The Package
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Convenhamos: após Ab Aeterno ter elevado tanto o nível desta última temporada de LOST, centrar o episódio seguinte no casal Jin e Sun soou imaturo por parte dos produtores e roteiristas da série. A história dos coreanos nunca foi de grande expressividade nestes seis anos de trama e por isso pareceu que The Package quis conferir uma importância maior a estes dois. Apenas quis e não conseguiu. Ainda que contando o flash sideway de forma eficiente e interessante, especialmente envolvendo Keamy, Mikhail, a conexão com o Sayid e o trágico final em aberto com Sun grávida e baleada, o episódio no geral atirou para vários os lados e não acertou. A trama na ilha seguiu de forma irregular, voltando a dar a impressão de que as “peças” ficam se movimentando pra lá e pra cá sem um rumo, algo que estava afastado da série desde o ótimo Sundown. E o maior momento do capítulo, que foi o inesperado encontro frente a frente entre o Homem de Preto e Charles Widmore trouxe, inevitavelmente, um anti-clímax notável pela falta de inspiração naquela conversa (e o gosto de “quero mais”?). E a Sun sem falar inglês? Aquilo foi difícil de engolir nessa altura do campeonato. Não digo, contudo, que The Package não foi um daqueles episódios inócuos de LOST como Fire+Water ou A Stanger in a Strage Land. Foi um filler, tenha sido ele necessário ou não – o que vamos saber somente nos próximos capítulos. Curiosamente, enquanto estava escrevendo esta resenha, um tweet de Damon Lindelof (um dos roteiristas principais) pulou em minha tela com os dizeres: “Em uma semana a conversa vai mudar“. Uma grande coincidência ou um sinal de Jacob indicando que eu deveria ter mais fé neles? Gosto de acreditar (e acredito) que no final das contas eles sabem é muito bem o que fazem (a história de cada temporada comprova isso), mas preciso ressaltar que o capítulo foi em parte frustrante. Ah, sim, e então quer dizer que Desmond é o tal “pacote” igual Anthony Cooper também foi um dia? Que papel fundamental teria o “brotha” nesta guerra? Agarro-me nesse cliffhanger com todas as forças até a próxima terça.
Cotação Bruno Carvalho: 


24 (8×12: Day 8 3:00 AM – 4:00 AM; 8×13: Day 8 4:00 AM – 5:00 AM): Melhorou? Melhorou. Mas comparando estes com os episódios anteriores, dava pra ver que não era uma tarefa muito difícil. 24, após o interessante início de temporada, levou praticamente 12 horas pra voltar a empolgar de novo e olha que apenas o final do primeiro capítulo foi significativo em termos de avanço. As coisas só melhoraram mesmo na 13ª hora, finalmente trazendo uma reviravolta interessante naquele caso arrastado de Dana na CTU. Ela é a traidora da vez. Como não vi isso chegando? Fácil, eles nos despistaram com uma traminha pra lá de ruim envolvendo aquele policial e o ex-namorado bandido. As mulheres tomaram conta do episódio enquanto Jack Bauer trocava infindáveis tiros com os terroristas. Chloe O’Brien e Renee Walker ainda não salvaram o dia, mas pelo menos salvaram as últimas 2 horas. Tomara que 24 engrene nesta metade e consiga encerrar em alta na medida do possível.
The Good Wife (1×17: Heart): Uau! Que magnífico este episódio de The Good Wife! A série discutiu um dos pontos mais sensíveis para o norte-americano no momento – a situação dos planos de saúde – através de uma urgente contenda “cliente x companhia”. Contudo, sem romantizar as batalhas judiciais como acontecia na igualmente excelente Boston Legal, o episódio adotou uma linha mais sóbria até mesmo na corte de emergência que precisou ser montada no hospital, já que a autora da ação estava internada e aguardando a decisão da justiça para saber se teria o bebê ou não. Além disso, curioso notar que a advogada de defesa da corporação estava com seu filho em plena sessão de julgamento, ainda que lutando por uma decisão que traria o aborto de um feto para evitar altíssimos gastos com o procedimento. E foi em Heart também que a “boa esposa” se comportou mal, justo quando seu marido decidiu (ainda que como parte de uma estratégia política) buscar a redenção divina. Nada em The Good Wife é preto no branco, revelando que a série tem muitos caminhos a percorrer. E eles fazem isso muito bem.
House (6×15: Black Hole): Tá aí, gostei deste capítulo de House, que conseguiu ser mais equilibrado, com um bom caso médico e uma ótima storyline paralela com os médicos. É muito bom também quando a série volta a sustentar a premissa “todo mundo mente” (cada vez mais esquecida), usando a medicina pra expor sórdidos casos como o do pai que ficou com a namorada do filho enquanto estes estavam terminados. O Dr. House se diverte e nós também. Foi um episódio memorável? Não, passou longe. Mas também não foi daqueles ruins que estão ficando cada vez mais frequentes na série.
Damages (3×08: I Look Like Frankenstein; 3×09: Drive It Through Hardcore): Por mais que eu goste do sempre ótimo Arthur Frobisher de Ted Danson, não entendi bem porque ele apareceu no meio do complicadíssimo escândalo Tobin com essa de “ventos da redenção” e filminho. E mesmo trazendo ótimos momentos, como aquele em que ele leva os produtores para conhecerem a “vilã” Patty Hewes, está na cara que isso é uma tática de enrolação. Aliás, nestes episódios, Damages perdeu um pouco seu foco, seja trazendo à tona o maçante Michael Hewes ou o das feridas de Patty “escondidas” na fachada de gesso e aquele cavalo. Mas basta um ou dois daqueles flashforwards com Tom Shayes para que fiquemos novamente de cabelo em pé. Na semana passada eu disse que Tom poderia muito bem ter sido, indiretamente, o arquiteto de sua própria morte. Aí vem Drive It Through Hardcore pra mais um soco no estômago, indicando que ele provavelmente cometerá suicídio. Ou não? Tenso.
Grey’s Anatomy (6×18: Suicide is Painless): O suicídio assistido é um tema polêmico e é preciso muita coragem para tratá-lo de forma aberta numa série ou filme. E Shonda Rhimes o fez da forma que, claro, poderíamos sempre esperar: com sabedoria, isenção e muita sensibilidade. Quando uma paciente terminal da Dra. Teddy requisitou do Seattle Grace este trágico recurso – que é legalmente permitido no estado de Washington – e precisou da anuência de Owen, isso acabou despertando no ex-cirurgião de guerra uma trágica memória que o consome há anos. Ele teve que tomar a difícil decisão de deixar um colega de batalhão morrer no local do acidente para evitar o sofrimento que se arrastava por horas para logo em seguida o resgate chegar. E como viver com isso? Ele se atém à última expressão de alívio do amigo e tenta não ser consumido pelos inevitáveis pensamentos “e se?”. Suicide is Painless foi um dos episódios mais dramaticamente intensos desta excelente temporada da série.
FlashForward (1×11; 1×12: Revelation Zero; 1×13: Blowback): Então eis que
Acabou a saga de Jack Bauer na TV. 192 horas (e um telefilme) depois, a série 24 chegará ao seu fim, informou o produtor executivo Jon Cassar via 







The Office (6×15: Manager and Salesman; 6×16-17: The Delivery, Parts 1 and 2): Eis então que a Dunder Mufflin vai ter que entrar na marra no sistema Sabre e em Manager and Salesman foi divertidíssima a disputa entre Michael e Jim pelo cargo menor de vendedor, já que as comissões dos novos produtos – impressoras e toners – são bem interessantes. Mas Michael não aguentou o tranco, ainda mais depois dos “odores” de Phyllis. Impecável, inusitada e muito bem-vinda também foi a participação da ótima Kathy Bates como a CEO da nova corporação. Há tempos Michael não tinha um superior assim e espero que ela retorne mais vezes. Mas a grande atração da temporada foi mesmo The Delivery, episódio duplo sobre o nascimento do bebê de Pam e Jim que teve de tudo: de Dwight destruindo a cozinha da Pam para eliminar mofo e até mesmo a nova mamãe amamentando o bebê alheio sem querer. The Office jamais demonstra sinais de desgaste, o que constantemente me impressiona.
30 Rock (4×13: Anna Howard Shaw Day, 4×14: Future Husband): Vamos combinar que 30 Rock não está com o mesmo pique das temporadas iniciais, o que por um lado até é bom. Menos hype e mais chances para outras séries estreantes como Community e Modern Family (que serão comentadas em breve no Season Pass) se destacarem nas premiações. Anna Howard Shaw Day e Future Husband tiveram sim seus bons momentos, incluindo a participação especial de Jon Hamm no primeiro, mas algumas piadas falharam feio. Poxa, senti uma vergonha alheia tremenda de Kenneth com aquela da “maldição do 



How I Met Your Mother (5×15: Rabbit or Duck; 5×16: Hooked): How I Met Your Mother tem a às vezes agradável mania de erguer toda a narrativa de um episódio em torno de uma piada, como aconteceu em Rabbit or Duck. E digo “às vezes”, pois quando a piada é ineficiente, somos obrigados a aturar um capítulo inteiro com a mesma punchline. Adoro a sensibilidade que a comédia tem para fazer graça com relacionamentos, mas dessa vez não funcionou. Pelo menos Hooked conseguiu ser mais ágil com Ted bancando o “estepe” de uma representante comercial de medicamentos (a profissão atual que tem mais garotas gostosas, segundo Barney) interpretada por Carrie Underwood (American Idol). Mas e aí, duas semanas e nem uma menção sequer da “mãe”? Odeio bater nessa tecla, mas é fato que esta série é muito mais saborosa quando as referências da futura esposa de Ted aparecem aqui e ali. Am I right?
The Big Bang Theory (3×15: The Large Hadron Collision; 3×16: The Excelsior Acquisition): A boa fase de The Big Bang Theory simplesmente não acaba! Estes mencionados episódios foram excelentes, começando pela ótima dinâmica com Sheldon infernizando o insosso relacionamento entre Penny e Leonard com aquela viagem para ver o tão famoso colisor de partículas suíço em pleno Valentine’s Day. Texto afiado e cheio de sacadas a cada minuto. Mas quem acabou indo? Raj (agora, aquela “paisagem” com os alpes suíços no hotel ficou parecendo um projeto escolar da filha do cenógrafo – reveja)! Já o The Excelsior Acquisition elevou o nível com Sheldon desacatando o juiz, numa das cenas mais engraçadas da temporada que culminou na prisão do nerd. Eu só achei que poderiam ter tirado mais da hilária situação, não? Adoraria vê-lo tirando um daqueles marginais do sério. O episódio ainda foi lotado de referências pop/cool/geeks graças à participação de Stan Lee. Semana após semana eles vêm dando um show de comédia!



O canal norte-americano NBC renovou todo o seu lineup de comédias nas tradicionais noites de quinta-feira. Seguindo a encomenda da 3ª temporada de Parks and Recreation, que já havia sido anunciada no mês passado, a emissora garantiu mais um ano para as excelentes 30 Rock (5ª temporada), The Office (7ª temporada) e Community (2ª temporada). Aliás, preciso fazer justiça com Community, série que comentei brevemente no início do Fall Season. Depois da tímida estreia, a série estrelada por Joel McHale e Chevy Chase cresceu muito bem com seu texto atual e com a afinadíssima sintonia do ótimo elenco. Esta, sem dúvidas, é uma das melhores surpresas da última temporada e sua renovação é bastante justa e bem-vinda. Falerei mais desta e de outras séries que não são regularmente comentadas no blog no post de Season Pass, assim que o Mid Season acabar. Muito bom quando a NBC resolve investir em qualidade!
