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05/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×18: Old King Clancy”: Sinceramente, eu acho que o auge de How I Met Your Mother passou e que a série nunca mais vai ser genial como foi em suas primeiras temporadas. A comédia segue num ritmo esquisito com uma indefinição pairando nas vidas de Ted, Barney, Robin e do casal Marshall e Lilly, fazendo com que os capítulos sejam sobre o “nada”, mas um “nada” ruim diferentemente do de Seinfeld, por exemplo. As piadas estão infantis e as tramas desinteressantes, como essa com o projeto de Ted no GNB (e que coincidentemente me lembrou cenas da horrível Better Off Ted). É uma pena, pois eu endossei esta comédia desde o início e hoje ela não é nem metade do que já foi.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/03/2009 na CBS americana.

Grey’s Anatomy “5×19: Elevator Love Letter”: Não foi pelo pedido de casamento de Derek à Grey e nem pelo avanço no caso de Izzie que este episódio de Grey’s Anatomy foi espetacular. A série readquiriu a sua simplicidade e delicadeza ao contar as suas histórias, provando que Shonda Rhimes amadureceu o seu texto após ter cometido os deslizes das temporadas anteriores. As personagens também amadureceram com isso e o noivado que se iniciou naquela tocante e peculiar cena do elevador foi só a confirmação de tudo isso. Alex cresceu, assim como Yang, O’Maley e, especialmente Izzie. A doença da loira já virou o acontecimento mais marcante da temporada, porque tornou-se o cerne de muitas questões importantes. O caso da semana também revelou o crescimento da série nesta reta final, surpreendendo com o seu desfecho: no início certamente condenamos aquelas pessoas que estavam aguardando a morte da tia doente para seguirem com suas vidas, mas depois vimos que nem sempre a realidade é o preto no branco. Esse também é o caso de Hunt, que abriu o episódio enforcando Yang, numa trama que pode ser muito bem-vinda – a das sequelas psicológicas que uma guerra pode deixar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 26/03/2009 na ABC americana.

Damages “2×12: Look What He Dug Up This Time”: Voltando a focar em Daniel Purcell, o que deveria ter sido feito há vários episódios atrás, Damages deixou um pouco a desejar porque até agora não conseguiu (ou não quis) amarrar as incontáveis pontas soltas do roteiro, deixando tudo para o episódio final que precisará ser estendido. Obviamente, o fato tira a força dramática da temporada, fazendo-a esmaecer perante o primeiro ano que sempre trazia uma revelação nova e chocante a cada episódio. Certo é que o fato da mulher de Purcell ter sobrevivido ao ataque de fúria que ele teve (sendo verdadeiramente assassinada pelo capanga) não compromete sua falta de integridade em nada, ainda que sua culpabilidade pelo homicídio em si possa eventualmente ser excluída. Imersa no drama pessoal que Patty vive com seu marido, ela ainda perdeu seu companheiro de trabalho Tom e deu um show de atuação (certamente este episódio vai para a seleção do Emmy). Ainda assim, faltou mais. Look What He Dug Up This Time veio e foi sem um cerne. Não tenho dúvidas da capacidade dos roteiristas deste drama, mas questiono se a intenção de deixar a bomba estourar para o fim é realmente interessante pra esta série. O equilíbrio, como ocorreu na primeira parte desta intrigante história, seria o mais ideal.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 25/03/2009 no FX americano.

30 Rock “3×16: Apollo, Apollo”: Não tem jeito. 30 Rock é a comédia mais nonsense de todas no ar e mesmo exibindo sempre acontecimentos implausíveis, como a “viagem espacial” de Tracy, tudo faz sentido em seu contexto. Genial também foi a forma que todas aquelas personagens do Rockefeller Center, nº 30 enxergam o mundo, resultando numa das idéias mais bem sacadas da temporada. Enquanto Kenneth enxerga a vida como se estivesse na Vila Sésamo, o egocêntrico Tracy vê tudo girando em torno de si e Jack só consegue ver valores em sua frente. 30 Rock sempre me ganha pelos detalhes, como no momento em que Liz Lemon continua andando feito uma boneca de pano, mesmo depois que a cena voltou para o “mundo real”. Formidável! The Office “5×19: Two Weeks”: Depois de entregar o episódio impecável que precedeu este Two Weeks, The Office parece ter exagerado um pouco na dose “Michael Scott”, tornando o capítulo forçado e pouco crível, ainda que saibamos que a série se passa num “universo paralelo”. Apesar de corente com algumas atitudes pregressas de sua persona, o final do capítulo anterior deu a entender que ele iria ter um de seus (raros) insights pra provar a Scott que a idéia do novo superior regional era desnecessária, já que a filial de Scranton foi a única que, inexplicavelmente, trouxe lucro nos tempos de crise. A decisão de Pam também soou pouco natural, pois Michael não é nenhum Jerry Maguire. Sabemos que com esse novo chefe na cidade a casa vai cair, mas tudo poderia ter sido conduzido de forma mais sutil como a série costuma ser.
Cotação Bruno Carvalho:
30 Rock
The Office
Episódios exibidos em 26/03/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×07: Echoes”: Mais uma vez Dollhouse surpreendeu e mostrou a versatilidade de seu texto, trazendo um episódio que, apesar de muito estranho, foi intenso e trouxe mais avanços à trama, pois conhecemos um pouco mais do passado de Echo como Caroline. Pela primeira vez também a organização Dollhouse perdeu significativamente o controle de seus ativos por causa da disseminação da droga no campus da universidade. É claro que este capítulo não teve o impacto da semana anterior, mas a série não está fazendo feio. Até agora não vimos nenhum episódio abaixo da média ou que não fosse, no mínimo, interessante e revelador. Esta era uma história que poderia muito bem cair naquele estigma de “caso da semana” (e até começou assim), mas acabou mostrando que existe mais do que simplesmente discorrer sobre as aventuras dos “bonecos” enquanto estão em suas missões. Contudo, por ter sua duração estendida (lá fora é exibida quase sem comerciais), alguns diálogos são longos e sem foco, o que no fim das contas deixa algumas cenas pouco maçantes. Nada que prejudique o resultado final, felizmente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 27/03/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Dollhouse, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Notícias, The Office Tags: , , , , , , ,

11 comentários para “A Semana em Série, Parte II”

  1. Anderson disse:

    Grey’s Anatomy está com uma temporada excelente, lembrando muito a excelente 2ª temporada, se não for melhor.
    Damages já está muito devagar, eu já não gostou do final da 1ª temporada e a 2ª está muito camabaleante. O que pesa a favor deles é que são só 13 episódios e a excelente atuação da Glen Close, essa mulher é fantastica, eu nunca quero ter uma chefe como ela.

  2. Rodrigo disse:

    Cadê Chuck ?

  3. @Rodrigo

    Chuck foi excluída da Semana em Série e depois incluída novamente na enquete. Porém, pra essa temporada já era, comentarei a temporada toda no Season Pass.

  4. Gustavo disse:

    Concordo com você sobre Damages. Amo a série, achei a primeira temporada primorosa, mas a segunda escondeu o jogo tempo demais. Não custa ir resolvendo algumas tramas secundárias enquanto a principal só se resolve no fim. Na segunda abriram muitas frentes de histórias e os avanços foram um pouco lentos. Mesmo assim, continuo achando a série bem acima da média.

  5. Isa disse:

    O negócio de Dollhouse ter minutos demais é uma coisa que vem me incomodando desde o começo. Em suas séries anteriores, o Joss e os roteiristas tinham que se virar pra contar a história em 40 e pouquinhos minutos e isso criava um ritmo mais fluído na narrativa. Dá pra cortar uns minutinhos de Dollhouse sem comprometer na boa e ficaria menos maçante.

  6. Raema disse:

    Abandonei Damages na segunda, não tive paciência pra continuar. Já How i met your mother continua alegrando minhas oites de quarta por vite minutos (dia que geralmente vejo).

  7. Daniel disse:

    Damages foi demais! O final incrível! Melhor série da atualidade com certeza! Bate Lost fácil!

  8. Arthur disse:

    Bruno:

    Acompanho seu blog já faz algum tempo; é um dos melhores que há na internet, parabéns pelo trabalho!

    Pelo fato de apreciar bastante seu trabalho há mais de um ano, não posso deixar de fazer uma crítica, a qual espero que entenda como construtiva.

    Acho que as últimas resenhas de How I Met estão muito superficiais. Concordo que a atual temporada não tem se mostrado a melhor, e que alguns episódios estão fracos, mas comentários genéricos como “o auge da série passou, “a comédia segue num ritmo esquisito”, “os capítulos serem sobre o nada”, “As piadas estão infantis e as tramas desinteressantes” não apontam nem de longe a atual realidade da série.

    É fato que após o arco envolvendo Stella no início da temporada, a “mãe” praticamente não foi citada, (reclamação que já li em algumas resenhas anteriormente). Porém, acredito que a série, por mais que parta dessa premissa, é muito maior do que a história entre Ted e sua futura esposa.

    Além do mais, é inegável o quanto se avançou nesta temporada: posso apontar a relação entre Robin e Barney, a evolução profissional de Marshall, Ted e Robin, algumas facetas diferentes da personalidade de Lily e Marshall, a suavização da imagem de Barney como o pegador como algumas das histórias pendentes que “avançaram”.

    Em comédias como Friends e HIMYM, lá pela 4ª temporada, é normal que boa parte das histórias já tenham sido contadas, e que um episódio ou outro gire em torno de temas bizarros ou já explanados anteriormente. No entanto, a sitcom tem conseguido tirar de letra essa limitação criativa pela qual a maioria das séries passam; tirando um tropeço aqui e ali, aborda-se situações cômicas, interessantes e diferentes a cada episódio.

    Os 20 minutos semanais de HIMYM continuam sendo uma ótima diversão para aqueles que realmente acompanham a série com afinco.

    Lembro também da limitação que os escritores tiveram para contar certas histórias, dada a gravidez das atrizes Alyson Hannigan e Cobie Smulders à época das gravações (o filho de Alyson, aliás, nasceu semana passada).

    Bem, finalizo aqui, pedindo um pouquinho mais de imparcialidade na hora de comentar a série….

    []´s
    Arthur

  9. Opinião é parcial, este não é um texto jornalístico. A série ficou com um texto infanti e isso é inegável. Basta ver TBBT ou até mesmo Two and a Half Men que passam no mesmo dia, no mesmo canal.

  10. Caju disse:

    Pra mim e para minha mulher, o episódio de The Office foi um dos melhores da temporada. A decisão de Pam foi totalmente compreensível. O cargo dela não interessa mais a ela e ela tem Jim, mais estável. Ela pode arriscar e ela sabe da competência de Michael acima (ou apesar) de tudo.

  11. [...] – Enviou: I Lied, Too; Burn It, Shred It, I Don’t Care; Hey Mr. Pibb; London, of Course; Look What He Dug Up This Time e o season finale Trust [...]

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