A Semana em Série, Parte II
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United States of Tara “1×02: Aftermath”: Spielberg que me perdoe, mas não consegui entrar no hype de United States of Tara neste segundo episódio. O texto irregular de Diablo Cody não segurou a peteca do ótimo piloto, parte por culpa de subtramas bobas que não foram bem exploradas, como a dos problemas de Marshall com o professor na escola e a da revolta da filha. Eu também não gostei do extenso tempo em tela que a alter-ego Alice ganhou, e considero-a a mais desinteressante das personalidades (com base neste episódio, pelo menos). Tudo bem que ela é uma típica dona de casa dos anos 50, mas tudo aquilo de lavar a boca da filha com sabão foi um pouco over. A própria Tara foi relegada à segundo plano logo de cara, sem que pudessemos descobrir um pouco mais sobre a “original” pra depois gradativamente ir passando para as “versões”. Muitos vão discordar, eu sei, mas achei o episódio em si muito desequilibrado pra ser o segundo de uma promissora série. Pelo menos ficou estabelecido que a família aceita a mãe dessa forma, mas nem sempre isso é divertido. Vamos ver o que vem pela frente…
Cotação Bruno Carvalho: 

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Episódio exibido em 25/01/2009 no Showtime americano.
Fringe “1×12: The No-Brainer”: Chegamos à metade da temporada de Fringe, e após vários episódios que estabeleceram muito bem a série como um drama de mistérios sobre a ciência marginal, pouco pode ser dito sobre a evolução da trama principal em si, o que é cada vez mais desgastante para o espectador. Sim, o caso do software que faz o cérebro das pessoas derreterem é muito interessante e sabemos que Olivia é extremamente capaz e inteligente a ponto de rapidamente descobrir a ligação entre um homicídio e outro. Mas Fringe nos prometeu mais desde o seu piloto e não vem cumprindo. O tal “padrão” existe e sempre quando alguém começa a chegar perto da verdade, algo muito conveniente acontece, como foi desta vez com o suicídio do programador. Eu ja disse aqui que a série sempre arranha a superfície, coloca o doce na frente da criança e depois toma. De tecnicamente impecável, Fringe cada vez mais se torna dramaticamente esquecível, pois se o próximo episódio não for exibido, duvido que muita gente vai se importar. Eu queria muito que essa série estourasse logo, parasse de enrolar e mostrasse de vez a que veio.
Cotação Bruno Carvalho: 

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Episódio exibido em 27/01/2009 na FOX americana.

Battlestar Galactica “4×13: The Oath”: Fraking Gods! Provavelmente The Oath já entrou pra lista dos mais memoráveis episódios de Battlestar Galactica, com a revolução civil que colocou toda a frota em um purgatório estatal. Não há mais o regime militar e muito menos uma democracia em jogo. No lugar, o destino dos últimos 39.643 seres-humanos estão nas mãos de dois loucos que buscam uma vingança pessoal contra a admnistração Roslin/Adama. Estes últimos, sem um objetivo fixo a seguir (como encontrar a Terra ou sobreviver), precisam da aliança com os Cylons rebeldes pra frota sobreviver a mais uma perigrinação pelo universo. Mas as coisas vão se encaixando, Kara e Baltar cumprem importantes papéis e de uma forma ou de outra, resta a esperança de que as profecias vão se concretizar. Este foi um episódio com roteiro e direção impecáveis, graças a Mark Verheiden e John Dahl, respectivamente, que são mais do que escolados em Galactica. A transcrição do motim passo a passo nos intervalos de tempo foi absolutamente estupenda e o final simplesmente trouxe um dos melhores cliffhangers de toda a série, com Adama e Tight, humano e Cylon, presos em uma sala que pode ter explodido. Como aguentar até a próxima sexta? Que os Deuses estejam com eles!
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 30/01/2009 no Sci-Fi americano.
Auditions em American Idol: A 8ª temporada está divertida? Está. Mas não vou perder tempo aqui pormenorizando os detalhes dos testes de San Francisco, Louisville, Jacksonville, Salt Lake City e o compacto Nova York e Porto Rico. Sempre temos alguns cantores muito bons, outros bons que não passam, os muito ruins e alguns que são ruins, mas passam (geralmente depois de implorarem). Aí a edição fica o programa inteiro fazendo mistério de um participante que tem “uma comovente história” (como se 99,99% das pessoas no mundo não tivessem histórias tristes pra contar) com um suspense se a pessoa cantou bem ou não. Ora, é claro que cantou, pois do contrário não teria porque eles serem tão cruéis. Em determinado momento de uma das cidades, Kara dioGuardi, que está menos irritante que no início, perguntou por que o candidato gostava do programa. O rapaz tímido e que cantou muito mal soltou um inusitado: “O Simon mantém o programa interessante”. E é exatamente isso o porque de eu continuar assistindo. Randy é um mosca morta, Paula tem certo carisma, mas sua opinião não importa e no fim está todo mundo antenado pra ver o que o inglês vai falar. Estou achando ele até muito bonzinho ultimamente, provavelmente deixando cantores medianos passarem de fase pra dar material pra Semana Hollywood, que é quando a competição realmente esquenta. Vamos ver se esse ano inova ou se será o “mais do mesmo de sempre”. Ah, e um puxão de orelha no Sony, que mudou a programação sem avisar, colocando um episódio a mais no meio da reprise programada de Ghost Whisperer. Muito feio…
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódios exibidos entre 20/01/2009 e 30/01/2009 na FOX americana.
Fique liGado, pois de hoje pra amanhã postarei os comentários de The Little Prince, o 4º episódio da temporada de LOST! Na sexta, claro, falaremos de mais uma hora de 24! Gostaria de ler os seus comentários sobre estes e outros episódios da semana! O que estão achando do Mid Season?
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, American Idol, Battlestar Galactica, Fringe, United States of Tara Tags: episodios, resenha, semana, usa











Ainda bem que alguém além de mim achou esse episódio de Fringe medíocre. Sim, o caso era bom, tudo foi feito de maneira certinha, mas é como você disse, a trama parece estagnada.
Eu gostei desse episodio de US of Tara… Achei melhor até que o primeiro.
Brunão,
quanto a United States of Tara, concordo com vc. E acho muito esquisito essa família aceitar tudo tão bem, tão tranquilos.. É todo mundo intelectualizado demais pra um subúrbio.. rs
Quando a Terra é encontrada, é como se não houvesse mais para onde a série ir. E aí, para surpreender todo mundo, a atenção se volta para a Galactica e realmente a gente ganha um episódio redondinho, cheio de intrigas, surpresas e, inclusive, a “ressurreição” de Kara, que estava meio morta nesta temporada. Agora só falta Lee colocar o uniforme.
Estou triste porque Galactica está indo embora, agora que a série está em seu melhor momento!
Discordo da opinião acerca de UST, o episódio foi pior que o piloto, mas foi um episódio razoável.
A série ainda está a acostumar-se e não se pode exigir muito no 2º episódio.
Claro, que existem alguns erros como o de dar mais importância aos alter-ego do que a Tara e também a questão da família aceitar “na boa” a doença da mãe, mas são arestas que brevemente serão (espero) limadas.
A actriz Tony Collet vai estupendamente bem, até que por vezes acredito que Buck é intrepertado por outro actor. A dinâmica do grupo é fantástica.
Fringe – NÃO PODIA CONCORDAR MAIS, está tudo dito. Caso interessante, arco completamente esquecido, resolução banal, frustação por mais um episódio sem evolução alguma!
Espero que rebente de vez e mostre o que tem na manga.
Fringe segue a mesma linha de Arquivo X, que tinham casos de mitologia, e casos de monster of the week..não vejo problema nenhum nisso. Assim como fazem várias outras séries inclusive, como CSI, por exemplo. Fringe nunca se propos a ser um Lost da vida, com historia rigorosamente continua…
E pra mim, The Oath brigando pau a pau com Exodus como melhor episodio de BSG…
Concordo com Fringe, e UST também, mas tem que levar em conta que o episódio foi para mostrar uma personagem (Alice)! Uma personagem CHATA! Por isso acho que merecia um 3,5!
É, lavar a boca da filha foi inusitado!
Eu estou gostando muito de USTara. Realmente, não é um humor que o faz rolar de rir, mas é interessante: você nunca sabe o que está para acontecer. Eu acho que a Diablo Cody está sabendo conduzir a série de uma maneira inteligente.
Eu acho que a família está perfeita assim. Mãe é mãe, a esposa é a mulher que você ama… não tem como odiar, não tem como não aceitar. Ao invés de mostrar essa aceitação ou não aceitação, a série mostra as frustrações e o jogo de cintura de cada um para lidar com essa questão que, ao menos na ficção, é muito divertida.
Outro ponto para o Showtime!