Mad Men: Marylin e Jackie

É interessante ver como que ao longo dos anos muitos conceitos sociológicos foram mudando, trazendo vários reflexos na publicidade. Por exemplo, nos anos 60 os homens dividiam as mulheres em dois grandes grupos: as que são “Marylin Monroe” e as que são “Jackeline Onassis”. Grandes campanhas foram erguidas sobre este deturpado conceito. Ironicamente hoje a grande parte dos anúncios de produtos femininos glorificam justamente a individualidade das mulheres. O episódio foi basicamente sobre isso: como o sexo feminino era tratado e retratado naquela época. Abordaram isso desde a repressão de Don com o novo biquini de sua mulher até o extremo que Peggy teve que chegar para participar da comemoração no bar de strip tease, pois antes ela se vestia “como uma menina”. Era uma ideologia tão machista que isso saiu da boca de outra mulher, Joan, que já “aprendeu” como sobreviver neste mundo. Isso sem contar naquele clichê vivo do teste do sofá em que Pete levou pra cama uma das aspirantes a modelo do novo comercial e depois chegou em casa cheio de si, olhando-se no espelho orgulhoso de seu grande “feito”… Mas fora isto, Maindenform foi um episódio que adotou um ritmo lento, com uma direção esquemática e cansativa (como no momento em que o passado de Don volta a atormentá-lo, bem na hora H). Tudo bem que Mad Men tem muito crédito conosco, mas este é o tipo de série que precisa se cuidar para não ficar auto indulgente.
Cotação Bruno Carvalho: 



Episódio “2×06: Maidenform” exibido em 31/08/2008 no canal americano AMC.








tenho que começar a ver da 1ª temporada urgente!!!
Desde o 1º episódio a série é assim, Bruno… com ritmo lento e direção cansativa. Só agora você reparou? rsrs
Daniel, discordo que Mad Men tenha um ritmo lento. Esse episódio foi mais fraquinho mesmo, mas como vc viu até os episódios mais fracos de Mad men são mto bons!
Ágil a série nunca foi, o problema é que a maioria está condicionada a achar isso ruim. Fora a sutileza com o que os temas são tratados, que de novo faz a maioria achar que “não se mostra nada” na série.
Esse foi o único episódio “insatisfatório” até agora. O próximo resgata o ótimo nível da temporada.
Pois eu curto esse ritmo lento. É praticamente um “livro” – muitos subtextos. As coisas não são ditas às claras. Tudo é insinuado. Todos representam um “papel”. Ninguém se sente à vontade. É a mentalidade da época.
A série é um conceito. É digerível, mas não de fácil absorção. Prá entrar naquela alma sombria de Drapper não é fácil.
Considero a série totalmente inovadora. Superou Os Sopranos, não em qualidade, mas em originalidade – na minha humilde opinião.
Eu já acho que essa “lentidão” é exatamente o grande mérito de Mad Men. Até porque pelo (aparente)distanciamente que temos da época é somente dessa forma que somos atraídos pela história a ponto de descobrir todas essas sutilezas.
E aí está a grande sacanagem: viramos praticamente cúmplices de todas essas situações.
Mas também discordo, acho que esse foi o melhor episódio da temporada até aqui.
[...] Men – Enviou: Maidenform; The Gold Violin; Six Month Leave; A Night to Remember; The Jet Set e o season finale Meditations [...]