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Arquivo da Categoria Big Love

05/04/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
Fringe (FOX)Fringe (2×16: Peter): Emocionante, reveladora e memorável essa volta de Fringe, com um dos melhores episódios de toda a série. Peter já começou com a abertura especial “feita” em 1985, data do incrível flashback que contou a história do amor incondicional de Walter, um pai que fez absolutamente o impossível para salvar seu filho a qualquer custo. E mais do que um mero filler, o capítulo serviu para mergulhar o espectador mais ainda na densa mitologia da série, com mais detalhes sobre a outra dimensão, além daquele interessantíssimo momento envolvendo o modus operandi dos Observadores (que haviam acabado de assistir De Volta Para o Futuro estrelado por Eric Stoltz)! E fora estes geniais easter eggs, incluindo o celular V3 em plena década de 80, Peter denotou a meticulosidade desta produção com um roteiro impecável que, através de pontuais acontecimentos do passado, explicou boa parte do presente da série (vide o braço de Nina Sharp e o fato de Peter não se sentir tão ligado ao pai, por exemplo). Isso sem contar nos aspectos técnicos, desde o capricho do design gráfico dos caracteres até o admirável trabalho de maquiagem, especialmente com Walter, Walternate e Sharp. A temporada segue impecável
Cotação Bruno Carvalho:

b2424 (8×14: Day 8 5:00 AM – 6:00 AM): Demorou, mas 24 voltou a ser 24. A trama se estabilizou, centrando em Jack, e os vilões agora estão bem definidos, diferentemente de antes. Mais do mesmo? Sem dúvida alguma. Quantas vezes já tivemos um ato de traição interna na administração presidencial? Quantos agentes duplos já passaram pela CTU? Inúmeros. Mas era exatamente isso que estava faltando nesta morna última temporada da série. A 10 horas do fim do dia, as coisas começaram a engrenar com a ameaça radiológica finalmente concretizada. Poxa, eles ficaram 14 horas com as bombas pra lá e pra cá! Mas cadê aqueles momentos de tirar o fôlego como era comum nas temporadas iniciais? Pelo menos agora a temporada segue num caminho menos tortuoso.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×10: Tell Me I’m Not Racist): Aos poucos a situação de Tom Shayes vai ficando mais e mais complicada e, em Tell Me I’m Not Racist, Patty percebeu a agitação de seu sócio, que precisa urgentemente recuperar a grana que perdeu no investimento com Tobin. E com o Hewes, Shayes & Associates ameaçado de ser afastado do caso, Tom sabe que suas chances caem vertigiosamente. Contudo, este episódio novamente me deixou com a sensação de que mais coisas estão acontecendo em Damages do que deveriam, seja pelos sonhos de Patty, os problemas familiares de Ellen com a irmã e a misteriosa e suposta babá e até mesmo com caso de extorsão dos Winstone (e cadê Frobisher?). Ainda assim, recheada de atuações primorosas e com um texto sempre muito bem construído, a temporada jamais trouxe sinais de desgaste. A apenas dois episódios do final, é impossível prever o que está pra acontecer.
Cotação Bruno Carvalho:

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×19: Sympathy for the Parents): Depois de discutir um tema pesado – o suicídio assistido – Grey’s Anatomy voltou a abordar em um dos casos médicos o “direito à morte”. Por que será que o assunto está tão recorrente? Em Sympathy for the Parents, uma paciente assinou uma declaração dizendo que não queria ser mantida viva por aparelhos e, com o marido contra, o Seattle Grace ficou na complicada posição de ser obrigado a seguir a vontade da declarante de acordo com a Lei. Ainda que indiretamente, o episódio também abordou a complicada relação entre pais e filhos através de Aaron Karev, irmão de Alex, que revelou um pouco mais sobre o passado do sempre ríspido cirurgião. Ter filhos? Não ter? Como criá-los? Parece que Shonda Rhimes está aos poucos preparando o terreno para que a baby fever invada o hospital na próxima temporada. Será que teremos um McBaby a caminho, além do netinho de Mark?
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×14: Better Angels): Apesar de continuar perdendo muito tempo com situações desinteressantes e inúteis, FlashForward finalmente conseguiu trazer um episódio aceitável. Mesmo não estando nem um pouco empolgado com o rumo que a temporada vai levar até seu cancelamento, Better Angels soube avançar na história conectando alguns elementos que estavam soltos, como o flashforward da filha de Mark, bem como deu um rosto ao tão falado D. Gibbons. É uma pena, porém, que algumas revelações nos são dadas da forma menos inventiva possível e sem o menor mistério. O experimento na Somália era exatamente o que poderíamos esperar e pronto. Agora, uma coisa eu não consegui entender: todos os africanos naquela sala foram mortos nus? Por que nenhum dos esqueletos tinha roupa? Como o local estava limpo daquela forma? Bem, quando a série não emplaca, fica difícil relevar detalhes como este, por menores que sejam. Eu, confesso, estou assistindo FlashForward por pura inércia.
Cotação Bruno Carvalho:

bbigloveBig Love (4×05 – 4×09): Quando estava assistindo ao 6º episódio da temporada de Big Love e descobri que só iria até o 9º, comecei a ficar preocupado pela quantidade de tramas e subtramas que estavam sendo apresentadas e o pouquíssimo tempo para desenvolvimento ou resolução. Vejamos: tínhamos os problemas no cassino indígena, a demissão de Don, a reaparição de Anna grávida, o casamento de Margene com o noivo de Anna pelo green card, a infertilidade de Nikki, os questionamentos da fé de Barb, o tráfico de animais silvestres por Louis e Frank, as ameaças de J.J., o suicidio do amante de Albie e, é claro, o desgastante processo de eleição de Bill como congressista estadual. Como o polígamo iria lidar com todas estas situações até o final? Eis meu engano: criador e colecionador nato de problemas, o mórmon dos subúrbios de Salt Lake City já não se preocupa mais como sair de enrascadas. Ele prefere agora criar um clima ainda mais insustentável, de forma que suas antigas preocupações desapareçam. E assim ele o fez, utilizando sua candidatura e eleição como palanque expor para ao mundo seu peculiar e controverso estilo de vida. A temporada, então, terminou com o maior cliffhanger de toda a série numa cena antes inimaginável. Por quatro anos eles esconderam a verdade do mundo e agora chegou a hora de encará-la de frente. Por essa definitivamente eu não esperava. Big Love é um drama obrigatório no calendário de um bom sériemaníaco e é uma pena que só veremos a continuação daquele momento em 2011.
Cotação Bruno Carvalho:

V (1×05: Welcome to the War): Os quatro primeiros episódio de V, exibidos no ano passado serviram para apresentar esta nova versão da série e após este longo hiato, era de se esperar que o quinto capítulo viesse com tudo, ainda mais com esse título “Bem-Vindo à Guerra”. Pois é, vã esperança. O drama alienígena decepcionou muito em seu retorno, basicamente porque a série reiteradamente falha em utilizar sua trama para realizar uma discussão social e política relevante (vide Battlestar Galactica e a V original). O texto é raso, com diálogos vazios e cenas que parecem ter saído de uma produção amadora. Ora, o que foi Anna naquela sauna com um homem nu criando seu “exército”? Ah, faça-me o favor! A limitação técnica (com um excesso de pós-produção de segunda linha) e criativa da série atingiu níveis preocupantes, sem contar no elenco sem sintonia que me deixa o tempo todo lamentando o desperdício de uma talentosa atriz como Elizabeth Mitchell a cada cena. Voltem com ela pra ilha! No desespero de restabelecer seu núcleo de ficção em busca do “novo LOST“, o canal ABC cometeu mais um atentado ao gênero (o outro é FlashForward, claro). V, desse jeito, não vai durar.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, Big Love, Damages, FlashForward, Fringe, Greys Anatomy, V Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
26/03/2010 - 00:01

Renovações e Cancelamentos de Séries: As Chances

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Esta semana a publicação Entertainment Weekly atualizou a lista com as probabilidades de cancelamento e renovação das produções atuais. As séries americanas, em sua maioria, são produzidas por companhias e estúdios sob encomenda dos canais de televisão que as custeiam. Assim, vários fatores, mormente econômicos, influenciam nas decisões sobre a continuação ou não de determinada atração. Todo ano, por volta do mês de Maio, os canais abertos de lá realizam o chamado Upfront, que é o anúncio oficial do lineup das próximas temporadas para a imprensa e anunciantes, com destaque especial o Fall Season, período no outono americano onde se concentram as maiores estreias. Confira o sumário das chances de cada uma, além da lista das que já sabemos que estão renovadas ou canceladas para a próxima temporada:

Séries Oficialmente Renovadas: Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Amazing Race, The Big Bang Theory, The Good Wife, How I Met Your Mother, NCIS: Los Angeles, Survivor, Two and a Half Men, American Dad, Bones, The Cleveland Show, Family Guy, Glee, Fringe, The Simpsons, 30 Rock, Community, Friday Night Lights, Law & Order, The Office, Parks and Recreation, 90210, America’s Next Top Model, Gossip Girl, Smallville, Supernatural, The Vampire Diaries, The Apprentice, Undercover Boss. [atualizado 30/03] Castle.

Séries Com Boas ou Grandes Chances de Renovação: Com boas chances temos CSI: NY, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Lie to Me, Celebrity Apprentice e, com grandes chances, temos Brothers & Sisters, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy, Private Practice, Criminal Minds, CSI, CSI: Miami, The Mentalist, NCIS, American Idol, House, Law & Order: SVU.

Séries com 50% de Chances de Renovação: Accidentally on Purpose, Medium, The New Adventures of Old Christine, Rules of Engagement, Human Target, Chuck, Heroes, Mercy, Life UneXpected, One Tree Hill.

Séries em Risco de Cancelamento ou Praticamente Canceladas: Better Off Ted, FlashForward, The Forgotten, Cold Case, Numb3rs, Brothers, Trauma, Melrose Place e V. Na TV paga: Damages.

Séries Oficialmente Canceladas: Hank, Ugly Betty, LOST, Three Rivers, Dollhouse, Past Life, ‘Til Death, Scrubs, The Deep End, Raising the Bar, 24 Horas. Na TV paga: Saving Grace, Nip/Tuck, Monk.

Vale lembrar que as séries de TV a cabo Californication, Dexter, Nurse Jackie, United States of Tara, Weeds, Big Love, Bored to Death, Entourage, Hung, In Treatment, The Ricky Gervais Show, True Blood, Mad Men, Breaking Bad, Sons of Anarchy, Burn Notice, Royal Pains, The Closer, Men of a Certain Age, Spartacus: Blood and Sand, Party Down, Greek, Secret Life of the American Teenager, Secret Diary of a Call Girl, White Collar e HawtoRNe já estão com novas temporadas garantidas e/ou prontas para estrear nos próximos meses nos EUA! O status de outras produções não mencionadas acima não foram publicados pois não existem informações contundentes e/ou oficiais a respeito.

Nota explicativa: em termos técnicos, uma série é considerada “cancelada” quando sua produção é suspensa definitivamente, independente do motivo, seja por encerramento planejado pelos showrunners ou por imposição do canal. Algumas séries canceladas podem ser “salvas” por um canal rival, mas isso é raro de ocorrer.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, Accidentally on Purpose, American Dad, American Idol, Better Off Ted, Big Love, Bones, Bored to Death, Breaking Bad, Brothers, Brothers & Sisters, Burn Notice, CSI, CSI:Miami, CSI:NY, Californication, Canais, Cancelamentos, Castle, Chuck, Cold Case, Community, Cougar Town, Damages, Desperate Housewives, Dexter, Dollhouse, Entourage, Fall Season, Family Guy, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, Hank, HawtoRNe, Heroes, House, How I Met Your Mother, Human Target, Hung, In Treatment, LOST, Law & Order: SVU, LiGado em Série Responde, Lie to Me, Life UneXpected, Mad Men, Medium, Melrose Place, Men of a Certain Age, Mercy, Mid Season, Modern Family, NCIS, NCIS: Los Angeles, Notícias, Numb3rs, Nurse Jackie, Old Christine, Parks and Recreation, Party Down, Past Life, Private Practice, Raising the Bar, Reality TV, Royal Pains, Rules of Engagement, Scrubs, Secret Diary of a Call Girl, Smallville, Sons of Anarchy, Spartacus: Blood and Sand, Supernatural, Survivor, The Amazing Race, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Cleveland Show, The Closer, The Deep End, The Forgotten, The Good Wife, The Mentalist, The Middle, The Office, The Simpsons, The Vampire Diaries, Three Rivers, Trauma, True Blood, Two and a Half Men, Ugly Betty, Undercover Boss, United States of Tara, V, Weeds, White Collar Tags: , , , , , ,
12/02/2010 - 02:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
b2424 (8×06: Day 8 9:00 PM – 10:00 PM): Bom, acho que não tenho como fugir: este episódio de 24 foi realmente fraco. São apenas 9h da noite em NY (aliás, é em NY mesmo?) e parece que estamos de madrugada, já que quase nada de relevante aconteceu! A introdução de mais um time de vilões, os russos, acabou se revelando precipitada e prejudicou a interessante trama com a negociação que vinha sendo travada entre o presidente Hassar e os EUA na ONU. Este é o segundo episódio seguido que Jack e Rene estão na “trilha” das armas nucleares, mas desta vez não avançaram bem  na investigação, o que pode ser atribuído como uma séria preguiça dos roteiristas (aturamos Jack Bauer no carro semana passada, mas agora já é demais, não?). Na CTU tudo também está parado, com a ação concentrada nas escapadas de Dana para lidar com o ex-namorado criminoso (de novo). Eu estava bem empolgado até agora, mas esta hora deixou muito pouca coisa a repercutir e me decepcionou bastante.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×02: The Dog is Happier Without Her): O segundo episódio desta temporada de Damages ainda está com a missão de estabelecer bem o mistério para depois começar a resolvê-lo e isso eles sempre souberam fazer muito bem. De longe, o mais interessante não é nem o comprometimento do misterioso Joe Tobin com o escândalo financeiro do pai, mas sim testemunhar o gradual envolvimento de Tom Shayes nesta sórdida história que, muito em reve, custará sua vida. Bom também ver o crescimento de Martin Short na trama como advogado da família, já que ele tem sempre que jogar em diversos lados sem mostrar que sabe mais do que mostra. Não gostei, contudo, dessa Patty Hewes menos “litigiosa” do que o comum, principalmente com relação ao seu infiel marido no processo de divórcio. The Dog is Happier Without Her, apesar de não ter sido um capítulo com a usual dose de cenas e revelações chocantes, acabou terminando muito bem com aquele cliffhanger. Afinal, quem realmente é Danielle Marquetti e qual será o envolvimento dela nisso tudo? Estou curioso.
Cotação Bruno Carvalho:

bbigloveBig Love (4×04: The Mighty and Strong): O que Bill queria? Sério! Qual é a dele? No momento em que ele escolhe viver segregado da sociedade com três esposas, filhos de várias idades com várias mulheres criados num lar onde há uma evidente subversão da noção de família, ele precisa ser mais flexível quando explode uma situação como a de seu filho mais velho apaixonado por uma das irmãs-esposas. Ora, se o próprio exige dos outros que o ciúme seja posto de lado e engolido num casamento plural, como ele pode ser tão rígido com Ben e Margene? Isso seria algo absurdo, sim, mas para uma família tradicional! Mas é claro que seu conservadorismo republicano e seu velado fundamentalismo religioso falariam mais alto e o sujeito praticamente expulsou o filho de casa – algo que seu próprio pai também o fizera. Mas isso é só um problema a mais pra Bill resolver, já que ele foi mesmo à diante com sua candidatura ao Senado Estadual. A temporada está apenas tomando forma: tem o caso do contrabando de aves silvestres de Lois, Don tendo que se expor para proteger o segredo do chefe, os escusos interesses de JJ “juntando-se” com a mãe de Nikki e ainda as escapadelas de Alby com o curador dos bens da Juniper Crrek. Big Love, que começou como um drama peculiar sobre uma família mórmon, agora está cada vez mais tensa e imperdível!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×13: State of Love and Trust): Shonda Rhimes está com tudo nesta 6ª temporada, não? Derek Sheppard finalmente assumiu o cargo de diretor interino do Seattle Grace Hospital enquanto o Chief está inepto a realizar seu trabalho em virtude do alcoolismo. Mas a atividade de chefiar a equipe se mostrou muito mais difícil do que poderíamos imaginar, pois tudo que poderia dar errado no 1º dia de McDreamy no comando deu, inclusive uma paciente acordar no meio de uma cirurgia e ficar traumatizada. E vamos combinar que o grande destaque da primeira metade do episódio foi o discurso de Miranda Bailey para o anestesista, digno dos tempos áureos da “Nazi”. No entanto, quem carregou mesmo o capítulo até o final foi Sandra Oh, mais uma vez com uma interpretação digna de vários Emmys, numa jornada emocionalmente desgastante em defesa de seu maior amor: a cirurgia. Ela, sem dúvida, resgatou seu brilho e grande parte da história da série, relembrando até mesmo Preston Burke. Christina Yang é a personagem mais forte de Grey’s Anatomy, merece todo este destaque e mais. E Izzie, hein? Alguém sentiu falta dela? Eu não.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×13: Bad): Se você não começou a dar a devida atenção a The Good Wife, comece. A série vem num bom ritmo desde a sua estreia, e este capítulo conseguiu contar e concluir muito bem dois casos, sem esquecer também da história principal envolvendo o julgamento de Peter. Na trama que envolvia a defesa do empresário que supostamente assassinou sua esposa, o episódio trouxe diversas reviravoltas – ora apontando a filha do casal como a verdadeira responsável e ora indicando que Alicia e o Stern, Lockhart & Gardner ajudaram o marido criminoso a se safar. Outro ponto positivo foi o de não estereotipar Diane – uma autêntica democrata – ao colocá-la não apenas considerando a possibilidade de adquirir uma arma de fogo para se defender de um criminoso que a persegue, como também ligeiramente seduzida pela ideia, ainda que publicamente contra. Mas o que eu gostei mesmo de ver foi a movimentação entre Childs e Florrick, explicando melhor os fatos que levaram a condenação deste (a receptação de favores sexuais em troca do arquivamento de alguns casos que o promotor cuidava) e as diversas inconsistências que apontam uma conspiração que se aproveitou das indiscrições do marido da boa esposa. Bad, por todos estes motivos, foi um episódio admirável, que trouxe grandes avanços na trama e se desenvolveu de forma fluida e nada atribulada. O melhor da série até agora.
Cotação Bruno Carvalho:

bhouseHouse (6×12: Moving the Chains): Poxa, o que aconteceu com House? Que temporada inconsistente! Começou muito bem, piorou, melhorou e agora piorou de novo. Parece que eles não definiram que linha seguirão este ano e nós espectadores acabamos sendo punidos por conta disso. O caso médico foi isolado e aborrecido, a introdução de uma nova personagem – o irmão de Foreman – foi desnecessária e nem mesmo o tal mistério sobre as pegadinhas na casa de Wilson e House foi interessante. Enfim, temos grandes intérpretes, ótimos papeis e um roteiro fraco. E nós sabemos que eles são capazes de mais! Poxa, cadê as histórias bacanas que vimos em Broken e Epic Fail ou nos episódios criativos que brincam com a estrutura narrativa da série como o lendário Three Stories? Às vezes acho que House poderia ser um drama médico infinitamente melhor se tivesse menos episódios como uma série de TV paga americana, pois este me pareceu pura preguiça e enrolação. O pior é que eu já vi o próximo (5 to 9) e sei o quanto eles podem ser fenomenais quando querem, o que torna ter que ver capítulos como este ainda mais frustrante.
Cotação Bruno Carvalho:

Outras Cotações:

bteoryThe Big Bang Theory (3×13: The Bozeman Reaction; 3×14: The Einstein Approximation) Estes dois episódios mantiveram a série em seu ótimo momento e descobrimos mais uma paranoia de Sheldon, desta vez com a segurança de seu apartamento que fora roubado em The Bozeman Reaction. Mas The Einstein Approximation superou as expectativas como um dos melhores da temporada, retratando o “bloqueio mental” do nerd mor e a impagável cena do Bazinga na piscina de bolinhas.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bmotherHow I Met Your Mother (5×13: Jenkins; 5×14: The Perfect Week): Para um episódio que seguiu o ótimo Girls Vs. Suits, Jenkins foi satisfatório, contando ainda com a agradável participação de Amanda Peet (Studio 60) atormentando o já bizarro relacionamento entre Lilly e Marshall. Eu gostei mais de The Perfect Week, que trouxe Barney em mais uma de suas aventuras sexuais (ficar com uma garota por noite durante uma semana), já que o elenco estava mais afiado e entrosado. É uma pena, contudo, que deixaram de lado a história da “mãe” mais uma vez, conforme esperado.
Cotação Bruno Carvalho:

bofficeThe Office (6×13: The Banker; 6×14: Sabre): Eu sinceramente não entendi o motivo de um episódio de recap no meio da temporada, como foi o The Banker. Soou preguiçoso da parte deles, ainda mais que esta aquisição da empresa Sabre ainda não colou. De qualquer forma, vai ser interessante a Dunder Mufflin tendo que se adaptar à rotina dos novos donos, ainda mais com a excelente Kathy Bates como nova CEO. Por enquanto, o episódio Sabre deixou apenas a promessa.
Cotação Bruno Carvalho:

b30rock30 Rock (4×11: Winter Madness; 4×12 Verna): 3o Rock trouxe dois bons episódios nas últimas semanas, mas nada de excepcional. Winter Madness foi divertidinho, mas não curto muito as storylines centradas em convidados especiais como esta com Julianne Moore, pois sabemos que não vão durar. Melhor quando o guest star vira um mero “acessório” da série, como já ocorreu diversas vezes. Verna foi mais divertido com a história da mãe louca de Jenna (o que explica muito como ela é) e aquela excelente paródia do filme Atividade Paranormal no apartamento de Liz. MVP para Judah Friedlander, que é uma espécie de “Creed” de 30 Rock.
Cotação Bruno Carvalho:

Bom carnaval pra todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Big Love, Damages, Greys Anatomy, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife, The Office Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
05/02/2010 - 04:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
Damages (3×01: Your Secrets Are Safe): Paty Hewes está de volta e posso dizer que apenas este primeiro episódio de Damages me empolgou bem mais que a 2ª temporada inteira. Quase um ano após os obscuros eventos que separaram Ellen e Patty, a poderosa litigante está agora envolvida em mais um caso high profile, desta vez como curadora dos bens bloqueados de um empresário que deu o famoso golpe da pirâmide financeira (sim, igualzinho Bernie Madoff). E como sempre, o jogo de bastidores já começa intenso, com uma família devastada, troca de acusações, polícia e muita mentira. Mas o que sempre chamou a atenção em Damages é o fato de sua narrativa fazer um salto de seis meses no futuro para revelar um trágico e misterioso acontecimento. Pois é, ver Tom Shayes morto em uma lixeira não foi nada fácil. Your Secrets Are Safe inicia, então, a colcha de retalhos com ações, omissões e muito dolo. Ah, sim, o dolo! Desde quando Patty Hewes levanta da cadeira sem ter uma segunda intenção em mente? Colocar o nome de Shayes na porta? Ótimo, mas ela é capaz de ter causado tudo isso apenas porque não gostou do formato do novo logotipo. Não estou dizendo que ela é a culpada, mas sim que ela pode (e deve) ter algo a ver com a morte do sócio. Aí temos um mendigo, um celular, e a bolsa da Ellen. É curiosíssimo ver Damages costurar esses flashbacks e flashforwards com um elenco afiado (destaque para Martin Short!) e um texto sinistro, cru e sempre surpreendente. Bring it on, Hewes!
Cotação Bruno Carvalho:

bbigloveBig Love (4×03: Strange Bedfellows): Meu Pai Celestial! Esta 4ª temporada de Big Love mal começou e já está impressionante, a começar pelo envolvimento amoroso intenso entre Alby e Dale, o que ele hipocritamente chama de “mera diversão”. O filho de Roman Grant é tão amarrado ao credo em que foi criado, que não apenas não se aceita, como também se condena através da projeção do julgamento de seu pai. Já Bill decidiu mesmo que vai iniciar sua perigrinação ao Senado. Mas a “bomba” do episódio não foi Barb atropelando uma nativo-americana, nem a prisão de Nikki com uma 38 num prédio federal ou o ex-marido dela emergindo como o vilão da série. Nem de longe. Quem roubou este episódio com um beijo foi Margene em Ben, numa das cenas mais “WTF” de toda a série! Ora, sempre soubemos que pela aproximação de idade os dois tinham uma ligação maior, mas que momento que escolheram, não? Em rede nacional! Minha cara ficou igual a da Barb, pois eu jamais esperava algo do tipo com tanta confusão na família dos Henrickson. Big Love, que inclusive está garantida por mais uma temporada (valeu HBO!), é um drama comportamental obrigatório e corajoso, com uma crítica sócio-religiosa escancarada e muito incisiva.
Cotação Bruno Carvalho:

bcapricaCaprica (1×02: Rebirth): Depois que assisti ao piloto de Caprica há 8 meses, disse que esta era a única série de 2010 por qual eu realmente esperava, não só pelo fato dela ser ambientada no universo da finada Battlestar Galactica. E mesmo com esta grande expectativa, a série conseguiu surpreender. A falecida Zoe Graystone desenvolveu o avatar perfeito, uma cópia virtual de si que permitiu a criação do primeiro Cylon e abriu as portas para uma infinidade de questões éticas e morais que terão a ex-integrante do grupo monoteísta Soldados do Um como principal protagonista. Seu pecado original deu início a uma relação antes inexistente entre humanos e máquinas, que em Caprica se apresenta em seu estágio mais primitivo. Foi magnífica, inclusive, a decisão da série em “humanizar” Zoe para nós quando ela está “presa” no corpo do guerreiro metálico, o que não apenas faz um enorme sentido em termos narrativos, como também é uma bonus feature tremenda para os fãs da saga estelar. Caprica deixou claro que não será um drama fácil que entregará tudo mastigado ao espectador. O ponto alto do episódio, claro, foi a mãe de Zoe expondo ao mundo que sua filha era uma terrorista (e não era), apenas para desesperadamente poder dizer que sabe algo sobre ela, por pior que seja. Existem muitas camadas sobre a curiosa sociedade de Caprica City antes da “primeira queda” que precisamos desvendar, como os casamentos plurais, as religiões conflitantes e o fundamentalismo do grupo Soldados do Um e qual será sua participação nos bombásticos eventos que um dia virão. Sem dúvida alguma, Caprica é a melhor surpresa de 2010 até agora. (ah, e obrigado Alessandra Torresani – a Zoe em pessoa – pelo RT!)
Cotação Bruno Carvalho:

comment1263

bfnlFriday Night Lights (4×10: I Can’t; 4×11: Injury List): É sempre bom poder elogiar uma série quando ela merece, mas também existe a hora de puxar a orelha. Friday Night Lights passou grande parte de suas 4 temporadas sem demonstrar qualquer sinal de desgaste, pois sempre soube trazer tramas interessantes para a telinha, mesmo quando as baixas e trocas no elenco eram inevitáveis. Pois eis que esta reta final o drama realmente andou me desapontando. O novo elenco não está dando liga. O drama de Vince com a bandidagem e sua mãe drogada; a ameaça ao time com a lesão de Luke e até mesmo Julie com essa de construir casas para a caridade não empolgam. Nem a volta de Matt Saracen foi interessante. De fato, além de Eric e Tami Taylor, somente o “núcleo” Riggins tem rendido bons momentos, o que é triste já que ele também é um que vai abandonar a série. A poucos episódios do final, Friday Night Lights precisa colocar a cabeça de volta no jogo literalmente. A série precisa de fôlego para manter sua qualidade e continuar, mesmo estando garantida por, pelo menos, mais uma temporada.
Cotação Bruno Carvalho:

Fringe (FOX)Fringe (2×14: The Bishop Revival): Eu ando rasgando elogios à Fringe há alguns episódios não é à toa. A série conseguiu sobreviver ao estigma da “2ª temporada” sem deixar a peteca cair, constantemente aprimorando-se de um capítulo para o outro. Mas eu achei que iria gostar de The Bishop Revival bem mais do que eu gostei, já que o episódio veio para estabelecer algo que já estava muito bem arraigado: a família é importante para Walter. Assim, a plot com esta ameaça nazista surgiu como um pano de fundo para que a série novamente batesse na tecla desta proposta, tornando-se um filler tão dispensável quanto aquele que fora exibido fora de ordem pela FOX americana há algumas semanas. É uma pena que Fringe não quis inovar quando poderia muito bem fazê-lo, mas uma coisa é certa: eles têm muito crédito conosco e o episódio passou longe de ser ruim. Foi interessante e tenso com a trama do nazista e seu experimento para o “controle de raças”, apenas não tanto quanto eu esperava.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×11: Remorse): House é o tipo da série que sabe muito bem quais elementos deve utilizar para criar uma boa história e eles o fazem introduzindo uma personagem capaz de deixar Greg naturalmente mais interessado por um caso do que o normal (pena que com menos frequência, ultimamente). E quando o bom doutor se importa, nós nos importamos, pois ele vai fazer de tudo para se aprofundar em cada célula do novo problema apresentado. Uma paciente psicopata que cospe na moral e nos bons costumes e ainda provoca o desejo de vingança na Thirteen? Ora, um win-win! É bom também quando um caso interfere diretamente na vida pessoal do médico, o que culminou na história do pedido de desculpas a um colega de faculdade que ele prejudicou com uma de suas peças, revelando um pouco mais do que se passa em sua perturbada cabeça. Ainda assim, House continua com uma temporada irregular e bastante aquém das anteriores. A cada novo capítulo eu fico na esperança de que a estrutura narrativa se altere para a que vimos no início deste 6º ano. Ah, e poderiam tirar o Foreman logo. Não está fazendo a menor falta.
Cotação Bruno Carvalho:

blifeunexLife UneXpected (1×02: Home Inspected): Eu dei mais uma chance a Life UneXpected para vocês não ficarem dizendo que eu abandono as séries no episódio piloto por má vontade. O segundo episódio deu o tom de como deve ser a série: um vai e volta sem fim e com algumas incoerências que já começaram a me incomodar. Vou dar um exemplo: Lux cria uma celeuma sobre como vai pra escola, apesar de sempre ter se virado e juntado não sei quantos mil dólares para morar sozinha. Ela acaba fazendo com que o pai dela vá de táxi com a turma de bêbados levá-la. Ora, tudo isso para que ela chegue na escola e saia escondida para ir pra “república” com o namorado e com os outros órfãos abandonados/descolados? Ah, gente, fala sério! Se ela queria sair escondida, porque não o fez logo? Ah, sim: porque o roteiro é fraco. A estrutura dos episódios também é bem pobrinha. Tudo está bem, aí criam novos problemas e no final fica tudo bem de novo, todos se abraçam, ela ganha um quarto com iPod, pôsteres bacanas e pronto. Andei dando uma olhada no episode guide e o próximo se chama Rent Uncollected, ou seja, a “ameaça” da vez deve ter algo a ver com a cobrança do aluguel. Isso já foi muito bem desenvolvido em Chaves. Não estou dizendo que Life UneXpected não tenha lá seus méritos, como ressaltei na resenha do piloto. Ela é agradável, divertidinha e possui alguns diálogos legaiszinhos. Mas é dispensável. Continuarei acompanhando em off e , se melhorar, ganha um Season Pass, fechado?
Cotação Bruno Carvalho:

Faltou comentar as comédias, eu sei. Vou deixar para o início da próxima semana. Aguardo seu comentário!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love, Caprica, Friday Night Lights, Fringe, House Tags: , , , , , , , , , ,
28/01/2010 - 00:01

Big Love: Questão de Princípio

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love (4×02: The Greater Good): De polígamo dissidente da Juniper Creek a Salvador do Princípio? As coisas começam a tomar forma nesta 4ª temporada de Big Love com a “decisão iluminada” de Bill de mudar a cara da poligamia concorrendo ao Senado. Mais uma vez usando a religião como desculpa para agir de acordo com sua sempre tortuosa agenda pessoal, o patriarca das três famílias mais complicadas de Salt Lake City conseguiu superar até mesmo as loucuras de Roman e Ably Grant. Mentir para a Igreja Mórmon? Foragir da justiça? Usar a fé para o próprio enriquecimento? Ora, Bill não é nada diferente de seu cunhado e ex-sogro, a quem tanto perseguiu colocando até mesmo a máquina administrativa do Estado à seu favor. É muito bom que Big Love voltou a discutir sua premissa, sem deixar de trazer novos e interessantes casos: a “tentação de Alby”, o testamento da fé de Nikki e de seu amor à Bill, a emancipação de Sarah (só não compreendi bem a volta do ‘Zeljko’). Aliás, apontei como “conveniente” o romance de Alby com o curador dos bens da compound, mas o desenvolvimento desta história não está deixando a desejar. O cara frequenta um grupo de “gays anônimos”? Uou, isso vai dar muito pano pra manga. E qual será a cara que os Henrickson darão à poligamia com o enfraquecimento da comunidade? Será que Bill espera que a prática contraventista não só seja exposta, como também aceita em todo Utah? Quem sabe em todos os EUA? Essa eu vou querer ver bem de perto!

comment1255
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love Tags: , , , , , , , ,
26/01/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bbigloveBig Love (4×01: Free at Last): Se Bill Henrickson achava que seus problemas acabariam com a morte de Roman Grant, ele estava muito enganado. Até porque seria bom se ele só precisasse lidar com o velho profeta em vez de nadar no mar de percalços que ele mesmo consegue trazer para seus três lares. E se já não bastava a perseguição religiosa que sua família sofria, ele agora é o fundador de uma nova igreja, sócio de um novo empreendimento de alto risco e cúmplice de diversas contravenções penais, incluindo vilipêndio a cadáver. E o líder da comunidade, Alby e suas, digamos “indiscriçõs”? Quem diria, foi se envolver logo com o curador estadual dos bens da Juniper Creek. Ora, só eu achei isso coincidência demais? Espero que o roteiro nos surpreenda, pois do contrário a trama ficará muito conveniente. Tirando este pequeno problema, Big Love conseguiu retornar muito bem depois da apoteótica 3ª temporada e, embora ter iniciado o ano com um episódio ligeiramente atribulado, tenho certeza de que vem muita coisa sórdida e boa por aí.
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×08: The Toilet Bowl, 4×09: The Lights of Carrol Park): Estou um pouco atrasado com as resenhas de Friday Night Lights, mas pretendo ficar em dia até o final desta semana. The Toilet Bowl foi um episódio mediano, que em parte seguiu Tami e Julie numa cansativa trama sobre carreira, universidade, escolhas… Enfim, tudo aquilo que é clichê nas outras séries adolescentes e que não precisam ser repetidas aqui. Felizmente a narrativa deste drama não é construída em volta de apenas um núcleo e, por isso, acompanhamos as dificuldades da família Riggins e sua inevitável tendência à contravenção. Tim trabalhando no desmonte clandestino com seu irmão certamente não vai terminar bem. Já dando mais atenção ao futebol, The Lights of Carrol Park decidiu mostrar um pouco mais do lado abandonado de East Dillon e a preocupação do treinador Taylor em mudar o espírito da comunidade pobre da região, o que indireta e inevitavelmente afetará a moral de seu time. Curiosa a contradição entre os Riggins e os Taylors, entre o “dinheiro fácil” e a perseverança. Friday Night Lights ainda falou sobre índole, aborto e recomeço. E o melhor: sempre com muita propriedade.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1257

bgreysGrey’s Anatomy (6×11: Blink): Uau, onde está o Emmy de Sandra Oh? Eu me pergunto isso após grande parte dos episódios de Grey’s Anatomy, mas ainda mais depois deste. Não, não falo só pela explosão emocional de Christina Yang no final, quando ela disse no calor do momento que entregaria Owen de bandeja para a Dra. Altman em troca da permanência dela como mentora. Falo da brilhante construção de personagem que a atriz faz justamente para que momentos como este soem não apenas de forma crível, como até aceitável e esperado. Esse é o tipo de texto que nas mãos de uma atriz mais limitada (cof cof, Ellen Pompeo) não atingiria um décimo da intensidade almejada. Mas Blink também trouxe Addison de volta para dar uma consulta sobre a gravidez “filhinha” de Sloane, que escolheu-a quando pressionado por Lexie (e esta acabou indo pra cama com Karev). São escolhas feitas num piscar de olhos que têm o potencial de trazer mudanças definitivas. Ah, e como elas serão bem-vindas caso se concretizem, Shonda Rhimes! Eu sei que o episódio continuou em Private Practice, mas não acompanho a série. Tenho certeza de que Addison vai dar um jeito no bebê  e que as coisas tendem a esquentar na Califórnia… Quem assistiu conta aí embaixo como foi.
Cotação Bruno Carvalho:

blifeunexLife UneXpected (1×01: Pilot): Se por uma lado é bom que a CW apostou em um novo drama adolescente que sai do eixo LA/NY/high school/garotos riquinhos, por outro esta nova Life UneXpected já se apresenta como “docinha” demais e com uma premissa apenas razoável. Lux é uma garota de 15 anos que passou toda sua vida em lares adotivos até decidir se emancipar e, para isso, teve que ir atrás dos genitores que a entregaram por serem jovens demais à época. O pai, Nate, é um comerciante que nunca cresceu  e a mãe, Cate, é uma radialista que afasta todos à sua volta, inclusive seu noivo e colega de trabalho Ryan. O piloto todo se desenvolve no estilo “conto de fadas”. Lux, mesmo tendo sido abandonada, sofrido um problema cardíaco na infância e crescido com pais adotivos traficantes que não a querem, é estilosa, descolada e bem-humorada até demais a ponto de não apenas soar implausível, como às vezes irritante. Poxa, em certo momento ela ouve da mãe biológica que esta nunca cogitou ficar com ela e ainda solta um “não é culpa sua” momentos depois? Inconsistente. Porém, devo ressaltar que o episódio é, no geral, agradável de se assitir como um descompromissado filme de Sessão da Tarde e tem seus bons momentos (como pai e filha se emocionando com um vídeo no YouTube). O final, então, com toda a família reunida depois que Nate e Cate decidiram “ficar” com a filha não deixa praticamente nada pendente. E exatamente por isso, Life UneXpected poderia ter sido um bom filme estilo Juno, já que como série logo irá se esgotar, caindo no lugar-comum de praticamente todas as produções do gênero. CW, prove me wrong pra variar.
Cotação Bruno Carvalho:

Outras Cotações

Human Target (1×01: Pilot): Muita ação e pouco conteúdo resumem bem o novo drama da FOX estrelado por Mark Valley (Boston Legal, Fringe), ator que já surge sem conseguir convencer que será o “próximo herói da TV”. Os primeiros 40 minutos desta produção sem identidade me fizeram ter saudades de Alias, 24 e, especialmente, de Burn Notice. Não se apeguem, porque não vai durar.
Cotação Bruno Carvalho: starhalf

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love, Friday Night Lights, Greys Anatomy, Human Target, Life UneXpected Tags: , , , , , , , ,
11/12/2009 - 00:01

Juniper Creek Deseja ‘Boas Festas’ a Todos!

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Uau! Eu adoro quando uma série transcende seu roteiro e prepara coisas tão legais como esta “benção” de Natal cantada por Roman Grant e as esposas! Big Love estreia em Janeiro, é um dos must see do LiGado em Série e o clipe abaixo dá o tom creepy/cool perfeito deste excelente drama produzido por Tom Hanks! Então, sem mais delongas, os desejos de boas festas da comunidade mórmon fundamentalista mais famosa do mundo, a Juniper Creek!

Awesome-f**kin’-genius! Não perco esta temporada por nada! P.S.: Hoje ainda posto aqui minha participação no inigualável Podcast do blog Legendado, que acabei de gravar!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love Tags: , ,
01/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I (Sem Mentiras!)

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×10: Sacrament (Season Finale)”: Que incrível final, não? Big Love definitivamente sacramentou (perdão pelo trocadilho) o alto nível dessa série, alinhando perfeitamente o roteiro, a edição, a trilha imediatista e as impecáveis atuações de todo o elenco. No topo da lista está a morte de Roman pelas mãos vingativas de Joey, mas o destaque foi mesmo a sordidez de Albie e Nikki, com um dos diálogos mais perturbadores da série enquanto discutiam formas de explodir os próprios pais. Pra minha surpresa, o que parecia ser apenas uma idealização, acabou sendo levado à cabo pelo filho do profeta, ainda que sem sucesso. O sequestro chegou ao fim, os Green escaparam novamente e a volúvel Nikki retornou à casa com sua primeira filha, hoje com 14 anos (o pai era quem, Zelko Ivanek, o especialista em ser coadjuvante). Foi positiva, também, a plot com Margene e seu negócio que rendeu bons frutos, depois de ser subestimada pelo marido. Quero muito ver o desenrolar disso na próxima temporada que, claro, já está garantida pela HBO. A cena final com a comunhão de Bill Henricksson foi marcante, evidenciando o quão perdido o sujeito está. Já é certo dizer que esta é a melhor temporada de Big Love, que avança significativamente a cada episódio, surpreendendo e indo sempre além da sua premissa. Prestem mais atenção a esta série e quem nunca viu ou parou de ver, reafirmo, comecem ou retomem. #ficadica
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/02/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×10: Betrayal”: Eu concordo com todos os comentários que afirmaram que esta série não me “pegou”. Inevitavelmente o gosto influencia na análise de determinadas produções, pois a opinião é parcial e nunca foi meu propósito comentar séries com isenção. Foi gerada muita expectativa com United States of Tara e isso fatalmente foi um erro ao meu ver. Em quase uma temporada, Diablo Cody provou que não sabe segurar o espectador, já que seu texto muitas vezes é vazio e sem propósito, que nem de longe lembra o seu trabalho anterior (Juno), este sim digno de prêmios. O único trunfo desta produção é mesmo a interpretação quádrupla de Toni Collete, que cada vez mais foi se adaptando aos papéis, atingindo ótimos momentos (muitos deles que não dependem do texto). Infelizmente (ou felizmente, não sei), somente agora depois de 10 episódios é que a série deu uma boa guinada com a tal “traição” da mãe com o pretendente do filho, enquanto esta estava agindo como a adolescente de 17 anos T. O final fechou muito bem o mediano episódio com aquele incêndio provocado pelo garoto na cabana da “guria”.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/03/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×20: Cold Snap”: Faltando poucos episódios para o fim, Heroes entrou em uma bem-vinda curva ascendente, mesmo com um episódio que não podemos considerar “fantástico”. Acho que nunca mais poderemos falar isso da série sem se preocupar se o que está por vir será uma nova bomba. Afinal, apesar de Bryan Fuller ter voltado, as mãos de Tim Kring continuam no teclado. Mas Cold Snap foi bom, trouxe a inesperada revelação de que Micah é o Rebel, o que é totalmente coerente com os poderes que o garoto tem (coerência em Heroes? Raridade). As cenas de ação também voltaram a empolgar. Aquele auto-congelamento/suicídio (?) de Tracy no estacionamento ficou bem “Matrix”, mas foi legal. Eu só não valido o que Hiro se tornou na série: um grande bocó. Ficou claro também que “retiraram” (de forma porca) o poder dele de viajar como bem quer, assim como fizeram com Peter Petrelli, que agora tem habilidades limitadas (uma de cada vez). Vítima de seu próprio roteiro, Tim Kring está rebolando pra dar conta de terminar esse volume num nível aceitável, e até que está conseguindo. Só espero que ele não deixe a peteca cair nos próximos, pra justificar a renovação para a 4ª temporada.
Cotação Bruno Carvalho: (por muito pouco seriam quatro)
Episódio exibido em 23/03/2009 na NBC americana.

24 “7×15: Day 7: 10:00pm – 11:00pm”: É muito aliviante este momento em 24 em que as autoridades (in) competentes começam a tomar ciência da grave situação que se formou ao longo do dia, finalmente crendo em Bauer. Repleta de tiroteios e ação, esta hora focou no estabelecimento do problema que tomará conta da madrugada: a ameaça doméstica e biológica conduzida pelo Sr. Hodges (Jon Voight como um vilão que realmente põe medo por sua frieza), que possui uma agenda pessoal para aumentar a sub-contratação de mão-de-obra militar – a especialidade de sua empresa. Enfraquecida, porém, está a situação na Casa Branca com o desinteressante draminha entre a filha da presidente e o chefe de gabinete, que foi obrigado a se demitir. Funcionando como uma boa ponte entre o dia e a noite, a hora chegou ao fim com mais um de seus tensos cliffhangers, já que o nosso herói foi exposto aos agentes nocivos da arma. Ainda faltam 9 horas para o fim deste dia… Força, Jack!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×19: The Grandfather”: Nate nunca foi um personagem digno de merecer um episódio de destaque, tanto pela limitação do ator quanto por sua inexpressiva passagem dramática ao longo destas quase duas temporadas. Mais eis que do nada, como uma Fênix, o romance dele com Blair emergiu das cinzas em mais um final “OMFG” já característico na série. Gossip Girl é mestre em rearranjar as mesmas peças de seu tabuleiro, conforme já mencionei em diversas resenhas, mas por essa acho que ninguém esperava. Isso já afetou diretamente Chuck e indiretamente atingirá todos os Upper East Siders, o que certamente trará muito material para a misteriosa blogueira. O que o drama precisa deixar de lado, contudo, são os casos dos adultos que de longe são os mais desinteressantes, perdendo, inclusive, para as traminhas bobas de Vanessa (alguém gosta dela?). O episódio foi um filler, claro, mas dos bons. Esta temporada terá 24 episódios, ou seja, ainda tem muita coisa pra acontecer.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na CW americana.

Amanhã tem LOST e sexta tem mais episódios comentados em sequência! Obrigado por sua visita e (espero) seu comentário!

Ah, nosso 1º de Abril será no Twitter! Siga para rir durante todo o dia com notícias, digamos, improváveis!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Big Love, Enquete, Gossip Girl, Heroes, United States of Tara Tags: , , , ,
27/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×09: Outer Darkness”: A fé de Bill Henrickson está sendo fortemente testada, na a família, nos negócios, nas relações interpessoais e a casa literalmente caiu para o sujeito que, como já disse aqui, é um mestre em postergar problemas. Mas Outer Darkness foi além da trama e mergulhou de cabeça nas entranhas da Igreja Mórmon, com uma cena que ocorre dentro de um dos rituais fechados da instituição (aquele que Barb infiltrou), o que incomodou muito os fervorosos Santos dos Últimos Dias, que chegaram até a exigir uma retratação do canal HBO. A série já havia forçado a barra cutucando alguma das controversas crenças mormonistas, como o fato deles terem que usar uma espécie de “roupa íntima” especial chamada Garmet. Detalhes à parte, o estranho conluio de Bill com Roman só evidencia o tamanho de seu desespero, revelando que as amarras dele com seu povo dificilmente serão rompidas. Funcionando como um bom filler, este episódio preparou o terreno para a reta final da série que, conforme prometeram, será bombástica.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/02/2009 na HBO americana.

bstatestaraUnited States of Tara “1×09: Possibility”: Quisera eu que United States of Tara ficasse somente em sua premissa e com aquela linda abertura, porque faltando apenas três episódios para o final de temporada a comédia de Diablo Cody ainda não consegue empolgar. Este nono episódio melhorou a ponto de não deixar a série insuportável, mas há um longo caminho pela frente até ela tornar-se merecedora de nadar no mar das grandes produções. Não se enganem com a montagem final com musiquinha e tudo mais, porque todo o capítulo se baseou inteiramente no romance adolescente homossexual de Marshall, quando o cerne de tudo deveria ser as disfunções de Tara e o reflexo dela na vida de sua família. Às vezes parece que criaram incongruentes núcleos dramáticos dentro  e, pelo que vimos até agora, não acho que seja proposital, denotando falta de controle da roteirista. Enfim, Diablo Cody, espero que me prove errado até o 12º episódio…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/03/2009 no Showtime americano.

btrustmeTrust Me “1×08: What’s the Rush / 1×09: Odd Man Out”: Ironicamente estes foram episódios sobre a quebra de confiança nas relações de Mason e Conner, a despeito do título da série. Apesar de eu ainda não entender bem a estrutura organizacional daquela agência (afinal, quem manda em quem?), o drama continuou a explorar bons momentos e conflitos quando descobrimos mais sobre o passado dos dois publicitários e o que eles passaram para chegar onde hoje estão. Sem querer martirizá-los ou mostrá-los sempre como os camaradas cool do lugar, a série foi feliz em ressaltar os defeitos de cada um permitindo que o público julgue-os não por suas ações ou omissões, mas sim pelo que eles fazem para contornar os obstáculos que muitas vezes criaram. Foi assim com Mason e sua filha e Connor e seu ex-parceiro de trabalho. Embora saindo sem empolgar muito, os capítulos marcaram o momento de transição na trama para o final de temporada que chegará em breve. É uma pena que a temporada é tão curta.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódios exibidos em 17/03/2009 na TNT americana.

Dollhouse “1×06: Man on the Street”: Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse , que já era boa, ficou muito boa de uma hora pra outra com aquele inesperado encontro entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão”. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências contundentes sobre a Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que ele, tomei um susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma de suas bonecas. Na verdade, Paul está vivendo uma mentira tão grande, sendo manipulado por eles da forma que bem entendem, que ele é praticamente um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), mas isso não comprometeu muito este revelador episódio.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 20/03/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×15: The Bubble”: Bom episódio de 30 Rock com o tema específico da “bolha”, mostrando (em um nível cômico absurdamente hilário) como a sociedade tende a favorecer os mais bonitos, dando continuação, ainda, à ótima participação de Jon Hamm (Mad Men). Divertido também foi o caso da renovação de contrato de Tracy e mais uma vez Kenneth salvou o dia, já que o astro não consegue viver sem o seu servente: “eu tenho que ir na casa do Sr. Jordan segurar sua mão enquanto ele assiste LOST“. Genial! The Office “5×18: New Boss”: Uau! Que episódio tenso e que cliffhanger foi aquele? A chegada do novo coordenador da região abalou as estruturas da Dunder Mufflin Scranton e sobrou até pro Jim, que não conseguiu dar uma dentro o dia inteiro. Afinal, ele começou com o pé esquerdo chegando fantasiado de smoking só para importunar Dwight. É óbvio que essa demissão de Michael não vai muito pra frente, mas o final me deixou mais tenso do que o de 24. E se o gerente regional que está na empresa há 15 anos é estúpido e faz as coisas do seu jeito, o novo chefe foi igualmente irracional impondo métodos e políticas sem o mínimo de sensibilidade. Enfim, poucas vezes tivemos um capítulo tão dramático assim, e foi muito bom!
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 19/03/2009 na NBC americana.

Considerações sobre algumas estreias que não vão entrar em nossa cobertura de forma alguma:

Better Off Ted “1×01 Pilot”: : Esta nova série  da ABC estrelada por Jay Harrington (Private Practice) e Portia de Rossi (Arrested Development) mostra o quanto o canal só vem piorando no quesito comédia, desde o fiasco  triplo Cavemen/Carpoolers/Miss Guided da temporada 2007/2008. A história é centrada no executivo de uma empresa “especializada” em desenvolver produtos de todo e qualquer gênero, de preferência os mais absurdos e maléficos possíveis, e seus “desafios” no dia a dia com a chefe inescrupulosa e exigente. Com um roteiro absurdamente mal escrito e lotado de “piadas” que não funcionam, Better Off Ted só é bem sucedida em criar um humor besta, datado e extremamente caricato, que deveria envergonhar os envolvidos nesta produção, até mesmo os contra-regras (juro que em determinados momentos me lembrei de Zorra Total). ABC deveria ser judicialmente compelida a parar de produzir comédias. Tenho convicção de que esta atrocidade será logo cancelada. Podem apostar e não percam tempo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/03/2009 na ABC americana.

Kings “1×01/1×02″: Goliath: Depois de finalmente terminar de ver este piloto estendido com muito custo, concluí que este pomposo drama da NBC não só é previsível (um plebeu que deve virar rei, oh) e pretensioso demais para ir longe num canal aberto, como também não serve nem como uma obra de crítica política e social (como foi Battlestar Galactica) de tão escancarada que é em seus objetivos (vide as cenas no tal parlamento de vidro). A produção é até caprichada, tem cara de ser despendiosa, mas por isso mesmo não vejo muito futuro nesta monarquia moderna e lúdica concebida por co-produtores de Heroes e Smallville. Estes foram alguns dos episódios mais enjoativos que assisti há um bom tempo, mesmo depois de ter visto estas duas comédias que comentei aí em cima. Como estamos em época de crise, não recomendo a devoção (com o perdão do trocadilho) a este drama antes de saber se ele realmente estará garantido por, pelo menos, o reinado de uma temporada completa.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/03/2009 na NBC americana.

Aff, que Mid Season fraco!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Better Off Ted, Big Love, Dollhouse, Kings, The Office, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , , , ,
21/03/2009 - 01:20

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×08: Rough Edges”: Se você parou de assistir Big Love por qualquer motivo, ou nunca assistiu, volte ou comece (e pare de ler, porque tem spoiler). Esta 3ª temporada segue de forma irrepreensível e em mais um episódio com chocantes acontecimentos, notadamente com relação à exposição da traição de Nikki com seu ex-chefe. Me admira, contudo, a passividade com que Bill tratou a questão, da mesma forma que ele lidou com a gravidez e aborto da filha. Agora, será que ele está agindo assim porque é o “herói” da série (o que denotaria covardia dos roteiristas) ou porque ele realmente está passando por um momento de contestação de suas crenças? Eu aposto nesta segunda hipótese, pois é notório que Bill tem uma mania de postergar seus problemas até que eles se tornam algo insuportável para toda a sua família. Logo ele deve dar o grito. Sinto, contudo, que as histórias de Barb e Margene andam muito paradas, o que é negativo, já que com toda as atenções voltadas para as polêmicas da venda da carta Mórmon e a aquisição do cassino, vamos ficando cada vez mais afastados do dia a dia da família plural que, pra mim, já é suficientemente interessante.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 08/03/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×08: Abundance”: Só continuo assistindo e comentando United States of Tara por pura inércia e porque a temporada é curta. Diablo Cody prometeu, chegou com Tara e seus alters, não estabeleceu bem a que propósito tudo veio, gerou hype e até agora a série segue em um ritmo que não fede nem cheira. Alice apareceu, Marshall continuou com sua quedinha pelo amigo, teve um previsível encontro com o pai do garoto e pacatamente mais um episódio se encerrou de forma lacônica, como todos. O “nome na porta” de Steven Spielberg como produtor executivo já nem soa tão pomposo, porque recordo-me que ele também esteve por trás de Indiana Jones IV, Transformers, Homens de Preto II e A Lenda do Zorro. Vamos ver se e quando esta “comédia” irá emplacar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/03/2009 no Showtime americano.

24 “7×13: Day 7: 8:00pm – 9:00pm”: O relógio mudo, o sacrifício de Bill, a tomada da Casa Branca por Juma e a dura restituição do poder fizeram com que esta fosse uma das horas mais emocionalmente desgastantes de toda a série, ainda que eu não seja tão fã do patriotismo republicano que muitas vezes impera no drama. Bastou ver os rostos esgotados e cansados de Jack, Taylor, Pierce e equipe para despertar nossa empatia com toda aquela aura de derrota que foi cuidadosamente criada num dos locais mais protegidos do mundo. Abro parêntesis aqui para elogiar a correta direção de arte, que recriou muito bem a edificação com base em fotografias e vídeos da verdadeira, fazendo com que a experiência fosse ainda mais enriquecedora. Efeitos, cenografia e atuação de qualidade (seja de qualquer época ou contexto) é aquela que você não questiona e às vezes até faz você esquecer que está vendo um mero programa de TV. Este episódio me fez esquecer isso diversas vezes e este é um mérito que poucas produções hoje conseguem. 24 traz momentos absurdos que são tratados de forma real por um roteiro sempre sensato. Já são 9 da noite, Bauer está sozinho novamente e caçado pela polícia e o drama segue imprevisivelmente delirante!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×17: I Will Follow You Into the Dark”: Intenso, emocionante e promissor. É assim que foi a volta de Grey’s Anatomy para esta reta final, explorando muito bem todo o potencial dramático que esta produção sempre teve, mas que às vezes ficou ofuscado (alô, 4ª temporada). Quase no centro das atenções ficou Izzie e sua árdua aceitação de que a paciente X – que é ela – não tem muito tempo de vida, levando-a apreciar as pequenas coisas que corriqueiramente todos nós ignoramos. Mas este foi o episódio de Sheppard, que estourou no trabalho depois de tantos anos acumulando as inevitáveis perdas que sua especialidade médica traz. O estresse, o esgotamento e o erro foram os catalisadores de sua versão dark e imprevisível que nos foi apresentada naquele final. Eu acredito que, no fim das contas, ele não jogará a toalha como fez com o anel de noivado de Grey, mas a cena em si já valeu. Foi uma interessante e inesperada mudança na personagem. Shonda Rhimes está caprichando este ano…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/03/2009 na ABC americana.

Battlestar Galactica “4×19: Daybreak, Part I”: Eu adoro Battlestar Galactica, todos sabem, considero uma das melhores séries recentemente produzidas (que os Deuses do SyFy a tenham), mas este episódio foi aquém do que o mais otimista dos fãs poderia esperar (estou certo, Cavalca?). Começou muito bem, com os curiosos flashbacks em Caprica City, mas depois de ver Laura Roslin de pijama numa fonte de praça ou Baltar pra cima e pra baixo com a Número 6, notei que eles estavam ali pra preencher tempo, como uma tradicional novela brasileira faz, deixando tudo para o derradeiro capítulo. Até mesmo na nave a narrativa foi arrastada, cheia de pausas e simbolismos para no fim chegarmos ao maior anti-clímax de toda a temporada. Eu tenho certeza de que a segunda parte será estrondosa (ainda não vi, está passando neste momento em que escrevo esta resenha), mas por enquanto este primeiro Daybreak só serviu como um longo e cansativo prólogo do fim, sem acrescentar muito à tudo que já foi muito bem dito e feito. Fraking sorry, fans!
Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 13/03/2009 no SyFy.

Dollhouse “1×05: True Believer”: Eu estou realmente surpreso com o bom desenvolvimento de Dollhouse, a cada semana trazendo um caso curioso e diferente, porém sem desamarrar os nós que vão desconstruindo a personalidade robótica de Echo. Talvez eu esteja achando isso porque Joss Whedon pediu para não criarmos expectativas com seu drama, mas até agora nada foi decepcionante ou sem coesão com o que foi proposto no piloto. Pelo contrário, em True Believer, vimos a Casa de Bonecos ajudando uma agência federal anti-armas como uma “contratada independente”, levando Echo diretamente para dentro de uma comunidade religiosa fechadíssima, que me lembrou inclusive a “compound” de Big Love, repleto de ação, tensão e com ótimas atuações de todo o elenco. Recentemente o criador veio a público dizendo que nem chegamos na melhor parte ainda. Que bom!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/03/2009 na FOX americana.

b30office 30 Rock “3×14: The Funcooker”: Eu geralmente não gosto de Tracy Jordan e Jenna, mas neste episódio eles foram excepcionalmente hilários, com as propagandas que o astro do TGS comprou na TV e a determinação da atriz em permanecer acordada para lidar com os trabalhos na TV e cinema. Sinto falta de mais aparições do Dr. Leo Spaceman, que são sempre brilhantes. Em contrapartida, as histórias paralelas de Liz e Donaghy foram desanimadoras (especialmente a de Liz no tribunal). Não foi dos melhores, nem dos piores. The Office “5×17: Golden Ticket”: Embora tenha sido possível antever o twist do final do episódio, a história da promoção Willy Wonka que Michael “bolou” foi uma das melhores desta temporada! Quando ele percebeu o estrago, – já que apenas um cliente recebeu todos os tíquetes dourados que davam milhares de dólares em descontos – impensadamente colocou toda a culpa em Dwight para depois assumir o crédito ao descobrir que o resultado havia sido positivo. Genial, também, foi a obstinação de Dwight em manter a história como uma justa punição ao seu superior, com a ajuda de Jim. The Office rotineiramente eleva o próprio nível, graças também às excelentes atuações de Steve Carell e Rainn Wilson.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office Half Star
Episódios exibidos em 12/03/2009 na NBC americana.

É isso! Demorou, mas chegou. Não falei de Kings (nova série da NBC) porque simplesmente não consegui chegar ao final do piloto até agora. Tirem suas conclusões daí. Bom final de semana para todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Dollhouse, Greys Anatomy, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , , ,
12/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×07: Fight or Flight”: Big Love é hoje uma das produções mais corajosas, por cutucar com força igreja Mórmon norte-americana, e não apenas a vertente fundamentalista. Continuando no bom ritmo que a série está seguindo, Fight or Flight trouxe à tona a revelação de um documento histórico dos Santos dos Últimos Dias que seria a prova definitiva de que a ordenação nunca quis ter banido o casamento plural na realidade, o que seria um escândalo internacional. Me espanta, contudo, a mesquinharia de Albie Grant, que simplesmente vendeu o papel por verdadeiros trocados (deve ter uma explicação, claro). Mas o fato mais bombástico deste episódio (até mais que o evento final) ocorreu na família Henricksson, com o já esperado, mas não menos intrigante, envolvimento de Nikki com seu chefe. Ela não apenas está indo contra seu marido Bill, pois ela acha que este não a deseja mais, como também contra seu próprio pai, já que o sujeito que ela publicamente beijou foi o promotor de todo o caso contra o Profeta. O casamento interrompido por Roman e sua nova aliança trouxe aquele final chocante, mas não tanto quanto o que deve acontecer diariamente nos domínios daquela perversa “comunidade”.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/03/2009 na HBO americana.

Heroes “3×18: Exposed”: Finalmente Heroes apresentou um episódio que não beirou o desastroso, porém não podemos dizer que a série se recuperou de sua má fase. Exposed trouxe alguns avanços na história, coisa que raramente acontecia neste 4º volume. A melhor delas diz respeito ao Building 26, a agência secreta do governo que persegue os especiais, notadamente com relação ao seu comandante Danko interpretado pelo ótimo Zeljko Ivanek, que já se especializou em interpretar tipos temporariamente marcantes em diversas séries. Paralelamente a tudo isso, Sylar seguiu em sua missão de encontrar o pai, parando em um diner onde obteve uma importante revelação de seu passado, tornando-o ainda mais complexo e interessante. Ah, e invasão que Matt e Peter conduziram em D.C. também foi legal, embora fazendo com que os “mocinhos” perdessem mais um de seus patetas. O cliffhanger com Matt e os explosivos, embora ineficiente, mostrou que a história não vai mais ficar estagnada. Só me pergunto o quanto as pinturas que ele faz tornam-se reais porque ele as pintou e não porque “estava escrito”. Acredito que os próximos episódios terão a “mãozinha” de Bryan Fuller, o que será positivo para Heroes. Já que a serie está garantida por mais uma temporada, pelo menos que ela seja conduzida (ainda que através de colaboração) por um showrunner mais competente que Tim Kring.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/03/2009 na NBC americana.

Damages “2×09: You Got Your Prom Date Pregnant”: Potencialmente, esta  temporada de Damages tinha tudo para superar a primeira com a promessa de uma verdadeira guerra entre Ellen e Patty. Mas o que estamos vendo semana a semana, embora ser uma produção sempre interessante, é algo aquém ao que já vimos. É preciso admitir que Damages ficou um pouco indulgente, com um excesso de subtramas que estão demorando demais para se conectarem, trazendo um suspense vazio e, muitas vezes, falho. Depois do excelente cliffhanger da semana passada, que mostrou Patty na mira da arma de Ellen, este episódio foi moroso e com um desfecho insatisfatório, pois sabemos que o policial corrupto já estava atrás de Parsons desde outros carnavais. Poucas cenas, aliás, puderam ser salvas, como a de Tom observando a tramóia com o GPS do veículo e, num flashfoward, ele totalmente transtornado pela aparente demissão sem justa causa da Hewes & Associates. O mistério isoladamente é insustentável em uma produção que já nos mostrou ser capaz de muito mais.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 04/03/2009 no FX americano.

Battlestar Galactica “4×18: Islanded In a Stream of Stars”: Seria esse mesmo um bom episódio de Battlestar Galactica se não estivéssemos a apenas dois capítulos do final de toda a série? Eu elogiei há algumas semanas que o drama foi se tornando cada vez mais simbólico com o passar dos tempos, deixando de ser uma mera fantasia de guerra espacial. Porém, ultimamente eles andaram abusando na dose de enigmas, profecias e mitologias. Islanded In a Stream of Stars gastou muito tempo com “o nada”, apenas despertando ainda mais dúvidas sobre o que realmente aconteceu com Kara e relutou demais (junto com Adama) para tomar a decisão final de abandonar a velha nave de combate. Visões, projeções de Cylons e tudo aquilo que aconteceu com Sam, Boomer e Hera seriam muito bem-vindos há alguns episódios ou temporadas atrás, mas não faltando horas para todo o fim! Restou claro que o melhor vai ter que ser condensado nos dois últimos e derradeiros episódios de Battlestar Galactica, o que, por si só, já é uma pena.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 06/03/2009 no Sci-Fi americano.

How I Met Your Mother “4×15: The Stinsons”: Uau! The Stinsons conseguiu ser um dos episódios mais “nonsense” de How I Met Your Mother, ever! Logo de cara ficou a surpresa de que Barney tinha uma família secreta, mulher e filhos e, mais tarde, o impacto foi ainda maior quando descobrimos que eles eram atores contratados para encenar que o mulherengo estava bem encaminhado para sua própria mãe (a sempre ótima Frances Conroy, de Six Feet Under). A turma esteve bem afiada esta semana. The Big Bang Theory “2×16: The Cushion Saturation”: Chuck Lorre e Bill Prady trouxeram apenas um capítulo satisfatório que mais uma vez explorou as neuroses de Sheldon para criar divertidos momentos. Curiosamente, o destaque do episódio desta vez ficou com Wolowitz e seu “pega” com Leslie Winkle, rendendo as melhores tiradas, especialmente as vindas de Penny. Apesar de sempre agradável, acho que está na hora de The Big Bang Theory engajar em algum arco episódico, para evitar a repetição.

Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory Half Star
Episódios exibidos em 02/03/2009 na CBS americana.

Amanhã Sábado tem mais! Amanhã tem uma surpresa para os que lotam minha caixa de e-mails com pedidos.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , , , , , ,
02/03/2009 - 00:01

Big Love: A Peregrinação de um Polígamo

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Alerta de Spoiler - Brasil
Aos 14 anos de idade em 1820, Joseph Smith Jr. estava confuso acerca da enorme quantidade de igrejas proeminentes no estado americano de Nova York e, por isso, ao procurar por uma resposta na Bíblia, deparou-se com a seguinte passagem: “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”. (Thiago 1:5). Foi aí que após severas reflexões pessoais, Smith dirigiu-se a um bosque perto de sua residência e orou por uma resposta aos seus questionamentos. Em seu testemunho, afirmou que o Pai Celestial acompanhado de seu filho Jesus Cristo em pessoa apareceram e disseram que ele não deveria unir-se a nenhuma das igrejas da época. Três anos mais tarde, o mesmo sujeito recebeu a visita de anjos, que o guiaram a uma montanha e lá ele recebeu placas douradas, com uma autorização expressa que permitia a tradução de suas escrituras para a língua inglesa. Nasceu aí o Livro de Mórmon e, anos mais tarde, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Pregador da poligamia como o único meio do fiel atingir a felicidade eterna e defensor da submissão incondicional das mulheres aos seus maridos, Smith acabou preso e assassinado em 1844 exatamente por conta destas crenças.  Hoje, apesar da prática ter sido abolida e condenada pela Igreja Mórmon e pelas leis norte-americanas, muitos grupos dissidentes se organizam em comunidades fechadas, onde os bens pessoais são colocados à disposição de “Profetas” e posteriormente divididos “igualmente” entre seus membros. Ainda que alguns fatos históricos apontam que a necessidade da doutrina plural deu-se com o objetivo de acolher e prestar auxílio a diversas mulheres solteiras que perderam seus maridos nos confrontos civis da época, os supostos mais de 10 mil fundamentalistas “Santos dos Últimos Dias”, como preferem ser chamados, acreditam piamente até hoje na ordenação de Smith, incluindo que Deus, o Pai Celestial, manifesta sua vontade através de Profetas e atualmente vive em uma galáxia distante. Ah, sim, e Deus também já foi um homem, segundo o próprio testamento.

Bill Henrickson, após divorciar-se de sua 4ª mulher pouquíssimas horas após seu casamento, também ficou confuso e começou a questionar sua fé e sua religião. Sua resposta imediata foi a de peregrinar com toda sua família até o mesmo monte onde Joseph Smith Jr. orou por respostas. Divididos em três carros, ao invés de três casas, os conflitos dos Henrickson somente se intensificaram, no que resultou no melhor e mais intenso episódio de Big Love até hoje. Com a família dividida por segredos e desmotivada por uma longa e infernal viagem que somente evidenciou o quão todos estão perdidos e numa missão sem sentido. Ao longo do caminho, curiosamente, Bill deparou-se com a diversidade de crenças ao confrontar-se com um teólogo e, mais tarde, com um pastor Batista que demonstrou com vigor o seu desprezo pelo estilo de vida plural que ele leva. A expressão no rosto do polígamo, por um momento, foi a de evidente consideração no que aquele “assustador homem” (palavras de Nikki) disse.

No ato final, chegamos ao estado de Nova York, o local do nascimento de Smith, para onde o episódio estava nos guiando o tempo todo. Amargurado e desesperado por manter-se fiel às suas crenças (com aquela cápsula do tempo a ser enterrada), o patriarca finalmente ajoelhou-se e pediu uma orientação, em um dos momentos mais icônicos do drama, com o “espetáculo” de luzes e efeitos especiais ao fundo, numa barata tentativa de recriar o suposto testemunho do Profeta Maior, com um anjo flutuando no meio de uma fumaça cenográfica. Por fim, o aborto de Sarah, ironicamente, causou o único momento de verdadeira união e perdão da família de santos fundamentalistas dos últimos dias, como há muito tempo não víamos na série. Come, Ye Saints foi realmente um espetáculo histórico nesta grandiosa série.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “3×06: Come, Ye Saints” exibido em 22/02/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love Tags: , , , ,
25/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×05: For Better or for Worse”: A ingenuidade de Bill às vezes me assusta. Sério. O ditado “a pressa é inimiga da perfeição” soou extremamente apropriado com o seu quarto casamento (!!) realizado entre 3:30 e 4 da tarde de um dia útil, em seu quintal. É óbvio que este castelo de cartas iria sucumbir, mas eu não imaginava que seria tão rápido. Ana nunca foi inserida na realidade de vida e religião que a família de polígamos segue e o choque de regras, procedimentos e decisões foi estarrecedor até pra nós: de reuniões diárias ao nível de submissão das mulheres ao marido, a vivência de Ana nas três casas só serviu para evidenciar o quão conturbado é o dia a dia dos pluralistas, que vivem numa aparente harmonia na base da tolerância. Todo mundo está a ponto de estourar, porque esta convivência forçada por um dogma religioso é irracional. Contudo, o episódio foi manchado por aquela aventurinha dos adolescentes nos arredores da comunidade, tornando-se a história mais dispensável até hoje mostrada. Teria sido um episódio impecável, não fosse por isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/02/2009 na HBO americana.

24 “7×09: Day 7: 4:00pm – 5:00pm”: Em mais uma eletrizante hora de 24, eu apenas não consegui entender porque Dubaku precisa levar a sua namorada para fora do país, com tanta coisa acontecendo. Nesta nona hora, as grandes ameaças cessaram e as maiores preocupações foram a de encontrar o terrorista Sangalês e salvar a vida do primeiro cavalheiro dos EUA. Mas estas simples missões se complicaram graças ao agente duplo do FBI, qie durante boa parte do episódio pensávamos ser Janis. Não, conforme eu temia, o infiltrado era mesmo o sempre tenso Sean, repetindo o clichê “Nina Meyers” da 1ª temporada: primeiro mostram ele agindo de forma suspeita (nos primeiros episódios), depois “limpam a ficha” dele e, mais tarde, o colocam na posição do verdadeiro traidor. São coisas como esta que 24 precisa parar de repetir. As boas, como Jack e Walker sendo presos no meio de uma importante missão e ela precisando submeter-se à situações absurdas que nem Jack fazia, eu não ligo. Foi mais uma hora tensa, que nos trouxe às 5 da tarde. A esperança é que Chloe consiga identificá-lo, mas essa não será uma tarefa nada fácil. Um bom episódio, apesar de tudo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/02/2009 na FOX americana.

Heroes “3×16: Building 26″: Não. Não foi desta vez que Heroes mudou da água pro vinho, como vinha sido prometido. O volume “Fugitives” continua sem foco, desinteressante e com subtramas incomensuravelmente dispensáveis, como aquela “aventurinha” de Hiro e Ando na Índia. Ainda que isso venha a se tornar algo realmente importante na série (o que eu duvido), a execução de cada storyline isolada é fraca. Isso fica notável naquele encontro entre Sylar e os agentes de Nathan no diner, que somente repetiu o uso de seus poderes recentemente “usurpados”, sem nenhuma inventividade. A trama como um todo permanece estagnada e cada capítulo nem pode ser chamado de “filler” (um episódio que apenas serve de ponte), porque não há o que preencher. Nem aquele final com o Sr. Bennet sendo capturado pelos “heróis” pôde ser considerado um bom cliffhanger. Eu sinceramente espero o dia em que não veremos um “To Be Continued” a cada final. Já passou da hora de parar há muito tempo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/02/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×02: The Target”: Tirando as partes que lembraram muito a desastrosa Bionic Woman (as na floresta, especialmente), eu confesso que gostei muito deste segundo episódio de Dollhouse, graças ao inesperado “twist” na contratação de Echo pelo arqueiro, que no final das contas queria caçá-la como um animal. A edição criou um clima tenso e em determinados momentos cheguei mesmo a temer pela vida da garota e de seu agente designado. Isso é muito positivo, ainda que saibamos que ela não vai morrer por ser a estrela da atração. É claro que, como toda produção atual, a série tinha que acrescentar um mistério, que foi a matança que um dos ativos chamado “Alpha” promoveu no local. Porém, a investigação do agente Paul sobre a tal “Casa de Bonecas” ainda está muito marginal e não nos apresenta como uma ameaça concreta à poderosa organização. Mas o melhor do episódio (que é estendido como os de Fringe) foi mesmo o seu final, revelando que Echo não é apenas um produto com um cérebro vazio, como foi insinuado, já que alguns resquícios de suas aventuras estão sendo somatizados à sua latente personalidade. Com o tempo, isso vai ser muito interessante e tomara que saibam explorar isso a tempo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/02/2009 na FOX americana.

Semana American Idol – 12 Semifinalistas (Grupo 1) e Resultados: O grande problema da maioria dos semifinalistas de American Idol quando passam para a fase das apresentações ao vivo é o de não saber escolher bem as músicas que cantarão. Eu até me alegrei quando Anoop Desai disse na entrevista sua meta era a de cantar as músicas que ele sempre quis ouvir no programa, mas aí ele aparece com uma R&B desconhecida “Angel of Mine” de uma tal de Monica, que lhe custou a vaga entre os finalistas. A sorte é que haverá uma repescagem entre os 27 excluídos nestas três semanas até formarem o Top 12. O perfurador Michael Sarver pegou o lugar de Anoop cantando a popular “I Don’t Wanna Be”, mas ele não chegou nem aos pés da versão que Bo Bice fez na quarta temporada. As demais performances foram esquecíveis, inclusive a de Tatiana del Toro (embora não tenha sido tão ruim) e é claro que o melhor foi deixado por último com Danny Gokey que cantou “Hero” de Mariah Carey, surpreendendo os juízes e público. Contudo, é notória a desmotivação de Simon sobre a noite, que no geral foi muito fraca. O episódio de resultados foi aquela mesma coisa morna de sempre, com os mistérios baratos de Ryan Seacrest e as barangas performances em grupo, que parecem que saíram de um musical escolar. Danny, Michael e Alexis Grace passaram para o Top 12 e só concordo com a vitória do primeiro, que por enquanto é o meu favorito.
Episódios exibidos nos dias 17/02/2009 e 18/02/2009 na FOX americana e em 21/02 e 22/02 no Sony.

Amanhã continuamos com mais comentários de séries! Agora eu espero o seu!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, American Idol, Big Love, Dollhouse, Heroes Tags: , , , , , , ,
16/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I e a Estreia de ‘Dollhouse’!

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×04: On Trial”: Enfim chegou o tão esperado dia do julgamento de Roman Grant e a expectativa de toda a Salt Lake City que o “profeta” seja condenado pelos crimes de cárcere privado, estupro e tráfico de menores e poligamia, é claro. Mas é exatamente por isso que os mórmons fundamentalistas se organizam em comunidades fechadas: para controlar o seu rebanho. Até mesmo Nikki, que tem uma conturbadíssima relação com o pai, estava trabalhando no escritório responsável pelo caso contra Roman, bem debaixo do nariz de seu esposo, e ela foi uma peça fundamental em toda a tramóia que foi armada para libertar o líder comunitário. Bill tem que aprender com o pessoal da Juniper Creek sobre como agir na surdina, porque aquela atitude de tentar destronar Grant através do confuso Albie foi tão infantil quanto inútil. Em mais um excelente episódio, o ator Harry Dean Stanton roubou a cena, cada vez mais à vontade no controverso papel  do “polígamo mor” que interpreta (a cena dele cantando na prisão foi de arrepiar!). Ah, e fora de toda esta confusão, vimos a “família” Henricksson propondo casamento à Ana. Isso significa, segundo o dogma polígamo, que ao atingir quatro esposas, Bill terá que chegar a sete para atingir uma graça divina ainda maior. Sim, sete.
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 08/02/2009 na HBO americana.

Heroes “3×15: Trust and Blood”: Eu juro que só continuo assistindo e cobrindo Heroes porque comecei e porque já estamos na 3ª temporada. É uma questão de honra ver o que Tim Kring vai aprontar a cada semana e quando ele vai finalmente desistir de tentar entregar algo que não consegue. Mesmo reiniciando a trama de forma promissora no volume “Fugitives”, conforme apontei semana passada, este segundo capítulo já mostrou que o roteiro está em frangalhos (Brian Fuller ainda não se juntou à série nesta altura). Ah, e vou abrir um parênteses aqui pra ressaltar algo que não faz o menor sentido, ainda considerando que esta é uma série “em quadrinhos”: quando Daphne corre e “leva” alguém, a pessoa do nada consegue andar na mesma velocidade que ela, o que é um absurdo total, já que apenas Peter e Sylar têm esta habilidade de assimilar poderes dos outros. Ainda bem que ela se foi, mas ao mesmo tempo que a série tenta se “enxugar” do excesso de personagens, um novo é apresentado (o garoto de Aliens in America), sem o menor propósito dramático. Heroes continua incoerente. Matt Parkam desenha o futuro, mas não consegue impedí-lo. Os poderes de Peter foram removidos, mas do nada ele passou a absorver uma habilidade de cada vez, algo que é evidente ter sido uma atitude de desespero de Kring, para impedir que sey “herói” seja invencível. Trust and Blood foi um episódio fraco, que encheu linguiça e que não conseguiu justificar as atitudes de Nathan Petrelli de maneira convincente. Está muito cansativo, mas como eu disse no início, continuar agora é uma questão de honra.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/02/2009 na NBC americana.

The Big Bang Theory “2×15: The Maternal Capacitance”: É notável a boa forma de The Big Bang Theory nesta segunda temporada, ainda mais depois deste incrível The Maternal Capacitance, onde ficamos conhecendo a mãe de Leonard que é uma espécie de Sheldon 5.0! Dizem que as manias das pessoas só pioram com o tempo e a química perfeita estabelecida entre Sheldon e Beverly mostrou que ele trilhará os mesmos caminhos, tornando-se um sujeito robotizado e extremamente incapaz de manter um relacionamento normal. O que não decepcionou esta semana foi o restante do elenco, que conseguiu ficar à altura do “protagonista” com as subtramas de Leonard e Penny (ambos com problemas com seus genitores) e a bizarra relação que a mãe de Sheldon identificou em Raj e Wollowitz, que está presente em toda essa turma. Não é à toa que este episódio marcou mais um recorde de audiência da série. Geeks rocks!
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 09/02/2009 na CBS americana.

Fringe “1×14: Ability”: Eu não disse na resenha anterior que valia a pena voltar as atenções para Fringe? No último episódio antes de um longo hiatus, retomaram o caso do Sr. Jones, o sujeito que se teletransportou de uma prisão na Alemanha para Boston com o único objetivo de recrutar Olivia para um exército de especiais, obrigando-a a realizar testes, sob pena da morte de milhares. Mas naquela cena em que ela desarma a bomba apenas olhando para um quadro de luzes, será que não foi Peter quem realmente o fez? Penso nesta hipótese, pois ele divide DNA com a conturbada, mas brilhante mente de Walter, que descobrimos implicitamente ser o autor de um manuscrito que é a bíblia da ciência marginal e é o que motiva os responsáveis pelo Padrão a movimentarem-se em prol de uma inevitável guerra com o mundo. Não é à toa que o velho sempre teve a chave para desvendar os mistérios apresentados. Fringe retorna somente no dia 7 de Abril, mas a série finalmente nos deixou ansiosos para os novos capítulos que prometem responder muitas perguntas e espero que uma delas seja sobre o Observador, que sempre aparece em algum frame de cada capítulo. Uma guerra entre a ciência e natureza será imperdível!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 10/02/2009 na FOX americana.

Dollhouse “1×01: Ghost”: Episódios pilotos de séries são geralmente esquemáticos, permitindo que o espectador compreenda um pouco sobre o universo que está sendo apresentado na nova produção. Mas isso não é 100% aplicável a Dollhouse. Joss Whedon estava certo em pedir que os fãs diminuíssem a expectativa pela série, pois ele criou uma verdadeira bagunça, influenciada por diversas produções que vão de Alias à Matrix, passando por A Ilha, 1984 e, por coincidência (acredito), a fracassada My Own Worst Enemy. Não que este novo drama não seja interessante, pelo contrário, mas muita coisa foi apresentada de forma rápida, impedindo uma correta assimilação do que estávamos assistindo. À princípio, o projeto Dollhouse se mostra como uma secreta organização que recruta garotas perdidas, como a estonteante Echo (Eliza Dushku) para se tornarem prostitutas de luxo programadas para satisfazerem ao máximo os seus clientes. Vivendo em uma prisão de luxo, elas são submetidas a uma lavagem cerebral após cada missão, mas recebem, em contrapartida, proteção e toda estrutura material para continuarem neste ramo. Porém, o piloto avança e esta primeira impressão é subitamente modificada, quando vemos Echo sendo escalada para uma missão que envolve intermediar uma transação de resgate no sequestro de uma garotinha. Isso só é possível porque um programador implantou em seu cérebro tais expertises, minutos antes dela entrar em ação. Do lado de fora da “casa”, um policial chamado Paul (Tamon Penikhet) luta para descobrir a verdade sobre este projeto (tornando-se o maior clichê até agora). Como eu disse, Whedon apronta uma bagunça que pode vir a ser difícil de limpar, criando uma série ainda sem identidade própria, como os fragmentos de personalidades que são implantados nas próprias “bonecas”. Só resta saber se esta mistura dará certo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/02/2009 na FOX americana.

Battlestar Galactica “4×15: No Exit”: Se você está atordoado com o excesso de informações que este episódio trouxe, eu não o culpo. Com cinco partes faltantes para o final de toda a saga de Galactica, a série literalmente nos contou, através das recém chegadas memórias de Sam, tudo aquilo que já cogitamos perguntar sobre a história. Em resumo, a verdade é que a 13ª tribo de Kobol era constituída de Cylons humanóides que os próprios humanos criaram e estes foram colonizar a Terra milhares de anos atrás. Contudo, quando esta tribo criou robôs serventes, estes rebelaram-se e os Últimos Cinco desenvolveram a tecnologia de ressurreição e voltaram para as 12 colônias com o intuito de alertá-los sobre os perigos de fazerem o mesmo. Como os drives FTL não haviam sido desenvolvidos, a viagem demorou mlhares de anos, os Últimos Cinco chegaram no meio da Guerra e precisaram barganhar com os Cylons híbridos utilizando a tecnologia de ressurreição e criação de humanóides  em troca de paz e acabaram sendo alienados em Caprica com falsas memórias. Ufa! Ainda precisamos de tempo para processar tudo isso, justo agora que vimos o péssimo estado de conservação de Galactica, que está pronta para ser invadida pela tecnologia do inimigo para sobreviver à sucumbência de seu metal ao tempo. Quem diria que apenas algumas lembranças de um Cylon ferido mudariam a perspectiva de toda a série, mas me pergunto se tudo isso não poderia ter sido nos apresentado de forma mais orgânica. Tomara que os próximos episódios dosem melhor a quantidade de informações, do contrário meu cérebro irá literalmente fritar, mesmo eu não sendo um Cylon. A reta final de Battlestar Galactica está imperdível e se você está atrasado, corra logo porque está perdendo uma incrível aventura!
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 13/02/2009 no Sci-Fi americano.

Amanhã a nossa cobertura continua com United States of Tara, The Office, 30 Rock, Damages, Trust Me e Grey’s Anatomy! Falarei das horas pendentes de 24 na quarta! Fique liGado e deixe seu comentários sobre os capítulos da semana? O que acharam da estreia de Dollhouse?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Dollhouse, Fringe, Heroes, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
09/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×03: Prom Queen”: Por ser filha de Roman Grant, nunca imaginaria que Nikki passou por tantas dificuldades em sua juventude, antes de casar-se com Bill. Aliás, que ser asqueroso este velho que permitiu que sua filha entrasse para uma espécie de “book” de esposas, prontas para serem escolhidas pelos seus “donos”. E que timing em que a mãe de Margene foi morrer, não? Apesar da forma curiosa como ela processou o fato, isso foi relegado à segundo plano, já que a pilha de problemas de Bill não para de crescer: a irmã de Barb está no comitê anti jogatina do município, sua futura 4ª esposa está saindo por aí com o ex e, sem saber, sua mãe provavelmente o deixou orfão de seu pai, numa das sequencias mais bizarras de toda a série. Ah, e eu já ia me esquecendo que a filha mais velha (e solteira) está grávida – algo que deve ser um pecado mais que mortal pra essa gente. Mas o que mais me impressiona é a submissão destas mulheres aos dogmas desta facção “religiosa” e a mais decadente de todas é a jovem e controversa Rhonda, que acabou voltando para os braços do poderoso Profeta. “And the plot thickens…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×03: Work”: Bom, então parece que esta série vai seguir um ritmo devagar, quase parando, pois foi isso que vimos no terceiro episódio de United States of Tara. Até o momento, Diablo Cody apenas conseguiu nos vender o drama de uma família desunida que aparentemente gosta de ser bizarra, colocando todas as suas fichas na protagonista com múltiplas personalidades, como se isso bastasse. As demais personagens não cativam, impedindo uma boa identificação do público: desde a filha emo que vive provocando o irmão gay até o pai de família que adora ser a vítima da conturbada relação que ele mantém. Fora isso, o único atrativo deste episódio foi a pequenina “reviravolta” no final, quando a vida sexual do casal voltaria à ativa caso Buck não tivesse aparecido. Ok, eles têm problemas quando Tara vira um de seus “alters”, sabemos disso. O texto, até o momento, me parece preguiçoso, já que eles têm um material e uma premissa tão boa. Diablo Cody tem um currículo pequeno e muita expectativa ao seu redor, graças à explosão de Juno e a parceria com Spielberg. Tomara que ela saiba lidar bem com isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 no Showtime americano.

The Office “5×13: Stress Relief”: Eles conseguiram se superar de novo! Também pudera, com um episódio pós-Super Bowl, era certo que coisa boa viria. Dwight resolveu criar uma simulação de segurança contra incêndio na filial (passando dos limites, é claro) e criou uma contenda generalizada, um infarto em Stanley e uma das cenas mais hilárias de todos os tempos da série. Apesar disso, ele não aceitou a culpa na reunião com a matriz e chegou ao cúmulo de dizer que o responsável pelo ataque do colega “foi o próprio coração dele”. Dright Schrute é impagável. Ainda assim, o episódio estendido trouxe uma pancada de momentos embaraçosos, já que Michael resolveu organizar uma espécie de reunião para aliviar o estresse que ele descobriu que causa em seus funcionários. The Office, além de apresentar um dos melhores textos na TV, possui um elenco unido e em perfeita sincronia, desde o seu protagonista até os coadjuvantes lá da contabilidade. Eu só não gostei da participação inútil de Cloris Leachman, Jessica Alba e Jack Black, que funcionou apenas como uma “piada interna” com as aborrecidas cenas daquele filme. Seria melhor se eles tivessem participado ativamente do episódio.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 na NBC americana.

coment936

Heroes “3×14: A Clear and Present Danger”: Embora ainda sem fazer nenhum sentido, essa “revolta” de Nathan Petrelli contra a sua própria “raça” foi a melhor coisa que aconteceu nesta temporada de Heroes, com o início do Volume IV. Não que isso seja um grande feito, porque a série estava sem luz e em um constante declínio. Mas trazendo de fato um perigo real e imediato, este pode ser considerado o primeiro episódio realmente bom do 3º ano. Ainda assim, algumas coisas não convencem, como essa súbita vontade de Peter Petrelli em ter seus poderes pra “salvar” vidas. Ora, como paramédico, tenho certeza que ele já salvou mais vidas do que em sua carreira como herói, porque ele raramente agia diretamente para salvar pessoas. Ao invés disso, todos os ditos “heróis” passavam o tempo todo resolvendo os problemas que eles ou seus antecessores criaram, causando ainda mais alarte e destruição. Seria muito bom ver as habilidades de cada um sendo usadas para o bem imediato, como Parkman resolvendo crimes com sua leitura mental ou a Daphne impedindo assaltos, por exemplo. De fato, o que salvou o episódio foi aquele final bem Con-Air, que vai mesmo dar início à fuga dos “especiais”. Vamos só ver até onde eles vão chegar com isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.

Chuck “2×12: Chuck Versus the Third Dimension”: Chuck deixa a nossa cobertura semanal e vai para o Season Pass, depois de um episódio fraquíssimo e que destoou completamente do bom ritmo adotado pelo início desta temporada. Em segunda ou em terceira dimensão, a superficialidade da trama cansou e não dá pra ficar semana por semana discutindo as “coisinhas engraçadinhas” que aconteccem na Buy More ou as missões sem perigo que os agentes se metem. Ao invés disso, a série se rendeu ao merchan barato, com esse ridículo lance do 3D e uma embaraçosa participação de Dominic Monagham (LOST). Eu gosto das personagens, mas não do que a série virou, por isso falaremos mais de Chuck em uma versão global de nossos comentários quando a temporada se encerrar. Apenas cinco minutos de LOST, 24 ou até mesmo de 30 Rock rendem mais assunto que uma hora inteira de como essa que vimos. Sorry, guys.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×14: The Possimpible”: Muito bom o vídeo currículo de Barney, mas achei boba essa traminha de Robin ser deportada, quando sabemos que isso é algo que não vai acontecer. Melhor se explorassem mais o amor de Barney por ela. Quanto a Ted e os outros, foi divertidinho aquele lance do “let go“, criando mais uma crônica atemporal sobre nossas atividades “curriculares”. The Big Bang Theory “2×14: The Financial Permeability”: Interessante conhecer um novo lado de Sheldon que é completamente “non-freak”: o seu desgarramento com dinheiro. Isso, por outro lado, denotou o quão Penny e ele são extremos opostos em tudo, já que ela simplesmente é neurótica com grana. A história paralela com Leonard cobrando a dívida do ex de Penny só serviu pra mostrar que o foco desta série deve sempre ficar em Sheldon.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother:
The Big Bang Theory
:
Episódios exibidos em 02/02/2009 na CBS americana.

American Idol Hollywood Week: Chegamos em uma das melhores fases do programa, a Hollywood Week, que foi completamente destroçada pela edição deste ano em prol da expectativa de draminhas baratos. Ao invés de vermos mais apresentações boas e ruins no pomposo Kodak Theory, o programa resolveu mostrar mais os resultados e as ceninhas de bastidores do que realmente aconteceu no palco. Isso ficou ainda mais evidente no segundo episódio da semana com as apresentações em grupo que quase não foram mostradas. No lugar, passamos quase metade do capítulo testemunhando uma interminável briguinha de “drama queens“. Eu até entendo que eles querem “segurar” um pouco mais o que será mostrado, pois este ano ao invés do Top 24, teremos Top 36! Pois é, e eu achava que a superxposição de Idol não poderia mais aumentar… Enfim, a melhor semana de toda a atração, conhecida como “Hell Week” ficou só na promessa. American Idol quer ser, nesta primeira parte, mais uma novela do que um reality show sobre música. Que pena.
Episódios exibidos nos dias 03/02/2009 e 04/02/2009 na FOX americana.

Amanhã teremos mais comentários, incluindo Damages, Lie to Me, Fringe, Grey’s Anatomy, Trust Me, mais um The Office, 30 Rock e Battlestar Galactica!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Big Love, Chuck, Dexter, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , ,
02/02/2009 - 01:25

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
Já é segunda, por isso chegou a hora de postar a primeira parte dos comentários dos episódios exibidos na semana passada, entre os dias 25/01 a 31/01. Como esta foi a semana que antecipou o Super Bowl norte-americano, algumas séries não tiveram episódios exibidos, por conta da programação de especiais relacionados ao evento. Mesmo assim, vamos lá!

Big Love “3×02: Empire”: A ordenação religiosa que os Henricksson seguem, uma vertente não oficialmente reconhecida descendente do Mormonismo original, prega que a poligamia masculina é o único meio de atingir a divindade eterna e as mulheres que se recusarem à prática pluralista não seriam aceitas no céu. Além disso, existe a obrigação destas mulheres estarem constantemente “gerando” filhos, pois a sustentação de toda e qualquer religião é, por óbvio, o maior número de fiéis possível. Quanto mais crianças criados no meio desta “cultura”, mais adeptos e seguidores a Igreja terá. Por isso, os ensinamentos de Joseph Smith Jr. ainda são praticados por muitos grupos e comunidades fechadas no interior dos EUA, uma delas, a fictícia UEB, da qual Bill não mais faz parte. É aí que residem todos os contrastes de Big Love. Enquanto um pai moderno que diversifica os seus negócios, trabalha e mora em casa de luxo, Bill passariam como um provedor normal para sua família. Mas aí entra a parte religiosa onde, por exemplo, o marido e suas três mulheres saem para “namorar” com uma quarta pretendente a fim de tomá-la para dentro de casa e continuar com a indústria de fazer mórmons ortodoxos e mais problemas. Mesmo pacato, Bill é um destes fundamentalistas que acredita piamente nos ensinamentos de um profeta que diz ter visto anjos carregando placas douradas com os tais ensinamentos, por volta do ano 1800. Eu, se fosse aquele nativo americano, não construiria um cassino com esse sujeito, em plena caça à poligamia no Estado de Utah. É mais seguro investir com o Sr. Trump. Pelo menos esse “só” idolatra dinheiro. A trama segue mais densa do que nunca e a série definitivamente reergueu-se de sua morna 2ª temporada.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 25/01/2009 na HBO americana.

Trust Me “1×01: Before and After”: Trust Me é até uma série que inicialmente poderia ser classificada como uma tentativa de “filar” o sucesso de Mad Men, pois se passa justamente em uma agência de publicidade e traz, logo de cara, algumas situações semelhantes (como a captação de clientes e o desenvolvilento de campanhas). Mas a série, que marca a volta de Erick McCormack (Will and Grace) e Tom Cavanagh (Ed, Scrubs) à TV, começa com um texto atrapalhado, sem objetivo e com atuações ligeiramente inseguras de astros tão escolados. Mas à medida que o piloto avança, esse drama meio engraçadinho vai encontrando o seu ritmo, logo após a morte do dono da tal agência (numa divertida ponta do Jason O’Mara da Life on Mars americana). É aí que os dois amigos Conner e Mason enfrentam os conflitos e desafios para preencherem um cargo tão importante, ainda que apenas um deles foi oficialmente indicado para substituí-lo. Mas o grande “it” de Trust Me, pra mim, será ver o processo criativo destes dois inseguros profissionais da publicidade e as mirabolantes campanhas que eles criarão, o que não acontece muito em Mad Men, como sabemos, já que o enfoque do drama de Matt Weiner é outro. Essa também tem tudo pra ser um hit, já que ao final do episódio os protagonistas estão mais à vontade no papel e com uma boa química. A direção e consistente e o roteiro, da metade em diante, não decepcionou. Vale a pena dar uma chance.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 26/01/2009 na TNT americana.

Trust Me, Damages, Lie to Me

Damages “2×04: Hey! Mr. Pibb”: Aconteceu! Damages trouxe o episódio que certamente deixou todo mundo boquiaberto com a quantidade de reviravoltas e surpresas que desfilaram em nossa tela. Pra começar, tivemos mais um pedaço daquela cena de Ellen no futuro, desta vez mostrando que ela saiu com uma mala de dinheiro! Mas neste quarto episódio todas as atenções estavam em Daniel Purcell. O cara muda de culpado pra inocente a todo o instante, e é praticamente impossível saber em quem confiar. Se por um lado o final deu a entender que ele está mesmo nas mãos da Ultima National Resources (UNR, daqui pra frente), também é bem possível que ele entrou nesse jogo junto com Patty e os dois estão tramando algo muito maior. Afinal, não teria porque o pai do filho da sócia majoritária do Hewes & Associados aprontar aquele papelão em plena audiência, corroborando a tese da defesa. Aí tem coisa, ainda mais depois daquela cena com ele jogando a amostra de água fora (seria a verdadeira?) e prestes a receber um enorme pagamento (o que, no futuro, pode virar uma prova judicial). A única variável que não consegue sustentar esta teoria é o envolvimento dele na morte da mulher. Precisamos de mais sobre o que aconteceu aquela noite. Estou perplexo com este episódio e a série, mais uma vez, conseguiu tornar-se absolutamente imprevisível.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 28/01/2009 no FX americano.

Lie to Me “1×02: Moral Waiver”: Acho que nunca vamos nos cansar quando do Dr. Lightman e sua equipe pegam alguém na mentira, principalmente numa situação inesperada como naquela conversa no início do episódio sobre os gastos do chefe do Departamento de Defesa com o polígrafo manual. É igual ver Grissom resolvendo um crime. Ele o faz há anos e ninguém queria que ele fosse embora de CSI. Além disso, a série foi muito feliz ao abordar logo de cara as limitações das máquinas que detectam mentira e como elas podem ser facilmente burladas, tornando o trabalho dos especialistas neste ramo ainda mais indispensável. Mas nem tudo foram flores no segundo capítulo, porque os roteiristas conseguiram juntar duas das histórias mais chatas vistas em uma série de investigação: a do suposto estupro no exército e a do jogador de basquete com artrite. Fora que os “investigados” recebem os consultores como se fosse a coisa mais normal do mundo: “Ah, vocês são os caras da mentira, legal”. Lie to Me é outra série tecnicamente impecável, desde sua instigante abertura até o momento em que comparam as expressões faciais e gestos dos mentirosos com a de pessoas famosas em situações semelhantes, denotando que tudo isso que vimos tem uma base científica e pode ser explicado pelo episódio (ao contrário de The Mentalist, por exemplo). Eu só uma pena ver todo esse potencial desperdiçado em tramas fracas (e o que o ótimo David Anders de Alias e Heroes estava fazendo numa ponta mínima?). Lie to Me não podia começar deslizando assim, especialmente com uma montagem totalmente ineficiente, que bagunça a mente do espectador e impede sua identificação com as personagens.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 28/01/2009 na FOX americana.

Amanhã falaremos de mais séries, incluindo United States of Tara e o explosivo episódio de Battlestar Galactica! Agora eu aguardo o seu comentários! Se não conseguir acessar a página de comentários, envie-os para ligadoemserie@ig.com.br, que serão publicados aqui!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Big Love, Damages, Lie to Me, Trust Me Tags: , , , , , ,
27/01/2009 - 02:14

A Semana em Série: 18/01 a 24/01

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Alerta de Spoiler - Brasil
Estou finalmente em dia com a exibição dos episódios da semana e espero que curtam os comentários das antigas e das novas produções:

Big Love “3×01: Block Party”: Depois de uma morna 2ª temporada, parece que Big Love decidiu voltar com tudo! Bill Henrickson é um ser tão peculiar e complexo, que às vezes faz Dexter Morgan (Dexter) ou David Fisher (Six Feet Under) parecerem sujeitos normais. Eu nunca canso de apontar a facilidade com que ele adora colecionar problemas, mas Bill parece se superar a cada temporada que passa. É muito conveniente pra ele acreditar nos dogmas de sua religião, acolhendo o que quer (ter várias mulheres) e simplesmente virando as costas para o que não o interessa (entrar em certos ramos de trabalho).  No meio disso tudo, Barb, Margene e Nikki sofrem, especialmente esta última, que teve sua identidade exposta em todo o bairro por causa da prisão de seu pai Roman Grant e agora vive sendo ridicularizada pela vizinhança e espionando no escritório que cuida do caso do velho. Já Barb, coitada, aceitou “namorar” uma 4ª esposa, pois ela acredita que ao questionar os peculiares ensinamentos dos dissidentes da igreja Mórmon de Utah, sua doença voltou. Para estas pessoas (e isso não é ficção), o tamanho da família plural dita a quantidade de “felicidade” no reino eterno. Coitado também de Alby Grant, então. O novo “profeta” foi pego com as calças abaixadas solicitando sexo em um banheiro masculino nos arredores da UEB. Eu só quero saber quanto tempo mais os segredos desta gente, que envolve cárcere privado, pedofilia  e agressão doméstica, continuarão indenes. Esta promete ser uma ótima temporada!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×01: Pilot”: Quando comecei a ver o piloto de United States of Tara, minha primeira reação foi a de não entender por que tanta gente estava falando bem desta criação de Diablo Cody (Juno), que tem produção executiva de Steven Spielberg. Ora, a história de uma mãe de família que sofre do distúrbio de múltipla personalidade é até interessante, mas nos minutos iniciais desta comédia o tom extremo e caricato que chegou a tomar conta da tela realmente me incomodou. Mas é logo após conhecermos Tara e uma de suas personalidades, a jovem “T”, somos gradativamente inseridos no universo peculiar de uma família que não apenas aceita conviver com uma pessoa neste estado, como de fato até se acostumou em serem diferentes (pessoas acostumam-se com tudo). Basta ver no final quando o marido e a filha constataram o quão estranho o fato de Buck, o mais divertido dos alter-egos, ser canhoto. Foi como se isso fosse a parte mais bizarra de toda essa história. O destaque, claro, vai para a atuação de Toni Collete, que está surpreendente e irreconhecível em seus vários papéis. E olha que ainda nem conhecemos Alice, a dona-de-casa dos anos 50, que deve aparecer no próximo capítulo. United States of Tara pode não ser genial ou brilhante por enquanto, mas é deveras divertida e interessante. Mais um ponto para o canal Showtime!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 no Showtime americano.

Gossip Girl “2×16: You’ve Got Yale!”: Às vezes eu quase perco a fé em Gossip Girl. Eu sinceramente não aguento mais esse draminha de séries teen sobre quem entrou em qual faculdade, quais casais vão se separar e por aí vai. Desde Dawson’s Creek, OC etc., essa conversinha nunca acaba. Com Gossip Girl eu achei que seria diferente, já que havia a indicação de que todos iriam pra Yale e de lá a série continuaria numa boa. Não, os roteiristas têm que criar dúvidas e esse vai e volta de admissões, reitores e cia. que só eles entendem. Eu disse “quase” perco a fé, porque o episódio no final traz várias reviravoltas, como Chuck sendo adotado por Lilly, Blair declarando uma guerra fria à nova professorinha ninfeta e Jack Bass perdendo a linha e partindo para o estupro após perder o controle acionário das Indústrias Bass (aliás, indústria de quê, hein?). Os bons elementos da trama estão aí, eles só precisam reorganizá-los e fugirem dos clichês, o que geralmente constumam fazer. Continuarei dando chace aos Upper East Siders, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CW americana.

How I Met Your Mother “4×13: Three Days of Snow”: Ah, que delicioso episódio de Mother! Three Days of Snow funcionou justamente como a crônica que mencionei na resenha anterior, brincando de forma genial com sua narrativa, como em seus tempos de glória na 2ª temporada. Todas as histórias foram singelas, com piadas orgânicas à trama, especialmente o caso das tradições de Marshall e Lilly, culminando naquele apoteótico momento no aeroporto. Foi um episódio redondinho, cheio de excelentes momentos e atuações. Não precisou de mais nada, nem de guarda-chuva, nem de cabra e nem da tal mãe.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×13: The Friendship Algorithim”: Com Sheldon de volta ao centro das atenções, fico cada vez mais surpreso como que todas as relações sociais para ele são um mero experimento científico do qual ele está sempre conduzindo. Ao sentir a necessidade de arrumar um amigo apenas com o objetivo de ter acesso aos recursos de um departamento na faculdade, o geek elevou a sua incapacidade de ser e apresentar-se de forma normal, inclusive ao travar uma inocente conversa com uma menininha na biblioteca, conversa esta que poderia facilmente acabar em um tribunal caso Leonard não tivesse intervido. Em suma, Sheldon é sim uma criança muito inteligente que desenvolveu apenas a parte de seu cérebro reservada ao conhecimento empírico, mas é assim que ele faz desta uma das melhores sitcoms da TV. The Big Bang Theory precisa urgentemente ser mais reconhecida de tão boa que é. Ou pelo menos Jim Parsons.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

Fringe “1×11: Bound”: Uau! Que retorno foi esse, não? Olivia surpreendeu logo nos minutos iniciais, escapando de seu cárcere em uma cena eletrizante e mais uma caso bizarríssimo foi alvo das investigações de Walter e Peter (a criação de organismos unicelulares gigantes dentro do corpo de pessoas). Mas o melhor deste episódio foi, é claro, o confronto de Dunham om Mitchell e Samantha Loeb, que não apenas fazem parte da conspiração, como também estavam infiltrados bem debaixo do nariz do FBI. Pra complicar, o departamento Fringe Science está sendo investigado pela corregedoria (um pouco de clichê aí, mas tudo bem) e todo o capítulo seguiu no já característico clima de mistério, intrigas e insinuações. Pena que Fringe é sempre aquela série promissora que não acontece, pois até agora não podemos falar com orgulho de determinado episódio, como um The Constant de LOST, por exemplo. É só isso que está faltando pra essa série estourar e vez.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/01/2009 na FOX americana.

Damages “2×03: I Knew Your Pig”: Eu tenho a leve impressão que Damages jogou cartas demais na mesa neste início de temporada, mas não sei até que ponto isso é proposital. Estamos com um excesso de tramas paralelas que (i) confundem o espectador e; (ii) ainda não estão ligadas. Isso, à longo prazo, pode até ser solucionado com brilhantismo, mas os roteiristas precisam jogar algo mais contundente pra nós além do fato de Danny Purcell ser pai do filho de Patty e pequenas coisinhas aqui e ali. Sim, os dois têm uma história e isso já foi muito bem estabelecido desde o início, mas e daí? Damages perde sim alguns pontos por não encaixar bem suas histórias secundárias e nos deixar totalmente no vácuo das artimanhas que só Patty Hewes sabe que está fazendo. Eu fico vidrado em cada frame de Damages, mas este início de temporada está pra lá de confuso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 no FX americano.

Lie to Me “1×01: Pilot”: Eu simplesmente adorei os primeiros minutos de Lie to Me, em que o Dr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dá uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase 100% dos casos, se uma pessoa está mentindo,  com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polígrafos humanos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist, certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI) e Brenda Leigh Johnson (The Closer) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes também adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no início. A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem. Este é um desafio que irei acompanhar a partir de agora e vamos ver até onde vão.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×13: Stairway to Heaven”: Meus comentários sobre este episódios serão breves, pois ele traz a conclusão do caso que vínhamos acompanhando nas últimas resenhas. Que bom que Shonda Rhimes não rendeu-se ao sentimentalismo barato, evitando que os órgãos do serial killer fossem para o menininho e que, ao final, Grey foi lá testemunhar a execução do criminoso. Foi tudo muito bom, a cena final com Sheppard e Christina foi legal e tudo mais, mas é sério que eles precisavam daquela história do pênis quebrado de Mark Sloane? Sério mesmo? Poxa, Grey’s Anatomy estava indo tão bem sem essas bobagens e isso só serviu pra que o campeão de buscas no Google na semana fosse a expressão “broken penis”, com homens de todo o mundo morrendo de medo de que isso aconteça com eles. Pois é, eu pesquisei. 1) o pênis não é um osso. 2) A fratura peniana acontece no corpo cavernoso e é raro de acontecer. 3) Podemos seguir adiante, por favor, Shonda? Quem sabe com um final para o romance fantasma de Izzie e Denny que certamente já durou bastante tempo. Quero saber logo qual doença que ela tem pra eu pesquisar no Google se realmente é possível ela beijar e tocar um ente querido falecido na porta de um hospital.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na ABC americana.

The Office “5×12: Prince Family Paper”: Todo episódio de The Office que começa com uma das “pegadinhas” de Jim com Dwight já eleva o nível logo de cara (e essa foi uma das mais elaboradas de todas), mas ao contrário do capítulo anterior, o que veio em seguida não decepcionou. Na verdade, até surpreendeu. Enquanto Michael e Dwight saíram numa missão de espionagem empresarial, a ociosa filial de Scranton passou todo o episódio num inusitado jogo chamado: “Hillary Swank É Gostosa ou Não?”. Eu queria saber qual é o processo criativo dos roteiristas para atingirem algo tão brilhante e específico. Contadores e vendedores de papel travaram uma interminável discussão que envolveu até mesmo a utilização dos recursos do escritório para chegarem num veredicto. Já na Prince Family Paper, tivemos mais uma demonstração de que, apesar de estúpido, Michael tem um coração puro e(e que Dwight é o bronco de sempre). Provavelmente este foi melhor episódio da temporada! E afinal, a Menina de Ouro é gostosa ou não? Quero a opinião de vocês!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×09: Retreat to Move Foward”: 30 Rock segue num ritmo de altos e baixos nesta temporada, conseguindo arrancar enormes gargalhadas esparsas em episódios como esse, mas deixando um vazio entre elas. Eu já mencionei aqui que a trama anda muito desconexa e ao invés da piada funcionar dentro de um contexto, muitas vezes as “punchlines” entram sem tom, como se Tina Fey estivesse escrevendo um quadro para o Saturday Night Live. Muitas vezes, inclusive, eles passam tempo demais desenvolvendo uma esquete, que no final não tem uma conclusão satisfatória, como aconteceu com o caso da diabetes de Tracy. Gastaram preciosos minutos com uma embaraçosa atuação de Jack McBryer e os já cansativos exageros de Jane Krakowski, pra entregarem um final à lá Chaves. Desculpe Tina, mas dessa vez não deu de novo pra entrar no hype.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×12: A Disquiet Follows My Soul”: É justo que uma população inteira esteja constantemente à mercê de um governo militar e totalitarista? Este retorno de Battlestar Galactica, além de quebrar importantes paradigmas, inevitavelmente nos faz pensar: e se Adama e sua cúpula estiverem errados? Onde está a Justiça nisso tudo? Se um estado de exceção perdura por um período de tempo excessivamente longo, tornando a convivência diária insuportável, uma reorganização de poderes e responsabilidade é sim bem vinda e necess[aria. Por isso, eu não culpo as atitudes de Felix Gaeta e dos vários rebeldes que estão prestes a iniciar uma revolução na frota, numa aliança com Tom Zarek. Se não foi dada a palavra a estas pessoas (ou elas não foram levadas à sério), infelizmente não há outro jeito de conseguir atenção, senão com violência e rebeldia. A história nos mostra isso de forma incontestável. Nosso mundo foi feito assim e parece que o deles também será. Isso infelizmente acontece numa época em que o bebê híbrido some para dar lugar ao fruto cilônico que pode perpetuar a raça máquinas sem a nave da Ressurreição. O jogo está virando, crenças foram abandonadas e nos corredores de Galactica é possível trombar com Laura Roslin correndo contra o tempo que ficou alienada a uma vã profecia. É hora de reconstruírem a história e faltam só 8 episódios! Que série maravilhosa!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da incrível estreia de LOST, fazemos a cobertura toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição do episódio nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série, que é a penúltima!

Certamente notaram a ausência dos comentários sobre a 5ª hora de 24 aqui. Mas eu explico: a cada temporada, eu escolho algumas séries para seguir fora da Semana em Série, de forma que ela receba mais destaque. Assim, separarei um dia só pra falar das aventuras de Jack Bauer, assim como já faço com LOST! Ainda esta semana eu solto as minhas impressões sobre “7×05: 12:00pm-13:00pm“. E vocês, o que acharam dos episódios da semana passada e das estreias de United States of Tara e Lie to Me? Aguardo a opinião de todos os leitores, inclusive os que passam aqui diariamente e não comentam, ok?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Big Love, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Lie to Me, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , , , , , ,
15/12/2008 - 00:01

Prepare-se Para o Mid Season 2009!

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Janeiro está chegando e, conforme pedidos, preparei um pequeno guia das principais séries do Mid Season! Vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma das novidades, alguns retornos aguardados as respectivas datas:

scrubsScrubs (6 de Janeiro, ABC): Cancelada pelo canal NBC, a comédia retorna após um longo período fora do ar agora que foi resgatada pela concorrente ABC. A 8ª temporada da sitcom médica é a última que terá o ator Zach Braff como regular e veremos a participação de Courteney Cox (Friends, Dirt) no papel da nova chefe do hospital Sacred Heart. No Brasil a série não tem previsão de estreia.

DamagesDamages (7 de Janeiro, FX): Depois de ganhar o Globo de Ouro e o Emmy de Melhor Atriz por sua incrível atuação, Glenn Close está de volta como Patty Hewes para a aguardadíssima segunda temporada de Damages. O drama de mistério que tem como foco as tramóias e crimes que acontecem nos bastidores de um importante escritório de advocacia estreou em 2007 com excelentes críticas e não foi exibido este ano por causa da greve dos roteiristas. A primeira temporada teve 13 episódios (já em DVD) e é um must see dos leitores do LiGado em Série. O canal AXN ainda não sinalizou quando a série estreará por aqui.

Bauer24 (11 de Janeiro, FOX): Após enfrentar a milícia de Sangala nos confins da Áfrca, Jack Bauer deixa seu exílio e retorna aos EUA para responder por seus crimes e, mais uma vez, precisará salvar o país de graves ameaças que envolvem corrupção nos bastidores do alto escalão do executivo norte-americano, agora comandado por uma mulher. O 7º dia ainda está sem previsão de estreia na FOX Brasil (como já é de costume), mas o telefilme Redemption chega para locação nacional no dia 7 de Janeiro.

IdolAmerican Idol (13 de Janeiro, FOX): Dispensando qualquer tipo de apresentação, o fenômeno mundial retorna nos EUA e no Brasil em Janeiro com aquela overdose de episódios que massacram a concorrência nos vários dias e horários em que é exibida. Na 7ª temporada a novidade é a inclusão de uma nova juíza, Kari DioGuardi, produtora musical e letrista, fazendo com que o show siga o formato do original Pop Idol. Nas fases iniciais (que são as melhores), o programa exibirá os testes gravados desde Agosto deste ano em várias cidades americanas.  Porém, a produção revelou que este ano diminuirão a quantidade de episódios de auditions ruins e aumentarão a Hollywood Week, pois eles querem mais qualidade sonora. Outra mudança é que provavelmente teremos 36 finalistas ao invés de 24 e este ano não teremos o especial Idol Gives Back em função da crise mundial. O Sony exibirá American Idol começando em 17 de Janeiro, apenas 4 dias após a estreia americana.

Lie to MeLie to Me (14 de Janeiro, FOX): Estreando como protagonista de uma série de TV, o ator inglês Tim Roth é em Lie to Me um consultor que especializou-se em descobrir as mentiras que o ser humano conta (3 para cada 10 minutos de conversa, em média). Descrito como um polígrafo humano, Cal Lightman prestará seus importantes serviços à polícia investigativa na série, que é baseada em grandes estudos sobre o comportamento humano. O drama tem produção executiva de Brian Gazer, de 24.

AdamaBattlestar Galactica (16 de Janeiro, Sci-Fi): Liderada pelo comandante Adama, a nave Battlestar Galactica finalmente descobriu a terra no final do 10º episódio da 4ª temporada, que continuará neste Mid Season para um encore de mais 10 episódios em sequencia, que serão os últimos da série. No Brasil, infelizmente, a TNT simplesmente parou de exibir o drama espacial ao final da 3ª temporada e o drama espacial está sem emissora em terras nacionais, apesar de termos aqui o Sci-Fi Channel. Enquanto não estreia, o site do canal americano está lançando mini-episódios exclusivos para a Internet, contando algumas histórias paralelas.

Big LoveBig Love (18 de Janeiro, HBO): Bill Henrickson e suas três esposas Barb, Nikki e Margene estão chegando na HBO americana para mais uma sórdida temporada! Big Love é um interessantíssimo drama sobre o mundo da poligamia da forma concebida pelos dogmas da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, cujas dissidentes fundamentalistas ainda  são proeminentes no estado americano de Utah nos dias de hoje. Morando em três casas conjuntas, Bill enfrenta o desafio diário de esconder (e manter) este complicado estilo de vida, enquanto tenta desligar-se das amarras de suas origens na comunidade em que foi criado. Big Love deve estrear a partir de meados de 2009 na HBO Brasileira.

United States of TaraThe United States of Tara (18 de Janeiro, HBO Showtime): Com produção de Steven Spielberg e roteiro de Diablo Cody, do premiado filme Juno, chega em Janeiro na HBO americana o drama The United States of Tara. A série contará a história de ma mãe que sofre de distúrbios de personalidade e que luta para criar uma família desunida e problemática. A protagonista é interpretada pela talentosa atriz Toni Collete e a primeira temporada terá 13 episódios. Embora sem previsão de estreia no Brasil, é comum que as produções serializadas exibidas na HBO americana eventualmente pintem por aqui.

New Dharma LogoLOST (21 de Janeiro, ABC): Provavelmente a estreia mais aguardada do ano, LOST chega no final de Janeiro nos EUA para a sua 5ª e penúltima temporada, que deverá ser centrada na saga de retorno dos Oceanic 6 à ilha, com a promessa de responder alguns mistérios e criar outros. Recentemente os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof divulgaram a imagem de mais um logotipo da Iniciativa Dharma! LOST deve estrear ainda no primeiro semestre de 2009 aqui no Brasil pelo AXN.

Burn NoticeBurn Notice (22 de Janeiro, USA): Uma das séries novas que tardiamente descobri este ano foi a divertida Burn Notice. Contando a história do espião Michael Weston que foi sumariamente e inadvertidamente despedido pelo governo, o drama se passa na ensolarada Miami e traz a busca do sujeito pela verdade sobre quem armou pra ele, enquanto resolve pequenos casos como freelancer. A série tem um clima muito agradável, remetendo aos bons filmes de espionagem, e tem a consultoria de espiões de verdade! Interrompida pela greve, Burn Notice retornará para o restante da 2ª temporada no mês que vem, sem previsão de estreia na FOX brasileira, que atualmente exibe a primeira parte.

DollhouseDollhouse (13 de Fevereiro, FOX): Aguardada pelos milhares fãs de Joss Wheddon (Buffy, Angel, Firefly), Dollhouse contará a história de Echo (Eliza Dushku), uma jovem que faz parte de uma secreta organização que distribui perigosas e ilegais missões à mulheres para depois  “deletarem” suas memórias, deixando-as “zeradas” para novos “trabalhos”. É claro que eventualmente as memórias de Echo sobre suas escusas ações começarão a emergir e ela deverá questionar os interesses deste projeto e lutar para encerrá-lo. Infelizmente a FOX americana programou a série para as noites de sexta nos EUA (um péssimo timeslot), mas Wheddon concordou com a decisão e disse que se dependesse dele colocaria a série no mesmo horário. Ele ainda pediu para os fãs “diminuírem as expectativas” com o show e para terem “paciência com a história“, especialmente nos primeiros capítulos… Ish!

TrumpThe Celebrity Apprentice (1º de Março, NBC): Donald Trump estreará a 8ª temporada de seu reality-show (a 2ª com famosos) em Março. Bom, mesmo com a fórmula desgastada, o canal decidiu dar a luz verde ao programa, já que os custos de produção não são altos e a nova estratégia será a de exibir duas horas direto toda semana. Exatamente: o programa agora terá duas horas todo domingo à noite, conforme confirmou o executivo Mark Burnett. A nova temporada deverá ter “celebridades” como Dennis Rodman, Joan e Melissa Rivers, além de Khloe Kardashian.

CastleCastle (9 de Março, ABC): Com uma das premissas mais interessantes do Mid Season, ao meu ver, Castle terá como protagonista o inquieto escritor de romances policiais Rick Castle, que começará a trabalhar com a polícia, já que aparentemente os crimes sobre os quais ele escreve estão sendo executados na vida real. Com uma personalidade forte, ele aproveitará a experiência para fazer laboratório para sua próxima obra, pois está sofrendo de bloqueio de escritor. Sua inspiração será a metódica detetive da polícia de NY Kate Beckett. Castle tem como inspiração a série Moonlighting, estrelada por Bruce Willis na década de 80 e será mais um drama romântico leve do que uma série investigativa propriamente dita.

Kings NBCKings (19 de Março, NBC): Desde que anunciada pela NBC no lineup da programação year long em meados de 2008, a série King vem despertando o interesse do público por causa de sua curiosa premissa: centrada numa metrópole moderna, o drama vai usar a monarquia para recontar a bíblica história de Davi e Golias. O canal vem tratando a série com muita confidencialidade, soltando pouquíssimas informações e criando um enorme buzz em torno da produção. A estreia terá 2 horas de duração e alguns detalhes podem ser encontrados no site oficial da atração.

Estas são as principais estreias, mas a lista completa, incluindo todos os retornos você encontra aqui. Faremos uma cobertura da maioria destas novidades do Mid Season na Semana em Série, à exceção de LOST, que terá cobertura dedicada e imediata! E aí, qual é a produção que você espera ansiosamente?

Excepcionalmente esta semana, a cobertura Semana em Série começará na quarta.
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, American Idol, Battlestar Galactica, Big Love, Burn Notice, Castle, Damages, Dollhouse, Kings, LOST, Lie to Me, Mid Season, Scrubs, The Apprentice, United States of Tara Tags: , ,
17/09/2007 - 15:01

Big Love: A “Home Plus” de Todos Nós

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Cotação LiGado em Série:

Eu tenho medo do pessoal da Juniper Creek, sério. Muita gente comentou isso na resenha da semana passada e foi aí que constatei que não é uma birra só minha. Eles são lineares, centrados, imprevisíveis e muito bizarros: sem mais nem menos, aparece Rhonda gravando uma música para o CD “Cantores da Família Grant” ou pessoas descem em um buraco no chão (fiquei com a mesma cara que a Margene ao ver isso). Não dá pra saber o que esperar daquele povo poderoso e perigoso.

Agora, a melhor cena do episódio realmente foi ver a cara de Bill em frente ao cartaz pichado da Home Plus, expondo sua família e seu maior segredo. Mas também pudera: o comportamento dele é muito displicente para alguém que vive esse arriscado estilo de vida e ele age quase sempre de forma inconseqüente, como se não tivesse noção da gravidade das situações em que se mete. O episódio fugiu um pouco do foco marital (o que foi algo positivo) e terminou com a comovente prisão de Joey no lugar de sua mulher Wanda e eu começo a ver em Albie Grant a face de um déspota dentro da própria comunidade. Será?

Resenha do episódio “2×02: The Writing on the Wall” exibido em 16/09 às 22h na HBO. Reprise em 20/09 às 21h na HBO. P.S.: A HBO está transmitindo os “webisódios” especias da série durante sua programação (não tem um horário fixo, eles vêm aleatóriamente).

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love Tags: ,
10/09/2007 - 05:25

Big Love: Complicações e Questionamentos

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Cotação LiGado em Série:

Pois é, finalmente estamos de volta ao reduto poligâmico de Salt Lake City e o cerco político contra esta prática proibida está se fechando cada vez mais no estado de Utah. Barb se tornou reclusa depois que seu segredo foi exposto ficou claro que ela está começando a questionar este peculiar estilo de vida. Bill agora tem mais um problema: descobrir e conter a pessoa que revelou a família Henrickson no prêmio de “mãe do ano” da prefeitura. Na comunidade de Juniper Creek as coisas também não andam fáceis, já que enquanto eles investigam o atentado a Alby, as acusações de tráfico de moças menores de idade crescem.

O mais intrigante é que o auto-intitulado “profeta” Roman Grant usa a religião para se segregar daqueles que ele aponta como “impuros”, mesmo que as atividades endossadas por ele são essencialmente as mesmas dos simplesmente promíscuos. Bill também não se distancia de um machista, mesmo acreditando agir sob os ensinamentos dogmáticos da UEB. Para piorar, Sarah se juntou a um grupo anti-poligamia ainda vivendo sobre o mesmo teto de seu pai e mães. Parece que nesta segunda temporada de Big Love o tema recorrente será o questionamento das opções de cada um. Ou quem sabe Bill arrume uma quarta esposa e aumente ainda mais sua carga de responsabilidades…

Resenha do episódio “201: Damage Control” exibido na HBO em 09/09/2007 às 22h. Big Love será reprisado toda quinta às 21h.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love Tags: ,
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