Retrospectiva 2008, Parte II
Ontem falamos dos primeiros seis meses do ano e agora é hora de fazermos a retrospectiva do segundo semestre. Vamos lá:
Julho: Já no primeiro dia do mês começamos com o triste aniversário de um ano de séries dubladas na FOX e até hoje somente quem pode assinar os pacotes digitais tem acesso às legendas no canal, contrariando a promessa que o executivo da emissora fez ao blog, de que a opção seria “para todos”. Isso reacendeu a briga entre os assinantes e canais que, revoltados, disseram um basta através dos blogs da Sociedade, num movimento que foi destaque na Folha de São Paulo. Em CSI, o ator William Petersen anunciou sua saída definitiva da série e na mesma semana foram divulgados os indicados ao Emmy. Produtores de Fringe e Dollhouse revelaram que estavam refazendo os pilotos destas séries e por aqui uma ação viral com um “Michael Scofield brasileiro” de Prison Break movimentou o blog e gerou muita polêmica.
Agosto: Desta vez foi o canal FOX quem aprontou com a arbitrária e inconcebível decisão de impedir a exibição de um episódio de The Simpsons em toda a América Latina, por conta de uma piada do seriado com a Argentina. Já os DVDs de Veronica Mars não chegaram, mesmo com a possibilidade da série ganhar um filme. Nos EUA, o comediante Jay Leno anunciou a sua esperada aposentadoria, depois de quase duas décadas no comando do Tonight Show, um dos principais programas de entrevista norte-americanos. Ele será substituído por Conan O’Brien e este cederá o lugar para Jimmy Fallon. Mas, como veremos mais pra frente, os planos de aposentadoria de Jay Leno foram por água abaixo… No blog um especial com vários Season Pass em série comemorou o fim da temporada 2007/2008.
Setembro: Chega, enfim, o mês de ouro dos sériemaníacos, com as estreias da temporada no Fall Season! 90210 estreou bem, apesar de ter desandado depois e saíram os vencedores do Primetime Emmy Awards cujos destaques foram 30 Rock e Mad Men, com direito a um Videocast Ao Vivo aqui no blog. Tivemos também o primeiro cancelamento precoce da temporada, a fraquíssima Do Not Disturb, e mais estreias na temporada, inclusive True Blood, que recebeu criticas de todo tipo no início, inclusive várias negativas minhas (mas depois a série engrena!). No Brasil as novelas passaram a copiar cada vez mais as tramas das séries.
Outubro: Falamos em Outubro da ótima estreia de Alice na HBO e do acidente que ocorreu no set da série Dexter, onde o ator Jimmy Smits quase mandou um figurante para o além! Estreou nos EUA a última temporada da elogiada Boston Legal, drama jurídico que revolucionou o gênero graças à genialidade do mestre David E. Kelley. A Warner resolveu voltar a aprontar depois que anunciou às pompas a estreia de The Sopranos na grade do canal. Primeiro passaram o piloto com inúmeras falhas e depois simplesmente jogaram a série para o horário da madrugada! No final do mês começaram a surgir os rumores do cancelamento de Pushing Daisies, graças à baixa audiência da atração na ABC.
Novembro: Na reta final das eleições norte-americanas, o candidato republicano John McCain apareceu ao lado de Tina Fey fantasiada de Sarah Palin no SNL, ironizando o rival Barack Obama. Aliás, foi essa imitação dela da vice-republicana que se tornou a sensação do pais, rendendo à moça o titulo de personalidade do ano pela Associated Press. Equanto isso, o canal ABC despediu a atriz Brooke Smith de Grey’s Anatomy, supostamente para encerrar a trama lésbica com a Dra. Torres na série. Más notícias também vieram já que uma ex-Idol foi encontrada morta na frente da casa de Paula Abdul, Kiefer Sutherland falou de seus dias na cadeia e as séries Pushing Daisies, Dirty Sexy Money e Eli Stone foram canceladas. As novidades da 5ª temporada de LOST começaram a sair (inclusive um ótimo vídeoclipe), Redemption, o filme de 24, estreou e foi bem na audiência e, no fim do mês, Tim Kring veio com mais uma de suas pérolas, admitindo os vários erros de Heroes.
Dezembro: O último mês do ano chegou com a notícia de que a cancelada Pushing Daisies irá embora sem um final digno e questionei no blog se os nossos canais de séries estão, aos poucos, virando canais de filmes, dada à diminuição de tempo na grade dos nossos queridos seriados. O O’Maley vai sair de Grey’s Anatomy (ao que tudo indica) e a NBC cancelou 1/3 de seu prime time para dar espaço ao novo programa de Jay Leno. Vimos os indicados ao Globo de Ouro, os detalhes do Mid Season e o Matt Parkman de Heroes respondeu uma pergunta do blog no Twitter! Pra fechar bem o ano, publiquei o tão esperado Season Pass de House!
Eleja o Mico do Ano!
2008 acabou e agora temos um novo ano pela frente, com muitas estreias no forno e os aguardados retornos de 24 e LOST! Ah, e a votação pelo Mico do Ano continua! Qual foi a maior vergonha do ano no mundo das séries?















Prison Break “4×15: Going Under”: Neste episódio tivemos a prova definitiva de que Prison Break está em sobretempo. Ora, eles resolveram apelar pra ceninhas mentais à la Fringe? Isso foi sério? Tudo bem que o recurso é interessante em muitas produções, mas pra uma série que sempre foi do estilo “aquilo que vemos é o que é”, aquela visita de Charles Westmoreland à Scofield na cela imaginária de Fox River foi absolutamente ridícula. O motivo, então, foi absurdo, já que durante uma operação de alta complexidade Michael simplesmente “resolveu” o mistério de Scylla, que no final das contas não é o livro negro da Companhia, mas sim “algo bom”. Eu gosto muito de Prison Break, mas já estou perdendo a paciência com esse excesso de viagem do roteiro. Os únicos pontos positivos deste episódio, ao meu ver, foram Burrows trabalhando com os recursos da Companhia e Mahone fugindo do cárcere de seus ex-colegas do FBI. Espero muito que no próximo e último episódio do ano,a série volte a por os pés no chão.
Chuck “2×11: Chuck Versus Santa Clauss”: Chuck encerrou o ano com um episódio tenso e carregado, bem diferente do que estávamos acostumados. O capítulo já começou de forma estranha, dando a entender que daríamos um tempo nas missões semanais com aquela história da perseguição. Contudo, descobrimos depois com os nossos heróis que tudo era parte de um elaborado plano para encontrar o paradeiro de Bryce Larkin, que culminou na revelação do segredo de Estado sobre o que realmente é o Intersect. Mas mesmo enveredando para um lado mais dramático, a série ainda assim foi eficiente e o gancho com Sarah eliminando o agente Fulcrum para proteger Chuck, enquanto este pensa que ela se tornou uma assassina fria, foi incrível. Chuck entrega esta half season no auge de sua forma e estabelece-se como um das melhores surpresas desta temporada.

Two and a Half Men “6×11: The Devil’s Lube”: Foi pequena, mas decisiva a participação de Emilio Estevez, irmão de Charlie Sheen, neste ótimo episódio de Two and a Half Men. Não importa que no final Charlie voltou a ser o “bastard” de sempre, já que com a morte de um grande amigo ele passou a questionar o seu promíscuo estilo de vida, considerando até mesmo casar-se com sua perseguidora Rose, que após muitos episódios retorna à comédia de forma fenomenal! As piadas de humor negro de Berta, a amargura de Alan e os comentários impertinentes de Jake contribuíram para que este fosse o ponto alto da temporada. Two and a Half Men e as comédias da CBS voltam somente a partir de 12 de Janeiro agora e vão fazer falta!
Dirty Sexy Money “2×09: The Organ Donor”: A segunda (e última) temporada de Dirty Sexy Money começou de forma espetacular, com a exposição dos Darlings após a prisão de Letitia, no que indicava ser um conturbado ano para os queridinhos da América. Mas ao longo dos episódios a série perdeu o seu foco e o roteiro tornou-se conveniente e covarde demais, notadamente quando algum membro da bilionária família está em apuros. Nove episódios depois, todos permaneceram indenes aos abalos e deram até um jeito na pobre Carmelita. Enquanto a multipolaridade de vilões antes era o principal atrativo deste drama, a incoerente ascensão maquiavélica de Simon Elder vem se tornando cada vez mais decepcionante de acompanhar. Ainda que surgiram neste The Organ Donor as suspeitas de que Dutch George possa de fato estar vivo, não me surpreenderia se no final descobríssemos que ele realmente morreu e que o responsável foi Elder. Espero estar errado.
Friday Night Lights “3×11: A Hard Rain’s Gonna Fall”: Apesar dos Panthers estarem indo rumo ao Estadual mais uma vez, fora dos gramados o clima está pesadíssimo, a começar pelo projeto de reorganização distrital da cidade de Dillon, que é bom para o orçamento do município, mas é péssimo para o futebol (que por anos sustentou a moral da cidade). Com a divisão East Dillon e West Dillon, metade do time vai embora, o que está deixando apoiadores como Buddy Garrity loucos da vida. Afinal, depois de perder a filha, o esporte é a única coisa que lhe resta. Mas a tempestade também é forte na casa dos McCoy, já que o controlador Joe espancou seu único filho por um mal desempenho no decisivo jogo, mesmo tendo conquistado a vitória com o time. A cena foi forte (e tecnicamente impecável), evidenciando a doença do sujeito, já que sua obstinação pelo sucesso do filho ultrapassa todos os limites do razoável. Por fim tivemos o triste caso de Lorraine Saracem, cuja debilidade mental só agrava, fazendo com que Matt considere interná-la. Como eu sempre disse, Friday Night Lights não é uma série sobre futebol americano, pois este é apenas o pano de fundo para uma história infinitamente mais complexa e apaixonante. Eles voltam em Janeiro para os últimos dois episódios da temporada, que segue de forma impecável.
Dexter “3×12: Do You Take Dexter Morgan?”: Eu não entendo onde esteve toda essa “controvérsia” no season finale de Dexter, conforme muita gente anda discutindo em blogs e fóruns por aí. Esperavam ver a morte do personagem principal ou sua exposição como psicopata, era isso? Pois se for, esta é uma esperança muito ingênua, já que sabemos que a série terá, no mínimo, mais duas temporadas e a ocorrência de qualquer destes fatores é decisiva para o fim da trama. Vimos aqui um episódio fenomenal, que encerrou de forma categórica a história desta temporada, que foi a da aceitação de uma vida normal por parte de Dexter, com mulher e um filho à caminho. O dito “final feliz Manoel Carlos” com casamento e tudo funcionou de forma orgânica à trama. Não houve muito combate físico entre Dexter e o Skinner, mas sim um confronto emocional entre dois serial killers, sendo que o vencedor foi quem soube agir com a frieza e controle que sempre demonstrou, desestruturando o seu adversário antes do bote final. Além disso, apenas o ato de clemência (e manipulação) que Dexter teve com o “animal ferido” Ramon mereceu por si só o destaque absoluto do episódio. Outros queridos nossos, LaGuerta, Batista, Deb, todos eles encerraram importantes ciclos e a série fecha o ano de forma espetacular. Aquela mancha de sangue no vestido branco de Rita foi o sinal de que tem muito mais por vir. Dexter deve retornar agora somente a partir de meados de 2009, sem previsão de estreia no FX.
How I Met Your Mother “4×11: Little Minesota”: Foi um episódio divertidinho, engraçadinho, legalzinho, mas… bobinho! How I Met Your Mother está “inho” demais e fechou essa metade de temporada bem abaixo da média do que eles costumam entregar. As histórias estão muito esparsas, envolvendo “núcleos” de um elenco que funciona melhor junto. Não entendi essa de Marshall e Robin no bar Minesota de um lado e Ted, Lilly e Barney de outro naquela chatíssima história com a tal irmã. É uma pena ver uma série que começou bem e desenvolveu-se por três temporadas com tanto potencial desperdiçar essa quantidade de episódios com assuntos bobos e textos pouco inspirados.
Heroes “3×13: Dual”: Se Tim Kring fosse um aluno numa escola onde eu desse aula, ele estaria neste exato momento sentado na sala esperando uma bronca, porque é isso que ele merece após este inconsistente e desanimador Volume 3 “Villains“. Ora, se a série até hoje não conseguiu estabelecer-se bem contando uma história de heróis que não salvam ninguém, seria bom demais para ser verdade se em 13 episódios o roteirista conseguisse contar a saga daqueles que viraram vilões. O que passou em nossa tela foi uma verdadeira bagunça com Sylar perseguindo aquele pessoal na Primatech 
The Big Bang Theory “2×11: The Bath Item Gift Hypothesis”: The Big Bang Theory registrou novamente a maior audiência da história da série e não foi por acaso: The Bath Item Gift Hypothesis foi um episódio interiramente hilário, que prova porque esta está sendo considerada uma das melhores sitcoms da temporada. Todas as “teorias” sociais de Sheldon são interessantíssimas, mas com esta do Natal ele se superou. O geek odeia receber presentes, pois isso cria uma “obrigação” moral de presentear o colega com um item da mesma qualidade e preço, só que ele nunca poderia prever que Penny o traria o maior de todos os presentes: um guardanapo usado e autografado por Leonard Nimoy, o eterno Spock de Star Trek! Só isso já rendeu a melhor piada da temporada, agora que ele tem nas mãos o poder de criar pequenos Leonard Nimoys a partir do DNA do ator! O texto de The Big Bang Theory é tão brilhante quanto o intelecto de seus protagonistas!











Talvez uma das decisões mais sábias da história da TV paga brasileira foi essa agora do Sony de simplesmente “cancelar” a exibição nobre de American Idol, conforme informou a assessoria. Em sua 8ª edição, a fórmula do reality está mais que desgastada e, embora ainda represente a maior audiência da TV americana quando é exibido, o programa sofreu diversas baixas na temporada de 2008 porque ninguém aguentava mais a overdose de episódios. Isso sem contar também no excesso de “especiais”, que nada mais eram do que versões de um mesmo episódio estendidas com propagandas e “papagaiadas”. Os tais episódios de duas horas (cada vez mais frequentes) atrapalhavam, e muito, o calendário de séries do canal brasileiro (os fãs de Ugly Betty foram os mais prejudicados). O show de calouros de Ryan, Randy, Simon e Paula agora chegará aos sábados e domingos às 18h começando no dia 17 de Janeiro, apenas quatro dias após a exibição americana! Isso significa que estaremos quase junto com os EUA, praticamente imunes da enxurrada de spoilers sobre quem saiu, quem ficou e, é claro, quem ganhou. Pra melhorar, só falta o Sony programar boas estreias em 2009, justificando um prime time livre de Idol!
Gossip Girl “2×13: Oh, Brother, Where Bart Thou?”: O espectador precisou preencher as lacunas entre aquele telefonema que Lily recebeu no episódio anterior e os preparativos para o luxuoso enterro de Bart Bass, pois o cara realmente bateu as botas, mas deixou uma herança de problemas na vida dos Upper East Siders. Foi o episódio mais carregado de toda a série e que trouxe à tona a triste revelação do motivo da internação de Lily, fazendo cair por água abaixo a esperança de todos nós com relação ao romance dela com Rufus. Aliás, esse caso dos dois parece que nunca mais vai sair, considerando o puritanismo e instransigência do sujeito (que consegue ser mais irritante que seu filho Dan). Pode o roqueiro com seus trinta (e todos?) anos culpar uma então jovem adolescente por uma impensada decisão de abortar? (*ele diz ao final do episódio: “was it a boy or a girl?”, dando a entender que os rumores da criança estar viva ou ter sido dada à adoção não saíram da série). Mas quem roubou a cena, ao meu ver, foi Chuck. Ainda que o ator Ed Westwick tenha exagerado em certos momentos nos trejeitos e na voz “Batman”, a tensão dramática que o garoto causa quando está em tela é notável e eu queria ter visto ele levando mais adiante seu desejo de vingar-se de Lilly. Ele ainda rapidamente deixou cair sua máscara com a sempre estonteante Blair, mas logo tratou de vestí-la novamente (why so serious?). Podemos dizer com segurança que Gossip Girl encerrou esta primeira parte da temporada de forma categórica, fechando um arco que foi infinitamente superior ao primeiro ano inteiro. Desembarcaremos em NY somente no dia 5 de Janeiro agora. XOXO!
The Office “5×10: Moroccan Christimas”: The Office precisava e muito de um episódio totalmente irrepreensível como este, que conseguiu resgatar de uma só vez, o melhor das primeiras temporadas. Tivemos uma pegadinha de Jim com Dwight e, mais tarde, esse se dando bem com sua lógica deturpada para revender as bonecas de unicórnio. Vimos também momentos pra lá de constrangedores com Toby e a boneca negra, depois com a revelação do segredo de Angela para toda a filial e, por fim, Michael descobrindo que não pode simplesmente “depoisitar” uma pessoa na rehab! Foi um ótimo especial de natal, onde todos os coadjuvantes tiveram espaço para brilhar, incluindo Kelly, Kevin e, meu favorito, Creed. Só continuo sem entender o que aconteceu com Pam e Jim, pois parece que agora que estão juntos a química que existia entre os dois simplesmente acabou. Apesar disso, este certamene este foi o melhor episódio da temporada, que ainda está engrenando.
30 Rock “3×06: Christmas Special”: Eles conseguiram de novo! 30 Rock entregou um especial de natal como nenhum outro nesta temporada, num episódio engraçadíssimo do início ao fim! Jack Donaghy precisou cancelar suas férias no Brasil (onde viria para “lutar com macacos”), pois inadvertidamente (?) atropelou a sua própria mãe na véspera de Natal. Já Liz Lemmon se viu vítima do esquema das cartinhas de Papai Noel (isso andou acontecendo mesmo), mas no fim tudo não se passou de um mal entendido. Tracy e Jenna também estavam sensacionais, mas meu coadjuvante favorito na temporada até agora é Kenneth, em brilhantes e sempre memoráveis atuações de Jack McBryer. Vai ser um longo winter break sem a turma do Rockefeller Center, nº 30!

Esta semana o programa Dharma Special Access da dupla Carlton Cuse e Damon Lindelof trouxe novidades incríveis sobre a 5ª temporada de LOST, incluindo mais um sneak peek que veremos adiante. Primeiro, os produtores tiraram um tempo para responder algumas perguntas de internautas e, de longe, a mais interessante delas diz respeito ao monstro de fumaça. Questionados sobre quem chegou na ilha primeiro: se a Iniciativa Dharma ou o misterioso esfumaçado, Lindelof rapida e categoricamente respondeu que foi este último, dando a entender que nesta temporada deveremos ter um conhecimento maior da vida na ilha pré-Dharma (ele não soltaria isso à toa justamente agora). Já Carlton disse a um espectador que não devemos mais ver ou ouvir falar daquela pista (de pouso ou decolagem) que estavam construindo no início da 3ª temporada, mas seu colega brincou ela pode vir a ser fundamental à trama. Quem está certo?
Pra terminar, a dupla soltou mais uma incrível cena do episódio duplo de estreia da 5ª temporada, que vai ao ar no dia 21 de Janeiro de 2009 na rede americana ABC. O curto, mas interessantíssimo vídeo, traz logo de cara Jack e Ben Linus dividindo um quarto de hotel e discutindo sobre o que farão para reunir os Oceanic 6. Mas à medida em que os dois conversam, Ben toca num intrigante ponto: o que tornou Jack uma pessoa tão crédula? É aí que eles falam de Locke, dos últimos momentos que tiveram com ele e especulam sobre o destino dos outros sobreviventes que foram deixados para trás na ilha. Repito, é impressionante a quantidade de informações e perguntas que pouco mais de um minuto de LOST é capaz de trazer. Confia então o segundo sneak peek:
Scrubs (6 de Janeiro, ABC): Cancelada pelo canal NBC, a comédia retorna após um longo período fora do ar agora que foi resgatada pela concorrente ABC. A 8ª temporada da sitcom médica é a última que terá o ator Zach Braff como regular e veremos a participação de Courteney Cox (Friends, Dirt) no papel da nova chefe do hospital Sacred Heart. No Brasil a série não tem previsão de estreia.
Damages (7 de Janeiro, FX): Depois de ganhar o Globo de Ouro e o Emmy de Melhor Atriz por sua incrível atuação, Glenn Close está de volta como Patty Hewes para a aguardadíssima segunda temporada de Damages. O drama de mistério que tem como foco as tramóias e crimes que acontecem nos bastidores de um importante escritório de advocacia estreou em 2007 com excelentes críticas e não foi exibido este ano por causa da greve dos roteiristas. A primeira temporada teve 13 episódios (já em DVD) e é um must see dos leitores do LiGado em Série. O canal AXN ainda não sinalizou quando a série estreará por aqui.
24 (11 de Janeiro, FOX): Após enfrentar a milícia de Sangala nos confins da Áfrca, Jack Bauer deixa seu exílio e retorna aos EUA para responder por seus crimes e, mais uma vez, precisará salvar o país de graves ameaças que envolvem corrupção nos bastidores do alto escalão do executivo norte-americano, agora comandado por uma mulher. O 7º dia ainda está sem previsão de estreia na FOX Brasil (como já é de costume), mas o telefilme
American Idol (13 de Janeiro, FOX): Dispensando qualquer tipo de apresentação, o fenômeno mundial retorna nos EUA e no Brasil em Janeiro com aquela overdose de episódios que massacram a concorrência nos vários dias e horários em que é exibida. Na 7ª temporada a novidade é a inclusão de uma nova juíza, Kari DioGuardi, produtora musical e letrista, fazendo com que o show siga o formato do original Pop Idol. Nas fases iniciais (que são as melhores), o programa exibirá os testes gravados desde Agosto deste ano em várias cidades americanas. Porém, a produção revelou que este ano diminuirão a quantidade de episódios de auditions ruins e aumentarão a Hollywood Week, pois eles querem mais qualidade sonora. Outra mudança é que provavelmente teremos 36 finalistas ao invés de 24 e este ano não teremos o especial Idol Gives Back em função da crise mundial. O Sony exibirá American Idol começando em 17 de Janeiro, apenas 4 dias após a estreia americana.
Lie to Me (14 de Janeiro, FOX): Estreando como protagonista de uma série de TV, o ator inglês Tim Roth é em Lie to Me um consultor que especializou-se em descobrir as mentiras que o ser humano conta (3 para cada 10 minutos de conversa, em média). Descrito como um polígrafo humano, Cal Lightman prestará seus importantes serviços à polícia investigativa na série, que é baseada em grandes estudos sobre o comportamento humano. O drama tem produção executiva de Brian Gazer, de 24.
Battlestar Galactica (16 de Janeiro, Sci-Fi): Liderada pelo comandante Adama, a nave Battlestar Galactica finalmente descobriu a terra no final do 10º episódio da 4ª temporada, que continuará neste Mid Season para um encore de mais 10 episódios em sequencia, que serão os últimos da série. No Brasil, infelizmente, a TNT simplesmente parou de exibir o drama espacial ao final da 3ª temporada e o drama espacial está sem emissora em terras nacionais, apesar de termos aqui o Sci-Fi Channel. Enquanto não estreia, o site do canal americano está lançando mini-episódios exclusivos para a Internet, contando algumas histórias paralelas.
Big Love (18 de Janeiro, HBO): Bill Henrickson e suas três esposas Barb, Nikki e Margene estão chegando na HBO americana para mais uma sórdida temporada! Big Love é um interessantíssimo drama sobre o mundo da poligamia da forma concebida pelos dogmas da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias,
The United States of Tara (18 de Janeiro,
LOST (21 de Janeiro, ABC): Provavelmente a estreia mais aguardada do ano, LOST chega no final de Janeiro nos EUA para a sua 5ª e penúltima temporada, que deverá ser centrada na saga de retorno dos Oceanic 6 à ilha, com a promessa de responder alguns mistérios e criar outros. Recentemente os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof divulgaram a imagem de mais um logotipo da Iniciativa Dharma! LOST deve estrear ainda no primeiro semestre de 2009 aqui no Brasil pelo AXN.

The Celebrity Apprentice (1º de Março, NBC): Donald Trump estreará a 8ª temporada de seu reality-show (a 2ª com famosos) em Março. Bom, mesmo com a fórmula desgastada, o canal decidiu dar a luz verde ao programa, já que os custos de produção não são altos e a nova estratégia será a de exibir duas horas direto toda semana. Exatamente: o programa agora terá duas horas todo domingo à noite, conforme confirmou o executivo Mark Burnett. A nova temporada deverá ter “celebridades” como Dennis Rodman, Joan e Melissa Rivers, além de Khloe Kardashian.
Castle (9 de Março, ABC): Com uma das premissas mais interessantes do Mid Season, ao meu ver, Castle terá como protagonista o inquieto escritor de romances policiais Rick Castle, que começará a trabalhar com a polícia, já que aparentemente os crimes sobre os quais ele escreve estão sendo executados na vida real. Com uma personalidade forte, ele aproveitará a experiência para fazer laboratório para sua próxima obra, pois está sofrendo de bloqueio de escritor. Sua inspiração será a metódica detetive da polícia de NY Kate Beckett. Castle tem como inspiração a série Moonlighting, estrelada por Bruce Willis na década de 80 e será mais um drama romântico leve do que uma série investigativa propriamente dita.
Convenhamos que no décimo episódio desta 2ª temporada de Dexter a situação que havia ficado pendente desde o episódio anterior não foi resolvida, numa clara tentativa de deixar o espectador preso por mais uma semana. Mas até isso a série fez bem. Lila continuou sua trilha de destruição, arrastando Angel para o meio de tudo com um golpe baixíssimo e Dexter tomou a arriscada decisão de incriminar o colega policial ao invés de fazer o que ele faz melhor… Porém, um fato chocante e inesperado – até por nós – pode mudar tudo: a verdade sobre a morte de Harry veio à tona junto com a terrível constatação de que o responsável pelo suicídio do velho mentor foi seu próprio filho adotivo. A lei penal, em sua teoria, chega até a ser fascinante. Por isso, ao criar o Código junto com o jovem psicopata, Harry deixou se levar pela beleza da teoria e não se preocupou com a mecânica envolvida na concepção prática de tudo aquilo que ele havia estabelecido. Foi aí que a realidade gráfica tornou-se insuportável e todos nós descobrimos o resultado dessa história. Dexter é o Frankenstein de Harry e não há como negarmos isso. Sob o efeito de mais uma crise existencial, o Bay Harbor Butcher voltou à sua existência prima e estamos de volta à estaca zero.
