A Semana em Série: Estreias

Terça, como sabem, é dia de comentarmos os episódios das séries estreantes nesta temporada 2008/2009. Tivemos algumas boas surpresas, mas outras não se saíram tão bem assim. Confira:
True Blood “1×03: Mine”: Pronto, True Blood ficou suficientemente interessante a ponto que a gente consiga assistir até o final, mas ainda está longe de fazer a gente querer assistir o próximo. Foi até possível pescar os geniais textos de Alan Ball no meio de tanta morosidade e enrolação. É claro que é da natureza da cidade ter esse estilo de vida mais “lento” com um excesso de conversa fiada, mas não por isso a maior parte dos 50 longos minutos de exibição precisam ser tomados com isso. Se na resenha da semana passada reclamei das tramas paralelas, neste episódio Mine foram justamente às histórias que não envolvem a bela e paranormal Sookie e o vampiro Bill as que chamaram a atenção. O destaque foi pro dono do bar Sam com a garçonete Tara e as contínuas peripécias do ninfomaníaco Eric (sim, estou qualificando todo mundo porque é difícil lembrar de tantos personagens pouco expressivos). Pena que True Blood oscila o tempo todo entre momentos bons com cenas gratuitamente trash colocadas ali com o objetivo inicial de chocar, sem às vezes servirem à trama. A série vai ficando melhor contextualizada, mas, como eu disse acima, falta muito para empolgar.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 21/09/2008 na HBO americana.
Worst Week”1×01: Pilot”: Imaginem se o filme Entrando Numa Fria virasse uma série de TV. Bom, não precisa mais. Worst Week parte da mesma premissa que o longa estrelado por Ben Stiller: um sujeito nervoso e desastrado que passará uma semana dos infernos visitando os pais de sua namorada. Ele ainda terá a difícil missão de contar que ela está grávida e que os dois vão se casar. Nada de tramas complicadas, piadas elaboradas, ironia etc. A lei aqui é a comédia física e muitas vezes totalmente pastelão (o que nem sempre é ruim). Alternando entre gags hilárias (a da funerária, por exemplo) com outras nem tanto de tão óbvias (a do quadro), este remake da série inglesa homônima parece não ter emplacado em solo americano, apesar de simpático. Mesmo assim, não depositem esperanças em uma confirmação de temporada enquanto ela não conquistar mais espaço. É um bom passatempo, mas só.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 22/09/2008 na CBS americana.
90210 “1×05: Wide Awake and Dreaming”: Este foi mais um episódio fraco de 90210. O roteiro de Wide Awake and Dreaming foi artificial e piegas ao extremo, principalmente quando tocou nos assuntos sexo e drogas. Ao contrário do que acontece com Gossip Girl, os roteiristas deste drama parecem não saber escrever uma série adolescente contemporânea. Aliás, parecem não saber escrever e ponto. Só isso para explicar aquela incoerente trama envolvendo a família Clark: primeiro a mãe sabe do caso do marido e não faz nada, depois descobre que a amante vai morar na casa de praia e confronta o sujeito, mas ainda assim os dois fazem amor e no final ela decide “que vai se respeitar”? Por que ela tolerava o affair a princípio, então? No núcleo “escola” aquele lance da peça foi insuportável e só não foi pior que a festinha que aconteceu depois, com direito a Annie pegando uma camisinha pra lá de vencida da carteira do irmão para logo em seguida deixá-la no chão por “vergonha” de Ethan. Mais incoerências… Até parece que ela já sabia que iria ser vítima da bobinha armação de Adrianna. Se 90210 continuar deste jeito, será mais uma série cancelada de nossa cobertura semanal.
Cotação Bruno Carvalho: 

Episódio exibido em 23/09/2008 na CW americana.
The Mentalist”1×01: Pilot”: O mentalismo nada mais é do que uma técnica cênica que utiliza hipnose, lógica e muita observação para atingir um certo objetivo. Muitas vezes tais habilidades são utilizadas para persuadir e distrair pessoas a acreditarem que o dominador desta arte é um clarividente ou exerce algum tipo de controle mental. Criss Angel, por exemplo, é um mágico que introduz o mentalismo em seus truques, conseguindo resultados positivos e impressionantes. Por isso me surpreendi quando vi que o protagonista do novo drama investigativo da CBS seria, de fato, um mentalista. O detetive, que trabalhava como aqueles videntes de televisão que dizem conversar com espíritos, utiliza a observação como principal ferramenta de trabalho, descobrindo pistas que passariam despercebidas até por Gil Grissom. Mas Simon Baker também tem um passado negro, pois sua família foi brutalmente morta por um assassino serial. O piloto foi muito bom, teve a participação de Zeljko Ivanek, mas não consigo imaginar essa série durando muito, pois parece seguir um ritmo episódico e já saturado (igual acontece com a fraquinha Life). De qualquer forma, conferirei os próximos pra dar um veredicto mais apurado.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 23/09/2008 na CBS americana.
Fringe “1×03: The Ghost Network”: Fringe avança de forma sólida em nossa cobertura, trazendo mais um ótimo episódio. Eu estou achando geniais os conceitos introduzidos a cada capítulo, como este da “rede fantasma” que utilizava pessoas como receptores de informação, o que levou a um sujeito acreditar que estava conversando com Deus enquanto na verdade era o objeto residual de uma experiência conduzida pelo Dr. Bishop nos anos 70. O novo drama de J.J. Abrams segue intenso, mas menos compromissado do que LOST ou Alias, pois seus capítulos funcionam como arcos completos em si. Por isso, para aqueles que adoram séries estilo “caso da semana”, esta é uma excelente pedida. O clima de mistério também paira no ar. Afinal, a Massive Dynamic em certos momentos parece estar mesmo por trás de tudo de bizarro que anda acontecendo, mas em outros fica a dúvida se uma empresa tão importante estaria mesmo por trás de acontecimentos tão sórdidos, como homicídio em massa. Será que não pode ser uma facção maligna da empresa que se desgarrou? Estou gostando cada vez mais,de Walter e Peter Bishop, que vêm roubando todas as cenas. Finalmente a direção esquemática cessou e Fringe parece ter encontrado o seu ritmo. Tomara que garantam a temporada completa logo!
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio exibido em 23/09/2008 na FOX americana.
Knight Rider “1×01: A Knight in Shining Armor”: Eu ainda acho que esta versão de Knight Rider é algum tipo de pegadinha do canal americano NBC. Ora, só pode! Quem teve o desprazer de assistir esse remake deve ter ficado estupefato ao constatar o excesso de “papagaiadas” que tomou conta deste drama. A história de um carro inteligente já não é algo tão atraente assim, mas conseguiram estragar ainda mais uma idéia ruim. Eu simplesmente não consegui acreditar que em 2008 estava assistindo a “efeitos especiais” do nível apresentado. Sério. Eu já vi trabalhos melhores em filmes dos anos 80! Não vou nem gastar espaço aqui tentando descrever a trama, pois ela inexiste. Em resumo, posso dizer que Knight Rider apresenta uma seqüência frenéticamente ruim de “ações” interpretadas por atores de 5ª categoria num universo absurdo. Tudo é exagerado, brega e todas as peripércias de KITT soam implausíveis (até mesmo as que poderiam ser factivelmente realizadas hoje em dia). Cancelada da nossa cobertura e certamente será cancelada na TV. Esta foi a pior estréia dramática do ano. Não percam tempo.
Cotação Bruno Carvalho: 
Episódio exibido em 24/09/2008 na NBC americana.
Gary, Unmaried “1×01: Pilot”: Esta nova sitcom da CBS não é ruim, mas você certamente já está cansado de séries assim. Gary, Unmaried é uma produção simples, barata e que imita todas aquelas outras séries de “pais de família” tipo According to Jim, My Wife and Kids, Old Christine e The King of Queens. Tem pai construtor? Tem. Tem divorcio recente? Tem. Tem filhos inexpressivos? Tem também. Então o que esta comédia traz de inovadora? Nada, até o protagonista engraçadinho parece uma mistura de Jim Belushi com Michael Kyle e pitadas loser de Christine Campble. Como eu disse, nao é ruim, mas também não é boa. É mais uma sitcom esquecível que deveria ser exibida sábado à tarde e não em um primetime. Não aposto em confirmação. Deve ser cancelada em breve e por falta de audiência. Season Pass nela.
Cotação Bruno Carvalho: 


Episódio exibido em 24/09/2008 na CBS americana.
É isso! Gostaram das novas estréias? Acha que devo dar mais uma chance para alguma série nova? Deixe sua opinião!

Entourage “5×03: The All Out Fall Out”: Jeremy Piven justificou neste episódio porque recebeu três prêmios Emmy consecutivos por sua magnífica atuação em Entourage. Se Ari Gold corriqueiramente já é inspiradíssimo, neste episódio ele foi simplesmente genial. Afinal, o cara ganhou uma Ferrari de presente da esposa e já de cara a bateu num racha com o rival Adam. Isso ainda desencadeou sucessivas prank jokes culminando num dos melhores momentos de toda a série: Ari, aos tapas, exigindo um pedido de desculpas. Já Vince se viu mais uma vez financeiramente acuado, sendo obrigado a fazer “bicos” em bailes de debutantes para bancar seu estilo de vida (e o de sua entourage, claro). É uma pena que esta comédia tenha apenas 30 minutos, porque passa rápido demais de tão boa! A série segue invicta e a temporada está só começando!
Heroes “3×01: The Second Coming” / “3×02: The Butterfly Effect”: Depois de uma capenga 2ª temporada, Heroes voltou com a missão de ressurgir das cinzas e os primeiros episódios deste novo ano cumpriram parcialmente este objetivo. O grande problema é que a história já deu tantas voltas (inclusive no tempo) que muita coisa mostrada parece repetida (e às vezes é), como a Terra mais uma vez “ameaçada” por algo que não sabemos e a eterna “dança do poder” na Companhia. Mesmo estando claro que esta é uma graphic novel filmada, certas coisas não descem como Hiro avançando no tempo e “caindo” no mesmo dia e local onde (i) o mundo estava acabando e (ii) ele presenciava o momento em que seu fiel (e agora poderoso) escudeiro Ando o assassinava. Isso sem contar no “Super Mohinder”, que chegou a ser patético, especialmente pela súbita mudança das prioridades do cientista. Mas ainda assim os episódios conseguiram um saldo positivo, pois a história de Sylar e dos demais vilões trouxeram a polaridade (mocinhos vs. vilões) que a trama urgentemente precisava. Resta saber agora quem vai estar de qual lado, já que em vários momentos temos dúvida sobre as verdadeiras intenções de cada herói (Claire no futuro, Ando, Daphne e Peter). Este último, aliás, se destacou com o seu elaborado e misterioso plano, que envolveu até um atentado à vida do irmão. Heroes só precisa tomar o cuidado de evitar resoluções fantasiosas e simplórias demais para os “perigos”, pois isso pode contribuir para afastar ainda mais o pequeno público que ainda acompanha este drama. Vamos ver se a temporada desta vez emplaca.
The Big Bang Theory “2×01: The Bad Fish Paradigm”: Embora divertida, The Big Bang Theory é uma série que sobrevive basicamente no talento de um ator: Jim Parsons. Sheldon é e sempre foi o coração e alma desta comédia e este retorno apenas reafirmou isso. A temporada estreou com Leonard e Penny voltando daquele primeiro encontro e o que poderia render diversas situações potencialmente cômicas (o relacionamento entre os dois), por enquanto ficou só na promessa. Sheldon foi o guardião do segredo de Penny e isso fez com que ele precisasse sair de casa para não revelá-lo à Leonard. Mas o geek teve que voltar rapidamente porque ninguém consegue conviver com o assumido nerd. Isso é o que falta em Leonard: assumir que de fato é um bitolado, pois toda vez que ele tenta dar uma de cool acaba se dando mal. A comédia continua lotada de referencias pop (“I’m Batman”), mas ainda com moderados momentos geniais como o QI de seus protagonistas. Talvez deixaremos a cobertura desta série para um futuro Season Pass… Vou conferir os próximos para ter certeza…
How I Met Your Mother “4×01: Do I know You?”: Ah, como é bom voltar a ver Ted, Robin, Lilly, Marshall e, é claro, Barney! A comédia voltou com tudo, num episódio redondinho e agradabilíssimo de assistir. Agora noivos, Ted e Stella começaram a descobrir que não sabem quase nada um do outro e Barney começou a exibir os “sintomas” de sua paixão pela amiga Robin, o que foi hilário! Mulherengo ao extremo, o bon vivant viveu situações inéditas, tendo inclusive que dispensar mulheres (ou, pelo menos, pensar em dispensá-las) e esse seu novo e imprevisível comportamento vai ser divertidíssimo de acompanhar ao longo da temporada. Outra coisa bastante legal são as referências aos anos 70 e 80, desta vez com a saga de Star Wars, que é o filme favorito de Ted, só que nem tanto o de Stella. Mas o melhor de How I Met Your Mother, contudo, continua sendo a forma como a história é contada, cheia de flashbacks e flashfowards, mas sempre com base num ponto de vista que, às vezes, nem verdadeiro precisa ser para criar uma excelente piada. Que bom que o formato sitcom ainda consegue render bons frutos como este!
Two and a Half Men “6×01: Taterhead Is Our Love Child”: A estréia do 6º ano de Two and a Half Men indica que a fórmula desta comédia já está gasta. Não que o episódio não tenha sido bom, pelo contrário, mas a impressão que ficou ao final é: “já não fizeram isso antes?” Foi até legal aquela história do Charlie ser enganado pela ex e a insinuação óbvia de que a mulher de Alan não foi tão fiel assim no casamento, só que falta uma storyline que revire a residência dos Harper de cabeça pra baixo como antes. A inocência de Jake, agora grande, também deixou de ser engraçadinha, porque soa como burrice. Este episódio não foi excepcional como um dia Two and a Half Men já foi e sabemos que Chuck Lorre pode fazer mais e melhor. Se a temporada não engrenar, deixaremos para comentar todos os episódios num futuro Season Pass.
Prison Break “4×05: Safe and Sound”: Continuando a busca por mais cartões Scylla, desta vez Scofield e Burrows foram mais longe para resgatar os dados de um poderoso membro da Companhia: em um prédio federal. É aí que a série encontrou mais um interessantíssimo nicho. Se antes eles precisavam escapar de estruturas, a ordem agora é invadi-las (e escapar de novo) e ninguém faz isso melhor que um engenheiro com um QI elevado. O plano foi inteligente, bem executado e, apesar de ter levado quase o episódio inteiro para funcionar, no final valeu muito a pena. Mahone também tomou um importante papel nesta etapa da série, pois ele se elegeu como responsável para parar o implacável assassino da empresa, que brutalmente matou seu filho (achei que ele tinha matado a esposa junto, mas não). Espero continuar a ver mais episódios assim e tomara que não resolvam prolongar a série por mais temporadas porque, convenhamos, já está de bom tamanho, não é mesmo? Prison Break mais uma vez cumpriu o seu objetivo e nos deixou no limite da tensão! Queremos ver a Companhia no chão!
Terminator: The Sarah Connor Chronicles “2×03: The Mousetrap”: Sinto informar que esta é mais uma produção que deixa a Semana em Série apos dois episódios seguidos em que a trama permanece estagnada. The Mousetrap foi mais um episódio que deu voltas e mais voltas para não chegar a lugar algum. Os personagens apenas ficam movimentando pra lá e pra cá criando situações para encher linguiça, enquanto a nossa paciência vai se esgotando. Não é que Sarah Connor nunca tenha enrolado, longe disso, mas pelo menos na primeira temporada a série divertia. O prólogo sempre promete que veremos “a luta contra a criação da Skynet” que “começa agora”, mas esse agora nunca chega! Os nada carismáticos Sarah e John passaram todo tempo fugindo do exterminador de meia-tigela Cromartie e nem Sonya Walger, que dá um verdadeiro show em LOST, conseguiu salvar este episódio. De qualquer forma, tendo em vista que já começamos a falar da série aqui, a cobertura fica para o Season Pass ou, se melhorar, retomamos quando a Warner voltar a passar.
Gossip Girl “1×04: The Ex-Files”: Agora é guerra! A rede de intrigas está armada e no comando de tudo está Chuck Bass, com ajuda da sempre presente Gossip Girl! O cara simplesmente decidiu usar o caos que criou na alta sociedade do Upper East Side com seu maquiavélico plano para fazer com que Blair retorne aos seus braços. Pra isso ele resolveu começar apimentando o término de Dan e Serena interpondo um novo interesse romântico para o rapaz. Mas o que isso tem a ver? Fazendo com que a loira se rebele e volte para a posição de destaque, isso inevitavelmente destituirá a “Queen B” do titulo de rainha dos “projetos”. Planejamento a longo prazo, não? A outra mestre da manipulação, Blair, descobriu o caso que a duquesa tinha com seu namorado, mas depois de arquitetar uma excelente saída que ainda salvaria a família Archibald da falencia, a intrometida Vanessa colocou tudo por água abaixo. Só eu que fiquei com vontade de esganar aquela menina? Dando sequência os episódios sensacionais desta nova temporada, The Ex-Files só não foi impecável como os anteriores por causa de alguns exageros aqui e ali e o núcleo “pais”, que nunca emplaca.
Grey’s Anatomy “5×01: Dream a Little Dream of Me, Parts 1 & 2″: Shonda Rhimes não colocou aquelas palavras na boca do Chief à toa. Da mesma forma que ocorreu com a equipe de cirurgiões do Seattle Grace, o time de roteiristas da série também deu uma relaxada na 3ª temporada e este foi um chamado geral: é hora de melhorar ou rua! Mas ainda falta muito para conseguirem reerguer este drama e fazer com que ele volte a ser o que um dia já foi. Apelaram até para o espírito de Denny Duquete, mas sem sucesso. A idéia de premiére dupla também não foi boa, já que prolongaram aquele maçante caso dos acidentados na limusine por tempo demais. Grey’s Anatomy atinge o seu ápice quando o foco está nos residentes e internos, porque nos importamos com eles. Mesmo assim, Dream a Little Dream of Me retomou alguns assuntos pendentes, como o caso de Torres e Hahn e aquela nada convincente mudança de Grey para a casa de Sheppard. Mas a melhor e pior cena dos episódios ficou com Christina Yang. Logo após dizer várias verdades à melhor amiga (algumas delas entaladas na boca de todo fã da série), a medica foi alvo de uma estalactite de gelo! E o pior é que ao invés de tirarem ela debaixo da marquise, deixaram ela lá sujeita até a morrer se mais uma pedra caísse! Shonda Rhimes precisa por ordem na casa logo, senão é ela que ficará sob aviso.
The Office “5×01: Weight Loss”: Durante quatro temporadas Steve Carell e sua turma provaram que são gênios do humor, pois criaram um universo único e muito específico. Por mais absurdas as situações criadas, tudo fica plausível na filial da Dunder Mufflin Scranton. Eles são todos losers na essência e nesta estréia o grupo precisava se unir para perder peso, graças a um novo projeto do RH. Perderam a competição, claro. Michael Scott, aliás, nunca esteve tão engajado nestas ações como agora, graças à igualmente irreverente Holly. Já se foi a era Jan! Os dois têm potencial de formar um casal tão forte quanto Jim e Pam hoje são. Mas quem acha que esse temporário distanciamento dos agora noivos vai trazer problemas conjugais sérios? Isso foi sinalizado e deverá ser explorado. Ah, e Holly finalmente descobriu que Kevin não é retardado, Ryan está de volta como temp, mas o ponto alto do episódio foi mesmo o triangulo amoroso Andy-Angela-Dwight. Uma sacada pra lá de genial dos sempre brilhantes roteiristas desta incrível comédia.
Hoje em dia uma producao precisa ser muito boa para sobreviver no concorrido primetime americano. A lei e essa: nao deu audiencia, rua! Depois de Do Not Disturb, qual serie estreante no fall season 2008 voce quer que seja cancelada e por que?
O episódio desta semana de Prison Break retomou a ação exatamente de onde o anterior parou e Scofield ficou literalmente encaixotado pelo sol do Panamá. Acuado, ele precisou improvisar e acabou desencadeando uma série de fatores que levaram à prisão da tão temida Gretchen. Infelizmente, a capacidade de adaptação da moça é tão impressionante quanto as várias habilidades de Michael. Destemida e determinada, a capanga raramente se mantém numa posição desfavorável nesse eletrizante jogo. Eu simplesmente não sei como os irmãos vão conseguir sair dessa. Felizmente, Burrows começou a pensar e agora é possível vislumbrar que seus pequenos planos podem, de fato, ajudar na fuga de alguma forma. Na prisão o destaque absoluto foi Bellick quebrando as regras da “Luta Pé-de-Galinha” e as movimentações de T-Bag, Mahone, Lechero e Whistler dão a entender que a fuga ainda está de pé e que todos vão juntos. Só resta saber quando!

Não teve jeito. Eu disse 


True Blood “1×02: The First Taste”: Depois de muita discussão no tópico da semana passada, decidi dar uma segunda chance a True Blood, pra ver se o problema é comigo e cheguei a conclusão que em parte é, sim. Reconheço que comparado ao piloto o segundo capítulo do drama evoluiu. Pouco, mas evoluiu, especialmente na história de Jason e com aquele cliffhanger envolvendo Sookie. Ainda assim, a série falha ao estabelecer bem um contexto: afinal, qual é de fato a relação entre homens e vampiros nesta sociedade? Talvez isso esteja claro para os fãs da HQ de David Wohl, mas até agora não ficou para os novatos como eu. Isso sem contar que não temos praticamente nenhum personagem que o público possa se identificar, ao contrário do que acontecia com a excelente Six Feet Under. Lotado de cenas assumidamente trash, como a “cura” da donzela através do sangue do vampiro Bill (alô, Moonlight), o episódio continuou seguindo um ritmo lento, quase parando. As diversas tramas paralelas ainda não empolgam (longe disso), servindo como um fator que distancia ainda mais o espectador da real proposta deste drama que, em si, é interessante. Mas continuarei seguindo. Às vezes emplaca.

90210 “1×04: The Bubble”: 4 episódios. Esse foi o tempo que minha esperança de que 90210 seria uma série inovadora durou. The Bubble foi um episódio literalmente sobre… nada! Vejamos: Annie fez um jogo duplo e continuou sozinha; Naomi seguiu questionando o caso do pai, que continuou tendo um caso; Dixon quebrou um retrovisor com o carro do pai, mas no fim deu tudo certo; a avó foi dar aula de teatro na escola, mas depois parou e por aí vai. Histórias estagnadas, ritmo lento, roteiro bobo. Cadê a série que estreou com a melhor audiência da história da CW há apenas três semanas? Isso sem contar que o cast anterior está totalmente avulso. Aquela participação de Brenda pareceu um remendo que o roteirista fez de última hora, pois ela foi embora do mesmo jeito que chegou: também do nada. Mas a subtrama de Kelly (que não convence como orientadora da escola) e aquele romance morno com o professor supera todas as outras no quesito chatice. Será que 90210 foi mesmo fogo de palha?
Fringe “1×02: The Same Old Story”: Não é por nada, mas raramente nós vemos uma seqüência inicial tão tensa e assustadora como esta que abriu o segundo e, digamos, intenso episódio de Fringe! Por mais que grande parte da “ciência” da série seja absurda, não dá pra negar que conceitualmente todas as idéias apresentadas e desenvolvidas são brilhantes, como a da gravidez instantânea e a da última imagem no nervo óptico. Por isso, se você espera plausibilidade fática deste drama, passe longe, porque aqui todas as maiores loucuras da ciência serão realizadas. A série evoluiu consideravelmente desde o piloto, com uma direção e montagem menos esquemática (mais ainda presente em alguns momentos) e atuações fortes de Anna Torv e Joshua Jackson. Este último, aliás, vem surpreendendo a cada cena, desvinculando-se completamente do estigmado Pacey de Dawson’s Creek. Vale ressaltar também o ótimo trabalho desenvolvido por John Noble como Walter Bishop, que consegue arrancar risadas e, mais tarde, provocar medo com sua instabilidade mental. Em The Same Old Story o padrão manifestou-se através de um sujeito que precisava a qualquer custo retardar o seu rápido envelhecimento, tornando-se um assassino serial que “furtava” as glândulas pituitárias de suas vítimas. É claro que Fringe não vai conseguir fugir completamente do estigma de The X-Files, por ser um drama “investigativo do oculto”, mas a agilidade do roteiro rendeu um episódio memorável que nem sempre era visto na série de Chris Carter.
Privileged “1×02: All About Honesty”: Eu bem que tentei dar uma chance a esta simpatica e colorida série da CW, mas não tem jeito. Privileged já mostrou em seu Segundo episódio que é uma comediazinha bem água com açúcar, careta e às vezes até cafona. Algumas coisas não descem como a rigidez constante e injustificada da patroa Laurel e o excesso de doçura da criada politicamente correta Megan. As confusões que as meninas ricas se metem são bobinhas, os potenciais romances se mostraram desinteressantes e a série em si, como falei na primeira resenha, torna-se facilmente esquecível. Neste episódio a tutora (que em nenhum momento é vista dando aulas às suas pupilas) acaba arrumando uma briga na festa com a irmã que, em retaliação, acaba ficando com o vizinho pretendente. Só. No meio de tantas estreias e retornos, não podemos dar o luxo de gastar este espaço tão disputado com uma série apenas “boazinha” como sua protagonista.
Entourage “5×02: Unlike a Virgin”: Leigthon Meester, Tony Bennet, Giovani Ribisi, Lukas Haas, Carla Gugino e o inspirador da comédia (e produtor executivo) Mark Wahlberg como convidados mais do que especiais… Nada mal para um início de temporada, não? O que vai ser bem interessante este ano é a briga que Eric e Ari vão travar por Vinny Chase; o primeiro buscando pra ele um filme com um bom roteiro e o segundo à caça de um studio movie para alavancar a carreira de seu cliente. Acho nobre esta consideração que o inescrupuloso e volátil Ari tem há anos com Vinny. Mesmo ele tendo sido um de seus clientes mais importantes no início de carreira, não são todos que agem assim nesse meio, sabotando um importante screener só para atender um astro em decadência. Johnny, por sua vez, estava hilário com aquele relacionamento virtual que mantinha com a garota que conheceu em Cannes, numa excelente interpretação do ator Kevin Dillon. Mas os melhores momentos de Entourage (depois dos de Ari, claro) ocorrem quando a série percorre, através dos meninos, os bastidores e a sordidez de Hollywood de forma extremamente sutil e, não por isso, menos ácida (a história da cantora pop virgem, os roteiristas bitolados e talentosos, a guerra entre agências etc.): tipos e estereótipos se confundem num dos universos mais fielmente retratados na TV. Cada cena parece ser exaustivamente trabalhada, tornando esta série impecável em todos os sentidos. Atualmente é a melhor comédia em exibição, não restam dúvidas!
Prison Break “4×04: Eagles and Angels”: Infelizmente este não foi um episódio digno dos últimos vistos em Prison Break. Retomando a ação de onde o drama havia parado, Scofield e sua “gangue” seguem em busca das outras cinco partes de Scylla e isso mostrou-se ser um trabalho mais burocrático do que poderíamos imaginar. O problema é que para pegar os almejados dados a trama dá inúmeras voltas, impedindo que aquelas seqüências geniais de invasão ou fuga que estávamos acostumados aconteçam. Ao invés disso, temos que testemunhar Scofield preso em uma sala “sem ar” para logo em seguida ser resgatado por seu irmão de forma até blazé. Outra coisa que não desce é a storyline de T-Bag naquela empresa. Tudo bem que ele está seguindo o plano de Whistler, mas aquilo não desce, é artificial demais. O melhor do episódio foi mesmo a perseguição da Companhia à Sara e, convenhamos, ela mereceu depois do que aprontou com o celular e cartão de crédito. Fato: o episódio não empolgou, Sucre, Bellick e Mahone seguiram totalmente avulsos e a direção foi completamente tendenciosa com aquele excesso de “mini-flashbacks” que às vezes mostravam cenas exibidas há menos de 15 minutos. Prison Break consegue fazer bem melhor que isso, não?

Terminator: The Sarah Connor Chronicles “2×02: Automatic for the People”: A primeira temporada de Sarah Connor foi inconstante e este segundo ano parece que vai continuar seguindo este caminho. Depois de uma ótima estreia, veio mais um filler que não apenas deixou a trama congelada, como tambem fez com que este fosse um dos episódios mais mecânicos de toda a série. A impressão que passa depois de um capítulo como esse é a de que a serie tem pouca história para contar e por isso eles precisam ficar enchendo linguiça através da inserção de vários pit-stops que impedem o desenvolvimento concatenado do que ocorreu no episódio anterior com o atual, como foi o caso da história envolvendo aquela usina nuclear e o novo interesse romântico de John Connor (irmã da Claire de LOST?). As lutas e cenas de “ação” vistas neste Automatic For the People, inclusive, pareciam ter sido improvisadas na hora, sem nenhuma inventividade. Não é à toa que a noite no canal FOX foi uma das piores das últimas duas temporadas, pois logo em seguida foi exibido o igualmente fraco episódio de Prison Break, acima comentado. John e Sarah Connor correm sério risco de serem exterminados de nossa cobertura semanal se a temporada não engrenar logo!
Gossip Girl “2×03: The Dark Night”: Mais uma vez o pessoal de Nova York deu um banho na galera de L.A. Os episódios desta 2ª temporada de Gossip Girl estão sublimes e The Dark Night foi um dos melhores de toda a série! Um blecaute em Manhattan foi o catalisador de bombásticos acontecimentos como o término de Serena e Dan, a briga de Vanessa com a Duquesa por Nate, a contratação de Jenny na grife de Eleanor Waldorf e, finalmente, o espetáculo do triângulo amoroso Chuck-Blair-Marcus na escadaria da mansão no meio de mais uma festa na high society. Outro momento de destaque aconteceu no parque onde Dan e Serena viraram a atração da meninada que acompanha as intrigas através do blog da Gossip Girl! Certamente aquelas eram perguntas dos fãs da série que se dividem sobre quem é o “certo da história” que envolveu Georgina Sparks (aliás, saudades da gartoa). Tudo foi sensacional, principalmente a edição que soube lidar muito bem com as diversas tramas paralelas fechando o episódio com chave de ouro com a chegada do outono. Gossip Girl provou de uma vez por todas que veio para nadar com os peixes grandes do primetime!



Amanha e dia do 2008 Primetime Emmy Awards que tera cobertura do LiGado em Serie, seja atraves do Videocast Ao Vivo (se o Ustream permitir) ou com comentarios completos da premiacao. Mas enquanto a festa nao comeca, gostaria de saber de voces: qual drama e qual comedia voce quer que venca este ano?

O descaso do canal Sony com as produções estrangeiras já é notório. São séries mal legendadas, erros ao entrar e sair de comerciais, comerciais em excesso etc. Mas quando o descaso deles acontece com uma produção própria sua maior fonte de renda, a coisa fica preocupante. Ontem o canal simplesmente apagou antes do final do episódio de Brasil’s Next Top Model! Pior é que quando o sinal voltou o episódio já havia acabado sem que o público pudesse saber quem foi a eliminada da semana! E aquela vinheta que repete sem parar de que eles não toleram mais erros na emissora? Mais uma vez o assinante foi feito de bobo e quando questionarmos, virá a resposta: “foi uma falha na retransmissora da America Central”. É a velha desculpa do tipo “o sistema caiu” que recebemos quando ligamos para os call centers da vida. Por que, então, eles não começam a transmitir o sinal do Brasil, já que essa tal retransmissora deles é uma porcaria? Não é nem a primeira e nem a última vez que isso acontece. Seguimos de mãos atadas quando o assunto é respeito com o consumidor neste país.
Antes tarde do que nunca! Agora sim tivemos um episódio do nível das primeiras temporadas de Weeds! Toda a enrolação dos capítulos anteriores valeu a pena (ou quase) e agora Nancy enfrenta uma das situações mais complicadas de sua jovem “carreira” de criminosa. Depois de delatar Guilermo e seu “buraco negro da contravenção”, a polícia fez uma batida no local que rendeu uma das melhores cenas de toda a série, pois enquanto Nancy e Estebán calmamente conversavam na cobertura, o caos tomava conta da loja de grávidas. A ausência de áudio ironicamente conferiu uma carga dramática intensa e intimista em toda a sequência, porque nos fez prestar ainda mais atenção no que estava ocorrendo. Outro “improvement” sentido neste episódio aconteceu com Celia Hodes, que voltou a ser interessante e engraçada após aquela franca “sentada” na filha e no ex-marido. Os momentos com o triângulo amoroso Doug, Maria e Andy (tirando aquele horrível nu frontal) também foram divertidos, principalmente com a rápida decisão do traído de ligar para o departamento de imigração. Mas é o destino de Nancy que está por um fio nas mãos do capanga de Estebán o principal e mais chocante acontecimento desta reta final da série. O quebra-cabeça se montou, o círculo fechou e Weeds redimiu-se dos últimos e apagados episódios. Finalmente voltamos a nos peguntar: “como será que ela vai sair dessa”? Eu não faço a menor idéia e assim é que é bom!

É interessante ver como que ao longo dos anos muitos conceitos sociológicos foram mudando, trazendo vários reflexos na publicidade. Por exemplo, nos anos 60 os homens dividiam as mulheres em dois grandes grupos: as que são “Marylin Monroe” e as que são “Jackeline Onassis”. Grandes campanhas foram erguidas sobre este deturpado conceito. Ironicamente hoje a grande parte dos anúncios de produtos femininos glorificam justamente a individualidade das mulheres. O episódio foi basicamente sobre isso: como o sexo feminino era tratado e retratado naquela época. Abordaram isso desde a repressão de Don com o novo biquini de sua mulher até o extremo que Peggy teve que chegar para participar da comemoração no bar de strip tease, pois antes ela se vestia “como uma menina”. Era uma ideologia tão machista que isso saiu da boca de outra mulher, Joan, que já “aprendeu” como sobreviver neste mundo. Isso sem contar naquele clichê vivo do teste do sofá em que Pete levou pra cama uma das aspirantes a modelo do novo comercial e depois chegou em casa cheio de si, olhando-se no espelho orgulhoso de seu grande “feito”… Mas fora isto, Maindenform foi um episódio que adotou um ritmo lento, com uma direção esquemática e cansativa (como no momento em que o passado de Don volta a atormentá-lo, bem na hora H). Tudo bem que Mad Men tem muito crédito conosco, mas este é o tipo de série que precisa se cuidar para não ficar auto indulgente.
True Blood “1×01: Strange Love”: Eu já falei do piloto de True Blood aqui no blog quando vazou o preair e de como esta série é pra lá de ruim, pelo excesso de bizarrice. Pois bem, esta semana o drama estreou na TV americana e eu conferi o episódio para ver se alguma coisa capaz de salvar esta produção mudou, mas não: tirando uma seqüência aqui e outra ali, o piloto continua um horror (com o perdão do trocadilho). Além de ter uma das premissas mais esquisitas que eu já vi sendo encenadas (e que acho difícil de ser sustentada), a série traz uma seqüência absurda de acontecimentos fazendo com que esta seja uma mistura ainda mais repugnante que o sangue sintético que os vampiros do drama bebem ou aquela abertura grotesca. Vamos ver como eles conduzem o barco, mas por enquanto recomendo que fujam dessa!
Do Not Disturb “1×01: Work Sex”: Às vezes eu me pergunto como deve ser o set de gravações de uma série medíocre. Será que todo mundo vai trabalhar sabendo que estão fazendo algo ruim ou acreditam que o resultado, de alguma forma, sairá bom? Eu tenho pena de Jerry O’Connel, um ator comicamente limitado que mal saiu do fracasso de Carpoolers e aterrisou em mais uma bomba, essa Do Not Disturb. Vamos à premissa: a comédia mostra o dia a dia do staff de um hotel chamado The Inn com foco em “sexo no trabalho” e com direito à piadinhas de cunho sexual das mais baixas possíveis. A série tem um elenco enorme e apagado, cenários demais e roteiro de menos. Eu não entendo porque a FOX americana insiste no formato sitcom quando ela claramente não tem mais tradição neste segmento (basta ver o fiasco da horrível Back to You ano passado). Em resumo, essa é mais uma daquelas comediazinhas descartáveis, sem graça que será cancelada e esquecida logo. Não percam tempo. Aqui não entra mais.
90210 “1×03: Lucky Strike”: Contrariando todas as expectativas até dos mais otimistas críticos de TV, 90210 está se revelando uma das melhores estréias deste e dos últimos fall seasons. O episódio da semana passada misturou bem drama, romance, intriga e muita descontração. Parece que a série está conseguindo fugir do estigma teen, transcendendo idades e de quebra agradando os fãs da antiga versão. Eu particularmente gostei muito da história de Silver que é fruto de um lar quebrado e que enxerga nos Wilson o espelho de uma família ideal. É irônico como que Annie e Dixon têm exatamente tudo que ela quer e não dão tanto valor. Aliás, essas relações familiares desajustadas foram o tema do episódio, pois a mimada Naomi também teve a sua quota de tragédia quando descobriu que seu pai traía sua mãe e esta tolera o affair em prol do estilo de vida que leva. Este início de 90210, da mesma forma que ocorreu com The OC, está agradabilíssimo de acompanhar. Tomara que consigam manter esse bom nível por mais tempo.
Privileged “1×01: Pilot”: Ta aí uma série que me surpreendeu esta temporada. Depois de ler a premissa – uma escritora de tablóides que após perder o apartamento e o emprego vira uma tutora de duas meninas ricas e enjoadas em Palm Beach – esperava uma verdadeira bomba. Não é. É claro que Privileged também não é nenhuma obra prima, mas os elementos básicos de uma boa série estão ali, apesar dos clichês. É como se estivéssemos assistindo um daqueles filmes de Sessão da Tarde sobre babás inusitadas de meninos ricos, mas com um texto ágil e bem atual. Infelizmente não vejo como esta série poderá sobreviver neste mar de estréias e retornos, pois ao mesmo tempo que é bastante legalzinha de ver, também é facilmente esquecível por não ter “nada de mais” em sua trama. Aquela rivalidade da irmã mais velha Sage com a doce e carismática protagonista Megan renderá alguns bons momentos, mas não consigo ver um futuro para esta série (espero estar errado). De qualquer forma, é bom não se apegarem muito até termos a certeza de que estará garantida pelo canal.
Entourage “5×01: Fantasy Island”: Finalmente Vinny, Drama, E., Turtle e Ari estão de volta, e que retorno! Entourage chega em sua melhor forma, após testemunharmos o fracasso de “Medellin” em Cannes. Vinny, pelo visto, continua levando o seu estilo de vida “tô nem aí”, deixando toda a turma de agregados maluca. Sempre achei enervante o comportamento do rapaz, mas este é o objetivo dele: ser a estrelinha mimada numa ilha paradisíaca lotada de mulheres maravilhosas pra nos matar de inveja… Enquanto isso Johnny continua um cabeça dura quando o assunto é a sua “carreira”, pois o cara simplesmente não se toca que ele não é e nunca foi o destaque de nada, como seu irmão. Mas o melhor do episódio, sem qualquer sombra de dúvida, é mesmo a fantástica interpretação de Jeremy Piven a Ari Gold. Todo ano ele volta mais enérgico, ácido e irritavelmente genial. Cada frame, cada aparição do sujeito em tela é digna de um Emmy, sem esquecer do Lloyd, de Rex Lee, que serve de escada nestas ótimas cenas e exatamente por isso merece o nosso reconhecimento. Ainda não deu pra ver direito qual será o “escopo” desta temporada, mas ainda assim os meninos arrasaram! Entourage continua sendo uma das melhores comédias da atualidade!

Prison Break “4×03: Shut Down”: Em um dos melhores episódios de toda a série, Prison Break definitivamente provou que esta 4ª temporada será decisiva! Que seqüência de acontecimentos incrível, não? Durante toda a exibição eu me perguntava: como eles vão sair dessa? A cada intervalo era impossível prever o que viria em seguida, após a decisão da polícia em “fechar” a operação de caça à Scylla. Ficou claro ali que a Companhia tem gente muito importante lá dentro (aliás, sempre teve ne’?). Estou também muito satisfeito com o novo personagem Don, que é enérgico e honesto, mas sem parecer falso ou totalmente guiado por “princípios” como se esperaria do “bom tira”. O episódio marcou também a ascenção de T-Bag como um grande vilão deste ano, agora que ele adotou técnicas “Will Malloy” de The Riches, ao assumir a identidade do funcionário exemplar da empresa Gate. Nos levando mais uma vez ao limite da tensão, Prison Break mostrou que tem fôlego pra muito mais. Excelente episódio!
Terminator: The Sarah Connor Chronicles “2×01: Samsom & Delilah”: Eis que depois de uma 1ª temporada apenas boazinha, Sarah Connor Chronicles volta com tudo! Esse foi o episódio que estava faltando para a série, pois desde a primeira cena a trama avançou significamente. Enquanto Sarah e John lutavam contra uma Cameron danificada e má, o tal HD finalmente chegou nas mãos da Cyberdyne para início do projeto Babyllon. A ação foi intensa, especialmente nas perseguições de carros e o grafismo das cenas em que Cameron está sob a “custódia” dos heróis sempre impressiona, mesmo sabendo que ela é uma andróide. Apenas aquela história do policial ainda está um pouco obscura, mas dá pra antecipar que ele terá uma importante participação nesta temporada, agora que sabe com o que está lidando. Mas o momento que marcou, claro, foi o final com a surpreendente aparição do modelo T-1000, que é a própria CEO da maligna companhia. O episódio, inclusive, lembrou demais o filme Terminator 2: Judgement Day e é esse o caminho que a história deve seguir.

Gossip Girl “2×02: Never Been Marcused”: A 2ª temporada de Gossip Girl segue invicta. Depois de um excelente retorno, a série entrega mais um ótimo episódio e é difícil ver uma seqüência assim na TV hoje em dia, porque muitas produções ficam poupando roteiro (vide Weeds, por exemplo), como se precisassem “economizar” pra mais tarde. E não é que a coroa de Nate é a tal duquesa, que é madrasta do novo namorado lord de Blair? Coisa de gênio que só ocorre nas melhores novelas do daytime! Todas aquelas megeras de dramalhões mexicanos não são páreo para o veneno e o cinismo de Blair Waldorf, a maior estrela deste show. O que a menina quer ela pega e faz: deu vários forams em Chuck por despeito, está fazendo o cara comer o pão que o diabo amassou e ainda conseguiu fazer a tal duquesa posar de amiguinha! Eu só não consigo engolir a aborrecida família Humphrey com todo aquele clima forçado de “somos unidos” e o pai adolescente meninão. Serena também está completamente destoada da trama, mas tirando isso (e aquela, digamos, apetitosa cena no ônibus), foi legal também que retomaram a história do pai de Nate. O que ele está se submetendo para resolver o problema da familia, virando um prostituto de luxo, rendeu o instante “OMFG” tão prometido pela série. Espero que venham muitos outros.
90210, Raising the Bar, Sons of Anarchy, Privileged, Do Not Disturb, True Blood, Fringe… Ate agora, qual foi a melhor estreia deste fall season? E qual foi a pior?
Apesar deste ser um Season Pass, não entregarei spoilers desta série que estréia hoje às 20h30 na Warner. Aliens in America é uma singela comédia de câmera móvel que lembra bastante o sucesso Malcom In the Middle. A premissa é bem simples e mostra o dia a dia de Justin, um adolescente geek que recebe em sua casa o aluno estrangeiro Raja, que foi para os EUA fazer intercâmbio. Só que para surpresa dele e de toda a sua família, a agência enviou um garoto do oriente-médio e a série será focada nas diferenças culturais entre os povos e os diversos apuros que Justin passará na escola com o novo amigo. Mas ao contrário do que acontecia na horrível Cavemen, o agradável roteiro de David Guarascio lida com o tema de forma respeitosa e sem cair em clihês baratos e gratuitos, explorando bem o potencial das situações. O único problema da série é que ela às vezes tem a tendência de cair em um sentimentalismo bobo, interferindo no bom ritmo das situações cômicas. Infelizmente esta é mais uma comédia que chega no Brasil cancelada. Apesar de ser engraçadinha e ter bons momentos, Aliens in America não é uma comédia hilariante e cheia de tiradas como How I Met Your Mother ou The Office, por exemplo. Ela não conseguiu sobreviver na temporada 2007/2008 do canal americano CW e fechará com apenas 18 episódios. De toda a forma fica aqui a dica, pois é um bom e rápido passatempo.










