Journeyman: Não. Perca. Seu. Tempo.
É bastante recorrente vermos séries com premissas absolutamente brilhantes e mal executadas, seja por falta de recursos ou de competência da equipe de produção. Contudo, é raro ver uma premissa horrível levada tão à sério como essa Journeyman que estreou ontem dublada no nosso querido canal Raposa. À primeira vista, a parte técnica do drama criado por Kevin Falls (ex-roteirista de The West Wing, Shark e North Shore) chega até a ser irrepreensível, especialmente com a sua caprichada fotografia. Mas infelizmente a série não se sustenta desde os minutos iniciais com sua trama pra lá de bizarra: um homem começa a viajar no tempo do nada e tem a chance de reencontrar sua ex-mulher falecida, que também parece estar fazendo o mesmo. Não, ele não usa uma máquina ou algo do tipo, ele simplesmente está andando, a tela ganha um brilho e bam, volta dez anos no passado e retorna ao presente da mesma forma. Uma série com um tema lúdico ou demasiadamente fictício (como Heroes ou LOST, por exemplo) precisa fazer sentido pelo menos dentro do universo criado. Essa não faz.

Ao longo de sua primeira, curta e única temporada, Dan Vassar vai ter que descobrir por que este incrível fenômeno está acontecendo com ele, enquanto ele faz as suas idas e vindas ao longo de décadas, erradicamente salvando pessoas e complicando ainda mais a sua situação. Dá um tempo, né? Muita gente que jura de pé junto que a série é excelente, que só melhora e que o final foi completamente satisfatório. Mas existem muitas razões pra se dizer isso: tem quem goste de séries B (ou C, no caso) só porque é legal ser do contra; tem quem ache que a produção é Cult (não é) e tem também quem se contente com pouco. Eu não. Juro que tentei acompanhá-la de todas as formas possíveis, mas o roteiro fraco, as atuações medianas e os efeitinhos especiais de quinta categoria excederam todos os limites do aceitável. Journeyman é uma perda de tempo e por mais que você tente se apegar não tem como fugir disso. Se for arriscar, saiba que a série irá embora deixando muita coisa em aberto e não diga que eu não avisei: você não é Dan Vassar e não poderá voltar atrás!
Autor: Bruno Carvalho - Categoria(s): Journeyman Tags: estreia, fox, nbc, resenha







Eu ainda não vi, mas está gravado. Só vou saber se é mesmo a bomba que todos alegam quando puder assistí-lo :D
Concordo contigo em genêro, grau e número Bruno; essa série pra mim é qualquer nota de ruim; aliás na Raposa eu não assisto mais nada; nem sabia que ia passar essa série lá. Abraço;
Essa série é horrorosa.
Bom que nem vou perder meu tempo então! Obrigado pela dica!
Deixa o eric ler isso… hahahahaha
Mas da metade pra frente fica bem bom, até.
Desde que a FOX começou dublar tudo eu boicotei o canal. Pelo visto de nada adiantou, a emissora continua batendo na cara do espectador. A temporada de caça à raposa está aberta novamente!
Não sei como esse canal existe ainda. Dá vergonha só de ligar e ver tudo dublado, imagina agora passando um lixo como esses… Longa vida a Paul Torrent, pq se eu dependesse da Fox pra ver Dexter…
eu gostei da serie sim , nao houve tempo para desenvolver e tiveram que dar um final mais convincente
Pô, até que eu gostei. Claro que não explicaram o motivo dele “sair viajando” por aí, mas e precisa, logo de cara? Qual seria a graça se tudo já fosse explicadinho logo no primeiro episódio, ao invés de descoberto aos poucos, ao longo dos episódios?
Bruno, aproveitando a sua deixa, vc não vai voltar a fazer comentários sobre as séries da Raposa?
Já que vc escreveu sobre Journeyman, podia voltar a falar das demais séries…
[...] tratarem-se de verdadeiras bombas-relógio. Nasceram daí coisas como Bionic Woman, Joey, Journeyman, Crusoe, Knight Rider e outras, e foi em meio a tantos fracassos que o presidente Jeff Zucker [...]
Matou a série, ploft! ^^
Eu até que gostei. Claro, não é nenhuma obra prima, mas tinham séries piores pra cancelar naquele ano.
Abração!