30 Rock | LiGado em Série, com Bruno Carvalho
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Arquivo da Categoria 30 Rock

10/05/2010 - 00:01

Episódios e Cotações

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Alerta de Spoiler - Brasil
FlashForward (1×17: The Garden of Forking Paths; 1×18: Goodbye Yellow Brick Road): Antes tarde do que nunca, FlashForward apresentou uma melhora brutal nestes dois episódios em epígrafe, comparados com o desenvolvimento da trama nas últimas semanas. Em The Garden of Forking Paths realmente tivemos avanços, com os acontecimentos do trágico dia 15 de Março, data anunciada como a da morte de Demitri. E pela primeira vez explicando de forma mais clara como os flashforwards funcionam (são projeções do futuro que podem variar), o capítulo encerrou o arco de Dyson Frost e trouxe um tom imediatista à série, com a luta de Mark contra o tempo e a descoberta da tal “data final” de 12 de Dezembro de 2016. Já Goodbye Yellow Brick Road, apesar de menos intenso, também conseguiu ser satisfatório com flashbacks que realmente acrescentaram algo, revelando o papel de agente tripla de Janis – algo que eu (e aposto que a maioria) não esperava. O drama precisa continuar assim, mais focado e gastando menos tempo com subtramas desnecessárias como vinha acontecendo.

V (1×08: We Can’t Win; 1×09: Hertic’s Fork): Considerando estes dois últimos episódios em especial (fora o restante), não consigo mais enxergar futuro em V. Com 9 episódios exibidos o drama continua tão estacionado quanto as 29 naves de Anna ao redor do mundo. A série simplesmente se recusa a avançar, apresentando traminhas menores e em nenhum momento fica possível vislumbrar uma verdadeira resistência global da tal “Quinta Coluna” contra os visitantes. Tudo é muito pontual e local, como se apenas a turminha de Elizabeth Mitchell (que, não canso dizer, está desperdiçada nesta série) estivesse “por dentro” da agenda dos extraterrestres. Com relação aos efeitos, eles conseguem piorar a cada capítulo e somente aquela demonstração da “energia azul” foi de causar vergonha alheia, num espetáculo negativo a parte. Eu ficaria muito surpreso se a série ganhar uma nova temporada.
Half Star

Happy Town (1×01: In This Home on Ice; 1×02: I Came to Haplin for the Waters): Uma série de suspense que não assusta ou intriga é o mesmo que uma comédia que não faz rir ou um drama que não comove. Esta é Happy Town, a nova intenção da ABC americana no segmento (eu ia dizer “aposta”, mas seria exagerar). A historia é a mais pedestre possível, a de uma cidadezinha do interior americano que vive às sombras de terríveis crimes do passado, conduzidos por um tal de Magic Man, o assassino que fazia pessoas desaparecerem. A execução, então, é tão rasteira quanto sua premissa e chega entupida de clichês. Isso sem contar nas atuações, em especial a constrangedora performance de M.C. Galney (o Tom “Zeke” de LOST). Eu não perderei (mais) tempo com Happy Town, pois acredito que é impossível escapar do cancelamento. O 2º capítulo (que eu não consegui terminar de tão ruim), fez a imprensa americana apelidar a série de “Crappy Town”. Não dá.

House (6×17: Knight Fall; 6×18: Open and Shut; 6×19: The Choice): Aquele episódio de House com os cavaleiros conseguiu ser um dos piores e mais bobos de toda a série, reforçando que esta 6ª temporada está realmente inconsistente. Onde estão as reviravoltas, os casos geniais, as sacadas brilhantes do roteiro que foi sempre afiado? House já foi melhor. Open and Shut, além de trazer Sarah Wayne Callies (Prison Break) totalmente desconfortável interpretando uma mulher com um “casamento aberto”, foi um capítulo vazio e sem rumo. E principalmente por estarmos bem avançados na temporada, não consegui compreender ainda qual vai ser o arco final. Nem mesmo a participação de Cynthia Watros (LOST) conseguiu dar uma renovada no marasmo que a série entrou. Não estou mais conseguindo levar House (o drama e a personagem) à sério, ainda mais depois do pálido The Choice, que apenas em seus instantes finais deu a entender que vai começar a trabalhar o arco final. Definitivamente está faltando algo aí e espero que a série consiga virar o jogo até o final da temporada – que, inclusive, será a menor de todas até hoje (com apenas 21 episódios).
Half Star

Episódios Recém Assistidos e Cotações:

30 Rock (4×19: Argus): Half Star
30 Rock (4×20: The Moms):  Half Star
The Office (6×22: Body Language): Half Star
The Office (6×23: The Cover-Up):
How I Met Your Mother (5×21: Twin Beds): Half Star
The Big Bang Theory (3×20: The Spaghetti Catalyst):

Entre as citadas sitcoms, The Office e The Big Bang Theory seguem praticamente imbatíveis, enquanto 30 Rock e How I Met Your Mother continuam com sinais de desgaste. Ora, a comédia de Tina Fey era constantemente genial nas primeiras temporadas, mas agora os esforços para fazer graça (em sua maioria) soam auto-indulgentes, com boas tiradas (como aquela da mãe de Liz ter trabalhado como secretária na Sterling Cooper, agência de Mad Men) aparecendo com pouca frequência Já Mother está perdendo o seu brilho. Barney cada vez menos “legendary” e nenhum sinal ou referência sobre a esposa de Ted em plena reta final da temporada.

E outra: as melhores sitcoms da atualidade, quem diria, são Parks and Recreation e Community: duas séries que começaram tímidas, mas que estão dando um verdadeiro banho nas veteranas. Esta última, inclusive, atingiu o status de obra-prima com o último capítulo exibido (1×23: Modern Warfare), como bem lembrou o crítico e colega Pablo Villaça no Twitter. Já estou preparando o Season Pass delas e acho que é hora de dar mais espaço a elas aqui no blog a partir da próxima temporada.

Nurse Jackie (2×06: Bleeding):
Nurse Jackie (2×07: Silly String): Half Star
United States of Tara (2×06: Torando!):
United States of Tara (2×07: Dep. of Fucked Up Family Services):

Outra produção que apresentou uma constante melhora foi United States of Tara, que agora segue praticamente empatada com sua companheira de Showtime, Nurse Jackie. Estas, claro, são comédias (em sentido mais amplo) que certamente marcarão presença na próxima leva de premiações de Hollywood, ambas com destaque para as excelentes atuações de suas protagonistas Edie Falco e Toni Collette.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, FlashForward, Glee, Happy Town, House, How I Met Your Mother, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara, V Tags: , ,
25/04/2010 - 11:01

Episódios e Cotações

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Alerta de Spoiler - Brasil
FlashForward (1×15: Queen Sacrifice; 1×16: Let No Man Put Asunder): É inexplicável o tempo que FlashForward gasta com subtramas completamente desinteressantes como a da japonesa que vai ser mecânica no episódio Queen Sacrifice e essa eterna indefinição se ou como Mark vai matar Demitri. Os roteiristas utilizam várias táticas de enrolação e quando parece que a série avança, revelando a tal espiã dentro do FBI, vem outro episódio como o fraco Let no Man Put Asunder e regride tudo. É difícil se envolver com FlashForward.
Half Star

V (1×06: Pound of Flesh; 1×07: John May): V é uma série que consegue piorar substancialmente a cada episódio e eu constantemente me surpreendo com a qualidade cada vez mais rasteira dos efeitos especiais. Caso a condução da trama fosse competente a ponto de fazer o espectador se importar com Erica e seu pequeno timinho contra os “visitantes”, era até mesmo possível relevar este aspecto, mas não. Às vezes percebo que falta identidade em V. A série ora é trash, mas não assume, ora quer apresentar uma discussão político/social mais rebuscada, mas não consegue. Sinceramente, torço para que seja cancelada logo.

House (6×16: Lockdown): Eu gosto muito dos episódios de House que saem do esquema “caso da semana” e exploram um pouco mais da vida dos médicos do Princeton-Plainsboro. Dirigido pelo próprio Hugh Laurie, o capítulo foi interessante e permitiu, através do confinamento forçado no hospital, o desenvolvimento de algumas histórias pessoais que estavam estagnadas. É fato que Lockdown teve um sensível problema de ritmo (notavelmente nas maçantes cenas com Foreman e Taub), mas que no geral conseguiu destoar positivamente do baixo nível desta morna 6ª temporada.
Half Star

Editorial: Encerrei por ora A Semana em Série no blog. Vários leitores reclamavam do pouco destaque conferido a algumas séries e agora as resenhas dos episódios serão postadas de forma isolada e ao longo da semana, como fiz com Treme, LOST, Fringe, Glee, 24 e The Good Wife. Acredito que desta forma a cobertura ficará menos engessada, permitindo também que outras produções tenham eventualmente mais espaço, seja nestas considerações ou abaixo nas cotações, que indicarão com estrelas o andamento dos episódios de várias séries que assisti recentemente. Ao final da atual temporada falarei, é claro, de forma detalhada sobre estes e outros dramas e comédias nos posts do Season Pass.

Episódios Recém Assistidos e Cotações:

30 Rock (4×15: Don Geiss, America and Hope):
30 Rock (4×16: Floyd):
30 Rock (4×17: Lee Marvin vs. Derek Jeter):
30 Rock (4×18:Khonani):

Este definitivamente não é o ano mais forte de 30 Rock. Tina Fey e equipe andam dando umas deslizadas, criando algumas piadas que simplesmente não funcionam e a trama – já com a temporada bem avançada – não se define direito. É claro que os momentos geniais como a abordagem do caso Conan O’Brien x Jay Leno na NBC utilizando faxineiros ainda ocorrem, mas estão menos recorrentes.

The Office (6×18: St. Patrick’s Day): Half Star
The Office (6×19: New Leads):
The Office (6×20: Happy Hour):
The Office (6×21: Secretary’s Day): Half Star

Ao contrário de outras séries de comédia que começam a perder o fôlego à medida que avançam, The Office só consegue se amadurecer e ficar cada vez melhor. Depois de conferir um bom destaque ao casal Jim e Pam com o casamento e o bebê, a temporada segue num bom ritmo, agora focando no casal Andy e Erin e nas personagens menores. A temporada continua excelente!

How I Met Your Mother (5×17: Of Course):
How I Met Your Mother (5×18: Say Cheese): Half Star
How I Met Your Mother (5×19: Zoo or False): Half Star
How I Met Your Mother (5×20: Home Wreckers): Half Star

É uma pena que How I Met Your Mother esteja tão inconstante. Episódios bobíssimos como este Zoo or False não fazem jus ao que a comédia já construiu até hoje. Isso sem contar que, salvo por esse último Home Wreckers, a série mais uma fez finge esquecer sua trama principal, o que no final das contas acaba sendo um pouco frustrante.

The Big Bang  Theory (3×17: The Precious Fragmentation):
The Big Bang Theory (3×18: The Pants Alternative):
The Big Bang Theory (3×19: The Wheaton Recurrence): Half Star

A comédia dos nerds continua em seu melhor momento e finalmente deram um jeito de separar o insosso casal Leonard e Penny. Sheldon segue imbatível e as referências culturais, como naquele divertido episódio do Senhor dos Aneis, estão cada vez melhores.

Nurse Jackie (2×01: Comfort Food):
Nurse Jackie (2×02: Twitter):
Nurse Jackie (2×03: Candyland):
Nurse Jackie (2×04: Apple Bong):
Nurse Jackie (2×05: Caregiver):  Half Star

A 2ª temporada de Nurse Jackie já chegou mostrando a que veio, revirando a vida de Jackie Peyton de cabeça pra baixo com seus problemas familiares que somente se intensificam e a constante ameaça de seus segredos – o vício em medicamentos e o amante – virem à tona. Mas, claro, ela continua sendo a santa salvadora que age de forma às vezes controversa, mas louvável, em seu dia a dia no All Saints Hospital.

United States of Tara (2×01: Yes): Half Star
United States of Tara (2×02:  Trouble Junction):
United States of Tara (2×03: The Truth Hurts):
United States of Tara (2×04: You Becoming You):
United States of Tara (2×05: Doin’ Time):

No 2º ano de United States of Tara eu ainda acho que Diablo Cody não sabe muito bem o que fazer com a protagonista, introduzindo novos alters sem resolver bem a questão dos antigos. As melhoras substanciais vieram nos episódios mais recentes e com esta “nova” forma de Tara interagir com as outras personalidades, que começaram a aparecer de forma simultânea e consciente com a principal.

Treme (1×02: Meet De Boys on the Battlefront): Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, FlashForward, House, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Office, Treme, United States of Tara, V Tags: , ,
26/03/2010 - 00:01

Renovações e Cancelamentos de Séries: As Chances

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Esta semana a publicação Entertainment Weekly atualizou a lista com as probabilidades de cancelamento e renovação das produções atuais. As séries americanas, em sua maioria, são produzidas por companhias e estúdios sob encomenda dos canais de televisão que as custeiam. Assim, vários fatores, mormente econômicos, influenciam nas decisões sobre a continuação ou não de determinada atração. Todo ano, por volta do mês de Maio, os canais abertos de lá realizam o chamado Upfront, que é o anúncio oficial do lineup das próximas temporadas para a imprensa e anunciantes, com destaque especial o Fall Season, período no outono americano onde se concentram as maiores estreias. Confira o sumário das chances de cada uma, além da lista das que já sabemos que estão renovadas ou canceladas para a próxima temporada:

Séries Oficialmente Renovadas: Cougar Town, The Middle, Modern Family, The Amazing Race, The Big Bang Theory, The Good Wife, How I Met Your Mother, NCIS: Los Angeles, Survivor, Two and a Half Men, American Dad, Bones, The Cleveland Show, Family Guy, Glee, Fringe, The Simpsons, 30 Rock, Community, Friday Night Lights, Law & Order, The Office, Parks and Recreation, 90210, America’s Next Top Model, Gossip Girl, Smallville, Supernatural, The Vampire Diaries, The Apprentice, Undercover Boss. [atualizado 30/03] Castle.

Séries Com Boas ou Grandes Chances de Renovação: Com boas chances temos CSI: NY, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Lie to Me, Celebrity Apprentice e, com grandes chances, temos Brothers & Sisters, Desperate Housewives, Grey’s Anatomy, Private Practice, Criminal Minds, CSI, CSI: Miami, The Mentalist, NCIS, American Idol, House, Law & Order: SVU.

Séries com 50% de Chances de Renovação: Accidentally on Purpose, Medium, The New Adventures of Old Christine, Rules of Engagement, Human Target, Chuck, Heroes, Mercy, Life UneXpected, One Tree Hill.

Séries em Risco de Cancelamento ou Praticamente Canceladas: Better Off Ted, FlashForward, The Forgotten, Cold Case, Numb3rs, Brothers, Trauma, Melrose Place e V. Na TV paga: Damages.

Séries Oficialmente Canceladas: Hank, Ugly Betty, LOST, Three Rivers, Dollhouse, Past Life, ‘Til Death, Scrubs, The Deep End, Raising the Bar, 24 Horas. Na TV paga: Saving Grace, Nip/Tuck, Monk.

Vale lembrar que as séries de TV a cabo Californication, Dexter, Nurse Jackie, United States of Tara, Weeds, Big Love, Bored to Death, Entourage, Hung, In Treatment, The Ricky Gervais Show, True Blood, Mad Men, Breaking Bad, Sons of Anarchy, Burn Notice, Royal Pains, The Closer, Men of a Certain Age, Spartacus: Blood and Sand, Party Down, Greek, Secret Life of the American Teenager, Secret Diary of a Call Girl, White Collar e HawtoRNe já estão com novas temporadas garantidas e/ou prontas para estrear nos próximos meses nos EUA! O status de outras produções não mencionadas acima não foram publicados pois não existem informações contundentes e/ou oficiais a respeito.

Nota explicativa: em termos técnicos, uma série é considerada “cancelada” quando sua produção é suspensa definitivamente, independente do motivo, seja por encerramento planejado pelos showrunners ou por imposição do canal. Algumas séries canceladas podem ser “salvas” por um canal rival, mas isso é raro de ocorrer.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, Accidentally on Purpose, American Dad, American Idol, Better Off Ted, Big Love, Bones, Bored to Death, Breaking Bad, Brothers, Brothers & Sisters, Burn Notice, CSI, CSI:Miami, CSI:NY, Californication, Canais, Cancelamentos, Castle, Chuck, Cold Case, Community, Cougar Town, Damages, Desperate Housewives, Dexter, Dollhouse, Entourage, Fall Season, Family Guy, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Ghost Whisperer, Glee, Gossip Girl, Greys Anatomy, Hank, HawtoRNe, Heroes, House, How I Met Your Mother, Human Target, Hung, In Treatment, LOST, Law & Order: SVU, LiGado em Série Responde, Lie to Me, Life UneXpected, Mad Men, Medium, Melrose Place, Men of a Certain Age, Mercy, Mid Season, Modern Family, NCIS, NCIS: Los Angeles, Notícias, Numb3rs, Nurse Jackie, Old Christine, Parks and Recreation, Party Down, Past Life, Private Practice, Raising the Bar, Reality TV, Royal Pains, Rules of Engagement, Scrubs, Secret Diary of a Call Girl, Smallville, Sons of Anarchy, Spartacus: Blood and Sand, Supernatural, Survivor, The Amazing Race, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Cleveland Show, The Closer, The Deep End, The Forgotten, The Good Wife, The Mentalist, The Middle, The Office, The Simpsons, The Vampire Diaries, Three Rivers, Trauma, True Blood, Two and a Half Men, Ugly Betty, Undercover Boss, United States of Tara, V, Weeds, White Collar Tags: , , , , , ,
19/03/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
b2424 (8×11: Day 8 2:00 AM – 3:00 AM): NA última semana a 8ª temporada de 24 atingiu o fundo do poço. Eu espero mesmo que a série comece a melhorar a partir de agora, pois pior do que isso eu não consigo imaginar. O que aconteceu nesta hora? NADA! Bauer ficou o tempo inteiro tentando tirar aquele terrorista do tanque gigante e quando ele finalmente saiu pra contar o que sabe, a bomba explodiu matando-o. Que atraso conveniente, não? A série anda dois passos e volta três. Mas mais frustrante ainda é perceber que aquela historinha de Dana não acabou, ainda mais agora que o agente da condicional de seu ex apareceu. Preguiça total disso. E que personagem estúpida Katte Sackhoff está interpretando, não? Torço para que ela suma desta temporada o quanto antes. Nas últimas “horas” 24 estava apenas um paradeiro que só. Agora passou a irritar.
Cotação Bruno Carvalho:

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×16: Fleas): Que show! Que show! The Good Wife resolveu vir com tudo num episódio que teve muita intriga, mistério e uma performance incrível de Will no tribunal, encarando a juíza no melhor estilo “Alan Shore”. Um caso complexo, delicado e muito lucrativo envolvendo o dono de uma firma de advocacia acabou sendo resolvido com sórdidos acordos extrajudiciais. Na residência dos Florrick a confusão se instaurou por causa de um pacote de camisinhas e uma conta anônima no Twitter criada para expor os segredos de Alicia (aliás, acho que nunca ouvi falar tanto em “tweets” num episódio como neste). Aquela amiguinha do filho de Alicia esconde algo e não é de hoje… E qual é a de Peter, querendo julgar sua esposa? Ainda que ela estivesse tendo um caso com Will (e tomara que isso ocorra), que moral o sujeito tem para questioná-la? Este drama vai ficando mais e mais interessante a cada capítulo, variando de leve e agradável como a excelente Boston Legal, mas também sabendo ser sisudo e intenso como Damages. O melhor dos dois mundos.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×14: Private Lives): House está inconsistente de novo. Não está ruim, mas também não anda muito bem. O episódio desta semana apenas… foi. Um caso comum, sem surpresas. A série começou a dedicar boa parte de seu tempo contando mais sobre a vida pessoal dos médicos, algo que gosto muito. Porém, não curti aquela história do filme semi-pornô que Wilson participou, criada só para fazer uma graça momentânea, sem acrescentar nada de concreto à trama. Não foi orgânico e soou forçado e fora de contexto. E o que foi aquele “complexo de beleza” de Chase, hein? Deu dó dele, né? [NOT] Já o caso de House com o livro religioso escrito por seu pai biológico foi aborrecido. Se isso alavancar, bem, mas por enquando não aconteceu. Enfim, foi legal a participação da Donna de That ’70s Show como uma blogueira (bem estereotipada, diga-se), mas no final das contas Private Lives não conseguiu sair do linear. Episódios como este ofuscam os capítulos geniais que já tivemos nesta temporada, o que é uma pena.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×07: You Haven’t Replaced Me): A cada flash do trágico futuro de Tom Shayes, por menor que seja, eu fico mais e mais intrigado sobre os fatores que culminaram naquele momento. Nós sabemos que Patty tem um dedo ali, mas tenho certeza de que tudo o que está acontecendo agora, ou seja, todo esse envolvimento do Hewes, Shayes & Associates no caso Tobin, também contribuirão para a morte do sujeito. A Teoria do Crime no Direito Penal fala sobre o Concurso de Pessoas, quando a pluralidade de agentes com condutas paralelas, convergentes e/ou contrapostas acabam atingindo um resultado tipificado, ou seja, um crime. E há, de fato, o crescimento exponencial de interessados no dinheiro sujo e ausente, desde o misterioso diretor do banco caribenho e até mesmo o próprio Shayes. Seria Tom também um partícipe de sua própria morte? Em Damages tudo é possível. E agora que Ellen finalmente se uniu a Patty, a coisa vai esquentar. Excelente episódio, como sempre!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bofficeThe Office (6×15: Manager and Salesman; 6×16-17: The Delivery, Parts 1 and 2): Eis então que a Dunder Mufflin vai ter que entrar na marra no sistema Sabre e em Manager and Salesman foi divertidíssima a disputa entre Michael e Jim pelo cargo menor de vendedor, já que as comissões dos novos produtos – impressoras e toners – são bem interessantes. Mas Michael não aguentou o tranco, ainda mais depois dos “odores” de Phyllis. Impecável, inusitada e muito bem-vinda também foi a participação da ótima Kathy Bates como a CEO da nova corporação. Há tempos Michael não tinha um superior assim e espero que ela retorne mais vezes. Mas a grande atração da temporada foi mesmo The Delivery, episódio duplo sobre o nascimento do bebê de Pam e Jim que teve de tudo: de Dwight destruindo a cozinha da Pam para eliminar mofo e até mesmo a nova mamãe amamentando o bebê alheio sem querer. The Office jamais demonstra sinais de desgaste, o que constantemente me impressiona.
Cotação Bruno Carvalho:

30 Rock (4×13: Anna Howard Shaw Day, 4×14: Future Husband): Vamos combinar que 30 Rock não está com o mesmo pique das temporadas iniciais, o que por um lado até é bom. Menos hype e mais chances para outras séries estreantes como Community e Modern Family (que serão comentadas em breve no Season Pass) se destacarem nas premiações. Anna Howard Shaw Day e Future Husband tiveram sim seus bons momentos, incluindo a participação especial de Jon Hamm no primeiro, mas algumas piadas falharam feio. Poxa, senti uma vergonha alheia tremenda de Kenneth com aquela da “maldição do porco burro”, que soou bem amadora (o que Jack MacBryer certamente não é, denotando uma grave falha de roteiro e direção). 30 Rock, claro, está longe de ser ruim, mas quem alcança uma posição de grande destaque está sujeito a pesadas críticas a qualquer deslize. Tina Fey, Lorne Michaels e cia. precisam recuperar a constante desta comédia.
Cotação Bruno Carvalho:

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×17: Push): Adorei este episódio de Grey’s Anatomy indiretamente centrado nos dilemas emocionais de duas excelentes personagens: Miranda Bailey e Mark Sloane. O cuidado que os roteiristas tiveram para contar a história da doutora retornando ao “mercado amoroso” foi admirável e cheio de ótimos momentos como a conversa dela com Torres sobre depilação e, mais adiante, sobre quem deve fornecer os preservativos no encontro. Já o incorrigível McSteamy cresceu muito neste arco e, pelo visto, tornou-se… corrigível! Interessante essa virada de 180º em sua após o fim do romance dele com a pequena Grey. A temporada está agradável e, principalmente, sabendo alternar muito bem entre as várias histórias sem que uma se sobreponha às demais. O 6º ano definitivamente encontrou seu ritmo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Sobre Big Love, não esqueci da série! Estou aguardando o final de temporada na HBO Brasil neste final de semana para comentar os últimos episódios, tamanho o impacto dos acontecimentos! Aguardo abaixo o seu comentário sobre as séries que assistiu nas últimas semanas!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, Damages, Greys Anatomy, House, The Good Wife, The Office Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
06/03/2010 - 00:01

Renovação Completa na NBC!

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O canal norte-americano NBC renovou todo o seu lineup de comédias nas tradicionais noites de quinta-feira. Seguindo a encomenda da 3ª temporada de Parks and Recreation, que já havia sido anunciada no mês passado, a emissora garantiu mais um ano para as excelentes 30 Rock (5ª temporada), The Office (7ª temporada) e Community (2ª temporada). Aliás, preciso fazer justiça com Community, série que comentei brevemente no início do Fall Season. Depois da tímida estreia, a série estrelada por Joel McHale e Chevy Chase cresceu muito bem com seu texto atual e com a afinadíssima sintonia do ótimo elenco. Esta, sem dúvidas, é uma das melhores surpresas da última temporada e sua renovação é bastante justa e bem-vinda. Falerei mais desta e de outras séries que não são regularmente comentadas no blog no post de Season Pass, assim que o Mid Season acabar. Muito bom quando a NBC resolve investir em qualidade!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Community, Parks and Recreation, The Office Tags: , , ,
12/02/2010 - 02:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
b2424 (8×06: Day 8 9:00 PM – 10:00 PM): Bom, acho que não tenho como fugir: este episódio de 24 foi realmente fraco. São apenas 9h da noite em NY (aliás, é em NY mesmo?) e parece que estamos de madrugada, já que quase nada de relevante aconteceu! A introdução de mais um time de vilões, os russos, acabou se revelando precipitada e prejudicou a interessante trama com a negociação que vinha sendo travada entre o presidente Hassar e os EUA na ONU. Este é o segundo episódio seguido que Jack e Rene estão na “trilha” das armas nucleares, mas desta vez não avançaram bem  na investigação, o que pode ser atribuído como uma séria preguiça dos roteiristas (aturamos Jack Bauer no carro semana passada, mas agora já é demais, não?). Na CTU tudo também está parado, com a ação concentrada nas escapadas de Dana para lidar com o ex-namorado criminoso (de novo). Eu estava bem empolgado até agora, mas esta hora deixou muito pouca coisa a repercutir e me decepcionou bastante.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Damages (3×02: The Dog is Happier Without Her): O segundo episódio desta temporada de Damages ainda está com a missão de estabelecer bem o mistério para depois começar a resolvê-lo e isso eles sempre souberam fazer muito bem. De longe, o mais interessante não é nem o comprometimento do misterioso Joe Tobin com o escândalo financeiro do pai, mas sim testemunhar o gradual envolvimento de Tom Shayes nesta sórdida história que, muito em reve, custará sua vida. Bom também ver o crescimento de Martin Short na trama como advogado da família, já que ele tem sempre que jogar em diversos lados sem mostrar que sabe mais do que mostra. Não gostei, contudo, dessa Patty Hewes menos “litigiosa” do que o comum, principalmente com relação ao seu infiel marido no processo de divórcio. The Dog is Happier Without Her, apesar de não ter sido um capítulo com a usual dose de cenas e revelações chocantes, acabou terminando muito bem com aquele cliffhanger. Afinal, quem realmente é Danielle Marquetti e qual será o envolvimento dela nisso tudo? Estou curioso.
Cotação Bruno Carvalho:

bbigloveBig Love (4×04: The Mighty and Strong): O que Bill queria? Sério! Qual é a dele? No momento em que ele escolhe viver segregado da sociedade com três esposas, filhos de várias idades com várias mulheres criados num lar onde há uma evidente subversão da noção de família, ele precisa ser mais flexível quando explode uma situação como a de seu filho mais velho apaixonado por uma das irmãs-esposas. Ora, se o próprio exige dos outros que o ciúme seja posto de lado e engolido num casamento plural, como ele pode ser tão rígido com Ben e Margene? Isso seria algo absurdo, sim, mas para uma família tradicional! Mas é claro que seu conservadorismo republicano e seu velado fundamentalismo religioso falariam mais alto e o sujeito praticamente expulsou o filho de casa – algo que seu próprio pai também o fizera. Mas isso é só um problema a mais pra Bill resolver, já que ele foi mesmo à diante com sua candidatura ao Senado Estadual. A temporada está apenas tomando forma: tem o caso do contrabando de aves silvestres de Lois, Don tendo que se expor para proteger o segredo do chefe, os escusos interesses de JJ “juntando-se” com a mãe de Nikki e ainda as escapadelas de Alby com o curador dos bens da Juniper Crrek. Big Love, que começou como um drama peculiar sobre uma família mórmon, agora está cada vez mais tensa e imperdível!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Grey's Anatomy (ABC)Grey’s Anatomy (6×13: State of Love and Trust): Shonda Rhimes está com tudo nesta 6ª temporada, não? Derek Sheppard finalmente assumiu o cargo de diretor interino do Seattle Grace Hospital enquanto o Chief está inepto a realizar seu trabalho em virtude do alcoolismo. Mas a atividade de chefiar a equipe se mostrou muito mais difícil do que poderíamos imaginar, pois tudo que poderia dar errado no 1º dia de McDreamy no comando deu, inclusive uma paciente acordar no meio de uma cirurgia e ficar traumatizada. E vamos combinar que o grande destaque da primeira metade do episódio foi o discurso de Miranda Bailey para o anestesista, digno dos tempos áureos da “Nazi”. No entanto, quem carregou mesmo o capítulo até o final foi Sandra Oh, mais uma vez com uma interpretação digna de vários Emmys, numa jornada emocionalmente desgastante em defesa de seu maior amor: a cirurgia. Ela, sem dúvida, resgatou seu brilho e grande parte da história da série, relembrando até mesmo Preston Burke. Christina Yang é a personagem mais forte de Grey’s Anatomy, merece todo este destaque e mais. E Izzie, hein? Alguém sentiu falta dela? Eu não.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×13: Bad): Se você não começou a dar a devida atenção a The Good Wife, comece. A série vem num bom ritmo desde a sua estreia, e este capítulo conseguiu contar e concluir muito bem dois casos, sem esquecer também da história principal envolvendo o julgamento de Peter. Na trama que envolvia a defesa do empresário que supostamente assassinou sua esposa, o episódio trouxe diversas reviravoltas – ora apontando a filha do casal como a verdadeira responsável e ora indicando que Alicia e o Stern, Lockhart & Gardner ajudaram o marido criminoso a se safar. Outro ponto positivo foi o de não estereotipar Diane – uma autêntica democrata – ao colocá-la não apenas considerando a possibilidade de adquirir uma arma de fogo para se defender de um criminoso que a persegue, como também ligeiramente seduzida pela ideia, ainda que publicamente contra. Mas o que eu gostei mesmo de ver foi a movimentação entre Childs e Florrick, explicando melhor os fatos que levaram a condenação deste (a receptação de favores sexuais em troca do arquivamento de alguns casos que o promotor cuidava) e as diversas inconsistências que apontam uma conspiração que se aproveitou das indiscrições do marido da boa esposa. Bad, por todos estes motivos, foi um episódio admirável, que trouxe grandes avanços na trama e se desenvolveu de forma fluida e nada atribulada. O melhor da série até agora.
Cotação Bruno Carvalho:

bhouseHouse (6×12: Moving the Chains): Poxa, o que aconteceu com House? Que temporada inconsistente! Começou muito bem, piorou, melhorou e agora piorou de novo. Parece que eles não definiram que linha seguirão este ano e nós espectadores acabamos sendo punidos por conta disso. O caso médico foi isolado e aborrecido, a introdução de uma nova personagem – o irmão de Foreman – foi desnecessária e nem mesmo o tal mistério sobre as pegadinhas na casa de Wilson e House foi interessante. Enfim, temos grandes intérpretes, ótimos papeis e um roteiro fraco. E nós sabemos que eles são capazes de mais! Poxa, cadê as histórias bacanas que vimos em Broken e Epic Fail ou nos episódios criativos que brincam com a estrutura narrativa da série como o lendário Three Stories? Às vezes acho que House poderia ser um drama médico infinitamente melhor se tivesse menos episódios como uma série de TV paga americana, pois este me pareceu pura preguiça e enrolação. O pior é que eu já vi o próximo (5 to 9) e sei o quanto eles podem ser fenomenais quando querem, o que torna ter que ver capítulos como este ainda mais frustrante.
Cotação Bruno Carvalho:

Outras Cotações:

bteoryThe Big Bang Theory (3×13: The Bozeman Reaction; 3×14: The Einstein Approximation) Estes dois episódios mantiveram a série em seu ótimo momento e descobrimos mais uma paranoia de Sheldon, desta vez com a segurança de seu apartamento que fora roubado em The Bozeman Reaction. Mas The Einstein Approximation superou as expectativas como um dos melhores da temporada, retratando o “bloqueio mental” do nerd mor e a impagável cena do Bazinga na piscina de bolinhas.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bmotherHow I Met Your Mother (5×13: Jenkins; 5×14: The Perfect Week): Para um episódio que seguiu o ótimo Girls Vs. Suits, Jenkins foi satisfatório, contando ainda com a agradável participação de Amanda Peet (Studio 60) atormentando o já bizarro relacionamento entre Lilly e Marshall. Eu gostei mais de The Perfect Week, que trouxe Barney em mais uma de suas aventuras sexuais (ficar com uma garota por noite durante uma semana), já que o elenco estava mais afiado e entrosado. É uma pena, contudo, que deixaram de lado a história da “mãe” mais uma vez, conforme esperado.
Cotação Bruno Carvalho:

bofficeThe Office (6×13: The Banker; 6×14: Sabre): Eu sinceramente não entendi o motivo de um episódio de recap no meio da temporada, como foi o The Banker. Soou preguiçoso da parte deles, ainda mais que esta aquisição da empresa Sabre ainda não colou. De qualquer forma, vai ser interessante a Dunder Mufflin tendo que se adaptar à rotina dos novos donos, ainda mais com a excelente Kathy Bates como nova CEO. Por enquanto, o episódio Sabre deixou apenas a promessa.
Cotação Bruno Carvalho:

b30rock30 Rock (4×11: Winter Madness; 4×12 Verna): 3o Rock trouxe dois bons episódios nas últimas semanas, mas nada de excepcional. Winter Madness foi divertidinho, mas não curto muito as storylines centradas em convidados especiais como esta com Julianne Moore, pois sabemos que não vão durar. Melhor quando o guest star vira um mero “acessório” da série, como já ocorreu diversas vezes. Verna foi mais divertido com a história da mãe louca de Jenna (o que explica muito como ela é) e aquela excelente paródia do filme Atividade Paranormal no apartamento de Liz. MVP para Judah Friedlander, que é uma espécie de “Creed” de 30 Rock.
Cotação Bruno Carvalho:

Bom carnaval pra todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Big Love, Damages, Greys Anatomy, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife, The Office Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
25/01/2010 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
b2424 (8×01 a 8×04: Day 8 4:00 PM – 8:00 PM): Eu confesso que as duas primeiras horas desta 8ª temporada de 24 não me fizeram “entrar no clima”, por mais que eu estivesse empolgado com a volta de Jack Bauer. De fato, toda essa história de proteger o presidente bonzinho (até demais) do Oriente Médio, assim como Chloe O’Brien tendo que ouvir desaforos daquele povinho esquisito da CTU NY (e incluo a Starbuck nessa lista) me encheu. Foi somente quando o relógio marcou 6 da tarde que as coisas começaram a fluir, com a traição do irmão de Hassan (apesar de óbvia) e quase sucesso do plano terrorista logo de cara. Mas a melhor e mais surpreendente parte destas horas iniciais foi o retorno de Renee Walker e o quanto a mulher está pirada. Cortar a mão do informante russo? Ora, ela elevou o parâmetro da tortura para um nível que talvez nem Jack consiga atingir. Sim, concordo com a maioria das críticas que já li a respeito, de que 24 não conseguiu fugir do “mais do mesmo”. Até eu que vi todas as temporadas em um curto espaço de tempo já não consigo lembrar quantas ameaças nucleares, traições e presidentes de todos os tipos que já passaram pela tela. Pode ser que inovem, pode ser que não, mas eu já nem ligo mais. Começou divertido, mesmo se repetindo.
Cotação Bruno Carvalho:

bhouseHouse (6×10: The Down Low): House retornou de seu hiato com um episódio como preguiçoso. O caso da semana não empolgou nem de longe, com a história daquele traficante (que depois descobrimos ser policial) e que no final tinha uma doença incurável. Não entendi toda aquela “comoção” com a morte dele no terceiro ato, sendo que não houve tempo suficiente para desenvolvermos empatia com o sujeito, ainda mais depois que ele mandou seu “parceiro” no crime (mas que ficou ao seu lado nos piores momentos) para a emboscada. Isso sem contar em Foreman, que sobe cada vez mais no ranking de personagens insuportáveis de séries. Parte do episódio foi salva com as “aventuras paralelas de House e Wilson, vivendo altas trapalhadas para descolar aquela gata, numa verdadeira confusão“. É o melhor que conseguem fazer? Sério? Eu não queria concordar com os que dizem que House está se perdendo no caminho, mas está ficando difícil…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

comment1256

Fringe (FOX)Fringe (2×13: What Lies Below): Eu sou fascinado pelo universo de Fringe, não só pela ciência bizarra como também pelas personagens – o que em grande parte é fruto do excelente trabalho de interpretação de John Noble, Joshua Jackson e Anna Torv. Por isso, eu nem me importo quando a série ignora grande parte dos mistérios principais para trazer um episódio com um caso isolado, mas extremamente edificante. Em determinados momentos, parecia que estávamos vendo o desfecho de uma temporada de 24, com aquela ameaça biológica, Peter infectado, CDC on site e tudo mais. É ótimo também ver uma storyline potencialmente bombástica se construindo com cuidado e aos poucos. Falo, claro, do relacionamento entre Walter e Peter e da inevitável revelação sobre a “primeira” morte do garoto e todos os sacrifícios que seu velho fez para literalmente trazê-lo de outra dimensão. Eu aguento esperar para descobrir os mistérios sobre Massive Dynamic, William Bell, Nina Sharp e o padrão, desde que Fringe continue neste nível de excelência.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×09: Klaus and Greta, 4×10: Black Light Attack): Eu estava receoso com esta 4ª temporada de 30 Rock até ver o que a turma do TGS aprontou nesta estrondosa volta. Liz, Jack, Tracy, Jenna e Kenneth retornaram mais afiados e provando que a comédia ainda consegue se manter em alta, digna da constante atenção que continua recebendo nesta temporada de premiações. Em Klaus e Greta vimos a impecável sintonia entre Alec Baldwin e Jack McBrayer na visita à casa de Nancy , além de um show de roteiro com o cameo do ator James Franco como um maníaco sexual por travesseiros anime e seu acordo com Jenna para encobrir a situação! E embora as piadas de Tracy e suas epifanias após descobrir que será pai de uma filha em Black Light Attack tenham saturado, o episódio funcionou muito bem colocando Liz e Donaghy disputando a atenção do novo castmember. Um bom retorno, sem dúvida alguma.
Cotação Bruno Carvalho:

The Good Wife (CBS)The Good Wife (1×12: Painkiller): Dramaticamente menos intenso que o episódio anterior, este Painkiller conseguiu ainda assim manter a constância que The Good Wife vem mantendo desde a sua estreia. Esta semana os recursos do Stern, Lockhart & Gardner estavam focados na defesa de um hospital num suposto caso de negligência médica que culminou na morte por overdose de Vicodin de um proeminente quarterback. E mesmo contando com um inusitado desfecho – a pessoa negligente fora a própria mãe do garoto – a “ação” estava mesmo no caso Florrick e o jogo de gato e rato nos bastidores contra o promotor Childs. Achei bastante curioso também aquela babá/psicóloga contratada, que tinha um interesse muito perturbador sobre os filhos de Alicia (espero que o caso seja melhor desenvolvido). Funcionando como um bom filler do que está por vir, Painkiller atinge a metade desta temporada de estreia com um saldo positivo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Outras Cotações:

The Deep End (1×01: Pilot): Uma série sobre advogados afetados que falam rápido e que não foi criada por David E. Kelley? Passo. The Deep End é um dos piores pilotos jurídicos que vi desde o da cancelada Raising the Bar. O texto é bagunçado, desinteressante e o drama é repleto de atuações mecânicas de um elenco inexpressivo. Esta série vai ser cancelada em 5, 4, 3…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Amanhã mais séries comentadas em série! Aguardo sua opinião!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, Fringe, House, The Deep End, The Good Wife Tags: , , , , , , , , ,
22/12/2009 - 03:21

A Última ‘Semana em Série’ de 2009 no Ar!

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Alerta de Spoiler - Brasil
O ano chegou ao fim, assim como a nossa cobertura semanal do Fall Season! Seguem os comentários dos últimos episódios de 2009 e agora é só começar a contagem regressiva para o Mid Season 2010! Agradeço sua visita e, por que não, o seu comentário! Bora?

bfringeFringe (2×10: Grey Matters): Como era esperado, Fringe encerra a primeira parte desta temporada com um episódio não menos do que espetacular, cujo protagonista foi justamente o enigmático cérebro do Dr. Walter Bishop. Sórdido? Isso é pouco para este drama, já que descobrimos que para preservar o segredo da construção do portal dimensional, o velho doutor teve pedaços de sua massa encefálica cirurgicamente retirados e preservados na cabeça de terceiros. E como peças de quebra-cabeça, as partes do cérebro de Bishop quando juntas começaram a formar uma imagem mais clara não só do que está por vir, como também do que acontecera com sua própria sanidade. O clima de tensão, o sequestro e a quase morte de uma das personagens mais queridas da TV foram apenas um plus neste capítulo rico e carregado da mitologia da série. E justo quando pensávamos que não podemos mais ser surpreendidos, William Bell faz mais uma de suas incríveis aparições para dar mais um giro de 180º na trama. Fall finale perfeito para uma série que só cresce!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bmotherHow I Met Your Mother (5×10: The Window; 5×11: Last Cigarette): Antes inteligentes, oportunos e divertidos, os episódios com contos isolados de How I Met Your Mother ultimamente vêm chovendo no molhado. Estes dois últimos foram ótimos exemplos disso: o primeiro com um caso bobo da “janela de oportunidade” para Ted conquistar uma garota (num total desperdício da linda atriz Joanna Garcia) e o outro com a desnecessária e repetitiva historinha do “último cigarro”, numa piada que, mais uma vez, se estendeu por tempo demais até o ponto de ficar insuportável. Já está na hora da comédia engatar em mais um arco episódico e, quem sabe, começar a falar pra valer sobre a “mãe” de forma mais direta sem ser sobre o tal guarda-chuva que passa ou a classe que ela frequenta… Quero muito ver esta série terminar enquanto ainda é capaz de despertar nosso interesse e simpatia.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×10: The Gorilla Experiment; 3×11: The Maternal Congruence): Estes dois excelentes episódios de The Big Bang Theory provaram que a série não precisa de nada mirabolante para funcionar. No primeiro, apenas a interação Sheldon + Penny foi suficiente para render ótimos momentos explorando um novo tipo de relacionamento entre os dois: professor e aluna. E mesmo como a constante da “burrilda” da turma, Penny está se integrando melhor (graças ao roteiro, claro) deixando de lado as simples “caras e bocas”, participando de forma mais ativa e orgânica nas histórias. A atriz Kaley Cuoco, inclusive, vem dando um show de interpretação ao lado de Jim Parsons e Simon Helberg, demonstrando crescimento. Mas o melhor, claro, foi a volta de Christine Baranski (de The Good Wife) no infame e genial papel de Beverly, a mãe de Leonard. Pena que não renderam mais aquele beijio entre ela e Sheldon…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×10: Lifeguard): O que motiva as diversas ações dos seres humanos, ainda mais quando estes estão agindo em nome do Estado? Foi esta a pergunta que o episódio Lifeguard propôs ao retratar o caso de um juiz que supostamente sentenciava utilizando-se da seleção racial, impondo penas mais severas a adolescentes contraventores negros. E mesmo com todos os indícios apontando para esta inevitável conclusão, foi o arrogante associado Cary Agos que conseguiu olhar além das evidências óbvias para achar a verdadeira motivação do comportamento do magistrado: dinheiro. Acertadamente, a série também desvencilhou-se do “investigativo” para apresentar, ainda, um subtexto sobre os bastidores obscuros e nada amigáveis que envolvem a indicação de juízes de condado nos EUA. MVP para Christine Baranski que vem provando ser uma atriz versátil e com recursos, seja vivendo papeis cômicos e descolados (como o de The Big Bang Theory que mencionei acima), e aqui como a sênior e justa sócia Diane. The Good Wife encerra o fall como uma positiva surpresa nesta fraca temporada de boas novidades.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×10: Dogtown; 3×11: Comings & Goings, 3×12: Mia Culpa): É uma pena que a 3ª temporada de Californication se desenvolveu num ritmo tão bom apenas até chegar no episódio The Apartment, quando Hank foi confrontado por todas as “suas” mulheres. De lá para o finale, a comédia perdeu o foco, entrou em storylines caídas como a Charlie e Marcy (ignorando completamente a ótima Kathleen Turner), além dessa da família Moody se mudar pra NY, que nunca convenceu (afinal, a série não se chama “NYnication“). Pior de tudo é a enrolação com episódios vazios para que, apenas no último, a personagem Mia retornar colocando tudo de pernas pro ar. Realmente o capítulo Mia Culpa foi intenso e atípico, mas por que esperar tanto para que a história da a verdade sobre o livro plagiado na 1ª temporada emergisse? Foi uma jogada preguiçosa e arriscada dos roteiristas, pois em nenhum momento a série caminhava para esse desfecho. Os laços de Hank com sua família estão por um fio e o futuro é imprevisível. Um bom final, sem dúvidas, mas para uma mediana temporada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×09: Wilson): Este último episódio de House do ano funcionou mais como um curioso exercício narrativo do que como um capítulo verdadeiramente essencial para a trama. Focada completamente em Wilson e no ponto de vista desta querida personagem, a série contou uma história sensível sobre o envolvimento visceral que o profissional tem com seus pacientes, quase como um “anti-House”. Interessante, inclusive, foi testemunharmos que a equipe do infectologista parece ainda mais louca se observada fora de um contexto, seja quando Foreman, Taub e Chase passam correndo com um paciente após um diagnóstico errado ou quando House inexplicavelmente aparece completamente ensopado (e não estava “chovendo no corredor”). Ainda assim, o episódio Wilson quis comover de forma forçada e inorgânica com aquele transplante no terceiro ato. Sim, tudo bem que Wilson é um altruísta por natureza, mas talvez eles poderiam ter inserido este grande gesto sob um prisma diferente e em um momento mais importante para esta (ótima) série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bofficeThe Office (6×11: Scott’s Tots; 6×12: Secret Santa): Eu sempre me impressiono com a capacidade que The Office tem de manter não apenas sua qualidade e a sua essência sem jamais se desgastar. Scott’s Tots trouxe à baila a promessa que Michael fez de forma absurdamente impensada e impulsiva a um grupo de crianças há 10 anos. Imaginando seu futuro como um importante executivo (e não como um gerente da filial de uma empresa à beira da falência), ele garantiu custear o ensino superior de uma turma inteira e agora teve que literalmente dar a cara à tapa e contar a verdade. Impagável vê-lo, ainda, tentar compensar a falta distribuindo baterias econômicas para notebook! Já Secret Santa veio como um dos melhores especiais de natal da série, trazendo um excelente desfecho para os 12 primeiros episódios da temporada, com direito a um festival de piadas politicamente incorretas (a maioria envolvendo religião) e muita vergonha alheia como só esta série sabe fazer. The Office pode facilmente durar mais de 10 temporadas com uma equipe tão talentosa como esta!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×10: A561984): Eu estou muito surpreso com FlashForward. Surpreso ao constatar como uma grande equipe de roteiristas e produtores conseguiu estragar uma série com uma premissa tão interessante em apenas dez episódios. Ora, até o mago do “tiro no pé” Tim Kring (Heroes) levou mais tempo que isso. A561984 foi risível, a começar por aquela entrevista coletiva “esclarecendo” o apagão global cuja execução denotou claramente a falta de refinamento do texto e conseguiu remover o (pouco de) mistério que ainda circundava a (não mais) enigmática organização. Mas eles conseguiram ir além no quesito “fundo do poço”: os agentes Mark e Dimitri, no meio de toda essa confusão, largaram a investigação e voaram para Hong Kong portando apenas uma gravação de voz, para cuidar de um assunto extremamente pessoal (o assassinato deste último). E como bem apontou a colunista Claudia Croitor, em 10 minutos em uma das maiores megalópoles do mundo eles acharam a tal responsável pela ligação. Também tivemos o incompreensível caso da mulher de Dimitri que, de um episódio pro outro, descobre que estava no velório de seu marido e não em seu próprio casamento. Chamar isso de barra forçada é pouco. Se eu continuar a enumerar tudo que está errado em FlashForward, a resenha não terá fim, tamanhos os furos na peneira destes roteiristas. Eu posso dizer, contudo, o que está certo na série: pararem a produção para tentar salvar este naufrágio criativo, se der tempo. Eles têm até Março, quando o canal retornará com inéditos.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgleeGlee (1×13: Sectionals): Até que enfim, não? Em seu fall finale, Glee nos lembrou novamente a que veio com um capítulo empolgante, justamente porque focou no campeonato musical em vez de gastar linhas com bobagens, como vinha reiteradamente fazendo. Além disso, os arcos que estavam se arrastando tiveram boas conclusões, como a descoberta do verdadeiro pai do bebê de Quinn, o fim do relacionamento-incógnita de Emma com o professor de educação física e o início pra valer do romance entre esta e o Sr. Schuester, apesar dos clichês. Mas o destaque de Sectionals foi mesmo a música e os números bem produzidos e ensaiados que, no final, acabam compensando os problemas narrativos que a série tem. O destaque, claro, ficou com Lea Michelle e seu talento musical, apesar da dublagem e excessiva pós-produção de voz (que continuo achando desnecessárias). Glee, pelo visto, não passará de uma boa comédia musical com seus momentos catárticos e um texto linear (longe de ser medíocre, mas igualmente longe de ser genial). Às vezes isso é o suficiente para garantir uma prazerosa diversão, não é mesmo? A série cumpriu o que propôs, mas infelizmente só volta no dia 13 de Abril nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho:

30 Rock (4×06: Sun Tea, 4×07: Dealbreakers Talk Show #0001, 4×08: Secret Santa): Essa review tríplice de 30 Rock me despertou para um fato: a comédia não está conseguindo me empolgar e eu simplesmente esqueci de comentá-la na última Semana em Série. Sun Tea foi um episódio atribulado, com várias tramas paralelas que, no final, não funcionaram, especialmente a do tal chá de Frank. Os momentos geniais, claro, estão presentes, como a sitcom no sonho de Tracy e a das imagens em HD, mas cada vez mais escassos. E se a participação de Al Gore foi legal em Greenzo, ela foi completamente sem graça agora, repetindo a mesma piada (ainda que assumidamente). Mas meu problema maior foi com o talk-show de Liz Lemmon, que poderia ter rendido um belo arco nesta temporada e foi extremamente sub-aproveitado, tal qual ocorreu com a ponta que a atriz Julianne Moore fez como interesse romântico de Donaghy. A cada semana 30 Rock está atirando para todos os lados e, pior, sem precisar disso. Pelo menos Kenneth conseguiu salvar o dia com seu “amigo secreto” e a vingança divina. Tina Fey já esteve em dias melhores…
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×06: Stay, 4×07: In the Bag): Não é possível que uma série apresente episódios de qualidade tão alta como Friday Night Lights e seja completamente ignorada pelas premiações do ramo. Mesmo após chegar ao ápice dramático com o excelente The Son, o drama desenvolvido para a TV por Peter Berg tem a audácia (não achei palavra melhor) de se superar. Stay encerrou com honras a jornada de Matt Saracen na série, novamente me lembrando dos emocionantes momentos de Six Feet Under. Poxa, o que foi aquele final com o carro rumo ao horizonte ao som de Bob Dylan? E o mais fantástico é que mesmo dando adeus a uma grande personagem e a um grande intérprete, as outras tramas não deixam nada a desejar e continuam sendo muito bem construídas, seja com Tami Taylor na escola, com os desafios de Eric nos Lions ou retratando as dificuldades dos que foram “deixados para trás” como Landry e Julie. Todos são importantes em Friday Night Lights e praticamente não existe a figura do “escada”. Em In the Bagfoi a vez de Tim Riggins iniciar de vez o seu arco e sua ascensão na série será (ainda mais) notável. Tenho absoluta certeza disso.
Cotação Bruno Carvalho:

Foi muito bom ter vocês aqui acompanhando as resenhas semanalmente! Os comentários voltarão após a primeira semana de estreias do Mid Season. Fique de olho em nosso calendário pra saber quando a sua produção favorita vai retornar! Hasta luego!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Californication, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Glee, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife, The Office Tags: , ,
27/11/2009 - 06:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bgoodwifeThe Good Wife (1×08: Unprepared): Se em seu episódio piloto The Good Wife apresentou-se promissora conforme eu havia mencionado na resenha, posso dizer que com este mais recente Unprepared o drama provou que é merecedor de nossa atenção. Até então na cerca sobre sua abordagem, a série trouxe à tona de vez o caso principal de Peter Florrick com os preparativos de seu julgamento e com a inesperada intimação de Alicia para depor à favor do homem que traiu sua confiança. E foi o desenvolvimento desta simples história, a de uma mulher traída, que a foi tornando grandiosa para nós, seja pela empatia despertada pela protagonista e pela sempre tocante interpretação de Juliana Marguiles. The Good Wife começou a brilhar e tenho certeza de que agora vai engrenar de vez.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgleeGlee (1×10: Ballad): Mesmo gostando do “clima” descontraído desta produção, não posso deixar de ressaltar que a comédia é sim inconstante, às vezes apresentando episódios inesquecíveis e apoteóticos e outras trazendo um capítulo insosso e desinteressante como foi esse Ballad. Eu não sei porque séries teens insistem em criar personagens fracas e que sempre navegam à favor da maré, como é o caso de Rachel. Incondicionalmente apaixonada por Finn, esse romancinho perseguidor com o Sr. Schuester soou bobo e incoerente demais, mesmo sabendo que muitas vezes os roteiristas não se levam à sério. Os musicais não empolgaram tanto quanto os anteriores e repito que está faltando desenvolver a história do campeonato no qual o Glee Club participará. Eles ficam apenas circundeando o assunto para ganhar tempo e criam capítulos vazios como este. Tudo bem que teve o casinho de Quinn sendo expulsa de casa e tudo mais, mas cadê a empolgação minha gente? Glee significa alegria, diversão contagiante! Ballad, um dos últimos episódios do ano, definitivamente não empolgou.
Cotação Bruno Carvalho: starhalf

comment1188

30 Rock (4×04: Audition Day, 4×05: The Problem Solvers): Há alguma coisa de errado com 30 Rock e não dá pra negar. Os momentos geniais e hilários que eram emendados uns nos outros agora estão mais isoldos. Em Audition Day vimos isso quando Donaghy foi ao metrô de Nova York pra buscar informações sobre sua coceira por percevejos com a “ralé”, piada ótima que foi subaproveitada pelo roteiro em prol da repetição daquelas aborrecidas cenas de testes para o novo membro do elenco do TGS With Tracy Jordan. Ruim? De forma alguma. Mas aquém do que a série apresentou. Quem sabe assim eles dão um pouco de chance para outras comédias levarem o Emmy, né? The Problem Solvers foi mais consistente, ainda que ver Liz Lemmon em situações deprientes e/ou deploráveis (que ela adora se colocar) já tenha cansado. Foram Jenna e Tracy que roubaram a cena como os “Solucionadores de Problemas” e o episódio só deslanchou mesmo em seu final quando Liz e Jack descobriram que são almas gêmeas… para os negócios! Tomara que desenvolvam melhor esta “relação” entre os dois.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

As resenhas de Friday Night Lights e V serão acrescentadas durante o post no final de semana, então voltem virão na semana que vem, pra aproveitar a “baixa” de episódios em função da semana do feriado de Ação de Graças nos EUA. Agora que eu vi que muita coisa não foi exibida. Bom final de semana pra todos! Continuaremos ativos no Twitter com as últimas novidades que saírem.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Friday Night Lights, Glee, The Good Wife Tags: , ,
13/11/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bfringeFringe (2×06: Earthling): Depois de longas semanas, Fringe retorna com mais um episódio fenomenal! Ora, e daí se não falaram nada da conspiração, de William Bell e de outras dimensões? Somente aquela cena inicial com o marido preparando uma surpresa para a mulher já valeu de tão assustadora. E que surpresa, não? O sujeito fora reduzido a pó por uma espécie de “entidade” que misteriosamente se movimentava como uma sombra ou um vulto. É fascinante não apenas a forma com que os casos são conduzidos – que como já disse aqui, consegue dar um tom de plausibilidade nos acontecimentos mais bizarros -, mas também pela invejável sintonia do elenco que vai ficando cada vez mais afiada. Além disso, Earthlings explorou, pela primeira vez, o lado pessoal do agente Broyles e ainda evidenciou que existe uma rixa latente entre o FBI e a CIA com relação às manifestações do padrão. O que a Central de Inteligência Americana esconde?  Sim, é claro que no final das contas o episódio empalideceu um pouco por não “conectar” tudo que vimos ao resto da trama, mas isso é questão de tempo como bem sabemos. E mesmo levemente pálida, Fringe brilha muito.
Cotação Bruno Carvalho:

bgreysGrey’s Anatomy (6×08: Invest in Love): Se o episódio anterior de Grey’s Anatomy foi sobre paz e calmaria através do olhar de Sheppard, bem, este foi sobre conflitos. Desta vez o drama percorreu as dificuldades que os dias e noites vivendo em função do hospital frequentemente trazem na vida dos casais (que também foram formados lá). Existem os que separam os sentimentos deixando-os do lado de fora da sala de operações e os que apenas dizem que fazem isso. Isso acontece com Yang e Hunt, respectivamente, pois bastou a moça contestar seu companheiro durante um procedimento e “voar solo“, que os problemas começaram a bater em sua porta. Mas quem vem se destacando muito nesta temporada é Arizona e este definitivamente foi o melhor episódio dela, ao enfrentar o inepto (e cada vez mais repugnante) Chief daquela forma, além de transmitir muito bem sua dedicação à ala de pediatria (em histórias contadas com muita sensibilidade pelos roteiristas). Grey’s Anatomy está sem querer (querendo?) adotando a estrutura narrativa similar à de LOST, que a cada semana concede uma atenção maior a determinada personagem e isso está sendo muito positivo. Parte, claro, em função das licenças de Ellen Pompeo e Katherine Heigl, mas isso é algo para Shonda Rhimes incorporar daqui pra frente. Mais um ótimo episódio!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×02: Into the Crevasse, 4×03: Stone Mountain): Todos os prêmios que 30 Rock já levou são uma prova inequívoca do quanto esta série é genial. Mas tenho que confessar que após o ótimo início de temporada, a comédia deu uma leve caída nestes últimos Into the Crevasse e Stone Mountain, demonstrando pontuais sinais de “cansaço”. Sim, o roteiro continua afiado e com 1.249 piadas por cena, mas não sei… Falta alguma coisa! Essa de escalarem um novo comediante para o TGS não é das melhores storylines que Tina Fey criou, muito porque a existência deste programa virou mero pano-de-fundo na atração sobre as loucuras que ocorrem nos corredores da NBC. Estes episódios foram ruins? Nem de longe. Mas quem costumeiramente estabelece o nível tão alto como eles, acaba precisando surpreender o público e superar-se a cada semana. Por enquanto, os roteiristas estão fazendo “apenas” um bom trabalho. E isso está abaixo da capacidade de mentes tão insanamente criativas.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Acrescentarei depois as resenhas de Friday Night Lights e The Office neste post. Volte em breve!

bofficeThe Office (6×07: Koi Pond; 6×08: Double Date): Não há como repreender The Office, mesmo quando um episódio não é sensacional como costumeiramente é. Koi Pond touxe um caso isolado, mas divertido, quando descobrimos que Jim evitou de salvar Micharl de cair no laguinho de peixes do cliente, fazendo com que o ocorrido abrisse as portas de mais um trauma na vida do gerente da Dunder Mufflin Scranton, o do bullying que ele sofrera durante sua juventude. Mas foi em Double Date que as coisas realmente esquentaram quando a frivolidade de Michael passou dos limites, já que ele dispensou a mãe de Pam no dia do aniversário dela, pois descobriu que ela é quase uma “sessentona”. The Office sempre deixa claro a pluridimensionalidade de suas personagens, já que em duas semanas descobrimos mais algumas facetas reprováveis nas personalidades de Jim, Michael e até de Pam. Isso no gênero comédia, que em grande parte depende da empatia do público com suas personagesns é algo corajoso. Adoro quando The Office resgata sua origem no humor britânico e genial de Ricky Gervais.
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×02: After the Fall): Irrepreensível. Essa palavra resume bem Friday Night Lights que emendou mais um ótimo episódio! Depois de entregar o jogo, era inevitável que o treinador Taylor sofreria uma enorme represália não só da metade “Lion” de Dillon, mas também dos próprios jogadores que não tiveram sequer a oportunidade de terminar o jogo. E se antes o trabalho de entrar no campeonato para brigar era difícil, agora a situação ficou praticamente impossível. Felizmente sabemos que “impossível” é apenas o almoço de Eric Taylor. Do outro lado da cidade os problemas emergiram com o tal “conselho” Panther e a briga travada por Tammy e o treinador McCoy. E assim como seu marido, a forte diretora não é de deixar nada barato e não tem a menor ressalva em comprar briga com os peixes grandes. Mas o melhor de After the Fall foi nos recolocar na posição de espectadores da luta pela ascensão dos underdogs, assim como aconteceu na primeira temporada. Mas em vez de simplesmente repetir a “fórmula do sucesso”, o drama de Peter Berg consegue ir sempre além, superando seus próprios obstáculos à medida em que cresce narrativamente e mantém-se como uma das melhores produções da temporada no ar. Palmas!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Friday Night Lights, Fringe, Greys Anatomy, The Office Tags: , ,
19/10/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bsistersBrothers & Sisters (4×03: Almost Normal): A doença de Kitty, ao meu ver, veio num momento onde o foco deveria ser (qualquer) outro. Ora, na temporada anterior mesmo a família Walker lidou com o problema de saúde de Robert e tudo isso que estão (re) vivendo com a sua esposa parece um imenso dèja vu. O mesmo posso dizer com relação à Kevin e Scotty com a questão do bebê (barriga-de-aluguel ou adoção), assunto abordado também na temporada passada e até batido. Às vezes Brothers & Sisters me lembra um pouco a finada Party of Five, onde sempre alguma grande tragédia familiar estava acontecendo. Poxa, nós sabemos que esta série não precisa disso e a prova está nas ótimas tramas envolvendo o antigo rival de William que apareceu para complicar as coisas na Ojai ou até mesmo a incursão de Justin na faculdade de medicina. A temporada ainda não decolou e os sinais de desgaste vão ficando mais evidentes…
Cotação Bruno Carvalho:

bmotherHow I Met Your Mother (5×04: The Sexless Innkeeper): É sempre imprevisível a forma que How I Met Your Mother vai contar uma história. Entre sonhos, flashbacks e flashforwards, a variada estrutura narrativa que esta sitcom segue a difere de todas as outras produções do gênero. Desta vez eles voltaram séculos no tempo para contar o caso da “pousada do assexuado”, já que Ted caíra no velho golpe da mulher utilizá-lo apenas para passar a noite em seu apartamento, sem sexo! Os casais também deram um show à parte com toda aquela celeuma envolvendo o “encontro”, mas confesso que no final a ótima piada começou a esgotar, pois passaram do ponto. De qualquer forma, a cançao “All By Ourselves” foi demais!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×04: The Pirate Solution): Poxa, somente aquela cena que mostrou Sheldon e Raj trabalhando até a “exaustão” ao som de Eye of the Tiger já valeu por todo este ótimo episódio de The Big Bang Theory! The Pirate Solution trouxe exatamente o que a série precisa: uma agitada nas coisas. Apesar de sempre bons, eles estavam meio acomodados e deixando tudo nas costas de Jim Parsons. Com a estadia de Raj nos EUA ameaçada, a solução mais brilhante que eles encontraram foi colocar o nerd para trabalhar com o encrenqueiro mor, o que rendeu situações hilárias: “você trabalha PARA mim“! Isso além de ajudar a derrubar o “mito” Sheldon, porque não há nada melhor do que mostrar o cara errado e dando (ao menos um pouco) o braço à torcer. Longa vida aos reis da ciência!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgoodwifeThe Good Wife (1×03: You Can’t Go Home Again, 1×04: Fixed): Poxa, The Good Wife estava indo relativamente bem até que estes dois episódios apareceram para quebrar completamente o ritmo. Primeiro porque o roteiro simplesmente ignorou a investigação que os filhos de Alicia estavam conduzindo com relação à foto incriminadora do pai. Isso é estranho, porque ao mesmo tempo em que sugerem que ele pode ter sido vítima de uma armação, estes episódios praticamente confirmaram o envolvimento dele em todas as acusações que estão sendo feitas. Tudo bem que o drama está apenas começando, mas seria bom que uma estrutura lógica fosse seguida. O destaque continua na forma como Alicia vive esta delicada situação e como ela acaba utilizando esta experiência negativa em sua vida para ajudar os outros. Gostei muito do caso envolvendo a manipulação do júri que, no final das contas, foi providenciada pela própria parte que a moça defendia (legal também a participação do “Andy” de True Blood como o advogado de defesa da empresa farmacêutica). The Good Wife ainda precisa, contudo, encontrar o seu caminho e seguí-lo com convicção. A falta de um objetivo maior pode comprometer esta promissora série.
Cotação Bruno Carvalho:

comment1165

bgleeGlee (1×07: Throwdown): Sue Sylvester carregou grande parte deste episódio de Glee (e boa parte da série até agora), o que não é nada reprovável, já que Jane Lynch é uma atriz excelente e que vem me surpreendendo a cada aparição na TV (ela também fez Party Down e está frequentemente em Two and a Half Men). A incontrolável rixa que ela tem com o grupo Glee é, de longe, a parte mais interessante desta comédia musical que vem demonstrando ter uma boa dose de humor negro. Simplesmente adorei os momentos politicamente incorretos, principalmente quando colocaram a “minoria” para cantar sob o comando da loira: “eu gosto tanto de minorias que estou pensando em me mudar para Califórnia para me tornar uma“. Pena que ela abandonou o cargo de co-treinadora tão cedo: “é coisa de frutinha. Eu não aguento ver estes jovens emocionados, a não ser se for por exaustão física”. Brilhante! Foi bacana também ver a galera cantando de verdade em cena (sem dublagem e auto-tune), numa jam session bem agradável e real. Um bom episódio, inquestionavelmente!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×03: 137 Sekunden, 1×04: Black Swan): Decepcionantes. Esta palavra resume muito bem o meu sentimento com relação aos dois últimos episódios de FlashForward exibidos na TV americana. Ora, pra uma série que se vende como o próximo grande fenômeno pós-LOST, seu desempenho está muito aquém do ideal. 137 Sekunden foi até construído de forma interessante, crescendo até o momento em que Mark interroga o nazista e ele dá aquela revelação sobre os pássaros e a descoberta de um incidente anterior na Somália emerge. Eis aí que Black Swan chegou como um tremendo anti-clímax, contando uma historinha totalmente desinteressante sobre o garoto com hipocortisolismo e ignorando os fatos do capítulo anterior. Isso sem contar no retorno daquela moça presa (num interrogatório que não levou a lugar algum) e na insistência com o caso de Olivia com sua visão futura (como bem disse a colunista Claudia Croitor: quantas vezes vão mostrar aquela cena dela chamando o futuro companheiro?). Para temermos pelo casal de protagonistas, a série precisa, primeiro, fazer com que nos importemos com eles. Objetivo falho até o momento e não sei nem o que dizer do final com o “Charlie” ligando para o sujeito, que chegou a dar vergonha alheia tamanha a artificialidade da frase que ele diz. Os episódios de FlashForward até agora são vazios e parece que o drama quer se sustentar apenas nos cliffhangers (que vá lá, foram bons). Alerta Jericho.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

30 Rock (4×01: Season 4): Foi muito válida a comemoração que os roteiristas de 30 Rock fizeram no início deste episódio, convidando todos para a 4ª temporada de uma série que disseram que não iria durar por conta da baixa audiência. Tina Fey e sua equipe superaram todos os obstáculos para chegar até aqui abocanhando, de quebra, vários e merecidos prêmios. Nesta premiére eles já começaram elevando o nível quando Kenneth resolveu mobilizar os pages para uma greve contra o canal por causa da ganância de seu CEO Jack Donaghy. Enquanto isso Liz e Pete iniciaram o árduo trabalho de contratar mais um ator para o show (o que deixa os outros, especialmente Jenna, descontrolados), mas o grande destaque deste episódio foi Tracy e sua obstinação de “reaproximar” das classes mais baixas, que rendeu os melhores momentos. A grande sacada, contudo, envolveu o fim da greve declarado por Kenneth pelos motivos errados – ele apenas queria que seu chefe escrevesse que era um grande mentiroso em um pedaço de papel. Gênio! Já o número musical final com Jenna foi um espetáculo à parte. Como é bom voltar ao Rockefeller Plaza, nº 30!
Cotação Bruno Carvalho:

Calma que não acabou! Esta semana ainda tem mais uma leva de comentários, com Californication, Dexter, Fringe, Gossip Girl, House, Grey’s Anatomy e o melhor The Office de todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Brothers & Sisters, FlashForward, Glee, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife Tags: , ,
08/06/2009 - 00:01

30 Rock: Tudo Por Um Rim!

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Alerta de Spoiler - Brasil
Várias sitcoms tentam trazer convidados especiais, mas nem sempre isso é possível. 30 Rock, contudo, quebrou essa barreira e hoje atores, atrizes e cantores fazem fila para participar da comédia. Embora não conte com uma storyline constante e interligada, é a corrente de pequenos arcos episódicos que mais uma vez fez com que esta temporada não deixasse nada a desejar perante as anteriores, muitas vezes até superando-as. Esse ano, inclusive, acho que eles foram além, pois comecei a gostar muito mais das personagens Jenna e Tracy Jordan, especialmente este último. Em Kidney, Now! o foco continuou em Jack Donaghy e a sua relação com o recém-descoberto pai biológico Milton que precisa de um transplante de rim para sobreviver. Relutante e preocupado com sua integridade física, o CEO roubou a cena com a mega campanha estilo “USA for Africa” que criou para arranjar a qualquer custo o órgão. Outro bom investimento deste episódio foi trazer de volta os atritos entre Liz e Jenna, já que a talentosa escritora e criadora do bordão “that’s a dealbreaker, ladies” fica às sombras da limitada atriz de seu elenco. Mas é claro que Lemon exagera na dose com seu desespero (“I’m getting mine, Cerie! Suri“) e tudo toma uma proporção maior quando ela começa a dar conselhos errados para as esposas de seus colegas de trabalho. O ato final com Sheryl Crow, Mary J. Blige, Elvis Costello, Clay Aiken, Moby, Cindy Lauper, os Beastie Boys e cia. fechou com chave de ouro esta temporada e consagrou a eficiência desta comédia, que faz do nonsense o seu maior pilar, mas com um roteiro sempre afiado: “quando alguém começa a falar no meio de uma música, você sabe que é sério. Doe um rim para Milton Green“. Sim, apesar de estarmos apenas em Junho, eles tiveram um ótimo ano!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/05/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock Tags: , , ,
22/05/2009 - 00:01

Upfront 2009/2010: Séries Canceladas e Renovadas

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Todo ano acontece em Maio o evento chamado Upfront, que é o anúncio que os canais fazem direcionados aos anunciantes antecipando qual será a grade da temporada que se inicia em Outubro por lá, o Fall Season. É nesta ocasião, portanto, que todo o mundo fica sabendo quais séries serão oficialmente renovadas ou canceladas da televisão. Este ano os canais abertos americanos surpreenderam com algumas renovações e decepcionaram milhões de fãs com alguns cortes inesperados. Se a série que você curte está listada como “cancelada”, dificilmente ela terá sobrevida, pois são raras as produções que conseguem dar a volta por cima. Com relação às renovações, lembrem-se que isso somente vale a partir do fim do ano lá fora e a grande maioria das novas temporadas começarão a chegar no Brasil em 2010. Hoje vamos falar exclusivamente das séries que conhecemos e, em breve, prepararei um especial sobre as novidades. Este ano deu pra notar que os canais foram um pouco mais conservadores com algumas séries que, em outras ocasiões, seriam sumariamente canceladas. Mas em tempos pós-greve, às vezes é mais seguro investir em algumas pratas da casa do que gastar horrores com coisas novas. Vamos lá?


Oficialmente Renovadas: Better Off Ted (2ª temporada), Brothers & Sisters (4ª temporada), Castle (2ª temporada), Dancing With the Stars (9ª temporada), Desperate Housewives (6ª temporada), Extreme Makeover: Home Edition (7ª temporada), Grey’s Anatomy (6ª temporada), Private Practice (3ª temporada), LOST (6ª temporada), Scrubs (9ª temporada) The Bachelor (14ª temporada) e Ugly Betty (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: According to Jim, Boston Legal, Cupid, Dirty Sexy Money, Eli Stone, In the Motherhood, Life on Mars, Pushing Daisies, Samantha Who? e Surviving Suburbia.


Oficialmente Renovadas: Cold Case (7ª temporada), CSI: Crime Scene Investigation (10ª temporada), CSI: Miami (8ª temporada), CSI:NY (6ª temporada), Criminal Minds (5ª temporada), Gary Unmaried (2ª temporada), Ghost Whisperer (5ª temporada), How I Met Your Mother (5ª temporada), Medium (6ª temporada, resgatada da NBC), NCIS (7ª temporada), Numb3rs (6ª temporada), Rules of Engagement (4ª temporada), Survivor (19ª temporada), The Amazing Race (15ª temporada), The Big Bang Theory (3ª e 4ª temporadas),  The Mentalist (2ª temporada), The New Adventures of Old Christine (5ª temporada), Two and a Half Men (7ª, 8ª e 9ª temporadas). Oficialmente Canceladas: Eleventh Hour, Harper’s Island, The Unit, Without a Trace e Worst Week.


Oficialmente Renovadas: 24 (8ª temporada), American Dad! (5ª temporada), American Idol (9ª temporada), Bones (5ª e 6ª temporadas), Dollhouse (2ª temporada), Family Guy (8ª temporada), Fringe (2ª temporada), House M.D. (6ª temporada), Kitchen Nightmares (3ª temporada), Lie to Me (2ª temporada), The Simpsons (21ª temporada) e ‘Til Death (4ª temporada). Oficialmente Canceladas: Do Not Disturb, King of the Hill, Prison Break, Sit Down, Shut Up, Terminator: The Sarah Connor Chronicles.


Oficialmente Renovadas: 30 Rock (4ª temporada), The Biggest Loser (8ª temporada), Celebrity Apprentice (9ª temporada), Chuck (3ª temporada), Friday Night Lights (4ª e 5ª temporadas), Heroes (4ª temporada), Law & Order (20ª temporada), Law & Order: Special Victims Unit (11ª temporada), The Office (6ª temporada), Parks and Recreation (2ª temporada) e Southland (2ª temporada). Oficialmente Canceladas: Crusoe, E.R., Kath & Kim, Kings, Knight Rider, Life, Lipstick Jungle, Medium (salva pelo canal CBS), My Name is Earl e My Own Worst Enemy.


Oficialmente Renovadas: 90210 (2ª temporada), America’s Next Top Model (13ª temporada), Gossip Girl (3ª temporada), One Tree Hill (7ª temporada), Smallville (9ª temporada) e Supernatural (5ª temporada). Oficialmente Canceladas: Everybody Hates Chris, The Game, Privileged e Reaper.

A partir da próxima semana começaremos os especiais com comentários separados dos principais Season Finales da temporada e, em breve, os Season Passes das séries que ficaram de fora da Semana em Série! Ah, e das seis séries que comentei nesta matéria – O Fraco Mid/Season – e que afirmei que não teriam futuro, quatro foram canceladas (Surviving Suburbia, In the Motherhood, The Unusuals e Harper’s Island) e duas renovadas sem ganharem temporada completa (Southland e Parks and Recreation).
E aí, por quais séries ficou feliz ou triste? Qual foi a maior injustiça do ano? Qual série não fará falta? (Alô, fãs de Knight Rider!).

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, 90210, American Idol, Better Off Ted, Boston Legal, Brothers & Sisters, CSI, Canais, Castle, Chuck, Desperate Housewives, Dirty Sexy Money, Do Not Disturb, Dollhouse, Eli Stone, Fall Season, Friday Night Lights, Fringe, Gary Unmaried, Gossip Girl, Greys Anatomy, Harpers Island, Heroes, House, How I Met Your Mother, In the Motherhood, Kath & Kim, Kings, Knight Rider, LOST, Lie to Me, Life on Mars, Lipstick Jungle, My Own Worst Enemy, Old Christine, Parks and Recreation, Prison Break, Private Practice, Privileged, Pushing Daisies, Reaper, Samantha Who?, Sarah Connor Chronicles, Scrubs, Southland, Supernatural, Surviving Suburbia, The Apprentice, The Big Bang Theory, The Mentalist, The Office, The Unusuals, Two and a Half Men, Ugly Betty, Worst Week Tags: ,
12/05/2009 - 00:01

Sitcoms em Série Duplo!

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Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×21: The Three Days Rule / 4×22: Right Place Right Time”: Que bom que How I Met Your Mother voltou a empolgar, numa sequência de episódios que começou divertida e terminou de forma surpreendente! Em Three Days Rule, Barney foi o destaque com seus conceitos malucos que eventualmente dão certo, ainda mais depois de comparar os três dias que o homem deve esperar para ligar para uma mulher depois de sair com ela à ressurreição de Cristo, conforme narrada na Bíblia. Porém, foi constrangedora aquela participação de Kevin Richardson (The Knights of Prosperity), que foi batida, exagerada e mal aproveitada. Mas a grande surpresa da temporada (e de toda a série) veio no episódio seguinte, Right Place Right Time, onde a história de como Ted encontrou a mãe de seus filhos foi explorada de forma sem precedentes, com várias idas e vindas até chegar no momento em que encontramos… Stella? Pois é, mesmo depois de uma brilhante narrativa, não poderíamos esperar que eles iriam entregar tudo de bandeja, né? É claro que Stella não é a mãe (Ted já afirmou isso antes), mas certamente ela é o caminho para se chegar à mulher misteriosa. Tomara que esta revelação venha ainda nesta temporada, pois a série já está no ponto em que deveria terminar, mesmo rendendo bons momentos. É melhor acabar por cima e com chave de ouro.
Cotação Bruno Carvalho
: 4×21: Half Star4×22: Half Star
Episódios exibidos em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×21: The Vegas Renormalization / 2×22: The Classified Materials Turbulence”: Por estar confirmada por mais duas temporadas, a pressão sobre os roteiristas de The Big Bang Theory é menor, mas ainda assim eles continuam apresentando toda semana situações hilárias que aprofundam no universo geek destes quatro amigos (e Penny). Depois que Leslie deu o fora em Howard, os amigos seguiram para Las Vegas em vez de ficarem brincando do joguinho “Adivinhe a Personagem” (já que Sheldon é sempre Spock), e lá acabaram encontrando um “espécime” até então intocado pelos não tão jovem nerds: uma prostituta (interpretada pela ótima Jodo Lyn de Prison Break). Embora esta storyline não ter sido tão bem explorada como deveria, foi em Los Angeles onde o episódio trouxe seus melhores momentos, com Sheldon sendo obrigado a passar a noite na casa de Penny após ser trancado para fora de casa. Eu não gosto tanto assim da infantilização da personagem (que inevitavelmente o torna mais fraco), mas apenas aquela tirada no final valeu a pena. Já no The Classified Materials Turbulence, o humor continuou em alta e com muitas piadinhas escatológicas.  No final isso foi um pouco cansativo, a despeito da história ter girado em torno da privada espacial que Wolowitz construiu. Mesmo assim, foram duas ótimas semanas da comédia.
Cotação Bruno Carvalho: 2×21: - 2×22: Half Star
Episódios exibido em 27/04/2009 e 04/05/2009 na CBS americana.

The Office “5×24: Casual Friday / 5×25: Cafe Disco”: Depois de vários episódios centrados no “elenco principal”, The Office acertadamente dedicou praticamente todo o Casual Friday nos coadjuvantes, que são divertidos e bastante talentosos. Aliás, esta foi a prova de que eles deveriam sim focar mais nos “outros” (principalmente no pessoal do galpão). Cada personagem ali é extremamente bem construída, a despeito do tempo em tela: seja a inocência de Kevin, a falta de noção de Angela, os comentários assustadores de Creed ou a irreverência de Andy. Todos fazem um excelente trabalho e a guerrinha entre os vendedores foi demais, com Michael “virando a casaca” a todo momento. Mas foi em Cafe Disco que a comédia largou de vez o arco episódico da mudança estrutural na Dunder Mufflin e apresentou um capítulo extremamente hilário do início ao fim, quando Michael decidiu transformar a sede da antiga Michael Scott Paper Company num lounge com café expresso grátis onde os funcionários puderam, enfim, relaxar (até o pezinho de Angela balançou). Como eu queria ter um chefe assim!
Cotação Bruno Carvalho: 5×24: Half Star5×25: Half Star
Episódios exibidos em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×20: The Natural Order / 3×21: Mamma Mia”: O colega da Sociedade de Blogs Juliano Cavalca disse em seu Twitter que vai ser difícil tirarem o 3º Emmy seguido de 30 Rock e eu concordo plenamente com ele. Apesar de termos boas comédias por aí, por mais uma temporada esta série está se superando com  um texto impecável e ótimas atuações. A guerrinha entre Liz e Tracy sobre as responsabilidades de cada um foi impagável! Melhor ainda foi o arco de Jack com sua mãe que começou no The Natural Order e a descoberta sobre a identidade de seu verdadeiro pai em Mamma Mia, que além da agradável participação do mestre Alan Alda, ainda deixou para o final o melhor e mais inesperado cliffhanger da semana! O genitor de Jack precisa de um rim! Será que o egoísta CEO vai atender o pedido de seu “novo” pai ou ele vai tramar algo para fugir dessa? Quero muito ver como isso vai se desenrolar no Season Finale desta semana que tem o sugestivo título Kidney, Now! (Rim, Agora)!
Cotação Bruno Carvalho: 3×20: Half Star - 3×21:
Episódio exibido em 30/04/2009 e 07/05/2009 na NBC americana.

Foram duas ótimas semanas para as comédias, in deed!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , , ,
03/05/2009 - 03:32

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×19: Day 7: 02:00am – 03:00am”: Na 19ª hora deste complicado dia de 24, a segunda reviravolta de Tony Almeida continua uma incógnita pra mim, porque ao mesmo tempo em que vemos o vilão deixando Jack sofrer a sua convulsão, ele sai sem certificar que o companheiro não é mais uma ameaça – e algo que Tony tem absoluta certeza é a de que Jack Bauer nunca deve ser subestimado. O problema é se a partir daí descobrirmos que ele novamente bancou o vilão jogando com o inimigo para então novamente mostrar-se um herói. Isso, definitivamente, prejudicaria e muito a integridade desta temporada. Fora isso, esta hora foi um bom filler que trouxe uma nova perspectiva com relação à magnitude da organização por trás dos ataques, pois colocou o perigosíssimo Jonas Hodges numa posição de mero “intermediário”. Talvez ele tenha sido até mesmo usado, pois após o diálogo que ele teve com um soldado, deu pra perceber claramente que, embora inescusável, sua convicção de que a Starkwood era a salvação do país, assim como o orgulho que sentiu ao ouvir que seus homens foram “bem treinados, soaram verdadeiros. O dia acaba em cinco horas e, apesar desta indefinição com a situação de Almeida, 24 entrou muito bem num promissor arco final.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/04/2009 na FOX americana.

Gossip Girl “2×21: Sedar Anything”: Gossip Girl retornou para sua reta final, mas ainda não posso dizer que em sua boa forma de sempre. Sedar Anything focou demais suas atenções no insosso casal Blair e Nate, que não convencem ninguém nem de longe. Os draminhas da família Humphrey também continuam desinteressantes, parte graças à falta de expressividade do ator Matthew Seller, que interpreta o patriarca Rufus, e da igualmente aborrecida relação dele com Lilly. Não sei como que este vai ser o tema do spin-off prequel da série… Felizmente as trapalhadas de Serena serviram aqui como o alívio dramático que faltava, pois descobrimos que ela casou-se (ainda que de mentirinha) com o loirinho na Espanha, e o cara aparentemente mantém um outro relacionamento. Só quero saber como essa história vai virar o cerne dos próximos e derradeiros capítulos, porque essa simples traição é mais do que batida. A 2ª temporada de Gossip Girl até agora foi muito boa, mas é sempre bom ficar com o pé atrás depois de um mediano episódio como este.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 20/04/2009 na CW americana.

The Office “5×23: Broke”: Ah, não importa quão costumeiras são as histórias de “volta por cima” em filmes e séries: fato é que elas geralmente são muito boas pra quem assiste e torce pelas personagens e, no caso de The Office, foi sensacional! Depois de descobrir que a Michael Scott Paper Company estava no vermelho (e dificilmente sairia de lá), Michael iniciou uma série de atitudes errantes na tentativa de minimizar o seu prejuízo e, no final das contas, com uma importante ajuda de Jim – parte por vingança contra o novo chefe e parte por saber que Scotty tem uma boa índole – a matriz sucumbiu ao grandioso blefe que criaram, culminando no melhor momento de toda a temporada. Agora, o que eu realmente quero ver é como Michael vai se comportar daqui pra frente com relação àqueles que o deixaram na mão quando ele mais precisou. E The Office ainda não chegou ao fim, a temporada foi estendida e terá 26 episódios!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/04/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×19: The Ones”: É muito positivo perceber o amadurecimento do texto de 30 Rock (que já era bom), notadamente com a utilização de piadas racistas que servem muito bem como uma crítica implícita, mas real, até chegar em Tina Fey tirando sarro dela mesma ao escrever sobre sua forma física. The Ones concluíu muito bem a ótima participação de Selma Hayek (e “What a Frak” foi aquela camisa?), contando ainda com piadas inesperadamente boas envolvendo Jenna, um paramédico e a divertida incógnita que é Kenneth. Não me surpreenderia nem um pouco se 30 Rock novamente for indicada às principais categorias cômicas no Emmy e abocanhar todas. Gosto muito das outras comédias da TV, mas esta continua em seu melhor momento.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/04/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×10: Haunted”: Provavelmente Dollhouse é uma das séries mais subestimadas desta temporada, ainda mais depois deste magnífico episódio Haunted, que levou o conceito da Casa de Bonecas para além de sua premissa. Ao invés de usar um dos “bonecos” para satisfazer desejos momentâneos, a milionária Margareth Bashford resolveu fazer “scans” mensais próprios, pois suspeitava que corria risco de morte. Assim, foi com enorme surpresa (para nós e para ela, certamente) que a senhora acordou no corpo de Echo após ter falecido e decidiu investigar o seu próprio homicídio. Além de desenvolver-se muito bem, a trama conseguiu levantar intrigantes questões éticas e morais, ainda que ficcionais, sobre as possibilidades que aquela tecnologia pode trazer. Em contraposto, vimos o programador Topher sendo manipulado por Adelle, que anualmente permite que ele dê uma “escapada” daquela vida atribulada que leva. Funcionando bem como “série de casos semanais” e “novelinha”, Dollhouse permanece no pódium das melhores surpresas do ano.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, Gossip Girl, The Office Tags: , , , , ,
27/04/2009 - 00:01

Sitcoms em Série!

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Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×20: Mosbious Designs”: How I Met Your Mother deixou de lado a infantilidade em seu roteiro, trazendo um episódio simpático que focou nas difíceis mudanças na vida de Ted Mosby, o que não acontecia há um bom tempo. Já a storyline de Barney e Marshall no GNB foi continuamente divertida, com todos aqueles estereótipos de colegas de trabalho aumentados. Falta, ainda, que a série engrene num arco que traga a premissa desse show de volta, pois o futuro da série é indefinido. Eles precisam caminhar numa mesma direção, para não deixar o público na mão caso um novo ano não se confirme.
Cotação Bruno Carvalho
: Half Star
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×19: The Hofstadter Isotope”: Sheldon já atingiu um nível peculiarmente cômico tão grande que apenas um suspiro da personagem, como aconteceu nos primeiros segundos do episódio, já é suficiente para fazer uma platéia inteira rir (e nós também), sem nem sabermos qual é o motivo – embora tenhamos certeza de que é algo fútil e que só incomoda ele. E sim, o fato de estarem comendo comida tailandesa numa quinta que tradicionalmente é dia de pizza, afeta-o severamente, mesmo tendo todos criado a regra de que na terceira quinta-feira de cada mês é o dia em que “tudo” pode acontecer. E também é sem nenhuma surpresa que no dia marcado para que qualquer coisa fora do comum aconteça, eles se rendam às constâncias de sempre, o que fortalece ainda mais este grupo de personalidades únicas que adoramos acompanhar. Adicione a talentosa Kaley Cuoco à esta mistura e está explicado porque o canal CBS encomendou duas temporadas completas desta comédia, de uma vez!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

coment1008

30 Rock “3×18: Jackie Jorm-Jomp”: Com a suspensão de Lemon de seu trabalho por causa do assédio sexual ao consultor da NBC, ela acabou descobrindo o novo mundo das dondocas que gastam o dia com futilidades – que a comédia retratou com um plano-sequência brilhante -, mas que no final das contas precisam pagar um alto preço por isso. Em contrapartida, na emissora tivemos mais uma forçada e sem graça situação envolvendo Jenna (que considero a mais desinteressante). O que me surpreendeu, contudo, foi a atuação contida de Tracy Morgan (que também não sou muito fã), mas que esteve no ponto adequado, notadamente nas cenas da “homenagem póstuma” à colega. Mais um bom episódio, apesar de tudo, como de costume.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×22: Heavy Competition”: Cada montagem inicial de The Office é brilhantemente desenhada para se tornar algo isolado e atemporal, e elas deveriam um dia serem compiladas e exibidas em sequência, de tão engraçadas! Essa última mostrando como os funcionários da Michael Scott Paper Company passam o dia aperfeiçoando a arte de jogar salgadinhos uns nos outros, foi demais! E, como eu disse na resenha anterior, eu acredito em Michael, queria ele como chefe, e vai ser lindo se até o fim desta temporada conseguirmos ver ele dando a volta por cima, à la Jerry McGuire! Esta é uma das melhores storylines que a série já teve.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , ,
15/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×17: Day 7: 12:00am – 01:00am”: A madrugada chegou e os acontecimentos a partir de agora serão cada vez mais decisivos para moldar o final deste estressante dia. Logo de cara tivemos a surpresa da primeira aparição de Jonas Hodges perante os seus inimigos, dando continuidade à brilhante e visceral atuação que Jon Voight vem conduzindo nesta temporada, desde o telefilme Redemption. Agora, o que realmente me surpreendeu foi a subtrama com a filha da presidente e o repórter, pois parecia que ela seria um problema para a administração e acabou resolvendo o caso do vazamento da notícia muito bem (aliás, bem até demais). A ação com Tony Almeida invadindo a Starkwood lembrou muito os clássicos filmes de espionagem, mas o que não deu pra engolir foi aquela sugestão de que Kim Bauer pode trazer a cura para Jack, que foi infectado pela arma biológica. Ainda assim, com um excelente ritmo que não pára desde o primeiro episódio, 24 entra na sua fase final em um de seus melhores momentos de todos os dias que já vimos. Bom que o oitavo dia fechará a saga de Jack Bauer em Nova York, vejam só! Inevitavelmente, isso é um sinal que o antídoto de sua prole irá funcionar…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 06/04/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×17: Cutbacks”: Não ia demorar para que a crise econômica fosse retratada pelos olhos dos sempre sagazes roteiristas de 30 Rock. Cutbacks foi incisivo em suas críticas e piadas durante todo o episódio, combinando com ótimas piadas como a da saída de Johnatan (e sua declaração musical), o keynote à la Steve Jobs que Lemon fez e as brilhantes interrupções de Kenneth na sala de Donaghy. 30 Rock mais uma vez apresentou um episódio ácido e delicioso, com exceção apenas nas poucas cenas centradas em Tracy e Jenna, que reiteradamente representam o “núcleo” mais fraco da comédia. Seja pelas situações infantis em que se metem ou pela limitação de seus intérpretes, fato é que os dois sempre estão aquém dos outros integrantes. A série não precisava deles pra ser uma das melhores comédias no ar.
Cotação Bruno Carvalho:

Episódios exibidos em 09/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×20: Dream Team / 5×21 The Michael Scott Paper Company”: “It’s Britney bitch“! Ao som de Lady GaGa, Michael Scott chegou com tudo para trabalhar em sua nova empreitada: a Michael Scott Paper Company! Antes disso, ele recrutou o seu “melhor amigo” Ryan e junto a Pam no porão do Scranton Business Center, o episódio deslanchou. Já na Dunder Mufflin, as coisas andaram de mal a pior, com a exigência brutal do novo chefe, especialmente sobre Jim, que em breve deve se juntar ao time “rival” do andar de baixo. Os melhores momentos “bizarros” dos capítulos  ficaram com Dwight e Andy (dois das melhores personagens da série) num dueto de John Denver para a nova secretária. The Office já está numa bela sequência de episódios e muita coisa vai mudar. Eu já mandei meu currículo para a Michael Scott Paper Company, Inc. porque eu acredito no potencial de seu CEO!
Cotação Bruno Carvalho:
Half Star
Episódios exibidos em 09/04/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×09: Spy in the House of Love”: Apenas para constar, a temporada atual de Dollhouse terá 12 episódios, sendo que o capítulo que não será exibido na TV americana não faz parte do plano original, sendo um “extra” produzido e gravado pelo criador Joss Wheddon, já preparando caminho para uma possível 2ª temporada. E se depender do que vimos até agora, a série merece sim continuar, pois este Spy in the House of Love deixou claro que até agora a trama só avança. Echo está somatizando experiências e diante da ameaça de um espião interno, ela voluntariamente se ofereceu pra ajudar, o que deixou as coisas ainda mais interessantes. Mesmo assim, parece que algum estrago foi feito, já que November silentemente se revelou à Paul (é impressionante como que nada fica estático por muito tempo nessa série). De todas as novidades deste Mid Season, Dollhouse foi a que mais me deixou surpreso e, não obstante a baixa audiência (que deve mais em virtude do dia e horário em que é exibida lá fora), o drama é excelente. Séries boas assim estão cada vez mais raras em nossa televisão.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 10/04/2009 na FOX americana.

E cadê os comentários das estreantes Parks and Recreation, Southland, Harper’s Island, In the Motherhood e The Unusuals? Falarei sobre elas especificamente numa matéria sobre a qualidade desse nosso Mid Season 2009. Acho que já entenderam o que eu quis dizer…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, The Office Tags: , , , ,
05/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×18: Old King Clancy”: Sinceramente, eu acho que o auge de How I Met Your Mother passou e que a série nunca mais vai ser genial como foi em suas primeiras temporadas. A comédia segue num ritmo esquisito com uma indefinição pairando nas vidas de Ted, Barney, Robin e do casal Marshall e Lilly, fazendo com que os capítulos sejam sobre o “nada”, mas um “nada” ruim diferentemente do de Seinfeld, por exemplo. As piadas estão infantis e as tramas desinteressantes, como essa com o projeto de Ted no GNB (e que coincidentemente me lembrou cenas da horrível Better Off Ted). É uma pena, pois eu endossei esta comédia desde o início e hoje ela não é nem metade do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na CBS americana.

Grey’s Anatomy “5×19: Elevator Love Letter”: Não foi pelo pedido de casamento de Derek à Grey e nem pelo avanço no caso de Izzie que este episódio de Grey’s Anatomy foi espetacular. A série readquiriu a sua simplicidade e delicadeza ao contar as suas histórias, provando que Shonda Rhimes amadureceu o seu texto após ter cometido os deslizes das temporadas anteriores. As personagens também amadureceram com isso e o noivado que se iniciou naquela tocante e peculiar cena do elevador foi só a confirmação de tudo isso. Alex cresceu, assim como Yang, O’Maley e, especialmente Izzie. A doença da loira já virou o acontecimento mais marcante da temporada, porque tornou-se o cerne de muitas questões importantes. O caso da semana também revelou o crescimento da série nesta reta final, surpreendendo com o seu desfecho: no início certamente condenamos aquelas pessoas que estavam aguardando a morte da tia doente para seguirem com suas vidas, mas depois vimos que nem sempre a realidade é o preto no branco. Esse também é o caso de Hunt, que abriu o episódio enforcando Yang, numa trama que pode ser muito bem-vinda – a das sequelas psicológicas que uma guerra pode deixar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 26/03/2009 na ABC americana.

Damages “2×12: Look What He Dug Up This Time”: Voltando a focar em Daniel Purcell, o que deveria ter sido feito há vários episódios atrás, Damages deixou um pouco a desejar porque até agora não conseguiu (ou não quis) amarrar as incontáveis pontas soltas do roteiro, deixando tudo para o episódio final que precisará ser estendido. Obviamente, o fato tira a força dramática da temporada, fazendo-a esmaecer perante o primeiro ano que sempre trazia uma revelação nova e chocante a cada episódio. Certo é que o fato da mulher de Purcell ter sobrevivido ao ataque de fúria que ele teve (sendo verdadeiramente assassinada pelo capanga) não compromete sua falta de integridade em nada, ainda que sua culpabilidade pelo homicídio em si possa eventualmente ser excluída. Imersa no drama pessoal que Patty vive com seu marido, ela ainda perdeu seu companheiro de trabalho Tom e deu um show de atuação (certamente este episódio vai para a seleção do Emmy). Ainda assim, faltou mais. Look What He Dug Up This Time veio e foi sem um cerne. Não tenho dúvidas da capacidade dos roteiristas deste drama, mas questiono se a intenção de deixar a bomba estourar para o fim é realmente interessante pra esta série. O equilíbrio, como ocorreu na primeira parte desta intrigante história, seria o mais ideal.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 25/03/2009 no FX americano.

30 Rock “3×16: Apollo, Apollo”: Não tem jeito. 30 Rock é a comédia mais nonsense de todas no ar e mesmo exibindo sempre acontecimentos implausíveis, como a “viagem espacial” de Tracy, tudo faz sentido em seu contexto. Genial também foi a forma que todas aquelas personagens do Rockefeller Center, nº 30 enxergam o mundo, resultando numa das idéias mais bem sacadas da temporada. Enquanto Kenneth enxerga a vida como se estivesse na Vila Sésamo, o egocêntrico Tracy vê tudo girando em torno de si e Jack só consegue ver valores em sua frente. 30 Rock sempre me ganha pelos detalhes, como no momento em que Liz Lemon continua andando feito uma boneca de pano, mesmo depois que a cena voltou para o “mundo real”. Formidável! The Office “5×19: Two Weeks”: Depois de entregar o episódio impecável que precedeu este Two Weeks, The Office parece ter exagerado um pouco na dose “Michael Scott”, tornando o capítulo forçado e pouco crível, ainda que saibamos que a série se passa num “universo paralelo”. Apesar de corente com algumas atitudes pregressas de sua persona, o final do capítulo anterior deu a entender que ele iria ter um de seus (raros) insights pra provar a Scott que a idéia do novo superior regional era desnecessária, já que a filial de Scranton foi a única que, inexplicavelmente, trouxe lucro nos tempos de crise. A decisão de Pam também soou pouco natural, pois Michael não é nenhum Jerry Maguire. Sabemos que com esse novo chefe na cidade a casa vai cair, mas tudo poderia ter sido conduzido de forma mais sutil como a série costuma ser.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 26/03/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×07: Echoes”: Mais uma vez Dollhouse surpreendeu e mostrou a versatilidade de seu texto, trazendo um episódio que, apesar de muito estranho, foi intenso e trouxe mais avanços à trama, pois conhecemos um pouco mais do passado de Echo como Caroline. Pela primeira vez também a organização Dollhouse perdeu significativamente o controle de seus ativos por causa da disseminação da droga no campus da universidade. É claro que este capítulo não teve o impacto da semana anterior, mas a série não está fazendo feio. Até agora não vimos nenhum episódio abaixo da média ou que não fosse, no mínimo, interessante e revelador. Esta era uma história que poderia muito bem cair naquele estigma de “caso da semana” (e até começou assim), mas acabou mostrando que existe mais do que simplesmente discorrer sobre as aventuras dos “bonecos” enquanto estão em suas missões. Contudo, por ter sua duração estendida (lá fora é exibida quase sem comerciais), alguns diálogos são longos e sem foco, o que no fim das contas deixa algumas cenas pouco maçantes. Nada que prejudique o resultado final, felizmente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 27/03/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Notícias, The Office Tags: , , , , , , ,
27/03/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×09: Outer Darkness”: A fé de Bill Henrickson está sendo fortemente testada, na a família, nos negócios, nas relações interpessoais e a casa literalmente caiu para o sujeito que, como já disse aqui, é um mestre em postergar problemas. Mas Outer Darkness foi além da trama e mergulhou de cabeça nas entranhas da Igreja Mórmon, com uma cena que ocorre dentro de um dos rituais fechados da instituição (aquele que Barb infiltrou), o que incomodou muito os fervorosos Santos dos Últimos Dias, que chegaram até a exigir uma retratação do canal HBO. A série já havia forçado a barra cutucando alguma das controversas crenças mormonistas, como o fato deles terem que usar uma espécie de “roupa íntima” especial chamada Garmet. Detalhes à parte, o estranho conluio de Bill com Roman só evidencia o tamanho de seu desespero, revelando que as amarras dele com seu povo dificilmente serão rompidas. Funcionando como um bom filler, este episódio preparou o terreno para a reta final da série que, conforme prometeram, será bombástica.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/02/2009 na HBO americana.

bstatestaraUnited States of Tara “1×09: Possibility”: Quisera eu que United States of Tara ficasse somente em sua premissa e com aquela linda abertura, porque faltando apenas três episódios para o final de temporada a comédia de Diablo Cody ainda não consegue empolgar. Este nono episódio melhorou a ponto de não deixar a série insuportável, mas há um longo caminho pela frente até ela tornar-se merecedora de nadar no mar das grandes produções. Não se enganem com a montagem final com musiquinha e tudo mais, porque todo o capítulo se baseou inteiramente no romance adolescente homossexual de Marshall, quando o cerne de tudo deveria ser as disfunções de Tara e o reflexo dela na vida de sua família. Às vezes parece que criaram incongruentes núcleos dramáticos dentro  e, pelo que vimos até agora, não acho que seja proposital, denotando falta de controle da roteirista. Enfim, Diablo Cody, espero que me prove errado até o 12º episódio…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/03/2009 no Showtime americano.

btrustmeTrust Me “1×08: What’s the Rush / 1×09: Odd Man Out”: Ironicamente estes foram episódios sobre a quebra de confiança nas relações de Mason e Conner, a despeito do título da série. Apesar de eu ainda não entender bem a estrutura organizacional daquela agência (afinal, quem manda em quem?), o drama continuou a explorar bons momentos e conflitos quando descobrimos mais sobre o passado dos dois publicitários e o que eles passaram para chegar onde hoje estão. Sem querer martirizá-los ou mostrá-los sempre como os camaradas cool do lugar, a série foi feliz em ressaltar os defeitos de cada um permitindo que o público julgue-os não por suas ações ou omissões, mas sim pelo que eles fazem para contornar os obstáculos que muitas vezes criaram. Foi assim com Mason e sua filha e Connor e seu ex-parceiro de trabalho. Embora saindo sem empolgar muito, os capítulos marcaram o momento de transição na trama para o final de temporada que chegará em breve. É uma pena que a temporada é tão curta.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódios exibidos em 17/03/2009 na TNT americana.

Dollhouse “1×06: Man on the Street”: Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse , que já era boa, ficou muito boa de uma hora pra outra com aquele inesperado encontro entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão”. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências contundentes sobre a Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que ele, tomei um susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma de suas bonecas. Na verdade, Paul está vivendo uma mentira tão grande, sendo manipulado por eles da forma que bem entendem, que ele é praticamente um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), mas isso não comprometeu muito este revelador episódio.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 20/03/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×15: The Bubble”: Bom episódio de 30 Rock com o tema específico da “bolha”, mostrando (em um nível cômico absurdamente hilário) como a sociedade tende a favorecer os mais bonitos, dando continuação, ainda, à ótima participação de Jon Hamm (Mad Men). Divertido também foi o caso da renovação de contrato de Tracy e mais uma vez Kenneth salvou o dia, já que o astro não consegue viver sem o seu servente: “eu tenho que ir na casa do Sr. Jordan segurar sua mão enquanto ele assiste LOST“. Genial! The Office “5×18: New Boss”: Uau! Que episódio tenso e que cliffhanger foi aquele? A chegada do novo coordenador da região abalou as estruturas da Dunder Mufflin Scranton e sobrou até pro Jim, que não conseguiu dar uma dentro o dia inteiro. Afinal, ele começou com o pé esquerdo chegando fantasiado de smoking só para importunar Dwight. É óbvio que essa demissão de Michael não vai muito pra frente, mas o final me deixou mais tenso do que o de 24. E se o gerente regional que está na empresa há 15 anos é estúpido e faz as coisas do seu jeito, o novo chefe foi igualmente irracional impondo métodos e políticas sem o mínimo de sensibilidade. Enfim, poucas vezes tivemos um capítulo tão dramático assim, e foi muito bom!
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 19/03/2009 na NBC americana.

Considerações sobre algumas estreias que não vão entrar em nossa cobertura de forma alguma:

Better Off Ted “1×01 Pilot”: : Esta nova série  da ABC estrelada por Jay Harrington (Private Practice) e Portia de Rossi (Arrested Development) mostra o quanto o canal só vem piorando no quesito comédia, desde o fiasco  triplo Cavemen/Carpoolers/Miss Guided da temporada 2007/2008. A história é centrada no executivo de uma empresa “especializada” em desenvolver produtos de todo e qualquer gênero, de preferência os mais absurdos e maléficos possíveis, e seus “desafios” no dia a dia com a chefe inescrupulosa e exigente. Com um roteiro absurdamente mal escrito e lotado de “piadas” que não funcionam, Better Off Ted só é bem sucedida em criar um humor besta, datado e extremamente caricato, que deveria envergonhar os envolvidos nesta produção, até mesmo os contra-regras (juro que em determinados momentos me lembrei de Zorra Total). ABC deveria ser judicialmente compelida a parar de produzir comédias. Tenho convicção de que esta atrocidade será logo cancelada. Podem apostar e não percam tempo.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/03/2009 na ABC americana.

Kings “1×01/1×02″: Goliath: Depois de finalmente terminar de ver este piloto estendido com muito custo, concluí que este pomposo drama da NBC não só é previsível (um plebeu que deve virar rei, oh) e pretensioso demais para ir longe num canal aberto, como também não serve nem como uma obra de crítica política e social (como foi Battlestar Galactica) de tão escancarada que é em seus objetivos (vide as cenas no tal parlamento de vidro). A produção é até caprichada, tem cara de ser despendiosa, mas por isso mesmo não vejo muito futuro nesta monarquia moderna e lúdica concebida por co-produtores de Heroes e Smallville. Estes foram alguns dos episódios mais enjoativos que assisti há um bom tempo, mesmo depois de ter visto estas duas comédias que comentei aí em cima. Como estamos em época de crise, não recomendo a devoção (com o perdão do trocadilho) a este drama antes de saber se ele realmente estará garantido por, pelo menos, o reinado de uma temporada completa.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/03/2009 na NBC americana.

Aff, que Mid Season fraco!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Better Off Ted, Big Love, Dollhouse, Kings, The Office, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , , , ,
21/03/2009 - 01:20

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×08: Rough Edges”: Se você parou de assistir Big Love por qualquer motivo, ou nunca assistiu, volte ou comece (e pare de ler, porque tem spoiler). Esta 3ª temporada segue de forma irrepreensível e em mais um episódio com chocantes acontecimentos, notadamente com relação à exposição da traição de Nikki com seu ex-chefe. Me admira, contudo, a passividade com que Bill tratou a questão, da mesma forma que ele lidou com a gravidez e aborto da filha. Agora, será que ele está agindo assim porque é o “herói” da série (o que denotaria covardia dos roteiristas) ou porque ele realmente está passando por um momento de contestação de suas crenças? Eu aposto nesta segunda hipótese, pois é notório que Bill tem uma mania de postergar seus problemas até que eles se tornam algo insuportável para toda a sua família. Logo ele deve dar o grito. Sinto, contudo, que as histórias de Barb e Margene andam muito paradas, o que é negativo, já que com toda as atenções voltadas para as polêmicas da venda da carta Mórmon e a aquisição do cassino, vamos ficando cada vez mais afastados do dia a dia da família plural que, pra mim, já é suficientemente interessante.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 08/03/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×08: Abundance”: Só continuo assistindo e comentando United States of Tara por pura inércia e porque a temporada é curta. Diablo Cody prometeu, chegou com Tara e seus alters, não estabeleceu bem a que propósito tudo veio, gerou hype e até agora a série segue em um ritmo que não fede nem cheira. Alice apareceu, Marshall continuou com sua quedinha pelo amigo, teve um previsível encontro com o pai do garoto e pacatamente mais um episódio se encerrou de forma lacônica, como todos. O “nome na porta” de Steven Spielberg como produtor executivo já nem soa tão pomposo, porque recordo-me que ele também esteve por trás de Indiana Jones IV, Transformers, Homens de Preto II e A Lenda do Zorro. Vamos ver se e quando esta “comédia” irá emplacar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/03/2009 no Showtime americano.

24 “7×13: Day 7: 8:00pm – 9:00pm”: O relógio mudo, o sacrifício de Bill, a tomada da Casa Branca por Juma e a dura restituição do poder fizeram com que esta fosse uma das horas mais emocionalmente desgastantes de toda a série, ainda que eu não seja tão fã do patriotismo republicano que muitas vezes impera no drama. Bastou ver os rostos esgotados e cansados de Jack, Taylor, Pierce e equipe para despertar nossa empatia com toda aquela aura de derrota que foi cuidadosamente criada num dos locais mais protegidos do mundo. Abro parêntesis aqui para elogiar a correta direção de arte, que recriou muito bem a edificação com base em fotografias e vídeos da verdadeira, fazendo com que a experiência fosse ainda mais enriquecedora. Efeitos, cenografia e atuação de qualidade (seja de qualquer época ou contexto) é aquela que você não questiona e às vezes até faz você esquecer que está vendo um mero programa de TV. Este episódio me fez esquecer isso diversas vezes e este é um mérito que poucas produções hoje conseguem. 24 traz momentos absurdos que são tratados de forma real por um roteiro sempre sensato. Já são 9 da noite, Bauer está sozinho novamente e caçado pela polícia e o drama segue imprevisivelmente delirante!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/03/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×17: I Will Follow You Into the Dark”: Intenso, emocionante e promissor. É assim que foi a volta de Grey’s Anatomy para esta reta final, explorando muito bem todo o potencial dramático que esta produção sempre teve, mas que às vezes ficou ofuscado (alô, 4ª temporada). Quase no centro das atenções ficou Izzie e sua árdua aceitação de que a paciente X – que é ela – não tem muito tempo de vida, levando-a apreciar as pequenas coisas que corriqueiramente todos nós ignoramos. Mas este foi o episódio de Sheppard, que estourou no trabalho depois de tantos anos acumulando as inevitáveis perdas que sua especialidade médica traz. O estresse, o esgotamento e o erro foram os catalisadores de sua versão dark e imprevisível que nos foi apresentada naquele final. Eu acredito que, no fim das contas, ele não jogará a toalha como fez com o anel de noivado de Grey, mas a cena em si já valeu. Foi uma interessante e inesperada mudança na personagem. Shonda Rhimes está caprichando este ano…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/03/2009 na ABC americana.

Battlestar Galactica “4×19: Daybreak, Part I”: Eu adoro Battlestar Galactica, todos sabem, considero uma das melhores séries recentemente produzidas (que os Deuses do SyFy a tenham), mas este episódio foi aquém do que o mais otimista dos fãs poderia esperar (estou certo, Cavalca?). Começou muito bem, com os curiosos flashbacks em Caprica City, mas depois de ver Laura Roslin de pijama numa fonte de praça ou Baltar pra cima e pra baixo com a Número 6, notei que eles estavam ali pra preencher tempo, como uma tradicional novela brasileira faz, deixando tudo para o derradeiro capítulo. Até mesmo na nave a narrativa foi arrastada, cheia de pausas e simbolismos para no fim chegarmos ao maior anti-clímax de toda a temporada. Eu tenho certeza de que a segunda parte será estrondosa (ainda não vi, está passando neste momento em que escrevo esta resenha), mas por enquanto este primeiro Daybreak só serviu como um longo e cansativo prólogo do fim, sem acrescentar muito à tudo que já foi muito bem dito e feito. Fraking sorry, fans!
Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 13/03/2009 no SyFy.

Dollhouse “1×05: True Believer”: Eu estou realmente surpreso com o bom desenvolvimento de Dollhouse, a cada semana trazendo um caso curioso e diferente, porém sem desamarrar os nós que vão desconstruindo a personalidade robótica de Echo. Talvez eu esteja achando isso porque Joss Whedon pediu para não criarmos expectativas com seu drama, mas até agora nada foi decepcionante ou sem coesão com o que foi proposto no piloto. Pelo contrário, em True Believer, vimos a Casa de Bonecos ajudando uma agência federal anti-armas como uma “contratada independente”, levando Echo diretamente para dentro de uma comunidade religiosa fechadíssima, que me lembrou inclusive a “compound” de Big Love, repleto de ação, tensão e com ótimas atuações de todo o elenco. Recentemente o criador veio a público dizendo que nem chegamos na melhor parte ainda. Que bom!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/03/2009 na FOX americana.

b30office 30 Rock “3×14: The Funcooker”: Eu geralmente não gosto de Tracy Jordan e Jenna, mas neste episódio eles foram excepcionalmente hilários, com as propagandas que o astro do TGS comprou na TV e a determinação da atriz em permanecer acordada para lidar com os trabalhos na TV e cinema. Sinto falta de mais aparições do Dr. Leo Spaceman, que são sempre brilhantes. Em contrapartida, as histórias paralelas de Liz e Donaghy foram desanimadoras (especialmente a de Liz no tribunal). Não foi dos melhores, nem dos piores. The Office “5×17: Golden Ticket”: Embora tenha sido possível antever o twist do final do episódio, a história da promoção Willy Wonka que Michael “bolou” foi uma das melhores desta temporada! Quando ele percebeu o estrago, – já que apenas um cliente recebeu todos os tíquetes dourados que davam milhares de dólares em descontos – impensadamente colocou toda a culpa em Dwight para depois assumir o crédito ao descobrir que o resultado havia sido positivo. Genial, também, foi a obstinação de Dwight em manter a história como uma justa punição ao seu superior, com a ajuda de Jim. The Office rotineiramente eleva o próprio nível, graças também às excelentes atuações de Steve Carell e Rainn Wilson.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office Half Star
Episódios exibidos em 12/03/2009 na NBC americana.

É isso! Demorou, mas chegou. Não falei de Kings (nova série da NBC) porque simplesmente não consegui chegar ao final do piloto até agora. Tirem suas conclusões daí. Bom final de semana para todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Dollhouse, Greys Anatomy, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , , ,
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