De quê adianta, AXN? De que adianta anunciar por meses com toda pompa do mundo que vai estrear a 6ª e última temporada de LOST com apenas uma semana de diferença com os EUA se vocês não têm o MÍNIMO de respeito com o telespectador que confiou na proposta do canal? Poxa, aqui é Brasil. B-R-A-S-I-L! Tenho certeza que milhares de espectadores se surpreenderam com as legendas EM PORTUGÊS DE PORTUGAL exibidas no primeiro bloco de “Perdidos“. Uma falha como estas, mesmo que tenha sido normalizada a partir do 2º bloco, mostra o quanto a nossa TV PAGA é tecnicamente despreparada. Isso fora os erros (”aeromoça” virou “pilota”; “lugar” virou “sítio”; “banheiro” virou “casa de banho” e por aí vai), a sincronia precária, palavras cortadas, o baixíssimo tempo de permanência em tela (menos de um segundo por texto), a qualidade SD, o irritante excesso de comerciais (por que pagamos, hein?), cenas CORTADAS e tudo mais. É muito, mas muito complicado ser consumidor no Brasil, mesmo com uma legislação protetiva e abrangente. Estamos à mercê dos prestadores de serviços. Vocês tiveram UMA SEMANA inteira pra colocar uma tradução decente no ar! Sabe em quanto tempo os anônimos legenders de Internet, que canais e distribuidoras tanto condenam e perseguem, fazem? Em pouquíssimas horas! HORAS! Está explicado porque vivem querendo fechar sites de legendas através de organizações como ADEPI e APCA: porque os canais estão a anos luz de atingirem a qualidade, agilidade e eficiência destes.
Enfim, pra quem vai literalmente se aventurar em assistir LOST pela TV PAGA, aqui os meus comentários de “6×01, 6×02: LA X”. Mais tarde falaremos de “6×03: What Kate Does”. Ah, e se você vai continuar assistindo pelo AXN e espera que na semana que vem vão passar o episódio 6×03, ESQUEÇA! O tal intervalo de uma semana virou DUAS porque na próxima eles vão reprisar este! Ou seja, novo inédito na TV PAGA somente dia 23/02!
(Fringe “2×15: Jacksonville) Magnífico, surpreendente e aterrorizante: certamente me faltarão adjetivos para descrever este episódio de Fringe, uma série que vem cuidadosamente construindo uma excelente história que acaba de atingir seu ápice. Pra começar, tivemos uma das cenas de abertura mais impactantes de toda a história do drama, com o choque de dois universos paralelos causando um cenário de terror e repulsa, com os corpos literalmente fundidos uns nos outros. E foi através da investigação desta enorme manifestação do Padrão que nós mergulhamos como nunca antes na mitologia da série, com direito a uma profunda olhada no passado de Olivia Dunham e nas experiências que Walter Bishop conduziu na moça. O dom que a agente do FBI desenvolvera quando jovem através do auxílio das drogas aplicadas por Bishop tornou-se obrigatório – ela precisava enxergar os objetos vindos “do além” o mais rápido possível, já que para contrabalancear a massa do prédio que invadira nosso mundo, outro inevitavelmente seria “levado”.
Tudo isso pode soar bizarro e ilógico para um Observador de fora, alguém que não acompanha Fringe, mas um dos méritos da série é o de justamente fazer sentido neste fantástico universo (ou universos) criado. E digo mais: a ciência marginal de Fringe às vezes nem é tão absurda assim, já que muitas vezes ela não está tão longe assim de nossa realidade. E mesmo com um ritmo invejável, desde o retorno de Olivia à “cadeira” até a espetacular cena final com o desaparecimento do prédio sob os olhos de dezenas de pessoas (facilmente enganadas, segundo Broyles), foram mesmo os últimos segundos de Jacksonville que causaram arrepios. Agora novamente com o controle do dom de enxergar o que não pertence a este universo, Olivia descobriu o triste segredo que motivou Walter a realizar tantas atrocidades em sua vida – seu amor incondicional ao filho e o ato desesperado de trazer sua “versão” paralela para este mundo após precoce sua morte. Não há dúvidas que atingimos um ponto sem volta nesta emocionante história. Fringe lamentavelmente fará uma pausa agora, retornando em Abril na TV americana. Fará muita falta. Cotação Bruno Carvalho:
Está aí algo que eu realmente não esperava ver, pelo menos tão cedo: Jay Leno e David Letterman juntos a Oprah em um comercial para o Late Show durante o Super Bowl de ontem. Depois de toda a confusão na NBC sobre o comando do Tonight Show, David Letterman claramente tomou partido do apresentador despedido Conan O’Brien e vinha martelando Leno em seus monólogos nas últimas semanas. Enquanto isso, o “queixudo” concedeu uma entrevista à Oprah que prejudicou ainda mais sua imagem, pois ele culpou a baixa audiência do Tonight Show a O’Brien. Letterman e Leno não se bicam direito desde quando uma situação semelhante ocorreu entre os dois nos anos 90, conforme expliquei nesta matéria. O mais curioso é que segundo o site EW, a ideia do comercial teria partido do próprio Letterman, para dar uma “amenizada” na situação do ex-colega. Confira:
O comercial acima é uma espécie de remake deste protagonizado apenas por Letterman e Oprah, quando estes é que eram brigados. Tudo na paz agora, pelo visto!
Glee já é um fenômeno mundial e por isso mesmo todo mundo quer um pedaço da série. Na TV paga brasileira, quem detém os direitos é a FOX Brasil, que anda divulgando inadvertidamente que a série está em seus últimos episódios, com apenas 13 capítulos exibidos. Mentira. Glee recebeu encomenda de 22 nos EUA para a 1ª temporada – o normal para os padrões da TV aberta de lá – e não de apenas 13. Sectionals, que a FOX Brasil insiste em chamar de “final de temporada” e que será exibido dublado nesta quarta às 22h, marca apenas o início de um longo hiato que foi necessário para a produção de novos roteitos. E apesar de já garantida para a 2ª temporada, não há sequer previsão de estreia desta, já que ainda faltam 9 episódios tanto no Brasil quanto nos EUA para a 1ª temporada se encerrar. A FOX Brasil aparentemente faz isso para evitar a pressão dos fãs pelos inéditos que só vão retornar por aqui no segundo semestre, conforme divulgou a assessoria de imprensa. Ou talvez porque eles não têm a menor noção do produto que veiculam. Uma pena, pois o longo hiato também aconteceu nos EUA (lá Glee só retorna em Abril com o episódio 14). Outra confusão também diz respeito a quem vai exibir a série na TV aberta. Todos sabem que a Globo tem um contrato com a FOX, mas noticiam que o SBT (parceiro principal da Warner) garantiu os direitos. E isso, pelo visto, procede. A Globo não exerceu seu poder de preferência e o canal de Silvio Santos levou a melhor na disputa com a Record em uma feira de TV. A estreia aberta também deve ficar para o 2º semestre.
Glee no Brasil?
E por falar em SBT, no último sábado os sites Terra, UOL, Globo.com e R7 noticiaram que o elenco do musical desembarcará em Salvador no próximo dia 10 para o carnaval. O curioso é que esses grandes portais atribuíram a nota a declarações de um perfil falso de Silvia Abravanel no Twitter, já que a página verdadeira da diretora do SBT e filha de Silvio Santos no serviço de microblogging é fechada. Além disso, disseram também que um suposto empresário mexicano estaria viajando com a trupe pela América do Sul, mas o jornalista Paulo Antunes apontou que não existe qualquer referência oficial deste sujeito em toda a Internet. Por enquanto nenhum representante da série ou dos artistas confirmou a informação. Tudo na base do “diz que me diz”. Como diria o narrador da Globo, “Glee é uma turma que causa e apronta uma tremenda confusão por onde passa”!
Contradição: O ator Chris Colfer, que interpreta o Kurt em Gleedisse há pouco em sua conta verificada no Twitter que acabou de assistir ao musical Mary Poppins, que está em cartaz nos EUA. Como ele estaria no Paraguai com o suposto empresário mexicano ao mesmo tempo, conforme “confirmou” o Terra? Já Mark Salling, o Puck, que também já estaria na América Latina a caminho de Salvador, postou há poucos instantes uma foto tirada no saguão de um hotel em Las Vegas e durante o final de semana inteiro relatou sua estadia na cidade. O “compromisso” com a informação dos portais R7, Terra, UOL e Globo.com impressiona.
Atualização: Depois que fizemos a matéria, gentilmente divulgada por todo o Twitter com a ajuda dos leitores, os perfis do empresário e de SIlvia Abravanel foram apagados.
Damages (3×01: Your Secrets Are Safe): Paty Hewes está de volta e posso dizer que apenas este primeiro episódio de Damages me empolgou bem mais que a 2ª temporada inteira. Quase um ano após os obscuros eventos que separaram Ellen e Patty, a poderosa litigante está agora envolvida em mais um caso high profile, desta vez como curadora dos bens bloqueados de um empresário que deu o famoso golpe da pirâmide financeira (sim, igualzinho Bernie Madoff). E como sempre, o jogo de bastidores já começa intenso, com uma família devastada, troca de acusações, polícia e muita mentira. Mas o que sempre chamou a atenção em Damages é o fato de sua narrativa fazer um salto de seis meses no futuro para revelar um trágico e misterioso acontecimento. Pois é, ver Tom Shayes morto em uma lixeira não foi nada fácil. Your Secrets Are Safe inicia, então, a colcha de retalhos com ações, omissões e muito dolo. Ah, sim, o dolo! Desde quando Patty Hewes levanta da cadeira sem ter uma segunda intenção em mente? Colocar o nome de Shayes na porta? Ótimo, mas ela é capaz de ter causado tudo isso apenas porque não gostou do formato do novo logotipo. Não estou dizendo que ela é a culpada, mas sim que ela pode (e deve) ter algo a ver com a morte do sócio. Aí temos um mendigo, um celular, e a bolsa da Ellen. É curiosíssimo ver Damages costurar esses flashbacks e flashforwards com um elenco afiado (destaque para Martin Short!) e um texto sinistro, cru e sempre surpreendente. Bring it on, Hewes! Cotação Bruno Carvalho:
Big Love (4×03: Strange Bedfellows): Meu Pai Celestial! Esta 4ª temporada de Big Love mal começou e já está impressionante, a começar pelo envolvimento amoroso intenso entre Alby e Dale, o que ele hipocritamente chama de “mera diversão”. O filho de Roman Grant é tão amarrado ao credo em que foi criado, que não apenas não se aceita, como também se condena através da projeção do julgamento de seu pai. Já Bill decidiu mesmo que vai iniciar sua perigrinação ao Senado. Mas a “bomba” do episódio não foi Barb atropelando uma nativo-americana, nem a prisão de Nikki com uma 38 num prédio federal ou o ex-marido dela emergindo como o vilão da série. Nem de longe. Quem roubou este episódio com um beijo foi Margene em Ben, numa das cenas mais “WTF” de toda a série! Ora, sempre soubemos que pela aproximação de idade os dois tinham uma ligação maior, mas que momento que escolheram, não? Em rede nacional! Minha cara ficou igual a da Barb, pois eu jamais esperava algo do tipo com tanta confusão na família dos Henrickson. Big Love, que inclusive está garantida por mais uma temporada (valeu HBO!), é um drama comportamental obrigatório e corajoso, com uma crítica sócio-religiosa escancarada e muito incisiva. Cotação Bruno Carvalho:
Caprica (1×02: Rebirth): Depois que assisti ao piloto de Caprica há 8 meses, disse que esta era a única série de 2010 por qual eu realmente esperava, não só pelo fato dela ser ambientada no universo da finada Battlestar Galactica. E mesmo com esta grande expectativa, a série conseguiu surpreender. A falecida Zoe Graystone desenvolveu o avatar perfeito, uma cópia virtual de si que permitiu a criação do primeiro Cylon e abriu as portas para uma infinidade de questões éticas e morais que terão a ex-integrante do grupo monoteísta Soldados do Um como principal protagonista. Seu pecado original deu início a uma relação antes inexistente entre humanos e máquinas, que em Caprica se apresenta em seu estágio mais primitivo. Foi magnífica, inclusive, a decisão da série em “humanizar” Zoe para nós quando ela está “presa” no corpo do guerreiro metálico, o que não apenas faz um enorme sentido em termos narrativos, como também é uma bonus feature tremenda para os fãs da saga estelar. Caprica deixou claro que não será um drama fácil que entregará tudo mastigado ao espectador. O ponto alto do episódio, claro, foi a mãe de Zoe expondo ao mundo que sua filha era uma terrorista (e não era), apenas para desesperadamente poder dizer que sabe algo sobre ela, por pior que seja. Existem muitas camadas sobre a curiosa sociedade de Caprica City antes da “primeira queda” que precisamos desvendar, como os casamentos plurais, as religiões conflitantes e o fundamentalismo do grupo Soldados do Um e qual será sua participação nos bombásticos eventos que um dia virão. Sem dúvida alguma, Caprica é a melhor surpresa de 2010 até agora. (ah, e obrigado Alessandra Torresani – a Zoe em pessoa – pelo RT!) Cotação Bruno Carvalho:
Friday Night Lights (4×10: I Can’t; 4×11: Injury List): É sempre bom poder elogiar uma série quando ela merece, mas também existe a hora de puxar a orelha. Friday Night Lights passou grande parte de suas 4 temporadas sem demonstrar qualquer sinal de desgaste, pois sempre soube trazer tramas interessantes para a telinha, mesmo quando as baixas e trocas no elenco eram inevitáveis. Pois eis que esta reta final o drama realmente andou me desapontando. O novo elenco não está dando liga. O drama de Vince com a bandidagem e sua mãe drogada; a ameaça ao time com a lesão de Luke e até mesmo Julie com essa de construir casas para a caridade não empolgam. Nem a volta de Matt Saracen foi interessante. De fato, além de Eric e Tami Taylor, somente o “núcleo” Riggins tem rendido bons momentos, o que é triste já que ele também é um que vai abandonar a série. A poucos episódios do final, Friday Night Lights precisa colocar a cabeça de volta no jogo literalmente. A série precisa de fôlego para manter sua qualidade e continuar, mesmo estando garantida por, pelo menos, mais uma temporada. Cotação Bruno Carvalho:
Fringe (2×14: The Bishop Revival): Eu ando rasgando elogios à Fringe há alguns episódios não é à toa. A série conseguiu sobreviver ao estigma da “2ª temporada” sem deixar a peteca cair, constantemente aprimorando-se de um capítulo para o outro. Mas eu achei que iria gostar de The Bishop Revival bem mais do que eu gostei, já que o episódio veio para estabelecer algo que já estava muito bem arraigado: a família é importante para Walter. Assim, a plot com esta ameaça nazista surgiu como um pano de fundo para que a série novamente batesse na tecla desta proposta, tornando-se um filler tão dispensável quanto aquele que fora exibido fora de ordem pela FOX americana há algumas semanas. É uma pena que Fringe não quis inovar quando poderia muito bem fazê-lo, mas uma coisa é certa: eles têm muito crédito conosco e o episódio passou longe de ser ruim. Foi interessante e tenso com a trama do nazista e seu experimento para o “controle de raças”, apenas não tanto quanto eu esperava. Cotação Bruno Carvalho:
House (6×11: Remorse): House é o tipo da série que sabe muito bem quais elementos deve utilizar para criar uma boa história e eles o fazem introduzindo uma personagem capaz de deixar Greg naturalmente mais interessado por um caso do que o normal (pena que com menos frequência, ultimamente). E quando o bom doutor se importa, nós nos importamos, pois ele vai fazer de tudo para se aprofundar em cada célula do novo problema apresentado. Uma paciente psicopata que cospe na moral e nos bons costumes e ainda provoca o desejo de vingança na Thirteen? Ora, um win-win! É bom também quando um caso interfere diretamente na vida pessoal do médico, o que culminou na história do pedido de desculpas a um colega de faculdade que ele prejudicou com uma de suas peças, revelando um pouco mais do que se passa em sua perturbada cabeça. Ainda assim, House continua com uma temporada irregular e bastante aquém das anteriores. A cada novo capítulo eu fico na esperança de que a estrutura narrativa se altere para a que vimos no início deste 6º ano. Ah, e poderiam tirar o Foreman logo. Não está fazendo a menor falta. Cotação Bruno Carvalho:
Life UneXpected (1×02: Home Inspected): Eu dei mais uma chance a Life UneXpected para vocês não ficarem dizendo que eu abandono as séries no episódio piloto por má vontade. O segundo episódio deu o tom de como deve ser a série: um vai e volta sem fim e com algumas incoerências que já começaram a me incomodar. Vou dar um exemplo: Lux cria uma celeuma sobre como vai pra escola, apesar de sempre ter se virado e juntado não sei quantos mil dólares para morar sozinha. Ela acaba fazendo com que o pai dela vá de táxi com a turma de bêbados levá-la. Ora, tudo isso para que ela chegue na escola e saia escondida para ir pra “república” com o namorado e com os outros órfãos abandonados/descolados? Ah, gente, fala sério! Se ela queria sair escondida, porque não o fez logo? Ah, sim: porque o roteiro é fraco. A estrutura dos episódios também é bem pobrinha. Tudo está bem, aí criam novos problemas e no final fica tudo bem de novo, todos se abraçam, ela ganha um quarto com iPod, pôsteres bacanas e pronto. Andei dando uma olhada no episode guide e o próximo se chama Rent Uncollected, ou seja, a “ameaça” da vez deve ter algo a ver com a cobrança do aluguel. Isso já foi muito bem desenvolvido em Chaves. Não estou dizendo que Life UneXpected não tenha lá seus méritos, como ressaltei na resenha do piloto. Ela é agradável, divertidinha e possui alguns diálogos legaiszinhos. Mas é dispensável. Continuarei acompanhando em off e , se melhorar, ganha um Season Pass, fechado? Cotação Bruno Carvalho:
Faltou comentar as comédias, eu sei. Vou deixar para o início da próxima semana. Aguardo seu comentário!
A espera acabou, o tempo para perguntas também. Esta é a promessa do canal ABC com o trailer do próximo episódio de LOST intitulado “6×03: What Kate Does”. Ressalto que o vídeo pode conter spoilers para quem ainda não assistiu aos dois primeiros episódios da nova temporada, comentados aqui. No Brasil LOST chega oficialmente na próxima terça 09/02 às 21h pelo AXN. Aliás, vale parabenizar o canal pelo curtíssimo intervalo de tempo com relação à exibição americana – 1 semana – o que demonstra um respeito enorme com os fãs da série, além de abrir um ótimo precedente para a concorrência. Fique aí com o trailer do próximo LOST:
P.S.: A Semana em Série atrasou, mas lançarei os comentários dos episódios em edição única nesta sexta, ok?
(LOST “6×01 LA X, Part 1, 6×02: LA X, Part 2″):Obrigado por voar com a Oceanic Airlines. Ajuste seu assento na posição vertical, trave a bandeja à sua frente e aperte os cintos. Há oito meses, quando Jack Sheppard decidiu jogar com o destino de toda a ilha convencendo seus companheiros de que a saída para o dilema temporal seria detonar a ogiva, nós perguntamos: o que acontecerá? Para a surpresa de uma imensa plateia espalhada pelo mundo, testemunhamos o início de temporada mais definitivo, determinante e surpreendente de LOST. Jack e todos os sobreviventes voltaram a ser meros passageiros de uma aeronave seguindo corretamente seu plano de vôo, até mesmo porque nunca sofreram o acidente do qual iriam sobreviver. A ilha não passa de uma ruína submersa esquecida pelo tempo, com todas as suas mitologias e mistérios confinadas pelo incomensurável peso do Pacífico. Ah, já ia me esquecendo. Para a surpresa de uma imensa plateia espalhada pelo mundo, testemunhamos também Jack, Sawyer, Kate, Juliet, Hugo, Jin, Sayid e todos os demais – agora sim, sobreviventes – de volta ao presente da ilha, que mantém viva todas as suas mitologias e mistérios. E é na maior e mais incompreendida reviravolta narrativa da série que oito meses depois passamos a perguntar: afinal, o que aconteceu?
O homem de ciência, com as suas certezas e teorias, explicará criando uma tal caixa, colocar veneno nela e um gato para expor através da mecânica quântica que estamos diante de um paradoxo cujo colapso somente virá no momento de sua medição. Enfim, ele vai tentar explicar de forma lógica que ele não sabe. O homem de fé, com seus princípios e incertezas, acreditará que “o que aconteceu, aconteceu” e que ele, em sua humildade e insignificância, também não sabe. Como o Jack prepotente e agitado pode coexistir com o Jack sereno que aprendeu a aceitar o irreparável? Em LA X ambas realidades nos são apresentadas e o que é mais ultrajante: não nos disseram qual é a que vale. E afinal, qual é a realidade mais trágica? Qual é a mais aceitável? Qual é a menos dolorosa? Até que ponto devemos nos preocupar com o desejo sanguinário de vingança de Sawyer após perder sua amada Juliet pelo plano de Jack ou sorrir com a inocência do golpista ao ajudar a morena sardenta a fugir de seu captor no saguão do Aeroporto Internacional de Los Angeles? Esqueçamos flashbacks, flashforwards, o que quer que seja.
Pelo 5º ano consecutivo, LOST não simplesmente muda ou reorganiza as peças que estão no tabuleiro, como também muda o tabuleiro! De um lado temos o “claro” e do outro o “escuro”, exclamou John Locke para o garoto Walt assim que ele posou forçadamente naquela ínsula. “Hoje”, Jacob adota a figura do bem enquanto o “homem” vestido de Locke assume a forma do mal – aquela mesmo que chamamos de monstro – e temos formado um verdadeiro campo de guerra (digno de um final de temporada, cabe ressaltar) com os lados opostos prontos para se colidirem. Mas de que adianta toda esta movimentação, seja com os novos “Outros Outros”, a ressurreição de Sayid, o descontentamento do “homem” com os sobreviventes do voo Ajira etc., se pode ser que tudo isso esteja constrito a uma realidade vislumbrada, paralela ou até mesmo esquecida? É, caros leitores, que bom não apenas que LOST retornou, como também está de volta este sentimento de inquietação sobre a incerteza e o fascínio por uma criação que instiga a vontade de repercutir cada milissegundo que se passa. Eu não apenas me recuso a descartar quaisquer das realidades apresentadas, como ainda acredito que de uma forma ou outra elas inevitavelmente vão se encontrar trazendo o sentido que todos nós estamos buscando. É até triste que nenhuma proução atual nos faça querer pensar tanto assim sobre cada pormenor, cada cena, cada fala. Sim, a melhor série da TV é esta e ela está definitivamente de volta! É o início do fim e isso nós temos que aceitar, acreditando ou não.
Cotação Bruno Carvalho:
- Considerações Adicionais:
- Questionaram nos comentários se assim como os sobreviventes, a Kombi também viajou no tempo. Ora, me parece óbvio que o veículo permaneceu intocado no mesmo local até ser novamente reencontrado. Ou, em último caso, ela viajou sim como sempre aconteceu com os objetos “cênicos” dos sobreviventes, conforme bem apontaram nos comentários. Isso é totalmente coerente com a mitologia da série, não constituindo “fato novo” ou furo de roteiro. Eles não dariam esse ponto sem o devido nó.
- Quando assisti ao episódio esta madrugada, depois de quase 24 horas acordado, não cogitei o fato de que a “ressurreição” de Sayid poderia ter a ver com a encarnação de Jacob em seu corpo – o que explicaria inclusive sua grande importância, como estava escrito naquele pedaço de papel.
- Então, segundo Juliet, “funcionou”. Será que apenas com o tempo estas duas realidades vão se estabilizar em uma só e o objetivo pretendido por Jack irá? É uma corrente válida, não?
Existe outro assunto pertinente no mundo das séries nesta terça-feira 02 de Fevereiro de 2010? Impossível. A ansiedade e a expectativa começam a dar lugar esta noite ao inevitável sentimento de perda. É hora de começarmos a nos despedir da ilha, pedra por pedra, trilha por trilha. E dos amigos. Ah, os sobreviventes do vôo 815 cujas aventuras, desafios e desesperos nós acompanhamos nos últimos 5 anos. É o início do fim, o ponto sem volta. A partir desta noite em grande parte do mundo LOST começa o ensaio de seu ato final. Serão 18 episódios que culminarão no curtain call do dia 23 de Maio de 2010, quando os veremos pela última vez. E a partir de hoje o LiGado em Série fará com vocês esta jornada com data marcada para acabar, através dos comentários no blog, da cobertura das últimas novidades no Twitter e, é claro, abrindo espaço para que vocês deixem registrado todas as surpresas, frustrações, teorias e impressões destas horas finais. É hoje, galera, preparados ou não! LA X Parts 1 and 2!
24 (8×05: Day 8 8:00 PM – 9:00 PM): Ora ora, nada mal para um episódio em que Jack Bauer ficou praticamente o tempo inteiro dentro do carro, não? Na 5ª hora deste novo dia, a trama de 24 começa a ficar mais complicada à medida em que os minutos passam, já que a tentativa de ataque ao presidente Hassam foi mesmo apenas o início de um novo golpe arquitetado por traidores anti-reformistas em conluio com os russos. Bom também que o desenvolvimento dos acontecimentos das últimas horas tiveram um impacto mais coerente de Hassam, adotando uma postura mais passional e violenta – algo que havia me incomodado muito nos anteriores. E por falar em “coerência”, confesso que está sendo difícil ver “Kara Thrace”, a eterna Starbuck de Batthestar Galactica, agindo de forma submissa àquele ex-namorado bandido dela.
Até quando essa Dana vai tolerar estes abusos, ainda mais considerando que ele pode abrir a boca sobre seu passado dark? Tem uma boa história sendo construída aí. Mas vamos combinar que quem não só segurou o episódio, como também se destacou, foi Renee Walker dando continuidade à sua incursão disfarçada pela máfia russa, gerando mais uma vez os momentos mais “WTF” deste início de temporada. Poxa, até mesmo Jack já precisou passar por uma cota gritante de situações extremas pra ficar 1/3 do que a mulher está pirada e com tendências suicidas que dão medo. MVP total para a atriz Annie Wersching, que se revela como a melhor adição ao elenco da série nos últimos anos. Teve ainda muito jogo político na ONU, Chloe com suas suspeitas na CTU e o russo Josef desobedecendo as ordens do pai e levando o irmão doente para o médico. Esta hora foi um filler, sim, mas dos bons e promissores! Cotação Bruno Carvalho:
Ainda esta semana no blog, comentários de Damages, LOST, Big Love, Caprica, Friday Night Lights, Fringe, House, Life UneXpected e muito mais! Fique LiGado!
Jackie Peyton, americana, casada, enfermeira registrada, residente e domiciliada em Nova York, NY. Mãe de duas filhas. Viciada e infiel. Impiedosa e justa. Altruísta. Bondosa. Santa. Nurse Jackie foi uma das surpresas mais agradáveis de 2009. Edie Falco, a eterna Carmela Soprano, interpreta esta curiosa e misteriosa mulher numa comédia de humor negro original e inteligente do Showtime, o mesmo canal que nos trouxe as inigualáveis Dexter, Weeds, Californication e The Tudors. A 1ª temporada começa a ser exibida tardiamente no Brasil pelo novo canal Studio Universal (antigo Hallmark) a partir desta segunda 01/02 (21h) e a 2ª temporada vem aí:
Big Love (4×02: The Greater Good): De polígamo dissidente da Juniper Creek a Salvador do Princípio? As coisas começam a tomar forma nesta 4ª temporada de Big Love com a “decisão iluminada” de Bill de mudar a cara da poligamia concorrendo ao Senado. Mais uma vez usando a religião como desculpa para agir de acordo com sua sempre tortuosa agenda pessoal, o patriarca das três famílias mais complicadas de Salt Lake City conseguiu superar até mesmo as loucuras de Roman e Ably Grant. Mentir para a Igreja Mórmon? Foragir da justiça? Usar a fé para o próprio enriquecimento? Ora, Bill não é nada diferente de seu cunhado e ex-sogro, a quem tanto perseguiu colocando até mesmo a máquina administrativa do Estado à seu favor. É muito bom que Big Love voltou a discutir sua premissa, sem deixar de trazer novos e interessantes casos: a “tentação de Alby”, o testamento da fé de Nikki e de seu amor à Bill, a emancipação de Sarah (só não compreendi bem a volta do ‘Zeljko’). Aliás, apontei como “conveniente” o romance de Alby com o curador dos bens da compound, mas o desenvolvimento desta história não está deixando a desejar. O cara frequenta um grupo de “gays anônimos”? Uou, isso vai dar muito pano pra manga. E qual será a cara que os Henrickson darão à poligamia com o enfraquecimento da comunidade? Será que Bill espera que a prática contraventista não só seja exposta, como também aceita em todo Utah? Quem sabe em todos os EUA? Essa eu vou querer ver bem de perto!
Grey’s Anatomy (6×12: I Like You So Much Better When You’re Naked): Este foi o episódio de Grey’s Anatomy com as verdades expostas e todas as cartas e intenções na mesa. Derek deixou claro ao inepto Chief sua vontade de destroná-lo do Seattle Grace; Karev e Lexie explicitaram o rápido affair que tiveram a seus “cônjuges” e a Dra. Teddy mostrou que vai fazer de tudo para reconquistar Owen. Mas uma vez feita a “incisão”, por mais habilidoso seja o cirurgião, há que se assumir integralmente o risco de que tudo pode dar errado. E deu. A guerra pelo comando do hospital foi declarada, pessoas foram magoadas e escolhas foram feitas. Grey’s Anatomy está tão agitada que os casos da semana viraram apenas uma formalidade (e estão propositadamente menos interessantes). O trabalho, que formou todos os casais da série, agora virou uma das arestas em complicados triângulos amorosos e as feridas, em vez de se cicatrizarem, infeccionaram. O clima está tenso e é assim que é bom! Tivemos o retorno de Izzie sim, mas pra mim Katherine Heigl já está em “sobretempo” na série. Sua ausência não fez a menor falta, muito menos seu retorno. O restante do elenco está numa sintonia rara e que eu não imaginava ver tão cedo após as baixas que a série teve recentemente. Isso é resultado das excelentes atuações e do texto sempre sensível e inteligente de Shonda Rhimes. Cotação Bruno Carvalho:
Big Love (4×01: Free at Last): Se Bill Henrickson achava que seus problemas acabariam com a morte de Roman Grant, ele estava muito enganado. Até porque seria bom se ele só precisasse lidar com o velho profeta em vez de nadar no mar de percalços que ele mesmo consegue trazer para seus três lares. E se já não bastava a perseguição religiosa que sua família sofria, ele agora é o fundador de uma nova igreja, sócio de um novo empreendimento de alto risco e cúmplice de diversas contravenções penais, incluindo vilipêndio a cadáver. E o líder da comunidade, Alby e suas, digamos “indiscriçõs”? Quem diria, foi se envolver logo com o curador estadual dos bens da Juniper Creek. Ora, só eu achei isso coincidência demais? Espero que o roteiro nos surpreenda, pois do contrário a trama ficará muito conveniente. Tirando este pequeno problema, Big Love conseguiu retornar muito bem depois da apoteótica 3ª temporada e, embora ter iniciado o ano com um episódio ligeiramente atribulado, tenho certeza de que vem muita coisa sórdida e boa por aí. Cotação Bruno Carvalho:
Friday Night Lights (4×08: The Toilet Bowl, 4×09: The Lights of Carrol Park): Estou um pouco atrasado com as resenhas de Friday Night Lights, mas pretendo ficar em dia até o final desta semana. The Toilet Bowl foi um episódio mediano, que em parte seguiu Tami e Julie numa cansativa trama sobre carreira, universidade, escolhas… Enfim, tudo aquilo que é clichê nas outras séries adolescentes e que não precisam ser repetidas aqui. Felizmente a narrativa deste drama não é construída em volta de apenas um núcleo e, por isso, acompanhamos as dificuldades da família Riggins e sua inevitável tendência à contravenção. Tim trabalhando no desmonte clandestino com seu irmão certamente não vai terminar bem. Já dando mais atenção ao futebol, The Lights of Carrol Park decidiu mostrar um pouco mais do lado abandonado de East Dillon e a preocupação do treinador Taylor em mudar o espírito da comunidade pobre da região, o que indireta e inevitavelmente afetará a moral de seu time. Curiosa a contradição entre os Riggins e os Taylors, entre o “dinheiro fácil” e a perseverança. Friday Night Lights ainda falou sobre índole, aborto e recomeço. E o melhor: sempre com muita propriedade. Cotação Bruno Carvalho:
Grey’s Anatomy (6×11: Blink): Uau, onde está o Emmy de Sandra Oh? Eu me pergunto isso após grande parte dos episódios de Grey’s Anatomy, mas ainda mais depois deste. Não, não falo só pela explosão emocional de Christina Yang no final, quando ela disse no calor do momento que entregaria Owen de bandeja para a Dra. Altman em troca da permanência dela como mentora. Falo da brilhante construção de personagem que a atriz faz justamente para que momentos como este soem não apenas de forma crível, como até aceitável e esperado. Esse é o tipo de texto que nas mãos de uma atriz mais limitada (cof cof, Ellen Pompeo) não atingiria um décimo da intensidade almejada. Mas Blink também trouxe Addison de volta para dar uma consulta sobre a gravidez “filhinha” de Sloane, que escolheu-a quando pressionado por Lexie (e esta acabou indo pra cama com Karev). São escolhas feitas num piscar de olhos que têm o potencial de trazer mudanças definitivas. Ah, e como elas serão bem-vindas caso se concretizem, Shonda Rhimes! Eu sei que o episódio continuou em Private Practice, mas não acompanho a série. Tenho certeza de que Addison vai dar um jeito no bebê e que as coisas tendem a esquentar na Califórnia… Quem assistiu conta aí embaixo como foi. Cotação Bruno Carvalho:
Life UneXpected (1×01: Pilot): Se por uma lado é bom que a CW apostou em um novo drama adolescente que sai do eixo LA/NY/high school/garotos riquinhos, por outro esta nova Life UneXpected já se apresenta como “docinha” demais e com uma premissa apenas razoável. Lux é uma garota de 15 anos que passou toda sua vida em lares adotivos até decidir se emancipar e, para isso, teve que ir atrás dos genitores que a entregaram por serem jovens demais à época. O pai, Nate, é um comerciante que nunca cresceu e a mãe, Cate, é uma radialista que afasta todos à sua volta, inclusive seu noivo e colega de trabalho Ryan. O piloto todo se desenvolve no estilo “conto de fadas”. Lux, mesmo tendo sido abandonada, sofrido um problema cardíaco na infância e crescido com pais adotivos traficantes que não a querem, é estilosa, descolada e bem-humorada até demais a ponto de não apenas soar implausível, como às vezes irritante. Poxa, em certo momento ela ouve da mãe biológica que esta nunca cogitou ficar com ela e ainda solta um “não é culpa sua” momentos depois? Inconsistente. Porém, devo ressaltar que o episódio é, no geral, agradável de se assitir como um descompromissado filme de Sessão da Tarde e tem seus bons momentos (como pai e filha se emocionando com um vídeo no YouTube). O final, então, com toda a família reunida depois que Nate e Cate decidiram “ficar” com a filha não deixa praticamente nada pendente. E exatamente por isso, Life UneXpected poderia ter sido um bom filme estilo Juno, já que como série logo irá se esgotar, caindo no lugar-comum de praticamente todas as produções do gênero. CW, prove me wrong pra variar. Cotação Bruno Carvalho:
Outras Cotações
Human Target (1×01: Pilot): Muita ação e pouco conteúdo resumem bem o novo drama da FOX estrelado por Mark Valley (Boston Legal, Fringe), ator que já surge sem conseguir convencer que será o “próximo herói da TV”. Os primeiros 40 minutos desta produção sem identidade me fizeram ter saudades de Alias, 24 e, especialmente, de Burn Notice. Não se apeguem, porque não vai durar. Cotação Bruno Carvalho:
24 (8×01 a 8×04: Day 8 4:00 PM – 8:00 PM): Eu confesso que as duas primeiras horas desta 8ª temporada de 24 não me fizeram “entrar no clima”, por mais que eu estivesse empolgado com a volta de Jack Bauer. De fato, toda essa história de proteger o presidente bonzinho (até demais) do Oriente Médio, assim como Chloe O’Brien tendo que ouvir desaforos daquele povinho esquisito da CTU NY (e incluo a Starbuck nessa lista) me encheu. Foi somente quando o relógio marcou 6 da tarde que as coisas começaram a fluir, com a traição do irmão de Hassan (apesar de óbvia) e quase sucesso do plano terrorista logo de cara. Mas a melhor e mais surpreendente parte destas horas iniciais foi o retorno de Renee Walker e o quanto a mulher está pirada. Cortar a mão do informante russo? Ora, ela elevou o parâmetro da tortura para um nível que talvez nem Jack consiga atingir. Sim, concordo com a maioria das críticas que já li a respeito, de que 24 não conseguiu fugir do “mais do mesmo”. Até eu que vi todas as temporadas em um curto espaço de tempo já não consigo lembrar quantas ameaças nucleares, traições e presidentes de todos os tipos que já passaram pela tela. Pode ser que inovem, pode ser que não, mas eu já nem ligo mais. É tenso, é divertido, é bem feito e é cool. Mesmo se repetindo. Cotação Bruno Carvalho:
House (6×10: The Down Low): House retornou de seu hiato com um episódio como preguiçoso. O caso da semana não empolgou nem de longe, com a história daquele traficante (que depois descobrimos ser policial) e que no final tinha uma doença incurável. Não entendi toda aquela “comoção” com a morte dele no terceiro ato, sendo que não houve tempo suficiente para desenvolvermos empatia com o sujeito, ainda mais depois que ele mandou seu “parceiro” no crime (mas que ficou ao seu lado nos piores momentos) para a emboscada. Isso sem contar em Foreman, que sobe cada vez mais no ranking de personagens insuportáveis de séries. Parte do episódio foi salva com as “aventuras paralelas de House e Wilson, vivendo altas trapalhadas para descolar aquela gata, numa verdadeira confusão“. É o melhor que conseguem fazer? Sério? Eu não queria concordar com os que dizem que House está se perdendo no caminho, mas está ficando difícil… Cotação Bruno Carvalho:
Fringe (2×13: What Lies Below): Eu sou fascinado pelo universo de Fringe, não só pela ciência bizarra como também pelas personagens – o que em grande parte é fruto do excelente trabalho de interpretação de John Noble, Joshua Jackson e Anna Torv. Por isso, eu nem me importo quando a série ignora grande parte dos mistérios principais para trazer um episódio com um caso isolado, mas extremamente edificante. Em determinados momentos, parecia que estávamos vendo o desfecho de uma temporada de 24, com aquela ameaça biológica, Peter infectado, CDC on site e tudo mais. É ótimo também ver uma storyline potencialmente bombástica se construindo com cuidado e aos poucos. Falo, claro, do relacionamento entre Walter e Peter e da inevitável revelação sobre a “primeira” morte do garoto e todos os sacrifícios que seu velho fez para literalmente trazê-lo de outra dimensão. Eu aguento esperar para descobrir os mistérios sobre Massive Dynamic, William Bell, Nina Sharp e o padrão, desde que Fringe continue neste nível de excelência. Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock (4×09: Klaus and Greta, 4×10: Black Light Attack): Eu estava receoso com esta 4ª temporada de 30 Rock até ver o que a turma do TGS aprontou nesta estrondosa volta. Liz, Jack, Tracy, Jenna e Kenneth retornaram mais afiados e provando que a comédia ainda consegue se manter em alta, digna da constante atenção que continua recebendo nesta temporada de premiações. Em Klaus e Greta vimos a impecável sintonia entre Alec Baldwin e Jack McBrayer na visita à casa de Nancy , além de um show de roteiro com o cameo do ator James Franco como um maníaco sexual por travesseiros anime e seu acordo com Jenna para encobrir a situação! E embora as piadas de Tracy e suas epifanias após descobrir que será pai de uma filha em Black Light Attack tenham saturado, o episódio funcionou muito bem colocando Liz e Donaghy disputando a atenção do novo castmember. Um bom retorno, sem dúvida alguma. Cotação Bruno Carvalho:
The Good Wife (1×12: Painkiller): Dramaticamente menos intenso que o episódio anterior, este Painkiller conseguiu ainda assim manter a constância que The Good Wife vem mantendo desde a sua estreia. Esta semana os recursos do Stern, Lockhart & Gardner estavam focados na defesa de um hospital num suposto caso de negligência médica que culminou na morte por overdose de Vicodin de um proeminente quarterback. E mesmo contando com um inusitado desfecho – a pessoa negligente fora a própria mãe do garoto – a “ação” estava mesmo no caso Florrick e o jogo de gato e rato nos bastidores contra o promotor Childs. Achei bastante curioso também aquela babá/psicóloga contratada, que tinha um interesse muito perturbador sobre os filhos de Alicia (espero que o caso seja melhor desenvolvido). Funcionando como um bom filler do que está por vir, Painkiller atinge a metade desta temporada de estreia com um saldo positivo. Cotação Bruno Carvalho:
Outras Cotações:
The Deep End (1×01: Pilot): Uma série sobre advogados afetados que falam rápido e que não foi criada por David E. Kelley? Passo. The Deep End é um dos piores pilotos jurídicos que vi desde o da cancelada Raising the Bar. O texto é bagunçado, desinteressante e o drama é repleto de atuações mecânicas de um elenco inexpressivo. Esta série vai ser cancelada em 5, 4, 3… Cotação Bruno Carvalho:
Amanhã mais séries comentadas em série! Aguardo sua opinião!
Acabou a recente saga do late night [entenda]. Depois de anunciar sua aposentadoria e a garantia de “entrega” do Tonight Show para Conan O’Brien lá em 2004, Jay Leno se prepara para retornar ao comando do mais tradicional talk-show norte-americano já no dia 1º de Março – e com apenas 5 meses do The Jay Leno Show. Tudo isso às custas de uma das maiores trapalhadas da história do canal NBC, arquitetada pelo presidente Jeff Zucker, que em 2009 anunciou o “cancelamento” de um terço do primetime para conter a crise e focar na produção de séries melhores (o que não aconteceu, diga-se). Por pressão das afiliadas graças ao péssimo rendimento de Jay Leno no horário das 22h (às 23:35 ele sempre venceu David Letterman) e à justificada intransigência de Conan em apresentar o programa mais tarde, a NBC teve que dispensar o apresentador e grande parte de sua equipe, o que custou US$ 45.000.000,00 em compensação para os envolvidos. Pior, com cinco horas de programação para preencher, a emissora está encomendando à toque de caixa episódios adicionais até para a série já cancelada Trauma, e não se espante com um anúncio de mais uma temporada para Heroes nos próximos meses. Já Leno vem sendo alvo de diversas manifestações de repúdio graças à passividade com que ele lidou com todo o caso, prejudicando sua imagem. Mesmo sendo um contratado do canal, o queixudo tem poder e influência com os executivos e poderia muito bem ter ponderado em favor do colega. Como acertadamente ironizou David Letterman no Late Show, “Jay realmente não tem culpa de nada, mas é engraçado como ele sempre aparece na cena do crime“, remetendo ao desgaste que os dois tiveram na década de 90 pelo mesmo motivo: o comando do Tonight Show. Conan O’Brien, querendo ou não, saiu como o herói da história, mesmo com a rechonchuda indenização (só a parte dele foi de US$ 33.000.000,00). Ele deverá ir para a FOX e se tornar concorrente direto de Jay Leno no horário, mas não poderá estrear uma nova atração antes de Setembro, mês que vence a cláusula de não-concorrência de seu acordo rescisório. A NBC não estava precisando de um bom drama no horário nobre? Conseguiu.
How I Met Your Mother (5×12: Girls vs. Suits): Sem dúvidas How I Met Your Mother comemorou seus 100 episódios em grande estilo! E não me refiro somente ao mega musical sobre ternos versus garotas protagonizado por Barney Stinson e pela turma, mas sim à importante e agradável participação da estonteante Rachel Bilson (The OC) como a amiga e colega de quarto da mãe dos filhos de Ted. E neste capítulo especial, pela primeira vez a série chegou ao mais próximo de sua derradeira revelação. Mas mais do que isso, o capítulo fluiu muito bem contanto histórias inteligentes e interessantes, que infelizmente estão cada vez mais escassas nesta comédia, tenho que ressaltar. Uma pena, ainda, que Bilson não tenha se revelado como a “prometida” de Ted como se esperava, pois seria muito bom vê-la neste papel! O mistério continua! De qualquer forma, espero que este excelente episódio não se torne a exceção da temporada ou fique apenas naquele “pé”. Cotação Bruno Carvalho:
The Big Bang Theory (3×12: The Psychic Vortex): A cada episódio de The Big Bang Theory eu fico com mais antipatia de Leonard. Sério. Não sei se é pela interpretação linear de Johnny Galecki ou se esta é a intenção dos criadores e roteiristas Chuck Lorre e Bill Prady. Enquanto todos os outros nerds, especialmente Sheldon, apresentam falhas de caráter que são compensadas pela autenticidade de suas personagens (tornando-os divertidos), o mesmo não acontece com Leonard e seu papel na trama não anda mais servindo nem como escada cômica. Pra piorar, isso acaba ainda enfraquecendo Penny, que tem que aguentar as mesquinharias irritantes dele. Me lembra às vezes o Ross de Friends e sua mania de querer sempre ser o “certo”, mas só que Leonard é chato. Torço para o fim deste casal insosso, cujas storylines parecem ter se esgotado. Por fim, mais uma vez o episódio precisou ser salvo por Sheldon e sua já característica falta de tato com o sexo oposto. A cena em que ele literalmente deixa uma garota excitada em sua própria cama e vai dormir no quarto ao lado chegou a ser inexplicável de tão absurda (e hilária)! Afinal, será que o “nerd mor” vai um dia arrumar uma namorada? Cotação Bruno Carvalho:
Amanhã Na próxima semana, a volta da Semana em Série em edição dupla e com as estrelas (atendendo a pedidos)!
Fringe (2×12: Johari Window): Antes de falar do episódio da semana passada, cabe ressaltar aqui que o canal FOX americano tomou uma decisão infeliz, de exibir um episódio de Fringe produzido na 1ª temporada, chamado Unearthed, como um tapa-buracos da programação. Essa bagunça acabou confundindo os fãs da série ao mostrar o agente Charlie ainda vivo (além de outras inconsistências) atrapalhando, ainda, todos os guias de episódios da 2ª temporada. E apesar de interessante, contando a sinistra história de uma garota que era “possuída” pela energia radioativa de um soldado morto, o capítulo não avançou em nada na história, tanto que foi descartado da cronologia da série. O drama voltou mesmo foi com o incrível Johari Window, episódio amedontrador e muito bem construído que teve em seu cerne a aparição de humanos deformados na pacata cidade de Edina. O mistério bem ao estilo Arquivo X colocou mais uma vez Walter Bishop como um dos responsáveis diretos por esta nova manifestação do padrão, já que mais uma vez descobrimos seu envolvimento com um experimento bizarro que almejava buscar a invisibilidade, enganando os olhos humanos com ondas eletromagnéticas. E apesar de sempre absurda, a ciência das descobertas do doutor continua sendo fascinante. Foi com surpresa que a história da “metamorfose” dos habitantes de Edina chegou a um inusitado desfecho, já que não havia transformação coisa alguma, mas sim o uso da mesma tecnologia eletromagnética empregada na tentativa de conseguir a camuflagem perfeita para esconder os afetados pela enorme carga de radiação que aquele povo fora exposto em prol da ciência militar. Assim, ainda que de forma indireta, o estudo de Walter acabou ajudando aquelas pessoas a se tornarem invisíveis perante os olhos da sociedade cruel e impiedosa. Cotação Bruno Carvalho:
Simon Cowell fez é muito bem em deixar American Idol enquanto o reality ainda está em alta, assim como Paula Abdul. Mas mesmo com uma audiência monstruosa de 30 milhões de espectadores na estreia, não é de hoje que o formato está desgastado e menos empolgante. Tanto é que nos últimos anos registrei exatamente isso nas resenhas das temporadas que cada vez parecem estar mais longas. De fato, estes episódios em Boston e Atlanta não conseguiram ir além do esperado para a fase inicial, trazendo os testes que misturam performances boas com as horríveis apenas para um leve entretenimento – especialmente daqueles que acham, ou melhor, têm a certeza de que cantam bem e na verdade não cantam nada. Senti certo cansaço também da edição, que estava menos ágil e apurada como de costume e a falta de disposição de Simon Cowell é evidente. Outro fator que não contribuiu muito para esta nova temporada, pelo menos até agora, foram as dispensáveis participações de Victoria Beckham e Mary J. Blige como juradas substitutas de Paula Abdul até a chegada de Ellen (que só entrana Semana Hollywood). Pouco carismáticas, frias e dando a constante impressão de estarem ali forçadas, as cantoras não souberam fazer a diferença como a embriagada coreógrafa fazia. Ainda assim, Idol consegue divertir em diversos momentos, mas gastar quatro horas inteiras para mostrar as audições em apenas duas cidades hoje já é muito por todos os fatores que mencionei. Pra piorar, uma suposta lista com 20 nomes do Top 24 da atração, que somente é revelado depois da fase Hollywood, torna tudo ainda mais sem sentido e procastinatório, se confirmado. American Idol precisa justamente do que o Simon adora: “a breath of fresh air“, ou seja, algo novo e refrescante. Porém, sinto que isso somente vai vir com The X-Factor em 2011 nesta altura do campeonato. E enquanto o novo reality não chega, o melhor a fazer é dar umas risadas com o sujeito do “pants on the ground“:
A cerimônia do 67º Annual Golden Globe Awards começou muito bem para nós fãs de séries, com o monólogo ácido e sempre irreverente do mestre Ricky Gervais (adorei, particularmente, a alfinetada na NBC e Jay Leno). Melhor, foi logo de cara o reconhecimento mais do que merecido de Toni Collette (United States of Tara) e John Lithgow (Dexter). Apesar de eu ter algumas ressalvas com o texto de Diablo Cody, é praticamente unânime que Collette traz uma atuação excepcional. Já com relação a Lithgow, seu prêmio era praticamente inevitável, pois como ele mesmo ressaltou, o Trinity Killer conseguiu assombrar uma nação. Já na categoria de Melhor Atriz Dramática, tivemos a primeira inconsistência da noite. Embora Julianna Marguiles seja constantemente boa, sua vitória soou mais como o conserto de um erro pelas diversas indicações e nenhum prêmio pra ela por ER, já que The Good Wife é uma série iniciante cuja protagonista Alicia Florrick ainda não atingiu seu completo desenvolvimento. Outras atrizes mereciam mais como, por exemplo, January Jones por Mad Men. Pelo menos vimos Chloë Sevigny agradecendo o prêmio de Coadjuvante e homenageando suas “irmãs-esposas” de Big Love. Inesperado e muito bem-vindo.
Mas ponto alto da noite para nós certamente foi ver Michael C. Hall no lugar que sempre esperávamos: em cima do palco. Desde sua inigualável performance como David Fischer em Six Feet Under, Hall recebeu seis indicações a este prêmio e a 4ª temporada de Dexter consagrou a obrigatoriedade deste prêmio. E aos que certamente dirão que sua vitória se deu graças ao anúncio de que ele está com câncer (como o ignóbil do Rubens Ewald Filho), é importante lembrar que quando a notícia saiu o prazo para submissão dos votos pelos membros estava esgotado. A HFPA tem lá seus problemas, mas pelo menos a apuração é feita por empresa terceirizada idônea, ou seja, sua vitória foi mesmo merecida e baseada exclusivamente em sua brilhante atuação. Já Alec Baldwin levando foi óbvio, mas queria ver o Globo nas mãos de Carell, que quase sempre é preterido nestas premiações. Glee no palco não é inaceitável considerando a lógica da HFPA, que certamente adorou ter uma comédia/musical na categoria de Melhor Série Cômica ou Musical. Pra eles, um win/win. Pra mim, uma exaltação do hype que diverte, mas que está longe de ser uma ótima comédia. Sobre a melhor série dramática, podemos dizer que é repetido, que é esperado e batido, mas que é injusto, jamais. Mad Men é uma série excepcional, embora grande parte do público (inclusive eu) preferisse que qualquer outra levasse por mais popularidade. Por não ser uma premiação especializada em TV, podemos dizer que o Globo de Ouro até foi interessante e justo. Não havia muito espaço para grandes erros, é certo (a não ser que Simon Baker saísse vitorioso do Beverly Hilton) e o resultado foi até heterogênio, atendendo diversos gostos.
Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme de TV: John Lithgow, por Dexter
Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme de TV: Chloë Sevigny, por Big Love Melhor Ator em Série Cômica ou Musical: Alec Baldwin, por 30 Rock
Melhor Atriz em Série Cômica ou Musical: Toni Collette, por United States of Tara
Melhor Série Cômica ou Musical: Glee (FOX)
Melhor Ator em Série Dramática: Michael C. Hall, por Dexter
Melhor Atriz em Série Dramática: Julianna Marguiles, por The Good Wife
Melhor Série Dramática: Mad Men (AMC)
Esta noite a partir das 23h o canal TNT transmite a cerimônia de entrega dos Globos de Ouro, premiação que a cada ano torna-se menos relevante para o showbizz americano, principalmente com a notória falta de seriedade da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (críticos comentam que eles costumam até receber “mimos” de estúdios e que são facilmente influenciáveis). De qualquer forma, seguem aqui os meus palpites e preferências para vencedores nas categorias televisivas. Convido-os a fazerem o mesmo nos comentários para vermos amanhã quantos acertos tivemos. Shall we?
Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme de TV
Preferência: John Lithgow, por Dexter. Previsão: John Lithgow, por Dexter. [acertei]
Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme de TV
Preferência: Jane Lynch, por Glee. Previsão: Janet McTeer, por Into the Storm. [errei] Venceu: Chloë Sevigny, por Big Love.
Melhor Ator em Série Cômica ou Musical
Preferência: Steve Carell, por The Office. Previsão: Alec Baldwin, por 30 Rockou Matthew Morrison, por Glee. [acertei]
Melhor Atriz em Série Cômica ou Musical
Preferência: Edie Falco, por Nurse Jackie. Previsão: Toni Collette, por United States of Tara. [acertei]
Melhor Série Cômica ou Musical
Preferência: The Office. Previsão: Glee ou Modern Family. [acertei]
Melhor Ator em Série Dramática
Preferência: Michael C. Hall, por Dexter. Previsão: Jon Hamm, por Mad Men. [errei] Venceu Michael C. Hall, por Dexter. (Yesssss!)
Melhor Atriz em Série Dramática
Preferência: Kyra Sedwick, por The Closer. Previsão: January Jones, por Mad Men. [errei] Venceu Julianna Marguiles, por The Good Wife.
Melhor Série Dramática
Preferência: Dexter. Previsão: Mad Men. [acertei]
Este deve ser o outline da premiação se a Associação seguir sua lógica. Confesso que chutei completamente as categorias de Melhor Série Cômica e Melhor Atriz em Série Dramática, pois estão concorridíssimas e praticamente todos que vencerem serão merecidos (exceto Glee, acredito). Tomara que eu esteja errado na maioria das previsões, especialmente a de Melhor Ator. Seria muito bom ver Michael C. Hall finalmente no palco.
é comentarista de TV, tradutor, advogado e fã incondicional de séries desde que foi fisgado por Friends em 1994. Hoje assistir aos melhores dramas e comédias da TV tornou-se um compromisso sério e diário. Fique liGado nas notícias, resenhas e novidades mais quentes do mundo das séries e participe com seus comentários! Não perca um só post!