A Semana em Série
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Dexter (4×04: Dex Takes a Holiday): Este episódio deve ter sido um banho de água fria nos críticos de ocasião que diziam que o drama estava desinteressante e arrastado. Ao contrário da maioria das produções, Dexter é escrita e produzida com muito cuidado e a prova da supremacia técnica e criativa está neste fantástico Dex Takes a Holiday, um dos melhores episódios de toda a série. Depois de mergulhá-lo num mar de encargos, tarefas e atribulações, o roteiro trouxe descanso ao nosso querido Morgan com a viagem de Rita e as crianças. Sozinho, o que não faltou foi um tempo pra matar. Literalmente. Obstinado em aproveitar o máximo de sua liberdade temporária, Dexter foi atrás de uma policial suspeita de ter assassinado toda sua família e inocentada pela falta de provas e pelo protecionismo dos membros da força com os seus. Mas um assassino facilmente conhece outro e após fazer sua meticulosa due dilligence, o Dark Defender chegou à inevitável conclusão de que ela realmente cometera o crime. Não antes, contudo, a série mostrou algumas das cenas mais angustiantes já vistas, pois a sagaz agente se revelou como um adversário acima da média dos scumbags usuais. E foi transformado no mensageiro da morte durante a execução da mulher que Dexter, perplexo e maravilhado, descobriu que possui um laço muito mais forte do que ele imaginava com Rita e as crianças. Dex Takes a Holiday não só evidenciou ainda mais os talentos de Michael C. Hall e Jennifer Carpenter, como ainda trouxe um dos melhores cliffhangers da temporada, com o ocorrido com Debra e Lundy. Dexter continua fenomenal como sempre foi.
Cotação Bruno Carvalho: 




Californication (3×04: Zoso, 3×05: Slow Happy Boys): O quarto episódio desta temporada de Californication foi abaixo da média, engrenando somente em seus instantes finais quando as três mulheres que Hank recentemente “pegara” estavam em sua sala de aula na universidade. Pouca coisa aconteceu e os problemas que ele vem enfrentando com Becca não foram bem desenvolvidos. Mas as coisas melhoraram e muito em Slow Happy Boys com a viagem da filha e concomitante chegada de um antigo amigo de Moody. Orgia vai, orgia vem, acontece que a vida do cara fica mais complicada a cada minuto e, apesar deste ter sido mais um filler, Californication acaba divertindo, ainda mais agora que retomaram a história do simpático Charlie e sua luta para reconquistar sua mulher. O problema é que o cara não dá uma dentro… A coisa vai esquentar com o retorno de Karen e quero só ver como ele vai sair de todas em que se meteu!
Cotação Bruno Carvalho: 


Grey’s Anatomy (6×06: I Saw What I Saw): Grey’s Anatomy deu um verdadeiro show esta semana! O episódio I Saw What I Saw fugiu completamente do habitual e mostrou o caos que foi instaurado no Seattle Grace após a ocorrência de um erro médico que custou a vida de uma paciente. O curioso é que a narrativa foi desenvolvida no esquema “ponto de vista”, o que acabou se tornando um excelente trabalho de criação, logística de produção e edição. As cenas eletrizantes no pronto-socorro que estava atribulado foram revisitadas diversas vezes enquanto os envolvidos prestavam seus depoimentos ao Chief. Mas o grande trunfo do episódio veio mesmo em seu final: ao evidenciar o erro da médica que viera do Mercy West, Derek questionou seu superior sobre a forma que ele vem displicentemente comandando o hospital com o clima de tensão que ele impôs e todo o complicado procedimento de fusão – esta sim a verdadeira origem dos problemas. Já não vejo a hora em que Sheppard vai emergir como o novo líder do Seattle Grace. Yes he can!
Cotação Bruno Carvalho: 




Glee (1×08: Mash-Up): Este é o segundo episódio em que os roteiristas de Glee apostam no desfalque do grupo de canto para criar drama e é a segunda vez que isso não funciona. Da mesma forma que ocorreu com Rachel, esta efêmera instabilidade só prejudica a trama, pois fica evidente que eles querem enrolar o público. Ora, muito melhor se nesta altura do campeonato Glee focasse mais no… campeonato! Até o momento pouco sabemos como serão as eliminatórias do concurso que o Sr. Schuester quer ganhar. Aliás, ele anda bem robert, não? Querendo aparecer, dançar e “cantar” o tempo inteiro. O lado bom é que Mash-Up foi mais um episódio divertido com aquele lance dos “gelados” e a constante batalha por popularidade na escola. Foi legal também que vimos um lado mais “paz e amor” de Sue Sylvester, que estava apaixonada pelo âncora do jornal, mas agora que ela tomou um pé na bunda estou com dó do Glee Club. Só achei que a cena da dancinha podia ter sido em um sonho da treinadora, porque esta desconstrução (ainda que momentânea) de uma personagem tão forte (e capaz de gerar memes na Internet) não faz bem pra série. Infelizmente Glee fará uma pausa e voltará somente no dia 11 de Novembro. Confesso, sentirei falta.
Cotação Bruno Carvalho: 


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FlashForward (1×05: Gimme Some Truth): Seria a melhor maneira de estabelecer bem uma série de mistério e conspiração com burocracia? Bem, é assim que pensam os showrunners de FlashForward que apresentaram mais um episódio em que muito se falou e pouco se fez. Isto resume bem este drama até agora, já que é consenso “global”, pelo visto, de que a produção não engrenou. Isso é o que eu colocaria em meu “Mosaic”. E aí, temos indícios de que a China está envolvida no apagão? Ok. Indícios. Qualquer fã de série hoje em dia, escolado com LOST, Arquivo X etc. sabe que isso é pura “encheção de linguiça”. E nem pra nos enrolarem com estilo: o “recheio” de FlashForward continua insosso, desmotivador e as coisas só melhoram quando chegam perto dos finais (e olha que o desse episódio nem foi bom). Outro erro gravíssimo é começar um capítulo pelo gancho e não apresentar nenhum fato novo e contundente. Quando terminei de assistir pensei: “poxa, se já mostraram o cliffhanger, por que perdi meu tempo vendo os 40 minutos anteriores?” Tá complicado…
Cotação Bruno Carvalho: 

The Office (6×05: Mafia; 6×06: The Lover): Mesmo depois de um estrondoso episódio como foi o do casamento de Jim e Pam, The Office continua fazendo bonito. Com Mafia Michael Scott voltou com tudo sendo facilmente influenciado pelas duas mentes mais “brilhantes” da filial: Dwight e Andy, que insistiam que o vendedor de seguros italiano era da máfia e queria extorquir a pacata Dunder Mufflin. Mas o mais legal foi Kevin cancelando o cartão de crédito do Jim sem querer, enquanto este curtia sua lua-de-mel em Porto Rico. As coisas esquentaram mesmo em The Lover, quando o caso de Michael com a mãe de Pam veio à público causando uma reação exagerada, mas bem compreensível da nova vendedora. Afinal, quem quer Michael Scott como padastro? Como de costume, a comédia carregou na dose de humor negro, o que é sempre bem-vindo. Ah, e é bom que Jim pare de subestimar Dwight, né? Ele não é louco… The Office vem numa ótima sequência de episódios!
Cotação Bruno Carvalho: 


Por esta semana é só. Vou falar de algumas séries, incluindo 30 Rock, de dois em dois episódios, em caráter experimental igual fiz com algumas acima. Semana que vem tem mais!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Californication, Dexter, FlashForward, Glee, Greys Anatomy, The Office Tags: resenha, semana, usa







Cara, acompanho seu blog sempre que posso, honestamente gosto do jeito que você escreve as resenhas, mas vou te dar um conselho de amigo: maneira aí nas expressões em inglês que você rotineiramente usa nos textos. “scumbags”, “filler”, “Yes, he can”, são alguns exemplos. Acredito que nem todos os leitores (arrisco em dizer a maioria) têm a fluência em inglês que você tem (e/ou formação acadêmica…). Isso pode dificultar na leitura das críticas. Mas é só uma dica, não tô querendo dar uma de chato aqui.
Abraço!
Não vou subestimar meus leitores.
São episódios como esse que fazem Grey’s Anatomy voltar para meu sinal verde. Foi muito bom. Só eu gosto do Chief?
Esse The Lover de The Office foi excelente. Ri muito.
Sobre FlashForward: que merda foi aquela? Eu até gostei da burocracia e das discussões. Mas, tem que voltar pra visão sempre que mencionada? Ou seja, eles assumem o espectador como imbecil. E ainda tem os policiais pegos de surpresa, tomando bala e mais bala e mesmo assim ninguém é baleado e ainda conseguem matar um monte de chinês. E que porra foi aquela de o cara dar um tiro na mulher policial, esperar ela pegar a arma, virar de costas pra tomar um tiro?! Porque foi essa a impressão que deu. Confesso que ri. Foi bem George Michael de Arrested Development.
Gostei muito de ver o carinho de Hank Moody com seu amigo. Foi um ótimo episódio de Californication. Aliás, belo trocadilho esse no final do seu comentário sobre a série. ;D
Concordo 100% com seus comentários de Dexter e FlashForward, mas com Californication… Nada aconteceu no ep 04? Ele pega a mulher do diretor, a aluna e a assitente no mesmo dia (o que vai dar muito pano para as mangas dos próximos eps), o Charlie cede aos ataques da Collini, a amizade da Becca com a Chelsea evolui, Charlie e Marcy voltam a ficar juntos… Sem falar que o ep foi bem engraçado do início ao fim!
[...] This post was mentioned on Twitter by LiGado em Série and Bruno Carvalho, SBS. SBS said: LiGado em Série: A Semana em Série http://migre.me/acHv [...]
destas séries que vc comentou eu acompanho apenas grey’s e flashforward… O capítulo de greys foi fantástico mesmo, e o tapa de luva de pelíca do derek no chief, aquilo foi demais… Já flashforward… Discordo em partes… Tirando o final o episódio foi interessante, encheu linguça, mas não foi só isso…
Acho que esse foi o pior episódio de Glee até o momento. Non-sense demais pro meu gosto. Além do Schuester robert já citado, aquela história do cara-de-cabelo-de-moicano (?) ’se interessar’ pela Rachel não colou de jeito nenhum. Além de ter as músicas mais chatas da série até agora. Espero que essa pausa traga coisas melhores..
Sempre q assito The Office e Dexter me surpreendo em como eles conseguem manter um nível alto apesar de tantas temporadas.
E o prêmio de pior trilha sonora para uma cena de tiroteio vai para… FlashForward e a sequência de tiros ao som de Like a Rolling Stone!! Sério, vergonha alheia pelo cara que achou que essa seria uma boa trilha pra aquela cena. Totalmente sem sentido.
Bem lembrado, foi ridículo aquilo.
A música tem seu sentido porque fala de estar sozinho, abandonado (how does it feel / to be on your own…) e o episódio mostra duas situações dessas, a principal com a equipe do FBI lutando sozinha para conseguir prosseguir com a investigação e a secundária a agente sozinha sendo baleada… De qualquer forma o episódio foi fraco e já perdi o tesão de ver essa série…
Se vc deu 5 estrelas para estes episódio de dexter, o proximo dirt harry, vai ter que ultrapassar os limites, pq achei muito melhor, foi um dos melhores entre todas as temporadas. e estou ansioso para o proximo, em que dexter vai entrar na vida do trinity, o dexter envelhecido e bem sucedido.
Muito bom seus comentários sobre Dexter.Greys,Glee e The Office.
Ótimo gosto!
Achei o eps de Greys o melhor da temp até agora.
Achei este ultimo eps de Glee o mais fraco e com as musicas menos legais também, faltou a nossa querida Rachel cantando :/
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Nossa odeio o Chief, muito chato. Putamerda. E o Derek esta meio chato tambem. Os personagens principais estão apagados e meio chatos. Fiquei com muita pena da Mini Grey. Mas Greys Anatomy ainda é minha serie numero um.
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Hank é maravilhoso rs
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Chega de ficar falando besteirinhas.
:)
Que a força esteja com você.
Sobre Dexter, eu achei esse episódio o mais fraco da temporada, não se foi porque eu vi tarde da noite e estava cansado, mas achei esse episodio tão chato, só gostava mesmo quando o Trinity aparecia.
Achei a atriz que fez a policial uma péssima atriz.
Em compensação o Michael C. Hall estava fantástico na cena do ritual. Não entendo como ele ainda não tem um Emmy. Torço pra ele ganhar desde de Six Feet Under.
Vi o quinto episódio e esse sim, pra mim foi o melhor da temporada, vou aguardar seus comentários sobre ele.