Dexter no FX: Destinos Sombrios

Se fizéssemos uma análise fria dos fatos que culminaram na chegada de Lila à cabana onde está Doakes, apontaríamos o vício de Paul, ex-marido de Rita, como o estopim de toda a complexa situação que se formou. Basta lembrarmos que foi somente a partir da prisão e consequente morte do ex-drogado que Dexter precisou mentir e frequentar as reuniões dos Narcóticos Anônimos a mando da namorada e foi lá que ele conheceu a força destrutiva chamada Lila. Mas a teoria do crime veda a retroatividade eterna da imputabilidade, sendo cada qual responsável por suas ações e omissões. Todos buscamos resultados com nossas condutas e foi isso que vimos neste penúltimo e incrível episódio da segunda temporada de Dexter.

Lila desenhou seu caminho sob a égide de suas obsessões, da mesma forma que fez Doakes com sua implicância com o colega e assim fica ao mesmo tempo fácil e difícil acreditar na existência da “mera coincidência”. A simples frase curiosamente “dita” por um navegador GPS “você chegou ao seu destino final” cumpre um papel importantíssimo na história: os dois queriam estar ali e chegaram na cabana sem qualquer coação, apenas seguindo uma vontade ou um vício próprio e inerente. Por isso, diante da inércia de Dexter em decidir-se qual é a sua vontade, dois mundos estão prestes a se colidir e o resultado pode criar uma nova e imprevista situação, seja ela uma feliz coincidência ou não. Essa é a vida.
Cotação LiGado em Série: 




Episódio “2×11: Left Turn Ahead” exibido em 18/12/2008 no FX.
Dexter no FX: Uma Noite em Paris

O último episódio desta segunda jornada de Dexter é um divisor de águas. Afinal, o roteiro foi covarde, maniqueísta e conveniente como muitos estão afirmando? Eu discordo veementemente dessa assunção. Acreditar que o que vimos foi um “milagre” seria ignorar estes dois excelentes anos na vida de Dexter Morgan e a própria ironia do personagem: ninguém é completamente bom ou mau. Nós poderíamos, sim, acreditar em uma intervenção divina se um raio tivesse caído na cabana onde estava Doakes e detonado o gás propano, mas não foi isso que aconteceu. Tentar simplificar os acontecimentos do bombástico episódio é a verdadeira forma deficiente de análise: “a pressa é a inimiga do pensamento elaborado”. Bem e mal não caminharam separados no episódio, pelo contrário. Dexter não matou Lila acreditando ser a luz que ofusca as trevas. Antes de tudo, ele sabe ser mau, conhece a sua essência e viu na morte da garota uma necessidade pessoal de libertação, principalmente libertação do Código de Harry.

Além disso, o fato de Dexter ter viajado até Paris para matá-la evidencia ainda mais que ele é egoísta e perigoso. A lei que impera agora é a lei de Dexter, um novo Código e essa é a verdade sobre o protagonista que ficou implicitamente estabelecida. A imaterialidade do crime contra Doakes não deixou o “herói” mais louvável perante seus admiradores secretos (nós), justamente porque conhecíamos o seu dolo e sabemos que ele seria plenamente capaz de matá-lo, apenas não foi necessário. Fato é que Dexter definitivamente se estabeleceu no posto de uma das melhores séries de todos os tempos, com duas temporadas impecáveis e com o potencial de levantar discussões e reflexões cada vez mais profundas sobre a natureza do ser humano. Aplausos de pé.
Cotação LiGado em Série: 




Episódio “2×12: The British Invasion” exibido em 18/12/2008 no FX.








Das 3, foi o melhor final de temporada!
Esse final com o doakes explodindo foi muito bobo, ainda acho… Gostei mais desse final da 3ª. Aliás gostei bastante dessa 3ª temporada!!
ótima temporada, mas to gostando mais da 3ª!
melhor. série. ever.
Que bom ouvir aqui que a terceira temporada está muito boa, pq já ouvi em outros blogs que a terceira estava caída… Torço para que Dexter continue impecável como tem sido até hoje.
Achei muito bom o final da 2ª temporada. Para mim foi tudo surpreendente. “Dexter” vai entrar para o rol das minhas preferidas.