Com Apenas Um Canal, NET Lança “Pacote” HDTV
Com a promessa de trazerem a máxima experiência em TV por assinatura para o Brasil, as empresas NET e Globosat anunciaram os serviços digitais em alta definição numa coletiva realizada ontem em Belo Horizonte. Mas a sensação de todos os presentes no evento foi a de que o tão aguardado lançamento ficou mesmo só na promessa. Isso porque o assinante que pagar as mensalidades que vão até R$ 449,90 pelos serviços combinados do pacote HD Max terá apenas um canal para desfrutar da nova tecnologia, o Globosat HD. O serviço, que ainda precisa ser habilitado por uma taxa de R$ 799,00 e mensalidade de R$ 19,90 fora dos combos, disponibiliza pausa ao vivo, replay, gravação de programas em DVR e acesso a diversas funcionalidades interativas, todas prontas para atender em alta definição. Mas o principal problema é que embora a tecnologia esteja disponível, não há quase nenhuma aplicabilidade prática.

Fato é que não existe programação considerável em HDTV disponível na NET, como admitiu o próprio presidente Marcelo Carvalho. Segundo ele, a oferta envolve uma reestruturação que vai desde a criação de cenários até a pós-produção de conteúdo. O Globosat HD, aliás, é apenas um canal de reprises de atrações das demais emissoras da rede que produzem ou transmitem o sinal HD em caráter experimental ou pontual. Apenas alguns filmes do Telecine, um ou outro programa do Multishow e os eventos Eurocopa e Olimpíadas serão veiculados em alta definição. Questionado pelo LiGado em Série, o executivo da Globosat não soube precisar quando os canais do grupo transmitirão parte considerável de suas programações no novo formato e a NET também não informou se outros canais HD (como o HBO|HD e HBO|On Demand) serão incluídos no pacote.

Embora todas as séries, filmes e vários programas atuais já sejam inteiramente produzidos e veiculados em HDTV lá fora, parece que vai demorar muito tempo ainda para que os canais pagos daqui realizem a transmissão neste formato. “É um mercado muito complexo, que ainda estamos descobrindo como funciona e a inclusão desses canais depende de parcerias que estamos buscando“, afirmou o controller da maior empresa de TV a cabo do país. Mesmo assim, eles garantiram que o Brasil não ficará atrás do restante do mundo (só não estabeleceram prazos). Ironicamente, a principal vantagem do NET HD Max é a comodidade do assinante ter acesso aos 3 canais da TV aberta que já transmitem em alta definição (RedeTV!, Band e Globo), sem ter que adquirir o conversor da TV aberta e a antena externa. Se você tem uma TV LCD ou Plasma e está tentado em conferir a nova tecnologia, segue a lista dos prós e contras segundo os critérios do LiGado em Série, para ajudar na decisão:
Prós:
- Serviços e funcionalidades como pausa ao vivo e gravação da programação em DVR, sem utilização de DVDs ou fitas.
- Acesso aos canais abertos HDTV sem a necessidade de outros aparelhos (conversor da TV Aberta e antena externa).
- Acesso à programação que será esporadicamente exibida em HDTV (Circo do Edgard, shows do Control Room, alguns filmes do Telecine, desfiles do São Paulo Fashion Week, Mothern, Eurocopa, Olimpíadas de Pequim).
Contras:
- Pacotes com preços salgados para serviços ainda em fase de implantação.
- Programação HDTV limitada e apenas um canal disponível em regime de “degustação”.
- Indefinição da grade de canais fechados que efetivamente transmitirão em HD.
- Conversor é entregue em regime de comodato, apesar da adesão de R$ 799,00 ou R$ 999,00 sem o serviço de gravação DVR.
O HD Max inicialmente estará disponível nas praças de Belo Horizonte e São Paulo e em breve deverá chegar no restante do país onde houver cabeamento NET. Mesmo assim, a minha TV vai continuar na “Sibéria” por algum tempo. Skavurska!
Gary Dourdan, o Warrick de CSI, foi preso ontem em Palm Springs na Califórnia, supostamente portando vários tipos de drogas, incluindo heroína, cocaína e comprimidos de ecstasy. O ator foi abordado pela polícia, pois estava dormindo em seu próprio carro e ele teria passado a noite ali. O policial que efetuou a prisão disse que ele estava desorientado e claramente sob o efeito de entorpecentes. A prisão reforça os rumores de que a anunciada saída de Dourdan da série (que acontecerá em breve) teria uma motivação maior do que o clássico “foi uma decisão mútua” com o estúdio. Como de costume, o site TMZ.com já conseguiu a “mug shot” tirada. Gary pagou fiança de US$ 5.000,00 deixou a prisão para aguardar em liberdade o depoimento que deverá dar já no próximo dia 28 de Maio. Se condenado, ele poderá pegar desde penas pecuniárias e alternativas até privativas de liberdade por posse de substâncias ilícitas, dependendo do que for apurado.
Eu simplesmente adorei a releitura de Michael Scott do reality-show Survivor Man (do Discovery) e toda a jornada que ele planejou apenas porque não foi convidado para participar da caminhada promovida pelo Ryan. É muito intrigante o funcionamento da cabecinha dele, que sempre traz a visão mais limitada possível dos fatos. Em contrapartida, confesso que ultimamente não ando gostando do jeito do Jim. Ele está menos engraçado como o de costume, principalmente com a Pam, e parece que ele está deixando o pequeno poder que recebeu como “Segundo em Comando” subir à sua cabeça. Mas quem brilhou no episódio foi Dwight que aproveitou a situação do chefe para destilar todo o seu vasto conhecimento sobre a vida selvagem. Aliás, toda vez que The Office retrata o estilo “bitolado” de ser dos funcionários da Dunder Mufflin, a série se sobressai. Esta é uma comédia que é riquíssima em detalhes e sutilezas e muitas vezes eles valorizam o que está implícito, pecando pela omissão e não pelo excesso.Survivor Man foi um episódio redondinho e um dos melhores desta temporada!


É, parece que a CW não consegue emplacar. Rumores que correm Hollywood nos últimos dias dão conta que duas produções estreantes do canal já estão com os dias contados. Apesar de elogiada pela crítica, Aliens In America não conseguiu agradar a audiência. Segundo a Kristin dos Santos do E! informa que produtor e até o protagonista da série já estão cotados para outros projetos. A situação também não é boa para Reaper, comédia que sambou na audiência durante toda a temporada 2007/2008. Espera-se que o cancelamento seja anunciado nas próximas semanas. Aliens é engraçadinha, mas nada espetacular. Já Reaper começou bem e depois começou a ficar repetitiva demais. Você curtia estas produções? Pra mim não fará falta…
É uma pena que os finalistas de American Idol optaram cantar somente as baladas mais antigas na semana Mariah Carey, justamente no dia do lançamento do novo CD dela, com várias músicas atuais. É impressionante que até hoje o programa não teve um episódio com apresentações contemporâneas. Os temas são geralmente retrógados, o que não faz nenhum sentido num show que busca um ídolo pop. Essa foi a noite das apresentações “seguras”, sem grandes surpresas, mas serviu pra estabelecer de uma vez por todas que David Cook tem que ser o próximo vencedor. É o que o Simon falou: até ele chegar no palco, parece que estávamos vendo uma noite de karaokê onde amadores pegam o microfone e sobem no palco pra cantar. Brooke anda fraquíssima ultimamente, Jason Castro não consegue (ou se recusa a) inovar, Syesha já esgotou com seus “médios e baixos” (não podemos falar “altos” pra ela) e a breguice de David Archuletta é cansativa demais. Bom, nem preciso falar de Kristy Lee Cook, que já deveria ter saído há tempos. A semana foi bem fraquinha e a maioria foi medíocre. Não é à toa que Idol tem registrado as piores audiências de sua história. Será que eles ainda têm fôlego pra mais temporadas, como planejam? Pode até ser, mas essa fórmula precisa ser renovada, porque já extraíram dela o máximo que dava.


Recentemente Kiefer Sutherland disse que as proximas temporadas de 24 serao as melhores de toda a serie. Mas apos o fiasco que foi o 6o ano, voce acha que o drama em tempo real de Jack Bauer pode voltar a surpreender, ainda que com os mesmos temas (bombas, traicoes e tortura)? O que voce espera da 7a temporada?





O episódio da semana passada Branch Wars foi um dos que eu menos gostei de toda a série até hoje. Apesar de The Office continuar bem acima da média de todas as comédias atuais, o tão aguardado confronto entre as filiais simplesmente não ocorreu! Ficaram naquele vai e vem, só na potencialidade de situações engraçadas que não chegaram. Isso sem contar que a volta de Karen foi completamente desnecessária para a trama. Mas o que mais me incomodou foram as atitudes de Jim, que destoaram de seu personagem sempre autocrítico, racional e centrado. Aliás, todas aquelas cenas na outra filial transpareceram forçadas demais, algo que a série sempre conseguiu driblar. No fim foi Stanley quem salvou o dia e eu continuo achando que os sempre ótimos personagens secundários são subjugados pela produção. Queria ver mais de Creed, Tobey, Oscar e Angela em doses não tão homeopáticas.

Cada semana é a vez de um canal aprontar e nesta foi o FX. O episódio de The Office, intitulado Survivor Man, deveria ter sido exibido às 21h da última segunda, como divulgado. Mas o canal inadvertidamente antecipou a transmissão em meia hora! Ou seja, quem ligou no horário estava vendo Michael Scott e sua turma indo embora. Com isso a exibição da comédia It’s Always Sunny In Philadelphia também foi antecipada e até o momento o canal não explicou o motivo da falha! Ah, e até o fechamento da matéria o site do canal continua apontando o horário de 21:00h como o correto. Assim fica difícil, né? E depois o errado é quem baixa na internet…
Confira os
Que semana, não? A injusta eliminação de Michael Johns não só conseguiu trazer de volta os questionamentos sobre a credibilidade e o desgaste do formato de American Idol, como também ofuscou o grande evento beneficente Idol Gives Back. Ninguém quis saber quem compareceu, o que a Hannah Montana cantou, quanto o Bono doou, nada disso. Todo mundo quis saber porque um talentoso cantor saiu da competição enquanto é evidente que vários ali são medianos ou medíocres. Eu não gostava de Michael no início, principalmente com aqueles covers do Queen (já dizia Marcos Mion: “se for copiar, copia direito”), mas depois ele foi se acertando e conseguiu o status de um dos melhores desta temporada. Bom, não para o público americano que preferiu manter Kristy Lee Cook por mais uma semana. Já está na hora de reverem essa fórmula, que reiteradamente deixa passar cantores ruins e elimina os bons. Seyisha Mercado, por exemplo, já esteve várias vezes no bottom three e continua lá até hoje. O programa deveria desenvolver mecanismos para proteger seus maiores talentos, como alguma espécie de imunidade concedida aos que receberam mais votos na semana anterior ou algo semelhante. Já bastou o Sanjaya ano passado.


É hora de mais um Pergunte ao Editor. Se você tem alguma dúvida sobre séries, programação brasileira ou americana, estréias, fall season, cancelamentos etc., deixe-a aqui nos comentários e eu pesquisarei para o LiGado em Série Responde. Apenas as dúvidas envolvendo lançamentos de DVDs não serão respondidas, pois as distribuidoras nunca retornam nossos questionamentos. Ah, não se esqueça de deixar o seu nome, e-mail e cidade!
A HBO estréia hoje com exclusividade no Brasil a série Mad Men, que chegou premiada com o Globo de Ouro 2008 logo de cara. A caprichada produção do canal AMC é uma invejável reconstituição de época, retratando o universo dos publicitários emergentes dos anos 60 em Nova York. O tema é muito específico e como diz Claudia Croitor do Legendado, essa não é uma série fácil de acompanhar, pois não temos grandes tramas, reviravoltas ou muita ação. Mas o inusitado contraste de costumes apresentado e o nível de detalhamento chega até a nos chocar, tornando esta uma série atípica e diferente de tudo que já vimos. Então fica a dica: hoje às 20h na HBO volte meio século no tempo e se surpreenda com Mad Men.
Estamos chegando perto da época do ano em que os canais anunciam os upftonts, que são as coletivas feitas para a imprensa e para o mercado publicitário com as novidades, cancelamentos e renovações para a próxima temporada de séries. A rede NBC foi a única que se adiantou, como
É claro que a lista excluiu as séries que já estão garantidas (expressa ou tacitamente), mas a ameaça de cancelamento de algumas produções, ainda que remota, é preocupante, como a de Boston Legal (que descobri recentemente e estou adorando) e a ótima How I Met Your Mother (que já é um “clássico atual”). Estranhei ver na lista Moonlight, uma série meio underground, mas que mostrou um desempenho sólido nas mortas noites de sexta nos EUA. Contudo, é bom saber que a telinha vai provavelmente se livrar de lixos como Cavemen, Big Shots, Cashmere Mafia e Women’s Murder Club. Por mim adicionariam aí Back to You e o negócio estava fechado. Minha TV agradeceria, e a de vocês?
Estreou há 2 semanas no Brasil o remake de Bionic Woman, série baseada no drama homônimo de 1976, que foi a grande aposta do canal americano NBC após o sucesso alcançado com Heroes em 2006. Porém, enquanto a série de Tim Kring usou e abusou da estilização dos heróis gerando hype em torno da série e de seus personagens, a adaptação de David Eick (produtor de Battlestar Galactica) peca pela falta de carisma e identidade. A história acompanha a vida de Jaime Sommers, uma garçonete que acaba se envolvendo em um trágico acidente e sua única chance de sobrevivência resta na pesquisa ultra-avançada de seu namorado com “anthrocites“, máquinas moleculares milagrosas. As duas pernas, um braço, um ouvido e um olho da moça foram substituídos, tornando-a biônica. Por isso, ela agora terá que “pagar” esses upgrades realizando alguns “serviços de utilidade pública”. Os primeiros problemas da série já começam pela bela e inexpressiva protagonista, a atriz Michelle Ryan, que não consegue conferir a carga dramática necessária para convencer como heroína.



Bruno, sou assinante de TV por satélite e tenho uma televisão widescreen. Pelo que eu percebi, quase nenhuma emissora (talvez nenhuma) apresenta sua programação neste formato. Tem como eu fazer alguma coisa para conseguir assistir a programação em wide ou eu tenho que me contentar com o fullscreen mesmo? (Diego Dru, Belo Horizonte)
Bruno, você está acostumado a responder sobre personagens que somem no meio de uma temporada, mas duvido que saiba esta. O que aconteceu com a personagem de Justin Chatwin em Weeds, que só apareceu no primeiro episódio da série? E a filha mais velha de Elizabeth Perkins que foi enviada para o exterior e nunca mais voltou? Agora tudo acontece como se a menina nunca houvesse existido. Falha no roteiro ou algo mundo grave aconteceu com estes atores? (Vinícius, SP)
Gostaria de saber em qual cidade fica o hospital de Scrubs, o Sacred Heart. E como fica essa última temporada? É a última mesmo ou vai ser renovada? (Luciana, Belo Horizonte)
Alguma notícia sobre Entourage? Ela vai ser renovada? Alguma previsão? (Jônatas)
O que você sabe me dizer sobre o cancelamento de 4400? (Adolfo)
Gosto muito de uma série pouco comentada nos blogs sobre seriados: Numb3rs. Por isso não entendi a saída de Sabrina Lloyd (uma das protagonistas da primeira temporada). Não achei em nenhum lugar a justificativa de sua saída. Foi demissão? Ela pediu pra sair? Você sabe algo? (Suzana)
Depois do excelente episódio da semana passada, estamos de volta ao Seatlle Grace e ao ápice dramático desta temporada, na continuação de Crash Into Me. Como esperado, as cenas cirúrgicas foram mais angustiantes que o normal e neste capítulo a luta pelo salvamento Nick (Seth Green) foi em vão. Bailey novamente conseguiu se destacar (essa é a temporada dela!) com sua discussão com o marido via George O’Maley e essa complicada dinâmica do casal deverá ser o pivô dos já anunciados bombásticos acontecimentos do próximo episódio. Crash Into Me quebrou paradigmas (e suásticas) e trouxe desfechos definitivos, como da história de George e Izzie que vinha se arrastando desde a 3ª temporada. Por mais que digam que Grey’s Anatomy “já deu o que tinha que dar”, eu ainda acredito no potencial da série, porque toda semana eles vêm e dão um show, mesmo com alguns desgastes que são comuns em uma produção tão visada e grandiosa. Eu ainda considero este um dos melhores (senão o melhor) drama médico da TV, especialmente porque sempre fogem do lugar-comum com uma análise singela e delicada da vida e da morte, humanizando os médicos que muitas vezes são tratados como deuses pelas demais produções do gênero e até pela nossa sociedade. Ah, e o Sony está de parabéns pelo non-stop, que deverá ser interrompido nas próximas semanas por causa da greve, e não do canal.

Jack, Kate, Hurley, Sayid, Aaron e Sun: está formado o Oceanic 6 após um episódio intenso que trouxe a terrível notícia da morte de Jin. Será que ele morreu mesmo? Você gostou da “pegadinha” de Carlton Cuse e Damon Lindelof? Confira os
Essa semana ficou claro que toda vez que esta temporada de American Idol coloca um tema específico demais, a noite é um fiasco. Aconteceu com as duas apresentações com Beatles e agora a história se repete com o tema “Dolly Parton”. Isso demonstra que os candidatos que dizem ser “super talentosos” na verdade são bastante limitados. A maioria ali são versões pioradas de outros Idols. Você consegue vislumbrar Clay Aiken em David Archuletta, Carrie Underwood (ou talvez Kellie Pickler) em Kristy Lee Cook, Gina Glocksen em Carly Smithson. O problema é que sempre os anteriores se sobressaíam onde esses constantemente derrapam. Os arranjos desta semana ficaram esquisitos, as performances contidas demais (pois quase ninguém ali nem sabia quem era Dolly Parton ou conhecia suas músicas). David Cook e Brooke White são os únicos que ainda trazem um pouco de luz pra competição e foi justa a eliminação de Ramiele Malubay, que apesar de cantar bem, não tem nenhuma presença de palco e não sabe ser original. Ela não teria condições de ser a próxima Kelly Clarkson e nem mesmo a próxima Jordin Sparks. Esta semana teremos o evento especial Idol Gives Back que reunirá vários artistas e personalidades na luta contra a pobreza no mundo.


