Minta Para Mim
Eu gostei muito dos primeiros minutos de Lie to Me, drama que estreou ontem na FOX, que tem como protagonista oDr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dando uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase cem por cento dos casos, se uma pessoa está mentindo, se está com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polígrafos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist, certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI) e Brenda Leigh Johnson (The Closer) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes eles também utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside justamente em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no início, como se o método fosse infalível (deixando o espectador sempre seguro). A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem.

Acho que apenas nunca vamos nos cansar quando do Dr. Lightman e sua equipe pegam alguém na mentira, principalmente numa situação inesperada e imprevisível. É igual ver Grissom resolvendo um crime. Ele faz a mesmíssima coisa há anos e ninguém queria que ele fosse embora de CSI. Além disso, a série foi muito feliz ao abordar logo de cara as limitações das máquinas detectoras mentira e como elas podem ser facilmente burladas, tornando o trabalho dos especialistas neste ramo de certa forma indispensável. Mas nem tudo são flores no drama, porque os roteiristas frequentemente contam histórias aborrecidas e que não despertam o interesse do espectador. Fora que os “investigados” ros recebem como se fosse a coisa mais normal do mundo: “Ah, vocês são os caras da mentira, legal”. Lie to Me é outra série tecnicamente impecável, desde sua instigante abertura até o momento em que comparam as expressões faciais e gestos dos mentirosos com a de pessoas famosas em situações semelhantes, denotando que tudo isso que vimos tem uma base científica e pode ser explicado (ao contrário de The Mentalist, por exemplo). Eu só acho uma pena ver todo esse potencial desperdiçado em tramas fracas (e o que o ótimo David Anders de Alias e Heroes estava fazendo numa ponta mínima?). Lie to Me não poderia ter começador deslizando assim, especialmente com uma montagem ineficiente, que bagunça a mente do espectador e impede sua identificação com as personagens que já não são tão carismáticas assim.
Veredicto LiGado em Série: Vale continuar a ver se você não tem mais nada para fazer no horário. Não chega a ser horrível como Mental, mas não é nenhuma obra-prima da TV.
A saga de Sookie Stackhouse e Bill Compton não acabou, é claro, já que a HBO não seria maluca de não renovar True Blood para mais uma temporada! Se você ainda não leu, acesse os nossos comentários sobre o final da 2ª temporada que foi simplesmente ARREBATADOR! Por isso, no meio de todo esse hype (merecido e justificado) em torno da série, o criador do melhor drama vampiresco já visto na telinha, Alan Ball (que por sinal é o criador da melhor série de todos os tempos, Six Feet Under) respondeu algumas questões dos fãs e do site TV Squad. Além de revelar alguns detalhes sobre a nova temporada, Ball demonstrou muita lucidez ao falar sobre sua criação e definitivamente provou porque ele está na “Categoria A” de showrunners atuais. A tradução foi gentilmente cedida pelo blog especializado em True Blood, o excelente 














Joss Whedon prometeu e cumpriu! Dollhouse, que já estava boa e seguindo um promissor ritmo, ficou excelente de uma hora pra outra com aquele encontro totalmente imprevisível entre Echo e Paul, logo no meio de uma “missão” da moça. Se estava faltando que o agente chegasse mais perto de descobrir evidências mais contundentes sobre a existência da tal Casa de Bonecos, agora não podemos mais reclamar. Da mesma forma que aconteceu com a personagem, tomei um imenso susto quando a dormente Caroline apareceu e fiquei totalmente sem imaginar como essa situação poderia ser desenvolvida daí pra frente. Foi aí que descobrimos que essa poderosa organização está mais infiltrada em tudo do que imaginamos, já que até mesmo a vizinha do policial é uma das “bonecas” da casa e programada para ficar de olho no agente. O que ficou claro neste episódio é que Paul está vivendo uma mentira imensa, sendo manipulado pela organização da forma que bem entendem, como se ele mesmo fosse um dos “ativos”. Já falei antes que Dollhouse pode não ser o melhor drama que você já viu, mas até agora ele continua sólido, entregando episódios concisos e interessantes. É claro que poderiam ter evitado aquela ceninha à lá Bionic Woman no restaurante chinês (de repente todo mundo desapareceu da cozinha?), e também a produção das entrevistas no início do episódio, que deu um tom bem amador à série. Mas no fim das contas isso não comprometeu muito este revelador episódio, que conseguiu deixar o espectador completamente ansioso pelo próximo!
90210 “2×01: To New Beginings!”: Eu não entendo. 90210 custou pra atingir sua “maioridade” ao longo da primeira temporada (tanto que ressaltei exatamente esta qualidade no
Melrose Place “1×01: Pilot”: Eu não conferi a Melrose Place original, por isso meus comentários serão estritamente focados neste novo remake da CW, sem realizar comparações. Confesso que eu comecei a assistir esta série com certo preconceito, já que é tendência do canal produzir enlatados para consumo imediato, mas acabei me surpreendendo com alguns pontos positivos desta atração, como o clima de mistério meio Twin Peaks já no início com o homicídio de Sydney, a proprietária do condomínio Melrose Place em Los Angeles. O destaque do elenco vai para o cineasta independente Jonah (o mais carismático) e os desafios para tentar um lugar ao sol de Hollywood. A série também tem um quê de Dirty Sexy Money onde cada um parece esconder um segredo sórdido, como a jovem estudante de medicina que se posta como “íntegra”, mas acaba se prostituindo para pagar as dívidas de seu curso já no final do primeiro episódio. Enfim, achei aquela montagem no final complicada, ainda mais que não estamos tão familiarizados com nomes e rostos. É, sem dúvida, uma alternativa mais “adulta” aos dramas teen que a CW andava produzindo (tipo Privileged e a própria 90210), mas ainda faltam subsídios para dar um veredicto sobre o sucesso ou não desta série.
Glee “1×02: Showmance”: Certamente Glee é uma série que vai dividir opiniões e não passará despercebida, seja por bem ou por mal. Eu mesmo, 

Todo ano a Academia de Artes e Ciências Televisivas de Hollywood promove não apenas uma, mas sim quatro cerimônias de premiação dos Emmy Awards. Temos o nosso velho conhecido o Primetime Emmy Awards, mas antes acontecem também o Daytime Entertainment Emmy Awards (que premia produções diurnas dos EUA), o L.A. Area Emmy Awards e o Creative Emmy Awards, onde são revelados os vencedores das categorias técnicas e que, por questões estratégicas, são entregues nesta cerimônia apartada e mais reservada ao pessoal de produção. De qualquer forma, esta é a chance de várias séries serem reconhecidas por seus méritos técnicos e muitas delas sequer estão concorrendo nas categorias da cerimônia mainstream. Eis então, após o jump, a lista das séries e programas que venceram as principais categorias dos Emmys técnicos este ano:
