American Idol: Semana Rock e Top 3!
Quem acompanha minhas resenhas sobre esta oitava temporada de American Idol sabe que eu não sou muito fã de Allison Iraheta, pois a considero pouco versátil e com uma diccção comprometida pelo excesso de maneirismos (e talvez falta de maturidade vocal). Mas com base exclusivamente nas apresentações desta semana, merecia ela sair? Não, apesar de eu ter ficado feliz com sua eliminação que uma hora seria inevitável. Aliás, isso está acontecendo muito este ano, com participantes sendo eliminados após suas melhores apresentações. A rendition de Iraheta ao clássico Cry Baby de Janis Joplin e o dueto com Adam não deixaram nada a desejar, afinal este é o estilo dela! Da mesma forma que não considero-a digna de ser a American Idol – como de fato não será – também não acho que ela deveria ter sido eliminada logo após uma de suas melhores performances no programa. Com isso eu cutuco Kris Allen, que vinha desempenhando um sólido papel ao longo de semanas e acabou com a Come Together dos Beatles (horrível escolha dele, num catálogo tão vasto). Por fim deu pra perceber que o público pesou o desempenho dos participantes ao longo da temporada e acabou preterindo a moça e no final das contas isso foi justo, pois ela era a única que merecia sair pelo conjunto da obra. Mas uma coisa que não desce foi a condescendência dos juízes Kara e Randy ao dizerem para Kris e Danny (especialmente este último, que fez Dream On do Aerosmith se tornar algo insuportável de ouvir) que eles foram “razoavelmente bem considerando que este não é o estilo deles”. Ora, em diversas semanas Adam cantou completamente fora de seu estilo musical e se saiu muito bem em todos! Nada impedia de Kris e Danny terem feito uma versão adequada a seus estilos com uma canção do gênero, assim como Lambert fez na semana com os temas Grand Ole Opry, Rat Pack e, obviamente, no tema de Músicas da Infância com a espetacular Mad World. Esta derradeira semana provou o que venho dizendo há mais de 10 resenhas: Adam é o único ali com a qualidade técnica vocal e artística necessárias para vencer esta competição. Nunca, em nenhuma temporada, o nível foi tão alto. Como disse Simon, vai ser muito difícil superá-lo tão cedo. Agora, o que falar da noite de ontem com as apresentações de Paula Abdul, que usou dois microfones, dublagem e auto-tune (um software que corrige desafinos e dá um som metálico) ao mesmo tempo?! Esta participação dela seria muito adequada no So You Think You Can Dance, reality-show de dança, mas nunca no American Idol. Estranhos também estiveram Slash e Gwen Stefani (com o No Doubt agora) totalmente desconfortáveis naquele palco. Ironicamente o que salvou a noite foi a banda Daughtry e seu novo single.

Está acabando, na próxima semana entraremos na reta final e a pergunta ainda está de pé: quem você acha que será o próximo American Idol?
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: brasil, musica, resenha, sony, usa







Estou irritado com o Danny Gokey, por quem torço nessa temporada.
O sujeito, com uma voz daquelas, só precisa escolher bem as musicas!
Ele deve ter pensado: “Rock não é a minha praia… bem , entáo vou cantar uma balada, onde possa exibir meus dotes vocais!…” Putz, qualquer outra música do Aerosmith em que o Steve Tyler não faz aqueles grunhidos teria ficado boa. Qualquer música do Bon Jovi teria sido perfeita!
Bom, vamos ver o que nos aguarda. A final será o Adam contra o Gokey. Apesar de o Adam ser mais estável (fruto da maior experiencia no show business) os americanos são imprevisíveis.