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Arquivo de abril, 2010

30/04/2010 - 00:01

Fringe: The Man From the Other Side

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Alerta de Spoiler - Brasil
Fringe (2×19: The Man From the Other Side): Enfim Fringe atinge o “ponto sem volta” com este magnífico The Man From the Other Side, encerrando de vez o dilema de Walter sobre o segredo de Peter e abrindo espaço para uma angustiante reta final da temporada. O episódio já se iniciou retomando a assustadora história dos shapeshifters e rvelando a forma bizarra como eles chegam em “nosso” mundo para realizar as missões de Newton. Além disso, esquematicamente, Fringe continua seguindo à risca a fórmula de um drama procedimental, mas sem que as técnicas e procedimentos investigativos esgotem a série. em vez disso, um crescente clima de tensão é criado a cada capítulo, tornando o terceiro e final ato sempre importante para a trama. Desta vez, todas as pistas convergiaram naquela ponte, em que um experimento similar ao que Walter conduziu para trazer o filho alternativo do outro mundo foi realizado. E eis que misteriosamente vemos um homem andando – o homem do outro lado. Mas quem? William Bell? Walternate? Seja lá quem for, sabemos que são poucos os que têm tamanha motivação para quebrar a regra de dois Universos de uma só vez, e isso, por si, já pode ser entendido como uma enorme tragédia pronta para acontecer, ainda mais agora que Peter tem ciência de sua delicada condição. Mas uma das cenas mais horripilantes e intrigantes desta temporada veio no momento em que Walter tentava reanimar um dos shapeshifters. Por que aquele ser pediu “desculpas” a Walter? Quem era ele? Fringe, a cada capítulo, se torna uma série de ficção cada vez mais indispensável. Ansiosíssimo pelo próximo.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , , , ,
29/04/2010 - 22:52

Enquete Móvel: O Dilema da ABC

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Desde que foi anunciado o cancelamento de LOST em 2008, no acordo que levaria o drama até a presente 6ª temporada e só, o canal ABC pôs como meta achar sua substituta. No fall season de 2009 a emissora encomendou dois projetos de ficção científica, V e FlashForward, e tentou vendê-las, sem sucesso, como a sucessoras da mega-produção criada por J.J. Abrams, Damon Lindelof e Jeffrey Lieber. Estas séries simplesmente não pegaram, estão à beira do cancelamento por baixa audiência e especula-se que apenas uma irá prosseguir. Assim, como bem questionou o blog Caldeirão de Séries no Twitter, se você fosse um executivo da ABC com orçamento para apenas uma delas, qual salvaria? V ou FlashForward?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Enquete Tags: , , ,
29/04/2010 - 00:01

Michael C. Hall e Sua Vitória Contra o Câncer

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É irônico pensar que nos dois papeis mais significativos da carreira de Michael C. Hall, o ator interpretou homens com uma relação bem estreita com a morte. Na indispensável Six Feet Under Hall era David Fisher, o zeloso dono de uma funerária em Los Angeles e que cuidava de todos os aspectos do negócio de família, desde o atendimento a clientes até a preparação dos corpos para a despedida final de seus familiares. Já como Dexter Morgan em Dexter, ele é o responsável direto pela execução de outros psicopatas que aterrorizam a cidade de Miami. Personagens distintas, temáticas recorrentes e atuações sempre brilhantes: Michael C. Hall conquistou um vasto público no mundo inteiro com seu talento e dedicação visceral ao trabalho, recentemente reconhecido com um Globo de Ouro. Por isso foi com muito pesar que em Janeiro publiquei aqui a notícia de que o ator estava em tratamento contra Linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer no sistema linfático. Mas esse papo mórbido agora fica só na ficção. Após meses de tratamento com quimioterapia, veio na semana passada a excelente notícia, através da esposa e atriz Jennifer Carpenter (que interpreta Debra Morgan em Dexter), de que o ator está 100% curado da doença e com tratamento já suspenso! Carpenter revelou ainda que seu marido “foi incrivelmente corajoso” e que ele já está de volta ao trabalho no filme East Fifth Bliss, que também tem Lucy Liu (Dirty Sexy Money) no elenco. Por volta de Julho, então, Michael C. Hall estará pronto para iniciar as gravações da aguardada 5ª temporada de Dexter, cuja previsão de estreia é para o fim do ano na TV americana. Um grande alívio que fiz questão de registrar aqui no blog!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter, Six Feet Under Tags: , , , , ,
28/04/2010 - 22:51

Enquete Móvel: Emmy 2010, e Aí?

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Emmy? Já? Não. Falta muito ainda para a cerimônia de entregas do Emmy 2010 (que acontece somente no final de Agosto), mas é bom lembrar que o período de elegibilidade das séries está correndo desde 1º de Junho de 2009 e se encerra no próximo 31 de Maio. Ou seja, apenas episódios exibidos neste período podem concorrer. Daí surgiu a ideia de perguntar para vocês: considerando a atual temporada, quais 5 séries dramáticas e 5 comédias deveriam disputar o Oscar da TV este ano? Valendo!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Emmy Tags: , , ,
28/04/2010 - 01:01

True Blood: Webisódio #1

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A 3ª temporada de True Blood só estreia nos EUA no dia 13/06, mas a HBO está mandando muito bem na campanha de divulgação com cartazes teaser criativos e trailers descontraídos. E olha que bacana ficou o cartaz da nova temporada:

O destaque que o canal trouxe este ano são 6 mini-episódios que serão exibidos na TV e na Internet a cada semana até a estreia da série. O primeiro capítulo de A Drop of True Blood é centrado em Eric e Pam:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , , , , , , ,
28/04/2010 - 00:01

American Idol: Top 9 com Elvis Presley

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Está aí (atrasado, eu sei) o resultado da semana Elvis Presley em American Idol: Andrew Garcia e Katie Stevens precisaram ser eliminados de uma vez por causa do salvamento de Michael Lynche na semana anterior. Foi injusto? Não, nem um pouco. Com relação à Andrew, poucas vezes vi na atração um desempenho tão decadente, já que ele começou elevando as expectativas na semana Hollywood e, salvo uma ou outra performance em que se saiu bem, só fez decepcionar. E o grande problema dele não foi técnico, foi criativo. Agradável voz, ótimo timbre, mas desperdiçava o talento com péssimas e insossas escolhas musicais. Sobre Katie não dava mesmo para esperar que ela fosse longe… Era uma questão de tempo. As apresentações com os clássicos de Elvis (sempre contemporâneos) mais uma vez deram o tom de como deve ser a final: Crystal Bowersox disputando com Lee DeWyze. Aaron Kelly e Tim Urban aí, pra mim, continua sendo uma piada de mal gosto e os demais (Siobhan, Big Mike e Casey) têm seus momentos, mas no fim das contas esmaecem perante os frontrunners que mencionei. No geral essa última temporada de American Idol com Simon (e a última pra mim, ever) não está conseguindo empolgar, pois não há clima de competição. Temos dois cantores em um nível e o restante correndo pela beirada, o que torna o processo burocrático e sem surpresas. Ah, e agora o Sony exibe Idol com uma semana de atraso. Pelo menos a final, ou melhor, o dia em que Crystal sagrar-se a campeã, será exibida ao vivo aqui no Brasil, conforme divulgaram.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
27/04/2010 - 00:01

LOST: Folhinha de Repostas

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Sem realizar pesquisas aprofundadas em sites especializados, é perfeitamente possível responder os vários questionamentos (muitos deles impertinentes, como apontei aqui) feitos pela Folha de São Paulo numa matéria que objetivava apontar falhas e atrasos na resolução dos mistérios de LOST. É óbvio que em nenhum momento proponho que  LOST seja interpretado como um drama perfeito. Ao longo de 3 anos de cobertura neste blog, apontei sem ressalvas os vários problemas que a série já apresentou. É descabido, contudo, afirmar que tal resposta está atrasada, sendo que respondida está. O excelente blog Dude, We Are Lost! trouxe luz a vários dos questionamentos tontos que o jornal fez, seja utilizando fatos já demonstrados na série ou a mínima capacidade de inferência, dedução e/ou interpretação. Com a autorização dos autores Davi Garcia e Juliana Ramanzini, reproduzo aqui as considerações dos especialistas com alguns complementos que fiz e juntos respondemos cerca de dois terços das perguntas consideradas “em aberto” pela tal publicação:

O que é a ilha e por que ela tem poderes?

LiGado em Série: É sério que os autores queriam de cara a resposta de um dos mais basilares elementos de LOST, a ilha? Ainda que não exista até o momento uma revelação definitiva sobre a natureza do lugar, em Ab Aerterno já nos foi explicado para que ela serve: conter os domínios do Inferno como se fosse a rolha de uma garrafa que impede que seu conteúdo se derrame. Por que ela tem poderes? Realmente não se sabe, mas certamente tem algo a ver com a intrigante mitologia e os vários arquétipos representados na série e que os referidos jornalistas não tiveram sequer o cuidado em considerá-los na matéria.

O que são os números 4, 8, 15, 16, 23 e 42?

Dude: Inicialmente apenas uma marca referencial da série (vide suas diversas aparições), a sequência teve seu papel revelado na 6ª temporada (The Substitute) quando ressurge como a representação dos candidatos de Jacob (4 – Locke, 8 – Reyes, 15 – Ford, 16 – Jarrah, 23 – Shephard, 42 – Kwon). LiGado em Série: Já a iniciativa Dharma acreditava que estes números representavam variáveis de ordem natural e humana que compunham a equação de um matemático chamado Enzo Valenzetti, fórmula que supostamente preveria o fim do mundo. Isso foi revelado no game de realidade alternativa de LOST antes da 3ª temporada da série. Assim, considerando a importância dos “candidatos” na trama, podemos deduzir que tais números (e seus correspondentes humanos) serão sim fundamentais no desenrolar dos eventos para evitar o fim do mundo, que é iminente na história.

O que criou a realidade alternativa?

Dude: Impossível responder algo que não existe na série, já que produtores e roteiristas cansaram de repetir que o recurso narrativo explorado na 6ª temporada trata-se de uma realidade paralela e não alternativa. LiGado em Série: E sobre o que criou a realidade paralela, a resposta já nos foi dada de forma cristalina no episódio Happily Ever After quando, em uma epifania, o então músico Daniel Faraday admitie que pode ter criado a nova realidade explodindo uma bomba atômica. E foi ele, na 5ª temporada, o principal arquiteto do plano que culminou na explosão da ogiva Jughead pelas mãos de Juliet.

Quem são Jacob e o Homem de Preto?

LiGado em Série: Não há uma resposta definitiva, mas um pouco de filosofia para interpretá-los não mata ninguém. Jacob e o Homem de Preto representam forças na ilha, como o yin e yang, que se opõem e se completam, desempenhando funções ao longo dos séculos. Jacob é o responsável por acreditar no bem inerente ao ser humano e trazer as pessoas na ilha em busca de candidatos para a missão de proteger o local da corrupção e do mal emanado pelo Homem de Preto e sua terrível (e temida) nuvem de fumaça. O Homem de Preto quer, a todo custo, provar que todos podem ser facilmente corrompidos. E se considerarmos que precisamos de pessoas boas para manter a ilha constantemente protegendo o mundo da danação infernal, é missão zero de Jacob impedir o avanço do domínio do mal sobre a ínsula (e isso responde De que a ilha precisa ser protegida?).

Por que o Homem de Preto não pode matar Jacob? Há uma regra contra isso?

LiGado em Série: A pergunta mal formulada não faz o menor sentido no fechamento da matéria (domingo, 25/04), simplesmente porque Jacob morto está. Agora, “Por que o Homem de Preto não podia matar Jacob?” (e que deveria ter sido a pergunta correta), realmente não se sabe, mas o episódio que encerrou a 5ª temporada, The Incident, deixou evidente a existência de algo (talvez sim, uma regra) que impedia um ser de tomar ação direta sobre o outro, tanto que o Homem de Preto corrompeu Benjamin Linus para fazê-lo em seu lugar. Assistir a série é o básico.

Os mortos na ilha realmente morreram?

LiGado em Série: O episódio Dead is Dead não deixou dúvidas que sim. Nenhum morto na ilha voltou à vida. Alguns como Christian Shepard, Yemi e Locke tiveram suas formas assumidas pela entidade Homem de Preto, como foi respondido em The Last Recruit. Muitos mortos retornaram à série, mas em contextos narrativos distintos como flashbacks, flashforwards e flashsideways, recursos que podem ser deveras confusos para quem não acompanha a série.

O que está à sombra da estátua?

Dude: Absolutamente nada. É tão difícil assim entender que a pergunta tratava-se de uma senha que servia para identificar os aliados de Jacob? O episódio LA X deixou isso bem claro. LiGado em Série: Como o blog Dude perfeitamente resumiu, a tal pergunta era a senha que Ilana utilizou para identificar Ricardus (séculos depois conhecido como Richard Alpert), no início da temporada.

Por que as grávidas morrem na ilha?

Dude: Mais óbvio que em decorrência de complicações na gestação impossível. LiGado em Série: Isso também já foi perfeitamente respondido nas temporadas 2 e 3 da série, pois as propriedades curativas da ilha, atrapalhadas pelos experimentos magnéticos conduzidos pela Dharma, passaram a entender o feto como uma doença (um corpo estranho) e o processo de cura acabava matando a genitora à medida que a gestação avançava. Por isso Sun precisou sair da ilha às pressas para ter Ji Yeon. Isso não aconteceu com Claire e Russeau, por exemplo, pois elas já chegaram na ilha grávidas. Isso explica, ainda, o recrutamento da obstetra Juliet pelos remanescentes Dharma, já que as grávidas do local estavam morrendo. Ah, e justifica de quebra os experimentos que Ethan conduziu em Claire quando a sequestrou na 1ª temporada.

Por que a ilha tem efeito curativo nas pessoas, mas não curou o câncer de Ben?

LiGado em Série: Eles realmente querem tudo mastigado, né? Ora, com um esforço mental mínimo dá pra lembrar que Ben já havia sido salvo pela ilha quando criança ao ser levado pelos sobreviventes até o templo (ele tomou um tiro de Sayid). Provavelmente isso está diretamente relacionado ao fato dele não mais ser passível aos poderes regenerativos da ilha. Além disso, duvido que após a purgação o pessoal do templo o aceitaria de volta para novamente salvar sua vida.

Por que os Outros falam latim?

Dude: Imagine que você faça parte de um grupo cercado de segredos e regras. Como não entregá-los a supostos intrusos/curiosos? Usar uma língua morta e desconhecida pela maioria seria uma solução bem racional, não? Pois é. LiGado em Série: Festinare docetVolenti nihil difficile.

Por que há símbolos egípcios na ilha?

Dude: Para evidenciar o óbvio: a história daquele lugar é tão antiga quanto a dos construtores das pirâmides. LiGado em Série: Pirâmides, templos, poços… Enfim, as diversas estruturas que se encontram na ilha, já que também ficou estabelecido ao final da 5ª e início da 6ª temporada que há séculos Jacob vem atraindo povos de todos os tempos, tipos e culturas para lá na eterna busca de seu candidato.

O que é o templo? Por que a fonte tem propriedades curativas?

Ctrl+C, Ctrl+V da Wikipédia: Templo (do latim templum, “local sagrado”) é uma estrutura arquitetônica dedicada ao serviço religioso. O termo também pode ser usado em sentido figurado. Neste sentido, é o reflexo do mundo divino, a habitação de Deus sobre a terra, o lugar da Presença Real. É o resumo do macrocosmo e também a imagem do microcosmo. LiGado em Série: Um templo é um templo em qualquer lugar. Seria o mesmo que perguntar “o que é o píer do submarino?” E não é arriscado especular que a fonte tem propriedades curativas (como a ilha) justamente porque lá é um local sagrado e o templo fora construído ao seu redor, como forma de guardá-la e protegê-la.

O que quer dizer “a ilha não terminou com você”?

Dude: Err… que você talvez ainda tenha um importante papel a desempenhar? LiGado em Série: Homer Simpson assistindo TV de cueca e bêbado com Duff respondia esta sem pestanejar.

Por que a Iniciativa Dharma não tentou enviar nova equipe para a ilha depois do extermínio promovido por Ben?

LiGado em Série: Meu Deus! Eles não assistiram nada desta série? Bom, primeiro porque Ben exterminou TODA a Iniciativa Dharma que estava na ilha, com exceção de seus comparsas, né? Segundo que logo após fazer isso, ele se certificou, através das Estações Espelho e Cisne, que a ilha ficasse completamente escondida do mundo. Com isso a Hanso Foundation, responsável por custear a Iniciativa Dharma, simplesmente não conseguiu mais localizar a ilha e encerrou suas atividades. E foi apenas com a implosão da escotilha Cisne por Desmond que esta proteção eletromagnética cessou, permitindo que Charles Widmore, o maior interessado em voltar ao lugar, localizasse a ilha e chegasse com seus mercenários para caçar Ben (olha como o ciclo se fechou). Muito bem explicado pela própria série! Dica: rever a 3ª temporada antes de perguntar o óbvio.

O que aconteceu com Walt?

LiGado em Série: Saiu da ilha com o pai Michael na 2ª temporada e foi morar com a avó. O garoto foi visto por Locke saindo da escola 3 anos após deixar a ilha e o moleque ainda visitou Hurley no manicômio. Walt não apareceu mais na série desde então, mas quer saber um segredo? Ele vai voltar pra trazer a solução derradeira para esta importantíssima questão.

Por que o exército levou uma bomba atômica para a ilha nos anos 50?

Dude: Fazer testes, para o que mais? LiGado em Série: Desde o episódio piloto de LOST sabemos que a ilha tem qualidades e propriedades especiais. Jacob há séculos leva pessoas de todos os tipos para a ilha, inclusive militares nos anos 50 que muito provavelmente transportavam uma bomba atômica em sua embarcação. Pós-guerra x bomba atômica. Uma aulinha de história já resolvia essa.

O que aconteceu depois que Juliet fez a bomba explodir?

Dude: Que tal efetivamente começar a assistir a 6ª temporada? LiGado em Série: Respondendo de forma ainda mais direta, Ju e Davi (vai que ainda assim eles não entendem), depois que Juliet fez a bomba explodir a 6ª temporada se iniciou, trazendo um recurso narrativo inédito na série que criou duas realidades temporais distintas – estas que chamamos de realidades paralelas – e os eventos podem ser muito bem acompanhados assistindo do episódio LA X pra frente.

Quem vai assumir o lugar de Jacob?

LiGado em Série: Certamente não vai ser uma dupla de jornalistas desinformados e preguiçosos. Desculpem, não aguentei. É claro que isso vai ser respondido NO FINAL DA SÉRIE, NÉ?

Em que tempo as pessoas na ilha estão?

Dude: 2007, mesmo período em que aqueles (como Ben, Sun e Lapidus) que voltaram à ilha no Ajira 316 e não viajaram no tempo já estavam. Qual a dificuldade em concluir isso? LiGado em Série: O voo 815 cai em 2004, eles passam 108 dias na ilha, alguns saem, outros ficam, a ilha começa a se mover no tempo e, três anos depois, os que saíram voltam no voo Ajira e a ilha retorna para o ano de 2007. Então, 2007.

Será que todos os personagens vão conseguir sair vivos da ilha?

LiGado em Série: Vou fingir que esta pergunta não foi feita.

De 30 questionamentos, uns 20 foram respondidos. Outros, claro, ainda não têm solução e alguns, como este último, não têm sequer coerência. Satisfatórias ou não, a critério de cada espectador, as respostas existem. Alegar “desconhecimento” é atestar a própria ignorância diante de quase 6 temporadas inteiras já exibidas. Acusar a morosidade nas respostas é, conforme comprovado acima, um absurdo. Ainda faltam 5 episódios inteiros (3 antes do final e o final em si, que será duplo), ou seja, quase 4 horas de LOST até o dia 23/05 para que os mistérios restantes possam ser resolvidos. Ou não. Afinal, quem disse que é obrigação deles esgotar cada interrogação?

Nota do Editor: Ainda que algumas respostas aqui apresentadas sejam sim especulativas, agradeço às dezenas de comentários em poucos minutos, sejam concordando, discordando ou apresentando novos fatos e teorias, mostrando que vocês leitores estão sim interessados em repercutir a série em vez de meramente criarem perguntas e esperar uma resposta mastigada da série. A promoção da discussão é um dos grandes méritos de LOST. Obrigado a todos que estão participando!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , ,
26/04/2010 - 00:01

Glee: The Power of Madonna

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Glee (1×15: The Power of Madonna): É inegável a importância de Madonna na música e na cultura pop em geral ao longo das últimas décadas e por isso é praticamente indiscutível o apelo deste aguardadíssimo The Power of Madonna. E sim, eu quis dizer que Glee foi apelativo, tentando condensar o máximo de informações e músicas da diva nos 40 minutos, e criando um episódio estruturalmente falho e totalmente sem coerência com a série. E você aí, fã de Glee que já está preparando um comentário nada afável dirigido à minha pessoa, pare um pouco e tente relembrar como o capítulo foi construído: de uma hora pra outra Sue Sylvester surta e decide que vai tocar músicas de Madonna o dia todo na escola – estrategicamente com o CD novo da cantora nas mãos – o que acaba influenciando as cheerios e o New Directions a criarem números com os hits. Até aí tudo bem, esta é uma comédia musical mesmo. Mas à exceção das cenas que tiveram as canções Like a Virgin, 4 Minutes e What It Feels Like for a Girl, o capítulo praticamente se limitou a desfilar de forma nada orgânica videoclipes ultra-produzidos (assista mais abaixo) e números musicais caríssimos apenas para constar. Em determinado momento, por exemplo, Finn vira pra Rachel e diz algo como: “vamos ali no auditório que eu organizei um novo número com Madonna” e instantaneamente estão todos em um palco mega iluminado cantando Like a Prayer com um coral gigante que apareceu do nada e, o que é pior, PRA NINGUÉM VER! Custava que tal apresentação fosse, por exemplo, para arrecadar fundos para o programa Glee Club, um ensaio mais descontraído ou algo do tipo? Algo que não ficasse exacerbado o compromisso da produção apenas com audiência instantânea? The Power of Madonna claramente foi concebido às pressas tão logo os produtores obtiveram a autorização para utilizar o catálogo de Madonna. Não gastaram tempo com o menor refinamento de roteiro. Afinal, Glee não precisa se esforçar. Basta enfiar cultura pop na goela do espectador para arrancar aplausos de pé e inevitáveis ofensas (que virão) abaixo. Foi um enorme e competente videoclipe, mas um fraco episódio da série.
Cotação Bruno Carvalho:

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Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: ,
25/04/2010 - 16:01

LOST, Perguntas, Respostas e (Muita) Ignorância

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É com muita perplexidade que, ao abrir um dos maiores jornais do país, me deparo com uma matéria completamente absurda sobre a 6ª temporada de LOST (não, não vou colocar o link aqui). É fato que as diversas opiniões sobre a série devem ser respeitadas, mas existe uma cavalar diferença entre opinar e discorrer de forma ignorante sobre um tema. Se os autores da determinada peça não detêm, por exemplo, o vasto conhecimento que os colunistas Carlos Alexandre Monteiro (do Lost In Lost) e a dupla Davi e Juliana (do Dude, We Are Lost!) constantemente demonstram em seus ótimos e especializados blogs, deveriam limitar-se a analisar e discorrer sobre o pouco que sabem ou que pesquisaram às pressas na Wikipédia. De cara, o que mais me espantou na dita matéria foi uma seção de “Perguntas Não Respondidas” pelos roteiristas. Eu entenderia tais questionamentos se os autores estivessem assistindo a série dublada em japonês ou se ainda não passaram da 1ª temporada, mas a três episódios do final publicarem coisas como “o que são os números?“, “os mortos na ilha realmente morreram?” e, a pior, “o que aconteceu depois que Juliet fez a bomba explodir?” não tem a menor lógica.

Grande parte das perguntas já foi respondida ao longo das temporadas e outras não têm sequer cabimento atualmente (“por que os Outros falam latim?” ou “O que está à sombra da estátua?“, que era apenas um código para Illana achar Ricardus). Ainda que tais mentes possam ter uma grave limitação interpretativa, nada justifica a completa ausência de uma pesquisa apurada. Para dar um exemplo mais claro do nível de despreparo, em um parágrafo da matéria os autores questionam por que Sun se lembra de Locke na realidade alternativa enquanto ela está na maca (cena de The Last Recruit). Ora, até o espectador de ocasião pode facilmente deduzir que ela se lembra de Locke DA OUTRA REALIDADE, pois isso vem sistematicamente acontecendo desde que Desmond, ciente de ambas realidades evidenciadas após a explosão de Jughead (ó, uma resposta aí!), começou a interferir na vida dos “perdidos” para forçá-los a lembrar. O que esperar, então, de pessoas que não conseguem interpretar os mais recentes e claros acontecimentos da série? Na busca pela polêmica infundada e alguns pageviews a mais, hoje se publica qualquer porcaria. Irresponsável, ainda, um jormal indicar e instruir seus leitores a baixarem episódios no Pirate Bay, numa imagem que foi anexada pra coroar o imbecil e preguiçoso texto.

Que vergonha e, ainda bem, alheia.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , ,
25/04/2010 - 11:01

Episódios e Cotações

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Alerta de Spoiler - Brasil
FlashForward (1×15: Queen Sacrifice; 1×16: Let No Man Put Asunder): É inexplicável o tempo que FlashForward gasta com subtramas completamente desinteressantes como a da japonesa que vai ser mecânica no episódio Queen Sacrifice e essa eterna indefinição se ou como Mark vai matar Demitri. Os roteiristas utilizam várias táticas de enrolação e quando parece que a série avança, revelando a tal espiã dentro do FBI, vem outro episódio como o fraco Let no Man Put Asunder e regride tudo. É difícil se envolver com FlashForward.
Half Star

V (1×06: Pound of Flesh; 1×07: John May): V é uma série que consegue piorar substancialmente a cada episódio e eu constantemente me surpreendo com a qualidade cada vez mais rasteira dos efeitos especiais. Caso a condução da trama fosse competente a ponto de fazer o espectador se importar com Erica e seu pequeno timinho contra os “visitantes”, era até mesmo possível relevar este aspecto, mas não. Às vezes percebo que falta identidade em V. A série ora é trash, mas não assume, ora quer apresentar uma discussão político/social mais rebuscada, mas não consegue. Sinceramente, torço para que seja cancelada logo.

House (6×16: Lockdown): Eu gosto muito dos episódios de House que saem do esquema “caso da semana” e exploram um pouco mais da vida dos médicos do Princeton-Plainsboro. Dirigido pelo próprio Hugh Laurie, o capítulo foi interessante e permitiu, através do confinamento forçado no hospital, o desenvolvimento de algumas histórias pessoais que estavam estagnadas. É fato que Lockdown teve um sensível problema de ritmo (notavelmente nas maçantes cenas com Foreman e Taub), mas que no geral conseguiu destoar positivamente do baixo nível desta morna 6ª temporada.
Half Star

Editorial: Encerrei por ora A Semana em Série no blog. Vários leitores reclamavam do pouco destaque conferido a algumas séries e agora as resenhas dos episódios serão postadas de forma isolada e ao longo da semana, como fiz com Treme, LOST, Fringe, Glee, 24 e The Good Wife. Acredito que desta forma a cobertura ficará menos engessada, permitindo também que outras produções tenham eventualmente mais espaço, seja nestas considerações ou abaixo nas cotações, que indicarão com estrelas o andamento dos episódios de várias séries que assisti recentemente. Ao final da atual temporada falarei, é claro, de forma detalhada sobre estes e outros dramas e comédias nos posts do Season Pass.

Episódios Recém Assistidos e Cotações:

30 Rock (4×15: Don Geiss, America and Hope):
30 Rock (4×16: Floyd):
30 Rock (4×17: Lee Marvin vs. Derek Jeter):
30 Rock (4×18:Khonani):

Este definitivamente não é o ano mais forte de 30 Rock. Tina Fey e equipe andam dando umas deslizadas, criando algumas piadas que simplesmente não funcionam e a trama – já com a temporada bem avançada – não se define direito. É claro que os momentos geniais como a abordagem do caso Conan O’Brien x Jay Leno na NBC utilizando faxineiros ainda ocorrem, mas estão menos recorrentes.

The Office (6×18: St. Patrick’s Day): Half Star
The Office (6×19: New Leads):
The Office (6×20: Happy Hour):
The Office (6×21: Secretary’s Day): Half Star

Ao contrário de outras séries de comédia que começam a perder o fôlego à medida que avançam, The Office só consegue se amadurecer e ficar cada vez melhor. Depois de conferir um bom destaque ao casal Jim e Pam com o casamento e o bebê, a temporada segue num bom ritmo, agora focando no casal Andy e Erin e nas personagens menores. A temporada continua excelente!

How I Met Your Mother (5×17: Of Course):
How I Met Your Mother (5×18: Say Cheese): Half Star
How I Met Your Mother (5×19: Zoo or False): Half Star
How I Met Your Mother (5×20: Home Wreckers): Half Star

É uma pena que How I Met Your Mother esteja tão inconstante. Episódios bobíssimos como este Zoo or False não fazem jus ao que a comédia já construiu até hoje. Isso sem contar que, salvo por esse último Home Wreckers, a série mais uma fez finge esquecer sua trama principal, o que no final das contas acaba sendo um pouco frustrante.

The Big Bang  Theory (3×17: The Precious Fragmentation):
The Big Bang Theory (3×18: The Pants Alternative):
The Big Bang Theory (3×19: The Wheaton Recurrence): Half Star

A comédia dos nerds continua em seu melhor momento e finalmente deram um jeito de separar o insosso casal Leonard e Penny. Sheldon segue imbatível e as referências culturais, como naquele divertido episódio do Senhor dos Aneis, estão cada vez melhores.

Nurse Jackie (2×01: Comfort Food):
Nurse Jackie (2×02: Twitter):
Nurse Jackie (2×03: Candyland):
Nurse Jackie (2×04: Apple Bong):
Nurse Jackie (2×05: Caregiver):  Half Star

A 2ª temporada de Nurse Jackie já chegou mostrando a que veio, revirando a vida de Jackie Peyton de cabeça pra baixo com seus problemas familiares que somente se intensificam e a constante ameaça de seus segredos – o vício em medicamentos e o amante – virem à tona. Mas, claro, ela continua sendo a santa salvadora que age de forma às vezes controversa, mas louvável, em seu dia a dia no All Saints Hospital.

United States of Tara (2×01: Yes): Half Star
United States of Tara (2×02:  Trouble Junction):
United States of Tara (2×03: The Truth Hurts):
United States of Tara (2×04: You Becoming You):
United States of Tara (2×05: Doin’ Time):

No 2º ano de United States of Tara eu ainda acho que Diablo Cody não sabe muito bem o que fazer com a protagonista, introduzindo novos alters sem resolver bem a questão dos antigos. As melhoras substanciais vieram nos episódios mais recentes e com esta “nova” forma de Tara interagir com as outras personalidades, que começaram a aparecer de forma simultânea e consciente com a principal.

Treme (1×02: Meet De Boys on the Battlefront): Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, FlashForward, House, Nurse Jackie, The Big Bang Theory, The Office, Treme, United States of Tara, V Tags: , ,
23/04/2010 - 16:01

The Good Wife: Doubt

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The Good Wife (1×18: Doubt): Eu gosto muito de comparar o desempenho de The Good Wife com o de Boston Legal, drama jurídico da ABC que seguia uma narrativa completamente diferente deste show da CBS. No final das contas, ambas séries cumprem um papel extremamente importante: o de incisivamente criticar o sistema jurídico americano que não isoladamente é o palco de pequenas e grandes injustiças. Em Doubt praticamente saíram de cena os casos pessoais de Alicia e família para dar lugar a um interessantíssimo litígio que deflagrou uma notória falha do julgamento por júri, mormente quando é permitida a transação das partes. Durante quase todo o episódio o espectador foi uma espécie de silente 13º jurado naquela sala de deliberações e acompanhamos, ainda que de forma romantizada, o longo, exaustivo e relevante trabalho de determinar o destino de uma pessoa com base na apreciação de provas e, claro, no convencimento da persuasão de advogados de defesa e promotores. Mas o tapa na cara do Sistema veio naquele último close na lixeira, acima retratado na foto, com o resultado da inocência da moça obtido por unanimidade e que nunca virá à tona em face do acordo de última hora entre os litigantes. Eu não tenho dúvida que isso acontece em tribunais de todo o mundo. Afinal, como fica o compromisso do Estado com o processo e a busca pela verdade? Infelizmente The Good Wife evidencia de forma corajosa e com um mero take numa lata de lixo que hoje tudo é negociável. O medo e a incerteza do veredicto vira uma moeda de barganha comprada pelo desespero nos fóruns da vida. A justiça por natureza é injusta e isso é uma triste e inafastável realidade.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Good Wife Tags: , , , ,
23/04/2010 - 02:01

24 Horas: Day 8 6:00 AM – 9:00 AM

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Alerta de Spoiler - Brasil
24 (8×15 – 8×17 Day 8 6:00 AM – 9:00 AM): Sim, eu atrasei com os comentários de 24, mas assim como aconteceu com a qualidade dessa 8ª temporada, antes tarde do que nunca! Digo isso porque a partir da 15ª hora as coisas tomaram um rumo completamente inesperado, com o início de um arco intenso e até mesmo chocante! E eu, que vinha duramente criticando a temporada, tive que pagar língua! A série soube utilizar os mesmos elementos que fizeram sucesso nos “dias” anteriores e que estavam faltando neste, ainda que às vezes se repetindo. As reviravoltas viraram um delicioso lugar-comum, desde o instante em que descobrimos que Hassam não estava no veículo que despencou do prédio até a hora em que Chloe O’Brien foi nomeada como a diretora interina da CTU! Além disso, o sacrifício de Hassam no curso da temporada denota o comprometimento dramático dos roteiristas em encerrar a série no topo, já que o endgame da “busca pela paz” se torna ainda maior e relevante. Foram três horas de incrível tensão, que elevaram os russos à posição definitiva de vilões da temporada, trouxeram o inédito momento íntimo de Jack com Renee, para então imediatamente tirá-la de sua vida de uma vez por todas. Querendo ou não, 24 é uma fórmula que precisa das mortes, traições e tragédias pra funcionar. E funcionou muito bem!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas Tags: , , ,
23/04/2010 - 00:01

FOX Brasil Confunde o Espectador e Fã de Glee

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Na resenha de Glee no post anterior um leitor me acusou de estar fazendo uma campanha “difamatória” sobre o número de temporadas da série, pois constantemente afirmo que a 1ª temporada de Glee ainda não acabou nos EUA (e muito menos no Brasil). Todos os dias no Twitter, inclusive, sou questionado sobre quando a “2ª temporada vai começar”. Acontece que quem está difamando a contagem de temporadas de Glee é a FOX brasileira (veja aqui) que, por somente poder voltar com os novos episódios no 2º semestre de 2010, engana os espectadores com chamadas e promos dizendo que a 1ª temporada acabou no episódio 13, Sectionals. Tudo isso para acalmar os ânimos e evitar o desgaste com a demanda dos fãs pela continuação que tardará. A 1ª temporada de Glee NÃO acabou. O episódio Hell-O comentado hoje tem o número de produção “1×14″, como está indicado. O “1″ é de 1ª temporada. O “14″ é de 14º episódio. O episódio seguinte de Glee, que se chama The Power of Madonna, tem o número de produção “1×15″, ou seja, 15º episódio da 1ª temporada, que terá ao todo 22 episódios. É certo que séries podem ter 4, 8, 10, 12, 15, 20, 22, 24, 25, 27 ou até mais de 40 episódios por temporada, como é o caso de In Treatment. Quem define isso não sou eu, como o leitor acusou, mas sim a própria produção. A 1ª temporada de The Office, por exemplo, teve apenas 6 episódios. Já o 2º ano de Grey’s Anatomy teve 27! Eu nunca generalizei afirmando que uma temporada tem que ter 22 episódios pra ser considerada “temporada”. Essa, contudo, é apenas a média da TV aberta americana – primeiro os canais encomendam 13 episódios e, se audiência é boa, eles encomendam mais 9, o que é chamado no ramo de “Back-Nine Order”.

Na TV paga de lá, por exemplo, as coisas são diferentes e a média é de 12 capítulos por temporada (vide True Blood, Dexter etc.), mas não obstante podemos ver séries de TV paga com mais ou menos que 12 episódios. Isso varia de canal pra canal, de série pra série. No caso de Glee está DEFINIDO pelo canal FOX USA que a 1ª temporada terá 22 episódios. Tal definição partiu da emissora e isso pode ser verificado tanto no site da atração quanto em sites especializados como o TV.com. Toda vez que vocês quiserem saber em qual episódio ou temporada uma série está, basta usar a busca do TV.com. A produção da 2ª temporada de Glee, cuja previsão de estreia é por volta de Setembro/Outubro de 2010 nos EUA, sequer começou! Eles acabaram de gravar o episódio “1×22″ esta semana e depois vão fazer turnê de shows! Além disso, o DVD de Glee lançado nos EUA tem claramente os dizeres “GLEE – SEASON 1 – VOLUME 1 – ROAD TO SECTIONALS“, ou seja, é apenas a 1ª parte que contém os 13 episódios iniciais. O DVD com o volume 2 com os outros 9 será lançado quando a 1ª temporada realmente terminar, lá pra Junho. Estive nos EUA há pouco tempo e em nenhum momento a FOX americana está anunciando a 2ª temporada de Glee pra agora. Pelo contrário, o erro é daqui e perpetuado pela FOX brasileira que está enganando seus espectadores para não evidenciar os longos meses de atraso. Espero que tenha esclarecido aos que tinham dúvidas sobre Glee e sobre como funciona o esquema de temporadas das séries em geral.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee, Notícias Tags: , , , , ,
22/04/2010 - 14:01

Glee: Hell-O

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Glee (1×14: Hell-O): Glee está de volta: muita música, muito hype, alegria e descontração. Todos sabem das ressalvas que tenho com a série, embora eu consiga me divertir sem ter que levá-la à sério demais (como muitos por aí fazem). Mas o grande problema do retorno (e da série como um todo), ao meu ver, é a efemeridade das personagens e situações. Tudo é muito volátil em Glee: em um momento Rachel está completamente apaixonada por Finn, mas este não quer saber do relacionamento; daí segundos depois (sim, segundos) ela conhece outro rapaz, canta um dueto numa livraria e Finn instantaneamente já é “passado”. Ao todo isso ocorreu em menos de 10 minutos. Ah, e Finn agora já não tem mais dúvidas e quer ficar com Rachel “custe o que custar”. Fora que o “ápice dramático” no New Directions é alguém sair do grupo ou ser ameaçado de expulsão – o que ocorre sistematicamente desde o piloto. Contudo, não tenho somente críticas à série: o núcleo “Sue Sylvesver”, graças ao incomensurável talento de Jane Lynch, é capaz de produzir os melhores momentos da comédia musical e o romance do Sr. Schuester com Anna Emma retornou de forma bem interessante. Os números musicais em Hell-O foram, mais uma vez, um show à parte: teve a ótima versão de Gives You Hell protagonizada por Rachel e o destaque ficou com número final Hello Hello Goodbye. É preciso relevar muita coisa em Glee (especialmente o roteiro e algumas interpretações), já que no final das contas a série é capaz de trazer um leve e indolor entretenimento.
Cotação Bruno Carvalho:

Na FOX Brasileira a 1ª temporada de Glee, que terá 22 episódios, somente retorna no 2º semestre e em data ainda não definida pelo canal. Leia: FOX Brasil Confunde o Espectador e Fã de Glee.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Glee Tags: , , , , , ,
22/04/2010 - 00:01

Fringe: Olivia. In the Lab. With the Revolver e White Tulip

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Alerta de Spoiler - Brasil
Fringe (2×17: Olivia. In the Lab. With the Revolver; 2×18: White Tulip): É claro que logo após o excelente Peter, Fringe daria uma respirada com um capítulo não tão imerso na mitologia da série. Ainda assim, Olivia. In the Lab. With the Revolver trouxe à tona mais uma vez os experimentos que Walter conduziu nos anos 80 com crianças, quando aplicou em várias a droga Cortexiphan. O passado atormenta o velho cientista que simplesmente não consegue ter uma semana de descanso. Mas a pièce de resistánce desta nova parte da temporada indiscutivelmente veio com White Tulip, um episódio que em pouco mais de 40 minutos conseguiu, por exemplo, ser mais complexo que toda a 5ª temporada de LOST que abordou o tema viagens no tempo. E se Fringe já havia sido muito bem sucedida criando os universos paralelos, a experiência temporal atingiu aqui um nível sem precedentes. Novamente uma produção de J.J. Abrams utiliza o amor como justificativa para que personagens façam coisas extraordinárias e o tal Dr. Peck (vivido pelo eterno Peter Weller de RoboCop) certamente inovou o conceito. Além disso, todo o experimento – mais esta manifestação do padrão – estava diretamente relacionado com o que vem acontecendo com Walter e seu dilema em trazer à tona a verdade sobre a origem desse Peter. White Tulip foi mais um episódio significativo nesta ascendente temporada de Fringe, série que a cada semana se estabelece como uma das melhores representantes do gênero ficção científica da última década.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fringe Tags: , ,
21/04/2010 - 00:01

The Last Recruit

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Alerta de Spoiler - Brasil
(LOST “6×13: The Last Recruit”) Não há outra forma de começar a falar de The Last Recruit sem dizer que o episódio foi absolutamente sensacional! Temos que aplaudir de pé os roteiristas e produtores que souberam construir a temporada da forma que era necessário, ainda que sabendo as duras críticas que enfrentariam, para que este momento chegasse. As peças que vêm encaixando há anos nunca estiveram tão afiadas e com um simples “aí vamos nós” proferido pelo Homem de Preto, a verdadeira guerra na Ilha teve seu triste e inevitável início. Isso sem contar na disposição das “peças” no tabuleiro que foi completamente remexido. Os flash-sideways brilhantemente se alinharam aos acontecimentos na ilha com uma precisão tão cirúrgica e impecável quanto o bisturi de Jack. Em The Last Recruit a narrativa foi a maior protagonista, mostrando como os destinos dos heróis e vilões desta história (que muitas vezes se confundem numa mesma pessoa) foram se cruzando. Foi maravilhoso, por exemplo, a reação de Sun na maca enquanto viu o desacordado Locke bem ao seu lado ou quando Desmond cuidadosamente direcionou Claire para o escritório que cuidava da sucessão dos bens Christian Sheppard, revelando o segredo do pai.

Foi uma sequência eventos que carregaram um importante significado nas realidades daquelas pessoas e que impactaram acontecimentos desde o início da série, do encontro de Sayid com Desmond no poço – este sim verdadeiramente capaz de fazê-lo rever Nadia – até o reencontro forçado pelo brotha entre Jack e Locke, que agora alternam a posição de “homem de ciência” e “homem de fé”. Mas o momento mais surpreendente deste movimentado e ágil capítulo foi a decisão de Jack em abandonar o barco de Sawyer numa magnífica aliteração dramática com os eventos do final da 4ª temporada, quando foi eterno golpista quem pulou no mar em prol daquilo que acreditava. E de forma surpreendente, ainda que temporária e estratégica, o bom doutor é o último recruta do Homem de Preto, pelo menos enquanto as bombas de Charles Widmore literalmente caem do ceu. LOST provou mais uma vez (como se precisasse) que é uma série que jamais se perdeu e que os eventuais tropeços em sua trajetória serviram para um incomensurável crescimento. The Last Recruit trouxe a grande traição de Widmore, a explicação definitiva sobre os fantasmas da ilha (como Christian Sheppard), a esperada reunião de Jin e Sun e finalmente abriu alas para o início histórico do fim de um dos maiores e mais bem contados dramas do nosso tempo.
Cotação Bruno Carvalho:

LOST terá uma pausa de 1 semana nos EUA, retornando com inéditos em 04/05 para os últimos 3 capítulos até o Series Finale em 23/05.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , ,
20/04/2010 - 06:01

LOST: O Trailer de “6×13: The Last Recruit”

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Faltam apenas QUATRO episódios até o series finale de LOST! O episódio de hoje nos EUA The Last Recruit promete a grande reunião dos sobreviventes preparando o terreno para o imprevisível e aguardadíssimo final. Vocês estão preparados? Eu não! E quem será o tal “ultimo recruta”? Eu tenho a teoria de que o episódio falará mais do papel de Frank Lapidus na trama, mas é só um chute. Confira o trailer:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , , , , , , ,
19/04/2010 - 00:01

tɹəˈmeɪ

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Treme (1×01: Do You Know What It Means?): Quando um artesão pretendia alcançar a condição de mestre em sua corporação de ofício ele deveria produzir uma primeira obra que aspirasse a perfeição – a obra-prima. E é exatamente a uma obra-prima que o piloto de Treme, nova série da HBO americana dos mesmos criadores de The Wire, se assemelha. Ambientada apenas três meses após o furacão que atingiu o estado norte-americano da Louisianna em 2005, o drama tem como protagonista a icônica e devastada cidade de New Orleans. Palco de grandes festivais como o Mardi Gras, a série inicia a sua narrativa na primeira second line (uma tradicional parada com banda) desde a ocorrência da tragédia no antigo bairro de Treme. É aí que começamos a conhecer interessantes figuras como Antoine Batiste, um músico que perdeu tudo e vive de bicos, o adoidado DJ e amante do Jazz Davis McAlary e o ativista Creighton Bernette (interpretado pelo sempre visceral John Goodman) que tem convicção de que a catástrofe natual foi intensificada pela desídia do governo local e federal.

Mas Treme vai além de uma mera retratação fática (ou dramática) do furacão Katrina como vimos em notícias, filmes e documentários. A série mostra como a alma boêmia da lúdica cidade foi profundamente abalada. A música, aliás, tem papel fundamental na trama, pois é através dela que a cidade começa a ser reconstruída – aos poucos resgatando grande parte da magia que fora perdida. E por mais que você não seja um grande fã de jazz, das big bands e das memoráveis performances de “show men” como Louis Prima (o intérprete de Buona Sera), é impossível não admirar o fascínio que a música desperta naquelas pessoas, afinal muitas delas vivem dela e por ela. Nos 80 minutos deste cinematográfico piloto, a série conseguiu fazer com que nos importássemos com todas aquelas pessoas (algo que muitas produções com várias temporadas sequer chegam perto), sejam as que ficaram e precisaram fazer da catástrofe um meio de vida ou as que agora retornam, como o performer Albert, que protagonizou um dos momentos mais intensos do piloto, usando a fantasia do carnaval para implorar por um favor.

Treme é potente em seu objetivo e eficaz na execução, mergulhando profundamente no coração de New Orleans como nenhuma produção jamais fez até hoje. E com apenas um episódio exibido, a série já garantiu a produção da 2ª temporada completa. Esta, claro, não é uma série fácil (como de costume na HBO), mas que já nasce indispensável. Treme (pronuncia-se “tɹəˈmeɪ”) é exibida aos domingos na TV americana e ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Treme Tags: , , ,
16/04/2010 - 00:01

90210 e Melrose Place Fora do Horário Nobre no Sony

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Os dramas adolescentes aos poucos estão sumindo da TV. Depois da controversa e inexplicável decisão da Warner Brasil em simplesmente cancelar a exibição de Gossip Girl por aqui (série, inclusive, renovada para mais uma temporada nos EUA), as novas baixas agora vêm do Sony. No meio da atual temporada, o canal vai retirar 90210 e Melrose Place do horário nobre, migrando-as para o ingrato horário de sábado à tarde. Começando já no próximo dia 24/04, os episódios inéditos de 90210 irão ao ar às 14h, seguidos por Melrose Place às 15h. No horário vago de 21h às terças o Sony vai alocar os inéditos de American Idol, aumentando o intervalo de exibição com EUA em uma semana (antes eram apenas 4 dias). Assim, a partir da próxima terça, não espere encontrar as descoladas turmas de L.A. em sua TV. Ah, e neste sábado também não haverá inédito de American Idol, apenas a reprise do anterior (as apresentações inéditas vêm só no dia 20/04). Procurada pelo LiGado em Série, a assessoria do Canal Sony esclareceu que “Melrose Place e 90210 estavam em reprise e muitos espectadores não conseguiam acompanhar American idol no sábado à noite. A mudança é uma estratégia de programação para oferecer o melhor do canal aos assinantes.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 90210, American Idol, Canais, Melrose Place Tags: , , ,
15/04/2010 - 00:01

American Idol: Top 9 com Lennon/McCartney

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Inquestionavelmente a semana de apresentações com músicas do catálogo Lennon/McCartney já figura entre uma das melhores da temporada, pois as canções têm um grande apelo universal. Ficaram acima da média as performances de Crystal Bowersox (como sempre), Lee DeWyze e Casey James, que respectivamente trouxeram ótimas versões de Come Together, Hey Jude e Jealous Guy. O restante – e desta vez incluo Andy Garcia – não soube empolgar (especialmente Siobhan com a sonífera versão de Across the Universe). Já a noite de eliminações foi mais uma prova de que o formato já não funciona tanto mais. É inexplicável até Michael Lynche ter sido o mais votado para sair pelo público enquanto os fracos e limitados Aaron Kelly e Tim Urban continuam na competição. Ainda que não consigo ver Lynche chegando à final, é certo que ele merece mais tempo no programa. Agora, com relação ao salvamento dos juízes, esta “cláusula” em American Idol apenas cria mais um problema, pois esta semana dois finalistas precisaram ser eliminados. Assim, as chances de injustiças pelo público dobram e não há mais a possibilidade de trazer alguém de volta. Um tiro no pé, a não ser que corram com os dois moleques (Kelly e Urban) ou até mesmo com Katie Stevens que, convenhamos, também não deveria continuar por muito mais tempo. Na semana que vem nos EUA teremos o especial filantrópico Idol Gives Back em prol das vítimas do terremoto do Haiti – lembrando que no primeiro ano do especial ninguém foi eliminado. Será que repetirão o feito?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , , , , , , , ,
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