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Arquivo de abril, 2009

30/04/2009 - 00:01

LOST: As Inesperadas Variáveis

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Alerta de Spoiler - Brasil
Antes de você  começar a ler o texto, ressalto novamente que este é um comentário sobre um episódio ainda inédito no Brasil, exibido na noite de ontem na TV americana e canadense. Assim, caso acompanhe junto com o AXN, aguarde mais algumas semanas para ler esta resenha, ok? Bom, quando mais da metade do centésimo episódio de LOST já estava exibida e Daniel Faraday explicava suas novas descobertas aos colegas de ilha, pensei que o “círculo” desta intrigante história estava enfim se fechando, pois cada vez mais as peças encaixavam o passado, presente e futuro. Mas não. Ao cogitar que a série finalmente começaria a ficar clara para nós, um apagão como este do final de The Variable chega e sacode tudo que tínhamos por matematicamente certo. Totalmente centrado em Daniel Faraday, o episódio mostrou através de flashbacks o que o físico passou durante boa parte de sua vida, sendo pressionado por sua mãe Eloise Hawking a seguir um caminho obscuro e, pelo menos para nós, imprevisível. Esquecemos dos Hostis e do que eles são capazes de fazer.

O que deu pra saber foi que toda a pesquisa que ele conduziu em Oxford foi encerrada e que ele foi expulso quando testou seus experimentos com o tempo e a relatividade em humanos (inclusive nele), deixando sua então namorada em coma. Foram explicados alguns acontecimentos da temporada, como o fato de não serem encontrados registros do rapaz na universidade, além de revelar a verdade sobre o vôo 815 no mar, com a farsa elaborada por Charles Widmore (então Ben falou a verdade…). Afetado pelos efeitos colaterais de suas descobertas, Faraday havia perdido parte de sua memória e vivia num constante estado catatônico até ser informado por seu bilionário pai que é pra lá que ele deveria seguir. Ora, ora, mais pessoas relacionadas na série… Acho que ninguém mais pode acreditar que tudo ali acontece por acaso… É claro que por ser o aguardado episódio 100, The Variable foi levemente mais arrastado do que muitos prefeririam (não eu), a despeito das cenas de ação na comunidade Dharma e o que aconteceu com Sawyer, Juliet, Hurley e Miles.

Contudo, é no bombástico texto que LOST sempre se perfaz, quando tudo subitamente vira de cabeça pra baixo. Depois de estabelecer que além das constantes da complicada equação da ilha, é preciso se levar em conta a ação das variáveis – os que retornaram -, Daniel concluiu e revelou que precisava destruir a energia que será contida na construção da escotilha Cisne, evitando assim a cadeia de eventos que pegamos pela metade no episódio piloto do drama. Com isso descobrimos, também, o porque da Iniciativa ter mantido a remessa de suprimentos: somente alguns funcionários ficaram no local durante vinte anos para apertar o botão que salvaria o mundo a cada 108 minutos (o restante foi exterminado por Ben). E após o novo “fator” apresentado por Daniel, de que a relatividade pode superar a máxima do “aconteceu, aconteceu”, a então jovem Ellie atirou e matou (ou pelo menos feriu) seu próprio filho e é aí que tudo se embaralha na minha cabeça. Fico sem saber, assim como a velha Eloise, o que está por vir. O futuro está nas mãos de Jack, Kate e, especialmente, do Dr. Chang. Aí me recordo daquele vídeo de Orientação, quando o especialista explicava que era um erro enorme dois coelhos coexistirem no mesmo contínuo espaço/tempo. O que ele dirá, então, quando finalmente perceber que duas versões de seu filho estão bem ali em sua frente?

MVP para o ator Jeremy Davies, que carregou muito bem todo o episódio, elevando Faraday ao nível do John Locke de Terry O’Quinn e do Benjamin Linus de Michael Emerson. Se ele realmente se foi, sentirei muita falta.

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar FullStar Full
Episódio “5×14: The Variable” exibido em 29/04/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
29/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
Heroes “3×24: I Am Sylar”: Ele é Norman Bates, digo, Sylar, e é a única coisa positiva que restou de mais uma temporada de grandes erros e pequenos acertos do nosso querido e intrépido amigo Tim Kring: o homem que fala demais e faz de menos. Somente Zachary Quinto pode chegar diariamente no set de filmagens e dizer que está realmente fazendo diferença. O vilão que ás vezes é herói detém o título da única personagem que manteve certa constância e coerência ao longo destes três anos e que ainda é capaz de despertar a curiosidade de quem (como eu) continua assistindo esta série. Se não fosse ele, este seria mais um episódio de voltas e mais voltas que acabam levando ao mesmo lugar: o eterno vazio que é a mente de Kring. Foi pra isso que serviu este penúltimo capítulo do volume Fugitives, enrolar mais um pouco o espectador, porque nada de tão extraordinário assim aconteceu. Pelo menos, no final das contas, Sylar não morreu. Se ele morrer algum dia, Heroes morre junto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/04/2009 na NBC americana.

Fringe “1×17: Bad Dreams”: Muitos me disseram na última Semana em Série que este episódio de Fringe traria uma boa quantidade de respostas. Eu discordo. O fato de Olivia ter sido alvo de experimentos com uma droga na cidade de Jacksonville já foi abordado pela série e nem o envolvimento do Dr. Bishop pode ser considerado algo surpreendente, já que ele está sempre envolvido em todos os assuntos relacionados à ciência marginal. Mesmo assim, posso dizer com convicção que este foi um dos melhores episódios da série, justamente porque nos evidenciou a escuridão que o velho vive e que, por algum motivo, ele não lembra linearmente de tudo que fez ou criou. A história do sujeito que servia como uma espécie de conduíte emocional para todos que estavam ao redor e com uma forte ligação com a agente Dunham destoou do que presenciamos nos capítulos anteriores, mas conseguiu ser igualmente (ou até mais) fascinante. Cada episódio de Fringe é como um pequeno e ótimo filme de mistério, sempre com desfechos satisfatórios e cliffhangers matadores!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 21/04/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×20: Sweet Surrender”: Não tem jeito. Quando Shonda Rhimes quer arrancar lágrimas de todos os seus espectadores, ela o faz sem pestanejar. Sweet Surrender foi cruel, intensamente dramático e covardemente triste ao abordar o desespero de um pai de família que precisou testemunhar os últimos momentos de sua criança sem poder fazer nada e de Izzie, que está perdendo a terrível batalha contra o câncer. Pena que o episódio não foi impecável, já que aquela história do pai de Torres tentando “comprá-la” do Chief foi bem forçada e  soou até ridícula, apenas para extrair a clássica performance “nervosinha” do ator Hector Elizondo. Mas eles deram a volta por cima com a ajuda de Derek Sheppard (mais ácido do que nunca), Mark Sloane (no tom adequado) e o grande ápice do episódio que foi a briga de O’Maley com Alex (e aquela chocante sequência de queda). Sweet Surrender fechou com mais um apoteótico monólogo de Grey e a temporada vai se encerrando colocando à série de volta ao seu melhor momento. Merecido, Shonda!
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 23/04/2009 na ABC americana.

Prison Break “4×18: VS”: Levemente superior ao capítulo anterior, VS pelo menos conseguiu colocar um pouco mais de rumo neste final de temporada (e da série) de Prison Break, graças ao novo paradigma que o roteiro silentemente construiu nos últimos episódios: se antes vimos Michael Salvando seu irmão Burrows e vice-versa, agora parece que os dois se enfrentarão num jogo de gato e rato. Ainda assim, fica a sensação de que a série está se repetindo, com T-Bag conspirando contra o grupo e aquela invasão com Mahone na embaixada Indiana. Pelo menos ficou definido o papel da mãe dos fugitivos – ela quer vender Scylla pra outro país – e ainda tivemos outros fatos marcantes como a gravidez de Sara e o retorno do Coronel à ativa. A ação e a indicação de prováveis reviravoltas são bem-vindas, mas falta ainda um foco à “big picture” da série, que logo precisa vir. Continuaremos aguardando ansiosamente.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 24/04/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Fringe, Greys Anatomy, Heroes, Prison Break Tags: , , , , ,
28/04/2009 - 00:01

American Idol: Semana Disco e Top 5 Revelado!

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A semana da “Era Disco” sempre foi um problema para os participantes do American Idol, pois as músicas são muito características e é muito difícil fugir do original. Mesmo assim, alguns poucos conseguiram sobressair-se justamente evitando este estigma e criando algo diferente em cima das canções que marcaram toda uma geração. Os grandes destaques ficaram com Adam Lambert (“que novidade”), desta vez contido, mas com uma bela versão balada de If Can’t Have You (Bee Gees) e Kris Allen, que desta vez foi o meu favorito da semana, com um arranjo super moderno de She Works Hard For the Money (da Donna Summer). É possível ver que estes dois têm um cuidado especial com seus shows, fazendo adequadas modificações nas melodias e palpitando até nos efeitos de luz, instrumentos utilizados e enquadramentos de câmera (especialmente Adam). Por outro lado, afundando cada vez mais está Danny Gokey, que não inovou  nas últimas semanas e acha que fazer uma performance espalhafatosa resolverá o seu problema. Foi assim com Taylor Hicks, que hoje sumiu da mídia por ser um cantor “genérico” e sem identidade. Gokey, de fato, chamou a minha atenção quando cantou Kiss From a Rose, mas hoje ele segue como um discípulo do copycat. Não curti nem um pouco a Hot Stuff de Allisson Iraheta, que ficou com um ritmo estranho como se ela sempre estivesse um tom à frente da melodia. Nesta 8ª temporada de Idol não adianta só apenas uma boa voz. Por isso mesmo que o público despachou Lil’ Rounds, que não evoluiu absolutamente nada desde a sua chegada na atração (e ela merecia ter ido antes de Megan Joy, por exemplo) e o limitado Anoop DeSai, que teve seus bons momentos, mas não conseguiu sair disso. Ah, e depois da desajeitada apresentação de Matt Giraud, acho que os juízes se arrependeram demais de ter usado o “colar do anjo” com ele. Foi sofrível aquele Stayin’ Alive. Top 5 formado, eliminações justíssimas e na semana que vem os “Idols” cantarão músicas do Rat Pack. Isso vai ser interessante…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , , ,
27/04/2009 - 00:01

Sitcoms em Série!

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Alerta de Spoiler - Brasil
How I Met Your Mother “4×20: Mosbious Designs”: How I Met Your Mother deixou de lado a infantilidade em seu roteiro, trazendo um episódio simpático que focou nas difíceis mudanças na vida de Ted Mosby, o que não acontecia há um bom tempo. Já a storyline de Barney e Marshall no GNB foi continuamente divertida, com todos aqueles estereótipos de colegas de trabalho aumentados. Falta, ainda, que a série engrene num arco que traga a premissa desse show de volta, pois o futuro da série é indefinido. Eles precisam caminhar numa mesma direção, para não deixar o público na mão caso um novo ano não se confirme.
Cotação Bruno Carvalho
: Half Star
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×19: The Hofstadter Isotope”: Sheldon já atingiu um nível peculiarmente cômico tão grande que apenas um suspiro da personagem, como aconteceu nos primeiros segundos do episódio, já é suficiente para fazer uma platéia inteira rir (e nós também), sem nem sabermos qual é o motivo – embora tenhamos certeza de que é algo fútil e que só incomoda ele. E sim, o fato de estarem comendo comida tailandesa numa quinta que tradicionalmente é dia de pizza, afeta-o severamente, mesmo tendo todos criado a regra de que na terceira quinta-feira de cada mês é o dia em que “tudo” pode acontecer. E também é sem nenhuma surpresa que no dia marcado para que qualquer coisa fora do comum aconteça, eles se rendam às constâncias de sempre, o que fortalece ainda mais este grupo de personalidades únicas que adoramos acompanhar. Adicione a talentosa Kaley Cuoco à esta mistura e está explicado porque o canal CBS encomendou duas temporadas completas desta comédia, de uma vez!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na CBS americana.

coment1008

30 Rock “3×18: Jackie Jorm-Jomp”: Com a suspensão de Lemon de seu trabalho por causa do assédio sexual ao consultor da NBC, ela acabou descobrindo o novo mundo das dondocas que gastam o dia com futilidades – que a comédia retratou com um plano-sequência brilhante -, mas que no final das contas precisam pagar um alto preço por isso. Em contrapartida, na emissora tivemos mais uma forçada e sem graça situação envolvendo Jenna (que considero a mais desinteressante). O que me surpreendeu, contudo, foi a atuação contida de Tracy Morgan (que também não sou muito fã), mas que esteve no ponto adequado, notadamente nas cenas da “homenagem póstuma” à colega. Mais um bom episódio, apesar de tudo, como de costume.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×22: Heavy Competition”: Cada montagem inicial de The Office é brilhantemente desenhada para se tornar algo isolado e atemporal, e elas deveriam um dia serem compiladas e exibidas em sequência, de tão engraçadas! Essa última mostrando como os funcionários da Michael Scott Paper Company passam o dia aperfeiçoando a arte de jogar salgadinhos uns nos outros, foi demais! E, como eu disse na resenha anterior, eu acredito em Michael, queria ele como chefe, e vai ser lindo se até o fim desta temporada conseguirmos ver ele dando a volta por cima, à la Jerry McGuire! Esta é uma das melhores storylines que a série já teve.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/04/2009 na NBC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , ,
26/04/2009 - 16:47

Concurso Cultural Adivinhe a Série: Últimas Rodadas!

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O “Adivinhe a Série“, concurso cultural exclusivamente para os nossos seguidores do Twitter teve uma redução de cenas e vamos dar o primeiro box de DVDs pra quem desvendar mais imagens nos primeiros 50 jogos (antes eram 100)! O melhor é que mesmo na reta final, ainda há possibilidades de você entrar e ganhar, já que ninguém tem mais do que 4 pontos! Fique de olho em nosso ranking fixo e regras, pois você poderá escolher entre a 3ª temporada de House ou a 1ª de Heroes)! Nos últimos jogos faremos da seguinte forma: será publicada uma cena por dia em nosso Twitter, entre 22h e 23h, a partir desta segunda. Assim, você pode se programar para não perder. Em Maio teremos a 2ª rodada valendo mais um box e seguiremos esta programação! Então entre, participe e de quebra fique ligado nas últimas informações sobre a suas séries favoritas a qualquer hora! Vamos jogar?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: , , ,
24/04/2009 - 00:01

A Semana em Série!

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Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×18: Day 7: 01:00am – 02:00am”: Eu ainda não processei se esta nova virada em 24, com Tony Almeida de volta à posição de vilão, é ou não interessante para a série. Primeiro eles vendem o cara como mau, depois descobrimos que ele é bom, aí ele faz de tudo para ajudar Jack e impedir a detonação da arma biológica, para então sair com apenas um último contêiner? E isso, segundo o suicida Jonas Hodges é “algo maior” por quê? Sinceramente, eu estou boiando agora, porque depois de tudo que vimos nesta temporada, a trama aparentemente ficou sem coerência! É claro que o episódio teve mais, como o reencontro de Kim com seu pai, o Jack negando a ajuda da própria filha e a morte de Larry Moss. Mas e aí? Como fica? Se Tony é mesmo bom, ele quer desmascarar os responsáveis por tudo, a custo da morte de inocentes (importantes)? E se e é mesmo mau, é um péssimo bandido, porque ele agiu sozinho para impedir o ataque que poderia ter acabado com tudo. Realmente esse episódio me deixou sem saída e tomara muito que o próximo traga um sentido a tudo isso. Darei o benefício da dúvida, por conta do cliffhanger matador.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na FOX americana.

Heroes “3×23: 1961″: Tim Kring já aprontou uma bagunça tão grande com essa série, que já não importa mais quanto ele volte ou avance no tempo para que ela engrene. A bem da verdade é que este drama nunca passou da promessa, às vezes trazendo episódios excelentes para o que propõe, sem conseguir fugir da esporacidade. Lembram-se do Hiro voltando do futuro e conversando com ele mesmo da primeira vez no metrô? Pois bem, cadê aquele Hiro? Aquele futuro dele com a espada Samurai e o cabelo style foi mudado e ele foi condenado a ser um bocó pra sempre? Mas Faraday não disse que… Ops, isso é sobre uma série com viagens no tempo que é bem escrita. Em resumo, 1961 foi dar umas voltas em… 1961, mostrando o passado de Angela Petrelli e que ela teve uma irmã bonitinha que virou uma velha louca que foi deixada para trás. O que isso serve à história do volume intitulado “Fugitivos”? Nada! O único “núcleo” que vai bem nesta série é o de Sylar com seu novo poder de virar quem quer e pena que ele só apareceu nos segundos finais. Ah, sim, nos segundos finais do antepenúltimo episódio de uma temporada que só não foi pior que a 2ª, porque isso é humanamente impossível até pra Tim Kring.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/04/2009 na NBC americana.

Fringe “1×16: Unleashed”: Ainda sem trazer respostas, Fringe segue num bom ritmo. A série tem uma fórmula constante para a resolução de casos, mas ela muito bem diluída na trama, pois a cada capítulo envereda-se para um campo diferente da ciência marginal. Com uma maior intensidade ficcional neste Unleashed, conhecemos o padrão manifestado na criação de um brutal animal que foi geneticamente modificado com partes de vários seres. Embora o Dr. Noble ou Olívia estejam SEMPRE no meio de tudo, o drama vem revelando aos poucos que há um motivo pra isso e que não é mera coincidência como, por um exemplo extrapolado, o fato de todos os pacientes problemáticos de House aparecerem no mesmo hospital New Jersey (isso faria muito sentido em Fringe, pensando). O padrão cerca estes dois e acaba levando Peter junto pelo mesmo motivo desconhecido que o Observador está sempre presente em cada evento. Fringe mais uma vez não precisou revelar seus segredos ou a criatura logo no início do episódio para construir uma narrativa que é deliciosamente tensa e intrigante. Mas considerando que já estamos no episódio 16, não me incomodaria que os próximos começassem a entrar mais na mitologia do drama, notadamente com relação à Massive Dynamics e à John Scot, não é mesmo?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/04/2009 na FOX americana.

Prison Break “4×17: The Mother Lode”: Infelizmente a reta final de Prison Break parece sofrer do mesmo problema de 24 que citei mais acima. Na busca por constantes reviravoltas narrativas, a série vai perdendo a sua identidade e o seu foco, tornando-se genérica. Se antes, em cada temporada, havia a certeza de um objetivo ser atingido, agora a tal “busca da verdade” já não é tão interessante quando o lado oposto muda de face e de objetivos o tempo inteiro. Nem vou questionar o ato final, com a mãe de Burrows mandando matá-lo, pois sabemos que no início do próximo episódio tudo pode mudar. Eu repito aqui o que disse várias vezes nas resenhas desta temporada e o que até expliquei para um leitor nos comentários: eu gosto muito de Prison Break e, por isso mesmo, fico triste quando a série sai do trilho. Não dá pra conceber que além da temporada, será necessário um telefilme pra amarrar toda a história, quando em muita parte do tempo tenhamos que admitir que eles deram voltas. A diferença é que antes era legal e divertido ver o que Scofield iria fazer para driblar um difícil obstáculo e agora isso se tornou algo cansativo. Fica, contudo, a minha torcida (e a dos fãs que ainda resistem bravamente) para que terminem de forma digna.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 17/04/2009 na FOX americana.

Na semana passada não tivemos episódios inéditos de LOST, Grey’s Anatomy, Gossip Girl e Dollhouse. Dirty Sexy Money vai pro Season Pass por conta dos PÉSSIMOS horários do AXN, que não programa reprises decentes e prefere passar Mercadão Persa de jóias na hora do Second Chance. Falarei das sitcoms neste final de semana (pois elas que salvaram os sériemaníacos) num encore mais tarde. Obrigado pela enorme audiência e quantidade de comentários nesta semana!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, Fringe, Heroes, Prison Break Tags: , , ,
23/04/2009 - 05:37

Enquete Móvel: Séries Populares Que Você Odeia!

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Aproveitando que o LiGado em Série ganhou recentemente uma versão mega bacana para dispositivos móveis e que estou no longo caminho até o aeroporto, gostaria de propor um tópico para discussão enquanto eu estarei fora (infelizmente terei que postar a Semana em Série amanhã, mas vai de uma vez sem partir, ok?). Sabe aquela série que todo mundo fala bem, todo mundo discute, que agrada do netinho até o vovô? Então, qual drama ou comédia que é recomendada por seus amigos, críticos, mas que você não suporta? E qual é o motivo? Não bate com uma personagem ou não curte o clima… Existem muitos fatores para não ir com a cara de uma série. Qual é a série popular que você odeia e por quê?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Enquete Tags: ,
22/04/2009 - 00:01

Caprica: O Início do Fim

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Alerta de Spoiler US
Click for the English Version (automatic translated on Google)

Quando eu soube que o canal SyFy havia encomendado a produção de um prequel para Battlestar Galactica, intitulado Caprica, eu fiquei preocupado que o ótimo remake da série homônima de 78 virasse um caça níquel, para render um pouco mais de dinheiro com o fim da saga estelar. Eu não poderia estar mais errado. O telefilme que abrirá o caminho para uma futura série foi uma das melhores surpresas que tive nos últimos anos. Ambientada 58 anos antes do piloto de Battlestar Galactica, o novo drama nos apresenta logo de cara à jovem Zoe Graystone que está aparentemente perdida em uma rave onde tudo acontece sem o menor pudor gráfico: sexo explícito, drogas à vontade, mortes e até o sacrifício de virgens. Passado o susto, percebemos que ela está em um tipo de simulação virtual através de um aparelho chamado Holoband, desenvolvido por seu rico e inteligente pai Daniel Graystone, um desenvolvedor da maior empresa de tecnologia do planeta.

O Holoband é uma espécie de Second Life holográfico frequentemente invadido por hackers que criam  as tais “festas liberadas” em locais clandestinos dos servidores. Apesar de tudo isso lembrar muito o filme Matrix, arrisco-me à dizer que Caprica consegue ir mais além em sua premissa. Pouco a pouco, vamos conhecendo os amigos de Zoe que fazem parte de um grupo religioso que contesta a pluralidade de Deuses e a forma com que a sociedade capricaniana vive. A trama em si tem início em um ataque terrorista no metrô de Caprica City, que acaba matando Zoe e a família do advogado Joseph Adama e este encontra no pai da falecida garota um ombro amigo. Contudo, Daniel Graystone percebe que sua filha estava longe de ser uma adolescente comum, pois não só estava conduzindo uma revolução e uma fuga para outra colônia junto ao grupo “Soldados do Um” (uma organização religiosa/social monoteísta), como também conseguiu criar uma “cópia virtual” cognitiva de si mesma na tal Internet Holoband. Sem saber, a menina fez um perfeito avatar com inteligência artificial, que se tornará a maior descoberta tecnológica do século.

É aí que mergulhamos com esses dois pais de família com ideais completamente diferentes no que virá a se tornar o escopo do início da destruição do planeta e de quase toda a raça humana. Obstinado por ter sua filha de volta, Daniel conclui o seu projeto de defesa com o avatar da menina, dando luz ao primeiro módulo cibernético life-form, batizado de Cylon! Com uma cenografia caprichada, design de arte que remete sempre ao retrô, uma bela trilha-sonora e um texto denso, corajoso e deveras interessante, Caprica já chegou mostrando que tem tudo para ser uma das melhores produções da próxima temporada. Discutindo questões morais, éticas, religiosas e científicas totalmente pertinentes nos dias de hoje, coloco todas as minhas fichas nesta série que pode ser capaz até de superar a original. Destaque para as excelentes atuações de Eric Stoltz, Esai Morales e da garota Alessandra Toresani no papel duplo. Vale/valerá muito a pena conferir.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “1×01: Pilot”.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Caprica Tags: , , ,
21/04/2009 - 01:01

LOST Comemora o 100º Episódio com ‘The Variable’

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Alerta de Spoiler US
Esta semana o canal americano ABC fará uma pausa na transmissão da 5ª temporada de LOST, para a exibição de um especial de preparação para o 100º episódio da série, fato sempre muito comemorado por produções norte-americanas do gênero. Na semana que vem vai ao ar The Variable, que promete ser o The Constant desta temporada, também centrado no físico Daniel Faraday. A sinopse do capítulo, sem revelar muita coisa, é bem promissora: Chegou a hora de um acerto de contas, enquanto Daniel Faraday decide contar toda a verdade sobre o que sabe da ilha. Será que ele finalmente irá revelar que existe sim a possibilidade dos sobreviventes dos voos Oceanic 815 e Ajira 316 alterarem o destino? Se toda equação possui uma variável, que fato será que Faraday vai trazer nesta reta final da temporada?

Acima nas fotos o elenco comemora o feito que é cada vez mais raro de se atingir  (com a quantidade de  cancelamentos que andamos vendo) e, segundo informações do E! Online, o episódio trará a Sra. Hawking explicando a sua relação com Charles Widmore e o site ainda ressalta a importância dos números 4, 8, 15, 16, 23 e 42, que justamente são as variáveis coeficientes na equação do matemático Enzo Valenzetti, que conforme a história de LOST relatada nos vídeos de orientação, é o teorema que serve para prever o fim do mundo. Para quem não se lembra, os números representam os fatores de ordem ambiental e humana que precisam ser alterados de qualquer forma – daí o objetivo primordial da Iniciativa Dharma. Complexo, não? Pois The Variable promete “fritar” a cabeça dos fãs de LOST! Confira, então o trailer do 100º e decisivo episódio da série!


O que vocês esperam de The Variable? Acham que este episódio superará a unanimidade de The Constant como um dos marcos da série?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST, Notícias Tags: , ,
20/04/2009 - 02:35

American Idol: Trilhas-Sonoras e Nenhuma Eliminação!

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Hoje eu vou direto ao ponto: a utilização da “Cláusula Daughtry” pra salvar Matt Giraud da eliminação foi totalmente precipitada, impensada e a decisão incoerente de Simon e dos juízes tirou boa parte de credibilidade do programa. Primeiramente, porque Matt Giraud não é nenhum Chris Daughtry. Apesar de cantar bem, ele constantemente desliza e não tem grandes chances de ganhar esta competição. Assim, o tão aguardado momento em que um concorrente seria salvo pelo auto dos julgadores foi mais pra constar do que pra valer, pois dificilmente os realmente bons cairão pro Bottom 3 este ano. A “América” aprendeu a votar, tanto que as figurinhas da noite de eliminação estão sempre lá: Anoop e Lil’. A semana com trilhas-sonoras e o inusitado mentor Quentin Tarantino (ele entende de músicas para seus filmes, mas não é um bom técnico vocal) denotou mais uma vez que este Idol é de Adam Lambert (sorry por bater nesta mesma tecla, mas nesta altura é inevitável) e que a grande surpresa da atração será quem ficará com o posto de segundo lugar. Eu apostava muito minhas fichas em Danny Gokey, mas ultimamente ele anda tão apagado que até mesmo a melosidade de Anoop ou os exageros de Iraheta estão superando-o em certas apresentações. Outro candidato pra se prestar muita atenção é Kris Allen, que mais uma vez foi um dos melhores, apesar daquela crítica absurda de Randy, de que “ele foi desafinado desde o início”. Não só Kara e Paula discordaram dele, como Simon aproveitou a oportunidade na noite seguinte para reafirmar que ele foi brilhante. Aliás, essa idéia do julgamento em pares foi tão ruim que na próxima semana eles voltarão ao método original. O problema aí é a presença de um quarto elemento, que quebra todo o ritmo da hora de julgar. Enfim, ao salvar Matt, Idol criou um problemão para a semana Disco, onde duas pessoas terão que ser eliminadas – sem a possibilidade de salvamento – o que aí sim pode vir a ser muito injusto dependendo de quem fique no Bottom 2. A produção precisa parar de inventar formas de se sabotar. No geral, esta foi uma noite fraca, com performances esquecíveis de quase todo o grupo. Era melhor terem exibido o Acústico MTV Bryan Adams no lugar.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , , ,
18/04/2009 - 18:21

Concurso Cultural: Adivinhe a Série no Twitter!

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Já está rolando há 10 dias o concurso cultural “Adivinhe a Série” exclusivamente para os nossos seguidores do Twitter! Publicamos 22 cenas de séries para os participantes adivinharem e até agora somente três acertaram mais de duas cada! Fique de olho em nosso ranking fixo e regras, pois o participante que mais acertar nos primeiros 100 (cem) jogos levará pra casa 1 (um) box de DVDs de séries! (na primeira rodada o vencedor pode escolher entre a 3ª temporada de House ou a 1ª de Heroes!) Ainda tem muitas chances para você ganhar! Entre, participe e de quebra fique ligado nas últimas informações sobre a suas séries favoritas a qualquer hora! Vamos jogar?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: , , ,
17/04/2009 - 00:01

Um Mid Season Pra Botar Defeito!

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É inegável que a TV americana está passando por uma grande crise criativa. Prova disso é a quantidade de estreias ruins (pra não dizer porcas) desta nova leva do Mid Season. Por diversos fatores, seja pelo pós-greve dos roteiristas, esgotamento de temas, ascensão de outras mídias ou amadurecimento do público, fato é que grande parte das produções que estão chegando já nasceram fadadas ao fracasso e certamente pouquíssimas delas terão uma temporada completa. Outra coisa muito recorrente este ano são os canais tentando, a qualquer custo, reaver espaço nas áreas em que antigamente eram especialistas. A ABC tenta, sem sucesso, emplacar com suas comédias; a NBC até hoje amarga não ter uma nova NYPD Blue ou Law & Order em sua grade e a CBS quer desesperadamente ter uma “novelinha” decente. Até agora todos falharam.

Surviving Suburbia provou que o tempo de Bob Saget na frente das câmeras se foi há muito tempo e que ele deveria ter encerrado sua carreira como o dublador do “velho Ted” de How I Met Your Mother. Mais uma sitcom centrada num típico pai de família suburbano, esta comédia não possui identidade, tem um roteiro fraquíssimo com o excesso das mesmas piadas sem timing (vide a obsessão com Zac Efron), sem contar no elenco de coadjuvantes que torna tudo ainda mais embaraçoso. In the Motherhood, estrelada pela ex-Wll & Grace Megan Mullally, tentou ser Curb Your Enthusiasm, mas não chegou nem perto (série pra TV baseada numa série de Internet?). Já a comentada The Unusuals falha em seu próprio conceito, querendo se vender como uma “série policial com casos diferentes” e que traz um episódio inicial intragável, aborrecido e, o pior de tudo, nada diferente ou melhor do que já temos hoje em dia.

Na NBC, outro drama policial chamado Southland, com o Ben “Ryan” McKenzie (ex-The OC) no elenco, sofre dos mesmos problemas de The Unusuals. Ambas produções não têm um foco, possuem milhares de personagens desinteressantes em storylines ordinárias e, no caso particular de Southland, há a pretensão de ser chocante e crua em suas cenas gravadas em digital, mas sem a densidade dramática de um bom roteiro. Impossível se interessar por mais de 30 segundos. Se estas séries têm “grandes nomes” envolvidos ou bons atores no elenco (um ou outro e olhe lá), isso não significa muita coisa. Também já passou o tempo onde um “Tony Danza” ou um “Tim Allen” da vida bastavam para levar uma série por anos a fio.

A CBS, que reservou poucas novidades na entressafra, apresentou na semana passada a incompreensível Harper’s Island, apesar da caprichada produção de Jon Turtletaub (Jericho). Essa é mais uma que já chegou querendo ser algo que não é: uma boa minissérie de horror. Tem muita mulher bonita, muito galã, muito sangue e nenhum texto. A tal ilha assombrada traz um mistério chinfrim – seis pessoas foram assassinadas no passado, o assassino também morreu, mas agora novas mortes começaram a acontecer levando, a cada semana, um dos convidados de um luxuoso casamento na principal mansão do local. É sério. Prato cheio pra quem curte apenas uma sucessão acéfala de clichês baratos do gênero. Às vezes nem pra isso serve, pois também é lotada de diálogos vazios que não acrescentam nada à história e só tem como destino engrossar as estatísticas das séries que serão canceladas em 2009, junto a todas mencionadas acima e mais algumas (Castle, Cupid, Kings, Better Off Ted e cia.).

O Mid Season já foi capaz de surpreender com novidades do calibre de Grey’s Anatomy, mas hoje está só na promessa das caras campanhas de publicidade desta safra. Por enquanto é um #fail coletivo para todas, até que provem (com muito esforço) o contrário.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Harpers Island, In the Motherhood, Mid Season, Southland, Surviving Suburbia, The Unusuals Tags: , ,
16/04/2009 - 00:01

LOST: Um Novo Passado

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Alerta de Spoiler - Brasil
Quem diria que através dos olhos do pacato e arredio Miles Straume nós descobriríamos tanta coisa, não? Pois o filho do Dr. Pierre Chang (!!!), nascido na ilha (!!!), não só tem a habilidade de “entender” os mortos, como também de nos intrigar seriamente como poucas personagens da série. Na busca por preencher o vazio que sentia (afinal, ele deixou a ilha ainda novo), o garoto cresceu e ironicamente passou a usar seu real dom para conseguir dinheiro fácil de forma enganosa. Subutilizado, foi através do contato de Naomi e dos infinitos recursos de Widmore que ele foi parar no cargueiro que o levou até a caça por Benjamin Linus, sem saber que indiretamente estaria retornando para o local que o tornou especial, convivendo com o seu “eu” recém-nascido (cai de vez por terra a história de que o bebê seria Sun e que por isso ela não voltou no tempo).

Mas a história do coreano descendente de orientais, que é mais uma personagem com problemas paternos, conseguiu ir além, concatenando de forma incrível diversos acontecimentos passados e futuros dentro da ilha e fora dela, como o pretérito encontro dele com um integrante do grupo que estaria no vôo Ajira 316 – o que quer saber o que há na sombra da estátua -, passando pela origem dos problemas eletromagnéticos (que acidentalmente mataram um obreiro Dharma) até chegar na construção de duas das estações mais importantes da Iniciativa: a Orquídea e a Cisne. O episódio ainda trouxe belos alívios cômicos, no momento em que a estação Hydra é citada como um playground inútil de ursos polares pelo próprio orientador dos já clássicos vídeos e nos sempre divertidos diálogos travados entre Miles e Hurley, que transcendem o tempo e a tela.

Apesar de não trazer grandes acontecimentos (nem sempre precisamos deles), Some Like it Hoth foi ágil e eficiente em nos imergir ainda mais na aura da série e das pessoas que futuramente serão (seriam?) exterminadas pelo desaparecido Ben Linus, trazendo ainda pequenos elementos que só vão clareando cada vez mais a história. É óbvio que perguntas seriam inevitáveis: e o tal cadáver do sujeito que levava as fotos das covas vazias para Widmore? Será que isso prova que foi mesmo Ben o forjador do falso vôo 815 ou não? Onde ficam as crianças na ilha, já que Jack limpava uma sala de aula que fora recentemente usada? Por que Miles é obstinado em pedir sempre 3.2 milhões (ele já pediu a quantia a Ben)? E, afinal de contas, o que Faraday estava fazendo nos últimos três anos? Infelizmente estas e outras perguntas permanecerão mais tempo ricocheteando em nossas cabeças, porque LOST somente volta no dia 29 de Abril nos EUA para o seu centésimo episódio! Serão duas longas semanas e sem cerveja Dharma, mas certamente valerá a pena

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar Full
Episódio “5×13: Some Like it Hoth” exibido em 15/04/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
15/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
24 “7×17: Day 7: 12:00am – 01:00am”: A madrugada chegou e os acontecimentos a partir de agora serão cada vez mais decisivos para moldar o final deste estressante dia. Logo de cara tivemos a surpresa da primeira aparição de Jonas Hodges perante os seus inimigos, dando continuidade à brilhante e visceral atuação que Jon Voight vem conduzindo nesta temporada, desde o telefilme Redemption. Agora, o que realmente me surpreendeu foi a subtrama com a filha da presidente e o repórter, pois parecia que ela seria um problema para a administração e acabou resolvendo o caso do vazamento da notícia muito bem (aliás, bem até demais). A ação com Tony Almeida invadindo a Starkwood lembrou muito os clássicos filmes de espionagem, mas o que não deu pra engolir foi aquela sugestão de que Kim Bauer pode trazer a cura para Jack, que foi infectado pela arma biológica. Ainda assim, com um excelente ritmo que não pára desde o primeiro episódio, 24 entra na sua fase final em um de seus melhores momentos de todos os dias que já vimos. Bom que o oitavo dia fechará a saga de Jack Bauer em Nova York, vejam só! Inevitavelmente, isso é um sinal que o antídoto de sua prole irá funcionar…
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 06/04/2009 na FOX americana.

30 Rock “3×17: Cutbacks”: Não ia demorar para que a crise econômica fosse retratada pelos olhos dos sempre sagazes roteiristas de 30 Rock. Cutbacks foi incisivo em suas críticas e piadas durante todo o episódio, combinando com ótimas piadas como a da saída de Johnatan (e sua declaração musical), o keynote à la Steve Jobs que Lemon fez e as brilhantes interrupções de Kenneth na sala de Donaghy. 30 Rock mais uma vez apresentou um episódio ácido e delicioso, com exceção apenas nas poucas cenas centradas em Tracy e Jenna, que reiteradamente representam o “núcleo” mais fraco da comédia. Seja pelas situações infantis em que se metem ou pela limitação de seus intérpretes, fato é que os dois sempre estão aquém dos outros integrantes. A série não precisava deles pra ser uma das melhores comédias no ar.
Cotação Bruno Carvalho:

Episódios exibidos em 09/04/2009 na NBC americana.

The Office “5×20: Dream Team / 5×21 The Michael Scott Paper Company”: “It’s Britney bitch“! Ao som de Lady GaGa, Michael Scott chegou com tudo para trabalhar em sua nova empreitada: a Michael Scott Paper Company! Antes disso, ele recrutou o seu “melhor amigo” Ryan e junto a Pam no porão do Scranton Business Center, o episódio deslanchou. Já na Dunder Mufflin, as coisas andaram de mal a pior, com a exigência brutal do novo chefe, especialmente sobre Jim, que em breve deve se juntar ao time “rival” do andar de baixo. Os melhores momentos “bizarros” dos capítulos  ficaram com Dwight e Andy (dois das melhores personagens da série) num dueto de John Denver para a nova secretária. The Office já está numa bela sequência de episódios e muita coisa vai mudar. Eu já mandei meu currículo para a Michael Scott Paper Company, Inc. porque eu acredito no potencial de seu CEO!
Cotação Bruno Carvalho:
Half Star
Episódios exibidos em 09/04/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×09: Spy in the House of Love”: Apenas para constar, a temporada atual de Dollhouse terá 12 episódios, sendo que o capítulo que não será exibido na TV americana não faz parte do plano original, sendo um “extra” produzido e gravado pelo criador Joss Wheddon, já preparando caminho para uma possível 2ª temporada. E se depender do que vimos até agora, a série merece sim continuar, pois este Spy in the House of Love deixou claro que até agora a trama só avança. Echo está somatizando experiências e diante da ameaça de um espião interno, ela voluntariamente se ofereceu pra ajudar, o que deixou as coisas ainda mais interessantes. Mesmo assim, parece que algum estrago foi feito, já que November silentemente se revelou à Paul (é impressionante como que nada fica estático por muito tempo nessa série). De todas as novidades deste Mid Season, Dollhouse foi a que mais me deixou surpreso e, não obstante a baixa audiência (que deve mais em virtude do dia e horário em que é exibida lá fora), o drama é excelente. Séries boas assim estão cada vez mais raras em nossa televisão.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódio exibido em 10/04/2009 na FOX americana.

E cadê os comentários das estreantes Parks and Recreation, Southland, Harper’s Island, In the Motherhood e The Unusuals? Falarei sobre elas especificamente numa matéria sobre a qualidade desse nosso Mid Season 2009. Acho que já entenderam o que eu quis dizer…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, 30 Rock, A Semana em Série, Dollhouse, The Office Tags: , , , ,
14/04/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
Heroes “3×22: Turn and Face the Strange”: Em mais uma semana Heroes continua medíocre. A trama boba em que Hiro e Ando se meteram com o filho de Matt Parkman deixa cristalino o quanto o roteiro de Tim Kring é vazio e sem foco. As caretas de Ando, as interlocuções de Hiro e a resolução do casinho beiraram o improviso, de tão mal escritos. Nem o novo poder de Sylar foi usado à sua capacidade, pois a todo o momento em que ele estava transformado em uma pessoa, foi possível perceber e até mesmo antever o que sairia dali. Desnecessária também a inclusão de mais uma história, desta vez envolvendo o lado “sentimental” de Denko, que só prestou pra postergar ainda mais o nada que virou a série. Heroes tem sim uma história, mas que só é contada no início e fim de cada capítulo ou volume. O recheio é pura enrolação. Faltando três capítulos para o fim, um tal “cemitério” no meio do nada foi revelado. A pergunta que fica sobre esse novo mistério é: quem se importa?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 06/04/2009 na NBC americana.

Trust Me “1×12: You Got Chocolate in my Peanut Butter / 1×13: The More Things Change”: Acabou, e da pior maneira possível. Trust Me despediu-se da TV sem um final digno, já que foi sumariamente cancelada pelo canal americano TNT. Segundo os executivos, a série não era “acessível ao público”. Ora, colocar uma produção tão caprichada e seleta como esta no horário do blockbuster American Idol denota, no mínimo, a estupidez dos programadores e o descaso com que o drama foi tratado desde o início. Enfim, nos episódios finais Mason, Conner e Tony Mink conseguiram dar a volta por cima na agência, resgatando de seu rival uma conta da qual não davam atenção – a Buick – e cobrindo o déficit deixado pela saída da Arc Mobile. Conectando muito bem o episódio anterior sobre o passado de Tony com Denise com os acontecimentos deste Series Finale em que foi oferecido à Mason o cargo do amigo, Trust Me encerrou-se de forma real, com um cliffhanger interessantíssimo para a ótima história que vinha sendo desenvolvida. Infelizmente não saberemos como a dupla de publicitários superará o desafio de ser liderada pelo pretensioso e arrogante Culligan. Tom Cavanagh e Erick McCormick estavam confortáveis e em perfeita sintonia em seus papéis, numa série descompromissada e pouco dispendiosa (pois, inclusive, era muito bem patrocinada). Grande vacilo da TNT não ter segurado a onda deste promissor drama.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 07/04/2009 na TNT americana.

Fringe “1×15: Inner Child”: Sem revelar uma gota sequer de seus segredos, Fringe voltou de forma arrasadora com um episódio redondo, curiosíssimo e com uma história cativante. Desta vez o padrão se manifestou em uma criança que foi descoberta nos escombros lacrados há décadas de um prédio a ser demolido. Com uma aparência que lembrou inicialmente um ET (pois estava branco, magro e com os olhos arregalados), o menino foi levado aos cuidados da divisão especial do FBI, onde desenvolveu uma conexão quase imediata com Olivia Dunham e com o caso que ela estava investigando (às vezes eu fiquei com muito medo da reação do garoto, pois esperava a todo tempo algo animalesco). Funcionando como uma espécie de conduíte emocional, ficou claro que o menino fazia parte de um experimento que pode, inclusive, ter a ver com o Observador (notem a semelhança física dos dois). Como eu disse, Fringe não precisou responder nenhuma pergunta para trazer um dos melhores capítulos de sua temporada, graças ao alto nível do roteiro que foi brilhantemente crescendo com a condução do talentoso diretor Frederick Toyle dentro da forte e característica aura de mistério da série. Se você não segue Fringe, comece imediatamente porque vale a pena.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 07/04/2009 na FOX americana.

Dirty Sexy Money “2×10: The Facts”: Agora eu entendi porque o canal ABC simplesmente engavetou Dirty Sexy Money até o verão americano. O episódio The Facts, exibido antes no Brasil, foi uma incompreensível sucessão de absurdos, que culminou num dos piores anti-clímaxes já vistos em uma série. A grande “idéia” dos roteiristas foi a de colocar uma repórter batendo na casa dos Darling fazendo perguntas indiscretas ao motorista que cuidava da casa sozinho enquanto a família havia saído da cidade para o feriado. Claramente mostrando que o sujeito estava mentindo desde o primeiro segundo, o episódio continuou com a “brincadeira” como se o público fosse tão ou mais estúpido que a inexperiente repórter que acreditava em tudo que ouvia. No fim, ao conseguir um escândalo sobre o livro de Patrick Darling que mancharia a integridade do político, o chofer pediu que o caso fosse abafado em troca de virar fonte para fofocas ainda maiores. Que contradição, não? Ora, se ele fez de tudo para abafar algo menor, como ele se escoaria segredos mais sórdidos? Pra piorar, no final a série ainda foi capaz de apresentar uma óbvia montagem “evidenciando” para nós que tudo aquilo que fora dito nos últimos 40 minutos não passava de uma mentira! Sinceramente, Dirty Sexy Money trouxe não só o pior episódio de sua série, como de toda a temporada de séries 2008/2009.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 07/04/2009 no AXN.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Dirty Sexy Money, Fringe, Heroes, Trust Me Tags: , , , , , , ,
13/04/2009 - 00:01

American Idol: Top 7 Revelado

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Pela primeira vez em oito anos de atração, Simon levantou-se para aplaudir um candidato em uma fase eliminatória. O feito histórico em American Idol pertence à Adam Lambert, provando que esta é uma competição de apenas um concorrente que está a anos luz à frente dos demais participantes. Cantando músicas do ano em que nasceram, a maioria foi medíocre, notadamente Lil’ Rounds, que semana após semana apenas mostra que sabe ser uma cantora cover, e não uma artista com identidade própria, que é o que os juízes estão procurando. Sem definir um estilo a seguir, ela apareceu com uma paupérrima versão de What’s Love Got to Do With, de Tina Turner. Não é à toa que ela foi para o bottom 3. Outro concorrente que desapontou muito esta semana, na minha opinião, foi Danny Gokey, que acabou com a clássica Stand By Me. Compensando o inadequado arranjo musical de “fanfarra” com um espetáculo de luzes, o frontrunner caiu muitos pontos em meu conceito com tanta “papagaiada”. Além de Adam, apenas Anoop Desai e Matt Giraud fizeram um trabalho digno, mas ainda assim muito aquém de Lambert. É possível ver que o artista, além de escolher bem as músicas, cuida sempre dos arranjos que permitem que o foco permaneça em sua apresentação, até mesmo na paleta de cores e efeitos utilizados. Trocando em miúdos, Adam já está criando o seu próprio show, que é o ponto alto e mais esperado da atração. Era lógico que Scott McIntyre precisava sair, já que ele só entrou e permaneceu tanto tempo na competição por condescendência dos juízes e do público. Daqui pra frente, ou os demais participantes elavam o nível, ou Adam será precocemente consagrado como o American Idol. Em termos de talento, não existe ninguém ali naquele grupo que o supere. Acho que a briga de Matt, Danny, Kris, Allison, Lil’ e Anoop será pelo segundo lugar.

O que acharam das performances? Quem, agora, deve ser o próximo (a) eliminado (a)?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , ,
12/04/2009 - 00:01

LOST: O Trailer de ‘Some Like it Hoth’

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Alerta de Spoiler US
A temporada está chegando ao fim. Some Like it Hoth será o 13º episódio de um total de 17 e o promo desta semana promete que o episódio irá revelar o destino de cada um na ilha, já que cada sobrevivente desta história tem um propósito a cumprir. Confira as imagens do próximo capítulo de LOST que vai ao ar na TV americana:


Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
10/04/2009 - 18:27

Enquete Móvel: Acompanhando Séries

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iPhone PostO crítico e amigo Pablo Villaça me perguntou ontem qual série eu gostaria de ter acompanhado desde o início, na época em que foi lançada. Sem titubear, respondi The X-Files, que marcou a década de 90 e cultivou milhares de fãs ao longo dos anos. Infelizmente, nunca tive a oportunidade de acompanhá-la da forma que deveria, episódio por episódio, semana por semana, e hoje certamente ela não tem o mesmo apelo que teve naquela geração. Por isso eu queria saber o mesmo: qual série você gostaria de ter acompanhado junto com a exibição, na época em que foi lançada, e nunca o fez?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Enquete Tags: ,
09/04/2009 - 00:01

LOST: O Dia do Julgamento

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Alerta de Spoiler - Brasil
Não é hora de respostas. Por que? Porque assim a ilha quis. Os fanáticos por descobrir a verdade, os antigos “Jack Sheppards” da vida, ficaram boiando no episódio de LOST desta semana. Isso não quer dizer, contudo, que Dead is Dead não foi revelador. Pelo contrario! Pela primeira vez mergulhamos de cabeça dentro do território intocado dos Hostis – um lugar onde todos que estão lá precisam seguir uma ordenação e cumprir regras, sem questioná-las. Isso, certamente, exige muita fé e esperança, algo que o jovem e inocente Benjamin Linus tinha sobrando com a vontade de deixar de vez a iniciativa Dharma como assim o fez. Afinal, foi a ilha que viu no jovem garoto o potencial de servidão de seus propósitos ou o contrário? Impossível saber, mas fato é que esta relação (simbiótica ou não), foi duramente abalada e desgastada com o tempo.

Focando suas atenções no “presente”, o capítulo percorreu a obstinação de John Locke em exigir que seu assassino fosse julgado por suas ações. Antes disso, várias lacunas sobre o passado do ex-inocente foram preenchidas, desde o tempo em que ele respondia a um Charles Widmore mais jovem e líder ativo do grupo, passando por quando sequestrou Alex dos braços de sua mãe Russeau, até o momento em que presenciou o banimento permanente de seu arqui-inimigo que construiu um império no “mundo exterior” apenas para ter os meios para tentar retornar ao local. Vimos também um lado mais humano de Linus (na medida do possível), capaz de amar, perdoar, se arrepender e de agir com menos praticalidade do que o de costume. Ele mata, fere e faz o que for preciso para atingir seus objetivos, mas tem o seus limites. O dia chegou: promotoria, defensoria e juiz e júri (todos reunidos numa única entidade) estão prontos para iniciar a pauta marcada.

Assim sendo, no terceiro ato deste agitado episódio, o homem por trás de várias cortinas foi julgado por seu criador – a ilha – que obviamente o deixou viver (afinal, ele fez o trabalho que lhe era exigido sem questionar), mas recebeu em contrapartida um pesadíssimo castigo por seus erros ao longo do caminho: de agora em diante ele terá que seguir como discípulo de Johnatan Locke. Por que? Porque assim a ilha quis. Vimos o templo, o “monstro” em ação como nunca e tivemos a certeza de que algo foi seriamente modificado (afinal, “dead is dead“). Ben desconhecia o passado do sobrevivente na Iniciativa Dharma, não se lembra de Sayid (como prometido por Alpert) e assim o círculo que se negava a fechar vai ficando mais redondo a cada minuto. Mesmo sem responder as perguntas fundamentais de toda a série, LOST nunca ficou tão clara para todos nós como agora. Espero que a ínsula trilhe um bom caminho até o fim nas mãos de seu novo líder. Episódio fantástico em todos os sentidos!

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar FullStar Full
Episódio “5×12: Dead is Dead” exibido em 09/04/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
08/04/2009 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Trust Me “1×10: Thanks, I Needed That / 1×11: Norming”: É uma pena que o canal TNT está correndo com a exibição da série para acabar logo com a temporada, que encerrou-se ontem à noite nos EUA. Trust Me certamente não merecia todo este descaso da emissora e do público. O caso da propaganda da cerveja em Thanks, I Needed That trouxe à tona o passado de Tony com a diretora da RGM Denise e o porque dela sempre sabotar o time de Mason. A rivalidade, os conflitos e as emoções deste estressante emprego foram, contudo, evidenciadas no episódio subsequente, Norming, que encerrou-se com o melhor clffhanger da temporada e o anúncio da possível separação da dupla Conner e Mason. De qualquer forma, Trust Me é muito mais que um drama sobre uma agência de publicidade, assim como ocorre com Mad Men. Apesar de terem focos diametralmente opostos, essas produções se destacam pelo texto caprichado, ágil e sempre contemporâneo. Infelizmente o cancelamento é quase inevitável. Não sei porque, mas Trust Me sempre me lembra de Studio 60, outra série excelente que foi duramente injustiçada por conta de baixa audiência. Não há como querer colocar uma série estreante pra competir com American Idol num canal a cabo e esperar que tudo dê certo. Se for mesmo cancelada, os culpados serão os programadores da TNT que conseguiram por uma das melhores novidades do Mid Season no pior timeslot possível.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 31/03/2009 na TNT americana.

United States of Tara “1×11: Snow / 1×12: Miracle”: O que aconteceu de relevante no 11º episódio de Tara, além do fato dela ter sido internada em uma clínica para um tratamento? Nada! Buck apareceu na instituição, causou um burburinho e só! O grande breakthrough de toda a série até agora somente veio quando a perturbada moça resolveu procurar pelo suposto responsável por seu transtorno mental. No final das contas, a resposta não foi encontrada, já que descobrimos que Tara já sofria de múltipla personalidade antes mesmo do tal estupro, e a temporada encerrou-se como a maioria dos episódios: de forma lacônica, inconclusiva e com uma montagem ou musiquinha no final para dar um clima “indie” à la Juno. Toda história foi apresentada, desenvolvida e encerrada de forma incompleta. Há quem adore as lacunas em United States of Tara ou o fato da série ser, no mínimo, agradável. Infelizmente nada disso segurará esta produção por muito tempo, a menos que Steven Spielberg continue bancando a inexperiência de Diablo Cody por mais temporadas além da próxima, que já está garantida.
Cotação Bruno Carvalho: Half Star
Episódios exibidos em 29/03/2009 e 05/04/2009 no Showtime americano.

Heroes “3×21: Into Asylum”: Não, não dá pra elogiar muito Heroes, porque sempre tem um capítulo à frente para deletar tudo de bom que foi feito pelo anterior. Desperdiçando muito tempo de tela, o episódio da semana mais uma vez foi praticamente sobre o nada, começando por aquele asilo idiota de Nathan Petrelli e Claire no México. Os dois voaram pra lá, arrumaram uns trocados, discutiram a relação pai-filha e retornaram do mesmo jeito! O mesmo pode ser dito daquelas cenas entre Peter e Angela na igreja, que foram de dar sono de tão repetitivas e desnecessárias. Se não fosse pela inusitada parceria entre Sylar e Denko, Into Asylum mereceria a nota mínima da semana, mas o caso desenvolvido nesta trama paralela não só foi interessante, como se tornou um dos melhores da temporada (o que, repito, não é algo muito difícil de atingir). Muito me espanta ler no início o nome de Bryan Fuller como “Consultant Producer“, já que sua atuação na série claramente está limitada às patacoadas de Tim Kring. A 3ª temporada novamente voltou a desestabilizar-se, como era previsível esperar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 30/03/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×19: Murtaugh”: Eu pensei que How I Met Your Mother subitamente havia recuperado a sua genialidade com a tal lista “Murtaugh“, baseada no personagem de Danny Glover da clássica série Máquina Mortífera, que sempre dizia estar velho demais pra fazer aquelas coisas. Assim, nasceu a aposta entre Ted e Barney, que rapidamente foi substituída pelo excesso de absurdos quando o “desafio” foi elevado, fazendo com que Ted tivesse que viver igual um velho. Tivemos também aquela historinha igualmente sem graça de Lilly e Marshall na escola, que foi o ponto mais baixo da temporada! Cadê a How I Met Your Mother que conhecemos? Quem está escrevendo a série agora, uma criança de 8 anos? The Big Bang Theory “2×19: The Dead Hooker Juxtaposition”: Chuck Lorre e Bill Prady vieram com mais uma sacada genial com a nova vizinha de cima do apartamento dos geeks, evidenciando que Penny é tão emocionalmente dependente daquele grupo como o contrário. A grande piada, contudo, foi a de Wollowitz e sua dificuldade em sair de casa, mesmo sendo praticamente expulso por sua mãe (que nunca aparece!). TBBT dominou a noite de segunda-feira com seu texto sempre afiado, adulto e contemporâneo.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother
The Big Bang Theory Half Star
Episódios exibidos em 30/03/2009 na CBS americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Heroes, The Big Bang Theory, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , ,
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