Retrospectiva 2009!
2009 acabou e chegou a hora de relembrarmos os momentos mais marcantes do ano no mundo da telinha e aqui no blog também, claro! As séries que bombaram, produções que decepcionaram e as principais notícias estão em nossa retrospectiva:
Janeiro: 2009 começou bem, pois finalmente veio a notícia que cobramos por tantos anos: o anúncio do lançamento dos DVDs de Veronica Mars no Brasil! O problema é que até hoje apenas a 1ª temporada está disponível e nem sinal dos demais. Mancada da Warner. Pior foi a acusação de que os canais de séries que começaram a utilizar as traduções feitas pelos “legenders” de Internet nas legendas oficiais em grandes séries. Uma bela hipocrisia, não? No primeiro mês do ano Battlestar Galactica, uma das melhores séries sci-fi já produzidas até hoje, começou a dar adeus com a websérie “A Face do Inimigo” que abriu espaço para os episódios finais. 30 Rock mais uma vez se consagrou como a grande vencedora do Globo de Ouro, eu comecei a assistir Supernatural como prometido, mas não aguentei continuar (sorry!), Prison Break foi oficialmente cancelada e eu finalmente me entreguei a True Blood, após uma releitura do episódio piloto que tanto condenei.
Fevereiro: O mês dois começou com uma bomba no auge da 5ª temporada de LOST: o maior site de legendas do Brasil foi fechado após a mesquinha e ilegítima perseguição da organização APCM (a nova ADEPI). De nada adiantou, felizmente, pois hoje o site que disponibiliza apenas arquivos de texto com traduções feitas por anônimos continua firme e forte. No mesmo mês falamos dos curiosos títulos de episódios para descontrair e a cobertura semanal no blog só aumentava com a estreia de Dollhouse e resenhas simultâneas de várias produções como Mad Men, LOST, American Idol, Big Love e várias outras.
Março: O terceiro mês começou e a 7ª temporada de 24 estava bombando com o episódio em que a Casa Branca foi invadida por terroristas. Veio também a ótima notícia de que Friday Night Lights ganharia mais duas temporadas graças ao acordo que a NBC fez com a Directv americana; American Idol fez um episódio especial dedicado à Michael Jackson (antes da morte do cantor) e o participante Adam Lambert começava a se destacar em meio aos demais. Ah, e Big Love teve também um de seus melhores episódios exibidos, com a peregrinação da família Henrickson ao berço da poligamia. LOST, por sua vez, continuava instigando os fãs sobre os dilemas entre passado e futuro e a máxima “o que aconteceu, aconteceu” após Sayid alvejar o jovem Benjamin Linus. Lembram-se do trailer? Foi uma semana tensa!
Abril: Em Abril a 2ª temporada de Damages teve um chocante desfecho após ter derrapado em alguns episódios e a Semana em Série continuava a todo vapor. Tivemos também uma leva horripilante de estreias mornas, muitas fadadas ao fracasso como eu apontei. In the Motherhood, Surviving Suburbia, The Unusuals, Harper’s Island e Southland foram todas canceladas por suas emissoras e somente Parks and Recreation se manteve. Certo é que a TNT salvou a série policial de Ben McKenzie, mas isso somente ocorreria meses depois… Mas o foco era só LOST e a reta final da 5ª temporada trouxe um dos melhores episódios de toda a série, o The Variable, centrado em Daniel Faraday e no dilema de Eloise Hawking. Um grande capítulo, de fato.
Maio: Nos “finalmentes” de American Idol, fotos do passado drag queen do competidor Adam Lambert começaram a circular pela Internet com intensidade, o que muitos acreditam ter sido uma das causas que custou a vitória do rapaz. Heroes teve mais um péssimo final de temporada, respondemos as dúvidas dos leitores sobre LOST e o drama chegou ao apoteótico final de temporada deixando mais um grande mistério no ar: o que acontecerá com a ilha após a explosão da Jughead? Até hoje ninguém sabe. Tivemos também ótimos desfechos das séries Fringe e Grey’s Anatomy, com a morte da personagem George O’Maley. No fim do mês fiz um balanço sobre a TV em alta definição no Brasil, que ainda engatinhava mesmo após um ano de lançamento.
Junho: Em Junho postei mais um Primeiras Impressões, desta vez com Glee, série que conquistou público e crítica no Fall Season e Prison Break encerrou sua jornada de 4 temporadas após anos de altos e baixos. Fez falta, no geral. A temporada de Season Passes continuou com comentários de The Mentalist e 90210, produções que começaram badaladas mas revelaram-se apenas medianas e descompromissadas e também da cultuada Chuck. Ah, e em Junho o blog foi destaque no Podcast do Dude News, que rendeu milhares de downloads! Neste mesmo mês começou também o hype em torno de FlashForward como o “novo LOST“ e nós mal sabíamos que era apenas fogo de palha. O mês encerrou-se de forma trágica com a morte do rei do pop Michael Jackson e nós relembramos a série dos Jackson Five que foi sucesso nos anos 70.
Julho: O 2º semestre começou com mais um LiGado em Série Responde (ei, temos que fazer mais deles, né?) e com uma manifestação online pedindo o filme de Veronica Mars, que até hoje sequer saiu do papel. A 2ª temporada de True Blood chegou surpreendendo, Weeds desceu a ladeira e consumidores de todo o Brasil ficaram com cara de palhaço quando a novela do ponto extra gratuito chegou a um final triste, pois ele continuou a ser cobrado pelas operadoras graças ao forte lobby. Por outro lado, conhecemos a Nurse Jackie de Edie Falco, saíram os indicados ao Emmy com bons nomes na corrida e descobrimos que o Central Perk, a cafeteria de Friends, realmente existe! Ah, e Heroes continuou tentando…
Agosto: O mês chegou com a bomba: após 7 anos, Paula Abdul avisou pelo Twitter que abandonou o American Idol para se dedicar a projetos pessoais. Ela foi substituída por juízes convidados na fase de testes e a apresentadora Ellen DeGeneres ocupará seu lugar na Hollywood Week em 2010. Mas o destaque ficou por conta da lista dos mega salários que os astros e estrelas da telinha ganham. US$ 875.000,00 pra Charlie Sheen por episódio de Two and a Half Men? Mais até que Jack Bauer! No mesmo mês publiquei também a interessantíssima pesquisa que a colunista Camila Picheth fez sobre o que existe de real na ciência de Fringe, num post que ficou bem bacana. Agosto terminou com a previsão do tempo nublado sujeito a Vicodin, a excelente campanha de divulgação da 6ª temporada de House!
Setembro: O mês do Fall Season chegou, mas Weeds se despediu da TV com um final, digamos, tenso. A matéria sobre a série Vampire Diaries dividiu opiniões e se tornou um dos posts mais comentados do blog (e a série continua ruim), falamos das estreias e retornos da temporada na volta da tradicional Semana em Série e os canais do grupo Sony anunciaram boas novidades para os fãs, o que é cada vez mais raro hoje em dia. Em Setembro também eu desembarquei em Hollywood para o programa ‘Como os Filmes e Séries de TV São Feitos?’ e logo de cara fiquei abismado como que Los Angeles é a cidade que vive e respira séries! Bem pertinho do Nokia Theatre comentei os vencedores do Emmy 2009, assisti ao vivo à gravação do Tonight Show com Conan O’Brien, vi Ricky Gervais ao meu lado, dei um pulo no bar Mertlotte’s de True Blood e assisti à premiére de Grey’s Anatomy “ao vivo” na TV americana. Ah, e o mês foi embora levando The Beautiful Life, série produzida por Ashton Kutcher e estrelada por Mischa Barton, precocemente cancelada.
Outubro: De volta ao Brasil, comentei com mais detalhes como foi assistir à gravação de The New Adventures of Old Christine, além dos talk-shows, o Tonight Show with Conan O’Brien, o The Jay Leno Show (onde subi no palco e conheci o apresentador pessoalmente) e o Jimmy Kimmel Live! Com muitos episódios do Fall Season acumulados pra ver e escrever, comecei o Semáforo Semana em Série em duas edições (aqui e aqui), pra tentar organizar e orientar os leitores sobre esse mar de novidades e retornos. Ah, e o Semáforo vai voltar no Mid Season, claro! Foi divulgado, ainda, o “primeiro último pôster de LOST“, as decepções da temporada vieram, CSI produziu a cena mais cara da TV e Jim e Pam se casaram em The Office num emocionante episódio duplo!
Novembro: No penúltimo mês do ano enumeramos as séries em risco de cancelamento, Friday Night Lights voltou com tudo e Modern Family se consagrou como a melhor surpresa da nova temporada! Os visitantes de V chegaram fazendo certo barulho, mas a série falhou em se estabelecer como um grande thriller sci-fi (pelo menos até agora). Gossip Girl perdeu completamente o foco e saiu de nossa cobertura semanal, mesmo sob protestos de alguns, FlashForward continuou desapontando até o fã mais entusiasmado e Adam Lambert (do American Idol) estreou no showbizz causando polêmica no American Music Awards. No final do mês o blog editou sua primeira lista, das 10 melhores séries da década, que gerou muitos comentários.
Dezembro: O ano chegou ao fim e no início do mês as séries Three Rivers e Raising the Bar foram merecidamente canceladas. Já a lista das piores séries do decênio causou a revolta dos fãs de Heroes, só porque coloquei a série na 5ª posição. Deveria ter colocado em 1º, pensando melhor, ainda mais com a notícia de que a “obra” de Tim Kring pode durar mais uma temporada por causa da aquisição da NBC pela Comcast. Nosso calendário do Mid Season foi postado (e ainda está aí pra consulta), os mórmons de Big Love deixaram uma belíssima mensagem de boas festas e eu fui convidado para participar do Podcast de séries mais legal da Internet, o LegenCast/Podcast Legendado/Programa Claudia! O highlight do mês, contudo, foi o atordoador final de temporada de Dexter, que chocou quem assistiu! Globo de Ouro teve os seus indicados, Simpsons completou 20 anos no ar, produtores de LOST revelaram a guerra que travam contra os spoilers e ficamos todos na expectativa para a última temporada da série!
Poxa, foi um ano bem bom no mundo das séries, não? Então, quais foram os fatos mais marcantes para vocês em 2009? Aguardo os comentários e “considerações finais”! Desejo, desde já, uma excelente passagem! Que venha um novo ano e uma nova década repletos de coisas legais para todos nós! Nos vemos dia 5, mas continuarei com atualizações constantes no Twitter!


Fringe (2×10: Grey Matters): Como era esperado, Fringe encerra a primeira parte desta temporada com um episódio não menos do que espetacular, cujo protagonista foi justamente o enigmático cérebro do Dr. Walter Bishop. Sórdido? Isso é pouco para este drama, já que descobrimos que para preservar o segredo da construção do portal dimensional, o velho doutor teve pedaços de sua massa encefálica cirurgicamente retirados e preservados na cabeça de terceiros. E como peças de quebra-cabeça, as partes do cérebro de Bishop quando juntas começaram a formar uma imagem mais clara não só do que está por vir, como também do que acontecera com sua própria sanidade. O clima de tensão, o sequestro e a quase morte de uma das personagens mais queridas da TV foram apenas um plus neste capítulo rico e carregado da mitologia da série. E justo quando pensávamos que não podemos mais ser surpreendidos, William Bell faz mais uma de suas incríveis aparições para dar mais um giro de 180º na trama. Fall finale perfeito para uma série que só cresce!
How I Met Your Mother (5×10: The Window; 5×11: Last Cigarette): Antes inteligentes, oportunos e divertidos, os episódios com contos isolados de How I Met Your Mother ultimamente vêm chovendo no molhado. Estes dois últimos foram ótimos exemplos disso: o primeiro com um caso bobo da “janela de oportunidade” para Ted conquistar uma garota (num total desperdício da linda atriz Joanna Garcia) e o outro com a desnecessária e repetitiva historinha do “último cigarro”, numa piada que, mais uma vez, se estendeu por tempo demais até o ponto de ficar insuportável. Já está na hora da comédia engatar em mais um arco episódico e, quem sabe, começar a falar pra valer sobre a “mãe” de forma mais direta sem ser sobre o tal guarda-chuva que passa ou a classe que ela frequenta… Quero muito ver esta série terminar enquanto ainda é capaz de despertar nosso interesse e simpatia.
The Big Bang Theory (3×10: The Gorilla Experiment; 3×11: The Maternal Congruence): Estes dois excelentes episódios de The Big Bang Theory provaram que a série não precisa de nada mirabolante para funcionar. No primeiro, apenas a interação Sheldon + Penny foi suficiente para render ótimos momentos explorando um novo tipo de relacionamento entre os dois: professor e aluna. E mesmo como a constante da “burrilda” da turma, Penny está se integrando melhor (graças ao roteiro, claro) deixando de lado as simples “caras e bocas”, participando de forma mais ativa e orgânica nas histórias. A atriz Kaley Cuoco, inclusive, vem dando um show de interpretação ao lado de Jim Parsons e Simon Helberg, demonstrando crescimento. Mas o melhor, claro, foi a volta de Christine Baranski (de The Good Wife) no infame e genial papel de Beverly, a mãe de Leonard. Pena que não renderam mais aquele beijio entre ela e Sheldon…
The Good Wife (1×10: Lifeguard): O que motiva as diversas ações dos seres humanos, ainda mais quando estes estão agindo em nome do Estado? Foi esta a pergunta que o episódio Lifeguard propôs ao retratar o caso de um juiz que supostamente sentenciava utilizando-se da seleção racial, impondo penas mais severas a adolescentes contraventores negros. E mesmo com todos os indícios apontando para esta inevitável conclusão, foi o arrogante associado Cary Agos que conseguiu olhar além das evidências óbvias para achar a verdadeira motivação do comportamento do magistrado: dinheiro. Acertadamente, a série também desvencilhou-se do “investigativo” para apresentar, ainda, um subtexto sobre os bastidores obscuros e nada amigáveis que envolvem a indicação de juízes de condado nos EUA. MVP para Christine Baranski que vem provando ser uma atriz versátil e com recursos, seja vivendo papeis cômicos e descolados (como o de The Big Bang Theory que mencionei acima), e aqui como a sênior e justa sócia Diane. The Good Wife encerra o fall como uma positiva surpresa nesta fraca temporada de boas novidades.
Californication (3×10: Dogtown; 3×11: Comings & Goings, 3×12: Mia Culpa): É uma pena que a 3ª temporada de Californication se desenvolveu num ritmo tão bom apenas até chegar no episódio The Apartment, quando Hank foi confrontado por todas as “suas” mulheres. De lá para o finale, a comédia perdeu o foco, entrou em storylines caídas como a Charlie e Marcy (ignorando completamente a ótima Kathleen Turner), além dessa da família Moody se mudar pra NY, que nunca convenceu (afinal, a série não se chama “NYnication“). Pior de tudo é a enrolação com episódios vazios para que, apenas no último, a personagem Mia retornar colocando tudo de pernas pro ar. Realmente o capítulo Mia Culpa foi intenso e atípico, mas por que esperar tanto para que a história da a verdade sobre o livro plagiado na 1ª temporada emergisse? Foi uma jogada preguiçosa e arriscada dos roteiristas, pois em nenhum momento a série caminhava para esse desfecho. Os laços de Hank com sua família estão por um fio e o futuro é imprevisível. Um bom final, sem dúvidas, mas para uma mediana temporada.
House (6×09: Wilson): Este último episódio de House do ano funcionou mais como um curioso exercício narrativo do que como um capítulo verdadeiramente essencial para a trama. Focada completamente em Wilson e no ponto de vista desta querida personagem, a série contou uma história sensível sobre o envolvimento visceral que o profissional tem com seus pacientes, quase como um “anti-House”. Interessante, inclusive, foi testemunharmos que a equipe do infectologista parece ainda mais louca se observada fora de um contexto, seja quando Foreman, Taub e Chase passam correndo com um paciente após um diagnóstico errado ou quando House inexplicavelmente aparece completamente ensopado (e não estava “chovendo no corredor”). Ainda assim, o episódio Wilson quis comover de forma forçada e inorgânica com aquele transplante no terceiro ato. Sim, tudo bem que Wilson é um altruísta por natureza, mas talvez eles poderiam ter inserido este grande gesto sob um prisma diferente e em um momento mais importante para esta (ótima) série.
The Office (6×11: Scott’s Tots; 6×12: Secret Santa): Eu sempre me impressiono com a capacidade que The Office tem de manter não apenas sua qualidade e a sua essência sem jamais se desgastar. Scott’s Tots trouxe à baila a promessa que Michael fez de forma absurdamente impensada e impulsiva a um grupo de crianças há 10 anos. Imaginando seu futuro como um importante executivo (e não como um gerente da filial de uma empresa à beira da falência), ele garantiu custear o ensino superior de uma turma inteira e agora teve que literalmente dar a cara à tapa e contar a verdade. Impagável vê-lo, ainda, tentar compensar a falta distribuindo baterias econômicas para notebook! Já Secret Santa veio como um dos melhores especiais de natal da série, trazendo um excelente desfecho para os 12 primeiros episódios da temporada, com direito a um festival de piadas politicamente incorretas (a maioria envolvendo religião) e muita vergonha alheia como só esta série sabe fazer. The Office pode facilmente durar mais de 10 temporadas com uma equipe tão talentosa como esta!
FlashForward (1×10: A561984): Eu estou muito surpreso com FlashForward. Surpreso ao constatar como uma grande equipe de roteiristas e produtores conseguiu estragar uma série com uma premissa tão interessante em apenas dez episódios. Ora, até o mago do “tiro no pé” Tim Kring (Heroes) levou mais tempo que isso. A561984 foi risível, a começar por aquela entrevista coletiva “esclarecendo” o apagão global cuja execução denotou claramente a falta de refinamento do texto e conseguiu remover o (pouco de) mistério que ainda circundava a (não mais) enigmática organização. Mas eles conseguiram ir além no quesito “fundo do poço”: os agentes Mark e Dimitri, no meio de toda essa confusão, largaram a investigação e voaram para Hong Kong portando apenas uma gravação de voz, para cuidar de um assunto extremamente pessoal (o assassinato deste último). E como bem apontou a colunista Claudia Croitor, em 10 minutos em uma das maiores megalópoles do mundo eles acharam a tal responsável pela ligação. Também tivemos o incompreensível caso da mulher de Dimitri que, de um episódio pro outro, descobre que estava no velório de seu marido e não em seu próprio casamento. Chamar isso de barra forçada é pouco. Se eu continuar a enumerar tudo que está errado em FlashForward, a resenha não terá fim, tamanhos os furos na peneira destes roteiristas. Eu posso dizer, contudo, o que está certo na série: pararem a produção para tentar salvar este naufrágio criativo, se der tempo. Eles têm até Março, quando o canal retornará com inéditos.
Glee (1×13: Sectionals): Até que enfim, não? Em seu fall finale, Glee nos lembrou novamente a que veio com um capítulo empolgante, justamente porque focou no campeonato musical em vez de gastar linhas com bobagens, como vinha reiteradamente fazendo. Além disso, os arcos que estavam se arrastando tiveram boas conclusões, como a descoberta do verdadeiro pai do bebê de Quinn, o fim do relacionamento-incógnita de Emma com o professor de educação física e o início pra valer do romance entre esta e o Sr. Schuester, apesar dos clichês. Mas o destaque de Sectionals foi mesmo a música e os números bem produzidos e ensaiados que, no final, acabam compensando os problemas narrativos que a série tem. O destaque, claro, ficou com Lea Michelle e seu talento
30 Rock (4×06: Sun Tea, 4×07: Dealbreakers Talk Show #0001, 4×08: Secret Santa): Essa review tríplice de 30 Rock me despertou para um fato: a comédia não está conseguindo me empolgar e eu simplesmente esqueci de comentá-la na última Semana em Série. Sun Tea foi um episódio atribulado, com várias tramas paralelas que, no final, não funcionaram, especialmente a do tal chá de Frank. Os momentos geniais, claro, estão presentes, como a sitcom no sonho de Tracy e a das imagens em HD, mas cada vez mais escassos. E se a participação de Al Gore foi legal em Greenzo, ela foi completamente sem graça agora, repetindo a mesma piada (ainda que assumidamente). Mas meu problema maior foi com o talk-show de Liz Lemmon, que poderia ter rendido um belo arco nesta temporada e foi extremamente sub-aproveitado, tal qual ocorreu com a
Friday Night Lights (4×06: Stay, 4×07: In the Bag): Não é possível que uma série apresente episódios de qualidade tão alta como Friday Night Lights e seja completamente ignorada pelas premiações do ramo. Mesmo após chegar ao ápice dramático com o excelente The Son, o drama desenvolvido para a TV por Peter Berg tem a audácia (não achei palavra melhor) de se superar. Stay encerrou com honras a jornada de Matt Saracen na série, novamente me lembrando dos emocionantes momentos de Six Feet Under. Poxa, o que foi aquele final com o carro rumo ao horizonte ao som de Bob Dylan? E o mais fantástico é que mesmo dando adeus a uma grande personagem e a um grande intérprete, as outras tramas não deixam nada a desejar e continuam sendo muito bem construídas, seja com Tami Taylor na escola, com os desafios de Eric nos Lions ou retratando as dificuldades dos que foram “deixados para trás” como Landry e Julie. Todos são importantes em Friday Night Lights e praticamente não existe a figura do “escada”. Em In the Bagfoi a vez de Tim Riggins iniciar de vez o seu arco e sua ascensão na série será (ainda mais) notável. Tenho absoluta certeza disso.







Dexter (4×10: Lost Boys): Estavam todos errados. Lundy, Debra, Dexter e todos aqueles que acreditavam que Trinity – apelido que agora perde todo o sentido – matava em ciclos de três. Não, o ritual de morte do sinistro Arthur Mitchell começa com um inocente garoto, tão perdido como o próprio assassino esteve em sua infância, já que tenta desesperadamente revivê-la através de projeções. O pior: quando seu obscuro objetivo é atingido, o cara ainda chega ao cúmulo de cimentar as crianças mortas nas próprias casas que constrói para a ONG que fomenta. Pra aumentar mais ainda o estrago, a repórter Christine, filha do monstro, emerge como a responsável pela morte de Lundy, tudo para acobertar as ondas de matança do pai. E o diálogo que se passa em um estacionamento mostra o quão doentios ambos são. Mas é claro que neste episódio o confronto entre os dois algozes no terceiro ato se destacou, intensificando ainda mais o senso de urgência da série, que já ultrapassou o nível do insustentável. Mas o que mais me deixou tenso em todo episódio foi a cena final com Dexter e Rita calmos no sofá. Ele não pode relaxar numa hora destas e muito menos subestimar Arthur… Esta reta final vai ser turbulenta…
Não, não adianta ser hostilizada pelos 



Friday Night Lights (4×04: A Sort of Homecoming): Em mais um excelente e emocionante episódio de Friday Night Lights nós tivemos uma noção ainda maior da dimensão do desafio que o treinador Eric Taylor tem pela frente. Quando ele assumiu os Panthers, por mais em baixa que o time estava, já existiam os apoiadores, o culto à camisa e a noção verdadeira de time. Com os Lions, até mesmo pagar os uniformes do próprio bolso ele precisou, já que a esquecida Dillon do Leste não está nem aí para o time que prosperou pela última vez há mais de duas décadas. Comovente, ainda, foi a atitude do líder de dar dinheiro do próprio bolso para a vaquinha que organizara pelas ruas do decadente distrito municipal. É um trabalho louvável, desgastante e que tem grandes chances de não ser reconhecido por ninguém. Parte do episódio também deu atenção à Matt Saracen, o underdog da primeira temporada que em breve deve se despedir da série, ainda mais com a morte de seu pai na guerra. Mesmo aquém dos capítulos anteriores, Friday Night Lights continua como um drama adolescente que opera num nível próprio e único, sempre se mostrando promissora.

