2009 janeiro | LiGado em Série, com Bruno Carvalho
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Arquivo de janeiro, 2009

31/01/2009 - 08:01

LOST: O Trailer de ‘The Little Prince’

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Alerta de Spoiler US
Mais uma semana se passou e vamos chegando ao 4º episódio de LOST que se chamará The Little Prince (O Pequeno Príncipe). Segundo o narrador, ningém está salvo, nada é impossível e retornar à ilha é só o início de tudo! Será que já no próximo os Oceanic 6 estarão de volta à ilha? Confira as imagens abaixo e no link o novo trailer que acabou de sair na TV americana:


Ah, e segundo o jornal O Globo Séries Etc., LOST estreia no Brasil no dia 5 9 de Março, uma quinta-feira segunda-feira, no canal AXN. Os comentários de “Jughead“, o episódio da semana estão aqui.

Obs.: Para a 5ª temporada de LOST, adotamos a política de não mais publicar informações não oficiais e não divulgadas pelo canal ABC ou pelos produtores da série. Portanto, caso seja àvido por spoilers dos próximos episódios, evite comentá-los abaixo ou então acesse os blogs dos especialistas Carlos Alexandre Monteiro e Davi Garcia para obter estas informações. Acredito que desta forma teremos uma experiência muito mais completa com a série. Obrigado e uma boa temporada para todos!.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , , ,
30/01/2009 - 06:01

24 Horas: 12:00pm – 01:00pm

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Alerta de Spoiler - Brasil
Antes de começar a falar do episódio em si, preciso constatar que após 7 temporadas 24 ainda consegue estabelecer muito bem um constante clima de tensão, especialmente enquanto precisam manter um complicado sistema de logística de edição, para que tudo ocorra em tempo real (ou quase). Dito isso, a 5ª hora de mais um dia de Jack Bauer continua de arrepiar. A posse do dispositivo CIP pelo regime Juma fez com que Jack Bauer “mudasse de lado” (como já aconteceu diversas vezes na série), mas ainda assim eles conseguiram inovar neste aspecto, trazendo Chloe e Bill como cúmplices freelancers, já que a CTU não existe mais. Também é sempre bom quando vemos Jack e Tony improvisando em ação, como no momento em que eles conseguiram esfumaçar Matobo e sua mulher pra fora quarto do pânico, utilizando um veneno fabricado com ingredientes domésticos.

Mas o que mais me atrai em 24 é a concomitância de situações alarmantes e a ignorância de vários lados sobre o que está acontecendo, algo que apenas o espectador tem acesso graças ao trabalho quase impecável dos montadores. Basta ver como o chefe do FBI se comporta quando a agente Walker sai sem aviso e, logo em seguida, quando esta se vê à mercê dos sequestradores, sem saber que Jack trabalha do lado dela. Há, em contrapartida, uma trama em paralelo que não podemos relevar: a da busca do marido da presidente pela verdade sobre a morte de seu filho Roger e a complicadíssima reviravolta nesta história, com aquele momento enervante ao estilo “Jogos Mortais” com o guarda-costas envenenando o seu patrão. 24 é feita de vários “momentos impossíveis”, como o da quase execução da agente Walker e seu enterro à la Exposé. Será que ela fará companhia à Paulo e Nikki debaixo da terra ou conseguirá sair de lá por conta própria como a Beatrix Kiddo?

Tenso. Por fim, resta sabermos mais detalhes sobre a conspiração na administração Taylor (cadê o Jon Voight, afinal?) e quem é o infiltrado dos terroristas no FBI. Espero muito que este não seja o analista Sean (Rhys Coiro, de Entourage), pois ele é o típico suspeito e vem se comportando como tal. Seria óbvio demais, e já tivemos uma Nina Meyers antes… Faltando 19 horas para o fim do “dia”, 24 já  conseguiu nos levar ao limite diversas vezes, ainda que o roteiro seja um pouco conveniente e maniqueísta. Ora, este é um preço que estou disposto a pagar por tanta diversão, não acham? Até a próxima hora!

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar Full
Episódio “7×05: Day 7: 12:00PM-1:00PM” exibido em 19/01/2009 na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas Tags: , ,
29/01/2009 - 01:20

LOST: Uma Bomba Que Não Explodiu

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Alerta de Spoiler - Brasil
Daniel Faraday disse que não é possível mudar o que já aconteceu, mas certamente ele não considerava um elemento que não estava na equação da ilha: Desmond Hume, que agora (ou no futuro, dependendo do seu ponto de vista), está casado com Penny e acaba de ter um filho com ela, o pequeno Charlie! E foi graças à visita do físico à escotilha no episódio anterior que o brotha subitamente lembrou que deve encontrar a mãe de Faraday em Oxford, o que tornou-se uma tarefa mais difícil do que parece. Ao invés disso, ele acabou chegando à residência de uma mulher moribunda, cujo tratamento está sendo financiado por Charles Widmore e ela aparentemente vive enclausurada com o “mal do tempo”, similar ao que Minkowski sofreu. Já em algum lugar e tempo da ilha, parte do grupo foi capturado pelos hostis de Richard Alpert, que “recentemente” dizimaram militares que conduziam experimentos com bombas de hidrogênio. Ora, mas por que nunca ouvimos falar disso antes? É simples… Ou não.

Desde o início desta temporada estou sendo obrigado a acompanhar LOST com um caderno de anotações e na metade do episódio eu já tinha quatro páginas de exclamações e interrogações sobre o que estava acontecendo. Estabelecemos que se passaram três anos após o incidente com o desaparecimento da ilha e que em Jughead, os sobreviventes foram parar em 1954. É lá, inclusive, que encontramos o jovem Charles Widmore como um dos subordinados de Alpert, o que se tornou a maior revelação da temporada até agora. Já ouvimos referências de que a ilha era do pai bilionário de Penny e que foi Ben quem a tomou. Uau, queria muito saber como isso aconteceu (e não foi com a purgação!). Não dá pra entender muito por enquanto, mas parece que o objetivo é exatamente esse: colocar os pontos no tabuleiro para ligá-los depois, e confesso que estão fazendo isso de forma brilhante e extremamente intrigante, num nível nunca antes atingido pela série. Parece até que é outro programa que estamos assistindo.

Mas Jughead foi além de contar a história de uma bomba H que nunca explodiu (faltou uma resolução satisfatória disso, reconheço, ainda que saibamos que no futuro deu tudo certo).  Mas o mais curioso foi perceber que cinquenta anos antes de ser indicado como o líder dos outros, Locke fez uma visita a Alpert e o disse para conhecê-lo depois de seu nascimento, o que só ocorreria daí dois anos. Como já vimos, foi exatamente isso que o misterioso homem que não envelhece o fez. Pra fechar, se os indícios de que Mrs. Hawking era a mãe de Faraday já eram fortes, agora que sabemos que ela está em Los Angeles (onde se encontram Ben e os Oceanic 6), o fato ficou praticamente incontestável. Contudo, eu ainda não sei como absorver esta história de que a ilha está em um infinito looping temporal (uma das teorias mais antigas) e que Locke e os que ficaram para trás estão revisitando fatos, alguns deles até já testemunhados por nós. Resta saber o que Faraday fará para trazer sua amada Charlotte de volta. Será que ela morreu? Tomara que não. Carlton Cuse e Damon Lindelof terão que provar de vez que estão no caminho certo, para a felicidade global (e a infelicidade de Tim Kring). Nesta 5ª temporada, pelo visto, ou vamos amar ou odiar LOST para sempre. Repercutiremos mais tudo que vimos nas próximas horas do dia aqui nos comentários. Aguardo o seu!

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar Full
Episódios “5×03: Jughead” exibido em 28/01/2009 na ABC americana.

Repercutindo Fatos do Episódio e da Série:

- Richard Alpert visitou Locke no dia de seu nascimento e depois, quando ele tinha cinco anos, no episódio Cabin Fever, da 4ª temporada. Foi aí que ele pediu que o garoto selecionasse alguns objetos em uma mesa.

- Em determinado momento de Jughead, Ellie diz para Faraday algo como: “você não cansa, né?”. Por que será que isso não foi abordado mais adiante, quando o físico chegou no acampamento militar tomado por Richard?

- Afinal, como será que Charles Widmore passou de um simples “Outro” para o bilionário que hoje é? Será que ele explorou a ilha de alguma maneira? Como ele chegou na ilha, afinal? Qual seria a ligação entre os Outros, os Nativos Hostis e os membros da Iniciativa. E, afinal, que grupo militar é esse que chegou na década de 50 e foi dizimado por Richard e cia.?

- Notaram qual é o nome do filho de Desmond e Penny? Charlie. Uma singela homenagem ao roqueiro que salvou a vida do brotha em Through the Looking Glass, da 3ª temporada, e permitiu o reencontro do casal.

- Revendo o primeiro episódio desta temporada, vi Ethan cercando Locke e lembrei-me da lista que os Outros tinham com alguns nomes do vôo 815. Como sabemos, algumas destas pessoas estão indo e voltando no tempo, poderia tal lista ter a ver com alguma interação que aqueles nomes tiveram com o pessoal de Ben no passado? Como diria Hurley, “crazy, dude“.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
28/01/2009 - 12:01

Mad Men: Conhecendo Dick Whitman

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Alerta de Spoiler - Brasil
Nunca é tarde para continuarmos nossa cobertura de Mad Men, uma série que é pra ser degustada (e, por isso, comentada) aos poucos. Foi em The Mountaing King que descobrimos um pouco mais sobre o passado de Don e o acordo que ele fez com a esposa do verdadeiro Dick Whitman, Anna, para assumir a identidade do falecido de guerra. Ao contrário do que poderíamos imaginar, ele não simplesmente usurpou o nome do ex-combatente: ele usou todo o seu charme com a viúva do sujeito e conseguiu um bom trato com ela, já que mandaria dinheiro em troca do “aluguel” da identidade do cara. Mas pelo que vimos, a relação de Don com Anna com o passar dos anos foi muito além do simples negócio, pois ambos desenvolveram certa admiração um pelo outro e, embora os indícios de um romance ali não são evidentes, todas as conversas indicaram que seria possível se as circunstâncias fossem outras.

Em uma das “vindas” de Don, isso ficou evidente quando a burocracia e tramites notariais rapidamente cortaram o romantismo do momento, quando ele foi obrigado a pedir o divórcio à Sra. Whitman para então casar-se com Betty. Mesmo assim, Don é uma pessoa completamente quando está na presença de Anna, o que não deixa de ser, de certa forma, triste (especialmente para Betty). Na agência, enquanto a fusão era aprovada, presenciamos a lamentável cena de Joan sendo estuprada pelo próprio marido numa sala vazia, apenas para que ele pudesse mostrar a sua “dominância” sobre a moça, já que ele captou o clima que ainda rola entre ela e Roger. Já Peggy conseguiu seu próprio escritório depois que abocanhou a conta da Popsicle com uma brilhante campanha, deixando os rapazes mortos de inveja. De volta à Califórnia, o episódio fechou, mais uma vez, de forma simbólica e brilhante, com um “batizado” de Don no mar do pacífico. Seria esse o prenúncio de que muita coisa vai mudar? Comentarei o derradeiro final de temporada em breve,

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×12: The Mountain King” exibido em 19/10/2008 no canal americano AMC.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Mad Men Tags: , ,
27/01/2009 - 02:14

A Semana em Série: 18/01 a 24/01

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Alerta de Spoiler - Brasil
Estou finalmente em dia com a exibição dos episódios da semana e espero que curtam os comentários das antigas e das novas produções:

Big Love “3×01: Block Party”: Depois de uma morna 2ª temporada, parece que Big Love decidiu voltar com tudo! Bill Henrickson é um ser tão peculiar e complexo, que às vezes faz Dexter Morgan (Dexter) ou David Fisher (Six Feet Under) parecerem sujeitos normais. Eu nunca canso de apontar a facilidade com que ele adora colecionar problemas, mas Bill parece se superar a cada temporada que passa. É muito conveniente pra ele acreditar nos dogmas de sua religião, acolhendo o que quer (ter várias mulheres) e simplesmente virando as costas para o que não o interessa (entrar em certos ramos de trabalho).  No meio disso tudo, Barb, Margene e Nikki sofrem, especialmente esta última, que teve sua identidade exposta em todo o bairro por causa da prisão de seu pai Roman Grant e agora vive sendo ridicularizada pela vizinhança e espionando no escritório que cuida do caso do velho. Já Barb, coitada, aceitou “namorar” uma 4ª esposa, pois ela acredita que ao questionar os peculiares ensinamentos dos dissidentes da igreja Mórmon de Utah, sua doença voltou. Para estas pessoas (e isso não é ficção), o tamanho da família plural dita a quantidade de “felicidade” no reino eterno. Coitado também de Alby Grant, então. O novo “profeta” foi pego com as calças abaixadas solicitando sexo em um banheiro masculino nos arredores da UEB. Eu só quero saber quanto tempo mais os segredos desta gente, que envolve cárcere privado, pedofilia  e agressão doméstica, continuarão indenes. Esta promete ser uma ótima temporada!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 na HBO americana.

United States of Tara “1×01: Pilot”: Quando comecei a ver o piloto de United States of Tara, minha primeira reação foi a de não entender por que tanta gente estava falando bem desta criação de Diablo Cody (Juno), que tem produção executiva de Steven Spielberg. Ora, a história de uma mãe de família que sofre do distúrbio de múltipla personalidade é até interessante, mas nos minutos iniciais desta comédia o tom extremo e caricato que chegou a tomar conta da tela realmente me incomodou. Mas é logo após conhecermos Tara e uma de suas personalidades, a jovem “T”, somos gradativamente inseridos no universo peculiar de uma família que não apenas aceita conviver com uma pessoa neste estado, como de fato até se acostumou em serem diferentes (pessoas acostumam-se com tudo). Basta ver no final quando o marido e a filha constataram o quão estranho o fato de Buck, o mais divertido dos alter-egos, ser canhoto. Foi como se isso fosse a parte mais bizarra de toda essa história. O destaque, claro, vai para a atuação de Toni Collete, que está surpreendente e irreconhecível em seus vários papéis. E olha que ainda nem conhecemos Alice, a dona-de-casa dos anos 50, que deve aparecer no próximo capítulo. United States of Tara pode não ser genial ou brilhante por enquanto, mas é deveras divertida e interessante. Mais um ponto para o canal Showtime!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 18/01/2009 no Showtime americano.

Gossip Girl “2×16: You’ve Got Yale!”: Às vezes eu quase perco a fé em Gossip Girl. Eu sinceramente não aguento mais esse draminha de séries teen sobre quem entrou em qual faculdade, quais casais vão se separar e por aí vai. Desde Dawson’s Creek, OC etc., essa conversinha nunca acaba. Com Gossip Girl eu achei que seria diferente, já que havia a indicação de que todos iriam pra Yale e de lá a série continuaria numa boa. Não, os roteiristas têm que criar dúvidas e esse vai e volta de admissões, reitores e cia. que só eles entendem. Eu disse “quase” perco a fé, porque o episódio no final traz várias reviravoltas, como Chuck sendo adotado por Lilly, Blair declarando uma guerra fria à nova professorinha ninfeta e Jack Bass perdendo a linha e partindo para o estupro após perder o controle acionário das Indústrias Bass (aliás, indústria de quê, hein?). Os bons elementos da trama estão aí, eles só precisam reorganizá-los e fugirem dos clichês, o que geralmente constumam fazer. Continuarei dando chace aos Upper East Siders, por enquanto.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CW americana.

How I Met Your Mother “4×13: Three Days of Snow”: Ah, que delicioso episódio de Mother! Three Days of Snow funcionou justamente como a crônica que mencionei na resenha anterior, brincando de forma genial com sua narrativa, como em seus tempos de glória na 2ª temporada. Todas as histórias foram singelas, com piadas orgânicas à trama, especialmente o caso das tradições de Marshall e Lilly, culminando naquele apoteótico momento no aeroporto. Foi um episódio redondinho, cheio de excelentes momentos e atuações. Não precisou de mais nada, nem de guarda-chuva, nem de cabra e nem da tal mãe.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×13: The Friendship Algorithim”: Com Sheldon de volta ao centro das atenções, fico cada vez mais surpreso como que todas as relações sociais para ele são um mero experimento científico do qual ele está sempre conduzindo. Ao sentir a necessidade de arrumar um amigo apenas com o objetivo de ter acesso aos recursos de um departamento na faculdade, o geek elevou a sua incapacidade de ser e apresentar-se de forma normal, inclusive ao travar uma inocente conversa com uma menininha na biblioteca, conversa esta que poderia facilmente acabar em um tribunal caso Leonard não tivesse intervido. Em suma, Sheldon é sim uma criança muito inteligente que desenvolveu apenas a parte de seu cérebro reservada ao conhecimento empírico, mas é assim que ele faz desta uma das melhores sitcoms da TV. The Big Bang Theory precisa urgentemente ser mais reconhecida de tão boa que é. Ou pelo menos Jim Parsons.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 19/01/2009 na CBS americana.

Fringe “1×11: Bound”: Uau! Que retorno foi esse, não? Olivia surpreendeu logo nos minutos iniciais, escapando de seu cárcere em uma cena eletrizante e mais uma caso bizarríssimo foi alvo das investigações de Walter e Peter (a criação de organismos unicelulares gigantes dentro do corpo de pessoas). Mas o melhor deste episódio foi, é claro, o confronto de Dunham om Mitchell e Samantha Loeb, que não apenas fazem parte da conspiração, como também estavam infiltrados bem debaixo do nariz do FBI. Pra complicar, o departamento Fringe Science está sendo investigado pela corregedoria (um pouco de clichê aí, mas tudo bem) e todo o capítulo seguiu no já característico clima de mistério, intrigas e insinuações. Pena que Fringe é sempre aquela série promissora que não acontece, pois até agora não podemos falar com orgulho de determinado episódio, como um The Constant de LOST, por exemplo. É só isso que está faltando pra essa série estourar e vez.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 20/01/2009 na FOX americana.

Damages “2×03: I Knew Your Pig”: Eu tenho a leve impressão que Damages jogou cartas demais na mesa neste início de temporada, mas não sei até que ponto isso é proposital. Estamos com um excesso de tramas paralelas que (i) confundem o espectador e; (ii) ainda não estão ligadas. Isso, à longo prazo, pode até ser solucionado com brilhantismo, mas os roteiristas precisam jogar algo mais contundente pra nós além do fato de Danny Purcell ser pai do filho de Patty e pequenas coisinhas aqui e ali. Sim, os dois têm uma história e isso já foi muito bem estabelecido desde o início, mas e daí? Damages perde sim alguns pontos por não encaixar bem suas histórias secundárias e nos deixar totalmente no vácuo das artimanhas que só Patty Hewes sabe que está fazendo. Eu fico vidrado em cada frame de Damages, mas este início de temporada está pra lá de confuso.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 no FX americano.

Lie to Me “1×01: Pilot”: Eu simplesmente adorei os primeiros minutos de Lie to Me, em que o Dr. Cal Lightman, adequadamente interpretado pelo talentoso Tim Roth, dá uma palestra sobre as nuances do comportamento humano que são capazes de entregar, em quase 100% dos casos, se uma pessoa está mentindo,  com raiva, com medo etc. Ele especializou-se em prestar consultoria neste ramo, contratando uma equipe de “polígrafos humanos” para desvendar qualquer tipo de caso que demande sua expertise. Erroneamente comparada com The Mentalist, certo é que Lightman e Patrick Jane conseguem ver o que não está óbvio, mas estes utilizam métodos diversos. Não é porque eles desvendam crimes de forma peculiar que se enquadram na mesma categoria. Se assim fosse, Gil Grissom (CSI) e Brenda Leigh Johnson (The Closer) também entrariam nesse falho exemplo, pois muitas vezes utilizam técnicas que outros colegas de séries semelhantes também adotam, incluindo o mentalismo, a investigação forense e o estudo de expressões faciais. Mas o problema de Lie to Me reside em sua mecanicidade, pois tudo parece tão fácil quanto a apresentação do keynote do especialista no início. A série certamente desperta a nossa curiosidade (será que poderemos identificar mentirosos ao nosso redor?), mas me pergunto até onde eles conseguirão manter esta intrigante premissa sem se desgastarem. Este é um desafio que irei acompanhar a partir de agora e vamos ver até onde vão.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 21/01/2009 na FOX americana.

Grey’s Anatomy “5×13: Stairway to Heaven”: Meus comentários sobre este episódios serão breves, pois ele traz a conclusão do caso que vínhamos acompanhando nas últimas resenhas. Que bom que Shonda Rhimes não rendeu-se ao sentimentalismo barato, evitando que os órgãos do serial killer fossem para o menininho e que, ao final, Grey foi lá testemunhar a execução do criminoso. Foi tudo muito bom, a cena final com Sheppard e Christina foi legal e tudo mais, mas é sério que eles precisavam daquela história do pênis quebrado de Mark Sloane? Sério mesmo? Poxa, Grey’s Anatomy estava indo tão bem sem essas bobagens e isso só serviu pra que o campeão de buscas no Google na semana fosse a expressão “broken penis”, com homens de todo o mundo morrendo de medo de que isso aconteça com eles. Pois é, eu pesquisei. 1) o pênis não é um osso. 2) A fratura peniana acontece no corpo cavernoso e é raro de acontecer. 3) Podemos seguir adiante, por favor, Shonda? Quem sabe com um final para o romance fantasma de Izzie e Denny que certamente já durou bastante tempo. Quero saber logo qual doença que ela tem pra eu pesquisar no Google se realmente é possível ela beijar e tocar um ente querido falecido na porta de um hospital.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na ABC americana.

The Office “5×12: Prince Family Paper”: Todo episódio de The Office que começa com uma das “pegadinhas” de Jim com Dwight já eleva o nível logo de cara (e essa foi uma das mais elaboradas de todas), mas ao contrário do capítulo anterior, o que veio em seguida não decepcionou. Na verdade, até surpreendeu. Enquanto Michael e Dwight saíram numa missão de espionagem empresarial, a ociosa filial de Scranton passou todo o episódio num inusitado jogo chamado: “Hillary Swank É Gostosa ou Não?”. Eu queria saber qual é o processo criativo dos roteiristas para atingirem algo tão brilhante e específico. Contadores e vendedores de papel travaram uma interminável discussão que envolveu até mesmo a utilização dos recursos do escritório para chegarem num veredicto. Já na Prince Family Paper, tivemos mais uma demonstração de que, apesar de estúpido, Michael tem um coração puro e(e que Dwight é o bronco de sempre). Provavelmente este foi melhor episódio da temporada! E afinal, a Menina de Ouro é gostosa ou não? Quero a opinião de vocês!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

30 Rock “3×09: Retreat to Move Foward”: 30 Rock segue num ritmo de altos e baixos nesta temporada, conseguindo arrancar enormes gargalhadas esparsas em episódios como esse, mas deixando um vazio entre elas. Eu já mencionei aqui que a trama anda muito desconexa e ao invés da piada funcionar dentro de um contexto, muitas vezes as “punchlines” entram sem tom, como se Tina Fey estivesse escrevendo um quadro para o Saturday Night Live. Muitas vezes, inclusive, eles passam tempo demais desenvolvendo uma esquete, que no final não tem uma conclusão satisfatória, como aconteceu com o caso da diabetes de Tracy. Gastaram preciosos minutos com uma embaraçosa atuação de Jack McBryer e os já cansativos exageros de Jane Krakowski, pra entregarem um final à lá Chaves. Desculpe Tina, mas dessa vez não deu de novo pra entrar no hype.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 22/01/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×12: A Disquiet Follows My Soul”: É justo que uma população inteira esteja constantemente à mercê de um governo militar e totalitarista? Este retorno de Battlestar Galactica, além de quebrar importantes paradigmas, inevitavelmente nos faz pensar: e se Adama e sua cúpula estiverem errados? Onde está a Justiça nisso tudo? Se um estado de exceção perdura por um período de tempo excessivamente longo, tornando a convivência diária insuportável, uma reorganização de poderes e responsabilidade é sim bem vinda e necess[aria. Por isso, eu não culpo as atitudes de Felix Gaeta e dos vários rebeldes que estão prestes a iniciar uma revolução na frota, numa aliança com Tom Zarek. Se não foi dada a palavra a estas pessoas (ou elas não foram levadas à sério), infelizmente não há outro jeito de conseguir atenção, senão com violência e rebeldia. A história nos mostra isso de forma incontestável. Nosso mundo foi feito assim e parece que o deles também será. Isso infelizmente acontece numa época em que o bebê híbrido some para dar lugar ao fruto cilônico que pode perpetuar a raça máquinas sem a nave da Ressurreição. O jogo está virando, crenças foram abandonadas e nos corredores de Galactica é possível trombar com Laura Roslin correndo contra o tempo que ficou alienada a uma vã profecia. É hora de reconstruírem a história e faltam só 8 episódios! Que série maravilhosa!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 23/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da incrível estreia de LOST, fazemos a cobertura toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição do episódio nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série, que é a penúltima!

Certamente notaram a ausência dos comentários sobre a 5ª hora de 24 aqui. Mas eu explico: a cada temporada, eu escolho algumas séries para seguir fora da Semana em Série, de forma que ela receba mais destaque. Assim, separarei um dia só pra falar das aventuras de Jack Bauer, assim como já faço com LOST! Ainda esta semana eu solto as minhas impressões sobre “7×05: 12:00pm-13:00pm“. E vocês, o que acharam dos episódios da semana passada e das estreias de United States of Tara e Lie to Me? Aguardo a opinião de todos os leitores, inclusive os que passam aqui diariamente e não comentam, ok?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Big Love, Damages, Fringe, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, Lie to Me, The Big Bang Theory, The Office, United States of Tara Tags: , , , , , , , , , ,
26/01/2009 - 03:17

A Semana em Série: 11/01 a 17/01

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Alerta de Spoiler - Brasil
Finalmente regularizados os posts da Semana em Série, conforme prometido! Hoje lanço os pendentes e amanhã sai uma fornada nova com os comentários dos episódios da semana passada. Shall we?

Gossip Girl “2×15: Gone With the Will”: Com todas as fichas ainda em Chuck Bass, a série perde muito do seu potencial dramático, já que o garoto em si não é lá tão interessante. Mas á a boa adição de Desmond Harrington (de Dexter) como Jack Bass, conseguiu agitar a família, com a mega armação que o tio e guardião do garoto-problema fez perante a Diretoria da Bass Industries. Apesar de saber que nada é perene no Upper East Side de Manhattan, Chuck caiu como um pato no esquema e mereceu este “wake-up call” da vida. Ah, e já notaram como que irritante da Vanessa é sempre sem querer o pivô das principais intrigas e confusões? Dessa vez ela abriu demais o bico (ou o blackberry) e complicou a situação dos Van der Woodsen/Humphrey, que têm um denominador em comum (um meio-irmão pra todo mundo) e que em breve deverá fazer sua aparição à lá 90210. Agora, nada é mais bobo que aquela irmandade das meninas más que chega a provocar ânsia de vômito de tão fútil e superficial. Se bem que este é um dos efeitos colaterais de acompanhar uma série sobre os adolescentes socialites de NY, não é? Mas só de ver Blair linda daquele jeito esperando pelo inconsequente do Chuck já valeu a pena. Veremos como isso irá se desenrolar…
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/01/2009 na CW americana.

How I Met Your Mother “4×12: Benefits”: Ao contrário de muitas sitcoms que  ficam estagnadas e clamam por arcos episódicos, How I Met Your Mother é um dos poucos exemplares do gênero que atinge os seus melhores momentos quando organiza o seu texto em forma de crônicas isoladas. Ainda que a química entre Josh Radnor (Ted) e Colbie Smulders (Robin) seja quase negativa, a idéia dos prós e contras dos “amigos com benefícios” foi muito bem pensada e é essa a linha que a série precisa seguir: criando histórias paralelas que nunca mais vão ser retomadas, How I Met Your Mother torna-se atemporal, como muitas vezes ocorria com Friends nos seus anos de glória. Ponto pra essa galera!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/01/2009 na CBS americana.

The Big Bang Theory “2×12: The Killer Robot Instability”: Numa simples “regra de 3″, podemos dizer que Jack Bauer está para 24 assim como Sheldon está para The Big Bang Theory. Este episódio trouxe a teoria incontestável de que bastam os holofotes rapidamente focarem em outra personagem que a fórmula fica parcialmente insustentável. Todos eles, Wollowitz, Raj, Leonard e Penny têm apenas uma função nesta comédia: servirem de escada para o sempre brilhante  Sheldon de Jim Parsons. Não sei como esse rapaz ainda não foi indicado (e venceu) todas as premiações do ramo, pois sua atuação muitas vezes supera a de Alec Baldwin ou Steve Carell, por exemplo. O caso do robô e da crise de consciência de Howard foram bobos e só no final, quando descobrimos que ele continua um ser incorrigível, é que todo o episódio valeu a pena. As cenas dele com Penny soaram forçadas (até mesmo para uma sitcom) e sabemos que Chuck Lorre e Bill Prady ultimamente vêm entregando coisas muito melhores. Tomara que não percam o ritmo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 12/01/2009 na CBS americana.

Friday Night Lights “3×13: Tomorrow Blues”: Acabou, e da melhor maneira possível. Antes de entrar naquele incansável drama de escolha de universidades e separação de elenco, Friday Night Lights encerrou grande parte de sua história de forma definitiva e digna, deixando espaço para uma continuação apenas caso esta venha a acontecer. Após o fim do campeonato, o foco deixou o coletivo e fixou-se nas personagens que individualmente conduzem este ótimo drama nos dias da semana que não têm jogos.  Testemunhamos a redenção de Tyra e sua reconciliação final com Landry (o que, de certa forma, foi a redenção dele também). Vimos Matt Saracen abandonar um efêmero sonho em prol de sua família e por fim o destino de Lyla e dos Riggs foi selado como deveria. Nem tudo ficou tão bem, já que com a cidade dividida, o dinheiro e o poder dos McCoy conseguiram afastar o treinador Eric dos Panthers, depois de ter dado sua alma por aquele time. Independente do que aconteça, a nova casa dos Taylor será o East Dillon Lions e este é um desafio que precisará ser aceito. Friday Night Lights é talvez a série mais grandiosa em pequenos momentos atualmente em exibição, e tomara (mesmo) que eles consigam ficar pra mais um ano. Eu vou adorar ver os Lions de Taylor acabar com a raça dos novos Panthers de McCoy.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/01/2009 no canal The 101 da DirecTV americana.

Damages “2×02: Burn It, Shred It, I Don’t Care”: Que ingenuidade a minha achar que um fato ou uma “verdade” apresentada em Damages é definitiva, como a de Daniel Purcell e a morte de sua esposa. Depois de mais de um ano parece que eu me esqueci que todo mundo tem seus segredos sórdidos, prontos para serem liberados em surpreendentes flashes. Patty Hewes convenientemente senta-se no posto de vítima da história, enquanto nós ficamos no meio de toda essa complicada conspiração que mal começou a ser ventilada. A ordem agora, ao meu ver, é a de não confiar em ninguém, ao invés de tentar entender o que está acontecendo: desde aquela “vibe” meio Erin Brockovich no interior até as conversas de Purcell com Claire Maddox (Marcia Gay Harden). Isso sem contar que Ellen está dando muita bandeira por aí com o pessoal do FBI. Lembrarei o tempo todo de não confiar nem neles também… Damages amadureceu e, por enquanto, é o que basta saber. Confesso que estou perdido no meio de tantos nomes e fatos, mas esta aparenta ser a intenção.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 14/01/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×12: Sympathy for the Devil”: Shonda Rhimes sabe conduzir temas complicados com a devida sensibilidade, sem apelar para o óbvio e para os clichês. Grey’s Anatomy entrou em um importante arco com o serial killer no corredor da morte que detém a chance de salvar um garoto moribundo, colocando esta delicada situação bem no meio do relacionamento entre Derek e Meredith de forma subliminar. Contudo, não podemos dizer que a visita da mãe de Sheppard veio no melhor momento, pois além do casting inadequado, a personagem entrou e saiu sem acrescentar nada à história. Não acho também que o romance entre Christina e Hunt está empolgando (pelo contrário), mas, em contrapartida, o criticado “caso fantasma” de Izzie com Denny vai ficando cada vez mais interessante, pelo mistério que está sendo construído em torno do problema que ela tem. Os diálogos que ela trava com seu ex-amante podem muito bem ser interpretados como um conflito pessoal, claramente ligado a um mal em sua mente. No geral, esta segunda parte da 5ª temporada já está mais satisfatória que praticamente todo o 4º ano (o que não é muito difícil, convenhamos). Mesmo assim, a série segue num bom ritmo e a continuação deste arco promete. Será que o assassino doará seus órgãos ao garoto? Saberemos no próximo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/01/2009 na ABC americana.

30 Rock “3×08: Flu Shot”: Agora sim 30 Rock voltou a merecer seus “200″ Emmys e Globos de Ouro! Que bom que Salma Hayek ficou pra mais um episódio, continuando o caso que iniciou com Donaghy. Mas graças à falta de tempo dela, todos os programas e passeios precisaram ser feitos na companhia de um velho senil que ela tomava conta: de uma passeio no parque até um jantar de gala no Rainbow Room. Mais nonsense e hilário, impossível. Tina Fey (e sua equipe) ainda conseguiram se superar com a história da falta de vacina contra pneumonia, que deixou todos na NBC como zumbis. Aliás, as aparições do Dr. Leo Spaceman são raras, mas sempre fenomenais. Se continuar assim, não vai ter pra ninguém no próximo Emmy. De novo.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/01/2009 na NBC americana.

The Office “5×11: The Duel”: The Office especializou-se em criar cenas de abertura absolutamente fantásticas, como esta em que os integrantes da filial testavam suas “velocidades” no radar que Angela mandou instalar na porta do Scranton Business Center. Infelizmente o restante do episódio, como está ficando comum nesta temporada, não ficou à altura de sua cena inicial. Apesar de promissor, o duelo entre Dwight e Andy foi desanimador, ainda que rendendo algumas risadas aqui e ali. Outro caso que ficou no ar foi o resultado positivo de Michael durante a crise financeira, pois como Wallace bem disse, “alguma coisa certo ele fez”. O episódio, contudo, foi embora e não disse como ele conseguiu isso. Adoro The Office e a série é, no mínimo, sempre agradável. Mas devemos reconhecer que a temporada está sem um foco, empalidecendo-se perante as anteriores.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 15/01/2009 na NBC americana.

Battlestar Galactica “4×11: Sometimes a Great Notion”: É notória a evolução de Battlestar Galactica como série ao longo de suas poucas temporadas. Um drama que foi sempre brilhante apesar de suas limitações, aprendeu a crescer com elas e hoje tornou-se uma obra prima da televisão. As guerras, que antes eram travadas entre naves com Cylons de um lado e humanos do outro, hoje são executadas até mesmo em pequenos quartos da estação Galactica, muitas vezes com seres de ambas espécies em lados comuns (ou opostos). Sim, descobriram a Terra, mas um planeta totalmente inabitável de onde partiram a 13ª tribo (só que de Cylons), revirando as crenças mais profundas de Laura Roslin e colocando dúvidas em todas as mentes do alto escalão da tripulcação. Eu até me incomodaria com a incontável quantidade de perguntas levantadas por este episódio, mas sabendo que a série está quase em seu derradeiro final, alegro-me de pensar que os próximos nove capítulos inevitavelmente trarão uma jornada incrível rumo a algo inesperado. Então os cinco cylons finais eram terráqueos, mas seriam mesmo cinco? Se Ellen renascerá ao lado de Tight, como o corpo de Starbuck estava lá? Como Starbuck está viva? Intenso. Dramático. Formidável. Por enquanto é só isso que consigo pensar deste retorno. Especialistas em Galactica, me ajudem! Estou mais perdido que Tim Kring escrevendo sobre viagem no tempo!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 16/01/2009 no Sci-Fi americano.

Se você procura os comentários da estreia de LOST, fazemos toda madrugada de quarta pra quinta, imediatamente após a exibição nos EUA. Clique aqui para conferir os comentários de 5×01: Because You Left e 5×02: The Lie! Não deixe também de mandar a sua opinião, comentários e teorias sobre a 5ª temporada da série!

Ufa! Amanhã trarei aqui os comentários dos dramas e comédias da semana passada, incluindo a 5ª hora de 24 e as estreias de Lie to Me, United States of Tara e o retorno de Big Love! Fique liGado!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, A Semana em Série, Battlestar Galactica, Damages, Friday Night Lights, Gossip Girl, Greys Anatomy, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory, The Office Tags: , , , , , ,
24/01/2009 - 13:51

LOST: Trailer de ‘Jughead’

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Alerta de Spoiler US
A penúltima temporada de LOST começou com tudo e o trailer do 3º episódio intitulado Jughead é promissor! A ilha precisa achar a sua constante e Ben tem que reunir os Oceanic 6 em 70 horas antes que seja tarde demais. Curiosamente, o mais incrédulo de todos, o Dr. Jack Sheppard, lidera a equipe que quer voltar. Confira as incríveis imagens do episódio da próxima semana:

Estão ansiosos?

Obs.: Para a 5ª temporada de LOST, adotei a política de não mais publicar informações não oficiais e não divulgadas pelo canal ABC ou pelos produtores da série. Portanto, caso seja àvido por spoilers dos próximos episódios, evite comentá-los abaixo ou então acesse os blogs dos especialistas Carlos Alexandre Monteiro e Davi Garcia para obter estas informações. Acredito que desta forma teremos uma experiência muito mais completa com a série. Obrigado e uma boa temporada para todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: , ,
23/01/2009 - 06:01

American Idol: A Overdose Começou!

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Há 8 anos American Idol vem praticamente com a mesmíssima fórmula e a atração, ainda que perdendo alguns milhões de espectadores por temporada (quase nada pra eles), continua no topo de qualquer lista de audiência. Apesar da fórmula gasta, do excesso de dramas e das mesmices, o show tem sim os seus méritos. Os episódios iniciais são empolgantes e a edição de imagens e som é impecável, e foi exatamente isso que vimos nos testes de Phoenix e Kansas City, exibidos na semana passada, e nos de San Francisco e Louisville, desta semana (e que irão ao ar amanhã e domingo no Sony). O trabalho de logística também impressiona. Todo ano me perguntam e poucos acreditam que os juízes realmente ouvem e julgam todos que se inscrevem. Não é à toa que a temporada pra eles começa em Agosto do ano anterior, quando o programa vai para a estrada percorrer o país. No quesito técnico, não há o que reclamar.

Idol Season 8

Mas já que mencionei os juízes, chegamos ao ponto fraco desta temporada. Afinal, qual é a desta Kara DioGuardi? Idol estabeleceu-se muito bem desgarrando-se da fórmula britânica original com 4 juízes, trazendo um perfeito equilíbrio entre Randy, Paula e Simon. Não interessa as credenciais desta moça, porque nestas quatro cidades ela simplesmente não conseguiu acrescentar nada de positivo ao processo de seleção. Pior: em um dos testes ela chegou ao cúmulo de se levantar e disputar com uma candidata, quando claramente isso não é o seu trabalho. Até a maluca da Paula Abdul precisou interromper e dizer “querida, você não precisa fazer isso“. Convenhamos, foi tudo porque a mulher estava de biquini. Aliás, além de parecer uma “maria vai com as outras” (por “outras” leia-se Randy e Paula), DioGuardi não tem presença cênica, sua personalidade é irritante e seus comentários ou críticas são despiciendos. Simon, inclusive, está me surpreendendo ao dizer “sim” para pessoas que antes ele não iria nem perder o seu tempo. É evidente a desmotivação do juiz desde a temporada passada.

Idol Season 8

Ao tentar renovar-se, American Idol acabou retrocedendo. Meus comentários sobre a temporada serão esporádicos e com base nos principais acontecimentos, por conta da overdose de episódios e exposição do programa. Lá para a Semana Hollywood, quando as coisas esquentarem, farei mais um post retroativo. Falam que Idol já está garantida até a 10ª temporada. Eu não sei se aguento até lá.

Ah, a Semana em Série virá na segunda mesmo, e comentarei duas semanas de episódios de uma vez, prometo. Só agora após a mudança terei tempo de terminar de ver todos que faltam. Peço desculpas aos que estavam esperando.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol, Reality TV Tags: , , , ,
22/01/2009 - 02:35

LOST: Os Sons de Um Disco Quebrado

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Alerta de Spoiler - Brasil
De todos os inícios de temporada de LOST, a primeira cena deste novo ano foi a mais intrigante e inimaginável de todas! De volta à era de ouro da Inicitiva Dharma, nos deparamos com o Dr. Marvin Candle na escavação da Estação Orquídea, aquela mesma em que vimos Ben girar a roda no final da temporada passada. Mas enquanto os físicos e engenheiros começavam a descobrir um pouco mais sobre aquele peculiar local e suas propriedades especiais, de repente Daniel Faraday simplesmente cruza a tela aparentemente com a mesma idade de hoje, só que décadas no passado! Mais tarde, supostamente em outra época logo após a ilha ter se movido, o físico explicou que a ínsula estava se comportando como um disco de vinil quebrado e que ou ela ou os que estão nela começaram a viajar indiscriminadamente pelo tempo e espaço, indo e voltando. Não foi uma sugestão ou um indício. Foi exatamente o que aconteceu. Uau!

Lost Season 5

Fora da ilha a situação não é nem um pouco menos complicada. Enquanto Kate e Aaron são ameaçados por uma obscura firma de advocacia que quer confirmar a maternidade da fugitiva, Hurley é injustamente acusado de homicídio, Sayid está inconsiente e vimos Sun em conluio com Charles Widmore para matar Benjamin Linus! Esse último, junto a Jack, precisa recolher todo mundo de volta à ilha! Por que? Porque só assim a equação estrá completa e os que foram deixados pra trás podem ser salvos de toda essa loucura. Aliás, loucura é pouco. Na ilha, todos os sobreviventes estão sofrendo os flashes de Desmond de forma muito mais vívida, digamos. A todo instante os anos vão e voltam como uma porta abre ou fecha e a ilha definitivamente precisa de uma constante. O que a primeira hora transpareceu é que tudo aquilo que vimos acontecer nos últimos anos começa a fazer algum sentido: os estudos de Faraday, a importância de Desmond e Locke, a doença de George Minkowski e do rato, os 108 minutos para salvar o mundo e por aí vai.

Lost Season 5

É como se todos estivessem em um loop, impossível de ser interrompido até que Ben consiga finalmente trazer os Oceanic 6 de volta, o que certamente será um trabalho imensamente difícil. Isso me lembra também do casal de esqueletos batizados de “Adão e Eva” naquela caverna da 1ª temporada. Nada agora impede que eles sejam grandes conhecidos nossos. Hurley apresenta a maior ameaça, pois sua mente está claramente alterada, vendo Ana Lucia dando conselhos e recados de Libby, e se deixando prender para não ser levado por Ben (ainda que este, no momento, se porte como uma pessoa “do bem”). A segunda hora não foi tão intensa quanto à primeira, mas muitos dos acontecimentos me remeteram à Daniel Faraday, que deve conseguir uma forma de determinar quando estão e, até mesmo, controlar essa situação. Basta relembrarmos da curiosa cena que abriu esta temporada e a máxima: “se não aconteceu, não vai acontecer”.

O episódio acabou há poucos minutos na TV americana, e ainda é cedo para avaliarmos todas as nuances destas duas magníficas horas, que definitivamente estavam faltando em nossa telinha. Das grandes cenas como a do ataque de flechas (seriam os verdadeiros “indígenas hostis”?) até os tocantes diálogos como o de Sun e Kate sobre a morte de Jin, LOST atingiu com Because You Left e The Lie mais um de seus ápices. A grande reviravolta, é claro, ficou para o final, quando encontramos Ben sendo colocado contra a parede por Mrs. Hawking, a senhora do destino, supostamente controlando alguma coisa com um dispositivo pra lá de esquisito.  Ele tem 70 horas para voltar com todos e eu não consigo esperar nem mais um minuto para saber o que vai acontecer em seguida. Inevitavelmente, após ver este episódio, eu me lembrei de Tim Kring, o autor de Heroes que orientou jovens roteiristas a não criarem tramas com viagens no tempo. Coitado, ele deve estar se remoendo agora! Calrton Cuse e Damon Lindelof cumpriram o que prometeram e superaram as altas expectativas da melhor série da TV. Ao longo do dia repercutiremos o que vimos. Por enquanto é preciso processar tudo.

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar FullStar Full
Episódios “5×01: Because You Left” e “5×02: The Lie” exibidos em 21/01/2009 na ABC americana.

Comente! O que acharam da estreia da 5ª temporada? Superou as expectativas?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): LOST Tags: ,
21/01/2009 - 00:01

Notícias: 30 Rock, Mad Men, Filme de Veronica Mars, Séries da ABC Atrasadas e Spin-Off de Gossip Girl!

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Séries da ABC Vão Demorar a Voltar: Mais essa agora. Depois de subitamente cancelarem as séries Dirty Sexy Money, Eli Stone e Pushing Daisies, deixando-as sem um final digno, o canal ABC demonstrou novamente um total desrespeito os espectadores, pois anunciaram que os episódios finais destas produções somente retornarão a partir de Julho nos EUA, podendo ser até mais pra frente ainda! Ainda faltam 3 episódios de Pushing Daises para serem exibidos e 4 de Eli Stone e Dirty Sexy Money cada. A direção do canal disse que esta foi “uma difícil decisão, pois não há espaço na grade até lá e é muito complicado arrumar um timeslot neste período”. Ainda não foi divulgado se a exibição brasileira destas séries será afetada pelo atraso.

Matt Weiner Fecha Acordo Para Ficar em Mad Men: Acabou o impasse do estúdio Lionsgate com Matthew Weiner, criador produtor e roteirista de The Sopranos e criador do mais recente sucesso Mad Men. As negociações vinham ocorrendo desde Outubro de 2008, quando o contrato do showrunner venceu e o estúdio não quis aceitar o aumento que ele pleiteou (afinal, criou uma série que já nasceu para o sucesso). Mas tudo isso é passado, já que ele renovou o seu contrato para mais dois anos no comando do drama, que também vislumbra a possibilidade de um longa metragem com a produtora (que não deve ter nada a ver com a série). Ele também poderá estar à frente de uma nova série, ainda a ser definida. A 3ª temporada de Mad Men deverá estrear no verão americano no canal AMC. Em breve, o 2º ano chegará a HBO brasileira.

News

Primeiras Imagens de Jon Hamm em 30 Rock: Sim, Don Draper em pessoa vai fazer uma visita ao pessoal do Rockefeller Center, nº 30! O astro do aclamado drama Mad Men aproveitou o final das gravações da segunda temporada da série para interpretar o par romântico de Liz Lemon na comédia da NBC. Ele será um dos vizinhos da produtora do fictício The Girlie Show e ficará para um arco de vários episódios! Hamm recentemente estrelou o Saturday Night Live, também da NBC, onde inclusive fez piada com sua personagem dos anos 60.

Filme de Veronica Mars Está Praticamente Confirmado! Boas notícias para todos os fãs de “V”. Ao que tudo indica, o tão esperado filme de Veronica Mars vai mesmo acontecer, conforme disse o criador da série Rob Thomas em uma coletiva de imprensa: “Este será o meu próximo projeto, após a série Cupid, mas alguém terá que bancá-lo“. Ainda assim, ele deu a entender que o produtor Joel Silver (Matrix, Moonlight), vai dar a luz verde para que o projeto aconteça. Veronica Mars foi cancelada pelo canal CW em 2007, deixando fãs do mundo inteiro desolados pela ausência de um final conclusivo para a história da jovem detetive. Contudo, ainda não há nenhuma previsão concreta para o lançamento do longa.

Fofocas do Spin-Off de Gossip Girl: Depois de incansáveis rumores sobre o spin-off de Gossip Girl, os produtores da série confirmaram que o canal CW autorizou a criação da série. Mas ao contrário do que se imaginava, de que a produção seria centrada em uma personagem que iria se desgarrar da original (a idéia seria Jenny), a nova série contará a história do passado de Lilly e Rufus, enquanto adolescentes. Aliás, eles bolaram uma estratégia para lançar o prequel de Gossip Girl da mesma forma que Grey’s Anatomy fez ao derivar Private Practice: no dia 11 de Maio deste ano, vai ao ar dentro do atual drama teen as primeiras cenas de flashback do casal. A idéia é interessante, mas será que vai pegar?

Ah, sim. Hoje à noite tem LOST! \o/

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Dirty Sexy Money, Eli Stone, Gossip Girl, Mad Men, Pushing Daisies, Veronica Mars Tags: ,
20/01/2009 - 00:01

Uma Releitura do Piloto de ‘True Blood’

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Estreou no último domingo o controverso e polêmico drama da HBO, True Blood, que conta a história de Sookie Stackhouse, uma garçonete vidente que lê pensamentos, que vive em uma sociedade no interior dos EUA que passou a conviver pacificamente com vampiros, agora que os japoneses inventaram uma espécie de sangue sintético. Hoje, ao ler o que eu escrevi sobre o episódio piloto da série, quase tive vontade de me bater. Confesso, me bati. Depois de acompanhar toda a primeira temporada (e evitarei spoilers aqui para os que começaram agora), achei inconcebível algumas coisas que disse, como: “durante uma hora inteira, uma incompreensível e inexplicável sequencia de acontecimentos tomou conta da tela” e “não sei como grandes nomes como Alan Ball estão envolvidos em algo tão… insosso”. True Blood não é uma série fácil de digerir como o composto químico que simula o sangue humano. É preciso ter paciência, porque todos os elementos de uma excelente série estão ali latentes, embora eu não tenha conseguido enxergá-los de início.

True Blood

As tramas paralelas, que no início condenei, depois se tornaram um show à parte, muitas vezes sobrepondo o romance entre Bill e Sookie, como a de Tara e sua mãe, os trambiques de Lafayette e as peculiaridades de Sam. Um dos problemas do piloto é a falta de contextualização das situações, que muitas vezes parecem ser totalmente arbitrárias, excessiva e gratuitamente trash. Mas, pra cada cena desse inusitado drama, existe uma explicação que inevitavelmente virá. Aos poucos somos gradativamente inseridos neste inigualável universo até que você fique tão vidrado e viciado como se tivesse tomado a droga “V” (calma, em breve saberá do que se trata). Se você curtiu True Blood, ótimo, pois a série só melhora daí pra frente. Se não, faça como eu e dê mais uma chance. No final, tenho certeza de que se apaixonará por esta série que hoje considero um dos melhores dramas vampirescos já produzidos. True Blood segue com inéditos todo domingo às 22h na HBO, com reprises toda quinta (aproveite a próxima para rever o piloto). Confira também em seu guia os horários alternativos da HBO Plus, HBO*e e HBO Plus*e. O importante é não perder!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): True Blood Tags: , , ,
19/01/2009 - 22:48

Pequena Pausa Para Um Agradecimento

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Hoje foi um dia difícil como os de Jack Bauer: extremamente atribulado com afazeres, mudanças, (de cargo, de sala e de andar)  burocracia em órgãos públicos, séries pra ver, séries pra comentar, uma infinidade de e-mails pra responder, enfim… Mas foi no fim do dia quando finalmente tive a oportunidade de parar para ler e responder os comentários, que me deparei com esta mensagem de uma leitora chamada Caíssa no post do Balanço do Mid/Season:

“Já que é um post de balanço, aproveito para fazer o meu sobre o seu site: primeiro, é impressionante o número de séries que você comenta. Segundo, seu site é extremamente organizado e tem atualizações quase que diárias. Eu só conheço um site de séries assim: o TeleSéries. E esse conta com uma equipe de colaboradores… Enfim, parabéns pelo trabalho.” Caíssa

São coisas como estas que me deixam feliz e com a certeza de que o blog está no caminho certo. É impossível agradar a todos, mas uma simples demonstração de carinho de um de meus leitores foi suficiente pra anular tudo de negativo do dia e me preparar para o próximo. Obrigado a todos vocês leitores que passam diariamente aqui no LiGado em Série e principalmente aqueles que tiram um tempo para deixar um comentário, uma crítica, uma cobrança e até mesmo um bonito elogio como esse. Até daqui a pouco com um novo post (as atualizações são diárias mesmo, Caíssa!) e, mais uma vez, obrigado!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias Tags:
19/01/2009 - 00:01

24 Horas: 08:00am – 12:00pm

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Alerta de Spoiler - Brasil
Eu li em diversos blogs e sites que o retorno de 24 à TV depois de quase dois anos veio com um pedido de desculpas dos roteiristas pelos, digamos, caídos acontecimentos das últimas temporadas. Isso, parcialmente, é verdade. A “redenção” da série começou com o telefilme ambientado na África e foi confirmada nestas quatro primeiras e intensas horas de mais um dia na vida de Jack Bauer. De volta aos EUA após anos em exílio, encontramos nosso herói sendo tratado como um animal raivoso, pronto para disparar a qualquer instante, tudo graça às suas notórias técnicas de interrogação que envolvem violência e tortura. Mas se os atos do ex-agente da CTU soam bárbaros para a pomposa comissão do Senado americano que o interrogava, Jack não se sente arrependido ou culpado de nada, pois tudo que fez foi em nome da segurança de seu povo, em situações extremas. Embora deva ser cumprida à risca, a Lei não pode ser intransigente com relação a certas ocasiões, do contrário não existiriam os Estados de Exceção (de sítio, de defesa, de calamidade pública etc.). Com a CTU extinta, o FBI agora nos apresenta à frente da defesa dos interesses norte-americanos, junto com a inteligência e o diversos departamentos assessórios e logo de cara a presença de Bauer foi imediatamente exigida.

24 Seson 7

Reiterados roubos de tecnologia secreta ocorreram e o sequestro de um importante engenheiro do Governo soou o alarme para uma terrível ameaça: terroristas têm em mãos um dispositivo capaz de invadir o firewall das concessionárias de serviço público, o que pode colocar todo o país abaixo. Mas onde Jack entra nisso tudo? Aparentemente os ataques estão sendo orquestrados por um velho conhecido de todos nós: Tony Almeida, vivo e supostamente no “lado negro da força”. Pelo menos foi isso que descobrimos nas duas primeiras horas da atração, que envolveu uma quase colisão de aviões no aeroporto JFK e a fervorosa caça de Bauer ao seu ex-colega de CTU. Tivemos também aquelas interessantes subtramas, como a do filho morto da presidente, o suspeito analista do FBI e, é claro, os desenrolares do conflito em Sangala, que demandam uma invasão militar americana, com o pedido pessoal do líder da resistência no país. Mas a mesa virou nas duas horas seguintes, quando descobrimos que Tony está, de fato, infiltrado na organização criminosa e trabalha secretamente para Bill Buchanan e Chloe (como é bom vê-la de volta) em uma missão secreta e necessária, graças à corrupção que tomou conta de parte do governo.

24 Season 7

Sem saber em quem pode confiar, Jack mais uma vez torna-se um desertor e terá que posar como vilão perante todo o país. No fim, tivemos a revelação de que o General responsável pela matança na África é o mandante dos ataques ao EUA, afinal, e o que ele quer é que as tropas americanas simplesmente se retirem de Sangala. Ah, foi demais, inclusive, a guerra virtual entre Chloe e Janis e o encontro destas duas será promissor! Ainda assim, 24 continua um pouco burocrática e eu ainda não me acostumei com o excesso de nomes e rostos. Tudo que vimos aqui é uma versão do que já foi feito anteriormente por essa ou outras séries, mas não importa! A disposição e a dosagem das tramas está melhor e a diversão é interminável. Fiquei impressionado o quão rápido estes episódios passaram e, como esta é a primeira vez que eu assisto à série junto com os EUA, estou inconformado em ter que esperar mais uma semana para saber o que vai acontecer na próxima hora. Mas 24 voltou com tudo e é isso que importa!

Cotação Bruno Carvalho: Star FullStar FullStar FullStar FullStar Half
Episódios “7×01: Day 7: 8:00AM-9:00AM” e “7×02: Day 7: 9:00AM-10:00AM” exibidos em 11/01/2009 e episódios “7×03: Day 7: 10:00AM-11:00AM” e “7×04: Day 7: 11:00AM-12:00PM” exibidos em 12/01/2009, todos na FOX americana.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 24 Horas Tags: , ,
18/01/2009 - 02:46

O Mid Season e o Balanço da Semana em Série!

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A partir desta semana teremos muitas novidades na telinha, conforme já anunciamos em nosso calendário. Por isso, chegou a hora de fazermos um balanço da nossa cobertura para ver o que fica, o que vai para o Season Pass e o que definitivamente sai. Primeiramente, eu notei que algumas sitcoms ultimamente vêm dando muito pouco material para repercutir. Por isso, deixarei pra falar de Worst Week, Gary Unmaried, Kath & Kim e Two and a Half Men posteriormente no Season Pass. Por enquanto segurarei a onda de The Big Bang Theory e How I Met Your Mother, que ainda rendem bons momentos, mas tentarei fazer observações mais focadas. Com relação aos dramas cujos episódios são  isolados, estilo The Mentalist, Leverage e The Closer, também deixarei para comentá-las retroativamente, já que na maioria das vezes os episódios seguem o mesmo estilo: um caso é apresentado, os protagonistas utilizam-se de métodos peculiares para resolvê-los e no final tudo dá certo (em tramas que evoluem pouco de um capítulo para o outro).

Blue Line

Eventualmente isso cansa e as resenhas tornam-se repetitivas. Séries desse tipo, acredito eu, devem ser analisadas de forma global após o fim da temporada e é justamente pra isso que serve o Season Pass. Assim, nosso foco ficará nas produções cujas histórias se desenvolvem através de vários episódios ou arcos. Tenho a intenção de adicionar mais séries à cobertura semanal, como farei já esta semana com a volta de Battlestar Galactica, que pela primeira vez será comentada episódio por episódio aqui no blog. Ganharão Season Passes Californicarion, Terminator: The Sarah Connor Chronicles, House, Pushing Daisies, 90210, Brothers & Sisters e Burn Notice após a exibição de suas temporadas. Estão oficialmente excluídas de nossa cobertura por tempo indeterminado as séries Life on Mars e Privileged e, por enquanto, não teremos comentários de Prison Break e Dirty Sexy Money, pois estas estão em hiatus na TV americana (mas serão retomadas assim que voltarem).

Blue Line

Ah, outra série inédita que passa a ganhar comentários semanais é 24 e falaremos também de todas as novidades que estão chegando, como The United States of Tara, Lie to Me, Dollhouse, Caslte e Kings. Elas terão que provar, ao longo de suas temporadas, se merecem continuar ou não. Esta semana provavelmente publicarei a Semana em Série de novo na sexta (excepcionalmente), mas amanhã preparei de cara um especial sobre as 4 primeiras horas de Jack Bauer. Na quinta, como todos sabem, teremos comentários imediatos da volta de LOST! Continuarão firme e forte por aqui 30 Rock, Chuck, Damages, Friday Night Lights, Fringe, Gossip Girl, Grey’s Anatomy, Heroes, LOST, Mad Men, The Office, The Big Bang Theory, How I Met Your Mother e, quando retornarem, Weeds, True Blood, Big Love, Dexter e Entourage! É com muito orgulho que posso dizer que o LiGado em Série é um dos blogs que mais produções cobre em toda a Internet e continuarei contando com os comentários diários de vocês! Um bom Mid Season para todos!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Mid Season Tags:
17/01/2009 - 12:41

Enquete Móvel: American Idol

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iPhone PostApós sete temporadas, American Idol retornou esta semana nos EUA com poucas mudanças (uma nova juíza, por enquanto) e estreia hoje às 18h no canal Sony, com a primeira e divertida fase das auditions. Mas muitos reclamam que do meio pra fente o programa já perdeu o fôlego e fica insuportável, estendendo-se por tempo demais (acaba lá pra Maio!). Vocês ainda curtem o formato ou acham que Idol já deu o que tinha que dar?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): American Idol, Enquete Tags: , , ,
16/01/2009 - 00:01

A Semana em Série!

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Alerta de Spoiler - Brasil
Perdoem a demora excepcional, mas já estão aqui os comentários dos episódios exibidos na semana passada nos EUA, com destaque, é claro, para o retorno de Damages. Não esqueça de deixar o seu comentário ao final, com as suas impressões sobre as séries que acompanha. Vamos lá?

Gossip Girl “2×14: In the Realm of the Basses”: O bom ritmo que Gossip Girl vinha apresentando está gradativamente sendo substituído por um melodrama bobo. Parece que neste retorno colocaram todas as fichas da série em Chuck e quando o garoto recebe atenção demais ele entra no modo “Batman Dark Knight” e não sai. O ator Ed Westiwick tem até uma boa presença de tela, mas estraga as cenas quando não consegue sair disso. O romance de Dan e Serena também não empolga, como eu já tinha falado na resenha anterior (é um casal fraco) e não sei nem o que dizer desta historinha do filho de Lilly e Rufus, que agora descobrimos estar vivo e ter sido entregue à adoção pela jovem mãe. Eu já vi essa trama em algum lugar… Ah, em 90210, da própria CW! Quanta criatividade, não? Precisamos urgentemente de algo realmente interessante pra agitar de vez Gossip Girl.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 05/01/2009 na CW americana.

Friday Night Lights “3×12: Underdogs”: É uma pena que uma série com excelentes atuações e um roteiro invejável seja praticamente ignorada em grandes premiações apenas pelo estigma de ser teen. Quisera grande parte das produções indicadas ter a mesma densidade dramática que Friday Night Lights, que nesse penúltimo episódio atingiu o ápice da temporada. O destino da atual formação dos Panthers foi mais uma vez decidido na final do campeonato em San Antonio em um jogo simplesmente emocionante. Abro um parêntesis aqui para elogiar a incrível fotografia e edição da série, que conseguiu criar um clima de tensão imediatista com a partida, ainda que o espectador não entenda nada sobre o peculiar esporte (pra nós brasileiros, pelo menos). A despeito de toda a expectativa de uma vitória, os Panthers acabaram perdendo nos segundos finais, parte por culpa do pífio desempenho de J.D. McCoy durante o primeiro tempo, já que o garoto estrela estava transtornado com os recentes acontecimentos em sua família (culpa da intromissão dos Taylor?). Mas o melhor do episódio aconteceu fora do campo, com a maravilhosa redação que Tyra escreveu seguida pelo acalorado discurso do treinador durante o silêncio que tomou o vestiário do estádio com a derrota. Mesmo sem festa, este foi um episódio apoteótico!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 07/01/2009 no canal The 101 da DirecTV americana.

Damages

Damages “2×01: I Lied, Too”: Damages retornou de forma muito inesperada, após apenas um mês dos eventos bombásticos que encerraram o primeiro ano da série. Como de costume, fomos logo jogados para seis meses no futuro onde encontramos Ellen Parsons totalmente diferente, ameaçando e interrogando alguém que não foi mostrado. No presente, vimos Patty Hewes atormentada por suas ações, criando uma fundação pra tentar limpar sua consciência. Alguém duvida que ela teve algo a ver com a prisão da filha do candidato ao governo? É certo que o episódio em si foi atribulado e um pouco confuso, nos apresentando a casos demais e personagens que ainda não fazem sentido à trama, mas que certamente farão (notadamente a personagem de William Hurt, que roubou a cena). Damages não é uma série linear como 24, por exemplo, mas segue num ritmo brilhante, ainda que tortuoso. Eu fiquei estarrecido com aquele final, pois apesar de Ellen claramente trilhar por um caminho mais sombrio depois da morte de seu noivo, não sabemos nada sobre o que a levou àquela situação extrema. Eu sinceramente não esperava que o episódio de estreia fosse tão promissor, depois da excelente primeira temporada, mas este foi o presságio de que muita coisa boa está por vir.
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 07/01/2009 no FX americano.

Grey’s Anatomy “5×11: Wish You Were Here”: Eu fico feliz após um bom episódio como esse, trazendo a certeza de que a série não perdeu o seu fôlego. Todos os casos estão interessantes, sejam os clínicos ou os amorosos. Aliás, há algum tempo Chandra Wilson deu um gás nas histórias da semana, que estavam ficando meio caídas. A ambiguidade trazida pelo dilema sobre como tratar um paciente que está no corredor da morte leva o drama para um nível maior,  onde podemos conhecer um pouco mais dos residentes e como eles são afetados por esta situação. Notem a diferença de tratamento que ele recebe de Derek com a de Meredith, por exemplo, e como o neurocirurgião justifica sua indiferença com a saúde do assassino serial, graças a um trauma passado. Outro caso que permanece em evidência é o da (in) sanidade de Izzie, agora que ela contou a Alex sobre as suas “visões” de Denny. Mas já que sabemos que isso é patológico, as interlocuções de Duquette (que são manifestações do subconsciente afetado da médica) se tornam divertidas e interessantes, como se duas personalidades estivessem brigando entre si. Que bom que as coisas melhoraram consideravelmente no Seattle Grace!
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/01/2009 na ABC americana.

30 Rock “3×07: Senor Macho Solo”: Apesar de fantásticas a performance e caracterização de Jane Krakowski como Janis Joplin, não me empolguei muito com este episódio, pela desconexão entre as situações. Sem querer, 30 Rock está virando uma sitcom de esquetes com núcleos, ao invés do roteiro trabalhar em uma trama central com ramificações. Tivemos o caso de Jack Donaghy com a enfermeira (Selma Hayek), o envolvimento de Liz com um anão, pois ela o confundiu com uma criança, e a situação com Tracy e a esposa. Nenhuma delas tinha nada a ver com a outra! Depois de 2 Globos de Ouro e 2 Emmys, sabemos que 30 Rock é capaz de muito mais do que foi mostrado esta semana. Espero que no próximo façam valer todo o hype conquistado pela série
Cotação Bruno Carvalho:
Episódio exibido em 08/01/2009 na NBC americana.

Fique liGado, pois na semana que vem comentarei a volta de Jack Bauer, além das séries da semana. E não se esqueça que amanhã American Idol está de volta no Sony!

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): 30 Rock, Damages, Friday Night Lights, Gossip Girl, Greys Anatomy, Sem categoria Tags: , , ,
15/01/2009 - 00:01

Mad Men: Perdido na Costa Oeste

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Alerta de Spoiler - Brasil
Paramos a nossa cobertura de Mad Men no 10º episódio da segunda temporada, em virtude da correria do Fall Season, mas agora que as coisas acalmaram, falaremos da reta final do drama ganhador do Emmy  2008 e do Globo de Ouro 2008 e 2009. Em The Jet Set, Pete e Don foram para a Califórnia à trabalho, mas este último resolveu deixar o colega na mão e foi se aventurar em Palm Springs com uma turma de nômades pra lá de esquisita, depois que foi enfeitiçado pela maravilhosa Joy. Mas neste episódio vimos um Don Draper completamente diferente, mais à vontade com essa mudança de ares (o que fez sentido na cena final do episódio anterior em que o sol gradativamente iluminava seu rosto no avião). É claro, fora de seu habitat Manhattan, ele teve a oportunidade de parar de segurar a máscara que cobre o seu rosto o tempo todo.

Enquanto isso, na agência, Duck Phillips começou a trabalhar numa fusão secreta na tentativa de salvar a própria pele, já que a relação com os sócios estava estremecida desde o fiasco com a American Airlines. O mais interessante é que tudo isso foi orquestrado na hora certa, graças ao divórcio de Roger Sterling. Uma história que não empolga e não deslancha é a de Peggy, desta vez colocando suas fichas em Kurt, que mais tarde, para o choque de toda agência, revelou-se homossexual da forma mais natural possível (e notem o olhar fixo de Sal neste momento). Finalmente esse estranho, mas interessantíssimo episódio terminou de forma simbólica, com a mala extraviada de Don Draper chegando em Nova York enquanto ele permanecia na Califórnia. Na costa Oeste Don Draper na verdade é Dick Whitman, quem ele sempre foi, aliás. The Jet Set foi um episódio enignmático e surreal, destoando completamente da constante seriedade do drama (que, aliás, afasta muitos espectadores). Eu já disse aqui que Mad Men é uma série difícil, mas se você der uma chance, ela irá te conquistar completamente.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “2×11: The Jet Set” exibido em 12/10/2008 no canal americano AMC.

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Mad Men Tags: , ,
14/01/2009 - 00:01

‘Prison Break’ Está Oficialmente Cancelada

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Prison CancelledAcabou. Ou melhor, acabará em breve. O presidente do canal FOX americano Kevin Reilly informou ontem em uma coletiva de imprensa que o drama de Michael Scofield e Lincoln Burrows chegará ao fim nesta 4ª temporada, inevitavelmente. Mas a pesar da leve queda de audiência, Reilly afirmou que a decisão de encerrar a série foi tomada do ponto de vista criativo: “chegamos a um ponto em que todas as histórias já foram contadas e queremos encerrar de forma forte“. Eu acredito que o fim da série era necessário, conforme venho apontando nas últimas resenhas. Sempre adorei Prison Break e por isso mesmo eu torcia para que uma decisão como esta fosse tomada, evitando que o show se prorrogasse desnecessariamente, comprometendo (ainda mais) a história. Muita gente, aliás, considera que durou até demais. Há, contudo, uma indefinição sobre quantos episódios a série ainda terá. No 4º ano atualmente em exibição nos EUA, já foram transmitidos dezesseis episódios e, segundo o E! Online, a série retorna de um hiatus no dia 17 de Abril para, no mínimo, mais quatro seis. Apesar disso, existe a possibilidade de duas horas extras serem produzidas para dar um encerramento mais conclusivo à história e o presidente da emissora reiterou que os produtores têm um “excelente final” preparado. Há chances, ainda, dessas horas adicionais virarem um telefilme. Vamos torcer pra que isso aconteça! No Brasil o canal FX deverá começar a exibir o último ano de Prison Break em Março, com áudio original e legendas.

Opine: Prison Break poderia ter continuado mais ou já estava na hora de acabar?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Notícias, Prison Break Tags: , ,
13/01/2009 - 00:01

Primeiras Impressões: Supernatural

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Conforme eu prometi pra vocês no ano novo, conferi os primeiros episódios da série Supernatural, que muitos pedem para que eu comente aqui no blog. A primeira impressão que tive do drama dos irmãos Winchester foi até boa, pois apesar do piloto esquemático e da aparente arbitrariedade das situações apresentadas, a série no geral conseguiu criar em seu episódio inicial uma interessante aura de suspense e mistério que só vai aumentando com o passar do tempo. Isso vai ficando evidente à medida que Sam e Dean buscam pelo próprio pai que está supostamente desaparecido, mas ainda ativo na “caça ao mal” nos interiores dos EUA, num clima interessante que me lembrou um pouco de Os Goonies. Gostei muito do caso do Wendingo no segundo episódio, que foi bastante tenso com as criaturas que se alimentavam de gente e, mais tarde, descobrimos serem antigos humanos canibais que sofreram uma mutação.

Supernatural Pilot

Contudo, notei que, recorridamente, todo o mistério construído no início de cada episódio é subitamente substituído por um desfecho simplório e deveras afetado com a exagerada utilização de efeitos especiais de segunda linha, que lembraram muito os vistos na série-trash Charmed. Enquanto dá pra levar o drama a sério na primeira metade de seus capítulos, ele logo se torna uma versão caricata de si mesmo na segunda parte, revelando de forma escancarada o que estava apenas sugerindo (até então de forma brilhante), como acontecia, por exemplo, nos primeiros filmes de M. Night Shymalan. Aqui a aparição de um fantasma, um demônio ou até de uma criatura corpórea no final acaba atingindo um objetivo diametralmente oposto do almejado, de forma até mesmo risível. Este, por exemplo, é um erro que séries como The X-Files ou Fringe evitaram cometer e que inevitavelmente roubam a legitimidade de Superatural, tornando a série previsível e (perdoem os fãs) boba.

Muitos leitores me disseram pelo Twitter que a série realmente melhora a partir da 3ª temporada, atingindo o seu ápice no 4º ano, que atualmente está em exibição, com a inclusão de tramas em arcos. Não obstante, esta foi a primeira impressão que tive do drama e sei que posso estar errado. Também odiei o início de True Blood e hoje sou fã incondicional da série. Só não sei se dou conta de aguentar temporadas inteiras  com tudo isso que narrei pra ver Supernatural começar a melhorar… Aguardo argumentos dos fãs incondicionais da série (que são muitos) para me convencer a dar uma chance e também dos que se tornaram “incrédulos” com a saga dos Winchester, confirmando ou complementando a minha impressão. Alguém?

Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Supernatural Tags: , , ,
12/01/2009 - 02:43

A Noite de ‘30 Rock’ no Globo de Ouro 2009!

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O Globo de Ouro é tido como uma espécie de prévia para os Academy Awards, mas não podemos dizer o mesmo com relação aos prêmios Emmy. A Associação da Imprensa Estrangeira presente em Hollywood tem uma visão um pouco distinta sobre a televisão americana, destoando da Academia de Artes Televisivas. Só isso pra explicar, por exemplo, não só a indicação de Anna Paquin como melhor atriz por True Blood, como também o fato dela ter levado o globo. É inconcebível ver Sookie Stackhouse no palco enquanto Nora Walker (Sally Fields) e Deputy Chief Brenda Leigh Johnson (Kyra Sedwick) ficam lá sentadas no salão de gala do Beverly Hilton. Pelo menos a vitória de Gabriel Byrne por In Treatment não foi tão absurda assim, embora isso tenha significado que Michael C. Hall mais uma vez saiu de mãos abanando de uma grande premiação. O que vimos no restante da noite, contudo, é que o Emmy, na verdade, foi a prévia para o Globes.

Nas categorias de coadjuvantes, nenhum ator ou atriz de série levou, graças à confusão que aprontam misturando indicados de filmes, minisséries e séries, criando uma concorrência desleal. Impossível Neil Patrick Harris levar um prêmio pela singela e descompromissada How I Met Your Mother na mesma categoria em que Tom Wilkinson concorre por um aclamada produção como John Adams. Já o prêmio de melhor ator em série cômica de Alec Baldwin por 30 Rock era esperado e confirma o bom momento da série, que em parte tem a ver com as performances de Tina Fey (a criadora e estrela do show) como sósia da candidata republicana à vice-presidência Sarah Palin. Isso, inclusive, certamente ajudou a série a (merecidamente, reconheço) a levar o seu prêmio de melhor comédia e, é claro, o de melhor atriz para Fey. Esta foi a noite de 30 Rock, sem dúvida alguma. Sem grandes surpresas (ou grandes decepções), Mad Men encerrou a noite com um prêmio justo e esperado, pois sua 2ª temporada conseguiu ainda superar o aclamado ano de estreia.

Matthew Weiner (The Sopranos) provou que não está aí pra brincadeiras, e torço para que a série não perca ele em 2009. O Globo de Ouro é sempre mais sisudo do que as outras premiações do gênero, sem números cômicos ou grandes montagens. Ainda assim, a infinidade de intervalos comerciais incomoda tanto quanto os sempre impertinentes comentários de Rubens Ewald Filho, pra quem teve o desprazer de ver sem SAP. Ele chegou ao cúmulo de dizer que o ator Blair Underwood (In Treatment, Dirty Sexy Money) havia sido expulso da série, confundindo-o com Isaiah Washington, ex-Grey’s Anatomy, que nem lá estava. O sujeito ainda deixou espectadores que acompanhavam pelo Twitter pasmos quando simplesmente soltou, sem nenhum critério, que “Laura Dern é uma atriz feia”. Sem ter a importância de um Emmy, a noite do Globo de Ouro para os fãs de TV foi isso: mais do mesmo. 30 Rock e Mad Men fecham 2008 duplamente e merecidamente coroadas. Estão mais do que reconhecidos os méritos destas produções e agora é hora dos votantes darem a chance para outros atores, atrizes e produtores brilharem. Michael C. Hall, a galera de Entourage, Steve Carell e vários outros agradeceriam a oportunidade.

Após o jump, confira todos os vencedores nas categorias televisivas e deixe seu comentário!

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Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Golden Globe, Notícias Tags: , ,
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