Sheldon e Beverly mostrou que ele trilhará os mesmos caminhos, tornando-se um sujeito robotizado e extremamente incapaz de manter um relacionamento normal. O que não decepcionou esta semana foi o restante do elenco, que conseguiu ficar à altura do “protagonista” com as subtramas de Leonard e Penny (ambos com problemas com seus genitores) e a bizarra relação que a mãe de Sheldon identificou em Raj e Wollowitz, que está presente em toda essa turma. Não é à toa que este episódio marcou mais um recorde de audiência da série. Geeks rocks!
Fringe “1×14: Ability”: Eu não disse na resenha anterior que valia a pena voltar as atenções para Fringe? No último episódio antes de um longo hiatus, retomaram o caso do Sr. Jones, o sujeito que se teletransportou de uma prisão na Alemanha para Boston com o único objetivo de recrutar Olivia para um exército de especiais, obrigando-a a realizar testes, sob pena da morte de milhares. Mas naquela cena em que ela desarma a bomba apenas olhando para um quadro de luzes, será que não foi Peter quem realmente o fez? Penso nesta hipótese, pois ele divide DNA com a conturbada, mas brilhante mente de Walter, que descobrimos implicitamente ser o autor de um manuscrito que é a bíblia da ciência marginal e é o que motiva os responsáveis pelo Padrão a movimentarem-se em prol de uma inevitável guerra com o mundo. Não é à toa que o velho sempre teve a chave para desvendar os mistérios apresentados. Fringe retorna somente no dia 7 de Abril, mas a série finalmente nos deixou ansiosos para os novos capítulos que prometem responder muitas perguntas e espero que uma delas seja sobre o Observador, que sempre aparece em algum frame de cada capítulo. Uma guerra entre a ciência e natureza será imperdível!
The Office “5×13: Stress Relief”: Eles conseguiram se superar de novo! Também pudera, com um episódio pós-Super Bowl, era certo que coisa boa viria. Dwight resolveu criar uma simulação de segurança contra incêndio na filial (passando dos limites, é claro) e criou uma contenda generalizada, um infarto em Stanley e uma das cenas mais hilárias de todos os tempos da série. Apesar disso, ele não aceitou a culpa na reunião com a matriz e chegou ao cúmulo de dizer que o responsável pelo ataque do colega “foi o próprio coração dele”. Dright Schrute é impagável. Ainda assim, o episódio estendido trouxe uma pancada de momentos embaraçosos, já que Michael resolveu organizar uma espécie de reunião para aliviar o estresse que ele descobriu que causa em seus funcionários. The Office, além de apresentar um dos melhores textos na TV, possui um elenco unido e em perfeita sincronia, desde o seu protagonista até os coadjuvantes lá da contabilidade. Eu só não gostei da participação inútil de Cloris Leachman, Jessica Alba e Jack Black, que funcionou apenas como uma “piada interna” com as aborrecidas cenas daquele filme. Seria melhor se eles tivessem participado ativamente do episódio.

Chuck “2×12: Chuck Versus the Third Dimension”: Chuck deixa a nossa cobertura semanal e vai para o Season Pass, depois de um episódio fraquíssimo e que destoou completamente do bom ritmo adotado pelo início desta temporada. Em segunda ou em terceira dimensão, a superficialidade da trama cansou e não dá pra ficar semana por semana discutindo as “coisinhas engraçadinhas” que aconteccem na Buy More ou as missões sem perigo que os agentes se metem. Ao invés disso, a série se rendeu ao merchan barato, com esse ridículo lance do 3D e uma embaraçosa participação de Dominic Monagham (LOST). Eu gosto das personagens, mas não do que a série virou, por isso falaremos mais de Chuck em uma versão global de nossos comentários quando a temporada se encerrar. Apenas cinco minutos de LOST, 24 ou até mesmo de 30 Rock rendem mais assunto que uma hora inteira de como essa que vimos. Sorry, guys.
Trust Me “1×01: Before and After”: Trust Me é até uma série que inicialmente poderia ser classificada como uma tentativa de “filar” o sucesso de Mad Men, pois se passa justamente em uma agência de publicidade e traz, logo de cara, algumas situações semelhantes (como a captação de clientes e o desenvolvilento de campanhas). Mas a série, que marca a volta de Erick McCormack (Will and Grace) e Tom Cavanagh (Ed, Scrubs) à TV, começa com um texto atrapalhado, sem objetivo e com atuações ligeiramente inseguras de astros tão escolados. Mas à medida que o piloto avança, esse drama meio engraçadinho vai encontrando o seu ritmo, logo após a morte do dono da tal agência (numa divertida ponta do Jason O’Mara da Life on Mars americana). É aí que os dois amigos Conner e Mason enfrentam os conflitos e desafios para preencherem um cargo tão importante, ainda que apenas um deles foi oficialmente indicado para substituí-lo. Mas o grande “it” de Trust Me, pra mim, será ver o processo criativo destes dois inseguros profissionais da publicidade e as mirabolantes campanhas que eles criarão, o que não acontece muito em Mad Men, como sabemos, já que o enfoque do drama de Matt Weiner é outro. Essa também tem tudo pra ser um hit, já que ao final do episódio os protagonistas estão mais à vontade no papel e com uma boa química. A direção e consistente e o roteiro, da metade em diante, não decepcionou. Vale a pena dar uma chance.
Lie to Me “1×02: Moral Waiver”: Acho que nunca vamos nos cansar quando do Dr. Lightman e sua equipe pegam alguém na mentira, principalmente numa situação inesperada como naquela conversa no início do episódio sobre os gastos do chefe do Departamento de Defesa com o polígrafo manual. É igual ver Grissom resolvendo um crime. Ele o faz há anos e ninguém queria que ele fosse embora de CSI. Além disso, a série foi muito feliz ao abordar logo de cara as limitações das máquinas que detectam mentira e como elas podem ser facilmente burladas, tornando o trabalho dos especialistas neste ramo ainda mais indispensável. Mas nem tudo foram flores no segundo capítulo, porque os roteiristas conseguiram juntar duas das histórias mais chatas vistas em uma série de investigação: a do suposto estupro no exército e a do jogador de basquete com artrite. Fora que os “investigados” recebem os consultores como se fosse a coisa mais normal do mundo: “Ah, vocês são os caras da mentira, legal”. Lie to Me é outra série tecnicamente impecável, desde sua instigante abertura até o momento em que comparam as expressões faciais e gestos dos mentirosos com a de pessoas famosas em situações semelhantes, denotando que tudo isso que vimos tem uma base científica e pode ser explicado pelo episódio (ao contrário de The Mentalist, por exemplo). Eu só uma pena ver todo esse potencial desperdiçado em tramas fracas (e o que o ótimo David Anders de Alias e Heroes estava fazendo numa ponta mínima?). Lie to Me não podia começar deslizando assim, especialmente com uma montagem totalmente ineficiente, que bagunça a mente do espectador e impede sua identificação com as personagens.
How I Met Your Mother “4×13: Three Days of Snow”: Ah, que delicioso episódio de Mother! Three Days of Snow funcionou justamente como a crônica que mencionei na resenha anterior, brincando de forma genial com sua narrativa, como em seus tempos de glória na 2ª temporada. Todas as histórias foram singelas, com piadas orgânicas à trama, especialmente o caso das tradições de Marshall e Lilly, culminando naquele apoteótico momento no aeroporto. Foi um episódio redondinho, cheio de excelentes momentos e atuações. Não precisou de mais nada, nem de guarda-chuva, nem de cabra e nem da tal mãe.
30 Rock “3×09: Retreat to Move Foward”: 30 Rock segue num ritmo de altos e baixos nesta temporada, conseguindo arrancar enormes gargalhadas esparsas em episódios como esse, mas deixando um vazio entre elas. Eu já mencionei aqui que a trama anda muito desconexa e ao invés da piada funcionar dentro de um contexto, muitas vezes as “punchlines” entram sem tom, como se Tina Fey estivesse escrevendo um quadro para o Saturday Night Live. Muitas vezes, inclusive, eles passam tempo demais desenvolvendo uma esquete, que no final não tem uma conclusão satisfatória, como aconteceu com o caso da diabetes de Tracy. Gastaram preciosos minutos com uma embaraçosa atuação de Jack McBryer e os já cansativos exageros de Jane Krakowski, pra entregarem um final à lá Chaves. Desculpe Tina, mas dessa vez não deu de novo pra entrar no hype.
Scrubs (6 de Janeiro, ABC): Cancelada pelo canal NBC, a comédia retorna após um longo período fora do ar agora que foi resgatada pela concorrente ABC. A 8ª temporada da sitcom médica é a última que terá o ator Zach Braff como regular e veremos a participação de Courteney Cox (Friends, Dirt) no papel da nova chefe do hospital Sacred Heart. No Brasil a série não tem previsão de estreia.
Damages (7 de Janeiro, FX): Depois de ganhar o Globo de Ouro e o Emmy de Melhor Atriz por sua incrível atuação, Glenn Close está de volta como Patty Hewes para a aguardadíssima segunda temporada de Damages. O drama de mistério que tem como foco as tramóias e crimes que acontecem nos bastidores de um importante escritório de advocacia estreou em 2007 com excelentes críticas e não foi exibido este ano por causa da greve dos roteiristas. A primeira temporada teve 13 episódios (já em DVD) e é um must see dos leitores do LiGado em Série. O canal AXN ainda não sinalizou quando a série estreará por aqui.
24 (11 de Janeiro, FOX): Após enfrentar a milícia de Sangala nos confins da Áfrca, Jack Bauer deixa seu exílio e retorna aos EUA para responder por seus crimes e, mais uma vez, precisará salvar o país de graves ameaças que envolvem corrupção nos bastidores do alto escalão do executivo norte-americano, agora comandado por uma mulher. O 7º dia ainda está sem previsão de estreia na FOX Brasil (como já é de costume), mas o telefilme
American Idol (13 de Janeiro, FOX): Dispensando qualquer tipo de apresentação, o fenômeno mundial retorna nos EUA e no Brasil em Janeiro com aquela overdose de episódios que massacram a concorrência nos vários dias e horários em que é exibida. Na 7ª temporada a novidade é a inclusão de uma nova juíza, Kari DioGuardi, produtora musical e letrista, fazendo com que o show siga o formato do original Pop Idol. Nas fases iniciais (que são as melhores), o programa exibirá os testes gravados desde Agosto deste ano em várias cidades americanas. Porém, a produção revelou que este ano diminuirão a quantidade de episódios de auditions ruins e aumentarão a Hollywood Week, pois eles querem mais qualidade sonora. Outra mudança é que provavelmente teremos 36 finalistas ao invés de 24 e este ano não teremos o especial Idol Gives Back em função da crise mundial. O Sony exibirá American Idol começando em 17 de Janeiro, apenas 4 dias após a estreia americana.
Lie to Me (14 de Janeiro, FOX): Estreando como protagonista de uma série de TV, o ator inglês Tim Roth é em Lie to Me um consultor que especializou-se em descobrir as mentiras que o ser humano conta (3 para cada 10 minutos de conversa, em média). Descrito como um polígrafo humano, Cal Lightman prestará seus importantes serviços à polícia investigativa na série, que é baseada em grandes estudos sobre o comportamento humano. O drama tem produção executiva de Brian Gazer, de 24.
Battlestar Galactica (16 de Janeiro, Sci-Fi): Liderada pelo comandante Adama, a nave Battlestar Galactica finalmente descobriu a terra no final do 10º episódio da 4ª temporada, que continuará neste Mid Season para um encore de mais 10 episódios em sequencia, que serão os últimos da série. No Brasil, infelizmente, a TNT simplesmente parou de exibir o drama espacial ao final da 3ª temporada e o drama espacial está sem emissora em terras nacionais, apesar de termos aqui o Sci-Fi Channel. Enquanto não estreia, o site do canal americano está lançando mini-episódios exclusivos para a Internet, contando algumas histórias paralelas.
Big Love (18 de Janeiro, HBO): Bill Henrickson e suas três esposas Barb, Nikki e Margene estão chegando na HBO americana para mais uma sórdida temporada! Big Love é um interessantíssimo drama sobre o mundo da poligamia da forma concebida pelos dogmas da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias,
The United States of Tara (18 de Janeiro,
LOST (21 de Janeiro, ABC): Provavelmente a estreia mais aguardada do ano, LOST chega no final de Janeiro nos EUA para a sua 5ª e penúltima temporada, que deverá ser centrada na saga de retorno dos Oceanic 6 à ilha, com a promessa de responder alguns mistérios e criar outros. Recentemente os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof divulgaram a imagem de mais um logotipo da Iniciativa Dharma! LOST deve estrear ainda no primeiro semestre de 2009 aqui no Brasil pelo AXN.

The Celebrity Apprentice (1º de Março, NBC): Donald Trump estreará a 8ª temporada de seu reality-show (a 2ª com famosos) em Março. Bom, mesmo com a fórmula desgastada, o canal decidiu dar a luz verde ao programa, já que os custos de produção não são altos e a nova estratégia será a de exibir duas horas direto toda semana. Exatamente: o programa agora terá duas horas todo domingo à noite, conforme confirmou o executivo Mark Burnett. A nova temporada deverá ter “celebridades” como Dennis Rodman, Joan e Melissa Rivers, além de Khloe Kardashian.
Castle (9 de Março, ABC): Com uma das premissas mais interessantes do Mid Season, ao meu ver, Castle terá como protagonista o inquieto escritor de romances policiais Rick Castle, que começará a trabalhar com a polícia, já que aparentemente os crimes sobre os quais ele escreve estão sendo executados na vida real. Com uma personalidade forte, ele aproveitará a experiência para fazer laboratório para sua próxima obra, pois está sofrendo de bloqueio de escritor. Sua inspiração será a metódica detetive da polícia de NY Kate Beckett. Castle tem como inspiração a série Moonlighting, estrelada por Bruce Willis na década de 80 e será mais um drama romântico leve do que uma série investigativa propriamente dita.





