A Semana em Série, Parte I
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Já é segunda, por isso chegou a hora de postar a primeira parte dos comentários dos episódios exibidos na semana passada, entre os dias 25/01 a 31/01. Como esta foi a semana que antecipou o Super Bowl norte-americano, algumas séries não tiveram episódios exibidos, por conta da programação de especiais relacionados ao evento. Mesmo assim, vamos lá!
Big Love “3×02: Empire”: A ordenação religiosa que os Henricksson seguem, uma vertente não oficialmente reconhecida descendente do Mormonismo original, prega que a poligamia masculina é o único meio de atingir a divindade eterna e as mulheres que se recusarem à prática pluralista não seriam aceitas no céu. Além disso, existe a obrigação destas mulheres estarem constantemente “gerando” filhos, pois a sustentação de toda e qualquer religião é, por óbvio, o maior número de fiéis possível. Quanto mais crianças criados no meio desta “cultura”, mais adeptos e seguidores a Igreja terá. Por isso, os ensinamentos de Joseph Smith Jr. ainda são praticados por muitos grupos e comunidades fechadas no interior dos EUA, uma delas, a fictícia UEB, da qual Bill não mais faz parte. É aí que residem todos os contrastes de Big Love. Enquanto um pai moderno que diversifica os seus negócios, trabalha e mora em casa de luxo, Bill passariam como um provedor normal para sua família. Mas aí entra a parte religiosa onde, por exemplo, o marido e suas três mulheres saem para “namorar” com uma quarta pretendente a fim de tomá-la para dentro de casa e continuar com a indústria de fazer mórmons ortodoxos e mais problemas. Mesmo pacato, Bill é um destes fundamentalistas que acredita piamente nos ensinamentos de um profeta que diz ter visto anjos carregando placas douradas com os tais ensinamentos, por volta do ano 1800. Eu, se fosse aquele nativo americano, não construiria um cassino com esse sujeito, em plena caça à poligamia no Estado de Utah. É mais seguro investir com o Sr. Trump. Pelo menos esse “só” idolatra dinheiro. A trama segue mais densa do que nunca e a série definitivamente reergueu-se de sua morna 2ª temporada.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 25/01/2009 na HBO americana.
Trust Me “1×01: Before and After”: Trust Me é até uma série que inicialmente poderia ser classificada como uma tentativa de “filar” o sucesso de Mad Men, pois se passa justamente em uma agência de publicidade e traz, logo de cara, algumas situações semelhantes (como a captação de clientes e o desenvolvilento de campanhas). Mas a série, que marca a volta de Erick McCormack (Will and Grace) e Tom Cavanagh (Ed, Scrubs) à TV, começa com um texto atrapalhado, sem objetivo e com atuações ligeiramente inseguras de astros tão escolados. Mas à medida que o piloto avança, esse drama meio engraçadinho vai encontrando o seu ritmo, logo após a morte do dono da tal agência (numa divertida ponta do Jason O’Mara da Life on Mars americana). É aí que os dois amigos Conner e Mason enfrentam os conflitos e desafios para preencherem um cargo tão importante, ainda que apenas um deles foi oficialmente indicado para substituí-lo. Mas o grande “it” de Trust Me, pra mim, será ver o processo criativo destes dois inseguros profissionais da publicidade e as mirabolantes campanhas que eles criarão, o que não acontece muito em Mad Men, como sabemos, já que o enfoque do drama de Matt Weiner é outro. Essa também tem tudo pra ser um hit, já que ao final do episódio os protagonistas estão mais à vontade no papel e com uma boa química. A direção e consistente e o roteiro, da metade em diante, não decepcionou. Vale a pena dar uma chance.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 26/01/2009 na TNT americana.

Damages “2×04: Hey! Mr. Pibb”: Aconteceu! Damages trouxe o episódio que certamente deixou todo mundo boquiaberto com a quantidade de reviravoltas e surpresas que desfilaram em nossa tela. Pra começar, tivemos mais um pedaço daquela cena de Ellen no futuro, desta vez mostrando que ela saiu com uma mala de dinheiro! Mas neste quarto episódio todas as atenções estavam em Daniel Purcell. O cara muda de culpado pra inocente a todo o instante, e é praticamente impossível saber em quem confiar. Se por um lado o final deu a entender que ele está mesmo nas mãos da Ultima National Resources (UNR, daqui pra frente), também é bem possível que ele entrou nesse jogo junto com Patty e os dois estão tramando algo muito maior. Afinal, não teria porque o pai do filho da sócia majoritária do Hewes & Associados aprontar aquele papelão em plena audiência, corroborando a tese da defesa. Aí tem coisa, ainda mais depois daquela cena com ele jogando a amostra de água fora (seria a verdadeira?) e prestes a receber um enorme pagamento (o que, no futuro, pode virar uma prova judicial). A única variável que não consegue sustentar esta teoria é o envolvimento dele na morte da mulher. Precisamos de mais sobre o que aconteceu aquela noite. Estou perplexo com este episódio e a série, mais uma vez, conseguiu tornar-se absolutamente imprevisível.
Cotação Bruno Carvalho: 




Episódio exibido em 28/01/2009 no FX americano.
Lie to Me “1×02: Moral Waiver”: Acho que nunca vamos nos cansar quando do Dr. Lightman e sua equipe pegam alguém na mentira, principalmente numa situação inesperada como naquela conversa no início do episódio sobre os gastos do chefe do Departamento de Defesa com o polígrafo manual. É igual ver Grissom resolvendo um crime. Ele o faz há anos e ninguém queria que ele fosse embora de CSI. Além disso, a série foi muito feliz ao abordar logo de cara as limitações das máquinas que detectam mentira e como elas podem ser facilmente burladas, tornando o trabalho dos especialistas neste ramo ainda mais indispensável. Mas nem tudo foram flores no segundo capítulo, porque os roteiristas conseguiram juntar duas das histórias mais chatas vistas em uma série de investigação: a do suposto estupro no exército e a do jogador de basquete com artrite. Fora que os “investigados” recebem os consultores como se fosse a coisa mais normal do mundo: “Ah, vocês são os caras da mentira, legal”. Lie to Me é outra série tecnicamente impecável, desde sua instigante abertura até o momento em que comparam as expressões faciais e gestos dos mentirosos com a de pessoas famosas em situações semelhantes, denotando que tudo isso que vimos tem uma base científica e pode ser explicado pelo episódio (ao contrário de The Mentalist, por exemplo). Eu só uma pena ver todo esse potencial desperdiçado em tramas fracas (e o que o ótimo David Anders de Alias e Heroes estava fazendo numa ponta mínima?). Lie to Me não podia começar deslizando assim, especialmente com uma montagem totalmente ineficiente, que bagunça a mente do espectador e impede sua identificação com as personagens.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 28/01/2009 na FOX americana.
Amanhã falaremos de mais séries, incluindo United States of Tara e o explosivo episódio de Battlestar Galactica! Agora eu aguardo o seu comentários! Se não conseguir acessar a página de comentários, envie-os para ligadoemserie@ig.com.br, que serão publicados aqui!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Big Love, Damages, Lie to Me, Trust Me Tags: fox, fx, hbo, resenha, semana, tnt, usa







Realmente, Damages trouxe com esse episódio tudo aquilo que amamos ver nesta série. Eu interpretei os fatos de uma maneira diferente: não acredito que tenha sido uma armação do Purcell com a Patty: acredito que quem enviou os papéis para a Patty foi a mulher dele e que ele de fato a matou. Armaram então todo um esquema para que ela não percebesse isso.
Mas é imprevisível mesmo, como você disse.
Torço para que você esteja errado e ele tenha cutucado a onça com a vara curta!
Até gostei deste episódio de Lie To Me, acho que a série ainda está em teste, por isso não devemos ser tão criticos nestes primeiros episódios.
Acho o Dr. Lightman ainda tem de ser mais trabalhado, porque apesar de ser parecido com Grissom ainda fica a anos luz deste, recorrendo por vezes a “clichês” sem graça.
Lie To Me é uma série promissora e se for bem explorada pode vir a ter sucesso.
Gosto, como o Bruno disse, da comparação das caras das vítimas ou culpados com pessoas famosas (creio que o Bush já apareceu 2 vezes)…
Vou ver hoje Trust Me e depois post aqui meu comentário
Bruno Carvalho, talvez esse tenha sido o melhor episódio de ‘Damages’. Ficou aquela ansiedade e irritação por ter terminado, algo à lá ‘Lost’ em seus melhores episódios.
Ótimo comentário, bagunçou ainda mais a minha cabeça.
Já em ‘Fringe’ aconteceu o contrário, acho que teve o seu pior episódio desde o início. Espero que comente. ;P
não tava muito empolgado com Trust Me, mais depois disso to até penssando em baixar, sem falar que é so um episodio até agora né ;D
Blog muito bom, mesmo!
http://disfordaniel.wordpress.com/ comenta?
Faleeei que essa Lie to Me ia ser bomba.
Não vi Trust Me, mas acho que não vou baixar, não.
Estou me atualizando com Damages, estou no episódio 1×07 e, sinceramente, estou cansado disso de TODO MUNDO, desde a secretária ao vira-lata da Patty estarem trabalhando pra ela. Cada segundo de cada episódio é planejado por ela e, ao invés de isso deixar a série mais instigante, deixa-a meio forçada.
Sobre Big Love, e isso não é spoiler pois estou esperando pela exibição na HBO brasileira (é, eu sei, vai demorar…), acabei de saber que os mormons que ainda praticam a poligamia, que é o caso do Bill, quando casam com uma 4ª esposa geralmente existe uma coisa chamada “quórum” o que significa que o sujeito deve casar com mais 3(!) mulheres……..Bill com 7 esposas? uaww………..
[...] – Enviou: I Lied, Too; Burn It, Shred It, I Don’t Care; Hey Mr. Pibb; London, of Course; Look What He Dug Up This Time e o season finale Trust [...]