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Arquivo de dezembro, 2009

30/12/2009 - 00:01

Retrospectiva 2009!

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2009 acabou e chegou a hora de relembrarmos os momentos mais marcantes do ano no mundo da telinha e aqui no blog também, claro! As séries que bombaram, produções que decepcionaram e as principais notícias estão em nossa retrospectiva:

comment1218Janeiro: 2009 começou bem, pois finalmente veio a notícia que cobramos por tantos anos: o anúncio do lançamento dos DVDs de Veronica Mars no Brasil! O problema é que até hoje apenas a 1ª temporada está disponível e nem sinal dos demais. Mancada da Warner. Pior foi a acusação de que os canais de séries que começaram a utilizar as traduções feitas pelos “legenders” de Internet nas legendas oficiais em grandes séries. Uma bela hipocrisia, não? No primeiro mês do ano Battlestar Galactica, uma das melhores séries sci-fi já produzidas até hoje, começou a dar adeus com a websérie “A Face do Inimigo” que abriu espaço para os episódios finais. 30 Rock mais uma vez se consagrou como a grande vencedora do Globo de Ouro, eu comecei a assistir Supernatural como prometido, mas não aguentei continuar (sorry!), Prison Break foi oficialmente cancelada e eu finalmente me entreguei a True Blood, após uma releitura do episódio piloto que tanto condenei.

comment1219Fevereiro: O mês dois começou com uma bomba no auge da 5ª temporada de LOST: o maior site de legendas do Brasil foi fechado após a mesquinha e ilegítima perseguição da organização APCM (a nova ADEPI). De nada adiantou, felizmente, pois hoje o site que disponibiliza apenas arquivos de texto com traduções feitas por anônimos continua firme e forte. No mesmo mês falamos dos curiosos títulos de episódios para descontrair e a cobertura semanal no blog só aumentava com a estreia de Dollhouse e resenhas simultâneas de várias produções como Mad Men, LOST, American Idol, Big Love e várias outras.

comment1220Março: O terceiro mês começou e a 7ª temporada de 24 estava bombando com o episódio em que a Casa Branca foi invadida por terroristas. Veio também a ótima notícia de que Friday Night Lights ganharia mais duas temporadas graças ao acordo que a NBC fez com a Directv americana; American Idol fez um episódio especial dedicado à Michael Jackson (antes da morte do cantor) e o participante Adam Lambert começava a se destacar em meio aos demais. Ah, e Big Love teve também um de seus melhores episódios exibidos, com a peregrinação da família Henrickson ao berço da poligamia. LOST, por sua vez, continuava instigando os fãs sobre os dilemas entre passado e futuro e a máxima “o que aconteceu, aconteceu” após Sayid alvejar o jovem Benjamin Linus. Lembram-se do trailer? Foi uma semana tensa!

comment1221Abril: Em Abril a 2ª temporada de Damages teve um chocante desfecho após ter derrapado em alguns episódios e a Semana em Série continuava a todo vapor. Tivemos também uma leva horripilante de estreias mornas, muitas fadadas ao fracasso como eu apontei. In the Motherhood, Surviving Suburbia, The Unusuals, Harper’s Island e Southland foram todas canceladas por suas emissoras e somente Parks and Recreation se manteve. Certo é que a TNT salvou a série policial de Ben McKenzie, mas isso somente ocorreria meses depois… Mas o foco era só LOST e a reta final da 5ª temporada trouxe um dos melhores episódios de toda a série, o The Variable, centrado em Daniel Faraday e no dilema de Eloise Hawking. Um grande capítulo, de fato.

comment1222Maio: Nos “finalmentes” de American Idol, fotos do passado drag queen do competidor Adam Lambert começaram a circular pela Internet com intensidade, o que muitos acreditam ter sido uma das causas que custou a vitória do rapaz. Heroes teve mais um péssimo final de temporada, respondemos as dúvidas dos leitores sobre LOST e o drama chegou ao apoteótico final de temporada deixando mais um grande mistério no ar: o que acontecerá com a ilha após a explosão da Jughead? Até hoje ninguém sabe. Tivemos também ótimos desfechos das séries Fringe e Grey’s Anatomy, com a morte da personagem George O’Maley. No fim do mês fiz um balanço sobre a TV em alta definição no Brasil, que ainda engatinhava mesmo após um ano de lançamento.

comment1223Junho: Em Junho postei mais um Primeiras Impressões, desta vez com Glee, série que conquistou público e crítica no Fall Season e Prison Break encerrou sua jornada de 4 temporadas após anos de altos e baixos. Fez falta, no geral. A temporada de Season Passes continuou com comentários de The Mentalist e 90210, produções que começaram badaladas mas revelaram-se apenas medianas e descompromissadas e também da cultuada Chuck. Ah, e em Junho o blog foi destaque no Podcast do Dude News, que rendeu milhares de downloads! Neste mesmo mês começou também o hype em torno de FlashForward como o “novo LOST“ e nós mal sabíamos que era apenas fogo de palha. O mês encerrou-se de forma trágica com a morte do rei do pop Michael Jackson e nós relembramos a série dos Jackson Five que foi sucesso nos anos 70.

comment1224Julho: O 2º semestre começou com mais um LiGado em Série Responde (ei, temos que fazer mais deles, né?) e com uma manifestação online pedindo o filme de Veronica Mars, que até hoje sequer saiu do papel. A 2ª temporada de True Blood chegou surpreendendo, Weeds desceu a ladeira e consumidores de todo o Brasil ficaram com cara de palhaço quando a novela do ponto extra gratuito chegou a um final triste, pois ele continuou a ser cobrado pelas operadoras graças ao forte lobby. Por outro lado, conhecemos a Nurse Jackie de Edie Falco, saíram os indicados ao Emmy com bons nomes na corrida e descobrimos que o Central Perk, a cafeteria de Friends, realmente existe! Ah, e Heroes continuou tentando…

comment1225Agosto: O mês chegou com a bomba: após 7 anos, Paula Abdul avisou pelo Twitter que abandonou o American Idol para se dedicar a projetos pessoais. Ela foi substituída por juízes convidados na fase de testes e a apresentadora Ellen DeGeneres ocupará seu lugar na Hollywood Week em 2010. Mas o destaque ficou por conta da lista dos mega salários que os astros e estrelas da telinha ganham. US$ 875.000,00 pra Charlie Sheen por episódio de Two and a Half Men? Mais até que Jack Bauer! No mesmo mês publiquei também a interessantíssima pesquisa que a colunista Camila Picheth fez sobre o que existe de real na ciência de Fringe, num post que ficou bem bacana. Agosto terminou com a previsão do tempo nublado sujeito a Vicodin, a excelente campanha de divulgação da 6ª temporada de House!

comment1226Setembro: O mês do Fall Season chegou, mas Weeds se despediu da TV com um final, digamos, tenso. A matéria sobre a série Vampire Diaries dividiu opiniões e se tornou um dos posts mais comentados do blog (e a série continua ruim), falamos das estreias e retornos da temporada na volta da tradicional Semana em Série e os canais do grupo Sony anunciaram boas novidades para os fãs, o que é cada vez mais raro hoje em dia. Em Setembro também eu desembarquei em Hollywood para o programa ‘Como os Filmes e Séries de TV São Feitos?’ e logo de cara fiquei abismado como que Los Angeles é a cidade que vive e respira séries! Bem pertinho do Nokia Theatre comentei os vencedores do Emmy 2009, assisti ao vivo à gravação do Tonight Show com Conan O’Brien, vi Ricky Gervais ao meu lado, dei um pulo no bar Mertlotte’s de True Blood e assisti à premiére de Grey’s Anatomy “ao vivo” na TV americana. Ah, e o mês foi embora levando The Beautiful Life, série produzida por Ashton Kutcher e estrelada por Mischa Barton, precocemente cancelada.

comment1227Outubro: De volta ao Brasil, comentei com mais detalhes como foi assistir à gravação de The New Adventures of Old Christine, além dos talk-shows, o Tonight Show with Conan O’Brien, o The Jay Leno Show (onde subi no palco e conheci o apresentador pessoalmente) e o Jimmy Kimmel Live! Com muitos episódios do Fall Season acumulados pra ver e escrever, comecei o Semáforo Semana em Série em duas edições (aqui e aqui), pra tentar organizar e orientar os leitores sobre esse mar de novidades e retornos. Ah, e o Semáforo vai voltar no Mid Season, claro! Foi divulgado, ainda, o “primeiro último pôster de LOST“, as decepções da temporada vieram, CSI produziu a cena mais cara da TV e Jim e Pam se casaram em The Office num emocionante episódio duplo!

comment1228Novembro: No penúltimo mês do ano enumeramos as séries em risco de cancelamento, Friday Night Lights voltou com tudo e Modern Family se consagrou como a melhor surpresa da nova temporada! Os visitantes de V chegaram fazendo certo barulho, mas a série falhou em se estabelecer como um grande thriller sci-fi (pelo menos até agora). Gossip Girl perdeu completamente o foco e saiu de nossa cobertura semanal, mesmo sob protestos de alguns, FlashForward continuou desapontando até o fã mais entusiasmado e Adam Lambert (do American Idol) estreou no showbizz causando polêmica no American Music Awards. No final do mês o blog editou sua primeira lista, das 10 melhores séries da década, que gerou muitos comentários.

comment1229Dezembro: O ano chegou ao fim e no início do mês as séries Three Rivers e Raising the Bar foram merecidamente canceladas. Já a lista das piores séries do decênio causou a revolta dos fãs de Heroes, só porque coloquei a série na 5ª posição. Deveria ter colocado em 1º, pensando melhor, ainda mais com a notícia de que a “obra” de Tim Kring pode durar mais uma temporada por causa da aquisição da NBC pela Comcast. Nosso calendário do Mid Season foi postado (e ainda está aí pra consulta), os mórmons de Big Love deixaram uma belíssima mensagem de boas festas e eu fui convidado para participar do Podcast de séries mais legal da Internet, o LegenCast/Podcast Legendado/Programa Claudia! O highlight do mês, contudo, foi o atordoador final de temporada de Dexter, que chocou quem assistiu! Globo de Ouro teve os seus indicados, Simpsons completou 20 anos no ar, produtores de LOST revelaram a guerra que travam contra os spoilers e ficamos todos na expectativa para a última temporada da série!

Poxa, foi um ano bem bom no mundo das séries, não? Então, quais foram os fatos mais marcantes para vocês em 2009? Aguardo os comentários e “considerações finais”! Desejo, desde já, uma excelente passagem! Que venha um novo ano e uma nova década repletos de coisas legais para todos nós! Nos vemos dia 5, mas continuarei com atualizações constantes no Twitter!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: , , ,
29/12/2009 - 08:41

Enquete Móvel: A Série Mais Esperada do Mid Season

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amobile1O ano está acabando e a década 00’s também. 2010 está batendo na porta e depois deste fraquíssimo Fall Season que só prometeu, prometeu e como um tradicional político, até agora não cumpriu (cof cof FlashForward e V, cof cof), as esperanças agora estão depositadas no Mid/Season. Portanto, eu queria saber de vocês: qual é a estreia ou retorno mais esperado do início ano que vem? Temos Caprica, Spartacus, Chuck, LOST, American Idol, Human Target, Parenthood, Damages, Big Love, 24, United States of Tara, Nurse Jackie

comment1217

São muitas! E aí? Qual série você não aguenta mais esperar?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Enquete Tags: ,
28/12/2009 - 00:01

LOST: Trailer da Última Temporada

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“Era uma vez uma ilha. Houve um evento que revelou um mistério e capturou o mundo. Mas infelizmente, toda grande história precisa ter um final. Tudo leva a uma data: terça, 2 de Fevereiro de 2010″. Seguindo a orientação dos produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof, todos os materiais de divulgação oficial da série não conterão cenas inédias e/ou spoilers. Essa política será mantida aqui no LiGado em Série, pois não publicaremos nem no blog e nem no Twitter qualquer informação sobre episódios não exibidos na TV americana. Faltam 36 dias para o início do fim! Confira o empolgante trailer:

Foram 5 temporadas incríveis e é triste saber que os próximos 17 episódios serão os últimos. Estão preparados?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , ,
25/12/2009 - 00:01

Boas Festas!

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Desejo a todos vocês um ótimo Natal, um excelente “Chrismukkah” e um Feliz Festivus! Obrigado por todas as visitas, comentários, seguidores e e-mails! Agora é só esperar 2010 chegar com as novidades do Mid Season! Confira quando sua série favorita vai voltar em nosso calendário atualizado!

Festivus

E mais uma vez, é claro que eu não poderia deixar esta data passar em branco, por isso preparei um presente especialíssimo para cada um de vocês! Clique e confira! Na segunda estaremos de volta, mas as atualizações não param no Twitter!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: , ,
22/12/2009 - 03:21

A Última ‘Semana em Série’ de 2009 no Ar!

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Alerta de Spoiler - Brasil
O ano chegou ao fim, assim como a nossa cobertura semanal do Fall Season! Seguem os comentários dos últimos episódios de 2009 e agora é só começar a contagem regressiva para o Mid Season 2010! Agradeço sua visita e, por que não, o seu comentário! Bora?

bfringeFringe (2×10: Grey Matters): Como era esperado, Fringe encerra a primeira parte desta temporada com um episódio não menos do que espetacular, cujo protagonista foi justamente o enigmático cérebro do Dr. Walter Bishop. Sórdido? Isso é pouco para este drama, já que descobrimos que para preservar o segredo da construção do portal dimensional, o velho doutor teve pedaços de sua massa encefálica cirurgicamente retirados e preservados na cabeça de terceiros. E como peças de quebra-cabeça, as partes do cérebro de Bishop quando juntas começaram a formar uma imagem mais clara não só do que está por vir, como também do que acontecera com sua própria sanidade. O clima de tensão, o sequestro e a quase morte de uma das personagens mais queridas da TV foram apenas um plus neste capítulo rico e carregado da mitologia da série. E justo quando pensávamos que não podemos mais ser surpreendidos, William Bell faz mais uma de suas incríveis aparições para dar mais um giro de 180º na trama. Fall finale perfeito para uma série que só cresce!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bmotherHow I Met Your Mother (5×10: The Window; 5×11: Last Cigarette): Antes inteligentes, oportunos e divertidos, os episódios com contos isolados de How I Met Your Mother ultimamente vêm chovendo no molhado. Estes dois últimos foram ótimos exemplos disso: o primeiro com um caso bobo da “janela de oportunidade” para Ted conquistar uma garota (num total desperdício da linda atriz Joanna Garcia) e o outro com a desnecessária e repetitiva historinha do “último cigarro”, numa piada que, mais uma vez, se estendeu por tempo demais até o ponto de ficar insuportável. Já está na hora da comédia engatar em mais um arco episódico e, quem sabe, começar a falar pra valer sobre a “mãe” de forma mais direta sem ser sobre o tal guarda-chuva que passa ou a classe que ela frequenta… Quero muito ver esta série terminar enquanto ainda é capaz de despertar nosso interesse e simpatia.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bteoryThe Big Bang Theory (3×10: The Gorilla Experiment; 3×11: The Maternal Congruence): Estes dois excelentes episódios de The Big Bang Theory provaram que a série não precisa de nada mirabolante para funcionar. No primeiro, apenas a interação Sheldon + Penny foi suficiente para render ótimos momentos explorando um novo tipo de relacionamento entre os dois: professor e aluna. E mesmo como a constante da “burrilda” da turma, Penny está se integrando melhor (graças ao roteiro, claro) deixando de lado as simples “caras e bocas”, participando de forma mais ativa e orgânica nas histórias. A atriz Kaley Cuoco, inclusive, vem dando um show de interpretação ao lado de Jim Parsons e Simon Helberg, demonstrando crescimento. Mas o melhor, claro, foi a volta de Christine Baranski (de The Good Wife) no infame e genial papel de Beverly, a mãe de Leonard. Pena que não renderam mais aquele beijio entre ela e Sheldon…
Cotação Bruno Carvalho:

bgoodwifeThe Good Wife (1×10: Lifeguard): O que motiva as diversas ações dos seres humanos, ainda mais quando estes estão agindo em nome do Estado? Foi esta a pergunta que o episódio Lifeguard propôs ao retratar o caso de um juiz que supostamente sentenciava utilizando-se da seleção racial, impondo penas mais severas a adolescentes contraventores negros. E mesmo com todos os indícios apontando para esta inevitável conclusão, foi o arrogante associado Cary Agos que conseguiu olhar além das evidências óbvias para achar a verdadeira motivação do comportamento do magistrado: dinheiro. Acertadamente, a série também desvencilhou-se do “investigativo” para apresentar, ainda, um subtexto sobre os bastidores obscuros e nada amigáveis que envolvem a indicação de juízes de condado nos EUA. MVP para Christine Baranski que vem provando ser uma atriz versátil e com recursos, seja vivendo papeis cômicos e descolados (como o de The Big Bang Theory que mencionei acima), e aqui como a sênior e justa sócia Diane. The Good Wife encerra o fall como uma positiva surpresa nesta fraca temporada de boas novidades.
Cotação Bruno Carvalho:

bcalifornicationCalifornication (3×10: Dogtown; 3×11: Comings & Goings, 3×12: Mia Culpa): É uma pena que a 3ª temporada de Californication se desenvolveu num ritmo tão bom apenas até chegar no episódio The Apartment, quando Hank foi confrontado por todas as “suas” mulheres. De lá para o finale, a comédia perdeu o foco, entrou em storylines caídas como a Charlie e Marcy (ignorando completamente a ótima Kathleen Turner), além dessa da família Moody se mudar pra NY, que nunca convenceu (afinal, a série não se chama “NYnication“). Pior de tudo é a enrolação com episódios vazios para que, apenas no último, a personagem Mia retornar colocando tudo de pernas pro ar. Realmente o capítulo Mia Culpa foi intenso e atípico, mas por que esperar tanto para que a história da a verdade sobre o livro plagiado na 1ª temporada emergisse? Foi uma jogada preguiçosa e arriscada dos roteiristas, pois em nenhum momento a série caminhava para esse desfecho. Os laços de Hank com sua família estão por um fio e o futuro é imprevisível. Um bom final, sem dúvidas, mas para uma mediana temporada.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bhouseHouse (6×09: Wilson): Este último episódio de House do ano funcionou mais como um curioso exercício narrativo do que como um capítulo verdadeiramente essencial para a trama. Focada completamente em Wilson e no ponto de vista desta querida personagem, a série contou uma história sensível sobre o envolvimento visceral que o profissional tem com seus pacientes, quase como um “anti-House”. Interessante, inclusive, foi testemunharmos que a equipe do infectologista parece ainda mais louca se observada fora de um contexto, seja quando Foreman, Taub e Chase passam correndo com um paciente após um diagnóstico errado ou quando House inexplicavelmente aparece completamente ensopado (e não estava “chovendo no corredor”). Ainda assim, o episódio Wilson quis comover de forma forçada e inorgânica com aquele transplante no terceiro ato. Sim, tudo bem que Wilson é um altruísta por natureza, mas talvez eles poderiam ter inserido este grande gesto sob um prisma diferente e em um momento mais importante para esta (ótima) série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bofficeThe Office (6×11: Scott’s Tots; 6×12: Secret Santa): Eu sempre me impressiono com a capacidade que The Office tem de manter não apenas sua qualidade e a sua essência sem jamais se desgastar. Scott’s Tots trouxe à baila a promessa que Michael fez de forma absurdamente impensada e impulsiva a um grupo de crianças há 10 anos. Imaginando seu futuro como um importante executivo (e não como um gerente da filial de uma empresa à beira da falência), ele garantiu custear o ensino superior de uma turma inteira e agora teve que literalmente dar a cara à tapa e contar a verdade. Impagável vê-lo, ainda, tentar compensar a falta distribuindo baterias econômicas para notebook! Já Secret Santa veio como um dos melhores especiais de natal da série, trazendo um excelente desfecho para os 12 primeiros episódios da temporada, com direito a um festival de piadas politicamente incorretas (a maioria envolvendo religião) e muita vergonha alheia como só esta série sabe fazer. The Office pode facilmente durar mais de 10 temporadas com uma equipe tão talentosa como esta!
Cotação Bruno Carvalho:

bflashFlashForward (1×10: A561984): Eu estou muito surpreso com FlashForward. Surpreso ao constatar como uma grande equipe de roteiristas e produtores conseguiu estragar uma série com uma premissa tão interessante em apenas dez episódios. Ora, até o mago do “tiro no pé” Tim Kring (Heroes) levou mais tempo que isso. A561984 foi risível, a começar por aquela entrevista coletiva “esclarecendo” o apagão global cuja execução denotou claramente a falta de refinamento do texto e conseguiu remover o (pouco de) mistério que ainda circundava a (não mais) enigmática organização. Mas eles conseguiram ir além no quesito “fundo do poço”: os agentes Mark e Dimitri, no meio de toda essa confusão, largaram a investigação e voaram para Hong Kong portando apenas uma gravação de voz, para cuidar de um assunto extremamente pessoal (o assassinato deste último). E como bem apontou a colunista Claudia Croitor, em 10 minutos em uma das maiores megalópoles do mundo eles acharam a tal responsável pela ligação. Também tivemos o incompreensível caso da mulher de Dimitri que, de um episódio pro outro, descobre que estava no velório de seu marido e não em seu próprio casamento. Chamar isso de barra forçada é pouco. Se eu continuar a enumerar tudo que está errado em FlashForward, a resenha não terá fim, tamanhos os furos na peneira destes roteiristas. Eu posso dizer, contudo, o que está certo na série: pararem a produção para tentar salvar este naufrágio criativo, se der tempo. Eles têm até Março, quando o canal retornará com inéditos.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

bgleeGlee (1×13: Sectionals): Até que enfim, não? Em seu fall finale, Glee nos lembrou novamente a que veio com um capítulo empolgante, justamente porque focou no campeonato musical em vez de gastar linhas com bobagens, como vinha reiteradamente fazendo. Além disso, os arcos que estavam se arrastando tiveram boas conclusões, como a descoberta do verdadeiro pai do bebê de Quinn, o fim do relacionamento-incógnita de Emma com o professor de educação física e o início pra valer do romance entre esta e o Sr. Schuester, apesar dos clichês. Mas o destaque de Sectionals foi mesmo a música e os números bem produzidos e ensaiados que, no final, acabam compensando os problemas narrativos que a série tem. O destaque, claro, ficou com Lea Michelle e seu talento musical, apesar da dublagem e excessiva pós-produção de voz (que continuo achando desnecessárias). Glee, pelo visto, não passará de uma boa comédia musical com seus momentos catárticos e um texto linear (longe de ser medíocre, mas igualmente longe de ser genial). Às vezes isso é o suficiente para garantir uma prazerosa diversão, não é mesmo? A série cumpriu o que propôs, mas infelizmente só volta no dia 13 de Abril nos EUA.
Cotação Bruno Carvalho:

30 Rock (4×06: Sun Tea, 4×07: Dealbreakers Talk Show #0001, 4×08: Secret Santa): Essa review tríplice de 30 Rock me despertou para um fato: a comédia não está conseguindo me empolgar e eu simplesmente esqueci de comentá-la na última Semana em Série. Sun Tea foi um episódio atribulado, com várias tramas paralelas que, no final, não funcionaram, especialmente a do tal chá de Frank. Os momentos geniais, claro, estão presentes, como a sitcom no sonho de Tracy e a das imagens em HD, mas cada vez mais escassos. E se a participação de Al Gore foi legal em Greenzo, ela foi completamente sem graça agora, repetindo a mesma piada (ainda que assumidamente). Mas meu problema maior foi com o talk-show de Liz Lemmon, que poderia ter rendido um belo arco nesta temporada e foi extremamente sub-aproveitado, tal qual ocorreu com a ponta que a atriz Julianne Moore fez como interesse romântico de Donaghy. A cada semana 30 Rock está atirando para todos os lados e, pior, sem precisar disso. Pelo menos Kenneth conseguiu salvar o dia com seu “amigo secreto” e a vingança divina. Tina Fey já esteve em dias melhores…
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×06: Stay, 4×07: In the Bag): Não é possível que uma série apresente episódios de qualidade tão alta como Friday Night Lights e seja completamente ignorada pelas premiações do ramo. Mesmo após chegar ao ápice dramático com o excelente The Son, o drama desenvolvido para a TV por Peter Berg tem a audácia (não achei palavra melhor) de se superar. Stay encerrou com honras a jornada de Matt Saracen na série, novamente me lembrando dos emocionantes momentos de Six Feet Under. Poxa, o que foi aquele final com o carro rumo ao horizonte ao som de Bob Dylan? E o mais fantástico é que mesmo dando adeus a uma grande personagem e a um grande intérprete, as outras tramas não deixam nada a desejar e continuam sendo muito bem construídas, seja com Tami Taylor na escola, com os desafios de Eric nos Lions ou retratando as dificuldades dos que foram “deixados para trás” como Landry e Julie. Todos são importantes em Friday Night Lights e praticamente não existe a figura do “escada”. Em In the Bagfoi a vez de Tim Riggins iniciar de vez o seu arco e sua ascensão na série será (ainda mais) notável. Tenho absoluta certeza disso.
Cotação Bruno Carvalho:

Foi muito bom ter vocês aqui acompanhando as resenhas semanalmente! Os comentários voltarão após a primeira semana de estreias do Mid Season. Fique de olho em nosso calendário pra saber quando a sua produção favorita vai retornar! Hasta luego!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Californication, FlashForward, Friday Night Lights, Fringe, Glee, House, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Good Wife, The Office Tags: , ,
21/12/2009 - 02:31

A Guerra de LOST Contra os Spoilers

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Há quem goste e há quem deteste. O spoiler, que nada mais é do que uma informação estraga prazeres, vira uma dor de cabeça para os produtores e roteiristas de uma série como LOST nesta época do ano. Isso porque às vésperas do lançamento de uma nova temporada, uma verdadeira operação de guerra contra este “mal” se inicia, ainda mais considerando que será o último ano da série. Recentemente a imprensa internacional foi reunida em um resort de luxo no Havaí para uma coletiva sobre a 6ª temporada, onde o pesado esquema de segurança para conter os derradeiros segredos foi divulgado. Em qualquer filme ou série, é comum que os roteiros sejam enviados pelo correio ou por mensageiros aos atores e com bastante antecedência para que o texto seja estudado e ensaiado. Mas não em LOST. Matthew Fox, Evangeline Lilly, Josh Holloway e grande elenco recebem o roteiro com marca d’água pessoalmente em seus trailers e residências e apenas dois dias antes de cada cena.

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Além disso, a ordem é “decorar e picotar”, pois todos têm um triturador de papel para evitar que, por exemplo, a verdade sobre o monstro e fumaça ou a próxima vítima da ilha caia no lixo e, imediatamente, na Internet. Até mesmo as externas são controladas ao máximo para tentar impedir que moradores locais com seus celulares e câmeras registrem importantes momentos que somente irão ao ar meses depois. Em Los Angeles, apenas a pós-produção é realizada e, mesmo assim, somente nas cenas em que isso é estritamente necessário. Os poucos estúdios de mixagem de som e efeitos visuais terceirizados precisam assinar termos de confidencialidade com multas pesadíssimas, Sobre o final da série, Jack Bender disse que ele ainda não foi redigido e que permanece apenas “em determinadas mentes” – que certamente incluem Carlton Cuse e Damon Lindelof. Um desfecho contundente e sem pontas soltas foi prometido. Ah, e disseram também para não acreditarem em tudo que é publicado a partir de agora, já que até cenas falsas também serão gravadas, tudo para que a partir do dia 2 de Fevereiro de 2010 o espectador possa literalmente pular do sofá! Ansiedade!

Com informações da LostPedia, ABC, Folha e Dude We Are Lost.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
18/12/2009 - 00:01

O Melhor Elenco da TV Está Voltando…

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Glenn Close. Rose Byrne. Tate Donovan. Lily Tomlin. Campbell Scott. Martin Short. A campanha de divulgação da 3ª temporada de Damages foca em um dos pontos mais altos da série: seu elenco de atores e atrizes talentosíssimos. Embora sem revelar detalhes sobre qual será a trama do novo ano, o trailer liberado há pouco dá a entender que a série vai voltar com tudo. Com uma temporada de estreia impecável e, apesar de alguns deslizes narrativos da seguinte, Damages ainda é um dos melhores e mais densos dramas da TV.

Bacana, não? Estou ansioso. Damages volta nos EUA pelo FX no dia 25 de Janeiro e ainda não tem previsão de estreia por aqui no AXN. Ah, para os que perguntaram no Twitter sobre a Semana em Série, estou esperando os últimos episódios do ano serem exibidos para comentá-los de uma vez em nosso encore até o início do Mid/Season. Bom final de semana para todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Damages Tags: , , ,
17/12/2009 - 01:01

20 Anos de Simpsons. E aí? Chega?

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Assistir Os Simpsons nos sábados pela manhã na Globo ou todo dia à noite pela FOX era algo quase religioso pra mim e pra muita gente. Afinal, é uma série que marcou época, conquistou uma legião de fãs de todas as idades pelo mundo todo, completando exatos 20 anos no ar hoje, 17/12. Mas e aí? Duas décadas depois, Os Simpsons continua sendo genial? Tem o mesmo pique? Eu não sei, pois há anos o desenho simplesmente não desperta o mesmo interesse e vejo que isso acontece com mais gente. Ora, é fato que eles não geram mais tanta repercussão ou controvérsia, pois praticamente tudo já foi feito, dito, cantado e polemizado. Seria pela overdose de exibições (442 episódios até agora!) ou, quem sabe, pelo notório esgotamento de histórias? Na minhã opinião, algo que foi tão inovador e relevante para uma geração deveria procurar uma forma de encerrar no topo (ou, pelo menos, bem), sem correr o risco de cair no ostracismo. A colega colunista Camila Saccomori indicou um recente artigo da CNN.com que pergunta: já não passou da hora de Os Simpsons acabar? E aí, o que você acha?

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Imagem comemorativa dos 20 anos da série. Clique para a versão completa.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Simpsons Tags: ,
16/12/2009 - 00:01

Globo de Ouro 2010: Indicados, Acertos e Erros

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Após alguns anos cobrindo TV passei a perceber que as premiações mainstream de Hollywood como o Emmy e o Globo de Ouro são mais para disputar influência e exercer politicagem na indústria do que para premiar com responsabilidade. Os critérios, claro, são subjetivos, mas os procedimentos denotam as falhas que já começam na forma de seleção e indicação, especialmente nas categorias televisivas. A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, por exemplo, é notória por sua falta de seriedade, pouca sofisticação e despreparo de seus membros, como bem aponta o crítico Pablo Villaça. Assim, em vez de bater mais uma vez na tecla de que esta indicação ou aquele prêmio é injusto ou não, absurdo ou não, vou me ater apenas aos erros e acertos que esta turminha fez este ano.

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Acertos: O óbvio, o esperado e o merecido são sempre indiscutíveis. Na categoria de melhor série dramática, obrigatórias eram as presenças de Big Love, Dexter, True Blood e, claro, Mad Men. São produções cujas temporadas estiveram em seus melhores momentos até agora. É fato. Faltou espaço para outros dramas que mereciam estar aí? Certamente, mas estes merecem sim. Li algumas reclamações sobre a ausência de Damages aí, mas em 2009 umas 10 outras séries mereciam uma vaga antes desta. Nas categorias de atores/drama, acertadas as presenças de Michael C. Hall, Bill Paxton e Jon Hamm. Aliás, se alguém pode tirar a estatueta das mãos de “Dexter Morgan”, este alguém é “Don Draper” (e infelizmente será justo, caso ocorra, sem desmerecer em nada a brilhante atuação de Hall). Como coadjuvantes, o nome de John Lithgow se destaca em meio aos demais e sinceramente não consigo imaginar a HFPA dando o prêmio para qualquer outro da lista. Michael Emerson, Neil Patrick Harris, William Hurt e Jeremy Piven são excepcionais atores, mas estes empalidecem diante do show de interpretação de Lithgow na 4ª temporada de Dexter. Em comédia, elenco apenas Baldwin, Carell e Duchovny como verdadeiros merecedores de subirem ao palco do Beverly Hilton. A categoria de melhor atriz em drama é provavelmente a única que seja 100% adequada. Talvez seja precoce a indicação de Julianna Marguiles de The Good Wife, mas de forma alguma desmerecida. Em comédia, Edie Falco e Toni Collete devem disputar o prêmio isoladas das demais na categoria principal e Jane Lych, Rose Byrne e Chloe Sevigny são ótimas escolhas como coadjuvantes (aliás, a indicação de Lynch é a ÚNICA verdadeiramente merecida de Glee). Por fim, destaco 30 Rock, Entourage, The Office e Modern Family como justas representantes da categoria de comédia, embora esta última esteja apenas com meia temporada na “praça”.

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Erros: É claro que nem tudo são flores na HFPA e alguns acertos que mencionei acima podem ser rapidamente deixados de lado quando comparamos com os erros crassos que a associação insiste em cometer, seja pela inexperiência mencionada pelo especialista Villaça ou por simples ignorância e despreparo ao votar. Apenas para não me alongar demais, eis aqui alguns dos nomes que somente deveriam comparecer à premiação como meros convidados, acompanhantes de indicados ou apresentadores: Simon Baker, Courteney Cox, Lea Michele, Thomas Jane, Matthew Morrison e Jane Adams. Os motivos? Atuações medíocres no caso de Cox, Morrison e Michele; e performances constantes, porém insignificantes de Baker, Jane e Adams. Aliás, o fato de Glee estar indicada em tantas categorias, inclusive como MELHOR COMÉDIA DO ANO, é algo que somente é justificável pelo hype, pela necessidade que a Imprensa Estrangeira de Hollywood tem de aparecer e pelo já mencionado falho sistema de indicações para as categorias televisivas que, em suma, tem por base um único episódio encaminhado “para consideração”. E embora a jornalista Ana Maria Bahiana (que é membro da associação) tenha me dito pessoalmente em Los Angeles que a HFPA realiza algumas cabines para exibição de episódios de séries, a abstenção torna a prática inócua, já que a grande maioria vota mesmo com base no screener mais caprichado (leia-se: cheio de brindes) que recebem. Em drama, discordo apenas da presença de House na lista, pois até mesmo os grandes fãs da série precisam reconhecer que o ápice passou e 2009 não foi o ano do bom doutor. Mas pouca coisa me incomodou tanto quanto Lea Michele de Glee na lista. Isso pra mim é algo como um cinéfilo ver Sandra Bullock indicada para o Globo de Ouro. Ops, e ela foi…

Enfim, no fundo é bom ver a série ou o ator que você gosta ali, mas certas ausências, erros e inconsistências estão aí para nos lembrar que não é bom levar premiações do tipo à sério. A agenda destas aglomerações de profissionais nem sempre está comprometida com a valorização da arte que nós fãs e espectadores assíduos de séries acompanhamos e comentamos com carinho e dedicação. O canal TNT exibirá ao vivo para o Brasil a cerimônia do Globo de Ouro no dia 17 de Janeiro às 23h.

Ah, e pra quem eu torço? Digamos que se Dexter, Michael C. Hall e John Lithgow levarem, eu pessoalmente mandarei cestas de brindes e mimos para os membros da HFPA! :)

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Golden Globe Tags: , ,
15/12/2009 - 00:01

A Fuga

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Eu sou bom para Debra. E Rita disse que sou bom para ela e para as crianças. Talvez Harry esteja errado.” (…) Nada é inevitável.” – Dexter Morgan

Você é como uma criança. Sonha com um paraíso que não existe.“ - Arthur Mitchell

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Sob um incomum céu avermelhado em Miami, Dexter sonha com o dia em que se livrará de seu velho “passageiro obscuro” enquanto abraça de vez a ideia de uma família completa, algo que passou a valorizar e, mais recentemente, a desejar profundamente. E embora amadurecido após um incontável número de novas experiências em sua vida – do confronto com seu passado no caso Ice Truck Killer, no questionamento e então quebra definitiva do Código de Harry (com Lyla, Doakes e Miguel Prado, respectivamente) até chegar no momento em que põe cabo ao seu maior rival – Dexter jamais esteve preparado para as verdadeiras consequências. Sua natural arrogância cumulada com a sede incontrolável por sangue (nunca esqueçamos que ele é um psicopata) o impediram de enxergar e planejar a longo prazo, já que nem ele imaginava que poderia ter tanto na vida. Por quê ele não deixou Trinity pular daquele prédio quando teve a oportunidade? Porque ele queria matá-lo com suas próprias mãos e assim o fez.

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Ambos são metódicos, vorazes e incrivelmente fascinantes. Mas tragicamente foi planejando que Arthur Mitchell venceu a guerra com seu grande truque; com sua grande e irreversível fuga. “Talvez Harry esteja certo”, penso eu. Ainda que Dexter tenha de fato sido bom para sua família (e, indiretamente, para a família de muitos pelos monstros que ele ajudou pôr pra dormir no fundo do mar), foi sua natureza de constante caçador – algo visto com tamanha intensidade apenas por seu pai adotivo – que colocou um maníaco como o assassino Trinity na vida de sua família. Antes de ter sido vítima de um doente ou quem sabe até da fatalidade de um acaso (pois Rita esquecera um passaporte em casa), ele foi irresponsável, impetuoso e muito, mas muito ingênuo. Dexter escreveu sua história em sangue. E ao sangue ele certamente retornará. Impecável. Estrondosa. Imprevisível. Arrebatadora. A 4ª temporada de Dexter mudou de vez o curso do melhor drama da TV, emergindo esta como uma das melhores séries de todos os tempos. Como eu sempre disse que era.

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Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “4×12: The Getaway” exibido em 13/12/2009 no Showtime americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter Tags: , ,
14/12/2009 - 00:01

“Olá, Dexter Morgan”

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Alerta de Spoiler - Brasil
Ah, como o som de três simples palavrinhas pode virar o jogo de forma tão abrupta, não? “Olá, Dexter Morgan” foi o cumprimento daquele que foi subestimado por seu caçador, que agiu meticulosamente seguindo um código de conduta estrito ao longo de muitos anos e que triunfa no terreno do inimigo com apenas um mero cortejo. Mais uma vez desde que decidiu “voar solo” e ignorar algumas regras de seu pai, Dexter se encontrou em uma situação impossível e que o deixa completamente exposto e sem ação. Arthur Mitchell é um psicopata doente, sim, mas um psicopata doente que sobreviveu décadas sem ser descoberto. Ambos foram desleixados e ambos ganharam pequenas batalhas, mas a perícia e destreza que sobram em Morgan são compensadas pelos anos de experiência do velho matador.

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Este foi um episódio repleto dos arquétipos da psicologia que estão presentes em toda a série. Para Freud, a infância é o momento crucial da vida onde a personalidade do indivíduo é formada e dali nasceu a sede de sangue do nosso protagonista, a necessidade de se auto-afirmar perante figuras paternas de Debra e Christine e o incontrolável sonho de Arthur em resgatar o controle de sua triste história. Mas enquanto a ciência está aí para definir estas pessoas, no fim das contas é a Teoria do Caos que vai prevalecer sobre esta complexa e imprevisível situação. E mesmo brilhantemente pensada por uma competente e impecável equipe de roteiristas, a trama de Dexter chega para nós como um fractal, uma forma que não pode ser prevista ou antecipada. Se antes podíamos ter a esperança ou até mesmo a certeza de que tudo no fim iria dar certo, o “Olá, Dexter Morgan” neste contexto tão insustentável coloca tudo a perder. Falta pouco, agora.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “4×11: Hello, Dexter Morgan” exibido em 7/12/2009 no Showtime americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter Tags: , ,
11/12/2009 - 12:34

LiGado em Série no Podcast Legendado!

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Ontem tive a honra de ser convidado para participar do Podcast Legendado, que é uma espécie de spin-off do divertidíssimo Podcast Séries Etc. Tirando a minha nervosia por estar conversando com a ilustre Claudia Croitor (e o Tapa também, claro), o papo foi até legal! Enjoy!

comment1210

É nóis na Globo, galera! Download em mp3.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: , , ,
11/12/2009 - 00:01

Juniper Creek Deseja ‘Boas Festas’ a Todos!

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Uau! Eu adoro quando uma série transcende seu roteiro e prepara coisas tão legais como esta “benção” de Natal cantada por Roman Grant e as esposas! Big Love estreia em Janeiro, é um dos must see do LiGado em Série e o clipe abaixo dá o tom creepy/cool perfeito deste excelente drama produzido por Tom Hanks! Então, sem mais delongas, os desejos de boas festas da comunidade mórmon fundamentalista mais famosa do mundo, a Juniper Creek!

Awesome-f**kin’-genius! Não perco esta temporada por nada! P.S.: Hoje ainda posto aqui minha participação no inigualável Podcast do blog Legendado, que acabei de gravar!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Big Love Tags: , ,
10/12/2009 - 10:01

Calendário de Estreias e Retornos em 2010

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Nos EUA, é normal que as séries de TV façam pausas no meio da temporada, tanto para a produção de novos episódios e também como estratégia para o início da temporada de festas, época em que muitos especiais são exibidos e a audiência é baixa. Até meados de Dezembro, grande parte das produções entrarão em hiato, algumas retornando já no início de Janeiro e outras só lá pra Março. Assim, confira as datas em que sua série favorita irá retornar a partir de 2010 em nosso calendário que permanecerá em constante atualização com as últimas informações trazidas pelos canais americanos. Programe-se!

comment1198

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: ,
09/12/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bfringeFringe (2×09: Snakehead): Mesmo adotando uma sequência de episódios sempre inconsistente com relação ao tema e ao nível de aprofundamento na história central da série, Fringe mantém constante a qualidade de seus episódios. Snakehead, apesar de não avançar com mais um caso isolado, conseguiu estreitar ainda mais os laços que unem Peter Bishop e Walter. A despeito das criaturas nojentas e das mortes, o capítulo trouxe à baila o que acredito ser o cerne da série: o relacionamento entre pai e filho, que cresce cada vez mais à medida em que Peter vai percebendo os sacrifícios de vida que seu velho fez e este sempre surpreendendo com seus momentos de pura humanidade e lucidez. Não tenho dúvidas que é exatamente esta storyline que vem se desenvolvendo muitas vezes de forma despercebida que vai ter uma importância fundamental nesta crescente e excelente segunda temporada.
Cotação Bruno Carvalho:

bdexterDexter (4×10: Lost Boys): Estavam todos errados. Lundy, Debra, Dexter e todos aqueles que acreditavam que Trinity – apelido que agora perde todo o sentido – matava em ciclos de três. Não, o ritual de morte do sinistro Arthur Mitchell começa com um inocente garoto, tão perdido como o próprio assassino esteve em sua infância, já que tenta desesperadamente revivê-la através de projeções. O pior: quando seu obscuro objetivo é atingido, o cara ainda chega ao cúmulo de cimentar as crianças mortas nas próprias casas que constrói para a ONG que fomenta. Pra aumentar mais ainda o estrago, a repórter Christine, filha do monstro, emerge como a responsável pela morte de Lundy, tudo para acobertar as ondas de matança do pai. E o diálogo que se passa em um estacionamento mostra o quão doentios ambos são. Mas é claro que neste episódio o confronto entre os dois algozes no terceiro ato se destacou, intensificando ainda mais o senso de urgência da série, que já ultrapassou o nível do insustentável. Mas o que mais me deixou tenso em todo episódio foi a cena final com Dexter e Rita calmos no sofá. Ele não pode relaxar numa hora destas e muito menos subestimar Arthur… Esta reta final vai ser turbulenta…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

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bgleeGlee (1×12: Mattress): Glee diverte, sem dúvida alguma, mas com 12 episódios exibidos a comédia ainda está longe de ser “genial” ou “espetacular” como muitos a pintam. Seus episódios seguem basicamente a mesma fórmula até agora: a cada semana o Glee Club é “ameaçado” de ser encerrado por alguma coisa ou alguém e assim a série vai caminhando. Esta semana foi o Sr. Schuester que quase pôs tudo a perder, pois tacitamente aceitou um colchão como cachê por uma performance comercial que os garotos fizeram para uma loja local, o que é proibido. Ora, mesmo sabendo que inevitavelmente os cantores vão chegar até o campeonato, a série insiste nestas historinhas batidas em vez de desenvolver melhor, por exemplo, o romance entre Will e Emma, agora que ele descobriu que sua esposa vinha mentindo sobre a gravidez. Nesta semana nem os números musicais salvaram, já que logo no início a performance de Smile por Rachel nivelou bem por baixo com aquela dublagem exagerada e fora de sincronia. Glee precisa empolgar com números apoteóticos para se destacar, ainda mais quando o restante da série não ajuda. Enfim, Sectionals vem aí e tomara que engrenando de vez na competição estes problemas passem despercebidos.
Cotação Bruno Carvalho: starhalf

bfnlFriday Night Lights (4×05: The Son): Eu tenho certeza que vão me faltar palavras para descrever este maravilhoso episódio de Friday Night Lights e a emocionante história de Matt Saracen, o garoto que desde pequeno sofreu uma carga brutal de responsabilidades e que nunca teve sequer a oportunidade de viver fora de sua triste realidade. Magnifíca a construção de personagem que o talentosíssimo ator Zach Gilford trouxe desde a primeira temporada, empregando sempre uma expressão sempre contida ao garoto, justamente retratando o comportamento que o mundo sempre exigiu dele. Incompreendido por praticamente todos à sua volta, talvez apenas reconhecido por Eric Taylor, Saracen viveu às sombras da ausência do pai e nunca teve a oportunidade de confrontá-lo, tendo em vista a precoce morte do sujeito na guerra. The Son foi o episódio mais carregado de emoções de toda a série, mais até do que quando os Panthers ganharam o campeonato. Em alguns momentos eu pensei estar assistindo um capítulo inédito e nunca exibido de Six Feet Under, tamanha a sensibilidade e qualidade do roteiro e das interpretações em tela. É hora de começarmos a nos despedir do herói do estadual, já que assim como aconteceu com Jason Street, sua história também chegou ao fim. Fecha-se, com certeza, um grande arco na história, abrindo possibilidades para nos emocionarmos com inúmeras outras, como sempre aconteceu com este espetacular drama.
Cotação Bruno Carvalho:

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Dexter, Friday Night Lights, Fringe, Glee Tags: , ,
08/12/2009 - 00:31

Heroes: Tragédia Sem Fim?

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comment1200Não, não adianta ser hostilizada pelos críticos, abandonada pelo público, figurar nos rankings de piores séries da década por blogs ilustres (como este e este) e até mesmo ter o próprio criador dizendo em público que não tem a menor ideia do que está fazendo com a atração. Heroes parece que tem o mesmo poder de indestrutibilidade de Claire Bennet, pois a última em Hollywood é que a série poderá ganhar mais uma temporada. A quinta. 5 anos, dá pra acreditar? Graças à aquisição do canal NBC pelo grupo Comcast, executivos não querem mudar completamente o lineup para a próxima temporada e cogitam mesmo renová-la. E para os que falaram no ranking que eu critico a série sem assistí-la, estão enganados. Apesar de não comentá-la mais no blog regularmente, estou acompanhando a 4ª temporada que, apesar de mostrar um desempenho melhor que o 3º ano (o que não é muito difícil), é complicado demais levar esta produção à sério. As personagens ganham e perdem poderes do nada (fora as que sumiram sem mais nem menos), as prioridades da trama mudam a todo tempo, os antagonistas não são bem definidos e os diálogos continuam rasteiros e vazios. Falta um objetivo claro em Heroes, o que é fundamental para a série (como o “salvar o mundo” da 1ª temporada), pois ultimamente os heróis parecem estar apenas vagando pra lá e pra cá ao bel prazer de Tim Kring. Aliás, estão. É terrível, ainda, ver atores do nível de Robert Knepper e Madeline Zima desperdiçados nesta tragédia sem fim e sem propósito. Tomara que definam logo o destino de Heroes, pois quero que ela acabe com dignidade (se ainda for possível) e logo… Vamos lá, e que comece a difamação!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Heroes, Notícias Tags: ,
07/12/2009 - 00:01

V: Apenas o Início

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Alerta de Spoiler - Brasil
Eu espero que o que vimos até agora em V seja mesmo apenas o início. O terceiro episódio, A Bright New Day foi levemente superior aos demais, introduzindo e desenvolvendo elementos interessantes como o da Quinta Coluna, a resistência alienígena ao próprio plano de dominação universal dos Visitantes. Plano este, aliás, muito bem arquitetado, já que eles vão literalmente se espalhando através de todos os meios possíveis e alguns deles inimagináveis como os receptores e câmeras nos uniformes dos “embaixadores da paz”. Além disso, temos também os discursos fortes de Anna, que revelam uma sordidez cada vez maior destes seres, principalmente quando falam em manipular os humanos facilmente como se toca um rebanho de gado. Agora só falta por em prática. Infelizmente o que empalidece a série é justamente o núcleo “carne e osso” de V, que ainda não conseguiu transparecer, no mínimo, que esta batalha é “vencível” – algo necessário para que o espectador se identifique com a trama. Ora, está pra nascer uma turminha mais por fora do que Erica Evans e seus agregados.

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Neste episódio ainda, o roteiro deu os primeiros sinais de que pode surpreender, com aquela reviravolta envolvendo um oficial do alto escalão dos Visitantes que, na verdade, é um importante membro da Quinta Coluna. O meu receio é que esta história de guerra inter-galáctica pela sobrevivência de uma raça ainda está muito recente após o fim da ótima Battlestar Galactica, que abordou situações semelhantes de forma muito mais intrigante, já que os Cylons, ao contrário dos V’s, foram criados pelo homem. De qualquer forma, o último episódio do ano It’s Only the Beginning avançou na história evidenciando que o plano de aniquilação da raça humana virá através de uma “campanha de vacinação global”, mas alguns momentos como a hora da “benção divina” de Anna soaram extremamente fora do contexto. Precisamos saber mais sobre estes aliens e suas origens, pois isso sequer foi suscitado.

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Tecnicamente, alguns aspectos da série me incomodam, como o fato da nada sutil necessidade que a direção de arte têm de expor a letra V até mesmo quando os oficiais da nave formam uma fila, fora os efeitos especiais que oscilam entre o aceitável e o “The 4400“. Apesar de ser promissora, eu ainda não comprei completamente a série, que ainda precisa percorrer muito chão para se tornar tão relevante como propõe, seja por conta do elenco inexpressivo (tirando Morena Baccarin e, às vezes, Elizabeth Mitchell) ou por ainda não conseguir trazer um senso de “urgência” e tensão constantes, característicos das boas séries de conspiração e ficção científica. V agora retorna somente no dia 30 de Março nos EUA. Tomara que até lá eles consigam acertar estes pontos.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódios exibido em Novembro na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): V Tags: , ,
05/12/2009 - 15:51

Fim de Ano LiGado em Série!

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amobile1Este foi um ano excelente para o LiGado em Série! Tivemos mais de 1 milhão de acessos, muita repercussão na mídia e milhares de comentários. Por isso, olha o que o blog, em parceria com a Twentieth Century Fox Home Entertainment, vai trazer para vocês: boxes de Dexter, Dollhouse, 24 Horas e Prison Break! Ah, e é só para quem segue o @ligadoemserie no Twitter! Por isso, comece a seguir e  fique ligado nas informações que soltaremos lá a partir da próxima semana!

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Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: ,
04/12/2009 - 12:51

As Piores Séries da Década, pelo LiGado em Série

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Bom, já que nesta semana quebrei a minha regra e editei na segunda uma lista das 10 melhores séries da década na minha opinião (das que eu realmente assisti desde o início), vou me espelhar na Claudinha do Legendado e farei aqui um ranking das 10 piores dos últimos 10 anos. Eleger séries ruins é um trabalho muito fácil, porque desde o episódio piloto já dá pra perceber que você está diante de um fracasso em potencial e você nem precisa ter assistido tudo: basta não ter dado conta. Isso sem contar nas séries que começam promissoras e, por motivos “Tim Kring” da vida, acabam virando uma porcaria que só. Vamos lá, então:

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10. Life (NBC)
09. Joey (NBC)
08. Day Break (ABC)
07. Dirt (FX)
06. Hank (ABC)
05. Heroes (NBC)
04. Bionic Woman (NBC)
03. The Nine (ABC)
02. Back to You (FOX)
01. Cavemen (ABC)

P.S.: Incluam Knight Rider (NBC) em qualquer “meio” aí em cima. Falha total minha ter esquecido desta.

É claro que eu dei preferência para séries que geraram certo hype no início e não conseguiram superar nem mesmo as expectativas baixas. Fora aquelas que eram anunciadas como “a próxima…”, o que é mais ridículo ainda. Poxa, e mesmo tendo um enorme prazer editando esta lista, muuuuuiita coisa ficou de fora. Menções honrosas também como piores da década para: Coupling US (o “novo Friends), I’m With Her (lembram dessa?), Whoopi, Tarzan, Dr. Vegas, Father of the Pride (desenho sobre os tigres de Siegrifield & Roy, aff), North Shore (“o novo The OC“), E-Ring, Four Kings, The Black Donnellys (credo!), In Justice, Heist, Traveler, Vanished, Kidnapped, 3lbs., Drive, John From Cincinatti, Six Degrees (até gostava no começo, mas não deu), Cane (ughhh), Cashmere Mafia (o “novo Sex and the City”), Lipstick Jungle (o “novo Sex and the City [2]), K-Ville (que foi isso?), Life is Wild, Miss/Guided, New Amsterdam, Women’s Murder Club, Viva Laughlin (cancelada com UM episódio exibido) e as mais recentes: Crusoe (credo, de novo), Cupid, Do Not Disturb, Carpoolers, Harper’s Island, In the Motherhood, Kath & Kim, The Unusuals, Samantha Who?, Worst Week, Privileged e Cougar Town! E para vocês? Quais são as 10 ou 20 ou 30 piores séries da década?

Edit: Poxa, alguma comunidade Orkut tipo “Eu Amo Heroes Incondicionalmente e Não Tenho o Menor Senso Crítico” citou esse post? Faltam só xingar a minha mãe aí, ué! Se eu soubesse que tanta gente ainda assistia essa série, teria colocado ela em primeiro, só por despeito, igual está no ranking do blog Legendado… Estou adorando tudo isso!

Edit 2: Ah, e para os que defendem Heroes com tanta veemência, lembrem-se que o criador da série JÁ ADMITIU que não tem a menor ideia do que está fazendo com a série e ainda criticou vocês espectadotes!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: ,
03/12/2009 - 00:01

A Semana em Série

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Alerta de Spoiler - Brasil
bdexterDexter (4×09: Hungry Man): Pronto. Os laços entre Dexter e Trinity se estreitaram a um ponto crítico e sem volta. Cada vez mais surpreso com o velho assassino, o sagaz analista sanqguíneo tratou logo de infiltrar-se mais uma vez no terreno do inimigo, bem no feriado de Ação de Graças. E esta “boa ação” dele de proteger o filho do tríplice matador respingou consequências nas duas famílias. Está claro que Dexter utilizou a defesa do primogênito como uma desculpa e a revelação de sua verdadeira face vai lhe causar sérios danos. Contudo, o que mais despertou minha curiosidade foi a reação de Trinity, que imediatamente largou a fachada que oprimia sua família e deu pra ver nitidamente o rosto de uma criança terrivelmente amedrontada. Na delegacia Debra descobriu uma importante pista com relação ao homicídio de Lundy que certamente deve estar ligada àquele inesperado parentesco. Teria o velho louco coagido sua filha mais velha para protegê-lo? Estaria explicado o súbito interesse da repórter em Quinn, Debra e no precinto de LaGuerta? Perguntas, perguntas e mais perguntas que vão ecoar em nossas cabeças. Por enquanto apenas dá pra saber com certeza que este foi mais um episódio fenomenal de Dexter!
Cotação Bruno Carvalho:

bfnlFriday Night Lights (4×04: A Sort of Homecoming): Em mais um excelente e emocionante episódio de Friday Night Lights nós tivemos uma noção ainda maior da dimensão do desafio que o treinador Eric Taylor tem pela frente. Quando ele assumiu os Panthers, por mais em baixa que o time estava, já existiam os apoiadores, o culto à camisa e a noção verdadeira de time. Com os Lions, até mesmo pagar os uniformes do próprio bolso ele precisou, já que a esquecida Dillon do Leste não está nem aí para o time que prosperou pela última vez há mais de duas décadas. Comovente, ainda, foi a atitude do líder de dar dinheiro do próprio bolso para a vaquinha que organizara pelas ruas do decadente distrito municipal. É um trabalho louvável, desgastante e que tem grandes chances de não ser reconhecido por ninguém. Parte do episódio também deu atenção à Matt Saracen, o underdog da primeira temporada que em breve deve se despedir da série, ainda mais com a morte de seu pai na guerra. Mesmo aquém dos capítulos anteriores, Friday Night Lights continua como um drama adolescente que opera num nível próprio e único, sempre se mostrando promissora.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

comment1193

bmotherHow I Met Your Mother (5×08: The Playbook; 5×09: Slapsgiving 2: Revenge of the Slap): A maioria dos episódios de How I Met Your Mother precisam ser encarados como uma crônica narrada pelo Ted do futuro em vez de uma mera descrição de fatos que aconteceram no passado. Esse é o ponto de partida para não condenarmos The Playbook, capítulo que foi sim exagerado demais em alguns momentos, mas extremamente divertido ao percorrer as diversas e absurdas “cantadas” que Barney Stinson acumulou ao longo dos anos de solteiro. Inverossímil, mas muito bem sacado. Pena que não posso dizer o mesmo de Slapsgiving 2 que ficou na parte “mala” dos episódios de Ação de Graças desse ano, com a desinteressante história do relacionamento de Lilly com seu pai que empalideceu o tão aguardado 4º tapa de Marshall. No fim ficou a impressão de que foi feito “muito barulho por pouco”. Essa era uma situação “legendária” que merecia ter sido muito melhor aproveitada pelo roteiro. É uma pena quando esta ótima comédia começa a ficar inconstante.
Cotação Bruno Carvalho:

bteoryThe Big Bang Theory (3×08: The Adhesive Duck Deficiency; 3×09: The Vengeance Formulation): Esta comédia é sempre divertida? É. Usa e abusa da mesma fórmula que a tornou um sucesso? Sem dúvidas. Aos poucos começo a perceber em The Big Bang Theory certa estagnação das personagens, algo que já é característico dos produtores e roteiristas Chuck Lorre e Bill Prady, responsáveis pela também constante Two and a Half Men. Na terceira temporada os pontuais sinais de desgaste começam a aparecer à medida em que as piadas e sacadas geniais vão ficando cada vez mais espaçadas. Estes dois últimos episódios foram bons, claro, mas ao final de cada um deles não fica uma vontade incontrolável de ver o próximo, pois mesmo sabendo que vem algo decente, seus episódios não fecham com cliffhangers instigantes. Depois que Sheldon fez sua vingança que acabou envolvendo a alta cúpula da universidade, seu emprego ficou ameaçado? Alguma consequência foi vislumbrada? Não. O episódio encerrou-se em si, ainda que facilmente poderiam ter encaixado algo ali para despertar no público um gostinho de “quero que venha o próximo logo”. Acredito que falta isso nesta série.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star

Fecharei a semana com os comentários dos últimos V do ano, amanhã (vai ficar pra semana que vem, apagão em BH)!  Por enquanto, aguardo o seu comentário, como de costume!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dexter, Friday Night Lights, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory Tags: , ,
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