Ontem conferi a cabine de 2012 (filme catástrofe divertido e muito bem feito, mas só), e fiquei muito feliz ao ouvir a música de estreia do CD de Adam Lambert, o candidato à American Idol que perdeu o título para o Kris Allen (que é bom, mas não tanto), simplesmente é a trilha principal que encerra o longa de Rolland Emmerich! O clipe também é muito bacana e prova que Adam tem um talento nato. Ele é um astro da música vocalmente e conta ainda com uma presença em cena invejável. Até hoje não sei como o outro levou. Confira então o clipe de Time For Miracles:
Aproveitando, o apagão bagunçou meu cronograma e assim que der envio a continuação da Semana em Série, ok? Tentarei mandar mais tarde. Ah, e o Adam Lambert está lançando CD, clipe e anda fazendo aparições nos principais programas e talk-shows americanos. Err… E cadê o Kris Allen, hein?
Depois de 8 temporadas à frente da bancada mais famosa dos EUA, a cantora, coreógrafa e juíza jurada Paula Abdul anunciou ontem via Twitter que não participará mais do reality-showAmerican Idol. Nas mensagens dirigidas aos fãs, ela disse: “É com muita tristeza em meu coração que decidi não retornar ao Idol. Sentirei falta de cuidar dos novos talentos, mas principalmente de fazer parte do programa que ajudei a se tornar um fenômeno internacional. Gostaria de agradecer o incondicional apoio e enorme carinho que vocês demonstraram e eu tenho, sem dúvida alguma, os melhores fãs do mundo e eu amo todos vocês”. Os rumores da saída de Abdul são antigos e especula-se que até mesmo a contratação de Kara DioGuardi (a criticada 4ª juíza jurada) já foi feita antecipando esta decisão de Abdul. O motivo da saída não foi oficialmente revelado, mas há semanas sabemos que os executivos da atração e o empresário da artista estavam negociando seu passe no programa e que a principal controvérsia era remuneração. E aí, vão sentir falta de Paula Abdul no American Idol?
Incoerente. Essa é uma boa palavra pra resumir o resultado final de American Idol, que consagrou Kris Allen como o vencedor. Ao longo dos últimos meses testemunhamos o surgimento e ascensão de um verdadeiro astro da música, Adam Lambert, que nos surpreendeu semana após semana com apresentações versáteis, criativas, inovadoras e com um vozeirão que não faz feio nem perto de grandes lendas do rock como Freddie Mercury, Steven Tyler, Brian Johnson e Robert Plant. Ora, quando o próprio vencedor da atração vira e diz que ele não deveria ter ganhado, é porque tem alguma coisa muito errada aí. Este resultado praticamente anulou um ótimo ano de American Idol, como não víamos há muito tempo. Repleta de bons talentos vocais, desde a unique Megan Joy até o simpático Danny Gokey, a temporada seguiu numa crescente indicando sempre o óbvio: o troféu era do Adam. Mas então o que aconteceu? Muitos colunistas disseram que a final seria decidida por uma legião de pré-adolescentes encantadas com o rostinho bonito de Allen e o próprio Adam chegou a dizer em uma coletiva que sua orientação sexual e a exposição de seu passado drag provavelmente podem ter influenciado a votação. Teria a chamada “middle America” preterido-o por ser homossexual? Só podemos especular, pois até a porcentagem de votos que anualmente é revelada, este ano está sendo mantida sob sigilo.
Com relação à final em si, notadamente sobre a parte técnica, a atração foi impecável e irrepreensível. Os diversos números musicais com os finalistas evidenciaram o cuidado da produção em pareá-los vocalmente com os artistas convidados, fora Kara DioGuardi de biquini… Foram excelentes os pocket shows como os de Fergie e os Black-Eyed Peas, Carlos Santana, Jason Mraz, mas é claro que o grande destaque da noite foi a mega apresentação do Kiss com Adam Lambert. A direção foi eficiente, os quadros (incluindo os divertidos Golden Idols) foram fluídos – o que raramente acontece em programas ao vivo – e a noite foi apoteótica e grandiosa como nunca. É uma pena que todos os ensaios, as luzes, os efeitos e recursos utilizados no final foram em vão, porque coroaram o ídolo errado mais uma vez. Não acho que foi nenhum demérito do Kris ter levado, pelo contrário. A incoerência veio do povo. Kris conseguiu vencer o favorito considerado por Simon o melhor cantor a subir naquele palco. Foi esperto, soube escolher bem as suas músicas e encontrar o seu nicho com suas versões acústicas de sucessos. Ele é talentoso, mas sua vitória explicitou o que eu venho dizendo há várias temporadas: há uma falha no processo do American Idol que por diversas vezes compromete a integridade da atração. Desde a vitória de Ruben Studdard na segunda temporada sou um defensor de que os juízes deveriam ter um poder decisório maior, de forma a guiar melhor todo o processo. Clay Aiken, Katherine McPhee e, agora, Adam Lambert agradeceriam.
Gene Simmons Quer Adam Lambert em Turnê com o KISS!
O American Idol mal acabou e Adam Lambert já recebeu uma proposta praticamente irrecusável. Gene Simmons, o vocalista da antológica banda KISS convidou o ex-participante para realizar uma turnê com a banda. E não é um gig para simplesmente abrir os shows, não. Simmons quer que Adam coloque armadura e maquiagem como se fosse um novo integrante, do jeito que os fãs da banda gostam: “tem que ser grandioso, forte, tem que ir com tudo“, revelou. O vocalista ainda disse que o convite está de pé pra quando ele quiser, pois sabe que Adam estará comprometido nos próximos meses com a turnê American Idol Top 10 Live, que percorre todos os EUA. “Ele pode começar quando ele quiser“, completou. Adam disse em resposta que adoraria participar e que seria uma honra pra ele. Ele ainda agradeceu muito o convite, mas por enquanto nenhum acordo foi oficializado.
Queen Também Almeja Adam Lambert nos Vocais!
É mole? Mesmo sem vencer a atração, duas das maiores bandas de rock do mundo estão querendo Adam Lambert. Com a anunciada saída de Paul Rodgers, que temporariamente retornou para uma turnê mundial, o guitarrista Bryan May e o bateirista Roger Taylor disseram formalmente que querem o jovem cantor no mesmo posto que um dia foi de Freddie Mercury. A fonte da notícia é a revista especializada Rolling Stone, que reportou com exclusividade o interesse dos integrantes remanescentes da banda no “vice-Ídolo”: “definitivamente queremos ter uma conversa significativa com ele“, afirmou May. Nada contra Kris Allen, mas duas ofertas desse nível não é pra qualquer um…
Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?
Oficialmente Renovadas: Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.
Oficialmente Renovadas: Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas), The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.
Oficialmente Renovadas: 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.
Oficialmente Renovadas: 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas: Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.
Oficialmente Renovadas: 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.
A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation). E aí, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider!).
Acabou agora há pouco nos EUA a 8ª temporada de American Idol com o resultado da batalha final entre Adam Lambert e Kris Allen, direto do Nokia Theatre em Los Angeles. Foram mais de 100 milhões de votos e é claro que de qualquer forma aquela máxima de que não é possível agradar a todos é sempre aplicável. Os comentários completos sobre a última semana de apresentação serão postados na segunda, como de costume, após a exibição do Sony no Brasil. Mas, para aqueles que estão ávidos para conhecer o rosto do novo ídolo pop da música, clique nesse link por sua conta e risco e deixe abaixo seu comentário. Clicou? E aí, gostou do resultado ou não? Achou justo?
Apesar de ter uma boa voz e uma personalidade agradável, Danny Gokey artisticamente era o mais limitado dos concorrentes que sobraram nesta reta final de American Idol e sua eliminação não apenas foi justa, como esperada. Sem seguir um estilo musical conciso, Danny saiu atirando para todos os lados, acertando em certos momentos, mas dançando (desesperadamente) em vários outros. Sua participação, enfim, foi irregular e depois da música que ele “sofreu” de Paula Abdul combinado com aquela versão enfadonha de You Are So Beautiful, não teve mais jeito. Kris Allen, por exemplo, não tem uma voz tecnicamente melhor que a de Gokey, mas o jovem consegue trazer semana após semana performances que entretêm, especialmente quando ele interpreta a música ao invés de simplesmente cantá-la com arranjo de fanfarra como seu colega mais velho fazia. Idol não é um simples show de calouros e sim um concurso que busca pelo ídolo pop da música. Por falar nisso, por mais que eu goste de Adam, reconheço que essa semana ele não brilhou da forma costumeira e suas apresentações foram ligeiramente indulgentes (sendo que Cryin’ foi tão copycat quanto Apologize). Ainda assim, ele continua sendo meu favorito pra vencer, mas a primeira música que corri pra baixar no iTunes foi a versão de Kris para Heartless. Aliás, total bola fora de Randy Jackson ao dizer que ele foi melhor que o original de Kanye West e que a rendition que o The Fray recentemente fez. Além de ser desrespeitoso com os intérpretes (inclusive com Kris, deixando-o numa situação complicada), a comparação que Randy fez foi esdrúxula, pois a música apenas foi cantada em um estilo diferente e com uma pegada “acústico pop” que nada lembra o Hip Hop. O Top 2 foi justo, Kris e Adam conquistaram este lugar por mérito e não por sorte e a batalha promete ser interessante. Hoje à noite darei um jeito de saber os números para votar em Adam, já que amanhã (ou domingo, para os que acompanham com o Brasil) quero vê-lo como o American Idol. E vocês, quem querem que vença?
Quem acompanha minhas resenhas sobre esta oitava temporada de American Idol sabe que eu não sou muito fã de Allison Iraheta, pois a considero pouco versátil e com uma diccção comprometida pelo excesso de maneirismos (e talvez falta de maturidade vocal). Mas com base exclusivamente nas apresentações desta semana, merecia ela sair? Não, apesar de eu ter ficado feliz com sua eliminação que uma hora seria inevitável. Aliás, isso está acontecendo muito este ano, com participantes sendo eliminados após suas melhores apresentações. A rendition de Iraheta ao clássico Cry Baby de Janis Joplin e o dueto com Adam não deixaram nada a desejar, afinal este é o estilo dela! Da mesma forma que não considero-a digna de ser a American Idol – como de fato não será – também não acho que ela deveria ter sido eliminada logo após uma de suas melhores performances no programa. Com isso eu cutuco Kris Allen, que vinha desempenhando um sólido papel ao longo de semanas e acabou com a Come Together dos Beatles (horrível escolha dele, num catálogo tão vasto). Por fim deu pra perceber que o público pesou o desempenho dos participantes ao longo da temporada e acabou preterindo a moça e no final das contas isso foi justo, pois ela era a única que merecia sair pelo conjunto da obra. Mas uma coisa que não desce foi a condescendência dos juízes Kara e Randy ao dizerem para Kris e Danny (especialmente este último, que fez Dream On do Aerosmith se tornar algo insuportável de ouvir) que eles foram “razoavelmente bem considerando que este não é o estilo deles”. Ora, em diversas semanas Adam cantou completamente fora de seu estilo musical e se saiu muito bem em todos! Nada impedia de Kris e Danny terem feito uma versão adequada a seus estilos com uma canção do gênero, assim como Lambert fez na semana com os temas Grand Ole Opry, Rat Pack e, obviamente, no tema de Músicas da Infância com a espetacular Mad World. Esta derradeira semana provou o que venho dizendo há mais de 10 resenhas: Adam é o único ali com a qualidade técnica vocal e artística necessárias para vencer esta competição. Nunca, em nenhuma temporada, o nível foi tão alto. Como disse Simon, vai ser muito difícil superá-lo tão cedo. Agora, o que falar da noite de ontem com as apresentações de Paula Abdul, que usou dois microfones, dublagem e auto-tune (um software que corrige desafinos e dá um som metálico) ao mesmo tempo?! Esta participação dela seria muito adequada no So You Think You Can Dance, reality-show de dança, mas nunca no American Idol. Estranhos também estiveram Slash e Gwen Stefani (com o No Doubt agora) totalmente desconfortáveis naquele palco. Ironicamente o que salvou a noite foi a banda Daughtry e seu novo single.
Está acabando, na próxima semana entraremos na reta final e a pergunta ainda está de pé: quem você acha que será o próximo American Idol?
Os rostos de Danny Gokey e Allison Iraheta ao verem o Bottom 3 não mentem. Afinal, ainda que nas semanas finais de qualquer reality-show até mesmo os favoritos acabam indo pra berlinda, era impossível imaginar que Adam Lambert estaria num nível tão baixo. O problema é que ele nunca amargou esta posição e sua estreia no time dos menos votados foi logo na penúltima colocação. Era óbvio que ele não merecia estar ali e começo a ficar preocupado que os motivos que fizeram ele cair tanto assim sejam outros além da música. É possível que, por ele ser tão elogiado semana após semana, seus fãs sentiram que ele sempre estará salvo – o que não é verdade – e deixaram de votar. Mas pode ser também que a disseminação de fotos e vídeos da carreira pregressa do cantor, que frequentemente apresentava-se como drag queen em pequenos palcos, pode ter influenciado a conservador sociedade norte-americana, que não aceitaria eleger um ídolo gay. Será? Não há nenhum dado que aponte o que realmente aconteceu (falei por pura especulação) e pode até ser que a “América” tenha gostado pouco de sua performance na semana. Exagerado? Teatral? Ora, ele é sim, mas a Broadway já foi o destino de vários participantes e ganhadores, inclusive Fantasia Barrino. Isso nunca foi problema. Pra mim, independente do que ele fazia ou faz dentro e fora dos palcos, Adam é o finalista que tem a melhor voz e o que está mais preparado artisticamente para o mercado fonográfico.
Eu só não consegui compreender como Allison foi uma das preferidas da noite, porque sinceramente eu não entendo nada que ela canta. As palavras parecem embolar a cada frase e o som que ela produz me soa forçado. O próprio Simon disse que ela estaria correndo sérios problemas depois daquela apresentação… Estranho. Concordo que Danny melhorou significativamente e que Kris é constantemente feliz em suas escolhas musicais e apresentações, mas não consigo enxergar o potencial de estrelas da música ali. Sobre Matt, discordo que ele merecia ter saído por esta versão de My Funny Valentine – tecnicamente adequada -, mas a vontade do público prevaleceu novamente e aquele salvamento dos juízes tornou-se inócuo, adiando o inevitável. Se American Idol quer ter mais controle sobre quem saiu ou não, o salvamento ou a concessão de algum tipo de “colar do anjo” deveria ser semanal. No geral, nestes programas com o tema Rat Pack ficou claro que os talentos desta temporada são infinitamente superiores aos dos anos anteriores. Basta ver a horrível performance do vencedor da quinta temporada Taylor Hicks no palco. Esta semana o Top 4 cantará rock e teremos a presença de Slash e a reunião do No Doubt.
Repercuta: Você acha que a carreira drag de Adam Lambert pode prejudicar seu desempenho com o público votante? Quem, na sua opinião, deve ser o próximo American Idol?
A semana da “Era Disco” sempre foi um problema para os participantes do American Idol, pois as músicas são muito características e é muito difícil fugir do original. Mesmo assim, alguns poucos conseguiram sobressair-se justamente evitando este estigma e criando algo diferente em cima das canções que marcaram toda uma geração. Os grandes destaques ficaram com Adam Lambert (”que novidade”), desta vez contido, mas com uma bela versão balada de If Can’t Have You (Bee Gees) e Kris Allen, que desta vez foi o meu favorito da semana, com um arranjo super moderno de She Works Hard For the Money (da Donna Summer). É possível ver que estes dois têm um cuidado especial com seus shows, fazendo adequadas modificações nas melodias e palpitando até nos efeitos de luz, instrumentos utilizados e enquadramentos de câmera (especialmente Adam). Por outro lado, afundando cada vez mais está Danny Gokey, que não inovou nas últimas semanas e acha que fazer uma performance espalhafatosa resolverá o seu problema. Foi assim com Taylor Hicks, que hoje sumiu da mídia por ser um cantor “genérico” e sem identidade. Gokey, de fato, chamou a minha atenção quando cantou Kiss From a Rose, mas hoje ele segue como um discípulo do copycat. Não curti nem um pouco a Hot Stuff de Allisson Iraheta, que ficou com um ritmo estranho como se ela sempre estivesse um tom à frente da melodia. Nesta 8ª temporada de Idol não adianta só apenas uma boa voz. Por isso mesmo que o público despachou Lil’ Rounds, que não evoluiu absolutamente nada desde a sua chegada na atração (e ela merecia ter ido antes de Megan Joy, por exemplo) e o limitado Anoop DeSai, que teve seus bons momentos, mas não conseguiu sair disso. Ah, e depois da desajeitada apresentação de Matt Giraud, acho que os juízes se arrependeram demais de ter usado o “colar do anjo” com ele. Foi sofrível aquele Stayin’ Alive. Top 5 formado, eliminações justíssimas e na semana que vem os “Idols” cantarão músicas do Rat Pack. Isso vai ser interessante…
Hoje eu vou direto ao ponto: a utilização da “Cláusula Daughtry” pra salvar Matt Giraud da eliminação foi totalmente precipitada, impensada e a decisão incoerente de Simon e dos juízes tirou boa parte de credibilidade do programa. Primeiramente, porque Matt Giraud não é nenhum Chris Daughtry. Apesar de cantar bem, ele constantemente desliza e não tem grandes chances de ganhar esta competição. Assim, o tão aguardado momento em que um concorrente seria salvo pelo auto dos julgadores foi mais pra constar do que pra valer, pois dificilmente os realmente bons cairão pro Bottom 3 este ano. A “América” aprendeu a votar, tanto que as figurinhas da noite de eliminação estão sempre lá: Anoop e Lil’. A semana com trilhas-sonoras e o inusitado mentor Quentin Tarantino (ele entende de músicas para seus filmes, mas não é um bom técnico vocal) denotou mais uma vez que este Idol é de Adam Lambert (sorry por bater nesta mesma tecla, mas nesta altura é inevitável) e que a grande surpresa da atração será quem ficará com o posto de segundo lugar. Eu apostava muito minhas fichas em Danny Gokey, mas ultimamente ele anda tão apagado que até mesmo a melosidade de Anoop ou os exageros de Iraheta estão superando-o em certas apresentações. Outro candidato pra se prestar muita atenção é Kris Allen, que mais uma vez foi um dos melhores, apesar daquela crítica absurda de Randy, de que “ele foi desafinado desde o início”. Não só Kara e Paula discordaram dele, como Simon aproveitou a oportunidade na noite seguinte para reafirmar que ele foi brilhante. Aliás, essa idéia do julgamento em pares foi tão ruim que na próxima semana eles voltarão ao método original. O problema aí é a presença de um quarto elemento, que quebra todo o ritmo da hora de julgar. Enfim, ao salvar Matt, Idol criou um problemão para a semana Disco, onde duas pessoas terão que ser eliminadas – sem a possibilidade de salvamento – o que aí sim pode vir a ser muito injusto dependendo de quem fique no Bottom 2. A produção precisa parar de inventar formas de se sabotar. No geral, esta foi uma noite fraca, com performances esquecíveis de quase todo o grupo. Era melhor terem exibido o Acústico MTV Bryan Adams no lugar.
Pela primeira vez em oito anos de atração, Simon levantou-se para aplaudir um candidato em uma fase eliminatória. O feito histórico em American Idol pertence à Adam Lambert, provando que esta é uma competição de apenas um concorrente que está a anos luz à frente dos demais participantes. Cantando músicas do ano em que nasceram, a maioria foi medíocre, notadamente Lil’ Rounds, que semana após semana apenas mostra que sabe ser uma cantora cover, e não uma artista com identidade própria, que é o que os juízes estão procurando. Sem definir um estilo a seguir, ela apareceu com uma paupérrima versão de What’s Love Got to Do With, de Tina Turner. Não é à toa que ela foi para o bottom 3. Outro concorrente que desapontou muito esta semana, na minha opinião, foi Danny Gokey, que acabou com a clássica Stand By Me. Compensando o inadequado arranjo musical de “fanfarra” com um espetáculo de luzes, o frontrunner caiu muitos pontos em meu conceito com tanta “papagaiada”. Além de Adam, apenas Anoop Desai e Matt Giraud fizeram um trabalho digno, mas ainda assim muito aquém de Lambert. É possível ver que o artista, além de escolher bem as músicas, cuida sempre dos arranjos que permitem que o foco permaneça em sua apresentação, até mesmo na paleta de cores e efeitos utilizados. Trocando em miúdos, Adam já está criando o seu próprio show, que é o ponto alto e mais esperado da atração. Era lógico que Scott McIntyre precisava sair, já que ele só entrou e permaneceu tanto tempo na competição por condescendência dos juízes e do público. Daqui pra frente, ou os demais participantes elavam o nível, ou Adam será precocemente consagrado como o American Idol. Em termos de talento, não existe ninguém ali naquele grupo que o supere. Acho que a briga de Matt, Danny, Kris, Allison, Lil’ e Anoop será pelo segundo lugar.
O que acharam das performances? Quem, agora, deve ser o próximo (a) eliminado (a)?
Na semana onde cada participante poderia escolher a melhor música que reflete seu estilo, já que o tema era livre (Top Downloads no iTunes), a maioria provou mais uma vez que não sabe o tipo de artista que quer ser, utilizando a maior plataforma da música mundial para “brincar de aprender a ser artista”. Isso vem acontecendo com Lil’ Rounds, Scott McIntyre, Anoop DeSai e até com Matt Giraud. Esse último já entregou ótimas performances quando ficou no R&B, mas decepcionou quando resolveu cantar seus “ídolos”, como fez esta semana com You Found Me, do The Fray e trilha da 5ª temporada de LOST. O que Randy Jackson afirmou em sua crítica foi muito pertinente: não é porque você gosta da música ou do artista, que necessariamente deve cantá-los. Os poucos que sabem o que querem ser e vender são os favoritos para levar o título de ídolo – Adam Lambert, Kris Allen e Danny Gokey. Allison Iraheta é até boazinha, mas os exageros dela como “roqueira” não a levarão muito longe nesta competição, tanto que ficou no Bottom 3 esta semana. Ah, e apesar de considerá-lo o melhor de todos, Adam decepcionou cantando Play That Funky Music do Wild Cherry (banda de uma música só), o que foi sua pior escolha até hoje – e nisso incluo a bizarrice que ele fez na Semana Country. Ah, e com relação às apresentações em grupo, deu pra ver claramente que elas são parcialmente dubladas e isso, independente do motivo (dizem que é pra não atrapalhar a coreografia), compromete demais a integridade uma competição pra encontrar o favorito da música. Enfim, chegamos no momento mais delicado da semana que foi a eliminação de Megan Joy. Ela é diferente, sabe cantar bem, mas concordo que sua apresentação foi insuportável. Poxa, quando ela tinha a chance de cantar músicas de qualquer artista que favorecesse seus dotes vocais (Amy Winehouse, Feist ou até Nelly Furtado), ela me aparece com uma versão paupérrima de Turn Your Lights Down Low, de Bob Marley? Não dá! Simon poderia ter salvado-a, mas ela foi não humilde ao receber as críticas, o que custou sua saída antecipada da atração. Esta foi uma semana de altos e (muitos) baixos. Na próxima eles cantarão músicas do ano em que nasceram.
Top 8 formado! O que acharam da eliminação de Megan Joy? Justa ou precipitada? Alguém merecia ter saído antes? (cof cof Scott cof cof)…
Surpreendentemente a semana com o tema da gravadora Motown foi ainda mais fraca do que a da rádio country e a grande maioria dos finalistas entregou performances esquecíveis. Quem deveria ter nadado de braçadas foi Lil’ Rounds e mais uma vez a moça provou que tem apenas uma voz boa e mais nada. Ora, claramente ela é uma cantora de R&B e nem na noite cujo tema era exatamente esse ela conseguiu escolher uma música boa para explorar o seu talento. O que os juízes ressaltaram sem parar durante as apresentações é que eles estão procurando um artista completo, capaz de escolher bem as músicas, seguir um estilo próprio e autêntico para tornar-se o ídolo americano. De todos, foi fácil perceber que apenas Adam Lambert trilha esse rumo, confirmando o que eu venho dizendo há várias semanas de que ele é quem deve vencer esta competição. Top 10 é ainda aquela coisa de peneirar os bons, já que ainda tem muita coisa ruim no pacote, notadamente Scott McIntyre (que não dá uma dentro há semanas), Lil’ (pelos motivos já expostos), Anoop (que canta bem, mas não tem “star quality”) e Allison. Apesar desta última ter o vozeirão e tudo mais, muitas vezes o que ela canta é incompreensível, compensando suas limitações musicais gritando as canções de forma cansativa. Eu não aguentaria um CD inteiro com músicas dela, ao contrário de Megan Joy, por exemplo, que esteve longe de ser o “train wreck” que Randy afirmou. Michael Sarver foi embora depois daquele teatrinho dos juízes se iriam salvá-lo ou não, mas o que realmente me preocupou foi Matt Giraud – um dos melhores talentos do grupo – estar no Bottom 2 faltando ainda muitas semanas para as etapas finais. Não defendo que ele deva ser o vencedor, mas certamente ele não merecia estar ali naquela constrangedora posição. O Top 9 está formado e eu continuo perguntando pra vocês: quem deve ser o próximo American Idol?
Historicamente estes episódios da Semana Country quase sempre trazem algumas das apresentações mais caídas de Idol e, de fato, nesta 8ª temporada poucos foram os que realmente sobressaíram. Aliás, apenas as apresentações de Matt Giraud, Danny Gokey e Adam Lambert – nesta ordem – valeram a pena (e este último apenas por demonstrar sua versatilidade). Os homens estão ganhando de lavada, já que começaram em número maior e pela segunda semana consecutiva uma mulher é eliminada da atração. As que restaram também não podem ser consideradas como grandes favoritas, porque somente Megan Joy é realmente “unique” e interessante pra atração. Lil’ Rounds revelou que é uma boa cantora, mas não é nem um pouco “artista”, ficando totalmente limitada ao tentar cantar fora de sua área de especialidade, o R&B. É claro que Simon e os demais juízes não deixaram barato e a entupiram de críticas. Allison ainda é muito jovem (às vezes nem consigo entender o que ela fala) e era certo que Alexis não iria longe. Mas eu queria destacar um aspecto desta temporada que vem desagradando muita gente: Kara DioGuardi. Apresentada com muita expectativa para trazer igualitária presença feminina e comentários mais embasados (já que ela é cantora e Paula, coreógrafa), Kara fica totalmente perdida ao falar – muitas vezes criticando de forma genérica e vaga – e quase toda vez que ela é a primeira da fila comete gafes e chega ao ponto de tornar Paula uma juíza sensata. Enfim, ela não serve pra nada, pois quando ela consegue construir uma frase que não contenha as palacras “riffs” e “chops”, limita-se a repetir o que os outros já estabeleceram. A dinâmica construída ao longo de 8 temporadas foi desnecessariamente quebrada. Existe explicação para ela estar ali, que é a preparação para a saída de Paula, que já revelou publicamente estar incomodada em permanecer na atração. Ah, e um participante que precisa sair e que provavelmente está aí também por outras razões é Scott McIntyre. A história dele é comovente e tal, por ser deficiente visual igual sua irmã, mas pra cantar não dá. Enfim, desculpe Ryan, mas desta vez não baixarei nada no iTunes. Semaninha fraca.
O próximo tema será com as músicas da antiga gravadora Motown, especializada em R&B, Soul, Jazz e que revelou grandes artistas como Diana Ross, The Temptations, Gladys Knight, Steve Wonder e os Jackson Five. Afinal, quem, na sua opinião, deve ser o American Idol deste ano? Meu voto continua em Adam Lambert. Será que ele leva?
Antes de virar um lunático e completamente insolvente por conta de inúmeras dívidas judiciais e extrajudiciais, Michael Jackson foi a maior estrela pop que este planeta já viu. Cada disco, single ou videoclipe eram antecipadíssimos por uma incontável legião de fãs (que me incluía) e seu talento até hoje é algo único no mundo do entretenimento. Me lembro até hoje quando Gloria Maria anunciou em primeira mão no Fantástico, numa época em que a Internet nem sequer engatinhava, a estreia mundial do vídeo de Black or White e, logo depois, quando abri o plástico do vinil duplo Dangerous ao sair da loja. Por isso, foi com muito entusiasmo e nostalgia que assisti este top 13, mas é incompreensível que na noite do rei do pop grandes sucessos foram simplesmente ignorados por Danny Gokey, Megan Joy, Jorge Nuñez e, principalmente, Scott MacIntyre. Só pra citar alguns (senão ficaria aqui o dia todo), onde estava Don’t Stop ‘Til You Get Enough, Rock With You, Thriller, Bad, Leave Me Lone, In the Closet, Ben, Smooth Criminal, Jam ou I Wanna Be Startin’ Somethin’? Ao invés disso, os quatro que citei escolheram Pretty Young Thing (uma raridade/demo), Rockin’ Robin (uma obscura da longínqua época dos Jackson Five), Never Can Say Goodbye (blargh) e, por último, Keep the Faith, faixa do próprio Dangerous que ninguém nunca deve ter escutado mais de uma ou duas vezes.
Os “idols” já provaram que na escolha musical a grande maioria não faz um bom trabalho, como vimos acontecer com Anoop Desai, que acabou com Beat It, Alexis Grace que destruiu a Dirty Diana com sua cantoria over the top e o sempre linear Michael Sarver, que não saiu do lugar com You Are Not Alone. Felizmente, Adam Lambert salvou a noite mais uma vez e também não posso reclamar das performances de Matt Giraud com uma ótima versão de Human Nature e Kris Allen, que conhece o catálogo de Michael Jackson muito bem e trouxe a inesperada, mas excelente, Remember the Time. Agora, o momento “I rest my case” veio no episódio de eliminação, com a recém introduzida “Regra Daughtry”, algo que eu venho falando que o programa precisa desde quando Taylor Hicks e Jordin Sparks venceram a atração. Os juízes precisam ter certo controle e poder de mando sobre o que acontece naquele palco, pois eles sabem muito o que é comercial ou não (cadê o público que consagrou Hicks? Foi comprar o CD do Daughtry, ora). As eliminações foram justíssimas (embora eu preferiria que MacIntyre saísse ao invés de Jasmine), mas estes dois não iriam muito longe de qualquer forma. Agora só faltam 10 pularem fora até que Adam Lambert seja coroado o 8º American Idol. Alguém duvida?
Episódios exibidos em 10/03/2009 e 11/03/2009 na FOX americana e 14/03/2009 e 15/03/2009 no canal Sony.
Por ser o terceiro grupo a se apresentar, imaginaríamos que os seus integrantes aprenderiam com os erros das primeiras rodadas e com os conselhos dos juízes, principalmente com relação à escolha de música. Infelizmente, este não foi o caso, tornando esta rodada de apresentações dos semifinalistas a mais desastrosa de todas. Antes algum deles realmente soubesse cantar, porque ouvir Von Smith, Alex Vagner-Trugman, Arianna Afsar e Nathaniel Marshall foi absolutamente doloroso, ainda que por pouco mais de um minuto e meio. Até os que não foram tão mal assim, ficaram abaixo do nível das semanas anteriores e eu tenho certeza de que havia mais talento na rodada de repescagem do que neste grupo. Basta ver os que passaram: Jorge Nuñes com uma aborrecida apresentação de Don’t Let the Sun Go Down On Me (Elton John), Scott MacIntyre com a pouco conhecida Mandolin Rain de um grupo chamado Bruce Hornsby and the Range e, por fim, Lil Rounds, a única que sabe mesmo cantar de todos os 12, mas que limita-se ao copycat, como bem disse Simon, com a óbvia escolha de Be Without You, da Mary J. Blige. Eu questiono o que irá acontecer com esses artistas limitados em semanas temáticas como Anos 60 ou 70 e countrymusic, por exemplo.
Na repescagem, felizmente tocada pelos juízes e não pelo público, foi excelente ver que Megan Joy Corkey passou, sendo uma das poucas candidatas verdadeiramente autênticas e contemporâneas da noite. Curiosa também a escolha de Anoop Desai com My Prerrogative de Britney Spears Bobby Brown, que fez com que toda a sistemática do programa fosse alterada, inaugurando o primeiro Top 13 de American Idol. Mas ele vale tudo isso? Não acredito que o garoto tenha qualidades vocais pra ir longe na competição, assim como Matt Giraud que, não esqueçamos, acabou com o Viva La Vida de Coldplay há algumas semanas. Eu fiquei triste que Jesse Langseth não entrou na lista, porque já que iriam dobrar tanto as regras assim, era melhor terem criado um Top 14 com eliminação dupla na próxima semana. Mas o pior da noite ficou por conta da “atriz” Tatiana Del Toro, que inexplicavelmente cantou a mesma música (Saving All My Love For You, da Witney Huoston) pela terceira vez no programa! Simon foi a voz da razão, como sempre, quando questionou o que ela iria fazer numa semana em que o tema não englobasse essa música. Top 13 formado, com uma escolha bagunçada, muita gente que não merecia estar ali e agora fica a esperança que o programa não cometa os erros do ano passado, com várias semanas temáticas nada contemporâneas (incluindo uma sessão dupla de Beatles).
United States of Tara “1×06: Transition”: A chegada dos pais de Tara para o aniversário da tia Charmaine deu uma boa mexida nas coisas, o que era justamente o que a série estava precisando. Os primeiros conflitos já começaram quando os avós exigiram que os filhos de Tara se mudassem com eles, já que a condição médica da mãe impedia uma educação apropriada (não deixa de ser verdade). A “grande” festa de aniversário também evidenciou a solidão de Charmaine e seus fracassos amorosos e cirúrgicos, numa constrangedora cena que lembrou ótimos momentos de séries de humor negro, como The Office. A grande revelação, contudo, ficou para o final, quando aparentemente testemunhamos a existência de mais uma personalidade em Tara, que parece ser um estranho animal, estilo Gollum, tendo em vista o que ela fez com o próprio pai. Transition trouxe fôlego para a comédia que estava num ritmo bem caído e fica a esperança de que a série engrene de vez. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 22/02/2009 no Showtime americano.
24 “7×10: Day 7: 5:00pm – 6:00pm”: Gente, não estamos nem na metade da temporada de 24 e a série está simplesmente magnífica, muitas vezes tornando-se o highlight da semana! Em mais uma hora redonda e completamente tensa, Jack e Rene conseguiram com muito custo capturar Dubaku e acabaram descobrindo a lista dos funcionários públicos corrompidos pelo regime de Juma, que incluía, por óbvio, os nomes dos analistas do FBI Sean Hillinger e Erica, e esta acabou sendo vítima deste último, numa frustrada tentativa de fuga. Nada disso, porém, teria sido possível sem a ajuda de Chloe O’Brien, minha personagem favorita no show depois de Jack. Eu apenas tenho uma crítica com relação a este episódio, que foi a súbita aparição de Tony Almeida no final, trazendo à tona mais um problema que ele descobriu sozinho. Agora que as ameaças mais sérias deste “primeiro ato” foram contidas, isso soou bastante forçado. Poderiam ter trazido o problema mais orgânica, reconheço. Vamos ver o que a décima primeira hora e a décima segunda nos trará, pois já são 6 da tarde e anoitece em D.C. (sim, ontem passaram dois episódios seguidos na TV americana). Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 23/02/2009 na FOX americana.
Heroes “3×17: Cold Wars”: Acho que ninguém mais questiona que Heroes virou uma bagunça. Em uma das reviews que passei o olho (acredito que do TV Guide), vi o autor chamando Mohinder, Parkman e Peter de “Os Três Patetas“. As trapalhadas destes sujeitos e as constantes idas e vindas do episódio somente denotam que o roteiro está completamente perdido e que o episódio termina muitas vezes retrocedendo a história da série. As cenas de “flashback” na cabeça do Sr. Bennet foram absolutamente desnecessárias e gastaram um enorme tempo em tela, e essa batida trama de que ele é “do bem” poderia muito bem ter sido explicada numa questão de segundos com uma rápida montagem. O final, no antigo apartamento de Isaac Mendez mostrando mais uma bomba (agora em Washington, oooh), apenas conseguiu tornar tudo ainda mais patético. Eu torço, com todas minhas forças, que Heroes não receba uma 4ª temporada com os mesmos showrunners. A próxima bomba deveria cair é na atual sala dos roteiristas desta série. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 23/02/2009 na NBC americana.
Dollhouse “1×03: Stage Fright”: Eu achei a primeira parte deste novo capítulo de Dollhouse bem previsível e óbvia, com a diva que se sentia “presa” e emocionalmente esgotada como se vivesse de fato na “Casa das Bonecas”. Ao invés de apenas sugerir isso, o roteiro resolveu escancarar esta situação, tornando-a artificial e desinteressante, o que certamente comprometeu as reviravoltas da segunda metade. Designada como uma backingvocal que protegeria a cantora de R&B de sérias ameaças de morte, Echo acabou descobrindo que a suposta vítima era tão ou mais problemática que seu perseguidor, já que literalmente coordenou com este o seu ataque. Não menos impressionante foi a capacidade de Echo de improvisar e abandonar sua missão de forma a atingir o objetivo esperado: proteger a vida da cliente. Ainda por fora de tudo, o agente Paul seguiu numa desastrosa busca por respostas, graças à dica dada por sua fonte que é mais um ativo que trabalha para a poderosa organização. Com apenas três episódios no ar, Dollhouse mostrou a evolução de seu roteiro, especialmente na somatização que mencionei anteriormente das experiências à personalidade de Echo, que também cresce e aos poucos vai se libertando do programa que a mantém silente. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 27/02/2009 na FOX americana.
12 Semifinalistas (Grupo 2) e Resultados: Esta inovadora forma de selecionar candidatos para o Top 12 do programa (escolhendo os 3 melhores ao invés de eliminar os 3 piores) pode causar sensíveis impactos na atração à médio prazo. Antes um candidato que não teve uma semana boa tinha a chance de voltar no programa seguinte e surpreender o público e os juízes. Mas com o número limitado de vagas tivemos que presenciar a saída da ótima Jasmine Murray (que cantou Love Song), Jesse Langseth (com uma boa versão de Bette Davis Eyes) e minha favorita Megan Joy Cokrey (cantando Put Your Records On). Eu concordo com a seleção de Adam Lambert, Kris Allen e da jovem Alison Irahetta, mas faltaram vagas pra mais talentos esta semana. Sofríveis, contudo, foram as performances de Matt Giraud, que literalmente perdeu a voz ao tentar cantar Viva La Vida do Coldplay e do igualmente esquecível Kai Kalama (o Sayid de Idol). Boa parte das apresentações mostraram o desleixo dos juízes, que deixaram passar de fase coisas como Nick/Norman, que poderia muito bem ter sido o Sanjaya desta temporada, se não fosse tão irritante. Agora é só esperar que a repescagem traga de volta alguns dos bons candidatos que foram injustiçados pelo novo formato. Ah, e o momento constrangedor da noite foi Kara DioGuardi falando mal de Kris, para depois ser esmagada pela opinião dos outros. Por isso que a partir daí ela passou a fazer comentários mais genéricos quando era a primeira a opinar. Concordo com Paula Abdul: quatro juízes tiram o equilíbrio da atração. Kara é desnecessária. Episódios exibidos nos dias 25/02/2009 e 26/02/2009 na FOX americana e em 28/02 e 29/02 no Sony.
Big Love “3×05: For Better or for Worse”: A ingenuidade de Bill às vezes me assusta. Sério. O ditado “a pressa é inimiga da perfeição” soou extremamente apropriado com o seu quarto casamento (!!) realizado entre 3:30 e 4 da tarde de um dia útil, em seu quintal. É óbvio que este castelo de cartas iria sucumbir, mas eu não imaginava que seria tão rápido. Ana nunca foi inserida na realidade de vida e religião que a família de polígamos segue e o choque de regras, procedimentos e decisões foi estarrecedor até pra nós: de reuniões diárias ao nível de submissão das mulheres ao marido, a vivência de Ana nas três casas só serviu para evidenciar o quão conturbado é o dia a dia dos pluralistas, que vivem numa aparente harmonia na base da tolerância. Todo mundo está a ponto de estourar, porque esta convivência forçada por um dogma religioso é irracional. Contudo, o episódio foi manchado por aquela aventurinha dos adolescentes nos arredores da comunidade, tornando-se a história mais dispensável até hoje mostrada. Teria sido um episódio impecável, não fosse por isso. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 15/02/2009 na HBO americana.
24 “7×09: Day 7: 4:00pm – 5:00pm”: Em mais uma eletrizante hora de 24, eu apenas não consegui entender porque Dubaku precisa levar a sua namorada para fora do país, com tanta coisa acontecendo. Nesta nona hora, as grandes ameaças cessaram e as maiores preocupações foram a de encontrar o terrorista Sangalês e salvar a vida do primeiro cavalheiro dos EUA. Mas estas simples missões se complicaram graças ao agente duplo do FBI, qie durante boa parte do episódio pensávamos ser Janis. Não, conforme eu temia, o infiltrado era mesmo o sempre tenso Sean, repetindo o clichê “Nina Meyers” da 1ª temporada: primeiro mostram ele agindo de forma suspeita (nos primeiros episódios), depois “limpam a ficha” dele e, mais tarde, o colocam na posição do verdadeiro traidor. São coisas como esta que 24 precisa parar de repetir. As boas, como Jack e Walker sendo presos no meio de uma importante missão e ela precisando submeter-se à situações absurdas que nem Jack fazia, eu não ligo. Foi mais uma hora tensa, que nos trouxe às 5 da tarde. A esperança é que Chloe consiga identificá-lo, mas essa não será uma tarefa nada fácil. Um bom episódio, apesar de tudo. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 16/02/2009 na FOX americana.
Heroes “3×16: Building 26″: Não. Não foi desta vez que Heroes mudou da água pro vinho, como vinha sido prometido. O volume “Fugitives” continua sem foco, desinteressante e com subtramas incomensuravelmente dispensáveis, como aquela “aventurinha” de Hiro e Ando na Índia. Ainda que isso venha a se tornar algo realmente importante na série (o que eu duvido), a execução de cada storyline isolada é fraca. Isso fica notável naquele encontro entre Sylar e os agentes de Nathan no diner, que somente repetiu o uso de seus poderes recentemente “usurpados”, sem nenhuma inventividade. A trama como um todo permanece estagnada e cada capítulo nem pode ser chamado de “filler” (um episódio que apenas serve de ponte), porque não há o que preencher. Nem aquele final com o Sr. Bennet sendo capturado pelos “heróis” pôde ser considerado um bom cliffhanger. Eu sinceramente espero o dia em que não veremos um “To Be Continued” a cada final. Já passou da hora de parar há muito tempo. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 16/02/2009 na NBC americana.
Dollhouse “1×02: The Target”: Tirando as partes que lembraram muito a desastrosa Bionic Woman (as na floresta, especialmente), eu confesso que gostei muito deste segundo episódio de Dollhouse, graças ao inesperado “twist” na contratação de Echo pelo arqueiro, que no final das contas queria caçá-la como um animal. A edição criou um clima tenso e em determinados momentos cheguei mesmo a temer pela vida da garota e de seu agente designado. Isso é muito positivo, ainda que saibamos que ela não vai morrer por ser a estrela da atração. É claro que, como toda produção atual, a série tinha que acrescentar um mistério, que foi a matança que um dos ativos chamado “Alpha” promoveu no local. Porém, a investigação do agente Paul sobre a tal “Casa de Bonecas” ainda está muito marginal e não nos apresenta como uma ameaça concreta à poderosa organização. Mas o melhor do episódio (que é estendido como os de Fringe) foi mesmo o seu final, revelando que Echo não é apenas um produto com um cérebro vazio, como foi insinuado, já que alguns resquícios de suas aventuras estão sendo somatizados à sua latente personalidade. Com o tempo, isso vai ser muito interessante e tomara que saibam explorar isso a tempo. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 20/02/2009 na FOX americana.
Semana American Idol – 12 Semifinalistas (Grupo 1) e Resultados: O grande problema da maioria dos semifinalistas de American Idol quando passam para a fase das apresentações ao vivo é o de não saber escolher bem as músicas que cantarão. Eu até me alegrei quando Anoop Desai disse na entrevista sua meta era a de cantar as músicas que ele sempre quis ouvir no programa, mas aí ele aparece com uma R&B desconhecida “Angel of Mine” de uma tal de Monica, que lhe custou a vaga entre os finalistas. A sorte é que haverá uma repescagem entre os 27 excluídos nestas três semanas até formarem o Top 12. O perfurador Michael Sarver pegou o lugar de Anoop cantando a popular “I Don’t Wanna Be”, mas ele não chegou nem aos pés da versão que Bo Bice fez na quarta temporada. As demais performances foram esquecíveis, inclusive a de Tatiana del Toro (embora não tenha sido tão ruim) e é claro que o melhor foi deixado por último com Danny Gokey que cantou “Hero” de Mariah Carey, surpreendendo os juízes e público. Contudo, é notória a desmotivação de Simon sobre a noite, que no geral foi muito fraca. O episódio de resultados foi aquela mesma coisa morna de sempre, com os mistérios baratos de Ryan Seacrest e as barangas performances em grupo, que parecem que saíram de um musical escolar. Danny, Michael e Alexis Grace passaram para o Top 12 e só concordo com a vitória do primeiro, que por enquanto é o meu favorito. Episódios exibidos nos dias 17/02/2009 e 18/02/2009 na FOX americana e em 21/02 e 22/02 no Sony.
Amanhã continuamos com mais comentários de séries! Agora eu espero o seu!
Foi muito interessante ver mais das performances individuais, as surpresas e fracassos do ultimo dia da Hollywood Week e já é possível identificar algumas figuras carimbadas que certamente farão parte do Top 36. Ah é, este ano o sistema de votos será totalmente diferente. Dos 36 finalistas, grupos de 12 se apresentarão nas próximas três semanas e 9 (!!!) serão eliminados de cada vez. Haverá, contudo, uma repescagem para os excluídos, compondo finalmente o Top 12. Um pouco confuso, não? Com relação ao segundo episódio da semana, eu nunca entendi o propósito de um capítulo inteiro dedicado à eliminação de mais candidatos com base apenas nas gravações anteriores. Isso só servia para mostrarem eles desfilando no Pasadena Civic Center até saberem se continuarão ou não. Mas este ano felizmente eles mudaram a fórmula e criaram um episódio realmente interessante de se ver, graças à introdução da pomposa “Mansão dos Juízes” (uma coisa meio Trump, não acharam?) e a surpresa dos testes relâmpagos que precisavam ser feitos na hora para ajudar os indecisos Randy, Kara, Paula e Simon. Tudo bem que tudo isso foi colocado para efeitos meramente dramáticos, mas funcionou. Ainda assim 36 pessoas é muita gente para decorarmos o nome. Só consigo me recordar de cabeça de Anoop Desai e Tatiana Del Toro, esta última pelos escândalos que sempre apronta. Idol, no geral, surpreendeu, pois trocou um pouco o seu formato e isso pode dar um novo fôlego à atração, que estava consideravelmente desgastada.
Episódios “8×10: e 8×11″ exibidos em 10/02/2009 e 11/02/2009 na FOX americana e, em seguida, no canal Sony Brasileiro nos dias 14/02 e 15/02.
United States of Tara “1×02: Aftermath”: Spielberg que me perdoe, mas não consegui entrar no hype de United States of Tara neste segundo episódio. O texto irregular de Diablo Cody não segurou a peteca do ótimo piloto, parte por culpa de subtramas bobas que não foram bem exploradas, como a dos problemas de Marshall com o professor na escola e a da revolta da filha. Eu também não gostei do extenso tempo em tela que a alter-ego Alice ganhou, e considero-a a mais desinteressante das personalidades (com base neste episódio, pelo menos). Tudo bem que ela é uma típica dona de casa dos anos 50, mas tudo aquilo de lavar a boca da filha com sabão foi um pouco over. A própria Tara foi relegada à segundo plano logo de cara, sem que pudessemos descobrir um pouco mais sobre a “original” pra depois gradativamente ir passando para as “versões”. Muitos vão discordar, eu sei, mas achei o episódio em si muito desequilibrado pra ser o segundo de uma promissora série. Pelo menos ficou estabelecido que a família aceita a mãe dessa forma, mas nem sempre isso é divertido. Vamos ver o que vem pela frente… Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 25/01/2009 no Showtime americano.
Fringe “1×12: The No-Brainer”: Chegamos à metade da temporada de Fringe, e após vários episódios que estabeleceram muito bem a série como um drama de mistérios sobre a ciência marginal, pouco pode ser dito sobre a evolução da trama principal em si, o que é cada vez mais desgastante para o espectador. Sim, o caso do software que faz o cérebro das pessoas derreterem é muito interessante e sabemos que Olivia é extremamente capaz e inteligente a ponto de rapidamente descobrir a ligação entre um homicídio e outro. Mas Fringe nos prometeu mais desde o seu piloto e não vem cumprindo. O tal “padrão” existe e sempre quando alguém começa a chegar perto da verdade, algo muito conveniente acontece, como foi desta vez com o suicídio do programador. Eu ja disse aqui que a série sempre arranha a superfície, coloca o doce na frente da criança e depois toma. De tecnicamente impecável, Fringe cada vez mais se torna dramaticamente esquecível, pois se o próximo episódio não for exibido, duvido que muita gente vai se importar. Eu queria muito que essa série estourasse logo, parasse de enrolar e mostrasse de vez a que veio. Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 27/01/2009 na FOX americana.
Battlestar Galactica “4×13: The Oath”: Fraking Gods! Provavelmente The Oath já entrou pra lista dos mais memoráveis episódios de Battlestar Galactica, com a revolução civil que colocou toda a frota em um purgatório estatal. Não há mais o regime militar e muito menos uma democracia em jogo. No lugar, o destino dos últimos 39.643 seres-humanos estão nas mãos de dois loucos que buscam uma vingança pessoal contra a admnistração Roslin/Adama. Estes últimos, sem um objetivo fixo a seguir (como encontrar a Terra ou sobreviver), precisam da aliança com os Cylons rebeldes pra frota sobreviver a mais uma perigrinação pelo universo. Mas as coisas vão se encaixando, Kara e Baltar cumprem importantes papéis e de uma forma ou de outra, resta a esperança de que as profecias vão se concretizar. Este foi um episódio com roteiro e direção impecáveis, graças a Mark Verheiden e John Dahl, respectivamente, que são mais do que escolados em Galactica. A transcrição do motim passo a passo nos intervalos de tempo foi absolutamente estupenda e o final simplesmente trouxe um dos melhores cliffhangers de toda a série, com Adama e Tight, humano e Cylon, presos em uma sala que pode ter explodido. Como aguentar até a próxima sexta? Que os Deuses estejam com eles! Cotação Bruno Carvalho: Episódio exibido em 30/01/2009 no Sci-Fi americano.
Auditions em American Idol: A 8ª temporada está divertida? Está. Mas não vou perder tempo aqui pormenorizando os detalhes dos testes de San Francisco, Louisville, Jacksonville, Salt Lake City e o compacto Nova York e Porto Rico. Sempre temos alguns cantores muito bons, outros bons que não passam, os muito ruins e alguns que são ruins, mas passam (geralmente depois de implorarem). Aí a edição fica o programa inteiro fazendo mistério de um participante que tem “uma comovente história” (como se 99,99% das pessoas no mundo não tivessem histórias tristes pra contar) com um suspense se a pessoa cantou bem ou não. Ora, é claro que cantou, pois do contrário não teria porque eles serem tão cruéis. Em determinado momento de uma das cidades, Kara dioGuardi, que está menos irritante que no início, perguntou por que o candidato gostava do programa. O rapaz tímido e que cantou muito mal soltou um inusitado: “O Simon mantém o programa interessante”. E é exatamente isso o porque de eu continuar assistindo. Randy é um mosca morta, Paula tem certo carisma, mas sua opinião não importa e no fim está todo mundo antenado pra ver o que o inglês vai falar. Estou achando ele até muito bonzinho ultimamente, provavelmente deixando cantores medianos passarem de fase pra dar material pra Semana Hollywood, que é quando a competição realmente esquenta. Vamos ver se esse ano inova ou se será o “mais do mesmo de sempre”. Ah, e um puxão de orelha no Sony, que mudou a programação sem avisar, colocando um episódio a mais no meio da reprise programada de Ghost Whisperer. Muito feio… Cotação Bruno Carvalho: Episódios exibidos entre 20/01/2009 e 30/01/2009 na FOX americana.
Fique liGado, pois de hoje pra amanhã postarei os comentários de The Little Prince, o 4º episódio da temporada de LOST! Na sexta, claro, falaremos de mais uma hora de 24! Gostaria de ler os seus comentários sobre estes e outros episódios da semana! O que estão achando do Mid Season?
é comentarista de TV, tradutor, advogado e fã incondicional de séries desde que foi fisgado por Friends em 1994. Hoje assistir aos melhores dramas e comédias da TV tornou-se um compromisso sério e diário. Fique liGado nas notícias, resenhas e novidades mais quentes do mundo das séries e participe com seus comentários! Não perca um só post!