A Semana em Série
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Dexter (4×03: Blinded by the Light): É complicado ser um serial killer discreto, meticuloso e intocado. Já não bastassem todos os obstáculos na vida de Dexter para cumprir sua obscura função social: esposa, bebê, enteada pré-adolescente, trabalho e sanidade mental, em Blinded by the Light nosso herói precisou lidar com a inconveniente vizinhança que resolveu se mostrar pró-ativa justo agora, por causa de um arruaceiro no bairro. Dexter está esgotado e isso está se refletindo nos diversos aspectos de sua vida que ele deveria cuidadosamente lidar. Sem querer algumas situações estão virando potenciais bombas-relógio, como a relação com o corrupto Quinn e a exposição de seu “lado negro” para sua própria mulher. Pra piorar, temos ainda o sinistro Trinity, que vai revelando ser um assassino perigosíssimo e impiedoso, que segue indene. A complexidade da trama ainda fica evidente com os desvios de foco na delegacia, tanto de Batista e LaGuerta como de Debra e o retorno de Lundy que complica a situação com Anton. Me estranha Dexter, sempre atento e focado em potenciais “vítimas”, ter deixado passar com tanta facilidade o verdadeiro responsável pela desordem em sua comunidade. O acúmulo de complicações está ofuscando o Dark Defender.
Cotação Bruno Carvalho: 



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Californication (3×03: Verities & Balderdash): Eu acho que Hank Moody é uma das personagens mais subestimadas das séries. Em termos de complexidade emocional, ele não deixa muito a desejar perante figuras fortes das séries como Gregory House ou Dexter Morgan. Acontece que o talento dele não é o diagnóstico impecável ou a meticulosa carnificina em prol do bem coletivo: Moody é um especialista no “viva e deixe viver” e no (desculpem a palavra) “foda-se”! Mestre em complicar o mundo ao seu redor, em Verities & Balderdash ele se engraçou com a mulher do reitor, com sua assistente na universidade enquanto na verdade queria pegar uma de suas alunas que é stripper! E quando tudo dá errado em sua vida (vide a briga com a filha) ele ainda tem Karen, seu porto seguro, para colocá-lo no caminho menos errado. Já Charlie não tem a mesma sorte. Sendo praticamente obrigado a transar com sua “masculina” chefe, ele resolve “entrar nesta mulher” justo na hora em que Marcy resolve dar o braço a torcer… Ele é o oposto de Moody, uma espécie de antagonista “do bem”. Apesar do que falei sobre a personalidade peculiar de Hank, Californication está longe de ter a densidade e importância de séries como Dexter e House, por exemplo, mas ela serve como uma divertida e moderna crônica de amor, sexo, drogas e as inconsequências da vida.
Cotação Bruno Carvalho: 



House (6×04: Instant Karma): A 6ª temporada de House está trilhando novos rumos de forma bem satisfatória e, ao mesmo tempo, resgatando o que havia de melhor na dinâmica bem estabelecida das primeiras temporadas da série. As principais mudanças dizem respeito ao doutor em si e sua nova forma de encarar o mundo imediatamente ao seu redor, enquanto o retorno de Chase e Cameron à ativa vem num oportuno momento. Por falar nisso, o episódio continuou a tratar do caso do homicídio doloso que Chase cometeu (chamar de “erro médico intencional” é eufemismo) e o desconforto que ele causou em Foreman, que teve que acobertar o caso numa sabatina médica. Mais interessante ainda foi a forma como House não só descobriu e encarou tal fato, já que, extremamente surpreso pela atitude de Chase, reservou-se a um comentário sobre a técnica médica do colega no diagnóstico do ditador, que fora preciso e apurado (ele apenas realizou o tratamento errado). O caso da semana, do ”karma Instantâneo” do bilionário que doou tudo para salvar o filho, foi mero coadjuvante em toda a história, ainda que sugerindo, de forma bem sutil, levantar um questionamento de ordem religiosa na cabeça de House. Ah, sim, a Thirteen se foi, mas aposto que ela volta! Ótimo episódio.
Cotação Bruno Carvalho: 



Gossip Girl (3×04: Dan de Fleurette, 3×05: Rufus Getting Married): Gossip Girl passa por um sério momento de instabilidade, dando a impressão que a série está seguindo vários caminhos ao mesmo tempo, sem conseguir chegar a lugar algum. Dan de Fleurette foi até um episódio mais consistente com a aproximação de Dan (sem saber) com uma estrela de cinema que quer ter uma vida normal na faculdade, criando situações divertidinhas. A aparição de Tyra Banks como uma diva em decadência também foi legal (embora pareça que ela foi escalada apenas pra dar uma função pra Serena), mas o grande problema agora é a vilã ineficiente Georgina Sparks. Se antes ela causava intrigas e pregava a discórdia, agora o roteiro a coloca como uma grande bocó que é reiteradamente vítima de suas próprias armações, seja a chantagem que ela aprontou com a Vanessa ou com o estrago que ela tentou fazer no casamento de Lilly e Rufus contando sobre o filho dos dois, no episódio Rufus Getting Married. Na primeira, Dan pegou Vanessa no flagra, e esta imediatamente contou tudo, e na segunda a festa já estava estragada com a discussão do casal. Na verdade, a revelação sobre Scott serviu para reconciliar os pais de Dan e Serena e unir as famílias. Tramas mal desenvolvidas como estas e outras (as de Bree Buckley e Carter, por exemplo) apenas evidenciam que Gossip Girl está em queda. Antes a diversão proporcionada conseguia relevar estes problemas. Agora está ficando mais difícil…
Cotação Bruno Carvalho: 

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Fringe (2×04: Momentum Deferred, 2×05: Dream Logic): Todo episódio que traz mais informações diretas sobre a mitologia de Fringe é sensacional, como aconteceu com Momentum Deferred. Olivia finalmente se lembrou de seu encontro com William Bell na dimensão alternativa e as revelações do sujeito foram esclarecedoras pra ela e para nós. Agora sabemos mais sobre os seres que povoam o drama desde o início e o porque deles terem habilidades extraordinárias como, por exemplo, serem resistentes à balas – são híbridos. Descobrimos também que Bell decidiu se exilar naquele “novo mundo” e novamente a iminência de uma grande guerra entre as realidades foi ventilada. Mesmo sem explicitar o fato gerador da rixa que esta desconhecida organização tem com o universo em que vive Nina Sharp, Peter, William e Olivia, Fringe atingiu um ótimo high com sua capacidade de nos fascinar apenas com o sugestionamento. Já Dream Logic fugiu completamente da estrutura do episódio anterior, apresentando um caso “desconexo”, mas ainda assim muito interessante e peculiar: o do médico que era “viciado em sonhos” gerados por pacientes seus que usavam um implante no cérebro para controle de insônia. Não tenho dúvidas que muito em breve os fatos isolados estarão cada vez mais próximos, já que esta série nunca foi linear e, da mesma forma, nunca deixou de ser no mínimo impactante. Aguardo ansiosamente pelos próximos!
Cotação Bruno Carvalho: 




Grey’s Anatomy (6×04: Tainted Obligation, 6×05: Invasion): Eu confesso que apesar do bom ritmo de Grey’s Anatomy, a história do retorno do pai de Lexie e Grey não atingiu o resultado esperado, grande parte porque Thatcher nunca foi uma personagem importante para a série e para nós. Assim, o grande sacrifício que a médica fez pelo pai ausente doando parte de seu fígado soou mais como uma tentativa de colocar a protagonista à força no lugar de destaque. Uma tentativa falha, ressalto. O melhor deste início de temporada está sendo mesmo a fusão dos hospitais e a chegada do staff do Mercy West com seus uniformes laranjas e diferentes métodos pra tudo. Os embates da equipe do Seattle Grace com os novatos geram situações divertidas, lembrando muito as disputas ciumentas de meninos pequenos por atenção dos adultos. E tirando o bobo retorno do pai de Torres, o episódio ainda assumiu um lado mais dark com a súbita e inesperada dispensa de Izzie e o desaparecimento da moça, após cometer um grave erro médico. Grey’s Anatomy, apesar de alguns problemas pontuais, segue com um começo de temporada sólido e promissor.
Cotação Bruno Carvalho: 


Comentários de The Office ficarão para o início da próxima semana, pois quero falar de Niagara em um post especial. Aguardo os comentários de vocês sobre os episódios da semana aqui abaixo!


você não vai mais comentar 90210? A temporada está muito interessante, bem melhor que gossip girl…
Não, estas séries e as do post Semana em Série anterior são o lineup das produções que serão comentadas semanalmente para a temporada. Agradeço a compreeensão.
Infelizmente não acompanho nenhuma dessa séries, apesar de que tenho muita vontade de ver Dexter. Pelas resenhas e reviews que eu vejo, parece ser boa.
Achei bem justo.
Tirando quando você fala que californication não terá a desnidade de outras séries que são mais importantes pra você. Acho que claifornication consegue se colocar num patamar superior que o de qualquer série da atualidade principalmente por ser tão sublime, por usar do errado para se chegar no certo. É realmente uma série muito bem articulada em questões de roteiro, produção.. Não só uma comédia para diversão como algum big bang theory da vida. É isso, continue com seu trabalho. Abraços
Bruno, para mim, o reaparecimento do pai de Meredith e ela ter aceitado fazer o transplante foi só uma solução para deixá-la na cama até o bebê nascer. No episódio seguinte o pai dela nem aparece mais…
De qualquer forma, só prejudicou a série.
Grey’s Anatomy tem os dois pés no sinal amarelo comigo. Tem episódios que estão tão cheios daquelas pausas dramáticas irritantes, como a estreia da temporada. Cara… foi um pé no saco. Todo mundo teve direito a sua pausinha. Tem episódios em que os personagens parecem ter tomado tanto café quanto Fry num episódio de Futurama e parecem que ficam saltitando e batendo palminha a todo momento. Iupi!! Quando não tem nada disso Grey’s consegue ser boa, mas infelizmente isso não tem ocorrido com tanta frequência.
Dexter continua excelente! Quero ver como o Dark Defender se vai cruzar com o Trinity! :D
Gossip Girl já larguei no 3º episódio… bah. Grey’s Anatomy também, vejo qd tiver mais tempo.
[...] This post was mentioned on Twitter by LiGado em Série, SBS. SBS said: LiGado em Série: A Semana em Série http://migre.me/9DeH [...]
Essa temporada de House começou sensacional e vem se mantendo em ótimo nível. Hugh Laurie continua maravilhoso como sempre, totalmente senhor da situação e ainda mais interessante com sua nova forma de encarar o mundo.
Não gosto do Foreman e não sou um grande fã do Chase, embora agora ele tenha um storyline muito bom, mas é ótimo ser a Cameron toda semana! Ela e a 13 juntas…ops…acordei.rsrs
O que achei bacana no reaparecimento do Tatcher, embora realmente tenha sido meio “oi, como assim, ninguém se importa”, é que deixou clara e bem estabelecida a relação entre Meredith e Lexie. Já sabemos que elas estavam bem amiguinhas, mas foi bacana ver Dona Meredith, sempre tão defensiva, fazer algo que demonstre a sua maneira o amor pela irmã. Claro que poderia ter sido mais bacana, mas achei interessante!
Mas bacana mesmo foram os Mercy-Westerns. Quero matar aquela garota com cara de fuinha que ficou “batalhando” com o Karev! haahahah
E agora vejo que repeti muito a palavra “bacana”. Substitua à vontade. :P
Embora mais calmo, estou gostando do ritmo desta temporada de Dexter, onde seu lado obscuro está senjdo testado ao máximo.
House está em um bom momento, depois daquele início sensacional. Os episódios estão voltando a ficar semelhantes aos que foram até a terceira temporada, com uma mudança interessante envolvendo House, que parece mais ‘distante’ que antes.
Fringe está excelente e mal vejo a hora de um novo episódio passar.
Essa temporada de House está cada vez melhor, é incrível como a série ainda consegue segurar a fórmula depois de tanto tempo. Só ainda não consigo acreditar que a Jennifer Morrison vai deixar a série, lamentável.
Realmente, muito triste.
Agora, quem mandou deixarem a atriz tão apagada na 5ª temporada?
E se tratando de Dexter..se prepare para o 4×04!!
conheço um otorrino que é a cara e o comportamento do dr. HOUSE,infelismente assisto só em tv aberta e não dá pra acompanhar tudo por causa do horário que é exibido.A série em si é ótima.
Ah, o melhor desse episódio de G.A. foi a Meredith admitir que não tem um pai, mas tem uma irmã. E foi lindo a Lexie dormindo com ela.
bjs