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Arquivo de fevereiro, 2009

27/02/2009 - 06:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
United States of Tara “1×05: Revolution”: No quesito evolução, United States of Tara merece uma nota muito baixa. A promissora trama que vimos no episódio piloto vem se arrastando há semanas e pouca coisa pode ser dita ou salva de cada capítulo. Neste pretensiosamente intitulado Revolution, nada mudou. Os desinteressantes filhos deram uma festa em casa e T apareceu mais uma vez causando problemas familiares. Quanta novidade. Até agora, o que mais me surpreendeu foram os nomes envolvidos nesta série, especialmente o de Steven Spielberg como produtor executivo. United States of Tara, por enquanto, é fraca como comédia e insossa como drama. Darei mais uma chance para que engrene, e só.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/02/2009 no Showtime americano.

Trust Me “1×04: Au Courant”: Mason é um sujeito solitário e, ao ser pressionado por seu cliente que possui uma descolada grife de roupas, acaba indo fazer pesquisa de tendências com sua filha nerd – a única exemplar do público-alvo que ele conhece de antemão. Este episódio extrapolou as paredes da agência, atingindo em cheio a realidade da família do publicitário, que se revelou vazia e deprimente como uma página de Facebook sem amigos. E foi na desastrada tentativa de estar “por dentro das últimas”, Mason pega o pitch de Conner (que teria salvado a campanha) e promete algo inalcançável: uma série de webisódios dirigidos por Spike Jonze, de Quero Ser John Malkovich. Claro que toda a história dos dois voando atrás do sujeito foi divertida e interessante, mas Au Courant conseguiu ser mais denso que isso, seja ao mostrar a reação dos amigos face um novo fracasso (que antes seria atribuído a um superior) ou ao retratar o crescimento que toda esta experiência acabou trazendo para dentro de suas vidas. Trust Me continua em um excelente ritmo, revelando-se a melhor surpresa deste Fall Season.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/02/2009 na TNT americana.

Damages “2×07: New York Sucks”: Quem está boquiaberto (de novo) com Damages levante a mão. New York Sucks contou a história da dedicação do Tio Pete, que sacrificou-se pelos obscuros segredos de Patty Hewes, deixando sua moribunda mulher e um incontável número de perguntas para o FBI. Os fragmentos da série vão se juntando, apesar de ainda vermos cenas esparsas que só farão sentido mais tarde, como a das missões do capanga de Krullik e as várias pistas que às vezes são encontradas e às vezes ignoradas, fazendo com que a série esteja constantemente “pisando em ovos”, sem nos permitir saber o que esperar no próximo frame. Também não conhecemos o nível de envolvimento de Patty e seus objetivos em toda essa história, ainda mais agora com essa parceria pública com Frobisher. Alguém duvida que vão apagar o cara logo? Eu não. Ah, e por falar em perigo, Ellen segue cada vez mais negligente, como se ela estivesse num constante estado de “inocência”, destoando muito da que vemos 4 meses à frente. Mas, quem sabe, ela aprendeu com sua “mentora” e está dissimulando muito bem. Damages está “bizarramente intrigante” a cada episódio.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/02/2009 no FX americano.

Battlestar Galactica / Trust Me

Grey’s Anatomy “5×16: An Honest Mistake”: O final do crossover entre Grey’s Anatomy e Private Practice veio com o esgotamento físico e mental de Derek Sheppard, que foi a estrela absoluta nestes episódios. Aliás, o capítulo da série de Addison (“2×16: The Ex-Life”) foi praticamente uma continuação do anterior de Grey’s, mostrando as complicações que o irmão da obstetra sofreu no pós-cirúrgico. Mas este An Honest Mistake fechou com chave de ouro o arco, com várias definições nas vidas dos cirurgiões do Seattle Grace. Descobrimos que Izzie está mesmo doente e ela utilizará os internos para saber o que tem, enquanto Bailey e o Chief desentenderam-se seriamente por conta das expectativas criadas de cada lado. Mas a apoteose do episódio ocorreu no meio do hospital com aquela intensa briga entre Derek e Mark, “resolvendo” o que estava pendente entre os dois por muito tempo. A tensão nas cenas cirúrgicas também foi elevada a um outro nível, com as discussões e divergências sobre o tratamento de pacientes, tanto no caso da mulher grávida, quanto nos erros da veterana Dra. Campbell (Faye Dunway). Shonda Rhimes trouxe um episódio com necessários conflitos que inevitavelmente trarão o crescimento das personagens e de toda a história. A série encontra-se em um de seus melhores momentos desde a aclamada 2ª temporada, mas é certo que precisamos de Addison de volta.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/02/2009 na ABC americana.

Battlestar Galactica “4×16: Deadlock”: Esta reta final de Battlestar Galactica está impecável, não? Esta saga vem trazendo uma boa quantidade de respostas, provando que o cancelamento planejado de séries só traz benefícios para os espectadores. A chegada de Ellen complicou ainda mais as coisas, com a possibilidade de segregação dos Cylons humanóides da frota, o que seria muito prejudicial para Adama no atual e precário estado de conservação da astronave Galactica. A volta de Gaius também trouxe à tona o problema que milhares de pessoas sofrem com o racionamento de comida, cada vez mais escassa. Sem poder “saltar” com os drives FTLs que ainda estão sob reparo, a busca por abrigo e suprimentos fica cada vez mais complicada e urgente. Certo é que com as duas raças à beira da extinção, como vimos naquela interessantíssima e simbólica cena final com as fotos de Cylons mortos, o clima de indefinição que paira no ar dá o tom emergencial destes 4 últimos capítulos que faltam. Vai ser uma viagem e tanto!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/02/2009 no Sci-Fi americano.

Por esta semana é só! Aguardo os seus comentários sobre as séries e episódios que assistiu!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Damages, Greys Anatomy, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , , , ,
26/02/2009 - 01:03

LOST: A Vida e a Morte de Jeremy Bentham

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Alerta de Spoiler - Brasil
Este foi mais um episódio de LOST que começou de forma completamente inquietante e inesperada (o que não é mais novidade na série) e que conseguiu quadruplicar a quantidade de dúvidas, inclusive do que já tínhamos como certo. Logo de cara, um misterioso sujeito chamado Cezar vasculhava um local cheio de itens Dharma, até ser escoltado para fora por uma tal de Lana (aque escoltava Sayid) para um local ao lado do avião da Ajira Airways, aterrisado. Surpreendentemente, estes dois estavam na ilha ao lado do próprio Locke, vivinho da silva, lembrando-se de sua própria morte. Foi aí que começamos a testemunhar o calvário que ele passou quando chegou no deserto da Tunísia (da mesma forma que aconteceu com Ben ao girar a roda), sob os olhares de Matthew Abbadon e, mais tarde, de Charles Widmore. Sim, aquele local de fato é a “saída” oficial da ilha e lá estava o velho rival de Ben esperando-o para um papo muito suspeito.

Também chamando-o de especial e anunciando uma iminente guerra, Widmore, que se lembrava da visita de Locke na ilha há décadas (enquanto para ex-ilhado passara-se apenas quatro dias), plantou a semente da discórdia, deixando todo mundo sem saber em quem confirar (o que, como já disse antes, não é nenhuma novidade na série). Mas apesar de simplesmente revisitar fatos como Locke o fez, viajando pelo mundo tentando converter os que deixaram a ilha, LOST preencheu as lacunas que estavam faltando, com momentos prá lá de chocantes, como a morte de Abbadon e os vários acidentes que Locke sofreu. Depois de encontrar o crescido Walt, ter seus motivos questionados, ser humilhado e falhar em sua missão, ele acabou sendo abordado por Ben justo quando estava a ponto de desistir de sua vida em um vagabundo quarto de hotel. Ironicamente, numa questão de minutos, Ben o salvou do suicídio para matá-lo em seguida, ao ouvir o nome “de uma tal de” Sra. Hawking. Certamente, o Sr. Linus é um homem misterioso, que consegue enganar todo mundo (inclusive nós), mas que não deixa nunca de fazer o que ele tem como certo e necessário para o sucesso de suas missões.

Mentindo ou não, a dedicação deste sujeito completamente dúbio e meticuloso é notável. A vida de Jeremy Bentham começou com o passaporte de Widmore (sua certidão de nascimento) e terminou com o gancho fatal de Linus (que gerou a nota de obituário no jornal), desencadeando todos os fatos que testemunhamos desde o final da 3ª temporada quando Jack convictamente gritou pra Kate que precisavam voltar. Eu não tenho dúvida alguma de que este foi o episódio filler mais necessário de toda a série, pois nos colocou em um momento crucial para a temporada, no reencontro do ex-aleijado com o seu assassino. As perguntas, claro, continuaram e chegou a hora de começarem a respondê-las. Desta vez, isso vai ser tão necessário quanto as atitudes de Bejnamin Linus e sua obstinação por aquele mágico pedaço de terra. Ainda assim, com tudo que aconteceu, não tenho como chamá-lo de vilão sem conhecer os dois lados da moeda. Ben, no fim das contas, pode ser o maior herói de todos e o grande salvador da Ilha. Vale ressaltar, por fim, as sempre excelentes atuações de Terry O’Quinn, Michael Emmerson e Alan Dale, que roubaram o ótimo episódio.

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar FullStar Half
Episódios “5×07: The Life and Death of Jeremy Bentham” exibido em 25/02/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
25/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×05: For Better or for Worse”: A ingenuidade de Bill às vezes me assusta. Sério. O ditado “a pressa é inimiga da perfeição” soou extremamente apropriado com o seu quarto casamento (!!) realizado entre 3:30 e 4 da tarde de um dia útil, em seu quintal. É óbvio que este castelo de cartas iria sucumbir, mas eu não imaginava que seria tão rápido. Ana nunca foi inserida na realidade de vida e religião que a família de polígamos segue e o choque de regras, procedimentos e decisões foi estarrecedor até pra nós: de reuniões diárias ao nível de submissão das mulheres ao marido, a vivência de Ana nas três casas só serviu para evidenciar o quão conturbado é o dia a dia dos pluralistas, que vivem numa aparente harmonia na base da tolerância. Todo mundo está a ponto de estourar, porque esta convivência forçada por um dogma religioso é irracional. Contudo, o episódio foi manchado por aquela aventurinha dos adolescentes nos arredores da comunidade, tornando-se a história mais dispensável até hoje mostrada. Teria sido um episódio impecável, não fosse por isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/02/2009 na HBO americana.

24 “7×09: Day 7: 4:00pm – 5:00pm”: Em mais uma eletrizante hora de 24, eu apenas não consegui entender porque Dubaku precisa levar a sua namorada para fora do país, com tanta coisa acontecendo. Nesta nona hora, as grandes ameaças cessaram e as maiores preocupações foram a de encontrar o terrorista Sangalês e salvar a vida do primeiro cavalheiro dos EUA. Mas estas simples missões se complicaram graças ao agente duplo do FBI, qie durante boa parte do episódio pensávamos ser Janis. Não, conforme eu temia, o infiltrado era mesmo o sempre tenso Sean, repetindo o clichê “Nina Meyers” da 1ª temporada: primeiro mostram ele agindo de forma suspeita (nos primeiros episódios), depois “limpam a ficha” dele e, mais tarde, o colocam na posição do verdadeiro traidor. São coisas como esta que 24 precisa parar de repetir. As boas, como Jack e Walker sendo presos no meio de uma importante missão e ela precisando submeter-se à situações absurdas que nem Jack fazia, eu não ligo. Foi mais uma hora tensa, que nos trouxe às 5 da tarde. A esperança é que Chloe consiga identificá-lo, mas essa não será uma tarefa nada fácil. Um bom episódio, apesar de tudo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/02/2009 na FOX americana.

Heroes “3×16: Building 26″: Não. Não foi desta vez que Heroes mudou da água pro vinho, como vinha sido prometido. O volume “Fugitives” continua sem foco, desinteressante e com subtramas incomensuravelmente dispensáveis, como aquela “aventurinha” de Hiro e Ando na Índia. Ainda que isso venha a se tornar algo realmente importante na série (o que eu duvido), a execução de cada storyline isolada é fraca. Isso fica notável naquele encontro entre Sylar e os agentes de Nathan no diner, que somente repetiu o uso de seus poderes recentemente “usurpados”, sem nenhuma inventividade. A trama como um todo permanece estagnada e cada capítulo nem pode ser chamado de “filler” (um episódio que apenas serve de ponte), porque não há o que preencher. Nem aquele final com o Sr. Bennet sendo capturado pelos “heróis” pôde ser considerado um bom cliffhanger. Eu sinceramente espero o dia em que não veremos um “To Be Continued” a cada final. Já passou da hora de parar há muito tempo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/02/2009 na NBC americana.

Dollhouse “1×02: The Target”: Tirando as partes que lembraram muito a desastrosa Bionic Woman (as na floresta, especialmente), eu confesso que gostei muito deste segundo episódio de Dollhouse, graças ao inesperado “twist” na contratação de Echo pelo arqueiro, que no final das contas queria caçá-la como um animal. A edição criou um clima tenso e em determinados momentos cheguei mesmo a temer pela vida da garota e de seu agente designado. Isso é muito positivo, ainda que saibamos que ela não vai morrer por ser a estrela da atração. É claro que, como toda produção atual, a série tinha que acrescentar um mistério, que foi a matança que um dos ativos chamado “Alpha” promoveu no local. Porém, a investigação do agente Paul sobre a tal “Casa de Bonecas” ainda está muito marginal e não nos apresenta como uma ameaça concreta à poderosa organização. Mas o melhor do episódio (que é estendido como os de Fringe) foi mesmo o seu final, revelando que Echo não é apenas um produto com um cérebro vazio, como foi insinuado, já que alguns resquícios de suas aventuras estão sendo somatizados à sua latente personalidade. Com o tempo, isso vai ser muito interessante e tomara que saibam explorar isso a tempo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/02/2009 na FOX americana.

Semana American Idol – 12 Semifinalistas (Grupo 1) e Resultados: O grande problema da maioria dos semifinalistas de American Idol quando passam para a fase das apresentações ao vivo é o de não saber escolher bem as músicas que cantarão. Eu até me alegrei quando Anoop Desai disse na entrevista sua meta era a de cantar as músicas que ele sempre quis ouvir no programa, mas aí ele aparece com uma R&B desconhecida “Angel of Mine” de uma tal de Monica, que lhe custou a vaga entre os finalistas. A sorte é que haverá uma repescagem entre os 27 excluídos nestas três semanas até formarem o Top 12. O perfurador Michael Sarver pegou o lugar de Anoop cantando a popular “I Don’t Wanna Be”, mas ele não chegou nem aos pés da versão que Bo Bice fez na quarta temporada. As demais performances foram esquecíveis, inclusive a de Tatiana del Toro (embora não tenha sido tão ruim) e é claro que o melhor foi deixado por último com Danny Gokey que cantou “Hero” de Mariah Carey, surpreendendo os juízes e público. Contudo, é notória a desmotivação de Simon sobre a noite, que no geral foi muito fraca. O episódio de resultados foi aquela mesma coisa morna de sempre, com os mistérios baratos de Ryan Seacrest e as barangas performances em grupo, que parecem que saíram de um musical escolar. Danny, Michael e Alexis Grace passaram para o Top 12 e só concordo com a vitória do primeiro, que por enquanto é o meu favorito.
Episódios exibidos nos dias 17/02/2009 e 18/02/2009 na FOX americana e em 21/02 e 22/02 no Sony.

Amanhã continuamos com mais comentários de séries! Agora eu espero o seu!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas, A Semana em Série, American Idol, Big Love, Dollhouse, Heroes Tags: , , , , , , ,
24/02/2009 - 02:01

Os Curiosos Títulos de Episódios!

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Uma das séries que inovou a forma de “batizar” episódios foi Friends, em 1994. Ao invés de colocarem um título óbvio, eles resolveram utilizar apenas a menção “The One With…” (Aquele com…) a cada semana, indicando algum elemento inusitado, mas de fácil identificação do público para futura referência. Por isso, num episódio onde Rachel, por exemplo, se vestia de princesa Leia para Ross, o nome era “The One With The Princess Leia Fantasy“. Muitas séries adotam um estilo próprio de nomear seus episódios. Uma das minhas favoritas é Two and a Half Men, que sempre coloca uma frase qualquer do roteiro como título, que na maioria das vezes foge completamente do contexto, sem ter absolutamente nada a ver com o tema da noite. Isso rende coisas ótimas como: “It’s Always Nazi Week” (É Sempre a Semana Nazista), “My Tongue Is Meat” (Minha Língua é Carne) ou “The Price of Healthy Gums is Eternal Vigilance” (O Preço de Gengivas Saudáveis é a Vigilância Eterna).

Outras produções são mais sistemáticas e menos originais como The Mentalist, em que todos os episódios da primeira metada tinham a palavra “red” (vermelho) no título, por causa do assassino Red John. Outros mais óbvios são The OC e Dirty Sexty Money, que possuem todos os capítulos começando com o artigo “The” e Chuck, que traz sempre “Chuck Versus Alguma Coisa“. Os mais criativos, contudo, são Gossip Girl e Dexter, que fazem paródias nos títulos com nomes de filmes, músicas e outras séries de TV. Na série dos ricos de Nova York temos “Blair Waldorf Must Pie!” (do filme Romeo Must Die), “The Blair Bitch Project” (The Blair Witch Project), “The Ex-Files” (The X-Files, claro) e “The Dark Night” (The Dark Knight). Na série do assassino já tivemos “Finding Freebo” (Finding Nemo), “Turning Biminese” (da música Turning Japanese), “An Inconvenient Lie” (do documentário An Inconvenient Truth) e o “It’s Alive“, célebre frase do cinema dita pelo Dr. Frankenstein ao despertar o monstro. Ah, já estava me esquecendo de The Big Bang Theory, onde todos os episódios têm um nome de um teorema ou de uma fórmula bizarra e Eli Stone tem sempre o nome de uma música nos títulos. Vocês conseguem lembrar de outras séries que têm títulos de episódios curiosos? Vamos acrescentando ao longo do dia:

- Grey’s Anatomy: Todos os episódios têm títulos de músicas, exceto o 7º da primeira temporada.
- Life on Mars (US): Também traz em seus episódios títulos de músicas dos anos 70.
- Damages: Traz como títulos excertos de frases ou expressões ditas no episódio.
- Heroes: Os episódios viraram “capítulos” e a temporada um “volume”, como numa revista em quadrinhos.
- Nip/Tuck: Coloca sempre nos títulos o nome do “operado” da semana.
- Knight Rider (2008): Todos os episódios começam contêm a palavra “Knight”.
- Scrubs: Todos os episódios começam com “My”, “His”, “Her” ou “Their”, dependendo de quem é centrado.
- Skins: Os nomes dos episódios são dados de acordo com a personagem central do dia.
- Gary Unmaried: Todos começam com “Gary…”
- Leverage: Todos os capítulos têm a referência do trabalho da semana “The + Alguma Coisa + Job”
- Extras: Trazia sempre o nome da celebridade convidada nos títulos.
- In Treatment: Os episódios têm o nome do paciente e a semana, como se fosse a agenda do terapeuta.
- Private Practice: Imitou Friends, colocano no início o “In Which…” (No Qual), nos títulos da primeira temporada.
- Privileged: Todos começam com “All About…” (Tudo Sobre…).
- Greek: A série da ABC Family também brinca com nomes de filmes e séries em seus títulos.
- True Blood: Os episódios têm o nome de uma música que toca neles (não sabia dessa!).
- Smallville: Curiosamente todos os episódios têm apenas uma palavra como título: “Frozen, Prey, Instinct…”
- The L Word: Todos os títulos começam com a letra “L”! Deve dar um trabalho…
- Bones: Batiza os episódios com a referência onde o cadáver da semana é encontrado.
- That ’70s Show: Também traz nomes de músicas de bandas famosas dos anos 70 nos títulos.
- Everybody Hates Chris: Vem sempre com a óbvia fórmula: “Everybody Hates + Alguma Coisa”.
- One Tree Hill: Mais uma série com nomes de música em seus títulos.
- La Femme Nikita: Na primeira temporada, episódios tinham uma palavra no título, na segunda temporada, duas, e assim por diante.
- Reaper: A série também costuma fazer referências a outras produções como Dirty Sexy Mongo e Episode IV: A New Hope.
- Seinfeld: Todos os episódios começam com o artigo “The”, exceto o 4º da primeira temporada (Male Unbonding) e o especial de 100 episódios da 6º temporada, que se chama “Highlights of a Hundred”.

(Lista atualizada, mandem mais! Obrigado pelas colaborações)

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags:
23/02/2009 - 00:01

Novas Séries e Temporadas em Março na TV Paga

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Finalmente a espera acabou para fãs de muitas séries que acompanham pela TV paga! Em Março, os principais canais do gênero programaram o retorno de várias produções e a estreia de novos dramas e comédias que são muito aguardados. Entre os principais destaques, estão a 5ª temporada de LOST (dia 9, 21h no AXN), o último ano de Prison Break, que voltará a ser exibido legendado no FX (dia 12, 22h) e, claro, a 2ª temporada de Damages (dia 10, 21h no AXN). Entre as novidades, temos a estreia de Fringe, série de J.J. Abrams sobre a ciência marginal (dia 17, 22h na Warner) e a divertida Leverage, que infelizmente estreará no pouco conhecido canal Space (só pra assinantes Sky, dia 17, 21h).

Voltam também ao FX as comédias My Name Is Earl e The Office com suas novas temporadas (dia 15, 20h e 20h30, respectivamente) e o A&E anunciou a 3ª temporada de Numb3rs e a estreia de The Beast (drama policial com Patrick Swayze) em sequencia no dia 8, a partir das 20h. Infelizmente chegando dublados à programação, no canal da Raposa, a última temporada de Boston Legal (dia 11, 21h), o telefilme 24 Horas: Redenção (dia 31, 21h), o 2º e provavelmente último ano de Lipstick Jungle (dia 5, 21h). A FOX ainda vai trazer a nova e fraquinha The Listener (dia 2, 21h). O Universal Channel, por fim, chegará com as temporadas de Psych e Monk a partir do dia  29, às 18h e 19h, respectivamente, e a 3ª temporada de Brothers & Sisters só retornará no dia 15 de Abril. Vai ser um mês agitado! Programem-se!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Canais, Notícias Tags: ,
21/02/2009 - 13:02

LOST: O Trailer de ‘The Life and Death of Jeremy Bentham’

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Alerta de Spoiler US
Todo mundo quer saber o que aconteceu com John Locke depois que ele saiu da ilha e é exatamente isso o que o próximo episódio The Life and Death of Jeremy Bentham (A Vida e Morte de Jeremy Bentham), promete mostrar. Assista as impressionantes imagens de mais um promissor capítulo de LOST:


Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , ,
20/02/2009 - 08:01

American Idol: Mais da ‘Hollywood Week’

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Foi muito interessante ver mais das performances individuais, as surpresas e fracassos do ultimo dia da Hollywood Week e já é possível identificar algumas figuras carimbadas que certamente farão parte do Top 36. Ah é, este ano o sistema de votos será totalmente diferente. Dos 36 finalistas, grupos de 12 se  apresentarão nas próximas três semanas e 9 (!!!) serão eliminados de cada vez. Haverá, contudo, uma repescagem para os excluídos, compondo finalmente o Top 12. Um pouco confuso, não? Com relação ao segundo episódio da semana, eu nunca entendi o propósito de um capítulo inteiro dedicado à eliminação de mais candidatos com base apenas nas gravações anteriores. Isso só servia para mostrarem eles desfilando no Pasadena Civic Center até saberem se continuarão ou não. Mas este ano felizmente eles mudaram a fórmula e criaram um episódio realmente interessante de se ver, graças à introdução da pomposa “Mansão dos Juízes” (uma coisa meio Trump, não acharam?) e a surpresa dos testes relâmpagos que precisavam ser feitos na hora para ajudar os indecisos Randy, Kara, Paula e Simon. Tudo bem que tudo isso foi colocado para efeitos meramente dramáticos, mas funcionou. Ainda assim 36 pessoas é muita gente para decorarmos o nome. Só consigo me recordar de cabeça de Anoop Desai e Tatiana Del Toro, esta última pelos escândalos que sempre apronta. Idol, no geral, surpreendeu, pois trocou um pouco o seu formato e isso pode dar um novo fôlego à atração, que estava consideravelmente desgastada.

Episódios “8×10: e 8×11″ exibidos em 10/02/2009 e 11/02/2009 na FOX americana e, em seguida, no canal Sony Brasileiro nos dias 14/02 e 15/02.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol Tags: , , , ,
19/02/2009 - 10:47

LOST: Um Salto de Fé

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Alerta de Spoiler - Brasil
Podemos dizer que este foi um episódio único em toda a história de LOST. Não só por remeter diretamente à primeira cena do piloto – aquela com Jack acordando na mata -, como também por apresentar uma narrativa completamente diferente do que estávamos acostumados. Primeiro, vieram as respostas que tanto queríamos sobre a ilha e sua natureza particular através das explicações de Eloise Hawking. Segundo ela, existem diversos “bolsões” de energia espalhados por todo o mundo e que a ilha está em constante movimento através deles, posicionando-se em possíveis localidades que só podem ser previstas através da estação Farol da Iniciativa Dharma, local onde parte dos Oceanic 6 se encontravam. O tão falado pêndulo de Foucault é o instrumento utilizado por ela para determinar as “janelas” de abertura que proporcionarão a volta. Ridículo? Absurdo? Pode ser, mas é assim que tem que ser, exclamou a Sra. Hawking.

Aliás, foi corajosa a decisão dos roteiristas em novamente nos mostrar o final da história para então começarem o curioso preenchimento de lacunas, através de cenas , insinuações e mais perguntas. Afinal, o que aconteceu com Aaron? Por que Hurley apareceu no guichê da Ajira Airways com uma caixa de violão? Será que ele recebeu uma orientação do nosso finado amigo Charlie Pace? Inexplicável também o motivo de Sun Kate e Sayid tomarem o vôo e o que aconteceu com Ben durante a noite. Mas o mais intrigante de todos os preparativos para a volta envolveram a sequencia de acontecimentos que fizeram com que Jack definitivamente se tornasse um “crédulo”, ainda que ele mesmo conseguisse imaginar o que outros diriam ao vê-lo agindo daquela forma. Tudo ficou ainda mais bizarro quando descobrimos que eles precisariam recriar ao máximo o primeiro acidente aéreo para que tudo não ocorresse de forma “imprevisível”, e a aparição de Lapidus só evidenciou que o destino realmente andou trabalhando pesado para que tudo aquilo acontecesse.

Chegamos, enfim, ao terceiro e impressionante ato do episódio, com os “Ajira 7” (contei certo?) sofrendo um “clarão” e pousando suavemente na ilha, sem o tão aguardado acidente. Nem precisava do Hurley ter comprado todos aqueles assentos para tentar salvar vidas. Enfim, com milhares de vácuos em nosso “timeline”, o episódio terminou com Jin totalmente caracterizado como um militante da Dharma, deixando dúvidas sobre em qual época todos eles foram parar. Parece, LOST agora se reiventa de um episódio para o outro, ao invés de fazer isso de uma temporada para a outra. “316” veio com a mensagem que temos que deixar de lado a razão e darmos um salto de fé, pois parece que vem muita coisa boa pela frente. Episódio impecável!

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar FullStar Full
Episódios “5×06: 316″ exibido em 19/02/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
19/02/2009 - 02:39

Out of Service

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Estou postando pelo 3G, pois o Vírtua me deixou na mão bem no dia da exibição de LOST. Não apenas ainda não vi o episódio até agora, como nem sei quando poderei conferir, pois não deram nenhuma previsão de retorno. Tentarei postar os comentários assim que possível. Peço desculpas aos que já esperavam, a essa hora, o post completo.

Update 06:40: Tive que vir até a porta da casa de um amigo e “roubar” o wi-fi dele para ter acesso ao episódio (Valeu, Daniel!). Os comentários virão ainda hoje, mais tarde. Novamente, peço desculpas.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: ,
18/02/2009 - 10:51

24 Horas: 2:00pm – 04:00pm

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Alerta de Spoiler - Brasil
O dia continuou e, sem perder tempo, Jack, Rene e Bill coordenaram um ataque quase impecável ao QG de Dubaku, enquanto Janis tentava minimizar os danos na usina química através do engenheiro chefe que martirizou-se para salvar seus companheiros e conterrâneos. A dúvida pairou sobre o FBI quando o dispositivo CIP simplesmente parou de funcionar, graças à intervenção dos ex-CTU. Era lógico que o vilão escaparia (só não precisava ser o único de todos a escapar, né?), mas a reviravolta da sétima hora ocorreu quando ele apoderou-se de uma excelente moeda de barganha: o próprio Primeiro Cavalheiro dos EUA, o que certamente deixará a presidente Taylor em mais uma situação impossível. Mesmo assim, a talentosa Cherry Jones traz ao papel a segurança, serenidade e desenvoltura apropriadas, fazendo com que sua personagem seja sempre surpreendente e incisiva em suas atitudes e decisões executivas, como antes apenas David Palmer conseguiu demonstrar na série.

Já na oitava hora, entre três e quatro da tarde, Dubaku voltou ao seu calabouço, mas a série acabou trazendo uma destas dispensáveis e previsíveis subtramas, envolvendo a irmã da namorada americana do terrorista. Pelo menos o que veio a seguir não deixou a desejar, com Jack Bauer e Bill Buchanan de frente para a presidente, mandando ela perguntar por aí sobre sua lealdade. Da mesma forma, os diálogos entre o herói e Larry Moss servirampra mostrar a integridade do agente, sem esconder os horrores que ele precisou e precisa fazer para salvar seu país. Enquanto o diretor do FBI fica sempre por trás de regras, Bauer já aprendeu que é necessário dobrá-las ou esquecê-las em momentos de crise e a agente Walker começa a trilhar este mesmo caminho, carregando o fardo de torturar uma mãe de família em troca da informação sobre o paradeiro do marido da presidente. 24 continua com o mesmo fôlego dos capítulos iniciais desta temporada, que vai ficando a cada minuto mais e mais promissora.

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar FullStar Half
Episódios “7×07: Day 7: 02:00PM-3:00PM” e “7×08: Day 7: 02:00PM-3:00PM” e  exibido em 02/002/2009 e 09/02/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas Tags: , ,
17/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
United States of Tara “1×04: Inspiration”: Ironicamente, ainda falta inspiração para United States of Tara neste episódio chamado “Inspiration”. A série continua lenta, sem foco e com tramas desmotivantes, como a dos problemas sexuais entre Tara e seu marido e a da filha Kate e o potencial romance com seu chefe do restaurante. A “dramédia” ainda peca por repetir temáticas, quando já foi claramente explicitado pra nós que os “alters” da pintora têm a constante vocação para atrapalhar sua vida, o que não precisa sempre ficar para o “cliffhanger” do episódio, se é que podemos chamar aquelas cenas avulsas de cada final (alô, Juno) disso. Muita coisa boa precisa estar preparada para essa série ganhar a encomenda de uma nova temporada antes mesmo da metade da primeira. Torço pra que isso aconteça, porque este ritmo está deveras cansativo e raramente interessante cada vez mais.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/02/2009 no Showtime americano.

Trust Me “1×03: But Wait, There’s More”: Com apenas três episódios exibidos, Trust Me já me cativou. Roteiro bom e ágil e com uma química cada vez melhor não só com os dois protagonistas, como já mencionei, mas também com os coadjuvantes, incluindo a ótima atriz Sarah Clarke (a Nina Meyers de 24, quase irreconhecível). É bom também que a série não fica acomodada e logo cedo já mostrou um bom conflito com os concorrentes de Mason e Conner tentando roubar a recém-chegada Sarah da agência. Muito boa também a participação de Monica Potter, que demonstra bem o desconforto de sua personagem, bem agora que ela foi indicada como a “estrela” da agência, cuja chefe só quer saber de que seus empregados faturem grandes prêmios. Trust Me é uma série simpática e agradabilíssima de assistir, mas precisa tomar um cuidado melhor com a edição, pra não alongar demais determinadas cenas. Apesar disso, esse é mais um acerto do canal TNT americano, que vem colecionando bons títulos televisivos.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/02/2009 na HBO americana.

Damages “2×06: A Pretty Girl in a Leotard”: O episódio anterior de Damages nos trouxe muitas revelações, mas em contrapartida este chegou carregado de questionamentos e retomando muitas histórias da temporada passada que não estão mais frescas em nossa memória, como o caso da cunhada de Ellen que foi seguida por aquele policial corrupto. Finalmente vimos aqui também o aguardado retorno de Frobisher em um bizarríssimo conluio com Patty contra a UNR, já que ele é um dos grandes acionistas da empresa. Reconheço, contudo, que os flashfowards desta temporada ainda não atingiram o nível dramático da primeira, que teve a morte do noivo, Patty chorando na praia etc. Por mais que vimos o detetive mau invadindo o apartamento de Ellen, sabemos que ela não deverá morrer ali e daquela forma, fazendo com que a cena tenha apenas um choque inicial que não perdura ao refletirmos. Mas como todo bom caso jurídico, Damages vai se construindo aos poucos, com uma evidência coletada aqui e um depoimento ali, até que tudo chegue a um veredicto. As peças estão no tabuleiro, mas ainda não formam uma imagem clara. Ainda assim, eu duvido que a temporada vá decepcionar.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 11/02/2009 no FX americano.

Grey\'s Anatomy / Private Practice Crossover

Grey’s Anatomy “5×15: Before and After”: Este excelente crossover entre Grey’s Anatomy e Private Practice serviu pra mostrar que o lugar de Addison sempre foi no Seattle Grace e não em um clinicazinha de Los Angeles. O pedido de casamento à Meredith precisou ser prorrogado prorrogado enquanto Sheppard se tornou a estrela do dia salvando o irmão de sua ex que possuía diversos parasitas no cérebro (mas já vimos que ele não permanecerá o herói por muito tempo). O jogo também virou para o romance entre Hunt e Christina com a chegada da mulher que vimos no episódio anterior. Acontece que ela era a noiva do médico e ele terminou com ela com um e-mail de suas linhas antes de partir pra guerra e retornou sem avisar! Mas de todas as histórias, a que mais empolgou foi o jogo que Izzie criou, enquanto sua condição médica cada vez foi ficando ainda mais evidente para Alex.  Certamente esse vai ser o grande “caso” da temporada,  culminando na já antecipada saída da atriz Katherine Heigl. Já Sadie, quem diria, entrou e deverá sair sem fazer nada, inclusive “medicamente” falando, pois ela colou pra chegar onde está. Foi um episódio equilibrado, com muita química entre os elencos de Greys e Private, o que me faz pensar por que Shonda Rhimes divide seu tempo e sua criatividade entre duas séries, enquanto poderia fazer muito dedicando tudo em uma só. Grey’s Anatomy, é claro.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/02/2009 na ABC americana.

The Office “5×14: Lecture Circuit (Part 2)”: A segunda parte de Lecture Circuit veio com um grande anti clímax, já que no final de tudo Michael não conseguiu reencontrar Holly, depois de se passar por um completo idiota (nenhuma novidade aí) na filial dela. Eu só quero ver quando o resultado destas palestras chegar à matriz… No escritório, para uma grande surpresa minha, Dwight e Jim deixaram suas diferenças de lado (ou quase isso) para planejar o aniversário de Kelly Kapoor. Mas nada disso conseguiu superar uma das melhores cenas de toda a história da série, quando vimos junto com o pessoal da Dunder Mufflin pela webcam a bizarra relação que Angela mantem com seus gatos, chegando ao cúmulo de agir como um, lambendo e cuspindo bolas de pelo. Só achei uma pena que esse episódio acabou meio do nada, sem trazer uma conclusão satisfatória para este pequeno arco. Resta saber se o que Pam falou para Michael era verdade ou não…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×10: Valentine’s Day”: Em apenas um episódio, 30 Rock conseguiu arrumar uma potencial briga com a Igreja Católica, com associações de deficientes visuais e com uma cadeia de restaurantes multinacional por um product placement não solicitado. O roteiro de Jack Burditt e Tina Fey para este dia dos namorados foi afiado e impecável, e uma das cenas que mais me fez rir na série foi o encontro de Lemon com o Dr. Barret, que envolveu seios à mostra, comida queimada, uma filha problemática, Liz fazendo “nº 2″ no banheiro e a morte da mãe do médico, que mais tarde descobrimos ser a avó dele, já que a “irmã” na verdade é a mãe. Puro nonsense! A participação de Jon Hamm foi uma das melhores até hoje e tomara que este arco ainda dure muito. O mesmo pode ser dito sobre Salma Hayek e seu caliente romance com Donaghy, que também rendem ótimos momentos (Jack rezando com o celular na mão tentando segurar a reserva no restaurante, por exemplo). Por fim, chegamos à paixão de Kenneth pela moça cega, que o deixou mudo como o Raj de The Big Bang Theory, e fez com que Tracy passasse todo o episódio cortejando-a por ele e simulando encontros. Foi cruel, mas, confesso, hilário. Este certamente foi o melhor episódio da temporada até agora!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/02/2009 na NBC americana.

Por hoje é só! Agora é hora de você comentar sobre os episódios da semana! Seja os que estão aqui ou os que você conferiu! Survivor: Tocantins, alguém? Eu achei bleh demais…

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Damages, Greys Anatomy, The Office, Trust Me, United States of Tara Tags: , , , , , , ,
16/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I e a Estreia de ‘Dollhouse’!

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×04: On Trial”: Enfim chegou o tão esperado dia do julgamento de Roman Grant e a expectativa de toda a Salt Lake City que o “profeta” seja condenado pelos crimes de cárcere privado, estupro e tráfico de menores e poligamia, é claro. Mas é exatamente por isso que os mórmons fundamentalistas se organizam em comunidades fechadas: para controlar o seu rebanho. Até mesmo Nikki, que tem uma conturbadíssima relação com o pai, estava trabalhando no escritório responsável pelo caso contra Roman, bem debaixo do nariz de seu esposo, e ela foi uma peça fundamental em toda a tramóia que foi armada para libertar o líder comunitário. Bill tem que aprender com o pessoal da Juniper Creek sobre como agir na surdina, porque aquela atitude de tentar destronar Grant através do confuso Albie foi tão infantil quanto inútil. Em mais um excelente episódio, o ator Harry Dean Stanton roubou a cena, cada vez mais à vontade no controverso papel  do “polígamo mor” que interpreta (a cena dele cantando na prisão foi de arrepiar!). Ah, e fora de toda esta confusão, vimos a “família” Henricksson propondo casamento à Ana. Isso significa, segundo o dogma polígamo, que ao atingir quatro esposas, Bill terá que chegar a sete para atingir uma graça divina ainda maior. Sim, sete.
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 08/02/2009 na HBO americana.

Heroes “3×15: Trust and Blood”: Eu juro que só continuo assistindo e cobrindo Heroes porque comecei e porque já estamos na 3ª temporada. É uma questão de honra ver o que Tim Kring vai aprontar a cada semana e quando ele vai finalmente desistir de tentar entregar algo que não consegue. Mesmo reiniciando a trama de forma promissora no volume “Fugitives”, conforme apontei semana passada, este segundo capítulo já mostrou que o roteiro está em frangalhos (Brian Fuller ainda não se juntou à série nesta altura). Ah, e vou abrir um parênteses aqui pra ressaltar algo que não faz o menor sentido, ainda considerando que esta é uma série “em quadrinhos”: quando Daphne corre e “leva” alguém, a pessoa do nada consegue andar na mesma velocidade que ela, o que é um absurdo total, já que apenas Peter e Sylar têm esta habilidade de assimilar poderes dos outros. Ainda bem que ela se foi, mas ao mesmo tempo que a série tenta se “enxugar” do excesso de personagens, um novo é apresentado (o garoto de Aliens in America), sem o menor propósito dramático. Heroes continua incoerente. Matt Parkam desenha o futuro, mas não consegue impedí-lo. Os poderes de Peter foram removidos, mas do nada ele passou a absorver uma habilidade de cada vez, algo que é evidente ter sido uma atitude de desespero de Kring, para impedir que sey “herói” seja invencível. Trust and Blood foi um episódio fraco, que encheu linguiça e que não conseguiu justificar as atitudes de Nathan Petrelli de maneira convincente. Está muito cansativo, mas como eu disse no início, continuar agora é uma questão de honra.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 09/02/2009 na NBC americana.

The Big Bang Theory “2×15: The Maternal Capacitance”: É notável a boa forma de The Big Bang Theory nesta segunda temporada, ainda mais depois deste incrível The Maternal Capacitance, onde ficamos conhecendo a mãe de Leonard que é uma espécie de Sheldon 5.0! Dizem que as manias das pessoas só pioram com o tempo e a química perfeita estabelecida entre Sheldon e Beverly mostrou que ele trilhará os mesmos caminhos, tornando-se um sujeito robotizado e extremamente incapaz de manter um relacionamento normal. O que não decepcionou esta semana foi o restante do elenco, que conseguiu ficar à altura do “protagonista” com as subtramas de Leonard e Penny (ambos com problemas com seus genitores) e a bizarra relação que a mãe de Sheldon identificou em Raj e Wollowitz, que está presente em toda essa turma. Não é à toa que este episódio marcou mais um recorde de audiência da série. Geeks rocks!
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 09/02/2009 na CBS americana.

Fringe “1×14: Ability”: Eu não disse na resenha anterior que valia a pena voltar as atenções para Fringe? No último episódio antes de um longo hiatus, retomaram o caso do Sr. Jones, o sujeito que se teletransportou de uma prisão na Alemanha para Boston com o único objetivo de recrutar Olivia para um exército de especiais, obrigando-a a realizar testes, sob pena da morte de milhares. Mas naquela cena em que ela desarma a bomba apenas olhando para um quadro de luzes, será que não foi Peter quem realmente o fez? Penso nesta hipótese, pois ele divide DNA com a conturbada, mas brilhante mente de Walter, que descobrimos implicitamente ser o autor de um manuscrito que é a bíblia da ciência marginal e é o que motiva os responsáveis pelo Padrão a movimentarem-se em prol de uma inevitável guerra com o mundo. Não é à toa que o velho sempre teve a chave para desvendar os mistérios apresentados. Fringe retorna somente no dia 7 de Abril, mas a série finalmente nos deixou ansiosos para os novos capítulos que prometem responder muitas perguntas e espero que uma delas seja sobre o Observador, que sempre aparece em algum frame de cada capítulo. Uma guerra entre a ciência e natureza será imperdível!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 10/02/2009 na FOX americana.

Dollhouse “1×01: Ghost”: Episódios pilotos de séries são geralmente esquemáticos, permitindo que o espectador compreenda um pouco sobre o universo que está sendo apresentado na nova produção. Mas isso não é 100% aplicável a Dollhouse. Joss Whedon estava certo em pedir que os fãs diminuíssem a expectativa pela série, pois ele criou uma verdadeira bagunça, influenciada por diversas produções que vão de Alias à Matrix, passando por A Ilha, 1984 e, por coincidência (acredito), a fracassada My Own Worst Enemy. Não que este novo drama não seja interessante, pelo contrário, mas muita coisa foi apresentada de forma rápida, impedindo uma correta assimilação do que estávamos assistindo. À princípio, o projeto Dollhouse se mostra como uma secreta organização que recruta garotas perdidas, como a estonteante Echo (Eliza Dushku) para se tornarem prostitutas de luxo programadas para satisfazerem ao máximo os seus clientes. Vivendo em uma prisão de luxo, elas são submetidas a uma lavagem cerebral após cada missão, mas recebem, em contrapartida, proteção e toda estrutura material para continuarem neste ramo. Porém, o piloto avança e esta primeira impressão é subitamente modificada, quando vemos Echo sendo escalada para uma missão que envolve intermediar uma transação de resgate no sequestro de uma garotinha. Isso só é possível porque um programador implantou em seu cérebro tais expertises, minutos antes dela entrar em ação. Do lado de fora da “casa”, um policial chamado Paul (Tamon Penikhet) luta para descobrir a verdade sobre este projeto (tornando-se o maior clichê até agora). Como eu disse, Whedon apronta uma bagunça que pode vir a ser difícil de limpar, criando uma série ainda sem identidade própria, como os fragmentos de personalidades que são implantados nas próprias “bonecas”. Só resta saber se esta mistura dará certo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 13/02/2009 na FOX americana.

Battlestar Galactica “4×15: No Exit”: Se você está atordoado com o excesso de informações que este episódio trouxe, eu não o culpo. Com cinco partes faltantes para o final de toda a saga de Galactica, a série literalmente nos contou, através das recém chegadas memórias de Sam, tudo aquilo que já cogitamos perguntar sobre a história. Em resumo, a verdade é que a 13ª tribo de Kobol era constituída de Cylons humanóides que os próprios humanos criaram e estes foram colonizar a Terra milhares de anos atrás. Contudo, quando esta tribo criou robôs serventes, estes rebelaram-se e os Últimos Cinco desenvolveram a tecnologia de ressurreição e voltaram para as 12 colônias com o intuito de alertá-los sobre os perigos de fazerem o mesmo. Como os drives FTL não haviam sido desenvolvidos, a viagem demorou mlhares de anos, os Últimos Cinco chegaram no meio da Guerra e precisaram barganhar com os Cylons híbridos utilizando a tecnologia de ressurreição e criação de humanóides  em troca de paz e acabaram sendo alienados em Caprica com falsas memórias. Ufa! Ainda precisamos de tempo para processar tudo isso, justo agora que vimos o péssimo estado de conservação de Galactica, que está pronta para ser invadida pela tecnologia do inimigo para sobreviver à sucumbência de seu metal ao tempo. Quem diria que apenas algumas lembranças de um Cylon ferido mudariam a perspectiva de toda a série, mas me pergunto se tudo isso não poderia ter sido nos apresentado de forma mais orgânica. Tomara que os próximos episódios dosem melhor a quantidade de informações, do contrário meu cérebro irá literalmente fritar, mesmo eu não sendo um Cylon. A reta final de Battlestar Galactica está imperdível e se você está atrasado, corra logo porque está perdendo uma incrível aventura!
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 13/02/2009 no Sci-Fi americano.

Amanhã a nossa cobertura continua com United States of Tara, The Office, 30 Rock, Damages, Trust Me e Grey’s Anatomy! Falarei das horas pendentes de 24 na quarta! Fique liGado e deixe seu comentários sobre os capítulos da semana? O que acharam da estreia de Dollhouse?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Battlestar Galactica, Big Love, Dollhouse, Fringe, Heroes, The Big Bang Theory Tags: , , , , , , ,
15/02/2009 - 23:14

LOST: O Trailer e Duas Cenas Completas de “316″!

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Alerta de Spoiler US
O que Eloise Hawking vai fazer com Ben, Jack, Desmond e Sun naquela igreja? Será que “316″ trará algumas das respostas que tanto desejamos? Confira o promo do próximo episódio de LOST, que será exibido na próxima quarta nos EUA:

As legendas são uma cortesia do Dude We Are LOST e relembro à APCM que este é apenas um promo! Se você é ávido por mais informações, confira após o jump duas cenas completas do episódio! Esse promete!

Leia mais »

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
14/02/2009 - 01:19

Produtora Desmente Rumores em Grey’s Anatomy

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O drama simplesmente não pode parar em Grey’s Anatomy, seja dentro ou fora das telas. Depois de divulgadas notícias sobre a saída dos atores T.R. Knight e Katherine Heigl do drama, que foram confirmadas pelo colega de elenco James Pickens Jr. (o chief), esta semana a criadora, produtora e roteirista da série, Shonda Rhimes, veio a público dizer que esta história é “muito interessante, mas não é verdade”. Logo em seguida, no mesmo evento, foi a vez do próprio ator explicar ao site Access Hollywood que suas declarações foram tomadas “fora de um contexto”. Segundo Pickens,  em meio aos rumores da saída das personagens George e Izzie, ele apenas quis desejar publicamente sorte a qualquer decisão que os atores tomem em suas respectivas carreiras. Ele declarou que não sabem de nada até receberem o roteiro do episódio seguinte… Hum, isso está me cheirando a contenção de estragos, não acham? Onde há fumaça pode haver fogo e esta história da saída de George e Izzie já está cozinhando há muito tempo. Eu aposto que  eles saem do Seatle Grace, e vocês?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy, Notícias Tags:
13/02/2009 - 13:06

Mad Men: Meditações em uma Emergência

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Alerta de Spoiler - Brasil
Enfim chegamos (tardiamente, eu sei) à Season Finale de Mad Men, que trouxe logo de cara a antecipada revelação da gravidez de Betty Draper em meio à ameaça bélica cubana que pairava sobre o adorado estilo de vida moderno norte-americano. Mas enquantos os mísseis não caem, Don precisa por a casa em ordem e pra isso ele simplesmente admitiu os seus erros e pediu uma nova chance à mulher. A reação dela, em contrapartida, foi ao mesmo tempo infantil e intrigante, com a noitada dela com um estranho num bar de Manhattan. Mas esse bebê e todas as mudanças na empresa vêm numa época de incertezas, principalmente depois que Don e Duck Phillips brigaram no meio da reunião com os novos donos da Sterling Cooper. Sim, porque apesar de tudo, Don se considera um artista que vende produtos, e não propaganda. Mas o episódio guardou para o fim o que estávamos esperando há um bom tempo, que foi a revelação de Peggy à Pete, sobre o filho que ela teve e entregou às custas de uma carreira. É claro que esta 2ª temporada de Mad Men acabaria de forma lacônica, fechando poucos arcos e deixando muita coisa em aberto. Esta nunca foi uma série fácil e óbvia. Tudo tem um contexto maior, uma conotação escondida e a história não pode parar. Matthew Weiner conseguiu novamente criar um drama complexo que já virou um clássico moderno. Até 1964.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×13: Meditations in an Emergency” exibido em 26/10/2008 no canal americano AMC.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Mad Men, Sem categoria Tags: , ,
12/02/2009 - 01:26

LOST: “Este Lugar é a Morte!”

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Alerta de Spoiler - Brasil
Pois é, então Sun estava disposta a matar Ben, enquanto Jin realmente estava perdido em 1988 bem quando o navio de Russeau sucumbiu ao mar em volta da ilha. Mas a sequencia inicial de This Place is Death nos mostrou através de flashes temporais vividos pelo coreano um pouco mais do que aconteceu com a equipe da francesa, que precisou exterminar seus companheiros “infectados” pelo monstro de fumaça. Já tínhamos certo que este era uma espécie de “sistema de segurança”, mas agora parece que ele protege especialmente aquele bizarro templo com hieróglifos. Mas protege de quê? Qual ameaça aqueles pacatos pesquisadores apresentavam? O que Russeau viu quando Jin sofreu o “clarão”? Ele simplesmente desapareceu como o Hiro Nakamura? Com tudo isso acontecendo dentro e fora da ilha, o episódio falhou em nos apresentar coerentes ligações entre os diversos fatos (pelo menos por agora), o que certamente é muito frustrante pra nós fãs.

LOST 5x05

Sabemos que estamos vendo uma história fragmentada, mas mesmo sendo absurdamente intrigante, não posso deixar de ressaltar que a falta de respostas, mais uma vez, torna-se o ponto fraco de LOST. E eu nem me refiro aos “grandes mistérios” como: “o que é o tal monstro?” ou “como aquela roda mágica foi parar lá?”. Ah, “tem a ver com a história dos habitantes originais da ilha e o pé de quatro dedos”, alguém pode dizer. Mas ok, e quando isso vai de fato ser revelado? O episódio poderia ter trazido, pelo menos, algo mais concreto sobre as implicações da interferência de Faraday no tempo, pois ele, assim como Richard Alpert, certamente descobriu como fazer para ir e voltar como bem quer. Ora, que a reclusa velha era a mãe do físico e que Charlotte havia passado a infância com a Iniciativa Dharma eram coisas que poderíamos ter  inferido há tempos, sem que preciosos minutos (e estamos falando da penúltima temporada) fossem perdidos. Faltaram surpresas, pois já podíamos antecipar muito do que aconteceu (e eu não leio spoilers desde a 3ª temporada).

LOST 5x05

Mas não tenho apenas críticas negativas a fazer. Vimos ótimos momentos, como a notável perda de referência temporal de Charlotte, que revisitou diversas épocas de sua vida e lembrou-se de quando Faraday apareceu em sua infância e disse pra ela nunca mais voltar (não sei como ele permitiu isso) e a tocante cena de sua morte. Há uma luz no fim do túnel? Literalmente. E com a nova aparição de Christian Sheppard dentro da Orquídea, reafirmando à Locke o que ele deveria ter feito e não fez, This Place is Death subiu alguns pontos no meu conceito, pois foi exatamente esse o questionamento que fiz ao final da 4ª temporada e está diretamente ligado aos interesses pessoais de Ben. Se o pai de Jack é ou representa Jacob, acredito que será algo que só saberemos bem no final da série. Por enquanto foi legal, apesar do nome do ator John Terry no início ter estragado boa parte de sua aparição. Fora da ilha e 3 anos no futuro (após o 1º giro da roda), Ben conseguiu levar apenas os “Oceanic 2″ e ficou pra nós o ótimo cliffhanger sobre como ele vai fazer pra trazer Kate, Aaron, Hurley e Sayid de volta antes do fim do prazo e como Ms. Hawking vai levá-los de volta daquela igreja. Há tanta expectativa por um novo episódio, que LOST poderia nos deixar um pouco menos perdidos. Só um pouco menos, vai.

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar Half
Episódios “5×05: This Place is Death” exibidos em 11/02/2009 na ABC americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
11/02/2009 - 08:10

A Semana em Série, Parte II

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Alerta de Spoiler - Brasil
Trust Me “1×02: All Hell the Victors”: Acho que já temos aí um forte candidato ao hit do Mid Season. Em seu segundo episódio Trust Me não decepcionou, trouxe um texto ágil, inteligente e cheio de reviravoltas e ajustou de vez a química entre Erick McCormack (Mason) e Thomas Cavanagh (Conner). Recém ocupando o cargo de comandantes de uma agência, os dois sem querer venderam uma brilhante idéia pra um cliente, e logo depois descobriram que a campanha já pertencia a um outro escritor. Mas no contrata ou não contrata o sujeito, os dois acabaram sabotando o próprio teste com consumidores que pagaram, o que foi uma sacada genial. Trust Me é divertida, mas séria o suficiente para não sair do foco, que são as dificuldades que dois jovens talentos com pouco know-how terão que enfrentar no mar de tubarões. Certamente este foi um ótimo começo!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na TNT americana.

Gossip Girl “2×17: Carnal Knowledge”: A primeira metade deste episódio de Gossip Girl foi sem graça e enfadonha, graças à boba guerrinha que Blair resolveu armar contra Rachel, a professora ninfeta, que de início não surtiu nenhum efeito. Mas o draminha do confisco de celulares e os rumores no blog da Gossip Girl logo deram lugar à um jogo muito interessante, que envolveu o ciúme de Serena, uma foto comprometedora e uma reunião de pais na escola Constance Billard. Foi lá que o “inocente” encontro de Dan com a professorinha causou a expulsão desta, sem querer confirmando a mentira que Blair criou. Ah, e foi esta a dona da melhor referência da semana: “É isso que eu chamo de prova excludente. Eu adoro Damages“. Enquanto isso, não consegui entender qual é a da trama De Olhos Bem Fechados que Chuck entrou, que só não foi mais ridícula porque a própria série admitiu semelhanças com o filme de Kubrick. Mas eu já estava pronto pra criticar o vai e vem de Serena e Dan quando aquela cena final totalmente inesperada nesta altura do jogo veio e arrebatou Dan e nós espectadores! A Gossip Girl vai ter um bom trabalho daqui pra frente. Pena que a série só volta no dia 9 de Março…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na CW americana.

Fringe “1×13: The Transformation”: Está aí a prova de que Fringe não precisa nos encher de respostas para ter um episódio satisfatório. Aliás, The Transformation foi exatamente o tipo de capítulo que estava faltando pra série deslachar, com uma trama amarrada à suas origens e trazendo resoluções importantes, como foi o caso entre Olivia Dunham e o falecido John Scott. É admirável a forma que os roteiristas conseguiram de trazer o ator Mark Valley de volta (ele é fixo na série) sem utilizar flashbacks ou pulos no tempo. Scott morreu no primeiro episódio e cada vez mais mostra-se fundamental à trama. Outra “ressureição” foi a da Massive Dynamic, sempre levantando dúvidas sobre o caráter de sua controller e o envolvimento da organização no padrão. Agora, vamos ao melhor deste episódio, que foi a impressionante transformação vista no início. Ainda que lidando com o absurdo e o fantástico, Fringe sabe ser uma série contida, revelando apenas o necessário para instigar o espectador, ao contrário do que acontece com séries tipo Supernatural. Sem dúvida alguma vale a pena voltar às atenções para este novo drama de J.J. Abrams.
Cotação Bruno Carvalho: Star Half
Episódio exibido em 03/02/2009 na FOX americana.

Damages “2×05: I Agree, It Wasn’t Funny”: Muitas revelações neste episódio de Damages, e quem diria que foi o Tio Pete foi mesmo o mandante executor do atentado  encomendado por Patty contra Ellen Parsons (corrigido,  Croitor)! O cara certamente nunca confiou na moça e agora ele tem ainda mais motivos para vigiá-la de perto. Mas o que vemos nem sempre é o que parece e quem está seguindo a heroína não é necessariamente o pessoal do Hewes & Associados. Aposto que o contato do futuro namoradinho da moça é Frobisher. Em momentâneos flahes, ficou subentendido também o que realmente aconteceu na casa dos Purcell, que até agora assumiu o lugar de Patty Hewes no quesito “surpresa”. Mas eu ainda tenho uma pulga atrás da orelha com estes dois e ainda acho que eles podem estar trabalhando juntos em algo maior, como apontei na resenha anterior. No final, tivemos uma overdose de informações, como o marido infiel de Patty, a descoberta de Hewes que Ellen anda falando com os federais (ela dá muito na cara) e por fim aquele mini flash alguma coisa com Wes que foi extremo! Damages entrega mais um episódio denso e recheado de boas atuações deste primoroso elenco. Ah, sim, e continua totalmente imprevisível. Em quem, afinal, Ellen atira daqui 5 meses?
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 03/02/2009 no FX americano.

Lie to Me “1×03: A Perfect Score”: Lie to Me é uma série que transborda tecnicidade. O trabalho de pesquisa e de consultoria eficaz quanto os resultados atingidos pelo Lightman Group. Em contrapartida, falta emoção ao drama e este é o ponto mais fraco desta série. Por mais especializado que seja, um bom seriado investigativo tem que despertar a empatia dos telespectadores com os casos mostrados e, pela terceira vez, não foi isso que vimos. Eu sinceramente não estava nem aí pro caso da filha da juíza ou muito menos pelo avião que o piloto da NASA destruiu. Lie to Me abusa em métodos e procedimentos, mas deixa de explorar e estimular os instintos primais dos seres humanos em busca das clássicas expressões faciais e trejeitos, ao contrário como ótimas séries do gênero o fazem (CSI, Bones, The Closer). Até mesmo a relação do Dr. Cal com sua filha é mecânica e, embora isso seja intencional, não quer dizer que é interessante. É o fim da linha para Lie to Me em nossa cobertura semanal e, se a série melhorar, falarei mais dela em um Season Pass. É uma pena, pois eu apostava todas as minhas fichas nesta aqui para o Mid Season.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 04/02/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×14: Beat Your Heart Out”: Isso sim é Grey’s Anatomy! Romance, emoção! Que episódio empolgante, que tirou a série da inércia de forma categórica! As faíscas voltaram no Seattle Grace e está tudo perfeitamente se encaixando. Sensacionais as cenas de sedução entre Yang e Hunt, que foram interrompidas por uma misteriosa mulher que fez o ex-militar grandalhão chorar igual uma criança e isso com certeza promete! Ah, e ainda teve Bailey finalmente encontrando sua verdadeira vocação, Izzie procurando saber o que tem de errado em sua cabeça, Sloane pensando em ficar mais “quieto” e, é claro, o iminente pedido de casamento de Derek à Meredith. Era certo que isso não seria entregue de bandeja desta forma, já que Addison ligou lá de Private Practice com algum tipo de emergência. Eu não curto “a outra série”, mas o crossover parece que será interessante. Se você não quer saber do que se trata, pare de ler aqui. Bom, em Private Practice descobrimos que o irmão de Addison, que também é neurologista, está com parasitas no cérebro e precisa urgentemente de uma operação. Ele está sendo levado para Seattle e, é claro, o pedido de casamento terá que ser adiado. Vamos ver o que vai acontecer. Que bom que Grey’s Anatomy voltou com tudo!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 05/02/2009 na ABC americana.

30 Rock “3×10: Generalissimo”: Impecável este episódio de 30 Rock, onde todas as tramas avulsas dos episódios anteriores concentraram-se numa sequencia de excelentes piadas, a começar pela repulsa que a avó de Elisa sentia por Jack Donaghy por este lembrar muito o vilão de uma telenovela mexicana. Em mais um show de atuação (que certamente o concederá mais prêmios), Alec Baldwin interpretou com maestria o maldoso Generalíssimo da novela, que no fim acabou ajudando Jack a conquistar a adoração da avó, pois ele havia adquirido os direitos sobre a atração. Enquanto isso Lemon ficou conhecendo o seu vizinho, interpretado por ninguém menos que Jon Hamm de Mad Men, no que será um promissor arco episódico. Com quotes como “Ahora con mas semen de toro!”, numa divertida propaganda do petisco mexicano favorito dos escritores, 30 Rock voltou ao seu melhor momento, finalmente fazendo valer todos os prêmios que recebeu.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.

The Office “5×14: Lecture Circuit (Part 1)”: Em menos de uma semana, dois episódios excelentes de The Office! Os caras não estão mesmo pra brincadeira. Enquanto Stress Relief foi para o lado do nonsense total, este Lecture Circuit teve uma approach mais pessoal com relação à Michael e seu desejo de reencontrar Holly. Pam também esteve ótima em sua visita à Karen e na filial Andy conseguiu roubar a cena com o seu “chame” pra cima da nova cliente de Stanley. Das palestras loucas de Michael à ótima deixa final, este foi mais um score da turma de Scranton!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 05/02/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×14: Blood on the Scales”: Se por um lado a dita revolução de Tom Zarek e Felix Gaeta começou orquestrada e rapidamente atingiu o seu objetivo (derrubar o atual regime na frota), quando estes chegaram ao “poder” a situação foi, no mínimo, desastrosa. Gaeta não tem a experiência e a frieza de Adama para tomar decisões frias e rápidas e Zarek não tem a moral e a diplomacia de Roslim para lidar com inimigos, o que resultou na triste e impactante chacina de todos os representantes da frota. Não poderia ficar deste jeito. Secretamente as ações de Lee e Kara consubstanciaram para impedir a execução de Tight e Adama (mas com uma dispensável sequencia de sonho de Baltar indicando o contrário apenas para fins promocionais) e a firmeza de Roslin, agora governando diretamente da nave Cylon, foi essencial para impedir uma crise ainda maior. O reencontro dos dois foi emocionante, o cliffhanger impecável e este final de Battlestar Galactica segue como o fenomenal acontecimento televisivo que sempre foi, mas agora em grandiosíssimo estilo. Faltam só 6 agora.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 06/02/2009 no Sci-Fi americano.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Battlestar Galactica, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, Lie to Me, The Office, Trust Me Tags: , , ,
10/02/2009 - 21:46

O’Maley e Izzie “Estão Fora de Grey’s Anatomy”, diz Ator

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Izzie & GeorgeParece que acabou o vai ou não vai dos atores T.R. Knight e Katherine Heigl, de Grey’s Anatomy. Segundo o ator James Pickens Jr., que interpreta o Chief desde a primeira temporada do drama médico, as personagens George O’Maley e Izzie Stevens deixarão o hospital Seattle Grace ainda nesta 5ª temporada. “Eles estão de saída”, disse o ator à revista US Weekly nos bastidores de uma das milhares de premiações de Hollywood desta época. Rumores sobre os dois atores deixarem a série já circulavam há bastante tempo na imprensa e a notícia não é um choque. Contudo, até o momento nenhum pronunciamento oficial foi feito pelo canal ABC ou pela criadora Shonda Rhimes se a história é verdadeira. Nenhum dos assessores de Knight e Heigl quiseram comentar o caso. Certo é que a participação da personagem George foi sensitivamente reduzida e a insatisfação da protagonista de Izzie com a série é notória desde quando ela ganhou seu (injusto) Emmy. Ao final da entrevista, o ator James Pickens Jr. disse que deseja tudo de bom para a carreira de ambos. Vão sentir falta?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Greys Anatomy Tags:
10/02/2009 - 08:11

BliG

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O BliG para colunistas está passando por alguns problemas e, por isso, ficaremos sem atualizações até o fim da intermitência. Agradeço a compreensão de todos. Assim que possível entrarei com a Semana em Série, Parte II.

Blue Line

Edit: Segundo o diretor de conteúdo do iG, Caique Severo, a falha ocorreu em um servidor do BliG para colunistas mesmo, mas já está normalizada. Voltaremos com novidades em instantes.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags: ,
09/02/2009 - 00:01

A Semana em Série, Parte I

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Alerta de Spoiler - Brasil
Big Love “3×03: Prom Queen”: Por ser filha de Roman Grant, nunca imaginaria que Nikki passou por tantas dificuldades em sua juventude, antes de casar-se com Bill. Aliás, que ser asqueroso este velho que permitiu que sua filha entrasse para uma espécie de “book” de esposas, prontas para serem escolhidas pelos seus “donos”. E que timing em que a mãe de Margene foi morrer, não? Apesar da forma curiosa como ela processou o fato, isso foi relegado à segundo plano, já que a pilha de problemas de Bill não para de crescer: a irmã de Barb está no comitê anti jogatina do município, sua futura 4ª esposa está saindo por aí com o ex e, sem saber, sua mãe provavelmente o deixou orfão de seu pai, numa das sequencias mais bizarras de toda a série. Ah, e eu já ia me esquecendo que a filha mais velha (e solteira) está grávida – algo que deve ser um pecado mais que mortal pra essa gente. Mas o que mais me impressiona é a submissão destas mulheres aos dogmas desta facção “religiosa” e a mais decadente de todas é a jovem e controversa Rhonda, que acabou voltando para os braços do poderoso Profeta. “And the plot thickens…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×03: Work”: Bom, então parece que esta série vai seguir um ritmo devagar, quase parando, pois foi isso que vimos no terceiro episódio de United States of Tara. Até o momento, Diablo Cody apenas conseguiu nos vender o drama de uma família desunida que aparentemente gosta de ser bizarra, colocando todas as suas fichas na protagonista com múltiplas personalidades, como se isso bastasse. As demais personagens não cativam, impedindo uma boa identificação do público: desde a filha emo que vive provocando o irmão gay até o pai de família que adora ser a vítima da conturbada relação que ele mantém. Fora isso, o único atrativo deste episódio foi a pequenina “reviravolta” no final, quando a vida sexual do casal voltaria à ativa caso Buck não tivesse aparecido. Ok, eles têm problemas quando Tara vira um de seus “alters”, sabemos disso. O texto, até o momento, me parece preguiçoso, já que eles têm um material e uma premissa tão boa. Diablo Cody tem um currículo pequeno e muita expectativa ao seu redor, graças à explosão de Juno e a parceria com Spielberg. Tomara que ela saiba lidar bem com isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 no Showtime americano.

The Office “5×13: Stress Relief”: Eles conseguiram se superar de novo! Também pudera, com um episódio pós-Super Bowl, era certo que coisa boa viria. Dwight resolveu criar uma simulação de segurança contra incêndio na filial (passando dos limites, é claro) e criou uma contenda generalizada, um infarto em Stanley e uma das cenas mais hilárias de todos os tempos da série. Apesar disso, ele não aceitou a culpa na reunião com a matriz e chegou ao cúmulo de dizer que o responsável pelo ataque do colega “foi o próprio coração dele”. Dright Schrute é impagável. Ainda assim, o episódio estendido trouxe uma pancada de momentos embaraçosos, já que Michael resolveu organizar uma espécie de reunião para aliviar o estresse que ele descobriu que causa em seus funcionários. The Office, além de apresentar um dos melhores textos na TV, possui um elenco unido e em perfeita sincronia, desde o seu protagonista até os coadjuvantes lá da contabilidade. Eu só não gostei da participação inútil de Cloris Leachman, Jessica Alba e Jack Black, que funcionou apenas como uma “piada interna” com as aborrecidas cenas daquele filme. Seria melhor se eles tivessem participado ativamente do episódio.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 01/02/2009 na NBC americana.

coment936

Heroes “3×14: A Clear and Present Danger”: Embora ainda sem fazer nenhum sentido, essa “revolta” de Nathan Petrelli contra a sua própria “raça” foi a melhor coisa que aconteceu nesta temporada de Heroes, com o início do Volume IV. Não que isso seja um grande feito, porque a série estava sem luz e em um constante declínio. Mas trazendo de fato um perigo real e imediato, este pode ser considerado o primeiro episódio realmente bom do 3º ano. Ainda assim, algumas coisas não convencem, como essa súbita vontade de Peter Petrelli em ter seus poderes pra “salvar” vidas. Ora, como paramédico, tenho certeza que ele já salvou mais vidas do que em sua carreira como herói, porque ele raramente agia diretamente para salvar pessoas. Ao invés disso, todos os ditos “heróis” passavam o tempo todo resolvendo os problemas que eles ou seus antecessores criaram, causando ainda mais alarte e destruição. Seria muito bom ver as habilidades de cada um sendo usadas para o bem imediato, como Parkman resolvendo crimes com sua leitura mental ou a Daphne impedindo assaltos, por exemplo. De fato, o que salvou o episódio foi aquele final bem Con-Air, que vai mesmo dar início à fuga dos “especiais”. Vamos só ver até onde eles vão chegar com isso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.

Chuck “2×12: Chuck Versus the Third Dimension”: Chuck deixa a nossa cobertura semanal e vai para o Season Pass, depois de um episódio fraquíssimo e que destoou completamente do bom ritmo adotado pelo início desta temporada. Em segunda ou em terceira dimensão, a superficialidade da trama cansou e não dá pra ficar semana por semana discutindo as “coisinhas engraçadinhas” que aconteccem na Buy More ou as missões sem perigo que os agentes se metem. Ao invés disso, a série se rendeu ao merchan barato, com esse ridículo lance do 3D e uma embaraçosa participação de Dominic Monagham (LOST). Eu gosto das personagens, mas não do que a série virou, por isso falaremos mais de Chuck em uma versão global de nossos comentários quando a temporada se encerrar. Apenas cinco minutos de LOST, 24 ou até mesmo de 30 Rock rendem mais assunto que uma hora inteira de como essa que vimos. Sorry, guys.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 02/02/2009 na NBC americana.

How I Met Your Mother “4×14: The Possimpible”: Muito bom o vídeo currículo de Barney, mas achei boba essa traminha de Robin ser deportada, quando sabemos que isso é algo que não vai acontecer. Melhor se explorassem mais o amor de Barney por ela. Quanto a Ted e os outros, foi divertidinho aquele lance do “let go“, criando mais uma crônica atemporal sobre nossas atividades “curriculares”. The Big Bang Theory “2×14: The Financial Permeability”: Interessante conhecer um novo lado de Sheldon que é completamente “non-freak”: o seu desgarramento com dinheiro. Isso, por outro lado, denotou o quão Penny e ele são extremos opostos em tudo, já que ela simplesmente é neurótica com grana. A história paralela com Leonard cobrando a dívida do ex de Penny só serviu pra mostrar que o foco desta série deve sempre ficar em Sheldon.
Cotação Bruno Carvalho:
How I Met Your Mother:
The Big Bang Theory
:
Episódios exibidos em 02/02/2009 na CBS americana.

American Idol Hollywood Week: Chegamos em uma das melhores fases do programa, a Hollywood Week, que foi completamente destroçada pela edição deste ano em prol da expectativa de draminhas baratos. Ao invés de vermos mais apresentações boas e ruins no pomposo Kodak Theory, o programa resolveu mostrar mais os resultados e as ceninhas de bastidores do que realmente aconteceu no palco. Isso ficou ainda mais evidente no segundo episódio da semana com as apresentações em grupo que quase não foram mostradas. No lugar, passamos quase metade do capítulo testemunhando uma interminável briguinha de “drama queens“. Eu até entendo que eles querem “segurar” um pouco mais o que será mostrado, pois este ano ao invés do Top 24, teremos Top 36! Pois é, e eu achava que a superxposição de Idol não poderia mais aumentar… Enfim, a melhor semana de toda a atração, conhecida como “Hell Week” ficou só na promessa. American Idol quer ser, nesta primeira parte, mais uma novela do que um reality show sobre música. Que pena.
Episódios exibidos nos dias 03/02/2009 e 04/02/2009 na FOX americana.

Amanhã teremos mais comentários, incluindo Damages, Lie to Me, Fringe, Grey’s Anatomy, Trust Me, mais um The Office, 30 Rock e Battlestar Galactica!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): A Semana em Série, Big Love, Chuck, Dexter, Heroes, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , ,
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