2009 junho | LiGado em Série, com Bruno Carvalho
iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de junho, 2009

30/06/2009 - 00:01

LOST no AXN: O Incidente

Compartilhe: Twitter

Alerta: Matéria republicada a pedido dos espectadores que acompanham LOST pelo canal AXN. Contém spoilers sobre o final da 5ª temporada da série.
“O que aconteceu, aconteceu”; “estar morto é estar morto”; “o que está feito, está feito”; “a pedra branca representa a luz e a preta a escuridão”. Assim como Benjamin Linus, passamos muito tempo ouvindo falar de Jacob, recebendo listas com nomes e orientações sem jamais vê-lo. E é por conta de toda esta aura de mistério criada em torno desta entidade, me surpreendi horrores com a primeira cena do último episódio desta temporada de LOST, onde encontramos um ser simples, de carne e osso, trabalhando no seu tear aos poucos como se tivesse todo o tempo do mundo e, logo em seguida, pescando para alimentar-se enquanto avistava a chegada do Black Rock até a ilha. A partir daí, The Incident começou com seus inúmeros atos, fechando algumas histórias de forma definitiva e satisfatória e outras, nem tanto. Temos muito assunto a tratar, não é mesmo?

Jacob e Seu Antagonista: A enigmática conversa entre o nosso amigo de branco com a figura desconhecida de negro evidenciou que desde os primórdios da ilha aqueles seres passam a sua existência tentando provar que o outro está errado. Enquanto Jacob acredita que o ser-humano é capaz de mudar e que as inúmeras tentativas constituem o progresso, o “anti-Jacob” é mais fatalístico e afirma que o ciclo sempre terá o mesmo fim: “eles chegam, lutam, destroem e se corrompem”. E com a maior cordialidade do mundo, o “amigo” de Jacob afirma que um dia irá encontrar uma brecha no ciclo e irá matá-lo. Ora, o que o impede de pegar a peixeira e acabar com tudo ali mesmo? Obviamente estamos falando de algo muito maior que, por exemplo, a rixa entre Charled Widmore e Ben Linus. Especula-se que eles sejam uma representação bíblica de Jacó e Esaú: dois irmãos que possuem crenças distintas, sendo que um deles – o que acredita na bondade do homem – é favorecido por sua mãe. Seria a ilha o maior tabuleiro de gamão do mundo?

Jacob e os Sobreviventes do Vôo 815: Mais uma vez a “teoria do recrutamento” apareceu – uma das mais antigas da série e que afirma que os passageiros do vôo 815 não estão ali por acaso – só que agora tomando proporções ainda maiores (como, aliás, aconteceu em todo episódio): antes mesmo dos Outros aparentemente conspirarem para que aquelas pessoas estivessem a bordo do avião da Oceanic, Jacob prestou uma inusitada visita a vários deles, algumas delas em momentos que não foram de extrema importância para colocá-los na aeronave, mas que de certa forma colaboraram (em maior ou menor escala) para que eles um dia chegassem onde chegaram. Mais importante ainda foi perceber, como apontou o astuto Davi Garcia do blog Dude We Are Lost!, que Jacob fez questão de tocar em todos eles. Essa, parece clara, é a forma com que ele “leva” as pessoas até a ilha, na tentativa de provar a sua tese.

A Iniciativa Dharma: A presença da organização financiada por Alvar Hanso e idealizada pelos DeGroots seria o ápice da corrupção mencionada pelo algoz de Jacob? Me parece que sim. Aliás, a ciência avançada, os perigosos armamentos e todos aqueles recursos utilizados para explorar o local de forma nunca antes imaginada pelos Outros, acabaram tornando-os hostis, e no fim foram obrigados a viver sobre uma silente e interminável trégua para sobreviverem. A obstinação em extrair daquele abençoado local o máximo a ponto de tornar-se o “Thomas Edison” do magnetismo, fez com que Radzinski deixasse de lado a razão, comprometendo a segurança de seus companheiros. Nesse sentido, ponto para o “anti-Jacob”, que já antecipava este resultado sem precisar levar ninguém para lá.

O Grupo de Ilana: De todas as “partes” que chegaram na ilha, o grupo liderado por Ilana (mais “bonzinhos”), e que recebeu pouco destaque nesta temporada, até agora é o que parece mais sensato e ciente do que está acontecendo naquele local, já que a moça recebeu do próprio Jacob um pedido de ajuda. Foram eles, também, que trouxeram os novos questionamentos da série, ao introduzirem conceitos como um possível “candidato”, pois Frank Lapidus não é um dos que sabe a resposta da pergunta “o que descansa na sobra da estátua?”. A resposta disso, como veríamos mais à frente, é “aquele que salvará a todos”, em latim. E por falar em mistérios, aquela cena na cabana foi bastante curiosa, considerando o que já vimos. Afinal, aquela seria uma espécie de “prisão”?

Reencarnação? Esta era a palavra que estava escrita na forma de anagrama na van que transportava o caixão com Locke por Los Angeles até ele retornar à ilha. Mas ninguém reencarnou no corpo de Locke, pois vimos ele morto na caixa trazida por Ilana para provar que o ser que anda por aí vestido como o velho jamais pode ser ele, o que nos remete à tal brecha que o “anti-Jacob” conseguiu. “Você não tem ideia do que eu passei para chegar até aqui”, disse. Locke já era e apenas a sua forma fora assumida, assim como aparentemente aconteceu com Christian Sheppard. Estar morto é estar morto. Ninguém ressuscitou ou reencarnou. Na minha opinião, primeiro o “anti-Jacob” se apoderou da forma do pai de Jack para fazer com que Locke saísse da ilha e voltasse morto, como de fato aconteceu (lembram-se da cena na roda?). Do lado de fora, o sujeito ainda teve a ajuda da mãe de Faraday, que da mesma forma conspirou para que os Oceanic 6 voltassem para desencadear todos os eventos que levaram ao homicídio do “bom filho da ilha”.

Benjamin Linus: Quem diria que o mestre da manipulação seria manipulado de forma tão caprichadamente maquiavélica? Todos naquela ilha são peças de gamão no grande jogo conduzido por não apenas um, mas dois homens por trás da cortina. O “novo Locke” soube usar muito bem o fato de Linus ter sido o mandatário desprezado de Jacob desde que foi “convertido” no templo. Ele mentiu, matou e se sacrificou muito pela ilha a troco de quê? Não sabemos. Quem garante que ter contato constante com Jacob é algo “bom”? Assim como muitos ali, o desespero de fazer com que sua existência tenha um significado maior do que realmente é acaba levando as pessoas a tomarem medidas extremas, deixando a razão subverter-se à emoção e à inevitabilidade do destino em vez do pragmatismo e do livre arbítrio. E outra, quem garante também que as ordens estavam vindo mesmo de Jacob e nao da outra entidade? Poderia o “outro” estar se passando por Jacob e este estivesse preso na cabana? Lembram quando uma voz pediu ajuda na cabana?

O Quadrilátero Amoroso e o Incidente: Da mesma forma, quem garante que ao levar a ogiva Jughead para o local da Cisne, Jack não estaria provocando exatamente o incidente que fora por todos antecipado, conforme bem apontou Miles? Se o que aconteceu, aconteceu e o destino tem uma forma de corrigir tudo, não seria Jack um mero condutor? Com isso retorno à segunda temporada, quando os então desconhecidos Outros apresentaram a tal lista de Jacob que continha exatamente os nomes de algumas das pessoas que estariam diretamente envolvidas na consecução do evento: Jack, Sawyer e Kate, que na ilha Hydra iniciariam o quadrilátero amoroso com Juliet. Apesar destas cenas que antecederam o incidente terem sido o ponto fraco do episódio, a presença daqueles quatro ali foi fundamental para que o resultado final fosse atingido. O fim, então, justificou os meios.

Este, certamente não foi o episódio que todos nós esperávamos. Algumas surpresas foram muito boas, indiscutivelmente, mas outros fatos apresentados necessariamente levaram à série para um caminho mais etéreo e menos empírico. Contudo, LOST esteve mais fiel à sua premissa neste final de temporada do que em todos os outros. Todas as temporadas acabaram da mesma forma, nos deixando completamente perdidos. O problema é que o final da 3ª temporada introduziu o inédito conceito dos flash fowards e desde então sempre esperamos algo bombástico do tipo. The Incident foi lotado de repetições poéticas, desde o movimento de câmera que revelou o corpo sem vida de Locke (bem lembrado por Pablo Villaça), passando pelas varias vezes em que a velha Kombi Dharma salvou o dia, até o início do incidente que imediatamente remeteu ao mesmo acontecimento na escotilha Cisne já construída, três décadas mais tarde.

As cenas na sombra da estátua revelaram boa parte do tom que a série adotará a partir de agora até o seu final, com a indicação da tão falada “guerra” que está por vir. Afinal, quem está chegando? Quem são os bonzinhos? O final em branco (literalmente) foi desesperador e, por isso, não deverá agradar a maioria. Na hora que acabou eu simplesmente detestei, mas só na hora. E aí? Eles foram para o futuro? Morreram como Alpert falou? Será que tudo será anulado assim como Faraday previu e os sobreviventes do vôo 815 acordarão em plena aeronave no aeroporto de Los Angeles como se tudo não tivesse passado de um sonho? A 5ª temporada contou uma história completa, enriqueceu ainda mais esta primorosa trama e definitivamente pôs fim à viagem no tempo. Só não sabemos como e vai demorar muito tempo para retornarmos e descobrirmos o que vai acontecer. Este foi o único e grande problema de The Incident. Um clarão que vai demorar pra se apagar.

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar FullStar Full
Comentários dos episódios “5×16: The Incident (Part 1)” e 5×17: The Incident (Part 2)” . Matéria originalmente publicada em 18/05/2009.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
29/06/2009 - 00:27

True Blood: E a Festa Continua…

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Como eu disse na semana passada, há uma trama latente e interessantíssima nesta temporada de True Blood, que será o desenrolar da rivalidade entre a Sociedade do Sol e a Aliança dos Vampiros: duas organizações políticas, fundamentalistas (especialmente a primeira que também é religiosa) e muito bem estruturadas. Infelizmente este segundo episódio só deixou o gostinho (de sangue?) na boca, porque muita coisa ficou só na promessa. O cerne deste arco parece ser a iminente e intrigante batalha entre Lafayette, breve vampiro, e o “lobotomizado” Jason Stackhouse que está cada vez mais íntimo dos dirigentes da tal sociedade iluminada. Aliás, é certo que rolou um clima entre o bonitão e a loirinha gospel esposa do pastor e essa vai ser outra situação deveras promissora. Keep This Party Going ainda alfinetou grupos religiosos com aquela espécie de Hillary Duff evangélica, com uma música de louvor e fortíssimo apelo sexual (a letra é impagável!).

Em contrapartida, os acontecimentos no “núcleo” Merlotte’s continuaram aborrecidos, principalmente porque os objetivos da obscura MaryAnn não são revelados, inclusive o seu esquisito poder de “influenciar” as pessoas depois de acabar com o estoque de comida do bar. O que essa moça quer, afinal? Qual é o propósito dela na trama? Enquanto isso ficar indefinido torna difícil para o espectador investir nesta história. Agora, nem sei o que dizer direito sobre a bobinha storyline de Bill e Sookie, que definitivamente entraram para o elenco de apoio. Tudo bem que vai ter aquele caso do tal desaparecimento do vampiro chamado Godric, mas não coloco muita fé nisso. Um dos problemas de se estabelecer um casal desde o piloto é que as intriguinhas, brigas e confusões soam previsíveis como foi o caso do entrave da vampira teen com seus pais que acabou criando aquele cliffhanger insosso. Mesmo com este “meio-filler“, pelo que vimos até agora a temporada vai ser das boas e não deve deixar nada à desejar ao ano de estreia de True Blood. Preparem os anéis de prata!

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “2×02: Keep This Party Going” exibido em 21/06/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
26/06/2009 - 00:01

Michael Jackson em Série dos Anos 70

Compartilhe: Twitter

Desde pequeno o grupo Jackson Five liderado por Michael Jackson brilhava nos palcos do The Ed Sullivan Show nas noites dominicais da CBS com performances e coreografias impecáveis. Mais tarde, já em carreira solo, o rei do pop foi um dos primeiros a investir pesado em um formato até então pouco considerado pelo mercado fonográfico: o vídeoclipe. De fato, antes mesmo da invasão de profissionais do cinema na TV como vemos hoje, Michael já buscava para os seus vídeos grandes diretores da telona como John Landis (Lobisomem Americano em Londres), Martin Scorsese (Taxi Driver), John Singleton (Os Donos da Rua) em produções com orçamentos inimagináveis para a época. Além disso, graças a uma parceria com a Pepsi, o astro recebeu fundos ilimitados para contar suas histórias em verdadeiros curtas musicais que eram antecipadíssimos, como foi o caso do clipe de Black or White, que teve estreia mundial (lembro até hoje de Glória Maria anunciando no Fantástico). Ele também fez diversas aparições memoráveis na TV: na festa de 25 anos da gravadora Motown cantando e dançando Billie Jean (1983); na campanha USA for Africa com o single We Are the World (1985); no intervalo do Super Bowl com a mega apresentação de Heal the Word (1993) e depois em infames momentos como o do documentário de Martin Bashir, Living With Michael Jackson, e no infeliz caso do bebê na sacada, ambos na década de 2000. O que poucos sabem é que Michael Jackson já foi protagonista de uma série de TV. Todos os principais fatos sociais eram e são traduzidos nas produções serializadas que nós tanto gostamos: do estabelecimento do american way of life até a recente ameaça terrorista, moda, comportamento, política e música viram premissas centrais. Isso não foi diferente com o estrondoso sucesso que os Jackson Five tiveram na década de 70, tanto que o canal ABC produziu um desenho com que mesclava aventuras fictícias da banda com fatos reais e clipes. Confira um trecho do pouco conhecido The Jackson 5ive:

The Jackson 5ive foi originalmente exibida entre 1971 e 1973 nos sábados de manhã nos EUA e depois reprisada uma década mais tarde, em 1985, no auge da carreira do cantor. Por questões de conflito de agenda (o desenho era produzido em um estúdio londrino), as vozes dos integrantes do grupo não eram utilizadas – tão somente as músicas. De qualquer forma, fica aqui registrado que além de cantor, dançarino, protagonista de cinema, Michael Jackson também teve sua própria série de TV. Perdemos um dos maiores entertainers da História. Confira vários vídeos do programa no YouTube e relembre (ou conheça) os sucessos que marcaram gerações.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Notícias Tags: ,
25/06/2009 - 08:01

Pergunte ao Editor!

Compartilhe: Twitter

Há um bom tempo não temos um LiGado em Série Responde, não e mesmo? Por isso vamos começar bem o dia então com mais um Pergunte ao Editor! Se você tem alguma dúvida sobre séries, programação brasileira ou americana, estreias, fall season, mid season, casting, renovações, cancelamentos etc, deixe sua pergunta aqui embaixo nos comentários que eu pesquisarei e postarei as respostas em breve! Ah, não se esqueça de deixar o seu nome, e-mail e cidade! Somente os questionamentos envolvendo o lançamento de DVDs não posso prometer solução, porque na maioria das vezes as distribuidoras nunca retornam a tempo. De qualquer forma sua pergunta pode aparecer no próximo LiGado em Série Responde! Tentarei atender todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LiGado em Série Responde Tags: , ,
24/06/2009 - 08:01

Flash Forward: O Novo LOST à Vista?

Compartilhe: Twitter

Há alguns anos o canal ABC americano vem tentando (ainda sem sucesso) repetir o sucesso estrondoso de LOST. Aliás, vários canais tentam este feito e muitos estão considerando que Flash Forward vai conseguir. Se depender da premissa, o novo drama estrelado por Joseph Fiennes e criado por Bannon Braga e David Goyer (Treshold) já tem a minha atenção: em um dia normal, durante 2 minutos e 17 segundos, todos os habitantes da terra desmaiam e enxergam o que parecem ser flashes de seis meses no futuro. Além disso, a série promete estrear com uma primeira temporada já inteiramente planejada, com enfoque não apenas nas causas científicas do tal fenômeno, mas também em diversas questões psicológicas, éticas e morais. Confira abaixo o trailer legendado de Flash Forward, que chegará na TV americana no dia 24 de Setembro deste ano:

E aí, o que você viu?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fall Season, FlashForward Tags: , , , ,
23/06/2009 - 11:01

Season Pass: Chuck, 2ª Temporada

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Sim, eu fui injusto com Chuck ao cancelar a cobertura da temporada após o aborrecido episódio 3D. Fato é que a série começou seu segundo ano com um ritmo admirável, mas rendeu-se, ainda que momentaneamente, à episódios com tramas vazias e que deixavam muito pouco a repercutir. Felizmente a segunda metade da temporada, notadamente após o episódio “Chuck Versus the Suburbs” que iniciou o desenvolvimento da trama entre Chuck e Sarah e o estabelecimento definitivo da organização Fulcrum como o grande desafio dos agentes, a série voltou a brilhar. Eles seguiram em uma crescente, não apenas explorando muito bem o universo geek/cool criado por Josh Schwartz e as constantes referências aos anos 80, como também entrando em um único arco narrativo até o final. Excelentes episódios como “Chuck Versus the Best Friend” e “Chuck Versus the Broken Heart” confirmaram o amadurecimento da narrativa, embora reiteradamente o núcleo Buy More tenha ficado em segundo ou às vezes em terceiro plano. Além disso, à medida que a trama central se desenvolvia, tornou-se inevitável o esmaecimento do pessoal da loja, que muitas vezes ficou envolvido em storylines bobinhas e dispensáveis, comprometendo (às vezes) o andamento da temporada. Ainda assim, Chuck terminou com um saldo muito positivo e seus episódios finais beiraram o sublime, ainda mais após a incrível participação de Chevy Chase  no papel de vilão e sua rivalidade com Steve Bartowski – o verdadeiro criador do Intersect.  Espetáculo à parte foi aquele final de temporada à la Matrix, que tornou imprescindível a necessidade de uma continuação. É curioso que a comédia de ação não apenas cresceu como conseguiu se reinventar completamente com apenas aquela última cena em que o novo Intersect elevou o atrapalhado protagonista à posição de um herói que jamais imaginaríamos ver. De despretensiosa e apenas divertidinha, Chuck saltou para o status de “must see” da TV, merecendo continuar por várias temporadas. A 3ª temporada de Chuck está prevista para retornar no início de 2010 pela NBC americana.

Cotação Bruno Carvalho:
Chuck, 2ª temporada exibida em 2008/2009 na NBC americana e atualmente em exibição pela Warner Channel no Brasil.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Chuck, Season Pass Tags: , , , , ,
22/06/2009 - 00:01

True Blood: Nada Além do Sangue

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Em vez de esgotar completamente sua narrativa, como é comum em várias séries da TV paga americana, True Blood simplesmente continuou adicionando mistérios elementos à sua rica mistura ainda no final da primeira temporada com a chegada da personagem MaryAnn, as revelações sobre a natureza de Sam e com o encargo que Bill tem de criar uma nova vampira. Isso é coerente com a estrutura do animalesco drama criado por Alan Ball, já que um novo episódio sempre procede o anterior justo do ponto em que este encerrou. Assim, não foi com surpresa, mas com grande satisfação, que a 2ª temporada se iniciou exatamente com o cliffhanger da pessoa morta no carro do xerife, deixando claro que os acontecimentos bizarros que assolam Bon Temps não vão parar tão cedo. Logo de cara este primeiro encontro de 2009 confirmou o que metade do ano anterior deixou transparecer: embora Sookie e Bill sejam os protagonistas (inclusive das tórridas cenas de sexo), são as histórias de Tara, Jason e Lafayette as mais promissoras. O mistério da vez é a morte da Sra. Janette em circunstâncias pra lá de sinistras, embora seja cedo pra apontar algum suspeito. Acho precoce dizer que MaryAnn deva ter algo a ver com aquilo somente pela forma que ela conversou com a mãe de Tara.

coment1070

Desenvolvendo-se de forma paralela, está o destino de Lafayette que foi parar na masmorra do vampiro do Fangtasia (com direito ao selo “momento gore total ” do episódio), mas o foco ficou mesmo com o passado de Sam e suas peripécias de shapeshifter e a promissora jornada do convertido Jason na tal Sociedade da Luz – uma igreja fundamentalista que veementemente condena o “vampirismo” e a inevitável guerra política com a Aliança Americana dos Vampiros. Pelo que vimos naquele rápido debate televisivo, esta já existente rivalidade deve sair do pano de fundo para assumir um grande papel nesta temporada – o mesmo que a série já vinha preparando desde o início. O retorno de True Blood colocou na mesa todas as cartas que indicam que esta será uma temporada ainda mais interessante e intensa do que a primeira, só que sem virá-las ainda. O roteiro continua dosando muito bem as histórias, que por enquanto parecem distantes e isoladas, mas sabemos que isso vai ficar só na aparência. Alan Ball já provou a que veio com esta série e ele tem crédito demais na praça agora para sequer duvidarmos disso. Estamos embarcados em um trem que não parou um só instante e que agora desembarca num território desconhecido, inquieto e viciante. Eu já estou com a minha passagem!

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio “2×01: Nothing But the Blood” exibido em 14/06/2009 na HBO americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , ,
21/06/2009 - 02:54

Blair de Gossip Girl é Flagrada na Vida Real!

Compartilhe: Twitter

E não se trata de qualquer flagra! A atriz Leighton Meester que interpreta a personagem Blair Waldorf em Gossip Girl é a estrela de mais um vídeo de sexo protagonizado com um ex-namorado, que já está dando o que falar. Uma empresa estava esta semana em negociações com o possuidor do infame vídeo caseiro, conforme reportou o TMZ, e agora o conteúdo completo está supostamente sendo comercializado na rede! Nos EUA, por algum motivo legal (e absurdo), é lícita a comercialização de materiais do tipo, mesmo que sem autorização dos “realizadores”, como aconteceu com a já famosa fita de Pamela Anderson com Tommy Lee e que foi um dos vídeos eróticos mais vendidos dos EUA. Não se sabe como obtiveram acesso ao conteúdo, mas é fato que as imagens divulgadas para os interessados são mesmo da atriz e a grande polêmica é uma curiosa cena em que ela “atua” (digamos) utilizando os pés para “animar” (digamos) o rapaz! Por essa nem a própria blogueira Gossip Girl esperava!

A quem estiver interessado, siga nosso Twitter para acesso ao site que diz estar em posse do vídeo! Para ver as fotos acima sem censura, acesse o link! XOXO? XXX!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Gossip Girl, Notícias Tags: , , ,
19/06/2009 - 10:37

FOX Estreia Canal On Demand na Internet

Compartilhe: Twitter

Enfim uma notícia boa para os fãs de séries brasileiros! A FOX International Channels apresentou esta semana a sua TV online com conteúdo on demand chamada Mundo FOX. Embora não seja uma inovação tecnológica, o portal de entretenimento online próprio de uma emissora é novidade no Brasil, já que os grandes sites estrangeiros como o Hulu.com não permitem acesso fora dos EUA. Com o Mundo FOX qualquer usuário da internet poderá assistir gratuitamente e a qualquer momento várias produções dos canais do grupo (FOX, FX, Speed e NatGeo). Os destaques, claro, estão com as séries 24, Prison Break, American Dad, Family Guy, Burn Notice, My name is Earl, Life on Mars, dentre outras, e o melhor é que o conteúdo não está dublado! Eu conferi o streaming e a qualidade de áudio e vídeo é muito boa, apesar de não estar em alta definição. Segundo o executivo de operações da FOX, o serviço ainda permite ao usuário várias funções: desde incorporar o conteúdo em redes sociais até adaptar o fundo da tela, equilibrando a luz e e proporcionando uma melhor experiência ao assistir os vídeos. Além disto, o sistema adapta o vídeo automaticamente conforme a velocidade de conexão do usuário. A iniciativa é muito positiva e, embora esteja longe de derrubar o download não permitido de séries, mostra que o grupo está antenado na tendência do mercado. Seria bom, contudo, que o gap de exibição com os EUA fosse diminuído, pois é completamente inadmissível o público nacional ter que esperar tanto para ver a temporada da série que gosta com a velocidade de transmissão das informações. Ah, embora esta não seja a situação ideal para os olhos da ABTA (a Associação Brasileira das Empresas de TV a Cabo), o site somente exibe reprises das produções e o material inédito deve continuar a ser exibido primeiro na TV. De qualquer forma, vale a pena conferir.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Notícias Tags: , , ,
18/06/2009 - 00:34

LiGado em Série no Podcast ‘Dude News’!

Compartilhe: Twitter

coment1067 O pessoal do blog Dude News me convidou esta semana para participar do podcast especial que é ancorado pelos especialistas em LOST Davi Garcia e Juliana Ramanzini! Durante mais de uma hora discutimos e comentamos a concorrida temporada 2008/2009 das séries de TV: de top 5 às maiores surpresas e decepções, passando pelos melhores e piores finais de temporada, falamos de praticamente todas as séries (comédias e dramas) junto com o colega Michel Arouca do blog Série Maníacos. Apesar da gripe que eu estava, foi uma honra participar e o papo fluiu muito bem via Skype. Quem sabe também começamos um podcast por aqui, hein? Bom, mas por enquanto fique com o programa que gravamos que você pode baixar o arquivo em formato mp3 aqui (58 MB) (Alerta: o áudio contém spoilers das séries que se encerraram na temporada). Ah, e depois de escutar deixe o seu comentário! Concordou com as opiniões dos colegas? Discordou? Deixe as suas listas de melhores séries da temporada, surpresas e decepções!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: , ,
17/06/2009 - 10:41

Season Pass: 90210, 1ª Temporada

Compartilhe: Twitter

Eu interrompi a cobertura de 90210 no 5º episódio deste ano de estreia, porque a série que começou muito bem abraçou a pieguice e a artificialidade em seu roteiro, deixando pouco a se comentar ao final de cada capítulo. Mas eu prometi que assistiria tudo para dar um veredicto completo e o que pensei que seria uma tarefa árdua acabou revelando uma agradável surpresa. Apesar de estar muito longe de ser uma obra-prima da televisão, 90210 superou suas limitações a partir da segunda metade da temporada trazendo um texto mais denso e coerente, menos hipócrita e até interessante. Dando lugar aos típicos conflitos adolescentes já explorados exaustivamente em outras produções do gênero, o drama abordou com muita eficiência a doença do transtorno bipolar do humor através da personagem Silver, numa trama muito bem construída ao longo de um intenso arco episódico e que pra mim foi o highlight da temporada, com direito a um ótimo cliffhanger. Drogas e gravidez na adolescência, temas não tão originais assim, também foram retratados no relacionamento entre Adrianna e Navid, mas com um enfoque diferenciado. Curiosamente o ponto mais fraco de 90210 nem foi o elenco inexperiente (algo até comum em séries teens hoje em dia – à exceção de Friday Night Lights), mas sim a insistência em trazerem de volta os integrantes da série original que sempre apareciam destacados e de forma nada sutil, apenas pra constar. Seria muito mais interessante se a tal Donna (pois é, nunca assisti a original), Brenda e Brandom não fossem nem mencionados, porque ficou patético e nada orgânico, como se fosse uma obrigação. Ah, sim, igualmente insossa é a família de “protagonistas” que foram se tornando coadjuvantes até a reta final, já que o foco estava constantemente em Naomi, Silver e Adrianna. 90210 foi uma surpresa por não ter sido a bomba que eu imaginava que seria e a série cumpriu aquilo que prometeu, apesar de dificilmente vir a ser um “must see” da nossa TV. Dá pra passar o tempo e às vezes só isso basta.

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar Full
90210, 1ª temporada exibida em 2008/2009 na CW americana e Sony Entertainment Television.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 90210, Season Pass Tags: , , , ,
16/06/2009 - 00:01

Season Pass: The Mentalist, 1ª Temporada

Compartilhe: Twitter

Quando eu escrevi sobre o segundo episódio de The Mentalist logo antes de interromper a cobertura semanal da série, afirmei que a estrutura engessada que o drama possuía (e que a maioria dos procedimentais seguem) eventualmente iria cansar, pois raramente um episódio trazia algo de novo para a trama global. Depois de conferir toda a temporada para este Season Pass, constatei que minha impressão inicial estava certa. Apesar de ter como cerne o mentalismo, interessante técnica que mistura artes cênicas com hipnose, lógica e inferência, além de um peculiar protagonista – o misterioso Patrick Jane – a série falhou consecutivamente em explorar bem o seu universo, apresentando capítulos quase sempre rasos e muito pouco inspirados. Fato é que se não fosse pela imponente persona do competente ator Simon Baker, duvido muito que The Mentalist teria virado o sucesso que virou. Fora isso, temos um elenco coadjuvante que é um dos piores que eu já vi em uma série, notadamente pela presença da sempre unidimensional e fraca Robin Tunney (de Prison Break) e das outras figuras insossas que nem merecem destaque.

Mas o que mais compromete esta produção, ao meu ver, é a incapacidade que o criador e roteirista Bruno Heller teve de explicar a metodologia por trás dos métodos investigativos de Jane, denotando que grande parte da resolução dos casos não passa apenas de meros “chutes” do praticante de mentalismo e consultor do tal CBI (o FBI do estado da Califórnia). Ora, até mesmo o reality-show do ilusionista Criss Angel, que nem roteirizado (direito) é, consegue aprofundar melhor no mentalismo do que este drama policial. Outro grande problema da série são as locações mal escolhidas que dá a reiterada sensação de estarmos assistindo a uma produção de baixíssimo orçamento. É claro que existem alguns elementos positivos, como é o caso da busca de Jane pelo assassino serial Red John, que matou toda sua família. Infelizmente essa storyline não foi sempre abordada e em vez da série crescer, a maior parte de seus episódios é desperdiçada com casos isolados, desinteressantes e muitas vezes óbvios. Cansei de descobrir quem era o assassino, pois quase sempre a própria série fazia questão de dar clarividentes close na cara do culpado logos nas cenas iniciais. Desse jeito qualquer um vira um “mentalista”. Por enquanto os truques de Criss Angel entretêm mais.

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
The Mentalist, 1ª temporada exibida em 2008/2009 na CBS americana e Warner Channel.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Season Pass, The Mentalist Tags: , , , ,
15/06/2009 - 00:01

Prison Break: O Fim

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Existe uma razão porque demorei para escrever sobre o final de Prison Break: como um fã saudosista das primeiras temporadas, foi muito difícil ter que me despedir de Scofield e companhia, tendo que reconhecer os erros que a série cometeu. É claro que por ser uma produção com um roteiro imediatista e aberto, os roteiristas precisavam sempre passar batido em certos pontos para que a história se desenvolvesse. Neste ponto eu até concordo com as diversas “omissões” (vamos colocar assim) ao longo dos anos, pois tudo foi feito em prol da diversão e isso era inegável que Prison Break sempre proporcionava. A 3ª temporada veio seguida da greve, colocando o drama em uma delicada situação que precisava de qualquer jeito ser resolvida neste derradeiro ano, por bem ou por mal. Isso não quer dizer, contudo, que os episódios finais foram ruins.

Em Rate of Exchange a narrativa focou no resgate de Sarah e Lincoln, que contou ainda com as usuais reviravoltas e traições, mas mostrando uma Companhia já enfraquecida pelos últimos acontecimentos. Isso foi positivo, já que soaria muito forçado caso a organização fosse desmantelada de uma vez nos instantes finais. Sinal que o roteiro evoluiu e ficou mais equilibrado, mas às custas de um episódio menos impactante e tenso do que o de costume. Felizmente Killing Your Number conseguiu não apenas reverter essa situação, como deu um desfecho satisfatório para inúmeras personagens (incluindo alguns rostos antigos como Sucre, C-Note e até mesmo Kellerman, que não havia morrido como eu suspeitei na época) antes de revelar o que o destino reservou para nossos heróis principais.

O ato final se iniciou com a morte da mãe de Scofield pelas mãos de Sarah e trouxe, enfim, a redenção dos irmãos e a exposição da tal “verdade”, cuja busca custou um incrível número de mortes e sacrifícios. Mas foi o final de tudo que mereceu destaque pela coragem dos showrunners em encerrarem com Scofield morto, trazendo coerência à história depois de muitos anos de pequenas e grandes inconstâncias. A montagem que fizeram, com flashes tristes e alegres misturados, foi tocante e colocou um ponto final e definitivo na saga de forma verdadeiramente satisfatória. Pra mim (e para o canal FOX americano) a série se encerrou aí e desta forma, sem considerar o telefilme que foi produzido e lançado direto em DVD. Teria sido muito melhor deixar a causa mortis de Scofield intocada para nós preenchermos as lacunas sozinhos, já que toda aquela trama sobre a prisão de Sarah foi desnecessária.

Prison Break foi um bom drama de ação. Está longe de ser o melhor que já vimos, mas igualmente distante de ser o pior. O importante é que apesar de tudo eles entregaram o que prometeram, às vezes decepcionando, claro, mas na maioria acertando e surpreendendo a cada “break“.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódios exibidos em 15/05/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Prison Break Tags: , , ,
12/06/2009 - 06:01

The Big Bang Theory: O Ártico é dos Nerds!

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Irreprovável. Essa palavra resume muito bem a 2ª temporada de The Big Bang Theory, uma comédia que começou quieta, cresceu muito em seu ano de estreia e se manteve em uma constante alta desde então. O sucesso da série é a inevitável consequência da perfeita combinação de um texto caprichado e inteligente com atores competentes. Eu já até mencionei isso antes, mas fato é que apenas um suspiro de Sheldon é capaz de fazer uma plateia inteira rir de tão bem composto é a personagem, como aconteceu no início deste finale. O episódio (que poderia ter sido duplo) focou-se na mudança dos geeks para um projeto de campo no pólo norte por três meses, incluindo uma série de testes e preparativos dos peculiares cientistas que envolveu até uma hilariante visita à geladeira da lanchonete de Penny. Muito bom também que o capítulo balanceou o foco que geralmente fica em Sheldon trazendo à tona a latente química amorosa entre a vizinha loira e Leonard – algo que precisa ser a main plot da próxima temporada. Mas o mais incrível do singelo final pra mim foi ver que mesmo tendo eles mudado completamente de abientação, de Los Angeles para o Ártico, a complexa e divertida dinâmica desse peculiar grupo se manteve, tendo sido apenas “adaptada”. Tudo ficou muito coeso, seja com Howard e seu impecável timing para tudo que é inapropriado (ele mexendo com o arpão no acampamento) ou com Sheldon e sua irritante sistemática com tudo, especialmente com a forma que sua comida tem que ser preparada. The Big Bang Theory definitivamente provou porque merece ficar no ar e tomara que seus vários méritos comecem a ser reconhecidos na próxima temporada de premiações. Será que Jim Parsons sai com um Emmy este ano? Eu gostaria de ver isso acontecendo.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/05/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Big Bang Theory Tags: , ,
11/06/2009 - 01:41

Primeiras Impressões: Glee

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
A ocorrência e recorrência de certos fenômenos culturais em Hollywood é interessante. De repente, uma série musical é tida por muitos como a mais promissora estreia da próxima temporada, indo na onda dos sucessos High School Musical, Hanna Montana, Camp Rock e cia. Glee, ao meu ver, é apenas isso: uma tentativa de transportar para o mundo “adulto” as produções pré-adolescentes que abocanham milhões na TV e no cinema. Uma tentativa falha, diga-se de passagem, pois o foco é num público (pelo menos em tese) mais maduro. A premissa é bem simplória e mostra a obstinação de um professor colegial em colocar na marra um grupo de jovens esquisitinhos num grande campeonato de musicais intercolegial. As personagens são rasas, estigmatizadas e absolutamente tudo soa clichê e previsível, desde a parte do “casting”, passando pelo momento em que o futuro do projeto é questionado, até a hora em que o professor desistente volta batendo palmas num auditório vazio após ver sem querer o que seus pupilos criaram (como bem lembrou a Claudinha). Estrutura básica de qualquer história estilinho “volta por cima”, mas com muito pouca inventividade. Glee poderia muito bem se passar como um filme da Sessão da Tarde que você assiste com o canto do olho enquanto toma uma lanche. É despretensiosa, sim, mas aborrecida em diversos momentos. Aliás, é muito aborrecida e o que faz desta série não ser um fracasso total são os seus números musicais que acabam empolgando esporadicamente, pois relembram clássicos da década de 80 e que certamente agradarão o público que cresceu nesta época. O problema é que se você tirar as músicas sobra uma comédia rala e se deixarmos apenas as apresentações, se torna cansativa. Assim, não vejo como isso pode durar mais que seis episódios se o ritmo continuar como o desse piloto que foi exibido em forma de “tease” pela TV americana. Mais uma vez parafraseando o Legendado, se esta é considerada a maior aposta da próxima temporada, estamos seriamente perdidos.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/05/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Fall Season, Glee, Primeiras Impressões Tags: , ,
10/06/2009 - 00:01

Concurso Cultural: Indicados do Emmy – Comédia!

Compartilhe: Twitter

Vocês já sabem que Emmy Awards 2009 vai ser mais divertido no LiGado em Série, ainda mais agora que acabamos de completar 1.500.000 leitores únicos e mais de 3.000.000 de pageviews! Se você já mandou os seus palpites para os cinco dramas, soltaremos mais um prêmio para o  o primeiro que acertar os nomes de 5 (cinco) das 6 (seis) séries cômicas que forem indicadas ao Emmy Awards 2009! O prêmio desta vez será um kit com box de DVDs da 3ª temporada de House e um brinde exclusivo do Universal Channel! Mas atenção: para ser contemplado, além de mandar a primeira resposta correta nos comentários abaixo, o leitor deverá ser seguidor do Twitter do LiGado em Série! Então pense bem, recapitule as últimas temporadas das melhores comédias em exibição e dê seu palpite! Mande apenas apenas 1 (um) comentário com seu nome, e-mail e o endereço de seu perfil no Twitter nos campos indicados (não tem perfil no Twitter? crie um!). O resultado sai no dia 16 de Julho após o anúncio oficial dos indicados, que será realizado pela atriz Chandra Wilson (Grey’s Anatomy) e pelo ator Jim Parsons (The Big Bang Theory)!

Regras e Condições Gerais: (i) Serão indicadas 6 (seis) séries cômicas ao Emmy, mas valerá a primeira resposta do participante que acertar no mínimo 5 (cinco) séries, independente da ordem. (ii) Esta ação não se caracteriza como sorteio, sendo classificada como concurso cultural artístico e recreativo, dispensado de autorização da Caixa/MF, conforme o art. 3º, II Lei 5.768/71. (iv) Participantes que enviarem mais de 1 (um) comentário serão imediatamente desclassificados. (v) As regras podem sofrer modificações a qualquer momento, para adaptar a brincadeira ao seu objetivo cultural e recreativo.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Emmy, Notícias Tags: , ,
09/06/2009 - 09:45

The Office: Família Reunida

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
The Office nunca foi uma série com episódios finais mega ultra elaborados, mas sempre mantiveram o nível da temporada. Company Picnic, que encerrou mais um excelente ano da série, não fez diferente ao trazer um episódio simpático, divertido e coerente. Foi bom, aliás, ver o pessoal da filial Scranton mais unido pra variar, sem as constantes intrigas e confusões que armam uns com os outros. Dessa vez, a ação principal ficou em um jogo de vôlei contra a matriz (vestida de preto) e até Jim e Dwight cooperaram. Outra boa surpresa foi a volta de Holly, mostrando que ela realmente é o par ideal de Michael Scott, e é uma pena que esta subtrama não foi melhor desenvolvida ao longo da temporada. O casal em potencial ficou com um final em aberto, mas não antes de apresentar a tal peça sobre a história da Dunder Mufflin seguindo a estrutura do filme Quem Quer Ser um Milionário. Foi uma das cenas mais divertidas da série, ainda mais pelo que eles aprontaram com a informação privilegiada de mais uma filial que se fechará! Hoje eu torço mais por esse casal do que por Jim e Pam e talvez por isso a grande revelação do final não causou o impacto desejado, porque já faz algum tempo que os dois não são mais tão geniais. Aliás, parece até que os dois funcionam melhor separados e com aquela constante tensão emocional entre eles. Independente disso, The Office é uma comédia sempre eficiente e promissora exatamente porque cada episódio conta uma história única, além de estar repleta de talentos cômicos. Poxa, basta constatar que a original teve apenas duas temporadas e nós já vamos para o 6º ano praticamente sem nenhum sinal de desgaste. Ricky Gervais criou uma excelente série que tem um universo próprio e repleto de possibilidades. Quero muito ver a equipe toda subindo no palco do Emmy esse ano. 30 Rock é excelente, mas três em seguida é demais, não?

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 15/05/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): The Office Tags: , , ,
08/06/2009 - 00:01

30 Rock: Tudo Por Um Rim!

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Várias sitcoms tentam trazer convidados especiais, mas nem sempre isso é possível. 30 Rock, contudo, quebrou essa barreira e hoje atores, atrizes e cantores fazem fila para participar da comédia. Embora não conte com uma storyline constante e interligada, é a corrente de pequenos arcos episódicos que mais uma vez fez com que esta temporada não deixasse nada a desejar perante as anteriores, muitas vezes até superando-as. Esse ano, inclusive, acho que eles foram além, pois comecei a gostar muito mais das personagens Jenna e Tracy Jordan, especialmente este último. Em Kidney, Now! o foco continuou em Jack Donaghy e a sua relação com o recém-descoberto pai biológico Milton que precisa de um transplante de rim para sobreviver. Relutante e preocupado com sua integridade física, o CEO roubou a cena com a mega campanha estilo “USA for Africa” que criou para arranjar a qualquer custo o órgão. Outro bom investimento deste episódio foi trazer de volta os atritos entre Liz e Jenna, já que a talentosa escritora e criadora do bordão “that’s a dealbreaker, ladies” fica às sombras da limitada atriz de seu elenco. Mas é claro que Lemon exagera na dose com seu desespero (“I’m getting mine, Cerie! Suri“) e tudo toma uma proporção maior quando ela começa a dar conselhos errados para as esposas de seus colegas de trabalho. O ato final com Sheryl Crow, Mary J. Blige, Elvis Costello, Clay Aiken, Moby, Cindy Lauper, os Beastie Boys e cia. fechou com chave de ouro esta temporada e consagrou a eficiência desta comédia, que faz do nonsense o seu maior pilar, mas com um roteiro sempre afiado: “quando alguém começa a falar no meio de uma música, você sabe que é sério. Doe um rim para Milton Green“. Sim, apesar de estarmos apenas em Junho, eles tiveram um ótimo ano!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/05/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock Tags: , , ,
06/06/2009 - 02:51

‘Charlie’ de Volta em LOST?

Compartilhe: Twitter

Ontem um promo viral do canal ABC rodou a Internet com imagens de integrantes de quatro séries jogando totó num quintal: Courteney Cox (Jules da inédita Cougar Town), Patrick Dempsey (Dr. Sheppard de Grey’s Anatomy), Ed O’Neil (Jay da nova Modern Family) e… Dominic Monagham (o Charlie de LOST)! Confira:


Na curiosa cena, Dempsey provoca Monagham: “você está morto” (no jogo) e ele retruca: “eu estava”. A partir daí todo mundo começou a perguntar: será que Charlie vai voltar para LOST na última temporada e vivo? Seria esse um indicativo do rumo que o drama vai levar? Isso era o que a ABC queria que todo mundo pensasse. Mas o sagaz Michael Ausiello do EW descobriu que não é nada disso. Dominic Monagham entrará como regular em uma das séries do canal no próximo fall season, mas ele prometeu não contar qual porque a surpresa será grande! Aliás, ele enfatizou neste ponto. Mas em qual série será? Brothers & Sisters, Grey’s Anatomy, Desperate Housewives, Scrubs, Castle? Quem sabe Dancing With the Stars? Em qual programa da ABC vocês querem vê-lo?

Faltam

dias para a última temporada de LOST!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Enquete, Notícias Tags: , , ,
05/06/2009 - 00:01

How I Met Your Mother: O Salto

Compartilhe: Twitter

Alerta de Spoiler - Brasil
Então, a irregular 4ª temporada de How I Met Your Mother chegou ao fim e está claro pra todo mundo que acompanhou que a série definitivamente está aquém do que era quando começou. O roteiro oscilou muito, ora apresentando uma carga dramática e sentimentalóide exarcebada para uma comédia e, em outros momentos, permitiu o desenvolvimento de situações implausíveis e até mesmo infantis. Essa inconsistência denota, ao meu ver, uma forte perda de foco. No início o descompromisso de How I Met Your Mother tornava a comédia genial, seja pela forma que brincava com os flashbacks e flashfowards ou pelo texto ágil com piadas eficientes. Hoje muita coisa soa auto-indulgente. O episódio deste final de temporada nem pareceu que foi um episódio final de tão “xoxo”! A historinha do bode foi desinteressante, a insegurança de Ted já não é mais engraçada e as piadas estão cada vez mais arrastadas e espassadas. O anti-clímax dominou a noite com a indefinição sobre o romance entre Barney e Robin, a estagnação do casal Lilly e Marshall e, é claro, a lacônica cena final sobre a “mãe” estar na sala de aula do novo Ted professor de faculdade (Ross Geller alert!). Enfim, é inegável que esta não é a How I Met Your Mother que conhecemos, ainda mais depois daquela metáfora clichê do tal “salto”. Todos os elementos para continuarem fazendo uma boa comédia estão ali, mas parece que este ano os roteiristas não souberam usar direito toda a potencialidade deste material. A indefinição sobre a quantidade de episódios ou de temporadas que a série terá certamente está influenciando no processo criativo, até mesmo pela peculiar estrutura narrativa e, obviamente, por terem que deixar a grande revelação de como Ted conheceu a mãe de seus filhos para o derradeiro final. Ironicamente, se continuarem desta forma, pode ser até mesmo que o tal final não chegue. Renovada a comédia está, mas já não é hora de pensarem em como terminar em alta?

Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 18/05/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): How I Met Your Mother Tags: , , ,
Voltar ao topo