LOST: A Constante de Desmond

De tempos em tempos, LOST nos presenteia com episódios que desorganizam toda a nossa percepção sobre a série de forma absolutamente brilhante e imprevisível. Freqüentemente isso acontece quando descobrimos um pouco mais da vida de Desmond Hume, como vimos em Man of Science, Mano f Faith, Flashes Before Your Eyes e agora no excelente The Constant. Desde a explosão da escotilha Cisne, a experiência de tempo e vida do “brotha” foi profundamente alterada e após a sua segunda exposição ao forte eletromagnetismo da ilha, a situação ficou um pouco mais severa. Preso em flashes do passado e presente, presenciamos a sua incrível jornada para reencontrar o equilíbrio da confusa equação que sua vida virou. E é claro que a constante que (novamente) o salvou foi Penelope Widmore, numa cena que certamente já é um dos momentos mais emocionantes de toda a série.

A outra grande surpresa do episódio veio com o físico Daniel Faraday, que introduziu uma interessantíssima versão para o conceito de “viagem no tempo”. Eu confesso que não curti muito esse tema quando vi que a série iria abordá-lo, mas a maneira como lidaram o assunto até chegou a ser plausível em alguns momentos. Ora, se a mente humana seguisse sempre uma lógica linear e temporal, não existiriam tantas ciências com o objetivo de tentar desvendar os seus profundos mistérios. No passado, foi curioso constatar a obsessão de Charles Widmore com a história da ilha. Gastando seu precioso tempo em um leilão de artefatos e obras de arte, ele arrematou o diário de bordo perdido do navio Black Rock, que sabemos estar atracado na ilha há séculos. Será que ele encontrou respostas ali? The Constant finalmente pôs fim à teoria de que a diferença tempo na ilha e fora dela seria significativa. Os acontecimentos do episódio ocorreram na véspera de Natal do ano de 2004, 93 dias após a queda do vôo 815.

Mesmo assim, Faraday disse que a percepção de tempo na ilha pode ser diferente para quem está lá há mais tempo e isso ainda precisa ser explicado. Outra coisa que me chamou a atenção foi a sabotagem no cargueiro, que acredito ter sido obra do “informante” que Ben mantém ali. Mais intrigante ainda foi o que o oficial de comunicações Minkowski (também sofrendo dos “flashes”) disse para Sayid: “vocês têm um amigo nesse barco“. É claro que ele se referia a Lapidus, mas e se essa pessoa que está ali infiltrada fosse algum conhecido nosso? Algum nome vem à sua mente? Quem já saiu da ilha através de Benjamin Linus em circunstâncias duvidosas e nunca mais apareceu? Pois é, eu aposto todas as minhas fichas de Michael Dawson está naquele barco, o que acham?

Intenso, confuso, esclarecedor… E confuso de novo! O episódio desta semana é um dos que entra para a lista dos melhores exemplares de toda a série, reiventando conceitos e trazendo preciosas informações. Na próxima semana The Other Woman trará Juliet de volta aos holofotes de LOST!
Cotação LiGado em Série: 




Episódio “4×05: The Constant” exibido na ABC (Rede de TV Americana) em 28/02/2008.
Repercutindo o Episódio:
- Problemas de Memória: O leitor Leoff levantou uma interessante questão: “por que Penny se lembra do encontro com Desmond no passado e Daniel Faraday e Charlie não?” Ora, a resposta desta pergunta já pode ter sido dada na série. Lembram-se que no episódio anterior Faraday e Charlotte faziam uma espécie de “teste de memória”? Provavelmente a combinação de cartas que ele precisava lembrar foi apresentada antes da “viagem” à ilha e agora eles exercitam a mente tentando lembrá-la. Isso explica porque Faraday e Charlie não se lembram de Desmond e porque o físico precisou escrever em seu diário qual seria a sua própria “Constante”.
- Física Pura: A apresentadora, colunista, roteirista e física Rosana Hermann lembra que “uma das grandes sacadas de Albert Einstein foi que para todos os observadores, em qualquer referencial, a velocidade da luz é sempre uma constante. Então, a pessoa ter uma constante é ter a luz da sua vida”. Pra embasar, ela cita a Teoria do Espaço-Tempo de Einstein e… Hermann Minkowski!
- Carlos Alexandre Monteiro comenta que Desmond é singular como um todo em sua trajetória. Ele é um sobrevivente sem ter caído com os passageiros do vôo 815, um habitante anterior à tragédia da ilha sem ser um Outro, foi um Dharma sem ser um Dharma… E agora, com “The Constant”, vimos que, metáforas à parte, ele realmente transita entre duas realidades. (…) Ele é espectador e protagonista de sua própria trágédia particular”.
Bruno, por favor me esclareça uma dúvida: qual a diferença entre série, microssérie, minissérie e seriado? Existe alguma? (Bruno Rocha)
Prison Break acabou? Vai ter quarta temporada? Se sim, quando? Essa greve tá acabando comigo. Pelo amor de Deus, me responda essa que aquele final me deixou doido! (Thiago Almeida)
Olá Bruno, acompanhei a primeira temporada de Jericho e li aqui que a série não foi bem e estava para ser cancelada, até que os fãs protestaram e eles produziram uma segunda temporada. No entanto, o último episódio da 1ª temporada não era um final (como vimos em Studio 60, por exemplo) e dava pra perceber que haveria uma continuação. Baseado nisso minha pergunta é: quando as emissoras sabem que não continuarâo suas séries, por que não terminam com um final definitivo ao invés de um final em aberto? (Vinícius, SP)
Gostaria de saber por que a maioria dos canais que renovaram diversas séries estreantes (Dirty Sexy Money, Pushing Daisies etc), para uma segunda temporada, deixaram apenas 13 episódios ao invés de uma temporada completa de 22 episódios? Os canais ainda têm duvidas quanto ao desempenho dessas séries? (Arthur Belotto)
Depois de ler sobre a volta dos roteiristas, falaram que LOST terá mais 5 episódios fora os 8 já produzidos, resultando em 13 nessa temporada. Mas falaram que era para ter 16 por ano até 2010… A próxima temporada virá então com 19 ou perdemos os 3? (BKU)
A quarta temporada não voltou mesmo para brincadeiras! Grey’s Anatomy está em um de seus melhores momentos com a renovação de alguns personagens (Alex e Yang) e a volta definitiva de Miranda Bailey reinando no Seattle Grace. Ah, como é bom vê-la em ação, mesmo que como “Número 2″ da chefe Callie que não faz nada (isso não pode durar muito tempo). Agora é uma pena George O’Maley esteja completamente sem lugar na trama, principalmente depois que ele não passou no exame de residente. Como ator também ele foi o que menos evoluiu (será que Shonda Rhimes colocou ele pra repetir como interno de propósito?). A continuação do caso dele com Izzie passou completamente dos limites e não sei porque não colocam um fim nisso de uma vez por todas. Pelo menos ele finalmente terminou o seu casamento de fachada com a (insuportável) da Callie. Os casos da semana também foram interessantes e aquela injeção no olho já entrou pra história da série como um dos momentos mais angustiantes da telinha. Ainda assim a série teve fôlego pra mais: um novo interno chegou ao hospital mostrando que nunca é tarde para começar a aprender e o paciente velhinho acordou para morrer num final realmente tocante. Com relação à Meredith, eu ainda quero ver a dinâmica dela com Lexie tomar proporções maiores. Quem sabe McDreamy possa dar uma mãozinha, hein?



Hoje a noite acontece a grande noite do cinema e a proxima premiacao importante de Hollywood e’ o Emmy que ocorre somente no segundo semestre. Mas com base no que ja vimos nesta temporada prejudicada pela greve, quais seriam as suas previsoes? Sera que veremos uma repeticao do que foi o Globo de Outro? Faca suas apostas!


Eu preciso reconhecer que o 4º episódio desta temporada de LOST foi um filler, ou seja, serviu como ponte para novos acontecimentos e deixou a trama com aparência de estagnada e (obviamente) sem respostas. Mas em Eggtown as aparências enganam. Muita coisa foi confirmada, como o fato de que Jack, Kate, Hurley, Sayid, Aaron e *** deixaram a ilha em circunstâncias gravíssimas. Foi curioso perceber que todos os célebres resgatados estão dispostos a manter a falsa história narrada por Jack sob juramento, custe o que custar. Ávidos por respostas, tenham calma! Estamos apenas começando esta temporada.
Na ilha o destaque foi aquela conversa entre Ben e Miles, cujo resultado nós já sabemos: Ben não foi capturado pelos tripulantes do barco. Ficou ainda a insinuação de que o ex-líder dos Outros pode ser ainda mais poderoso do que imaginamos. A rápida aparição de Daniel Faraday com Charlotte também foi, digamos, “memorável”. Por que o físico tem problemas para se lembrar de simples combinações de cartas de baralho e (mais importante ainda) por que acertar duas em três já é aceitável? Mas mesmo com todos estes interessantes fatores apresentados, eu não vou negar que esse “vai e vem” de personagens decepciona. Parece que estamos revivendo várias histórias, como Ben sempre preso por Locke (e a própria série admite isso) e a ocupação e readaptação de sobreviventes em novos alojamentos.
O que me anima é o fato de que já conhecemos o futuro e essa é a chave para não nos desesperarmos com LOST. Até o momento sabemos que 6 passageiros do vôo 815 deixaram a ilha; Sayid trabalha para Ben matando pessoas; Kate foi absolvida de seus crimes e cria Aaron como se fosse mãe dele; Hurley tem “delírios lúcidos” no manicômio e o sempre certinho Jack guarda um enorme segredo. Por que ele não quer ver o bebê (que é seu sobrinho)? Por que Kate aceitou a liberdade condicional que a prende dentro de fronteiras estaduais? Tudo está interligado, só falta sabermos como. Na próxima semana o “brotha” tomará conta de “The Constant“, o 5ª episódio da 4ª temporada. Não deixe de repercutir os acontecimentos de hoje com seus comentários!









O que eu mais gostei neste excelente episódio de Grey’s Anatomy foi ver Miranda Bailey “back in the game” depois que ela foi apagada pelo roteiro no 3º ano. A série continua justificando o seu sucesso, pois basta assistí-la por 5 minutos para constatar que o texto é superior à maioria dos dramas atuais. Eu também curti George questionando seu casamento “de fachada” com a Callie e eu continuo preferindo vê-lo com Izzie do que com essa nova “chefe-residente” do Seattle Grace. Mas o destaque absoluto da série é Christina Yang e ninguém consegue tirar este cargo dela. A dinâmica dela com os internos (chamando-os por números, hilário) e com a mãe de Burke foram os highlights da semana. Sábios também foram os conselhos da mãe de Burke pra todos e quem sabe ela poderia passar mais um tempinho com aquele pessoal que ainda tem muito o que aprender sobre relacionamentos e sobre a vida… A 4ª temporada voltou com tudo!

Boas notícias para os fãs de LOST! O canal AXN surpreendeu e programou a estréia da 4ª temporada da série já no próximo dia 3 de Março às 21h! Isso significa que os episódios serão exibidos com pouco mais de um mês de diferença com relação à exibição americana. Esta é a primeira fez que o intervalo é tão curto, o que foi sempre uma grande reivindicação público daqui. Com isso, pode ser possível que sejamos afetados pelo intervalo de 6 semanas que a série sofrerá lá fora em virtude da greve dos roteiristas. Mesmo assim não deveremos ficar muito tempo sem inéditos, pois quando LOST voltar, o non-stop será mantido. Este ano a quantidade de episódios também diminuiu: dos 16 previstos, só vai dar tempo de terminar 13. Os outros 3, no entanto, não serão descartados e deverão ser inclusos nas próximas temporadas (5ª e 6ª), que serão as últimas. O LiGado em Série também fará a cobertura pelo AXN, em respeito aos milhares de fãs da série que preferem acompanhar pela TV.



Muitos pediram e o Pergunte ao Editor está de volta! Se você tem alguma dúvida sobre séries, programação brasileira ou americana, estréias, greve, cancelamentos etc., deixe-a aqui nos comentários e eu pesquisarei e responderei em uma matéria. Também tentarei responder todos, seja por e-mail ou nos próprios comentários, ok? Não se esqueça de deixar o seu nome, e-mail e cidade!
Sejamos práticos, não há o que comentar sobre os “acontecimentos” deste episódio. O bottom line de tudo é: Heroes se perdeu e nem o mais entusiasta e otimista com a série pode negar isso. Mesmo que o próximo episódio seja “o máximo”, não vai mudar o fato de que perdemos 40 minutos vendo absolutamente nada até descobrirmos, na última cena, que a cidade de Nova York vai ser devastada no futuro! Ora, nós já não vimos isso antes? Eles estão basicamente repetindo a trama da primeira temporada, sem tirar nem por! Isso era o melhor que podiam fazer? Sério? Quanta criatividade! Outra coisa que não faz nenhum sentido é a constante inserção de novos personagens, denotando que o roteiro fraco depende deste artifício numa (falha) tentativa de tapar seus inúmeros furos. Ah, e nem relance de Kristen Bell nós vimos. Heroes parece uma novela daquelas cheias de núcleos e essa semana foi a vez do “elenco B” entrar em “ação”. Estou perdendo a paciência a cada semana, junto com o restante do público. Se é que sobrou alguém.








Na última semana de testes, Idol esteve na cidade de Atlanta, Georgia, lar de Clay Aiken, Jennifer Hudson e da vencedora Fantasia Barrino. Mas pelo visto este ano não tivemos nenhuma performance “breakthrough“. O episódio exibido ontem no Sony também abusou de dramas pessoais, como o do último participante que morava em um carro escondido dos pais para viver de música. Ao todo foram mais de 100.000 candidatos em 7 cidades. Hoje à noite (às 21:00) será exibida a “raspa do tacho” dos testes, com os melhores… e piores, é claro! Na semana que vem começam os testes no Orpheum Theatre Hollywood e a formação do aguardado Top 24!
Está decidido! Com o final da greve dos roteiristas, Carlton Cuse e Damon Lindelof (produtores executivos de LOST) revelaram hoje quais serão as estratégias pós-greve para produção e exibição dos episódios desta temporada. Inicialmente previsto para ter 16 capítulos em 2008, o drama dos sobreviventes do vôo 815 sofrerá uma baixa de 3 roteiros. Por isso, a quarta temporada terá excepcionalmente 13 episódios, que serão divididos em 2 arcos (um de 7 e outro de 6) com intervalo de um mês entre cada. Isso terá de ser feito assim para dar tempo de gravar as novas cenas que já estão sendo escritas. Além disso, a série mudará de horário nos EUA quando voltar do pequeno hiatus (o que deve acontecer no final de Abril). A rede ABC decidiu fazer uma noite especial com as três séries mais bem sucedidas da casa: Ugly Betty, Grey’s Anatomy e LOST, começando às 20h e nesta ordem (com informações do TV Guide). Os produtores também garantiram que a história do quarto ano precisará ser comprimida para ser contada na íntegra. Mesmo assim, eles garantiram que o público não ficará sem os 3 episódios cortados, que deverão entrar nas próximas temporadas.

Depois de três intermináveis meses, a Greve dos Roteiristas
A galera do Seattle Grace voltou ontem em sua melhor forma, depois do caído final da 3ª temporada. As mudanças introduzidas trouxeram uma dinâmica inédita e deliciosa de ver: Bailey vs. Callie, residentes vs. internos (Yang, especialmente) e Meredith vs. Lexie. Eu só não entendi aquela enorme campanha da Sony sobre “quem será o próximo nazista” do hospital, já que isso foi apenas uma piada do primeiro episódio. As referências ao piloto também foram excelentes com cada um dos novos “chefes” criando a sua própria versão do clássico discurso de Bailey. Fiquei surpreso também com a declaração de George para Izzie, já todo mundo esperava que essa história seria abandonada depois de uma pesquisa que fizeram que apontava a aversão do público ao casal. O romance entre Grey e Derek também deu uma repaginada com a chegada da irmã (era a menina do bar que cantou o McDreamy) e isso vai ser muito interessante de ver daqui pra frente. Por fim, foi simpático Izzie ajudando o cervo, mas agora já era hora de colocarem ela em situações mais complexas pra que ela faça jus ao Emmy que ganhou, não? No geral, a volta da série foi bastante satisfatória, pois vimos que Shonda Rhimes tem a capacidade de aprender com seus erros e reinventar dramas e romances. Grey’s Anatomy continua com ótimos personagens e um texto completo.



